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Homicídio Qualificado

Já se tratou do homicídio simples e do privilegiado, resta comentar a forma qualificada - considerada crime hediondo - para completar as três formas de homicídio doloso (em que há a vontade livre e consciente da ação “matar alguém”). Dir-se-á “homicídio qualificado” se ocorrer alguma das circunstâncias contidas no §2º, art. 121-CP, que podem ser motivos (mediante paga, promessa de pagamento, motivo torpe ou fútil -

incisos I, II); meios (fogo, explosivo, asfixia, veneno, tortura, meio insidioso ou cruel, ou que possa resultar perigo comum - III); modos (traição, emboscada, mediante dissimulação ou recurso que dificulte defesa da vítima - IV) ou finalidade (assegurar ocultação, execução, impunidade ou vantagem em outro crime - V).

O motivo torpe é o motivo vil e baixo que repugna a coletividade (matar por vingança), já

o motivo fútil é o motivo insignificante, quase inexistente (matar por uma fruta). O emprego de

veneno (venefício) deve ser praticado com dissimulação e insídia porque se há conhecimento da vítima não qualifica.

O emprego de tortura é o suplício que aumenta o sofrimento da vítima, mas que difere do

crime de tortura que resulte a morte porque naquele há a intenção de matar. O meio insidioso é o meio dissimulado; o meio cruel é o que faz sofrer além do necessário e é desejado pelo agente

(repetição de facadas/tiros por sadismo). “Perigo comum” é o que pode alcançar um indefinido número de pessoas. O homicídio cometido “à traição” é o ataque sorrateiro e inesperado, enquanto que a emboscada é a tocaia onde o agente fica escondido à espera da vítima. “Mediante dissimulação” é a situação em que o agente esconde ou disfarça seu propósito para atingir o ofendido desprevenido seja pela ocultação do propósito quanto pelo disfarce para aproximar-se da vítima.

Pedro Luciano Evangelista Ferreira - Advogado, mestrando em Direito Penal e Criminologia pela UCAM/RJ e integrante do Programa de Capacitação de Docentes do CESCAGE.