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Universidade Federal do Mato Grosso Faculdade de Agronomia, Med. Veterinária e Zootecnia Departamento de Zootecnia

Universidade Federal do Mato Grosso Faculdade de Agronomia, Med. Veterinária e Zootecnia Departamento de Zootecnia e Extensão Rural

e Zootecnia Departamento de Zootecnia e Extensão Rural Fisiologia da digestão comparada em não ruminantes Marcelo

Fisiologia da digestão

comparada em não

ruminantes

Marcelo Lopes Névoa

O Trato digestivo dos animais (domésticos e silvestres)

aparentemente são iguais.

Quais os órgãos que fazem parte????

- Língua

- Gl. Salivares

- Esôfago

- Estômago

- Intestino Delgado = duodeno, jejuno, íleo

- Grosso = ceco, cólon, reto

- Fígado

- Pâncreas

Funções

TGI e glândulas associadas

- DIGESTÃO

- ABSORÇÃO - EXCREÇÃO

O que é digestão?

É o conjunto de reações químicas por meio

das substancias complexas em que macro

moleculares são transformadas em outras

mais simples.

Digestão química

BOCA Suco digestivo: Saliva Enzima digestiva: Amilase salivar
BOCA
Suco digestivo: Saliva
Enzima digestiva: Amilase salivar
ESTÔMAGO Suco digestivo: Suco gástrico Enzimas digestivas: Proteases Lipases
ESTÔMAGO
Suco digestivo: Suco gástrico
Enzimas digestivas: Proteases
Lipases
INTESTINO DELGADO Sucos digestivos: Suco pancreático Suco intestinal (entérico) Enzimas digestivas: Amilase
INTESTINO DELGADO
Sucos digestivos: Suco pancreático
Suco intestinal (entérico)
Enzimas digestivas: Amilase pancreática,
Maltase, Proteases, Peptidase
e Lipases
Suco intestinal (entérico) Enzimas digestivas: Amilase pancreática, Maltase, Proteases, Peptidase e Lipases

Fatores responsáveis pelo funcionamento normal do TGI:

Fatores mecânicos: apreensão, mastigação, deglutição, motilidade gástrica e intestinal e defecação;

Fatores secretórios: atividade das glândulas digestivas;

Fatores responsáveis pelo funcionamento normal do TGI:

Fatores químicos: atividade de enzimas,

ácidos e substâncias tamponantes;

Fatores microbiológicos: processos fermentativos;

Fatores hormonais: hormônios produzidos nas diversas seções do TGI;

1- A Boca

O que tem nela ????

1- A Boca O que tem nela ????

Particularidades

- Dentes (sim ou não)

- Gl. Salivares (sim ou não)

- Língua

1.1- A Apreensão

- Depende do animal

Aves

Equinos

Suinos

Bovinos

Ovinos/Caprinos

Peixes

Coelhos

Lábios x Dentes x Língua

11
11
12
12
12
12

12

DEGLUTIÇÃO

fase voluntária

fase faríngea

fase esofagiana

reflexas e dependentes de estimulação de receptores

sem saliva não há deglutição

Controle da Digestão

Os processos mecânico são controlados pelo Sistema nervoso.

Os processos químicos dependem de

estímulos do sistema neuro-hormonal.

Digestão na Boca

1) Dentes:

- Digestão Mecânica - mastigação essencial para digestão;

- Função: triturar alimentos;

Dentes: pré-molares, molares, caninos, incisivos;

mastigação essencial para digestão; - Função: triturar alimentos; Dentes: pré-molares, molares, caninos, incisivos;

Digestão na Boca

Obs: as aves não possuem dentes. A trituração de seus alimentos

é feita por um órgão chamado de moela, que tem a função de um

estômago mecânico. 2) Língua:

Função de deglutição (engolir o alimento). Promove a sensação dos sabores, em função da

presença das papilas gustativas.

de deglutição (engolir o alimento). Promove a sensação dos sabores, em função da presença das papilas
de deglutição (engolir o alimento). Promove a sensação dos sabores, em função da presença das papilas

Digestão Química

Enzimas da saliva

Ptialina (amilase

salivar)

Maltase

Catalase

pH: entre 6,4 e 7,5

Ptialina: catalisa a

hidrólise de

polissacarídeos

Amido

Glicogênio

Derivados

pH: entre 6,4 e 7,5 • Ptialina: catalisa a hidrólise de polissacarídeos – Amido – Glicogênio

Composição da Saliva:

- Água: umidifica o alimento;

_ Lisozima - exerce importante ação bactericida e cicatrizante.

-Muco: (glicoproteína) - torna o alimento deslizável, ajudando no

peristaltismo;

-Enzima ptialina ou amilase salivar - age sobre os carboidratos de reserva

(amido e glicogênio) , fazendo a primeira quebra, e transformando-os em

maltose (dissacarídeo) e dextrina (oligossacarídeo);

-Ions: Entre os ânions, particularmente, o bicarbonato, que exercem um efeito

tamponante eficaz, frente aos ácidos e às bases, o que permite a constância

do pH salivar em torno de 6,9.

Obs: As enzimas digestivas são todas hidrolíticas, ou seja,

realizam a reação na presença de água.

GLÂNDULAS

Salivar - parótidas, submaxilares e sublinguais;

Gástricas - células superficiais e mucosa

- Células parietais (secretam HCL) ;

- Células principais (secretam pepsinogênio);

- Células enterocromafínicas (secretam gastrina)

3) Glândulas salivares: - Glândulas exócrinas que têm função de produzir a saliva, que atua

3) Glândulas salivares:

- Glândulas exócrinas que

têm função de produzir a saliva, que atua na digestão

química dos alimentos

ingeridos;

- 3 tipos de glândulas:

submaxilar, submandibular

(ou sublingual ) e parótida;

OBS: Nos EQUINOS não há Glândula salivar sublingual

Três pares de glândulas salivares:

-Parótidas

-Submaxilares

-Sublinguales

Serosa

Serosa e mucosa (mista)

Mucosa

Células mucosas mucina proteção e lubrificação

Células serosas eletrólitos e proteínas

α-amilase salivar

[HCO 3 - ] , [K + ],

[Na + ] e [Cl - ]

Volume de saliva em 24 horas:

homem

ovelha

bovinos

cavalo

1 a 2 litros

1 a 4 litros

90 a 190 litros

38 litros

Funções - Resumo

-Umidecer alimento (água)

- Formar liga (mucina)

- Enzimática (alfa Amilase)

- Tampão (eletrólitos)

- Higiene Oral (lisozima)

- Resfriamento evaporativo de algumas espécies animais.

- Controle de secreção

- manutenção do volume do fluído ruminal (ruminantes)

A boca

A boca

MASTIGAÇÃO

Ato voluntário e reflexo

Homogeneização

Lubrificação

Trituração

MASTIGAÇÃO • Ato voluntário e reflexo • Homogeneização • Lubrificação • Trituração

MASTIGAÇÃO

Ato voluntário e reflexo

Homogeinização / lubrificação

Lubrificação Trituração

Animais carnívoros: movimento vertical herbívoros: movimento horizontal

DEGLUTIÇÃO

fase voluntária

fase faríngea

fase esofagiana

reflexas e dependentes de estimulação de receptores

Fase da deglutição

Voluntária

Língua contra o palato duro

Fase da deglutição

Reflexa

Pálato mole atinge faringe Glote fecha laringe Músculos faringeanos empurram

Epiglote
Epiglote

Pálato mole

Epiglote
Epiglote

Pálato mole

O esôfago

O esôfago

União esofágica

União esofágica

O estômago

O estômago
O estômago

O estômago

cárdia

O estômago cárdia
O estômago cárdia

O estômago

cárdia

O estômago cárdia fundo

fundo

O estômago cárdia fundo

O estômago

cárdia

O estômago cárdia fundo corpo

fundo

corpo

O estômago

cárdia

O estômago cárdia fundo corpo antro

fundo

corpo

antro

O estômago

cárdia

O estômago cárdia fundo corpo piloro antro

fundo

corpo

O estômago cárdia fundo corpo piloro antro

piloro

antro

O estômago

O estômago

O estômago

O estômago

O estômago

O estômago

O estômago

O estômago

Glândulas Intestinais

-‘glândulas’ intestinal ou Criptas de

Lieberkühn: síntese de células da mucosa por mitose;

- glândula de Goblet - secreção de muco;

- glândulas duodenais ou de Brunner - secretam muco e fluído (ricos em eletrólitos).

Pâncreas

Possui função endócrina e exócrina

Endócrina - a função endócrina do pâncreas (ilhotas de Langerhans), possuem três tipos de células:

A - produzem glucagon (hipoglicemia);

B - produzem insulina (níveis elevados de glicose sanguínea)

C - produzem somatostatina, controle da relação insulina/glucagon.

Pâncreas

Exócrina - o pâncreas secreta dois tipos de suco pancreático:

- Primeiro suco: é alcalino, rico em íons;

- Segundo suco: rico em enzimas proteolíticas, lipolíticas e amilolíticas

SUCO PANCREÁTICO:

Composição e Função

O suco pancreático é um líquido transparente,

incolor que consiste principalmente em

água, alguns sais, bicarbonato de sódio,

e várias enzimas.

O bicarbonato de sódio é tamponante do QUIMO acido, inibe a ação da pepsina

é tamponante do QUIMO acido, inibe a ação da pepsina estomacal ( as enzimas digestivas do

estomacal (

as enzimas digestivas do intestino delgado.

pH), e cria o pH adequado para

-

Digestão

O quimo chega no intestino chega com um pH ácido

e isso estimula a produção do hormônio secretina

Ele vai estimular o pâncreas à produzir uma substância rica em íons bicarbonatos, enzimas e precursores enzimáticos (amilases, tripsinogênio,

quimiotripsinogênio, procarboxipeptidases, Lipase, Água e

tampão HCO 3

- ), chamado SUCO PANCREATICO.

Além disso, o pâncreas secreta enzimas para ocorrer

a digestão, sendo no caso de carboidratos, a mais

importante é a amilase pancreática, colaborando

com o trabalho iniciado pela amilase salivar, ambas,

-amilases.

SUCO PANCREÁTICO:

Composição e Função

BICARBONATO Função tamponante / alcalinizante

Enzimas incluem:

Amilase pancreática.

Tripsina.

Quimotripsina.

Carboxipeptidase.

Elastase.

Lipase pancreática.

Carboxipeptidase.  Elastase.  Lipase pancreática. carbohidrases proteases lipases  Enzimas digestivas de
Carboxipeptidase.  Elastase.  Lipase pancreática. carbohidrases proteases lipases  Enzimas digestivas de
Carboxipeptidase.  Elastase.  Lipase pancreática. carbohidrases proteases lipases  Enzimas digestivas de

carbohidrases

proteases

lipases

Enzimas digestivas de Acidos Nucleicos:

Ribonuclease.

Desoxirribonuclease.

lipases  Enzimas digestivas de Acidos Nucleicos:  Ribonuclease.  Desoxirribonuclease. Nucleases prova

Nucleases

prova

Suco Pancreático

Secretado pelo pâncreas

pH entre 7,8 e 8,2 (alto teor de bicarbonato)

SECRETINA (hormônio da mucosa ID)

Enzimas

Tripsina

Quimiotripsina

Amilase pancreática

Lipase pancreática

Ribonuclease

Desoxirribonuclease

Ducto biliar do fígado Duodeno hormônios insulina e glucagon sangue células acinares secretam enzimas digestivas
Ducto biliar
do fígado
Duodeno
hormônios insulina
e glucagon
sangue
células acinares secretam
enzimas digestivas
porção endócrina do
pâncreas
(Ilhotas de Langerhans)

Células dos dutos secretar uma solução aquosa com NaHCO 3

prova

Tripsina

Sintetizada como tripsinogênio (precursor inativo)

Ativação pela enteroquinase (produzida pelo intestino delgado)

Também ocorre autocatálise

Atua sobre proteínas, produzindo peptídeos

Quimiotripsina

Produzida na forma de quimiotripsinogênio (precursor inativo)

Ativação pela tripsina

Age sobre proteínas, produzindo peptídeos

Outras Enzimas Pancreáticas

Amilase pancreática: hidrolisa polissacarídeos em dissacarídeos

Lipase pancreática: hidrolisa gorduras neutras em ácidos graxos e glicerol

Nucleases: hidrolisam os ácidos nucleicos em

nucleotídeos

Controle da Secreção Pancreática

Controle nervoso

Impulsos parassimpáticos pelo nervo vago, do estômago até o pâncreas

Estímulos: visão, cheiro, gosto do alimento,

chegada do bolo alimentar ao estômago

Controle hormonal

Duodeno produz o hormônio secretina

Estímulo: chegada do quimo ao duodeno

regulação da secreção pancreática

fase

cefálica

(pouco importante)

gástrica

(média importância)

fase intestinal

(super-importante)

estímulo secreção pequeno volume vagal rica em enzimas contrações antrais volume médio gastrina rica em
estímulo
secreção
pequeno volume
vagal
rica em enzimas
contrações antrais
volume médio
gastrina
rica em enzimas
ácido no duodeno > secretina grande volume rica em HCO 3 - bolo alimentar no
ácido no duodeno
> secretina
grande volume
rica em HCO 3
-
bolo alimentar
no duodeno
rica em enzimas
> CCK
• - Ativadas inicialmente, pela ENTEROQUINASE (tripsinogênio tripsina). A TRIPSINA ativa todas as outras

- Ativadas inicialmente, pela ENTEROQUINASE

(tripsinogênio

- Ativadas inicialmente, pela ENTEROQUINASE (tripsinogênio tripsina). A TRIPSINA ativa todas as outras pró-enzimas.

tripsina). A TRIPSINA ativa

todas as outras pró-enzimas.

Fígado / Bile / emulsão das gorduras

Fígado / Bile / emulsão das gorduras bílis gordura água gotículas de gordura A bílis não
bílis gordura água
bílis
gordura
água

gotículas de gordura

A bílis não possui enzimas mas é fundamental na divisão

das gorduras em partículas de pequenas dimensões.

Ajuda a neutralizar a acidez do quimo o que permite a

actuação das enzimas.

em partículas de pequenas dimensões. Ajuda a neutralizar a acidez do quimo o que permite a

Funções do Fígado

Metabolismo de Carboidratos

Metabolismo de Lipidios

Metabolismo de Proteínas

Processamento de Drogas e Hormonios

Funções do Fígado

Excreção da bilirrubina.

Síntese de sais biliares.

Armazenamento (equino não tem vesicula).

Fagocitose.

Ativação da vitamina D.

Bile

Produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar

Não apresenta enzimas digestivas (ação digestiva

mecânica)

Sais biliares (glicolato e taurocolato de sódio)

Emulsionam as gorduras

Solubilizam os produtos finais da digestão lipídica

Colecistoquinona: hormônio que estimula a

liberação da bile

Produção: mucosa duodenal

Estímulo: presença de gorduras no duodeno

Bile

A bílis ou bile produzida pelo fígado que se armazena na

Atua na digestão de gorduras (emulsiona as gorduras) e na

absorção de substâncias nutritivas da dieta ao passarem pelo

Coloração geralmente é amarela = bilirubina, apresentando uma

tonalidade esverdeada (biliverdina).

Secretina = produção de bile

Colecistoquinina = liberação da bile

FIGADO

Fígado: secreção de bile, composta por ácidos

e sais biliares, fosfolipídios, colesterol

Intestino Delgado: é o maior sítio de digestão

e absorção de nutrientes

Dividido em três segmentos:

- Duodeno

- jejuno

- íleo

Intestino Delgado

Jejuno-ileo
Jejuno-ileo

INTESTINO DELGADO

O duodeno: maior digestão de carboidratos,

proteínas e lipídios, ocorre ainda, alta taxa de absorção de nutrientes

No jejuno - elevada taxa de absorção de nutrientes, bem como de água.

No íleo - ocorre uma baixa digestão e continuação da absorção (sais Biliares).

Anatomia do Tubo Gastrintestinal

Anatomia do Tubo Gastrintestinal

Formulação de rações para suínos

suíno

Formulação de rações para suínos

Ceco e colon saculados

suíno

Formulação de rações para suínos

Ceco e colon saculados

Estômago 29,2%

ID

- 33,5%

5,6%

Ceco

-

Colon

- 31,7%

suíno

Formulação de rações para suínos

Formulação de rações para suínos equino

Formulação de rações para suínos

Formulação de rações para suínos equino Ceco e colon saculados

equino

Ceco e colon saculados

Formulação de rações para suínos

Formulação de rações para suínos equino Ceco e colon saculados Estômago – 8,5% ID - 30,2%

equino

Ceco e colon saculados

Estômago

8,5%

ID

- 30,2%

Ceco

- 15,9%

Colon

- 45,4%

Formulação de rações para suínos

coelho

Formulação de rações para suínos

Ceco e colon saculados

Cecotrofos “Estase gástrica”

coelho

Formulação de rações para suínos

Ceco reduzido

Ceco e colon não saculados

cão

Formulação de rações para suínos

Ceco reduzido

Ceco e colon não saculados

Estômago 62,3%

ID

- 23,3%

Ceco

-

1,3%

Colon

- 13,1%

cão

Formulação de rações para suínos

Formulação de rações para suínos cão gato

cão

Formulação de rações para suínos cão gato

gato

PROCESSO DIGESTIVO

- Produção de saliva (neuronal) - Alimento na boca, o sistema nervoso

(nervo vago), inicia a liberação de suco

gástrico.

- Alimento no estômago, este começa a

secretar GASTRINA (1), produção do suco

gástrico.

- Quilo no duodeno, secreção de SECRETINA (2),

(suco pancreático rico bicarbonato).

-

Também

produz

COLECISTOCININA

(3),

(gorduras),

secreção

do

suco

pancreático

e

contração da vesícula biliar (4),

- Quimo rico em gordura, o duodeno secreta

ENTEROGASTRONA

(5),

que

inibe

os

movimentos

do

estômago,

a

produção

de

gastrina e suco gástrico.

DUODENO

Inicio a secreção dos hormônios local:

*

Secretina

- estimula a secreção de água e eletrólitos pelo

pâncreas (1ª. secreção);

- inibe a secreção do HCL;

- estimula a secreção de pepsinogênio

*

Colecistoquinina: produzido pela mucosa

duodenal, principalmente, pela presença de

ácidos graxos e os aminoácidos (metionina, valina

e fenilalanina)

DUODENO

* Polipeptídeo inibidor gástrico - inibe a secreção

gástrica ácida, a secreção da pepsina, estimula a

liberação da insulina e a secreção intestinal.

* Polipeptídio intestinal vasoativo - isolado da

mucosa do ID

* Enteroglucagon - com efetividade para reduzir a glicose sanguínea

INTESTINO GROSSO

Última seção do TGI, com funções de

recebimento dos resíduos remanescentes da digesta do intestino delgado (bolo fecal).

Composto por: cólon, ceco e reto

FISIOLOGIA COMPARADA

FISIOLOGIA COMPARADA

1- Tipos de Animais Quanto ao Aparelho

Digestivo

a) monogástricos com ceco simples: homem, suínos, aves e cão, etc;

b) monogástricos de ceco funcional: cavalo e

coelho;

c) poligástricos: bovinos, ovinos, caprinos, etc.

FISIOLOGIA COMPARADA

a) Monogástricos com ceco simples:

Suínos: - pequena capacidade de armazenamento;

- pequena capacidade de síntese de nutrientes;

- reduzida capacidade de digerir fibra - intestino grosso pequeno

- focinho desenvolvido

FISIOLOGIA COMPARADA

Aves: - ausência de dentes

- presença de bico córneo

- dilatação no esôfago: papo

- função gástrica em dois locais: proventrículo

e moela

- duplo ceco

FISIOLOGIA COMPARADA

b) Monogástricos de ceco funcional:

Equídeos : estômago relativamente pequeno, deve-se ter cuidado com alimentação

- grande número de bactérias

- grande capacidade de desdobrar fibras

- síntese de nutrientes

- ausência de vesícula biliar

- dificuldade de regurgitação

f

Composição do bolo alimentar na entrada do

antro duodenal

Carboidratos de cadeia longa parcialmente digeridos

Dissacarideos intactos

Proteínas parcialmente digeridas (oligopeptídeos)

Lipídeos intactos

Suco Entérico

Secretado pelo epitélio glandular do intestino

delgado

pH entre 6,5 e 7,5

Muco: proteção do epitélio

intestinal

Enzimas

Enteroquinase

Erepsina

Lipase

Amilase

Maltase

Lactase

Sucrase

intestinal • Enzimas – Enteroquinase – Erepsina – Lipase – Amilase – Maltase – Lactase –
intestinal • Enzimas – Enteroquinase – Erepsina – Lipase – Amilase – Maltase – Lactase –

Regulação da Secreção Entérica

Estímulos locais

Distensão do intestino Estímulos táteis e irritantes

Influxos parassimpáticos Secretina

Intestino delgado / digestão

Intestino delgado / digestão Quimo Bílis ( ação química) Suco pancreático (ação química) Suco intestinal

Quimo

Intestino delgado / digestão Quimo Bílis ( ação química) Suco pancreático (ação química) Suco intestinal

Bílis (ação química)

Suco pancreático (ação química)

Suco intestinal (ação química)

+

Movimentos peristálticos

(acção mecânica)

pancreático (ação química) Suco intestinal (ação química) + Movimentos peristálticos (acção mecânica) Quilo

Quilo

Absorção dos Nutrientes

Ocorre principalmente no intestino delgado

Microvilosidades

Estômago e intestino grosso

Absorção de água

Absorção de vitaminas e sais minerais

“Flora” intestinal

Produção de vitaminas (K, B 12 , tiamina, riboflavina) e vários gases

Intestino delgado/ final digestão

No final da digestão, no intestino delgado pode encontrar-se:

• Um conjunto de nutrientes muito

simples, como a água, íons,

minerais, glicose, ácidos gordos,

aminoácidos e vitaminas.

, glicose , ácidos gordos , aminoácidos e vitaminas . • Grandes moléculas não digeridas como

• Grandes moléculas não digeridas como a celulose.

Intestino Delgado

Intestino Delgado
Intestino Delgado

Intestino delgado / absorção intestinal

Intestino delgado / absorção intestinal Aminoácidos Monossacarídeos (glicose) sais minerais Vitaminas alguma

Aminoácidos

Monossacarídeos

(glicose)

sais minerais

Vitaminas

alguma água

(glicose) sais minerais Vitaminas alguma água Ácidos gordos e glicerol Vitaminas lipossoluveis Os

Ácidos gordos e glicerol

Vitaminas lipossoluveis

água Ácidos gordos e glicerol Vitaminas lipossoluveis Os produtos resultantes da digestão passam através de

Os produtos resultantes da digestão passam através de vilosidades para o sangue ou para a linfa.

Intestino Grosso

Intestino Grosso

Intestino grosso / absorção

Intestino grosso / absorção As substâncias não digeridas passam para o intestino grosso misturadas com água.

As substâncias não

digeridas passam para

o intestino grosso

misturadas com água.

Ocorre a absorção de

minerais e de grande

quantidade de água

No Intestino Grosso…

No Intestino Grosso… Os nutrientes passam, em grande parte, para o sistema circulatório, sendo posteriormente

Os nutrientes passam, em grande parte, para o sistema circulatório, sendo

posteriormente utilizados pelas células.

Os restantes materiais passam para o

intestino grosso, onde vão formar as fezes.

Os alimentos não digeridos, os

nutrientes não absorvidos, o muco e

as células mortas, constituem as fezes, expulsas pelo ânus.

Movimentos peristálticos são

efetuados pelo intestino grosso

até à expulsão das fezes.

Intestino grosso / papel das fibras

Intestino grosso / papel das fibras
Intestino grosso / papel das fibras
Intestino grosso / papel das fibras
Intestino grosso / papel das fibras
As fibras essencialmente constituídas por celulose, ajudam a reter a água, o que torna as

As fibras essencialmente

constituídas por celulose,

ajudam a reter a água, o

que torna as fezes mais

volumosas, macias e fáceis

de expelir, ficando, por

isso, a parede do intestino

sujeita durante menos

tempo ao contacto com

substâncias tóxicas dos

resíduos dos alimentos. Tal

facto reduz o risco de

cancro no intestino e de

outras doenças, como

apendicite, hemorróidas,

etc

Alimentos que protegem a parede intestinal da ação de bactérias
Alimentos que
protegem a parede
intestinal da ação de
bactérias
 Alimentos como vegetais, frutas e legumes protegem a parede intestinal da ação de bactérias
 Alimentos como
vegetais, frutas e
legumes protegem a
parede intestinal da ação
de bactérias nocivas e
toxinas
Alimentos que alteram microbiota intestinal
Alimentos
que alteram
microbiota
intestinal
 Alimentos com alto teor de colesterol, ricos em gorduras saturadas, provocam um
 Alimentos com alto teor de
colesterol, ricos em gorduras
saturadas, provocam um

desequilíbrio na flora intestinal,

causando a chamada disbiose
causando a chamada disbiose

Suco entérico

- Gl. Intestinais = Gl. Lieberkuhn

- Gl. Duodenais = Gl. Brunner

- pH 6,7 a 9,3

- Bicarbonato de sódio tampão

- Mucina emulsificação das gorduras

- Enteroquinase liberação das enz. e conversão do tripsinogênio,

quimiotripsinogênio e procarboxipeptidases do pâncreas

- Maltase maltose em glicose

ENZIMAS SUCO ENTÉRICO

- Sacarase sacarose em glicose e frutose

- Alfa dextrinase alfa dextrina em glicose

- Aminopeptidases peptídeos em aa e peptídeos de cadeia menor

- Dipeptidases dipeptídeos em aa

- Lactase lactose em glicose e galactose

- Desoxiribonucleases Ac. Desoxiribonucleicos em ?

Hormônios outros

- Enterogastrona Mucosa Intestino delgado

Estimulada por: gordura e açúcar Ação: inibe motilidade e secreção gástrica

- Enterocrinina Mucosa Intestino delgado Estimulada por: quimo

Ação: aumenta volume e concentração do suco entérico

Viliquinina Mucosa Intestino delgado Estimulada por: HCl

-

Ação: estimula movimentos das vilosidades entestinais

PECULIARIDADES comparadas

Lactentes: Alta atividade da enzima lactase

Aves: não conseguem digerir alimentos que

contenha muita lactose

EQUÍDEOS:

Particularidades

Digestão microbiana no intestino grosso

Saliva só com função de umidecimento do

alimento

Cada 10 kg de MS são secretados 50 litros de

saliva

Estômago pequeno

Não possui vesícula biliar

Particularidades

Bolo alimentar fica cerca de 24 horas no ceco e cólon

onde ocorre fermentação da fibra com produção de

AGV que são absorvidos pela mucosa intestinal.

O principal sítios de fermentação seria o cólon.

Na falta da fibra na dieta ocorre uma alteração do

trânsito intestinal, com permanência excessiva da

digesta no cólon e ceco. Isto acarretaria uma grande

produção de gases e formação de aminas tóxicas,

levando a cólicas

Coelhos:

Particularidades

Um coelho adulto alimenta-se cerca de 25

vezes ao dia.

Particularidades

Coelhos:

O estômago dos coelhos possui uma túnica

muscular pouco desenvolvida, pouco contrátil,

sendo que seu estômago normalmente não encontra-se vazios.

Particularidades

O intestino grosso tem um importante papel na

digestão do coelho, devido à fermentação cecal, excreção seletiva da fibra e a reingestão do

conteúdo cecal (cecotrofia)

A ingestão destes cecotrofos permitem que os

coelhos aproveitam melhor a fibra dietética, além

da incorporação da proteína bacteriana. Os

cecotrofos são tomados diretamente do ânus e

deglutidos íntegros, sem ocorrência de

mastigação

Absorção de Água

- Quase 99% da água e dos íons ingerido e secreções

gastrintestinais.

- Absorção por difusão

- Duodeno pouca absorção, em geral existe acréscimo de água no quimo.

- Intestino delgado grande absorção de água

- Atividade de absorção Jejuno > íleo

- Intestino grosso

Sódio

Transporte ativo

Absorção de íons

Ao longo de todo o intestino;

A velocidade efetiva de absorção é mais alta no jejuno (Glicose,

Galactose).

Ferro

Limitada forma sais insolúveis com certos ânions

A Vitamina C promove a absorção do Ferro forma um complexo solúvel previne a formação de complexos insolúveis;

Reduz Fe +++ a Fe ++ menor tendência a formar complexos insolúveis

Absorção das Vitaminas Lipossolúveis

A, D, E, K absorvidas junto com as micelas mistas

formadas pelos ácidos biliares e pelos produtos de

digestão lipídica.

Nas células epiteliais as vitaminas lipossolúveis penetram

os quilomícrons e deixam o intestino na linfa.

Absorção de Vitaminas Hidrossolúveis

B1 (Tiamina), B2 (Riboflavina), B6 (Piridoxina), B12, C (Ácido

Ascórbico), Niacina (Ácido Nicotínico), Ácido Pantotênico (B5) e

Ácido Fólico (Ácido Pteroilglutâmico).

Co-transporte dependente de Na+ no intestino delgado ou por

difusão facilitado.

Exceção vitamina B12 (Cobalamina) que depende do fator

intrínseco.

Absorção da Vitamina B12

No estômago (pH baixo) se torna livre e é fixada as proteínas

R, presentes na saliva e no suco gástrico.

O Fator intrínseco possui menos afinidade que as proteínas R;

Intestino proteases pancreáticas dissolvem a ligação

com a proteína R vitamina B12 se liga com o fator

intrínseco sendo este complexo (B12-FI) absorvido no íleo

(Transporte ativo).

ABSORÇÃO DE ELETRÓLITOS

Íons carregados negativamente como de bicarbonato, e outros como, cloreto (Cl-) , iodeto, nitrato podem

seguir passivamente, até mesmo o Sódio (Na+) ou também ser transportado ativamente,

Íons carregados positivamente como de potássio (K+),

ferro (Fe+), magnésio, e fosfato são absorvidos através de transporte ativo,

Cálcio

Absorção ativa em todos os segmentos no intestino, de acordo com as

necessidades de cálcio do organismo.

Absorção de Cálcio estimulada pela Vitamina D essencial para a

obtenção de níveis normais de absorção de Cálcio pelo intestino.

PTH estimula a absorção de Cálcio promove a ativação da Vitamina D pelo rim aumenta o nível de calbindina (proteína fixadora de cálcio - CaBP) e de IMCal - Proteína fixadora de cálcio da membrana intestinal

Obrigado

Até o próximo encontro

Marcelo Lopes Névoa

Médico Veterinário - UFV Mestre em Ciência Animal UFMT

marcelonevoa@hotmail.com

FISIOLOGIA DA DIGESTÃO COMPARADA