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ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL MACHADO DE ASSIS

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL MACHADO DE ASSIS Aluno (a): 9º Ano Turma: IGREJINHA – RS

Aluno (a):

9º Ano

Turma:

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL MACHADO DE ASSIS Aluno (a): 9º Ano Turma: IGREJINHA – RS

IGREJINHA – RS

APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO

Caro (a) aluno (a):

Esta apostila foi desenvolvida para ser sua grande aliada no desenvolvimento de sua aprendizagem em Língua Portuguesa.

Ao utilizá-la, você vai perceber como é importante escrever corretamente, além de descobrir o fascinante “mundo da leitura” através da análise de textos importantes para a sua construção como sujeito.

Com carinho,

Professora Natalia Rosana Teixeira

SUMÁRIO

Quadro geral das habilidades de Língua Portuguesa

04

Tema: Adolescência

06

Tema: Preconceito

09

Tema: Cigarro

16

Tema: Sociedade

20

Tema: Publicidade e Propaganda

25

Tema: O trabalho e as crianças

29

Tema: Lugares

33

Tema: O poder da telinha

39

Tema: Mundo dos bichos

46

Tema: A importância do trabalho

52

Tema: Mulher

57

Tema: Cultura

61

Tema: Amizade

65

Tema: Realidade brasileira

69

Tema: Guerra e paz

74

Tema: Ser jovem

79

Tema: Nossa Língua

83

Tema: Mundo

88

Atividades de interpretação e conhecimentos linguísticos

96

Atividades de vocabulário

125

Exercícios gramaticais

129

Propostas de produções de texto

138

Referencial teórico

145

Referências

163

QUADRO GERAL DAS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

Código

Habilidade

H1

Apreender o sentido global do texto, utilizando recursos para a sua compreensão, de forma autônoma.

H2

Localizar informações explícitas; inferir informações implícitas e identificar o tema de um texto.

H3

Distinguir os fatos apresentados da opinião formulada acerca desses fatos nos diversos gêneros de texto.

H4

Distinguir o que é um fato, um acontecimento, da interpretação que é dada a esse fato pelo autor do texto.

H5

Localizar as informações solicitadas seguindo as pistas fornecidas pelo próprio texto.

H6

Inferir o sentido de uma palavra ou expressão no texto, atribuindo a determinadas palavras seu sentido conotativo.

H7

Reconhecer uma ideia implícita no texto, seja por meio da identificação de sentimentos que dominam as ações externas dos personagens, em um nível básico, seja com base na identificação do gênero textual e na transposição do que seja real para o imaginário.

H8

Relacionar as diferentes informações para construir o sentido global do texto.

H9

Identificar um fato relatado e diferenciá-lo do comentário que o autor, ou o narrador, ou o personagem fazem sobre esse fato.

H10

Analisar o modo de tratamento do tema dado pelo autor e as condições de produção, recepção e circulação dos textos.

H11

Reconhecer as diferenças entre textos que tratam do mesmo assunto, em função do leitor-alvo, da ideologia, da época em que foi produzido e das suas intenções comunicativas.

H12

Identificar a função dos recursos utilizados, como o uso de figuras de linguagem, de exemplos, de uma determinada organização argumentativa, entre outros.

H13

Reconhecer opiniões diferentes sobre um mesmo fato ou tema.

H14

Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos textos: contrapondo sua interpretação da realidade a diferentes opiniões; inferindo as possíveis intenções do autor marcadas no texto; identificando referências intertextuais presentes no texto; percebendo os processos de convencimento utilizados para atuar sobre o interlocutor/leitor; identificando e repensando juízos de valor tanto sócio ideológico (preconceituosos ou não) quanto histórico-culturais (inclusive estéticos) associado à linguagem e à língua; e reafirmando sua identidade pessoal e social.

H15

Identificar quem fala no texto e a quem ele se destina, essencialmente, por meio da presença de marcas linguísticas (o tipo de vocabulário, o assunto, etc.), evidenciando, também, a importância do domínio das variações linguísticas que estão presentes na nossa sociedade.

H16

Identificar, o locutor e o interlocutor do texto nos diversos domínios sociais, como também são exploradas as possíveis variações da fala: linguagem rural, urbana, formal, informal, incluindo também as linguagens relacionadas a determinados domínio sociais, como, por exemplo, cerimônias religiosas, escola, clube, etc.

H17

Estabelecer a relação entre o ponto de vista do autor sobre um determinado assunto e os argumentos que sustentam esse posicionamento. Posicionar-se criticamente em relação aos “contratos de leitura”.

H18

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos para a construção de um texto (tanto oral como escrito).

H19

Usar estratégias apropriadas para produzir um texto no gênero estudado (em um projeto, unidade de estudo) e reconhecer suas dificuldades.

H20

Comparar estratégias de produções textuais (coletiva e individual).

H21

Identificar as solicitações básicas para a produção do texto e apropriar-se dos elementos que devem constituir o texto no gênero escolhido.

H22

Realizar tarefas variadas de busca de conteúdo.

H23

Escrever o texto prevendo planejamento de etapas.

H24

Ter autonomia para avaliar a necessidade de reescritura dos textos.

H25

Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos textos: contrapondo sua interpretação da realidade a diferentes opiniões; inferindo as possíveis intenções do autor marcadas no texto; identificando referências intertextuais presentes no texto; percebendo os processos de convencimento utilizados para atuar sobre o interlocutor/leitor; identificando e repensando juízos de valor tanto sócio ideológico (preconceituosos ou não) quanto histórico-culturais (inclusive estéticos) associado à linguagem e à língua; e reafirmando sua identidade pessoal e social e de reescritura do texto.

ADOLESCÊNCIA Habilidades: H1, H2, H4, H5, H7, H8, H11, H12, H13, H15, H17 e H18

ADOLESCÊNCIA

Habilidades: H1, H2, H4, H5, H7, H8, H11, H12, H13, H15, H17 e H18

Texto 1

Os adolescentes e a solidão

Há coisa pior que a solidão na adolescência? Parece que não, a julgar por uma pesquisa feita pela professora Oraides Regina Alves (Porto Alegre). A professora Oraides, como outros professores deste Estado, desenvolve em condições nem sempre fáceis, um trabalho criativo e ao mesmo tempo revelador. Baseando-se numa reportagem da revista Nova Escola, ela pergunto aos alunos o que era, para eles, a solidão.

As respostas são interessantes, porque falam muito sobre os jovens contemporâneos do Mamonas Assassinas. “Solidão é vir à aula na sexta-feira”, diz o Rodrigo, para quem, parece, todos os fins de semana são prolongados. “Sentir-se sozinho num túnel sem aquela luzinha no final”, diz Giovani,

a melhor descrição do estado depressivo que já vi. Vítor Hugo dá à sua resposta uma dimensão social:

para ele, solidão “ é ver que a fome e a miséria estão tomando conta do nosso país”. Celiana, para quem solidão é “escrever poemas de amor e não ter a quem dar”, vinga-se do destino: depois de brigar com o namorado, a melhor coisa é “caminhar de salto alto para incomodar os vizinhos do andar de baixo”. Eu não gostaria de morar nesse edifício.

O futebol também entra. Para o Vítor Hugo, solidão é ser colorado, enquanto o Ederson, que,

evidentemente, torce para o mesmo time, diz que se sente solitário quando tem de assistir a uma decisão do Grêmio sozinho. Ainda dentro do item jogos e esportes, o Roger diz que solidão é estar com o videogame queimado (e pelo tempo que funcionam, os videogames devem queimar muito). A propósito,

o Evertom tem uma velada queixa contra a Companhia de Energia Elétrica: ele se sente solitário quando “está sozinho e falta luz”.

Há depoimentos comoventes. Solidão, diz Tatiane, “é deitar na cama e beijar o travesseiro”, ou, no plano familiar, “sentar à mesa e ver um único prato”. Solidão, dez Patrícia, “é saber que mais dia, menos dia, meus pais vão se separar”. Solidão, diz Éderson, “é estar doente e ninguém vir lhe visitar”; “ter um pai que não liga a mínima para você”, diz Mariana. “acordar e não ter a quem dizer bom- dia”, acrescenta Odete.

Solidão é triste em qualquer idade. Mas na adolescência parece pior. O mundo será melhor quando os adolescentes não se sentirem mais sós.

Sobre o texto 1, responda:

Moacir Scliar

1)

Qual é o fato a partir do qual o autor desenvolve sua crônica?

a) A partir de uma pesquisa realizada por uma professora, em São Paulo

b) A partir de uma pesquisa sobre a adolescência, realizada por uma professora em Porto Alegre

c) A partir de uma pesquisa sobre a solidão, realizada por uma professora em Porto Alegre

2)

Os depoimentos mais comoventes, segundo a professora são:

a) Todos os entrevistados

b) Tatiana, Patrícia, Éderson e Mariana

c) Rodrigo, Giovani e Vítor Hugo

3)

Por que o autor afirma que os depoimentos são de jovens de uma mesma geração?

a) Por que vivem uma mesma época

b) Por que são iguais

c) Por que são de uma mesma escola

Texto 2

Eu,Eu,Eu,Eu,

 

Carlos Drummond de Andrade

Tão diverso de outros, tão mim mesmo, Ser pensante sentinte e solitário Com outros seres diversos e conscientes De sua humana, invencível condição. Agora sou anúncio Ora vulgar ora bizarro.

Em língua nacional ou em qualquer língua (Qualquer principalmente.)

Em minha calça está grudado um nome Que não é meu de batismo ou de cartório

Um nome

estranho.

Meu blusão traz lembrete de bebida Que jamais pus na boca, nessa vida, Em minha camiseta, a marca de cigarro Que não fumo, até hoje não fumei. Minhas meias falam de produtos Que nunca experimentei Mas são comunicados a meus pés. Meu tênis é proclama colorido De alguma coisa não provada Por este provador de longa idade. Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, Minha gravata e cinto e escova e pente, Meu copo, minha xícara, Minha toalha de banho e sabonete, Meu isso, meu aquilo. Desde a cabeça ao bico dos sapatos, São mensagens, Letras falantes, Gritos visuais, Ordens de uso, abuso, reincidências. Costume, hábito, permência, Indispensabilidade, E fazem de mim homem-anúncio itinerante, Escravo da matéria anunciada. Estou, estou na moda.

E

nisto me comparo, tiro glória

De minha anulação. Não sou - vê lá - anúncio contratado. Eu é que mimosamente pago Para anunciar, para vender

Em bares festas praias pérgulas piscinas,

E

bem à vista exibo esta etiqueta

Global no corpo que desiste De ser veste e sandália de uma essência

Tão viva, independente, Que moda ou suborno algum a compromete. Onde terei jogado fora Meu gosto e capacidade de escolher, Minhas idiossincrasias tão pessoais, Tão minhas que no rosto se espelhavam

E

cada gesto, cada olhar

Cada vinco da roupa Sou gravado de forma universal, Saio da estamparia, não de casa, Da vitrine me tiram, recolocam, Objeto pulsante mas objeto Que se oferece como signo dos outros

É duro andar na moda, ainda que a moda Seja negar minha identidade, Trocá-la por mil, açambarcando Todas as marcas registradas, Todos os logotipos do mercado. Com que inocência demito-me de ser Eu que antes era e me sabia

Objetos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso De ser não eu, mas artigo industrial, Peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é Coisa. Eu sou a Coisa, coisamente.

Sobre o texto 2, responda em duplas:

1)

Tente, pelo contexto, chegar ao significado das palavras abaixo ( se precisar, consultem o

dicionário):

 

a)

Proclama-

g) bizarro- h) comprazo- i) pérgulas j) idiossincrasias- k) signo- l) retifiquem-

 

b) Reincidência-

c) Premência-

d)

Itinerante-

e) açambarcando-

f) logotipo-

2)

O poema pode ser dividido em três partes. Identifique-as através das linhas:

Primeira parte

O eu lírico revela seu aspecto exterior, no presente:

 

suas roupas, seus objetos, o estar na moda.

Segunda parte

Reflexões do eu lírico sobre seu aspecto presente e sua identidade passada. Oposição entre o presente e o passado.

 

Terceira parte

Conclusão – a definição de si mesmo como coisa.

 

3)

Identifique a alternativa correta em relação ao significado geral do texto:

 

a) Pode ser considerado uma defesa dos hábitos de consumo e da publicidade feita por meio das roupas.

b) Emprega a ironia ao abordar os hábitos de consumo e a moda, criticando a atitude de quem faz publicidade por meio do próprio corpo.

Texto 3

a atitude de quem faz publicidade por meio do próprio corpo. Texto 3 Responda: qual a

Responda: qual a relação entre os textos 2 e 3?

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H11, H12, H13, H15, H16,

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H11, H12, H13, H15, H16, H17, H18 e H24

“Então é verdade, no Brasil é duro ser negro?”

A mais importante atriz de Moçambique diz ter sofrido discriminação racial em São Paulo. Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha. Terminava a entrevista com a bela Lucrécia Paco, a maior atriz moçambicana, quando fiz aquela pergunta clássica, que sempre parece obrigatória quando entrevistamos algum negro no Brasil ou fora dele. “Você já sofreu discriminação por ser negra?”. Eu imaginava que sim. Afinal, Lucrécia nasceu antes da independência de Moçambique e viaja com suas peças teatrais pelo mundo inteiro. Eu só não

imaginava a resposta: “Sim. Ontem”.

Lucrécia falou com ênfase e com dor.

“Aqui?”, eu perguntei, num tom mais alto que o habitual. “Sim, no Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus últimos dólares”, contou. “Como assim?”, perguntei, sentindo meu rosto ficar vermelho.

Ela estava na fila, quando a mulher da frente, branca, loira, se virou para ela: “Ai, minha bolsa”, apertando a bolsa contra o corpo. Lucrécia levou um susto. Ela estava longe, pensando na timbila, um instrumento tradicional moçambicano, semelhante a um xilofone, que a acompanha na peça e que ainda não havia chegado a São Paulo. Imaginou que havia encostado, sem querer, na bolsa da mulher. “Desculpa, eu nem percebi”, disse.

A mulher tornou-se ainda mais agressiva. “Ah, agora diz que tocou sem querer?”, ironizou. “Pois eu vou chamar os seguranças, vou chamar a polícia de imigração.” Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo diante de todos, mas reagiu: “Pois a senhora saiba que eu não sou imigrante. Nem quero ser. E saiba também que os brasileiros estão chegando aos milhares para trabalhar nas obras de Moçambique e nós os recebemos de braços abertos.”

A mulher continuou resmungando. Um segurança apareceu na porta. Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. Seus colegas moçambicanos, que a esperavam do lado de fora, disseram que era para esquecer. Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável. Como poderiam?

Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente.”

Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, para apresentar a peça Mulher Asfalto. Nela, interpreta uma prostituta que, diante de seu corpo violado de todas as formas, só tem a palavra para se manter viva.

Lucrécia e o autor do texto, Alain-Kamal Martial, estavam em Madagascar, em 2005, quando assistiram, impotentes, uma prostituta ser brutalmente espancada por um policial nas ruas da capital, Antananarivo. A mulher caía no chão e se levantava. Caía de novo e mais uma vez se levantava. Caía e se levantava sem deixar de falar. Isso se repetiu até que nem mesmo eles puderam continuar assistindo. “Era a palavra que a fazia levantar”, diz Lucrécia. “Sua voz a manteve viva.” Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência e levar aquela voz simbólica para os palcos do mundo.

Mais tarde, em 2007, Lucrécia montou o atual espetáculo quando uma quadrilha de traficantes de meninas foi desbaratada em Moçambique.

Não poderia imaginar que também ela se sentiria violada e impotente, quase sem voz, diante da cliente de um shopping em outro continente, na cidade mais rica e moderna do Brasil.

“Fiquei pensando”, me disse. “Será que então é verdade? Que no Brasil é difícil ser negro? Que a vida é muito dura para um negro no Brasil?” Eu fiquei muda. A vergonha arrancou a minha voz.

BRUM, Eliane. Época. http://revistaepoca.globo.com jun. 2009.

QUESTÃO 01

Assinale a afirmativa que pode ser comprovada pelo texto. Depois, sublinhe o trecho no próprio texto:

A) A entrevistada reconheceu que deveria processar a agressora, assim que soube por seus colegas

moçambicanos que, no Brasil, racismo é crime.

B) A entrevistada, atriz que tem seu trabalho reconhecido internacionalmente, afirma que nunca se

sentira tão envergonhada em sua vida artística.

C) A entrevistadora atribui a causa do constrangimento sofrido pela entrevistada ao fato de o crime ter

acontecido em um shopping de São Paulo.

D) A entrevistadora supunha que a entrevistada já havia sofrido discriminação por ser negra, mas não

imaginava que teria sido no Brasil.

QUESTÃO 02

É INCORRETO afirmar que, no texto:

A) apresentam-se algumas razões que justificam a presença de discriminação no Brasil.

B) evidencia-se um grave problema enfrentado pelos afro-descendentes no Brasil.

C)

expõe-se uma situação constrangedora ocorrida com uma moçambicana no Brasil.

D) revela-se o pouco conhecimento geral da entrevistadora quanto à discriminação no Brasil.

QUESTÃO 03

Assinale a alternativa que evidencia a surpresa da jornalista com a afirmativa de Lucrécia Paco de que sofrera discriminação racial no Brasil.

A) “Nenhum deles sabia que, no Brasil, o racismo é crime inafiançável.”

B) “Aqui?”, eu perguntei num tom mais alto que o habitual.

C) Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha.

D) Você já sofreu discriminação por ser negra?

QUESTÃO 04

A surpresa da jornalista em relação ao constrangimento por que passou Lucrécia Paco deve-se ao fato de:

A) a atriz retratar agressão à mulher em sua peça de teatro.

B) o primeiro preconceito sofrido pela atriz ter ocorrido no Brasil.

C) São Paulo ser a cidade mais rica e moderna do Brasil.

QUESTÃO 05

De acordo com o texto:

I. Em suas entrevistas, os jornalistas tendem a perguntar sobre discriminação a entrevistados negros, independentemente da nacionalidade de seus entrevistados.

II. A agressividade da mulher na fila foi amenizada quando percebeu que Lucrécia não era uma

imigrante e, sim, uma famosa atriz.

III. A atriz moçambicana faz menção à maneira como os brasileiros são tratados em seu país para revidar o que ouvira na fila.

IV. Lucrécia não consegue esquecer a humilhação porque, desde a sua chegada ao Brasil, começou a ser

discriminada em todos os lugares que frequentou.

Estão CORRETAS

A) I e II, apenas.

B) III e IV, apenas.

C) I e III, apenas.

D) II e IV, apenas.

QUESTÃO 06

Para o desenvolvimento do texto, o autor faz uso de vários recursos, EXCETO de:

A) inserção de discurso direto.

B) emprego de discurso indireto.

C) relato de acontecimentos.

D) citação de ditado popular.

QUESTÃO 07

Na construção de seu texto, o autor NÃO emprega:

A) argumentação.

B) descrição.

C) predição.

D) narração.

QUESTÃO 08

São fatos mencionados pela jornalista que caracterizam o episódio vivido pela entrevistada, EXCETO:

A) Lucrécia ter tido uma vida difícil durante seus 39 anos.

B) Moçambique ser uma antiga colônia de Portugal.

C) Lucrécia ter crescido em meio à guerra civil moçambicana.

D) o Brasil ser um país que recebe imigrantes africanos.

QUESTÃO 09

A respeito da peça Mulher Asfalto infere-se que:

A) tem como protagonista uma prostituta da cidade de Antananarivo.

B) foi escrita por Alain-Kamal Martial quando conheceu Lucrécia Paco.

C) narra o assassinato de uma prostituta, espancada por um policial.

D) leva aos palcos o caso dos traficantes de meninas em Moçambique.

QUESTÃO 10

No período: “Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha”, é CORRETO afirmar que:

A) o verbo “fazer”, na primeira oração, é impessoal.

B) existem três orações sintaticamente dependentes.

C) há uma relação de coordenação entre as orações.

D) o pronome “eu” é complemento verbal de “sentir”.

QUESTÃO 11

Assinale a alternativa em que a circunstância a que remete o termo sublinhado está INCORRETAMENTE indicada entre colchetes.

A) Sim, no Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus últimos dólares.

[TEMPO]

B) Imaginou que havia encostado, sem querer, na bolsa da mulher. [LUGAR]

C) Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo diante de todos,

mas reagiu. [CONCLUSÃO]

D) Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, para apresentar a peça Mulher Asfalto. [FINALIDADE]

QUESTÃO 12

Em cada fragmento a seguir, extraído do texto, está destacado o sujeito da oração, EXCETO

A) [“Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência”

B)

[

]

“quando fiz aquela pergunta clássica, que sempre parece obrigatória”

]

C) “Aqui?”, “eu perguntei, num tom mais alto que o habitual.”

D) “E saiba também que os brasileiros estão chegando aos milhares” [

QUESTÃO 13

]

Assinale a alternativa em que a palavra destacada NÃO é pronome:

A)

[

]“um

instrumento tradicional moçambicano, semelhante a um xilofone”

B) [

]

”que parecia que a estavam despindo diante de todos, mas reagiu”[

C) “Seus colegas moçambicanos, que a esperavam do lado de fora” [

D) “Sua voz a manteve viva.” Foi assim que surgiu o texto, como”[

]

]

]

QUESTÃO 14

Os termos que estão entre parênteses são antônimos dos termos

destacados, EXCETO:

A) Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo

(abatida)

B) Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. (bem)

C) Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável.

(pagável)

D) Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência (a eficácia).

QUESTÃO 15

Leia este texto, divulgado pela internet.

QUESTÃO 15 Leia este texto, divulgado pela internet. A respeito dessa paródia do rótulo de um

A respeito dessa paródia do rótulo de um chocolate conhecido, assinale a afirmativa CORRETA.

A) O jogo de palavras desse texto aponta para uma censura à sociedade de consumo.

B) No texto, expõe-se uma crítica à linguagem publicitária, marcada pelo jogo persuasivo.

C) A imagem é uma metonímia usada para identificar um tipo especial de barra de chocolate.

D) No texto, há uma crítica alusiva à atual preocupação com o uso de termos politicamente corretos.

Para refletir

D) No texto, há uma crítica alusiva à atual preocupação com o uso de termos politicamente
Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H10, H11, H13, H14, H15 e

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H10, H11, H13, H14, H15 e H16

Pais fumantes incentivam seus filhos a fumarem também?

H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H10, H11, H13, H14, H15 e H16 Pais
1) Um dos autores apresenta ideias concordando com a questão levantada, o outro posiciona- se

1)

Um dos autores apresenta ideias concordando com a questão levantada, o outro posiciona- se contrário a essa questão. Para você, apesar do contraste de opiniões, apenas um dos autores ou ambos utilizam argumentos convincentes?

_

2)

Cada um dos autores parte de uma ideia principal, que será definida ao longo do texto. Observe:

“ Acho que os pais fumantes influenciam sim seus filhos a fumarem também.” Caio Bergamo

“Um pai ou uma mãe que fumam podem trazer o cigarro para mais perto do adolescente, mas não acredito que este seja o fator decisivo que faça com que ele comece a fumar.” Vera Lúcia Scognamiglio

Você considera esses argumentos coerentes? Justifique sua resposta:

3)

Um dos textos foi escrito por uma estudante adolescente e o outro, por uma psicóloga. Assim, cada texto reflete as características da pessoa que produziu. Analise-os novamente, observando a idade e a ocupação de seus autores e identifique elementos que comprovem a ideia acima:

4)

De acordo com a autora do segundo texto, que fator (s) mais influencia (m) um jovem a fumar?

5)

Com qual das opiniões você concorda? Justifique sua resposta:

6)

Escolha um dos parágrafos de cada texto e passe para 3ª pessoa:

Para ler, refletir e discutir com os colegas:

Para ler, refletir e discutir com os colegas: 19
Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H9, H10, H12, H13, H14, H16, H17,

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Texto 01

VIVER EM SOCIEDADE

A sociedade humana é um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem umas às outras, a fim de que possam garantir a continuidade da vida e satisfazer seus interesses e desejos. Sem a vida em sociedade, as pessoas não conseguiriam sobreviver, pois o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para conseguir alimentação e abrigo. E no mundo moderno, com a grande maioria das pessoas morando nas cidades, com hábitos que tornam necessários muitos bens produzidos pela indústria, não há quem não necessite de outros muitas vezes por dia. Mas as necessidades dos seres humanos não são apenas de ordem material, como os alimentos, roupa, moradia, meios de transporte e os cuidados de saúde. Elas são também de ordem espiritual e psicológica. Toda pessoa humana necessita de afeto, precisa amar e sentir-se amada, quer sempre que alguém lhe dê atenção e que todos a respeitem. Além disso, todo ser humano tem suas crenças, tem sua fé em alguma coisa, que é a base de suas esperanças. Os seres humanos não vivem juntos, não vivem em sociedade apenas porque escolhem esse modo de vida, mas porque a vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana. Assim, por exemplo, se dependesse apenas de vontade, seria possível uma pessoa muito rica isolar-se em algum lugar, onde tivesse armazenado grande quantidade de alimentos. Mas essa pessoa estaria, em pouco tempo, sentindo falta de companhia, sofrendo a tristeza da solidão, precisando de alguém com quem falar e trocar idéias, necessitadas de dar e receber afeto. E muito provavelmente ficaria louca se continuasse sozinha por muito tempo. Mas, justamente porque vivendo em sociedade é que a pessoa humana pode satisfazer suas necessidades, é preciso que a sociedade seja organizada de tal modo que sirva, realmente, para esse fim. E não basta que a vida social permita apenas a satisfação de algumas necessidades da pessoa humana ou de todas as necessidades de apenas algumas pessoas. A sociedade organizada com justiça é aquela em que os benefícios e encargos são repartidos igualmente entre todos. Para que essa repartição se faça com justiça, é preciso que todos procurem conhecer seus direitos e exijam que eles sejam respeitados, como também devem conhecer e cumprir seus deveres e suas responsabilidades sociais. Dalmo de Abreu Dallari

1)

Segundo o primeiro parágrafo do texto:

a) as pessoas se ajudam mutuamente a fim de formarem uma sociedade;

a) as pessoas se ajudam mutuamente a fim de formarem uma sociedade;

b) a garantia da continuidade da vida é dada pela satisfação dos desejos das pessoas;

b) a garantia da continuidade da vida é dada pela satisfação dos desejos das pessoas;

c) a satisfação dos interesses e desejos das pessoas leva à vida em sociedade;

c) a satisfação dos interesses e desejos das pessoas leva à vida em sociedade;

d) não seria possível a sobrevivência se não existisse sociedade;

d) não seria possível a sobrevivência se não existisse sociedade;

e) sem a ajuda mútua, as pessoas levariam uma vida isenta de desejos.

e) sem a ajuda mútua, as pessoas levariam uma vida isenta de desejos.

2)

No primeiro parágrafo do texto, se substituirmos a locução "a fim de que" por "a fim de", a forma verbal seguinte deveria ser:

poderem garantir;a)

a)

 

poder garantirem;b)

b)

poder garantir;c)

c)

 

poderem garantirem;d)

d)

 

e)

possam garantirem.e)

3)

"

com

hábitos

que

tornam

necessários

muitos

bens

produzidos

pela

indústria,

";

o comentário adequado à estrutura desse segmento do texto é:

a) a forma "necessários" poderia ser substituída, de modo correto, por "necessário";

a) a forma "necessários" poderia ser substituída, de modo correto, por "necessário";

b) o pronome "que" refere-se a "hábitos" e é sujeito do verbo seguinte;

b) o pronome "que" refere-se a "hábitos" e é sujeito do verbo seguinte;

c) " pela indústria" representa o paciente da ação verbal;

c) " pela indústria" representa o paciente da ação verbal;

d) o pronome indefinido "muitos" concorda com "produzidos";

d) o pronome indefinido "muitos" concorda com "produzidos";

e) o verbo "tornar" está no plural porque concorda com o sujeito "bens".

e) o verbo "tornar" está no plural porque concorda com o sujeito "bens".

4) Algumas preposições são empregadas de forma obrigatória devido à presença de termos anteriores que as exigem; o item abaixo em que a preposição destacada está nesse caso é:

a) um conjunto DE pessoas;

a) um conjunto DE pessoas;

b) necessidade DE se ajudarem;

b) necessidade DE se ajudarem;

c) os meios DE transportes;

c) os meios DE transportes;

d) a base DE suas esperanças;

d) a base DE suas esperanças;

e) grande quantidade DE alimentos.

e) grande quantidade DE alimentos.

5)

"

crase, neste caso, é resultante da:

necessidade

de se ajudarem umas às outras,

";

o acento grave indicativo da

a) presença simultânea de uma preposição e de um artigo definido feminino;

a) presença simultânea de uma preposição e de um artigo definido feminino;

b) necessidade de se indicar a presença de um complemento diferente do anterior;

b) necessidade de se indicar a presença de um complemento diferente do anterior;

c) combinação de uma preposição com um pronome indefinido;

c) combinação de uma preposição com um pronome indefinido;

d) contração de uma preposição com um pronome demonstrativo;

d) contração de uma preposição com um pronome demonstrativo;

e) obrigação de evitar-se a ambiguidade.

e) obrigação de evitar-se a ambiguidade.

6)

Vocábulos que iniciam parágrafos como "mas"(3º §), "para que" (6º §) colaboram para que se mantenha no texto:

a coerência argumentativa;a)

a)

a coesão formal;b)

b)

a argumentação lógica;c)

c)

a organização narrativa;d)

d)

a estruturação enunciativa.e)

e)

7)

"

pois

o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para conseguir

alimentação e abrigo."; a expressão "durante muito tempo" se refere certamente ao período:

a) da velhice;

a) da velhice;

b) da gravidez;

b) da gravidez;

c) de doenças;

c) de doenças;

d) da infância;

d) da infância;

e) do trabalho.

e) do trabalho.

8) "E no mundo moderno, com a grande maioria das pessoas morando na cidade, com hábitos que tornam necessários muitos bens produzidos pela indústria, não há quem não necessite dos outros muitas vezes por dia."; o item cuja substituição pelo termo proposto em maiúsculas é inadequada é:

a) no mundo moderno = MODERNAMENTE;

a) no mundo moderno = MODERNAMENTE;

b) produzidos pela indústria = INDUSTRIALIZADOS;

b) produzidos pela indústria = INDUSTRIALIZADOS;

c) muitas vezes = FREQÜENTEMENTE;

c) muitas vezes = FREQÜENTEMENTE;

d) por dia = DIARIAMENTE;

d) por dia = DIARIAMENTE;

e) na cidade = URBANAMENTE.

e) na cidade = URBANAMENTE.

9)

"Mas as necessidades dos seres humanos não são apenas de ordem

material

";

a presença do segmento "não são apenas de ordem material"

indica que, na continuidade do texto, haverá:

a) um termo de valor aditivo e pertencente a uma outra ordem;

a) um termo de valor aditivo e pertencente a uma outra ordem;

b) um termo de valor adversativo e pertencente a uma ordem diferente da citada;

b) um termo de valor adversativo e pertencente a uma ordem diferente da citada;

c) um termo de valor explicativo e pertencente à mesma ordem já referida;

c) um termo de valor explicativo e pertencente à mesma ordem já referida;

d) um termo de valor concessivo e pertencente a uma ordem diversa;

d) um termo de valor concessivo e pertencente a uma ordem diversa;

e) um termo de valor conclusivo e pertencente à ordem citada anteriormente.

e) um termo de valor conclusivo e pertencente à ordem citada anteriormente.

10) "Elas são também de ordem espiritual e psicológica.";

as palavras que

exemplificam, respectivamente, na continuidade do texto as necessidades

espiritual e psicológica, são:

a) afeto / atenção;

a) afeto / atenção;

b) crenças / afeto;

b) crenças / afeto;

c) fé / crenças;

c) fé / crenças;

d) amar / ser amada;

d) amar / ser amada;

e) atenção / esperanças.

e) atenção / esperanças.

Texto 02

Texto 02 Texto 03 11) Qual a ideia a ser entendida no texto 02? a) Que

Texto 03

Texto 02 Texto 03 11) Qual a ideia a ser entendida no texto 02? a) Que

11) Qual a ideia a ser entendida no texto 02?

a) Que no mundo só há problemas

b) Que estamos fugindo da nossa realidade

c) Que às vezes esquecemos dos problemas ao nosso redor

12) A qualidade mencionada por Genuíno refere-se:

a) Às ações praticadas pelos políticos em benefício da sociedade brasileira

b) Ao valor a ser pago pelo voto

c) Aos investimentos de campanha

Habilidades: H1, H2, H 3, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H12, H13, H14, H15
Habilidades: H1, H2, H 3, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H12, H13, H14, H15

Habilidades: H1, H2, H

3, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H12, H13, H14, H15 , H17, H18, H24 e H25

Texto 01

“Com Leite Moça, o suc esso das suas receitas é gara ntido. Só Leite Moça
“Com Leite Moça, o suc esso
das suas receitas é gara ntido.
Só Leite Moça tem o que
ninguém tem:
a qualidade Nestlé e o
sabor
do leite condensado m ais
famoso do Brasil.
Leites Nestlé, Amor por você.”

1)

Leia o anúncio do Leite M oça a seguir, publicado na revista feminina

2001.

NOVA, em janeiro de

a) Observando com atenção a

condensado faz referência à m ulher. Qual mulher? Por quê?

imagem do anúncio, é possível perceb er que a lata de leite

b) Agora que você já identific ou e compreendeu o significado da imag em do turbante com

as frutas na propaganda:

condensado, explique o significado d o texto utilizado na

lata

de leite

Você poderá comparar e dif erenciar o turbante com frutas dos turb antes utilizados por homens e mulheres em outra s culturas. É bom observar que o detalh e das frutas permite ao leitor não generalizar o us o do turbante, associando-o à personag em que desenhou o figurino da “cantora baiana” co m frutas na cabeça. O que é que essa MOÇA tem ? Tem o que ninguém tem.

c) Na sua opinião, por que,

propaganda relacionou o prod uto a essa imagem (turbante com frutas) ?

ao publicar esse anúncio de leite con densado, o autor da

Na década de 30, Carmem Mi randa representou um Brasil glorioso, re pleto de coisas boas, além do seu próprio sucesso. O produto leite condensado foi lançado também nesta época e se firmou no mercado até o s dias de hoje, como um produto famos o e muito apreciado

na cozinha brasileira. Além

possibilidade de atribuir novo s significados ao nome do produto: MO ÇA (moça brasileira,

moça Carmem Miranda e moç a leite condensado).

d) Esse anúncio causaria o automobilismo QUATRO RODAS? Por quê?

mesmo efeito no leitor se fosse publ icado na revista de

deixa bem clara a

dessa relação, o autor do anúncio

Texto 2

mesmo efeito no leitor se fosse publ icado na revista de deixa bem clara a dessa

a) Qual é o significado das cores nesses nomes?

b) Observe a imagem da mulher que segura um barbeador e do homem que segura um batom. O que essas imagens representam ao leitor?

c) A frase do cartaz “Você vai sair do cinema uma outra pessoa” pode ser compreendida de diferentes maneiras. Para você, qual seria a mudança que o cartaz está sugerindo que o filme provocaria nas pessoas?

Observe o Cartaz do filme nacional “Se eu fosse você”, estreado por dois grandes contemporâneos: Glória Pires e Tony Ramos. Ao ler o cartaz, é possível perceber que a escolha para as cores utilizadas nos

nomes dos atores e dos pronomes EU E VOCÊ, presentes no título do filme, foram intencionalmente empregadas.

atores

d) Qual seria a influência desse cartaz para o expectador do filme?

Texto 3

"Tão barato que não conseguimos nem contratar uma holandesa de olhos azuis para este anúncio."

No texto, o vocábulo "nem" estabelece uma relação semântica de:

a) alternância.

b) negação.

c) exclusão.

d) adição.

e) intensidade.

Texto 04

Texto 04 “Para nós é um zagueiro marcando o centroavante sob pressão. Umbro. A gente só

“Para nós é um zagueiro marcando o centroavante sob pressão. Umbro. A gente só pensa em futebol”

a) O texto da propaganda contém uma interpretação surpreendente da foto reproduzida. Transcreva o trecho que ilustra isso.

b) Qual seria a interpretação esperada?

c) Apesar de surpreendente, a versão dada à foto não é absurda, já que a correlação com o futebol serve de fundamento para cada um de seus itens. Tente identificar, na foto, os dados que permitem interpretar:

a mãe como centroavante:

o menino como zagueiro:

"buscando proteção" como "marcando sob pressão”:

d) Uma propaganda tem sempre a intenção de criar uma imagem positiva do anunciante e do produto anunciado. Que particularidades do texto analisado contribuem para criar essa imagem?

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H11, H12, H13, H14, H15,
Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H11, H12, H13, H14, H15,

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H11, H12, H13, H14, H15, H16, H17, H18 e H24

Observe a imagem abaixo e responda, em dupla, com seu colega:

a imagem abaixo e responda, em dupla, com seu colega: 1) As crianças devem trabalhar para

1)

As crianças devem trabalhar para ajudar a família?

2)

Por que as pessoas empregam crianças?

3)

Você acha que o trabalho pode prejudicar o desenvolvimento das crianças?

4)

O que uma criança que fica várias horas trabalhando poderia estar fazendo ao invés disso?

Texto 2

Órfãos da colheita

A fome e o desemprego estão obrigando meninos e meninas de quatro anos de idade a trabalhar mais de dez horas por dia como boias-frias da colheita de algodão do município de

Querência do norte, no Paraná. Eles são chamados de “órfãos da colheita” pelos demais boias-frias. Trabalham sem seguro e garantias trabalhistas e vivem pendurados nas carrocerias abertas dos caminhões.

“Eles andam apertados em caminhões, nenhuma segurança, conduzidos por motoristas sem carteira de habilitação e, às vezes, trabalham mais do que os próprios adultos”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da agricultura de Querência do Norte, Antônio Norberto Possi.

Os órfãos da colheita são reunidos pelos chamados “gatos”, encarregados de providenciar os trabalhadores. “Temos de levar as crianças porque as mães não têm creches onde deixar os filhos, então os meninos são obrigados a crescer nas plantações”, disse o “gato” Evaldo Ferreira.

D.M., de seis anos, sonha em juntar dinheiro para poder ter novamente uma bicicleta. A vida dele não difere da maioria dos meninos de sua região. Ele acorda às sete horas todos os dias e segue na carroceria de um caminhão para trabalhar na colheita de algodão.

D.M acompanha a mãe, a boia-fria Marine Moura, de 35 anos. “Ele é meu protetor: chega a colher quarenta quilos de algodão por dia”, diz a mãe.

Quando tinha três anos, D.M. chegou a ter uma bicicleta. A mãe teve de vendê-la para comprar uma passagem com destino ao Paraná.

Ele não sabe o que Natal, nunca foi à escola. Entre os poucos prazeres que conhece, está o de tomar sorvete. Ele se alimenta diariamente com arroz e batata.

Gilberto Dimenstein

Boia-fria: trabalhador rural itinerante que se ocupa sem vínculo empregatício. É também assim chamado, porque leva sua comida de manhã cedo e quando vai comê-la, já está fria. Gato: pessoa que recruta trabalhadores e serve de intermediário entre o patrão e o empregado

Segundo o texto, responda:

1)

Os meninos e meninas de quatro anos trabalham mais de dez horas por dia por que:

a) Não têm vontade de ir à escola

b) Precisam ajudar no sustento da família

c) Não há escolas (creches) próximas de suas casas

2)

As crianças mencionadas nesse texto trabalham com:

a) Plantação e colheita de arroz

b) Plantação e colheita de milho

c) Plantação e colheita de algodão

3)

Descreva como é a vida de D.M., de seis anos:

4)

Faça uma breve comparação com a sua vida. A que conclusão você conseguiu chegar?

5)

D.M se alimenta diariamente coma arroz e batata. Essa alimentação é adequada para um crescimento saudável? Justifique:

6)

Se continuar assim, qual poderá ser o futuro de D.M.?

7)

Na frase: “Eles são chamados de órfão da colheita”, o pronome ELES, refere-se a:

a) Aos “gatos”

b) Aos pais dos meninos

c) Aos meninos que trabalham na colheita

8)

Por que às aspas foram seguidamente utilizadas no texto?

a) Para destacar as partes mais importantes

b) Para descrever as respostas dos entrevistados

9)

Escreva que relação se estabelece nas frases a partir das conjunções destacadas:

a) “Trabalham sem seguro e garantias trabalhistas e vivem pendurados nas carrocerias dos caminhões”.

b) “Temos de levar as crianças porque as mães não têm creches

c) “Quando tinha três anos, chegou a ter uma bicicleta”

”.

10) Reescreva as orações passando-as para voz ativa:

a) “Eles são chamados de órfãos da colheita pelos demais boias frias”.

b) “Os órfãos da colheita são reunidos pelos chamados gatos”.

Texto 3

Texto 3 1) Qual o significado des ta imagem? 2) Produza alguma im agem que represente

1)

Qual o significado des ta imagem?

2) Produza alguma im agem que represente a mesma mensagem d este texto:

Texto 3 1) Qual o significado des ta imagem? 2) Produza alguma im agem que represente
Lugares Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H11, H12, H13,

Lugares

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H11, H12, H13, H16, H17, H18 e H24

Texto 1

UM SONHO DE SIMPLICIDADE

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.

A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher,

que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça.

Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos

a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um

fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi

um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e votes distantes de animais noturnos.

Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Outro dia vi uma linda mulher, e senti um entusiasmo grande,

uma vontade de conhecer mais aquela bela estrangeira: conversamos muito, essa primeira conversa longa em que a gente vai jogando um baralho meio marcado, e anda devagar, como a patrulha que faz um reconhecimento. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?

Mas para instaurar uma vida mais simples e sabia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse oficio absurdo e vão de

dizer coisas, dizer coisas

cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo. mas deixasse a alma sossegada e limpa.

Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo: tirar areia do rio,

Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. E apenas um instante. O telefone

Para

que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.

toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número

Rubem Braga

1) Segundo o texto, o ponto de vista do narrador para que se tenha uma vida mais simples e sábia se baseia:

A) na manutenção dos hábitos adquiridos durante uma vida toda de trabalho.

B) na depuração dos gostos que, reconhecidamente, sejam demasiadamente refinados.

C) no aprimoramento do espírito por meio de reflexões sistemáticas e ordenadas.

D) no cumprimento das necessidades rotineiras criadas ainda que inconscientemente.

E) numa relação direta e vital do homem com os demais elementos da natureza.

2) Leiam-se as seguintes afirmativas:

I. O cronista condiciona a realidade de uma vida mais simples ao fato de se viver sem precisar produzir nada, realizar nada, somente devanear.

II. O cronista afirma que o sonho de simplicidade por ele proposto é próprio apenas dos

literatos que se distanciam das práticas do mundo.

III. O cronista utiliza elementos como cigarros, gravatas e telefones para melhor exemplificar a

oposição entre mundo real e sonho de simplicidade.

Está coerente com a mensagem do texto SOMENTE o que se afirma em

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

E) II e III.

3) A grafia de todas as palavras está correta na frase apresentada na alternativa:

A) A proposta do texto soa estravagante para quem não apreçiar uma vida simples e

natural.

B) A sugeição a velhas manias impede que se possa adotar comportamentos inovadores.

C)

A vida displiscente do homem moderno impõe um rítimo insano à rotina urbana.

D) A vida mais próxima da Natureza resgata a simplicidade, que empecilhos de toda

ordem nos impedem de desfrutar.

E) A vida natural exclue, é obvio, os desvalores que encluimos no nosso dia-a-dia.

4) Assinale

a

alternativa

em

que

nominal, quer verbal:

se

observa

a

norma-padrão

de

concordância

quer

A) A ambições por que se sonha nasce de necessidades comprovadamente real.

B) Ao se perseguirem os objetivos essenciais, as mentes se fortalecem e aprimoram.

C) Em verdade, cultua-se muito pouco os ideais de uma vida simples e naturais.

D) Os desejos e os compromissos vãos é de grande importâncias para o indivíduo.

E) Quando houverem coisas importantes, saberemos reconhecê-las adequadamente.

5) Está correto o emprego da expressão destacada entre parênteses, ao final da frase:

A) Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades a que o cronista se entregaria com

amor. (a que)

B) Ele julga ridícula a tira de pano colorido do qual se pretende ficar elegante. (do qual)

C) A pessoa cujo o nome anotamos, significará de fato algo para nós? (cujo o)

D) Com que providências haveremos de tomar, para mudar nossa vida? (Com que)

E) O ribeirão e o boi, aos quais o cronista deseja pactuar, são exemplos de simplicidade.

(aos quais)

6) No fragmento “Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados.”, o travessão está empregado para:

A) atribuir novo sentido à palavra já mencionada no texto.

B) realçar uma conclusão que sintetiza o que se vinha dizendo.

C) indicar, nos diálogos, a mudança de interlocutor.

D) ligar termos encadeados em sintagmas nominais.

E) neutralizar o sentido expresso na parte final de um enunciado

7) No fragmento retirado do texto de Rubem Braga sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.”, o emprego da vírgula se justifica por

A) isolar adjunto adverbial quando antecipado na frase.

B) destacar termos com função sintática diversa.

C) enfatizar palavras repetidas ainda que necessárias .

D) destacar as funções de vocativo e de aposto.

E) separar termos que exercem a mesma função sintática.

8) A alternativa que contém uma palavra formada exatamente pelo mesmo processo pelo qual se obteve “seringueiro” é:

A) cigarros.

B) desarrumação.

C) penumbra.

D) reconhecimento.

E) simplicidade.

9) Em “ficamos meio molhados” e em “subimos a barranca no meio do mato”, termo “meio”, em cada um dos fragmentos, expressa, respectivamente,

A) causa e lugar.

B) lugar e modo.

C) modo e causa.

D) modo e lugar.

E) modo e consequência.

Leia estes dois poemas:

Texto 2

Texto 3

Casa No Campo Composição : Zé Rodrix e Tavito

Bicho urbano

Se disser que prefiro morar em

Eu quero uma casa no campo

Pirapemas

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

ou em outra qualquer pequena cidade do país estou mentindo

E

tenha somente a certeza

Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo Onde eu possa ficar no tamanho da paz

ainda que lá se possa de manhã lavar o rosto no orvalho

E

tenha somente a certeza

o pão preserve aquele branco sabor de alvorada.

e

Dos limites do corpo e nada mais Eu quero carneiros e cabras pastando

solenes

A

natureza me assusta.

Com seus matos sombrios suas

No meu jardim Eu quero o silêncio das línguas cansadas Eu quero a esperança de óculos Meu filho de cuca legal Eu quero plantar e colher com a mão

águas

suas aves que são como aparições me assusta quase tanto quanto esse abismo de gases e de estrelas aberto sob minha cabeça.

A

pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos e livros

(GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro:

José Olympio Editora, 1991)

E

nada mais

1) Sobre “Casa no campo”, pode-se afirmar que:

a) quando o eu lírico diz “e nada mais”, revela sua desesperança em relação à civilização

e ao progresso.

b) ao refugiar-se no campo, buscando o “silêncio das línguas cansadas”, o eu lírico

afirma sua descrença nos homens.

c) ao enaltecer o campo como espaço ideal, ambiente não corrompido, o eu lírico revela

sua negação ao enfrentamento da problemática urbana.

d) ao pretender ser o próprio produtor de seus alimentos e ao “plantar” amigos, discos e

livros, o eu lírico nega o progresso urbano-industrial, a arte e fundamentalmente a máquina que, numa inversão de papéis, passou a produzir tudo por ele.

2) No segundo poema, embora não opte por viver numa pequena cidade, o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos, ele recorre à sinestesia, construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas. Assinale a opção em que se observa esse recurso.

(A)

"e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada."

(B)

"ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho"

(C)

"A natureza me assusta. / Com seus matos sombrios suas águas"

(D)

"suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto"

(E)

"me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas"

3) Qual desses textos apresenta uma posição favorável e qual apresenta uma opinião desfavorável ao tipo de vida sonhada pelo cronista de “Um sonho de simplicidade”? Justifique.

4) Observe uma maneira de responder a esta pergunta do texto *Um sonho de simplicidade*.

1. "Seria possível deixar essa eterna inquietação [

2. “Não; seria impossível”.

]?"

Siga esse exemplo e reescreva a frase 2 de cada par, substituindo adequadamente a lacuna.

a)

1. Seria praticável essa forma de vida?

2. Não; seria

b)

1. Seriam dispensáveis essas mudanças?

2. Não; seriam

c)

1. Seria viável mudarmos para o campo?

2. Não; seria

d)

1. Seria realizável esse sonho?

2. Não; seria

e)

1. Seriam imagináveis situações como essa?

2. Não; seriam

5) Compare as frases 1 e 2.

1. A vida urbana tem uma desarrumação feroz.

2. A vida urbana é ferozmente desarrumada.

De acordo com esse exemplo, reescreva a frase 2 de cada par, substituindo adequadamente a lacuna.

a) A empresa tem uma *organização rigorosa*.

1.

2. A empresa é

b) Essa criança apresenta *desnutrição profunda*.

1.

2.

Essa criança está

c) Aquele rapaz tem uma *desmotivação visível*.

1.

2. Aquele rapaz está

d) O goleiro demonstrou *desatenção total*.

1.

2.

O goleiro estava

6) Releia. "Para que *beber* tanta coisa gelada? Antes eu *tomava* a água fresca [

]".

Para evitar a repetição do verbo *beber*, o narrador trocou-o por um sinônimo: *tomava*. Reescreva a frase, substituindo a lacuna por um verbo sinônimo do destacado.

a) Para que *andar* rapidamente? Antes eu

b) Para que *trajar* roupas caras? Antes eu

c) Para que *comer* tanta coisa artificial? Antes eu me

saladas e frutas.

d) Para que *repousar* numa cama luxuosa? Antes eu

confortável.

TEXTO 4

O

mundo é grande

O

mundo é grande e cabe

Nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe

Na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe

No breve espaço de beijar.

sem

roupas simples.

pressa pelas ruas.

com arroz, carne,

numa rede macia e

Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a reiteração de determinadas construções e expressões linguísticas, como o uso da mesma conjunção para estabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção estabelece, entre as ideias relacionadas, um sentido de:

(A)

oposição.

(B)

comparação.

(C)

conclusão.

(D)

alternância.

(E)

finalidade

O PODER DA TELINHA Habilidades: H1, H2, H3, H4 , H5, H6, H7, H8, H8,

O PODER DA TELINHA

Habilidades: H1, H2, H3, H4 , H5, H6, H7, H8, H8, H10, H11, H12, H13, H14, H1 5, H16, H17 e H24

Texto 1:

M edicos Advertem: Tv faz mal

Comidas tipo fast-food, b ebidas alcoólicas e tabaco fazem parte daqu ilo que se convencionou

chamar de “vida moderna”.A tele visão também entra nesse rol e, assim com o vários nutricionistas

estudos mostram que a

ingestão de álcool pode ser tão da nosa quanto o uso de drogas pesadas, o simple s ato de ver TV agora é atacado por entidades que sentenc iam categoricamente: assistir à televisão faz m al à saúde. Nos EUA ,várias organizaç ões não-governamentais pregam o fim da TV o u pelo menos estimulam uma redução no mínimo de horas vi stas. A questão não é nova. Em 1977,Jerry Ma nder, um publicitário de San Francisco, lançou um livro cha mado “QUATRO ARGUMENTOS PARA A ELI MINAÇÃO DA TV” e, há

anos, a TV-Free Americana prom ove a Turnoff Week(semana da TV desligad a). Em abril de 1988,o movimento teve 4 milhões de adesõ es.

As pessoas que assistem muita te levisão estão sendo tratadas como viciadas. psicólogo da Universidade Rutger s(EUA), os viciados em TV apresentam em dependência,quando apenas quatr o seriam suficientes para um diagnóstico de

coisas úteis ou dar atenção aos fa miliares; estipular horários fixos para a TV; r epetir incessantemente frases muito usadas nos programa s). Eles assistem a tudo indiscriminadamente, perdem o controle das coisas enquanto vêem TV, ficam br avos consigo mesmos por terem visto muita T V, não conseguem parar

de ver TV e sentem uma sensação de vazio quando terão que sair da frente do te levisor. (Se você sente, no mínimo, 2 desses sintomas CUID ADO! Você pode estar viciado). John Nelson, da Associaçã o Médica dos EUA, acrescenta que a televisã o é responsável também por um aumento da violência na so ciedade, principalmente na norte-americana. E le fez um levantamento com especialistas e descobriu que 2.888 de 3.000 estudos comprovam que a vio lência na TV é um fator determinante na escalada da crimi nalidade.

8.000 assassinatos antes de completar o p rimário. Aos18 anos, já

Uma criança vê na TV em média

assistiu a cerca de 200 mil atos de violência pela TV, sem contar com as diárias c enas de sexo.

um número enorme de

Mas, não somente as crianças qu e têm problemas por causa da televisão. Há

bulimia ou anorexia por influência do padrão d e beleza das artistas de

mulheres adultas que manifestam TV, que são, seguindo o estudo 23%

Para completar, ainda mais um estudo que conclui que a TV faz mal à dem ocracia. Segundo Roger Putnam, da Universidade de Harva rd, as gerações que cresceram a partir dos a nos 50 sabem menos de

política e participam menos de

atividades sociais e comunitárias. O trab alho aponta uma única

responsável por essa “erosão da di versidade social”: A TELEVISÃO. Mesmo sabendo de tudo iss o, ainda assim temos de admitir que é muito di fícil parar de ver TV. O

como se recomenda nos anúncios de bebi das alcoólicas, ou seja,

mais indicado, talvez, seja fazer “consumir com moderação”. Saúde!

Segundo Robert Kubey, geral seis sintomas de vício(deixar de fazer

condenam o “junk food”, oconlogis tas alertam sobre os malefícios do fumo, e

mais magras que a média da população femini na.

Franc isco Martins da costa

Responda:

1)

Que estratégia o autor utiliz ou para introduzir o assunto do texto?

2)

Faça uma lista dos males ca usados pela televisão, segundo o texto:

3)

As conclusões são resultad o de uma pesquisa feita com norte-americano s. As mesmas podem se aplicar ao povo brasileiro? J ustifique:

4)

Os textos jornalísticos cost umam ser escritos em uma linguagem clara, di reta e em acordo com o padrão culto. O texto que vo cê leu está de acordo co esses critérios?

Texto 02

que vo cê leu está de acordo co esses critérios? Texto 02 1)A expressão facial do

1)A expressão facial do cliente d emonstra:

a) satisfação

b) alegria

c) desapontamento

d) raiva

e) angústia

Texto 3:

Texto 3: 1) Em que consiste o humor da tira? 41

1)

Em que consiste o humor da tira?

Texto 4:

NEM ANJO NEM DEMÔNIO

Desde que a TV surgiu, nos anos 40, fala-se do seu poder de causar dependência. Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusando-a de “chupeta eletrônica”. Os militantes políticos creditavam a ela a alienação dos povos. Era um demônio que precisava ser destruído. Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados, enlatados americanos e novelas globais não foram mais imbecilizado – ao menos não por esse motivo. Ponto para a televisão, que provou ser também informativa, educativa e (por que não) um ótimo entretenimento. Com exceção da qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou. Mas começaram as preocupações em relação aos telespectadores que não conseguem dormir sem o barulho eletrônico ao fundo. Ou aos que deixam de ler, sair com amigos e até de namorar para dedicar todo o tempo livre a ela, ainda que seja pulando de um programa para o outro. “Nada nem ninguém me faz sair da frente da TV quando volto do trabalho”, afirma a administradora de empresas Vânia Sganzerla. Muitos telespectadores assumem esse comportamento. Tanto que um grupo de estudiosos da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, por meio de experimentos e pesquisas, concluiu que a velha história do vício na TV não é só uma metáfora. “Todo comportamento compulsivo ao qual a pessoa se apega para buscar alívio, se fugir do controle pode ser caracterizado como dependência”, explica Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos da Mídia da Universidade de Rutgers. Os efeitos da televisão sobre o sono variam muito. “Quando tenho um dia estressante, agitado, não durmo sem ela”, comenta Maurício Valim, diretor de programas especiais da TV Cultura e criador do site Tudo sobre TV. Outros, como Martin Jaccard, sonorizador de ambientes, reconhecem que demoram a pegar no sono após uma overdose televisiva. “Sinto uma certa irritação, até raiva, por não ter lido um bom livro, namorado ou ouvido uma música, mas ainda assim não me arrependo de ver tanta TV, não. Gosto demais”. É uma das mais prosaicas facetas desse tipo de dependência, segundo a pesquisa do Centro de Estudos da Mídia. As pessoas admitem que deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. Sinal de que tanto mal assim também não faz.

Miriam Scavone

1 - A alternativa abaixo que confirma o título do texto é:

(A)

“Os efeitos da televisão sobre o sono variam muito”;

(B)

“fala-se do seu poder de causar dependência”;

(C)

“Era um demônio que precisava ser destruído”;

(D)

“Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusando-a de ‘chupeta eletrônica’ “;

(E)

“As pessoas admitem que deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar

o hábito”.

2 - A designação “chupeta eletrônica” contém a ideia básica para o texto de:

(A)

infantilidade;

(B)

dependência;

(C)

tecnologia;

(D)

alienação;

(E)

conformismo.

3

- A palavra “alienação” deve ser compreendida no contexto como:

(A)

afastamento, alheamento;

(B)

transferência de bens para outra pessoa;

(C)

indiferença às questões políticas ou sociais;

(D)

perturbação mental;

(E)

negação de valores cristãos.

4 - Como sabemos, num texto há muitas vozes; a afirmativa INADEQUADA em relação à presença de vozes no texto lido é:

(A)

nesse texto, uma voz privilegiada é da autora, Miriam Scavone;

(B)

outra voz presente no texto é a dos leitores, que interagem com o que é afirmado;

(C)

os militantes políticos também têm voz no texto;

(D)

na forma “fala-se”, na primeira linha do texto, há uma voz não identificada;

(E)

as aspas podem marcar a presença de vozes diferentes da do autor.

5 - No primeiro parágrafo do texto o autor incluiu uma pergunta entre parênteses: (por que não?); essa pergunta tem a função textual de:

(A)

reafirmar algo que muitas pessoas podem negar;

(B)

confirmar o que todos sabem;

(C)

questionar o leitor sobre o seu posicionamento;

(D)

perguntar sobre algo que é evidente;

(E)

discutir algo que não tem resposta adequada.

6 - “Com exceção da qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou”; a forma de reescrever-se essa mesma frase com alteração de seu sentido inicial é:

(A)

Tudo melhorou, com exceção da qualidade da programação dos canais abertos;

(B)

Salvo a qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou;

(C)

Com exceção da qualidade dos canais abertos, no que tange à sua programação, tudo

melhorou;

(D)

Todo o demais melhorou, exceto a qualidade da programação dos canais abertos;

(E)

Apesar de a qualidade da programação dos canais abertos ter piorado, todo o resto melhorou.

7 - A citação “Todo comportamento compulsivo ao qual a pessoa se apega para buscar alívio, se fugir do controle pode ser caracterizado como dependência” tem a função textual de:

(A)

dar autoridade e credibilidade ao texto;

(B)

indicar a fonte onde se apóia o autor do texto;

(C)

demonstrar a falsidade de alguns argumentos da mídia;

(D)

explicar uma idéia a ser futuramente expressa;

(E)

exemplificar algo que foi citado anteriormente.

- “Muitos telespectadores assumem esse comportamento. Tanto que um grupo de estudiosos da Universidade de Rutgers”; a expressão sublinhada tem valor textual de:

8

(A)

intensidade;

(B)

conseqüência;

(C)

explicação;

(D)

conclusão;

(E)

causa.

9 - A alternativa em que o termo sublinhado – todos do primeiro parágrafo do texto - NÃO tem seu referente identificado como a televisão é:

(A)

“Desde que a TV surgiu, nos anos 40, fala-se do seu poder de causar dependência”;

(B)

“Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusando-a de ‘chupeta eletrônica’ “;

(C)

“Era um demônio que precisava ser destruído”;

(D)

“Ponto para a televisão, que provou também ser informativa

”;

(E)

“Os militantes políticos creditaram a ela a alienação dos povos”.

10

- “(A TV) Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados, enlatados americanos e

novelas globais não foi mais imbecilizado – ao menos por esse motivo”; pode-se inferir desse segmento do texto que:

(A)

a geração da TV está totalmente imbecilizada;

(B)

os desenhos animados não provinham dos Estados Unidos;

(C)

as novelas globais eram acusadas de imbecilizarem o público;

(D)

hoje menor número de pessoas é imbecilizado pela TV;

(E)

outros motivos causam menor imbecilização do público.

11

- “Ponto para a televisão que provou também ser informativa, educativa”; sobre os adjetivos

“informativa, educativa”, pode-se dizer corretamente que:

(A)

são sinônimos perfeitos;

(B)

o segundo adjetivo supõe maior valor da informação prestada;

(C)

o primeiro adjetivo supõe maior durabilidade no tempo;

(D)

apresentam valores semânticos opostos;

(E)

o segundo explica o primeiro.

12

- “a velha história do vício da TV não é só uma metáfora”; a frase em que NÃO há uma

construção metafórica é:

(A)

“overdose televisiva”;

(B)

“chupeta eletrônica”;

(C)

“Era um demônio”;

(D)

“vendo desenhos animados”;

(E)

“nem anjo nem demônio”.

13

- No texto aparecem duas palavras grafadas em itálico: site e overdose. Sobre esses termos

pode-se afirmar que:

(A)

são estrangeirismos perfeitamente adaptados ao uso diário de língua portuguesa;

(B)

correspondem a realidades para as quais ainda não temos substitutos em língua portuguesa;

(C)

mostram que os americanismos estão sendo relegados a segundo plano;

(D)

indicam a presença da linguagem da informática em nossa língua;

(E)

comprovam a submissão cultural dos Estados Unidos ao Brasil.

14

- “Sinto uma certa irritação, até raiva

”;

considerando as duas palavras finais desse segmento,

pode-se afirmar que:

(A)

a segunda traz mais intensidade que a primeira;

(B)

a primeira é mais coloquial que a segunda;

(C)

a segunda é mais erudita que a primeira;

(D)

a segunda tem ponto de vista positivo, ao contrário da primeira;

(E)

as duas são sinônimas, sem diferenças semânticas.

15

- “Sinto uma certa irritação, até raiva, por não ter lido um bom livro, namorado ou ouvido uma

música, mas ainda assim não me arrependo de ver tanta TV”; esta declaração mostra, argumentativamente falando:

(A)

troca da causa pelo efeito;

(B)

certa ilogicidade entre os termos;

(C)

a causa seguida da consequência;

(D)

a fuga do assunto;

(E)

a negação da evidência.

16

- Se o texto apresentasse a declaração “ver muita TV faz mal”, poderíamos afirmar que seu

conteúdo:

(A)

representaria uma ideia do domínio público;

(B)

resumiria a ideia da autora do texto sobre a TV;

(C)

pertenceria aos argumentos favoráveis à TV;

(D)

estaria mais para anjo que para demônio;

(E)

esclareceria o autor do pensamento veiculado.

17

- A alternativa que mostra um adjetivo de caráter subjetivo é:

(A)

“um ótimo entretenimento”;

(B)

“chupeta eletrônica”;

(C)

um dia estressante”;

(D)

“canais abertos”;

(E)

“programas especiais”.

MUNDO DOS BICHOS Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H9, H11, H12, H13,

MUNDO DOS BICHOS

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H9, H11, H12, H13, H14, H15, H16, H17, H18 e H25

Texto 1:

Zôo

Uma cascavel, nas encolhas*. Sua massa infame. Crime: prenderam na gaiola da cascavel, um ratinho branco. O pobrinho se comprime num dos cantos do alto da parede de tela, no lugar mais longe que pôde. Olha para fora, transido, arrepiado, não ousando choramingar. Periodicamente, treme. A cobra ainda dorme. Meu Deus, que pelo menos a morte do ratinho branco seja instantânea! Tenho de subornar um guarda, para que liberte o ratinho branco da jaula da cascavel. Talvez ainda não seja tarde. Mas, ainda que eu salve o ratinho branco, outro terá de morrer em seu lugar. E, deste outro, terei sido eu o culpado.

(*) nas encolhas: retraída, imóvel.

(Fragmentos extraídos de Ave, palavra, de Guimarães rosa) 1) Neste texto, o parágrafo em que ocorrem elementos descritivos, expressos por meios de frases nominais é o:

a) primeiro;

b) segundo;

c) terceiro;

d) quarto;

e) quinto.

2) O último parágrafo permite inferir que a convicção final do narrador é a de que:

a) a culpa maior está na omissão permanente;

b) os atos bem-intencionados são inocentes;

c) nenhuma escolha é isenta de responsabilidade;

d) não há como discordar da lei do mais forte;

e) não há culpa em quem aperfeiçoa as leis da natureza.

3) Por meio de frases como “A cobra ainda dorme”, “Talvez ainda não seja tarde” e “ainda que eu salve o ratinho branco”, o narrador:

a) prolonga a tensão, alimentando expectativas;

b) exprime a inevitabilidade dos fatos, ao empregar os verbos no presente;

c) entrega-se as fantasias, desligando-se das circunstâncias presentes;

d) formula hipóteses vagas, argumentando de modo abstrato;

e) precipita a ação do tempo, apressando a narração dos fatos

4) A situação do ratinho branco, preso na gaiola da cascavel, provocou no narrador:

a) imediato sentimento de culpa, que o levou a declarar-se responsável pela situação;

b) desejo imediato de intervenção, a fim de antecipar o previsível desfecho;

c) reação espontânea e indignada, da qual veio a se arrepender mais tarde;

d) compaixão e desejo de intervir, seguidos de uma reflexão moral;

e) curiosidade e repulsa, a que se seguiu a indiferença diante do inevitável.

Texto 2:

que se seguiu a indiferença diante do inevitável. Texto 2: O pássaro e a gaiola (fragmento)

O pássaro e a gaiola (fragmento)

Lançar-se no espaço, ao

Ganhar assim, na força nata de suas asas, admiração da beleza plástica de

seu voar. Aprendera que não havia limites. Que desafiar o espaço fazia parte de si. O Canto? O Cantar era a elegia a tudo isso, o símbolo da essência que continham sua vida e que estava contido no pulsar de seu coração. Seu trinado ressoara musicalmente afinado, naturalmente encantador. Pássaro trinado. Voar e cantar. Simplesmente como o nascer e o se pôr do sol. Na liberdade de um dia, voando no canto da harmonia que a corrente do vento ensaiava, caíra preso na rede estendida no espaço sem limites, onde suas asas não podiam alçar voo e seu canto transformara-se em lamento. Fora então, recolhido por mãos humanas que, de forma tirana, o colocaram em uma prisão. Reclamara. Chorara. Trinara. Tudo fora em vão. Sobrevivera naquela prisão, onde não havia como voar, onde não havia como ser o pássaro que conquista espaços. Não havia o azul do céu, não havia a luz do alvorecer ou as mágicas cores do entardecer dos dias. Tudo transformara-se em monotonia. De outros pássaros, ao longe, só o canto ouvia. Então cantava, buscando no cantar o som da companhia. Menos pássaro agora, pouco importa lá fora. O comer, beber, tudo tem. Cantar, ainda canta. É quando se sente livre, embora cante a tristeza da liberdade perdida. Não reconhece a saída da prisão. Existira para a liberdade. Tantas vezes a porta da gaiola ficara aberta sem que disso percebesse. Seus voos livres perderam-se no esquecimento de si mesmo. A mão do destino na força do tempo conspira para o libertar. Enfraquecida, a corda que prende a gaiola, rompe-se. De encontro ao chão, abre-se toda. O pássaro preto atordoado, confuso, está fora da gaiola. Fica saltitando pelo chão. Não sabe que rumo tomar. Desaprendeu a voar. Esqueceu que é pássaro. Liberdade é só um cantar. Porém, o gato da casa sabe ainda para que serve um pássaro. Num salto cai sobre o pássaro preto com suas garras afiadas, mas estas escorregam nas penas e o pássaro preto consegue,

encontro do azul do céu

Mal provara a liberdade. Foram poucos seus voos. E que voos!

saltitando, quase num voo, sair do seu alcance. Um tanto ferido, mas a salvo, no alto. Toda liberdade requer um risco. Agora ele percebe o azul do céu. O espaço. O não existir limites. O ser pássaro. O voar. Novamente o trinador ressoa em si. Bate as asas no impulso do voo ao azul do céu Assim, de novo reencontra o sol a brilhar na liberdade diária, no gorjear alegre das horas, da companhia alvissareira do bando. Suas asas retomam as forças e suas penas novo brilho. Seu canto encanta com seus trinados; arranja logo uma parceira por ele enamorada. Aquele sentimento que passa a uni-los, só faz aumentar os limites da liberdade que ambos sentem viver, aumentando o dom de perceber e a visão do sentir cada dia amanhecer. Embalados na sintonia desse saber, constroem o ninho que abrigará os frutos dessa canção. Na construção diária da alcova, cada voo se faz uma aventura nova. Sua amada, se entretém na busca intermitente de fazer o ninho, não percebe o perigo e seu voo vai de encontro à rede da prisão. Agora, o Pássaro Preto tem para si, todo o espaço e o azul do céu. Mas não tem a liberdade. A sua liberdade está presa com sua companheira. Na mesma gaiola em que ela está. Ele tem todo espaço para voar. Toda floresta para cantar. Nada disso e capaz de o motivar. Está preso em sua própria liberdade. Lança-se em voo alto, demorado. Canta, um cantar dolorido, apaixonado; ouve ao longe, um cantar entristecido. Um amar adormecido. Seu voo se aplaca, se amaina. Sobrevoa a gaiola onde ela está. Um alçapão. Bate forte seu coração. Fecha as asas. Fecha- se o alçapão. Juntos na prisão da gaiola, unidos na liberdade de viver a eternidade do sentimento que supera o tempo, espaço e dor: a força do amor.

Erode Lino Leite

5) Pesquise no dicionário o significado das palavras abaixo, para que haja uma melhor compreensão do texto:

ELEGIA-

TRINADO-

ALÇAPÃO-

ALCOVA-

6)Ordene os acontecimentos do texto:

(

) “Sua amada, se entretém na busca intermitente de fazer o ninho

(

) “arranja logo uma parceira por ele enamorada”

(

) “Mal provara a liberdade. Foram poucos seus voos.”

(

) “Juntos na prisão da gaiola, unidos na liberdade de viver a eternidade do sentimento

(

) “ caíra preso na rede estendida no espaço sem limites, onde suas asas não podiam alçar voo”

7) Caracterize o pássaro de acordo com o texto:

8) Numere de acordo com o significado das conjunções:

(1) Aditiva

(2) Adversativa

(3) Concessiva

(4) Conclusiva

(5) temporal

(

) embora cante a tristeza da liberdade perdida

(

) Porém, o gato da casa sabe ainda para que serve um pássaro

(

) Voar e cantar

(

) Então cantava, buscando no cantar o som da companhia

(

) mas estas escorregam nas penas e o pássaro preto consegue

(

) É quando se sente livre

PELES DE SAPOS

Em 1970 e 1971, houve, no Nordeste brasileiro, uma enorme procura por sapos, que eram caçados para que suas peles fossem exportadas para os Estados Unidos. Lá elas eram usadas para fazer bolsas, cintos e sapatos. Isso levou a uma drástica diminuição da 5 população de sapos nessa região. O sapo se alimenta de vários insetos, principalmente mariposas, grilos e besouros. É um animal voraz, isto é, comilão. Quando adulto chega a comer trezentos besouros por dia. Sem os sapos, seus inimigos naturais, as mariposas, os 10 besouros e os grilos, proliferaram de maneira assustadora. Esses insetos invadiram as cidades. Mariposas e besouros concentraram-se em torno dos postes de iluminação pública e também entraram nas casas, causando grandes transtornos. Os grilos, com seu cricri, não deixavam as pessoas dormirem. Em maio de 1972, na cidade de lati, em Pernambuco, a população, em uma espécie de mutirão, varreu ruas e calçadas, amontoando principalmente besouros, e também mariposas e grilos mortos, para serem levados por caminhões de lixo. Em apenas três dias encheram-se mais de oitenta caminhões com esses bichos! O governo proibiu a caça de sapos e passou a fiscalizar a exportação de suas peles.

1) O título do texto, Peles de sapos, representa:

a) o motivo da invasão dos insetos nas cidades

b) o objetivo econômico dos exportadores

c) a razão de ter aumentado o número de grilos e mariposas

d) uma riqueza importante do Nordeste brasileiro

e) a causa da extinção definitiva dos sapos

2) Uma informação conta com uma série de elementos básicos: o que aconteceu, quem participou dos acontecimentos, onde e quando se passaram, como e por que ocorreram os fatos etc. Considerando que o acontecimento básico do texto 1 é a caça aos sapos, assinale a informação que não está presente no texto:

a) onde ocorreu: no Nordeste brasileiro.

b) quando ocorreu: em 1970 e 1971.

c) para que ocorreu: exportação de peles.

d) como ocorreu: armadilhas especiais.

e) conseqüência da caçada: redução da população de sapos.

3) Assinale a frase em que o vocábulo destacado tem seu antônimo corretamente indicado:

a) que suas peles fossem exportadas

para

- compradas

b) enorme procura por sapos

uma

- imensa

 

c) levou

a uma drástica diminuição da população

- progresso

d) “Quando adulto chega a comer

” - filhote

e) “

seus

inimigos naturais,

- adversários

4) “O sapo se alimenta de vários insetos, principalmente mariposas, grilos e besouros.”; o emprego de principalmente nesse fragmento do texto indica que o sapo:

a) também come outros insetos.

b) só come mariposas, grilos e besouros.

c) prefere mariposas a grilos e besouros.

d) não come mariposas, grilos e besouros.

e) só come insetos nordestinos.

5) “Em 1970e 1971,houve, no Nordeste brasileiro, uma enorme procura por sapos, que eram caçados para que suas peles fossem exportadas para os Estados Unidos. Lá elas eram usadas para fazer bolsas, cintos e sapatos. Isso levou a uma drástica diminuição da população de sapos nessa região.”. Nesse primeiro parágrafo do texto os elementos sublinhados se referem a outros elementos do mesmo parágrafo; assinale a correspondência errada:

a) suas - dos sapos

b) Lá - Estados Unidos

c) elas - as peles dos sapos

d) isso - bolsas, cintos e sapatos

e) nessa região - Nordeste brasileiro

6) “É um animal voraz, isto é, comilão.”; o emprego de isto é nesse segmento do texto mostra que:

a) voraz e comilão são palavras de significados diferentes.

b) o autor empregou erradamente a palavra voraz.

c) o autor quer explicar melhor o significado de voraz.

d) comilão é vocábulo mais raro do que voraz.

e) o autor não está interessado em que o leitor entenda o que escreve.

7) A mensagem que se pode entender do texto 1 é:

a) A matança indiscriminada de animais pode causar desequilíbrios ecológicos.

b) A economia do país está acima do bem-estar da população.

c) A união da população não resolve muitos de nossos problemas.

d) Os insetos são inimigos dos homens.

e) O governo não cuida da proteção aos animais.

"Desejo uma fotografia como esta — o senhor vê?— como esta:

em que para sempre me ria com um vestido de eterna festa." (Cecilia Meireles)

8) O pronome esta, que ocorre repetido no texto, indica:

a. ) algo próximo a pessoa que fala.

b. ) algo próximo a pessoa de quem se fala.

c. ) algo próximo a pessoa com quem se fala.

(

(

(

A IMPORTÂNCIA DO TRABA LHO Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H10,

A IMPORTÂNCIA DO TRABA LHO

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H5, H6, H7, H8, H10, H12, H16, H17 e H22

Texto 1

Para acabar com uma contradi ção na legislação trabalhista, o Brasil rea firmou à Organização Internacional do Trabalho (OI T), em junho, que menores de 16 ano s estão proibidos de trabalhar no país – a não ser na condição de aprendizes, a partir dos 14 a nos. Antes, havia uma ambigüidade entre a constituiç ão e os compromissos assumidos no plan o inter n acional. A lei

mesmo tempo, o País

brasileira exige que a idade mí nima para o trabalho seja de 16 anos. Ao havia fixado, na OIT, 14 anos co mo idade mínima para trabalhar.

A decisão do g o v e r n o é, ao mesmo tempo, uma notícia boa e outra nã o tão boa assim. Boa,

porque mostra a preocupação

País terá de intensificar e ampli ar os programas de combate e erradicaçã o do trabalho infanto-

trabalho irregular de

menores de 16 anos. Caso con trário, corre o risco de ser alvo de denún cias em organizações como a OIT e a Organização Mu ndial do Comércio (OMC).

boa, porque agora o

em proteger jovens e crianças. E não tão

juvenil, além de melhorar a fis calização, a fim de realmente impedir o

denúncias de uso de

mão-de-obra infantil em Franca , no interior de São Paulo. O problema ho je está superado, mas

Instituto Pró-Criança, a mudança da idade às novas regras.

na época levou à mobilização

Em 1995, as exportações de ca lçados brasileiros foram prejudicadas por

dos empresários do setor, que criaram o

para combater o trabalho infa ntil na indústria de calçados. Agora, com

limite na OIT, o setor está sendo

forçado a reorganizar-se, para adaptar-se

Nem todos os segmentos, po rém, têm programas e ações estruturad as para combater o

trabalho infantil. O Brasil tem

realidade socioeconômica e o d esaparecimento do emprego formal são o s maiores problemas,

A própria OIT admite

uma legislação mais flexível

desenvolvimento psíquico – c omo otrabalho em família e artísticos l eves. A flexibilização poderia ser uma forma de evit ar as denúncias e combater o principal p roblema do trabalho

infanto-juvenil no país: a inform alidade.

muitos países, mas a

uma legislação mais protetora do que

porque o jovem acaba sendo e mpurrado para o mercado de trabalho.

– desde que não prejudique a saúd e, a educação e o

(Tr echo adaptado de O Estado de S. Paulo, 05/08/2001, p. A12)

1 - A contradição referida no tex to está:

a) na escolha dos setores industriais em que os menores de idade podem trabalhar, de acordo

com a legislação atual.

b)

na determinação da idade mínima permitida para que jovens possam trabalhar no Brasil.

c)

nas denúncias feitas por organizações internacionais contra o trabalho infantil no país.

d)

nos programas de preparação para o trabalho que atendem a jovens, formando aprendizes.

e)

em situações que podem ser favoráveis ou não, dependendo da opinião das organizações

internacionais.

2 - O texto permite concluir corretamente que as maiores dificuldades para controlar o trabalho infantil estão:

a) nos limites impostos pela legislação aos acordos comerciais com outros países e à venda de

alguns produtos brasileiros.

b) na falta de programas sociais destinados a formar jovens mais capacitados para o trabalho

nas empresas.

c) nas denúncias feitas por organizações internacionais de desrespeito aos limites de idade

impostos pela legislação.

d) nos problemas socioeconômicos da população brasileira e na ampliação do mercado de trabalho informal.

e) na proteção que as leis brasileiras oferecem aos jovens e às crianças que necessitam

trabalhar, para ajudar a família.

3 - 0 texto afirma que a notícia não é tão boa assim porque:

a) a mão-de-obra infantil fará muita falta no emprego informal, pois garante lucros no comércio

com outros países.

b) não existe uma legislação especifica para controlar o trabalho infantil, especialmente em

algumas cidades do interior.

c) haverá muita dificuldade dos órgãos responsáveis em controlar o uso da mão de obra infantil

no país, por várias razões.

d) são poucos os empresários que se preocupam com os jovens e as crianças, oferecendo-lhes

condições favoráveis de trabalho.

e) não se conseguiu, ainda, modificar as disposições da lei que impede o trabalho regular de

menores de 16 anos.

4 A frase que resume o assunto do texto é:

a)

Organização Internacional do Trabalho prejudica negócios brasileiros.

b)

Mudanças na Constituição brasileira reduzem idade mínima para o trabalho.

c)

Legislação brasileira impede venda de produtos industrializados para outros países.

d)

Instituto internacional favorece a utilização de mão- de-obra infantil em empresas.

e)

Órgãos responsáveis terão de fiscalizar ainda mais o trabalho infantil no Brasil. 2

5 -

e combater o principal problema do trabalho infanto- juvenil no país : a informalidade. O

emprego dos dois pontos na última frase do texto serve para introduzir uma:

a) causa.

b) explicação.

c) condição.

d)

conseqüência.

e)

finalidade.

6.

mostra a preocupação em proteger jovens e crianças.

A expressão sublinhada na frase acima está corretamente substituída por um pronome em:

a)

protegê-los.

b)

proteger-nos.

c)

proteger-os.

d)

proteger-lhes.

e)

proteger eles.

7.

As palavras assinaladas nas frases abaixo estão escritas de maneira correta SOMENTE na

alternativa:

a) Alguns assertos até permitem o trabalho de meninos, desde que essa atividade não

prejudique o dezempenho escolar.

b) Trabalhar nem sempre significa prejuízo ao adolecente, pois pode transformar-se numa

atividade instrutiva, que lhe traga praser.

c) Pesquisas indicam que grande parte dos jovens com idade entre quinze e dezessete anos

dedicam-se ao trabalho informal.

d) A repreção aos abusos no emprego da mão-de-obra infantil vem almentando progressivamente nestes últimos anos.

e) Houve, em determinada época, um crecimento das denúncias de esploração da mão de obra

infantil em algumas empresas.

8 - A concordância está INCORRETA SOMENTE na frase:

a) Existem, no Brasil, programas criados especialmente para formar aprendizes e grupos de

combate ao trabalho infantil.

b) Algumas atividades que não prejudiquem o desenvolvimento do jovem poderiam ser

permitidas por uma legislação mais flexível.

c) Falta, entre os empresários, uma preocupação maior com a formação de jovens interessados

em preparar-se para o mercado de trabalho.

d) Cursos de aprendizagem são oferecidos pelo SENAI — Serviço Nacional da Indústria — que

pretende ampliar o número de estudantes aprendizes atendidos por essa instituição.

e) Esperavam-se que as autoridades responsáveis pelos programas de combate ao trabalho

infantil realmente exigisse o respeito ao que diz a lei.

9. As restrições

utilização da mão de obra infantil partem de várias instituições, dispostas

renda familiar.

proteger crianças jovens, oferecendo apoio

Os espaços pontilhados da frase acima serão corretamente preenchidos com:

a) à -

a

-

à

b) à -

à

-

à

c) a -

à

-

à

d) a -

a

-

à

e) a -

a

-

a

10. A frase inteiramente clara e correta é:

a) Os aprendizes, que as empresas precisam de estrutura para acompanhar sua aprendizagem, mas nem sempre a tem, por isso é necessário criar os programas para jovens de idade que os impede de trabalhar.

b) A idade que pela Constituição os jovens são impedidos de trabalhar, por isso é que é

necessário criar programas nas empresas que têm estrutura para isso, o que nem sempre

acontece, que elas não consegue acompanharem esses aprendizes.

c) Os jovens que são aprendizes porque a idade impede o trabalho deles pela Constituição, são necessários a criação dos programas de aprendizagem, onde as empresas nem sempre consegue

a

estrutura para eles.

d)

É necessário criar programas de aprendizagem para jovens cuja idade os impede de

trabalhar, segundo a Constituição, mas nem sempre as empresas têm estrutura para

acompanhar esses aprendizes.

e) Com os programas para jovens cuja a idade não podem trabalhar, pela Constituição, é

necessário criar todos eles nas empresas, apesar que nem sempre elas tem estrutura para

conseguirem acompanhar os aprendizes.

Texto 2

Trabalhador não é máquina

A vida de um desempregado é horrível, porque na nossa sociedade tudo depende do trabalho:

salário, contatos profissionais, prestígio e (quando se é católico) até o resgate do pecado original e o bilhete de ingresso para o paraíso. Portanto, se falta o trabalho, falta tudo.

Mas corre-se o risco de que o problema de desemprego coloque em segundo plano o problema de quem só tem um emprego. Com uma frequência sempre maior, a vida do trabalhador é transformada num inferno, porque as organizações das empresas se preocupam em multiplicar

a quantidade de produtos, mas não dão a mínima para a felicidade de quem os produz.

Domênico De Mais, In: o ócio criativo

1)

O texto que você acabou de ler é argumentativo. Escreva algumas características que permitem caracterizá-lo como tal:

2)

As conjunções são palavras que se prestam a estabelecer relações lógicas entre segmentos textuais. Indique nos trechos abaixo a relação estabelecida pelas conjunções:

a) “A vida de um desempregado é horrível, porqueporqueporqueporque nossa sociedade tudo depende do trabalho ”

b) “PortantoPortantoPortanto,Portanto se falta o trabalho, falta tudo.”

c) MasMasMasMas corre-se o risco de que o problema de desemprego coloque em segundo plano o problema de quem tem desemprego.”

3) Analisando os verbos do texto, responda:

a) Qual é o tempo e o modo verbal predominantes?

b) Considerando o fato de o texto ser argumentativo, por que o autor escolheu este tempo e este modo?

c) O texto está escrito em uma linguagem formal (norma culta), porém, há uma passagem em que o autor utiliza uma expressão típica da linguagem coloquial. Aponte-a e reescreva utilizando a linguagem formal:

que o autor utiliza uma expressão típica da linguagem coloquial. Aponte-a e reescreva utilizando a linguagem
MULHER Habilidades: H1, H2, H4, H5, H6, H7, H8, H11, H12, H13, H14, H15, H16,

MULHER

Habilidades: H1, H2, H4, H5, H6, H7, H8, H11, H12, H13, H14, H15, H16, H17, H18, H22 e H24

Texto 1

A Verdade

Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do

riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

- Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

- Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram,

pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou

desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!

- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo

seu pescoço.

- Foi ele que

- Eu não roubei o anel. Foi ela quem me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.

O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra. Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço. Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

- A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

Luís Fernando Veríssimo

Questão 01

O conto A Verdade, de Luis Fernando Veríssimo, traz a história de uma donzela que, ao mentir a respeito do anel que perdera, desencadeia uma série de mortes. Tendo em mente as consequências das mentiras da donzela e o seu final trágico, assinale dentre as alternativas abaixo aquela que contém um provérbio ou frase-feita que melhor resume esta narrativa:

A) “Cão que ladra não morde”

B) “Mentira tem perna curta”

C) “A verdade sempre prevalece”

D) “Mais vale um pássaro na mão que dois voando”

E) “Uma mentira afirmada três vezes vale uma verdade”

Questão 02

Há uma reviravolta no conto de Veríssimo quando o suposto terceiro assaltante é encontrado. Esse encontro define o desfecho da história. É correto afirmar que esse desfecho é essencialmente:

A) cômico

B) dramático

C) irônico

D) metafórico

E) alusivo

Questão 03

A palavra “donzela”, que aparece diversas vezes no texto A Verdade, de Veríssimo, pode ser classificada, de acordo com a sua divisão silábica, como:

A) monossílabo

B) dissílabo

C) trissílabo

D) polissílabo

E) multissílabo

Questão 04

No trecho “Deixando a água do riacho passar por entre seus dedos muito brancos”, ambas as palavras grifadas apresentam encontro consonantal. Abaixo, assinale o trecho em que pelo menos uma das palavras apresente esse tipo de encontro:

A) “não era um homem, eram dois.”

B) “E o pai e os irmãos da donzela.”

C) “mas não o mataram.”

D) “pois estavam fartos de sangue.”

E) “e exigiram seu sacrifício.”

Questão 05

No trecho “E apontou a donzela”, as palavras sublinhadas são, respectivamente:

A) verbo e substantivo

B) verbo e adjetivo

C) adjetivo e substantivo

D) substantivo e adjetivo

E) substantivo e verbo

Questão 06

Leia atentamente a seguinte passagem: “E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.”. Os verbos que encontramos nesse trecho são do modo Indicativo e pertencem, respectivamente, aos tempos:

A) pretérito perfeito; pretérito imperfeito; pretérito mais que- perfeito

B) pretérito mais-que-perfeito; pretérito imperfeito; presente

C) pretérito imperfeito; presente; pretérito perfeito

D) presente; pretérito mais-que-perfeito; presente

E) futuro do pretérito; pretérito perfeito; presente

Questão 07

A leitura é uma forma muito eficaz de adquirirmos vocabulário. Muitas vezes, para entendermos certos textos precisamos ter acumulado uma série de conhecimentos a respeito das palavras. Assinale, abaixo, a definição que melhor se encaixa à palavra “algoz”, que aparece no texto A Verdade:

A) animal indócil, que morde e ataca pessoas

B) animal indefeso, que corre em vez de se defender

C) pessoa cruel, que mata ou aflige outra

D) pessoa abandonada, que se esconde da família

E) sentimento maléfico, que causa certas doenças

Questão 08

Nos dias atuais, todas as mulheres vêm sendo vistas com tanta fragilidade, como no texto? Justifique:

Questão 09

Os aldeões da história ficaram contra as atitudes da moça, a ponto de exigirem a sua

morte.

acredita que eles teriam a mesma

atitude?Justifique:

Se

fosse

nos

dias

de

hoje,

você

Questão 10

Escreva a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto:

a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto: Texto 02 Questão 11 De uma
a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto: Texto 02 Questão 11 De uma
a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto: Texto 02 Questão 11 De uma
a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto: Texto 02 Questão 11 De uma
a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto: Texto 02 Questão 11 De uma
a que se refere os pronomes pessoais grifados no texto: Texto 02 Questão 11 De uma

Texto 02

Questão 11 De uma forma implícita, o texto revela uma evolução na tecnologia. Explique: Questão
Questão 11
De uma forma implícita, o texto revela uma
evolução na tecnologia. Explique:
Questão 12
Apesar de haver evolução, o personagem
demonstrou
um
pensamento
“machista”
causando espanto na Mafalda. Explique:
Questão 13
O quarto quadrinho inicia com uma
conjunção. Marque a resposta certa e
justifique sua resposta:
(
) conclusiva (
) adversativa (
) alternativa
Habilidades: H1, H2, H3, H5, H6, H7, H8, H10, H13, H14, H15 e H24 Além

Habilidades: H1, H2, H3, H5, H6, H7, H8, H10, H13, H14, H15 e H24

Além dos seres vivos e da matéria cósmica, existem também coisas culturais, muitíssimo mais complicadas. Chama-se cultura tudo o que é feito pelos homens, ou resulta do trabalho deles e de seus pensamentos. Por exemplo, uma cadeira está na cara que é cultural porque foi feita por alguém. Mesmo o banquinho mais vagabundo, que mal se põe em pé, é uma coisa cultural. É cultura, também, porque feita pelos homens, uma galinha. Sem a intervenção humana, que criou os bichos domésticos, as galinhas, as vacas, os porcos, os cabritos, as cabras, não existiriam. Só haveria animais selvagens. A minhoca criada para produzir humo é cultural, eu compreendo. Mas a lombriga que você tem na barriga é apenas um ser biológico. Ou será ela também um ser cultural? Cultural não é, porque ninguém cria lombrigas. Elas é que se criam e se reproduzem nas suas tripas.

Uma casa qualquer, ainda que material, é claramente um produto cultural, porque é feita pelos homens. A mesma coisa pode-se dizer de um prato de sopa, de um picolé ou de um diário. Mas estas são coisas de cultura material, que se pode ver, medir, pesar.

Há, também, para complicar, as coisas da cultura imaterial, impropriamente chamadas de espiritual - muitíssimo mais complicadas. A fala, por exemplo, que se revela quando a gente conversa, e que existe independentemente de qualquer boca falante, é criação cultural. Aliás, a mais importante. Sem a fala, os homens seriam uns macacos, porque não poderiam se entender uns com os outros, para acumular conhecimentos e mudar o mundo como temos mudado.

A fala está aí, onde existe gente, para qualquer um aprender. Aprende-se, geralmente, a da mãe. Se ela é uma índia, aprende-se a falar a fala dos índios, dos xavantes, por exemplo. Se ela é uma carioca, professora, moradora da Tijuca, a gente aprende aquele português lá dos tijucanos. Mas se você trocar a filhinha da índia pela filha da professora, e criar, bem ali na praça Saens Peña, ela vai crescer como uma menina qualquer, tijucana, dali mesmo. E vice-versa, o mesmo ocorre se a filha da professora for levada para a tribo xavante: ela vai crescer lá, como uma xavantinha perfeita - falando a língua dos xavantes e xavanteando muito bem, sem nem saber que há tijucanos.

Além da fala, temos as crenças, as artes, que são criações culturais, porque inventadas pelos homens e transmitidas uns aos outros através de gerações. Elas se tornam visíveis, se manifestam, através de criações artísticas, ou de ritos e práticas - o batizado, o casamento, a missa -, em que a gente vê os conceitos e as ideias religiosas ou artísticas se realizarem. Essa separação de coisas cósmicas, coisas vivas, coisas culturais, ajuda a gente de alguma forma? Sei não. Se não ajuda, diverte. É melhor que decorar um dicionário, ou aprender datas. Você não acha?

Darcy Ribeiro

1) Marque quanto ao gênero do texto e justifique sua resposta:

(

) descrição

( ) narração

( ) dissertação

2) Segundo o autor, quais são os três tipos de elementos que constituem o mundo em que vivemos?

3) Como o texto define CULTURA?

4) Segundo o raciocínio do autor, uma árvore da floresta é um objeto cultural? E um cabo de enxada feito com a madeira desta árvore? Justifique:

5) Quais os dois tipos de cultura?

6) Além da fala, que outras criações humanas também fazem parte da cultura imaterial?

7) Cite e comente ao menos uma manifestação cultural de sua cidade:

8) Esse texto, como afirma o autor, fala de coisas muito “complicadas”. Para facilitar a compreensão do assunto, Darcy Ribeiro emprega uma linguagem informal e procura conversar com o leitor.

a) Transcreva do primeiro parágrafo duas expressões típicas da linguagem cotidiana.

b) Do segundo parágrafo, duas palavras que o autor emprega para se referir diferentemente a quem está lendo o texto:

9) Releia:

“sem a intervenção humana, que criou os bichos domésticos, as galinhas, as vacas [ ]”

a) Cite uma palavra, que sem alterar o sentido, poderia substituir a palavra bicho:

b) Explique o sentido das palavras destacadas nas frases:

1. Os jogadores receberam um bom bicho pela vitória de ontem.

2. O motorista falou o bicho para o motorista mal educado.

3. Quando fazem gozação com meu irmão, ele vira bicho.

10)Na linguagem coloquial, a palavra coisa é utilizada para designar vários significados. Substitua-a nas frases por uma das palavras do quadro em cada frase:

Elemento – atitude – afirmação – objeto - fato

a) Na bolsa havia duas coisas: um livro e um relógio

b) A mesma coisa pode-se dizer de um prato de sopa.

c)

Que coisa feia! Você xingando sua irmã.

d) Ontem aconteceu uma coisa engraçada na festa.

e) Essa separação de coisas cósmicas, coisas vivas, coisas culturais

11)Releia o trecho:

Mas se você trocar a filhinha da índia pela filha da professora, e criar, bem ali na praça Saens Peña, ela vai crescer como uma menina qualquer, tijucana, dali mesmo. E vice-versa, o mesmo ocorre se a filha da professora for levada para a tribo xavante:

ela vai crescer lá, como uma xavantinha perfeita - falando a língua dos xavantes e xavanteando muito bem ”

a)

Explique o significado de vice-versa:

b)

Marque a frase em que o trecho destacado não pode ser substituído por vice- versa:

(

) No acidente, o ônibus amassou o carro e o carro amassou o ônibus.

( ) Com a confusão do final da aula, Carlos levou para casa o livro de Luís e Luís levou o de Elias.

( ) Houve muito tumulto durante a reunião: o prefeito acusava os vereadores e os vereadores acusavam o prefeito.

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H6, H8, H10, H11, H12, H14, H16, H17, H18 e

Habilidades: H1, H2, H3, H4, H6, H8, H10, H11, H12, H14, H16, H17, H18 e H24.

Texto 1:

Meus amigos quando me dão a mão sempre deixam outra coisa

presença

olhar

lembrança

calor

meus amigos quando me dão deixam na minha a sua mão

LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo, Brasiliense, 1983. p.86.

INTERPRETAÇÃO

1.Quantas estrofes e quantos versos tem o poema?

2. A “presença” dos amigos que fica nas mãos do poeta marca – se por duas sensações: uma física e uma

psicológica. Identifique – as.

3. É possível afirmar que os traços dessa presença são tão fortes que o poeta não consegue separá–los.

Que recurso ele teve de empregar para expressar esse fato?

4. Na última estrofe, o poeta omite intencionalmente uma palavras que já ocorreu no texto. Qual palavra?

5. A palavra mão tem muitos signi ficados em português. Atribua a ela um signifi cado adequado em cada frase:

a) Tinha ótima mão para cerâmica .

b) O poder passou às mãos da opo sição.

c) Cuidado! Esta rua não dá mão à esquerda!

d) Acho que esta sua redação te m mão de seu pai…

Texto 2:

c) Cuidado! Esta rua não dá mão à esquerda! d) Acho que esta sua redação te

Sobre o texto 2, responda:

1)Analisando os três primeiros quadrinhos, podemos afirmar que as duas personagens:

a) São apenas duas conhecidas

b) São muito amigas

c) Não são verdadeiras amigas

Justifique:

2) Analisando toda a história temos a mesma conclusão? Justifique:

3) Quais os adjetivos recebidos pelas duas personagens?

4) Assinale qual figura de linguagem foi utilizada na expressão: “teu namorado vai morrer de orgulho”:

a) eufemismo

b) hipérbole

c) ironia

d) catacrese

Texto 3

OS VIAJANTES E A URSA

Iam dois viajantes por uma estrada quando deram de cara com uma ursa enorme e faminta. Um deles, mais esperto, deu um pulo, e acocorou-se no alto de uma árvore. Ficou lá sem respirar para que a ursa não notasse a sua presença. O outro deitou-se no chão e fingiu-se de morto, pois sabia que os ursos não mexem com os mortos. A ursa aproximou-se do que estava deitado, cheirou-o, lambeu-o, olhou de pertinho e foi embora. Só então o outro se aproximou, curiosíssimo:

- O que foi que ela cochichou no seu ouvido?

- Ela disse para eu nunca mais viajar com amigos que me deixam sozinho na hora do perigo.

Sobre o texto 3, responda:

1) Qual moral mais se adéqua à fábula?

a) Nunca troque o certo pelo duvidoso.

b) É na hora do perigo que conhecemos os amigos.

c) Quando a sorte muda, os fortes necessitam dos fracos.

d) A união faz a força.

2) Identifique 4 dos elementos da narrativa, nas questões a seguir:

a) Personagens: (

) Dois viajantes (

) A ursa

(

) Dois viajantes e a ursa

b) ) Uma estrada

Espaço: (

(

) Uma rua sem saída (

 

) À beira de um rio

c) ) Num dia de sol

Tempo: (

(

) não especificado

(

) numa noite escura

d) Narrador: (

) personagem ou onipresente

(

) 3ª pessoa ou onisciente

3) Sobre o 5 elemento, o enredo, relacione as colunas numerando-as:

(1) Situação inicial ( )“quando deram de cara com uma ursa enorme e faminta” (2) Complicação ( )“A ursa aproximou-se do que estava deitado, cheirou-o, lambeu-o, olhou de pertinho e foi embora.” (3) Desenvolvimento ( )“Só então o outro se aproximou, curiosíssimo ”

(4) Clímax

(5) Situação final ( )“Um deles, mais esperto, deu um pulo, e acocorou-se no alto de uma árvore. Ficou lá sem respirar para que a ursa não

notasse a sua presença. O outro deitou-se no chão e fingiu-se de morto” pois sabia que os ursos não mexem com os mortos.

(

)“Iam dois viajantes por uma estrada”

Realidade Brasileira Habilidades: H1, H2, H3, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H11, H13, H14,

Realidade Brasileira

Habilidades: H1, H2, H3, H5, H6, H7, H8, H9, H10, H11, H13, H14, H15, H16, H17, H18, H20, H21 e H24