Cientistas da Universidade de Towson (EUA) identificaram um teste prático com base
nos movimentos dos planetas, luas e asteroides que poderia provar (ou acabar com) a
teoria das cordas.
A teoria das cordas pretende compreender todas as forças do universo – por isso,
também é chamada de “teoria de tudo” -, mas até agora não podia ser testada com
nenhuma instrumentação existente, porque a escala de nível e tamanho de energia
para ver seus efeitos são muito extremos.
No entanto, inspirados por Galileu Galilei e Isaac Newton, cientistas afirmam que
medidas precisas das posições dos corpos do sistema solar poderiam revelar
discrepâncias muito ligeiras no que é previsto pela teoria da relatividade geral e o
princípio da equivalência, estabelecendo novos limites máximos para medir os efeitos
da teoria das cordas.
A teoria das cordas espera fornecer uma ponte entre duas teorias bem testadas, mas
ainda incompatíveis, que descrevem toda a física conhecida: a da relatividade geral de
Einstein, a nossa teoria reinante de gravidade, e o Modelo Padrão da física de
partículas, ou teoria quântica de campos, que explica todas as outras forças além da
gravidade.
A teoria das cordas postula que toda a matéria e energia do universo é composta de
cordas unidimensionais. Essas sequências são um quintilhão de vezes menor do que o
átomo de hidrogênio já infinitesimal e, portanto, muito pequenas para se detectar
indiretamente. Da mesma forma, encontrar sinais dessas cordas em um acelerador de
partículas exigiria milhões de vezes mais energia do que a que foi necessária para
identificar o famoso bóson de Higgs.
“Os cientistas brincam que a teoria das cordas é promissora, e sempre será
promissora, por causa da falta de poder para testá-la”, diz o Dr. James Overduin, do
Departamento de Física, Astronomia e Geociências da Universidade de Towson,
primeiro autor do estudo. “O que nós identificamos é um método simples para
detectar ‘falhas’ na relatividade geral que poderiam ser explicadas pela teoria das
cordas”.
O que é uma teoria científica?
Overduin e seu grupo expandiram um conceito proposto por Galileu e Newton para
explicar a gravidade. Segundo a história, Galileu deixou cair duas bolas de pesos
diferentes da Torre de Pisa para demonstrar como elas iriam bater no chão ao mesmo
tempo. Anos mais tarde, Newton percebeu que a mesma experiência é realizada pela
Mãe Natureza todo o tempo no espaço, onde as luas e planetas do sistema solar
“caem” continuamente um no outro à medida que orbitam em torno de seus centros
de massa comum. Newton usou observações de telescópio para concluir que Júpiter e
suas luas galileanas caem com a mesma aceleração em direção ao sol.
7 bizarros conceitos da física que todos devem conhecer
O mesmo teste pode ser usado para a teoria das cordas. O campo gravitacional
funciona com exatamente a mesma força para todas as formas de matéria e energia,
uma observação que levou Einstein a sua teoria da relatividade geral, que está
atualmente consagrada na física como o princípio de equivalência.
A teoria das cordas prevê violações do princípio da equivalência, pois envolve novos
campos que funcionam de forma diferente para objetos de composição diferente,
levando-os a acelerar de forma diferente, ainda que no mesmo campo gravitacional.
Com base no trabalho feito por Kenneth Nordtvedt e outros cientistas na década de
1970, Overduin e seus colaboradores consideram três possíveis assinaturas de violação
do princípio de equivalência no sistema solar: desvios na Terceira Lei do movimento
planetário de Kepler; deriva dos pontos estáveis de Lagrange; e polarização orbital
(também conhecida como o efeito Nordtvedt), em que a distância entre dois corpos
como a Terra e a lua oscila devido às diferenças de aceleração em direção a um
terceiro corpo como o sol.
Até à data, não existe qualquer evidência de qualquer uma destas assinaturas. No
entanto, todas as observações da ciência envolvem algum grau de incerteza
experimental. A abordagem da equipe de Overduin é usar justamente essas incertezas
experimentais para aumentar os limites e mostrar possíveis violações do princípio de
equivalência por parte dos planetas, luas e asteroides troianos no sistema solar.
Os satélites de Saturno, Tétis e Dione, são um caso de teste particularmente
fascinante. Tétis é feito quase inteiramente de gelo, enquanto Dione possui um núcleo
rochoso. Ambos têm um companheiro troiano. Outro motivo que os torna
excepcionalmente valiosos como potencial teste da teoria das cordas é que, em uma
era de orçamentos científicos cada vez maiores, possuem custo comparativamente
reduzido. Só nos resta esperar pelos resultados. [Phys]
O site HT Twins, administrado por Cary e Michael Huang, criou um aplicativo que
mostra as escalas do universo.
Usando a barra de rolagem para ampliar ou diminuir o zoom, você passeia pelas
diversas “escalas” de tamanho (em metros) das mais variadas coisas do universo – das
menores, como o comprimento de Planck (um espaço de 1,6 × 10^-35 metros,
correspondente à distância que a luz percorre no vácuo durante um tempo de Planck),
a espuma quântica (que forma o tecido do universo) e a corda (elemento da teoria das
cordas, modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos
unidimensionais, semelhantes a uma corda), na escala de 10^−35, às maiores, como o
universo observável inteiro, na escala de 10^27.
menor
A chocante escala do universo
Os primeiros elementos da escala possuem comprimentos que ainda não podem ser
confirmados.
Começando os três elementos citados acima, com o comprimento de 0,0000000001
yoctômetros, até chegar a prótons e nêutrons (com 10^−15 ou 0,000000000000001
metros), que têm comprimentos que podem ser confirmados, a escala apresenta
partículas medidas em yoctômetros – uma medida ainda não utilizável (1 ym = 10^−24
metros), já que os métodos de observação atuais não alcançam distâncias tão
pequenas.
menor2
Aumentando de tamanho, podemos chegar até a escala de 10^−10, que exibe átomos
de hidrogênio e hélio, as menores coisas visíveis em um microscópio eletrônico. A
10^−6, partimos para as coisas que podem ser vistas por um microscópio óptico
(maiores do que 200 nanômetros), como o mimivirus, um vírus de 400 nanômetros
descoberto em uma ameba em 1992.
A partir dos 100 micrômetros, ou 10^−4, aparecem os menores objetos visíveis a olho
nu, como a largura do cabelo humano, e o óvulo (a maior célula presente no corpo
humano).
O milímetro, a partir de 10^−3, engloba as maiores bactérias, grãos de areia e de sal.
Na altura do metro, as coisas ficam mais “a nossa altura”: entram os seres humanos, os
girassóis e animais maiores, como minhocas gigantes (3 metros), caranguejo-aranhagigante (3 metros), o elefante (5 metros) e a girafa (6 metros).
metro
Chegando a 10², começamos a ter que olhar para cima – Estátua da Liberdade (93
metros), arvore Sequoia (100 metros), Torre Eiffel (320 metros) – e para os lados –
Titanic (270 metros), Pirâmide de Gizé (150 metros).
Na escala do quilômetro (10³), entram o Central Park (4 km) e o Grande Colisor de
Hádrons (8,6 km). A Hidra, uma das luas de Plutão, tem 100 km, um pouco menor que
Brunei, que tem 120, e é um país do sudeste asiático.
central
A região do megametro – ou 10^6 – compreende a Califórnia (1.200 km) e a Itália
(1.100 km). Mais para frente, temos Plutão (2.300 km). Em seguida, aparecem os
planetas maiores. A Terra possui 12.700 km – pequena perto de Netuno (49.000 km),
por sua vez pequeno diante de Saturno (120.000 km), que é minúsculo ao lado do sol
(1.400.000 km).
Perto da escala do petametro (10^15), encontramos a Nebulosa Stingray, ou Nebulosa
da Raia, uma nebulosa planetária de 800.000.000.000 km (8x 10^14).
É muito interessante a maneira como as escalas se misturam – é curioso ver o
tamanho de satélites, como as luas dos planetas, perto do tamanho de países ou
continentes.
luas
Você ainda pode conferir o tamanho e a distância de diversas galáxias, as distâncias da
Terra à lua, ao sol, a distância de Voyager 1 da Terra (sonda que voou mais longe do
planeta até agora), bem como comparar a Via Láctea (120.000 anos-luz de distância,
1,2 x 10^21 metros) às suas vizinhas, como as galáxias Andrômeda e Cata-vento.
terra
Ainda mais encantador é o fato de que a escala está disponível em várias línguas
(algumas traduções não estão completas, mas a versão em português é boa), e que,
clicando nos objetos, você pode aprender mais sobre eles, além do seu tamanho no
mundo. Tão bom quanto uma aula de ciência!
Clique aqui para conferir a Escala do Universo. Escolha português (ou outra língua, se
preferir) e clique em “Começar”. Dá para tirar o som, se quiser – é só clicar no ícone
com a cifra musical. Bom divertimento!
Yoctômetro
O yoctômetro ou ioctómetro é o menor submúltiplo do metro.1
1 yoctômetro (ym) são 10−3 zeptômetros
O valor de 1 ym é de 10−24 m
Não existe mais informação, pois os métodos de observação não alcançam distâncias
tão pequenas, sendo uma medida ainda não utilizável.
Comprimento de Planck
Comprimento de Planck é um espaço de 1,6 × 10−35 m e corresponde à distância que
a luz percorre no vácuo durante um tempo de Planck.
O comprimento de Planck desempenha uma função importante na física moderna,
pois para comprimentos inferiores a este, tanto a mecanica quântica, como a
relatividade geral deixam de conseguir descrever os comportamentos de particulas.
Espaços inferiores ao comprimento de Planck têm sido alvo de exaustiva investigação
na busca de uma teoria unificadora da relatividade com a mecânica quântica.
Espuma quântica
A espuma quântica, também tratada como espuma espaço-temporal, é um conceito
relacionado com a mecânica quântica, concebido por John Wheeler em 1955. A
espuma seria supostamente a fundação do tecido do universo,1 mas também se utiliza
o termo como uma descrição qualitativa das turbulências do espaço-tempo
subatômico, que tem lugar em distâncias extremamente pequenas, da ordem do
comprimento de Planck. Nesta escala de tempo e espaço, o princípio de incerteza
permite que as partículas e a energia existam brevemente, para aniquilar-se
posteriormente, sem violar as leis de conservação de massa e energia. Mas que a
escala de espaço e tempo se vê reduzida, a energia das partículas virtuais se vê
incrementada, e dado que a energia curva o espaço-tempo, de acordo à teoria da
relatividade geral de Einstein, isto sugere que em escalas suficientemente pequenas, a
energia das flutuações seria suficientemente elevada para causar saídas significativas
desta energia do espaço-tempo "liso" visto desde uma escala maior, o que lhe daria à
trama espaço-temporal um caráter "espumoso" (como se composto de bolhas em
permanente formação, anulação e alteração). Entretanto, sem uma teoria completa da
gravidade quântica, é impossível saber como se apreciaria o espaço-tempo nestas
escalas, já que se pensa que as teorias existentes não poderiam fazer previsões muito
precisas neste contexto.
Referências
«Quantum foam». New Scientist.
Teoria das cordas
a enciclopédia livre. e não pontos sem dimensão (partículas). por exemplo). principalmente em geometria algébrica. como uma densidade infinita de energia associada à utilização de pontos matemáticos. as teorias baseadas na teoria das cordas podem evitar os problemas associados à presença de partículas pontuais (entenda-se de dimensão zero) em uma teoria física tradicional.incluindo pontos.nota 1 . Ela é uma possível solução do problema da gravitação quântica e.png Teoria das supercordas [Expandir]Teoria [Expandir]Conceitos [Expandir]Tópicos relacionados [Expandir]Cientistas Esta caixa: ver • editar A teoria das cordas (ou teoria das supercordas) é um modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais. que eram a base da física tradicional. o que explicaria as características das forças fundamentais da natureza. 1 temporal (tempo) e 7 dimensões recurvadas (sendo a estas atribuídas outras propriedades como massa e carga elétrica. Teoria das cordas Calabi-Yau. semelhantes a uma corda. O estudo da teoria de cordas tem revelado a necessidade de outros objetos que não propriamente cordas . A teoria das cordas tem também levado a novas descobertas na teoria da supersimetria que poderão ser testadas experimentalmente pelo Grande Colisor de Hádrons. Não se sabe ainda se a teoria das cordas é capaz de descrever o universo como a precisa coleção de forças e matéria que nós observamos. As teorias das supercordas incluem os férmions. membranas e outros objetos de dimensões mais altas. Nenhuma teoria das cordas fez alguma nova predição que possa ser experimentalmente testada. largura e comprimento). os blocos de construção da matéria. O interesse na teoria das cordas é dirigido pela grande esperança de que ela possa vir a ser uma teoria de tudo. Trabalhos na teoria das cordas têm levado a avanços na matemática. talvez possa naturalmente descrever as interações similares ao eletromagnetismo e outras forças da natureza.Origem: Wikipédia. adicionalmente à gravitação. Por essa razão. nem quanta liberdade para escolha destes detalhes a teoria irá permitir. Os novos princípios matemáticos utilizados nesta teoria permitem aos físicos afirmar que o nosso universo possui 11 dimensões: 3 espaciais (altura.
Nível Molecular3. nêutrons e elétrons. Depois de dividir o átomo em prótons. formaria diferentes partículas. Essa teoria propõe unificar toda a física e unir a Teoria da relatividade e a Teoria Quântica numa única estrutura matemática. O elétron. ainda não conclusiva. contudo. existe um padrão de vibração particular das cordas. depois. Embora não esteja totalmente consolidada. pois. ao chegar na última partícula (aquela que. Nível Atômico . Nível Subatômico . os cientistas ainda puderam dividir os prótons e nêutrons em quarks. Nível Macroscópico . Da mesma forma. e que. parece ser sem estrutura nos moldes do modelo padrão). divisível? (O próprio átomo e. todas aquelas partículas que considerávamos como elementares.Elétron5. e elétrons4. As de um violão. assim como outros léptons. formam todos os tipos de partículas do Universo até hoje previstos. Níveis de Ampliação:1.Quarks6. como saber que ela não seria. prótons e nêutrons eram considerados indivisíveis até serem efetivamente divididos em partículas menores. são na realidade filamentos unidimensionais vibrantes. combinadas. Ao vibrarem as cordas originam as partículas subatômicas juntamente com as suas propriedades.O estudo da chamada teoria das cordas foi iniciado na década de 60 e teve a participação de vários físicos para sua elaboração. dependendo da posição onde são pressionadas pelo dedo. . Para cada partícula subatómica do universo. nêutrons. ao serem pressionadas em determinado ponto e feitas vibrar produzem diferentes sons. Nível Subatômico .Matéria2.Prótons. Nível das Cordas. Tal divisão pode repetir-se ad infinitum. O que alguns físicos viram como uma possível solução para este problema foi a criação de uma teoria. dos quais existem seis categorias diferentes. A analogia da teoria consiste em comparar esta energia vibrante com as cordas. até o nível de energia das experiências atuais. por exemplo. seria a indivisível). a que os físicos deram o nome de cordas. das quais apenas três existem atualmente. como a eléctrica ou nuclear) que. a teoria mostra sinais promissores de sua plausibilidade. as diferentes vibrações energéticas poderiam produzir diferentes partículas (da mesma forma que uma corda pode produzir diferentes sons sem que sejam necessárias diferentes cordas. como os quarks e os elétrons. também. supostamente. De acordo com a teoria. que diz que as partículas primordiais são formadas por energia (não necessariamente um tipo específico de energia. O mesmo ocorre com qualquer tipo de corda. vibrando em diferentes tons. uma para cada som).
e o eletromagnetismo com a força da gravidade . Índice [esconder] 1 História 2 Propriedades básicas 3 As dimensões extras 4 Problemas 5 Ver também 6 Notas 7 Referências para futuras leituras 7. enquanto aquelas se movimentando no sentido anti-horário seriam positivas (como o pósitron). ela ainda era inconsistente com a mecânica quântica. além das três dimensões usuais de altura. Uma proposta a que Einstein se dedicou foi a idealizada. Partículas paradas em relação a essa quarta dimensão espacial teriam carga elétrica zero (como o neutrino).1 Artigos e livros populares 7. Essa inconsistência só seria resolvida 50 anos mais tarde. Partículas andando no sentido horário do círculo teriam carga elétrica negativa(como o elétron).Alguns anos depois uma nova teoria foi criada com o mesmo objetivo. a relatividade de Einstein (que explica que o espaço-tempo se ajusta à velocidade da luz). Einstein dedicou praticamente suas últimas três décadas de vida à tentativa de unificar. o espaço teria uma dimensão a mais. Nela.2 Livros texto 8 Ligações externas História[editar | editar código-fonte] .Einstein e o sonho da unificação da Dimensão Circular Depois de formular a teoria da relatividade geral. numa só teoria. a teoria do Tudo que busca unificar todos os campos da física quântica. pelo físico alemão Theodor Kaluza e o sueco Oskar Klein. a dimensão extra da teoria de Kaluza e Klein teria a forma de um círculo com raio muito pequeno. diferentemente das três dimensões em que vivemos. com o surgimento de uma nova teoria na qual o conceito de partícula como um ponto sem dimensão seria substituído pelo de objetos unidimensionais. Mas. largura e comprimento. cujos tamanhos são infinitos. independentemente. a força eletromagnética e a força gravitacional. Embora a teoria de Kaluza e Klein unificasse a força gravitacional com a força eletromagnética.
Mais importante. os físicos observaram que o momento angular de um hádron é exatamente proporcional ao quadrado de sua energia. cada uma correspondente a um diferente tipo de partícula. . que obedecem regras particulares de comportamento. algumas incorporam somente a variedade fechada. movendo-se de acordo com a teoria da relatividade especial de Einstein. Um dos modelos rejeitados tenta explicar os hádrons como conjuntos de partículas menores mantidas juntas através de forças similares à força elástica.um procedimento conhecido como quantização --.pode-se deduzir que cada corda pode vibrar em muitos diferentes modos. Tem-se a esperança agora que a teoria das cordas ou algumas de suas descendentes irão prover uma compreensão mais fundamental dos quarks em si. o espectro de partículas contém somente bósons.em essência. a teoria dos quarks e suas interações. Em experimentos em aceleradores de partículas. pela "nota" que a corda produz. partículas como o fóton. como o nome implica. apresentando dois espectros. a primeira versão a ser ensinada aos estudantes. onde as pontas são juntas de forma a fazer uma volta completa. Pela aplicação das ideias da mecânica quântica às ações Nambu-Goto --. A teoria bosônica das cordas é formulada em termos da ação Nambu-Goto. As teorias de cordas que incluem vibrações de férmions são agora conhecidas como teorias das supercordas. que têm duas pontas distintas. Isto levou ao desenvolvimento da teoria bosônica das cordas. Estes modelos iniciais incluem cordas abertas. a teoria bosônica tem problemas. Nenhum modelo simples dos hádrons foi capaz de explicar este tipo de relação.A teoria das cordas foi originalmente inventada para explicar as peculiaridades do comportamento do hádron. que agora forma uma área independente de estudo. e cordas fechadas. A massa da partícula e a maneira que ela pode interagir são determinadas pela forma de vibração da corda --. uma quantidade matemática que pode ser usada para predizer como as cordas se movem através do espaço e do tempo. eles não são o únicos constituintes. que ainda é. A necessidade original de uma teoria viável para os hádrons foi completamente preenchida pela cromodinâmica quântica. A escala de notas. Investigações de como uma teoria poderia incluir férmions em seu espectro levaram à supersimetria. Nem todas as teorias de cordas modernas usam estes dois tipos. e que cada estado vibracional representa uma partícula diferente. Vários tipos diferentes de supercordas têm sido descritos. Os dois tipos de corda diferem ligeiramente no comportamento. uma relação matemática entre os bósons e férmions. geralmente. A fim de considerar estas "trajetórias de Regge" os físicos voltaram-se para um modelo onde cada hádron era de fato uma corda rotatória. Entretanto. Ainda que os bósons sejam um ingrediente crítico do universo. é denominada o "espectro" da teoria.
com suas 10 dimensões. cordas quânticas têm tensão. Nada na teoria de Maxwell do eletromagnetismo ou na Teoria da Relatividade de Einstein faz qualquer tipo de predição a este respeito. Esta tensão tenderá a contraí-la cada vez mais para um loop menor. mas isto violaria o Princípio da incerteza de Heisenberg. Atualmente. A primeira pessoa a adicionar uma quinta dimensão na teoria da relatividade foi o matemático . o termo "teoria das cordas" usualmente referese à variante supersimétrica. O tamanho característico do loop da corda é um equilíbrio entre a força de tensão. Esta descoberta foi a espoleta da segunda revolução das supercordas. Considere uma corda em loop fechado. Esta tensão é considerada um parâmetro fundamental da teoria e está intimamente relacionada ao seu tamanho. descoberta pela adição da supersimetria. Enquanto a compreensão de detalhes das teorias das cordas e supercordas requer uma considerável sofisticação matemática. A intuição clássica sugere que ela deva encolher até um simples ponto. Vários significados para a letra "M" têm sido propostos. Estas teorias requerem que o físico insira o número de dimensões "na mão". físicos jocosamente afirmam que o verdadeiro significado só será revelado quando a teoria final for compreendida. Consequentemente. atuando para reduzi-lo. enquanto as anteriores são designadas pelo nome completo "teoria bosônica das cordas'. objetos que os físicos descobriram que também devem ser incluídos em qualquer teoria de cordas abertas. o tamanho mínimo de uma corda deve estar relacionado com a tensão que ela sofre.Nos anos 90. da mesma forma que um barbante. As dimensões extras[editar | editar código-fonte] Um aspecto intrigante da teoria das cordas é que ela prediz o número de dimensões que o universo deve possuir. Por exemplo. como à teoria das supercordas. com 26 dimensões. Muitos dos desenvolvimentos recentes nestes campos relacionam-se às D-branas. abandonada para se mover através do espaço sem forças externas. Edward Witten e outros encontraram fortes evidências de que as diferentes teorias de supercordas eram limites diferentes de uma teoria desconhecida em 11 dimensões. algumas propriedades qualitativas das cordas quânticas podem ser compreendidas de forma intuitiva. que procura mantê-lo aberto. e o princípio da incerteza. Propriedades básicas[editar | editar código-fonte] O termo "teoria das cordas" pode referir-se tanto à teoria bosônica das cordas. chamada de Teoria-M.
Isso é semelhante às quatro dimensões macroscópicas com as quais estamos acostumados a lidar em nosso dia a dia. grosso modo. mas por propósito de analogia.e. a teoria das cordas permite calcular o número de dimensões espaçotemporais a partir de seus princípios fundamentais. Isto é. Como a Terra. Obtém-se a solução de modelos hexadimensionais espaços Calabi-Yau. Ao invés disto. isto acontece porque a invariância de Lorentz só pode ser satisfeita em um certo número de dimensões. A razão para que a quinta dimensão não seja observável (sua compactação) foi sugerida pelo físico suíço Oskar Klein em 1926. Na teoria de Rambu. elas são chamadas distribuições G2. enquanto a teoria das supercordas e a Teoria-M envolvem em torno de 10 ou 11 dimensões. tal como um ponto da superfície da Terra pode ser especificado pela latitude e longitude. Se se observar a mangueira de uma distância considerável. então girássemos nosso observador para um novo ângulo e a medíssemos novamente.alemão Theodor Kaluza em 1919. Em ambos os casos. pode-se negligenciar a espessura e considerar somente a noção de superfície da mangueira. a teoria bosônica das cordas tem 26 dimensões. Uma analogia padrão para isto é considerar um espaço multidimensional como uma mangueira de jardim. i. Certamente. O único problema é que quando este cálculo é feito. nos aproximarmos o suficiente da mangueira. descobrimos que ela contém uma segunda dimensão. Um ponto na superfície da mangueira pode ser especificado por dois números. A primeira é a compactação das dimensões extras. o comprimento. mangueiras . a distância observada somente permaneceria a mesma se o universo tivesse um número particular de dimensões. Em 7 dimensões. portanto não são facilmente detectáveis. cada mangueira de jardim existe nas 3 dimensões espaciais. Mais precisamente. diz-se que o objeto tem duas dimensões espaciais. as 26 dimensões vêm da equação: [1-(D-2)/24]=0 Contudo. justo como as dimensões extras do espaço Calabi-Yau são visíveis a distâncias extremamente pequenas e. sua circunferência. Físicos usualmente resolvem este problema de duas formas diferentes. mas vinte e seis. Esta "dimensão extra" é somente visível dentro de uma área relativamente próxima da mangueira. como dizer que se nós medíssemos a distância entre dois pontos. Essencialmente estas dimensões extras estão "compactadas" pelo seu enrolamento sobre elas mesmas. ela aparenta ter somente uma dimensão.. uma distância ao longo da circunferência. Se. Tecnicamente. este modelo parece contradizer fenômenos observados. as 6 ou 7 dimensões extras são tão pequenas que não são detectadas em nossos experimentos. o número de dimensões do universo não é quatro como esperado (três eixos espaciais e um no tempo). no entanto.
Estes desenvolvimentos podem se dar na teoria em si. Neste sentido. ou mesmo qual apelo estético a teoria venha ter. Como isso envolve objetos chamados D-branas. Nenhuma versão da teoria das cordas fez ainda uma predição diferente de alguma feita por outras teorias. Isto significa que não importa quem inventou a teoria. Em princípio. alguns cientistas têm se perguntado se ela merece mesmo ser chamada de uma teoria científica: ela não é ainda um teoria rejeitável ou falseável no sentido dado por Popper. Em ambos os casos. nenhuma que pudesse ser verificada por um experimento atualmente realizável. tais como novos métodos de realizar os cálculos e produzir previsões. Todas estas possibilidades devem ser verificadas. esta teoria é conhecida como mundo de brana. um espaço de Calabi-Yau não tem interior. "qual é o seu nome". mas isto ainda vai requerer mais desenvolvimentos para ser aceito ou negado. portanto. onde o "3+1" faz-nos lembrar que o tempo é um tipo diferente de dimensão espacial. Outras possibilidades é que nós estejamos presos em subespaço com 3+1 dimensões de um universo com mais dimensões. Uma vez que a teoria das cordas não possa ser testada em um futuro próximo. Problemas[editar | editar código-fonte] A teoria das cordas permanece não verificada. o que pode tomar um tempo considerável). que passam a exibir quantidades antes imensuráveis.de jardim possuem um interior. ou talvez tenha se cometido um erro ao prever as consequências da teoria. a gravidade atuando nas dimensões ocultas produz as outras forças não-gravitacionais tais como o eletromagnetismo. Muitos novos desenvolvimentos podem passar através de um estágio de incerteza antes de se tornarem conclusivamente aceitos ou rejeitados. mas esta não é ainda uma possibilidade prática. haveria outras possibilidades: alguma coisa pode estar errada com os experimentos. ou devem ocorrer nos experimentos em si. No entanto. e isto ainda deve se tornar de suprema importância para nossa compreensão do universo. uma região que requer uma dimensão extra." (Certamente. Isto não significa que ela seja a única teoria corrente que começou a ser desenvolvida que oferece estas dificuldades. é possível deduzir a natureza destas dimensões extras pela necessidade de consistência com o modelo padrão. Como assinalado por Richard Feynman em The Character of Physical Law. ao menos. a teoria das cordas está em "estado larval": ela possui muitos aspectos de interesse matemático. "Se ela não está de acordo como os experimentos. ela está errada. . diferentemente da Terra. o teste chave da teoria científica é se suas consequências concordam com as medições que obtivemos do experimento.
foi apontado que a expansão do universo poderia ter esticado a corda fundamental (do mesmo tipo considerado pela teoria das supercordas) até que ela atingisse o tamanho intergaláctico. Velhas propostas para detecção de cordas cósmicas podem agora ser usadas para investigar a teoria das supercordas. Enquanto muitas medições . Como o teórico Tom Kibble comenta. tornando os velhos cálculos úteis novamente. em torno de 10−35 m). cordas cósmicas eram um modelo popular para explicar vários fenômenos cosmológicos. Por exemplo. cordas cósmicas são objetos diferentes em relação às entidades da teoria das supercordas. muito sutis para terem sido detectadas ainda. tais como D-branas unidimensionais altamente alongadas (conhecidas como "D-cordas"). tais como o caminho que foi seguido para a formação das galáxias no início do universo. teóricos da teoria das cordas retomaram seu interesse em um velho conceito. Embora intrigantes. No início dos anos 2000. a chance de erro experimental). astrônomos têm também detectado uns poucos casos do que podem ser lentes gravitacionais induzidas por cordas. a corda cósmica. eles devem ser raros e bem esparsos. Originalmente discutida nos anos 1980. Além disto. ou ao menos obter uma percepção mais substancial pela observação de fenômenos cosmológicos que elucidem a física das cordas.A humanidade não tem atualmente tecnologia para observar as cordas (que se acredita terem aproximadamente o Comprimento de Planck. Super-cordas. as teorias modernas das supercordas oferecem outros objetos que poderiam ter uma razoável semelhança com cordas cósmicas. é claro. se a observação do Sol durante um eclipse não tivesse mostrado que a gravidade é capaz de desviar a luz. Apesar disso. Por vários anos. estes propósitos cosmológicos falham em um sentido: testar uma teoria requer que o teste seja capaz de derrubar (ou provar falsa) uma teoria. Elas também devem causar ligeiras irregularidades na radiação de micro-ondas de fundo. Não encontrar cordas cósmicas não demonstraria que a teoria das cordas é fundamentalmente errada — meramente que a ideia particular de uma corda altamente esticada atuando "cosmicamente" é um erro. Tal corda esticada pode exibir muitas propriedades da variação da velha corda "cósmica". novos experimentos — em particular medições detalhadas da radiação cósmica de fundo em micro-ondas — falharam em apoiar as predições do modelo da corda cósmica e ela saiu de moda. Vários anos mais tarde. D-cordas ou outros tipos de corda esticadas na escala intergaláctica devem irradiar ondas gravitacionais. teria sido provado que a teoria da relatividade geral de Einstein era falsa (eliminando. Se tais objetos existiram. que podem ser presumivelmente detectadas usando experimentos como o LIGO. "cosmologistas da teoria das cordas têm descoberto cordas cósmicas observando em todos os lugares escondidos". Em algum momento poderemos ser capazes de observar as cordas de uma forma significativa. Por exemplo. mas na esfera das possíveis observações no futuro.
A saber. ao rigor do termo. como uma série de aproximações ao invés de uma solução exata). Em um nível mais matemático. pelo menos na acepção moderna. Embora técnicas não-perturbativas tenham tido um progresso considerável — incluindo definições de conjecturas completas envolvendo tempo-espaço satisfazendo princípios assintóticos — a definição de uma teoria não-perturbativa completa é uma lacuna a ser preenchida. ser feitas para sugerir que a teoria das cordas está no caminho certo. em princípio. outro problema é que. os mais importantes fatos que corroboram as propostas da relatividade de Einstein foram obtidos posteriormente à divulgação de . portanto. os cientistas ainda não divisaram um "teste" confiável. muito da teoria das cordas é ainda somente formulado através da técnica da perturbação (isto é. como a teoria quântica de campos. Entretanto a história nos mostra que nem sempre os fatos que levam à proposição ou evolução de uma teoria precedem as ideias que ela encerrara ou encerrará quando corroborada. Ver também[editar | editar código-fonte] Nathan Berkovits Lista de protociências Lista de tópicos da teoria de cordas Teoria Kaluza-Klein Teoria-M Teoria-F Gráviton Gravitação quântica Supergravidade Supersimetria Teoria de tudo Tempo-espaço Notas Ir para cima ↑ A ausência de dados observacionais impede que a "teoria das cordas" seja dita uma "teoria científica".podem.
Brown and Company (1998). and the Texture of Reality. ISBN 0-316-32975-4. Norton & Company. Greene. ISBN 0-521-35752-7. New York. Time Warps. Michael. ISBN 0-521-35753-5. The Elegant Universe: Superstrings. Gribbin. John. Tão pouco pode ter-se por certo que nosso universo possui realmente 11 dimensões apenas porque a "teoria das cordas" aponta para tal. o tempo e a textura da realidade. The Road to Reality . Time . ISBN 0-224-04447-8. Brian. Roger. and the Theory of Everything. a "teoria" não pode ser dita uma teoria científica. No Brasil: O Universo Elegante. Cambridge University Press (1988). Oxford University Press (1994) ISBN 0195-08514-0. Reissue edition (2003) ISBN 0-39305858-1. Greene. Companhia das Letras (2005) ISBN 85-359-0759-9. Symmetry. Brown. Superstrings: A Theory of Everything?. Michio. Knopf (2004) ISBN 0-375-41288-3. sendo a elaboração destas impelidas em verdade por inconsistências entre duas teorias já consolidadas à época. empenamentos do tempo e a décima dimensão. Vol. Rocco (2000) ISBN 85-325-1046-9. John Schwarz and Edward Witten. W. No Brasil: O Tecido do Cosmo: O espaço. Superstring theory. Verificáveis até o momento há apenas quatro dimensões. London. Companhia das Letras (2001) ISBN 85-3590098-5. Cambridge University Press (1987). . A Complete Guide to the Laws of the Universe. Penrose. and Julian R. a mecânica clássica e o eletromagnetismo. Rio de Janeiro.suas ideias. Entretanto a ressalva é implacável: sem fatos que corroborem as ideias propostas. Kaku. Vol. 1: Introduction. and the Quest for the Ultimate Theory. Paul. 2: Loop amplitudes. The Search for Superstrings. as quatro que compõem o espaço-tempo da relatividade Referências para futuras leituras[editar | editar código-fonte] Artigos e livros populares[editar | editar código-fonte] Davies. No Brasil: Hiperespaço: uma odisséia científica através de universos paralelos. The original textbook. Hidden Dimensions. Hyperspace: A Scientific Odyssey Through Parallel Universes. The Fabric of Cosmos: Space. Great Britain: Little. Livros texto[editar | editar código-fonte] Green. and the Tenth Dimension. Brian. Jonathan Cape (2004).W. anomalies and phenomenology. ISBN 0-521-43775-X.
ISBN 0-521-63304-4. String Theory. September 1986. Ed Witten's KITP Public Lecture.br/~braga/cordas. videos and animations explaining string theory. Vol.Johnson. Resource Letter. ISBN 0-521-63303-6. Joseph. .pequeno texto introdutório.STRINGS. 1: An introduction to the bosonic string.The "Official String Theory Web Site". The Nth Dimension. Cambridge University Press (1998). texts. ISBN 0-521-83143-1. A First Course in String Theory. ISBN 0-521-80912-6.com.Vídeo da BBC com físicos explicando a Teoria M e a origem do universo com suas 11 dimensões. em português Superstringtheory. 8-10 pm and November 4. Ligações externas[editar | editar código-fonte] teoria-m-e-origem-do-universo.Michael Green on string theory in a Scientific American article. Superstrings! String Theory Home Page.Slides and audio from an Ed Witten lecture where he introduces string theory and discusses its challenges. http://omnis. D-branes.Online tutorial.A short interactive introduction to string theory. Beyond String Theory. Cambridge University Press (2003).ufrj. Various images. a string physicist working for the French CNRS. Vol.if. "Cosmic strings reborn?".physics. Zwiebach.An ongoing project by Jan Troost. Created by classmates in the four-month project. 8-9 pm. A modern textbook.A guide to the string theory literature. 2: Superstring theory and beyond.A Three-Hour Miniseries with Brian Greene by NOVA (original PBS Broadcast Dates: October 28th. 2003). Barton. Clifford. created by Patricia Schwarz. Polchinski. The Elegant Universe.The home page of a newsgroup dedicated to string theory. Superstrings. Cambridge University Press (2004).html. Errata are available online. SCI. The Symphony of Everything.A talk given by Tom Kibble in September 2004.A comprehensive compilation of materials concerning string theory.
por exemplo. e você não vê ninguém se amarrando ao chão por causa disso.A criticism of string theory. Quando os cientistas usam o termo “teoria” você tem que lembrar que este termo é parte do jargão da profissão deles e quando você usa no seu dia-a-dia está se referindo a uma hipótese. Em parte. bem fundamentada. tal acusação é verdadeira: a teoria da evolução não é uma lei. é a coisa mais preciosa que temos” — Albert Einstein Uma das “acusações” lançadas aos cientistas é que a evolução é só uma teoria. “Teoria” no sentido coloquial (“Tenho uma teoria de que meu irmão está comendo meu chocolate”) é muito diferente de uma teoria científica. Mas a teoria da gravitação também “é só uma teoria”. O que é uma teoria científica? “Toda a nossa ciência. não merece confiança. e que portanto. não uma lei ou um fato. é “só uma teoria”. que se relaciona com fatos e hipóteses.The Reference FrameA blog supporting string theory Not Even WrongA blog critical of string theory Is string theory even wrong?. O que é uma teoria? “A ciência não passa do bom senso exercitado e organizado” — Aldous Huxley A Academia Nacional de Ciências dos EUA define uma teoria como sendo “uma explicação plausível ou cientificamente aceitável. e é constantemente substituída ou aperfeiçoada ao longo de muito tempo e esforço. comparada com a realidade. é primitiva e infantil – e. A teoria da relatividade é uma teoria científica. no entanto. A do chocolate é uma “teoria” muito diferente da teoria da relatividade. que explica algum aspecto do mundo natural. . Não existe tal coisa como “só uma teoria” científica. Um sistema organizado de conhecimento aceito que se aplica a uma variedade de circunstâncias para explicar um conjunto específico de fenômenos e predizer as características de fenômenos ainda não observados”.
um modelo para explicar o fenômeno. O trabalho foi aceito para publicação em um periódico científico e Emily Rosa está no Guiness como a pessoa mais jovem a ter um trabalho científico publicado. em metade das vezes. Ela montou um experimento simples. sempre sujeita a modificação de acordo com novas descobertas”. confirmada e. visando determinar se um praticante de “toque terapêutico” realmente conseguia perceber o “campo energético” de uma pessoa. O índice de acertos encontrado por Emily foi de 44%. ou seja. acertariam 100% das vezes. acertariam algo em torno de 50%. tem que ser testável. Um exemplo de teste de hipóteses foi o teste que a menina Emily Rosa fez. As 10 mais belas teorias Teste de hipóteses Que tipo de hipótese a ciência pode investigar? Qual o limite do que é conhecimento científico e do que não é? Uma das definições é que uma teoria ou hipótese. com tecnologia alguma. um cientista ou equipe de cientistas chega a uma teoria. no mundo real. Junto com a teoria também nascem hipóteses que. Se não pudessem sentir nada e tentassem adivinhar. se provadas falsas. apenas provou que era falsa a afirmação dos praticantes de que eles eram capazes de perceber um tal campo. não podem ser testadas com a tecnologia que temos. está. Algumas teorias. mas isto não implica que não sejam científicas. aceita por cientistas orientados e experimentados no assunto. Formulada a teoria e as hipóteses. para ser considerada científica. fazendo previsões teóricas e observando as mesmas em laboratório ou na natureza. É importante frisar que Emily não provou que não existe o tal “campo energético”.O dicionário Michaelis On-line define teoria como sendo uma “hipótese já posta à prova. o próximo passo é testá-las. e tinha que determinar sobre qual mão Emily estava posicionando a mão dela. porém. O praticante estendia as duas mãos através de um anteparo. podem invalidar a teoria em parte ou totalmente. . Uma teoria geralmente começa a partir da observação da natureza. Um fenômeno é observado. assim. Uma hipótese ou teoria não é considerada científica se não pode ser testada de forma alguma. um resultado que pode ser explicado pelo acaso. como a Teoria das Cordas. então está fora do âmbito da ciência. e a partir desta observação. Se não puder ser testada de forma alguma. Se os participantes sentissem o campo de energia.
então a invalida por inteiro. ao trabalhar em 1851 com vidro e substâncias nutritivas. prevista em 1930 pelo físico Wolfgang Pauli. Da mesma forma. até que alguma evidência sirva para falsear uma delas. . acomodando os aspectos válidos das duas teorias concorrentes. A ciência está sempre reavaliando suas teorias. os cientistas tem que conviver com duas ou mais teorias concorrentes. Outra previsão teórica confirmada foi a da existência do neutrino. testando-as em cenários diferentes. a teoria da evolução foi usada para determinar em que terreno poderia ser encontrado um fóssil da transição entre peixes e anfíbios. A previsão de que existe uma radiação cósmica fóssil faz parte da teoria do Big Bang. Descartando teorias. que já durava dois mil anos. ou uma nova teoria seja construída. e buscando novas evidências na natureza. e quando encontrada a radiação. Neste caso. Louis Pasteur. O resultado é que eventualmente os cientistas encontram alguma evidência que sugere que uma teoria está errada. por Reines e Cowan.Einstein estava certo: relatividade confirmada Fazendo previsões Outra característica das teorias científicas é que elas permitem previsões verificáveis. Ou pode acontecer das evidências existentes estarem de acordo com duas teorias concorrentes. Em alguns casos. demonstrou que organismos complexos não se originavam diretamente de matéria orgânica inerte. a nova evidência não pode ser acomodada na teoria. previsão que se confirmou com a descoberta do Tiktaalik roseae em terreno da época Devoniano (cerca de 375 milhões de anos atrás). refutando a teoria da geração espontânea de Aristóteles. o trabalho seguinte é avaliar o impacto da nova descoberta: se ela invalida toda a teoria ou apenas parte dela. Se for encontrada uma evidência legítima que contraria alguma teoria. acrescentando teorias “A ignorância afirma ou nega veementemente. o que acontece é que a teoria é modificada para acomodar as novas evidências. Em alguns casos. A ciência duvida” — Voltaire Um dos aspectos mais importantes das teorias é que elas são todas provisórias. e confirmada em laboratório em 1956. a teoria ganhou mais credibilidade. quando parte da teoria é invalidada.
e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital). e hipóteses que foram testadas.Mas as novas evidências nunca são aceitas imediatamente. e se compõe de hipóteses testáveis. através de endocitose. Elas podem ser abandonadas ou aperfeiçoadas pelas evidências descobertas pela investigação científica. Este é um fato conhecido: a ciência é resistente. e hoje está incorporada à teoria da evolução. não tem um smartphone. Mesmo com o acúmulo de evidências a seu favor. O que você tem que saber para negar a ciência Conclusão “O aspecto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria” — Isaac Asimov Uma teoria científica representa o conhecimento científico tido como mais correto. e estabelecido uma relação de simbiose com os mesmos. As teorias não são transformadas nunca em leis ou verdades definitivas. além de fatos que as evidenciam. é funcionário público. e só muda quando as evidências a favor da nova teoria são muito fortes. Além disso. as teorias são usadas para fazer previsões que mais tarde são testadas ou investigadas em laboratório ou na natureza. a teoria só foi aceita um bom tempo depois. Segundo esta teoria. gosta de xadrez e fotografia. mitocôndrias e cloroplastos teriam se originado a partir de procariotas de vida livre que teriam sido englobados por organismos eucariotas. proposta pela bióloga Lynn Margulis na década de 1960. Apesar de se definir como "geek". 7 bizarros conceitos da física que todos devem conhecer . [Feira de Ciências] Autor: Cesar Grossmann é formado em Engenharia Elétrica. Um exemplo desta resistência foi experimentado pela teoria endossimbiótica. e que também servem para refutar as teorias ou aumentar a confiança que temos nelas.
e para um objeto viajando à velocidade da luz. todo mundo sabe. que. conceitos básicos de física (como força. seria uma distorção do espaço-tempo causada por objetos massivos. Na escala subatômica. Em 1916. Quando mudamos para outros cenários. 2 – Mecânica Quântica Átomos. as partículas podem se comportar como ondas e podem estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. 1 – Relatividade O termo se refere a duas das mais famosas teorias da física. o físico demonstrou. porém. ele abordou também a questão da gravidade.No dia-a-dia. tão pequenas que. 3 – Teoria das Cordas Essa teoria (que. chamada de Teoria Geral da Relatividade. Partículas como prótons e elétrons. prevalece a Mecânica Quântica – proposta no começo do século 20. são extremamente pequenos. por exemplo. ambas propostas por Albert Einstein. nem soam absurdos. e só o fato de observá-las já altera seu estado. Confira a seguir estas e outras ideias que fogem do que nós consideramos “normal” – mas que não causam tanto espanto em cientistas da área. Outra ideia defendida por Einstein foi a de que o tempo pode passar mais devagar (ou mais rápido) conforme a velocidade do observador. divulgada em 1906. buracos negros podem conter a massa de uma estrela condensada em um único ponto. o tempo passa mais devagar. as regras mudam: no mundo subatômico. em seu “mundo”. é estudada pelo personagem Sheldon Cooper. Desta vez. mas dobras em . segundo ele. partículas podem estar em dois lugares ao mesmo tempo. por meio de uma série de cálculos. do seriado The Big Bang Theory) sugere que partículas não são pequenos pontos. que a velocidade da luz é a maior que pode ser atingida por um corpo. como “emaranhamento” e o “Princípio da Incerteza”. Essa teoria também prevê a existência dos estranhos buracos negros e ajuda a compreender a distorção sofrida pela luz ao atravessar galáxias (causada pela grande força gravitacional desses objetos). por sinal. são ainda menores. ele publicou uma versão expandida dessas ideias. É na Mecânica Quântica que estão outros conceitos curiosos. Na primeira. por sua vez. aceleração e pressão) não causam tanto espanto.
que o próprio Big Bang teria começado a partir de uma. será capaz de unir todos os conceitos físicos e explicar o universo. Schrödinger propôs que se imaginasse um gato. No experimento. mas baseado em probabilidades. De acordo com a física clássica. haveria 50% de chance de que o material se deteriorasse. emitindo radiação e matando o gato. ou mesmo em um único ponto) e. uma partícula) já afeta este objeto. o termo se refere a um ponto em que tempo e espaço estão infinitamente curvados. o princípio seria uma das consequências da Mecânica Quântica e se refere à precisão máxima em que seria possível medir a localização e a velocidade de uma partícula subatômica. o segundo é o fato de que o mundo quântico não é “concreto”. dificultando a medição do estado de uma partícula. além de uma possível base para a hipotética “Teoria do Tudo”. Há dois fatores por trás da incerteza apontada pelo princípio: o primeiro é o de que a simples medição de algo (no caso. que demonstraria o quão estranha era a incerteza por trás da Mecânica Quântica. 4 – Singularidade Na física. 6 – Gato de Schrödinger Esse termo se refere a uma experiência teórica imaginada pelo físico austríaco Erwin Schrödinger em 1935. que. e 50% de chance de que o material não emitisse radiação e que o gato sobrevivesse. A Teoria das Cordas é uma tentativa de conciliar a Física Quântica e a Teoria Geral da Relatividade. supostamente. Acredita-se que existem singularidades no centro de buracos negros (dentro dos quais. a massa de uma estrela pode estar condensada em uma região minúscula. A diferença entre as partículas seria a frequência com que as cordas vibram. por exemplo.objetos unidimensionais similares a cordas. ainda. um desses cenários obrigatoriamente se tornaria realidade e poderia ser observado quando alguém abrisse a caixa. preso em uma caixa junto com material radioativo. 7 Perguntas que tiram o sono dos físicos 5 – Princípio da Incerteza Formulado em 1927 pelo físico alemão Werner Heisenberg. De acordo com a .
É o que foi discutido no Festival Mundial de Ciência. representa um conjunto de regras que governa o comportamento de partículas subatômicas. como já falamos. moléculas.[LiveScience] Será que a estranha física quântica governa a vida? A física quântica estuda as coisas pequenas. portanto. um crescente conjunto de provas mostra que a mecânica quântica está envolvida em processos biológicos como a fotossíntese. ou seja. algum dia. elétrons. prótons e outras partículas subatômicas. . dia 1 de junho. Essas partículas. e podem viajar através das paredes. o sentido do olfato e possivelmente até mesmo a origem da vida. são minúsculas. nada mais justo. poder aproveitá-lo para criar computadores supervelozes. O emaranhamento já foi induzido em experimentos e cientistas esperam. Apesar da quântica ser um ramo da física que lida com tais coisas microscópicas. mesmo quando separadas por uma enorme distância. Segundo os cientistas. se toda a vida é feito de átomos e outras partículas pequenas. contudo. a outra se move na mesma direção. o gato não estaria nem vivo nem morto até que alguém abrisse a caixa e observasse (medindo e. E. afetando a situação). A mecânica quântica. muitos cientistas acreditam que ela também pode descrever fenômenos macroscópicos.Mecânica Quântica. são afetadas mutuamente – ou seja. O conceito perturbou o próprio Albert Einstein. 7 – Emaranhamento É um dos fenômenos mais conhecidos da Mecânica Quântica. átomos. podem se comportar como ondas e podem permanecer conectadas através de grandes distâncias. muito pequenas – sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica. a migração das aves. então. em Nova York (EUA). no qual duas partículas. que o chamou de “assombrosa ação a distância”. se uma se move. porque esses são muito quentes e úmidos para suportar delicados estados quânticos. não? Quântica grande Os pesquisadores achavam que as peculiaridades da física quântica não afetavam objetos macroscópicos.
E não é que é verdade? Sendo assim. pode ver. isso é possível nas aves graças a uma proteína dentro de suas células. a criptocromo-1 regula a orientação. as exatas mesmas aves. chamada criptocromo. mas em uma forma diferente. Com essas informações. que. se liga a receptores que as reconhecem. quando ficaram sem criptocromo. Antes. cientistas pensavam que nós reconhecíamos os odores porque cada molécula aromática tem uma forma. o elétron experimenta uma magnitude ligeiramente diferente do campo magnético da Terra. separando-o de seu parceiro. . ou emaranhamento. e podem definir sua posição e direção. O entrelaçamento é a forma como dois objetos ficam conectados mesmo que estejam a grandes distâncias. a biologia pode usar um pouco de quântica. Os pássaros tem uma carta em sua manga: o entrelaçamento quântico. Mas como eles fazem isso? Eles têm um “órgão magnético” que sente esse campo? Não. Nos humanos. os pássaros constroem uma espécie de “mapa interno” do campo magnético da Terra. EUA. Não importa o quão longe eles viajem. que. Em sua nova localização.Mas fomos surpreendidos novamente: a natureza sempre dá um jeito de aproveitar as leis do universo a seu favor. Outro mistério que recorre à física quântica para explicação é o sentido do olfato. uma nova teoria diz que essa proteína dá um impulso de energia em um dos elétrons de um par emaranhado nos pássaros. a criptocromo-2 tem ligação. por exemplo. A teoria ganhou apoio de uma recente experiência com moscas da fruta. da Universidade Estadual do Arizona. Isso porque esses animais têm um excelente senso de navegação e direção. eles podem voltar não somente para a mesma região. mas plausível. Claro que isso é normalmente visto em partículas subatômicas – elas compartilham características mesmo que separadas. o que altera o spin (giro) do elétron. Nós também temos essas proteínas. mas para o exato mesmo lugar onde estavam inicialmente. quando entra no nosso nariz. disse o cosmólogo Paul Davies. Louco. Nas aves e em insetos como a mosca da fruta. E como os pássaros podem se aproveitar esse processo? Segundo cientistas. Agora. com nosso “relógio biológico”. “A vida é feita de átomos e os átomos se comportam de forma quântica”. O caso dos pássaros migratórios e o caso do olfato Se você mora em uma aérea cheia de aves migratórias. todo ano. E como eles conseguem tal façanha? Os cientistas apostavam que os pássaros se localizavam com base no campo magnético da Terra. A ação de um afeta o outro. perderam a sua sensibilidade magnética.
como sua química mudou ligeiramente. Erwin Schrödinger e seu gato quântico Hoje o Google homenageia o 126o aniversário de Erwin Schrödinger. O que você acha? [LiveScience. isso não altera a sua forma. Como surgiu a vida da “não vida”. engenheiro mecânico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). faz com que o receptor no nariz seja capaz de perceber a diferença”. do nada? A vida é um estado distinto da matéria. Por outro lado. vibra de uma forma diferente. Como sabemos a diferença? A teoria reside na capacidade de partículas quânticas de agirem como ondas. é jornalista. diz Seth Lloyd. mas odores completamente diferentes por causa de uma pequena alteração química (por exemplo. há os que pedem cuidado: nem tudo que é envolto em dúvida e mistério é sinônimo de física quântica. Apesar de afetar o peso da molécula. inclusive o início do início da vida. FísicaUSP] Autor: Natasha Romanzoti tem 24 anos. apaixonada por esportes. séries de todos os tipos e doces de todos os gostos. físico teórico responsável por desenvolver importantes conceitos da mecânica quântica.Só que alguns cheiros têm moléculas de formas idênticas. O mais famoso deles é o experimento teórico conhecido popularmente como Gato de Schrödinger. Gato de Schrödinger . portanto. Sendo assim. mas muda seu odor. um único átomo de hidrogênio na molécula é substituído por uma versão mais pesada conhecida como deutério). alguns pesquisadores estão apostando todas as suas fichas na física quântica para explicar todo tipo de mistério que cerca a biologia. que é um tipo puramente quântico de efeito. “A teoria é que mesmo que a forma da molécula seja a mesma. há cientistas que creem que essa distinção seja quântica. E este tipo de natureza ondulatória. livros de suspense.
a natureza dessas partículas (se existem de fato. Erwin Schrödinger imaginou um gato. existe a chance de estarmos diante de um tipo muito especial de matéria. matando o gato. Ainda falta confirmar. ao contrário de tudo o que já foi visto. porém. por exemplo. seriam formadas por dois (embora isso ainda não tenha sido experimentalmente comprovado). Neste experimento. só haviam sido detectadas partículas formadas por três quarks ou menos – as próprias Y(4260). ou se os aparelhos identificaram pares de partículas formadas por dois quarks. nomeada Z(3900).[Gizmodo. Physics] . são teoricamente formadas por quatro quarks. e que são mantidas juntas graças a partículas chamadas glúons. existem seis tipos de partículas chamadas quarks. preso dentro de uma caixa que também continha um material radioativo. Mas de acordo com a estranha Mecânica Quântica o gato não estaria nem vivo nem morto até que alguém abrisse o recipiente e observasse já que medição afeta a situação. duas equipes de físicos (uma no Japão e outra na China) encontraram uma possível nova partícula. demonstraria o quão estranha é incerteza por trás da Mecânica Quântica. Wired. haveria 50% de possibilidade de que o material emitisse radiação. Em nível sub-atômico. Misteriosa nova partícula subatômica pode quebrar regras da física Enquanto faziam experimentos com partículas subatômicas Y(4260). e 50% de probabilidade de que o material não irradiasse permitindo que o animal sobrevivesse. imaginada pelo físico austríaco em 1935.A experiência teórica mental. e não partículas formadas por quatro). Já as partículas Z(3900). Até hoje. Assim. que servem como “blocos de construção” para boa parte da matéria que conhecemos (como elétrons e nêutrons). que geram forças de atração. Na física clássica um desses cenários teria que se tornar realidade e deveria ser observado ao abrir a caixa.
Curte ciência. Suas teses. os cientistas da época acreditavam que a luz se comportava apenas como onda e jamais como matéria. principalmente. Todos sabem que ele ficou notório pela Teoria da Relatividade. os fótons. desta maneira. A partir de experimentos fotoelétricos e da descoberta de que a luz se comporta energeticamente como os gases. cultura japonesa. que se provariam corretas nos anos que se seguiram. Einstein publicou um trabalho chamado “Um ponto de vista heurístico sobre a produção e transformação da luz”. literatura. Como Einstein inaugurou a física moderna Desde antes de terminar seu doutorado. Einstein criou. Mas que fundamentos da ciência ele realmente revolucionou? Dia 14 de março marca o 133º aniversário do nascimento do cientista. um novo modelo de interpretação do comportamento da luz no ambiente. Antes dos enunciados contidos nesta publicação. Albert Einstein já havia começado a escrever as teses que são consideradas pela comunidade científica atual como a fundação da física moderna. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento. seriados. Tal enunciado serviu de base para a física quântica estudada a partir dali. ele concluiu que a luz na verdade emite pequenos pacotes de partículas fotoelétricas.Autor: Guilherme de Souza é jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Em 1905. [Gizmodo] O que é e de onde veio o Modelo Padrão da Física? . jogos de videogame e outras nerdices. renderam a ele o Prêmio Nobel da Física em 1921. emitindo uma carga de energia constante e imutável. então com 26 anos de idade.
uma coleção de 17 partículas e quatro forças. que são mantidos unidos por glúons. os prótons. Ele é considerado um triunfo da ciência e os físicos o chamam de “elegante”. Prótons e nêutrons são feitos de quarks. Mas estas partículas não são fundamentais.Já abordamos aqui o Modelo Padrão da Física de Partículas. Existem os neutrinos. que não interagem com a matéria. o “bóson do leitor do HypeScience”? Modelo Padrão O universo é cheio de coisas. e também os bósons de Higgs. . que desaparecem rapidamente. que por sua vez são feitas de átomos. Chamamos de Modelo Padrão o conjunto destas partículas e a forma como interagem. decaindo em outras partículas. Você já se perguntou por que estas 17 partículas? Por que não 18? Ou 16? Ou se você pode desenhar mais um quadrinho e inventar a sua partícula. mas aparentemente só eles veem elegância no modelo. que por sua vez são feitos de coisas menores ainda. nêutrons e elétrons.
e o que parecem ser duas partículas diferentes são também duas formas de ver a mesma partícula. E é extremamente fácil transformar um elétron de um tipo em outro. Férmions. é fácil descobrir que tipo de elétron você tem – basta testar o campo magnético criado por ele. uma espécie de meta-partícula da qual todas as outras são originadas. De qualquer forma. Esta é uma simetria. você pode pensar em elétrons spin-up e spin-down como sendo dois tipos diferentes de partículas ou uma partícula com dois estados diferentes. Mas vamos ver como tudo se encaixa. Elétrons spin-up e spin-down são muito parecidos: têm a mesma carga. Temos aí os fótons. o SU(2) é um formalismo que descreve a mecânica da rotação dos spins mecânicos quânticos. Força fraca . Esta é uma simplificação. que são as partículas que fazem a transmissão ou comunicação de várias forças. Existem dois tipos fundamentais de partículas: os férmions.Mas no coração de toda esta física está a simetria. Basicamente. e recebeu o nome matemático de SU(2) e é o tipo de simetria que aparece o tempo todo no dia-a-dia. elétrons e neutrinos (os dois primeiros são as partículas que fazem a matéria). que incluem os quarks. O que é o spin? Em termos simples. e você precisa ter isto em mente quando for brincar de Modelo Padrão. um elétron pode estar girando no sentido anti-horário quando visto de cima (“spin-up”) ou horário (“spin-down”). os bósons W e Z. mas é importante: o princípio de exclusão de Pauli afirma que dois elétrons com o mesmo spin não podem ocupar o mesmo orbital. basta jogá-lo em um campo magnético variante. Praticamente todas as partículas saem do mesmo molde. a mesma massa e se repelem de forma idêntica. podemos imaginar que todos os elétrons – e todos os férmions – estão girando. os glúons e o famoso bóson de Higgs. e os bósons. depende do seu ponto de vista. Não vamos aqui fazer a derivação de todo o modelo. ou quase isso. como quando descrevemos algo como estando “à sua esquerda” ou “à sua direita” – ou seja. como um pião. A diferença entre partículas com spin-up e down parece ser pequena. Comecemos com o spin. existe uma matemática muito complexa por trás disso. e como a rotação de uma partícula carregada cria um campo magnético. dependendo da forma que você vê isso. spin e SU(2) Uma das ideias básicas do modelo padrão é que realmente só existe um tipo de férmion. Mas.
mas eles tinham bastante massa – cerca de 100 vezes a massa dos prótons. têm o mesmo spin e são classificados como léptons. Para consertar o quadro. dizemos que ela tem uma simetria SU(2). O modelo dizia que eles não tinham massa. que. apesar do nome. Da mesma forma que um campo magnético pode mudar o spin de um elétron através da interação com um fóton. Elétrons e neutrinos têm muito em comum: são bastante leves (embora o neutrino seja muito mais leve). diferente do elétron. mas é mais parecida com um tipo de carga elétrica. é em parte responsável pela energia do sol. que foi chamada de “cor”. elétrons e neutrinos podem ser intercambiados. O interessante é que a mecânica da força fraca foi descoberta muito antes de existir um modelo matemático para descrevê-la. “verde” e “azul” (só para deixar claro: eles não são coloridos). temos os quarks. simétricos em relação à força fraca. até que também encontraram o bóson de Higgs. Quarks Para completar nosso modelo. Outro detalhe interessante é que neutrinos e elétrons. Só que. não são simétricos em relação à força eletromagnética. uma gambiarra para corrigir um problema de “a teoria e os fatos não concordam”. é possível transformar neutrinos em elétrons e vice-versa através da interação com uma ou mais partículas.Outra simetria que é parecida com a dos spins é a relação entre elétrons e neutrinos. inventaram o bóson de Higgs. Da mesma forma que elétrons e neutrinos são “a mesma partícula” de uma certa maneira. . existem três “cores” de quarks. E os quarks também tem uma outra propriedade. um quark up pode ser transformado em um quark down e vice-versa pelo mesmo mecanismo. pois o neutrino é eletricamente neutro. os hipotéticos bósons W e Z – que deixaram de ser hipotéticos quando foram descobertos em 1983. Da mesma forma que elétrons spin-up e spin-down. Como a matemática descrevendo a relação de simetria entre elétron e neutrino é idêntica à que descreve o elétron spin-down e spin-up. Mas as simetrias não terminam aqui. diferente da carga elétrica. mas só em certas circunstâncias. na interação com a força fraca. “vermelho”. não faz diferença entre elétrons e neutrinos. A “força nuclear fraca”. e a estrutura conceitual ficou incompleta até o desenvolvimento do modelo e a descoberta do neutrino. Só que a descoberta dos bósons W e Z foi um choque.
Da mesma forma que podemos trocar neutrinos e elétrons sem afetar as interações fracas. partícula que mantém prótons e nêutrons unidos no núcleo atômico. já podemos visualizar a simetria do Modelo Padrão de uma forma diferente: Perguntas ainda sem resposta . Agora. sem afetar a força forte. todos os quarks “vermelhos” podem ser trocados por “verdes” ou qualquer outra combinação de cor. Esta é uma simetria SU(3). E a partícula inventada para permitir a mudança de cor é o glúon.
que são versões mais pesadas daquelas partículas. chega a uma partícula. O fato é que existe muita coisa escondida por baixo do tapete do Modelo Padrão da Física. As três versões de neutrinos. não precisaríamos de uma partícula de Higgs. por exemplo. são o que chamamos “canhotos”. “Teoria dos Universos Paralelos“) tem poucos defensores (18% dos participantes de uma enquete recente feita pela Universidade de Viena. elas não nos dizem por que a carga elétrica tem o valor que tem. como também é conhecida. Por que estas simetrias e não outras? As interações fundamentais foram observadas na natureza antes de existir um modelo para elas. são coisas que foram modeladas de acordo com observações. junto com a simetria U(1) do eletromagnetismo. transformam-se espontaneamente uma na outra. cada uma mais massiva que a anterior. todos os neutrinos são criados de forma que giram no sentido horário quando viajam na sua direção. Quando elas são produzidas em reações nucleares. Mas não há razão para existir 3 versões da mesma partícula (e cada uma destas 3 gerações é apenas uma outra forma diferente de ver a mesma partícula). a Interpretação dos Múltiplos Mundos (ou. Por que existem tantos parâmetros livres? Apesar das simetrias descreverem as relações das partículas em um sentido geral. em 1957. e logo tem uma família inteira. Contudo. Mas o Modelo Padrão ainda deixa muitas perguntas não respondidas. . ou a massa do elétron. ou seja. ou qualquer um dos 25 parâmetros livres do modelo. Aguardem os próximos capítulos. Por que as simetrias não são perfeitas? Mesmo as simetrias não são perfeitas. Se fôssemos apenas cérebros dentro de vidros. mas múons e partículas tau. Áustria). ou por que a força fraca tem aquele valor de força. As simetrias SU(2) e SU(3) das forças fraca e forte. provavelmente não teríamos chegado a estes princípios. Mas o que a força fraca sabe sobre direita e esquerda? Mais ainda – se as simetrias fossem perfeitas. Todos os férmions têm praticamente três gerações. [io9] Vivemos em uma “teia” de linhas-do-tempo alternativas? Mesmo entre os estudiosos da física quântica. Por quê 3 gerações? Você vai notar que não há apenas elétrons.Parece bacana: você começa com algumas suposições sobre as simetrias na natureza. ela não deixou de intrigar centenas de pesquisadores desde sua publicação.
Nessa escala. nesse caso. lendo a respeito de cientistas como Niels Bohr. já que um universo ordenado não poderia conter elementos indeterminados. o universo é imprevisível. seria composto por intermináveis linhas do tempo em que “todas as possibilidades” ocorreriam de alguma maneira – contanto que não contrariassem as leis da física. ainda. Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger. o estudante de física Hugh Everett III entrou em contato com a mecânica quântica. e o mero ato de observá-la interfere em seu comportamento. Como estaríamos “isolados” em uma dessas linhas. mas em escala macroscópica também. Everett defendia que isso ocorria em nível macro e. teríamos a impressão de que apenas ela existe. não se podia separar essas duas realidades. 7 bizarros conceitos da física que todos devem conhecer Na década de 1950.Mundo quântico De acordo com os princípios da mecânica quântica. o ato de observar um objeto quântico faz com que ele deixe o estado de incerteza e passe a existir em um único ponto – como ocorre no famoso caso do gato de Schrödinger. “Quantum Mechanics by the Method of the Universal Wave Function” (“Mecânica Quântica pelo Método da Função de Onda Universal”). O universo. Objeções . basicamente. O Postulado de Everett De acordo com os princípios da mecânica quântica. na qual defendeu. mas em realidades alternativas. publicou sua tese de doutorado. Para ele. Anos mais tarde. que a observação não fazia com que as outras possibilidades deixassem de existir: elas ocorreriam. que os princípios da mecânica quântica não afetam a matéria apenas em nível molecular. a matéria em nível molecular se comporta de maneira “curiosa” (pelo menos em comparação com os modelos da física clássica): não é possível ter certeza sobre a posição de uma partícula no espaço.
ser testada. até que uma medição feita por um observador externo fizesse com que esse estado duplo entrasse em colapso. Outro questionamentos são: o surgimento de novas linhas inclui mudanças intelectuais e emocionais? Existe uma linha em que Richard Dawkins é religioso e o papa é ateu? Existe uma linha em que o técnico do Corinthians é torcedor fanático do Palmeiras? O principal problema é que a interpretação de Everett não pode. [io9. seus parâmetros foram considerados muito vagos. por exemplo. Quantum Physics] Físico propõe solução para o enigma do “gato de Schrödinger” Há mais de 80 anos. uma vez que as diversas realidades estariam isoladas umas das outras. Além disso. a princípio. . em que uma partícula estaria simultaneamente em duas situações distintas. baseado em princípios da física quântica. e a teoria daria margem a conclusões absurdas – a cada vez em que você faz uma aposta. e a partícula fosse vista em uma única situação. pelo menos uma “versão” sua vai ganhar. Uma das principais objeções é a de que viola o princípio da conservação da energia (de onde viria a energia necessária para que os infinitos “mundos” existissem?). para ilustrar o estranho fenômeno da superposição. e ele acabou largando a pesquisa em física e se tornando consultor. o físico alemão Erwin Schrödinger elaborou um experimento hipotético.A interpretação de Everett não foi bem recebida por seus colegas (e nem pelo público em geral).
“A teoria quântica parece sugerir que. estaria em um estado de superposição. o “gato morto” é um sinal de que o material liberou radiação. disse. o físico Art Hobson apresentou uma solução para o problema – a chave estaria na “não localidade” e no “emaranhamento“. “levando a confusões e até mesmo a afirmações pseudocientíficas sobre as consequências da física quântica”. mas em dois lugares diferentes”. ativaria um mecanismo que envenenaria o gato. Hobson lembra que pelo menos três soluções similares foram propostas desde 1978. o gato e o átomo radioativo estariam “emaranhados” – e como consequência sofreriam efeitos da “não localidade”. mas não receberam a devida atenção. Physical Review A] E se… a física quântica funcionasse em nível macroscópico? . em que alterações em um dos objetos automaticamente provocaria alterações no outro. explica. De acordo com Hobson. se você conectar um sistema microscópico a um aparelho de medição em larga escala que faça distinção entre os dois estados distintos do sistema microscópico. enquanto não fosse analisado. Seguindo esse raciocínio. “Tenho esperança de que essa solução para o problema da medição seja agora aceita pela comunidade científica. No experimento. simultaneamente liberando e não liberando radiação (se liberasse.Em artigo recente. o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo. É importante organizar os fundamentos da física quântica”. o aparelho também ficará ‘emaranhado’ em uma superposição de dois estados simultâneos”. que. o gato não estaria ao mesmo tempo vivo e morto: ele simplesmente estaria vivo OU morto de acordo com a situação do núcleo radioativo. paradoxalmente. mesmo a distância. isso é algo que nunca foi observado e não é aceitável”. “É um único objeto se comportando como um único objeto. “Gatinhos de Schrödinger” feitos em laboratório a partir de fótons O “gato vivo” é um sinal de que o átomo não liberou radiação. matando-o). enquanto o material não fosse medido e o estado de superposição não entrasse em colapso. o gato estaria preso em uma caixa junto com um átomo radioativo. “Contudo. *ScienceDaily.
Na verdade. Agora. ele passa a interagir cada vez mais com o ambiente à sua volta. Dessa forma. Apesar destas limitações. têm tentado durante anos observar as propriedades da física quântica em uma escala maior. é como se fosse um único fóton presente em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. ao contrário daquelas que foram previamente entrelaças e continham apenas um fóton.A física quântica. a diferença é que desta vez. esta nova façanha (publicada na revista “Nature Physics”) começa a responder a uma questão fundamental: as propriedades quânticas podem ser aplicadas em um nível macroscópico? Será que a estranha física quântica governa a vida? Durante trinta anos. Em janeiro de 2011. diz respeito a um mundo infinitamente pequeno. os cientistas da Universidade de Genebra foram capazes de entrelaçar duas fibras. a equipe do professor Nicolas Gisin obteve sucesso ao realiar o entrelaçamento de duas fibras ópticas. uma questão permanece: elementos maiores podem ser entrelaçados em um nível macroscópico? Grande conquista na comunicação quântica Parece intuitivo pensar que as regras da física que se aplicam em nível atômico poderiam ser transferidas para o mundo macroscópico. portanto. até mesmo macroscópica. pesquisadores da Universidade de Genebra. em estranho experimento Você já leu sobre o assunto diversas vezes aqui mesmo no HypeScience. Para fazer isso. as tentativas de provar isso não têm sido fáceis. Todavia. os físicos foram capazes de entrelaçar pares de fótons (partículas de luz). quando o tamanho de um sistema quântico aumenta. uma ação sobre a primeira partícula tem um impacto imediato na segunda. No entanto. superando a dimensão atômica. a equipe liderada por Nicolas Gisin criou um entrelaçamento entre duas fibras ópticas em um nível microscópico antes de movê-lo para o nível . eles conseguiram entrelaçar cristais. na teoria. contendo 500 fótons. que foram realizadas com fibras ópticas de apenas um fóton. independentemente da distância e dos obstáculos existentes entre elas. Entretanto. Esse fenômeno. ao contrário de experiências anteriores. Em outras palavras. Com isso em mente. e devido aos avanços tecnológicos. na Suíça. é uma das limitações na capacidade dos sistemas macroscópicos de manter suas propriedades quânticas. o que destrói rapidamente suas propriedades quânticas. conhecido como decoerência quântica. Físicos conseguem formar um “emaranhado” de 8 fótons. envolvendo 500 fótons.
os cientistas – incluindo Einstein – estavam com um grande problema: explicar como as coisas podiam se mover. Desde antes de Einstein. Esse é o princípio antigo da teoria da relatividade. Imagine a seguinte situação: você vê um gato se movendo para longe de Einstein. mas por Lorentz. Com isso. e esperamos conseguir fazê-lo em objetos cada vez maiores nos próximos anos”. pois ele contava apenas com os elementos variáveis. A teoria especial da relatividade de Einstein veio com a ideia de que o tempo não é absoluto. vai parecer que na verdade o cientistas está se movendo para longe do gato. já que de uma forma ou de outra. por exemplo. os físicos reconverteram o fenômeno ao nível microscópico. apenas a luz se movia. nós podemos “mover o tempo”. como a distância entre os dois elementos. . Foi Einstein quem deu “vida” à ideia. O estado sobreviveu à transição para a escala maior e o fenômeno pôde ser observado mesmo com os meios tradicionais de detecção. disse o professor Gisin. Mas. A fim de verificar se o entrelaçamento sobreviveria ao mundo macroscópico. o tempo é relativo e situações simultâneas são diferentes para um observador que está parado e outro que está em movimento. Antigo. já se sabia que a velocidade da luz era uma grandeza absoluta. sem alterar a velocidade da luz e ainda comprovar o movimento. *Science Daily+ O que é a Teoria Especial da Relatividade de Einstein? No começo do século 20. se você inverter essa trajetória. Esse princípio não foi descoberto por Einstein. “Esta primeira experiência em larga escala abre o caminho para muitas aplicações que a física quântica oferece. que imaginou que isso era uma “pegadinha matemática”. Aí entra a tão falada questão da velocidade da luz. ou seja. mas relativo. praticamente a olho nu. afirmando que sim. Mas isso tornava impossível mostrar como as coisas se moviam. O entrelaçamento no nível macroscópico é uma das principais áreas de pesquisa em campo atualmente. independente de qualquer mudança de cenário. mas não os absolutos. como a posição e a velocidade.macroscópico. ou seja.
“Nosso foco é uma extensão lógica e natural da Teoria Especial da Relatividade de Einstein. ative as legendas clicando no botão “cc”. Naturalmente. acima da velocidade da luz. “Somos matemáticos. A dupla desenvolveu fórmulas que estendem a Teoria para situações em que a velocidade relativa de um objeto pode ser infinita. Hill e seu colega Barry Cox começaram a indagar sobre como lidar com a questão. atualmente.http://www. o célebre físico Albert Einstein alegou que nada seria capaz de se mover acima da velocidade da luz (cerca de 300 mil km/s no vácuo). conta Hill. não físicos. da Universidade de Adelaide (Austrália). explica o matemático Jim Hill. portanto nós abordamos este problema a partir de uma perspectiva matemática teórica”. mesmo que apenas um pouco. “Desde a introdução da Teoria Especial da Relatividade. não tem havido muita especulação sobre a possibilidade de viajar mais rápido do que a luz”. mas ajudam a prever como equações de movimento poderiam operar nessa situação. tanto do ponto de vista físico como do matemático. contudo. Ao tomar conhecimento dessa possibilidade. em seguida clique no mesmo botão e selecione a opção de tradução. não conseguimos sequer alcançá-la com objetos acima da escala atômica). produzir fórmulas sem a necessidade de números imaginários e física complexa”. explica Cox. localizado na Suíça) sugeriu que neutrinos (partículas subatômicas) poderiam ser acelerados.youtube. [YouTube] Teoria Especial da Relatividade de Einstein é levada para além da velocidade da luz Há mais de cem anos. eles não buscam explicar como seria possível ultrapassar a velocidade da luz (mesmo porque. No ano passado. Para assisti-lo em português. resultados de uma experiência realizada no CERN (centro europeu de física de partículas.com/watch?feature=player_embedded&v=ajhFNcUTJI0 O vídeo acima fala sobre a teoria.[ScienceDaily] .
que podia gerar energia suficiente para que a Enterprise atingisse a “velocidade de dobra”. pretende fazer em laboratório. a nave não se deslocaria à velocidade da luz. O que é a Teoria Especial da Relatividade de Einstein? Na década de 1990. de acordo com as leis da Física. De acordo com Alcubierre. Décadas mais tarde. mais rápido do que a luz seria capaz – algo que. da NASA. ao invés disso. Em busca da bolha Para produzir uma bolha de distorção. era “altamente ilógico”. não poderia gerar a energia necessária. foi incorporada pelo seriado “Star Trek: The Next Generation”. porém. nas palavras do Sr. Como Star Trek tem ajudado a criar a escola do futuro De acordo com a Teoria da Relatividade de Einstein. embora ainda não tenha sido executada. aproveitando a flexibilidade (já observada) e a falta de massa do espaço. Contudo. mais rápida que a luz. dos anos 1990. . Spock. seria preciso aplicar energia negativa (criada no vácuo) em torno da nave. cientistas do mundo real investigam uma maneira de realizar viagens como essa fora da ficção. enquanto a nave estaria dentro do que o físico chamou de “warp bubble” (algo como “bolha de distorção”).Brecha na Teoria da Relatividade pode permitir velocidade mais rápida que a luz Na saga original de Star Trek/Jornada nas Estrelas. nenhum objeto com massa pode atingir ou ultrapassar a velocidade da luz. obtida por meio da distorção de ondas eletromagnéticas presentes no vácuo – algo que um grupo de pesquisadores do Centro Espacial Johnson. a nave Enterprise era capaz de atravessar galáxias em questão de dias. Em Star Trek. essa regra era burlada graças a um dispositivo “matéria-antimatéria”. o espaço à sua frente se contrairia e o espaço atrás dela se expandiria. o físico (e fã de Star Trek) Miguel Alcubierre propôs um modelo teórico no qual seria possível viajar mais rápido do que a luz (e sem um “dispositivo matéria-antimatéria”). já que isso demandaria uma quantidade absurda de energia. mesmo um aparelho como esse. Essa ideia.
entre para o hall da fama: a Teoria da Informação Quântica.[Space. O problema é que. para poder continuar com os experimentos. mesmo um tremor de terra quase imperceptível pode interferir nos resultados. do século 21. e eles provavelmente vão dar a mesma resposta: a teoria da relatividade de Einstein e a mecânica quântica. Mas talvez uma terceira teoria.com] Teoria da Informação Quântica pode revelar a natureza real do mundo físico Pergunte para qualquer físico quais são as duas principais teorias do século 20. mas Sonny e sua equipe permanecem convictos. a equipe emite lasers em dois tipos de ambiente (um no vácuo e outro “normal”) para ver se ocorrem distorções no espaço.Teoria Especial da Relatividade de Einstein é levada para além da velocidade da luz Liderada pelo físico Harold “Sonny” White. . ou Teoria Quântica da Informação. Por isso. por causa da precisão necessária no experimento. os pesquisadores transferiram os equipamentos para um laboratório isolado sismicamente. Controvérsia: cientistas dizem que quebra da velocidade da luz não aconteceu Ainda é cedo para dizer quando (e se) seremos capazes de viajar mais rápido que a luz. falta recalibrar tudo. Agora.
por exemplo. em 1994. transmitir mensagens codificadas super seguras. conhecido como qubit. por exemplo. sem necessitar dos tubos de laboratório. .A mecânica quântica surgiu na década de 20. e entender melhor a mecânica quântica da natureza. os cientistas pretendem usar essas teorias para entrar nas fundações da realidade. Já a teoria da informação apareceu duas décadas depois. Quebrar códigos. Realidade computadorizada No coração da ciência da informação quântica está um modelo de representação da informação. A quântica poderia mostrar a interface entre a matemática e o mundo físico. algoritmos do computador quântico conseguem solucionar isso – e as implicações são grandes. para descrever o estranho comportamento dos átomos e elétrons. Computadores com qubtis poderiam resolver problemas que um supercomputador comum não conseguiria em milhões de anos. Essa superposição de identidade dá à informação quântica um poder extraordinário. Além do mercado. com centenas de dígitos. os teóricos da informação quântica estão motivados a entender a realidade física. Mas um qubit está dentro do universo quântico. afirma o físico John Preskill. Ele é análogo ao 1 e 0 . Mas jogos quânticos seriam realmente incríveis”. com fórmulas para quantificar a comunicação através de telefones. Esse tipo de sistema já é comercializado. e talvez um dia se torne uma necessidade de mercado devido à outra aplicação da Informação Quântica: a computação quântica. envolve solucionar o complicado problema matemático de encontrar os fatores primos de um número muito grande. mais preocupados em desenvolver computadores super rápidos. Elas são seguras porque qualquer tentativa de alterar a mensagem seria notada. “Nós não prevemos que você vai usar um computador quântico para enviar um e-mail. processados por computadores comuns – os bits. Aplicações? Você poderia usar um computador assim para prever o resultado de reações químicas. tipicamente na forma de fótons. como descoberto por Peter Shor. Essa habilidade poderia melhorar a produção de materiais industriais e de medicamentos. Os qubits podem. Ao contrário dos físicos quânticos. Mas. por exemplo. por isso pode ser o 1 e o 0 ao mesmo tempo.
e a informação quântica tem sido o motor disso. então qualquer linguagem de programação para as leis da natureza poderia emular qualquer outra”. Entendê-los poderia nos dar uma noção de que tipos de computações matemáticas são possíveis no universo físico. No começo. é a tese de Church-Turing. os pioneiros quânticos visualizaram a matemática que funciona – e que exige o estranho conceito de múltiplas realidades possíveis. Mas a questão do por quê uma matemática tão bizarra funcionava tão bem era deixada de lado.“Fatores são um problema difícil clássico”. a não ser que exista uma maneira de um computador comum simular a física quântica. “Mas os algoritmos de Shor demonstram que isso é um problema fácil para a visão quântica”. ou a computação quântica é impossível (o que não é muito provável. mas seria uma incrível descoberta matemática”. afirma Aaronson. “Ela expressa a crença de que se as leis da física forem como um código de computador. Mas. [ScienceNews] Como surgiu a teoria quântica? . “Ninguém provou isso. Em outras palavras. “Isso é uma afirmação falsificada sobre as leis da física”. afirma Preskill. Mas as ideias de Shor atestam que os computadores quânticos poderiam fazer coisas que uma máquina de Turing não conseguiria. que está sendo estudado pelo cientista Scott Aaronson. ou a tese de Church-Turing está incorreta no que tange o mundo físico. Um desses problemas. Mas alguns problemas matemáticos são difíceis até quanticamente. chamado de máquina de Turing. algo antes não imaginado. Ela basicamente indica que qualquer coisa que possa ser computada por um sistema físico também pode ser computada por um computador “universal” idealizado. afirma Aaronson. já que isso implicaria que a mecânica quântica está errada). Nesse caso. nos últimos tempos. a aventura em busca de um princípio físico pelo qual a mecânica quântica funciona tem ganhado força. Raízes quânticas Uma descoberta igualmente incrível seria identificar o princípio físico que exige que a realidade obedeça às regas da mecânica quântica. o processamento de informações quânticas revela algo sobre a relação matemática com a realidade física.
segundo informações do periódico “Nature News”. como obter o máximo de luz com o mínimo de energia. enquanto permanece fixo no lugar. só que os resultados no laboratório não concordavam com os resultados teóricos. os efeitos de desvio para o vermelho (“redshift”. Ele usou a teoria eletromagnética para isto. e que as frequências de luz mais altas têm pacotes maiores. Segundo a nova teoria de um cosmólogo. Tudo começou com um pedido do instituto alemão de padrões. na Alemanha. que contratou o físico Max Planck para determinar como tornar as lâmpadas mais eficientes. e vice-versa. a teoria que afirma que a energia eletromagnética é transmitida em pacotes de energia. o universo não está realmente em expansão.Você certamente já deve ter se perguntado de onde os cientistas tiraram a física quântica. Max Planck começou tentando determinar quanta luz um filamento aquecido fornece. Este vídeo esclarece a história. feito pelo Neil Turok para o canal “Minute Physics” em conjunto com a CBC Massey Lectures e o Instituto de Física Teórica Perimeter. Curiosamente. em inglês) que os astrônomos veem pode significar que o universo inteiro está apenas ganhando mais massa. Ele então fez algo que mais tarde chamou de “ato de desespero”: jogou a teoria eletromagnética pela janela e começou a trabalhar “de trás para frente”. Ele chegou à conclusão que a energia eletromagnética vem em pacotes. Veja o resto da história no vídeo abaixo. da Universidade de Heidelberg. Segundo nova teoria. do físico Christof Wetterich. o “quanta” (plural de “quantum”. em latim). ou quantum. ou seja. ainda não foi revisada por outros cientistas. tentando construir uma teoria alternativa a partir dos resultados do laboratório. ou até mesmo se contrai. como a teoria padrão sugere. Clique em “ativar legendas” se preferir. o universo não está expandindo. 7 fatos surpreendentes do universo A teoria. mas sim ganhando massa Por essa ninguém esperava. a revista científica também relata que a ideia não pode . Em vez disso.
ser testada. Ou seja. Atualmente. 13. além de ser um pensamento válido para agitar as opiniões dos cosmólogos. uma vez que as massas são medidas umas em relação às outras. nós nunca saberíamos. os astrônomos interpretam esse desvio como um sinal de que o universo está se expandindo. O fato de o universo ganhar massa pode criar um fenômeno que os astrônomos veem todos os dias: o efeito do desvio para o vermelho da luz vinda de galáxias distantes. [Pop Sci] Cientistas resolvem inconsistência na teoria do Big Bang lithium Uma equipe de cientistas do Observatório Keck. Segundo ele. Outros não estão tão convencidos assim.8 bilhões anos atrás. porque todas as massas ainda seriam iguais em comparação com as outras. . além de ser uma teoria que ajuda a explicar algumas previsões preocupantes a partir da ideia de expansão padrão. Wetterich garante que sua ideia não é inútil. a teoria do Big Bang não é perfeita e ainda tem algumas falhas. resolveu uma das inconsistências mais importantes na teoria do Big Bang. Alguns dizem que vale a pena considerar. no Havaí (EUA). Apesar de amplamente aceita na comunidade científica. conciliando dados observados com modelos teóricos atuais de como o nascimento do universo aconteceu. Uma delas era a diferença na presença de isótopos de lítio entre o modelo previsto e as observações reais do universo. Como sabemos que o universo está se expandindo? No entanto. trata-se de uma outra maneira de olhar para o universo. o que é sempre bem vindo. Outros físicos também já se manifestaram sobre a ideia de Wetterich. mesmo se o universo estivesse ganhando massa.
Agora. explicou Lind. como podem ter “momento”? Na matéria sobre a equação completa de Einstein. conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem a modelagem tradicional. como hélio. A observação das estrelas mais antigas da nossa galáxia apontava que havia cerca de 200 vezes mais do isótopo lítio-6 do que a nucleossíntese dizia. juntamente com algumas simplificações na última análise. Karin Lind da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e seus colegas mostraram que os dados usados para chegar a essa conclusão eram imprecisos. de acordo com a teoria da nucleossíntese do Big Bang. Mas se o fóton tem massa de repouso zero. conforme definido por Isaac Newton. pelo que os cientistas podiam dizer. que levou a falsas identificações da assinatura isotópica de lítio-6 e lítio-7″. As novas observações da equipe dos níveis de lítio estão mais de acordo com as previsões da teoria do Big Bang. No entanto. como ele pode ter momento? Existem várias maneiras de responder esta pergunta. deutério e lítio se formaram nos primeiros momentos da existência do universo. A mais simples delas é relacionando a . e até cinco vezes menos de lítio-7. uma vez que tem uma assinatura bastante fraca. que abriga dois dos maiores telescópios do mundo. O lítio-6 é um isótopo difícil de detectar. os níveis reais de lítio no universo eram muito diferentes do que o modelo sugeria. levaram a uma falsa leitura dos níveis de lítio. “Usando física mais sofisticada e poderosos supercomputadores. séculos atrás. Um novo espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso) de 2004 do Observatório Keck.Elementos leves. permitiu que Lind analisasse as informações com mais detalhes do que tinha sido possível anteriormente. A descoberta foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics.[POPSCI] Se fótons não tem massa. Veja o artigo (em inglês) aqui. Sua equipe descobriu que a observação de qualidade inferior. apontamos que o momento é definido como sendo o produto da massa pela velocidade.
Como vimos. e estabelece que λ = h/p onde “λ” (lambda) é o comprimento de onda. Veja: Você conhece por inteiro a mais famosa equação de Einstein? Teoria da Relatividade A teoria da relatividade especial. e podem explicar o momento de um fóton. apresentada em 1905. especificamente da dualidade entre onda e partícula. Relação de De Broglie A relação de De Broglie surge da teoria quântica. “c” a velocidade da luz. apresenta uma equação para a energia relativística de uma partícula: E² = (m0. que é proporcional ao seu momento.c.c² = p. As duas equações ajudam a determinar a energia de uma partícula. e “p” o momento. O que é a Teoria Especial da Relatividade de Einstein? No caso do fóton. portanto m = p/c Em outras palavras.c)² onde “m0″ é a massa em repouso da partícula. a equação da energia torna-se E = p. um fóton tem uma massa relativística.c²)² + (p. É a forma mais completa da famosa equação de Einstein.c Neste caso. Daí temos que . a massa em repouso é zero. Podemos escrever então: m. e “p” o momento. “m” é a massa relativística. Einstein também introduziu o conceito de massa relativística (e a equivalência massa-energia) no mesmo trabalho em que apresentou a teoria da relatividade especial. “h” é a constante de Planck.equação de Einstein com a relação de De Broglie.
E no entanto. Mas se você considerar o planeta inteiro. o resultado é m = E/c² = h/λc Não podemos esquecer que a massa “m” é a massa relativística. Teria muito mais água. a princípio a “linha da neve”.000 quilômetros de raio. mas os outros . Combinando os dois. Segundo esta teoria. uma linha que marca a posição a partir da qual a água fica congelada.[StackExchange. Einstein generalizou a massa newtoniana na massa relativística. Explicar a falta de água no nosso planeta tem sido um desafio para a teoria da formação do sistema solar. Como foi apontado em outro artigo. a profundidade máxima dos oceanos não passa de 11 quilômetros. então podemos tratar as duas como se fossem a mesma coisa.Physics. como os planetas gasosos gigantes. O que é luz? Pela teoria de Newton. fótons sofrem influência da gravidade. a Terra teria mais que seu quase 1% de água. Univ. afinal de contas. e com o enfraquecimento da estrela. no anel de poeira e gases do qual se originaram os planetas. de Toronto] Pesquisa sugere falhas na teoria sobre a formação da Terra É um pouco difícil pensar na Terra como tendo “falta de água” ou “relativamente pouca água”. Com isto. Só que se fosse assim. um arranhão. a Terra é uma esfera “levemente úmida”. a linha da neve avançou até um valor calculado como estando dentro da órbita da Terra. três quartos da superfície do planeta são cobertos por água. uma esfera com pouco mais de 6.p = h/λ relacionando o comprimento de onda e o momento da partícula. estava a mais de um bilhão de quilômetros do Sol. não só a Terra. chegamos à conclusão que os fótons tem uma “massa” que é inversamente proporcional ao seu comprimento de onda.
Darwin então pode anunciar a sua teoria da evolução pela seleção natural. Gás e poeira se acumulariam nela. acreditava-se que o anel protoplanetário estava ionizado pelas poderosas emissões de uma estrela jovem e vigorosa. impedindo-o de revisar os elementos de sua teoria da evolução. apenas recentemente. Apesar deste novo modelo explicar a relativa falta de água da Terra. o historiador John van Wyhe e o colaborador Kees Rookmaaker. na qual a Terra se formou. determinou os resultados finais para nossa Terra.[HuffingtonPost] Teria Darwin plagiado Wallace na Teoria da Evolução? Nas últimas quatro décadas. Charles Darwin tem sido acusado de ter guardado o trabalho de seu colega naturalista Alfred Russel Wallace por quinze dias. Basicamente. e o gás criaria uma “zona morta”. por sua vez. O novo modelo aponta que o material que alimentou este sol primitivo pode ter terminado bem antes. entre Júpiter e Saturno. dois pesquisadores. O novo modelo pode corrigir esta ideia e explicar a secura. então estaria tudo bem – estaria explicada a secura destes planetas. Esta zona morta funcionaria como um bloqueio. Se o disco não estava ionizado. impedindo que a matéria migrasse em direção ao Sol. onde ele circularia sem apresentar tendências em direção ao centro. alimentada pelo material do disco protoplanetário. e a sorte. A matéria “seca” dessa área quente acabou se tornando os blocos de construção de nosso planeta. Mas. o que aumentaria sua densidade. o que causou um esfriamento precoce da estrela. em 1858. aproximadamente no Cinturão de Asteroides. então ele não se afunilaria em direção à estrela. se a linha da neve estivesse onde está agora. o disco protoplanetário não estaria completamente ionizado. fazendo-a aquecer por compressão gravitacional. reconstruíram a rota feita pela carta de Wallace para . e Marte) também são deficitários de água.planetas próximos (Mercúrio. Entretanto. Vênus. ele não deve ser estendido a todos os sistemas planetários: as condições dentro dos discos protoplanetários mudam de estrela para estrela. Este processo. teria aquecido uma certa área. e com isto. mais que qualquer outra coisa.
Mas isso é apenas uma lembrança. chegaram em datas distintas? Isso deu asas a várias teorias. ou não? “No começo eu assumi que era impossível resolver esse mistério. que depois resultou em uma das maiores revoluções na história da ciência. Isso sugere que o envio aconteceu em março de 1858. Isso limparia Darwin das acusações que vinha sofrendo. para que ele próprio revisasse as ideias de Wallace. Wallace teve um momento “eureca” quando vivia na ilha de Ternate. O trabalho de Wallace foi publicado junto com o de Darwin. A carta ainda guarda os selos de Singapura e Londres. para que ele o repassasse até o geólogo Charles Lyell. e não Wallace”. já que muitos historiadores já haviam se debruçado sobre ele antes. na Indonésia. A outra diz que Darwin recebeu o trabalho em 18 de junho de 1858. A controvérsia Alfred Russel Wallace. descobrindo evidências de que o primeiro a enviou um mês depois do que os historiadores imaginavam. comenta van Wyhe.Darwin. para um amigo chamado Bates. Os acusadores dizem que Darwin segurou o trabalho por 15 dias. Como o mistério começou Em 1972. da ilha de Ternate. que viajaram juntas no mesmo caminho. enviada em março de 1858. descobriu a evolução pela seleção natural independentemente de Charles Darwin. um pesquisador descobriu outra carta de Wallace. Mas Darwin recebeu a carta quando disse. que não serve como evidência. Então me ocorreu de traçar o caminho da carta a partir de Darwin. Assim começa o mistério – como duas cartas de Wallace. apenas que ele o enviou logo após escrevê-lo. Mas me ocorreu que não existe evidência contemporânea da data que Wallace enviou o trabalho para Darwin. e parece mais confiável. . Ele escreveu suas ideias em um trabalho enviado em 1858 para Charles Darwin. que revela a chegada da carta na capital inglesa em três de junho de 1858 – duas semanas antes da data que Darwin afirma ter recebido o trabalho de Wallace. mentindo sobre a data de recebimento. em fevereiro. incluindo a que afirma que o famoso cientista guardou o trabalho de Wallace durante as duas semanas. em 1858. o naturalista que passou oito anos em Singapura e no sudeste da Ásia entre 1854 e 1862. e marca a primeira publicação da teoria da evolução.
“Eventualmente. Isso revela que ele nunca respondeu a uma carta no mesmo carregamento que a levou. como se pensava”. checaram o caminho do barco. que passou por vários países. comenta van Wyhe. Isso com certeza não era uma coincidência – a carta de Wallace tinha que estar naquele navio. e não em maio. *ScienceDaily+ . o caminho do correio foi completo. Por isso. nós sabemos que Wallace estava respondendo uma carta de Darwin enviada antes. e que essa chegou à Ternate em março. E nós ficamos espantados em saber que Wallace havia enviado a carta em abril. com cartas da Índia e do Sudeste da Ásia.O pesquisador descobriu que um carregamento havia chego à Inglaterra no dia 16. Aparentemente. como muitos pensavam”. Ele. “Primeiro de tudo. e seu colaborador. afirma. há razões para duvidar que Wallace tivesse enviado a famosa carta em março. o tempo intermediário foi muito pequeno. Kees Rookmaaker.