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FACULDADE DE TEOLOGIA DA IGREJA METODISTA

CURSO TEOLÓGICO PASTORAL


____________________________________________________

WELFANY NOLASCO RODRIGUES

A ESPERANÇA CRISTÃ ALÉM DA MORTE -


DESAFIOS E RESPOSTAS CRISTÃS

Trabalho acadêmico da disciplina Teologia


Sistemática - Escatologia e História
apresentado ao Prof. Dr. Helmut Renders,
como requisito para a conclusão do semestre II
do 3º ano do curso CTP.

Faculdade de Teologia da Igreja Metodista

Medina/MG — Março de 2009


SUMÁRIO

Introdução__________________________________________________________________3
I - A intensa busca da humanidade por esperança___________________________________4
II - O conceito Bíblico de esperança escatológica___________________________________7
III - Respostas metodistas para esperança além da morte____________________________10
Conclusão_________________________________________________________________13
Bibliografia________________________________________________________________14
3

INTRODUÇÃO

O texto que apresento a seguir é fruto de pesquisas no campo da escatologia com

objetivo prático pastoral de discutir sobre respostas cristãs que satisfaçam à necessidade

de esperança da humanidade frente aos desafios que geram a morte, ou seja, prejudicam

a vida.

Quando oramos o credo apostólico declarando que cremos “em Jesus Cristo, seu

Filho Unigênito, nosso Senhor, o qual ... ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu e está

sentado a direita de Deus Pai, Todo-Poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os

mortos” e “na ressurreição do corpo e na vida eterna” precisamos estar cientes do

significado destas palavras e quais implicações práticas têm para os nossos dias.

Esta é a função da escatologia cristã: levar esperança.


I - A INTENSA BUSCA DA HUMANIDADE POR

ESPERANÇA

Ao fazer surgir todas as coisas, cada um da sua forma, beleza e função, Deus resolveu
criar um ser especial, um ser que pudesse pensar, sentir, entender, um ser espiritual e físico ao
mesmo tempo, tendo a capacidade de criar. Essa criatura que Deus fez seria tão especial para
o Senhor, que deu-lhe a sua própria imagem e lhe fez com tanto amor que desejou tê-los como
filhos e filhas. Então Deus com o seu poder criou o ser humano.

Leonardo Boff1 afirma que o ser humano foi criado para o bem, mas perdeu esta
vocação por causa do pecado. Bem assim outros valores e sentidos como a religião
perderam o significado para o mundo moderno. Para Boff, buscar o sentido da vida é viver a
evolução convergente de todas as coisas em direção a DEUS, somente assim é possível ter
esperança e ver tudo ao redor de forma festiva e bem humorada ao ponto de até mesmo crer
nas utopias e almejar um futuro melhor através da fé.

O cristão deve acreditar que tudo o que existe passará e o eterno e perfeito tomará o
lugar do falho e passageiro. Assim pode-se viver com esperança do futuro sem medo de
fantasmas ao redor. A vocação do homem é buscar a DEUS. Tanto aqueles injustiçados
como os vitoriosos do mundo devem se encontrar em Cristo, o DEUS que se fez à imagem

1
BOFF, Leonardo. “Vocação Transcedental e escatatológica da criação” (pp. 10-43). In: O destino do
homem e do mundo: ensaio sobre a vocação humana, Petrópolis-RJ, Vozes, 1973
5
do homem e sofreu para que o homem se tornasse como já vocacionado desde a criação, à
imagem e semelhança de Deus.

O homem e a mulher, além de todos os privilégios que receberam sobre as outras


criaturas, ganharam a capacidade de escolher, o livre arbítrio e o entendimento para saber o
que pode e o que não pode fazer, bem como de suas conseqüências. Mas até então o homem e
a mulher não haviam provado do proibido, só conheciam o que era permitido e quando
provaram do bem e do mau, “lhes abriram os olhos” e passaram a ter consciência do que
realmente é o mau e o bem, sentindo suas conseqüências.

Deus sempre pôs diante do ser humano os dois lados e seus resultados (Deuteronômio
28) e deu a ele a consciência interior para saber quando está com malícia ou benignidade.

Para Pedro Trigo2, no primeiro mundo o mal muitas vezes é mascarado pela política de
dominação de outros povos, mas no terceiro mundo o mal é desmascarado. As pessoas
pobres tem que conviver com mal todos os dias de forma que lhes dificulta ver e crer em
DEUS. Tudo isso leva o povo a falta de fé. A falta de fé é um mal conseqüente de outros
males. Hoje na América Latina o povo pobre luta contra os males da sociedade moderna e
busca alcançar um bem social prometido que ainda não chegou.

Luigi Schiavo fala sobre o mal e a questão de sua origem como um dos temas mais
discutidos da escatologia desencadeando em diversos outros conceitos e deixa uma rápida
explicarão:

“O mal é algo que a pessoa humana percebe como externo e ao


mesmo tempo interno a ele.”3
Deus é Senhor sobre tudo o que acontece, o bem e o mau. A maldade não é da vontade
de Deus, mas pode ser uma conseqüência da vontade do homem. O soberano Senhor é dono
de tudo e de todos. O ser humano é dependente de Deus, porém age sem o consentimento
divino e Deus somente com o consentimento do homem perdoa os seus erros, transformando
a vida.

O pecado original, habitado em todo/a descendente de Adão e Eva, é a tendência para o


mau, mas Deus deu provisão enviando seu Espírito Santo para que não vivamos segundo a
vontade da carne e tenhamos o penhor do Espírito (Romanos 8:5). Embora a tendência natural

2
TRIGO, Pedro. “O mal na criação” (pp. 125-1600. In: criação e hisória. Petrópolis-RJ, vozes, 1988.
3
SCHIAVO, Luigi. O mal e suas representações simbólicas: o universo mítico e social das figuras de
Satnás na Bíblia. IN: Apocalíptica e as origens cristãs. Revista Estudos de Religião, ano XIV, nº 19,
UMESP: São Bernardo do Campo, 2000. p. 66.
6
seja para a maldade, o ser humano possui também em sua natureza o desejo de acertar,
praticar o bem e com a ajuda de Deus é capacitado para isso. Para o professor Ronaldo
Sathler-Rosa4 a necessidade de ‘sentido de viver’ presente em todo o ser humano é satisfeita
quando se encontra com a mensagem do Reino.

O ser humano precisa de respostas que lhe dêem sentido à vida. Rubem Alves5 no texto
O que é religião diz que a crise da religião nas últimas décadas é devido ao crescimento das
ciências que passou a exigir da religião repostas diferentes das que já tinha, visto que a ciência
descobriu muitas coisas que eram explicadas com mitos pela religiosidade do povo. Há uma
crise da teodicéia e como observa Alves quem dá mais respostas alcança mais adeptos e
quando as respostas se esgotam a religião cai em descrédito.

Contudo a religião não tem que dar respostas científicas e nem as ciências argumentos
que esvaziem os valores religiosos. Mas a Igreja deve enxergar os oprimidos para ser
terapêutica e pedagógica buscando aliviar a dor dos que sofrem e educar os que não têm
direção em busca da libertação6.

4
SATHLER-ROSA, Ronaldo. Cuidado pastoral em tempos de insegurança: uma hermenêutica
contemporânea. São Paulo: ASTE, 2004. p.79
5
ALVES, Rubem. O que é religião? São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. 3ª Edição; Coleção Primeiros
Passos, nº 31. 132p.
6
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 21ªed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.
7

II - O CONCEITO BÍBLICO DE ESPERANÇA

ESCATOLÓGICA

Desde o gênese a palavra ‘bom’ é repetida diversas vezes na descrição da criação para
demonstrar que Deus criou tudo com perfeição e justiça.

Junto com o surgimento do estado entram em cena os profetas que eram como
representantes do povo para protestar contra os erros do rei, falando em nome da esperança
de um dia futuro para Deus cumprir sua justiça. Estes profetas foram martirizados e com a
decadência do estado\monarquia, o profetismo se encerra. A partir de então é que as
comunidades começaram a criar textos apocalípticos com enigmas que só o grupo conhecia
para falarem do que não concordavam não correndo o risco de serem descobertos pelas
autoridades.

Para o autor Martinus de Bôer7, a apocalíptica judaica sua influenciou o conceito


escatológico do Novo Testamento e consequentemente a escatologia cristã atual.

Quando Jesus veio, desejava cumprir toda a justiça e não ser parcialmente justo como
o homem. Jesus sabia que “o dia do Senhor” havia chegado e que Ele era o servo enviado de
Deus não apenas para pregar, mas anunciar a esperança criada por Deus.

7
BOER, Martinus de. A influência da apocalíptica judaica nas origens do cristianismo: gênero,
cosmovisão e movimento social e: Escatologia apocalíptica judaica e o Novo Testamento. IN:
Apocalíptica e as origens cristãs. Revista Estudos de Religião, ano XIV, nº 19, UMESP: São Bernardo
do Campo, 2000. p. 11-24 e 85-104 (dois artigos do autor que falam sobre o tema).
8
O conceito de Jesus sobre esperança era prático. O contexto era de injustiça e
opressão. Jesus trazia alívio aos marginalizados através de suas palavras sobre de paz.
Defendia e libertava os oprimidos dando a todos esperança de uma vida melhor. Jesus
institui um novo tempo, o Reino de Deus, diferente do reino humano, que segundo o autor
Sebastián Politi8, significava para o próprio Jesus a sua morte e ressurreição como
consumação do propósito Divino dando esperança de vida eterna e posteriormente a Igreja
primitiva reinterpretou o significado das palavras de Jesus em textos apocalípticos.

O professor Western Clay Peixoto9, traz um interessante estudo sobre os apocalipses


afirmando que apocalipse é uma “leitura da história em tempos difíceis”. Em toda a história
da humanidade e da Igreja as mensagens apocalípticas aparecem em tempos difíceis como
um protesto contra o mau, consolo e esperança na justiça divina, para os desfavorecidos.

Os apocalipses foram escritos por pessoas do povo que tinham conhecimento da


realidade dos problemas presentes na sociedade. A partir da linguagem codificada que havia
nas comunidades era escrito o livro que servia para revelar o mau que acontecia instruindo o
povo sem atingir diretamente os dominadores. Baseados em visões falavam das verdades,
usando histórias com dualismos trocando os nomes dos personagens e usando símbolos para
os acontecimentos.

A mensagem dos apocalipses era primeiramente falada e depois pregada nas


comunidades e então, escritas por estes, que entendiam bem do que se tratava pois a
mensagem, embora em símbolos, estava presente entre eles e isto lhes abria os olhos para
ver a verdade.

Os textos apocalípticos conhecidos foram escritos entre os anos 400 a.C e 200 d.C.,
período em que os judeus e posteriormente os cristãos viveram sob dominação política e
cultural dos persas, gregos e romanos. Os povos dominados eram massacrados pelos
impérios e como distração para não terem oportunidade de se organizar e rebelar, recebiam
liberdade moral e religiosa, circos, olimpíadas, espetáculos e teatro. Tanto judeus como
cristãos eram organizados, não aceitavam dominação nem participavam das festas, por isso
eram os principais alvos das perseguições. Tudo isto influenciou a linguagem dos escritos
que tinha a finalidade de edificar e ensinar a esperança em meio às tribulações.

8
POLITI, Sebastián., História e esperança: a escatologia cristã. Tradução: Sandra Trabucco
Valenzuela. São Paulo: Paulinas, 1993; p.113-134.
9
PEIXOTO, Western Clay, Para Ler os Apocalipses, 1992, Belo Horizonte, 61 págs.
9
Uma forma de expressar a sede por esperança na América Latina foi o surgimento da
Teologia da Libertação que veio dar respostas ao sofrimento para os marginalizados da
sociedade. Na verdade foram estes que deram resposta, através desta teologia, para sua
geração e para as classes altas que lhes privavam o direito de palavra.
A Teologia da Libertação não foi elaborada por teólogos, mas pelo povo. O povo
simplesmente pegou a Bíblia e começou uma releitura partindo não de conhecimentos
teológicos, mas de sua própria realidade. Dessa maneira a realidade bíblica foi reconstruída
por seus verdadeiros protagonistas: o povo de Deus em busca de esperança.
Sobre a escatologia bíblica o professor Helmut Renders orienta que não existe apenas
um pensamento escatológico, há uma escato-divrersidade e quanto à ação cristã recomenda:

“O papel central dos diversos textos escatológicos é “manter a


esperança” e possibilitar uma ação adequada diante de desafios
distintos. Quanto ao pessimismo humano, a esperança manteve o seu
realismo, mas frisa que Deus opera na história e desafia a alienação e
o comodismo. Quanto ao otimismo a-crítico, a esperança acentua o
senso crítico e um olhar a partir das vítimas. Somente nessa
combinação não se perde o horizonte utópico da esperança cristã.”10
A maior esperança anunciada na Bíblia é a vitória sobre o maior problema do
homem: a morte. Cristo ressuscitou e mostrou o seu poder sobre a morte. Da mesma forma
que é difícil explicar a ressurreição hoje, era difícil para os discípulos entender, mesmo
tendo todas as profecias e explicações de Cristo relatadas no Novo Testamento. A chave
para compreender a ressurreição é a fé no Deus que criou a vida e pode concedê-la
novamente.

Embora avisados sobre o terceiro dia, os discípulos ficaram confusos depois da


morte de Jesus, até que o Senhor lhes apareceu ressurreto. Dois discípulos caminharam
discutindo sobre a morte de Jesus, tentando entender qual o propósito divino nisto, então
Cristo aparece sem saberem quem era e Ele mesmo lhes explica as dúvidas. Quando estes
dois discípulos puderam olhar com os olhos da fé, vêm o Mestre diante deles.

Da mesma forma a cristandade tem caminhado discutindo sobre a fé e a ressurreição


de Jesus Cristo, mas a certeza vem quando o caminho é surpreendida pela presença do
Senhor que esclarece tudo. É nessa caminhada, nesse diálogo com Deus, no “arder do
coração”, no “partir do pão” e no “abrir dos olhos” que se pode saber que Deus está bem
mais próximo do que se imagina.

10
RENDERS, Helmut. A sinfonia da Esperança: a importância da escato-diversidade para uma
pastoral da esperança. Caminhando, ano IX, n. 14, 2 sem. 2004, p.42.
10

III - RESPOSTAS METODISTAS PARA ESPERANÇA

ALÉM DA MORTE

“Neste tempo, fazemos uma escolha clara pela vida, manifesta em


Jesus Cristo, em oposição à morte e a todas as forças que a
produzem”11.

A Igreja Metodista é uma comunidade missionária a serviço do povo, tem uma missão
de chamar outros através do serviço e também para servir. Seu alvo é o povo, todos os tipos
de pessoas sem acepção, porém dando prioridade aos do povo que são mais necessitados de
forma material, física, emocional, social ou espiritual.

Dois problemas de interpretação escatológica são observados pelo professor Cláudio


de Oliveira Ribeiro12: a ‘concepção individualista’ da salvação e que esta é ‘exclusivamente
para um outro mundo’ futuro. Entretanto, desde seu surgimento a Igreja Metodista tem um
chamado para ministrar esperança aos que sofrem, segundo a orientação de John Wesley “não
há santidade que não seja santidade social (...) reduzir o Cristianismo tão somente a uma
expressão solitária é destruí-lo”. Para Wesley a Igreja não deve se conformar numa atitude de
acomodação ao mundo e seu sistema, mas deve ser ativa e positiva no sentido de ser um
instrumento de transformação nas mãos de Deus.

11
Plano para a Vida e Missão da Igreja Metodista. Cânones da Igreja Metodista 2007, Colégio Episcopal
da Igreja Metodista, Editora Cedro, São Paulo, 2007.
12
RIBEIRO, Cláudio de Oliveira. Nós cremos na vida antes da morte – o conceito amplo de salvação
presente na teologia Wesleyana. IN: Passos para uma Teologia Wesleyana Brasileira. EDITEO: São
Bernardo do Campo, 2007. p. 36.
11
A escatologia de Wesley também não lhe permita ficar parado numa atitude de mera
contemplação e pensando nisso disse: “dê-me cem homens que não amem nada exceto Deus,
que não odeiam nada exceto o pecado, e eu sacudirei o mundo para Deus; não importa se
clérigos ou leigos, homens assim abaterão o reino de Satanás e construirão o Reino de Deus
na Terra”. Talvez por causa deste fervor missionário a escatologia de Wesley tenha sido
‘geralmente otimista’ como observa Richard P. Heitzenrater13.

A esperança escatológica era marca tão forte entre os primeiros metodistas que era
cantada nos hinos foram como instrumento de alegria e difundindo eficazmente a doutrina
wesleyana como apresentam os teólogos Walter Klaiber e Manfred Marquardt:

“Carlos Wesley em seus hinos utiliza inúmeras vezes, as imagens do


Apocalipse referentes ao louvor dos salvos, com sendo a descriçao
da perfeição final da Igreja – descrevendo assim a esperança cristã
numa forma que marcará ‘as pessoas chamadas metodistas’ até os
dias de hoje, muito melhor do que o fariam numerosos tratados
teológicos”.14
No Brasil hoje, como Igreja Ministerial, nossa igreja reafirma servir aquele que
“levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens” (Efésios 4:8) e conta neste serviço
com a participação de todos, cada um da forma que sabe e pode, ajudando as pessoas a
descobrir ou desenvolver seus dons e talentos para o serviço do Reino. A igreja não visa os
seus interesses particulares, mas os da comunidade como um todo.

Como esposa d’Aquele que não veio “para ser servido, mas para servir” a Igreja
Metodista toma a condição de serva neste mundo, assume a diversidade de dons e incentiva
o exercício desses dons e ministérios promovendo a unidade através da diversidade.

O bispo Luiz Vergílio Batista da Rosa15 convida a uma reflexão à luz dos
documentos oficiais da Igreja Metodista como o Plano Para Vida e Missão, o Credo Social e
as cartas pastorais, que trazem um discurso comum de esperança desafiando a Igreja a
exercer sua vocação ministerial. Num segundo momento se dedica especificamente ao
ministério pastoral e ao Plano Nacional apontando as metas e os desafios que precisam ser
focados pelo/a pastor/a e para isso pontua diversas propostas para harmonizar Igreja,

13
HEITZENRATER, Richard P. Wesley e o povo chamado metodista. 2.ed. São Bernardo do Campo:
Editeo/Cedro, 2006. p.295.
14
KLAIBER, Walter & MARQUARDT, Manfred. Viver a Graça de Deus. São Paulo: Editeo/Cedro,
1999, p.198.
15
ROSA, Luiz Vergílio Batista da, Desafios vocacionais para uma Igreja ministerial. IN: HENDERS,
Helmut (org.) Vocação pastoral em debate. São Bernardo do Campo, Editeo 2005. p.198-208.
12
documentos da missão, pastores e sociedade abrindo rumos para o exercício de vocações e
ministérios específicos que anunciem esperança para o mundo atual.

O Plano para a Vida e Missão traduz o propósito de ser Igreja para o metodismo:

“ESPERANÇA E VITÓRIA NA MISSÃO DE DEUS: Nosso trabalho


tem sua raiz e força na confiança de que Deus está conosco, vai à
frente e é a garantia da concretização do Reino de Deus no presente e
no porvir. Ainda que as forças do mal e da morte lutem para dominar o
nosso mundo, nossa esperança reside naquele que as venceu, Jesus
Cristo, que tornou real a ressurreição e a vida eterna. A vitória da vida
já pode ser percebida na luta que travamos contra as forças da morte,
pois já temos os primeiros frutos do Reino (primícias) que nos nutrem
e nos levam a preservar na caminhada orando ’VENHA O TEU
REINO’" 16
A fé metodista não está voltada para si mesma e sim para as pessoas e o mundo que
nos rodeia, sendo baseada num credo social, ou seja, numa experiência de fé direcionada a
toda a sociedade em que vivemos, não tendo medo de encarar os problemas sociais, mas
confrontando-os. Por isso a Igreja Metodista procura se identificar com a sociedade em que
se encontra, vivenciando as alegrias e tristezas do povo e manifestando os meios de fé,
graça e obras no mundo em que vivemos.

16
Plano para a Vida e Missão da Igreja Metodista. Cânones da Igreja Metodista 2007, Colégio Episcopal
da Igreja Metodista, Editora Cedro, São Paulo, 2007.
13

CONCLUSÃO

“Ora, o último inimigo a ser vencido é a morte”. I Coríntios 15.26

Diante do presente estudo, concluo com e o significado prático deste versículo: a morte

precisa ser vencida, e ela não é tão forte para ser dificilmente derrotada. A morte é tudo o

que impede a plenitude da vida e o que dá sentido à vida e destrói a morte é a esperança.

O mundo precisa de esperança!

A Igreja não pode mais esperar!

Cristo espera a ação conjunta de seu corpo!

O meu maior desejo é poder ao fim do meu ministério, quando viver o meu momento

escatológico, poder falar como o Rev. John Wesley: o melhor de tudo é que Deus está

conosco!

Welfany Nolasco Rodrigues


CTP- FATEO / 4º ano.
14

BIBLIOGRAFIA

ALVES, Rubem. O que é religião? São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. 3ª Edição; Coleção
Primeiros Passos, nº 31. 132p.

BOER, Martinus de. A influência da apocalíptica judaica nas origens do cristianismo:


gênero, cosmovisão e movimento social e: Escatologia apocalíptica judaica e o Novo
Testamento. IN: Apocalíptica e as origens cristãs. Revista Estudos de Religião, ano
XIV, nº 19, UMESP: São Bernardo do Campo, 2000. p. 11-24 e 85-104 (dois artigos
do autor que falam sobre o tema).

BOFF, Leonardo. “Vocação Transcedental e escatatológica da criação” (pp. 10-43). In: O


destino do homem e do mundo: ensaio sobre a vocação humana, Petrópolis-RJ, Vozes,
1973

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 21ªed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

HEITZENRATER, Richard P. Wesley e o povo chamado metodista. 2.ed. São Bernardo do


Campo: Editeo/Cedro, 2006. p.295.

KLAIBER, Walter & MARQUARDT, Manfred. Viver a Graça de Deus. São Paulo:
Editeo/Cedro, 1999, p.193-203.

LIBÂNIO, João Batista & BINGEMER, Maria Clara Luchetti. Escatologia Cristã: o novo
Céu e a Nova Terra. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 15-57.
15
Plano para a Vida e Missão da Igreja Metodista. Cânones da Igreja Metodista 2007, Colégio
Episcopal da Igreja Metodista, Editora Cedro, São Paulo, 2007.

POLITI, Sebastián., História e esperança: a escatologia cristã. Tradução: Sandra Trabucco


Valenzuela. São Paulo: Paulinas, 1993; p.113-161.

RENDERS, Helmut. A sinfonia da Esperança: a importância da escato-diversidade para


uma pastoral da esperança. Caminhando, ano IX, n. 14, 2 sem. 2004, p.31-42.

RIBEIRO, Cláudio de Oliveira. Nós cremos na vida antes da morte – o conceito amplo de
salvação presente na teologia Wesleyana. IN: Passos para uma Teologia Wesleyana
Brasileira. EDITEO: São Bernardo do Campo, 2007. p. 36.

SATHLER-ROSA, Ronaldo. Cuidado pastoral em tempos de insegurança: uma


hermenêutica contemporânea. São Paulo: ASTE, 2004. p.79

SCHIAVO, Luigi. O mal e suas representações simbólicas: o universo mítico e social das
figuras de Satnás na Bíblia. IN: Apocalíptica e as origens cristãs. Revista Estudos de
Religião, ano XIV, nº 19, UMESP: São Bernardo do Campo, 2000. p. 66.

SCHWATZ, Hans. Escatologia. Tradução: Luiz H. Dreher. Dogmática Cristã. BRAATEN,


Carl & JENSON, Robert W. (eds.). São Leopoldo: Editora Sinodal & IPEG, 1995, p.
502-540.

STOKES, M. M. Crenças fundamentais do metodismo. São Paulo: Imprensa Metodista,


1978.