Cours de

Cours de
THERMODYNAMIQUE
THERMODYNAMIQUE
2
ème
année licence de génie
mécanique
Présenté par Présenté par
Imed Kari
Imed Kari


Ingénieur
Ingénieur
Principal
Principal
Année universitaire 2009/2010
Institut Supérieur des Etudes
Technologiques de Sousse
Imed Kari, Ingénieur
Principal
2
P
l
a
n

d
u

c
o
u
r
s
P
l
a
n

d
u

c
o
u
r
s
Chapitre 2 : Le premier principe de la thermodynamique
Chapitre 3 : Les transformations thermodynamiques
et leur représentation
Chapitre 4 : Le second principe de la thermodynamique
Chapitre 1 : Introduction,
notions de base
Chapitre 5 : Les cycles thermodynamiques usuels
Plan du
cours
Imed Kari, Ingénieur
Principal
3
Chapitre premier
Chapitre premier
Introduction
Introduction
Notions de base
Notions de base
Imed Kari, Ingénieur
Principal
4
Introduction
La thermodynamique est une branche
de la physique qui étudie les relations
entre l’énergie thermique (chaleur) et
l’énergie mécanique (travail).
On peut décrire la thermodynamique
de deux manières ou aspects différents
:
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Aspect
macroscopique
Aspect
microscopique
Thermodynamique
classique
Thermodynamique
statistique
Imed Kari, Ingénieur
Principal
5
La Thermodynamique Classique n'a
besoin d'aucune hypothèse sur la
structure atomique de la matière, elle
explique le comportement de la
matière ou des systèmes en fonction
de leurs variations d'énergie et
d'entropie :
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
elle décrit uniquement les états
initiaux et finaux des systèmes en
évolution et dresse le bilan
énergétique du système.
le chemin suivi par la
transformation du système peut
jouer un rôle (notion de
réversibilité des transformations)
Imed Kari, Ingénieur
Principal
6
Température
La température d’un corps, ou de
façon générique d’un système, est
une mesure d’une propriété globale
de ce système
Point de vue Macroscopique
C’est une notion intuitive associée à
une sensation tactile de froid ou de
chaud
Si on met en contact deux systèmes de
températures différentes le système
composé atteindra, après un temps,
une température intermédiaire entre la
plus haute et la plus basse de ces deux
températures
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
7
Systèm
e 2
1
T
Tempéra
ture
2
T
Tempéra
ture
Systèm
e 1

3
T
Tempéra
ture
1 3 2
T T T < <
Telle
que
2 1
T T >
Equilib
re
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
8
La température est reliée au degré
d’agitation moléculaire de la matière
qui constitue le système
Point de vue Microscopique ou cinétique
C’est une mesure de l’énergie
cinétique moyenne des
atomes/molécules qui constituent le
système
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
9
Les molécules se
déplacent dans
l’enceinte de façon
totalement
aléatoire à une
vitesse d’où une
énergie cinétique
i
v
i
E
On définit la
température par :
T
T k v m . .
2
3
. .
2
1 2
·
Cette relation définit l’échelle de
température absolue en degré
(Kelvin) c’est l’unité légale (S.I.)
K
1 23
. 10 . 38 , 1
− −
· K J k
Constante de
Boltzmann
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
10
Gaz
A
Gaz
B
Gaz
C
Gaz
D
-
273,1
5
Points
mesurés
P
T(°
C) Extrapola
tion
=
0K
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
11
Différentes échelles de température
373,
15
10
0
671,
67
21
2
273,
15
0 491,
67
3
2
Kelvin
(K)
Celsius(
C)
Rankine
(R)
Fahrenhe
it(F)
0 -
273,1
5
0 -
459,6
7
15 , 273 + · C K
32
5
9
+ · C F 67 , 459 + · F R
; ; C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
12
Repérage de la température
La température est mesurable à l’aide
d’un thermomètre
C’est un dispositif tel qu’un changement
de température produise une variation
d’un paramètre physique g mesurable
appelé grandeur thermométrique
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
13
Dilatation thermique V(θ )
pour un thermomètre à
mercure ou à alcool
Résistance électrique R(θ )
pour le platine ou une diode
semi-conductrice
Tension électrique E(θ )
pour un thermocouple
Fréquence de résonance
piézoélectrique f(θ ) du
quartz
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
14
Un thermomètre doit remplir les
conditions suivantes :
Invariance : la grandeur
physique g ne doit
dépendre que de la
température θ
Uniformité : toute valeur de
g doit correspondre à une
seule valeur de θ



Equilibre : L’introduction du
thermomètre ne doit pas
modifier θ


Reproductibilité : un
deuxième thermomètre doit
donner la même θ


C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
15
Pression
Fluide
Extérieur
n
dF
dS
n dS p dF . . ·
[ ]
2
m
N
Pa p · ·
kPa Mpa Pa bar 100 1 , 0 10 1
5
· · ·
bars Pa atm 01325 , 1 101325 1 · ·
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
16
Point de vue cinétique
la pression est due
aux nombreux chocs
des atomes ou
molécules sur les
parois du récipient.
Nombre de molécule par unité
de volume
V
N
n ·
Volu
me
V
Nombre de molécules en agitation
permanente
N
2
. . .
3
1
v m n p ·
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
17
Manomètres à cadran
1
2
h
gh P P
atm
ρ + ·
2
Manomètre différentiel
gh P P ) (
1 2 2 1
ρ ρ − · −
Mesure de la pression
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
18
Paramètres d’état, état d’un système
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
) , , , ( T n V P
) , , , ( T n V P
+
) , 2 , 2 , ( T n V P
Imed Kari, Ingénieur
Principal
19
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Il existe donc deux types de
paramètres ou variables:
Ceux qui varient
proportionnellement avec
la taille du système
Variables
extensives
Ceux qui sont
invariants
Variables
intensives
Imed Kari, Ingénieur
Principal
20
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Variables
intensives :
- indépendantes de l’état
du système
- s’égalisent entre deux systèmes
à l’équilibre
Variables
extensives :
- proportionnelles à l’étendue
du système
- associées à des règles de
conservation
Ex : température, pression,
contrainte, vitesse, etc.
Ex : masse, longueur, volume, etc.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
21
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
État d’un
système :
L’état d’un système est définit par les
valeurs d’un certains nombre de
grandeurs mesurables dites variables
thermodynamiques ou variables d’état
Ex : volume, pression, température,
intensité, tension, densité, viscosité,
etc.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
22
Notion d’équation d’état
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Pour une certaine quantité d’un corps
pur, sous une seule phase, les
grandeurs thermodynamiques sont
liés par un équation d’état
0 ) , , (
Pr
· ⇒
¹
¹
¹
'
¹
T V p f
T e Températur
V Volume
p ession
Ex : dans le cas des gaz
parfaits :
nRT pV ·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
23
Chaleur
En chauffant un
corps, sa
température
monte
1
T
2
T
1 2
T T >
On a communiqué au corps une
chose non tangible (non matérielle)
La
La
chaleur
chaleur
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
24
Systèm
e 2
1
T
Tempéra
ture
2
T
Tempéra
ture
Systèm
e 1
2 1
T T >
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
25
2 1
T T >
2
T
1
T
P
a
s
s
a
g
e

d
e

l
a

c
h
a
l
e
u
r
La chaleur passe
toujours du corps
chaud au corps
froid
C’est l’échange
menant à un
équilibre où la
température est la
même dans les deux
corps en contact
Température
d’équilibre
3
T
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
26
¹
'
¹
1
1
p
T
Gaz
¹
'
¹
>
>
1 2
1 2
p p
T T
1
p
¹
'
¹
>
1
1 2
p
T T
La chaleur a donc les
dimensions d’un travail
Lorsqu’on fournit de la chaleur à un
corps, c’est en fait de l’énergie qu’on
lui fournit.
Le corps stocke cette énergie en la
distribuant comme énergie cinétique à
ses atomes/molécules,ce qui, à notre
échelle est détecté comme une
augmentation de température.
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
27
Capacité thermique (chaleur spécifique)
) , ( c m
T ∆
Q ∆
c m.
· ∆Q
T ∆ .

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
28
Capacité
thermique
(chaleur
spécifique)
]
]
]

]
]
]

K mol
J
ou
K kg
J
c
. .
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
K kg
J
.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
29
T C M Q ∆ ·
2
2
2
1 1
V
M gh M W + ·
h
T T
°
°
W Q ∝
{M
1
,V
}
Expérience de James
Joule (1843)
{M
2
,C
}
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
30
La chaleur
La chaleur est donc une forme
particulière du travail, qui correspond
au déplacement des particules
élémentaires constituant la matière .
Travail
Travail
,
,
Énergie
Énergie
et
et
Chaleur
Chaleur
sont trois
sont trois
grandeurs équivalentes s'exprimant
grandeurs équivalentes s'exprimant
en Joule.
en Joule.
L'énergie
L'énergie doit se concevoir comme du
travail ou de la chaleur emmagasiné.
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
31
Echange
Echange
d’énergie
d’énergie
Les échanges d'énergie
sous forme :
à l'échelle
à l'échelle
microscopique
microscopique
de
chaleur
Q
sont alors interprétés comme une
manifestation de l'agitation
moléculaire sous forme :
de
travail
W o
u
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
32
o
u
désordonnée :
chaleur
Q
ordonnée :
travail
W
1 2
T T >
2
T
1
T
Transfert de
chaleur
Q
Transfert de
travail
W
par un
piston
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
33
Chaleur latente et
changement de phase
(Chaleur latente de
changement d’état)
S
o
l
i
d
e
Zone de
fusion
L
i
q
u
i
d
e
Tempéra
ture de
fusion
Quantité de
chaleur fournie
T
e
m
p
é
r
a
t
u
r
e
Chaleur latente de
fusion « L »
Début
de
fusion
Fin
de
fusio
n
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
34
L
i
q
u
i
d
e
Zone de
vaporisation
V
a
p
e
u
r
Températu
re de
vaporisatio
n
Quantité de chaleur
fournie
T
e
m
p
é
r
a
t
u
r
e
Chaleur latente de
vaporisation
Début
d’évaportation
Fin
d’évaporatio
n
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
35
S
o
l
i
d
e
L
i
q
u
i
d
e
Quantité de
chaleur fournie
T
e
m
p
é
r
a
t
u
r
e
V
a
p
e
u
r
Vaporisa
tion
Fusio
n
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
36
Quantité de chaleur
extraite
T
e
m
p
é
r
a
t
u
r
e
S
o
l
i
d
e
L
i
q
u
i
d
e
V
a
p
e
u
r
Liquéfacti
on
Condensa
tion Solidificat
ion
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
37
Expansion (linéaire) des solides
Presque tous les corps, à l’intérieur
d’une même phase, prennent de
l’expansion lorsqu’ils sont chauffés.
Dans les solides, on observe que
chaque dimension linéaire voit sa
longueur relative augmenter
linéairement avec la température.
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
38
Soit : longueur
initiale
0
L
Soit :
température initiale
0
T
0
L L L − · ∆
0
T T T − · ∆
T
L
L
∆ ·

.
0
α

T L L ∆ · ∆ . .
0
α
So
it
) . 1 .(
0
T L L ∆ + · α
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
39
) . 1 .(
0
T L L ∆ + · α
Si le solide est
bidimensionnel
) . 1 .(
0
T L L ∆ + · β
Pour un
volume
) . 1 .(
0
T L L ∆ + · γ
α β . 2 ·
α γ . 3 ·
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
40
Système thermodynamique
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Un système thermodynamique
est un corps, ou ensemble de corps,
ou plus généralement une portion de
l’univers parfaitement déterminée, où
se produisent des transformations
Σ
Σ
A
B
C
D
Milieu
extérieur
Fronti
ère
- Matérielle
(réelle)
- Virtuelle
(fictive)
Imed Kari, Ingénieur
Principal
41
Système + Milieu
extérieur
UNIVE
RS
Systè
me
Extéri
eur
Fronti
ère
Echan
ge
{
Ener
gie
Matiè
re
o
u
0 >
0 <
réelle ou
fictive
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Imed Kari, Ingénieur
Principal
42
Nature d’un
système
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Isol
é
Fer

Ouv
ert
matiè
re
Ener
gie
NO
N
NO
N
NO
N
OUI
OUI OUI
Différents types de
systèmes
Echan
ge
Imed Kari, Ingénieur
Principal
43
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Autre
classification
Imed Kari, Ingénieur
Principal
44
Etat d’équilibre
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Un système est dit en état d’équilibre
lorsqu’il ne se produit aucune
modification du système au cours du
temps.
L’équilibre est stable si, après un
évolution fortuite du système, celui-ci
revient à l’équilibre spontanément
sans intervention extérieure.
Toute transformation d’un système qui
peut être considérée comme le
passage d’un état d’équilibre à un
autre état d’équilibre s’accompagne
d’un échange d’énergie avec le milieu
extérieur
Imed Kari, Ingénieur
Principal
45
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Exemples de conditions
d’équilibre
Equilibre
mécanique
Equilibre
thermique
{ ¦ { ¦ 0 ·
∑ ext
τ
Solides
indéformables
Exige l’égalité de la température
de toutes les particules
macroscopiques du système.
Si
non
Séparation
adiabatique
Imed Kari, Ingénieur
Principal
46
Transformations réversibles et irréversibles
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
Une transformation n’est totalement
réversible que, si la transformation
inverse peut être réalisée en passant
par les mêmes états d’équilibres
intermédiaires (système et milieu
extérieur)
1
2
a
b
Imed Kari, Ingénieur
Principal
47
Représentation graphique des transformations
C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

C
h
a
p
i
t
r
e

1

:

I
n
t
r
o
,

n
o
t
i
o
n
s

d
e

b
a
s
e
d
e

b
a
s
e
p
A
B
V
a
r
i
a
b
l
e

d

é
t
a
t

2
Variable
d’état 1
Diagramme de Watt /
Clapeyron
m
V
v V · /
Imed Kari, Ingénieur
Principal
48
Chapitre deuxième
Chapitre deuxième
Premier principe
Premier principe
de la
de la
thermodynamiq
thermodynamiq
ue
ue
Imed Kari, Ingénieur
Principal
49
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Principe de la conservation
de l’énergie
Principe
d’équivalence
Principe
d’équivalence
A
B
A
Cyclique/fer
mée
Ouver
te
Imed Kari, Ingénieur
Principal
50
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Enonc
é
Si, au cours d’une transformation
cyclique, un système quelconque ne
peut échanger avec le milieu extérieur
que du travail et de la chaleur
La somme du travail et de
la chaleur reçus par le
système est nulle
: énergie mécanique
échangée (travail)
W
: chaleur ou énergie thermique
échangée
Q
0 · +Q W
Imed Kari, Ingénieur
Principal
51
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Principe de la conservation
de l’énergie
y
x
A
B
1
2
0 ≠ +
AB AB
Q W
Imed Kari, Ingénieur
Principal
52
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
y
x
A
B
1
2
0 · + + +
BA BA AB AB
Q W Q W
Traje
t 1
0 · + + +
BA BA AB AB
Q W Q W
Traje
t 2
Imed Kari, Ingénieur
Principal
53
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
y
x
A
B
1
2
AB AB
Q W +
Traje
t 1
AB AB
Q W +
Traje
t 2
=
Quelque soit le processus utilisé ou le
chemin suivi pour passer d’un état A à
un état B, si dans chaque cas les
quantités sont
différentes, par contre la quantité
est constante
AB AB
Q W +
AB
Q W ) ( +
Imed Kari, Ingénieur
Principal
54
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
ne dépend pas du chemin
suivi mais seulement de l’état initial A
et de l’état final B
AB
Q W ) ( +
Elle représente la variation entre A et
B d’une fonction d’état
ENERGIE
ENERGIE
INTERNE :
INTERNE :
U
[ ]
A B AB
U U Q W − · +
Plus
généralement
U Q W ∆ · +
Imed Kari, Ingénieur
Principal
55
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
U Q W ∆ · +
Energie mécanique
échangée avec le milieu
extérieur
W
Energie thermique
échangée avec le milieu
extérieur
Q
Variation de
l’énergie interne
U ∆
Imed Kari, Ingénieur
Principal
56
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Enonc
é
La somme des énergies mécaniques
et thermiques reçues du milieu
extérieur par un système au cours
d’une transformation quelconque
(réversible ou irréversible) est égale à
la variation de son énergie interne
Particula
rités
Si le système
est isolé
0 · ∆U
Imed Kari, Ingénieur
Principal
57
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Cas des transformations
infiniment petites
dU Q W · +δ δ
: différentielle totale
exacte
dU
Transformations
adiabatique
0 · Q δ
dU dW ·
Transformations sans échange de
travail mécanique
0 · W
dU dQ ·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
58
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Premier principe de la
thermodynamique :
généralisation
L’énergie totale d’un système
quelconque ne peut évoluer que si le
système échange de l’énergie sous
quelque forme que ce soit avec le
milieu extérieur
... + ∆ + ∆ + ∆ · + +
c p
E E U enrgies Q W
Toutes les formes
d’énergie
Imed Kari, Ingénieur
Principal
59
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
... + ∆ + ∆ + ∆ · + +
c p
E E U enrgies Q W
Energie
échangée
Energie totale du
système
Pas de
fonctions
d’état
Variation des
fonctions
d’état
Imed Kari, Ingénieur
Principal
60
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
La fonction enthalpie
Elle constitue un « outil de travail »
qui facilite les calculs lors de certaines
transformations particulières
Elle n’apporte de pas de nouveau
concept en ce qui concerne le premier
principe
Elle constitue un « outil de travail »
qui facilite les calculs lors de certaines
transformations particulières
Imed Kari, Ingénieur
Principal
61
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Intérêt de la
fonction
Pour un système ouvert stationnaire.
La variation d’enthalpie permet
d’isoler le travail mécanique de celui
des entrées et sorties de matière
(travail de transvasement)
Pour un système fermé en équilibre
avec le milieu extérieur .
La variation d’enthalpie mesure la
chaleur échangée.
) (
ext
p p ·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
62
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Définiti
on
Elle est définie par la
relation :
V p U H . + ·
Unité
:
[ ] [ ] kcal ou J
C’est une fonction d’état comme
l’énergie interne
Imed Kari, Ingénieur
Principal
63
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Pour une transformation
infinitésimale, on a :
dV p dQ dU dQ dW dU . − · ⇒ + ·
Or
:
dV p dp V dU dH V p d dU dH . . ) . ( + + · ⇒ + ·
D’où
:
dp V dQ dH . + ·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
64
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Conséquen
ces :
Pour une
transformation isochore
Cste V ·
T c m Q U dQ dU
v
∆ · ∆ · ∆ ⇒ · . .
V
v
T
U
c

,
`

.
|


·
Pour une
transformation isobare
Cste p ·
T c m Q H dQ dH
p
∆ · ∆ · ∆ ⇒ · . .
p
p
T
H
c

,
`

.
|


·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
65
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
C
h
a
p
i
t
r
e

2
:

1
e
r
e
r

P
r
i
n
c
i
p
e

d
e


P
r
i
n
c
i
p
e

d
e

l
a

t
h
e
r
m
o
l
a

t
h
e
r
m
o
Pour les transformations
isochores, on utilise la fonction
énergie interne
) , ( T V f U ·
Pour les transformations
isobares, on utilise la fonction
enthalpie
) , ( T p f H ·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
66
Chapitre troisième
Chapitre troisième
Transformations
Transformations


thermodynamiq
thermodynamiq
ues réversibles
ues réversibles
Imed Kari, Ingénieur
Principal
67
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Ce sont des transformations idéales
qui jouent un rôle important dans les
processus thermodynamiques.
On ne considère alors que des
processus sans frottement : sans
dissipation d'énergie, qui sont
facilement calculables.
Le fonctionnement des machines
thermiques est décrit par un cycle
thermodynamique, formé de plusieurs
transformations successives, qu'on
suppose réversibles.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
68
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Cste V ·
Systèmes
fermés
Transformation
isochore :
1
T
2 1−
Q
2
T
L’enceinte est supposée non
déformable (rigide)
Cste V · 0 · ⇒ dV
Imed Kari, Ingénieur
Principal
69
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

V
p
1 1 1
nRT V p ·
1
2
2 1
V V ·
1
p
2
p
Etat
1
2 2 2
nRT V p ·
Etat
2
Or
:
2 1
V V ·
¹
'
¹
·
·
2 2
1 1
nRT V p
nRT V p
1
2
1
2
1
2
1
2
T
T
p
p
nRT
nRT
V p
V p
· ⇒ · ⇒
Imed Kari, Ingénieur
Principal
70
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Trav
ail
pdV dW − ·

− · ⇒

2
1
2 1
pdV W
0 · dV Or
:
0
2 1
· ⇒

W
Chale
ur
U Q W ∆ · +
− − 2 1 2 1
U Q ∆ · ⇒
−2 1
) (
1 2 1 2
T T mc U U U
v
− · − · ∆
Or
:
2 1−
· Q
) (
1 2 1 2
T T mc H H H
p
− · − · ∆
Imed Kari, Ingénieur
Principal
71
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Cste p · Transformation
isobare :
Cste p · 0 · ⇒ dp
2 1−
W
2 1−
Q
Imed Kari, Ingénieur
Principal
72
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

V
p
1 1 1
nRT V p ·
1 2
2 1
p p ·
Etat
1
2 2 2
nRT V p ·
Etat
2
Or
:
2 1
p p ·
¹
'
¹
·
·
2 2
1 1
nRT pV
nRT pV
1
2
1
2
1
2
1
2
T
T
V
V
nRT
nRT
pV
pV
· ⇒ · ⇒
1
V
2
V
Imed Kari, Ingénieur
Principal
73
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Trav
ail
pdV dW − ·

− · ⇒

2
1
2 1
pdV W
) (
1 2 2 1
V V p W − − ·

) (
2 1
T T nR − ·
V
p
1 2
2 1≡
Aire
de la
zone
Imed Kari, Ingénieur
Principal
74
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Chale
ur
Vdp dQ dH + · dQ dH · ⇒
) (
1 2 1 2
T T mc H H H
p
− · − · ∆
Or
:
2 1−
· Q
) (
1 2 1 2
T T mc U U U
v
− · − · ∆
Imed Kari, Ingénieur
Principal
75
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Cste T ·
Transformation
isotherme :
V
p
1
2
1
p
2
p
1
V
2
V
2 1−
Q
1 1 1
nRT V p ·
Etat
1
2 2 2
nRT V p ·
Etat
2
Or
:
2 1
T T ·
¹
'
¹
·
·
nRT V p
nRT V p
2 2
1 1
2 2 1 1
1 1
2 2
V p V p
nRT
nRT
V p
V p
· ⇒ · ⇒
Imed Kari, Ingénieur
Principal
76
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Trav
ail
pdV dW − ·

− · ⇒

2
1
2 1
pdV W
Or
:
Cste nRT pV · ·
V
nRT
p · ⇒
∫ ∫
− · − ·

2
1
2
1
2 1
V
dV
nRT dV
V
nRT
W
) ( .
2
1
2 1
V
V
Ln nRT W ·

) ( .
1
2
p
p
Ln nRT ·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
77
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Chale
ur
U Q W ∆ · +
− − 2 1 2 1
0 · ∆U Or
:
2 1 2 1 − −
− · ⇒ W Q
Imed Kari, Ingénieur
Principal
78
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

0 · Q Transformation
adiabatique :
V
p
1
2
1
p
2
p
1
V
2
V
1 1 1
nRT V p ·
Etat
1
2 2 2
nRT V p ·
Etat
2
¹
'
¹
· − ·
· + ·
0
0
Vdp dH dQ
pdV dU dQ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
79
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

¹
¹
¹
'
¹
·
·
dT mc dH
dT mc dU
p
v
Or
:
¹
¹
¹
'
¹
·
− ·

Vdp dT mc
pdV dT mc
p
v
;
V
dV
c
c
p
dp
v
p
− · ⇒
soit
:
γ ·
v
p
c
c
∫ ∫
− · ⇒
2
1
2
1
V
dV
p
dp
γ
γ γ
2 2 1 1
V p V p · ⇒
Cste pV · ⇒
γ
( ) R c c
v p
· − ;
Imed Kari, Ingénieur
Principal
80
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

) , ( T p
Pour le
couple
γ
γ −

,
`

.
|
·
1
2
1
1
2
p
p
T
T
Cste p T · ⇒
−γ γ 1
.
) , ( T V
Pour le
couple
1
1
2
2
1

,
`

.
|
·
γ
V
V
T
T
Cste V T · ⇒
−1
.
γ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
81
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Trav
ail
pdV dW − ·

− · ⇒

2
1
2 1
pdV W
]
]
]



·
]
]
]
]

,
`

.
|

·


1
1
1
1
1
2 1 1
1
2
1 1 1
2 1
T
T V p
V
V V p
W
γ γ
γ
( ) ( )
1 1 2 2 1 2 2 1
1
1
1
V p V p T T
nR
W −

· −

·

γ γ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
82
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Chale
ur
0
2 1
·

Q
Remarq
ues
( )
2 1 1 2 −
· − · ∆ W T T mc U
v
( ) U T T mc H
p
∆ · − · ∆ .
1 2
γ
V
p
Isother
me
Adiabatiq
ue
Imed Kari, Ingénieur
Principal
83
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

γ ·
v
p
c
c
R c c
v p
· −
1 −
·
γ
R
c
v
1
.

·
γ
γ R
c
p
Imed Kari, Ingénieur
Principal
84
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

0 ≠ Q Transformation
polytropique :
Elle s’approche d’une
transformation réelle
γ < < · k Cste pV
k
1
]
]
]



·
]
]
]
]

,
`

.
|

·


1
1
1
1
1
2 1 1
1
2
1 1 1
2 1
T
T
k
V p
V
V
k
V p
W
k
( ) ( )
1 1 2 2 1 2 2 1
1
1
1
.
V p V p
k
T T
k
R n
W −

· −

·

Imed Kari, Ingénieur
Principal
85
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Chale
ur
2 1 2 1 − −
− ∆ ·
pol
W U Q
1
2 1
2 1


·


γ
γ k
W
Q
( )
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹



·



·


1 2 2 1
1 2 2 1
1
1
T T
k
k
mc Q
T T
k
mc W
v
v
γ
γ
γ
k
k
k
p
p
V
V
T
T
1
2
1
1
1
2
2
1

,
`

.
|
·

,
`

.
|
·
Imed Kari, Ingénieur
Principal
86
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

Remarqu
e
∞ · k Transformation
isochore
0 · k Transformation
isobare
1 · k Transformation
isotherme
γ · k
Transformation
adiabatique
Imed Kari, Ingénieur
Principal
87
C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

C
h
a
p
i
t
r
e

3
:

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

T
r
a
n
s
f
o
r
m
a
t
i
o
n
s

r
é
v
e
r
s
.

V
p
∞ · k
isocho
re
0 · k
1 · k
isother
me
γ · k
isentropi
que
γ < <k 1
Imed Kari, Ingénieur
Principal
88
Chapitre quatrième
Chapitre quatrième
Deuxième
Deuxième
principe
principe
de la
de la
thermodynamiq
thermodynamiq
ue
ue
Imed Kari, Ingénieur
Principal
89
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Nécessité d’un principe d’évolution
Roue de
voiture
Après
freinage,
jusqu’à
l’arrêt
Echauffement des freins et
de la jante
La roue ne pourra jamais absorber la
chaleur dégagée par les freins et
remonter la pente toute seule
Imed Kari, Ingénieur
Principal
90
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
?
Deux répartitions différentes d’un gaz
dans le même volume. Laquelle précède
l’autre ?
Détente de
Joule-Kelvin
Si l’enceinte est adiabatique, d’après le
premier principe, les deux situations
sont équivalentes d’un point de vue
énergétique.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
91
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Ces processus sont naturellement
irréversibles et les processus
inverses sont impossibles.
Le premier principe n’exclue pas
ces transformations inverses,
mais n’explique pas leur sens
privilégié et donc leur
irréversibilité.
Le premier principe stipule la
conservation de l'énergie, il
permet de faire le bilan d'énergie
des systèmes, sans imposer de
conditions sur les types
d'échanges possibles. Mais, ce
bilan énergétique ne permet pas
de prévoir le sens d'évolution des
systèmes.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
92
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Nécessité d’introduire un
deuxième principe, déduit des
faits expérimentaux, qui
permettra de prévoir l'évolution
des systèmes
Le deuxième principe introduit
donc une nouvelle fonction d'état
qui décrit le comportement des
systèmes
Entropi
e :
S
Imed Kari, Ingénieur
Principal
93
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Le deuxième principe introduit
l’entropie qui décrit le
comportement des systèmes par
la maximalisation de leur
entropie.
l'entropie d'un système croît
si le système tend vers son
équilibre.
S
l'entropie S est maximum si le
système est à l'équilibre
0 > ∆S
Imed Kari, Ingénieur
Principal
94
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Pour tout système thermodynamique,
il existe une fonction appelée entropie
notée , telle que :
S
Deuxième principe de la
thermodynamique
fonction
d’état
S
est
extensive
S
Obéit au principe
d’extrémum
S
Au cours d’une transformation d’un
système fermé et calorifugée,
l’entropie ne peut qu’augmenter :
0 ≥ ∆ · − S S S
i f
Elle est maximale à
l’équilibre
Imed Kari, Ingénieur
Principal
95
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Lors d’une transformation d’un
système fermé et calorifugé :
0 · ∆S Si
La transformation est
réversible
(Ir)
réversibili

0 > ∆S Si
La transformation est
irréversible
0 < ∆S Si
La transformation est
impossible
Réciproqu
e
Si l’entropie d’un système
diminue, alors il est ouvert
et/ou non calorifugé.
Imed Kari, Ingénieur
Principal
96
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Énoncé
mathématique
Entropie
Cycle imaginaire
d’une machine
fictive
1 2
T T <
1
T
Bilan
d’énergie
0
1 2
> − ·

T
Q
T
Q
T
dQ
Q
Q
Imed Kari, Ingénieur
Principal
97
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Puisque que le processus précédent
est impossible, pour un cycle réel
d’une machine il faut que :
0


T
dQ
La signe (=) valant pour un
cycle réversible
La signe (<) valant pour un
cycle irréversible
Imed Kari, Ingénieur
Principal
98
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Transformations
réversibles
V
p
A
B
1
2
0 ·

T
dQ
0
) 2 ( ) 1 (
· + ⇒
∫ ∫
A
B
B
A
T
dQ
T
dQ
∫ ∫ ∫
· − · ⇒
B
A
A
B
B
A
T
dQ
T
dQ
T
dQ ) 2 ( ) 2 ( ) 1 (
Imed Kari, Ingénieur
Principal
99
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
∫ ∫
· · − · ∆
AB
rev
AB
A B
T
dQ
dS S S S
Cette intégrale ne dépend que des
états initial et final
Elle ne dépend pas du
chemin suivi

·
AB
rev
T
dQ
dS
dS
est une différentielle
exacte
car est une
fonction d’état
S
T
1
est un facteur
intégrant
Imed Kari, Ingénieur
Principal
100
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
pdV Q W Q dU − · + · δ δ δ
D’un point de vue
énergétique
( ) N V S U U , , · Or, on peut écrire
que :
dN
N
U
dV
V
U
dS
S
U
dU
V S N S N V , , ,

,
`

.
|


+

,
`

.
|


+

,
`

.
|


·
dN pdV TdS dU µ + − ·
: Identité
thermodynamique
pdV TdS pdV dQ dU − · − · ⇒
Soi
t
T
Q
dS
rev
δ
·
Équation de
Gibbs
Imed Kari, Ingénieur
Principal
101
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Transformations
irréversibles
V
p
A
B
0

<
T
dQ
0 < −


AB
rev
AB
T
dQ
T
dQ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
102
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
A B
AB
AB
rev
AB
S S
T
dQ
T
dQ
T
dQ
− < ⇒ < −



0

> −
AB
A B
T
dQ
S S
Soi
t


> · ∆ ⇒
AB
ir
AB
T
dQ
T
dQ
S
T
dQ
dS
ir
> ⇒ ou
bien
σ + ·
T
dQ
dS
ir
σ
: source d’entropie,
caractérisant
l’irréversibilité de la
transformation
La variation d’entropie d’un système
thermodynamique ne peut être que
positive ou nulle
Imed Kari, Ingénieur
Principal
103
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
σ + ·
T
dQ
dS
Variation d’entropie
liée à l’échange de la
quantité de chaleur
entre le système
et une source
extérieure à
dQ
T
Production
d’entropie liée
à des
opérations
internes au
système
Imed Kari, Ingénieur
Principal
104
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Cas d’une
Transformation cyclique
σ σ +

,
`

.
|
·

,
`

.
|
+ · · · ∆
∫ ∫ ∫
T
dQ
d
T
dQ
dS S 0
σ − ·

,
`

.
|


T
dQ
Est une
fonction d’état
S
d’après le 2
ème

principe
0 ≥
0 ≤

,
`

.
|

T
dQ
Pour un
cycle
Imed Kari, Ingénieur
Principal
105
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Cas d’une
Transformation ouverte
2 1 2 1
2
1
2 1
2
1
2
1
2 1 → → → →
− ∆ · ⇒ + · · ∆
∫ ∫ ∫
σ σ S
T
dQ
T
dQ
dS S
O
r
0
2 1


σ
2 1
2
1

∆ ≤

S
T
dQ
Si le système
fermé est isolé
thermiquement
0 0
2 1
2
1
≥ ∆ ⇒ ·


S
T
dQ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
106
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Cas d’un système isolé
thermiquement en équilibre
S
État
d’équilibre
L’entropie d’un
système isolé
thermiquement est
maximale
- Condition de
réversibilité
0 · dS
- Condition de
stabilité
0 < ∆S
- Retour spontané
0 > ∆S
Imed Kari, Ingénieur
Principal
107
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Spontanéité d’une
transformation
Pour voir si une transformation est
réalisable ou non, il suffit de sa
production d’entropie
σ
0 > σ
- La transformation est
spontanément possible
0 · σ
- La transformation
est réversible
0 < σ -
La transformation n’est pas
possible dans les
conditions envisagées
Imed Kari, Ingénieur
Principal
108
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Détermination des coefficients
calorimétriques
pdV TdS dU − ·
, Identité
thermodynamique
( ) V S U U , ·
, équation de
Gibbs
dp k dT c dV l dT c Q
p v
. . . . + · + · δ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
109
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
( ) dV p l dT c W Q dU
v
. . − + · + · δ δ
Coeffici
ents

v
C
l e
t

dV
T
l
dT
T
c
dV
T
p
dU
T
dS
v
+ · + ·
1
Soi
t
V
v
T
S
T c

,
`

.
|


· D’o
ù
T
V
S
T l

,
`

.
|


· e
t
Imed Kari, Ingénieur
Principal
110
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
( ) dp V k dT c dp V dV p dU dH
p
. . . . + + · + + ·
Coeffici
ents

p
C
k e
t

dV
T
k
dT
T
c
dV
T
p
dU
T
dS
p
+ · + ·
1
Soi
t
p
p
T
S
T c

,
`

.
|


·
D’o
ù
T
p
S
T k

,
`

.
|


· e
t
Imed Kari, Ingénieur
Principal
111
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Relations de
Maxwell
Puisque et sont des
différentielles totales exacts :
dU dH
V S
S
p
V
T
pdV TdS dU

,
`

.
|


− ·

,
`

.
|


⇒ − ·
p
S
S
V
p
T
Vdp TdS dH

,
`

.
|


·

,
`

.
|


⇒ + ·
Ce sont les deux premières
équations de Maxwell
Imed Kari, Ingénieur
Principal
112
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Cas particulier du
gaz parfait
e
t
p l ·
n
V
k − ·
T
p
V
S
T
·

,
`

.
|


Do
nc
e
t
T
V
p
S
T
− ·

,
`

.
|


D’o
ù
V
dV
nR
T
dT
nc dS
v
+ ·
Pour le
couple
( ) V T,
p
dp
nR
T
dT
nc dS
p
− ·
Pour le
couple
( ) T p,
p
dp
nc
V
dV
nc dS
v p
+ ·
Pour le
couple
( ) V p,
Imed Kari, Ingénieur
Principal
113
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Cas des solides et
des liquides
Ils sont peu
dilatables
0 ≈

,
`

.
|


− ·

,
`

.
|


T
S
p
S
T
V
0 ≈

,
`

.
|


·

,
`

.
|


T S
V
S
T
p
e
t
D’o
ù
T
dT
nc dS
p
≈ ( ) U H car c c
v p
≈ ≈
Imed Kari, Ingénieur
Principal
114
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Calcul de la variation
d’entropie
dans certaines
transformations
Il suffit de calculer la variation
d’entropie entre deux états A et B et
d’imaginer une transformation
réversible allant de A vers B.
À 0K, les corps purs ont tous la même
entropie S=0, car à cette température
tous les corps purs sont cristallisés et
parfaitement ordonnés.
T
pdV dU
T
dQ
dS
pdV dQ dW dQ dU
T
dQ
S
B A
+
· ·
− · + ·
· ∆


;
Imed Kari, Ingénieur
Principal
115
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Transformation
isochore

,
`

.
|
· ∆ ⇒ · ·
1
2
ln
T
T
mc S
T
dT
mc
T
dU
dS
v v
Transformation
isobare

,
`

.
|
· ∆ ⇒ ·

·
1
2
ln
T
T
mc S
T
dT
mc
T
Vdp dH
dS
p p
Imed Kari, Ingénieur
Principal
116
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Transformation
isotherme

,
`

.
|
· ∆ ⇒ · ·
1
2
ln
V
V
nR S
V
dV
nR
T
dV
p dS
Transformation
isentropique
1 2
0 0 S S S dS · ⇒ · ∆ ⇒ ·
Transformation
polytropique
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
`

.
|

,
`

.
|

,
`

.
|


·


· ·
1
2
1
2
1
2
ln ln
ln
1
1
p
p
mr
T
T
mc
T
T
k
k
mc
T
dT
k
k
mc
T
dQ
dS
p
v
v
γ
γ
Imed Kari, Ingénieur
Principal
117
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Conséquences du
deuxième principe
- Il est impossible de prélever de la
chaleur d'une seule source de chaleur
et de la transformer intégralement en
chaleur
- la transformation de chaleur en
travail à partir d'une source chaude
n'est possible qu'à la condition de
rejeter une partie de la chaleur à une
autre source froide (cycle ditherme).
- Une machine thermodynamique doit
donc fonctionner entre au moins deux
sources de chaleur
Imed Kari, Ingénieur
Principal
118
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
- Cette chaleur rejetée est donc perdue
et influera sur les performances de la
machine thermique
- D'où la notion de rendement
thermique
- A partir de ce schéma à deux sources,
on définit deux types de machines
thermiques :
* les machines thermo-
dynamiques
* les machines dynamo-
thermiques
Imed Kari, Ingénieur
Principal
119
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Machines thermo-
dynamiques
Source
chaude
Source
froide
1 2
T T >
1
T
2
Q
1
Q
W
Transformation de la
chaleur en travail
Imed Kari, Ingénieur
Principal
120
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
1
er

principe
,
1 2
Q W Q + ·
Source
chaude
Source
froide
1 2
T T >
1
T
2
Q
1
Q
W
2
ème

principe
1 1
2
1
2
1 2
< − ·

· · ·
Q
Q
Q
Q Q
Q
W
Q
W
prélevée
fourni
η
Notion de
rendement
Imed Kari, Ingénieur
Principal
121
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Machines dynamo-
thermiques
Source
chaude
Source
froide
1 2
T T >
1
T
2
Q
1
Q
W
Transformation du travail
en chaleur
Imed Kari, Ingénieur
Principal
122
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
1
er

principe
,
1 2
Q W Q + ·
Source
chaude
Source
froide
1 2
T T >
1
T
2
Q
1
Q
W
2
ème

principe
1
1 2
1 1
>

· ·
Q Q
Q
W
Q
η
Notion de coefficient de
performance
Imed Kari, Ingénieur
Principal
123
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Applicati
ons
Machines thermo-
dynamiques
Les machines à
vapeur
Les moteurs à
combustion
Les centrales
thermiques
Machines dynamo-
thermiques
Les machines
frigorifiques
Les liquéfacteurs
de gaz
Imed Kari, Ingénieur
Principal
124
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
Postulat de Nernst ou
troisième
principe de la
thermodynamique
N V
U
S
T
,
1

,
`

.
|


·
On admet que pour les
systèmes normaux:
T
U
est fonction continue et
dérivable de l’énergie
interne
T
( ) 0 ≥ T est positive ou nulle
T U
Donc est une fonction
croissante de
Imed Kari, Ingénieur
Principal
125
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
i f
S S S − · ∆
Toutes les expressions ne permettent
que de calculer
S Donc est connue à une
constante près
On résout le problème par un
3
ème
postulat
0 0 → ⇒ → S T
À pression ordinaire et pour les
phases condensées
T
dT
nc dS
p
S
p
T
≅ ⇒ ≅

,
`

.
|


0

+ · ⇒
T
T
p
T
dT
nc T S T S
0
) ( ) (
0
Imed Kari, Ingénieur
Principal
126
C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

C
h
a
p
i
t
r
e

4
:

D
e
u
x
i
è
m
e

p
r
i
n
c
i
p
e
p
r
i
n
c
i
p
e
f
T

,
`

.
|
K mol
J
S
.
Fusio
n
Vaporisa
tion
( ) ( ) ( ) ( )
∫ ∫ ∫

+ +

+ ·
f
v
f
v
T
p
f
F
T
T
p
T
T
v
v
p
T
dT
s c
T
H
T
dT
l c
T
H
T
dT
g c T S
0
v
T
Applicatio
n
( ) K T
Imed Kari, Ingénieur
Principal
127
Chapitre cinquième
Chapitre cinquième
Cycles
Cycles
thermodynamique
thermodynamique
s usuels
s usuels
Imed Kari, Ingénieur
Principal
128
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
Cycle
réversible
Travail utile
d’un cycle
V
p
1
2
12
Q
21
Q
( ) 1
1 2 12 12
U U W Q − · +
( ) 2
2 1 21 21
U U W Q − · +
( ) ( )
21 12 21 12
2 1 Q Q W W − − · + +
∑ ∑
· · Q W W
k
: travail
utile
Système
fermé
W : travail
volumétrique
Système
ouvert
W : travail
technique ou
de
transvasement
Imed Kari, Ingénieur
Principal
129
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
0 >
k
W
Convention de
signe
V
p
V
p
k
W
k
W 12
Q
21
Q
21
Q
12
Q

1
2
1
2
+
+

0 <
k
W
Cycle
moteur
Cycle
récepteur
Imed Kari, Ingénieur
Principal
130
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
Cycle de
Carnot
Source
chaude
Source
froide
W
c
Q
f
Q
Systè
me
c
T
f
T
0 · + + · ∆ W Q Q U
c f
0 ≤ +
c
c
f
f
T
Q
T
Q
c
f
c
T
T
− · 1 η
Imed Kari, Ingénieur
Principal
131
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
V
p
S
T
B
C
D
c
T
f
T
A
A
B
C
D
Diagram
me
{ ¦ V p,
Diagram
me
S T,
c
T
f
T
D
S
A
S
Imed Kari, Ingénieur
Principal
132
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
Cycle d’Otto-Beau
de Rochas
Imed Kari, Ingénieur
Principal
133
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
Compression du mélange
air/essence
2 1−
: Compression
isentropique
0
2 1
·

Q
( )
1 2 1 2 2 1
T T mc U U W
v
− · − ·

Combustion du
mélange
3 2 − : Chauffage
isochore
0
3 2
·

W ( )
2 3 2 3 3 2
T T mc U U Q
v
− · − ·

Détente des gaz
brûlés
4 3− : Détente
isentropique
0
4 3
·

Q ( )
3 4 3 4 4 3
T T mc U U W
v
− · − ·

Imed Kari, Ingénieur
Principal
134
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s Détente irréversibles des gaz brûlés
et échappement
1 4 −
: Refroidissement
isochore
0
1 4
·

W
( )
4 1 4 1
1 4 T T mc U U Q
v
− · − · −
( ) ( )
( )
2 3
1 2 4 3
3 2
2 1 4 3
T T mc
T T mc T T mc
Q
W W
v
v v

− − −
·
− −
·

− −
η
Rendem
ent
1
1
1

− · ⇒
γ
τ
η
3
4
2
1
V
V
V
V
· · τ
: Taux de
compression
Imed Kari, Ingénieur
Principal
135
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
Cycle
diesel
Imed Kari, Ingénieur
Principal
136
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
Compression du mélange
air/essence
2 1−
: Compression
isentropique
0
2 1
·

Q
( )
1 2 1 2 2 1
T T mc U U W
v
− · − ·

Combustion du
mélange
3 2 − : Chauffage
isobare
( )
2 3 2 3 2
V V p W − − ·

( )
2 3 2 3 3 2
T T mc H H Q
p
− · − ·

Détente des gaz
brûlés
4 3− : Détente
isentropique
0
4 3
·

Q ( )
3 4 3 4 4 3
T T mc U U W
v
− · − ·

Imed Kari, Ingénieur
Principal
137
C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

C
h
a
p
i
t
r
e

5
:

C
y
c
l
e
s

t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e
s Détente irréversibles des gaz brûlés
et échappement
1 4 −
: Refroidissement
isochore
0
1 4
·

W
( )
4 1 4 1
1 4 T T mc U U Q
v
− · − · −
3 2
2 1 4 3 3 2

− − −
− − −
·
Q
W W W
η
Rendem
ent
1
1
1
1
1
1



− · ⇒
γ
γ
τ µ
µ
γ
η ;
2
1
V
V
· τ
( ) ( ) ( ) ( )
( )
2 3
1 2 4 3 2 3 2 3
H H
U U U U U U H H

− − − − − − −
· ⇒ η
2
3
V
V
· µ

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful