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Juiz de Fora - 14 de maio de 2009, quinta-feira O p inião - Painel

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Receita de Família Zine Cultural Carro e Cia Tevê OPINIÃO > ARTIGO Desenvolvimento Socioeconômico André

OPINIÃO > ARTIGO

Desenvolvimento Socioeconômico

André Maurício Sanábio Freesz Assistente Social

O modelo de desenvolvimento estruturado para apoiar as grandes empresas tem sofrido diversos

questionamentos: “quantos empregos serão criados?” O senso comum já aponta para o que está doendo

no calcanhar da população: o emprego e, mais além, o sustento do núcleo familiar do trabalhador.

Qualquer política de curto prazo só tem sentido quando estrategicamente preparatória do médio e longo

prazos. As administrações públicas municipais não podem agir sobre as causas do desemprego, suas

origens abarcam questões nacionais e globais. Mas podem e devem agir na geração de renda. O

mercado de mão de obra sobrevivente exige treinamento e especialização crescentes.

Cabe à União, constitucionalmente, o imperativo de desenvolver Políticas Públicas de Emprego e

Geração de Renda, assim como aos estados e a cada município interferir nesse processo. As Comissões

Municipais de Emprego (CME) são instâncias municipais de gestão social do sistema público de emprego

brasileiro. Nesses espaços, as comissões criam uma nova alternativa de geração de trabalho e renda,

asseguram a implantação da política pública e potencializam o desenvolvimento local.

A Comissão Intermunicipal de Emprego - CIE - de Goianá, Chácara, Coronel Pacheco, Piau e Tabuleiro

foi homologada em 13/10/1999, objetivando a elaboração de uma Proposta de Desenvolvimento

Socioeconômico. A comissão passou por avanços e períodos de estagnação por diversos fatores:

distância entre os municípios, projetos de desenvolvimento socioeconômicos diferenciados e outras questões. Nesse período, lançou-se o projeto de implantação do Aeroporto Regional da Zona da Mata. Já em 2005, o engenheiro Geraldo Magela de Mattos Sanábio, baseado na sua experiência como empreendedor da implantação da Paraibuna de Metais em Juiz de Fora, afirmou-me que teria fases de estruturação e maturação longas e sofreria diversas interrupções, mas, devido a sua importância, seria concretizado.

Em 2006, a Prefeitura de Goianá assumiu a ativação dos trabalhos desta CIE, tendo Tabuleiro anteriormente solicitado o seu desligamento para constituir sua própria Comissão. Era necessária uma concreta proposta de capacitação. O Plano Regional de Qualificação Profissional foi então elaborado pela

Secretaria Executiva como ferramenta estratégica: “Este projeto tem por finalidade solicitar, dentro dos Planos Territoriais de Qualificação Profissional de Minas Gerais (PlanTeQ`s), o atendimento aos quatro municípios integrantes da Comissão Intermunicipal de Emprego, compreendendo a microrregião dos municípios de Chácara, Coronel Pacheco, Goianá e Piau. Estes municípios estão localizados na região no entorno do local onde está sendo construído o Aeroporto Regional da Zona da Mata”. Com objetivo de:

“ preparar mão de obra trabalhadora para atender a demanda gerada pela implantação do Aeroporto,

estamos encaminhando este projeto e solicitando ao Conselho estadual de Trabalho, Emprego e Geração de Renda - Ceter/Sedese - a aprovação de nosso Plano Regional de Qualificação Profissional”.

Tal propositura não teve a esperada acolhida por parte do Ceter/Sedese. Todo empreendimento estruturante de grande porte possui imensas contradições. A linha mestra proposta nesta CIE é, com as devidas atualizações, um dos caminhos concretos para a construção de uma nova diretriz de Desenvolvimento Socioeconômico para os municípios referidos.