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Atividades sobre Independência

do Brasil

Natania Nogueira
Nogueira.natania@gmail.com
2009
Vinda da família real para o Brasil

Napoleão Bonaparte, imperador da França, havia decretado o bloqueio continental,


estabelecendo que todos os países europeus deviam fechar seus portos aos ingleses.
Portugal não aderiu ao bloqueio.
Em 1808, a Família Real abandonou Portugal porque as tropas francesas invadiram o
país. A Corte veio para o Brasil e instalou o governo no Rio de Janeiro. O príncipe D.
João determinou a abertura dos portos, permi-tindo a todas as nações
amigas o comércio com o Brasil.

D. João governava como príncipe regente porque sua mãe, a rainha D. Maria I,
estava muito doente.
D. João tomou importantes medidas que trouxeram
muitos benefícios ao Brasil: a criação do Banco do Brasil, da Academia Militar e da
Marinha, do Jardim Botânico, do Museu e da Biblioteca Nacional, da Imprensa Régia, da
Academia de Belas-Artes e do Arsenal da Marinha.

Também permitiu que fossem abertas fábricas no Brasil.


Houve um certo progresso, mas o governo teve de aumentar impostos para sustentar
despesas com a Corte. Por isso, o descontentamento dos brasileiros continuou.

Em 1815, o Brasil deixou de ser colônia e tornou-se Reino Unido a Portugal e


Algarve. Com isso, as capitanias passaram a ser chamadas de províncias. Em 1818, com
a morte da rainha, D. João foi coroado rei com o título de João VI.

Em 1821, D. João VI voltou para Portugal. Ao se despedir, entregou a chefia do


governo brasileiro ao seu filho D. Pedro e disse

(Quadrinho adaptado do livro em quadrinhos Dom João Carioca, de Lilia Moritz


Schwarcz e Spacca)
A Turma da Mônica na
Independência do Brasil
(Retirado da Revista Você Sabia? Turma da Mônica)
(Retirado da Revista Você Sabia? Turma da Mônica)
(Retirado da Revista Você Sabia? Turma da Mônica)
(Retirado da Revista Você Sabia? Turma da Mônica)
(Retirado da Revista Você Sabia? Turma da Mônica)
HINO DA INDEPENDÊNCIA

Já podeis, da Pátria filhos, Não temais ímpias falanges,


Ver contente a mãe gentil; Que apresentam face hostil;
Já raiou a liberdade Vossos peitos, vossos braços
No horizonte do Brasil. São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira! Brava gente brasileira!


Longe vá... temor servil: Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil. Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava Parabéns, ó brasileiro,


Da perfídia astuto ardil... Já, com garbo varonil,
Houve mão mais poderosa: Do universo entre as nações
Zombou deles o Brasil. Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira! Brava gente brasileira!


Longe vá... temor servil: Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil. Ou morrer pelo Brasil.
A Independência do Brasil

Antes de partir para Portugal, Dom João VI esvaziou


os cofres do Banco do Brasil, levando quase todo o
ouro para Portugal e deixou Dom Pedro como
príncipe regente.
Os portugueses, porém, não gostaram da
permanência de Dom Pedro no Brasil, pois queriam
que o Brasil voltasse à posição de colônia.
Os brasileiros elaboraram, então, um
documento, assinado por milhares de pessoas,
pedindo a sua permanência no Brasil. Dom Pedro se
mostrou favorável à solicitação:
- Como é para o bem de todos e felicidade
geral da nação, diga ao povo que fico.

Esta declaração de Dom Pedro foi feita no dia 09 de janeiro de 1822, data que ficou
conhecida como o Dia do Fico.
Dias depois, Dom Pedro formou seu ministério, nomeando para ministro do Reino
José Bonifácio de Andrada e Silva.
Como as ameaças de Portugal continuaram, Dom Pedro que fora controlar conflitos
entre brasileiros e portugueses na província de São Paulo, anunciou, às margens do riacho
Ipiranga, em São Paulo, no dia 07 de setembro de 1822:
“Brasileiros, as cortes de Lisboa, querem escravizar-nos. De hoje em diante, nossas
relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais, estamos separados de Portugal.”
Puxando a espada gritou:
Independência ou morte!
No dia 12 de outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil com o
nome de Dom Pedro I.

1.Você concorda com a atitude de Dom João VI, ao esvaziar os cofres brasileiros, quando
foi para Portugal? Por quê?
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2. Na sua opinião, por que era interessante para Portugal transformar novamente o Brasil
em colônia?
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3.Quem foi nomeado por Dom Pedro como ministro do reino?

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4. O que Dom Pedro fazia em São Paulo quando gritou “Independência ou morte!”?
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5. Em que dia, mês e ano foi declarada a Independência do Brasil?

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6. Quanto tempo faz que isso aconteceu?


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(Texto e atividades encontrados no site www.4shared.com)


Sugestão: após a leitura da história em quadrinhos, debater com os alunos sobre o
parlamentarismo adotado pelo Império, comparando-o com o parlamentarismo britânico.
Focar o debate no poder moderado e na forma como ele possibilitou ao Imperador
concentrar poderes e estender sua influência para além do executivo.
(Retirado do livro em quadrinhos Cai o Império! República Vou ver! De Lilia Moritz
Schwarcz e Angeli)
Avaliação de Língua Portuguesa
Aluno (a) ____________________________________________________________________________
Série: 5ª – Turma: _____ Turno: _______________ Data: __________________________________
Professor (a) _________________________________________________________________________
Valor: _______ pontos Pontos alcançados: ______________________________________

Leia este texto com atenção para responder às questões 1 e 2.

No último dia 07 de março, fez 200 anos que um príncipe português gorduchinho,
uma princesa espanhola alvoraçada, uma rainha meio tantã e dois garotos travessos
chegaram ao Rio de Janeiro depois de cruzar o oceano Atlântico.
Com eles, também embarcaram várias pessoas ricas e importantes de Portugal. Todos
estavam fugindo do exército de Napoleão, o poderoso imperador francês que já havia
conquistado quase a Europa inteira.
Você já deve estar se perguntando por que essa viagem, que aconteceu há bastante
tempo, tem tanta importância nos dias de hoje.
Pois bem, naquela época, o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. Tudo o que
produzíamos era enviado à metrópole. Não podíamos fazer comércio com outros países, nem
ter nossas próprias moedas, jornais e livros. Além do isolamento, faltavam boas estradas e
moradias para a população.

Nova Era

Quando a família real portuguesa veio para cá, uma nova era na história do Brasil
começou. Por ter virado sede de um império, tornou-se um lugar mais importante. Instalado
aqui, D. João VI criou o primeiro banco, o primeiro jardim botânico, o primeiro jornal,
melhorou as condições de vida no Rio, além de permitir que outros países fizessem
comércio conosco.
Com isso, devargazinho, as condições para que nos tornássemos um país
independente, em 1822, foram surgindo a partir daí.
Mas não pense você que esse episódio trouxe apenas conseqüências positivas. Só o
fato de termos sido colonizados por Portugal fez com que herdássemos muitas coisas
ruins.. Coisas que a família real não mudou em sua passagem por aqui.
Algumas ainda são grandes problemas para o Brasil. As diferenças sociais causadas
por relações injustas de poder e pela escravidão, a falta de boas condições de vida para os
mais pobres e a corrupção, que era comum em Portugal, são algumas das heranças negativas
daquela época com as quais ainda convivemos hoje.
Adaptado de Folha de São Paulo, 01/03/2008.
1) De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa correta.

a) Juntamente com a família real, várias outras pessoas importantes vieram ao Brasil para enfrentar o
exército de Napoleão.
b) A vinda da família real ao Brasil foi importante, pois acabaram-se as dívidas externas.
c) Enquanto foi colônia de Portugal, o Brasil não podia ter sua própria moeda, seus próprios jornais.
d) O fato de a família real ter desembarcado no Brasil trouxe apenas lucros aos brasileiros.
e) Uma das heranças negativas do episódio relatado no texto foi a construção do Jardim Botânico.

2) Durante a viagem, a família real, acostumada com as mais finas comidas, alimentou-se apenas de
biscoitos, de azeite, de repolho azedo, de carne de porco e de bacalhau. Ratos, baratas e piolhos fizeram
companhia aos tripulantes nos 54 dias de “aventura” pelos mares. Tudo isso porque:

a) estavam todos muito ansiosos para conhecerem a beleza do Brasil.


b) saíram às pressas de Portugal, fugindo do exército de Napoleão.
c) tinham como objetivo acabar com a pobreza do Brasil.
d) nada era mais importante que salvar o Brasil das mãos dos índios.
e) fugiam da invasão dos alienígenas.

3) Observe atentamente estas imagens de D. João VI e, depois, assinale a alternativa correta.

a) Juntas, as imagens constituem um texto verbal.


b) A imagem I representa uma cópia da imagem II.
c) Em apenas uma imagem, é possível identificar a pessoa retratada como um rei.
d) Ambas as imagens apresentam os mesmos elementos.
e) A imagem II é uma caricatura, ou seja, uma releitura engraçada de D. João VI.

4) Em comemoração aos 200 anos da vinda da família real ao Brasil, os Correios fizeram uma edição
especial de selos. Faça a leitura dos textos verbais, não-verbais e mistos apresentados neles para
estabelecer a relação correta.

I) III)
II) IV)

A) O Corpo de Fuzileiros Navais teve como sua primeira missão garantir a segurança da Família Real e
da Corte Portuguesa em sua viagem para o Brasil.
B) Este selo traz a escultura A Justiça, de Alfredo Ceshiatti. Colocado em primeiro plano, o monumento
reflete toda a importância do tema.
C) Em primeiro plano, destaca-se o mapa do Brasil. Os aviões cruzando o globo reportam ao
desenvolvimento e à rapidez nas transações comerciais internacionais.
D)( Este selo apresenta duas partes: na imagem à direita, o artista retrata o navio e a Família Real
portuguesa ao partir de Lisboa e à esquerda, apresenta, em primeiro plano, a figura de D. João VI.

Está correta a relação:

a) I-A; II-B; III-C; IV-D.


b) I-C; II-B; III-A; IV-D.
c) I-A; II-C; III-D; IV-B.
d) I-D; II-B;III-C;IV-A.
e) I-C; II-A; III-D; IV-B.

5) Observe este texto.

Assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir.


Ao observarmos essa tirinha, percebemos que:

a) apenas no segundo quadrinho há linguagem verbal.


b) há linguagem mista, mas a linguagem não-verbal é desnecessária.
c) a linguagem verbal e a não-verbal se integram e ambas são importantes para a compreensão do texto.
d) a seq&uência de imagens caracteriza a linguagem não-verbal e mostra a necessidade de textos verbais.
e) há predominância de linguagem não-verbal.
Observe esta seqüência de cenas para resolver as questões de 6 a 8.

6) O que significam as interrogações sobre a planta no 4º quadrinho?

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

7) Complete esta frase:


Nesse texto, há predominância da linguagem _________________________________________ .

8) Escreva duas palavras que caracterizem a planta e o menino, na última cena.


Menino: _____________________________________________________________________________
Planta: ______________________________________________________________________________

(Avaliação encontrada na Internetno site www.4shared.com


Outras atividades sobre
Independência do Brasil
01. (UFAL) Entre as causas políticas imediatas da eclosão das lutas
pela independência das colônias espanholas da América,
pode-se apontar:

a) a derrota de Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo;


b) a formação da Santa Aliança;
c) a imposição de José Bonaparte no trono espanhol;
d) as decisões do Congresso de Viena;
e) a invasão de Napoleão Bonaparte a Portugal e a coroação de D.
João VI no Brasil.

RESPOSTA: C

02. A independência do Brasil e das colônias espanholas na América


tiveram como elemento comum:

a) as propostas de eliminação do regime escravista imposto pela


metrópole;
b) o caráter pacífico, uma vez que não ocorreu a fragmentação
política do antigo bloco colonial ibérico;
c) os efeitos do expansionismo napoleônico, responsável direto pelo
rompimento dos laços coloniais;
d) o objetivo de manter o livre-comércio, como um primeiro passo
para desenvolver a industrialização na América;
e) a efetiva participação popular, uma vez que as lideranças
políticas coloniais defendiam a criação de Estados democráticos
na América.

RESPOSTA: C

03. (MACKENZIE) O processo de independência do Brasil caracterizou-


se por:

a) ser conduzido pela classe dominante que manteve o governo


monárquico como garantia de seus privilégios;
b) ter uma ideologia democrática e reformista, alterando o quadro
social imediatamente após a independência;
c) evitas a dependência dos mercados internacionais, criando uma
economia autônoma;
d) grande participação popular, fundamental na prolongada guerra
contra as tropas metropolitanas;
e) promover um governo liberal e descentralizado através da
Constituição de 1824.

RESPOSTA: A

04. A maior razão brasileira para romper os laços com Portugal era:

a) evitar a fragmentação do país, abalado por revoluções


anteriores;
b) garantir a liberdade de comércio, ameaçada pela política de
recolonização das Cortes de Lisboa;
c) substituir a estrutura colonial de produção e desenvolver o
mercado interno;
d) aproximar o país das repúblicas platinas e combater a Santa
Aliança;
e) integrar as camadas populares ao processo político e econômico.

RESPOSTA: B

05. A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:

a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do


Equador;
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de um
amplo movimento popular;
c) propôs, a partir das idéias liberais das elites políticas, a extinção
do tráfico de escravos, contrariando os interesses da
Inglaterra;
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas
transformações nas estruturas econômicas e sociais do País;
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e
preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de
escravos.

RESPOSTA: E

06. (UCSAL)
I. Aparecimento do capitalismo industrial em substituição ao antigo
e decadente capitalismo comercial.
II. Tradução em dois planos do processo capitalista: abertura das
áreas coloniais à troca internacional e eliminação do
trabalho escravo.
III. Transferência da família real para o Brasil e abertura dos
portos.

Os itens acima sintetizam algumas razões que respondem, no


Brasil, pela:

a) eliminação da importação
b) decadência da mineração
c) colonização portuguesa
d) independência política
e) expansão territorial

RESPOSTA: D

07. A respeito da Independência do Brasil, é válido afirmar que:

a) foi um arranjo político que preservou a monarquia como forma


de governo e também os privilégios da classe
proprietária;
b) as camadas senhoriais, defensoras do liberalismo político,
pretendiam não apenas a emancipação política, mas a
alteração das estruturas econômicas;
c) foi um processo revolucionário, pois contou com intensa
participação popular;
d) o liberalismo defendido pela aristocracia rural apoiava a
emancipação dos escravos;
e) resultou do receio de D. Pedro I de perder o poder, aliado ao seu
nacionalismo.

RESPOSTA: A

08. A Independência do Brasil:

a) rompeu o processo histórico;


b) adaptou a estrutura política do país às conveniências da
aristocracia rural;
c) acelerou o processo de modernização econômica;
d) representou um sério golpe na economia escravista;
e) representou um retrocesso político, devido à forma monárquica
de governo adotada.

RESPOSTA: B

09. O príncipe D. Pedro, na Independência do Brasil, foi:


a) essencial, pois sem ele não ocorreria a independência;
b) figura de fachada, totalmente submisso aos desejos de José
Bonifácio;
c) mediador, minimizando os antagonismos entre Brasil e Portugal;
d) manipulado pela aristocracia rural, objetivando realizar a
independência com a manutenção da unidade popular;
e) totalmente independente, tomando para si liderança do
processo, dando à independência um caráter revolucionário.

RESPOSTA: D

10. O processo de emancipação política brasileiro:

a) tendeu a seguir o exemplo da América Espanhola, quer dizer, da


Independência da Bolívia, Venezuela e Peru;
b) contou com grande participação popular, principalmente de
negros e mulatos do Nordeste, que viviam maior opressão;
c) marginalizou os elementos populares, e manteve as estruturas
sociais e econômicas do período colonial;
d) foi completado com o grito do Ipiranga, em 7 de setembro, com
a decisiva participação de D. Pedro;
e) somente foi consolidado após um ano de guerra contra Portugal,
uma vez que a Metrópole não aceitou a ruptura.

RESPOSTA: C

Fonte: http://www.coladaweb.com/questoes/historia/movdin.htm
Plano de Aula
A independência do Brasil e o Território Nacional

Bloco de Conteúdo
História

Conteúdo
Nações - Povos - Lutas - Guerras - Revoluções

Introdução
O estudo do processo de Independência do Brasil, que tem um importante ponto de
inflexão em 1822, é uma boa oportunidade para aguçar o olhar do estudante para uma
importante questão: o tamanho do Brasil. Se observarmos o mapa da América Latina atual,
veremos que o território brasileiro é consideravelmente maior do que os territórios
nacionais dos países de língua castelhana, por exemplo. Por que será que, historicamente,
os antigos territórios coloniais ibéricos na América se desenvolveram assim, de maneira
tão distinta?

No caso do Brasil, a ruptura com a metrópole se deu de forma pacífica, distante dos
centros de poder e de participação popular. Além disso, a sociedade brasileira manteve sua
estrutura política, econômica e social praticamente intacta. Por fim, a unidade do território
não se alterou em relação ao período colonial. Tais características tiveram uma forte razão:
o processo de independência foi empreendido por quem já estava no poder. Mas esta não
era a única possibilidade naquele momento histórico...

Os acontecimentos europeus contribuíram para a vinda da família real portuguesa ao


Brasil em 1808. A luta pela independência, porém, já podia ser observada em várias
regiões do Brasil. Em 1789 (mesmo ano do início da Revolução Francesa), houve a
Inconfidência Mineira, que exigia a independência da região das minas, incorporando
saídas ao mar. Outros exemplos são a Conjuração Baiana, de 1798 (reivindicando a
independência da Bahia) e a Revolução Pernambucana de 1817, exigindo o mesmo para o
Nordeste da América Portuguesa. E mesmo depois de 1822, a Independência não foi aceita
de imediato em todas as partes do novo país que se estava criando.

No norte do Brasil, uma série de revoltas marcou este intento de permanecer fiel à
administração portuguesa. Em 1824, outro forte movimento ocorreu, dessa vez no
Nordeste: a Confederação do Equador. Uma das principais diferenças desses movimentos
em relação ao que foi empreendido principalmente por D. Pedro era o caráter provincial,
regional. Nenhum desses movimentos partia de uma identidade nacional. O príncipe-
regente, por sua vez, pôde unificar todo o território já que, para quem estava no poder
ainda no período colonial, o Brasil era desde o seu princípio um único país – e – de
dimensões continentais.

Objetivos
- Compreender a declaração de independência do Brasil, em 1822, como parte de um
processo histórico maior.
- Explicar as intenções políticas de movimentos de contestação da administração colonial e
imperial do Brasil
- Compreender que a unidade territorial do Brasil deriva de um processo de independência
empreendido "de cima para baixo".
- Analisar mapas históricos e geográficos.
- Compreender a unidade de diferentes acontecimentos associados a uma conjuntura.
- Operar com a noção de transformação conservadora.

Materiais
Livros didáticos de História
Mapas históricos e políticos atuais da América do Sul

Duração
4 ou 5 aulas

Desenvolvimento
O professor pode iniciar a aula apresentando aos alunos dois mapas da América. O
primeiro é de um artigo de José Murilo de Carvalho, publicado no site da Revista de
História da Biblioteca Nacional.

Nesse artigo, intitulado “E se D. João VI não tivesse vindo?”, o historiador procura fazer
um exercício de imaginação: o que poderia ter acontecido caso a família real portuguesa
não viesse para o Brasil. O texto trata também de acontecimentos europeus que
antecederam a Independência do Brasil e, por isso, pode ser uma excelente fonte de
informações tanto para os alunos como para o professor. O mapa é uma boa ferramenta
pois retrata a atual configuração política do território americano e faz referência à antiga
demarcação colonial portuguesa.

O segundo mapa foi retirado da enciclopédia eletrônica livre, a Wikipédia, no verbete


“Brasil – Período Colonial” e retrata a divisão dos territórios coloniais sul-americanos em
1700. Caso você possua a ferramenta da internet na sala de aula, este mapa também possui
versão animada, em que é possível observar as mudanças de fronteiras de 1700 a 2000 e
consegue atingir perfeitamente o objetivo de demonstrar a diferença “geográfica” desses
processos de independência: enquanto o território brasileiro se mantém praticamente
intacto, o território da antiga colônia espanhola se divide à medida que avançamos para o
presente.

1ª atividade

Apresente inicialmente aos alunos o mapa do artigo de José Murilo de Carvalho. Você
pode perguntar à classe: “o que esse mapa nos mostra? A que região do mundo ele se
refere?”. Aguarde dos alunos as manifestações de que “esse mapa está errado”, “cadê o
Brasil?!”. Diante desses estranhamentos, você pode explicar aos alunos que o mapa é fruto
de um exercício de imaginação de um importante historiador brasileiro... Afinal, o que
justifica esse mapa é justamente o exercício de imaginação do que poderia ter ocorrido
caso a família real portuguesa não tivesse vindo ao Brasil em 1808. José Murilo de
Carvalho nos chama a atenção para o fato de que os vários movimentos de independência
regional que existiam na América Portuguesa não teriam sido sufocados, o que teria dado
origem a cinco países no lugar do Brasil. Você pode, inclusive, fazer uma leitura
compartilhada deste texto com os alunos, ressaltando seu caráter imaginativo.

Apresente então o outro mapa animado (caso disponha em sua escola dessa ferramenta) ou
então um mapa político atual da América do Sul (e Central).

A partir dos mapas, você pode propor aos alunos que os observem identificando todas as
diferenças que eles podem ver entre os países das antigas colônias portuguesa e espanhola.
Lance aos alunos algumas perguntas de identificação de informações (relativas ao mapa
real e atual das Américas do Sul e Central): em quantos países cada colônia se
transformou? Desses países, qual é o maior? E qual é o menor? Em que antiga colônia eles
se situam?

A partir daqui é possível começar a questionar os alunos: “de onde José Murilo de
Carvalho tirou a idéia de que o Brasil estaria dividido em vários países caso a família real
portuguesa não tivesse vindo para cá?”

2ª atividade

Essa pergunta suscitará a segunda atividade desta seqüência. Agora os alunos farão uma
pesquisa contextualizada para saber um pouco mais sobre os movimentos que poderiam,
na História do Brasil, ter dado origem a repúblicas independentes.

Você pode dividir os alunos em 4 grupos, entregar a eles alguns livros didáticos e pedir
que cada grupo pesquise sobre um movimento que reivindicava a independência em
relação a Portugal durante o período colonial: a Inconfidência Mineira, a Conjuração
Baiana e a Confederação do Equador (esta já no período imperial do Brasil independente),
por exemplo. O quarto grupo poderia pesquisar sobre movimentos de resistência à
Independência. Cada grupo deve ter uma pauta de pesquisa:

- O que este movimento reivindicava?


- Os revoltosos queriam a independência do Brasil inteiro? Por quê?
- Os revoltosos queriam instituir que tipo de regime político?
- Se este movimento tivesse conseguido vencer as forças da administração central, o que
teria acontecido, provavelmente? Por quê?

O objetivo é que cada grupo possa identificar que independência cada movimento queria
ou chegou até mesmo a conquistar por um breve período. Isso os levará a identificar que
esses movimentos queriam a independência de cada uma dessas regiões.

3ª atividade

Os grupos teriam de apresentar os resultados de suas pesquisas para seus colegas de classe,
que podem estar dispostos em um grande círculo. Você pode propor que eles preencham
um quadro-síntese desses movimentos, que ajude a turma toda a chegar às conclusões
pertinentes à seqüência. Na apresentação dos grupos pode brotar uma discussão
interessante: se assim era, o que aconteceu para que o território da América Portuguesa,
afinal, não se dividisse?

A seqüência didática terminaria então com a idéia de que a América Portuguesa inteira
"virou Brasil" graças a uma independência encabeçada pelo príncipe-regente, ou seja, por
quem já governava o território, ao contrário do que acontecera com a América Espanhola.
Neste ponto, o professor pode optar em se aprofundar com os alunos sobre a conjuntura e
os acontecimentos que envolveram o processo de Independência do Brasil e as
independências da América Espanhola.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
CARVALHO, José Murilo de. “E D. João resolve...ficar! Um exercício imaginário sobre
os destinos do Brasil caso a Corte não tivesse vindo. Aliás, que Brasil?”. Publicado no site
da Revista de História da Biblioteca Nacional, 01/05/2008.

Confira no site da Secretaria de Educação da Cidade do Rio de Janeiro, uma seqüência de


textos que vão desde os acontecimentos europeus e a crise de Portugal, passam pela
discussão política que ocorria no Brasil, até as guerras de independência, em especial no
Norte, Maranhão e Grão-Pará.

Outra importante fonte é o clássico trabalho dos historiadores Fernando Novais e Carlos
Guilherme Mota:
MOTA, Carlos Guilherme; NOVAIS, Fernando. Independência Política do Brasil. São
Paulo: Hucitec, 1996, 96p.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/a-independencia-do-
brasil-e-o-territorio-nacional-426149.shtml
Independência do Brasil

OBSERVAÇÃO: Procure estudar esse assunto através do gráfico acima.

1 - Procure interpretar a "charge" de Miguel Paiva, analisando sua versão da


Independência do Brasil.

2- Ao proclamarem a sua independência, as colônias espanholas da América optaram pelo


regime republicano, seguindo o modelo norte-americano. O Brasil optou pelo regime
monárquico:
a) pela grande popularidade desse sistema de governo entre os brasileiros.
b) porque a República traria forçosamente a abolição da escravidão, como ocorrera
quando da proclamação da independência dos Estados Unidos.
c) como conseqüência do processo político desencadeado pela instalação da corte
portuguesa na colônia.
d) pelo fascínio que a pompa e o luxo da corte monárquica exerciam sobre os colonos.
e) em oposição ao regime republicano português implantado pelas cortes.

3- “A independência do Brasil, proclamada em 1822, foi reconhecida pelos Estados


Unidos da América em maio de 1824 e por várias nações européias até o ano de 1826".
Em sua opinião, qual foi a razão dessa demora e qual a relação que tem com o Congresso
de Viena (1815)?

4- A vinda da família real para o Brasil, em 1808, alterou a vida e a dinâmica da colônia,
bem como da nobreza, ao transformar o Rio de Janeiro no centro de decisões do Império
português.
a) Qual o papel da França e da Inglaterra no contexto político internacional em que
ocorreu a transferência da família real para o Brasil?
b) Identifique quem foi favorecido e quem foi prejudicado com a abertura dos portos,
decretada por D. João e explique por quê.
5- Leia a declaração. Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, estou
pronto; diga ao povo que fico. ("D. Pedro, Príncipe Regente, 9 de janeiro de 1822".)
a) Qual o significado da decisão tomada pelo Príncipe Regente?
b) Explique o que foi a Revolução do Porto, iniciada em 1820, e aponte suas
conseqüências para a porção americana do Império Português.

Fonte: http://historiajulia-exercicios.blogspot.com/2007/11/independncia-do-brasil.html