Vous êtes sur la page 1sur 26

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE MINAS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MINERAL

DIMENSIONAMENTO DE UM FILTRO DE AREIA

RESUMO:

O

presente

trabalho

apresenta

a

metodologia

usada

para

dimensionar um filtro de areia típico num

sistema de filtragem rápida. Para tanto, utlizaram-se os princípios básicos que governam o fenômeno de filtragem.

Os

resultados

obtidos

permitiram

encontrar

as seguintes dimensões de

projeto:

A

=

19 m 2 ,

V

=

11 m 3

para

a

condição normal de operação;

analisando a situação da limpeza

do

filtro, durante

o

tempo de

18 minutos,

viu-se que a vazão de água de retrolavagem deverá ser de 80 kg/s, em que a velocidade da água será 4,3 m/s.

ALUNO: MÔNICA S. S.SILVA PROF.: JOSÉ AURÉLIO M. DA LUZ DISCIPLINA: MIN 721

Ouro Preto/MG

Novembro/2012

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

  • 1. .........................................................................................................

1

OBJETIVOS

  • 2. .............................................................................................................

3

2.1

GERAL

3

2.2

ESPECÍFICOS

3

  • 3. REVISÃO DA LITERATURA

 

4

3.1

FILTRAGEM EM MEIO GRANULAR, (ABREU, 2009)

4

3.1.1

Comprometimento do sistema de filtragem (REMÍGIO, 2006)

6

3.1.1.1

Colmatação

6

3.2

MEIO

FILTRANTE

8

3.3

TAXA DE FILTRAÇÃO (QUIANTE,

9

3.3.1

Filtros

lentos

9

3.3.2

Filtros

10

3.4

DIMENSIONAMENTO DE FILTROS

10

  • 4. METODOLOGIA

 

11

4.1

MATERIAIS ..................................................................................................................................

11

4.2

MÉTODOS ...................................................................................................................................

11

4.2.1

Cálculo de vazão volumétrica de filtrado - Q vf

...................................................................

11

4.2.2

Cálculo do Número de Reynolds, (LUZ & OLIVEIRA, 2011)

12

4.2.2.1

Equações de Stokes e Newton

12

4.2.2.2

Equação de Abraham

................................................................................................................

13

4.2.2.3

Equação

da

velocidade de sedimentação

13

4.2.3

Equação de Ergun

13

4.2.3.1

Caracterização dos flocos

14

  • 5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

16

CONCLUSÃO

  • 6. ........................................................................................................

20

BIBLIOGRAFIA

  • 7. ......................................................................................................

21

LISTA DE TABELAS

TABELA I CARACTERÍSTICAS RECOMENDADAS PARA OS MATERIAIS GRANULARES DE FILTROS DE CAMADA

DUPLA COMPOSTO POR AREIA E ANTRACITO, (ABREU,

8

TABELA II DADOS DE DIMENSIONAMENTO DO FILTRO DE AREIA (FILTRAGEM RÁPIDA) - ESTÁGIO DE

OPERAÇÃO

16

TABELA III DADOS DE DIMENSIONAMENTO DO FILTRO DE AREIA (FILTRAGEM RÁPIDA) - ESTÁGIO DE

EXPANSÃO PELA ÁGUA DE

17

TABELA IV PARÂMETROS PARA RETROLAVAGEM DO FILTRO DE AREIA COM

18

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 ETAPAS DE UM PROCESSO DE FILTRAÇÃO, (ABREU,

5

FIGURA 2 MECANISMOS DE COLMATAÇÃO FÍSICA, (REMÍGIO,

7

FIGURA 3 CORTE ESQUEMÁTICO DE UM FILTRO LENTO DE AREIA, (QUIANTE,

9

FIGURA 4 PERDA DE CARGA NUM SISTEMA DE FILTRAGEM EM FUNÇÃO DA VELOCIDADE ASCENSIONAL DA

ÁGUA DE LAVAGEM, (ABREU,

18

FIGURA 5 EFEITO DA VELOCIDADE ASCENSIONAL DA ÁGUA DE LAVAGEM NA EXPSÃO DE MATERIAIS

FILTRANTES, SEGUNDO ABREU

.............................................................................................

19

1. INTRODUÇÃO

Define-se filtração/filtragem como a ação de purificar, em que a água escoa por um meio poroso, onde há a remoção parcial ou total de sólidos suspensos e coloidais; com isso, promove-se a redução da concentração de bactérias, e mudanças nos constituintes químicos da água. Durante esse processo ocorrem os seguintes fenômenos: adsorção, sedimentação, coagem e floculação. A ação mecânica de se eliminar os sólidos nos filtros está baseada no princípio de que um meio poroso pode reter impurezas de dimensões menores que os poros da camada filtrante, (OLIVEIRA, 2005), (ABREU, 2009). Os sistemas de filtração empregados no tratamento de águas de abastecimento, por exemplo, podem ser classificados de vários modos. As formas mais conhecidas dessa classificação variam segundo o critério de análise, e nesse contexto, tem-se:

  • posicionamento na estação de tratamento: filtração em linha, filtração direta ou do

tipo ciclo completo;

  • sentido do escoamento: filtração ascendente ou filtração descendente;

  • material filtrante: filtro de areia, filtro de antracito, filtro de carvão ativado granular;

  • arranjo do material filtrante: filtro de camada simples, filtro de camada dupla, filtro

de camada tripla;

  • taxa de filtração: filtração lenta e filtração rápida.

Tradicionalmente, até mais ou menos a década de 50, os filtros empregados nas estações de tratamento de águas de abastecimento eram constituídos unicamente de areia como material filtrante e limitados a taxas de filtração de 120 m 3 /m 2 .dia. Contudo, a partir do uso do carvão ativado granular como meio filtrante e adsorvedor para o controle do gosto e do odor da água de abastecimento, observou-se uma melhora da qualidade da água filtrada. Associando-se a esse aspecto, teve-se também uma redução na perda de carga, possibilitando o uso do antracito como meio filtrante, (ABREU, 2009). A utilização do antracito como meio filtrante, combinado com a areia, permitiu que fossem concebidos os filtros de dupla camada areia-antracito. Esses últimos quando submetidos a condições ótimas de pré-tratamento, possibilitaram a sua operação com taxas de filtração de 240 m 3 /m 2 .dia a 360 m 3 /m 2 .dia. No início da década de 70, houve o advento dos filtros rápidos por gravidade que operavam com taxas de filtração de 480 m 3 /m 2 .dia a 600 m 3 /m 2 .dia, empregando tanto a areia como o antracito como material filtrante, (ABREU, 2009).

1. INTRODUÇÃO Define-se filtração/filtragem como a ação de purificar, em que a água escoa por um

Diante das elevadas taxas de filtração empregadas e do consequente aumento da perda de carga, a granulometria do meio filtrante teve de ser alterada para maiores valores de diâmetro efetivo. Por outro lado, esse cenário promove perda de eficiência ao sistema de filtração na captura/retenção de partículas coloidais. Então, para compensar essa perda de eficiência, a altura do meio filtrante passou dos tradicionais 0,6 m a 0,8 m em filtros de dupla camada para 1,2 m a 1,8 m em filtros rápidos de camada profunda, (ABREU, 2009). Quando o meio filtrante é areia, a filtração desenvolve-se por ação superficial, em que as partículas contaminantes são removidas do sistema ao serem depositadas ao longo do meio filtrante. Tipicamente, a filtração com ação superficial ocorre com o escoamento da água ao longo de um meio granular, o qual é constituído com areia mais fina de grãos menores que 0,5 mm, (ABREU, 2009). Os filtros de areia têm a vantagem sobre os demais tipos de filtro por exigirem menor frequência de inspeção, sendo caracterizados também pela capacidade de reter partículas de 25 m até 100 m. Em termos de eficiência, relatam-se níveis de 40% a 85%, em que são retirados apenas 1% a 2% do total de sólidos suspensos. Em função da concentração de sólidos na água e da eficiência, os filtros de areia sofrem frequentes entupimentos. O entupimento de um sistema de filtragem, notadamente do meio, ocorre indistintamente do tipo de filtro, e é atribuído ao fenômeno de cimentação das partículas, cuja maioria tem tamanho menor que o diâmetro do meio; o mecanismo de ponte (bridging 1 ) também exerce parcela importante no entupimento do sistema. O tempo para o entupimento de um sistema de filtragem é uma função da concentração de sólidos suspensos na água, da velocidade de filtragem e do diâmetro do meio. De um modo geral, a necessidade de limpeza dos filtros é determinada pela queda de pressão entre os extremos do filtro, ou então por um tempo pré-determinado. Segundo OLIVEIRA (2005), a automatização da limpeza dos filtros é mais importante para os tipos de tela e disco, pois necessitam de retrolavagens mais rápidas e com maior frequência, comparativamente aos filtros de areia. Filtros de areia são frequentemente construídos para a retrolavagem automática quando necessária. Na prática, indicam-se os filtros de tela na sequência aos filtros de areia, de modo que se colete o material passante por falha de operação desses últimos.

1 Bridging ligação entre partículas coloidais discretas num agregado de multi-partículas. Um dos mecanismos responsáveis pela floculação (agregação forçada) de partículas.

Diante das elevadas taxas de filtração empregadas e do consequente aumento da perda de carga, a

Com relação ao bom funcionamento dos filtros de areia, sabe-se que depende de vários fatores, dentre eles merecem destaque:

  • qualidade da água: pH, presença de íons dissolvidos, etc.;

  • vazão de filtragem: entre 50 m 3 /m 2 . h e 70 m 3 / m 2 . h;

  • perda de carga máxima: abaixo de 60 kPa;

  • granulometria da areia: entre 0,42 mm e 1,40 mm, normalmente;

  • diâmetro efetivo dos poros: função do tamanho de partícula (d p ) a ser retida;

  • forma dos grão: esfericidade (), dá-se preferência para grãos arredondados que

têm maior microporosidade;

  • altura mínima de areia: normalmente entre 40 cm e 50 cm;

  • bom programa de manutenção/limpeza, (OLIVEIRA, 2005).

O dimensionamento de um sistema de filtragem requer o conhecimento das características do material/meio filtrante, das condições operacionais, em especial as que se relacionam à situação crítica. Existem práticas de ensaios de laboratório para simular as características de filtrabilidade de um dado material. Contudo, esses ensaios tiverem seus desenvolvimentos a cargo de emrpesas fabricantes de equipamentos, dos fornecedores de material filtrante, etc.; com isso, é comum encontrar diferenças na condução/execução desses ensaios. De um modo geral, os ensaios de filtragem em escala de laboratório são ferramentas importantes para o dimensionamento de sistemas de filtragem. No presente estudo são apresentados os dados levantados de dimensionamento de um filtro de areia típico que é empregado em filtragem rápida. Como base, adotaram-se os princípios que governam o processo de filtragem de uma suspensão através de um meio filtrante constituído por partículas de quartzo e de cascalho. Os resultados obtidos permitiram concluir que o tempo de ciclo operacional é afetado pela concentração flocos (agregado de partículas num filme d’água), sendo essa afetada pelo tamanho de partícula a ser retida. Em especial, destaca-se o fenômeno de colmatação associado com a presença desses flocos nos espaços vazios (poros) do sistema filtrante, e as consenquentes perda de permeabilidade e de eficiência de filtragem.

Com relação ao bom funcionamento dos filtros de areia, sabe-se que depende de vários fatores, dentre

2. OBJETIVOS

  • 2.1 Geral

Dimensionar

um

filtro

de

areia

princípios básicos da filtragem.

para filtragem rápida, baseando-se nos

  • 2.2 Específicos

    • Desenvolver cálculos para o dimensionamento de um filtro de areia;

    • Identificar as variáveis de influência no processo de dimensionamento, tais

como a presença do fenômeno de colmatação.

2. OBJETIVOS 2.1 Geral Dimensionar um filtro de areia princípios básicos da filtragem. para filtragem rápida,

3. REVISÃO DA LITERATURA

3.1 Filtragem em meio granular, (ABREU, 2009)

É comumente aceito que a retenção de partículas pequenas durante a filtração através de um meio poroso é dividida em duas etapas distintas, porém complementares: transporte das partículas até as superfícies dos grãos constuintes do meio filtrante, e aderência dessas partículas nessas superfícies ou em outras partículas previamente retidas. O desprendimento e o consequente arraste dessas partículas devem ocorrer durante o estágio de lavagem do meio filtrante, mas pode se desenvolver também durante a própria filtração. A partícula pode ser transportada para o meio filtrante por mais de um mecanismo físico, incluindo a sedimentação, a difusão, o impacto inercial, a interceptação e ação hidrodinâmica; todos esses mecanismos, provavelmente, atuam de maneira simultânea, mas em graus diferenciados, segundo a natureza da suspensão e do meio fiultrante. As partículas em suspensão podem aderir-se a outras partículas já depositadas no meio filtrante ou diretamente na superfície desse meio. Logo, as características superficiais exercem forte influência na etapa de aderência das partículas. Nesse momento da filtragem, as principais forças presentes são as interações químicas de superfície ou forças de Van der Waals e as eletrostáticas. A etapa de aderência das partículas, diferentemente do transporte, é afetada pelas características químicas e físico-químicas do sistema como um todo, tais como o pH da água, presença de íons dissolvidos em água, idade do floco, natureza e dosagem do floculante, e a natureza da superfície dos grãos do meio filtrante. O processo de filtragem se baseia em quatro ações: filtragem mecânica, sedimentação e adsorção, efeitos elétricos e alterações biológicas, sendo essas últimas de intensidade menor e características dos filtros lentos de areia. A filtragem mecânica é considerada como responsável pela remoção de grandes partículas na superfície da areia. Em geral, é possível a retenção de partículas de qualquer tamanho em pontos próximos ou nos contatos dos grãos de areia, caso essas ocupem uma linha de fluxo próxima a essas regiões. Essa forma específica de remoção de partículas é denominada filtração intersticial. Os espaços vazios entre os grãos de areia atuam como diminutas câmaras de sedimentação, levando as partículas em suspensão a aderirem as suas paredes

3. REVISÃO DA LITERATURA 3.1 Filtragem em meio granular, (ABREU, 2009) É comumente aceito que a

Num sistema de filtragem operando com uma taxa de filtração constante, à medida que as partículas se acumulam nos poros do meio filtrante, a velocidade do fluido nesses poros aumenta e provoca o crescimento das forças de arraste sobre as partículas depositadas. O deslocamento dessas partículas para as camadas inferiores do filtro ocorrerá quando as forças de arraste se igualarem às forças de adesão. No interior do meio filtrante pode ocorrer, simultânea e continuamente, a aderência, o desprendimento e o arraste de partículas. O desprendimento parece associar-se mais às instabilidades causadas pelas colisões de novas partículas nas superfícies dos grãos do meio. A filtragem pode ser compreendida como uma operação dinâmica formada por uma fase inicial ou de amadurecimento, por um período intermediário de operação uniforme e por uma etapa de transpasse da turbidez Figura 1.

Num sistema de filtragem operando com uma taxa de filtração constante, à medida que as partículas

Figura 1 Etapas de um processo de filtração, (ABREU, 2009).

Como pode ser visto na Figura 1, a fase inicial da filtragem é marcada pela baixa qualidade do efluente (turbidez alta), devido ao arraste de flocos do meio filtrante. A provável causa desse fenômeno associa-se com a água de lavagem remanescente no interior do meio filtrante. Na etapa intermediária da filtragem há constância da qualidade do efluente, ao longo do tempo, caracterizando uma operação uniforme. Trata-se da fase mais longa e sua duração dependerá da qualidade da água decantada. Após um péríodo longo de operação, ocorre a deterioração da qualidade do efluente do filtro transpasse. Geralmente, esse estado é acionado pela passagem direta de partículas afluentes pelo meio filtrante ou pelo colapso da estrutura de flocos, previamente retidos, por esforços de cisalhamento durante a filtragem.

Num sistema de filtragem operando com uma taxa de filtração constante, à medida que as partículas

3.1.1

Comprometimento do sistema de filtragem (REMÍGIO, 2006)

Para que um sistema filtrante não seja comprometido, torna-se necessário que este mantenha sua capacidade filtrante ao longo do tempo, e sob um nível de integridade desejável. Nesse contexto, é importante que na etapa de dimensionamento do filtro haja cuidado especial com a escolha das suas características. O sistema filtrante pode ter seu desempenho comprometido pela ocorrência do entupimento dos vazios do meio filtrante, também denominado colmatação.

3.1.1.1 Colmatação

A colmatação consiste na redução da área transversal dos espaços vazios de um determinado meio poroso, disponíveis ao fluido percolante. É um processo que ocorre ao longo do tempo, comprometendo a eficiência do sistema filtrante. A queda da capacidade filtrante é um fenômeno puramente físico. No entanto, a colmatação do meio poroso pode se dar devido a causas físicas, químicas e microbiológicas, de acordo com o material que está sendo filtrado. Ressalta-se que sistemas filtrantes submetidos a escoamentos contendo sólidos em suspensão, substâncias químicas ou orgânicas, cujas características variam com o tempo, podem também ter sua vida útil consideravelmente reduzida. A colmatação de filtros pode ser avaliada em termos de fatores de redução (FR), como apresenta a equação [1],

[1]

onde K ADM é a permeabilidade admissível, obtida por meio de ensaio de permeabilidade a carga constante com o material de filtro; K REQ é a permeabilidade requerida, fixada a partir das vazões operacionais do filtro; FC é o fator de segurança de correção dos filtros, sendo função das diferentes configurações dos sistemas filtrantes. A colmatação propriamente dita se caracteriza pelo fechamento dos poros do filtro. Em sua maioria, os critérios de colmatação relacionam-se com a perda de permeabilidade de um filtro por fechamento dos vazios, independente do tipo de colmatação: física, química ou biológica.

3.1.1 Comprometimento do sistema de filtragem (REMÍGIO, 2006) Para que um sistema filtrante não seja comprometido,
  • a) COLMATACÃO FÍSICA

A colmatacão de um filtro é causada por incompatibilidade entre as

dimensões de partículas a serem filtradas e a dimensão dos poros do filtro. Deste modo, conduz-se a uma redução da capacidade de descarga do dreno, aumento da poro-pressão e perda do controle do fluxo pré-estabelecido. Na Figura 2 são apresentados três tipos distintos de colmatação física que podem ocorrer num sistema filtrante, tais como:

  • cegamento partículas finas se agrupam e formam uma camada de baixa

permeabilidade sobre o meio filtrante. Isso porque as aberturas do meio filtrante são

insuficientes para permitir a passagem dessas partículas (Figura 2a);

  • bloqueamento partículas se posicionam sobre as aberturas do filtro (Figura 2b);

  • colmatação interna migração das partículas junto com o fluido percolante, ficando

retidas ao longo da espessura (Figura 2c).

a) COLMATACÃO FÍSICA A colmatacão de um filtro é causada por incompatibilidade entre as dimensões de
a) COLMATACÃO FÍSICA A colmatacão de um filtro é causada por incompatibilidade entre as dimensões de
a) COLMATACÃO FÍSICA A colmatacão de um filtro é causada por incompatibilidade entre as dimensões de

Figura 2 Mecanismos de colmatação física, (REMÍGIO, 2006).

  • b) COLMATACÃO QUÍMICA

As reações químicas são as causas da colmatação química. Essas reações são estabelecidas entre os elementos dissolvidos no fluido percolante, resultando na formação de precipitados que diminuem o espaço disponível para a passagem do fluido.

Experimentos para análise da alcalinidade da água e da presença de íons Ca 2+ dissolvidos na capacidade filtrante de diferentes tipos meio mostraram que, ao longo do tempo, ocorria a colmatação química. Esse fenômeno aparecia devido à precipitação de Ca(OH) 2 e de CaCO 3 na estrutura dos meios filtrantes.

a) COLMATACÃO FÍSICA A colmatacão de um filtro é causada por incompatibilidade entre as dimensões de
  • c) COLMATAÇÃO BIOLÓGICA

As causas microbiológicas da colmatação relacionam-se com a colonização microbiana no filtro. Ensaios inoculando uma espécie de bactéria aeróbia num fluido, percolando

uma amostra de areia saturada, mostraram severa colmatação. Esse fenômeno ocorreu devido ao aumento populacional das bactérias, alcançando uma redução do coeficiente de permeabilidade do meio da ordem de até três vezes. Em geral, os microrganismos podem provocar a colmatação biológica das seguintes formas:

  • acúmulo de células microbianas e seus produtos celulares;

  • produção de gases;

  • acumulação de sais insolúveis de sulfeto;

  • atividade de ferrobactérias. 3.2 Meio filtrante

Os filtros podem ser classificados segundo o material filtrante utilizado e quanto ao número de camadas dos mesmos. Podem ser de uma, duas ou até três camadas, dependendo de sua concepção. Os filtros de camada única são compostos de areia ou antracito, enquanto que os de dupla camada costumam empregar esses dois materiais filtrantes em série. Os flitros de tripla camada usam uma terceira camada filtrante além das duas já citadas. A Tabela I apresenta características importantes de alguns materiais/meios filtrantes usados em filtros. O conhecimento dessas características é imprescindível para se projetar um sistema de filtragem.

Tabela I Características recomendadas para os materiais granulares de filtros de camada dupla composto por areia e antracito, (ABREU, 2009).

c) COLMATAÇÃO BIOLÓGICA As causas microbiológicas da colmatação relacionam-se com a colonização microbiana no filtro. Ensaios
c) COLMATAÇÃO BIOLÓGICA As causas microbiológicas da colmatação relacionam-se com a colonização microbiana no filtro. Ensaios

3.3 Taxa de filtração (QUIANTE, 2008)

  • 3.3.1 Filtros lentos

A filtração lenta é definida como sendo um processo biológico de tratamento de água com a formação de uma camada biológica no topo do meio filtrante. Essa camada é constituída de partículas inertes de matéria orgânica e de uma variedade grande de organismos, como algas, bactérias, protozoários, etc. O meio filtrante comumente empregado nos filtros lentos é a areia fina e com espessura de camada variando de 0,80 m até 1,0 m. As mantas sintéticas também são empregadas como meio filtrante sob espessura de 0,40 m, geralmente postas sobre a camada de areia de mesmas características granulométricas. O ritmo de filtração nos filtros de areia lentos está controlado por gravidade somente, e isto, combinado com os pequenos espaços entre as partículas de areia, faz com que a água passe por estes espaços muito vagarosamente. A velocidade média de filtração está entre 0,1 e 0,3 m 3 /m 2 /h, de modo que grandes superfícies de filtros são exigidas. Filtros lentos têm operação cara porque a capa de dejetos que se recolhe na superfície de areia impede a drenagem, necessitando de limpeza por raspagem mecânica, após o esvaziamento do filtro.

3.3 Taxa de filtração (QUIANTE, 2008) 3.3.1 Filtros lentos A filtração lenta é definida como sendo

Figura 3 Corte esquemático de um filtro lento de areia, (QUIANTE, 2008).

3.3 Taxa de filtração (QUIANTE, 2008) 3.3.1 Filtros lentos A filtração lenta é definida como sendo
  • 3.3.2 Filtros rápidos

Os filtros de areia rápidos contém quartzo grosso (1 mm de diâmetro) como meio filtrante, são mais profundos (altura predominante entre 0,6 m a 1,0 m) e velozes (velocidades de 50 vezes as que se desenvolvem nos filtros lentos de areia). O espaço vazio entre os grãos é comparativamente grande, permitindo que a água passe rapidamente com velocidade média de filtração de 5 m 3 /m 2 /h a 10 m 3 /m 2 /h. Estes filtros são utilizados para águas previamente tratadas na coagulação e sedimentação, e são menos efetivos em reter sólidos muito pequenos que os filtros lentos de areia. Devido a maior capacidade de carga, os filtros rápidos de areia são pequenos e mais compactos que os filtros lentos. A quantidade de água que passa através do filtro ao longo de sua operação vai diminuindo, devido ao bloqueio dos espaços vazios na areia pelos sólidos retidos. Logo, demanda-se parada para execução de limpeza do filtro. Dependendo do projeto e das condições de filtração, essa limpeza é realizada com períodos distintos de frequência. A forma de limpeza é baseada em injeção de ar através da capa de areia para revolvê-la e liberar o material dos grãos; ao final, lavam- se os sólidos com água limpa em fluxo inverso. Diferentemente dos filtros rápidos de areia, os filtros lentos não podem ser limpos com fluxo inverso. A areia que foi eliminada no processo de limpeza de um filtro lento, por exemplo, deve ser reposta para manter a profundidade requerida pelo processo. Isto leva os filtros de areia lentos serem trabalhosos e operacionalmente caros que os rápidos.

3.4 Dimensionamento de filtros

Um sistema de filtração deve ser dimensionado para a situação mais crítica de operação. Para a seleção do tipo de filtro, do tamanho e da capacidade, consideram-se como requisitos a qualidade da água e as características do emissor. Na prática, recomenda-se que os oríficios do filtro tenham 10% do diâmetro dos emissores, evitando-se o agrupamento de partículas que leva à obstrução do leito. As seguintes considerações são necessárias para a obtenção do funcionamento adequado do sistema de filtragem:

  • selecionar um filtro que permita: boa eficiência energética para uma dada vazão e

características de perda de carga, capacidade elevada de armazenamento de

partículas para minimizar as paradas para limpeza;

  • localizar corretamente os filtros no sistema, para que eles retenham somente

partículas inorgânicas.

3.3.2 Filtros rápidos Os filtros de areia rápidos contém quartzo grosso (1 mm de diâmetro) como

4. METODOLOGIA

  • 4.1 Materiais

O presente de trabalho adotou como materiais filtrantes areia e cascalho para a composição do filtro de areia, cujas dimensões deveriam ser definidas pelo dimensionamento. Como características desses materiais e das condições de operação do sistema de siltragem, forneceram-se:

  • massa específica (s ) do quartzo presente na areia - 2,65 t/m 3 ;

  • massa específica (l ) do fluido (água) 1,00 t/m 3 ;

  • viscosidade do fluido (f ) 10 -3 Pa.s;

  • massa específica (floco ) do floco 2,09 t/m 3 ;

  • tamanho de partícula d p = 0,37 mm;

  • esfericidade () - 0,78;

  • fração de vazios inicial (o ) - 0,44;

  • fração de vazios no floco (floco ) - 0,34;

  • fração de vazios inicial (o ) - 0,44;

  • fator de colmatação (f colmat. ) 0,62 (62%);

  • altura da borda livre (h 00 ) 0,20 m;

  • altura da coluna d’água (h 01 ) 1,80 m;

  • altura da camada de areia (h 1 ) 0,35 m;

  • altura da camada de cascalho (h 2 ) 0,60 m;

  • altura dos drenos (h 3 ) 0,30 m;

  • tempo de retrolavagem (Retrolav. ) 18 minutos.

    • 4.2 Métodos

A metodologia empregada para o dimensionamento do filtro de areia (filtragem rápida) é descrita pelo seguinte sequenciamento:

  • 4.2.1 Cálculo de vazão volumétrica de filtrado - Q vf

*(

)

*(

)+

+

[2]

onde Q vf é a vazão volumétrica de filtrado [m 3 /h], C m é a concentração mássica de sólidos fornecida de 0,017, l é a massa específica do líquido/água igual a 1 t/m 3 e Q vazão mássica (sólidos + líquido) fornecida de 153 t/h.

4. METODOLOGIA 4.1 Materiais O presente de trabalho adotou como materiais filtrantes areia e cascalho para

4.2.2

Cálculo do Número de Reynolds, (LUZ & OLIVEIRA, 2011)

O

número

de

Reynolds

(Re)

descreve

o

regime

fluidodinâmico

vigente,

relacionando forças inerciais e forças viscosas. A equação [3] mostra a equação

determinante de Re:

[3]

onde se tem: d p - diâmetro da partícula [m]; v s - velocidade de sedimentação da partícula [m.s -1 ]; s - massa especifica do sólido [kg/m 3 ]; f - viscosidade dinâmica do fluido [Pa.s]. Adota-se, emos seguintes limites: Re < 0,2 - escoamento lamelar; 0,2 > Re > 3000 - escoamento intermediário; Re > 3000 - escoamento turbulento. Então, de acordo com o resultado de Re, deve-se calcular a velocidade da partícula em fluido, segundo equações distintas apresentadas a seguir.

4.2.2.1 Equações de Stokes e Newton

Quando o regime é laminar, a velocidade de sedimentação da partícula esférica isolada é dada pela equação de Stokes equação [4]:

(

)

[4]

em que se tem: v - velocidade de sedimentação da partícula [m/s]; d p - diâmetro da partícula [m]; g - aceleração da gravidade [m/s 2 ]; s - massa especifica do sólido [kg/m 3 ]; f - massa especifica do fluido [kg/m 3 ]; - viscosidade dinâmica do fluido [Pa.s], (LUZ & OLIVEIRA, 2011). Por outro lado, qando o regime é turbulento, a velocidade da partícula esférica isolada é dada pela equação de Newton equação [5]:

[(

)

(

) ]

[5]

4.2.2 Cálculo do Número de Reynolds, (LUZ & OLIVEIRA, 2011) O número de Reynolds (Re) descreve

4.2.2.2 Equação de Abraham

Para o regime do escoamento intermediário, muitas equações foram propostas; entretanto, além da complexidade, é comum essas relações apresentarem problemas de aderência com os dados experimentais. A equação de Abraham se insere nesse contexto, porém permite resultados bons até Re = 5000 equação [6]:

(

)

[6]

O coeficiente de arraste C arraste na equação [6] é calculado como função do número de Reynolds - equação [7]:

*

+

[7]

4.2.2.3 Equação da velocidade de sedimentação

A velocidade de sedimentação fica então estabelecida por - equação [8]:

(

)

(

(

(

)

)

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

[8]

[8.1]

[8.2]

[8.2.1]

[8.3]

[8.3.1]

em que se tem: C v concentração volumétrica; - porosidade efetiva; V z volume de vazios [m 3 ]; V s volume de sólidos [m 3 ]; - arredondamento. Para a última relação [8.3.1], existe a restrição de que se tenha um sistema monodisperso.

  • 4.2.3 Equação de Ergun

A equação de Ergun foi utilizada para descrever a queda de pressão ao longo da altura do filtro de areia, notadamente da camada de cascalho, onde se assumiu a maior contribuição para essa queda de pressão. Na equação [9] é ilustrada essa relação empírica, onde se destacam:

4.2.2.2 Equação de Abraham Para o regime do escoamento intermediário, muitas equações foram propostas; entretanto, além

Δp – queda de pressão [Pa]; A área de filtragem [m 2 ]; h 2 camada de cascalho do filtro [m]; Q vf vazão volumétrica de filtrado [m 3 . s -1 ].

4.2.3.1 Caracterização dos flocos

[ (

)

(

)

]

[ (

)

(

)

(

)

]

[9]

As partículas agregadas num filme líquido são definidas como flocos, e seus aspectos de vazão, volume e massa são importantes de serem estabelecidos, pois são determinantes da colmatação e, portanto, do momento de limpeza do filtro.

  • a) Vazão de flocos

A vazão de flocos no leito (Q floco ) é definida pela equação [10], como função da vazão mássica (Q) que alimenta o sistema de filtragem e da concentração mássica (C m ).

  • b) Volume de flocos

[10]

O volume de flocos presente no sistema de filtragem é definido em função do volume total (V Total ) e do volume de vazios (V z ), como apresentado na equação [11].

[11]

Δp – queda de pressão [Pa]; A – área de filtragem [m ]; h – camada
  • c) Massa de flocos

A massa de flocos é definida pela relação de densidade de flocos - equação [12].

 

[12]

[(

)

]

[(

)

]

[12.1]

onde: floco porosidade presente no floco que, para o presente estudo, definiu-se como igual a 0,34.

c) Massa de flocos A massa de flocos é definida pela relação de densidade de flocos

5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

As

Tabelas

II,

III

e IV apresentam os principais parâmetros que se

determinaram para o dimensionamento do filtro de areia em proposição. Como se pode observar, a área determinada para o filtro foi de, aproximadamente, 19 m 2 , sendo que o seu volume é aumentado de 11 m 3 para 19 m 3 pela passagem de água de lavagem

durante a etapa de limpeza.

Tabela II Dados de dimensionamento do filtro de areia (filtragem rápida) - estágio de operação normal.

9,931

floco - densidade do floco [t/m 3 ]

2,09

floco - fração de vazios no floco

0,34

Q floco - vazão volumétrica de floco [kg/s]

0,723

V floco - volume de floco [m 3 ]

m floco - massa de floco [kg]

20745,86

- tempo de ciclo [s]

- tempo de ciclo [h]

28713,99 7,98
28713,99
7,98

V T - Volume total [m 3 ]

18,690

A -Área [m 2 ]

11,214

l - viscosidade do fluido [Pa.s]

l - densidade do fluido [t/m 3 ]

s - densidade do sólido [t/m 3 ]

C m - concentração mássica

g - aceleração da gravidade [m/s 2 ]

h 3 - altura dos drenos [m]

d p - diâmetro de partícula [m]

Q vf - vazão volumétrica de filtrado [m 3 /s]

Equação de Ergun - Escoamento TURBULENTO

Equação de Ergun - Escoamento LAMINAR

(DP - queda de pressão [Pa])/(h 2 [m])

0,60

h 2 - altura do CASCALHO [m]

0,35

h 1 - altura da AREIA [m]

h 01 - altura da coluna d'água [m]

h 01 - altura da coluna d'água [m] h 00 - altura da borda livre [m]

h 00 - altura da borda livre [m]

f colmat. - fator de colmatação

- arredondamento

Operaçao - vazios colmatados na operação (62%)

Operaçao - vazios livres na operação (38%)

DADOS

Q - vazão mássica (sólidos + líquido) [t/h]

Q - vazão mássica (sólidos + líquido) [kg/s]

0 - fração de vazios inicial

1,80 42,50 153,0 VALOR 0,44 0,167 0,273 0,78 0,62 0,20
1,80
42,50
153,0
VALOR
0,44
0,167
0,273
0,78
0,62
0,20
9,931  floco - densidade do floco [t/m 3 ] 2,09  floco - fração de
9,931  floco - densidade do floco [t/m 3 ] 2,09  floco - fração de
2,65 0,000735 29400 196406,36 583,64 0,30 9,80 0,00037 0,017 1,00 0,001
2,65
0,000735
29400
196406,36
583,64
0,30
9,80
0,00037
0,017
1,00
0,001
5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS As Tabelas II, III e IV apresentam os principais parâmetros

Tabela III Dados de dimensionamento do filtro de areia (filtragem rápida) - estágio de expansão pela água de retrolavagem.

Equação de Ergun - Escoamento TURBULENTO

Equação de Ergun - Escoamento LAMINAR

(DP - queda de pressão [Pa])/(h 2 [m])

Equação de Ergun - Escoamento TURBULENTO Equação de Ergun - Escoamento LAMINAR (D P - queda

DADOS

VALOR

20,00

Q - vazão mássica (sólidos + líquido) [t/h]

72,00

Q - vazão mássica (sólidos + líquido) [kg/s]

A -Área [m 2 ]

10381074,00 51055460,06 17639,65
10381074,00
51055460,06
17639,65

f colmat. - fator de colmatação

0,62

h 00 - altura da borda livre [m]

0,20

h 01 - altura da coluna d'água [m]

1,80

0,78

0 - fração de vazios inicial

0,44

Operaçao - vazios livres na operação (38%)

0,167

Operaçao - vazios colmatados na operação (62%)

0,273

- arredondamento

d p - diâmetro de partícula [m]

C m - concentração mássica

0,00037

9,80

g - aceleração da gravidade [m/s 2 ]

0,30

h 3 - altura dos drenos [m]

1,00

0,35

h 1 - altura da AREIA [m]

0,0003455

0,34 2,09 18,690 0,340 28,25 101685,15 34572,95 16,55 18,690
0,34
2,09
18,690
0,340
28,25
101685,15
34572,95
16,55
18,690

h 2 - altura do CASCALHO [m]

Q floco - vazão volumétrica de floco [kg/s]

floco - fração de vazios no floco

floco - densidade do floco [t/m 3 ]

V T - Volume total [m 3 ]

V floco - volume de floco [m 3 ]

- tempo de ciclo [h]

- tempo de ciclo [s]

m floco - massa de floco [kg]

Q vf - vazão volumétrica de filtrado [m 3 /s]

0,001

l - viscosidade do fluido [Pa.s]

1,00

l - densidade do fluido [t/m 3 ]

2,65

s - densidade do sólido [t/m 3 ]

0,017

Como pode ser visto da Tabela IV, a velocidade da água de retrolavagem para o filtro de areia é de, aproximadamente, 4 m/s. Nesse contexto, destaca-se também a vazão de retrolavagem que foi estabelecida em 80 kg/s.

Tabela III – Dados de dimensionamento do filtro de areia (filtragem rápida) - estágio de expansão

Tabela IV Parâmetros para retrolavagem do filtro de areia com água.

Retrolav. - Tempo de retrolavagem [min.]

18,00

Retrolav. - Tempo de retrolavagem [s]

1080,00

V Retrolav. - Velocidade de retrolavagem [m/s]

80,00

Q Retrolav. - Vazão de água de retrolavagem [kg/s]

4,280

Re - Número de Reynolds

4,280000

0,885621

0,780000

0,000320

0,368993

0,147033

4196,540000

Cv - Concentração volumétrica

f() - Função da forma (arredondamento)

f(Cv) - Função da concentração volumétrica

C Arraste - Coeficiente de arraste

Vel Isol. - Velocidade de sedimentação da partícula isolada [m/s]

Vel Sed - Velocidade de sedimentação [m/s]

m H2O - Massa de água de retrolavagem [kg] 0,0741
m H2O - Massa de água de retrolavagem [kg]
0,0741

Em dados experimentais de (ABREU, 2009), descreveu-se o comportamento da perda de carga do sistema de filtragem diante da velocidade da água de lavagem (Figura 4), a qual foi definida pelo autor como velocidade ascencional de água. Em se tratando de meio filtrante a base de areia, como no caso do presente estudo, em geral, a perda de carga varia lineramente com níveis baixos de velocidade de ascensão da água; no entanto, a partir de um dado valor de velocidade, essa relação deixa de ser linear e, elevando-se a velocidade há tendência à estabilização da perda de carga.

Figura 4

– Perda de carga num sistema de filtragem em função da velocidade
Perda
de carga
num
sistema de filtragem em função da velocidade

ascensional da água de lavagem, (ABREU, 2009).

Tabela IV – Parâmetros para retrolavagem do filtro de areia com água.  - Tempo de

Analisando-se a influência da velocidade ascencional da água de lavagem no no comportamento em expansão do meio filtrante Figura 5, observa-se que a areia, comparativamente ao antracito, demanda maiores velocidades de ascensão da água de lavagem para uma dada expansão.

Analisando-se a influência da velocidade ascencional da água de lavagem no no comportamento em expansão do

Figura 5 Efeito da velocidade ascensional da água de lavagem na expsão de materiais filtrantes, segundo ABREU (2009).

Conforme estabelecido por ABRE (2009), prejuízos para o sistema de filtragem, tais como a piora da qualidade de filtragem e a perda de carga são evitados com a prática de lavagem em água contra-corrente; e, no caso de meios filtrantes do tipo camada profunda, adota-se ainda uma associação com ar para promover a expansão do leito. Nesse contexto, o autor ressalta a importância da escolha adequada pelo tipo de material filtrante ainda na fase de projeto do filtro. Por exemplo, a escolha por filtros constituídos por antracito unicamente é correta do ponto de vista ambiental, pois são equipamentos que têm menor consumo de água de lavagem e demandam menor infraestrutura para tratamento de seus resíduos (sólidos e líquidos).

Analisando-se a influência da velocidade ascencional da água de lavagem no no comportamento em expansão do

6. CONCLUSÃO

O presente estudo permitiu o desenvolvimento de cálculos específicos para o dimensionamento de um filtro de areia filtragem rápida. Para tanto, adotaram-se os princípios de filtragem: fluxo de fluido através de um meio poroso, obedecendo a relação empírica de Ergun. Assim sendo, determinaram-se: área de 19 m 2 e volume de 11 m 3 , aproximadamente, quando da operação normal. Para essa condição, obteve-se uma queda de pressão de 29400 Pa.m -1 (0,3 kgf/cm 2 ). Para o estágio de limpeza do filtro de areia, viu-se que serão necessários 80 kg/s de vazão d’agua, sob velocidade de água de retrolavagem igual a, aproximadamente, 4,3 m.s -1 .

6. CONCLUSÃO O presente estudo permitiu o desenvolvimento de cálculos específicos para o dimensionamento de um

7. BIBLIOGRAFIA

ABREU, S. (2009). Comportamento de filtros rápidos de camada profunda no tratamento de águas de abastecimento mediante o emprego de polímeros como auxiliares de filtração. São Paulo/SP: USP. LUZ, J., & OLIVEIRA, M. (2011). Curso de Espessamento e Filtragem. Apostila de curso, TTE - Treinamento Técnico Especializado, TTE - Treinamento Técnico Especializado, Belo Horizonte/MG. OLIVEIRA, C. (2005). Perda de carga em filtros de tela e de discos utilizados na irrigação localizada. Dissertação de Mestrado, USP, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz, Piracicaba/SP. QUIANTE, D. (2008). Procedimentos para apropriação de tecnologias para implantação de sistema de saneamento ambiental em comunidades isoladas e com poucos recursos financeiros e humanos. USP. São Paulo/SP: USP. REMÍGIO, A. (2006). Estudo da colmatação biológica de sistemas filtro-drenantes sintéticos de obras de disposição de resíduos domésticos urbanos sob condições anaeróbias. UnB. Brasília/DF: UnB.

7. BIBLIOGRAFIA ABREU, S. (2009). Comportamento de filtros rápidos de camada profunda no tratamento de águas