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o ANUÁRI O D A GRANDE MÃE

Nosso

mundo

es t á

pres e nc i ando ,

atua lmen t e , um novo d es perta r da Deu sa ,

resg atando

f

ca da v ez ma i s o in te r e sse nos a n t i gos c ul tos

da Deusa , l eva n do u m n ú me ro c ada v e z

maior de ho m e n s e d e mulhe r es a c riarem

a sacra li dad e

d o pr in c íp io

c res c eu

e m i nino.

Nas ú ltim a s d éc adas ,

e

a pa r t i c i pa rem de r i t u a i s e de fe s tas ,

re

v ere nc i a n do o s aspectos e os a t r i butos

da Gra n de Mãe e m s ua s v id as c otidianas .

o ANVÁR10 DA GRANDE MÃE

P

a r a

todos

aque l e s

int er essados

no

r ess u r g i m en to

do Sag r ado ' F emi ni no ,

o

GV1A 1'RÁ T1CODE R1TVA1S 1'ARA CELEBRARA DEVSA

An

u á rio

r ep r e s e n t a

val i oso mater i a l

de

con sult a , amp l a m e nte fartamente i l us tr ado.

d o c um e n ta do

e

No f o rm ato de um c alendári o a n u a l

de

celebrações

informações sobre S abbats , Esb at s e su a s corres p ondê n c i a s a stro l ógic a s ,

co memor açõ es lun a res espec i ais , t odos os

" M i sté r ios do Sangue ", as T rez e Matri arca s ,

ritua i s e invocaç õe s da T rí p l i ce

M a nif e sta çã o

comp l e t o í ndice alfabé tic o co m m a i s de 6 0 0

de us as , seus a tri bu t os e sua s ce l ebrações .

Base a do

na s viv ên cia s da

gráfica e fund ame nt a d o

a ut ora em grupo s de mul h eres no Bras il ,

Inglaterra , Malt a , Ir l a n d a , G réc ia , F ranç a e

E stados

comp l eto

perm a n e n te , o An u ário traz , a l ém

para cada dia do ano , mú ltipl as

da Deusa , me di t a ç ões e um

em e xten sa

p esq u i sa

b i bl i o -

Unido s , o A nuár i o é um estudo

sob re

a Deu s a

e suas c ele -

b raç õ e s e m vár i as tr adi ç ões , ofer e cendo práticas para o dia - a - dia.

M1REllA FAVR

© Mir e lla F aur , 1 99 9

2 ª E d iç ã o , 2 0 0 1

Diretor Editorial

] EFFE R SON L . A L VES

Diretor de Marketing

R

I C H A R D A . A L VES

Consuuoria Editaria!

H E LOIS A G A L V E S

Assistente EditO/ial

R OSA LI NA SI Q U E IR A

Gerente de Produção

f L AV I O S AMUE L

Capa

PR O J E T O G R Á FI C O D E W E LD E R R O DRIG UES B O N F I M ,

B

ASE A D O N O QUA DR O ' ' A M A E D O M U N D O" ,

D E M IR E L L A

F AU R , 1 9 82

 

Revisão

 

D

A NÚZ I A C OU TI N H O

 

R

O M I NA FAU R C A P P A RELLI

 
 

Editoração Eletrônica

 
 

R

OM I NA F AU R C A PP A RE L L I

 
 

S

AN DR A T O RR ES D I A S

Dados In ternac i ona i s

de Ca t a l ogação

n a P ubl icaç ã o

(CIP)

(Câmara Brasilei r a

do L i v r o,

S P , Brasi l )

Faur, Mirella

O A n u á ri o d a Gr a nd e M ã e : gui a pr áti c o d e r it u a is p ar a ce lebr a r a D eusa /

Mi r e ll a F au r . - 2" e d. - São P a u l o: G a i a, 2 001 .

Bib l i o g r af i a.

 

I

S B N 8 5 - 8 5 3 51 - 74 -8

1 . D eu sas 2. Oculti s m o

3. R e li g i ão

da D e u sa

4. R itu a i s .

r. Tí t ul o

99

- 26 1 6

C D- 29 1 . 1 4

 

Índi ces

para ca t á l ogo

s i s temáti c o

1 . D eu sa G r a nd e

M ã e:

R e li g i ã o c o mp a r a d a

291 . 1 4

2 . G r a nd e

M ãe D e u sa

: R e l i g i ã o compa r a d a

29 1 . 1 4

q Direito s Reservados Editora Gaia Ltda .

( Ur n a di v i s ã o d a G l o b a l E dito r a e Di s t r i bu id o r a

R

u a P i ra pitin gúi, l 1 1 - A

- Libe rd a d e

Ltda. )

 

CE P 01 5 0 8- 0 2 0

- S ã o P a u l o - S P

T

e ! . : ( 1 1) 32 77 - 799 9

- Fa x . : ( 1 1 ) 3 2 77 - 8 1 4 1

E - mai l : g aia @ d ia l d a t a . c om. b r

Co l a b o r e c o m a pr o du ção

ci en t í f i c a e cu l tu r a ! .

Pr o ibi d a a r e p ro du ç ã o

to t a l o u p a rci a l d e s t a o b r a s e m a a u t o ri zação

NU D E C A T Á L OG O :

2133

do e d i t o r .

De dic o este trabal h o à Grande Mãe e a se u s re f l exos mult i c o l or i dos e mul t i facetados , b r ilh a nd o e t er n a m en t e na essê nci a d as m u lh eres e n a anima do s h o m e n s.

I I

II[~D

~------------------------------------------~~

Asr a~ccimcl1tos

São m u itas as mulh e res qu e c o nt r ibuír a m para este tra balh o ,

a s s im c o m o a l g un s h o m e n s .

Min h a p rof u nda g r a tidão a todas as escrit o r a s, pesq u isa d o ras,

a nt ro p ó l o gas, a r q u eó l o ga s, s acerd o tis as, profetisas, mag as, x amã s e

in ic i ada s qu e tri lh aram

c o l oca n d o os frut os d e se u s trabalh os ao a l ca nc e d e t o d os que bu s c a m

r esga t a r a c o n exão com a Gr ande Mãe.

Ag r a d e ço ta mb é m às M estr as c o m quem ti ve o priv ilég i o d e

e irm ã da

o r g a ni za ç ão int e r n acion a l "Fe llows h ip o f I s i s", R ae B eth - s ac e rd o tisa,

, cri t ora e c o n s e lh e i ra , Deme tra G e o r ge - e scri t o r a e astró lo ga , Ar dwin Drea m wa l ker, Broo k e M e d icin e Eagl e , Sand ra I~ g erman e C hristina

P r a t t - m estr a s xam ãs, Rach e l Po llack e Mary G r ee r - tarólo ga s e

Ir a b a l h a r: L a d y O l i v i a R o berts on

a sen d a d a Deusa

ao l o n go do s t e mpos,

- fundadora ,

m es tra

.

s cr ito ras. E st as m u l h ere s muito me e n s in ar am, a jud a nd o - me

em minha

p

r ó pri a tr a nsf o rmação e n a r e a l izaç ão de minha missão e sp i ritu a l .

A Josin a Roncis va lle e a M árcia M attos a gra d eço o empenh o, a

l i d i cação e o esforço para a pub l icaçã o d a ag enda "O Di á rio

M ãe" , d e 1 996 e 1 99 7 e d os '' A l manaq u es M á g ico s", d e 1 99 7 e 1998.

d a Grand e

A Sa nd ra Tor r e s D i as , e xpresso mi nh a g ratidão p or ter dado

co nti nuid ade ao A nu ár i o qua n do o Diário não p ô d e ter prosseg u imento.

-

A m i n h a f i l h a Rom i na, m e u s afetu osos agrad e cimen t os por te r

o nti nu a d o , com es m ero , o tra b a l ho d e revisão e e dito ra ção e l etr ô nica .

g r a deço a D a nú z ia , Rita e Shei l a p e l o tra b a lho d e di g ita ç ã o e r ev isão d e

1 . x t os . S o u t a mbém

j o rn a da s xa m â n i c as, g rup os de e s tud o e c e leb rações p e l o ince ntivo,

d as reuniões ,

g

r ata às mulh e r es p a rticip a nt es

,

II io e v i v ê nci a

comunit ár i a d os en s in a m e nto s da D e u sa .

A

P a u l o Co e lh o a g r a deç o a s u ges t ã o d e tr a n s f or m a r a age nd a

(

' 1 1 1 li v ro, acr e ditando n o va l o r de meu tr a b a lho.

E at last, but not least, meu pr o fund o re c o nh e cim e nt o e gratid ão

I

ti C l a udi o, meu c o m pan h e i r o n e sta e e m o utras v id as , cujo bom - s e ns o ,

I IIJ

p a ci ê nci a, c o l a b ora ç ão e c o mpr ee n são,

co

em mui to

d e m inha m issão

n tr ibuír a m

p ara a rea lização

DO

I

O espi r i t u a l n esta en c ar n ação .

O

Asr a~CCimcl1tos~a SCSl - tl1~aE~ição

Ag r adeço a t o d as as mulh eres q u e o u vira m o c h am a d o d a G r a nd e Mãe n o pul sar dos se u s c orações e q ue a bri ra m s u as m e n tes p ara c o n hece r ou re l em br ar e p ra t i c a r as s u as antigas c e l e b r a ções d esc r itas n e s te l ivro. Como s uas f il has, i r m a n adas p e l os e l os d a noss a

a n ces tr a l i d a d e, p o der emo s assi m t o rn a r c a d a d ia u m a o p or t u nid a d e p ara

c o m e m ora r,

or ar e a g r a d e ce r p e l o s d o n s d a n o s s a essê nci a f e mi n in a .

Sl - tmÁrio

Apresentação

 

x i

Introdução

 

"

xv

O Mandamento da Deusa

 

xx

C

APÍTULO I

C ELE BR A ÇÕ E S P A l '\l C U L TU R A I S D I Á R I As

 

1

J

ane i r o

 

3

Fe v er e iro

3 1

M

a rço

55

A

b r i l

7 9

M a i o

101

Junh o

1 2 7

J ulh o

1 51

Agosto

 

1 75

S e tem br o

20 1

O

u t ubro

229

No ve mbro

 

25 7

D

e ze mbro

283

 

C

A PÍTULO 11

A R o D A DOANO E OS S AB B A T S

 

315

O M it o d a R od a do A n o

3 1 7

S a mh a in

 

320

Yule o u A lban A rt h u an

 

322

Imb olc , Can dl emas ou Oi m e l c

324

O sta r a, E o star o u A l b a n E il i r

B

L

Lu g hn as sadh o u Lamm as Ma b o n ou A lb a n E l fed

e l tane i th a o u A l b a n He fl i n

C AP ÍT U LO III

/I. MI S T E RIOS A I NF LUÊ NC I A D A L UA SOBR E A H UMANID A D E

I

C A P ÍTUL O I V

EFEI TO D AS F A SES

L U NA R ES EM OSS A S VID AS

R

e c o m e nd ações p a ra si nt o ni za r -s e com as e ner g i as d as f a ses l un a r es

C A P ÍTULO V

I \ S f i ACES D A D EUSA L uNA

I

I

ID

O

Como c e l ebr a r e co nt a t ar as tr ês f a c es d a D e u s a Lun a Ritu a l p a r a a D o n z el a

R

R it u a l pa ra a An ci ã

i tu a lpa raaMãe

3 5 4 3 54 3 5 5

35 6

327

329

33 1

3 33

335

339

3 4 5 3 4 8

35 1

11

CAPÍT UL O VI

O

s ESBA T S

35 9

 

Pl en i lúnio em C â n cer

3 6 1

P

l e n i l ú ni o e m Le ão

3 6 3

P

l e ni l únio e m Vir ge m

3 65

Pl e ni l ú ni o e m L ibr a

366

Pl e ni l únio e m E scorp i ã o

36 8

Pl en i lúnio e m Sag i t á r io

370

Pl e n i lú nio e m Ca pri có r n i o

3 7 2

Pl

e ni l únio e m A qu á rio

37 3

Pl

e ni lú nio e m P eixes

375

Pl

en ilú nio e m Á r i es

377

Pl

e n i lúnio e m T o ur o

3 7 9

P

l en il ú nio e m Gê m eos

381

CAPÍT U LO VII

As L UASE SP E CI A I S

 

38 3

 

A Lu a A z u l d a A b und â nc i a

38 3

A Lu a R o s a d o s D e s ejos

38 5

A L u a Negr a d a Tr a n sm u taç ã o

38 6

A Lu a V i o l e t a da R e fl exã o

387

A

L u a Vermel h a d a Me n s truaç ã o

 

388

Os E cl ip ses

 

39 0

 

CAPÍTULO VIII

 

Os MIST É R I O S D O S AN G U E E A C U R A EMOC I ONA L D A M UL HE R

393

 

Ce

lebração d o P r imeir o San g u e

3 95

Ce

r i m ô n ia p a r a r econ s a g r ar o v ent r e

 

397

C

e lebraçã o d o Ú l t i mo S an g u e

 

3 99

 

CAPÍTULO IX

 

A

L E D A D AS T R EZE M A TRI A RC AS

4 0 1

Meditação p ara e n tra r e m co nt a to c o m a Ma t ria r ca d e q u al q u e r l un açã o

403

 

CAPÍTULO X

 

CO NS ID E R AÇ Õ ESS OBR EA LT A RE SE R IT UA IS

 

405

 

Co

m o c r i ar um a l t a r

4 05

C

o mo rea l i z ar um r i t u a l

 

407

 

CAPÍTULO X I

 

R

I T U AL PA R A " P UXAR" A EN E R G I A D A L UA

"

4 0 9

 

M

e dit a ç ão par a c o nt a t a r s u a D eu s a interior .

412

 

C

A PÍ TULO X II

C

LASS IFI CAÇÃOD AS D EUSAS C O N F O RM E SEUS A T IUB U T OS

 

41 5

C A P ÍTULO XIII

O D

Í N DI CE A L FA B É TI CO D E D EUSAS E D EUSES E AS D A T AS D AS

SUASCE L EB R AÇÕES

4 2 3

5 9

O Bibliografia

4

O

o

D

Al' rc s c l1 tação

o D O

D u r a n te muito tempo, revere nci e i e c e l e b re i a Deusa c o m o uma pratic a nt e so l i tá ri a . Mes m o a n tes d e to m ar c o nh ec i me nt o e f aze r co n tato c o m o m o v im e nt o in ter n acio n a l do " R ess u rg im e nt o do

S a grado F em i n i no ", minha a l m a b u sc ava pr ee nc h er a s lac un a s e a

a u sê nci a d o a rqu é tip o d a Deu sa n os c a minh os es piri t u a i s que tr i lh e i.

Nas ci na Tr a n s i l vâ n i a , e m uma r e gi ão m o ntan h os a da

R o m ê ni a, rica e m fo l c l o re , t radi ções e cr e n ça s. V i v i minh a infância

c o m o um a c r ian ça se n s í v e l , in t ro ve r t id a e so l it á r ia , c e rc a d a pel a n a tur eza

e a c o mp a nh a d a p o r c o nt os d e f a d a, g n o m os , du e nd es, d e u ses e a nj o s . Mi nh a úni c a d ive r são era dese nh ar e l er . Se mp re li mui to e d es d e mui to j o vem intere sse i - me por mit o l og i a ( e s la va, g rec o - l at in a e n ór d i ca ),

c renç a s popu l a re s, l e n d a s, hist ó ria s s o br e natur a i s e "s up ers ti ç õ es " . Inf el iz m e n t e , dur a nte os a n os de col ég i o e un i v ersidad e, m i nh a vo ca ç ão míst i ca fo i interrompi d a p e la o r d e m s oc i al e po l ítica d e u m p a í s

m a terial is t a, o nde a reli g i ão er a con s ider a da " o ó pio do p ovo" .

Ao ch eg a r no B rasil , e n co n trei n ã o apen a s um p a í s que me

ofer e ceu abri go, tr a b a lho , s e g urança , lib e r d a de e re a l i zação p ess o a l , mas

ta mb é m u ma pátr i a espir i tua l. S e nt i - me atr a í d a e ab s orv id a p e l o

c a l d eirão d e corre n t e s, crença s, s e ita s , grupo s e o r ga n i za ç õ e s r e li giosas e

e s p ir i tua li s ta s , fer v i l h a n d o n o terreno f érti l da mi s ci ge n aç ão racia l bras i le i r a .

Durant e mui tos a n os, p a rticip e i d e vá rio s g rup os, tr a b a l h os e ca m in h o s esotérico s. C omo s em p r e, continua va l e nd o muito,

p r o cur a n d o c o mp r e e nd e r e ass im i l a r e ss e no vo uni ve r so que se

de scort i na v a p e rante meu s o l h o s. D e d i que i - me a o e studo d a A strol og ia, ru n as , orá cu l os e tar o t e nqu a nt o freqüent ava c e ntr os umbandi s ta s, p ír ita s, uf o ló gi c os, c a b a li s t as e un i ve r s ali s t as , e ntr e outro s.

P o r m ais q u e e ncontr as s e re s po s tas m e tafí s i c as e s o lu çõ es I r á ti cas, a l go a ind a me f a lta va. S e ntia um a di s p ari d a d e p r of und a n o s

c o nc e i to s c os m o l óg ic os d essas d o ut r i na s . A Mãe era santa, m a s n ã o di vi n a, n ão se co nh e ci a m Avatares D f e min i n os, p reva l e ci a m os Or i x ás e m estres O

x i

O

D

D

D

D

D

mascul i nos, a m u lher não p od ia al c an ç ar o s m e s m os

gr aus i n iciáti cos al ca n ça d o s pe l o h o m e m

de v i d o s ua n ão tinh a

p a r t i c i p a r

D in sta b i l i d a d e

ca? acid a d e p ara ~ar p o r f a lt ar- lh e "voz d e c o m a nd o" o u v i são l óg ica,

d e r i tu a i s

alem d e so f rer var r as restr i ções,

quando m e n s tr u a da p o r est a r " com o c o rp o s u jo " e e n c o ntra r -se su j eita

a "vampiri z ações" .

e

m o c i o n a l

e h or m o n a l ,

c o m o n ão p o d e r

A p esar de qu estio n ar

e concor d ar

o

si stema p atriarcal s ocia l e e c o n ô m i co, co m a a u s ê n c ia do S a g rad o Feminino

eu não pod i a ac e itar como comp l e m ~ n tação

Ma s c uli . n o. Aqui l o qu e para os or i e n ta i s era t ã o fácil de compree nd er-

p or

americanos, co m o conceit o da cr i açã o co n j u nta do Pa i C éu e da M ãe

T

Parec i a m e smo

h av i ~

na Mãe Criadora e n utr id ora

dado ori gem aos fi l hos e a toda a n at u reza.

de vista

m inh a a lma .

Duran t e uma cr i se prof und a, fiz um a peregri n ação aos lu ga r e s sagra d os

rac i o n al, histórico e mi t o l ógico, to c aram p rof und a m en t e

n e cessária e p o l ari d ad e p erman e nte do S a g rad o

d o Yin / Yang

o u para os p o v o ~ n ati v o s norte -

e mulhere s

e r a mu ito

difíci l de ace i tar .

m

e io d a manda l a,

erra -

para certos homens

uma b l asfêm i a o u h eresia pen s ar na Deu s a al ém do D e u s

qu e, ju nt a m e n te

co m o Pai Gerador,

alé m de fazere m s entido

do p o n to

. E . sses . conceitos ,

d

a Grã - Bretan ha

e l á , n o c a minh o

pr ocess i o n a l

d e T or e n o Poço

S

a grad o d e G l asto n b u ry,

o u vi a voz d a Deu sa

e

respon d e nd o

a m inhas dú vi d as e a n gús ti as.

ecoa nd o e m me u cora c ão '

Foi e n tão

que parei m in h a

b u s ca esp i rit u a l

e m u dei

meu

caminho esotér i co, d edica n do - o à De u sa. A s pa l avras de Dio n For t u ne

pa s saram a ser meu lema:

"E a ti , q u e buscas me conhe c er ,

de nad a te serv i rão sem o con h ec im ento

eu d i g o : tua b usca e t e u an s e i o d o mistério de qu e, s e aq u i l o o

D

D

p r o t ege n do, e nt a nt o,

f or t a l ece n do, e u n ão pod i a

gu i a n do e n utr in do.

ainda "de i ta r

no co l o

No

da

D

D

D

Deusa" e co n te m p l ar

a n at u reza

ao me u redor . A

D

De u sa,

ao se reve l a r den t ro

de mim, t raçou- m e

um a n ova direção

a

seg ui r: um t ra b a lh o

r

pude ss em ma nifestá- l o

pe sso al, c o l eti v a e p l a n e tária .

ce n t r a d o n as mul heres,

esp i r itu a l n ovame nt e

p erdido

p a r a que e l as p ud es s e m

três milên i o s

e d a cur a

ec u pe r ar

se u p o d er

n os últ imos

n o mund o ,

em b e n e fíci o

Fo i as s i m que i ni c i e i r euni ões

d

e mu l h e r es

n os p l e nilúnio s,

pr opo r c i o n a nd o o ambie nt e, as inf or maç õ es e o s e lement o s qu e

pe r m i tis se m

o

pa ssei a rea l izar j or n a da s xa m â nic as,

a si nt o ni a co m a f o r ç a

sozi nh a,

m á gi ca d a L u a. A o in v é s d e c e lebrar

bem como e c e l e braç õ es

s Sa bb a t s

co mec ei a d iv u l g á-l os

public a m e nte ,

ritos de pa ssa g e m

e s p e ciai s,

Co m o co n se qü ê n c i a d e ssas

at i v i dades

a s erv i ço d a De usa e e m

benefício das mu l heres,

f u i so l i cit a d a a e sc r e v er u . :m a agenda f e minina .

S

u rgiu a s sim , em 1996 , a prim e ira ed i çã o do D i ár i o da G rande

M ãe e e m

1

99 7 a segunda . F o i um tra balh o

pioneir o ,

ex au st i v o

e s ofrid o devid o às

d

ificul da d es mate r i a i s encontradas. O esf o r ç o

de J osina Ro ncisva l le em

pu

Oc ul tas , f oi um gesto de fé , coragem e dedicação . Infe li zm e nte,

b l i car

o Diári o , u sa n do

s ua energia , seus meios e sua l i v raria F orças

a fal t a de

u m a g r áfic a própri a ,

as d i f i cu l dades

e obs t ácu l os na d i stribu i ção

e a

a u s ênc i a d e reto r no fina n ce i ro , imped i r am

que se desse continuidade

à

p u b l icação da age n da . Para não desperd i çar o vasto material

b

dur a nte um a c o n v er s a inf or m a l

um traba l ho at é entã o ef ê m ero e perecí ve l , transform a nd o

liv r o , ou s e j a, o Diário em A nuári o . P o r s er um liv r o de con s ult a , b a seado

e e x au stiv a pesquis a,

e m e x ten sa bib l i og rafi a

i b l i og rá f ico

e x istente,

decidi c o locar

em pr á tic a

uma su g e s tão

feita

com Pau l o C o e lh o: torn ar p er manente

o enf o qu e

a ag enda em

pri n cipal do

que pr o cur a s n ã o encontrares

d e ntro de ti me s mo , jamais o enc o nt r ará s

A

nu ár io

é na s datas e n as ca rac te r í st ic as

d as anti gas c el ebr açõe s

d a s

fo

r a de t i. Poi s , vê, s e mpr e estive

c o nti g o - des de o começ o - e so u aq u i l o

De

u sa s ,

na s

vá ria s

cu l tur as

e t r adi ções

d o mund o .

Port a nto,

as

o

que se al cança a l ém do dese j o".

i

n f o rma çõ e s so br e ritu a i s s ã o s ucin t a s, serv ind o apena s c o mo uma

A De usa e stava dentro de mim , c o m o e s tá em toda p ar te, p o i s

l a é o To d o e n ós so m os pa r te d e l a.

E

D D

Não p rec i sava

m ais p ro cur ar

po i s,

ao

enco nt rá- I a,

D

se n t i

S u a pr esença

m e ilumin a nd o,

xii

D

D

D

i e nt açã o ge r a l , c o mp e tindo

or

s uges t ões e en r iqu e c er

I J

D

ex p eriên cia. imp or t a n te

Mes m o

as

os d e t a lh es por m e i o d e sua p rópria v i são o u

a c a da l eitor a o tr a balh o

p ar ti c ip a nd o

d e c ompletar

é

se u

D

de gr u pos,

D

c a d a mulh er fazer, indi v idu a lm e nt e,

D tra b a lh o

es pi r i t u a l .

O po d er mág i co e a ex p a n são

da D

xiii

consciê n c i a são atri b u tos pessoa i s gue não podem se r D

trans f eridos

m es tr e, a g u e m c ompe t e

A tu a lm e nt e, e m vá ri a s p ar t es do mund o, inúm e r as mu l h e r es

o

por " osmose"

' p or u m dir i g en t e ou

O

ap e n as a o ri e nt aç ã o e o a p o i o.

s ão " pr a t i cant es

al g um as, é u m a v i vê nci a e s piritu a l fru s trante , p or n ã o terem c o m guem

comp a rtil h ar e a gu e m rec o rrer e m m o me n t o s d e dú v i da ou m esmo ter o

di s c ernim e nto par a ava l ia r os e rr os e a cert os. A c o ne xão p or m e i o d a

eg r é g ora d as c e l e br a ç õ e s do di a c o m as irm ãs d e o utr os lu ga r es, dim i nui

a se n s açã o d e i so l a m e n t o

comun i d a de e s piritu a l d a D e u sa .

os e l os co m a

s o lit á ri a s", se j a p or o p çã o , se j a p o r n e c essida d e . Pa ra

e so lid ão,

r e f orça nd o

A gu e le s gu e vi erem a utili za r o A nu ár i o c o mo gu i a c o tid ia no ,

f o c a l i zand o a e n e r g i a e m um o b j e ti v o pred e t e rm i n a do e cri a nd o u m a disciplina i nter i o r, p o derão s e b e ne f ic i ar com um a ma i or ex pan são d e

s u a p e rcepção p s íg uica, d e s u a cr i a t iv id a de e d e seu crescim ento p e ssoa l .

O s g rup o s gue s e r eúnem nos plenilúnio s - Es b a ts - e n o s fe s ti v ai s -

S a bb a t s - , cert a m e nte s erão fa vo recidos pelas inf o rmaç õ e s c o n t id as no

A nu á ri o, poi s f o r a m a mp l am e nt e te s t a d a s e a pro v ad as e m meus

pr ó pri os rituais : tud o o gue n e l e é d es crito e en s in a d o é frut o d e minh a

p

det a lh e i o s procedimentos ritu a lí s t i c os, m as os iten s assin a l a d os e a s

r ó pr ia ex peri ê nci a e estudo . D ev id o à e x i g üid a de de esp aço, n ão

o

r i e nt a ç õ e s resumida s sã o s u f i cientes para f o rnecer a estrut u r a d o ritual,

p

od e nd o ser acre s centa d os det a l h e s o u f eita s mod i fi c açõe s e m f un ção

d

a s po ss i bilid a d es m a t e ria i s o u d ispon ibil i d a d e s e ner g ét i cas d o g r u po.

N o Brasi l , o re s s u rgim e nt o da Deusa e s t á se af i rm a ndo a os

pouc os .

conh e c i mento e se int e r e s sa m p e l as A nti gas Tr a diç ões, p e l a W icca,

p e l os ar gu é tip os d as Deu s as e p e l o f ort a lecim ento es pi r itu al d a mulhe r

se m , n o

p aterna li s t as o u p a tr ia r ca i s .

o f ere c er um vast o mat e ri al hi s t ór ic o e

C a d a v e z m a is mu l h e r es ,

d e t o d as

as id a d es, t o mam

e nt a n to, se d e i xa rem e ngu a dr ar ou li m it ar p e l os c on c eitos

Co m a int e nç ão d e

mit o l óg i c o, ponh o à di s posiç ão d as m ul h e r es e h o mens gu e bu s cam

um a co n exão com a D e u sa , es t e comp ê ndi o

d e ce l e b rações g u e

O

D

O

r econh ece e h o nra, a c a d a d i a, um dos asp e ct os Grand e Mãe, revere nci a d os h á mui to t e mp o, p or

t o d o o mund o.

d

a

D

O

O

x i v

O D O

';4 M ã e das Canções ) a mãe de toda a nossa

semente) gerou a todos nós no início. Ela é a mãe de todas as raças dos homens e a mãe de todas as tribos. Ela é a mãe do trovão) a mãe dos rios) a mãe das árvores e de todas as coisas. Ela é a mãe das cançõese das danças. Ela é a mãe do mundo e de todas as velhas irmãs pedras. Ela é a mãe dosfrutos da terra

e a mãe de tudo o que existe e a mãe de toda a Via Láctea

que temos. Ela) só ela) é a mãe de todas as coisas.:"

Ela é a mãe dos animais) a única Ela é a mãe da chuva) a única

Canção dos índ i os Cagab a, Col ô mbia

Erich N euman,

A Grande M ãe, p . 81

A p ós sécu l o s de o strac i smo e es guecim ento, a Grand e M ãe

está v o l t a nd o . N a v erdade, ela se m pre es tev e ag u i , c o m o a a lma do nosso

p l a n e t a , a sa b e doria o cult a d o n oss o e u i nter i or, a chama d o n o s so co ração. Fo m os nó s gu e n os d istanciam os d e l a, ren ega ndo-a e ne g and o a pre s en ça d o Sag rad o Fe minino em n ossas v id a s .

d a c r i ação e a unid a d e d a

v i d a , p ois e l a é i m ane n te , e l a ex i s t e e reside e m tod os os se r es e e m t odo o

é intr í n sec a à fo rc a d a vi d a, aos c icl os d a n a ture za e aos

u ni v e rso e l a

A G r a nd e Mãe re p r e se nt a a t otalid a de

,

,

pro c essos d e c r i ação. A es crit o r a e mil ita nt e fe min ist a Sta rh awk, e m se u

li v ro ''A d a n ça c ós mic a d as feiticeiras", r es ume esse c o nce i to d e f o rma

mag i s tr a l : ''A s i mb o l og ia d a De u sa n ão é u ma es trutu ra p a r a l e l a a o

s

I

im b o l i s m o d o D e u s P a i . A D e u s a n ão reg e o mund o. E l a é o mund o .

D O

l

D

O

Manif est a d a

p er c e bid a i n ter i or m e nt e

s u a m a n ífica di versid a d e" . Esse co n ceit o d a O

e m c a da um d e n ó s, E l a p o d e se r

p o r c a d a ind iv ídu o, e m tod a

xv

im a n ê nci a e p e rm a n ê nc i a d a D e u sa f o i repr e s e ntad o

p o r s e us ma i s a n ti g os s ím bo l os: a Terra , a L u a, o S o l,

o ovo có s mic o , o ur ó b o ro ( a se rp e nt e m o rdend o s ua c a uda ) , a es pi ra l e o l abirint o .

O primeir o co nceit o so bre a d i v ind a de fo i e x p r es s o por nos s o s

a n ce s tr a is n a f o rm a da Grande M ã e ger a dora , nutridor a e s u s tentad o ra

de to d os os seres , rece b en d o-os d e vo lt a em se u ve nt re a p ós s u a morte

p a r a t r azê - l os n ov a m ente à vi d a. A p esar da a usên c i a d e re g istros e scrito s, as i m pre s s i ona n te s escultu ra s, g ra v ações e r u ína s p a leolítica s , co mpr ova m a cos m o l ogia ce nt ra d a n a mu l he r co m o or i gem e fo r ça d a

v id a. Seus atr i b u tos de fert il i d a d e e abundân c ia permaneceram na s

estatuetas de d eus a s g r á v id a s ou d ando à lu z e n as i númeras deu s as com característ i c a s zo o m órf i cas, m ost r an d o s u a re l a ção c om to d os os seres, se u s fi l hos de cri a ç ã o.

A De u s a f oi a s up rema d i v ind a d e d o n osso p lanet a d u ran t e

c e rca d e 30 . 000 a n os, revere nci a d a e c o nh e cid a

m ani f estações e nomes , conform e os lugares e perío d os de seu s cultos.

S u as mú l t i p l as qu a l id a de s e f un çõ e s f ora m de scr it as e m to da s as

cu lt u ras, or i g in a nd o as l e n das e os m i tos que m os t r a m u ma d i vers i da d e

d e de usas q ue, cont ud o, e ra m as p e c tos d e u m a só d i v in dade : a G r an d e

Mãe. D a Euro p a à Á fri ca, d o Al as c a à P a t agô n ia, d o Ja p ão à A u s tr á li a , os

p o v os a nti gos revere n ciaram a Deusa como a própria Terra , a Lu a , as

es t r e l as e os o c e an o s, a Se nh ora d a Vi d a e d a Mor t e, do a m or e d os nascimentos, d a b e l eza e d as artes, d a a g ri cul tura e da v id a s e l va g e m . As socied a de s centradas n o culto da Deu sa er a m matrif o cais e p a cíficas,

b a sea d as n o r es p eito à t e r ra , à mul he r e às cr i a n ças, v i ve nd o d e a c or d o com os cic l os d a n a t ur e za .

P orém , com a muda n ça das socie d a d es agrí c o l as e matr i fo c a i s para as c i vi l izações tecnológ i cas e patr i arca i s, a De u sa p assou a s e r consorte, filha o u c o ncubin a d os deuse s tr az ido s p e l o s p ovos g u e rreiros

e co n quistadores. O m u n d o tor n ou - se dif erent e , p e rde u - se o e qui líbr i o das polar i d a des , o femi n ino foi sub ju g ad o e dom in ado , o m a s c u l ino

pa ss ou a pr e v a l e c e r p e l os pr óx imo s qu a tro mil a n os, le va nd o a c o nc e ito s

u a li st as, à cisão da humanidade e ao d e s e qu i l íbr i o d o p l aneta. O

d

sob inúmeras

O

D

D

E m

n oss a

.

S O CI e d a de atu a l , a va nç a da

O t e cn o l o gic a m e nte m as de s pr o vid a d a pr e sen ç a d o O

xvi

o D O

Di v in o F eminin o, p o d e m os c o mpr ovar, c a da vez mai s, o deseq u ilibri o human o (f ísic o, mental,

e m o c io n a l e esp iritu a l ), ev idenci a d o n a p o lui ção, d eg r a daç ão e de s truiç ã o do planet a , g erand o, a ssim , um a cresc e n te n e ce ss idade d e nut r ir e se r nutrid o, d e amar e se r amad o , d e e n contrar a p az int e ri or e c r i a r h a rm o ni a a se u red o r. Ne st e m o ment o cr í tic o de nosso p l aneta, re s sur g e a fi g ura poderosa e amorosa d a Grande Mãe para

n o s ajudar a encontrar o s meio s p a ra resta u rar S u a cr i ação e resta b e l e c er

o equilíbri o , a p a z e a h a rm o n i a ind i v idua l , g loba l e planetária .

A " vo l t a " d a Grande Mãe foi favor e cida p e l o m o vime n to

femini s ta , p e l o d e spert a r da c o nsci ê ncia e co l óg ic a, pel as no v as teorias

científica s q u e vê em a Terra co m o u m " t o d o v i vo " (a h i pótese G a i a), p elas novas des c obertas e reava li ações arq u e o l ógicas e ant r opo l ógicas, p e l o r eav i va r d as a nti g a s tradiç ões xa m â nic as , p e la nece s sid a de dos r i t u a i s , p e l o retorno da Astro l ogia e dos orácu l os e p e lo s urgimento da p sicoterapia, d a s te r a p ias n a t u r a is e alter n ativas

O cam i n h o par a encontra r a Grande M ãe em uma d e s u as

múltipl as mani fes t a ç ões - s ej a co m o a toda a bra n ge n te Mãe Terra, seja

como u m a d as numeros a s D e u sas e x istentes em várias mito l ogias e

tra di ções - é d i fe r e nt e das o ut ras se nd as e s pi r itu a i s p ra t i cad as n o mund o

a tu a l . Não ex i s t e m o r ga ni zações

s acerdó c io org a n iza d o . Pa r a vis l umbrar ou en c ontrar a Gran de Mãe, p re ci sa m os ape n as a b r i r n ossas m e n tes, descar t ar os pre co nc ei to s e os con d i c i o n a m en t o s só c i o- cul t u ra i s e criar -lh e u m es p aço sagra d o, em nosso c or a ção e em noss a v i d a .

O b servar as im agens das De u sas, l er sobre s u as l endas e mit os, d es c obrir e pr a ti c ar ritu a is, s ã o a penas a l g umas da s maneiras d e trazer de

v o l ta, para nossa memór i a e consc i ência , o a nt i g o po d er e va l or d o

Di v i n o Femi nin o. Este é, n a ver d ade , o c aminho para o f or t a l ecime n to d a mulher , f az endo- a s entir-se m a i s confiante e s e g ura, encontrando

m o ti vo de orgu l ho, rea li zação e p oder em s u a essênc i a fe m inina .

Também os homen s p o derão ser in c entiv a dos a descobrir, pe rceb e r , re ve l ar e ex pand i r sua anima , s e u l a d o s ensív e l e emotiv o, c o mp l et a ndo, as sim, su a p e rsona l idad e e abr i n d o n ovas p o rt as de c o munic a ç ão e c o l a b or a ção c o m s uas parc e Ir as .

ou t e mp l os f o rm a i s, n ão h á d og m as o u

xvii

D

r a nd e

o

 

Ao res t a b e l e c er

o p o n t o

d e equilibri o

n a O

b a l a n ça

d as p o l a r i d a de s

fem i nin a

e m as culin a,

p o d e r e m os

c e l e br a r

e n os a l eg rar c o m o ret or n o

da

Mãe, n ão co m o um s ub s titut o

p

D

O

O

G

c o n so rt e, s u a c o mp l emen t a ção

p a ra o De u s P ai, m as c o m o s ua

à união d os o p os t os

er f e it a, l eva nd o

para a c r i a ç ão

d e um mund o

d e p az, a m o r e h ar m o nia.

Esse

é o

verd ade i ro

s i gn i ficado do " Hieros

G amo s" ,

o casame n to

s ag rado

qu e

cr

i a a u n id a d e,

conci li a as d i f erenças,

a p ara

as are s tas ,

a s

p

o l a ri da d es

d o Pa i Céu à Mãe

i nt eg ra para um

Ter r a, gerando um M u ndo N o v o

n

ovo s e r hu mano .

Na d i vu l gação d essa n ova menta l i d a d e , promo t ora da s onha d a

"

s ocie d a d e

d e par c er i a",

as mul heres

do

mu ndo

todo

estão

I

II

de

se m pe nh ando

um p ap e l f u n d ame nt a l .

 

In ú m eros

li v ros

e textos f oram escr itos

nas ú l tima s déca d a s,

resgatando in form aç õ es

e a br ind o

espaço para a De u s a na arq u e o l ogia,

a

ntro p o l og i a,

sociologia, t eo lo gia, p s i co l og i a ,

cu ra o u n as arte s v i s u a i s ,

p

o r m ei o d e pin t u ras, escu ltur as, f il mes, p oemas , ro m a n ces, d ra m as,

d

a n ças e ca n ções.

A Deu s a est á cad a vez mais p rese nte n a v id a das m ulh eres,

qu e

a

c o mem o r a m

e m vár i os p aíses, n as c id a d es o u n os ca mp os, v e n e r a nd o

e d anças. Ao a si mes m as .

A De u sa e stá pr ese nt e e m t od a p ar t e e e m tu do, n as m o nt a nh as o u n as

rel

suas múltiplas f ac e s e m a nif esta çõ e s

c om rit u a i s , ca n tos

em b rar

e c e l e br ar a Deu sa, as m ulher es est ão ce l e br a nd o

onda s do m a r, n a c a nç ão d a c hu v a o u n o so p ro d o v e nt o, n a a bund â ncia

d

a t erra o u no b rilho d o lu ar, na b ele z a d as f l ores o u d as pedras , nas cores

d

o arco- í r i s

ou nos movimentos

d os a n imais.

E l a está cono s co

nas

a l egrias d a v id a, n o r i so das cr i anças, nas l ágrimas de dor o u no mi sté rio da m orte. Ao ressu rgir d a b r u ma dos tem p os, a Deusa nos estende suas

mãos

d e luz, a p on t ando

novos caminhos para rea l i z armos nosso s

sonhos

e visões e mostrando-nos,

em se u esp e lh o

má g ico , no s sa

v erdade i ra

b e l eza, força e sacra l i d ade .

Ver u m ref l e x o d a Deusa

de

mai s t a n g ível

em c a da di a o u pr o curar

suas faces é trazer a p r ópria De u s a para no s sa

c riar um

rit u al para honrar uma

v

O

i d a , tornand o- a

D

O

ima

e imant a nd o n ossa essê ncia e e x ist ê ncia

a n t i

as

e

p o r me i o d os m i t os

c u l t ur as

e

t ra di

ões, O

D

O

co m s u as qu a l i d a d e s e p oss ibilid a d es. Co nh e c e nd o

v i ve nci a nd o se u l eg ad o, p assa d o

e

e n s

da s

xviii

D

o reforça m os

os l aços q u e nos un em, ind e p e ndent e

d e O

raça,

p a í s ,

c r edo,

cor,

se x o,

prof i ssão

ou

t e mp e rame nt o.

Somos

to d os

se u s fi l h os, i r m ãos

e

c r i a r emos

um gran d e

c ír c ul o de lu z, int e rlig ad o

d o a m o r transce nd e nt e,

c o n e ct a d os

D

O

pe l a

O

irm ãs de s u a criação e, ao un ir m os n ossas m e nt es e corações p o r meio d e

suas c e l e br ações,

v

Ma i o r co m N o ss a M ã e.

ib ração l um i n osa

p e l o A m o r

Par a tornar a p r e s ença

da D eusa ma i s rea l e acessível em nossa

v

ida c o t i d i an a , of e r e cemo s esta coletâ n e a de informações

e orie n tações

s

o b r e s u as c e l e braç õ e s anti g a s , seus dias sagrados, se u s inúmeros nomes

e atributo s, bem c o m o s u g est ões pa r a ri t u ai s contemporâneos .

xix

o

o

D

o D o

Eu, qu e so u a b e l eza d o ve rd e sob re a T erra , d a L u a b ra nc a entr e as estre l as, d o mi s t ér i o d as ág u as e d o d esejo n o coração d os hom e n s, f a l o à t u a a l ma: de s p e rt a e ve m a mim , p ois, so u Eu a a l ma d a pr ó pr ia n at ur eza , qu e d á a v id a a o uni verso.

D e mim n as c e r a m t o d as as c o i sas e a mim , tudo r e t oma.

A nte meu r os t o , v enerad o p e l o s Deuse s e p e los homen s, d e i x a

tua e ssê ncia se fundir e m êxtase a o infinito.

Pa r a m e ser v ire s, abra t e u c o r ação à a l eg ri a, pois , vê : t o d o ato de a m or e prazer é um ri t u a l par a mim.

C ulti v e e m t ua alm a a b e l eza

e a f o r ça, o p o d e r e a

compr e en sã o, a h o nr a e a hum i ld a d e, a a le g ri a e o r espe i to .

E a ti , que bu s c as me conhecer, eu di go: tu a busca e teu a n seio

de n a da te servirã o se m o conh e cim e nto do mi s t é rio de que se aquilo o qu e pr o curas não e ncontrares dentr o d e ti me s m o, j a mai s o enc o ntrarás

- desde o c o meço - e so u a quilo

fora de ti . Pois, v ê , se mpre estive c o nti g o o qu e se a lcança a l é m do desejo.

o

D o

C ompi l ado por Dore e n Val i e nt e

Cal'ltlt 10 1

Celebrações l'al1cMltMrais "iárias

Há sé cul os q u e a hum a nid a d e ve m assin a l a nd o c o m ritu a i s se us

aco ntecim e nt os, tant o a qu e l es d e maior r e levâ ncia, envo l ve nd o to d o um g rupo cultu ra l , quant o os cotidian os, r ea lizados a penas em pequenas

c munidad es. S eu obj e ti vo era mant e r a c o e sã o ne ss e s grupos , reunind o as

p e ssoa s re g ul a rmente p ara ati vi dad es tra dicionai s e cel e br aç ões reli giosas .

Es t as data s f est i vas foram p e rp e tuad as ao l o n g o d os t e mpo s,

p . r m a n e c e nd o a té n ossos di as na fo rma de tradiç õ e s f o l c l ó rica s, cr e nç as e upe rst ições. Os p ovos a nt ig o s consid e r ava m cad a di a um a op o rtun i d a de

( I - fes te jar um e v ent o, c e lebr a r a l g um a c o ntecime nt o o u

, I )r a dec e r às di v ind a d es p e l a pr ó pria v id a . Cad a vez que um gr upo de p essoas rep e tia uma me s m a ação, c o m um mesmo o bjetivo, reforça va - se a ( ' g r égo r a d essa intenç ão . M esmo e m n o sso mund o t e cnológic o , n ã o se p od e i g n o r a r a força d es t as tradiç ões, c os tumes e mitos, manif e sta das ( () 1 110c e l e b raçõ es anti gas e rituais m ág icos.

A re c o nqu is t a d esse leg ad o es piritu a l de n ossos a nce s tra i s e s ua .nlnptaçâo ao n osso c o tidian o, são a p e n as a l g um as da s inúme ra s I u n t ribu i ç ô es tr az id as c o m o re ss u rgim e nt o d o Sagra d o F eminin o. P o r

I IInL a m i l ê n ios, f o i a d e u sa a figu r a pre d o m i n a nt e nas m a i s d iver sas

I I l i ri - es, em vá ri as p ar t es d o mund o; n essas cult u ras, c a d a di a d o a n o e ra

11 11\li a d e c e l e br a r a D e u sa o u uma d e s u as inúmeras manife s t a ç ões . A s

1111h\1c res, p o r ser em filh as da D e u sa, e r a m enc a r rega d as d e l e mbra r às

1I I II 11 1 1u dad ese s ta s d a t as e de pr e p a r a r su a s c e l e b raçõe s . Co nf o rme a

I 1 I II u r ae o p e rí o d o hi s t órico, difer e nt es n o m e s d es i g n avam ca d a um d es t es

III !'I ' - tipos, e mb ora fosse m t o d os as p ectos d a Gra nd e Mãe . E fo i assim

simpl es m e nte

q u e s u rg i ra m mi lh ares de d eusas, t o d as a p e n as i n terp r etações d os m es m os a t r i b ut os , carac t er í st ic as d e um a ú nica De u sa . A subs ti t u i c ã o d os ca l endá r i os lu n a r es p e l os so l a r e s , a s u b j u gação e a n i q u il ~ção d as socie d a d es m a tr i f o c a i s, a qu e i ma d os reg i s t ros es c r i tos e a pe r seg ui ção d as fi l h as d a De u sa - f osse m c o m o s acerd ot i sas e p ro f e t isas , fosse m c o m o cu r and e i r a s, x a m ãs, m agas o u me str a s - , so m br e a ra m e destruíra m u m a gra nd e p a rt e de ss e ace r vo c ul t u r a l e e sp i r itu a l d a hum a nid a d e. M es m o a ss im , a f orç a d o fem i n in o

res i st iu : e x t e n sos e s tud os e p esq ui sas, fe it o s p o r a n tro p ó l o g a s , so ci ó l o g as

e hi s tori a d oras , r esga t aram , d a no it e d o s te mp o s, inf o r maç õ e s sob r e

milh ares d e d e u sas d a s c ul t ur as e u ro p é i a s , a s i át i ca s, p o li nés i a s , a f ric a n a s ,

n o r te e s ul - a m er ic ana s. E a D e u sa v o l to u a ser l e mb ra d a e c e l e b ra d a . As tr ad i ç ões,

fes ti v a i s e rit u a i s s e mpre pert e n cera m à s mulh ere s e , ag ora , s ã o e l as que , n o v a m e n t e , es t ão p r at icand o a an tiga A r te. V e r um a d as m an if es t a ç ões d a

D eu s a ce l e b ra r um de se u s a tribut os o u dedica r -lh e u m ritu a l , s ã o al g uma s

d a s man ei r as e nc o n tra d as p e la s mulh eres c o nt e mpo râ n e a s d e t or nar a

pre senç a da D eu sa r e a l , pr óxí m a e per manent e . C om e m orar a G rand e Mã e so b t o d os se u s n o m es , cri a d os e perp e tuad os n a s vár ia s cultura s e idi o m a s , r ef orç a os l aços e ntr e as pessoa s, fa z endo-n os s entir , n o coraçã o, o s i g ni f ic a do da irmand a d e , J á que so mo s tod os irm ãos , filhos da Deu sa, part es int er li g ada s d o Todo .

2

)al1ciro

o pr i m e i ro m ês do at u a l ca l endár i o gregoria n o f oi no m eado

e m h o m en ag em a o ca sa l di v in o Ja n u s e Ja n a, o u D i a n u s e Di an a, an t ig a s

d

dos co m e ços

a Lua, Ja nu s e J a n a e ra m os prim ei ro s in v o c ados n a s c er i m ô n i a s , n o s

i t u a i s e n as b ê nç ãos d e q u a l que r a tivid a d e. Co m a che g ada d o s l at in os,

l es for a m s ub st i tuíd os p e l o ca sa l di v i n o de su a p ró pri a t r a d i ção , J úpit er

r

i vi ndade s p ré - l a t in a s, t u t e l a res d os pr i n c í p i os , d a s p ortas e en t r adas e

d e qua l q u er aç ão ou e m pr ee n d im e n t o. Gove r n and o o So l e

Ju n o. A in d a ass im , o cu l t o a J a n u s p er m a ne c eu , se n d o s u a b ênção

n e ce s s á r i a p a r a q u a l q u e r e m p r ee nd i m e nt o a ut or i zado p or Júp i t e r .

J a n u s e ra co n s i d e r ado o de u s do So l e do d i a, o g u ard i ão do

A rco Ce l es t e e de to d a s a s p or t a s e entr a d as, i nvent o r d as le i s civ i s , das

e ri m ô n ias r e l i g i osas e d a c unh a g em d as m oed as, q u e re p re se nta v am-no o r no um d e u s c o m d oi s r os t os , um v irado para o passad o e out ro pa ra o ru tu r o . O s a tribut os d e J a n a f o r a m ass umi do s p or uma das ma nif es t açõ e s da d eus a Jun o , r e p rese n ta da c omo u ma deu s a d u pla,

A n te v ort a ( qu e olh a v a p ara t r á s e l em bra v a o pa ssa d o ) e Pos t vorta ( q ue

o

Janeir o cont é m , em s i , a se m e nt e d e t od os os p ote n c iai s d o nov o ano, m a s t a mb é m g u a rd a os e l e m e nt os , as l iç õ es e os resí duo s d o ano que

() p r e c e d eu . Por i ss o , é u m per í od o a d eq u a d o par a n os li v ra rmo s d o ve lh o

l ha v a para fr e n te e d e tinh a o p o d er da pr o f e cia ).

,

d o ultr apas s a d o em n os s a s v i d a s e o c u p açõ es diári as, p re p ara n do

pl

a nos e p ro j e t os

p a r a no v a s co nq u i s t a s, mu d ança s e r e a li z a ções.

D e aco r d o co m a tra d i ç ã o e a c ultu r a d e c a da po v o , es t e m ês é

 

-

o nhe cid o s ob v ár i os o u tro s n o m e s. N o c a l e nd á r i o s a gra d o druíd i co,

I

L l eu s a l e tras d o alfa b et o Og ham e á r v ore s c o rr e sp o n d e n t es, é o m ê s d o

ú

l a m o, d a l etra F e a r n e s e u l em a é " f aze r es co l h as, bu s cand o pr oteçã o e

o

rie n t a ç ã o es pi r i t u a l " . A p e d ra s a g ra d a é a gra n a d a e a s d e u sas re ge nt e s

s

n

o as No r n e s, J a n a, In a nn a , A nu n i t, Fr i gga, Sar a s v at i , K ore, Pe l e ,

M r r i ga n , Car m e nt a e P ax .

I I

r

I

D

J á n a tra d i ç ão dos p ovos n a t ivos, são vár i as

as d e n o min ações, co m o Lua d o Lo b o, Lua d a Neve, D

o L u a F r ia, Lua Cas t a e Mês d a Q u i e t u d e .

O

3

O

Os países nórdicos e celtas c e lebr ava m ne s te D

o

m ê s as N o mes - as três De u sas d o Destino - , a deusa

tríplice

g u erra - e Frigga - a d e u sa p a dr oe ir a do amor e d os casamen t os.

Morrigan - se n hora da v id a, d a morte e d a

O

Na Í n dia come m o r ava - se Sa r asva t i, a d e u sa d os ri os, d a s ar t es e

do s escr it os, com ~s f es t iva is Be sa nt Pan ch a mi e Ma k ara S ank ra nt i.

Na ant iga S um é ri a, ce l e b rava-se a d e u sa do a m or e d a

f e r ti l ida d e In a nn a e a d e u sa l un a r A n u n i t .

Sek hm et a de u sa so l ar c o m c ara de l eoa e Hat h or, a d e u sa lun a r

a

d o r nada co m ch ifres de va c a, eram c e l ebradas no Egito. A Grande Mãe

e

ra honrada em suas represe n tações como a es l a v a a n c i ã B aba Ya g a e a

cri a d o r a afri c a n a Mawu .

Vá ri as come m ora ç ões gregas e r o m a n as h o m e n ageava m as deus as Ko r e , J u stiti a, Ca rme n ta, A th e na , Pa x, Ce r es, C ib e l e e Ga i a.

N o Orient e, rev ere n ci ava m - se os anc est ra i s, as di v ind a d es da

bo

a sor t e, d o l ar e d a r ique z a , in vo c a nd o s u as b ê n çãos par a o Ano Nov o

e

re a li zand o vár i os r itua i s p a r a a fu ge nt a r as e n erg i as m a l é fic as e os

azares.

A p esar d as d i f ere nç as geográf ic as, cl imáticas, m ito l ógi c as e

S O Cl alS,t o d as a s a n t i gas cul t u ras ti n ha m c e r i m ô n ias espec íf ic as p a r a fech a r um v elho cicl o e ce l ebr a r o i n ício d e o ut ro. Me s m o q ue n ossa

c u ltur a e realid a d e se jam c o mpl e t a ment e dif e ren t e s e est e ja m

d i st a nci a da s no t e mp o e no esp aço, n oss a m e m ória a ncest ra l g u a rd a o s

reg i s tr os d e ssas c e l e b raçõe s d e n ossos a ntep a s sad os e de no ssas pr ó pria s

v id as p assa d as. P or i sso, p o dem os usa r e ssas inf or m açõ e s e l e mbr a n ç a s

do s ant i gos r it u a i s e c os t u m es p ara i mp r i m ir e p romov er m ud a n ças n o

n osso s ubc o n s ciente, m ate ri a l izando-a s d e p ois n o n osso mu nd o rea l .

Po d emos usar , d e uma o u tr a forma m a is moderna e pessoal, a

a n ti g a sab e doria ancestral, d edic a ndo o mês de Janeiro à " reno v ação d a

t erra" de nossa rea li dade materia l , reco lh endo-nos e c o n templan d o a

c o l hei t a no a n o q ue p assou, p repara nd o as sementes p ara o s novos

pl anos e pro j e t os.

o D

O

4

Al10 Novo

é um a c e lebração

univer s al, fe stejada n as mai s v ar i adas formas

em várias cu l t u ras e tr a di ç õ es.

o A no No v o

É a data

ma i s

s i gnificativa

do

ca l e ndá r i o, um a r ee n cenação d a cr i ação d o mund o, uma rege ne ração rit u a l ístic a. O temp o é a b o lid o e re c omeçado, assim co m o fo i n o início d a criaç ã o . A renovação ind i vid u a l a companha a do ano , permitindo u m novo co m eço, virando a págin a, u m I re n únc i o de que aquilo q ue co m eça bem, a c aba bem. Para gara n t i r o s ucesso e a ab und ânc i a , a nt i ga m en t e eram f eitos ritu a i s e i nvocações às d i v ind a d es, p ur if ic a nd o - s e e ex pul sa nd o o m a l , p ois este m omen to er a pr o pí c i o às int er fe rê nc ias das forças negativas e às a tu ações de sere s m a l i g no s e d e f a ntasm as.

Seg undo o h ist or i a do r e escr ito r M i rcea E l iade , os r itu ais

e s s e nci a i s p ara ma r c ar o fi m de um c i c l o e o iníci o

m a r c ados p or pu ri f i c ações, pur gações, co n f i ssão de erros, ex pu lsão de d . m ó n ios e e x or ci s m o das fo r ças n egativas. Os f ogos d os templ os e d as ra as er am a p aga d os, p ara ser em n ova men te a c esos em ritua i s . E r a m feitas pr o ci ssões c o m m ásc aras e o ferend as p a r a o s an c es t rais, cujos es pí r itos e r a m recebid os, a l i ment a d os, f es tej ad os e d e po i s ac o mp a nh a d os d e vo l ta a , u as m o r a d as n os cemi tér i os, lag o s o u m o nt a n h as. Co mbates e ntre f o r ç as I i p os t as - o b e m e o m a l , o ve lh o e o n ovo - eram e nc e n a d os . Os f es t e j o s e r a m b a ru l h e nt os, co m s in os , tambo res e f ogos de ar tif ícios, par a a f asta r os I ' -sí d u o s d o a n o que passo u e rit os d e fert i l id a d e era m re a l i za d os p ara I ' ,I b r ar as p romessas d o a n o q u e c omeçava .

de um n ovo, eram

Depen d en d o do p a ís, o início do A n o Novo po d e variar, sen d o

. l cte rm i n a do

t -rtas con s t e l ações,

o l s t í c ios ) , por ce rt o s aco nt e c imentos na t u r a i s c ícl icos ( e nc h e n tes d os

110 , iní c i o d a s c h u vas ou das co lh e i tas ) o u p e l as épocas p ro p íci a s p ara a I , I a o u a p e s c a .

p e lo c alend á rio u sa d o ( l unar o u solar ) , pe l a p os i ção d e

p

e l as m ud a n ças

d as estaç õ es ( e qu i n ócios

ou

No a nti go Egito, o i ní c io d o a n o er a m arca d o p e l as inund ações d o

d a

Hi o Ni l o, e n qua n to que, n a B a b i l ô n ia, a festa d a co l heita era o m omen to

I 1 .insição entre o v e l ho e o no v o ano . Na Grécia e na Roma anti g a, as dat a s

5

e r a m va ri áve i s a t é 153 a.c . , quand o 1 0 d e J a n e ir o f o i d ec l a rad o o c o m eço

do a n o c i v il . N a C hi na, a d a t a e r a e a ind a é m óv e l , e m

fun çã o d a fa se d a L ua .

d a

p ri m avera, m a rc a d o p e l a e ntr a d a d o So l n o s i g n o d e Á rie s , data mantida a t é h o j e co m o o iní c i o d o A n o Zo diac a l . C om a a d o ç ão do c a l e nd á ri o r o man o,

a dat a f o i tr a n s f e rida pa ra 1 0 d e J a neir o, d e dic a nd o-s e es t e dia a o d e u s Janus , cujo nome originou o do mês. E s s e deu s era representado com doi s rostos, um olhando para o passado e o outro para o futu r o. Por is s o, o s r omanos consideravam esse dia muito fa v orá ve l para o acerto de contas , reavaliações pessoais - descartando o v e lho e projetando o no v o - e par a assumir novos planos , compromissos e relacion a m e ntos.

Para os chineses, o Ano N ovo começa com a primeira

Na E ur o p a

an t i ga, o A n o Novo

c o meç av a

n o e q u in ó cio

lua no v a

no signo de Aquário . Este dia é considerado o ani ve rsário de todas a s

e

alga z arra. O s fe s tejos incluem procissõe s com s ino s , címbalo s , tambores e imagens de dragões - para afastar os demônios do azar e da inf e licidade - , fogos de artifícios, reuniões familiares e rituais para os antepa s sados. N as

casas, queimam-se as velhas imagens das di v indades protetoras dos lare s substituindo - as por novas. Tiras de pap e l v erm e lho com encantamento s de boa sorte e proteção, são colocadas em todos os cantos. As pessoa s tomam banho com folhas de laranjeira , v estem roupas e calçados novos e as casas são repintadas e enfeitadas com flores de pêssego, tangerinas e "kumquat" (mini - laranjas ) para atrair a sorte. Todas as crianças recebem envelopes verm e lhos com dinheiro e uma men s agem de boa sorte.

p e ssoas m a iores de dezesseis anos e é c e lebrado com muita ale g ria

No T ibet, o Ano Novo começa no final do mês e as c e lebraçõe s incluem um ritual para exorcizar as vibr a ções negativa s do ano passado. Preparam - se imagens de massa d e pão para atrair o s espíritos m a léfico s.

Durante s e t e dias, essas imagens são reverenciada s , depois são le v ada s para encru z ilhadas e aband o nadas. Apesar de estranho , ess e ritual reconhece a existência das energias n eg ativas acumulada s ao lon g o do an o e s u a

desintegra ç ão p e la d e teriora ç ão das ima g ens que as captaram.

N o Jap ã o , o A no N ovo c om eç a na prim e ira lua n ov a de J aneir o,

honr a nd o

fes ti va l d e três di as c h a m a d o Sa n -ga- nichi . A nti ga m e nt e, co n str u ía - se

"b arco d os t eso u ros" (taka r ab un e) , q ue era l a n ç ad o ao m a r c o m as

r e p resentações d os De u ses, sen d o q ue c a d a p essoa g u a rd ava um a im age m

de s se barco emba i x o do t ravesse i ro

sor t e. N as casas, era

as S et e D ivindade s

da B oa So rte -"S hichi F ukujin " -

com um

um

p ar a t r a z er

pr o ibi do var r er du ran t e os tr ês dias do f estiva l e nos a ltar es do m ést ic os er a m c o l oca d os b o l os d e a rr oz de for m a t o esfér i co para o So l e p a r a a L u a. As p essoas se ves ti a m co m roupas n ovas, vis i tavam seus f am il iares, tr ocava m p rese nt es e d e p ois ia m p a r a os te m p l os dei x ar ofe r e n da s para os a nc es tr a is e f es t e j a r e m s u as casas co m co mi das t ra di c i o n a i s à b ase d e a rr oz.

No i nterior do paí s , os c a mpone s e s fa z iam encantam e ntos para

a trair a fa rtura d as colheit as

planta v am- s e mudas d iv indade s . O Deus

o ferendas de v inho e bol os de arr o z, enquanto que, n a s casas, c o locava-se

uma ár v ore e nfeitada com r é plicas dos produto s

casulo s d e bicho-da- s eda ). Pe ss o a s com más ca r a s g ro tescas dançavam nos

ca mpos p ar a afa s tar as pra g a s e o s pás s aro s de r apina.

Índi a , o A no N ovo começa n o quint o di a d a l ua c r e s c e nt e, n o

com um ritual no qual a bri a -s e a terra e

a s pes s oa s

ora va m

para as

de a rroz, enquanto

e a Deusa do a rr o z er a m homena ge ados com

d a t er r a ( frutas , gr ã os e

Na

s i g no solar de M akara, correspondente a o signo ocidental de C apricórnio . Honram-se as di v indades da abundância e da pro s peridade com oferendas

Ie comidas coloridas com aç a frão e enfeitadas c o m

flores amarelas . As

p e ssoas vestem roupas amarelas e os chifres do gado são decorados com

f l o res e pintados após os banhos de purificação nos p r incipalmente os Rios J umna e Ganges.

Os antigos gregos celebravam, no início do ano, a deusa Hera - a p a droeira dos casamentos - , com o Festival de Gamélia. Ofereciam-lhe l ig as cobertos de mel e guirlandas de ouro , invocando suas bênçãos durante os inúmeros ca s amentos fe i tos neste dia .

rios sagrados,

N a antiga Babilônia , festeja v a-se a deusa Nanshe com procissões

flores e repletos de oferendas,

no Brasil . Acendiam-se fo g ueiras e lamparinas,

de barco s . enfeitado s de

j . s tejos atuais de Yemanj á

similares aos

as famílias v estidas com roupas no v as reuniam-se , trocavam presentes e

j . s teja v am com comida s tradicionais

as

( . rim ô nias de purificação

e vinho .

N os

templos,

havia

e libaç õ es

e a di v inhações sobre as perspecti v a s do pró x imo a no.

com fogo , oferendas

para

.Iivindades

N a Roma anti g a , comemora v a - se a deusa Anna Perenna com o

I" . s ti v al Streni a ,

"s r re nea"

u l c r e nd a s pa ra a d e u s a F ort un a, in v oc a nd o

Il I ' os pe r idade p a r a t o d o o an o.

dur a nt e

o q ua l tr o ca v am - se

Nes te

pr ese n tes - cham a d os

di a, faz iam -se

tamb é m

- e nt re

a mi gos e f a mili a r es.

s ua s b ê n çãos d e b oa so rt e e d e

7

Este di a é co n sagra d o às d e u sas gr e gas e roma n a s d o d es t in o - à s P a r c a s e Mo i r a s , à de u sa

t r í p l ice ce lt a M orri ga n , a Deu sa-M ã e saxã Bertha , ao s deuses romanos Janus e Jan a e às di v ind a des

ja p o n esas p rotetora s das c asas e d as f a mí l ias -

S h i chi F u ku j in.

In s p ire - s e

n estas ant i gas t ra di ções

e

cost um es po pu lares e cri e um ri tua l d i f erente, p ara

i n v ocar e fi xa r bo n s inf lu xos e e n erg i a s positi v a s

p

Na vés p era, l im p e sua c as a , retira n do to d as o s ob j e t os e rou p a s

a r a o No v o A n o .

q

ue es t ejam imp reg n a d os co m le mb ra n ças d o l orosas o u e n ergia s

n

e gativ as . P urifiqu e-os com i ncenso o u c o m água com sal g r o sso, l eva nd o -

os p ara os me n os favore cid os p e l a sorte . Lemb re-se d e q u e de s c a rt a nd o o ve lh o, a b re-se es p a ço para o novo . T o q u e u m sino o u um ch o c a lh o p or to d a a c as a para espa nt ar os mau s f lu id os, "varra " as p aredes , os mó v eis e o ch ão c om uma v a ssouri n ha d e galh os de euc a l ipto r e tirando as " teias" d a

es ta g n ação . A br a as p o rt as e as j a n e l as e d ef um e t o do s os qu ar t os c o m um a mistura d e e rva s aro mátic as ( eucalipt o, a rrud a, g u i né, m a njeric ão, sá l v i a,

a l e crim e al f aze m a ) , v i s u a li za nd o um a ch a m a v i o l e t a purifi ca nd o e

tr a n s m u t an d o os resí du os d o a n o qu e find o u .

No dia s e g uinte, a ce nd a set e v ela s branc a s e s ete v aretas de in censo de v erbena, orando para as di v i ndade s d a bo a s o rte. D ec o re su a casa c om f l ores brancas e faça um p eq u eno altar co m as fotog r afias de s e u s

a nt e p assa d os , a l guns c r i s t ais e u m pr a t o c o m fr u tas, c erea i s e t ri go .

Co n feccione u m " barq u i nh o dos t eso u ros", co l oca nd o n e l e sete

s ímbolo s q u e represen t em para você sorte , p r osp e ri d ade, s a ú de ,

felici d ade, criati v id a de, h a bilid a de e h a rmon ia. E nfeit e o barquinh o com fita s v erm e lhas e d o u r ada s e a l g uma ima g em d e d ra g ão. Es cre v a um a cart a com seu s pe d idos p a ra o A n o N o vo e u ma in v ocação p a r a as d e usas d o dest i no e d i vi n dad e s da boa so rt e , pedindo pr o t e ção, a j uda e orient a ção n a esco lh a e n a rea l i za ç ão d e se u s objetiv o s o u intenções.

Co mem ore c o m e nd o bo l inh o s de arr oz, maç ã s assad a s c o m m e l ,

n ozes, pa ssa s e u vas. Br i nd e c o m s id ra, sa qu ê o u v inh o tint o p a r a as set e

di vi nd a d es d a b oa so rte e p a r a o s a nc e stra i s , agra d e cend o- lhes o l e g ado lu e dei x aram . Ofe reça um p o uc o da c o mida e d a bebid a para a Terra ,

p

e rt o de u ma á rvore e g u a rd e o B a rquinh o da S o rte e m s e u a ltar.

S

e você quiser fa z er um rit ua l e specíf i c o , dedicad o a u ma deusa

d

e t e rmina da o u p a r a a l g um pr o jet o o u pr o p ós ito, n a vé spera d o A no

Novo , pr e p a r e um p e quen o a ltar c o m flo res, inc e n s o , cris t a is, frut a s e Im ag ens de deusas ou a njos. P eg ue um a ve l a prateada ( ou p as se p u rpurina

'

I T I u m a v e la bran c a ) , seg u r e -a e n tre s uas mãos . e, sem acendê-Ia,

c

onc e ntr e-se em se u s projetos para o Ano Novo , em dec i sões e reso l uções

q

u e v o c ê qu er c o l ocar e m p ráti ca pa ra me lhorar s u a ex p ressão p essoa l e

. e u r e la ci onamento com o mundo . P roje t e essas f o rmas-pe n sa m e n to n a

v ' I a ou in s cre va a l g um as p a l av r as ou s ímbo l os em su a s uper f ície, com a

j

u

u d a de um a ag u l ha v ir ge m.

Qu a ndo sentir que a v e l a ab so r v eu su a ener g ia, unte-a c o m

, 1 1 g - umasgot as d e e s s ê ncia d e ja s mim, passa ndo o óleo na v e l a do me i o para

, I I nt a e de poi s d o me i o para ba ixo, se m e n cha rc á -la. Co nt i n ue se ( o n ce n tr a nd o e m seu s p ro p ós i tos d u rante a un ção, mag n etizan d o assim a v 'Ia c o m su a s energias mentais e se u desejo . Acenda a v ela e eleve-a para o ( ( ' 1 . 1v,is u ali z ando u m a d e usa l un a r de s u a pr e ferência ou a Grande Mãe .

R e c i t e a segu i r es t a i n vo c ação m ág ica: "De dico est a v e la na

I ( ' s p e ra d e u m A n o Novo p ara m e u compro m isso e minh as re s o lu ções.

' I or n a ndo a deusa lun ar ( di ga o n o me

d a d e u s a ) c o m o testemunha, eu ( di g a

r u no me ) f aço e ssa p ro messa p a r a mim mes m a. E u me com pr o m e t o a

( o l oc ar em práti c a m in has d e cisões, se m me d eix ar desv i ar deste o bj e tivo (diga o objeti v o ) . P r o meto n ã o desi s tir e ma nt e r a min h a promessa ,

i u n t inua nd o firme em me u

pr o pós i to , usan d o toda minha força d e

1)1)I a de, d et e r min ação e perse v er a n ça, h onra nd o , as s im, a mim m esma. O

1 11idcr está em m im e, se p or acaso e l e di m inuir, ten h o conf i anç a d e q u e

I II V O a nd o o s po d eres da d e u sa ( diga n ov a m e n te o no m e ), ele a um e n tará, \11r r n itin d o - me aprender c om a s liç õe s do pass a do , sem incorrer nos

II1'S I T I OSerr o s e o l h a r c o m fé , c o nfia n ça e esperanç a p a ra o Nov o

Ano " .

Col o q u e a v e l a de v o l t a em s eu lu g ar e d e i x e-a queimar

até o fim.

1II II a i sapa g u e um a ve l a dedica d a 'I1,lga s ua i nt e n ção m ág ica .

a um pro p ó sito p o i s , dessa ma ne i ra, v ocê

d e sua vo n tade

\ ' 11 ,ma1 nter seu c o mpromi s so, repit a esse ritu a l dura nte a lu a n ov a , u s and o

D u r a nte o an o , s e se n tir u m enfra qu ecim e nto

II I1'S ma in vo c ação o u ou tra c r i a d a p o r vo c ê m es m a.

Ce l e braç ão d as Nomes, as

d

nórdic a .

p edindo- l he que a ajude a aproveitar as

l ições do p assa do , sem precisar repeti-

Ias. À mãe Verdandi , peç a qu e a oriente em s u as opç õ es e decisõ es. In v oque

t a m bé m

a j ove m Sku ld para q ue el a

e u sas

d o

de s tin o

d a mit o l og i a

Rev e ren c ie a a nciã U rdhr,

se j a be n evol e n te ao traçar seu f utur o.

Ani v ersário da deus a In a nna, a r a i n h a s uméri a do c é u e d a Terra ,

i rmã g êmea d a d e u s a Ere s hk i ga l , a senh o r a d o mund o subt e rr â neo e d a

m or t e. Essa d u a l idade

sombr a, a v ida e a mor te, o céu e a Te r ra . In anna é u m a d e u sa p o d e r osa;

a qu e l es qu e re cei am o s uc esso d eve m rezar p ara que el a a f ast e seus m edos.

i m b o li za a etern a b usc a do equ il i brio entre a lu z e a

s

"

D a n ça

da Corça" , cer im ô ni a

d a s

mulh ere s dos índios P ueblos dedic a da ao

a um e n to d a ferti lid a d e. Essa c erimô n ia inc lu ía

d a n ças ritu ais c om m ás c aras d e corças e c hi fres

d e cervos, sen d o d e di cad a à Grande Mãe e m sua representaç ã o como a "M ã e dos Cervos " . Na Grécia Anti g a, o f e stiv a l Lan a ia

e da

c e l e b rava D i o ni so, fer t i li da d e.

o de u s d o v i nho

No Egito , neste d i a , r eve renci av a- s e

a deusa Í s i s em seu aspecto

a se nh o ra d a Lu a, m ã e do S o l e

das es t r e l as , rainha da T e rr a e d e todo s o s se r es v ivo s, prot e t o ra condu t ora dos mortos . Co mem o r ação d e Sant a Gen ev ie ve, a p a dr oe ir a d a cid a d e d e Pari s , r emini s c ê n c i a d e uma a nti ga c e l e b ração d a d e u sa d a t erra O nu ava.

e

d e Ísis Panth e a o u Í s is t o d o -abr a n g ent e,

10

F i m d os fe ste j o s j a p o ne ses S an- ga- nich i , c e l e brand o a de u s a da

III

I 1 I. za Tsai Shen co m oferend as d e peixe e v in h o c o loca das

n a fre n te de

II

. I Sim age n s. Os símb o l os d e b oa so rte r e l a cio nad os a o cult o dessa de u sa ,

1 . 11 1 1s a p o c o m t rês p e rn as, a c aix inh a d o t e s o ur o o nd e morava H o H o

I I Il s i en,

1 1 1 . IiIa' b ê nç ão d a d e u sa T sa i Sh e n p a r a s uas finanças , d e d i qu e- l he um

I" ' lu ' n o a l t a r co m alg u n s dess es s ímb o los, j unto com v e l as, m oedas 11I11 . ldcoas m a ess ê n c i a do se u s i g n o , uma p os ta d e peix e frita e um co p o de urho. V i s u a li ze a d e u sa a b r ind o se u c o fre m ág ico ~ encami nha n do o

I I rr ito da Fortuna p a ra v oc ê .

o Es pírit o d a Fo rtuna , o m o rc ego e os l in go t es d e o uro. P a r a

Fe s ta de Kore , n a a nt i ga G récia , uma ma nifestaç ã o

I 1I I ) ' u sa

, I, II : \ d os camp o s ve rdes e dos bro tos, s u as está tuas e r a m

I' h u nadas c o m jói as e carre ga d as se te veze s a o r edor d as

, 11 11 I 1 ' s da s casas, pedind o p roteç ão e b oa s orte.

como Vir g em ou Don ze l a. Ce l ebrad a como a

Co m e mor ação d e Ta mar, um a antig a deusa russa, , u h o r a do c éu, d o tem p o e das estações . Seg un do a l enda,

'111 1 : 1 1r'a um a etern a v irgem que vo a va p e l o céu c av algando 1111S. 1' r p e nte do u rad a. El a mora va e m um p a l ácio de p edra, 1111rru Ido p or c egon h as e a nd orinh as e, apesar de v i r g em,

II I I I I r a v i do u p e l o t oq u e do s raios so l are s e gerou u m ser

111 1I'1I ', l . Co m o g o ver nan t e das esta ç õ es , Tamar a pr i s ion av a

, 1111~t r ' d o s ve nto s dur a nt e o s m eses de v er ã o e o l iber ava

1'11 ,'lU1 ' trou xess e a n ev e no invern o.

Na Co ré i a, o r itu al das Sete Estr e l as p edia sorte e pro spe r id a de

1 '1111)~ ' r e nda s de arr oz para a s d ivind a d e s da con s t e l ação U rsa Ma i or .

Fes t a d e Befana, na I t áli a , re mini s c ê ncia d a anti ga c e l e br a ção d a

I I I I 1 \ . f a n a, a A nci ã, t a mb é m ch a m a d a d e L a V e cchia o u L a S treg a, qu e

c r i a n ças e ex pu l sava os es píri t os d o m a l . A i nd a

I I I I r ' e n tes p ara a s

11

111

I

h oj e, em a l g uns lu gare s, c os tuma-s e f az er um a b o neca de trap os r e pr e s e ntando um a ve lha e pendur á- I a d o lad o de f o r a . A credi tava-s e qu e os mortos q ue vinh a m v i sit a r s e us p a rente s n o dia 1 0 d e No v e mb ro ficavam até e s te d i a , q ua n d o B e fana os cond u z i a d e vo lt a a s u as m or a das . No ca l e nd á ri o c e l ta, es t a n o i te c h a m a - se " A D éci m a Se g und a Noite" e assi n a l a o fi m d os feste j os d e Na t a l ('' Yule '') e o in í ci o das at i vi d a d e s in terro mpid as du ra n te as fe s ti v id a d es . O perío d o de d oze di as ent r e o Nata l e a E pif â nia er a , anti g ame n te , um tempo de repouso e alegri a s . Se g u nd o a tradiç ã o , as decor a ções de Nat a l devem ser re ti r a das e guardadas nes t e dia. Os p ovos ant ig os, n esta da t a, a b e n çoava m a terra e as casas, ofere c e nd o si dr a e b o l os às árv o re s fr u tíferas p a r a atrair a p r os perid ade d as co lh e it as . A benço e e c o nsagre se u e spaço , d o m és tic o ou pr o fi ss i o nal , asp erg ind o ág u a de fonte o u d e c huva, acend e n do um incen so f e it o co m mirr a, b e n joi m o u o l í b a n o, ora nd o p a r a se u s protet or es es p ir i t u ais e rec i t a nd o a l g um m a ntr a ou p r ec e de prot eç ão. O f ereça um p ão e u m po uc o d e s id ra pa r a a Terra, agra dec e nd o as f utur as rea l i z ações e aprendiza d o s ne ste n ovo ano . P ara g ara n t ir sua sit u ação f i nanceira, chu p e t r ês semente s d e ro m ã e t r ês g r ãos d e tr i go o u arroz. Co l oq u e - os d e p o i s e m s u a b o l s a, junt o co m tr ês f o lh as d e l o uro e um ob j e to d e o u ro , p e dind o às d e u sas d o destin o qu e a sse g ur e m s ua segur a n ça ma teri a l.

No c a l e nd ár i o c e lt a, n este d ia , c el eb rava-se a d eu sa t r ípl ic e Morr i gan : A n a , Ba db e M a c h a. Es s a d e u s a re g ia a g u erra e a morte, sendo invocad a c o m c ântic o s e inscriç õ es túnic a s ante s das bat a lhas . Se g undo as l e nd as, e la a pare c ia ante s de cad a l ut a , ora so b re v o a n d o o camp o d e b atalh a e m forma d e cor v o, ora vi g i a n do os g u e rre i ros em form a d e ser p ent e o u n o f in a l da b ata lh a, como ''A l avad e i ra d a vazant e ", a g i gante que l ava va as armad u r a s d o s mortos e os a ju d ava e m s u a tra vess ia para o mund o s u bterr â n eo .

12

E pi fâ ni a, c o m e m oração d os R e i s Magos. A Igr ej a O rt o d oxa o mem o r a, n es t e di a, a Fes t a d as L u zes e o B a ti s m o n o Ri o J or d ão . O s

p a dre s b e n zem as c asas, as p e r g ind o ág u a be nt a com ga lh os d e m a nj er ic ão.

A pes ar d a b a i xa t e mp era tu ra , as p essoas m e r g u l h a m n os r ios pa ra se

purif i car e m .

Na E spa n ha, a s c ri a nças receb e m uma parte d e s e us pre s entes no Na t a l e o re s to nes t e dia. A qu e l as q u e e s creveram cartas para os três Reis l a g os r e c e bem seus pre s entes e t o d os comem as r o sca s trad i cion a is,

I h ar n ada s " r os con " . E m t roca dos

I rf re n d a p a r a o s Rei s M a gos : um c o p o c o m conh a qu e, n oz e s , frutas e um h a l de d e ág u a p a r a se u s c a m e lo s. As cri a n ças que n ão se comp o rtar a m Item, enc o n t r a m em s eu s sa p a tos p e d aços d e car vão em v e z de d o c e s o u

E m cer t a s re g i õ es, ainda são f e i tas pr o ci ssõ e s , em qu e a s

h rinquedo s.

pr ese nte s , as crianças dei x am uma

I H ' S oa s carre g am representaçõ e s

C elebração de Ne h e lenia, a d e us a ce lt a guard i ã dos caminh o s. I ' 111 r a in vo c a d a par a pro t eger as v i agens , abr i r os portais para o mundo

d o s tr ês R e i s Mago s p a ra atrai r b o a s orte

,1'ls

onhos e cond u zi r o busca d or para os m u n d os interi o res .

Na a nt i ga Ale xa ndria, f e stej a v a - s e o retorno d a de u sa Kore do nu rnd o subterr â neo, i n v oca n do suas bênçãos para a terra e para as

uu rlh er es.

N o a ntigo c a l endário julia n o, ne s t a d ata c o m eçava o Nata l .

Di a de Sekhmet, a d eus a s ol a r e g ípcia com cara de l eo a, s imb o li z an d o o p o der de s truid o r do So l enqu a nto B a st, a d e u sa s o l ar com c a r a de g ato, rep r e s entava o p o der cria d or e fer t i l i z a d or d o So l . A e q uiv a l e nte s u meriana de Se k hm e t e ra La m as h tu, a "F i l ha do C é u " , u ma deus a com ca b eça d e l e ã o dotad a de int enso p o der destruidor, contamin a nd o as cri a n ç as co m fe b re s e atacand o o s a dult os para beber se u s an g ue . Para se pro t eger d e sua fúr i a , a s pe ssoa s co l oc ava m a mu l etos com se u nome acima de tod as as p o rt as e j a n e l as d as c asas .

No Ja p ão, Fest i va l das Sete Ervas, d e d icado à c u ra e aos cu r a d o r e s . I n sp i re - se nest a dat a e es c o lh a s e te ervas c u rat i vas ou

aro m á ti cas, u sa n do - as e m c h á s ou banhos p ara se p u rif i car o u d esint o x icar .

C e l ebr av a-se t a m bém n este d i a I z anam i , a de u sa pr imor di a l d a terra,

cri a dora da prin c ipal il h a do arq u ipé l a go j apo n ês.

Na Roma

a nti ga, n es t e d ia c e l e b rava - se

Justitia, a deusa roma n a d a j ustiça, i n v o c a d a e m todos

os ju ram e nt os e pro m ess a s. Ju s ti t i a e r a ve n era d a p e l os

gregos c om o n ome

ju s t i ça, g ua r di ã d a b a lança d a j u s ti ça e c o n sel h e ira d e

os j ul ga m e nt os e d e ci sões .

No s p a í s e s n ór di cos, c o m e m o r a-se n este d i a Fre y j a, a de usa d o a m or, d a f ert ilid a d e e d a magia.

Ze u s e m t o d os

de T h emis, a d eusa da ét i ca e d a

Di a da partei ra, na Ma cedôni a e n a G r é ci a,

d

"ve n tre " e e l a r e p re s e n t av a o ri s o e a a l eg r i a qu e sacode o ventr e . B a ubo era

r

f or m a n do o s o lh o s e s u a g enitál i a, a boc a b a rbud a . Fo i e la q u e m fe z a

d e u sa D e m é t er rir qu ando e l a es t ava t ri ste p e l a per d a d e su a f i l h a s e nd o, po r

is so, inv o c ad a par a n ov ament e tra z er a a l egr ia n os m o m e nt os d e tr is t ez a .

e dic a d o à d e u sa Babo o u B a ub o. Se u no me sig n i fic ava

e p res en ta d a

\I

c o m o um c o rp o se m c a b eça e memb ros, se u s seio s

Neste d i a, re c o lh a-se e m e di te so b re os a t os i n ju s t o s c ome tid o s

v

o lunt ári a o u i n vo lunta r i a mente , e l a b o r a ndo um ritua l d e pe r d ão p a r a se

p

erd oar ou perdo a r os o u tros. Con f ec c io n e u m ta l is m ã para a t ra i r p e s so a

h o n est a s e aco nt eci m e n tos ju stos . E x p o n ha à lu z so l ar, d ur a nt e oit o h or a s, uma fa v a de baunilha, q u atro hem a titas e q uatro se m e n tes d e g ir asso l . Ima nt e-as com estas palavras:

'54ssim como a luZ afasta a sombra, que me seja revelada a desonestidade CIO encontrá-Ia. Que opoder deJustitia prevaleça nosfatos e acontecimentos de minha vida. "

E nro l e o s o bj e to s em um pedaço quadrado d e tec i do p ú rpur a

D i a da d e u sa Anunit ou A n tu a

,

padr o eira da cid ade de A kka d n a Ba bilô nia

,

antece s sora d e Is h tar, de u s a co m a q u a l fo i

p

os t eriorme n te eq uip a rada . S i m b o lizada

p

o r um d i sco com o ito r aios, A n unit reg i a a

L u a, j un tamente co m seu i r m ão S i n , se nd o

in vocada nas guer ras. Em o ut ros mit os,

Anat u a p a rece co m o a G r a nd e Mãe da Meso p o t âmi a, cr iado r a d a T e r r a e rege nt e do Cé u , m ã e da de u sa I sh t ar.

C on e c te-se co m o e t er n o e u n i ve r sa l ar qu é tipo da G r ande Mãe e

I I ( ' l I S.poderes cr i a d ores e fertiliz a dores da v i da. Med i te a respe ito d e seu

1" 11 ! ' Il i a l - ex pr esso ou a in da em

o u di ve r sific á - l o, por m e i o da

IIII II ~ • c d a c o mp~e e n sã o de s u a L u a Na t a l . P rocure u m b o m p r of i ssio n a l e

as h a b i l i d a d es e p ossibili d ades i n d ica d as em seu m a p a astral .

11(I l I C d e p o i s a d e u sa A n un i t , p a ra qu e e l a l he a jud e a m a nife star s u a 11 I' II ' z n in te r i o r n a v id a di ár ia.

es t ado l ate nt e - e p rocure descob r ir os

1111 illS para a umen tá - lo, d e s envo l vê -lo

111 til

I11

a

Fe st a ro m a n a Ago ni a , ded i c a da ao deu s J a nu s, o d e u s com d o i s 11 t , , p a droe i r o d o m ês .

I n íci o d e Car m e nt á lia , o f estiva l ro m a n o

I tllI . u l o à de u sa C a r me nt a , pa d roeira d os partos

I II I " é r n -nas cid os. As mu l h eres g rávid a s l he 1 1III !) ~ re nd a s d e arro z e de p asté i s , mo d ela d os I ! 1I11l ; t dos órgãos g enita i s fe minin os , ora n do

, 11111, ! ) aspecto oculto d e C ar m e n ta, a Mã e d o s

, I I1 I um parto fáci l. Reverenciava - se

também

,

I1 I 11\:lS, confecc i o nand o - se

e fig i es d e p a l h a e

use o talism ã em sua bo l s a .

1It1III.111

l o-as ac i ma d as porta s das c as as p a ra

1111.11

o s maus esp írit o s e a s a ss o mbra ç ões.

14

1 5

I

I

 

Fe st iv a l

d o s

So nh o s ,

c e l e b r açã o

d o A n o

Novo

do s í n d i os

I

r

o

qu o i s.

A

nti ga m e n te ,

n a Escóc i a

e n a I r l a nd a,

c e l e b rav a - s e

. ne s t e . d i a o

D ia d o Ara d o. As p essoas

r eti rar os m a u s f l u i d os e s a i a m , d e p o i s , p ara os ca m p os

varr i a m

as r u as c o m v a sso u ras

e s peC l a Is p ar a

c o m se u s ar a d os ,

i

n i ci a nd o os traba l h os n a l avo u ra.

U se a s a b e d o ri a a n tiga e p en d ur e uma r és tia d e a lh o e m sua

s in al

coz inha , dei x a nd o-a

d e q u e c a pt aram e c o nd e n s aram

a t é que os bulb os r ess e q u em

e " d e s a p areçam ", .

t o d a s as e ner gi a s n e g ati v a s d o amb i e nt e.

D

e

fum e

ent ão s u a casa c o m um a mi st ur a de e r v a s (ca s c a d e a lh o, f o lh as d e

a

rr

uda,

g uin é , e ucalip to ,

pinh e i r o ,

sá l v i a e m a n jeric ão )

e " de s p a ch:"

a

r

é

sti a u sa d a ,

l eva ndo -a

p a r a um a

m at a

o u p a r a um lu ga r

c o m

a g u a

corre nte, s ub s t it uind o - a

d e p o i s p o r u m a n o v a .

D

ia

dedi c ad o

à d e u s a

n ó rdic a

F r i gga ,

consorte

G rande M ãe . S eu emblema

d a Roca ,

reini c iavam s ua s ati v idade s ap ós os fest e jos d e Y ul e .

também Juturn a,

era chamado

d o d e us O din e um a da s man i f e sta ções

Dia

quando

N est e dia , cel e b r a v a- s e

d a

era a roc a de fia r e e s te di a as mulhe r e s

~ I

d e u sa ro m a na

d as prof e c i a s.

d as f o nte s e ág ua s s a g r a da s , p a dr oe i r a

I'c rman eç a

I'l' r g un ta e d eixe a r es p os t a o u a mensagem

em sil ê n c i o

e d e o lh os f ec h ados .

Form ul e

um a q u est ão

o u

se f o rm ar e m s ua t e l a m e nt a l ,

plasmada

mota nd o I I ' C . bidas .

p e l o d o m d a d e u sa Jut urna. Agr ad eça e despe j e a ág u a n a ter r a ,

a m ensage m e p roc u ra nd o co mpr ee n d er

e ap li car as or i e n tações

1 2 ~c )al1c1rO

 

N

a

Í n d i a,

co m e m oraç õ es

 

de Besan t

Pa n c h am i ,

o u

Dawat

Pu ja ,

o

festi v a l

de

S

ara s va t i,

d e usa d os r i o s, das ar t e s e d o s escr it o s ,

d

o con h eci m en t o

e d a cr i at i v idade .

D i z a l e n d a

q

u e e l a er a r i v a l de L a k s h m i, a d e u s a

d a r i q u eza .

Ass i m ,

p e l as d u a s d e u sas , o u s e j a , nã o p odi a t er o ta l ento e a p ros peri da de .

um a pess o a

n ã o pod ia

s er ab e nç o a da

a

G rand e Mãe , c ri ad o r a da v id a , se nh ora d a Ter r a e

N

a

Á f r i ca ,

c ultu a-se

O dd u d u a,

 

da natu r e z a , r e g en t e da fe r tili dade

e do a mor .

N

este

di a, celebr a v a - s e

em Roma ,

a festa

de Co mpi t ália,

luuv.mdo o s deu ses L ares, pr o tetor es

do s lar es e da s ca s a s.

Procure

uma e s t a tueta

ou imagem do g u a rdi ã o

d o se u lar . D ê

I h ' r A ' l 1 c i a à qu e l as c o nfeccionad a s

11 I f ' , l ' m co m p inhas , g a lh o s d e pinh e i ro

em pedra , argil a ou madei r a. Cerque a

o

u e uc a lip to ,

chi fres , o s so s ou

I, I l i ' a nima i s . A c e nd a um a v e la ver d e e um in ce n s o d e ce dr o e p a s s e- o s

 

N

a

E s cóci a,

anti ga m e nt e ,

os p esca d ores

f a z i a m

u m

I1 I I ,A ,S v ezes ao r e d o r da es t a tu e t a,

n o sent id o h orár i o . C o muniq ue - se

e

n cant a m e nto

p a ra afa sta r o s az a res e os m a lefí c i o s. A o p ô r-d o - so l ,

a t ea va -

n t . il me nt e c o m se u guar d ião e p eç a - l h e

a j u d a e p roteção

p ara s u a

c a s a ,

se fogo a um ba r ril c o m pi c h e, d e i x a nd o-o

qu eim ar até a m a nh e c ~ r.

O s

p

e d aços car b on i z a d os

e r a m u sad os d e p o i s c o m o a muleto s de pr oteç a o

em

su as e m bar c ações.

S in to ni z e - se

co m a s d e usa s d a s á g u a s e , ao c a ir da n o i te, e n c h a

u m a v as ilh a d e c e r âm i ca

p r e t a co m á g ua da f on t e. Na f a l ta de ce r â m i ca

11' r : u ni l i ar e s

e s e u s b e n s . A pr ese nt e

qu e o a b e n çoe

s eu r n e n tor

e a c e i t e - o p a r a e sta mi ss ã o . O f e r eça

como comi da , m oe d a s ,

o g u a rdi ão

p a r a

I uutual, p e dindo-lh e I I I I a r a se u g u ar d ião III ! !I I , m e l o u cr i s tai s.

c o mo agradecime n to ,

Se v oc ê q u i s e r h o m enag e a r

a de u sa S a r a sv a t i e i n v ocar s eus do n s

preta, pi n t e u m a c u mb u c a

de bar ro. A c e nda

uma ve l a branc a e ap ag u e H

I I 11'; s ão f lu e nt e e cri a t i va p a ra se u t ra b a l ho, l imp e s u a esc ri va n i nh a

e

lu z . Me d i t e , o l h a nd o po r a l g um te mp o p a r a c h a m a da v e l a, mas se m f i xar H

I I 111111 utad o r p assa nd o

u m i nc e n so

de sâ nd a l o so b re e l es . Co l o q u e

a o

v

p

i s t a . O l h e d epo i s

e rce b er

p ara a su per f í c i e

da ág ua n a c umbu ca,

S e n a d a

p r o c u rand o

f o rmas, s ím bo l os

o u i mage n s .

v i r, não d esanim e ,

16

I , I 11,11' s , um a ve l a a m are l a e u ma im age m

111 1II I l a

d o u ra d a

se u nome . E n toe

o man t ra

17

da deusa ou, e nt ão, esc r eva

OM e v i s ua l i ze

es t a li n da

d e u sa irrad i a nd o s u a lu z d o u ra d a so b re vo c ê e se u l o c a l d e t ra b a l ho. P eça -

l h e i n s p i r ação, conhe c i m e nt o,

cr iativ i da d e e s uc esso p ara se u s p ro j etos.

D i a d o A n o N o v o p e l o c a l e ndá r i o

j u li a n o , fe s t eja d o a ind a e m a l g un s lu g a r es a o

n

'' Wa ssa i l i n g'' . R evere nci a v a m - se, n est e di a, a s

a s

g u ar d i ãs dos b os que s e d o s p om a r es. E l a s

a pr ese nt ava m -s e c o m o mulh ere s c o m c orp o

d e ár vo r e, c a b e l o s d e f o lh as ve rd es e se io s

o r te

d a

E u ro p a

co m o

o F esti va l

M ulh er es Ár v or es o u " Bushfr a u e n " ,

vo

lum o so s . El as ga r ant i a m as co l he it as se a s

pe

s s oas

c uidas s em d as ár v or e s e hom e n a -

g eas s e m-nas.

N est e di a b r ind ava - s e às m a cieir as c o m um a b e bid a qu e nt '

típ i c a fe it a com cidr a, ov o s b a t i d os, m a ç ãs ass a d as: m e l , cr a v os e g . e ng ib r .

Agr a d eci a m- s e o s fr u tos e p e di a - s e qu e e l as c o nt1nu ass e~

pr óx i m o a no . O s p ed id os er a m feito s p o r mei o d e in vo c a ç oes, c a nt ic o s ou

at é m e s m o p a nc a d a s n o s t r o nc os e g a lh os p a r a d e s p e r t a r o p o de r d e

ferti l id a d e

E xperim e nt e essa anti ga r e c e ita e o f e r e ç a um p o uc o p ar a a Mâc

a fr~ tlficar n o

da s árvo r e s e ch a m ar a p rote ç ã o das " B us hfrauen " .

Te rr a. P o de ser em um j a rdim p e rt o d e uma á r vore o u até m e s m o em s e u s

v a s o s d e plant as . Me dit e so b re se u p ote n c i a l l a tent e e "a cor de-o " , o u v ind o a vc»

d e se u c o raç ã o e bu s c a nd o n ovos me i os d e ex p r essão. Pl a n te um a n o v a

m u d a em s e u j a r di m e c u i d e d e l a c o m o s e fi zesse p ar te de vo c ê.

A nti ga c e l e b ra ç ã o n a C hin a d e C h a n g Mu, a d e u sa pr o t e t o r a d a

p a r t u rie nte s e d os re c é m-n a s c id os, p a d ro ei ra d as mu l here s.

D i a c o n sagra d o a T i w , o d e u s nór d ic o d o c é u , e a Aeg ir.p a d r o c i

r o d os m ari n h eiros e v i a j a nt es n o mar, e s p oso d a d e u sa Ra n e p a i d e n o"

s e r e i as .

18

Makara Sa nk ra n t i ,

c e l ebração

h indu d e p u r i f i c ação com b a nh os n o R i o

Ga n ges . C e l e b ram- se as d e u sas S a mn a t i,

S ara s vati e R u kmini . As p es s o as se b a nh a m e

e nt oam m an tra s e câ n tic os sa g ra d o s. Vest e m

de po i s ro up as

d e u s a s co mid as tra d i cio n a i s feita s c o m a rroz

e açafrão , e nf e i tad as c o m f l o r es a m a r e l as .

Co m e m oração d e R a nu B a i , d e u sa

hi nd u d a ág u a que e n ch ia se u j a rro d e o ur o

c o m a s ág u as d e t o d os os rio s e t raz i a

f er t ili d a d e p ara as mu lh e r es .

a m ar e l as ' e ofere c e m

às

In s pi r ad a p e l a d a t a, pro cur e vo c ê tam bém um a c a c h o eir a o u ri o e I u n e u m b a nh o de purifi c ação. N a f a l t a, impr o v i se c o m u m b a nh o c o m sa l

1'1

S

e e r vas d o

se u s i g no. M en t a l i ze uma ca c h oe ira de lu z d o ur a d a

1IIIIi a nd o e r e n o va nd o s u a a ura . R e c ite a l g uma oraç ão o u e nt oe o m antr a I, I , nect a n d o - s e às de u s a s e pe c l ind o - lh es ha rmo n i a e fe rtilid a d e, f í s i c a

11 111 · n ta l . Ofereça -lh e s d e p o is s eu s a g r a d ec i m en tos, incen s o de sâ n d a l o e I 11 I S a m a r e l a s .

F i m d a Ca rm e n tál ia, c e rim ô n i a ded i ca d a

11' ; t ro m a n a Carmen ta , p a dr o eir a d os p a rtos e

1'11) ~ ci as.

N e s t e ú l ti m o d i a, revere n ciava m - se t o d as

111 H 'S co m pr o ci s s õ es d e c a r r u a ge n s e n f eitad a s 11,,, ' S, co m e m o ra nd o -s e t a mb é m as an ces t ra i s .

No s

p a í s e s

es l avos , c e l e b rava m-s e

11'1 I, a " P e q u e n a Avó", de u sa pr otet or a

do s

1I1 n a s c i d os e rege n te d a ree ncar n ação e A j ysyt,

19

~--------================~~----------~=========

''A M ã e qu e d á à lu z e nu tr e " , a d e u sa qu e tr az i a a a l m a p a r a o f eto , a jud av a

e

m se u n as cim e n t o e r eg i st r ava se u d es t in o em u m g r a nd e l i v ro d o ur a d o.

Fe st a d o As n o, e m R o m a, h o n ra nd o o as n o d a d e u sa Ves t a , a

d eus a p ro t e t o r a d o l ar e g u ar d iã d a ch a m a s a g r a d a .

Co m e m o r ação

d o C r i sto Neg r o n a G u a t e m a l a .

C e l e br a çã o

d a Mãe do Mundo , a R a in h a d o

U n i ve r so , n a F ran ça .

E m Rom a , fe s ti va l d e C o nc ó rdia , a deu s a d a

h a rm o ni a , c el e b ran d o o pr in cípi o d o r e l a cio n a m en t o

h a rm ô n i c o. S u as es t á t u as r e pr ese nta va m - n a com o um a mu lh e r m a dur a, seg ur an d o e m u ma m ã o ur n a

c o rnuc ó pi a e n a o u t r a u m ga l h o de o li v eira. Ho menageava-se I n o, a fi lh a de Harmoni a ,

an t i g a d e usa d o s cu l t os ag r í c o l a s

na Gré c ia p r é

h e l ê n ica , tran s f o r m a d a em Le u coth ea , a de u s a d o m a r .

Fes t iva l h indu de G a ne s ha , o d eu s - e l efa n te fi lh o d a d e u sa Par v ati.

Festa do d e u s ind o n e s ia no

do fo g o B e t o r o Br o m o, honr ad o

pe l os mo n ges budi stas n o Mo nte Bro m o c o m ofere nda s de f l or e s c

a l im e n to s joga d o s n a c ra t e r a d o v ulc ão , o n d e a c red ita- s e qu e o deu s mo r a .

N a Gréc i a , c o m e m o r ação d a d e u sa A the na e m

se u as p e c to d e g u erre i r a . A then a foi e l e ita p a d ro e i ra d a

c i d a d e d e A ten as e m um a co m pe t iç ã o

P ose id o n, quando o d eus o f er e c e u ao po v o as o nd a s d o

com o d e u s

m

a r e A t h e na pl a nt o u a o li ve i ra , prese nte

q u e foi b e m

m

a i s út i l . O mit o ori g i n a l d es c re v e A thena c o m o um a

a nti g a d e us a min oa n a, g u ar di ã d a t e rr a e d a fa míli a , a

qu em f o r a m ac r e s cen t a d a s as c aracter í st ica s g u err e i r as d a

d e u s a Pa li as , tra z i da p o s t e r i o rmen t e p e las t r ib os g re g a s.

20

E m Ro m a , c e l eb rava-se Fe l ici tas, a d e u sa d a b oa s orte e da

f . li cid a d e, e q ui va l e n t e à d e u sa grega E ut yc h ia.

Co m e m oração d a d eusa d as m o nt a n h as Taco m a, reve r e n c i a da

e o ut ros. Seg und o as l e nd as, T a c o m a era u m a

mulh er gra nd e e go rd a, q u e co mia tu do q u e es t ava ao s eu a l ca nc e . U m di a,

11 . l os índ i os Sa l i s h , Ya k i m a

( ' U c or p o n ão ag ü e n to u e esto u ro u , f ica n do petr i f i c a d o e tra n sfo rma nd o -

\ ' n o Mo n te R a inier , um lo c a l sag r a d o pa ra a s trib os n a t i vas, qu e v ã o p ara 1.1 . m b u s c a d a "v isão sag r a d a".

o Mé x ic o, n e s t e d i a , b e n ze m -se o s a nima i s .

A ntiga c e l e b raç ã o de S hap a sh , a d e us a hitita

So l e d a lu z d o d i a. C hamad a d e "A T o c h a do s

d o

De u ses", S h ap a s h era uma de u s a so l a r abr a n ge nt e .

A ssocia d a ao d e u s so l ar Baa l , e l a r eg i a a f er til idad e; e m

p

a rcer ia c o m M o t , o d e u s da mo rte, e l a d es t r u ía a s

c

ol h e i t as e qu e ima va a ter r a . U m outr o asp ecto d es sa

d eu sa era W u r u se mu , ve nerada n a ci d a d e d e A r inn a e

c on s orte d o d e u s d o t e mp o Taru .

Festi va l h indu d o So l , h o m e n a g e a nd o o d e u s e

a deu sa S ur ya, di v ind ades so lares r e g e nt e s d a lu z .

tamb é m U s a s , a d e u sa da

H o m e n ag e ava - se

A l v o r a d a, m ã e d a s e s t r e l as m a tuti n as qu e a n u ncia v a m

s u a c h ega d a n a c a rru ag e m p u x a d a por v a c a s v er m e l h as .

N

a C h i n a , r ev er e n cia-se o d e u s d o l ar Z a o Jun c o m o raçõe s e

h r v n d a s d e b o l os de a rr o z d o c e. N e ste di a, j o g a - se f e ijã o n os t e lh a d os

11,1 a tr ai r a b o a

so rt e , p e nd u r a nd o-se na s c a sa s i m a g e n s n o v as d o d e u s ,

11 u n a n do - s e as a n t i g a s .

- a d e usa da

uuuv e ra , R a t i -, a esp o s a d o d e u s d o a m o r Ka m a e Laks h mi - a d e u s a da

As mulh e r es v es tia m ro up as a m a r e l a s e

P o n g a l , f esti v a l h i ndu ve n e rand o J ag addhatr i

, " l i I a e d a p r o s p er id a d e.

2 1

prep a r ava m

h

t o c ava m c í t aras e fl autas. As c asas eram d e c o r a d as

f l ores e f i t as, o ga d o l ava d o c o m ág u a co m açafr ão ,

o " p o n ga l ",

arr oz coz id o

n o l eit e. O s

R ag

c om

o m e n s en t oava m

a c a n ç ão

sagrad a Vasa n t

,

e

f

n fei t ado

c o m g uir l a n d as

r ut as e b o l os. As p essoas tr o c avam

d e flo r es e a l imen t a d o

p rese n tes

com en tre si '

f este j ava m d e p oi s , de for m a a legre e ruid osa .

d eu

T h o r , r eg e n t e d o c é u, d o s r a i os e d os t rovõe s .

p e l as p esso a s

o ntr a as temp esta d e s . A m ã e d e Th or

Fes ti va l T h o rra bl o tt a r ,

d

e dica d o

a o

n ór d i c o

A

t u a l m e n t e ,

essa fe s t a a ind a é pr ese r va d a

c

Mã e U r sa, r e p rese n tand o

m a i s i d osas , que p e d e m pr o t e ç ão

e r a a d e u s a J or d , a f ort e e pr o t et o ra c ulti v a d a e m s u a f o rm a p rim o r di a l .

de J o rd , t a mb é m e r a c o nh eci d a por Fjorgy n,

a t erra n ã o

a l ém

N os d e m a i s p aíses es c a nd i n a v os,

Hlo d y n o u E r th a.

de

m

d

É um d i a pr o píci o p ara o enc a nt a m e nt o

p oções e el i x i res de a m o r .

F

es t a

S ant a

da a n t i g a f e s t a d a d e u sa Y ngona ,

Sa nt a

I n ês

o u

A g n e s , a v e r são

o d erni z ação

in a m a rqu esa

de A nn a o u D a nu , a G r a nde Mãe d o s c e ltas .

e a pr e p a r a ç ão

d e

N

o Br asil, c e l e b r a - se

d a m a t a

o Or i xá c a ç a d o re s,

d

O xo ss e ,

o d eu s n a

e

i

U m b a n d a por m a ni f est a ç ões

o r u b a n o

e d os

r e p r es e n tad o

e c a b o c l os e cab ocl as.

men c ion a m -se

N

a s

l e nd as

indí ge na s ,

J a r i n a

J

u r e m a, d e u sa s d as á r vo r es cuj os n o me s e qu a l id a d es

a

f o r a m d e jur e m a pr e p a r ava - s e

d õ i a d os p e l a s resp e c t i vas um a b e b id a a lucin ó ge n a,

c a b o cl as. i n ge r i d a

D a á rvore p e l as " c u n h ãs "

- pr o f e t i sas

- p a ra

ind u z i r v isõ e s p or meio d e tr a n ses .

 

A

pr ove it e

a eg r égo r a

d o di a e vá p ara um a m a t a .

Sa úd e o s

D ia Un i versa l

d a R e l igião, ho n ra nd o

to d os os cami n hos e p rá tic as es p i r itua i s .

C

e l e b ração

d e B a b a

Vaga

ou J e d za,

n os p aíses es l avos. B a b a Yag a era u ma d e u sa

a

n c i ã, re pr ese n ta d a c o m o

um a mu l h e r e n or m e ,

v

e l h a,

d e c a b e l os d esg renh a d os

e c o m p és e bi co

de ave . E l a co n s tru í a

m o r t os, a nd a nd o se mp r e

se rp e n t e .

s u a

c asa c o m as ossa d a s d os

ac o mp a n h a d a p o r u m a

Essa s i m b o l o g i a ,

u ti l i za d a

d e f o rm a

p

e j o r a ti va p e l a Ig reja

C a t ó li ca p a r a d es cr eve r

as

b

r u xas, s i n tet i za v a, n a v erdad e, a i d é i a d a m o r t e e

1

. , " . e n c a r n a ção ,

o s os s o s d os m ortos

serv ind o p ar a c o n s t r u i r

um a n o v a

• , I . n, A mulh e r ve lha era o as p ec t o

1"11 I ' r d e tra n s m utaç ã o d a L u a Negra r e pr es e ntad o

d

e anciã d a Gra nd e

Mãe, e stando

n a f i g u r a d a ser p e n t e .

o

A l en d a d e Ba b a Yaga o u B ab a De n so b re v i ve u

as " ma trios hka "

r ep r ese nt a

n as f a m o sas d o s tra j es

e

11111\ . ca s ru s s a s d e enc a i xar ,

''111 · os. A " m a tri os hk a "

I•• ' I e nd o d e v o l ta e m se u ve n tre su as n umeros a s

e n os bord a do s

a De u sa, qu e

d á e t ir a a v id a, p a r ind o filh a s .

Di a d e dica d o às a nc i ãs,

H

às avós e à s p r á t i c as d e pu rifi c a ç ão.

f az e nd o um a g entil eza

o n r e

a fa ce a nci ã da Deu sa,

o u d a ndo

11111 p r es ente p ara um a m u lh er id osa . S e preferi r , pa r tic i p e

u u e p assa d os . A d qu i re um a " m a trios h ka"

e c o l o q u e - a

d e um c u lt o a o s e m se u a lt ar c o mo

,. I I I ' cse n t ante d a

G r a nd e Mãe, d oa d o r a d a v i d a e d a m o rt e , o u B a b a D e n .

g

u a rd i ões e r ev it a li z e seu s c e n tr os e ner g é tic os,

entr a n d o

e m co n e xã o c o m

 

o

p o d er r es t a u ra d or

da s á r vo r es

e d o p r â n a . A b rac e

uma árv o r e ,

faç a

Festa d e Mawu, a D e us a - M ãe e m D a ho m ey ,

n a Á frica , a criad or a

a l g u n s exe r c í c i os r e sp i r a t ó ri os, v i s u a l i z e a e n e r g i a ve r d e d a s p l a n tas

li mpan d o s u a a u ra e f o r t a l e c en d o

su a sa úd e . Re ve r e ncie to d os

o s sere s d a

n

atu reza, o f ert and o- l h es

a l g un s f rut os , f l o r es e v inh o. Q u e ime

um p o u c o

d

e fum o, e n v ia n d o s u as orações p or m e i o d a fum aça.

22

I, ' I e rra e d os se r es huma n os ,

se nh ora d a L u a, d a n o it e e d o a m o r .

d

F es tiva l d a s M u sas , h o n rand o

as d e u s as d a p o e s i a,

1It1IHi

a e d a d a n ça.

23

a ar t e, da

~ I ' - ' : , . 2 ~

:

,

' .

C om e moraç ão

d a

d e u s a

c a n aa ni ta

As h e rah , a R a inha do Cé u , r eve r e nc ia d a p o r m e i o

~ d as á r vo r es , A m o derni zação d e s sa c e l e b ração é o

d a s Á r vo r es, Tu B 'S hi va th . A s

Festiva l Judeu

p essoas pl a nt a m árvo re s e a b e n çoa m

os j ar din s ,

P e r to de um a á r vo r e, faça um a ofe r e nd a d

cer ea i s, p ão , fl o re s ou frut as à G r a nd e Mãe , P eça - lh e qu e aben ç o e su a v id a com s a úde , f a rtur a, r e ali z aç õe s

e h a rm o ni a , A br a ce a á r vo r e e s int a- s e pr ot e gi d a , a b e nç oa da e amada p e l a p ró pri a M ã e Di v in a, Mo d e l e, depo i s, com ar g i l a um s í mbolo ou um a representaçã o da Mãe Criador a d a Vida e de tod a s

su a s manif e stações ,

N o Egito, c e l eb r aç ã o da deusa l un a r Hathor, reverenciada com oferendas de leite , f l ores e c â nticos às mar g en s do Rio N í l o.

Hathor era a deu sa da bele z a , do amor

e da arte , Era represent a d a ad o rn a da com o

g l o b o lunar e com chifre s d e va c a , Por i s so, a

va c a e s eu l e ite er a m c o n s ide ra d os sag rado s,

as sim c o mo na Índi a, A l e nd a r e l a t a com o

H a th or, n a form a d e va ca , gero u

int ei r o e o próprio Sol, o d e u s R a. H at hor cuida va d os m o rt os quando e l e s

ch egava m ao M undo Subt e rr â n eo , a m a mentand o-os c o m se u l e i te ,

Dança do Búf a l o n a trib o norte - americ ana Co m a nch e. Oi t o d a n ça rinos, vestido s c o m p e l e d e búf a l o e pintado s c o m tint a v e rm e lh a , branc a e preta, imitam o s m ov im e nt os do s búfalos, marcand o o compa ss o

co m ch o c a l h o s e bat i d as d e t a mb or, O utr o s d o i s d a n çari n os , ve stido s c o m p e l es d e ur s os , r e pr e s e nt a m os a n i mai s pr e d a d o r es, qu e d ev em se r a fa s t a d o s d as manadas , Os an c i ãos d a t ribo recit a m or a çõ e s pa ra in vo ca r a far tur a e a fa s ta r os azares , in voca n do a bê n ção d a M ulh e r B úf a l a Bra n ca,

o mundo

24

Co m e mo ra ç ã o n a Irl a nd a d e B an b a, um a a nti ga d e u sa c e lta d a

vi I a e d a m o rt e que , junt a m e nt e com E ir e e Fo tl a, f o rm ava a t ría d e d as

I1 ' u s a sa nc es t ra i s rege n tes d este p aís, Ho m e n age ie H a t hor e a M ulh e r B ú fa l a Bran c a - q ue tro u x e aos i ndi osa c erimô ni a d o Cac hi mbo Sagrado e d a D a n ça d o So l - ofere c e nd o- 11I ' s l e it e e d iminuindo o u a b o l i n do a car n e d e va c a d e sua a l ime n tação,

24 ~c )al1ciro

B ê nç ão d a s v elas , na H un g ri a, c er im ô ni a d e purific a ç ão d e dicad a à deu sa d o f ogo P o n y ke. C e lebr a - se a lu z, iluminand o e purificand o a s ener g i as es cu r as d o s ambiente s e d as p essoas,

Ce leb raç ã o de Bisal Mari a mn a n a Í ndia, a d eusa da lu z s o l a r . Ela era represent a da por uma baci a d e c o br e, ch e ia de água e fl o r e s , e m cuja superfície a lu z so l a r e r a refletida c o m a ajuda d e um espe l ho de m e tal dourado,

A pro v eite a data par a c o n sag r ar sua s v e la s, M edit e so br e o s Sete I t l ios e as d ivi ndades a e le s r e l ac i o n a d as ,

A cenda um a ve l a n a c o r c o rr es pondente a seu rai o pr e ferido e 111 I ' o rr a t od os o s quart os, o r a nd o e in v oc a ndo a Lu z M ai o r p a r a purificar .11, n çoar s u a c asa, a fu g ent a nd o as so mb ras,

D is t i n g,

impor ta nt e

di a

n o

I .11 -ndário rúnico dedic a d o à s Disir , d e u s a s IlIlI l c t o r as do s homen s, ac o mp a nh a nt e s da .husa d o destino U rdh .

Na mit o l o g i a e sla va , as d e u sas d o .I, s iin o s e ch a mam Rodj e nice o u R oz d e n i ci '

I a m es m a f o rm a qu e as P arcas gregas,

11 o mp a nh ava m

t o d os

o s n as cim e n tos,

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tecend o, m e d i nd o e c or t a nd o o f i o d a v id a . P ara atra i r su as b ê n çãos a o s

rec é m - n as c id os, e l as d eve r i a m re c e b er u m a p a r te d a c o mid a d a f esta d .