Vous êtes sur la page 1sur 160

"PRESTAI ATENÇÃO A VÓS MESMOS EA

TODO O REBANHO"

[página em branco]

"PRESTAI ATENÇÃO A VÓS MESMOS

EA

TODO O REBANHO"

ATOS 20:28

Manual da Escola do Ministério do Reino

Um exemplar deste manual é fornecido a cada ancião designado, e este deve retê-lo enquanto servir como ancião em qualquer congregação . Se deixar de servir como ancião, seu manual deverá ser devolvido à Comissão de Serviço da Congregação, visto que esta publicação é de propriedade da congregação. Não se devem fazer cópias de nenhuma parte desta publicação.

© 1991

WATCH TOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY OF PENNSYLVANIA

SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS Todos os direitos reservados .

"Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho"

Editoras

WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY OF NEW YORK, INC .

INTERNATIONAL BIBLE STUDENTS ASSOCIATION

Brooklyn, New York, U.S .A .

SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS

Rodovia SP-141, Km 43, 18280-000 Cesário Lange, SP, Brasil

Edições anteriores : 1977, 1979, 1981

A menos que haja outra indicação, usamos a Tradulïo do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - Com Referências .

"Pay Attention to Yourselves and to All the Flock "

Portuguesa (Brazilian Edition) (ks91-T )

Made in Brazil

Edição Brasileira

Impresso no Brasil

Curso da Escola do Ministério do Reino

O

Objetivo Deste Manual

9

SEÇÃO

1(a )

Imite a Jeová, o Pastor e Superintendente das Nossas Almas

10

SEÇÃO 1(b )

Superintendentes Amorosos Que Trabalham com a Congregação

19

SEÇÃO 2 (a)

Como os Superintendentes Ensinam

31

SEÇÃO 2 (b)

O

Ensino nas Reuniões Congregacionais

38

SEÇÃO 3 (a)

Empenhe-se de Toda a Alma na Obra de Evangelização

50

SEÇÃO 3 (b)

Ajude Seus Irmãos a Contatar Todos por Meio da Evangelização

57

SEÇÃO 4 (a)

Como os Anciãos Cooperam Qual Corpo

64

SEÇÃO 4 (b)

Nosso Amoroso Superintendente Celestial Dá Conselho e Disciplina a Todos

82

SEÇÃO 5 (a)

Superintendentes `Que Governam Para o Próprio Juizo'

90

SEÇÃO 5 (b)

Participação Numa Comissão Judicativa

107

SEÇÃO 5 (c)

Como Lidar com Casos de Transgressão com Sabedoria e Misericórdia

118

SEÇÃO 6 (a)

O

Povo de Jeová, Teocraticamente Organizado em Favor de Seu Nome

144

SEÇÃO 6 (b)

Sob "a Lei do Cristo"

152

[página em branco]

O Objetivo deste Manual

A edição revisada de "Prestai Atenfão a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho" está

elaborada como manual prático e conveniente para o uso dos anciãos congregacio- nais e dos superintendentes viajantes, ao cuidarem de suas responsabilidades como pastores do rebanho de Deus . - Atos 20 :28 ; 1 Ped . 5 :2 .

Como ancião designado e superintendente cristão, você recebeu a responsabilida- de de assegurar-se de que o rebanho esteja bem nutrido . (Veja João 21 :15-17 .) Entre outras coisas, isto requer que a congregação toda seja ensinada por meio de reuniões instrutivas . Envolve também ensino apropriado, em base pessoal, para esclarecer, aconselhar, exortar e repreender . O aperfeiçoamento de suas habilidades como instrutor recebe consideração especial nesta publicação.

Outro aspecto importante do trabalho do superintendente envolve tomar a dianteira no serviço de campo . Portanto, dá-se ênfase a sua participação regular no ministério público e a como pode ajudar outros a ter participação significativa .

Com tantas pressões externas sobre os irmãos, você não raro se confronta com assuntos que envolvem aconselhar e julgar . Como pode ter certeza de que encara os assuntos do ponto de vista de Jeová? Ao julgar casos que lhe são trazidos à atenção, como pode ser equilibrado em mostrar preocupação amorosa pelos irmãos envolvi- dos, ao mesmo tempo que se certifica de que a justiça de Jeová seja sustentada? Esta publicação faz uma cuidadosa consideração desses assuntos.

A matéria das três primeiras partes de "Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho', publicadas em 1977, 1979 e 1981, foi combinada e atualizada . Manteve-se a apresentação das informações em forma de esboço . Isto facilita a localização de pontos específicos que talvez precise achar rapidamente . Assim, este livro continua- rá a servir como manual para uso nas reuniões de anciãos, em assuntos judicativos e na Escola do Ministério do Reino, realizada periodicamente .

Há margens largas e outros espaços em branco para que faça anotações apropria- das para uso pessoal e acrescente referências, à medida que informações relacionadas forem publicadas ou de outra forma trazidas a sua atenção . Se for necessário fazer revisões substanciais no futuro, a Sociedade imprimirá as informações revisadas em páginas avulsas que poderão ser convenientemente inseridas no livro, mantendo atualizadas as informações .

Estamos certos de que aprecia grandemente o privilégio de servir ao povo de Jeová como subpastor do rebanho de Deus . Sua vida está cheia de muitas responsa- bilidades; você também está sujeito a muitas pressões. Por outro lado, recebe muitas bênçãos e tem grande alegria . Esperamos que ache úteis as informações neste manual para cuidar de seus deveres designados . E que seu serviço fiel continue a resultar em revigoramento e força para o rebanho de Deus, os seus irmãos . - Isa. 32 :2 .

9

SEÇÃO 1 (a)

Imite a Jeová, o Pastor e Superintendente das Nossas Almas

Jeová é o Pastor e Superintendente das nossas almas . (1 Ped . 2 :25) Quanta confiança e coragem instila em nós termos a ele como governante! Visto que temos a ordem de `tornar-nos imitadores de Deus', devemos imitá-lo em todos os campos da vida. (Efé. 5 : 1) Considere as seguintes quatro maneiras em que Jeová, na qualidade de Superintendente Supremo, dá o exem- plo a ser imitado por todos os superintendentes . (1) Ele é Deus de amor . (2) Ele é o nosso Grandioso Instrutor . (3) Ele é o Grande Evangelizador, que patrocina a pregação das boas novas em todo o mundo. (4) Ele é o juiz Perfeito, sendo justo em todas as ocasiões e em todos os seus caminhos .

Como pode você imitar a Jeová? Em seus esforços para ser semelhante a ele, você tem de desenvolver continuamente sua aptidão como instrutor . Precisa tomar a dianteira em pregar o Reino e fazer discípulos . Como juiz, tem de tomar decisões justas, mas misericordiosas, entre os do povo de Jeová. E, em todos os assuntos, é vital que sua supervisão seja exercida de modo amoroso em benefício de toda a fraternidade .

Nosso Superintendente Amoroso

Quantas são as expressões de amor que Jeová derrama sobre nós!

"Amamos porque ele nos amou primeiro ." (1 João 4 :19)

Todos os dias, devemos a ele a vida e a medida de saúde que usufruímos.

Pela benignidade imerecida de Jeová, temos nossa família, irmãos e irmãs na congregação, um lar, alimento, roupa e inúmeras outras bênçãos.

Devemos muito a ele por nos ter dado o conhecimento da verdade e o privilégio de sermos membros de sua unida organização internacional e servos em seu serviço régio .

10

Jeová tem sido Guardião e Protetor de seu povo tanto em sentido físico como em sentido espiritual . (Sal. 145 :20; Pro . 18 :10 ) Os anciãos também devem ser guardiães e protetores do povo dele.

A idéia básica inerente à palavra grega para superinten- dente (epísko pos) é cuidado protetor.

Os anciãos empenham-se para estar atentos às necessidades de publicadores individuais e de famílias, oferecendo-se de bom grado a ajudar quando há necessidade . (Isa. 32 :1, 2 ) Famílias bínubas [de um segundo casamento], genitores sem cônjuge e viúvas talvez tenham necessidade especial de conselhos e orientação .

Adolescentes ou adultos jovens que dêem um passo em falso também precisam de ajuda . (Gál . 6 : 1)

Não se esquive dos problemas deles . Dê-lhes constante atenção e orientação, tendo o cui- dado de não os condenar .

Deus nos dá a orientação que precisamos para cuidar de seu povo . (Veja Êxodo 24 :12 .)

Sua Palavra nos orienta e seu espírito nos ajuda além de nossas habilidades naturais para cuidarmos das responsa- bilidades . (2 Cor. 4 :7)

Quando erramos ou deixamos de cuidar adequadamente de determinadas situações, Jeová é paciente conosco .

Surgem muitas oportunidades para que você, como supe- rintendente, imite o Superintendente Supremo em mos- trar amor pelos outros . Fique atento a oportunidades para ajudar outros, mesmo prestando algum serviço de ordem pessoal.

Como se pode mostrar amor e paciência nas seguintes situações?

Um servo ministerial não cuida dum assunto até o fim.

Alguém recorre a você em busca de informações, mas não entende prontamente sua explicação sobre o as- sunto.

jovem retrai-se, evitando sua presençaa e a de

outros adultos.

jovem, cujos pais não estão na verdade, começa a associar-se com a congregação.

genitor sem cônjuge regularmente busca conse- lhos e encorajamento . (w81 1/5 pp. 21-5) Um irmão, ou uma irmã, parece estar desanimado ou sofre de depressão . (w90 15/3 pp . 26-30)

pioneiro tem problemas com o carro . Uma viúva idosa precisa de ajuda para requerer bene- fícios do serviço social .

A casa dum genitor sem cônjuge ou duma viúva tem goteiras.

O Grandioso Instrutor

Jeová é o Grandioso Instrutor de seu povo . (Jó 36:22 ; Isa. 30:20, 21) Jeová instruiu seu Filho unigênito tão bem que este foi descrito como "mestre-de-obras" ao lado do Pai . (Pro .

8:30)

Como reflexo perfeito do Pai, o Filho de Deus era um Magistral Instrutor.

As Escrituras relatam que as pessoas que o ouviam fica- vam "assombradas com o seu modo de ensinar" . (Mat.

7:28)

É digno de nota que o próprio Jesus disse : "O que eu ensino não é meu ." "Não faço nada de minha própria iniciativa ; mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo." (João 7 :16 ; 8 :28)

Jeová amorosamente tem dado instrução e orientação ao homem. Criou o homem com a capacidade mental de ser ensinado e de ensinar .

Deu a Adão instrução para andar no caminho da vida eterna.

Continuou a instruir seu povo, Israel, por meio de profetas e sacerdotes.

Os levitas, por exemplo, deviam ser instrutores da Lei .

Certa vez Neemias descreveu a atividade deles, dizen- do que explicavam a Lei ao povo, lendo-a em voz alta no livro, dando o sentido dela e tornando compreen- sível a leitura. (Nee. 8:7, 8)

Deus providenciou instrutores para o crescimento e o bem- estar da primitiva congregação cristã. (Efé. 4 :11-13)

Os superintendentes cristãos da atualidade também preci- sam ensinar a Palavra de Deus .

Hoje, Jeová instrui por meio do "mordomo fiel" . (Luc.

12:42)

Em submissão leal a Cristo, como Cabeça e Mestre, "o es- cravo fiel e discreto" é diligente em atender às necessidades espirituais do povo de Jeová em todos os lugares . (Mat. 24 :45)

Superintendentes designados servem como instrutores na congregação. (Tico 1:5, 9)

Devem cuidar em não transmitir opiniões pessoais, mas, em vez disso, em ensinar exclusivamente a Pala-

vra de Deus . (1 Cor . 4:6 ; 2 Tim . 4 :2)

Cinco reuniões congregacionais, semanais, duas assem- bléias em nível de circuito, cada ano, e um congresso de distrito anual proporcionam instrução progressiva e trei- namento na adoração verdadeira para a inteira família de Deus.

A Escola de Gileade, a Escola de Treinamento Ministerial,

a Escola do Serviço de Pioneiro e a Escola do Ministério do Reino dão educação especializada para treinar os mi- nistros em campos específicos de serviço .

Cursos ou seminários, organizados periodicamente, con- forme surjam necessidades, treinam os irmãos progressi- vamente para cuidar de designações na organização .

Ajude os irmãos em sua congregação a tirar pleno proveito da instrução fornecida pelo Grandioso Instrutor .

Incentive-os a se matricularem na Escola do Ministério Teocrático.

Incentive os irmãos que se qualificam a procurar alcançar o privilégio de receber o treinamento especializado forne- cido por outros programas de instrução patrocinados pela organização. Além de cuidar de partes nas reuniões, você tem oportunida- des de alimentar os irmãos em sentido espiritual e, de maneira amorosa, antes e depois das reuniões, no pastoreio, no serviço de campo e em outras ocasiões. Como se pode mostrar amor quando :

Um irmão não está preparado para sua parte na reunião? Uma pessoa acanhada ou inexperiente precisa de ajuda a fim de preparar discursos para a Escola do Ministério Teocrático? Alguém precisa de ajuda para ir ao Salão do Reino ou a uma assembléia?

Uma criança não se comporta bem no Salão do Reino?

O Grande Evangelizador, Que Patrocina a Pregação das Boas Novas do Reino em Todo o Mundo

Jeová forneceu boas , novas de libertação ao proferir a primeira profecia no Eden . (Gên . 3 :15 ) Ele declarou boas novas a Abraão por meio de Seu anjo . (Gál. 3:8)

Foi predito que o Messias, Jesus, `anunciaria boas novas aos mansos', e ele fez isto, participando de todo o coração nesse trabalho. (Isa. 61 :1 ; Luc . 4:18)

Jesus predisse que, neste tempo do fim, as boas novas (o evangelho) do Reino seriam pregadas em toda a terra habitada, em testemunho . De fato, ele disse : "Tem de ser pregadas (Mar . 13 : 10 )

São as boas novas que Deus quer que as pessoas ouçam . Visto que os superintendentes do rebanho de Deus têm a responsabilidade de tomar a dianteira nessa obra de evangeli- zação, é apropriado que cada um faça um auto-exame neste respeito. (2 Tim. 4:5)

as boas novas ."

Você precisa estar presente e participar no serviço de campo quando os demais da congregação se empenham nessa ativi- dade. Os anciãos precisam fazer arranjos definidos para tomar a dianteira no campo e para trabalhar com os publicadores e com os pioneiros . Por causa desse envolvimento ativo dos anciãos, os irmãos sentem-se encorajados e a atividade da congregação au- menta.

Fique atento para discernir quando os publicadores preci- sam de ajuda para desenvolver aptidão no serviço de campo. Dê instruções específicas . Demonstre como podem melhorar .

Certifique-se de que a congregação tenha arranjos adequados de serviço de campo para o beneficio e para a conveniência dos publicadores e dos pioneiros . Isto resultará em bom apoio. Do exemplo que você dá, a congregação deve a p render que o serviço de campo não é uma tarefa enfadonha, mas que pode ser um agradável privilégio .

Como se pode mostrar amor quando :

Um publicador esquece de entregar o relatório de serviço de campo? Alguém demora demais numa visita, fazendo os ou- tros esperar?

Um publicador idoso fica irregular no serviço de

campo? (w87 1/6 pp . 10-12)

Amante da Justiça e Deus de Misericórdia

A justiça e a misericórdia de Jeová tornaram-se evidentes na maneira que ele tratou da rebelião ocorrida no Eden.

A justiça prevaleceu no julgamento que ele pronunciou sobre aqueles dois impenitentes rebeldes contra a sua sobera- nia. Contudo, a misericórdia temperou seu julgamento, visto que ele predisse um libertador para a descendência ainda não nascida de Adão e Eva. (Gên. 3 :15)

Em justiça, Jeová tem permitido que a humanidade receba a devida recompensa pelo pecado. (Deus. 32 :4, 5 )

Mas, em misericórdia, ele fez provisão para a redenção da humanidade e lhe dá a esperança de vida eterna.

A própria provisão do resgate satisfaz a justiça vida perfeita por outra vida perfeita . (1 Tim . 2:6)

uma

Deveras, quanta misericórdia essa provisão reflete!

É benignidade imerecida para com os em extrema necessida- de. (João 1 :17 ; Efé . 1 :7)

Jeová mostra-se justo e misericordioso com grupos de pessoas e com indivíduos.

Jeová ofereceu ao Israel natural a oportunidade de fornecer os membros da noiva de Cristo .

Mas, quando um número insuficiente deles aceitou o convite, Jeová misericordiosamente o estendeu aos sama- ritanos e depois às nações, os gentios . (Atos 8 :14 ; 10 :45 ;

15 :14 ; Rom . 11 :25)

Davi merecia a morte, por causa de seu pecado com Bate- Seba, mas foi tratado com grande misericórdia devido ao pacto do Reino, à misericórdia que ele mesmo mostrara a outros e ao seu próprio arrependimento sincero .

Contudo, ele não escapou da punição : o filho de seu adultério morreu logo após nascer, e Davi enfrentou repetidas dificuldades domésticas .

Os anciãos têm de ser tanto justos como misericordiosos ao lidar com os outros .

Ao aconselhar e julgar quem quer que seja, você deve apegar-se às normas de Deus .

Deuteronômio 1 :16, 17 ; Miquéias 6 :8 e Mateus 5 :7 revelam

o que Jeová espera de você .

Como pode o seu amor pela imparcialidade, pela justiça e pela misericórdia ser provado em situações que envolvem as seguintes pessoas?

Aqueles que você talvez considere de mais destaque na congregação cristã e aqueles que talvez não considere assim. (Tia. 2 :14)

Aqueles de outras raças, nacionalidades e níveis econômi- cos . (Atos 10 :34, 35)

Os membros mais jovens da congregação, bem como os adultos. (1 Tim . 5 :1, 2 )

Transgressores que sinceramente se arrependem . (2 Cor. 2:5-8)

Membros de sua própria família que se envolveram em transgressão séria e não se arrependeram . (1 Cor. 5 :11)

O exemplo que você dá em demonstrar justiça e misericór- dia é refletido pela congregação.

Como pode você imitar a Jeová, o nosso Amoroso Supe- rintendente, quando :

Alguém que foi vítima de abuso físico, emocional ou sexual procura sua ajuda? (w90 15/2 pp . 21-3; w84 1/5 pp . 27-31)

Uma pessoa que tem um membro da família dessasso- ciado acha que está sendo evitada por outros na congregação? (w91 15/4 pp. 23-5 ; w83 1/4 pp. 31-2)

Um adolescente está passando por umaa fase em que se arruma e se veste de modo imodesto?

Você está lidando com um transgressor que parece não apreciar seus esforços de ajudá-lo?

SEÇÃO 1 (a)

17

[página para anotações]

SEÇÃO 1 (b)

Superintendentes Amorosos Que Trabalham com a Congregação

À medida que trabalham com a congregação, os superinten- dentes devem ter por alvo sempre imitar os modos amorosos do Superintendente Supremo, Jeová . Assim como Jeová tem mostrado consideração para com os desfavorecidos e necessita- dos, também os superintendentes devem ser sensíveis às neces- sidades dos idosos, dos doentes, dos recém-associados, dos jovens e dos que necessitam de ajuda material . A exemplo do nosso Pai celestial, que mostra interesse no crescimento e no progresso espiritual de todas as suas criaturas inteligentes, os superintendentes hoje têm o dever de demonstrar constante interesse no bem-estar e no progresso espiritual de todos na congregação . (Sal. 146 :7-9) Você sem dúvida gostaria de ser de ainda maior ajuda para seus irmãos nesses assuntos .

Que Espécie de Superintendente E Você?

É bem provável que seja uma pessoa ocupada e que leve uma vida atarefada, com muitas responsabilidades . Se for casado, tem a esposa e, mui provavelmente, filhos, para cuidar em sentido espiritual, físico e emocional . Cuidar dessa responsabilidade primária requer tempo e atenção. (w86 1/11 p. 22) Seu emprego pode exigir muito de suas energias, tempo e emoções. Outros assuntos importantes, que envolvem os interesses do Reino, tais como estudo pessoal, preparação para as reu- niões, serviço de campo, bem como ajudar e encorajar os publicadores de muitas maneiras, exigem muito do seu tempo. A manutenção e a limpeza do Salão do Reino precisam ser programadas e executadas, e, às vezes, sua ajuda talvez seja necessária na construção de novos Salões do Reino. Você também precisa de descanso e descontração . Os anciãos podem aprender a tornar-se habilidosos e a manter o equilíbrio para que todos os assuntos essenciais recebam a devida atenção.

19

Em 2 Corintios 11 :24-27, o apóstolo Paulo mencionou algumas das grandes pressões que enfrentou e, no entan- to, disse, no versículo 28, que de dia a dia a "ansiedade por todas as congregações" o assediava . Você, como superintendente amoroso, sente preocupação semelhante por todos os irmãos na congregação .

Paulo escreveu a Timóteo : "Sou grato a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me conferiu poder, porque ele me considerou fiel por designar-me para um ministério ." (1 Tim . 1 :12 ) O apreço pela benevolência e pela misericórdia que Jeová e seu Filho nos mostram, bem como o nosso amor por eles e pelos irmãos, induzem-nos à servir a congregação o mais plenamente possível, apesar de outras responsabilidades . Portanto, não se fie em sua própria sabedoria e força . Sempre peça a Jeová a sabedoria dele para orientá-lo em fazer a Sua obra, especialmente quando surgem problemas ou circunstâncias que nunca experimentou ou com as quais nunca lidou . (Tia. 1 :5)

Ore por espírito santo . Ele pode supri-lo de poder além do normal . (Luc. 11 :13 ; 2 Cor. 4:7, 8, 16) A congregação ora a Jeová que abençoe seus esforços para servir a Ele e a seu povo como superintendente amoroso.

Trabalhe com Aqueles Que Têm Necessidades Especiais

Em 1 Pedro 2 :17, somos incentivados não apenas a `hon- rar a homens de toda sorte', incluindo governantes secula- res (v . 13), mas também a ter "amor à associação inteira dos irmãos".

Por ter interesse pessoal nos irmãos e irmãs, você fica atento às necessidades deles e em condições de mostrar-lhes o devido amor e honra.

Todo o rebanho de Deus precisa sentir o pastoreio amoroso dos anciãos.

Os idosos e os doentes não raro precisam de atenção especial .

(w87 1/6 pp . 10-12)

Eles talvez precisem de ajuda prática.

Talvez precisem que alguém cozinhe para eles, lave e passe suas roupas, limpe a casa, realize pequenos serviços .

Eles com freqüência precisam de encorajamento e da re peti- da confirmação de que os anciãos se importam com eles e estão interessados neles . (1 Tes . 5 : 14 )

Talvez precisem de alguém que os ajude a ir às reuniões, que leia para eles, ou que, de outras maneiras, os ajude a perma- necer espiritualmente fortes.

Considere o que se pode fazer para providenciar essa ajuda prática.

Outros irmãos e irmãs podem ajudá-lo a levar o fardo .

Peça-lhes que se ofereçam .

Faça arranjos definidos no que diz respeito a como podem ajudar.

É importante verificar de tempos em tempos se os arran- jos feitos para dar ajuda estão sendo cumpridos.

Ficar alerta a tais necessidades e providenciar a ajuda apro- priada indica que você é um superintendente amoroso .

Esteja certo de que isto agrada muito a Jeová. (Heb . 13 :1, 16)

Os irmãos com problemas de saúde, que enfrentam a ques- tão do sangue, precisam de ajuda especial .

Mesmo antes de baixarem ao hospital, alguns talvez preci- sem de ajuda para se certificarem de que os documentos médicos e legais sejam apropriados e de que se converse com a equipe médica envolvida a fim de se evitar uma transfusão . (&918/3 pp . 3-8; km 2/91 pp . 3-6)

Visite o paciente no hospital .

Ore com o paciente, fortaleça-o e conforte-o, faça o mesmo aos parentes, tais como os pais duma criança doente . (Tia . 5 : 13 )

Caso o paciente se confronte com a questão do sangue, os anciãos podem contribuir muito para manter calma a situação e raciocinar com os médicos e com os parentes descrentes.

Em raras ocasiões, a situação exige vigília de 24 horas .

A Comissão de Ligação com Hospitais deve ser chamada apenas quando o paciente precisa dum médico cooperados, quando surge uma confrontação ou quando há a ameaça de se forçar a administração de sangue no paciente . Todos os anciãos devem possuir uma cópia da lista dos nomes e telefones dos membros da comissão . Mantenha- m num arquivo de fácil acesso, com referências apropria- das, tais como "Perguntas dos Leitores", em A Sentinela de 1 .° de junho de 1990, páginas 30-1, e 1 .° de março de 1989, páginas 30-1; a brochura Como Pode o Sangue

Salvar a Sua Vida? o folheto As Testemunhas de jeozá e a Questão do Sangue; e Nosso Ministério do Reino, de feverei-

ro de 1991, páginas 3-6 . Os membros da comissão podem ajudar por :

Encontrar médicos e hospitais que sejam cooperado- rés, e assim por diante. Raciocinar com os médicos sobre alternativas para o sangue. Deve-se ter cautela ao se determinar que ajuda se dará, em base humanitária, se é que se dará alguma, àqueles que não têm boa reputação na congregação . Por exemplo, se uma pessoa desassociada tomar firme posição na questão do sangue, os anciãos locais ou a Comissão de Ligação com Hospitais poderão partilhar informações com a família, em consideração pelos fiéis . Nas principais cidades, alguns anciãos estão especialmente designados, como membros dos Grupos de Visita a Pacien- tes, para visitar hospitais em base regular a fim de ajudar os pacientes que são Testemunhas. Este arranjo não libera os anciãos locais de sua responsabi- lidade de visitar o doente em casa e no hospital .

Especialmente os recém-associados têm necessidade de aten- ção. Quando vão ao Salão do Reino pela primeira vez, os visitan- tes talvez se sintam como estranhos ; queremos mudar este sentimento para o de calorosa amizade . Se notar um visitante sozinho num canto ou conversando ap,enas com quem lhe dirige o estudo, tome a iniciativa de dirigir-se a ele e cumprimentá-lo, e apresente-o a outros . Ensine os indicadores a cumprimentar os visitantes e, de vez em quando, lembre-os de que devem fazer isto .

Treine todos os irmãos e irmãs a tomarem a iniciativa em dirigir-se aos visitantes e familiarizar-se com eles. Para que possa incentivar outros e ajudá-los, certifi- que-se de chegar cedo 'às reuniões e de ficar um pouco, depois do programa espiritual. Você pode associar-se com os recém-interessados em outras ocasiões também, talvez visitando-os na casa deles ou recebendo-os na sua . Tal interesse pessoal os ajuda a ver que existe amor genuíno entre os do povo de Jeová . (João 13 :35 ) Isto também preenche o vazio criado quando eles cortam relações com aqueles com quem se associa- vam e abandonam as diversões do mundo .

Os jovens da congregação precisam ser fortalecidos para resistirem aos "desejos pertinentes à mocidade" . (2 Tim .

2:22)

Os pais têm a responsabilidade primária de cuidar das neces- sidades dos filhos . (Efé . 6:4 ; Col . 3 :21)

Contudo, os jovens fazem parte da congregação, e os an- ciãos têm responsabilidade para com eles também e devem mostrar genuíno interesse neles. Por que é proveitoso saber o nome completo de todos os jovens de sua congregação? Muitos jovens não têm o pai ou a mãe na verdade, e alguns não têm nenhum parente na verdade . Eles merecem a consideração que se deve mostrar pelo "menino órfão de pai" . (Jó 29 :12 ; Tia. 1 :27)

EXPERIÊNCIA: Certo adolescente recebia aten- ção dum ancião. Este apanhava o rapaz sempre que ia ajudar na construção do Salão do Reino . Todos os dias, depois de terminarem o trabalho no salão, eles iam tomar um lanche e tiravam um tempo para conversar. O rapaz tornou-se adulto e agora é superintendente de circuito . Ele se lembra do interesse do ancião como um dos principais fatores em seu desenvolvimento espiritual . Tome nota de maneiras pelas quais você e outros podem ajudar e encorajar os jovens na congregação, e assegure-os continuamente de seu interesse por eles.

Dirija-se a eles visando envolvê-los em palestras no Salão do Reino e em outros lugares . Incentive-os a se expressarem . Escute atentamente os pontos de vista deles e seus problemas ; seja vagaroso em criticar, rápido em elo- giar-Ajude os jovens a edificarem confiança em Jeová e a terem em alta estimaa o privilégio de ser Testemunhas de Jeová . (w85 15/8 pp . 11-21) Desenvolva interesse prestativo nos estudos seculares de- les. Mostre intenso interesse nos jovens que têm dificuldade de ajustar-se à vida como adultos . Faça-os sentir-se queridos e necessários na congregação . Ajude-os a ver que podem ser úteis e encorajadores a outros por sua presença e participação nas reuniões e no serviço de campo . Seja engenhoso em idear designações para os exempla- res, tais como usá-los para ajudar nos microfones volantes, a pôr os banheiros em ordem após as reu- niões e a ajeitar as cadeiras . Aliste algumas responsabilidades apropriadas para a sua congregação. Sugira-lhes alvos que podem ser alcançados, tais como participar semanalmente no serviço de campo ou comen- tar em todas as reuniões . Converse com eles sobre o serviço de pioneiro, o serviço missionário e o de Betel, o serviço de pioneiro auxiliar, e assim por diante. Trabalhe com eles no serviço de campo . Ajude-os a progredir em diversos aspectos dessa ativi- dade, tais como preencher registros de casa em casa, organizar a pasta de livros e aprender a fazer revisitas e iniciar estudos bíblicos. Verifique o que está sendo feito para encorajar e ajudar os jovens em sua congregação .

Os pioneiros precisam de encorajamento e ajuda de muitas maneiras. Faça uma verificação periódica para ver de ue encorajamen- to os pioneiros precisam, e ajude-os de moo prático .

Será que as reuniões para o serviço de campo começam e terminam na hora? Há território suficiente para os pio- neiros? Perderam eles um pouco da alegria? Em caso afirmativo, por quê? Faça arranjos para trabalhar com eles no serviço de campo em base regular . Se alguns têm genuínas necessidades materiais, outros (incluindo os anciãos) talvez tenham condições de aju- dar.

Dê ajuda às pessoas que passam necessidades materiais .

Não basta desejar que passem bem . (Tia. 2:15-17; 1 João 3:

16-18)

Talvez precisem de conselhos ou de ajuda prática para conseguirem um emprego apropriado . Talvez necessitem de conselhos e ajuda para requererem o auxílio que César fornece aos necessitados . (w66 15/7 pp. 447-8) Os filhos, os netos ou outros familiares que poderiam prestar ajuda talvez precisem de lembretes ou de encoraja- mento para isto . (1 Tim . 5 :4, 8 ; w87 1/6 pp . 13-18) Pode ser que alguns na congregação ajudariam pronta- mente se soubessem que há essa necessidade . Se outras fontes de ajuda não estiverem disponíveis, a pessoa necessitada talvez se qualifique para receber ajuda da congregação. (1 Tim . 5 :3-10; w87 1/6 pp . 8-13 ; om pp. 121-2)

Quando há restrições oficiais à obra, os irmãos têm ne- cessidade especial de encorajamento e orientação . (Isa. 32 :1, 2) É preciso tomar providências para que todos os membros da congregação sejam espiritualmente bem alimentados em base regular. Não deixe de incentivar os irmãos a participarem regular- mente na atividade de dar testemunho . (Rom . 10 :10 )

Em caso dum desastre natural, providencie consolo espiri- tual e ajude os irmãos em sentido físico e material . (w73 1/9 pp . 518-9 ; w73 1/8 pp . 479-80) Verifique se algum irmão ficou ferido ou se perdeu a vida e que cuidados estão sendo fornecidos.

SEÇAO 1 (b)

25

Procure saber que ajuda governamental talvez esteja disponí- vel. (w66 15/7 pp. 447-8) Devem-se tomar providências para que os irmãos sejam alimentados espiritualmente em base regular . Depois dum desastre natural, os irmãos podem aproveitar bem as oportunidades para consolar outros em sentido espi- ritual e, na medida do possível, ajudar de modo prático segundo a necessidade. ando surge uma emergência por causa dum desastre natu-

r ou de inquietação política, os anciãos responsáveis devem contatar imediatamente a filial por telefone . A filial dará orientações relacionadas com a formação duma comissão de assistência, se necessário . Os passos que a comissão de assistência deve dar incluem os seguintes:

Dar prosseguimento às medidas de emergência inicial- mente tomadas pelos anciãos locais. Avaliar imediatamente os danos a propriedades e as necessidades dos publicadores locais. Estabelecer um centro de operações, talvez usando um Salão do Reino . Recolher e distribuir os fundos, alimentos, suprimen- tos e materiais de construção necessários ; coordenar a ajuda para aqueles que têm necessidades. Não solicite fundos escrevendo cartas ou verbalmente pedindo ajuda. Depois de se ter prestado socorro, envie à Sociedade um relatório escrito, pormenorizado, incluindo um registro alistando todas as receitas e despesas dos fundos de so- corro.

Os irmãos e irmãs que dão testemunho em territórios perigosos, tais como áreas de elevada incidência de crimes ou regiões dilaceradas pela guerra (faça aplicação local), também precisam de ajuda amorosa . (Mat . 10 :16 )

É aconselhável que os publicadores que dão testemunho em

áreas perigosas acatem as precauções que a organização tem sugerido.(km 2/86 p. 4) Talvez seja apropriado que os publicadores que dão testemu- nho em seu território tomem também outras precauções .

Sua própriafamília tem necessidades especiais .

O marido cristão tem qual responsabilidade primária, dada

por Deus, o cuidado e a salvação de sua família . (w60 15/3 pp. 164-70)

De vez em quando, os membros da congregação demandam tempo e atenção que o ancião deve corretamente dispensar à sua própria família . O pastoreio começa em casa . (w84 1/3 pp . 23-4; w66 1/11 p. 655)

Ajudar os irmãos nesses campos exige tempo e esforço . Compreensivelmente, os anciãos estão limitados no que podem fazer.

O amor pela inteira associação de irmãos nos motivará a

fazer o que podemos para ajudar os que estão em necessida- de . (2 Cor. 8 :1-12)

Ajude Seus Irmãos a Progredir

Considere áreas nas quais você deve empenhar-se para progredir . (1 Tim . 4 :12-15) Sempre estabeleça alvos para si mesmo .

Ajude os irmãos que têm potencial para se tornarem ser- vos ministeriais a progredir neste sentido. Os irmãos que são publicadores regulares e demonstram desejo de ser usados podem receber designações para realizar pequenos serviços no Salão do Reino . Antes de ser designado ancião ou servo ministerial, o irmão precisa ser `primeiro examinado quanto à aptidão'. (1 Tim.

3:10)

Se você estiver alerta a dar a irmãos qualificados algo para fazer na congregação, surgirá a oportunidade de fazer tal exame e isto lhes dará treinamento adicional . Por darem a devida consideração à conduta exemplar, à atividade no ministério e à excelente atitude espiritual deles, os anciãos podem determinar o que seria melhor para esses irmãos. Lembre-se de que nem todos têm as mesmas habilidades ou circunstâncias; portanto, use de discernimento ao designar tarefas aos irmãos . (1 Cor . 12:4-7; w68 1/10 p. 594)

SEÇÃO 1 (b)

27

Segando a necessidade e o que é apropriado, incentive a fidedignidade, a laboriosidade, a modéstia e a humildade. (Pro. 9:8b, 9) Para que fique mais bem familiarizado com esses irmãos, você talvez queira visitá-los de vez em quando ou convi- dá-los a ir a sua casa .

Acompanhe-os na obra de evangelização .

Ajude-os a progredir no ministério de campo pela aplicação das sugestões do Ministério do Reino, e aju- de-os a ter prazer em partilhar as boas novas . Ensine-os a mostrarem interesse nos irmãos por leva- rem outros com eles ao serviço de campo sempre que possível.

Eles talvez precisem dar melhor exemplo no que diz respeito a incentivar a esposa e os filhos nesta ativi- dade. Seja generoso em elogiar esses irmãos quando fazem progresso; o elogio é uma força poderosa que não raro motiva as pessoas a continuarem progredindo . (1 Cor. 11 :2) Se um irmão não tem determinadas qualificações que são necessárias para um servo ministerial, seria bondoso conver- sar com ele sobre o assunto e dar sugestões práticas que o ajudem a desenvolver as necessárias qualificações .

Treine os servos ministeriais que estão procurando alcan- çar o cargo de superintendente .

Um irmão talvez precise de experiência no pastoreio .

Dê treinamento levando-o a certas visitas de pastoreio . Depois da visita, você pode perguntar-lhe como ele teria lidado com certas circunstâncias que surgiram. Isto pode permitir-lhe saber como ele raciocina.

Talvez possa ajudá-lo a melhorar a habilidade de exortar.

e explicar-lhe por que lidou com a situação daquela maneira.

Depois de ele se expressar, você

Um irmão talvez precise de mais discernimento no que concerne à aplicação prática de princípios bíblicos .

Sug ira que ele leia regularmente a Bíblia e certos artigos já publicados da Sentinela e de outras publicações da Socie- dade.

O corpo de anciãos pode dar maiores privilégios de ensino a servos ministeriais habilitados que fazem excelente progresso

e preenchem os requisitos .

De tempos em tempos, deve-se dar incentivo e conselhos a esses irmãos.

Embora as irmãs nunca serão servos ministeriais ou an- ciãos, elas também precisam de ajuda para progredir. Algumas podem ser incentivadas a participar no serviço de pioneiro auxiliar ou regular. Devem-se fazer arranjos adequados de serviço de campo para as irmãs quando você não pode acompanhá-las . Considere outras maneiras de encorajar e ajudar as irmãs, incluindo as que criam filhos sem a ajuda de um esposo . Incentive as irmãs a se tornarem mais eficazes em iniciar e dirigir estudos bíblicos .

Periodicamente, os anciãos devem reunir-se a fim de considerarem o que se pode fazer para ajudar outros a progredir. Visto que você tem muitas responsabilidades, procure oca- siões nas quais pode combinar uma atividade com outra e assim realizar as duas ao mesmo tempo . Um exemplo disto seria fazer arranjos para trabalhar no serviço de campo com um publicador que precisa de encorajamento espiritual. Dê outros exemplos .

Resultados Alegres

Os membros da congregação sentem-se seguros á medida que tiram proveito do interesse, da ajuda e da proteção dos superintendentes amorosos que trabalham com eles. (Veja Ezequiel 34 :11-16 .) Os servos de Jeová ficam felizes de cooperar e esforçar-se vigorosamente em Sua obra . (Rom . 12:11, 12) Muitos são motivados a imitar a fé de superintendentes amorosos ao verem no que resulta a conduta dos superin- tendentes . (Heb . 13 :7) Jeová é honrado por aqueles que devotadamente o imitam .

[página para anotações]

SEÇÃO 2 (a)

Como os Superintendentes Ensinam

Ser instrutor é requisito bíblico para os superintendentes . (1 Tim. 3 :2) O apóstolo Paulo aconselha: "Presta constante atenção esforçar-nos para ser bons instrutores. Podemos aprender mui- to de Jesus, o Magistral Instrutor, observando como ele ensina- va. Mas lembre-se de que ensinar não é uma questão de dominar técnicas. Ensinar com eficácia exige ter amor, captar o espírito das coisas, motivar outros, tocar o coração dos que são ensinados.

ao teu ensino." (1 Tim . 4 :16) Todos nós devemos

Aprenda a Ensinar Estudando o Exemplo de Jesus

Os seguintes comentários mostram por que Jesus foi um instrutor tão eficaz:

Sua motivação era honrar a Jeová . (João 8 :49, 50)

Ele baseava seu ensino na Palavra de Deus . (Mat. 4 :4, 7, 10 ;

12 :3, 5 ; 19 :4 ; 22 :31, 32)

Apresentava os assuntos com simplicidade, concisão e clare- za, e era prático. (Mat. 5-7)

Usava perguntas para envolver seus ouvintes e ajudá-los a raciocinar e tirar conclusões. (Mat. 16 :5-12 ; 22 :42-45)

Usava ilustrações que se aplicavam aos seus ouvintes, tais como as que se relacionavam com pescadores, pastores e

donas-de-casa. (Mat. 13 :47-50 ; Luc . 15 :3-10)

Explicava os assuntos que não eram entendidos por seus

ouvintes. (Mat. 18 :1-5 ; Mar. 4 :10, 13-20, 34)

Dava lições objetivas. (João 13 :246)

Tocava o coração daqueles a quem falava. (Luc. 24 :32)

O resultado de seu ministério foi que "as multidões ficaram assombradas com o seu modo de ensinar" . (Mat.

7 :28 ;João 7 :45, 46)

31

Aprimore Sua Habilidade de Ensinar

Acima de tudo, apegue-se à Palavra de Deus em seu ensino. (Tico 1 :9)

A Palavra de Deus tem poder de mover as pessoas à ação .

A Palavra de Deus é a verdade . Nossas opiniões podem

perder a eficácia à medida que as circunstâncias mudam ou podem até estar erradas.

Evite atrair a atenção para si mesmo .

Como humildes servos de Deus, devemos procurar honrá-lo em tudo o que fazemos e dizemos .

Dê ênfase às Escrituras, em vez de a suas próprias idéias .

Piadas e histórias humorísticas são desnecessárias e não raro detraem do poder das Escrituras . A Bíblia não indica que Jesus tenha usado tais métodos .

O desenvolvimento lógico é um ingrediente vital no ensi- no eficaz.

Ele torna a apresentação persuasiva e fácil de acompanhar .

Apresente matéria especifica, como Jesus.

O discurso que trata de generalidades não tem impacto nem autoridade; é vago.

Ao dar instruções, explique como devem ser executadas . Note as instruções específicas de Jesus em Mateus 10 :11-14.

Não introduza mais matéria do que possa ser adequada- mente desenvolvida no tempo concedido .

Mantenha sua apresentação simples e descomplicada.

Conceda tempo para repetir os pontos principais .

Ensinar com a Bíblia envolve mais do que simplesmente ler um texto bíblico .

Ao ler, frise os trechos principais do texto .

Ao proferir um discurso público, não peça que voluntá-

rios na assistência leiam os textos ; eles talvez não frisem o trecho que se aplica ao argumento .

Explique o texto.

Ilustre o ponto principal do texto .

Aplique os pontos a sua assistência ; isto o ajudará a manter a atenção dos presentes e os induzirá a aplicar o que apren- dem.

As ilustrações eram um aspecto importante do ensino de Jesus, e podem ajudá-lo a ser eficaz. (Luc. 7:41-43)

Torne simples suas ilustrações ; as complexas talvez sejam difceis de acompanhar e podem até detrair do argumento.

Note a simplicidade e o poder das ilustrações usadas por Tiago. (Tia. 3 :1-11)

O que torna essas ilustrações tão práticas ao se dar conse- lhos contra a tagarelice?

Podem-se fazer perguntas eficazes para estimular o racio- cínio e ajudar alguém a tirar conclusões .

Note como Jesus usava perguntas . (Mat. 16 :13-16 ; Luc . 10 :

25-28,36)

Perguntas sugestivas à base do que a pessoa já sabe podem orientar a mente dela a tirar conclusões certas . (Mat . 17 :

24-27)

EXEMPLO : Um irmão recém-batizado conta-lhe que seu patrão exig e que ele cobre dos fregueses mais do que o devido. Ele lhe pergunta o que deve fazer . Em vez de

dizer-lhe o que fazer, ajude-o a raciocinar sobre o assunto

e a tirar sua própria conclusão com base nas Escrituras.

Faça-o expressar-se com perguntas assim: O que acha disso? Será que tal ação é desonesta? Em caso afirmativo, por que é? O que diz a Bíblia sobre a desonestidade? Gostaria que alguém lhe fizesse isto? Ao ler e considerar com ele textos apropriados, você o ajudará a chegar à conclusão certa com base na Bíblia, e ele talvez se sinta motivado de bom coração a acatar os conselhos das Escrituras.

Perguntar à pessoa o que ela pensa - perguntas sobre pontos de vista - ajuda-o a descobrir o que ela crê sobre determinado assunto.

As respostas a tais perguntas o ajudarão a saber que conselhos e encorajamento ela precisa .

Os comentários dela o aju darão a discernir como tocar seu coração.

EXEMPLO : Se uma irmã lhe fizer uma pergunta sobre casar com um descrente, você poderá pergun- tar-lhe: Qual é sua opinião sobre isto? Lembra-se de algum texto que se relaciona com este assunto? De- pois de ler com ela 1 Coríntios 7 :39 e 2 Coríntios 6:14, 15, você poderá perguntar: O que esses textos lhe dizem sobre o conceito de Deus a respeito desse assunto? Concorda com esses conselhos? Que benefi- cios acha que a pessoa que acata esses conselhos de Deus terá?

Apele ao Coração em Seu Ensino

O coração figurativo no homem representa a soma total do homem interior, conforme manifestado em todas as suas diversas atividades e em seus desejos, motivações, afeições, emoções, pensamentos e assim por diante. (Sal. 119:11; it-1 p. 554)

É preciso ter apreço de coração ; para que a pessoa aplique a verdade, esta primeiro tem de entrar em seu coração.

Ao ensinar, você tem de tocar o coração do estudante .

Uma maneira de tocar o coração é incentivar a pessoa a ponderar o que aprende.

Você pode ajudá-la nisto frisando os pontos principais e incentivando-a a recapitulá-los.

Outra maneira é fazer perguntas esquadrinhadoras, tais como : O que acha deste ponto bíblico e do que a Sociedade já publicou sobre este assunto? Como poderia aplicar estas informações em sua vida ou à situação atual?

Uma terceira maneira de incutir a verdade no coração é ajudar o ouvinte a pensar em termos de sua relação com Jeová.

.Anime-o a fazer a si mesmo as seguintes perguntas Por que quero fazer isto ou aquilo? Estou procurando agradar a Deus ou estou satisfazendo os meus pró- prios desejos carnais?

Frise a importância de buscar a orientação de Jeová antes de tomar decisões . (Sal. 55 :22 ; Pro . 3 :5, 6 )

E preciso ter um coração disposto para que os irmãos fiquem adequadamente motivados a pregar as boas novas . (Ex . 35 :5, 21, 22)

Não tente forçar os irmãos a participarem no serviço de campo exercendo indevida pressão sobre eles . Contudo, é apropriado dar encorajamento .

Procure estimular o coração deles para que surja o desejo de servir a Jeová de toda a alma e de ter uma participação tão plena quanto possível na obra de pregação . (Mar . 12 :30)

A devoção de toda a alma está implícita no maior manda- mento da Lei mosaica ; não se exige menos de nós como discípulos de Jesus Cristo . (Mat . 22 :36-40)

Não espere que todos consigam realizar o mesmo na obra de dar testemunho .

As pessoas têm circunstáncias e condições de saúde diferentes.

Todos podem prestar serviço de toda a alma, al- guns produzindo trinta vezes mais, outros sessenta ou cem vezes mais, de acordo com as circunstân- cias. (Mat . 13 :23)

Ajude os irmãos a compreender que a participação na proclamação das boas novas é um dever sagrado, um requisito do qual depende a nossa vida . (Rom . 10:10 ;

1 Cor. 9:16)

Mantenha diante dos irmãos o fato de que nossa obra relaciona-se com a questão suprema da justeza da sobera- nia de Jeová ; isto deve motivar nosso coração e induzir- nos a prestar serviço zeloso. (Luc. 6:45)

SEÇÃO 2 (a)

35

Ajude-os a ver que a nossa participação em pregar o Reino e fazer discípulos revela que o Reino de Deus realmente significa muito para nós como indivíduos .

Mostre que há vidas em jogo, que fazemos uma obra que nunca se repetirá, que a obra não é em vão, que é certa a recompensa pela perseverança no serviço de Deus .

Os superintendentes que apreciam seu privilégio e cum- prem sua responsabilidade de ensinar a lei de Deus ceifa- rão bênçãos jubilosas.

`Preste constante atenção ao seu ensino, pois, por fazer isso, salvará tanto a si mesmo como aos que o escutam .'( 1 Tim.

4:16)

Quanto louvor isto dará a Jeová!

[página para anotações]

SEÇAO 2 (b)

O Ensino nas Reuniões Congregacionais

A espiritualidade da congregação depende em grande parte

da qualidade de ensino nas reuniões . As cinco reuniões sema- nais são parte integrante de nossa educação teocrática . Os irmãos comparecem a essas reuniões na expectativa de serem instruídos na Palavra de Deus e encorajados na Sua obra . Você tem o grande e maravilhoso privilégio de estar diante dos irmãos, o rebanho de Deus `aos seus cuidados', a fim de alimentá-los e edificá-los. Faça isso espontaneamente, com ale- gria e diligência . (1 Ped . 5 :2) Isso os motivará a prestar serviço zeloso, bem como aumentará sua própria felicidade .

O Ensino no Estudo da Sentinela

A Sentinela é o principal meio de distribuição do alimento espiritual no tempo apropriado .

As informações contidas nela p odem ajudar muito as pessoas

a estabelecer e manter uma boa relação com Jeová e com co-adoradores.

O alimento espiritual é necessário para nutrir o coração .

Para ensinar eficazmente no estudo da Sentinela, terá de preparar-se cuidadosamente e com oração .

Consulte os textos e entenda sua aplicação .

Tenha profundo interesse na matéria e nos irmãos ; toque seu coração.

Esforce-se progressivamente a melhorar seu ensino no estu-

do da Sentinela.

Os comentários iniciais do dirigente devem ser breves e específicos, chamando atenção ao tema e estimulando o interesse na matéria .

Seja caloroso, entusiástico, convidativo, mas ainda assim específico.

38

Poderá propor duas ou três perguntas que serão respondidas no decorrer do estudo, fazer uma declaração a ser compro- vada, apresentar um problema que precisa de solução, ou focalizar a atenção nas perguntas de recapitulação .

O dirigente não deve comentar excessivamente .

Qual instrutor, você não deve raciocinar pela congregação ; em vez disso, por meio de perguntas apropriadas mude-os a pensar de maneira ordenada e a chegar a conclusões corretas .

Quando pontos importantes não são abrangidos nos comen- tários da congregação ou quando a aplicação de um texto é passada por alto, faça perguntas específicas para extrair a informação.

Entretanto, uma palavra de cautela : não faça perguntas adicionais desnecessariamente, pois fazê-las pode reprimir os comentários de outros pontos que a assistência tenha em mente.

Faça perguntas adicionais somente quando necessário.

Evite falar demais ou fazer os irmãos se concentrarem em pormenores, em vez de nos pontos principais .

Com tato e bondade, estimule nos irmãos o desejo de participar.

Isso amigável e por elogiar os irmãos pelos seus comentários e empenhos.

e ser conseguido por você mesmo ser caloroso e

Promova a preparação em base pessoal e em família.

Incentive os irmãos a comentarem em suas próprias pala- vras, de forma breve e objetiva .

Treine a assistência a dar primeiro uma resposta direta à pergunta impressa.

Comentários adicionais da assistência podem então cha- mar a atenção à aplicação de textos, a argumentos usados em apoio ou à aplicação prática da matéria .

A congregação não deve ser censurada se as respostas não surgirem tão prontamente como o dirigente gostaria, pois isso pode reprimir comentários no futuro .

Faça bom uso da Bíblia durante o estudo . (Atos 17:11)

Ajude a congregação a reconhecer que os estudos são prepa- rados para ajudar-nos a entender as profecias, os ensinos, os princípios de moral, e assim por diante, da Bíblia .

Incentive a assistência a procurar e comentar os textos usados no estudo, conforme o tempo permitir . O dirigente pode convidar todos na assistência a procurar determinados textos, à medida que são lidos e comenta- dos.

Podem-se designar de antemão a leitura e o comentário de certos textos para alguns.

Ajude a assistência a entender como os textos-chave corro- boram o tema do estudo .

Seja breve nos comentários finais .

Faça as perguntas da caixa de recapitulação que aparece no fim da lição .

Elas dirigem a atenção aos pontos principais .

Incentive a aplicação dos conselhos em nossa vida . (Tia. 1:22, 25)

O Ensino no Estudo de Livro de Congregação

Ao dirigir o estudo, procure edificar o apreço pela matéria que está sendo considerada .

Ajude os presentes a entender não apenas as respostas às perguntas, mas também as razões para as respostas, bem como o valor da informação .

Faça aplicação prática à vida pessoal, às atitudes, ao serviço de campo, e assim por diante .

Dirija o estudo de modo a motivar os irmãos a agir em harmonia com o que aprendem e a querer fazer a vontade de Jeová. (Sal. 110:3)

Os seus comentários iniciais devem ser breves e específi- cos.

Caso a matéria seja uma consideração versículo por versícu-

lo, e se o tempo permitir, pode-se ler o trecho da Bíblia que será considerado no decorrer do estudo .

Chame a atenção aos pontos principais e à idéia geral, em vez de a pormenores.

Se um comentário se afastar do tema, bondosamente focali- ze de novo a consideração no tema e no ponto principal .

EXEMPLO : Se estiver considerando João 3 :16 e o tema for o resgate, você chamaria a atenção ao ponto que Deus "deu seu Filho unigênito" como resgate, em vez de envolver-se na consideração da exp ressão "o mundo", embora isso também seja mencionado no versículo .

Textos não-transcritos podem ser lidos e considerados conforme o tempo permitir .

O dirigente decide a melhor maneira de tratar disso .

Seja seletivo, escolhendo os textos que melhor esclareçam os pontos principais .

As citações longas podem ser lidas, resumidas por alguém designado de antemão ou podem-se ler os versículos-cha- ve.

Escute atentamente as respostas da assistência .

Não comente demais ; em vez disso, por meio de perguntas específicas, procure obter respostas da assistência .

ÀS vezes, pode-se, bondosamente e em particular, incen- tivar os que têm a tendência de dar comentários lidos a comentar em suas próprias palavras .

Use de discernimento ; isso poderia ofender ou desen- corajar, caso fosse feito após uma pessoa nova ou tímida comentar.

Esteja atento para elogiar os irmãos pelo que fazem .

Esforce-se para que a matéria atinja tanto a mente como o coração.

Para ajudar os irmãos a entenderem os pontos que não estão claros, diversos tipos de perguntas podem ser usados .

Podem-se usar declarações certo-ou-errado, bem como perguntas de múltipla escolha, sugestivas, e de ponto de vista.

Ajude os irmãos a ver o valor prático da matéria .

Esteja atento a pontos que os irmãos podem usar no serviço de campo. Há pontos que seriam úteis para os que vivem em lares divididos? Ou informações que poderiam ser usadas pelos irmãos no local de trabalho, pelas crianças na escola ou por cristãos em outras circunstâncias?

Incentive todos a participar os jovens e os novos, bem como os maduros.

Mantenha o ambiente respeitoso, contudo amistoso e convi- dativo. Talvez possa ajudar alguns a se prepararem para o estudo .

Os que são tímidos podem estar dispostos a ler um texto. Podem-se dar designações a outros, ou eles podem ser bondosamente encorajados a comentar .

Mantenha a recapitulação concludente breve e específica, destacando os principais pontos aprendidos .

Caso seja prático, faça a recapitulação final com base na Bíblia em vez de no livro, especialmente se a matéria foi considerada versículo por versículo.

Continue a se esforçar para melhorar seu ensino no Estu- do de Livro de Congregação .

O Ensino na Reunião Pública

A Reunião Pública geralmente envolve um discurso, em- bora apresentações de slides produzidos pela Sociedade também sejam usadas .

Todos os anciãos, e em especial o superintendente presi- dente, devem estar interessados em manter discursos pú- blicos de alta qualidade . O superintendente presidente consultará os outros anciãos e programará os discursos que sejam mais proveitosos para a congregação e para os novos .

As informações devem ser espiritualmente edificantes tanto para os novos como para os que assistem regular- mente às reuniões.

Solicite oradores de outras cong reações que sejam co- nhecidos por sua eficaz habilidade e ensino.

Os que são designados para proferir discursos públicos devem esforçar-se regularmente em melhorar sua habili- dade de ensino .

Faça uma pesquisa cabal nas publicações da Sociedade a fim de dar vida à matéria .

Certifique-se de que seu esboço esteja atualizado.

De tempos em tempos atualize os dados, experiências, ilustrações e assim por diante.

Podem-se inserir, quando apropriado, pontos de arti- gos recentes de A Sentinela e de Despertai!.

Aplique as informações às necessidades da congregação .

Oradores visitantes que não estão familiarizados com as necessidades peculiares da congregação devem ser cautelo- sos ao tentarem dar conselhos específicos à assistência sobre situações locais.

Ao preparar um discurso público, pergunte-se : Por que são necessárias essas informações? Como apresentarei e ilustrarei as informações de modo que todos se beneficiem por enten- derem como elas podem ser usadas?

Apresente as informações de modo ue um incrédulo na assistência possa ver a razoabilidade elas.

Queremos ajudar as pessoas, não ridicularizá-las ; que- remos apelar para o seu raciocínio e bom-senso, e não subestimar sua inteligência .

EXEMPLO : Se o seu discurso é sobre a evolução, você não apresentaria a matéria de modo a ridicula- rizar os que crêem na evolução. Ao passo que os irmãos talvez achem engraçado, tal apresentação não atrairia a pessoas na assistência que acreditam na evolução.

Ajude os irmãos na assistência a ver como pode- riam apresentar a matéria duma maneira atraen- te àqueles no território que crêem na evolução .

Use termos facilmente entendidos por todos.

Envolva a assistência pelo uso de perguntas de retórica .

Faça bom uso de textos-chave.

Não apenas leia os textos, mas também explique-os, ilus- tre-os e aplique-os.

Não leia todos os textos citados ; concentre-se nos textos-chave.

Em vez de pedir que pessoas na assistência leiam os textos, o próprio orador deve lê-los com acentuação correta, ênfase segundo sentido e entusiasmo.

O entusiasmo é muito importante no ensino ; sem ele, uma matéria bem preparada pode não ser clara .

Ponha o coração no discurso .

Adira de perto à matéria e ao tempo estabelecido nos esboços da Sociedade .

Aceite e preze conselhos construtivos, oferecidos por an- ciãos interessados em ajudá-lo a melhorar sua habilidade de falar e ensinar.

Os anciãos não se devem refrear de bondosamente ofere- cer conselhos e sugestões úteis a co-anciãos, quando isso é necessário para melhorar a qualidade dos discursos públi- cos.

Se é decidido pelos anciãos que um orador visitante precisa melhorar, as sugestões podem ser dadas através do superintendente presidente da congregação dele .

Certifique-se de que seu alvo seja ensinar a assistência, não entretê-la.

O Ensino na Reunião de Serviço

O objetivo da Reunião de Serviço é prep arar e incentivar os irmãos a participar plenamente na obra de pregação e de fazer discípulos .

Depois de analisar a matéria, o superintendente presiden- te, ou outro ancião, designa as diversas partes a irmãos habilitados.

Usar imparcialmente, no programa da Reunião de Serviço, diversos irmãos habilitados na congregação estimula o inte- resse.

A

fim de ensinar eficazmente, prepare-se cuidadosamente

e

ensaie todas as demonstrações .

Esforce-se a seguir as sugestões delineadas em Nosso Ministé- riodo Reino .

Elas são bem ponderadas, e, q uando se adere a elas, asseguram programas bem equilibrados e edificantes .

Ao se preparar para a apresentação da matéria, considere as necessidades locais da congregação .

Ajude os irmãos a ver como as informações apresentadas são práticas e como podem ser-lhes úteis no ministério.

Pergunte-se: Por que a nossa congregação necessita dessas informações? Que pontos serão de maior valor para os publicadores? Daí, destaque esses pontos .

Para que sua instrução e conselho sejam os mais eficazes possíveis, você deve, antes de mais nada, reconhecer o valor do serviço de campo e dar um bom exemplo na obra, tomando a dianteira . (1 Tim. 4:12)

A Reunião de Serviço deve durar 45 minutos, excluindo os cânticos e a oração .

Os irmãos gostam que a reunião termine na hora progra- mada.

Se alguém faz uma parte antes de você e gasta muito tempo, tente reduzir sua parte para compensar .

Se alguém habitualmente passa da hora, o superintenden- te presidente ou outro ancião deve falar com ele, de maneira bondosa, dar sugestões práticas e ajudá-lo a ver a necessidade de fazer ajustes.

Talvez ele deva selecionar menos matéria.

SEÇAO 2 (b)

45

Talvez deva gastar menos tempo nos comentários introdutórios e passar logo à matéria designada .

Periodicamente os anciãos devem considerar o que podem fazer para melhorar a qualidade das Reuniões de Serviço .

Cada ancião deve esforçar-se em ser instrutor mais eficaz quando tem parte na Reunião de Serviço.

O Ensino na Escola do Ministério Teocrático

A Escola do Ministério Teocrático tem contribuído muito

para treinar o povo de Deus a apresentar a mensagem do Reino de maneira clara e eficaz por :

Dar treinamento útil para o ministério de campo .

Ajudar os estudantes a melhorar progressivamente as apre- sentações no campo .

Treinar os irmãos para se tornarem oradores públicos e instrutores eficazes.(om p . 73-4 )

O treinamento progressivo oferecido pela escola ajuda os oradores públicos a melhorar a habilidade de falar e ensinar.

O superintendente da Escola do Ministério Teocrático

deve preparar-se bem a fim de dirigir a escola eficaz- mente.

Use de bom critério ao fazer designações, levando em conta a idade do estudante, seu nível educacional, seu tempo de verdade e assim por diante.

Dé conselhos bons e construtivos .

Conforme o tempo permitir, chame a atenção para pon- tos práticos, não abrangidos pelos estudantes .

Os comentários introdutórios podem chamar a atenção para os pontos que a congregação pode esperar aprender durante a escola .

Às vezes, pode-se fazer isso eficazmente suscitando-se per- guntas e convidando os irmãos a aguardar as respostas .

O conselho oral deve incentivar o estudante e ajudá-lo ainda mais a desenvolver a habilidade de falar e ensinar .

Elogie calorosamente os estudantes pelo que realizam .

Leve em conta o estado emocional e o nível educacional de cada estudante . Se um ponto principal não for abrangido pelo estudante, considere esse ponto nos dois minutos concedidos para dar conselhos.

Explique por que o estudante se saiu bem em determinada qualidade oratória ou por que precisa melhorar .

conselhos especí ecos em áreas que o estudante precisa melhorar, não necessariamente na ordem em que apare- cem os pontos na folha de Conselho Sobre Discursos .

Explique ou mostre como melhorar .

Se o tempo permitir, explique como determinada quali- dade oratória pode melhorar a habilidade da congregação no serviço de campo .

Ao devolver a folha de Conselho Sobre Discursos ao estu- dante, pode ser possível encorajá-lo e considerar adicional- mente pontos do conselho ; ou pode-se fazer isso em outra ocaslao.

Quando não puder dar pessoalmente ajuda adicional a alguém que precisa, providencie que outro membro da congregação faça isso.

Alguns estudantes talvez precisem de ajuda para aprimo- rar a leitura.

É importante que todos na congregação leiam bem e enten- dam o que lêem.

Talvez se possam fazer arranjos para ajudar alguns a aprimorar a leitura.

Talvez se possa usar uma sala extra para tais aulas, ao mesmo tempo em que se dirige a escola, ou realizá-las em outra ocasião.

Todas as reuniões devem sempre ser dirigidas de modo a honrar a Jeová, edificar espiritualmente a assistência e fazer-nos aumentar cada vez mais nosso amor a Jeová, seu serviço e nossos irmãos .

Todas as reuniões devem começar e terminar na hora ; isso requer preparação cabal da parte de todos os participantes .

Os oradores públicos devem aderir de perto ao tempo total de 45 minutos, indicado nos esboços da Sociedade, excluindo o cântico inicial e a oração .

Concede-se uma hora para o Estudo da Sentinela, incluin- do a recapitulação, mas excluindo os cânticos e a oração .

Quando realizado junto com a Reunião Pública, as duas reunióes devem ser concluidas dentro das duas horas concedidas.

Concedem-se 45 minutos tanto para a Escola do Ministé- rio Teocrático, como para a Reunião de Serviço .

Quando uma das reuniões segue à outra, devem-se concluir ambas em uma hora e 45 minutos, incluindo os cânticos e as orações .

Em ocasiões especiais, tais como a visita do superinten- dente de circuito, a matéria e a duração das reuniões podem ser ajustadas de acordo com as instruções publica- das.

Quando os anciãos e outros que têm parte nas reuniões preparam-se bem e utilizam somente o tempo designado para suas respectivas partes, eles mostram consideração amo- rosa por todos os que assistem às reuniões e respeito pelo arranjo de Jeová para reuniões que encorajam e instruem .

[página para anotações]

SEÇAO 3(a)

Empenhe-se de Toda a Alma na Obra de Evangelização

Jeová designou a seu povo uma das mais importantes tarefas já realizadas na. terra - a obra de evangelização. Evangelizar envolve pregar e ensinar as boas novas do Reino por meio de todo método apropriado a nossa disposição .

Por que é a obra de evangelização tão importante? Porque ela é a pedra de toque pela qual a humanidade está sendo julgada. Aceitar e obedecer as boas novas resulta em salvação ; rejeitar e desobedecer significa destruição . Isso, por si só, incu- te-nos a urgência da obra. - Mat . 25 :40, 45.

Os anciãos, em especial, devem trabalhar de toda a alma na obra de evangelização . O apóstolo Paulo declarou : "O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens ." - Col . 3 :23 .

O Que Significa Serviço de Toda a Alma?

O serviço de toda a alma envolve usar todo o ser coração, mente e força .

seu

Toda fibra de seu ser está envolvida em servir amorosamente

a Deus ; não se excluindo nenhuma função, capacidade ou desejo na vida .

Significa ser orientado por Deus, isto é, dirigido por Deus .

O serviço de toda a alma não exige que sejamos fisicamente perfeitos.

Insta-se com pessoas imperfeitas a trabalhar de toda a alma . (Mar . 12 : 28, 30 )

É uma questão de usar todas as nossas faculdades imper- feitas o mais plenamente possível no serviço de Deus .

As pessoas possuem diferentes habilidades, assim, suas reali- zações diferem umas das outras.

50

Jesus falou da semente "semeada em solo excelente" como produzindo cem, sessenta ou trinta vezes - sendo de toda a alma nos três casos . (Mat. 13 :18, 23)

Uma pessoa talvez tenha melhor saúde ou mais energia, recursos ou habilidade natural do que outra ; as circuns- tâncias na vida diferem .

Na Bíblia, duas mulheres receberam menção honrosa por suas contribuições para o serviço de Deus, embo- ra o valor material de suas dádivas fosse bastante

diferente . (Mar . 14 :3, 6-9 ; Luc. 21 :1-4)

Similarmente, em nossos dias, alguns podem traba- lhar de toda a alma, embora as circunstâncias e limitações pessoais permitam-lhes fazer bem pouco no serviço de campo .

Ajude os irmãos a ter prazer no que podem realizar na obra de evangelização, quer isso aparente ser pouco quer muito.

Trabalhar de toda a alma torna a pessoa mais eficaz na obra de evangelização .

Se colocarmos todo nosso coração na apresentação da men- sagem do Reino, as pessoas rceberão, e isso pode ter muito a ver com reagirem de modofavorável às boas novas .

No serviço de campo, devemos concentrar-nos no ministé- rio, em como apresentar as boas novas eficazmente, e não em assuntos pessoais .

Quais servos dedicados de Jeová, devemos estar determina- dos a esforçar-nos fisicamente, usando nossas energias e forças na obra de evangelização . (1 Tim. 4:10 )

Uma hora ou duas a cada vez talvez seja tudo que uma pessoa idosa ou doente possa sabiamente gastar no serviço de campo. Seu serviço seria considerado como de toda a alma.

Aqueles cujas força e circunstâncias lhes permitem fazer mais, não precisam interromper sua atividade apenas porque outros não podem permanecer mais.

Uma auto-análise honesta pode revelar se estamos usando de fato toda a nossa força na obra de evangelização .

SEÇAO 3 (a)

51

Tome a Dianteira na Evangelização

Jesus estabeleceu a norma para os anciãos cristãos ; a pregação do Reino era a parte principal de sua atividade terrestre. (João 18 :37)

Jesus estava disposto a gastar-se a favor de outros, mesmo quando estava cansado. (Mar. 6:30-34)

Quais "exemplos para o rebanho", os anciãos devem to- mar a dianteira na obra de pregação do Reino e de fazer discípulos. (1 Ped . 5:2, 3)

Os irmãos são beneficiados quando vêem :.

Seus empenhos para arranjar tempo em sua programação apertada, a fim de trabalhar arduamente na pregação do Reino . (Efé. 5 :15, 16; 1 Tes . 5 :12, 13)

Sua alegria na obra de evangelização. (Sal. 145 :7, 11, 12)

Sua preocupação sincera e ativa pelas pessoas no territó- rio.

Seu interesse em ajudar e encorajar seus irmãos quais evangelizadores. (Fil. 2:4)

Seu entusiasmo em relatar experiências do serviço de campo e em encorajar outros a fazer o mesmo .

Você manter em evidência o serviço de campo nas reu- niões.

Ajude os que procuram alcançar privilégios na congregação a reconhecer que os superintendentes devem ser exemplos para o rebanho em todos os aspectos, incluindo no de ter plena participação no campo de acordo com suas circuns- tâncias pessoais.

Faça Arranjos Convenientes Para o Serviço de Campo

E necessário boa org anização para realizar o máximo, tanto em sua atividade pessoal de campo como na ativida- de congregacional .

Tenha um programa definido para trabalhar no ministério de campo .

Isso inclui reservar tempo específico para participar no serviço de campo com a própria família ; designe-se tam- bém para trabalhar com outros membros da congregação .

Ao trabalhar com outros, faça mais do que simplesmente acompanhá-los.

Há a necessidade de ensiná-los e ajudá-los a fazer progres- so no serviço de campo .

Ajude os irmãos a:

Usar a Bíblia no testemunho .

Fazer apresentações de assuntos que sejam de interesse local.

Conversar com as pessoas.

Demonstrar genuíno interesse pelas pessoas.

Atingir o coração do morador .

Manter um registro de casa em casa eficaz .

Fazer revisitas.

Iniciar estudos bíblicos.

Dirigir estudos instrutivos .

Lembre-se de que nem todos os publicadores têm as mesmas habilidades . (1 Cor. 12 :4-7)

Elogie os irmãos pelo que são capazes de realizar .

Ajude cada um a fazer progresso de acordo com suas próprias habilidades e circunstâncias .

Seja amoroso e edificante em tudo o que faz e diz .

O su erintendente de serviço, junto com o dirigente do Estuo de Livro de Congregação, deve certificar-se de que haja suficiente território para manter os irmãos ocupados durante o tempo em que estarão no serviço .

Providencie território suficiente para os grupos da semana bem como para os do fim de semana .

Esforce-se para conseguir uma cobertura equilibrada do ter- ntono.

Certifique-se de que a congregação tenha um suprimento adequado da oferta do mês.

SEÇÃO 3 (a)

53

Incentive o Serviço de Pioneiro

Os anciãos devem ter um conceito positivo sobre o serviço de tempo integral .

Mencione os benefcios do serviço de pioneiro em seus discursos, quando apropriado ; inclua os pioneiros em suas orações congregacionais.

Esteja atento às necessidades e aos problemas dos que já estão no serviço de pioneiro .

Os anciãos devem dar assistência pessoal, tornando desneces- sário que o pioneiro escreva à filial sobre problemas .

Sua ajuda prática e encorajamento podem ser necessários quando o pioneiro:

Não tem território suficiente .

Está tendo dificuldades em cumprir o requisito de horas .

Precisa de companhia no serviço de campo .

Sente-se desanimado por causa da indiferença das pessoas no território .

Fica estagnado quanto a usar eficazmente suas habilidades no serviço de campo .

Precisa de ajuda para iniciar estudos .

Tem problemas financeiros .

Talvez não esteja cuidando corretamente de sua saúde .

Sente-se solitário e deprimido.

Preste especial atenção às necessidades individuais dos pio- neiros em sua congregação ; esteja preparado para encoraja- los e prestar assistência amorosa .

Uma das melhores maneiras de incentivar o serviço de pioneiro é por os anciãos e membros de sua família partici- parem no serviço de pioneiro ao ponto em que as circuns- tâncias permitam.

Os anciãos que são pioneiros regulares são uma grande bênção para a congregação.

Alguns anciãos nas situações abaixo acharam possível ser es:

pioneiros ré

Os que são aposentados .

Os que não têm filhos dependentes .

Aqueles cujo serviço secular não consome muito de seu tempo.

Alguns fizeram ajustes em seu emprego a fim de poderem servir como pioneiros .

Alguns anciãos, cujas circunstâncias não lhes permitem ser pioneiros regulares, têm servido como pioneiros auxiliares uma ou mais vezes por ano .

Um auto-exame, reflexão mais séria e oração podem ajudar a pessoa a determinar se pode aumentar sua partici- pação no serviço de campo e, ainda assim, cuidar de todas as outras responsabilidades bíblicas .

Muitos anciãos têm incentivado e ajudado sua esposa e seus filhos a ingressar quer no serviço de pioneiro regular, quer no de pioneiro auxiliar .

A cooperação no âmbito familiar pode ajudar um ou mais membros da família a serem pioneiros .

Eles talvez precisem de ajuda para elaborar programas práticos, para encontrar trabalho de meio período, incentivo para desenvolver um conceito piedoso quanto a necessidade de ajudar as pessoas por meio da evangelização.

Tem advindo bons resultados de fazer do serviço de pioneiro assunto de conversa entusiástica no lar .

Esteja atento para aproveitar-se de todas as oportunidades de pregar e ensinar as boas novas .

Por palavra e por exemplo motive os irmãos a trabalhar de toda a alma na obra de evangelização e a participar tão plenamente quanto possível em disseminar as boas novas .

[página para anotações]

SEÇÃO 3 (b)

Ajude Seus Irmãos a Contatar Todos por Meio da Evangelização

A congregação cristã serve ao propósito de Jeová de que

Suas excelências sejam proclamadas por partilhar as boas novas com todas as pessoas dispostas a ouvir . (1 Ped . 2:9) Como pastores do rebanho, os superintendentes não apenas tomam a liderança na evangelização, mas também desempenham um papel vital em encorajar e ajudar todos os membros da congre- gação a ter participação plena e ativa na obra de evangelização .

Jesus disse : `As boas novas têm de ser pregadas .' Seus discí- pulos receberam a ordem de ser iluminadores no mundo por aproveitarem todas as oportunidades para ajudar outros Mar.

a aprender a verdade sobre os propósitos de Deus . - 13 :10 ; Fil. 2:15 .

Do mesmo modo hoje, você, como superintendente, deve motivar os irmãos a vigorosa atividade na obra de evangeliza- ção. Ajude-os a manter uma atitude apreciativa e positiva para com a obra de pregação . Dê sugestões proveitosas sobre méto- dos eficazes por meio dos quais a obra pode ser realizada, mostrando como as pessoas podem ser alcançadas . Tome a liderança. Trabalhe com os irmãos no campo . Ajude-os a sentir prazer em levar as boas novas a outros .

E Importante Ter Motivação Correta na Obra de Evangelização

Ajude os irmãos a ver que o amor a Jeová e ao próximo é demonstrado por meio da obra de evangelização . (Mar .

12:28-31)

É um privilégio envolver-se na obra que Jesus designou .

Jesus demonstrou a atitude correta para com as pessoas . Serviu-as de maneira abnegada . (Mar. 6 :31-34)

O exemplo do apóstolo Paulo deve ser imitado . Fazer isto resulta na genuína alegria que provém do dar . (Atos 20:24, 35)

57

O apreço pela santidade da vida reflete-se na atitude da pessoa para com a obra de evangelização. (Atos 20 :26, 27)

Os irmãos devem sentir uma obrigação pessoal para com aqueles que dão ouvidos. (1 Cor . 9:16)

Por freqüentemente considerar Tiago 1:2-4, 12 com os irmãos, você os ajudará a permanecer ativos na obra de evangelização, mesmo ao sofrerem perseguição . (Atos

5:41, 42)

Ajude os Irmãos a Pregar em Toda Ocasião Apropriada

Quando a alimentação espiritual sólida lhes encher o coração, os irmãos se sentirão estimulados a partilhar as boas novas com outros em toda ocasião apropriada .

Saber que há apoio bíblico para a participação na obra de evangelização numa variedade de maneiras instila confiança nos publicadores para que sejam flexíveis ao aproveitar as oportunidades de dar testemunho quando :

Vão de casa em casa . (Atos 5 :42 ; 20:20)

Pregam publicamente de cidade em cidade . (Mat . 9 :35)

Dão testemunho em logradouros públicos, tais como numa praça ou nas ruas . (Pro. 1 :20; Atos 17 :17)

Falam a pessoas ajuntadas em locais públicos de reunião .

(Mat . 13 :54 ; Atos 13:14-16)

Dão testemunho em ambientes informais . (Atos 16:13)

Abordam parentes ou pessoas que estão viajando . (João

1 : 40, 41 ; Atos 8 :27-30)

Ponha os irmãos a par das oportunidades de dar testemu- nho informal existentes em sua localidade .

Ao visitarmos parentes ou amigos, nos contatos diários com vizinhos, ao conversarmos com colegas de trabalho ou com aqueles com quem temos contato no serviço secular, ao viajarmos, durante as férias (ou em feriados), e assim por diante, todos nós temos oportunidades de evangelizar em ocasiões informais.

Conte experiências que mostram como você inicia a conversa.

Quando você dá bom exemplo em aproveitar essas opor- tunidades apropriadas, outros são incentivados a partici- par nessa atividade também.

Nossa conduta cristã ou atos de cortesia talvez abram o caminho para palestras com outros. (Tico 2:1-14)

Ajude a congregação a estar preparada para dar testemunho informal e a prever oportunidades para isto.

Destaque a necessidade de tato e discrição .

Se os irmãos não tomarem a iniciativa em evangeli zar de modo informal, tome tempo na Reunião de Serviço para contar experiências ou para demonstrar como se pode dar testemunho informal .

Alguns publicadores talvez precisem aprender a conversar de maneira não objetável, para que o ouvinte não ache que está recebendo um sermão . (Col. 4 :6)

Para serem eficazes, os publicadores têm de discernir não apenas como começar, mas também quando parar de falar sobre um assunto bíblico .

Muitas vezes convém fazer uma ou duas declarações e depois parar para ver a reação da pessoa .

Note como Jesus dava testemunho informal. (João 4

7-26)

Umas poucas declarações breves, mas apropriadas, de vez em quando, podem dar mais resultados do que tentar dizer tudo de uma só vez .

Incentive a Participação Regular na Obra de Evangelização Programada de Antemão

A obra de evangelização pode ser feita de diversas manei- ras convencionais, e os anciãos não raro podem provi- denciar que grupos de publicadores participem nessas atividades.

Um método eficaz de alcançar pessoas com as boas novas é visitá-las de casa em casa .

Ajude os chefes de família a fazer planos definidos para participar regularmente nessa obra com a esposa e com os filhos.

Ensine-os como fazer isto de modo que resulte numa experiência agradável e numa atividade edificante para todos na família.

Outros publicadores também precisam da ajuda e do encorajamento que você pode dar por acompanhá-los no ministério de casa em casa .

Ouvindo sua apresentação, os publicadores ap rendem

a fazer a obra de evangelização com mais eficácia no território local.

Ao acompanhar outros publicadores quando falam às portas, você fica em condições de reconhecer os pro- blemas que eles talvez tenham.

Ofereça jeitosamente sugestões para que aprimo- rem seu serviço.

Não seja crítico dos irmãos e não procure ajustá-los a um molde. Seja edificante e prestimoso no que diz.

Reconheça as limitações deles .

Reassegure-lhes de seu valor como servos volun- tários de Jeová .

Treine os publicadores a manter registros de casa em casa exatos para que possam revisitar os interessados .

Faça arranjos de visitar novamente os não-em-casa .

Devem-se fazer esforços de encontrar alguém com quem conversar em cada casa.

A melhor hora para contatar as pessoas pode variar em diferentes partes do seu território .

Alguns publicadores têm obtido bons resultados dan- do testemunho no fim da tarde ou à noitinha .

Com um pouco de incentivo e ajuda dos anciãos ou de outros que têm experiência, mais publicadores

conseguirão participar em dar testemunho à tarde ou

à noitinha.

Dê pronta atenção aos formulários Assinatura Expirante, aos pedidos de revisita e outras notificações enviadas pela Sociedade solicitando que visite determinadas pessoas em seu território.

Providencie que os assinantes sejam visitados logo para que a assinatura deles não sofra interrupção, se é isto o que eles desejam e se estão tirando proveito da leitura das revistas .

Ofereça-se para iniciar um estudo com eles, se estiverem dispostos.

Quando a Sociedade envia um pedido de visita a uma pessoa que solicitou publicações ou ajuda espiritual, certifique-se de que um publicador capacitado faça prontamente a visita .

Os anciãos devem fazer arranjos definidos para Se os publicadores dêem testemunho em logradouros pú licos das seguintes maneiras :

Contatando as pessoas no local de trabalho .

Dando testemunho a pessoas nas ruas e em lugares em que elas fazem compras.

Conversando com as pessoas que estão num carro e em paradas de ônibus ou de trem .

Visitando hospitais, casas de repouso, presídios, e assim por diante.

Procure outras maneiras em que seja possível contatar as pessoas em seu território .

Nem todos os publicadores sentem-se confiantes no que diz respeito a alar com as pessoas em tais logradouros públicos .

Se os anciãos tomarem a dianteira nessa atividade, outros publicadores habilitados seguirão seu exemplo .

Alguns publicadores, por outro lado, talvez se sobres- saiam em outra modalidade da atividade de evangelização .

Outras Maneiras de Ajudar os Irmãos na Obra de Evangelização

Você talvez possa ajudar alguns publicadores, visitando-os em casa e ajudando-os a preparar a apresentação corrente

para o ministério ou outra palestra bíblica para uso no serviço de campo.

Sua visita talvez se mostre uma excelente ocasião para que eles ensaiem suas apresentações e para que você demonstre as palestras bíblicas que está usando.

Acompanhe os publicadores de casa em casa, se de todo possível.

Esta é uma maneira bem eficaz de prestar ajuda pessoal .

Os publicadores podem escutá-lo e observar o que você faz e, por suas sugestões, podem ser ajudados a ser mais eficazes na obra de evangelização .

Se não puder acompanhar pessoalmente alguns publicadores com a freqüência que gostaria, providencie que outros evan- gelizadores eficazes saiam com eles .

Procure particip ar com outros na evangelização durante a semana, se puder fazer isto de vez em quando .

Isto se pode mostrar muito fortalecedor para irmãs ou outros que não têm condições de participar no servi- ço de campo nos fins de semana e lhes dará um alegre senso de apoio .

"Prestai Aten~ão a Vos Mesmos e a Todo o Rebanho

[página para anotações]

SEÇÃO 3 (b)

63

SEÇÃO 4 (a)

Como os Anciãos Cooperam Qual Corpo

"Na multidão de conselheiros há consecução% diz Provér- bios 15 :22. A congregação cujo corpo de anciãos coopera intimamente entre si é deveras abençoada . Mas qual é a chave para que eles consigam trabalhar em união? Primariamente, é reconhecer a Jesus Cristo qual Cabeça da congregação cristã .

Quando os anciãos se reúnem, a chefia de Cristo deve predominar . (1 Cor. 11 :3) Suas reuniões devem ser bem orga- nizadas. (1 Cor . 14:40) Devem procurar chegar a decisões sobre os assuntos considerados . Devem-se fazer arranjos defini- e o superintendente presidente dirigir reuniões significativas de anciãos? O que deve cada ancião fazer a fim de dar uma contribuição positiva para essas reuniões? Mas, antes de mais nada, o que está envolvido em reconhecer a chefia de Cristo, e de que maneira isto une o corpo de anciãos?

dos para que alguém execute as decisões tomadas . Como

O Reconhecimento da Chefia de Cristo Une o Corpo

Embora Jeová Deus seja o Pastor e Superintendente das nossas almas, ele designou Jesus Cristo qual Cabeça da congregação cristã . (Efé. 1 :22, 23 ; 1 Ped. 2:25)

Por genuinamente aceitarem a Jesus Cristo qual Cabeça da congregação cristã, os anciãos são motivados a fazer o se- guinte:

Deixar que a Bíblia seja o guia ao tomarem decisões . (João

7:16,17)

Respeitar as informações e orientações procedentes dos instrumentos usados pelo "escravo fiel e discreto" . (Mat.

24 :45-47)

Tratar a congregação como herança de Deus, não domi- nando sobre ela. (1 Ped. 5 :1-3)

64

Evitar impor conceitos pessoais, opiniões ou regras arbi- trárias á congregação ou ao corpo de anciãos .

Lidar de maneira bondosa e amorosa com cada irmão na congregação . (Mat . 11 :28-30 ; João 21 :15-17)

Escutar atenciosamente as expressões dos outros anciãos . (Mat . 18 :20 ; Rom . 12 :10b )

Orar quando os anciãos parecem não chegar a um acordo ou conclusão.

(Para informações adicionais, veja A Sentinela, de 1 .° de dezembro de 1986, páginas 10-20 .)

Jesus Cristo controla todos os corpos de anciãos . Em Revelação 1 :20, estes são comparados a sete estrelas em sua mão direita . (re pp . 28-9)

Jesus, por meio do espírito santo de Deus, pode influenciar qualquer ancião do corpo a fornecer as sugestões baseadas na Bíblia necessárias para determinada situação . (Mat . 18:20 ; Atos 15 :13-17)

Aceitando este fato, os anciãos são ajudados a trabalhar juntos como corpo.

Cada ancião deve escutar atentamente as sugestões bíblicas dos outros anciãos.

Não devemos tomar uma decisão independente, que en- volve a congregação, se o assunto é tal que devemos consultar outros anciãos .

O Que Habilita os Anciãos a Demonstrar o Espírito de Cooperação

Jeová, por meio do seu Filho, unifica a congregação para cooperação harmoniosa . (Efé. 4:16; compare isso com Romanos 8 :28 .)

Os anciãos estão realmente cooperando com Jeová quando cooperam qual corpo para o bem da congregação . (Col. 2:19; 1 Cor. 12)

A cooperação é o resultado de se demonstrar os frutos do espírito, os quais todos os anciãos devem cultivar em sua vida pessoal, tanto em público como em particular . (Grál. 5 :22,23)

Os anciãos mostram que estão cooperando e se esforçando para manter a união mencionada no Salmo 133 :1, das seguintes maneiras :

Mantendo aberta e livre a comunicação entre si, especial- mente se houver diferenças de formação.

Partilhando informações pertinentes com outros anciãos.

Não protegendo anciãos ou parentes do necessário conse- lho.

Pedindo ajuda e sugestões de anciãos que têm muita experiência.

Não procurando influenciar outros anciãos visando mi- nar as decisões do corpo que não satisfaçam preferências pessoais.

Reconhecendo as qualidades que se sobressaem nos outros anciãos, bem como aceitando suas habilidades limitadas.

Não procurando falhas em outros anciãos quando estão aprendendo novos deveres .

Certificando-se de que os relatórios e registros que outros anciãos precisam consultar estejam disponíveis e atualiza- dos.

Executando prontamente as designações feitas pelo corpo.

Deve ser possível que os corpos de anciãos sejam unânimes na maioria das decisões . (Atos 15 :25)

Se há princípios bíblicos envolvidos, os anciãos devem tomar uma decisão em harmonia com estes .

Quando houver conselhos do escravo fiel e discreto sobre o assunto, quer por carta, quer por publicações da Sociedade, os anciãos desejarão acatar esses conselhos . (Mat . 24 :45)

Outros assuntos podem ser decididos, em geral, pela maioria dos anciãos, à base de bom critério e de seu interesse em prover a melhor orientação e direção para a congregação.

Mesmo a maioria não deve insistir num conceito pessoal, se este não leva em conta princípios bíblicos e a paz, a

união e o bem-estar espiritual de todos os membros da congregação.

Em Romanos 12:10, Paulo exorta : "Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros ."

Quando os anciãos honram uns aos outros, não insistem em que seus conceitos pessoais sejam adotados quando certos assuntos são considerados.

Cada ancião, individualmente, cooperará de perto com o

que o corpo de anciãos, como um todo, determinar que é

nos melhores interesses da congregação .

Se a maioria decidir que determinado assunto deve ser tratado de certa maneira, então a minoria deverá apoiar de bom grado a decisão .

Contudo, se os da minoria apresentarem referências bíblicas e comentários impressos sobre o assunto, da parte do escravo fiel e discreto, a maioria deverá aceitar tais informações corretivas para que se possa tomar uma decisão baseada na Bíblia.

Se, na opinião da minoria, ainda não se tiver chegado a uma decisão baseada na Bíblia, a minoria deverá continuar a cooperar com os demais do corpo e apresentar o assunto à atenção do superin- tendente de circuito durante sua visita regular .

A congregação cooperará se sentir que todos os anciãos baseiam suas decisões na Palavra de Deus . (2 Tim. 3 :16, 17)

Trabalhar Juntos Como Corpo de Anciãos

Cooperar como corpo não significa que todos participam em executar cada tarefa ou em tomar cada decisão .

Os membros individuais do corpo humano executam cer- tas funções sem participação direta dos outros membros. (1 Cor . 12 :12-31)

Honrando uns aos outros, os anciãos concederão ao superintendente presidente e a outros anciãos a iniciativa de tomar decisões que lhes permitirão executar suas res- pectivas responsabilidades.

Considere os seguintes exemplos de decisões que os anciãos podem tomar individualmente, sem que sem- pre consultem outros anciãos.

Anúncios semanais feitos à congregação. Itens afi- xados no quadro de anúncios . Designações na Reu- nião de Serviço . (superintendente presidente)

Organização dos arquivos da congregação . Cartas gerais de apresentação e transferência de registros quando publicadores se mudam. (secretário)

Alterações no pedido de revistas . (superintendente do serviço)

Boa comunicação e íntima cooperação são necessárias entre

os próprios anciãos, bem como no relacionamento deles com os servos ministeriais .

Esteja pronto a oferecer sugestões úteis e a escutar recomen- dações ponderadas.

Honrar genuinamente uns aos outros estabelece um exce- lente exemplo e exerce uma boa influência sobre a congre- gação.

Isto promove a paz e incentiva todos a trabalhar com maior entusiasmo e felicidade .

O desânimo diminuirá. (Pro. 24 :10 )

Quando Realizar Reuniões de Anciãos

Realizam-se reuniões todos os anos por ocasião das visitas do superintendente de circuito .

Pode-se programar uma reunião três meses após cada visi- ta do superintendente de circuito . (om p. 42)

Outras reuniões devem ser programadas em quaisquer ocasiões que as circunstâncias tornem necessário .

Mantenha as reuniões adicionais limitadas aos objetivos para os quais foram programadas .

Se os anciãos não ficarem atolados em reuniões desneces- sárias, terão mais tempo para a família, para as atividades no serviço de campo e para pastorear a congregação . (Mat. 24 :14 ; 1 Tim. 3 :4; 1 Ped. 5 :2)

Como o Superintendente Presidente Pode Preparar-se Para as Reuniões de Anciãos

Romanos 12 :8 diz : "Aquele que preside, faça-o em verda- deira seriedade ."

O superintendente presidente elabora uma pauta de assun-

tos que precisam ser considerados pelo inteiro corpo de anciaos.

Ele contata de antemão os outros anciãos, individualmente, para determinar que assuntos acham necessário acrescentar à pauta para serem considerados. Se for prático, em harmonia com Provérbios 21 :5, ele fornece a cada ancião, com suficiente antecedência, uma cópia da pauta da reunião, para que este possa refletir devidamente nos pontos alistados . (1 Cor . 14 :40)

Em alguns casos, pode-se solicitar ao ancião que recomen- dou a inclusão de determinado item na pauta que tome a dianteira em apresentá-lo para consideração . Deixar o irmão saber disso de antemão lhe dará a oportu- nidade de preparar uma apresentação clara dos fatos .

A preparação diligente reduzirá ao mínimo a duração das

reuniões de anciãos, concedendo mais tempo para outras coisas essenciais.

Como Preparar-se Para as Reuniões de Anciãos

Ao receber a pauta da reunião, elaborada pelo superinten- dente presidente, reflita com cuidado e oração em cada ponto especificado. Alistam-se abaixo algumas perguntas em que cada ancião talvez deseje meditar no que diz respeito aos itens princi- pais da pauta da reunião:

Como surgiu esta situação?

Que princípios bíblicos devem orientar-nos ao decidirmos o que fazer? Que orientações já foram fornecidas pelo escravo fiel e discreto?

Há necessidade de fazer pesquisa nas publicações da So- ciedade. (Se estiverem disponíveis, use os Indices das

Publicções da Torre de Vigia .)

Há algo mais que eu possa fazer para que este assunto seja tratado com ef cácia?

Como pode o inteiro corpo de anciãos lidar melhor com este assunto?

Deve esta sugestão ser posta em prática? Por quê?

Assuntos Que Podem Ser Incluídos na Pauta das Reuniões de Anciãos

Os assuntos espirituais devem ser o interesse principal . (Fil. 1:9-11)

Podem-se obter idéias apropriadas refletindo-se nos conse- lhos sobre pastoreio encontrados nas cartas a Timóteo e a Tito e em passagens como Atos 20 :17-35 e 1 Pedro 5 :1-11 .

Pode-se também conceder tempo na pauta das reuniões para assuntos de natureza mecânica, não-espiritual .

Estes só devem ser considerados quando envolvem proble- mas que determinado ancião, a comissão de construção ou a comissão de manutenção não podem cuidar de iniciativa própria.

Expresse-se Significativamente nas Reuniões de Anciãos

O superintendente presidente deve determinar o anda- mento da consideração, mantendo os pontos principais em primeiro plano ; atenha-se à pauta da reunião .

Conclua cada assunto antes de começar a considerar outro, para que a reunião não fique atolada ou se torne divagante .

Certifique-se de que você ou outro ancião anote as decisões tomadas e quem as executará .

Aplicar os princípios bíblicos englobados no que segue resultará em reuniões de anciãos mais produtivas :

Fale sobre os pontos em consideração apenas quando tem algo significativo a acrescentar . (Pro . 10 :19 )

Não deve haver sinal de furor ou discussões nas reuniões de anciãos . (1 Tim. 2:8)

Expresse-se, use de "franqueza no falar" . Pode-se perder muito tempo se houver longas pausas por causa da hesitação no falar. (1 Tim. 3 :13)

Veja a lista no fim desta seção . Ela ap resenta alguns itens que talvez deseje incluir na pauta duma reunião para a consideração dos anciãos em sua congregação .

(Para mais informações, veja A Sentinela, de 1 .° de outu- bro de 1988, páginas 15-20, e de 1 .* de fevereiro de 1976, páginas 91-3 .)

O Superintendente Presidente

O superintendente presidente é designado pela Sociedade

por um período indefinido . Ele preside o corpo de an- ciãos . Deve ser um homem bondoso e leal, com experiên-

cia em cuidar de assuntos congregacionais . Deve ser ordei-

ro e diligente, não um procrastinados no que diz respeito a cuidar de responsabilidades . (1 Tim . 3 :2)

Seus deveres incluem o seguinte :

Presidir o corpo de anciãos nas suas reuniões .

Receber a correspondência da congregação e encaminhá-la ao secretário para que circule entre os anciãos e seja arqui- vada.

Assinar a maior parte da correspondência enviada à Socie- dade.

Elaborar pautas bíblicas e práticas que delineiem pontos para consideração nas reuniões regulares dos anciãos durante o ano . Pode sugerir pontos para as reuniões dos anciãos reali- zadas durante a visita do superintendente de circuito .

Procurar distinguir entre itens que podem ser tratados por anciãos, em base individual, e os que necessitam de aten-

SEÇÃO 4 (a)

71

ção do inteiro corpo de anciãos, a fim de evitar tirar tempo do inteiro corpo desnecessariamente .

Certificar-se de que as decisões dos anciãos sejam apro- priadamente executadas .

Pedir e aceitar, com modéstia, sugestões de outros an- ciaos.

Elaborar o programa mensal da Reunião de Serviço e certifi- car-se de que as demonstrações, entrevistas, e assim por diante, sejam devidamente ensaiadas.

Pode pedir a ajuda de outros anciãos.

Providenciar discursos públicos .

Pode ser auxiliado por outro ancião ou por um servo ministerial habilitado, se necessário .

Aprovar todos os anúncios feitos à congregação, em especial os de natureza judicativa .

Tomar a liderança em cuidar dos pormenores em preparação circuito .

Presidir a comissão de serviço ao considerar petições para o serviço de pioneiro auxiliar ou regular, petições para territó- rio não-designado ou assuntos similares, conforme solicitado pela Sociedade.

para a visita do superintendente

Convocar o corpo de anciãos quando surgem assuntos judi- cativos. (Veja a Seção 5 (b), páginas 108-10 .)

Providenciar que dois anciãos se reúnam com cada pessoa que deseja tornar-se novo publicador. O publicador que dirige o estudo é incluído na reunião . (w88 15/11 p . 17)

Fazer arranjos para que anciãos considerem as perguntas com os candidatos ao batismo .

Cuidar de que as contas da congregação sejam verificadas; trimestralmente.

Certificar-se de que haja um registro de tais verificações e de que se faça o devido anúncio à congregação a respeito delas.

Autorizar o pagamento de todas as despesas normais de operação da congregação .

A recomendação para designação do superintendente pre- sidente é feita por ocasião da visita regular do superinten- dente de circuito .

Caso se faça um ajuste temporário, à parte da visita do superintendente de circuito, a Sociedade deve ser notificada imediatamente por carta assinada pela comissão de serviço em nome do corpo de anciãos.

O formulário Mudança de Endereço do Superintendente Presidente (S-29-T) deve acompanhar a carta.

O Secretário da Congregação

Cuida de que a correspondência que a Sociedade e outros enviam à congregação e ao corpo de anciãos receba pronta atenção e, se necessário, seja devidamente respondida .

Os deveres do secretário incluem o seguinte :

Manter os importantes registros da congregação de maneira ordeira.

Fazer circular entre os anciãos todas as cartas da Sociedade e dos superintendentes viajantes e, depois disso, arquivá-las para consulta futura.

Guardar registros de propriedade, corporação le gal, emprés- timos, seguro, títulos e outros documentos do Salão do Reino.

Arquivar registros de casos disciplinares, incluindo relatórios apresentados pelas comissões judicativas . (Veja a Seção 5 (c), página 122 .)

Manter uma agenda das obrigações que os anciãos ou a congregação têm de cumprir no futuro, tais como contas de serviços públicos, bem como impostos e outras exigências do governo .

Enviar pedidos à filial ; remeter prontamente os relatórios ; encaminhar a correspondência preparada por outros irmãos .

Cuidar dos cartões Registro de Publicador de Congregação ; compilar os relatórios de serviço de campo .

Informar os dirigentes de Estudo de Livro de Congrega- ção sobre quem está irregular no serviço de campo .

SEÇÃO 4 (a)

73

Enviar os cartões Registro de Publicador de Congregação

à congregação para a qual um publicador se muda ou

iniciar a correspondência caso um publicador se mude para sua congregação.(km 4/91 p. 8)

O secretário cuidará pessoalmente desses deveres .

Se necessário, um ancião ou um servo ministerial capaci- tado pode ser designado para ajudar a cuidar de alguns assuntos de rotina.

O Superintendente do Serviço

Como evangelizador e instrutor, o superintendente do serviço está intensamente interessado em seus conserves . Trata-se de alguém que ama o ministério de campo e está capacitado e atento a treinar outros . E respeitado na con- gregação como alguém que toma a liderança no serviço de campo e que tem demonstrado sua eficácia em vários aspectos do ministério de campo .

Os deveres do superintendente do serviço incluem o se- guinte:

Programar visitas ré es a todos os grupos de Estudo de Livro de Congregação, de modo que, uma vez por mês, visite um grupo diferente . (Em congregações menores, com talvez apenas um ou dois grupos de estudo, ele pode fazer arranjos para visitar cada grupo duas vezes ao ano .)

Após o estudo de livro, dirigido em 45 minutos, ele profere um discurso de serviço de 15 minutos .

Naquele fim de semana, ele trabalha de casa em casa com

o grupo no ministério de campo e ajuda os publicadores em revisitas e estudos bíblicos .

As demais semanas do mês ele passa com o grupo ao qual está designado junto com sua família. (km 6/90 p. 7 )

Tomar a liderança em providenciar reuniões para o serviço de campo em locais convenientes nos dias de semana ; estar atento para organizar a atividade de testemunho nos feria- dos.

Mostrar genuíno interesse na atividade de Estudos Bíblicos, certificando-se de que estudos eficazes estejam sendo dirigi- dos e os estudantes estejam sendo encaminhados à organiza-

ção-74

"Prestai Atenfão a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho

Demonstrar intenso interesse nos publicadores irregulares e inativos que moram no território da congregação e cooperar com o corpo de anciãos no que diz respeito a dar ajuda espiritual visando a recuperação. (km 6/82 p . 7) Supervisionar diretamente o trabalho dos servos ministeriais designados para cuidar da literatura, das revistas e dos territó- rios.

A Comissão de Serviço da Congregação

Compõe-se do superintendente presidente, do secretário e do superintendente do serviço . (om p . 43) Os deveres da Comissão de Serviço da Congregação en- volvem o seguinte :

Assinar a correspondência sobre designação ou remoção de anciãos, servos ministeriais e pioneiros . Examinar e considerar petições para o serviço de pioneiro auxiliar e regular, para o serviço de Betel e para outros privilégios especiais de serviço .

Se um dos membros estiver ausente, pode-se pedir que outro ancião o substitua a fim de expedir os assuntos . Pode ser convocada pela Sociedade para outro trabalho, conforme a necessidade . Um dos membros da comissão de serviço deve participar na reunião com cada estudante da Bíblia que deseja tornar-se publicador não-batizado. (w88 15/11 p. 17)

O

Dirigente do Estudo de A Sentinela e

o

Superintendente da Escola do Ministério

Teocrático

O

dirigente do Estudo de A Sentinela e o superintendente

da

Escola do Ministério Teocrático dirigem suas respecti-

vas reuniões em harmonia com os conselhos da organiza- ção, conforme delineados no livro Organizados Para Efe-

tuar o Nosso Ministério, em Nosso Ministério do Reino, em

outras instruções especiais e neste manual.

É importante que esses irmãos preparem-se diligentemente e usem métodos eficazes de ensino, visto que tais reuniões são provisões básicas do escravo fiel para transmitir instrução vital à congregação.

SEÇÃO 4 (a)

75

• dirigente do Estudo da Sentinela e o superintendente da Escola do Ministério Teocrático devem dar notável exemplo como zelosos ministros das boas novas, trabalhando regular- mente com os publicadores no serviço de campo .

ausência de um desses irmãos, pode-se pedir que um ancião habilitado dirija a reunião.

A Visita do Superintendente de Circuito

O programa do superintendente de circuito foi elaborado de modo a ser proveitoso para a congregação . Talvez seja necessário ajustar esse programa quando diversas congre- gações usam o mesmo Salão do Reino ou quando outras circunstâncias locais tornam isto aconselhável.

Terpa feira à noite, no Salão do Reino .

A Escola do Ministério Teocrático terá a duração de 30

minutos, seguida da Reunião de Serviço, de 30 minutos .

superintendente de circuito encerrará então, proferin- do um discurso de serviço de 30 minutos .

Quinta-feira (ou sexta-feira) à noite, no Salão do Reino .

Estudo de Livro de Congregação em conjunto .

Um ancião designado dirigirá o estudo e se esforçará para cobrir a matéria designada da semana em 45 minutos.

A isto seguirá, com participação da assistência, a parte de 30 minutos, "Continue nas Coisas Que Aprendeu % diri- gida pelo superintendente de circuito .

Daí, o superintendente de circuito concluirá, proferindo um discurso de serviço de 30 minutos . (km 5/90 p . 2 )

Domingo, no Salão do Reino .

O superintendente de circuito proferirá o discurso públi- co, em geral de 45 minutos de duração .

Depois disto, haverá o Estudo da Sentinela, em 30 minu- tos, sem leitura dos parágrafos.

Por fim, o superintendente de circuito fará seus comentá- rios concludentes em 30 minutos .

Os anciãos devem demonstrar espírito entusiástico antes e durante a visita do superintendente de circuito .

Os anciãos devem permitir que a visita do superintendente de circuito lhes infunda renovado vigor para cumprirem suas responsabilidades e devem ajudar a estimular a congre- gação a maior atividade e fidelidade .

Sugestões Para a Pauta das Reuniões de Anciãos

Espírito geral da congregação.

Manifesta-se amor pela cordialidade entre os irmãos?

Existe um espírito alegre?

Demonstra-se hospitalidade e amabilidade?

Será que os irmãos se reúnem para encorajamento mútuo em outras ocasiões além das reuniões?

Inexiste distinção de classes?

Sentem-se aceitos os adolescentes e os adultos jovens?

Manifestam os idosos alegria por receberem atenção bon- dosa?

São os anciãos prestimosos em casos de necessidade?

Mostram-se os publicadores prontos a ajudar uns aos outros em casos de doença ou acidente, ou em outras circunstâncias?

Será que os irmãos levam a verdade a sério, como modo de vida?

Existe um salutar espírito de pioneiro?

Mostram os publicadores um espírito de boa vontade para trabalharem juntos no serviço de campo?

Estar bem familiarizado com o rebanho.

Que indivíduos ou famílias necessitam de encorajamento?

Há casos de morte nas famílias dos publicadores?

Quem são os novos, e como estão progredindo?

SBÇAO 4 (a)

77

Dá-se a devida consideração aos doentes, aos incapacitados, aos que têm cônjuge incrédulo, aos genitores sem cônjuge, às viúvas e aos órfãos, aos jovens?

Quem está no hospital, numa casa de saúde, acamado?

Há necessidade de mais visitas aos lares?

Reuniões congregacionais.

Como podemos fazer mais aplicações locais e pessoais?

Que discursos públicos seriam mais proveitosos para a con- gregação?

Como podemos diversificar os oradores?

São calorosas e encorajadoras as apresentações feitas da tribu- na?

Variamos os publicadores habilitados nas apresentações?

Mostram as apresentações bom equilíbrio e entendimento das circunstâncias e dificuldades dos irmãos?

Respondem os irmãos de modo mecânico?

Podem os adolescentes e os adultos jovens ser ajudados a participar mais plenamente?

Como podemos ajudar os q ue estão confinados em sua casa ou em casas de saúde a ter alguma participação nas reuniões?

Há necessidade de transporte?

Há necessidade de mais grupos de estudo de livro? Devem ser redefinidos? Quem deve dirigi-los?

A obra de dar testemunho e ensinar no campo .

Há arranjos práticos para o serviço de campo durante a semana e nos fins de semana, às noitinhas e nos feriados?

Equilibram os anciãos a obra de pastoreio com o serviço de campo?

Dão os anciãos um bom exemplo no ministério de campo? (Heb . 13 :7)

Existem arranjos para dar testemunho nas ruas e para traba- lhar em território comercial?

Que ajuda está sendo dada aos novos?

Estão os tímidos recebendo ajuda em suas apresentações no ministério?

Será que os publicadores simplesmente cobrem território, ou estão encontrando os interessados e fazendo revisitas para ajudá-los?

Estão os estudantes da Bíblia assistindo às reuniões?

Serviço de pioneiro auxiliar e regular .

Como podemos incentivar mais publicadores a participar?

Que pioneiros podem ajudar outros publicadores agora?

Que encorajamento específico estamos dando aos pioneiros?

Que problemas enfrentam os pioneiros, e que ajuda é neces- sária?

Quando foi a última vez que acompanhamos os pioneiros no trabalho de casa em casa e em estudos bíblicos?

Quão bem contatadas são as pessoas no território?

São os publicadores engenhosos, aproveitando também as oportunidades de dar testemunho informal?

Mostram os publicadores e os pioneiros interesse pessoal nos moradores?

Quão cabalmente se cobre o território?

É equilibrada a cobertura do território?

Há grupos de língua estrangeira que precisam de atenção?

Usam-se abordagens diversificadas em comunidades étni- cas?

Pureza moral.

Qual é o nível de moralidade e conduta virtuosa na congre- gação?

Há assuntos sobre os quais uma comissão judicativa escolhi- da precisa informar o inteiro corpo de anciãos, para a proteção da congregação?

Naturalmente, assuntos confidenciais devem ser manti- dos em segredo, sigilosos .

O que podem os anciãos fazer para promover o apego salutar à boa ética e moral?

Há tendências para o mundanismo?

O que se pode fazer para contra-atacar tais tendências ou para impedir que se desenvolvam?

Ajudar outros varões a se habilitarem para responsabilida- des de serviço .

Que irmãos manifestam um espírito positivo e disposto para serem usados?

Quem necessita de ajuda, e como podemos dá-Ia?

Como podemos incentivar os servos minister iais a interes- sar-se em ter mais responsabilidades?

Quem necessita de treinamento adicional?

Artigos em A Sentinela ou em outras publicações .

Quando surgem necessidades especiais, o corpo de anciãos pode recapitular artigos que são apropriados, como os que tratam de misericórdia ., repreensão, restrições governamen- tais, abuso de crianças, espancamento de esposas, doenças mentais, abuso de álcool ou de drogas, apostasia, trabalhar juntos no serviço de campo e cooperar na congregação.

Assuntos de natureza menos espiritual. (A serem conside- rados apenas quando há um problema que não pode ser cuidado por um ancião ou pela comissão responsável .)

Melhor cuidado e proteção da propriedade do Salão do Reino.

Pronto término da construção ou da reforma do Salão do Reino.

Melhor atenção a certos registros da congregação . Cuidar de determinadas obrigações financeiras .

Quando os anciãos cooperam harmoniosamente, qual corpo, aderindo de perto a princípios bíblicos e conselhos teocráticos, a congregação usufrui grandes benefícios e o nome de Jeová é honrado .

[página para anotações]

SEÇÃO 4 (b)

Nosso Amoroso Superintendente Celestial Dá Conselho e Disciplina a Todos

Os superintendentes congregacionais têm a responsabilidade de pastorear o rebanho de Deus . Isto envolve dar conselho e administrar a disciplina da parte de Jeová de maneira amorosa . Ao mesmo tempo, os próprios superintendentes têm de se sujeitar à supervisão amorosa de Jeová, aceitando e aplicando o conselho e a disciplina dele na sua própria vida . Jeová diz aos superintendentes, bem como a todos os outros membros da congregação: "Escuta o conselho e aceita a disciplina, para que te tornes sábio no teu futuro ." - Pro. 19 :20 .

O Significado e os Benefícios da Disciplina e do Conselho

A palavra grega para disciplina (pai-deva) significa basica- mente instrução, educação, um processo de treinamento, castigo . (Atos 7 :22 ; 22:3)

Inclui a idéia de que há restrições ou medidas corretivas disponíveis para fazer com que o discípulo adira ao treina- mento ensinado.

A palavra relaciona-se primariamente com o que é neces- sário na criação e no treinamento de filhos .

Conselho ou advertência freqüentemente inclui elogios e sugestões corretivas e é associado à disciplina em Provér- bios 19 :20 .

A disciplina da parte de Jeová é prova do seu amor ;

quando aceita e aplicada, conduz à vida eterna . (Heb . 12 :

5-9)

Deus disciplina seus filhos, até mesmo os "açoita", o que indica severidade, por deixá-los passar por experiências difí- ceis.

82

O sofrimento é de valor se corrige um erro ou se nos treina na justiça. (Sal. 119 :71 )

O sofrimento também pode refinar a pessoa, como no

caso de Jesus, que se beneficiou de ter sofrido como homem . (Heb. 5 :8-10)

Meios Pelos Quais Recebemos Conselho

Jeová nos dá muito conselho mediante sua Palavra escrita, a Bíblia.

Ele instrui seu povo coletivamente, dando-lhes conselho prático sobre adoração . (Heb. 10 :25)

Este conselho ajuda-os a manterem uma boa relação com Ele.

A Bíblia dá conselho também sobre conduta pessoal, que

nos ajuda individualmente a ter uma posição moralmente limpa. (Efé. 4:17-28)

Recebemos conselho também através do estudo e da medita- ção, os quais nos habilitam a discernir a aplicação de princí- pios. (1 Tun . 4:15)

"O escravo fiel e discreto" é usado por Jeová para nos dar bom conselho . (Mat . 24 :45)

Esta classe do escravo não apenas ajuda-nos a entender o significado de textos bíblicos, mas também dá-nos conselhos

e sugestões valiosas, indicando como aplicar os princípios da Bíblia, para que permaneçamos espiritualmente fortes .

O conselho do escravo fiel chega até nós por meio de

publicações baseadas na Bíblia, editadas pela Sociedade Torre de Vigia, e através das reuniões congregacionais .

Recebemos conselhos úteis sobre a correta atitude mental para com o ministério de campo, progresso espiritual, estudo pessoal, cooperação com os irmãos e muitos ou- tros aspectos do serviço sagrado .

das para nós cada semana, e somos incentivados a assistir a elas. (2) Fazem-se arranjos ordeiros para que o corpo de anciãos local instrua e aconselhe a congregação,

EXEMPLOS : (1) Há cinco reuniões es

Sêfdo 4 (b)

83

bem como ministre as necessidades desta . (3) O Nosso Ministério do Reino sugere maneiras de apresentarmos as boas novas a outros .

Os anciãos congregacionais designados devem assumir a responsabilidade de dar conselhos, quando necessário .

Trata-se de uma obrigação que acompanha sua designação quais anciãos. (Tico 1:9)

No âmbito familiar, os maridos e os ais têm a responsabi- lidade de aconselhar as esposas e os lhos ; as mães partici- pam na tarefa de aconselhar os filhos . (Efé. 5:22, 23 ; 6:1, 4)

Em nossa vida particular, necessitamos muito de autodis- ciplina.

Considere princípios bíblicos que ajudam a disciplinar a si mesmo com respeito ao seguinte:

Hábitos de trabalho relacionados tanto com assuntos espirituais como com seculares . (1 Cor . 15:58 ; Col .

3:23)

Uso do tempo . (Pro. 26:14; 1 Cor . 7 :29; Efé. 5 :16)

Manter acordos. (Ed. 5:4-6; Mat. 5:37)

Recreação e entretenimento . (Ed . 3 : 1 ; 1 Cor . 10 : 31, 32 ;

1 Tim. 4:8)

Comportamento sexual . (Mat . 5 :28 ; Rom . 1 :26, 27 ;

1 Cor . 6 :9 ; 7:1, 2 ; 1 Tim . 5 :1, 2)

Hábitos impróprios . (1 Cor . 13 :5 ; 1 T m . 3 :2 ; Tito 2 :2)

Companheirismo . (1 Cor . 5 :11 ; 15 :33 ; 2 Cor . 6 :14-18)

Maneiras . (Lev . 19 :32 ; Mat . 7 :12; 1 Cor . 10 :31)

Desejos materialistas . (Pro . 16:16; Sof. 1 :18; 1 Tim .

6:10)

Modo de se arrumar e vestimenta . (1 Tún. 2:9; 1 Ped. 3 :

3, 4; 5 :3) Conversa . (Efé. 4 :29-5 :5; Col . 4:6)

Como Dar Conselho Apropriado e Eficaz

Requer-se dos anciãos que dêem conselhos a pessoas que buscam orientação, ou que tomem a iniciativa em dar conselhos aos que necessitam.

A eficácia do conselho dado pode ser determinada pelos resultados produzidos ; contudo, um conselho bom e cor- reto não produzirá resultados positivos a menos que seja dado da maneira correta e então aceito e aplicado pela pessoa a quem é dirigido . (w78 1/7 pp. 16-20)

O

conselho pode ser dado em forma de elogio .

Se um irmão é elogiado pela excelente ênfase empregada ao ler os textos num discurso, provavelmente dará aten- ção especial a fazer o mesmo ou se empenhará ainda mais a aprimorar a maneira em que lê os textos em discursos futuros.

O

conselho pode indicar algo que precisa ser melhorado, ou

talvez ofereça recomendações específicas ou sugira soluções para erros cometidos.

Evite envolver-se em assuntos que, biblicamente, compe- tem a outros.

Em questões pessoais, as pessoas devem tomar suas próprias decisões, baseadas em sua consciência treinada pela Bíblia, mas podem pedir orientação bíblica aos anciãos . (Rom . 14 :

1-23; Fil. 2:12; 1 Ped. 3:16)

Os próprios casais devem resolver suas diferenças, mas po- dem solicitar conselhos aos anciãos.

Os pais devem assumir a responsabilidade pelos filhos me- nores, mas podem buscar ajuda dos anciãos .

Irmãos que tenham disputas pessoais talvez peçam aos anciãos que os ajudem a resolver suas diferenças .

Os anciãos podem incentivá-los primeiro a aplicar Mateus 5 :

23, 24 ou 18 :15, 16.

Devem ouvir com atenção a ambos os lados e então dar conselhos bíblicos apropriados . (Pro . 18:13, 17)

Os anciãos não devem cuidar sozinhos de assuntos que deveriam ser julgados por uma comissão judicativa desig- nada ou decididos pelo corpo de anciãos .

Maneira de Dar Conselho

Não há regras ou normas estabelecidas sobre como se deve dar conselho, visto que as circunstâncias e as pessoas variam.

Pode-se dar conselho quer de forma direta, quer indireta, todavia este deve ser claro e específico o bastante para ser entendido pela pessoa ou pelas pessoas que precisam dele .

O conselho direto é uma advertência expressa de modo

claro, que não deixa dúvida na mente da pessoa quanto à natureza do problema ou quanto ao que se espera dela para corrigir o assunto.

O conselho indireto deixa muito a cargo do discernimen-

to da pessoa aconselhada . Os fatos ou as circuntâncias podem ou não ser mencionados especificamente . O conselho indireto talvez seja dado a um grupo, permitindo que cada um faça a aplicação pessoal . Perguntas podem ser eficientes em ajudar alguém a analisar sua própria situação ou necessidades .

Mantenha sempre em mente as seguintes recomendações ao dar conselho (w78 1/7 pp . 17-9) :

A pessoa é uma `ovelha' de Jeová e deve ser tratada com

ternura . (Sal . 100 :3 ; w89 15/9 p . 19)

Se ela pecou, você deve empenhar-se em reajustá-la de modo que ela possa crescer espiritualmente . (G1 .6 :1) Com oração, busque a orientação de Jeová e dê o conselho apropriado de maneira amorosa . Certifique-se de que o conselho esteja solidamente alicerçado na Palavra de Deus . Reserve tempo suficiente e procure atingir o coração da pessoa, seu íntimo. Se necessário, reserve tempo para pesquisar antes de dar conselho ou responder perguntas . Se não puder tomar o tempo necessário, é melhor deixar que outro ancião cuide do assunto.

Ao reunir-se com o irmão, tome tempo para ouvi-lo ; assegure-se de ter todos os fatos .

Considere a aplicação de textos apropriados e certifique- se de que ele entenda .

Para que o conselho corretivo seja construtivo e eficaz, você e a pessoa aconselhada devem entender todos os fatores pertinentes.

A pessoa aconselhada deve saber exatamente o que está em questão, por que o que fez foi errado, bem como as medidas que deve tomar a fim de corrigir a situação.

Ela precisa ser incentivada a dar meia-volta e tomar o caminho correto . (Heb. 12 :12, 13)

Os Próprios Anciãos Precisam de Disciplina e Conselho de Jeová

Os anciãos não devem considerar a si mesmos como es- tando acima da necessidade de receber conselho . (Rom .

3 :23)

Reserve tempo para regularmente ler a Palavra de Jeová e meditar nela. (Sal. 1:1, 2)

Esteja disposto a aprender de seus próprios erros e dos de outros. (1 Tim. 5 :20)

Precisamos prestar atenção ao conselho do escravo fiel e discreto e de seus representantes designados . (Heb . 13 :

7,17)

Ocasionalmente, um su perintendente viajante ou um co-an- cião talvez lhe dê conselhos . (Veja Gálatas 2 :11-14 .)

Talvez recebamos conselho em base individual através de um comentário bondoso de um co-cristão, mesmo de alguém que não seja um servo designado . (1 Sam . 25 :

23-35 ; Pro . 15 :31)

Não importa qual seja a fonte, se estiver em harmonia com a Palavra de Deus, acate o conselho e tire proveito dele . (Pro.

27:5)

(Para mais informações, veja Organizados Para Efetuar Nosso Ministério, páginas 139-40.)

Suão 4 (b)

87

Atitude Correta Quando Aconselhado

Ouça atenciosamente.

Não tenha pena de si mesmo, deixando assim de tirar proveito do bom conselho dado .

Jesus admoestou seus discípulos a entenderem o sentido da instrução . (Mat . 13 :51, 52 ; 15 :10)

Aceite o conselho com gratidão e não tente justificar-se ou desculpar-se . (Heb . 12:5-7)

Encare a disciplina baseada na Bíblia como procedente de Jeová . (2 Tim . 3 :16, 17)

Uma atitude humilde e rece ptiva para com o conselho o ajudará a ser diligente em aplica-lo .

Aplique o conselho dado ; os beneficies são grandes. (Pro. 3 :7, 8 ; 4:13 ; 19 :20)

[página para anotações]

UNIDADE 5 (a)

Superintendentes `Que Governam Para o Próprio Juízo'

Jeová, qual amoroso Pastor, designou superintendentes para `governar como príncipes para o próprio juízo' . (Isa. 32 :1, 2 ) Visto que Jeová Deus é santo, ele exige que todos os que o adoram sejam limpos em sentido espiritual e moral . (1 Ped . 1 :

14-16) Como superintendentes designados, vocês têm um im- portante papel em salvaguardar a pureza da congregação .

Cuidado protetor é a idéia básica englobada na palavra "superintendente" (e pískapos ), que transmite também o senti- do de alguém que zela, um guardião, um pastor de rebanho . Vocês têm a responsabilidade de cultivar no coração dos irmãos amor ao que é bom e ódio ao que e mau e iníquo (Rom. 12 :9) Por se apegarem à Palavra de Deus e usarem eficazmente a arte de ensino, conseguirão ajudar os irmãos a não somente enten- der o que é certo e o que é errado, mas também a ter participa- ção ativa em manter a congregação limpa e casta para o serviço público de Jeová.

Como os Anciãos Promovem o juízo

Todos os anciãos têm a responsabilidade de pastorear o rebanho, de ensinar, de repreender, de advertir e de exor- tar, conforme necessário. (Tito 1:9-14)

Ao ensinar, expresse de forma clara os requisitos de Deus e incentive fiel aderência a seus princípios justos .

Ajude os concrentes a reconhecer a responsabilidade de manter limpa a congregação .

Auxilie-os a entender que isto envolve:

Manterem casta a sua própria conduta.

Escutarem sua consciência biblicamente treinada.

Resistirem implacavelmente a tentações .

90

Rejeitarem alimentar a mente com fantasias imorais ; compreenderem como pensamentos errados levam a ações erradas.

Incutirem força moral nos filhos.

A obediência dos filhos aos pais .

Recusarem-se a imitar o mundo e os seus modos antibíblicos.

Ensinarem as altas normas de moral da Bíblia a pes- soas interessadas.

Dê você mesmo um excelente exemplo na atitude, na conduta e no falar, de modo que a congregação possa imitar a sua fé . (Heb . 13 :7)

Mostre as características de um homem espiritual ; não dê margem às práticas impuras do homem físico . (1 Cor . 2:

14,15)

Seu exemplo ajudará os irmãos a ter "a mente de Cristo" . (1 Cor . 2:16)

Tome a iniciativa de ajudar qualquer membro da congre- gação que dê um passo em falso ; faça o seu melhor para reajustá-lo. (Gál. 6:1)

Incentive o bom companheirismo; acautele os irmãos para que evitem más companhias, tanto dentro como fora da congregação . (1 Cor. 15 :33)

Todavia, não crie animosidade contra alguém fraco na congregação que está sendo ajudado.

Alguns talvez ainda não tenham suas faculdades mentais treinadas para distinguir o certo do errado. (Heb . 5:14)

Continue a vigiar sobre as suas almas, visto que prestará contas por eles também . (Heb . 13 :17)

Discirna a diferença entre uma pessoa fraca e uma iníqua .

Trate os irmãos como Jeová os trataria . (Efé. 5:1)

Forneça-lhes sempre orientações baseadas na Palavra de Deus ; evite dar suas próprias opiniões . (2 Tim . 4:2)

Seja justo, porém bondoso, em todos os seus tratos . (Miq .

6 :8)

Mostre humildade por demonstrar empatia, visto que você também e um mero humano feito de pó . (Sal. 103

13,14)

Aja como juiz qualificado. Mantenha o espírito do mundo fora da congregação .

(1 Cor. 2:12; Efé. 2:1, 2 )

Repreenda e reajuste transgressores . (Tico 1:9) Remova transgressores impenitentes . (1 Cor. 5 :7, 13 )

Apóie a justiça de Jeová

Os atos errados estão aumentando tanto em freqüência como em grau de depravação ; atos assim podem infiltras- se na congregação e afetá-la . (2 Tim . 3:1-5, 13 ; Judas 3, 4,

11-13)

As Escrituras indicam claramente que Jeová proíbe certa conduta entre o seu povo limpo ; os irmãos precisam apoiar as normas justas de Jeová relacionadas com o se- guinte:

Homicídio.

Certa medida de culpa resulta de dirigir sem cuidado, de desleixo na manutenção do automóvel ou de outra ação descuidada ou imprudente que cause ferimentos ou morte . (Veja Deuteronômio 22 :8 .) O pugilismo profissional pode ser encarado de modo

similar. (w81 1/12 p. 31)

Tentar suicidar-se pode ser o resultado de profundo desespe- ro ou de depressão intensa ; trate tal pessoa com cuidado e compaixão . Na maioria dos casos, não é necessário uma audiência judicativa . (Sal. 88 :3, 17, 18 ; Pro . 15 :13 ; Ecl . 7 :7;

g90 8/9 pp . 22-3 ; w90 15/3 pp . 26-30 ; w90 1/3 pp . 5-9; w84 1/2 pp . 3-11)

Má conduta sexual, incluindo adultério, fornicação e outras formas de `por-nefa ".

Impureza inclui tocar momentânea e intencionalmente os órgãos sexuais ou acariciar os seios . (1 Tes . 4 :7, 8 ; 1 Tim . 5 :

1,2)

Tal ato menor de impureza pode ser tratado à discrição de um ou dois anciãos; não exige uma audiência judicativa.

É necessário forte conselho, admoestação e assistência para ajudar a pessoa a manter uma conduta casta no futuro.

Se não for corrigida, tal conduta pode agravar-se e, pela repetição freqüente, tornar-se conduta desenfreada .

Conduta desenfreada é desrespeito chocante e flagrante pelas normas de moral de Jeová . (Gál . 5 :19 ; w83 15/9 p . 31 ; w74 1/5 pp. 286-7)

Talvez inclua a prática intencional de carícias apaixonadas ou acariciar os seios .

A natureza, as circunstâncias e a extensão real do que

ocorreu podem indicar conduta desenfreada, que exigiria ação judicativa.

Tais práticas podem levar facilmente apor-nei a.

"Por neía " envolve o uso imoral dos órgãos genitais de pelo menos um humano (quer de forma natural, quer perverti- da) e requer um parceiro na imoralidade - um humano de qualquer sexo ou um animal ; a participação voluntária implica em culpa e exige ação judicativa. Não se trata de toque casual dos órgãos sexuais entre pessoas, mas envolve a manipulação dos órgãos genitais . (w83 1/12 pp. 23-5 ; w83 15/9 pp . 30-1)

Inclui sexo oral e anal ou masturbação mútua entre pessoas não casadas entre si, homossexualismo, lesbianis- mo, fornicação, adultério, incesto e bestialidade . (Lev. 20 :10, 13, 15, 16 ; Rom . 1 :24, 26, 27, 32 ; 1 Cor. 6 :9, 10)

Abrange também abuso sexual de crianças, incluindo práticas que envolvam um catamito (menino mantido para fins de perversão sexual) . (Deus . 23 :17, 18, Bi . Ref ., notas .)

Vítimas de abuso sexual precisam ser tratadas com extrema consideração e bondade . Os anciãos devem sempre fazer o que for razoavelmente possível para proteger crianças de abusos adicionais ; sigam as orien- tações da Sociedade sobre tais assuntos. (g85 8/6 p. 17)

O abuso de si mesmo, ou masturbação, não constitui

"porneí,a , tampouco alguém que foi violentado é culpa-

do de pornefa . (w83 15/9 p . 30 ; w75 15/2 p . 128 ; it-2

pp

. 154-5 ; tp p . 144)

O

termo pornew enfatiza tanto a natureza lasciva da

conduta bem como se esta foi intencional e abrange todas as atividades sexuais ilícitas que caracterizam um bordel .

Não é necessário a cópula (como na penetração) para ~quee o ato constitua porneia, tampouco que se atinja o sexual.

Em casos duvidosos, a comissão judicativa tem a responsabilidade de pesar cuidadosamente as Escritu- ras e os fatos específicos do caso para determinar se está ou não envolvida pornôa .

Esta responsabilidade não deve ser encarada de modo leviano, especialmente quando está envolvi- da a liberdade bíblica para casar-se novamente . (Mal. 2:16a)

Apostasia.

Apostasia é afastamento, deserção, defecção, rebelião, aban- dono ; envolve o ensino de falsas doutrinas, o apoio ou a promoção da religião falsa e de seus feriados ou atividades ecumênicas . (Deus. 13 :13, 15 ; Jos. 22 :22, nota ; Atos 21 :21, nota ; 2 Cor . 6 :14, 15, 17, 18 ; 2 João 7, 9, 10 ; Rev . 18 :4)

Devem-se ajudar os que têm dúvidas sinceras, tratando-os com misericórdia. (Judas 22, 23 ; w83 1/3 pp. 20-1 ; w81 1/2 pp . 21-2)

A apostasia inclui ação tomada contra a verdadeira adoração de Jeová ou contra a ordem que ele estabeleceu entre o seu povo dedicado . (Jer. 17 :13; 23 :15 ; 28 :15, 16 ; 2 Tes . 2 :

9,10)

Pessoas que deliberadamente disseminam (apegando-se de forma obstinada e divulgando) ensinos contrários à verdade bíblica, conforme ensinada pelas Testemunhas de Jeová, são apóstatas.

Caso se venha a saber que uma pessoa tem-se associado com outras organizações religiosas, o assunto deve ser investigado e, se confirmado, deve-se formar uma comissão .

Se ficar claramente estabelecido que a pessoa ingressou em outra religião e pretende permanecer nela, os anciãos farão um breve anúncio à congregação, indicando que tal pessoa se dissociou. (w86 15/10 p. 31)

Trabalhar para uma organização religiosa falsa pode colocar alguém em posição similar a de quem prega doutrinas falsas .

(2 Cor. 6:14-16)

Celebrar um feriado da religião falsa é semelhante a prestar qualquer outro ato de adoração falsa. (Jer. 7:16-19)

A Bíblia condena o seguinte:

Causar divisões e promover seitas.

Trata-se de ação deliberada para quebrar a unidade da congregação ou minar a confiança dos irmãos no arranjo de Jeová .

Pode envolver ou levar à apostasia . (Rom . 16 :17, 18 ;

Tito 3:10, 11)

Prática do espiritismo . (Deus . 18:9-13 ; 1 Cor . 10 :21, 22 ;

Gál.5:20)

Idolatria. (1 Cor . 6 :9, 10; 10:14 )

Idolatria inclui a posse e o uso de imagens e quadros empregados na rgião falsa .

Embriaguez . (1 Cor . 5:11; 6:9, 10 ; it-1 p . 321) Roubo, ladroagem, fraude . (Lev . 6 :2, 4; 1 Cor . 6:9, 10 ; Efé. 4:28; it-2 p. 160)

Mentira intencional, maldosa; darfalso testemunho. (Pro. 6:

16, 19 ; Col . 3 :9; Rev . 22:15 ; ad pp. 1100-1 ; it, "Mentira") Injúria, calúnia . (Lev . 19:16; 1 Cor . 6:10; ad pp . 1595-6 ; it, "Tagarelice, Calúnia" ; it-2 pp . 397-8) Linguagem obscena. (Efé. 5:3-5; Col. 3:8)

Deixar de abster-se de sangue . (Gên . 9 :4 ; Atos 15 :20,

28,29)

Ganância -jogatina, extorsão . (1 Cor . 5:10, 11 ; 6 :10;

1 Tim . 3 :8; it-2 p . 179)

Recusa inflexível de fazer provisões materiais para a própria família - deixar esposa efãlbos passarem necessidades quan-

do se tem os meios de fazer-lbes provisões. (1 Tim . 5 :8; w88 1/11 pp . 22-3; km 11/73 p . 4 )

Atividades que não sejam neutras . (Isa. 2 :4; João 6 :15 ;

17:16)

Acessos de ira, violência. (Pro . 22 :24, 25 ; Mal . 2 :16 ; Gál .

5:20)

Uso de tabaco ou abuso de drogas viciadoras . (2 Cor . 7 :1 ; Mar . 15 :23 ; Rev . 21 :8, Bi . Ref., nota ; 22 :15, Bi . Ref ., nota)

Conduta desenfreada . Termo que não se restringe à imorali- dade sexual . (Gál . 5 :19, Bi . Ref., nota ; 2 Ped . 2 :7, Bi . Ref., nota ; w8315/9 p . 31 ; w741/5 pp . 286-7 ; it-1 p. 538)

RESUMO : Há vários graus de erro. Às vezes, pode ocorrer incidência em mais de um pecado, e deve-se discernir isto para determinar o ponto de vista bíblico sobre a conduta da pessoa . Em todos os casos, os anciãos devem pesar cuidado- samente cada situação ou circunstância. Precisam averiguar o que realmente aconteceu, a extensão e a natureza da conduta errada, a intenção e a motivação, bem como a freqüência ou a rática, e assim por diante . Ao avaliarem a conduta á luz Escrituras, é necessário que os anciãos tenham bom critério, razoabilidade e equilíbrio.

Seu Objetivo Deve Ser Ajudar a Pessoa

Desejamos ajudar as pessoas a permanecer no paraíso espiritual de Jeová .

Quando os anciãos são acessíveis e demonstram interesse genuíno no bem-estar espiritual da congregação, mantêm-se informados e alertas a quaisquer necessidades especiais da congregação.

Em alguns casos, a pessoa que pecou irá voluntariamente aos anciãos, buscando ajuda e confessando seu erro . (Pro. 28 :13)

Se a pessoa é culpada de grave erro, é sábio da parte dela que fale com um ou mais anciãos sobre o assunto . (Tia.

5:16)

Em caso de pecados crassos, deve-se formar uma comissão judicativa.

Em outros casos, alguém talvez acuse um membro da con- gregação . (1 Cor. 1 :11)

Se alguém sabe, com certeza, de um ato errado que poderia contaminar a congregação, tem a obrigação de relatar o assunto a fim de manter a congregação limpa. (Lev . 5 : 1 ; Núm . 15 :32-34 ; Pro . 29 :24)

Não se forma automaticamente uma comissão judicativa, mesmo quando uma pessoa é acusada de pecado grave .

Alguns casos podem ser cuidados pelo ancião que ouviu o relato . (Gál . 6 : 1)

Embora você talvez ache que seu conselho bastará para restabelecer a pessoa, é aconselhável que informe o assun- to ao superintendente presidente ; talvez haja outros fato- res envolvidos.

O problema pode ter surgido anteriormente, ou tal- vez ele saiba de outros atos errados relacionados que tenham ocorrido.

Alguns casos podem ser investigados por dois anciãos desig- nados pelo corpo de anciãos .

Há certos casos que o corpo de anciãos tem a responsabili- dade de investigar e, quando necessário, designar uma comissão judicativa para cuidar de:

Pecados crassos - quer resultem em má reputação para a congregação perante o público, quer de natureza mais parti- cular. (Rom . 2:21-24; 1 Cor. 5:1; 2 Cor. 7:11)

Qualquer pecado grave que represente uma ameaça evidente de contaminação da congregação. (1 Cor . 5 :6, 9-11 ; Gál. 5 :19-21 ; 1 Tim . 1 : 9, 10)

Quando um ancião ou um servo ministerial incorre em erro crasso, tem a obrigação moral de informar o corpo de anciãos de que se tornou repreensível .

Não estará qualificado para continuar no seu cargo desig- nado de serviço .

O mesmo também se dá no que se refere a um pioneiro que se envolva em pecado grave .

Anciãos, servos ministeriais e pioneiros devem ser irre- preensíveis e servir de consciência limpa . (1 Tim. 3:2, 8, 9 ; Tito 1 :6)

Menores batizados.

Quando um menor batizado fica envolvido num ato errado que ameaça a pureza da congregação, uma comissão designa- da deve reunir-se com ele assim como faria com qualquer outro membro da congregação .

Seria melhor que se reunissem com o menor na presença dos pais cristãos dele ; os pais têm a responsabilidade de cria-lo e treiná-lo.

Procure restabelecer a pessoa, se isto for possível . (Gál . 6 : 1, nota)

Se os esforços de restabelecê-la não lograrem êxito, a norma é a desassociação.

Quando menores são desassociados, os pais ainda são responsáveis por criá-los, treiná-los e ensiná-los, até mes- mo estudando com eles, se estes morarem com os pais .

(w88 15/11 p. 20)

Casais.

Se o transgressor for uma mulher casada, seria melhor reu- nir-se com ela na presença de seu marido crente .

Ele é o cabeça dela, e seus esforços de restabelecê-la e orientá-la podem ser muito úteis.

Se não houver reação positiva aos esforços de levá-lo ao arrependimento, o transgressor deve ser desassociado .

(w81 1/12 pp . 22-8)

A desassociação de um cônjuge não põe fim às obrigações maritais.

Publicadores não-batizados.

Publicadores não-batizados que se envolveram em sério ato de transgressão podem ser reajustados .

Dois anciãos falarão com o transgressor e determinarão a

ação a ser tomada. (w88 15/11 pp . 18-20)

Podem informá-lo de que não deve participar no ministé- rio público ou comentar nas reuniões, e talvez o restrin- jam de participar na Escola do Ministério Teocrático até fazer mais progresso espiritual. Se a transgressão for do conhecimento de muitos, e a pessoa estiver arrependida, a Comissão de Serviço da Congregação poderá providenciar um anúncio à congre- gação conforme segue : "Um assunto envolvendo [nome da pessoa] foi considerado, e ele(a) continua a servir como publicador(a) não-batizado(a) junto à congrega-

ção ." (w88 15/11 p . 18)

Quando o publicador não-batizado que transgrediu é menor, seus pais cristãos devem ser consultados para determinar o que estão fazendo para discipliná-lo . Talvez também seja necessário reunir-se com o jovem na presen- ça dos pais . No caso de publicadores não-batizados que continuam im- penitentemente na transgressão, apesar de todos os esforços de ajudá-los, pode-se fazer o seguinte anúncio : "[Nome da pessoa] não é mais publicador(a) das boas novas ." (w88

15/11 p. 19)

Seu alvo ao lidar com publicadores não-batizados, quer jovens, quer adultos, é ajudá-los . (1 Tes. 5:14)

Pessoas batizadas que não se têm associado por algum tempo .

Caso saiba de grave transgressão da parte de tal pessoa, o assunto deve ser averiguado, se representar uma ameaça à limpeza e ao bem-estar da congregação ou causar escândalo público. Considere o seguinte:

Ela ainda professa ser Testemunha? É, de modo geral, reconhecida como tal na congrega- ção e/ou na comunidade? Usufrui a pessoa certa medida de contato ou associa- ção com a congregação de modo que exista influência fermentadora ou corrompedora? Como os anciãos souberam do assunto? Está a pessoa disposta a reunir-se com uma comissão, reconhecendo assim que é responsável perante a con- gregação cristã?

UNIDADE 5 (a)

99

Dependendo do tempo de inatividade e dos outros fato- res sugeridos acima, os anciãos podem decidir deixar o assunto de lado por ora . Em tal caso, deve-se fazer um registro da conduta questionável da pessoa para o arquivo da congrega- ção, de modo que o que for anotado seja esclarecido quando a pessoa mostrar interesse em tornar-se nova- mente ativa. Se a conduta pecaminosa for do conhecimento apenas de membros crentes da família e não for tomada nenhuma ação congregacional em vista dos fatores delineados aci- ma, os parentes crentes provavelmente decidirão dimi- nuir acentuadamente o convívio familiar com tal pessoa, encarando-o como má companhia . (1 Cor. 15 :33) Se a pessoa ainda professa ser Testemunha e está disposta a reunir-se com a comissão judicativa, o assunto deve ser tratado do modo costumeiro . Porém, quando houver fatores tais como possibilidade de processo jurídico, é melhor consultar a Sociedade antes de prosseguir. (w87

1/9 p. 14)

Se houver pessoas que persistam em "andar desordeiramen- te ", em grave violação de princípios bíblicos bem-estabele- cidos, mas ainda assim não num grau que justifique uma ação judicativa, os membros da congregação podem "to-

mar nota" de tais . (2 Tes. 3 :6, 14, 15 ; w85 15/9 pp . 30-1 ; om pp . 150-1)

Contudo, isto se daria somente após terem sido ignorados

re etidos esfor.ços de dar conselho e admoestação bíblicos

a dos e, em muitos casos, depois de se proferir um

discurso de advertência à congregação . (w85 15/9 pp . 30-1 ;

w81 1/12 pp . 19-21)

Se a pessoa de uem se tomou nota continua no proceder errado, em desfio desavergonhado às normas cristãs, rejei-

tando obstinadamente o amoroso conselho bíblico, deve-se to-

mar uma ação judicativa, caso a situação se torne escandalosa conduta desenfreada.

Legitimidade da Desassociação

Ao fazerem decisões ou responderem a perguntas sobre repreensão judicativa, desassociação, dissociação ou read- missão, os anciãos devem ter certeza de que suas decisões

e respostas baseiem-se solidamente na Bíblia e estejam em harmonia com as mais recentes orientações da Sociedade . (Veja 1 Coríntios 4 :6 .)

Antes de iniciar uma audiência, os anciãos designados para servir na comissão judicativa devem recapitular as orienta- ções delineadas nas Unidades S (a), S (b) e 5 (c), bem como examinar textos bíblicos e referências pertinentes nas publi- cações da Sociedade .

Devem certificar-se também de proceder em harmonia

com as informações atuais publicadas em A Sentinela e nas

cartas da Sociedade .

Objetivos da desassociação :

Apóia o nome e as normas de justiça de Jeová . (Atos 15 :14 ; 1 Ped. 1 :14-16 ; compare isso com Isaías 52 :5 .)

Protege a pureza da congregação . (1 Cor . 5 :1-13; 2 Cor.

7:11)

Pode corrigir o transgressor impenitente, fazendo-o recobrar

o guizo . (2 Cor . 2 :6-8)

Implicações da Dissociação

Ao passo que a desassociação é uma ação tomada por uma comissão judicativa contra transgressores impenitentes, a dissociação é uma ação tomada por alguém que decide que não mais deseja ser uma das Testemunhas de Jeová . (1 João 2 :19)

A Palavra de Deus fala a respeito dos que renunciam o

caminho da verdade ; eles podem fazer isto quer por escrito, quer por ação. (w81 15/12 p. 19)

Se uma pessoa adota um proceder contrário à posição de neutralidade da congregação cristã, esta é obrigada a enca- rá-la como alguém que preferiu separar-se de nós . (Isa. 2 :4; João 15 : 17-19)

Deve-se fazer um breve anúncio para avisar a congregação de que esta pessoa, por escolha própria, não mais deseja ser Testemunha de Jeová . (A Sociedade deve ser notificada mediante os formulários S-77-T e S-79-1)

UNIDADE 5 (a)

101

Se uma pessoa batizada insiste em que não mais deseja ser parte da congregação e solicita que seu nome seja removi- do de todos os nossos registros, devemos atender o pedido .

Visto que ela tomou esta posição inflexível, incentive-a a assentar seu pedido por escrito.

Caso ela se recuse a fazer isto, mas declare resolutamente, perante testemunhas, sua decisão de dissociar-se e não mais ser conhecida como Testemunhaa de Jeová, podem-se solicitar às testemunhas de sua declaração que a assentem por escrito e a assinem.

Em todos os casos de dissociação, a evidência relacionada com o assunto será considerada por uma comissão .

Se a pessoa definitivamente renunciou sua posição como membro da congregação, os anciãos farão um breve anúncio da dissociação . (w86 15/10 p . 31)

Deve-se notificar a Sociedade mediante os form ulários S-77-T e 5-79-T.

Ela será encarada como alguém que se dissociou .

Não será necessário que a comissão continue a investiga- ção da alegada transgressão, se o acusado tornar conheci- da a decisão de dissociar-se . (w85 1/4 p . 32)

No entanto, a comissão preparará um resumo da(s) alega- da(s) ofensa(s) e da evidência dela(s) .

Isto será mantido junto com as informações acerca da dissociação.

Se a pessoa mais tarde solicitar readmissão, estes assuntos precisarão ser considerados com ela então.

Aqueles que se dissociam devem ser encarados e tratados da mesma maneira que os desassociados . (w85 15/7 pp .

31-2)

Se alguém dissociar-se e mais tarde desejar retornar à congre- gação, deverá solicitar uma audiência para ser readmitido, da mesma formaa que alguém que foi desassociado.

Conceito Correto Sobre Desassociados e Dissociados

Se alguém está tentando influenciar outros a adotarem um proceder antibíblico ou procura enganar outros, todos devem evitá-lo ; ele é descrito em 2 João 9-11 .

Aqueles que querem ter um bom relacionamento com Jeová esquivam-se de desassociados e de dissociados .

O conselho bíblico básico a respeito do conceito correto sobre os que foram expulsos da congregação acha-se delinea- do nas palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 5 :11-13.

João acautela-nos contra falar ou associar-nos com desasso- ciados ou dissociados para que não nos tornemos `partícipes das suas obras iníquas' . (2 João 11)

As diretrizes bíblicas e históricas sobre como encarar desassociados e dissociados encontram-se em A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, páginas 16-27 .

Precisamos ser especialmente cautelosos quanto a conta- tos com desassociados que apostataram e com os que persistem em sua conduta imoral . (Tico 3 :10, 11 ; 1 João

2:19)

Podem contaminar a congregação como gangrena . (2 Tim.

2 :16-18)

O princípio apresentado nas palavras de Jesus em Mateus 10 :34-38 tem relação com situações que envolvem paren- tes desassociados ou dissociados .

Podem surgir problemas especiais e difíceis em relação a reuniões sociais.

Os adoradores leais de Jeová desejarão aderir ao conselho inspirado, em 1 Coríntios 5 :11.

Normalmente, um parente íntimo não seria desassociado por associar-se com o desassociado, a menos que haja asso- ciação espiritual ou esforços para justificar ou desculpar o proceder errado.

Como devem ser feitos os preparativos do funeral de um desassociado:

Se o desassociado tiver dado evidência de arrependimento, a consciência de alguns irmãos talvez lhes permita proferir um discurso bíblico na casa funerária ou no cemitério . Porém, não se deve usar o Salão do Reino . (w81 15/12 p . 27 ; w77 1/12 pp . 731-2)

Se o falecido ainda advogava ensinos falsos ou conduta ímpia, não seria apropriado proferir tal discurso fúnebre . (2 João 9-11)

Lembre-se de que todas as dificuldades e provas relaciona- das geradas neste sentido são uma extensão da má condu- ta do desassociado .

Cooperação Entre as Congregações

Quando um caso em consideração requer a cooperação de duas ou mais congregações, não hesite em fornecer a ajuda necessária .

Se uma pessoa mudou-se para outra congregação, não crie discórdia por causa de jurisdição .

Possui os fatos? Pode cuidar do caso mais eficazmente?

Então talvez seja apropriado que aja sem demora .

Se a transgressão envolver pessoas que freqüentam dife- rentes congregações, recorra aos anciãos da(s) outra(s) congregação(ões) e tire proveito de suas observações .

As comissões judicativas podem entrevistar as pessoas sepa- rada e/ou conjuntamente, a fim de averiguar os fatos e esclarecer discrepâncias . (Pro . 18 :13, 17)

Caso se realize uma reunião conjunta, após essa, a comissão judicativa de cada congregação se separará e cuidará do(s) caso(s) do(s) membro(s) de sua própria congregação .

Boa comunicação e cooperação reduzirão incoerências na decisão tomada.

Não deixe que um assunto permaneça sem ser cuidado .

Manter Confidências

Não trate de assuntos particulares ou judicativos com membros de sua família, incluindo sua esposa, ou com outros que não estejam envolvidos . (w71 1/10 pp. 606-7)

Pense antes de falar .

Seja extremamente cuidadoso para não revelar inadvertida- mente informações particulares ao falar no telefone enquan- to outros estão escutando ou quando há pessoas por perto que poderiam ouvir a conversa .

As vezes, em casos judicativos complexos, talvez seja necessário o conselho de um ancião maduro e experiente de outra congregação ou do superintendente de circuito .

De modo geral, devem-se considerar os detalhes pertinentes, mas sem revelar os nomes envolvidos .

Entretanto, quando o ancião consultado é o superinten- dente de circuito ou quando as circunstâncias exigem que você contate a Sociedade, os nomes talvez sejam necessá- rios. (w87 1/9 pp . 12-15 ; km 11/77 p . 6 )

Seja cuidadoso em manter confidências. (Pro . 11 :13 ; 15 :22)

Sejam "Imitadores de Deus"

Jeová é o Deus da justiça ; ele é misericordioso, bondoso, amoroso e paciente . (Exo . 34 :6, 7 ; Sal . 37 :28)

Ao lidarem com os irmãos, imitem a Jeová em demonstrar tais qualidades e darão honra a ele, bem como serão uma bênção para os irmãos . (Efé . 5 : 1)

[página para anotações]

SEÇÃO 5 (b)

Participação

Numa Comissão Judicativa

"Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos,

tendes de julgar com justiça ." (Deus . 1 :16 )Julgar assuntos que afetam a vida das pessoas e sua relação com outros é séria responsabilidade. Os anciãos têm de ter um quadro razoavel- mente completo ao julgar um assunto, de forma que suas decisões não se baseiem em conhecimento parcial ou em im- pressões pessoais . Eles também precisam de sabedoria celestial a fim de aplicar corretamente a Palavra de Deus e de determinar até onde devem conceder misericórdia . (Pro . 28 :13 ; Tia . 2:13) Devem tratar a todos com imparcialidade, em todas as ocasiões, e desejar que o espiritualmente doente fique bom, visto que uma falha nesse sentido é injusta e viola a lei do amor . - 1 Tim . 5:21 ; Tia . 2:1-9 ;5 :14, 15 ; w77 1/9 pp . 530-6 .

Os Anciãos São Instrutores e Juízes

Como "Juiz de toda a terra", Jeová administra correção e disciplina paternal, sempre que necessário . (Gên . 18 :25 ; Heb . 12 :5, 6)

Ele tem suscitado anciãos para servir como conselheiros e juízes . (Isa. 1:26)

Por julgar com justiça, você pode fazer outros recuarem do proceder pecaminoso . (Pro . 14 :12 ; Jer. 10 :23, 24)

A Palavra de Deus é a base para a correção necessária . (2 Tim . 3:14-17)

A reponsabilidade dos anciãos envolve mais do que lidar com assuntos judicativos.

Você também tem de ensinar, tornando claro o que Deus requer.

Incentive a prestação de um serviço de toda a alma a Deus

e a obediência fiel aos seus princípios justos.

107

Como Aplicar o Conselho de Jesus ao Lidar com Certos Erros

Algumas acusações envolvem desentendimentos menores que devem ser tratados em base pessoal . (Mat . 5 :23, 24 ;

6 :12, 14 ; Efé. 4 :25-27)

Em Mateus 18:15-17, Jesus deu conselhos sobre como lidar com erros sérios que poderiam ser resolvidos em base

pessoal . (w81 15/12 pp . 13-16; om pp . 140-3)

conselho de Jesus tem que ver com pecados sérios, tais como fraude ou calúnia, cometidos diretamente contra al-

guém - pecados suficientemente graves para levar a pessoa

a ser expulsa da congregação .

A pessoa que acha que foi injustiçada dá o primeiro passo

para resolver o assunto ; os anciãos podem incentivá-la . a fazer isso . (Mat . 18:15)

segundo passo envolve levar um ou dois irmãos com ela para falar com a pessoa. (Mat . 18 :16)

Esses, de preferência, devem ser testemunhas da alegada transgressão ou então irmãos respeitados, usualmente an- ciãos, que possam examinar a evidência e oferecer conse- lhos para resolver o assunto.

Eles também passam a ser testemunhas da evidência apresentada na conversa.

A pessoa que acha que foi injustiçada dá o terceiro passo, levando o assunto à congregação, como último recurso .

(Mat . 18 :17)

os anciãos congregacionais não puderem chamar o trans- gressor à razão, ele deve ser tratado "como homem das nações e como cobrador de impostos" .

O transgressor impenitente é expulso (desassociado) da congregação.

A Comissão judicativa

Outros casos de séria transgressão requerem atenção espe- cial da parte dos anciãos a fim de determinar o que é

necessário fazer para ajudar o transgressor arrependido e preservar a saúde espiritual de todos na congregação .

Essesincluem pecados tais como adultério, fornicação, apos- tasia e embriaguez. (Veja a Seção 5 (a), páginas 92-6.)

Antes de formar uma comissão, os anciãos devem determi- nar se a acusação tem fundamento .

Deve ser uma ofensa biblicamente séria o bastante para resultar em desassociação .

Deve haver duas testemunhas ou a confissão da transgres- são.

Se não houver suficiente evidência para formar uma comissão, mas forem suscitadas sérias questões, dois an- ciãos podem ser designados para investigar o assunto.

Caso seja necessário uma comissão judicativa, os anciãos presentes no Salão do Reino devem determinar quais dentre eles servirão na comissão e qual deles será o presidente .

Os anciãos levarão em conta quais dentre eles são mais qualificados para cuidar do caso especo em questão .

(km 11/77 pp . 5-6)

Usualmente é melhor que os anciãos designados mais recentemente sirvam primeiro com os mais experien- tes.

Num caso complexo, a comissão judicativa não precisa estar limitada a três membros ; pode-se justificar ter qua- tro ou até cinco anciãos experientes atuando .

Mais de uma comissão judicativa pode atuar ao mesmo tempo numa congregação, dependendo dos casos que sur- iam.

Os anciãos chamados para cuidar dessa responsabilidade devem usar de sabedoria celestial, ter bom critério e ser imparciais. (Deut. 1:13, 16-18)

É necessário sólido conhecimento das justas leis e princípios de Jeová. (Sal. 19 :7-11)

Eles devem pesar os assuntos cuidadosamente, dando-se conta de que certos fatores tornam as situações diferentes umas das outras.

SEÇÃO 5 (b)

109

Em vez de procurar regras rígidas de orientação, os anciãos devem pensar em termos de princípios ; julgar cada caso pelos seus próprios méritos.

Antes de lidar com um caso judicativo, os anciãos devem recapitular cuidadosamente as Seções 5 (a), 5 (b) e 5 (c) .

Eles talvez também precisam pesquisar nas publicações e nas cartas recentes da Sociedade para encontrar informa- ções que sejam aplicáveis ou que sejam úteis .

Os anciãos podem estar certos de que com conhecimento exato, experiência e discernimento e a ajuda do espírito de Deus, podem julgar em justiça, sabedoria e misencordia .

Como Lidar com Casos Judicativos

Não envie à pessoa qualquer espécie de correspondência que a acuse diretamente de alguma trangressão específica .

É preferível que dois anciãos falem com a pessoa e convi- dem-na a reunir-se com a comissão judicativa.

Devem-se fazer arranjos apropriados quanto a hora e o lugar da audiência .

Declare qual foi supostamente a conduta da pessoa .

Se é necessário enviar um convite por escrito, você simples- mente deve declarar qual é a alegação a respeito da pessoa, a hora e o lugar da audiência e como a pessoa pode contatar o presidente se os arranjos forem inconvenientes para ela .

Se o acusado desejar trazer testemunhas que falem em seu favor no assunto em pauta, poderá fazê-lo .

Contudo, não se permitem observadores .

Não é permitido nenhum aparelho de gravação .

Se o acusado faltar repetidamente à audiência, a comissão dará seguimento à audiência, mas não tomará uma deci-

são até que sejam consideradas as evidências e o relato de testemunhas.

A comissão não deve tomar ação contra a pessoa a menos que a evidência torne isso claramente necessário .

Deixar de aparecer perante a comissão não é, em si mesmo, prova de culpa.

Que tipo de evidência é aceitável?

Deve haver duas ou três testemunhas oculares, não apenas pessoas repetindo o que ouviram ; nenhuma ação deve ser tomada se houver só uma testemunha . (Deut . 19 :15 ; João

8:17)

Confissão (admissão de transgressão), quer escrita ou oral, pode ser aceita como prova conclusiva sem outra evidência corroboradora. (Jos. 7:19)

Forte prova circunstancial, tal como gravidez ou evidência (atestada por pelo menos duas testemunhas) de que o acusa- do passou a noite toda na mesma casa com uma pessoa do sexo oposto (ou com alguém reconhecido como homosse- xual) sob circunstâncias impróprias, é aceitável.

testemunho de jovens pode ser considerado ; cabe aos anciãos determinar se o testemunho parece ser veraz .

testemunho de incrédulos também pode ser tomado em conta, mas deve ser cuidadosamente pesado.

houver duas ou três testemunhas do mesmo tipo de transgressão, mas cada uma for testemunha de um incidente diferente, o seu testemunho pode ser tomado em conta .

Tal evidência pode ser usada para estabelecer a culpa, mas é preferível ter duas testemunhas da mesma ocorrência que envolva a transgressão.

Julgamento com Justiça, Sabedoria e Misericórdia

Os anciãos devem mostrar sabedoria na forma de interro- gar e qualidades piedosas na maneira de julgar .

dar conselho ou tomar decisões, evite expressar opiniões ; certifique-se de julgar em justiça. (Deut . 1 :16, 17)

Faça perguntas pertinentes e discretas para isolar as questões principais e determinar como ou por que se desenvolveu o problema.

Perguntas esquadrinhadoras não devem entrar em porme- nores desnecessários, especialmente com relação à má conduta sexual, a menos que isso sejaabsolutamente neces- sário para determinar, por exemplo, se o erro incorre em por-nef a.

Os anciãos precisam tratar o acusado bondosa e respeito- samente, nunca duramente. (w89 15/9 p. 19)

Busque a sabedoria divina para ajudá-lo a relacionar as leis da Bíblia às questões suscitadas ou às acusações em considera- ção . (Tia . 1 :5; 3 :17, 18)

Exerça misericórdia em questões de julgamento, não apenas por mostrar compaixão na decisão, mas também por expres- sar bondosa consideração e compaixão em seus esforços tanto de levar os transgressores ao arrependimento como de curar e restaurar os arrependidos . (Rom. 2 :4; Tia. 5 :14-16 ; Judas 22, 23

Nos casos em que fica estabelecido que se cometeu real- mente um pecado sério, a comissão judicativa deve levar em conta fatores tais como :

Há evidência de que a pessoa anelou as coisas erradas ou brincou com o perigo? Ou sucumbiu momentaneamente à fraqueza? (Tia . 4 : 1)

Estava ciente da gravidade de seu pecado? (Gál . 6 : 1)

Foi admoestada de que tal proceder a estava colocando em perigo? (1 Tes . 5 :14)

Quais foram as circunstâncias que levaram à transgressão?

Existem fatores atenuantes, tais como desordem emocio- nal ou mental, ou a pessoa ter sido vítima de algum tipo de abuso no passado, que devem ser levados em conta?

Foi uma única incidência, ou foi cometida mais de uma vez?

Foi a confissão voluntária, ou a pessoa teve de ser acusada por outros antes de confessar?

Foi sua relutância em falar mais devido a forte vergonha do que a falta de arrependimento?

Acima de tudo, mostrou verdadeiro arrependimento e mani- festou desejo sincero de evitar a repetição do erro?

Muito embora o transgressor seja culpado de séria ofensa, os anciãos da comissão judicativa apercebem-se de que seu objetivo é, sempre que possível, recuperar os que caíram num proceder errado. (Judas 23)

Se ele os escutar, demonstrando verdadeiro arrependimento, pode ser que se possa conservá-lo como irmão e assim evitar que seja desassociado . (Pro . 19 :20 ; compare isso com

Mateus 18 :15-17 .)

Nem a gravidade do erro nem a má publicidade determi- nam em última instância se a pessoa deve ser desassocia- da ; em vez disso, o fator determinante é o arrependimento sincero, ou a ausência dele, da parte da pessoa .

Alguns manifestam arrependimento logo após pecarem por darem imediatamente os passos para confessar ; outros mani- festam arrependimento mais tarde, até mesmo na reunião com a comissão judicativa. (w83 1/4 pp . 31-2)