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APOSTILA DE

ADMINISTRAÇÃO
FINANCEIRA

Professores:
Maj Moisés Ricardo Pinto
Cap Emerson Gomes Campos
UNIDADE DIDÁTICA I

1 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS ORÇAMENTÁRIO E


FINANCEIRO DO ESTADO E DA PMMG

1.1 O Sistema Estadual de Finanças (A PMMG como Órgão Autônomo – Art. 8º, Inciso
II. e Art. 9º da Lei 9.520, De 29/12/87)

A Polícia Militar não vive isolada. É um dos órgãos integrantes da Administração


Direta do Estado que e possui as seguintes características:
a) Subordina-se ao Governador do Estado;
b) Vincula-se à Secretaria Estadual de Defesa Social;
c) Reporta-se e deve interagir com os órgãos que dirigem os vários sistemas
administrativos estaduais.

Para essa interação, na área orçamentária e financeira, a PM se liga, basicamente,


com as Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral (SEPLAG), através
da Superintendência Central de Pagamento de Pessoal da Superintendência Central de
Planejamento e Programação Orçamentária (SCPPO) e também com a Secretaria de
Estado da Fazenda (SEF), através da Superintendência Central de Administração
Financeira (SCAF) e Superintendência Central de Contadoria Geral (SCCG).

Está diretamente ligada ao Sistema Estadual de Auditoria, ligando-se diretamente


ao Auditor Geral do Estado através da recém criada, Auditoria Setorial.

Regulamentando internamente essa interação, estabelece o Art. 2º do


Regulamento de Administração Financeira, Contabilidade e Auditoria da Polícia Militar( R-
AFCA/PM): “O Sistema de Administração Financeira, Contabilidade e Auditoria da
Polícia Militar (AFCA PM), respeitadas as suas peculiaridades, integra o sistema
estadual correspondente, ficando sujeito a orientação normativa, a supervisão
técnica e a fiscalização do Órgão Central desse sistema, sem prejuízos de sua
subordinação hierárquica à Polícia Militar.”

Na Polícia Militar, o sistema AFCA PM tem como Órgão Central a Diretoria de


Finanças (Art 4º, inciso I do R-AFCA/PM), sendo que o Estado-Maior tem a
responsabilidade de assessorar ao Comandante-Geral (Art 4º, § único do R-AFCA/PM).
No setor de auditoria, temos a Auditoria Setorial.

1.2 A Estrutura

A Polícia Militar de Minas Gerais é estruturada, hoje, combinando-se, basicamente,


dois tipos de organização:

a) Estrutura em linha/assessoria - é estruturada em linha/assessoria (ou


linha/Estado-Maior) ao se considerar a divisão, nos diversos níveis, desde o Comando-
Geral até os Batalhões, em Comandantes, assessoria do Estado-Maior e as Unidades
Subordinadas (níveis estratégico, tático e operacional).
b) Organização Sistêmica - é estruturada sistemicamente ao se considerarem os
vários sistemas que a compõem. Nos sistemas administrativos, de apoio, as Diretorias
assumem o papel de "cabeças" e se responsabilizam perante a Corporação pela
homogênea e adequada execução de cada atividade.

1.3 Os Sistemas de Apoio


Assim como nas atividades operacionais, as atividades administrativas, também, se
desenvolvem segundo os três níveis da estrutura de Comando da Corporação:
ESTRATÉGICO, TÁTICO e OPERACIONAL (ou de EXECUÇÃO).

No nível estratégico está o Comandante-Geral que, assessorado pelo EM/PM,


formula a política e estabelece as diretrizes gerais para pessoal, orçamento, finanças,
material, saúde, etc.

No nível tático encontram-se as Diretorias que se ocupam da direção setorial dos


sistemas de Pessoal (DRH), Finanças (DF), Material e serviços (DAL), Saúde (DS) e
Formação de Recursos Humanos (APM), por exemplo.

No nível de execução estão os órgãos que executam as tarefas administrativas


segundo as diretrizes emanadas das Diretorias: os Centros e as demais Unidades
Executoras.

2. Legislação aplicada aos sistemas orçamentários e financeiro do Estado de Minas


Gerais e na PMMG

A PMMG é um órgão autônomo que integra a administração do Estado de Minas


Gerais. E assim sendo, todas as despesas da PMMG devem ser previstas e executadas
de acordo com as leis e normas que regulam a execução orçamentária e financeira.
Vejamos os principais instrumentos legais que regulam a execução das despesas.

2.1 No âmbito federal

2.1.1 Constituição Federal, Título II, Capítulo II.


2.1.2 A Lei 4.320, de 17mar64, regula a execução orçamentária em todos os níveis
Governamentais, isto é, para os órgãos federais, estaduais e municipais;
2.1.3 Lei 8.666, de 21jun93, estabelece normas para licitações e contratos;
2.1.4 Lei Complementar nº 101/2000- Lei de Responsabilidade Fiscal.
2.1.5 Lei Federal 10.520, de 17 de julho de 2002.

2.2 No âmbito estadual, têm-se os seguintes ordenamentos jurídicos

2.2.1 Constituição Estadual – (1989) Capítulo II, Subseção VI – Da Fiscalização e dos


Controles Art 73 a 76, Capítulo III, das Finanças Públicas Art 153 a 164.

2.2.2 Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG)


Este Plano estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
Administração Pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas a programas de duração continuada.

2.2.3 Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)


Compatível com o Plano Plurianual, compreenderá as metas e prioridades da
Administração Pública Estadual, incluirá as despesas correntes e de Capital para o
exercício financeiro subsequente e orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual.

2.2.4 Lei Orçamentária Anual (LOA ou LO)


A Constituição Estadual estabelece no artigo 157 que a Lei Orçamentária Anual
compreenderá:
a) O orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e
entidades da Administração direta e indireta;
b) O orçamento de investimento das Empresas que o Estado, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do Capital social com direito a voto.

Para que a Lei Orçamentária seja elaborada são observados, entre outros, os
seguintes procedimentos:
1) A Superintendência Central de Orçamento, após análise e compatibilização das
propostas dos órgãos, encaminha a proposta consolidada ao Governador do Estado, com
uma exposição de motivos e equilíbrio entre a receita estimada e a despesa prevista;
2) O Governador do Estado, de posse dessa proposta, remete-a à Assembléia
Legislativa, para fins de exame e aprovação, findo o que o projeto se transforma em Lei,
após sancionada pelo Poder Executivo. É conhecida como a Lei Orçamentária. Inicia-se,
então, a execução, o controle e a avaliação das antigas propostas.

2.2.5 Decreto 37.924, de 16maio96


Dispõe sobre a execução orçamentária e financeira, estabelece normas gerais de
gestão das atividades patrimonial e contábil de órgãos e entidades integrantes do Poder
Executivo e dá outras providências.

2.2.6 Lei Estadual nº 14.167, de 10 de janeiro de 2002.


Dispõe sobre a adoção, no âmbito do Estado, do pregão como modalidade de
licitação para a aquisição de bens e serviços comuns e dá outras providências.

2.2.7 Decreto Estadual nº 42.408, de 08 de março de 2002


Regulamenta a modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de
bens e serviços comuns, no âmbito do Estado de Minas Gerais.

2.2.8 Decreto Estadual nº 43653, de 12 de novembro de 2003.


Altera o Decreto nº 42.408, de 08 de março de 2002.

2.2.9 Decreto Estadual nº43.320, de 08 de maio de 2004


Delega competências aos titulares dos órgãos no Estado de Minas Gerais.

2.2.10 Decreto Estadual nº 43.699/2003


Instituiu o Sistema SIAD no âmbito do Estado.

2.2.11 Decreto Estadual nº 43.701/2003 (CAFIMP)


Regulamenta o cadastro geral de fornecedores, o cadastro de fornecedores
impedidos de licitar e contratar com a administração pública estadual, bem como
disciplina a aplicação de sanções administrativas a fornecedores inadimplentes

2.3 No âmbito da Polícia Militar, as principais normas são:

2.3.1 Regulamento de Administração Financeira, Contabilidade e Auditoria da Polícia


Militar( R-AFCA/PM), aprovado através da Resolução nº 3.316/CG, de 06set1996;

2.3.2 O PARO (Plano de Aplicação dos Recursos Orçamentários), editado e aprovado


anualmente mediante Resolução do Comandante-Geral, estabelece as condições para a
aplicação dos recursos orçamentários; fixando as normas e diretrizes reguladoras da
execução orçamentária e financeira na Corporação durante um determinado exercício.
(2009 – Resolução 4003 de 16 de fevereiro de 2009)

2.3.3 Instruções da Diretoria de Finanças – São editadas de acordo com a


necessidade de se regulamentar procedimentos relativos à execução orçamentária e
financeira. Atualmente a DF possui 18 (dezoito) instruções e 6 (seis) instruções conjuntas
com a DAL e DRH.
2.3.4 Instruções da Diretoria de Apoio Logístico

2.3.5 Instruções da Diretoria de Recursos Humanos

3. SISTEMA AFCA/PM

ESTRUTURA DO SISTEMA AFCA PM

SUPERVISOR
CMT GERAL

COORDENADORES
DE PROJ E ATV
(EMPM)

Ó G G G G G G
RGÃO DE
DIREÇÃO
CENTRAL APM DS
DAL DRH DTS DMAT
D

3.1 Estrutura e atribuições


UNIDADES EXECUTORAS
O Sistema AFCA PM tem a seguinte estrutura:
(BATALHÕES, CIA IND, CA, CENTROS, CTPM-
BH,DIERTORIAS, AJG, NÚCLEO DE INFORMÁTICA, CPE,
HPM, CORREGEDORIA )

3.1 Supervisor - Ao Supervisor (Cmt Geral), assessorado pelo Estado-Maior, compete


a coordenação geral, além do controle das atividades do sistema AFCA/PM.
O Estado-Maior participa das atividades do Sistema AFCA PM como órgão de
assessoramento do Comandante-Geral.

3.2 Órgão de Direção - Diretoria de Finanças.


Como Órgão Central do Sistema tem as seguintes atribuições:
a) integrar setorialmente o sistema estadual correspondente;
b) superintender as atividades do Sistema AFCA PM, visando aos objetivos constantes
do RAFCAPM;
c) realizar o acompanhamento da execução financeira do orçamento, bem como de
Projetos e Atividades à conta de recursos extra-orçamentários no âmbito da Corporação;
d) encarregar-se da administração dos recursos correspondentes a Projetos e Atividades
que lhe forem atribuídos;
e) emitir parecer sobre assuntos que exijam interpretação de atos administrativos em
matéria financeira e contábil;
f) gerenciar o processamento das dívidas de exercícios anteriores das Unidades
Executoras;
g) acompanhar e/ou registrar os atos e fatos da gestão ou com a mesma
correlacionados, sob os aspectos orçamentário, financeiro, patrimonial e de custos;
h) encaminhar os documentos destinados aos Órgãos de Controle Interno e de Controle
Externo;
i) determinar as tomadas de contas normais dos elementos de execução, através dos
respectivos processos de prestação de contas e outras informações pertinentes;
j) manter um rol de responsáveis, atualizado com a baixa dos elementos que tenham
sido exonerados das respectivas responsabilidades, após julgadas regulares suas contas
pelo Tribunal de Contas do Estado;
l) inscrever, na conta apropriada de responsabilidade, os elementos que a isto estejam
sujeitos em decorrência das tomadas de contas efetuadas e das normas pertinentes;
m) executar a etapa semi-final do controle interno das atividades econômico-financeiras
no âmbito da instituição;
n) prestar assessoramento sobre normatização e técnicas financeiras e contábeis a
todos os órgãos do Sistema, de modo a ser obtida a racionalização progressiva e a ser
alcançada a eficácia do controle interno;
o) propiciar as condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo;

3.3 Órgãos Gestores: são os órgãos da Polícia Militar encarregados da gestão


superior de Projetos ou Atividades em consonância com as políticas setoriais da
Corporação e outras diretrizes afins. Atualmente os gestores da PMMG são a Diretoria
de Apoio Logístico (DAL), Diretoria de Recursos Humanos (DRH), Diretoria de
Saúde (DS) e Academia de Polícia Militar (APM), a Diretoria de Trânsito e Meio
Ambiente (DMAT), Diretoria de Educação Escolar e Assistencia Social (DEEAS) e a
Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS) com as seguintes atribuições:
a) conduzir a execução dos Projetos e/ou Atividades a seu cargo, dentro das normas do
Sistema, integrando-os sectariamente;
b) coordenar as atividades dos Órgãos de Apoio, relacionadas com o Sistema;
c) realizar, com referência aos Projetos e/ou Atividades de sua gestão, os controles
internos necessários ao seu acompanhamento financeiro, de forma a produzir as
informações necessárias ao Órgão Central e aos diversos escalões

3.4 Órgãos de Execução - Unidades Executoras (UE)

São todos os Batalhões, Companhias Independentes, Centros de Apoio


Administrativo (CAA/4 e CAA/8), Centro de Apoio de Material Bélico e Intendência,
Centro Tecnologia e Telecomunicações, Núcleo de Informática, HPM, Centro
Odontológico, Centro Farmacêutico, Centro de Administração de Pessoal, Centro de
Recrutamento e Seleção, Centro de Promoção Social, Colégio Tiradentes de Belo
Horizonte, Centro de Apoio ao Ensino, Ajudância Geral, etc.

Os órgãos supra citados têm as seguintes atribuições:


a) observar os preceitos do Sistema nas ações decorrentes da execução dos Projetos
ou Atividades, consultando, quanto aos casos omissos, os órgãos competentes do
Sistema;
b) registrar os atos e fatos decorrentes da execução dos Projetos e/ou Atividades a seu
cargo, ou com os mesmos correlacionados, sob os aspectos orçamentário, financeiro,
patrimonial e de custos;
c) elaborar informações contábeis a seu nível;
d) organizar e enviar, aos órgãos competentes, os documentos onde se evidencie a
administração dos recursos sob sua responsabilidade;
e) manter em arquivo, durante os prazos legais, a documentação comprobatória dos
atos e fatos administrativos praticados pela Administração da UE para fins de exame
pelos órgãos de controle interno e externo.
O Estado-Maior, como órgão de supervisão e coordenação geral, participa das
atividades do Sistema AFCA PM com as seguintes atribuições:
a) assessorar o Comandante-Geral nos assuntos referentes às atividades de
Administração Financeira e Orçamentária;
b) supervisionar, coordenar e controlar a execução orçamentária da Polícia Militar,
promovendo as medidas necessárias ao cumprimento dos programas administrativos
expressos pelo Orçamento.

4. ORÇAMENTO

4.1 Conceituação Básica

Orçamento é o ato ou ação de orçar, ou seja, de prever, de calcular,


comparativamente, o que se pode gastar com o que se pode arrecadar.

A programação de qualquer atividade ou conjunto de atividades em que estejam


envolvidos recursos financeiros, pressupõe, basicamente, a busca ou arrecadação dos
recursos necessários (receitas) e as políticas e diretrizes para o consumo desses
recursos (despesas).

4.2 Base Constitucional

Art. 165 da Constituição de 1988 definiu a forma de integração entre plano e


orçamento através da criação de três novos instrumentos:

PLANO PLURIANUAL – PPA


LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIA - LDO
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL - LOA

4.2.1 Plano Plurianual

A reforma constitucional de 1988 instituiu o Plano Plurianual como principal


instrumento de planejamento de médio prazo das ações e da gestão pública do governo
brasileiro, desenhando as linhas gerais para sua elaboração, que deve estabelecer as
diretrizes, objetivos e metas da administração federal para as despesas de capital e
outras delas correntes.

4.2.2 Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO

Criada pela Constituição de 1988, cabe a ela orientar, anualmente, a elaboração do


orçamento.

4.2.2.1 Principais objetivos da LDO:

- Selecionar os programas que terão prioridade na execução do orçamento subseqüente;


- Definir as metas e prioridades da administração, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente;
- Orientar a elaboração da LOA;
- Dispor sobre as alterações na legislação tributária;
- Estabelecer a política de aplicação das agências oficiais de fomento;
- Autorizar a concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração;
- Dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas;
- Dispor sobre os critérios e forma de limitação de empenho a fim de garantir o alcance
das metas de resultado primário e nominal;
- Estabelecer normas relativas ao controle de custos e avaliação de resultados dos
programas financiados com recursos públicos;
- Estabelecer condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas;
- Dispor sobre a constituição de reserva de contingência;
- Compreende as metas e prioridades da administração pública , incluindo as despesas
de capital para o exercício financeiro subseqüente;
- Orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual.

4.3 Planejamento orçamentário em Minas Gerais

4.3.1 Constituição Estadual - 1989 - PMDI

Art 231 - O Estado, para fomentar o desenvolvimento econômico, observados os


princípios da Constituição da República e os desta Constituição, estabelecerá e executará
o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado - PMDI, que será proposto pelo Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social e aprovado em lei.
Parágrafo 1º - Na composição do Conselho será assegurada a participação da sociedade
civil.

§ 2º - O Plano tem, entre outros, os seguintes objetivos:

I. O desenvolvimento sócio-econômico integrado do Estado;


II. A racionalização e a coordenação das ações do Governo;
III. O incremento das atividades produtivas do Estado;
IV. A expansão social do mercado consumidor;
V. A superação das desigualdades sociais e regionais do Estado;
VI. A expansão do mercado de trabalho;
VII. O desenvolvimento dos municípios de raras condições de propulsão sócio-
econômica;
VIII. O desenvolvimento tecnológico do Estado.

O PMDI é uma Inovação da Constituição Mineira. Não propõe prazos específicos, e


sim ações estruturantes e programas prioritários;
É a matriz e referência para as demais ações de planejamento do Estado;
É compatível com PPAG e LOA (art. 154, parágrafo único e parágrafos 2º e 5º art.
157 da Constituição Estadual).

4.3.2 Constituição Estadual - 1989 - PPAG

Art. 154 – A lei que instituir o Plano Plurianual de Ação Governamental


estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração
Pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas a
programas de duração continuada.

Parágrafo Único – O Plano Plurianual e os programas estaduais, regionais e


setoriais previstos nesta constituição serão elaborados em consonância com o Plano
Mineiro de Desenvolvimento Integrado – PMDI e submetidos à apreciação da Assembléia
Legislativa.

4.3.2.1 Principais Objetivos do PPAG:

- É um instrumento de planejamento estratégico;


- Instrumento de Gestão, utilizado na otimização da aplicação dos recursos disponíveis;
- Contém o programa de trabalho relativo ao período de 4 anos;
- Otimizar a execução de ações governamentais;
- Configurar-se como um instrumento que permeia diversos setores da administração;
- Promover, em cada órgão setorial, o desenvolvimento do planejamento estratégico,
ajustando os resultados almejados aos recursos disponíveis e à efetiva capacidade de
execução do gestor;
- Organiza em programas todas as ações, assegurando o alinhamento dos programas
com a orientação estratégica e com as provisões de recursos, por área;
- Torna públicas as informações referentes à execução dos programas de Governo;
- Estimula a participação de outras esferas de governo e da iniciativa privada como
fontes alternativas para financiamento dos programas;
- Dota os administradores públicos de um sistema gerencial estruturado e atualizado,
facilitando a tomada de decisões, corrigindo desvios e direcionando a aplicação dos
recursos para obtenção dos resultados pretendidos;
- Cria condições para avaliação e mensuração dos indicadores e dos efeitos destes
sobre a realidade e, a partir da avaliação anual do PPAG, compatibilizar a alocação de
recursos orçamentários com a capacidade de execução e geração de resultados dos
programas.

4.4.2.2 Constituição Estadual - 1989 – Lei Orçamentaria Anual - LOA


A Constituição Estadual estabelece no Art 157 que a Lei Orçamentária Anual
compreenderá:
O orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e
entidades da Administração direta e indireta;
O orçamento de investimento das Empresas em que o Estado, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do Capital social com direito a voto.
Para que a Lei Orçamentária seja elaborada são observados, entre outros, os seguintes
procedimentos:
A Superintendência Central de Planejamento e Programação Orçamentária -
SCPPO, da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, após análise e
compatibilização das proposta dos órgãos, encaminha a proposta consolidada ao
Governador do Estado, com uma exposição de motivos e equilíbrio entre a receita
estimada e a despesa prevista;
O Governador do Estado, de posse dessa proposta, remete-a à Assembléia
Legislativa, para fins de exame e aprovação, findo o que o projeto se transforma em Lei,
após sancionada pelo Poder Executivo. É conhecida como a Lei Orçamentária.
Inicia-se, então, a execução, o controle e a avaliação das antigas propostas,
transformadas em Lei, detalhada no Quadro de Detalhamento da Despesa (QDD) e no
SIAFI.
As alterações de QDD serão feitas, com remanejamento de dotações, da própria
Unidade Orçamentária-UO (sem aumento de créditos) ou com utilização de créditos de
outras UO (com aumento de créditos).

4.5 Orçamento Público

Instrumento que os governos usam para organizar seus recursos financeiros. No


Brasil, é uma lei constitucionalmente prevista que estima as receitas e fixa as despesas
para um exercício. As despesas só poderão ser realizadas se forem previstas ou
incorporadas ao orçamento.

4.6 Orçamento Programa

O aumento da complexidade de funções de algumas instituições notadamente do


setor governamental, fez com que fosse desenvolvido novo método de planejamento e
programação, em que a ênfase é para a finalidade do gasto feito, relacionando-se as
diferentes funções desempenhadas pelas unidades organizacionais com os objetivos
gerais da organização.
Assim, o que hoje se chama de Orçamento Programa deve ser entendido como
um dos instrumentos de administração em que os esforços (obtenção e dispêndio
de recursos) são estabelecidos, normalmente projetados para períodos anuais, mas
em alguns casos projetados para períodos superiores a um ano.

4.7 O Orçamento da Polícia Militar no contexto do Orçamento-Programa do Estado de


Minas Gerais

A Polícia Militar, como órgão integrante da Administração Direta do Estado e


componente, portanto, do sistema administrativo estadual, tem a elaboração do seu
Orçamento orientada pelas normas e índices de reajustamento geral fixados para os
demais órgãos, com limitações que evidenciam as prioridades estabelecidas pelo governo
para suas várias áreas de interesse: saúde, saneamento, educação, obras públicas,
desenvolvimento tecnológico, segurança pública, etc.

Incumbe ao Estado-Maior, e nele à PM6, o assessoramento ao Comandante-Geral,


quanto à elaboração da proposta orçamentária da PMMG que, somada e compatibilizada
com as dos demais órgãos, pela Superintendência Central do Orçamento, vai ser
encaminhada pelo Governador à Assembléia Legislativa, a fim de se transformar na Lei
Orçamentária Anual.

4.8 Créditos Orçamentário e Suplementar

Segundo as normas legais que regem a matéria, não pode haver despesa sem a
respectiva autorização legislativa. Assim, é crédito orçamentário aquele inicialmente
previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Nessa mesma lei, é costume a Assembléia já
conceder ao Governador autorização para, de acordo com o limite de valor ali imposto e
mediante remanejamento de créditos ou utilização de excesso de arrecadação, abrir
créditos suplementares, por decreto, até o limite médio de 10% do total previsto na Lei
Orçamentária, podendo ser reduzido ou ampliado este índice.

4.9 Créditos Especial e Extraordinário

Ocorrem em razão de eventos não previstos quando da elaboração do orçamento e


ante a impossibilidade de se abrir crédito suplementar, mediante decreto, poderá ocorrer a
liberação de créditos em duas modalidades: especial e extraordinário.

Será especial quando antecedido de solicitação do executivo e autorização


legislativa, verificando-se quando não há dotação aberta na Lei Orçamentária ou
esgotado o limite ali fixado, inclusive quanto aos créditos suplementares. Será
extraordinário quando, em razão de urgência ou emergência, o Governador o concede,
com risco político, para posterior análise e aprovação da Assembléia. Pode acontecer nos
casos de guerra, comoção interna ou calamidade pública (Incisos II e III, Art 41, da Lei
4.320/64).

5. Execução da despesa na PMMG

Despesas são gastos efetuados para manutenção dos serviços públicos


obrigatórios e para a gestão do patrimônio governamental. Qualquer gasto de qualquer
órgão público é considerado despesa e por menor que seja deve ser procedido de acordo
com as normas específicas.

Fixadas as cotas orçamentárias pela Junta de Programação Orçamentária e


Financeira (JPOF) e liberadas mensalmente, através do SIAFI, pela Superintendência
Central de Planejamento e Programação Orçamentária SCPPO, O Supervisor,
assessorado pela PM/6 descentralizará os créditos aos gestores de projetos e Atividades.
Estes, obedecendo a programação orçamentária trimestral, descentralizarão às
Unidades Administrativas, em segunda provisão, no nível de subelemento da Despesa,
(33 90 30) em forma de créditos orçamentários. (Exemplo - 4ª RPM – Unidade Executora
1250021 e CAA/4, unidade de compra 1251832).

As UE executarão os créditos disponíveis, a nível de itens de despesa. (33 90 30 - 16)

Antes de se proceder o empenho de qualquer despesa com serviço ou aquisição de


bens, é necessário registrar vários procedimentos no SIAD. Tais procedimentos se iniciam
com o pedido de compra/contratação do serviço e termina com o resultado da proposta
mais vantajosa através de licitação, no LICITANET, ou de Cotação Eletrônica de Preços
(COTEP) no próprio SIAD.

Só depois de se determinar qual é a proposta mais vantajosa para a Administração é


que a Seção de Orçamento e Finanças poderá iniciar a execução da despesa
propriamente dita.

5.1 Tipos de despesa


5.1.1 Despesas Correntes: categoria econômica da despesa relativa a manutenção dos
órgãos e serviços, compreendendo as subcategorias "despesas de custeio", e
"transferências correntes".
5.1.2 Despesas de Custeio: as destinadas à manutenção de serviços anteriormente
criados, inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens
imóveis, provendo a continuidade do funcionamento das organizações e da conservação
do patrimônio;
5.1.3 Despesas de Capital: categoria econômica das despesas relativas a criação ou
desenvolvimento de bens ou de capacidade de prestar serviço, compreendendo as
subcategorias "investimentos", "inversões financeiras" e "transferências de capital".

5.2 Fases da Despesa


A despesa desenvolver-se-á em três fases: o empenho, a liquidação e o pagamento. (Art
40 do R-AFCA/PM).

5.2.1. Empenho: é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado
obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.
Não será realizada despesa sem que haja empenho prévio, e este, não se efetuará se
não houver crédito orçamentário que permita sua emissão ao credor.
O empenho também, em igual sentido não poderá exceder o limite dos créditos
conhecidos e existentes nas UE – Unidades Executoras.
O Empenho será determinado pelo Ordenador de Despesas e formalizado pela emissão
de empenho, sendo classificado segundo a sua natureza ou finalidade em:

Empenho ordinário: entende-se aquele destinado a aquisição de bens ou contratação


de serviços cujo montante seja determinado previamente.
Exemplo: Cem canetas = R$100,00 = empenho de R$100,00)

Empenho estimativo: entende-se aquele destinado a cobrir despesas cujo montante


não possa ser previamente determinado.
Exemplo: Água da 4ª RPM = R$390,00 em setembro – Empenho estimativo feito
de R$350,00 com base na média mensal. Uma vez que foi empenhado a menor , efetuo o
reforço do empenho com mais R$40,00 e concluo a despesa).

Empenho global: entende-se aquele destinado a cobrir despesas contratuais, sujeitas a


parcelamentos de entregas de material e prestação de serviços, correspondendo a
pagamentos periódicos. Aqui se enquadram também as despesas com a folha de
pagamento de pessoal.
Exemplo: Efetuo a compra de ração para semoventes caninos e equinos, via
pregão anual e contrato com a empresa. Mensalmente efetuo um empenho global do
valor descentralizado pelo Gestor DAL e à medida em que são espedidas notas fiscais de
materiais, são efetuadas as liquidações, até o limite do empenho efetuado, que se
necessário pode ser reforçado ou em situação contrária, pode ter os valores restantes
anulados.

5.2.2 Liquidação: é a verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os
títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, objetivando apurar:
A origem e o objeto do que se deve pagar;
A importância exata a ser paga;
A quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.
Por fornecimentos feitos ou serviços prestados, a liquidação da despesa terá por
base a verificação da nota de empenho, a comprovação da entrega do material ou efetiva
prestação do serviço de acordo com as especificações, prazos e outras condições
combinadas.
Em operações sujeitas à tributação não haverá liquidação da despesa sem a anexação
da nota fiscal correspondente ou documento equivalente ao processo de despesa.

5.2.3 Pagamento: é a remuneração feita ao credor pelo fornecimento do material ou


prestação de serviço, que extingue a obrigação emanada da emissão da nota de
empenho.

Este pagamento somente se efetivará, através da rede bancária, após a sua


regular liquidação, depois da autorização formal do Ordenador de Despesa, mediante a
emissão de ordem de pagamento - OP via SIAFI, que deverá ser assinada
obrigatoriamente, pelo Ordenador de Despesa e pelo Chefe do Setor de Finanças da UE
(Chefe da SOFI ou equivalente).

A ordem de pagamento da despesa somente será possível após a liberação do


valor correspondente à conta escritural da UE, pela Diretoria de Finanças, tendo como
base a despesa liquidada. Feita a OP, o Tesouro Estadual providenciará, junto ao ITAÚ,
através de fita magnética, o crédito na conta bancária do credor, ainda que seja de outro
estabelecimento bancário.

O empenho, a liquidação e o pagamento são processados no SIAFI/MG.

Estas são as fases da despesa, entretanto, não podemos deixar de mencionar as


medidas preliminares à fase do empenho, ou seja, a coleta de preços, identificação de
fabricantes, fornecedores, revendedores, etc, que são, em última análise, orientadoras de
um processo licitatório que objetiva fornecer à Administração condições de optar por
propostas mais vantajosas, produtos de melhores qualidades, etc, bem como
proporcionar ao Ordenador de Despesa, condições decisórias favoráveis ao Estado.
6. O SISTEMA SIAFI e o SISTEMA SIAD

6.1 O Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI)

O sistema SIAFI foi implantado em quase todos os órgãos do Estado de Minas


Gerais, em 1994, e na PMMG substituiu SM08, com muitas inovações. Trata-se de um
sistema de rotinas “on line” que integra, em um único processo, os sistemas de
elaboração e execução orçamentária e financeira do Estado. Tem como principal
finalidade o processamento eletrônico das atividades de programação e execução
orçamentária, com registros contábeis gerados automaticamente no instante em que são
praticados os atos administrativos atinentes à previsão e execução das receitas e
despesas públicas.

Foi constituído sob a forma de um sistema de informação, contendo uma única


base de dados, acessível a todos os usuários. Esse sistema permite maior controle e
transparência dos gastos públicos e o fornecimento de informações mais rápidas e
precisas a todos os gestores e órgãos de controle interno e externo, permitindo ainda a
otimização da gestão do orçamento e do caixa, simplificando os processos de
escrituração.

O SIAFI inovou os procedimentos das atividades de administração financeira,


eliminando as contas bancárias dos órgãos e entidades, substituindo-as por contas
escriturais que são operadas apenas no âmbito do sistema, permitindo ao Tesouro um
relacionamento exclusivo com os agentes financeiros que servem ao Estado. Assim
sendo, os pagamentos são processados de forma compartilhada entre as Unidades
Executoras setoriais e o Tesouro do Estado, cabendo a essas a geração das ordens de
pagamentos segundo os compromissos organizados a partir dos registros das liquidações
das despesas. Compete a este, efetuar as liberações escriturais às entidades executoras
e a transmissão, por via magnética, das informações relativas às ordens de pagamento
para crédito em conta dos fornecedores do Estado.

O sistema foi desenvolvido em “arquitetura de banco de dados relacional, com


gerenciador DB-2 da IBM, em linguagem “natural”, que oferece aos usuários, facilidades
de diálogo e de navegação no sistema, tendo como concepção lógica a elaboração do
orçamento, programação orçamentárias da receita, execução orçamentária da despesa,
execução financeira da receita, execução financeira da despesa e contabilidade.

Em janeiro de 2002, o SIAFI sofreu alterações substanciais, a partir da concepção


de uma nova organização das rotinas, visando, principalmente, à adequação do sistema
para a emissão de informações exigidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal e à
agilização das transações.

O acesso ao SIAFI só é autorizado aos servidores detentores de senha,


devidamente cadastrados através do sistema de segurança.

6.2 O Sistema integrado de Administração de Materiais e Serviços (SIAD)

O Sistema Integrado de Administração de Material e Serviços foi instituído na


Administração do Estado de Minas Gerais pelo Decreto Estadual 43.699, de 11dez03,
sendo obrigatória a sua utilização para proceder à execução orçamentária. O SIAD entrou
em operação em fevereiro de 2004 e sendo um sistema novo trouxe alguns contratempos
para a execução da despesa, tendo-se em vista a falta de treinamento dos servidores e a
sua complexidade.
6.2.1 Conceito

O SIAD é um sistema informatizado desenvolvido pela Administração do Estado


para proceder registros das aquisições de materiais e contratações de serviços de todos
os órgãos da Administração Direta e Indireta, bem como para propiciar mecanismos de
controle mais eficientes e eficazes, com vistas a atingir uma execução de recursos mais
efetiva.

O SIAD está programado para, futuramente, estabelecer interface com o SIAFI,


executando as transferências de informações de forma automática.

O Sistema é composto por vários Subsistemas que, em breve, estarão totalmente


ativados, permitindo o abandono de sistema utilizados somente na PMMG, cujos custos
são mais altos. Dentre os Subsistemas do SIAD destacam-se os seguintes:

Cadastro Geral de Fornecedores- CAGEF;


Catálogo de Materiais e Serviços- CATMAS;
Compras- SISCOM;
Cotação Eletrônica de Preços - COTEP;
Pregão Presencial - SISPREP;
Pregão Eletrônico - SISPREP;
Registro de Preços -REGPRE;
Melhores Preços - SISMP;
Contratos - SISCON;
Material Permanente - MATPEM;
Material de Consumo - MATCON;
Alienação- SISALI;
Bolsa de Material - BOLMAT;
Frota de Veículos - SISFROV.

Tais Subsistemas permitem controlar o ciclo dos materiais e serviços desde a


requisição até o momento em que os Materiais de Consumo são distribuídos, os Bens
Permanentes baixados do patrimônio e os Serviços realizados.

O SIAD funciona integrado entre si, com o SIAFI (Sistema Integrado de


Administração Financeira ) e com outros Sistemas do Estado ( SICAF, FFAK, DETRAN,
ETC). Inclusive, trabalhos estão sendo desenvolvidos objetivando integrá-lo também ao
Sistema de Recursos Humanos da PMMG (SIRH).

Considerado como um marco administrativo para o Estado, o SIAD proporciona a


gerência, o planejamento e controle de materiais em todos os níveis do Estado.
O SIAD se propõe a:
“padronizar e automatizar processos de compra / licitação / contrato /
estoque / patrimônio, além de classificar os materiais e serviços mantendo um
cadastro único no Estado, gerando informações consolidadas em nível Estadual e
contabilizando os eventos administrativos automaticamente no SIAFI.”

6.2.2 Objetivos

Alcançar melhores resultados com custos menores, maior agilidade e máxima


qualidade. Estas têm sido metas constantemente perseguidas pelas empresas em todo o
mundo, nos mais diversos segmentos produtivos.

São metas da administração pública estadual em Minas Gerais, que possui um


grande aliado quando o assunto é a administração de materiais e serviços: o SIAD –
Sistema Integrado de Administração, cujo principal objetivo é o de instituir uma linguagem
única de entendimento entre todas as unidades da administração estadual.

6.2.3 Legislação

- Decreto nº 43.699 de 11dez03 - dispõe sobre a utilização obrigatória do Sistema


Integrado de Administração de Materiais e Serviços do Estado de Minas Gerais- SIAD-
MG, pelos Órgãos e Entidades da Administração Pública Direta e Indireta do Poder
Executivo Estadual. Além dele, existem outras normas afins que merecem ser
consultadas, das quais estão elencadas as seguintes:

- Decreto Estadual nº 43.053, de 28nov02, regulamenta, no âmbito da Administração


Pública Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo, a aquisição, a incorporação,
a armazenagem, a movimentação, o Reaproveitamento, a alienação e outras formas de
desfazimento na gestão de material.;

- Decreto Estadual nº 43.693, de 11dez03, altera o decreto acima;

- Decreto Estadual nº 43.699, de 11dez03, dispõe sobre a utilização obrigatória do


Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços do Estado de Minas Gerais-
SIAD-MG;

- Decreto Estadual nº 43.701, de 15dez03, regulamenta o Cadastro Geral de


Fornecedores Impedidos de Licitar e Contratar com a Administração Pública Estadual;

- Decreto Estadual nº 43.652, de 12nov03, regulamenta o Sistema de Registro de


Preços

- Decreto Estadual nº 43.698, de 11dez03, regulamenta o Sistema de Cotação


Eletrônica de Preços no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta;

- Decreto Estadual nº 43653, de 12nov03, regulamenta a modalidade de licitação


denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, no âmbito do Estado de
Minas Gerais;

- Memorando nº 60.122.1/2004 - EMPM - Procedimentos a serem adotados pelas


Unidades para efetuar o módulo compras no Sistema Integrado de Administração de
Materiais e Serviços do Estado de Minas Gerais (SIAD - MG).

- Memorando Circular nº 40.164. de 09fev04 define diversas responsabilidades, visando


à implementação do SIAD na Polícia Militar.

- Vários comunicados expedidos quando ocorrem alterações operacionais.

7. RECEITAS E DESPESAS

7.1 Conceito

Receita pública é todo recolhimento feito aos cofres públicos, a qual o governo tem
direito em virtude de leis, contratos ou qualquer título legal, para fazer face à despesas de
manutenção dos serviços obrigatórios.
7.2 Estágios da Receita

⇒ Lançamento
É o ato da repartição competente que inscreve o crédito fiscal ou proveniente de outras
rendas, previstas em lei, normas ou regulamentos .
⇒ Arrecadação
Ingresso da receita nos cofres públicos, através da rede bancária ou de tesouraria
regularmente constituídas.
⇒ Recolhimento
Ação pela qual os agentes arrecadadores transferem para o tesouro, nos prazos fixados
pela autoridade competente, o produto das receitas por eles arrecadadas.

7.3 Classificação das receitas

As receitas constituem os recursos arrecadados ou a serem arrecadados,


necessários às aplicações programadas.

São classificadas em dois grandes grupos: as Categorias Econômicas,


representadas, respectivamente, pelos dígitos 1 e 2, da seguinte forma:
a) Receitas Correntes - 1.0.0.0.00, englobam as receitas Tributárias Patrimoniais,
Industriais, Diversas e Transferências Correntes.
b) Receitas de Capital - 2.0.0.0.00, são as provenientes de operações de crédito
externas e internas (empréstimos financeiros) e emissão de títulos públicos: da alienação
de bens móveis ou imóveis; e da amortização de empréstimos concedidos.

A conceituação das receitas de capital é mais precisa e dirime, por exclusão,


eventuais dúvidas em relação às receitas correntes: mormente quanto a generalidades
como a Subcategoria Econômica “Diversas”.

Para classificar as Receitas de maneira genérica, deve-se consultar o Classificador


de Receitas e Despesas.

7.4 Das Despesas

Os gastos públicos são programados por Projetos e Atividades e compreendem a


aplicação planejada dos recursos arrecadados ou a serem arrecadados. É importante
considerar que a despesa é enfocada em si mesma, ou seja, para um mesmo objeto de
gasto.
Podemos separá-las ou reuni-las em vários grupos, segundo características que
as tornem comuns ou que sirvam de diferencial entre elas.
Estas características, diferenciais e comuns, que permitem a análise da despesa, é
que determinam a simbologia numérica da Classificação Econômica ou quanto a
Natureza da Despesa ou Objeto de Gasto. Os vários níveis da classificação, a que
correspondam um ou mais dígitos, identificam exatamente tais características, com a
seguinte estrutura e terminologia:

0 . 0 . 00 . 00
(1) (2) (3) (4)

(1) Categoria Econômica


(2) Grupo da despesa
(3) Modalidade de Aplicação
(4) Elemento de Despesa
7.5 Elemento de despesa
Nesta altura podemos formular alguns grupos notáveis da classificação econômica
até o nível de Elemento de Despesa, onde se realiza quase que todo o orçamento da
PMMG:
31.90.11 ______________ Vencimentos e Vantagens Fixas – Pessoal Civil
31.90.12 ______________ Vencimentos e Vantagens Fixas – Pessoal Militar
31.90.13 ______________ Obrigações Patronais
31.90.16 ______________ Outras despesas Variáveis – Pessoal Civil
31.90.17 ______________ Outras despesas Variáveis – Pessoal Militar
33.90.08 ______________ Outros Benefícios Assistenciais
33.90.14 ______________ Diárias -Civil
33.90.15 ______________ Diárias -Militar
33.90.30 ______________ Material de Consumo
33.90.39 ______________ Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica
33.90.92 ______________ Despesas de Exercícios Anteriores
44.90.52 ______________ Equipamentos e Material Permanente

7.6 Os itens da despesa podem melhor ser analisados utilizando-se o Classificador de


Despesas que se encontra hospedado no “site” www.planejamento.mg.gov.br. e no link
“Financeiro” da IntranetPM

8. CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS

8.1 Conceito

É a autorização para se efetuar determinada despesa. A liberação do crédito não


significa que haverá disponibilidade de numerário (dinheiro ) para o pagamento da
despesa. Significa apenas que determinado órgão do Estado pode realizar a despesa.

8.2 Tipos de Créditos

A consignação orçamentária de recursos para determinado órgão do sistema


estadual pode se dar por 4 tipos de créditos: orçamentário e suplementar, especial e
extraordinário, sendo os três últimos definidos como créditos adicionais, segundo o artigo
40 da Lei 4.320/64.

8.2.1 Crédito ordinário (orçamentário): a autorização dada pelo Governo para seus
agentes efetuarem despesas, expressa no Orçamento Geral do Estado ou em legislação
específica sobre créditos adicionais;
8.2.2 Créditos Adicionais: as autorizações de despesa não computadas, por
imprevistas ou excepcionais, ou insuficientemente dotadas, na Lei do Orçamento anual.
Classificam-se em suplementares, especiais e extraordinários;
8.2.2.1 Créditos Especiais: os créditos adicionais destinados a atender despesas para
as quais não tenha havido dotação orçamentária específica;
8.2.2.2 Créditos Extraordinários: os créditos destinados a despesas excepcionais e
urgentes, em caso de guerra, subversão interna ou calamidade pública;
8.2.2.3 Créditos Suplementares: os créditos adicionais destinados a reforço de
dotações previstas na lei anual de orçamento.

8.3 Gestão orçamentária

Por gestão entende-se o conjunto de ações destinadas a consecução dos objetivos


propostos durante a programação dos projetos e atividades, ou seja, o poder de receber
créditos, distribuí-los para os órgãos executores, cancelar e suplementar dotações,
acompanhar e dirigir a execução e providenciar as suplementações necessárias.

Há três tipos de gestão (execução dos créditos – compra ou pagamento):

a) Centralizada – o próprio gestor encarrega-se da execução dos créditos através de


sua própria Unidade Executora;
b) Semi-centralizada – parte dos créditos é executada centralizadamente (na forma
da letra a) e parte é distribuída para os órgãos de execução;
c) Descentralizada – delegação da execução de todos os créditos às diversas
Unidades Executoras.

A opção da PMMG é pela descentralização na maior amplitude, podendo,


eventualmente e por conveniência do serviço, ocorrer a centralização, parcial ou não, de
alguns créditos. Contudo alguns produtos e serviços são contratados e adquiridos de
forma centralizada, como por exemplo, viaturas computadores, pneus e medicamentos.

8.4 Mecanismos de Descentralização de Créditos

8.4.1 Descentralização de Cota Orçamentária (Primeira Provisão): é a distribuição ao


Gestor de Projetos e Atividades, pelo Supervisor, dos créditos que deva administrar,
segundo o PARO. Esta descentralização, assim como a sua anulação, são efetivadas
através do SIAFI e vão até o nível de subelemento da despesa.

8.4.2 Repasse de cota Descentralizada (Segunda Provisão): é o instrumento de que


dispõem os Gestores de Projetos e Atividades para descentralização de créditos às UE,
até o nível de subelemento de despesa, nas épocas em que se tornarem exigíveis ou nas
ocasiões oportunas, segundo os seus planos específicos; entretanto, sempre a tempo de
serem aplicados no trimestre para o qual estejam programados.

Tanto a concessão como a anulação de cotas são processadas no SIAFI, cabendo


ao Gestor comunicar às UE.

9. CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS

As classificações orçamentárias visam uniformizar os conceitos e estabelecer os


códigos numéricos que representam as tomadas de decisões no processo de formulação,
apresentação e execução do orçamento.
Ao longo de todo esse processo, questões relacionadas à destinação do dinheiro
público devem estar perfeitamente explicitadas, tais como: "quem vai gastar", "com que
finalidade", "o que se vai adquirir".
Dessas indagações originam-se quatro tipos de classificações, aperfeiçoadas
através dos tempos e ainda em processo dinâmico: Institucional, Funcional-
Programática, Econômica e Classificação por Fonte de Recursos.

9.1 Classificação Institucional

Aparece em função da necessidade do governo de identificar os órgãos e unidades


orçamentárias participantes do orçamento.

Por Unidade Orçamentária entende-se um órgão ou um agrupamento de serviços


identificados dentro de um mesmo órgão e sob uma administração única, ao qual são
consignadas dotações orçamentárias próprias.

Um órgão pode, pois, constituir-se em uma única Unidade Orçamentária (é o caso


presente da Polícia Militar) ou pode contar mais de uma.

A representação numérica na classificação institucional é feita com 4 dígitos


(xxxx): o primeiro identifica que o órgão pertence à administração direta ou indireta do
Estado. Se este dígito for 1 identifica que o órgão pertence à Administração direta. Se
este dígito for 2 indica que o órgão é da administração indireta do Estado. Os dois dígitos
seguintes identificam o órgão propriamente dito. O último dígito, a Unidade Orçamentária.

Assim, a classificação da Polícia Militar é 1251. O primeiro dígito 1 indica que a


PMMG é órgão da Administração Direta Estadual. Os dígitos 25 identificam o órgão
Polícia Militar no contexto dos outros órgãos do Estado. O último dígito 1 é unidade
orçamentária única de que se compõe a Corporação.

UNIDADES DA PMMG INTEGRADAS AO SIAFI - “Anexo A” do PARO (Exemplos)

DENOMINAÇÕES SIGLA LOCALIDADE CÓDIGO


UNIDADE ORÇAMENTÁRIA – PMMG PMMG BHTE 1251
UNIDADE SETORIAL DE PLANEJAMENTO (SUPERVISOR)
Estado-Maior – PMMG EMPM BHTE 1250001
UNIDADE SETORIAL FINANCEIRA
Diretoria de Finanças DF BHTE 1250002
UNIDADE SETORIAL DE AUDITORIA OPERACIONAL
Auditoria Setorial AUD SET BHTE 1250084
UNIDADES SETORIAIS DESCENTRALIZADORAS (GESTORES)
Diretoria de Apoio Logístico DAL BHTE 1250003
Diretoria de Recursos Humanos DRH BHTE 1250005
Diretoria de Saúde DS BHTE 1250006
Academia de Polícia Militar APM BHTE 1250007
Diretoria de Tecnologia e Sistemas DTS BHTE 1250090
Centro de Administração de Pessoal CAP BHTE 1250004
Diretoria de Saúde DS BHTE 1250006
Hospital da Polícia Militar HPM BHTE 1250014
Centro Farmacêutico C FARM BHTE 1250015
Centro de Apoio Administrativo da APM CAA / APM BHTE 1250017
8ª Região da Polícia Militar (CAA 8) 8ª RPM (CAA - 8) Gov. Valadares 1250018
7º Batalhão de Polícia Militar 7º BPM Bom Desp. 1250019
10º Batalhão de Polícia Militar 10º BPM M. Claros 1250020
4ª Região da Polícia Militar (CAA 4) 4ª RPM (CAA-4) J. De fora 1250021
4º Batalhão de Polícia Militar 4º BPM Uberaba 1250022
21º Batalhão de Polícia Militar 21º BPM Ubá 1250039
Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo BTL RPAER BHTE 1250054
Companhia de Polícia de Guardas CIAPGD BHTE 1250055
9ª Cia Ind Meio Ambiente e Trânsito 9ª CIA PM IND Uberlândia 1250101
Rodoviário MAT
10ª Cia Ind Meio Ambiente e Trânsito 10ª Cia PM Ind P. De minas 1250102
Rodoviário MAT
47º Batalhão de Polícia Militar 47º BPM Muriaé 1250112
2ª Companhia de Polícia Militar 2ª CIA PM IND Taiobeiras 1250113
Independente

UNIDADES APOIADORAS (Exemplos)


UNIDADE APOIADORA UNIDADE APOIADA
1250004 – CAP / Belo Horizonte - DRH / Belo Horizonte
- Gabinete Comadante Geral
1250008 – Ajudância Geral / Belo
- Estado-Maior, exceto PM2
Horizonte
- CICOp
1250012 – CMI / Belo Horizonte - DAL / Belo Horizonte
1250013 – CTT / Belo Horizonte - DTS / Belo Horizonte
1250015 – Centro Farmacêutico - Junta Central de Saúde

- APM-Academia de Polícia Militar


- CPP-Centro de Pesquisa e Pós-
Graduação
1250017 – CAA -APM / Belo Horizonte
- CEG-Centro de Ensino de Graduação
- CET-Centro de Ensino Técnico
- CTP-Centro de Treinamento Policial

- 6º BPM / Gov. Valadares


- 5ª CIA PM MESP / Gov. Valadares
1250018 – 8ª RPM (CAA - 8) /
- CTPM / Gov. Valadares
Governador Valadares
- 8ª CIA PM IND MAT
- 43º BPM
1250019 – 7º BPM / Bom Despacho - CTPM / Bom Despacho
- 11ª RPM / Montes Claros
1250020 – 10º BPM / Montes Claros
- CTPM / Montes Claros
- 2º BPM / Juiz de Fora
- 27º BPM / Juiz de Fora
1250021 – 4ª RPM(CAA-4)/Juiz de Fora - 3ª CIA PM MESP / Juiz de Fora
- 4ª CIA IND PM MAT / Juiz de Fora
- CTPM / Juiz de Fora
- 5ª RPM / Uberaba
1250022 – 4º BPM / Uberaba
- CTPM / Uberaba
1250077 – DF4 / Belo Horizonte - Auditoria Setorial / Belo Horizonte
1250086 – 42º BPM / Curvelo - 14ª RPM

9.2 Classificação Funcional-Programática – “Anexo B” do PARO

A importância do orçamento público no processo de desenvolvimento nacional e a


necessidade de contínuo aperfeiçoamento desse instrumento de administração tem
levado os órgãos por ele responsáveis a buscar técnicas destinadas a torná-lo mais
eficiente, não só sob o ponto de vista formal, mas, sobretudo, no que diz respeito ao seu
aspecto programático.

Constituindo-se o orçamento num plano de trabalho, ele tem a faculdade de


mostrar à comunidade em geral de que forma o Poder Público pretende utilizar os
recursos que dele recebe.

9.2.1 Função e Sub função

A Função pode ser conceituada como o nível máximo de agregação das ações do
governo, através das quais se procuram alcançar os objetivos governamentais (federais,
estaduais ou municipais). É representada por dois dígitos.
A Polícia Militar é participante de três funções no Orçamento do Estado, a saber:
06 - Segurança Pública;
10 – Saúde;
12- Educação (voltada para os CTPM).

O desdobramento das Funções em Sub funções aparece na condição de outra


inovação significativa, passando, então, a PMMG a ser contemplada com as seguintes:
122 – Administração Geral;
126 – Tecnologia da Informação;
128 – Formação de Recursos Humanos;
181 – Policiamento;
272 – Previdência do Regime Estatutário;
302 – Assistência Hospitalar e Ambulatorial;
361 – Ensino Fundamental;
362 – Ensino Médio.

9.2.2 Programa (ou classificação programática)

É um instrumento de organização da ação governamental que visa a concretização


dos objetivos pretendidos pelo Estado, sendo mensurado por indicadores estabelecidos
no plano plurianual, representando um objetivo concreto e global.

Os Programas definidos pelo Estado de Minas Gerais são representados por três
dígitos. No Orçamento Estadual de 2006 a PMMG participa do seguintes programas:
701 - Apoio à administração pública
021 - Gestão integrada de ações e informações de defesa social
227 - Educação profissional de segurança pública
016 - Destinos turísticos estratégicos
034 - Prevenção social da criminalidade
141 - Polícia ostensiva
172 - Assistência ao militar
702 - Obrigações especiais
170 - Desenvolvimento do ensino fundamental e médio

9.2.3 Projetos e Atividades

9.2.3.1 Projeto
É o instrumento de programação para alcançar os objetivos de um programa,
envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resultam produtos
quantificáveis física e financeiramente, que concorrem para a expansão ou para
aperfeiçoamento da ação governamental.

9.2.3.2 Subprojeto
É o desdobramento de um projeto que representa o menor nível de programação.
Um projeto pode se desdobrar em um ou mais subprojetos.

9.2.3.3 Atividade
É o instrumento de programação para alcançar os objetivos de um programa,
envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo permanente,
necessárias à manutenção da ação Governamental.

9.2.3.4 Subatividades
É o desdobramento de uma atividade que representa o menor nível de
programação orçamentária. Uma atividade pode se desdobrar em uma ou mais
subatividades.

Respectivamente a cada subatividade foram instituídas metas que representam o


produto ou resultado a ser alcançado com a ação governamental, devidamente
quantificado com relação à parcela a ser realizada no exercício fiscal.

A Polícia Militar executa as seguintes atividades em suas estrutura programática:

ATV 2.088 - ASSISTÊNCIA E PROMOÇÃO SOCIAL

Conjunto de ações destinadas ao planejamento, coordenação e controle das


atividades de assistência educacional, habitacional, lazer, desportiva e social da Polícia
Militar.

Para a realização da assistência social, a atividade dispõe inclusive de recursos


destinados a Auxílios Diversos, aquisição de todos os materiais e serviços voltados para
programações esportivas, exceto quando se tratar de ensino e instrução (que são
atendidos pela atividade 2.089, conforme suas próprias especificações e pelas atividades
2.057 e 2.059 para os CTPM). A atividade dispõe, ainda, de recursos destinados a
remuneração de serviços pessoais a estagiários na prestação de assistência judiciária e
social e prêmios de seguros.

ATV 2.063 – AUXÍLIO TRANSPORTE, ALIMENTAÇÃO, FUNERAL E DOENÇA PARA


SERVIDORES MILITARES

Recursos destinados ao auxílio-funeral, conforme prescrição Art 39 da Lei


Delegada n.º 37/89, contemplando o pessoal da ativa e os inativos, bem como ao
pagamento de auxílio transporte e alimentação para servidores civis, pertencentes aos
quadros da PMMG, observada a legislação que rege a matéria, cujo Gestor é a Diretoria
de Recursos Humanos.

ATV 2.417 – REMUNERAÇÃO DE PESSOAL ATIVO DO ESTADO E ENCARGOS


SOCIAIS

Compreendem as ações desempenhadas pelo sistema de pessoal no que se refere


ao pagamento das despesas com pessoal e encargos sociais.

Abrangem o preenchimento de cargos dos Quadro de Pessoal Civil e Militar e


compreendem ainda as seguintes despesas:
a) Substituição Temporária, artigos 15 e 16 da Lei Delegada nº 37, de 13JAN89;
b) Honorários por exercício de magistério, art. 17 e 19 da Lei Delegada nº 37/89;
c) Férias-prêmio não gozadas de militar falecido, Lei Estadual nº 8.810, de 05Jun85;
d) Férias-prêmio convertidas em espécie;
e) Pagamento de 1/3 de férias anuais (Art. 42 da Lei Delegada nº 37/89);

ATV 2.001 - DIREÇÃO SUPERIOR


ATV 2.002 – PLANEJAMENTO, GESTÃO E FINANÇAS
ATV 4.232 - POLICIAMENTO OSTENSIVO GERAL
ATV 4.289 - POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO
ATV 4.290 - POLICIAMENTO OSTENSIVO DE MEIO AMBIENTE
ATV 2.057 -DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL
ATV 2.059 - DESENVOLVIMENTO DO ENSINO MÉDIO
Estas atividades, segundo suas disponibilidades nos Gestores e Unidades
Executoras, têm as suas aplicabilidades em outros custeios e investimentos.

DRH - Compreendem as ações desempenhadas pelo sistema de pessoal no que se


refere ao pagamento das despesas de caráter indenizatório, como diárias e ajuda de
custo.
Recentemente, a DRH, passou à DEEAS a gestão das atividades 2.057 e 2.059,
que compreendem as ações destinadas à manutenção e ao funcionamento das diversas
Unidades do Colégio Tiradentes, conforme as suas demandas a nível de primeiro e
segundo graus, inclusive no que diz respeito às despesas de pessoal.

DAL – Sob a gestão da DAL, as atividades 2.001, 2.002, 4.232, 4.289 e 4.290
contemplam as despesas de outros custeios e de investimentos, de forma a propiciar o
necessário suporte à atividade-fim da Instituição.
Abrangem as despesas com passagens e transporte e acondicionamento de
animais e de materiais na forma das prescrições em vigor, dentre outras.

Ações com a finalidade de garantir as condições ideais de utilização da frota de


veículos e demais materiais de motomecanização, com vistas a possibilitar uma
adequada capacidade operacional para a Corporação.

Ações voltadas para a manutenção dos níveis de dotação respectivos e a


conservação do armamento, munição (mesmo a destinada a instrução) a fim de prover a
Polícia Militar, em condições adequadas ao seu índice de operacionalidade.

Abrangem ainda as ações necessárias à obtenção de fardamento para distribuição


aos militares que fizerem jus ao recebimento de seus uniformes por meio de dotação
orçamentária.

ATV 2.089 – TREINAMENTO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA


Sob a gestão da Academia de Polícia Militar (APM), compreende as ações
destinadas a apoiar a execução do recrutamento, do treinamento, do ensino, da pesquisa
e da instrução na Polícia Militar, aí considerados os cursos de formação, especialização,
extensão e aperfeiçoamento, assim como os períodos normais de treinamento, de
manutenção e de adestramento da tropa. Dispõe de recursos para custeio do
processamento do ensino e esportes, material gráfico, desenho, material fotográfico,
pagamento de serviços de impressão, encadernação, publicações, reparos de bens,
promoções técnico-científicas, prêmios, diplomas, condecorações e medalhas, bem como
para a impressão de manuais.

ATV 4.291 - MANUTENÇÃO E AMPLIAÇÃO DO SISTEMA DE COMUNICAÇÕES


Sob a gestão da DTS, esta atividade abrange as ações que visam assegurar à
PMMG e aos Colégios Tiradentes, as comunicações postais, telefônicas, via rádio e fax,
consistindo no planejamento, instalação, operação e conservação das respectivas redes.
Dispõe de recursos que ensejam a aquisição, locação e manutenção de equipamentos de
comunicações da Instituição e dos CTPM, quer por meios orgânicos, com a compra de
peças e componentes necessários à operação e manutenção da rede, quer por meio de
serviços de terceiros, bem como os serviços de utilidade pública.

ATV 2.060 - ASSISTÊNCIA MÉDICA E PSICOLÓGICA

ATV 2.061 - ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA


Sob a gestão da DS, estas atividades se destinam à obtenção, distribuição e
controle de aplicação de suprimentos específicos, necessários às Unidades de
assistência a saúde e às Subseções de Assistência à Saúde, com vista ao apoio logístico
à saúde, abrangendo recursos materiais e serviços de terceiros (inclusive lavação de
roupa e a aquisição de óleo para caldeira da lavanderia do HPM), além de outros serviços
com entidades e profissionais liberais da área de saúde. Custeia ainda a remuneração de
Serviços Pessoais, relativamente aos residentes do Hospital da Polícia Militar.

ATV 7.007 - PROVENTOS DE INATIVOS MILITARES


Sob a gestão da DRH, esta atividade destina-se à manutenção do sistema de
pagamento dos proventos de inativos militares, conforme a sua disponibilidade na PMMG.

ATV 2.427 – TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO


Sob a gestão da DTS, a Atv 2.427 destina-se ao atendimento de todas as despesas
relacionadas à área de informática.
As despesas a serem realizadas para pagamento à PRODEMGE, são concentradas no
Centro de Tecnologia em Sistema- CTS. As demais despesas com materiais,
equipamentos de informática e outros serviços de informática são realizadas pelas
diversas UE, inclusive CTPM, conforme a disponibilidade dos créditos.

PROJ 1.314 – ESTRUTURAÇÃO E PROMOÇÃO DA ESTRADA REAL


Projeto que visa ações de preservação da ordem pública e garantia da paz social
nos municípios compreendidos na área de influência da Estrada Real, garantindo a
segurança a turistas brasileiros e estrangeiros, bem como da população local, através do
Policiamento Ostensivo Geral, Rodoviário e de Meio Ambiente.

PROJ 1.032 – MODERNIZAÇÃO DA LOGÍSTICA DE UNIDADES PREDIAIS


INTEGRADAS (PM)
Projeto que visa implantar unidades prediais adequadas ao funcionamento
integrado dos órgãos do sistema de defesa social, potencializando a atividade
operacional, a troca de informações e o compartilhamento de responsabilidades.

PROJ 1.033 – MODERNIZAÇÃO DA LOGÍSTICA DE UNIDADES OPERACIONAIS QUE


COMPÕEM AS ÁREAS INTEGRADAS (PM)
Projeto que visa dotar as unidades operacionais que estejam inseridas nas áreas
integradas de equipamentos necessários ao alcance de metas e resultados estabelecidos.

PROJ 1.034 – DISSEMINAÇÃO DE ACESSO AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (PM)


Projeto que visa promover o acesso em condições adequadas aos sistemas de
informação, pelas unidades operacionais da Polícia Militar, com vistas à melhoria e
agilidade no registro e na consulta de dados de interesse operacional.

PROJ 1.039 – CINTURÃO DE SEGURANÇA DE MINAS GERAIS


Projeto que visa a proteção e o fortalecimento das regiões de divisa do Estado de
Minas Gerais, inibindo as ações do crime organizado e de quadrilhas especializadas de
roubo de cargas, estabelecimentos bancários, tráfico de armas, de drogas e outras
modalidades de forma preventiva e repressiva.

PROJ 4.265 - FICA VIVO – CONTROLE DE HOMICÍDIOS - PMMG


Projeto estruturador voltado para a implementação de política de prevenção social
da criminalidade e da violência, a fim de prevenir a inserção de jovens na criminalidade,
buscando a redução da incidência de homicídios cometidos por jovens em áreas de risco
do estado de Minas Gerais
Os projetos acima listados tratam-se de projetos do Governo do Estado, sob
coordenação da Secretaria de Estado de Defesa Social ou da própria PMMG, a serem
desenvolvidos de acordo com os termos constantes dos respectivos projetos e de
convênios firmados com finalidades específicas de atendimento aos mesmos.
A gestão dos projetos ficará a cargo do EMPM, e a vinculação de itens seguirá,
basicamente, a vinculação prevista para as atividades 2.089, 4.291, 2.427, 4.232, 4.289 e
4.290, observada a destinação de recursos prevista nos planos de trabalho.

PROJ 4.572 – TERCEIRIZAÇÃO DA FROTA


Projeto que objetiva renovar a frota da PMMG, com adoção do modelo de
terceirização da gestão e manutenção, visando a redução dos custos de manutenção, da
idade média, do índice de indisponibilidade da frota, com aumento da capacidade
operacional das diversas unidades da PMMG, por meio de redistribuição das viaturas das
unidades atendidas para os municípios do interior do estado.

10. Fontes de recursos

São fontes de recursos as origens dos créditos destinados a proverem as dotações


Orçamentárias, inclusive da Polícia Militar, que permitirão a execução de seus programas
de trabalho.
Além da principal fonte, que é o Tesouro do Estado (Fonte 10), os recursos
originam-se de órgãos federais, estaduais, municipais e entidades particulares, através de
vinculação direta ou convênios. Podem, também, originar-se de arrecadações próprias e
diretas da Corporação, em algumas atividades específicas, como, por exemplo, cessão de
instalações da Polícia Militar, taxas de inscrição a cursos e concursos, indenizações, Taxa
de Segurança Pública, etc. Esses recursos das fontes próprias são recolhidos em forma
de receitas, através do SIAFI.

FONTES DE RECURSOS UTILIZADAS PELA PMMG – “Anexo F” do PARO

RECURSOS DESTINAÇÃO ORIGEM


ORDINÁRIOS
PESSOAL/ OUTROS CUSTEIOS /
10 Tesouro Estadual
CAPITAL
RECURSOS
DESTINAÇÃO ORIGEM
VINCULADOS
PESSOAL/ OUTROS CUSTEIOS/
24 Convênios, Acordos, Ajustes
CAPITAL
Operações de Crédito
25 OUTROS CUSTEIOS/ CAPITAL
Contratuais
27 OUTROS CUSTEIOS/ CAPITAL Taxa de Segurança Pública
31 OUTROS CUSTEIOS/ CAPITAL Utilização de Recursos Hídricos
Notificações de Infrações de
34 PESSOAL
Trânsito
45 OUTROS CUSTEIOS/ CAPITAL Doações
Taxa de Controle e Fiscalização
52 OUTROS CUSTEIOS/ CAPITAL
Ambiental
RECURSOS
DIRETAMENTE DESTINAÇÃO ORIGEM
ARRECADADOS
Recursos que têm origem no
60 OUTROS CUSTEIOS/ CAPITAL esforço próprio de arrecadação
do Órgão
11. O Processo de despesa em regime de ADIANTAMENTO

É a formatação financeira na qual utiliza-se de um militar (no caso da PMMG) para


ser o responsável em gerir determinada quantia em dinheiro, o qual lhe é creditado, para
fins de atender demandas de forma mais ágil e com menor volume de atividades
administrativo-financeiras.

11.1 Legislação

11.1.1. Resolução Conjunta nº 5637, de 28 de julho de 2004 – SEPLAG/AUGE;

11.1.2 Decreto Estadual nº 37.924, de 16 de maio de 1996.

11.1.3 Instrução 018/07 – DF – Procedimentos de controle na área orçamentária

11.2. Concessão de Adiantamento


O art 25 do Decreto Estadual 37.92496 regula a permissão para o adiantamento
nos seguintes casos e valores:

“Art. 25 - Somente será permitido o regime de adiantamento para as despesas abaixo


mencionadas, observados os seguintes limites para cada adiantamento:
I - combustíveis e lubrificantes para veículo em viagem:até R$ 150,00;
II - reparos de veículos em viagem: até R$ 150,00;
III - transporte urbano em viagem: até R$ 150,00;
IV - despesas miúdas: até R$ 200,00;
V - diligências policiais: até os limites fixados pelo Ordenador de Despesa;
VI - eventuais de gabinete: até os limites previstos no artigo 30.”
Os limites supra citados podem ser alterados pela Junta de Programação Orçamentária
e Financeira – JPOF.

11.3 As regras de aplicação do adiantamento são as seguintes:

11.3.1 Prazo de aplicação de 30 dias e comprovação em 10 dias, contados a partir da


data do crédito do recurso financeiro na Conta Recibo;

11.3.2 A data fixada para comprovação deve recair sempre em dia útil. Se a data final
para comprovação cair em dia não útil (sábado, domingo ou feriado), deve ser antecipada;

11.3.3. É vedado o crédito do recurso na conta particular do servidor; caso ocorra, todo e
qualquer rendimento deve ser apropriado como receita, justificando-se o procedimento;

11.3.4 É vedada a concessão de Adiantamento a: agentes coordenadores, nas suas


respectivas Atividades; ao Chefe e funcionários da SOFI; a servidor responsável por
desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ou dano para a
Fazenda Pública; a terceiros; a funcionários em atraso na prestação de contas de
Adiantamento anterior ou responsável por dois Adiantamentos, dos quais ainda não haja
prestado contas; a servidores que tenham a seu cargo a guarda ou a utilização do bem ou
serviço a adquirir; cujo tempo de serviço seja inferior a 5 (cinco) anos, submetido a
Processo Administrativo (PAD), classificado no comportamento “C”, indiciado, denunciado
ou condenado por crimes contra o patrimônio e inscrito na Conta Diversos Responsáveis;

11.3.4 Caso o responsável pela aplicação do adiantamento não cumpra os prazos


estabelecidos nos §§ 1º e 3º deste artigo, a Superintendência de Finanças ou unidade
administrativa equivalente comunicará imediatamente o fato ao Ordenador de Despesa,
que determinará a tomada de contas.

11.3.5 Se o responsável pela aplicação do adiantamento não atender às solicitações do


Tomador de Contas, no prazo por ele estabelecido, o adiantamento será considerado
alcance, anulando-se a apropriação da despesa, registrando-se a responsabilidade do
servidor na conta Diversos Responsáveis, instaurando-se processo administrativo e
comunicando o fato ao Tribunal de Contas do Estado, no prazo máximo de 2 (dois) dias
úteis.

11.3.6 Ao servidor que não recolher o saldo do adiantamento, não utilizado nos prazos
estabelecidos nos §§ 1º e 3º deste artigo, aplica-se o disposto no § 4º do artigo 8º da
Lei nº 10.363, de 27 de dezembro de 1990, com a redação dada pelo artigo 13 da Lei nº
11.114, de 16 de junho de 1993.

11.3.7 Será responsabilizado o Ordenador de Despesa que conceder adiantamento


para execução de despesas que possam submeter-se ao processo normal de realização
(COTEP ou Pregão).

11.3.8 O saldo de adiantamento não aplicado deve ser depositado na conta arrecadadora
do Estado, através de DAE;

11.4 Montagem dos Processos de Adiantamento

Os processos de adiantamento devem se montados em capa separadas dos


demais processos de despesas, sendo um para cada capa, na seguinte forma:

3.1 Capa;
3.2 Nota de empenho;
3.3 Nota de liquidação;
3.4 Ordem de pagamento;
3.5 Comprovantes de despesa;
3.6 Documento de Arrecadação Estadual – DAE, se houver;
3.7 Nota de anulação de despesa orçamentária (no caso de devolução de saldo não
aplicado);
3.8 Termo de Prestação de Contas (Anexo ”A”);
3.9 Análise da Prestação de Contas e Termo de Baixa de Responsabilidade (Anexo “B”);
3.10 Nota de lançamento Contábil do SIAFI;
3.11 Outros documentos (justificativas, autorizações para prorrog. de prazos, etc), quando
houver.

12. CONVÊNIOS E CONTRATOS

12.1 CONVÊNIO

12.1.1 Conceito

“É o acordo firmado por entidades públicas de qualquer espécie, ou entre estas e


organizações particulares, para realização de objetivos de interesse comum dos
partícipes.” (MEIRELLES, 1995, p. 359)
Os convênios podem ser celebrados entre entidades públicas ou entre estas e
entidades particulares. DI PIETRO (1996, p. 114) ensina que em matérias como a saúde,
a assistência social, a proteção dos deficientes, a proteção dos documentos, obras e
outros bens de valor histórico, preservação das florestas e outras matérias do art. 23 da
Constituição Federal, de competência concorrente da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, estes poderão estabelecer mecanismos de mútua cooperação, entre os quais
o mais adequado é o convênio.

Convênio é acordo, mas não é contrato. No contrato, as partes têm interesses


diversos e opostos, que se convergem, por força da negociação das cláusulas. No
convênio, os partícipes têm interesses comuns e coincidentes.

Assim, diferentemente do contrato, no convênio há participantes colaborando para


que haja um único resultado que lhes interessa de forma comum e coincidente; ou seja,
ambos têm as mesmas pretensões quanto ao objetivo que os levam ao estabelecimento
da cooperação.

Como se percebe, o convênio é uma cooperação associativa, não admitindo


cláusula que obrigue a permanência ou sancionadora dos cooperantes. É, portanto, um
instrumento de realização e não de auferimento de vantagens paras os cooperadores,
mas que está regido pelas normas de direito público.

12.1.2 Finalidade

O estabelecimento de um convênio deve preservar, necessariamente, o seu


significado de cooperação associativa para o atingimento de um único objetivo.

Isto significa dizer que não se pode estabelecer em convênio obrigações, à Polícia
Militar, que importem prejuízo à finalidade pública da atividade policial-militar. A partir do
momento que um convênio beneficie diretamente o seu partícipe, principalmente quando
se trata de um particular, sobrepujando o interesse coletivo ou o prejudicando, ainda que
minimamente (é exemplo disto possibilitar acesso do partícipe ao policial-militar em
serviço, para acionamento em ocorrência, sem ser por um sistema de acionamento
comum a todas pessoas). Assim o instrumento deixa de ter o significado de cooperação e
passa a exprimir o sentido de uma prestação de serviços privilegiada, por um órgão que
está obrigado a prestar os seus serviços sem distinção de qualquer natureza.

Deste modo só haverá possibilidade para o estabelecimento de um convênio


quando existir um objetivo comum, de modo que, para alcançá-lo, a Polícia Militar
continuará prestando os seus serviços em benefício coletivo das pessoas. Neste
entendimento, não há meio-termo ou suposições pessoais. Todos são iguais e merecem o
mesmo tratamento, inexistindo situação que permita privilégios, pois as necessidades
básicas de segurança são comuns ao povo.

O sentido mais forte deste significado está na própria Constituição Mineira, que
chama ao Estado a responsabilidade pela promoção do policiamento, preservação e
restauração da ordem pública a todos os cidadãos, competindo-lhe arcar com todo o ônus
deste serviço essencial.

Não se pode utilizar da expressão da Constituição Federal, de que “segurança


pública é dever do Estado e responsabilidade de todos”, para formar argumentos à
captação de recursos alternativos e, como discreta forma de compensação ao
contribuinte, dar-lhe uma porção maior de serviços policiais-militares. Se é
responsabilidade de todos, qualquer um que queira ajudar deverá fazê-lo sem a intenção
do benefício próprio; deve apenas desejar somar esforços e, indiretamente, estará sendo
beneficiado pelo simples alcance do benefício coletivo. Esta interpretação deve ser
essencialmente filosófica.

12.1.3 Formalização

Os convênios não possuem forma própria, mas devem, tal como os contratos,
contemplar cláusulas essenciais. Os instrumentos principais (o Termo de Convênio)
receberão numeração cronológica anual e os eventuais termos aditivos serão numerados
seqüencialmente, a partir do primeiro até o último, sem diferenciação anual.

A autorização legislativa é, em regra, dispensável, pois decisão recente do


Supremo Tribunal Federal (STF, RTJ 94/95) e diversas jurisprudências do Tribunal de
Justiça de Minas Gerais consideram inconstitucional tal exigência, por ferir a
independência dos Poderes.

12.1.3.1 Constituem cláusulas obrigatórias dos convênios as que definam ou


estabeleçam ou estipulem:

a) o objeto e seus elementos característicos, com a descrição sucinta, clara e


precisa do que se pretende realizar ou obter;
b) a contribuição dos convenentes, especificando-se a participação de cada um;
c) os prazos de vigência (sempre determinado, podendo ser único e continuado ou
segmentado por termos aditivos de prorrogação);
d) a classificação funcional-programática e econômica da eventual despesa. Como
despesa, deve ser considerado, inclusive, a publicação da síntese do instrumento, que é
atribuição da Administração, na forma do parágrafo único do art 61 da Lei Federal
8.666/93;
e) o valor do convênio, anual ou no período de execução;
f) a faculdade aos participantes para denunciá-lo ou rescindi-lo, a qualquer tempo,
imputando-se-lhes a responsabilidade das obrigações decorrentes do prazo em que tenha
vigido e creditando-se-lhes, igualmente, os benefícios adquiridos no mesmo período;
g) a forma de participação do eventual interveniente e suas responsabilidades;
h) a indicação do Foro para dirimir dúvidas decorrentes de sua execução,
mantendo-se o privilégio legal (citando-se Foro diferente daquele privilegiado, certamente
o Juiz ao qual a eventual questão for primeiramente submetida irá declarar-se
incompetente e promover o assunto ao Foro realmente competente);
i) o programa de trabalho determinando as etapas de realização do convênio.

O convênio somente poderá ser estabelecido por autoridade que tenha


competência para fazê-lo, ou seja, no Poder Público apenas poderá assinar termos de
convênios aqueles Agentes Administrativos que tenham permissão legal expressa para
fazê-lo. No âmbito do Estado, esta competência é originária do Governador, que a
delegou, no caso específico da Polícia Militar, ao Comandante-Geral por Decreto e
este, por sua vez, a subdelegou – em casos específicos – aos Comandantes
Regionais e aos Comandantes de Unidades. Ressalte-se, no entanto, que nos casos
que envolvam imóveis, por força da Lei estadual n.º 12707, de 23 de dezembro de
1997, são competentes apenas o Comandante-Geral e os Comandantes Regionais.

12.1.4 Execução

O que tem sido mais comum é deixar a execução dos convênios a cargo de uma
das entidades participantes ou de prepostos designados dentre integrantes dos quadros
de ambas.
Sendo despersonalizado e não possuindo órgão diretivo adequado, é
recomendável, em alguns casos, a organização de uma entidade civil, com a finalidade
específica de dar execução aos termos do convênio, com poderes para receber e aplicar
recursos segundo estiver definido no seu Estatuto. Desta forma, o convênio significará
apenas pacto de cooperação, dispondo-se de uma forma jurídica capaz de executá-lo
pelo exercício de direitos e assunção de obrigações e com o respaldo de poder oferecer
garantias peculiares à sua capacidade de agir como empresa.

Esta prática já vem sendo exercida com sucesso em diversas localidades do


Estado, onde estão estabelecidas Associações ou Conselhos de Segurança criados para
o fim específico de arrecadar e aplicar recursos em função de convênios estabelecidos
para investimentos na área de Segurança Pública afeta à Polícia Militar.

Os Comandos Regionais devem acompanhar o estabelecimento de convênios, a


sua execução e término, procurando orientá-los e direcioná-los para as finalidades
públicas das atividades policiais-militares nos Municípios.

É preciso atentar para as normas que regulam situações específicas na Polícia


Militar, para que os objetos dos convênios sejam conformes a elas. Estas particularidades
já devem ser abordadas e consideradas nas primeiras discussões da negociação.

Na fase de discussão do convênio é aconselhável um trabalho de sensibilização


das autoridades locais que possam auxiliar ou ser envolvidas, dentro do espírito da co-
responsabilidade dos Poderes Públicos e da Comunidade para a otimização da harmonia
social.
O instrumento legal apropriado para que o Município possa colaborar com a
Polícia Militar é o convênio, consoante orientações contidas em súmulas do
Tribunal de Contas do Estado; é através dele que se justificará – nas tomadas de
contas – estas despesas.

12.1.5 Diferença básica entre convênio e contrato

“O contrato é todo acordo de vontade firmado livremente pelas partes, para criar
obrigações e direitos recíprocos” (Hely Lopes Meirelles). É um acordo entre duas ou mais
pessoas que transferem entre si algum direito ou sujeitam-se a alguma obrigação.

“O contrato distingue-se do convênio pela presença de duas ou mais partes,


pretendendo uma delas o objeto – a prestação de serviço, a compra de alguma coisa, a
realização de obra, a locação de um bem – e a outra, a contraprestação respectiva – a
remuneração ou outra vantagem. Já no convênio entre partícipes, as pretensões são
sempre as mesmas, variando apenas a cooperação entre si, de acordo com as
possibilidades de cada um, para a realização de um objetivo comum, com a característica
de associação cooperativa.” (SZKLAROWSKY 1997, p. 604)

O convênio e o contrato administrativo apresentam características comuns, quais


sejam: revelam o poder de império da Administração, prestam-se a fins sociais e possuem
forma semelhante (ementa, preâmbulo e cláusulas obrigatórias e circunstanciais).

Quando se dá nome de um pelo outro, a natureza jurídica não é alterada,


porquanto está juridicamente considerado o objeto e não o nome do instrumento.

As diferenças principais entre convênio e contrato podem ser sintetizados conforme


o seguinte quadro:

DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE CONTRATO E CONVENIO

CONTRATO CONVÊNIO
Expressa uma vontade individual Expressa uma vontade funcional (da
Administração Pública ou do particular).
Há interesses diferentes, às vezes Há interesses comuns e recíprocos, que
contrários, que se ajustam em acordo. se convergem para a consecução de um
mesmo objetivo, havendo diversificação
apenas na forma de cooperação.
Decorre, em regra, de licitação. Independe de licitação, tendo-se em
vista o objeto.
Formaliza-se por partes: de um lado Não há partes, mas sim partícipes, com
quer-se o bem ou serviço e de outro o as mesmas pretensões e que se
ganho financeiro. dispõem a contribuir para um mesmo
fim.
A rescisão que não se frutificar de Qualquer partícipe pode denunciá-lo,
comum acordo ou de motivo de inexistindo cláusula obrigatória da
interesse público – quando uma das permanência ou sancionadora dos
partes for a Administração Pública – irá denunciantes.
gerar ônus para alguma das partes.
É “lei particular” entre as partes, Tem o significado de protocolo de
distinguindo-as juridicamente por intenções e cooperação associativa.
obrigações e sanções.
Configura, às vezes, um instrumento de
delegação, na Administração Pública.
Constitui documento hábil à
transferência de recursos.
Determina igualdade jurídica entre os
signatários.

12.1.6 Efeitos do convênio

Segundo o administrativista Hely Lopes Meirelles, o convênio não adquire


personalidade jurídica, permanecendo como simples aquiescência dos partícipes para a
realização de objetivos comuns, considerando-o simples cooperação associativa e livre de
vínculos sancionadores.

Qualquer dos partícipes poderá denunciá-lo e dele retirar sua contribuição ou


colaboração quando assim o desejar, contudo, gera direitos e obrigações durante a
vigência e que sejam conseqüentes dos atos praticados em decorrência dele,
anteriormente à sua denúncia.

A eficácia do convênio dá-se a partir de sua publicação no órgão oficial, não


obstante tenha sido comum estatuir que a sua vigência dar-se-á na data de sua
assinatura, o que, aliás, parece mais lógico e consentâneo com as necessidades dos
convenentes.

Ressalte-se, entretanto, que os efeitos do instrumento prevalecem em qualquer dos


casos, desde que exista cláusula que defina uma ou outra situação e, no caso de definir-
se validade a partir da assinatura, a publicação ocorra no prazo estabelecido pela Lei
federal 8.666/93 (a publicação deve ser providenciada até o 5º dia útil do mês
subsequente ao da assinatura, para ocorrer em até 20 (vinte) dias depois).

A síntese do convênio deve ser obrigatoriamente publicada no “Minas Gerais”, o


que será providenciado pela Administração, conforme preceitua o Parágrafo único do art
61 da lei Federal 8.666/93. Outras publicações, além desta, representa medida
desnecessária e antieconômica, devendo ser evitada e só realizada em casos de extrema
relevância que contraponha benefício pela despesa.

O eventual aditamento deverá ser formalizado mediante termo aditivo e também


será publicado, nas mesmas condições do convênio a que se referir. De igual forma, a
eventual denúncia deverá ser publicada nas mesmas condições do instrumento
denunciado.

Não pode haver aditamento alterando o objeto do convênio. Será, neste caso,
necessária a celebração de um novo convênio em substituição ao que se quer modificar.

O prazo de vigência do convênio deverá ser sempre determinado, segundo as


mesmas normas aplicáveis ao contrato. Alguns autores entendem que o prazo não pode
ultrapassar os 5 (cinco) anos estipulados aos contratos e outros autores defendem a tese
que pode, tendo em vista a sua natureza e que, certas vezes, pode demandar mais que 5
(cinco) anos para se atingir os seus objetivos.

12.2 CONTRATO

12.2.1 Conceito

“Contrato administrativo” é a representação dos ajustes que a Administração


celebra com pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, para a consecução de
fins públicos, segundo regime jurídico de direito público.

Não se pode esquecer que no contrato, as partes têm interesses diversos e


opostos, que se convergem, por força da negociação das cláusulas. No convênio, os
partícipes têm interesses comuns e coincidentes.

12.2.2 Diferencial entre contratos administrativos e contratos da administração:


• - Nos contratos administrativos (de direito público), a Administração age como
poder público, com todo o seu poder de império sobre o particular (traço da
verticalidade). Caracteriza-se por prerrogativas e sujeições.
Ex.: contratos de concessão, compra, serviço e outros.
- Nos contratos da Administração (de direito privado), a Administração se nivela
ao particular (traço da horizontalidade).
Ex.: contrato de locação de imóvel

12.2.3 Características básicas dos contratos em geral

- Acordo voluntário de vontades, ligadas uma à outra, condicionantes, coexistentes


no tempo, formando uma vontade contratual unitária.
- Interesses e finalidades das partes são opostos e contraditórios.
- Produção de efeitos jurídicos para ambas as partes com criação de direitos e
obrigações recíprocos para os contratantes. Daí a afirmação de que faz lei entre as
partes.

12.2.4 CLÁUSULAS NECESSÁRIAS AO CONTRATO ADMINISTRATIVO (artigo 55 da


Lei 8.666/93)

- Objeto e seus elementos característicos;


- Regime de execução e forma de fornecimento;
- Preço e condições de pagamento (critérios de reajustamento);
- Prazos de início de etapas de execução, conclusão,
- Entrega, observação e de recebimento definitivo;
- Crédito pelo qual correrá a despesa;
- Garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas;
- Direitos e responsabilidades das partes, penalidades cabíveis e os valores das multas;
- Os casos de rescisão;
- O reconhecimento dos direitos da Administração, em casos de rescisão administrativa
(art. 77 da Lei 8.666/93);
- Condições de importação, data, taxa de câmbio, quando for o caso;
- Vinculação ao edital/convite de licitação ou ao termo de dispensa ou inexigibilidade
- Legislação aplicável e especialmente os casos omissos;
- Obrigação do contratado de manter durante a execução do contrato as condições de
habilitação e qualificação exigidas.

12.2.5 Penalidades pelo descumprimento das cláusulas do contrato. (art. 87 da Lei


8.666/93)
I. Advertência;
II. Multa, na forma prevista no edital ou contrato;
III. Suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com
a Administração por prazo não superior a 2 anos;
IV. Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública,
enquanto perdurarem os motivos determinantes ou até que seja promovida a reabilitação
perante a autoridade que aplicou a penalidade, depois de o contratado ressarcir a
Administração pelos prejuízos causados e decorrido o prazo da sanção aplicada com
base no inciso III.

12.2.6 Rescisão Contratual


- A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as conseqüências
contratuais e ainda as previstas em lei ou regulamento.
- Os motivos para rescisão do contrato estão elencados nos artigos 78, 79 e 80 da Lei
8.666/93, cuja leitura e estudo são indispensáveis para os gestores dos contratos
administrativos.
13. LICITAÇÃO

13.1 Conceitos e Princípios

Licitação é o procedimento administrativo formal em que a Administração


Pública convoca, mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite),
empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e
serviços.

A licitação objetiva garantir a observância do princípio constitucional da


isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração, de maneira
a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o
comparecimento ao certame ao maior número possível de concorrentes.

A Lei nº 8.666 de 1993, ao regulamentar o artigo 37, inciso XXI, da Constituição


Federal, estabeleceu normas gerais sobre licitações e contratos administrativos
pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações
no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

De acordo com essa Lei, a celebração de contratos com terceiros na


Administração Pública deve ser necessariamente precedida de licitação, ressalvadas
as hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação. Os seguintes princípios
básicos que norteiam os procedimentos licitatórios devem ser observados, dentre
outros:

# Princípio da Legalidade

Nos procedimentos de licitação, esse princípio vincula os licitantes e a Administração


Pública às regras estabelecidas, nas normas e princípios em vigor.

# Princípio da Isonomia

Significa dar tratamento igual a todos os interessados. É condição essencial para


garantir em todas as fases da licitação.

# Princípio da Impessoalidade

Esse princípio obriga a Administração a observar nas suas decisões critérios objetivos
previamente estabelecidos, afastando a discricionariedade e o subjetivismo na
condução dos procedimentos da licitação.
# Princípio da Moralidade e da Probidade Administrativa

A conduta dos licitantes e dos agentes públicos tem que ser, além de lícita, compatível
com a moral, ética, os bons costumes e as regras da boa administração.

# Princípio da Publicidade

Qualquer interessado deve ter acesso às licitações públicas e seu controle, mediante
divulgação dos atos praticados pelos administradores em todas as fases da licitação.

# Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório

Obriga a Administração e o licitante a observarem as normas e condições


estabelecidas no ato convocatório. Nada poderá ser criado ou feito sem que haja
previsão no ato convocatório.

# Princípio do Julgamento Objetivo

Esse princípio significa que o administrador deve observar critérios objetivos definidos
no ato convocatório para o julgamento das propostas. Afasta a possibilidade de o
julgador utilizar-se de fatores subjetivos ou de critérios não previstos no ato
convocatório, mesmo que em benefício da própria Administração.

13.2 NOÇÕES GERAIS

13.2.1 O Que é Licitar

A execução de obras, a prestação de serviços e o fornecimento de bens para


atendimento de necessidades públicas, as alienações e locações devem ser
contratadas mediante licitações públicas, exceto nos casos previstos na Lei nº 8.666,
de 1993, e alterações posteriores.

13.2.2 Por que Licitar

A Constituição Federal, art. 37, inciso XXI, prevê para a Administração Pública a
obrigatoriedade de licitar.
O procedimento de licitação objetiva permitir que a Administração contrate
aqueles que reúnam as condições necessárias para o atendimento do interesse
público, levando em consideração aspectos relacionados à capacidade técnica e
econômico-financeira do licitante, à qualidade do produto e ao valor do objeto.

13.2.3 Quem deve Licitar

Estão sujeitos à regra de licitar, prevista na Lei nº 8.666, de 1993, além dos
órgãos integrantes da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as
fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades da economia mista e demais
entidades controladas direta e indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e
Municípios.

13.2.4 Como Licitar

Uma vez definido o objeto que se quer contratar, é necessário estimar o valor
total da obra, do serviço ou do bem a ser licitado, mediante realização de pesquisa de
mercado. É necessário, ainda, verificar se há previsão de recursos orçamentários para
o pagamento da despesa e se esta se encontrará em conformidade com a Lei de
Responsabilidade Fiscal.

Após apuração da estimativa, deve ser adotada a modalidade de licitação


adequada, com prioridade especial para o pregão, quando o objeto pretendido referir-
se a bens e serviços comuns listados no Decreto nº 3.555, de 8 de agosto de 2002,
que regulamenta esta modalidade.

13.2.5 Responsáveis pela licitação

Consideram-se responsáveis pela licitação, os agentes públicos designados


pela autoridade de competência, mediante ato administrativo próprio (portaria, por
exemplo), para integrar comissão de licitação, ser pregoeiro ou para realizar licitação
na modalidade convite.

A comissão de licitação é criada pela Administração com a função de receber,


examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos ao cadastramento de
licitantes e às licitações nas modalidades de concorrência, tomadas de preços e
convite.

13.2.6 Tipo de atividades.

A Comissão de Licitação será permanente quando a designação abranger a


realização de licitações por período determinado de no máximo doze meses.

Será especial quando for o caso de licitações específicas.

A CLU (Comissão de Licitação da UEOp deve ser constituída por, no mínimo,


três membros, sendo pelo menos dois deles servidores qualificados pertencentes aos
quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação.

A investidura dos membros das comissões permanentes não pode exceder a um


ano. Quando da renovação da comissão para o período subseqüente, é possível a
recondução parcial desses membros. A lei não admite apenas a recondução da
totalidade.

Os membros da comissão de licitação respondem solidariamente pelos atos


praticados, salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e
registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão.

Nas pequenas unidades administrativas a na falta de pessoal disponível, em caráter


excepcional e só em convite, a comissão pode ser substituída por servidor designado
para esse fim.

No caso de pregão, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio são designados


dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação para, dentre outras
atribuições, receberem a proposta escrita e os lances verbais, analisar a modalidade
de licitação aceitabilidade da proposta e efetuar sua classificação, habilitar o licitante e
adjudicar o objeto vencedor.

13.2.7 Modalidades de Licitação

Modalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento


licitatório, a partir de critérios definidos em lei. O valor estimado para contratação é o
principal fator para escolha da modalidade de licitação, exceto quando se trata de
pregão, que não está limitado a valores.

Além do leilão e do concurso, as demais modalidades de licitação admitidas são


exclusivamente as seguintes:

13.2.7.1 - CONCORRÊNCIA

Modalidade da qual podem participar quaisquer interessados que na fase de


habilitação preliminar comprovem possuir requisitos mínimos de qualificação exigidos
no edital para execução do objeto da licitação.
13.2.7.2 - TOMADA DE PREÇOS

Modalidade realizada entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem


a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

13.2.7.3 - CONVITE

Modalidade realizada entre interessados do ramo de que trata o objeto da licitação,


escolhidos e convidados em número mínimo de três pela Administração.
O convite é a modalidade de licitação mais simples. A Administração escolhe quem
quer convidar, entre os possíveis interessados, cadastrados ou não. A divulgação deve
ser feita mediante afixação de cópia do convite em quadro de avisos do órgão ou
entidade, localizado em lugar de ampla divulgação.

No convite é possível a participação de interessados que não tenham sido formalmente


convidados, mas que sejam do ramo do objeto licitado, desde que cadastrados no
órgão ou entidade licitadora ou no Sistema de Cadastramento Unificado de
Fornecedores – SICAF. Esses interessados devem solicitar omodalidade de licitação
convite com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.

No convite para que a contratação seja possível, são necessárias pelo menos três
propostas válidas, isto é, que atendam a todas as exigências do ato convocatório. Não
é suficiente a obtenção de três propostas. É preciso que as três sejam válidas. Caso
isso não ocorra, a Administração deve repetir o convite e convidar mais um
interessado, enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações,
ressalvadas as hipóteses de limitação de mercado ou manifesto desinteresse dos
convidados, circunstâncias estas que devem ser justificadas no processo de licitação.
Para alcançar o maior número possível de interessados no objeto licitado e evitar a
repetição do procedimento, muitos órgãos ou entidades vêm utilizando a publicação do
convite na imprensa oficial e em jornal de grande circulação, além da distribuição direta
aos fornecedores do ramo.

A publicação na imprensa e em jornal de grande circulação confere ao convite


divulgação idêntica à da concorrência e à tomada de preços e afasta a
discricionariedade do agente público.

Quando for impossível a obtenção de três propostas válidas, por limitações do


mercado ou manifesto desinteresse dos convidados, essas circunstâncias deverão ser
devidamente motivada e justificados no processo, sob pena de repetição de convite.

Limitações de mercado ou manifesto desinteresse das empresas convidadas não se


caracterizam e nem podem ser justificados quando são inseridas na licitação
condições que só uma ou outra empresa pode atender.

13.3.7.4 - PREGÃO

É a modalidade licitação em que disputa pelo fornecimento de bens e serviços


comuns é feita em sessão pública. Os licitantes apresentam suas propostas de preço
por escrito e por lances verbais, independentemente do valor estimado da contratação.
Ao contrário do que ocorre em outras modalidades, no Pregão a escolha da proposta é
feita antes da análise da documentação, razão maior de sua celeridade.

A modalidade pregão foi instituída pela Medida Provisória 2.026, de 4 de maio


de 2000, convertida na Lei nº 10.520, de 2002, regulamentada pelo Decreto 3.555, de
2000.

O pregão é modalidade alternativa ao convite, tomada de preços e concorrência


para contratação de bens e serviços comuns. Não é obrigatória, mas deve ser
prioritária e é aplicável a qualquer valor estimado de contratação.

13.4 Escolha da modalidade de Licitação

A escolha das modalidades concorrência, tomada de preços, e convite é


definida pelos seguintes limites:

13.4.1 Concorrência:

Obras e serviços de engenharia acima de R$ 1.500.000,00.

Compras e outros serviços acima de R$ 650.000,00.

13.4.2 Tomada de Preços

Obras e serviços de engenharia acima de R$ 150.000,00 até R$ 1.500.000,00.

13.4.3 Convite

Obras e serviços de engenharia acima de R$ 15.000,00 até R$ 150.000,00.

Compras e outros serviços acima de R$ 8.000,00 até R$ 80.000,00.

Quando couber convite, a Administração pode utilizar a tomada de preços e, em


qualquer caso, a concorrência. Quando se tratar de bens e serviços que não sejam de
engenharia, a Administração pode optar pelo pregão.

13.5 Dispensa e Inexigibilidade

A licitação é regra para a Administração Pública, quando contrata obras, bens e


serviços. No entanto, a lei apresenta exceções a essa regra. São os casos em que a
licitação é legalmente dispensada, dispensável ou inexigível.

A possibilidade de compra ou contratação sem a realização de licitação se dará


somente nos casos previstos em lei.

13.6 Tipos de licitação

O tipo de licitação não deve ser confundido com modalidade de licitação.

Modalidade é procedimento, tipo é o critério de julgamento utilizado pela


Administração para seleção da proposta mais vantajosa.

Os tipos de licitação mais utilizados para o julgamento das propostas são os


seguintes:

13.6.1 TIPO - Menor Preço


Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é a
de menor preço. É utilizado para compras e serviços de modo geral e para contratação
e bens e serviços de informática, nos casos indicados em decreto do Poder Executivo.

13.6.2 TIPO - Melhor Técnica

Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é


escolhida com base em fatores de ordem técnica. É usado exclusivamente para
serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de
projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva
em geral, e em particular, para elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos
básicos e executivos.

13.6.3 TIPO - Técnica e Preço

Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é


escolhida com base na maior média ponderada, considerando-se as notas obtidas
nas propostas de preço e de técnica. É obrigatório na contratação de bens e
serviços de informática, nas modalidades tomada de preços e concorrência.

13.7 Procedimentos para a abertura de processo licitatório

A fase interna do procedimento relativo às licitações públicas observará a


seguinte seqüência de atos preparatórios:

a) solicitação expressa do setor requisitante interessado, com indicação de sua


necessidade;
b) aprovação da autoridade competente para início do processo licitatório,
devidamente motivada e analisada sob a ótica da oportunidade, conveniência e
relevância para o interesse público;
c) estimativa do valor da contratação, mediante comprovada pesquisa de mercado;
d) indicação de recursos orçamentários para fazer face à despesa;
e) verificação da adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei de
responsabilidade Fiscal, quando for o caso;
f) elaboração de projeto básico, obrigatório em caso de obras e serviços;
g) definição da modalidade e do tipo de licitação a serem adotados.

13.8 O projeto básico

Toda licitação de obra ou serviço deve ser precedida da elaboração do projeto


básico.

A lei estabelece que o projeto básico deve estar anexado ao ato convocatório,
dele sendo parte integrante, e deve ser elaborado segundo as exigências contidas na
Lei nº 8.666 de 1993.

Projeto básico é o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível


de precisão adequado, para caracterizar a obra ou o serviço, ou complexo de obras ou
serviços.

Deve ser elaborado com base nas indicações de estudos técnicos preliminares.
Tem como objeto assegurar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do
impacto ambiental do empreendimento.

Possibilita a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo


de execução.

A legislação determina que o projeto básico, relativamente as obras, deve conter os


seguintes elementos:

i) desenvolvimento da solução escolhida;


ii) soluções técnicas globais e localizadas;
iii) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e
equipamentos a incorporar à obra;
iv) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos
construtivos;
v) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra;
vi) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em
quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.

Um projeto básico bem elaborado para contratação de serviços de manutenção


preventiva e corretiva, por exemplo, deve fornecer, dentre outras informações
essenciais:

vii) detalhamento do objeto;


viii) periodicidade de visitas; se diária, semanal, quinzenal, mensal, etc.
ix) horário das visitas de manutenção;
x) prazo para atendimento às chamadas;
xi) equipe mínima/composição da equipe técnica, com registro na entidade
profissional competente;
xii) existência de plantonistas quando for o caso;
xiii) relação do material de reposição que deverá estar coberto pelo futuro
contrato;
xiv) material mínimo necessário para estoque no local dos serviços;
xv) local de conserto dos equipamentos, quando não puder ser feito no
próprio prédio;
xvi) exigência de oficina, quando for o caso.

O projeto básico, além de ser peça imprescindível para execução de obra ou


prestação de serviço, é o documento que propicia à Administração conhecimento pleno
do objeto que se quer licitar, de forma detalhada, clara e precisa. Deve permitir ao
licitante as informações necessárias à boa elaboração de sua proposta, mediante
regras estabelecidas pela Administração, a que estará sujeito.

Em qualquer licitação de obras e serviços, se o projeto básico for falho ou


incompleto, a licitação estará viciada e a contratação não atenderá aos objetivos da
Administração.

As obras e serviços limitados aos valores máximos a seguir estão dispensados


de licitação e desobrigam o agente público da elaboração do projeto básico.

xvii) R$ 15.000,00, para obras e serviços de engenharia;


xviii) R$ 8.000,00, para quaisquer outros serviços.

Os valores referidos serão acrescidos de 20% (vinte por cento) para compras,
obras e serviços contratados por sociedades de economia mista e empresas públicas,
além de autarquias e fundações qualificadas na forma de agências executivas.

13.9 O projeto executivo

Nas licitações para contratação de obras também é exigido projeto executivo.

No ato convocatório deve ser informado se há projeto executivo disponível, na


data da sua publicação, e o local onde possa ser examinado e adquirido.

Projeto executivo é o conjunto de elementos necessários e suficientes à


realização do empreendimento a ser executado, com nível máximo de detalhamento
possível de todas as suas etapas.

Para realização do procedimento licitatório não há obrigatoriedade da existência


prévia de projeto executivo, uma vez que este poderá ser desenvolvido
concomitantemente com a execução das obras e serviços, desde que autorizado pela
Administração. No caso, a licitação deverá prever a elaboração do competente projeto
executivo por parte da contratada ou por preço previamente fixado pela Administração.

13.10 Quem não pode participar da licitação?

Não podem participar, direta ou indiretamente, da licitação, da execução da


obra, da prestação dos serviços e do fornecimento de bens necessários à obra ou
serviços:

xix) o autor de projeto básico ou executivo, pessoa física ou jurídica;


xx) a empresa, isoladamente ou em consórcio, de responsável pela
elaboração de projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto
seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por
cento) do capital com direito a voto, ou controlador, responsável técnico
ou subcontratado;
xxi) o servidor dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsáveis
pela licitação.

Considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza


técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre o autor do projeto,
pessoa física ou jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimento e
obras, incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. Esse
entendimento é extensivo aos membros da comissão de licitação.

É permitido ao autor do projeto a participação na licitação de obra ou serviços,


ou na execução, apenas na qualidade de consultor ou técnico, desde que nas funções
de fiscalização, supervisão ou gerenciamento, e exclusivamente a serviço da
Administração.

14. Pregão e Registro de Preço

14.1 Pregão

Pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns,


promovida exclusivamente no âmbito do Estado, qualquer que seja o valor estimado da
contratação, em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas de
preços escritas e lances verbais em sessão pública.
Atualmente é regulado através do Decreto 44.786/2008, vigente a partir de 19 de
maio de 2008, que determinou a exclusividade na utilização da modalidade eletrônica
para a compra via pregão, ressavadas as excessões, devidamente comprovadas.
O pregão poderá ser realizado utilizando-se recursos de tecnologia da
informação, nos termos de regulamentação específica, ocasião em que será denominado
Pregão Eletrônico, deixando de lado a figura do Pregão Presencial.
O pregão atenderá aos princípios da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da igualdade, da eficiência, da publicidade, da probidade administrativa,
da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo, da celeridade, da
finalidade, da razoabilidade, da proporcionalidade, da competitividade, do justo
preço, da seletividade e da comparação objetiva das propostas.

14.1.1 Fase preparatória do pregão, será observado o seguinte:


I - a autoridade competente ou aquele a quem foi delegada competência, o
ordenador de despesas ou o agente encarregado da compra demonstrará a
necessidade da contratação, definirá o objeto do certame, as exigências de
habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento
e as cláusulas do contrato, inclusive os prazos para fornecimento, e designará, entre
os servidores dos órgãos ou das entidades da administração pública estadual, o
pregoeiro, com capacitação específica, e sua equipe de apoio;
II - a definição do objeto será precisa, suficiente e clara, vedadas as
especificações excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, que limitem a
competição;
III - nos autos do procedimento, constarão a justificativa das definições a que se
refere o inciso I deste artigo e os elementos técnicos que as fundamentam, bem
como o orçamento, elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens
ou serviços a serem licitados.

14.1.2 A equipe de apoio


Ao pregoeiro será integrada uma comissão, composta em sua maioria, por
servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego público em órgão ou entidade da
administração pública e preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do
órgão ou da entidade promotora do evento.

14.1.3 São atribuições do pregoeiro, entre outras:


I - a condução dos trabalhos de recebimento das propostas e dos lances;
II - a análise de aceitabilidade das propostas e sua classificação;
III - a habilitação dos interessados;
IV - a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor;
V - a coordenação dos trabalhos da equipe de apoio.
Parágrafo único - A função de pregoeiro será exercida por detentor de cargo, posto,
graduação ou emprego público em órgão ou entidade da administração pública do
Estado.
14.1.4 A execução da fase externa do Pregão

14.1.4.1 Convocação dos interessados através de publicação de aviso no órgão


oficial dos Poderes do Estado e, conforme o vulto da licitação, em jornal de grande
circulação, facultado seu processamento, também, por meio eletrônico, nos termos do
regulamento de que trata o artigo 4º;
14.1.4.2 O aviso a que se refere o inciso I conterá a definição do objeto da
licitação, a indicação do local e dos dias e horários para Leitura ou obtenção
do edital completo e para o recebimento de propostas;
14.1.4.3 O edital conterá a especificação dos elementos definidos na
forma do inciso I do artigo 7º, as normas que disciplinam o procedimento e
a minuta do contrato, quando for o caso;
14.1.4.4 O prazo fixado para a apresentação das propostas, a ser contado a partir da
publicação do aviso, não será inferior a oito dias úteis e no caso do pregão eletrônico
representará a hospedagem no portal de compras pelo prazo mínimo de oito dias
ininterruptos;
14.1.4.5 No dia, na hora e no local designados, será realizada sessão pública para
recebimento das propostas, devendo o interessado ou seu representante identificar-
se e, se for o caso, comprovar poderes para a formulação de propostas e para a prática
dos atos relativos ao certame;
14.1.4.6 Aberta a sessão, os interessados entregarão os envelopes contendo a
proposta comercial e os documentos de habilitação, e o pregoeiro classificará as
propostas quanto ao preço;
14.1.4.7 No curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das
ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos
lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor;
14.1.4.8 Não havendo pelo menos três ofertas nas condições definidas no inciso
VII, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de três, oferecer
novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos;
14.1.4.9 Para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de
menor preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações
técnicas e os parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital;
14.1.4.10 Examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor,
caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a respeito de sua aceitabilidade;
14.1.4.11 Encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro
procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante
que tiver apresentado a melhor proposta, para verificação do atendimento das
condições fixadas no edital;
14.1.4.12 A habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação
regular perante a Fazenda Estadual, a seguridade social e o Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço - FGTS e com a comprovação de que atende às exigências do
edital quanto à habilitação jurídica e às qualificações técnica e econômico-financeira;
14.2. REGISTRO DE PREÇO

14.2.1 CONCEITO:
Regulado pelo Decreto 44.787/2008, o Sistema de Registro de preços é um
conjunto de procedimentos para registro formal de preços, objetivando contratações
futuras pela Administração Pública.
Tem o condão de possibilitar em um único processo de compra, o atendimento a
inúmeros órgãos, os quais serão denominado caronas.
É um sistema de aquisição pelo qual, fornecedores interessados em fornecer
materiais, equipamentos e serviços à Administração Pública, concordam em manter os
preços registrados no órgão gestor, por um determinado período, e a fornecer as
quantidades solicitadas pela Administração Pública em prazos previamente
estabelecidos;

14.2.2 Desenvolvimento da compra em RP


14.2.2.1 Uma vez definida a realização de registro de preços, define-se um órgão
gestor e uma Comissão é nomeada para registro e acompanhamento de preços, para
elaborar o plano de consumo e realizar a sua divulgação;
14.2.2.2 Os órgãos e entidades planejam as suas programações de consumo,
identificando os itens de materiais e serviços a serem registrados, os quantitativos que
serão adquiridos ao longo do período de vigência do registro de preços (um ano), fazem
a sua adesão junto ao órgão gestor e encaminham as referidas programações;
14.2.2.3 É facultada a Administração Pública escolher se o Registro de Preços terá
validade regional ou local, devido aos valores dos fretes de entrega dos materiais ou
fornecimento de serviços, que são embutidos nos preços registrados;
14.2.2.4 Consolidado o plano de consumo, é realizado o seu orçamento (pesquisa
de preços), obtendo-se os preços dos itens de materiais e serviços que o compõem, que
determinará o preço médio praticado pelo mercado, necessário para se ter uma
referência que balize os preços ofertados pelos fornecedores na licitação;
14.2.2.5 Realizada, homologada e adjudicada a licitação, na modalidade
Pregão ou Concorrência, são feitas e publicadas as atas de registro de preços para
cada um dos fornecedores cujos preços foram classificados na licitação;
14.2.2.6 Após a publicação das atas de registro de preços e em conformidade com
a periodicidade de aquisição, os órgãos e entidades participantes do registro elaboram as
solicitações de compras, tomando-se por base os quantitativos aprovados nas
respectivas programações de consumo e nos preços registrados, e emitem as
Autorizações de Fornecimento ou Contrato para os fornecedores;
14.2.2.7 Periodicamente, durante a duração do registro de preços, pesquisas de
mercado são realizadas e caso se comprove divergências entre os preços registrados e
praticados no mercado ocorre a revisão de preços, por meio de renegociação entre o
órgão gestor e os fornecedores;
14.2.2.8 Preços registrados ou itens de materiais e serviços que fazem parte do
registro podem ser cancelados, pode também ocorrer a necessidade de se aumentar ou
diminuir as quantidades planejadas para consumo mensal e anual, bem como remanejar
quantitativos de itens de materiais e serviços entre órgãos e entidades participantes;
14.2.2.9 O registro de preços deverá ser informatizado para que todos os órgãos e
entidades participantes tenham acesso aos preços já registrados e também para que
possam registrar novos itens de consumo neste sistema;
14.2.2.10 Experiências com registro de preços em outros estados e municípios
demonstram que é possível reduzir os estoques de materiais em torno de 70%;
14.2.2.11 No registro de preços não há o problema do fracionamento das compras,
pois se faz um grande pregão ou concorrência de tudo que se quer comprar no exercício,
e o que faltar será então enquadrado na modalidade pertinente de licitação ou dispensa
de licitação;
14.2.2.12 Outras vantagens do sistema de registro de preços é a diminuição do
número de licitações e do tempo de aquisição dos materiais, além do ganho de eficiência
dos servidores públicos;
14.2.2.13 Um registro de preços se encerra quando o seu período de vigência
termina, os quantitativos para consumo de todos os materiais e serviços foram adquiridos
ou quando ele é cancelado a critério da Administração Pública ou a pedido do fornecedor;

15. Cotação Eletrônica de Preços:


Realizada, por meio eletrônico, com recursos da Internet, a cotação de preços
para os processos de aquisição de bens e contratação de serviços, precedidas de
dispensa de licitação em razão do valor, efetuados pela Administração Pública Estadual
(até R$ 8 mil);
15.1. A cotação eletrônica de preços observará os seguintes procedimentos:
- Fornecimento de senha aos fornecedores participantes;
- Divulgação do pedido de cotação em página da Rede Mundial de Computadores
(Internet) com encaminhamento, por correspondência eletrônica, aos fornecedores
previamente cadastrados;
- Disputa mediante oferta de lances sucessivos, em valor inferior ao último preço
ofertado;
- Entrega do objeto da cotação em até trinta dias do recebimento da nota de empenho,
em caso de entrega parcelada ou contratação de serviços, na forma do pedido de
cotação;
- O pedido de cotação, processo e seu resultado serão públicos, divulgado por meio da
Internet, assegurado o acesso aos participantes e a qualquer interessado;
- A cotação eletrônica será conduzida pelo órgão ou entidade promotor, com apoio
técnico e operacional da SEPLAG, por meio da Superintendência Central de Recursos
Logísticos e Tecnológicos – SCRLT, que atuará como provedora do sistema eletrônico;

15.2 Cabe ao fornecedor interessado em participar da cotação eletrônica:


- Inscrever-se previamente junto ao Cadastro Geral de Fornecedores do Estado de Minas
Gerais (CAGEF/MG), na modalidade simplificada; (obter a senha)
- Acompanhar as operações no Sistema, sendo responsável pelos ônus decorrentes da
inobservância de quaisquer mensagens emitidas pelo Sistema ou de sua desconexão;
- Responsabilizar-se pela utilização da senha e pelas transações que forem efetuadas em
seu nome, no Sistema;
- O fornecedor interessado em participar da cotação eletrônica deverá informar a
inexistência de fato impeditivo para licitar ou contratar com a Administração Pública, bem
como o pleno conhecimento e aceitação das normas estabelecidas no Decreto n°
43.698/2003, das normas suplementares editadas pela SEPLAG e dos termos do pedido
de cotação;
- O fornecedor que não mantiver a proposta, falhar ou fraudar a execução do objeto da
cotação eletrônica estará sujeito às sanções previstas na Lei Federal n° 8.666/93 e na
legislação pertinente, sem prejuízo do eventual cancelamento da nota de empenho;
- Cabe a SEPLAG estabelecer normas necessárias à implantação do Sistema e
disciplinar o procedimento para as compras descentralizadas de pequeno valor, incluído o
regime especial de adiantamento, ficando facultada sua exclusão do Sistema de Cotação
Eletrônica de Preços;

15.3 Melhores Preços:

Melhores Preços é uma coleção de preços de itens de materiais e serviços e


seus respectivos fornecedores, coletados a partir de várias fontes. Esta coleção é a
base a partir da qual o preço de referência de um item de material ou serviço é calculado;
Registra os valores praticados nas contratações de bens e serviços, discriminados
por unidade de medidas padrão e marcas ofertadas, visando a orientar o gestor na
estimativa de preço para subsidiar o julgamento nos processos de licitação e, antes da
respectiva homologação, para confirmar se o preço a ser contratado é compatível com o
praticado pela Administração Pública Estadual;