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Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN

Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – FAFIC

Departamento de Filosofia

Curso: Filosofia

Disciplina: Oficina de Atividades Filosóficas VII, Semestre


2009.1

Professora: MS. Olga de Oliveira Freire

Aluno: Elon Torres Almeida

Trabalho individual – III


Avaliação

A responsabilidade livremente escolhida do homem


público.

Mossoró,
2009.

Introdução

Hans Jonas nasceu em 1903 em Mönchengladback, na Alemanha. De origem


judia teve o período inicial de sua formação humanística na leitura atenta dos profetas
hebreus. Sua intensa vida intelectual foi por ele descrita numa conferência pronunciada
em outubro de 1986 na Universidade de Heidelberg, por ocasião dos seiscentos anos de
fundação daquela Instituição. Aponta três momentos marcantes de sua formação
filosófica.
O primeiro tem início em 1921 quando, ainda recém-formado, freqüenta na
Universidade de Freiburg as aulas de um mestre então pouco conhecido e de nome
Martin Heidegger. Segundo Jonas esse foi, por muito tempo, seu mentor intelectual. Em
1924, Heidegger transfere-se para a Universidade de Marburg e Jonas o acompanha. Lá
conhece Rudolf Bultmann, e sob sua orientação elabora uma tese sobre a gnose no
cristianismo primitivo que é apresentada em 1931. Como decorrência desse trabalho
inicial publica, em 1934, o célebre "Gnosis und spätantiker Geist", considerado por ele
mesmo como o primeiro grande momento de sua trajetória como filósofo. Nesse mesmo
ano, Jonas se vê obrigado a abandonar a Alemanha em função da ascensão do nazismo
ao poder.
O segundo grande momento na vida intelectual de Jonas ocorre em 1966 com a
publicação de "The Phenomenon of Life, Toward a Philosophical Biology". Nessa obra
estabelece os parâmetros de uma filosofia da biologia. Abre um novo caminho de
reflexão sobre a precariedade da vida e mostra o grande alcance filosófico dessa
abordagem da biologia, pois reconduz a vida a uma posição privilegiada e distante dos
extremos do idealismo irreal e do limitado materialismo. Apresenta o equívoco de se
isolar o homem do resto da natureza, imaginando-o desvinculado das outras formas de
vida.
No epílogo dessa obra estabelece uma idéia geral de seu projeto quando escreve
que com "a continuidade da mente com o organismo, do organismo com a natureza, a
ética torna-se parte da filosofia da natureza (...) Somente uma ética fundada na
amplitude do ser pode ter significado."
Não é difícil perceber o vínculo dessa etapa com o terceiro e culminante
momento de sua vida intelectual. A busca pelas bases de uma nova ética, uma ética da
responsabilidade torna-se a meta de Jonas. Em 1979 publica "Das Prinzip
Verantwortung - Versuch einer Ethic für die Technologische Zivilisation" traduzido para
o inglês somente em 1984. Partidário do sionismo desde a juventude, Jonas, ao deixar a
Alemanha, integra-se em Israel a uma brigada judaica de autodefesa e aí, como oficial
da artilharia permanece até 1949. Durante a Segunda Grande Guerra alista-se no
exército britânico na luta contra o nazismo. Dessa época, tem-se o seguinte depoimento:
"Cinco anos como soldado no exército britânico na guerra contra Hitler (...)
Afastado dos livros e de toda parafernália da pesquisa (...) Mas algo mais substantivo e
essencial estava envolvido. O estado apocalíptico das coisas, a queda ameaçadora do
mundo (...) a proximidade da morte (...) tudo isto foi terreno suficiente para se dar uma
nova reflexão sobre as fundações do nosso ser e para rever os princípios pelos quais
guiamos nosso pensamento sobre elas. Assim, de volta às minhas próprias origens, fui
arremessado de volta à missão básica de filósofo e de seu empreendimento nato, que é
pensar."
A responsabilidade livremente escolhida.

O caso paradigmático é o do político que ambiciona o poder para assumir


responsabilidades e ambiciona o poder supremo para exercer a responsabilidade
suprema.
Na leitura podemos perceber que o homem político além da sua vocação, anseia
por estatos, ambiciona posições mais altas na vida e tenta deixar as marcas bem patentes
de sua carreira, como quem até possa perpetuar-se no poder ou transferir esse poder
público de preferência aos seus parentes e aliados.
Sabemos pela leitura feita neste capítulo que aquele homem que ingressa na vida
pública assume para si uma grande responsabilidade, pois para lidar com a res publica,
precisa de muita capacidade e responsabilidade mediante tão difícil tarefa.
Uma vez que nenhum homem está fadado a desempenhar um cargo por coação,
com raras exceções, uma vez assumindo e empossado para isso, deverá satisfazer ao
chamado e aspiração da melhor forma possível.
Notamos ao longo desse capítulo, que Hans Jonas nos dá um exemplo bem
patente como no caso do ditador Churchill que mesmo tomando medidas corajosas foi
traído pela sua autoconfiança, o que tornar-se muito perigoso para qualquer um que se
propõe em qualquer regime desempenhar a função de homem público.
Em meio a tanta semelhança da forma de gerenciamento dos pais e do homem
público notamos o que mais pode se parecer para ambos é a questão fenomenal da
responsabilidade que os dois têm frente aos seus dependentes (família ou sociedade).
Tanto o homem público como os pais devem (devemos) saber que o bem maior
da humanidade é a própria vida, o que o autor quis dizer na minha interpretação com
respeito a responsabilidade das classes sociais é que o homem não tenha nenhuma outra
vantagem em relação aos outros seres viventes, exceto a de só ele pode assumir a
responsabilidade de garantir os fins próprios aos demais seres, ou seja, “o homem tendo
responsabilidade pelo homem”.
Segundo o autor há no homem, seja ele público ou não, uma capacidade objetiva
sob a forma de responsabilidade externa que o torna um ser capaz de ser uma criatura
moral ou imoral (responsável diretamente ou indiretamente pela a vida).

Responsabilidade política e responsabilidade parental:


contrastes.

Como o assunto da responsabilidade está envolvendo as duas classes de homem


público e dos pais não poderia deixar de ser fiel ao autor na questão do contraste que
existente entre essas duas classes.
Segundo Hans Jonas há aspectos em comum entre eles, que é a essência da
responsabilidade... De um lado, os indivíduos numerosos e anônimos da sociedade, e do
outro lado, a procriação, intimamente relacionados conosco e cada um deles portador de
valor próprio, porém ainda imaturo. O aspecto do contraste é aquilo que seja comum a
todos, a outra essência da responsabilidade diz respeito a um raro indivíduo singular (o
pai).
Conclusão:

Muito embora haja vista esses contrastes notados por Hans Jonas, há, porém, nas
suas observações seguintes muitos aspectos em comum como dos três conceitos de:
“totalidade”, “continuidade” e “futuro”, referidos à existência e à sorte de seres
humanos.
Vivendo entre seres humanos, sou responsável por alguém e também sou
responsabilidade de outros.
A marca distintiva do Ser humano, de ser o único capaz de ter responsabilidade,
significa igualmente que ele deve tê-la pelos seus semelhantes.
Ser responsável efetivamente por alguém ou por qualquer coisa em certas
circunstâncias (mesmo que não assuma nem reconheça tal responsabilidade) é tão
inseparável da existência do homem quanto o fato de que ele seja genericamente capaz
de responsabilidade.
A existência do homem é uma prioridade, pouco importa que ele a mereça em
virtude do seu passado, a existência da humanidade significa simplesmente que vivam
os homens. Que vivam bem é um imperativo que segue ao anterior. O fato ôntico bruto
de que eles existam, mesmo sem terem sido consultados, a esse respeito, se impõe a eles
como um imperativo; eles devem continuar existindo como tal.
O homem público, no pleno sentido da palavra, ao longo da duração do seu
mandato ou poder, assume a responsabilidade pela totalidade da vida da comunidade,
por aquilo que costumamos chamar de público.
Mas a responsabilidade por uma vida, individual ou coletiva, se ocupa antes de
tudo com o futuro, bem mais do que com o presente imediato. Isso é verdadeiro em um
sentido trivial para toda responsabilidade, mesmo a mais particular, acompanhando-se a
evolução de uma tarefa até o fim.
A responsabilidade não é nada mais do que o complemento moral para a
constituição ontológica do nosso Ser temporal. Assim, se compreende a tese de Jonas de
uma ética voltada para o futuro.
A responsabilidade é, portanto, na ética, a articulação entre duas realidades, uma
subjetiva e outra objetiva. É forjada por essa fusão entre o sujeito e a ação. Ao mesmo
tempo há, também, um aspecto de descoberta que se revela na ação propriamente dita e
suas conseqüências. A ordem ética está presente, não como realidade visível, mas como
um apelo previdente que pede calma, prudência e equilíbrio. A esta nova ordem Jonas
dá o nome de Princípio da Responsabilidade.

Referências Bibliográficas.
1. HANS JONAS, o princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a
civilização tecnológica. Rio de Janeiro. Contraponto: Ed. PUC, 2006

2. HANS JONAS, a ética da responsabilidade Siqueira, José Eduardo de -http:


//www.unopar.br/portugues/revfonte/v3/art7/body_art7.html.