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Homicídio doloso privilegiado

O homicídio doloso pode ser simples com a inocorrência das hipóteses

previstas no § 1º (causa de diminuição de pena) e § 2º (qualificadoras) que são hipóteses que a lei prevê como circunstâncias especiais e específicas que não interferem na qualidade do crime (que continua homicídio) alterando apenas a duração da pena. Conforme estabelece o Código Penal (CP) no art. 121, §1º, o homicídio será privilegiado somente em três hipóteses: quando for realizado por motivo de relevante valor social (interesse coletivo), por motivo de relevante valor moral (interesse particular) ou quando o delito é cometido sob o domínio de violenta emoção, logo após a injusta provocação da vítima. Na ocorrência de alguma destas situações o homicídio será privilegiado e o juiz poderá reduzir a pena de um sexto a um terço (não confundir com “deverá”). Importa salientar que nas hipóteses de “relevante valor social e moral” não incidem as atenuantes genéricas previstas no art. 65, III, “a”, o que redundaria em um duplo benefício ao réu pelo mesmo motivo, e ainda, que a situação de “domínio de ”

não se confunde com a atenuante do art. 65, III, “c”, em

que a lei fala em “influência de violenta emoção” além de não especificar o tempo para a realização do crime, mas é claro, uma hipótese exclui a outra. Vale também explicar que o valor social ou moral deve ser apreciado não do ponto de vista do agente, mas segundo consciência ético-social geral. Quanto à “violenta emoção”, esta deve representar um sentimento intenso, um verdadeiro choque emocional e não apenas um leve dissabor. Já a injusta provocação é aquela sem motivo razoável e a expressão “logo após” esclarece que a reação deve ocorrer em seguida, não podendo haver intervalo ou premeditação para a prática do crime.

violenta emoção, logo após

Pedro Luciano Evangelista Ferreira - Advogado, mestrando em Direito Penal e Criminologia pela UCAM/RJ e integrante do Programa de Capacitação de Docentes do CESCAGE.