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Coieção

CIIrCIA8 8CCIAI8 lA88C-A-lA88C


Ðìceçao: ce/so castco
lILC8ClIA lA88C-A-lA88C
Ðìceçao: Ðenìs I. kosen/ìe/d
l8ICArÁLI8L lA88C-A-lA88C
Ðìceçao: Macco ~ntonìo coutìnho 1ocge
¡ec /ìsta de titu/os no /ìna/ do vo/uoe
Lueiauo Liia
C eoueeito ce sujeito
8° od|çao

rota iutrocutória
C sujeito e o eoueeito
C sujeito ua exµeriêueia µsieauaiítiea
Cono se eoustitui o sujeito'
C sujeito, o cesejo e o iaio
ke/ecencìas e /ontes
Ieìtucas cecooendadas
Solce o autoc
lota |ntrodutor|a, ou O 3ujo|to passo a
passo
C sa|er en µsieauáiise é atravessaco, ce µouta a µouta, µeio
iueouseieute, o çue traz nuitas eouseçuêueias, eutre as çuais
cestaeanos açueia çue eoueerue exataneute ao eanµo co sa|er e
ce sua trausnissão, uo çuai se situa, ineciataneute, a eserita ce un
iivro eieutíiieo. Lste ceve, assin, µortar as nareas co eanµo
esµeeíiieo ce sa|er çue se situa e µor eujas earaeterístieas é
atravessaco - uo easo, o eanµo co iueouseieute.
C sa|er co iueouseieute uão é erucito. ren µor isso eie se
eouiuuce eon o ebanaco senso coouo. easo en çue ceixaria ce
ser iueouseieute, já çue estaria cisµouívei, sen ueubun esiorço, a
çuaiçuer un. Acerir a un eanµo regico µeias ieis co iueouseieute
exige, µortauto, a acesão a cuas µroµosiçoes ce seuticos
aµareuteneute oµostos. o sa|er nareaco µeio iueouseieute uão é
erucito, uão é ce esµeeiaiista, uão é seçuer euito. é un sa|er
/eìgo; e. o sa|er nareaco µeio iueouseieute uão é ineciataneute
aeessívei ao ieigo, e, µeio iato ce uão ser erucito, uão se eouiuuce
eon o seuso eonun¨.
rão é µor aeaso çue lreuc esereveu a µsieauáiise iuteira sen
reeorrer a una iíugua erucita, ce esµeeiaiista, çue só µoceria ser
ouvica, iica e eonµreeucica µor iuieiacos, aiia|etizacos¨ uessa
iíugua. C çue lreuc µrocuziu, o ciseurso µsieauaiítieo, traz un
senso (lastante; ìncoouo - uão é, ceiiuitivaneute, o seuso
eonun -, nas é eserito eon o veclo coouo. Cs eoueeitos¨ ce
lreuc são iorjacos eon a iíugua eorreute, en seu easo, o aienão.
Isto uão é aµeuas una çuestão ce estiio. Que lreuc tiuba un
|eiíssino estiio, uão resta a neuor cuvica, e µor isso gaubou en
1v10 un µrênio eoueecico a autores ce o|ras eieutíiieas, o µrênio
Coetbe, µor seu iivro Ma/-estac na cìvì/ì.açao. L sua eserita uão é
eono é aµeuas µor çuestoes ce estiio, nas µor inµosiçoes çue são
ieitas µeio iueouseieute, ou seja, µor sua reiação eon o
iueouseieute. a estrutura ce iiuguagen co iueouseieute inµoe a toco
açueie çue se eugaja en suas vias una exigêueia, çue ceeorre co
iato ce çue o sa|er co iueouseieute uão se esereve eon iiuguagen
couta, nas eorreute.
C çue seria un sa|er çue reeusa as atri|uiçoes autiuônieas ce
ecudìto e ce senso coouo ao nesno tenµo, reeusauco, uo
nesno goiµe, tan|én una neseia µroµoreiouai cas cuas' Cono
se vê, o iueouseieute iutrocuz uo eanµo co sa|er uovicaces
irrecutíveis, çue uos arrastan µara iouge cas cuaiicaces ba|ituais
eon çue estanos aeostunacos a µeusar, e as çuais µocenos car o
uone ce sulvecsoes. aeonµaubauco o gesto ce Laeau. Lutre eias
µocenos cestaear açueia çue se iornuia assin. o aeesso a esse
sa|er exige un tcala/ho (o tcala/ho ana/itìco;. çue se reaiiza
através ce un ceterniuaco nétoco (o oétodo da ¡sìcana/ìse;.
çue esta|eieee un dìs¡osìtìvo (o ana/itìco; e reçuer una /unçao
o¡ecante (o ¡sìcana/ìsta;. Isto |asta µara aiastar çuaiçuer
µossi|iiicace ce çue esse sa|er seja eia|orávei µor una via
iuteieetuaiista.
Con a exeiusão ca exµeriêueia µsieauaiítiea, uão bá çuaiçuer
Con a exeiusão ca exµeriêueia µsieauaiítiea, uão bá çuaiçuer
µossi|iiicace ce çue se sai|a o çue çuer çue seja a resµeito co
iueouseieute. Livros iutrocutórios, çue se µroµoen a sinµiesneute
iaeiiitar as eoisas µara os iuteressacos, |auaiizauco, sinµiiiieauco
ou aneuizauco eoueeitos, iazeuco eurtos eireuitos çue só µocen
ser iougos, µroµouco ataibos, eeouonia ce trajeto ou esiorço, são,
en niuba oµiuião, ueiastos, e, aién ce outros µro|ienas, aea|an
µor se iuserir ua nesna iógiea çue rege a eoueeµção iuteieetuaiista
ou erucieista co iueouseieute, µois aµeuas a iuverten, situauco-se
uo µóio oµosto co nesno gracieute, çue vai co |auai ao erucito,
co iáeii ao ciiíeii, nas so|re o eixo ce una raeiouaiicace ca
eouseiêueia, eiiciuco assin a vercaceira ciiieuicace.
lortauto, µocenos suµor çue, en eoutraµartica, iivros
extrenaneute erucitos, avauçacos, eonµiexos, nas cesa|itacos
cas iueicêueias co iueouseieute (çue, eono µroµus autes, uão são
aeessíveis seuão através co nétoco µsieauaiítieo) uaca µocen
cizer ce eiieaz ou vercaceiro so|re o sa|er co iueouseieute.
I r ¡asso a ¡asso é aigo, µortauto, çue eouvén ao uosso
eanµo, ao uosso sujeito, ao uosso tena. rão bá eono ir eorreuco,
µor una via sinµiiiieacora, uen suµor çue a iouga via çue uos
esµera só exigirá ce uós o esiorço iuteieetivo ce euteucineuto, çue
µrogrice µor iueoutáveis µassos e/ou saitos ca razão reiiexiva ce
uossa iuteiigêueia. A via exige oaìs ce uós, a eoneçar µor una
µerca, çue oeasioua un a oenos: a µerca ca cuµia iiusão ce çue,
µor çuaiçuer una cessas cuas vias, çue ua vercace são cuas
iaeetas ca nesna, µocerenos avauçar a resµeito co iueouseieute,
co sa|er en µsieauáiise, e co sujeito. Lste iivro uão se iusereve,
µortauto, so| a ru|riea ce un o sujeito ao aieauee ce tocos¨, ou
tuco o çue voeê senµre çuis salec so|re o su/eìto.. C sa|er
so|re o sujeito uão está ao aieauee ce tocos, e uão estará ao
aieauee ce uiuguén çue uão çueira se car ao tra|aibo µsieauaiítieo.
1eutenos cizer µor çuê.
O sujo|to o o conco|to
8erá çue µocenos cizer çue o su/eìto en µsieauáiise é un
conceìto. uo seutico eieutíiieo ou iiiosóiieo co terno' Cono
eategoria uoeiouai eia|oraca teorieaneute, cesiguaca µor una
µaiavra çue ibe cá sua uuieicace, µreeisão e rigor, é eiaro çue
su/eìto é un eoueeito. é isso çue iaz eon çue essa eategoria iutegre
o coc¡us teórieo ca µsieauáiise, eoustituiuco-se, aiiás, eono una
cas eategorias teórieas nais esseueiais ceste coc¡us. locenos
tan|én aereseeutar çue é un eoueeito iaeauiauo, µois ioi Laeau
çuen o iutrocuziu ua µsieauáiise, já çue essa eategoria uão é co
texto ce lreuc e tanµoueo ioi utiiizaca µeios µós-ireuciauos.
Lutretauto, se exaniuarnos nais ce µerto a çuestão eoioeaca,
a ce sa|er se su/eìto é un conceìto. eoneçarenos a veriiiear çue
uão é tão sinµies ce se resµoucer. C çue é un eoueeito, uo eanµo
ca iiiosoiia e ca eiêueia' Cono é suiieieuteneute eviceute, un
µroiuuco e eonµiexo exane cessa eategoria en tais eanµos seria
iuteiraneute inµratieávei - e cigo aiuca, iucesejávei - uo
eoutexto ceste iivro. Assin, teutenos tonar aµeuas o ueeessário,
cos eanµos eieutíiieo e iiiosóiieo, µara µocer resµoucer a uossa
çuestão, eoioeaca µeia e µara a µsieauáiise.
A eiêueia é un acveuto noceruo, çue cata co séeuio XVII.
Assin, a exµressão eiêueia nocerua¨ eoutén un eerto µieouasno.
a eiêueia surge eono nocerua. Isto çuer cizer çue eia é o resuitaco
ce un eorte ciseursivo çue ronµe eon o çue se ebana e¡ìsteoe
antìga (µara oµor justaneute ao oodecno;. Através ceste eorte,
µassanos co oundo /echado ao unìvecso ìn/ìnìto.
locenos aeonµaubar una icéia ce Laeau e cizer çue su/eìto é
una eategoria iguaineute nocerua, e seu surgineuto é
eoutenµorâueo ao ca eiêueia. Vanos o|servar essa µroµosta ce
Laeau µara sa|er eono o sujeito - uosso tena eeutrai - veio ao
nuuco, e veriiiear se eie açui veio eono un eoueeito.
C eorte ca eiêueia nocerua se eviceueia çuauco tonanos o
exenµio ca nucauça racieai ce uívei çue se µrocuziu en reiação
ao µro|iena ca çueca cos eorµos. L nuito ciiereute µeusar çue os
eorµos eaen µorçue o iugar uaturai caçuiio çue é µesaco, gcave. é
o nais |aixo¨ (iornuiação aµreeusívei ao seutico ca
coo¡ceensao bunaua, iuucaca en siguiiieacos e vaiores
esta|eieeicos e eonµartiibacos), e aiirnar çue os nesnos eorµos
çue µareeen eair estão, ua vercace, seuco atraícos µeia 1erra
µorçue estão µróxinos a eia e tên neuos nassa co çue eia. Aiiás,
eu é çue estou µroeurauco eserever ce un noco eonµreeusívei a
iei çue eutão se euuueia, ua vercace, ce noco |en neuos
eonµreeusívei µorén |en nais µreeiso uo seutico co rigor ce sua
uuiversaiicace. natéria atrai natéria ua razão cireta cas nassas e
iuversa cas cistâueias¨.
A µartir cesse a|aio, ce çue se µoce estar seguro, aiiuai' L uo
µouto ce augustia, µor assin cizer, cesse noneuto, çue Deseartes,
iazeuco ca cuvica seu nétoco, resµouce aigo çue µoce ser
euuueiaco assin. uão µosso uão estar eerto ce çue, ao cuvicar ce
tuco, iueiusive co iato ce çue estou cuvicauco, eoutiuuarei
cuvicauco, e assin a uuiea eerteza çue µosso ter é a ce çue
cuvico¨.
Deseartes iuaugura assin o cogìto µeia µroµosição çue se
toruou ianosa. cogìto. ecgo suo. a ser tracuzica en µortuguês
eono Ienso. /ogo sou. e uão eono se tracuz eostuneiraneute.
Ienso. /ogo e·ìsto. Ln µrineiro iugar bá una razão ce exaticão
ce iíugua e ce tracução, caco çue a iorna iatiua é suo - o ver|o
é sec - e a iorna en iraueês, iíugua ce Deseartes, é 1e ¡ense
donc /e suìs. e uão 1e ¡ense donc /e·ìste. L tan|én µeia
|oa razão iiiosóiiea ce çue a çuestão ca e·ìstencìa. co sec ¡ue
contìnuacìa sendo eo e·tecìocìdade ao ¡ensaoento ¡ue o
¡ensa. co e·-sìstìc (su|sistir /oca - e· - eono una euticace),
uão era garautica µeio cogìto. Lste só garautia o ser co µeusar,
una ces cogìtans (su|stâueia µeusaute) cistiuta ca ces e·tensa
(su|stâueia nateriai), çue se esteuce en eorµos uo esµaço. lara
garautir a existêueia cas eoisas, e tan|én ce un sujeito µeusaute
çue µucesse seguir existiuco µara aién ce seu µróµrio µeusaneuto,
Deseartes veio a reeorrer a Deus, sua tereeira ces. a ces ìn/ìnìta.
leia µrineira vez ua iiiosoiia, o ciseurso co sa|er se voita µara
o ageute co sa|er, µernitiuco toná-io, eie µróµrio, eono çuestão
ce sa|er. leia µrineira vez uão se tratava aµeuas ce situar os
seres, ce µeusá-ios através ce una outoiogia, ce una netaiísiea,
nas ce eoioear en çuestão o µróµrio µeusar so|re o ser, çue se
torua, assin, tan|én µeusávei. C sujeito se cesco|ra, novineuto
µeio çuai se eoioea uo ato ce eoubeeer, é suµosto a este ato, nas
uão nais eono nero eorreiato co o|jeto eoubeeico.
rão é auóciuo çue o sujeito aµareça en un noneuto çue
µoceríanos çuaiiiiear ce oooento de angustìa ua bistória co
µeusaneuto. A aµarição co sujeito uo eeuário co µeusaneuto se
iez através ca augustia e ca iueerteza en reiação ao çue se cera até
eutão eono un nuuco nais ou neuos eonµreeusívei µara o
euteucineuto co bonen. rão se trata ce cizer çue uão teuba
bavico erises uo µeusaneuto até esse noneuto, nas ce sa|er
ciseeruir a naguituce cessa erise en µartieuiar - o acveuto ca
eiêueia nocerua e sua seµaração ca iiiosoiia - e iazer a
veriiieação µreeisa ce seu vaior ce eorte naior. A bunauicace
µreeisaria esµerar nais três séeuios µor lreuc e µeia µsieauáiise
µara cisµor ce eieneutos çue ibe µernitissen euteucer a reiação
eutre essas cuas iornas ce energêueia, a co sujeito e a ca
augustia, a µouto ce µocer euuueiar çue essa reiação é ce
eçuivaiêueia. a energêueia ca augustia é a energêueia co sujeito.
Deseartes resµouce, uo eanµo iiiosóiieo en çue o sujeito
eueoutra sua µrineira iornuiação, ao gesto ce Caiiieu, uo eanµo
eieutíiieo en çue eie eueoutra as eouciçoes reais ce sua aµarição.
uonoioganeute, un séeuio ceµois, uovo ciáiogo se esta|eieee
eutre eiêueia e iiiosoiia, uo çue eoueerue ao sujeito. kaut
resµoucerá, iiiosoiieaneute, ao gesto ce rewtou, iuucacor ca
iísiea nocerua. Cono se vê, já seµaracas µeio eorte co acveuto ca
eiêueia nocerua eono cìencìa e eono oodecna. eiêueia e iiiosoiia
esta|eieeen eorresµoucêueias ciseursivas e tenµorais. Ln kaut o
sujeito uão aµareeerá nais eono una ces. su|stâueia eousisteute
eono en Deseartes, nas eono Vazio çue, uo eanµo co
Luteucineuto, iutrocuz a kazão, noneuto en çue o sujeito é un
sujeito trauseeuceutai, uão-iucivicuai uen µsieoiógieo, sen çue
µara isso seja ueeessário reeorrer a ces civiua. C sujeito
trauseeuceutai ce kaut se aµroxina nais co iueouseieute ireuciauo
co çue çuaiçuer uoção µsieoiógiea ce ìndìviduo ¡sìco/isìco. razão
µeia çuai sua eousiceração iuteressa - nais co çue a
eousiceração ce çuaiçuer eseoia ca µsieoiogia - aos µsieauaiistas
e estuciosos ca µsieauáiise.
\as a eiêueia nocerua, se eia esta|eieee as eouciçoes ce
aµarição reai co sujeito, eono cito aeina, uão o tona en
eousiceração, uão oµera eon eie uen so|re eie. leio eoutrário, o
exeiui ce seu eanµo oµeratório uo noneuto nesno en çue, ao
eoustituir este eanµo, suµoe o sujeito. C sujeito é suµosto µeia
eiêueia µara, uo nesno ato, ser ceia exeiuíco, ou, nais exataneute,
ser exeiuíco co eanµo ce oµeração ca eiêueia.
Laeau aiirna çue o sujeito so|re o çuai oµeranos en
µsieauáiise uão µoce ser outro çue uão o sujeito ca eiêueia¨.
Aiirnação senµre esµautosa a µrineira vista, µorçue uos iaz
µerguutar. Cono assin' Cono é µossívei çue o sujeito ca
µsieauáiise, co iueouseieute, seja o nesno ca eiêueia, se
µsieauáiise e eiêueia são tão ciiereutes µreeisaneute çuauto ao
sujeito' Cono é µossívei çue o sujeito co iueouseieute já estivesse
eoioeaco µeia eiêueia, se µsieauáiise e eiêueia são nocos tão
civersos co eoubeeer e co iazer' ketonarei esta irase ce Laeau,
nas çuero ceia extrair, uesse µouto, aiguus eieneutos. A irase ciz
çue, en µsieauáiise, oµeranos so|re un sujeito. Diz tan|én çue
este sujeito é o nesno ca eiêueia, cizeuco, µortauto, çue bá un
sujeito ca eiêueia e çue este sujeito é o nesno so|re o çuai
oµeranos en µsieauáiise. C çue a irase ciz souora nas uão
exµiieitaneute é çue a eiêueia justaneute uão oµera so|re o sujeito
çue é o seu¨. rós, en µsieauáiise, oµeranos so|re un sujeito (e
uão so|re una µessoa bunaua, ou un iucivícuo, µor exenµio), çue
é o nesno ca eiêueia, çue justaneute uão oµera so|re eie -
iragneuto çue é µreeiso aereseeutar a irase. A su|versão µróµria a
µsieauáiise, en reiação ao sujeito çue já estava eoioeaco µeia
eiêueia cesce o seu acveuto eono eiêueia nocerua, é ter eriaco as
eouciçoes ce oµerar eon este sujeito.
ketonauco a µerguuta çue iizenos uo iuíeio cesta seção é o
sujeito un eoueeito' uos seuticos iiiosóiieo e eieutíiieo co terno
conceìto. µocenos agora resµoucê-ia. rão, o sujeito uão é un
eoueeito uessas aeeµçoes eiássieas ce eoueeito. A eategoria ce
sujeito uão ioi eoustruíca µor Laeau µara eouierir iuteiigi|iiicace a
un reeorte ca reaiicace enµíriea ao çuai a µsieauáiise se reiere. o
sujeito uão é un constcuto - µaiavra nuitas vezes enµregaca
µara su|stituir a ce conceìto uo eanµo ca eiêueia, iucieauco o
seutico ce constcuçao µreseute ua oµeração, seutico çue tan|én
se eueoutra ua µaiavra conceìto - aigo çue é concelìdo. çue
ceeorre ce una ceterniuaca conce¡çao.
A eategoria ce sujeito é, autes, co tiµo çue nais se inµoe ao
tra|aibo teórieo co µsieauaiista co çue ceie ceeorre eono
eoustrução. Laeau iutituiou un cos seus seniuários ce Os ¡uatco
conceìtos /undaoentaìs da ¡sìcana/ìse. çue são ìnconscìente.
ce¡etìçao. ¡u/sao e tcans/ecencìa. C|servanos çue a µaiavra
conceìto. uo eoutexto cesse seniuário e en seu títuio, só gauba
seutico se assoeiaca ao atri|uto /undaoenta/. C çue é un
conceìto /undaoenta/. seuão justaneute o tiµo ce eoueeito çue,
ciiereuteneute cos eoustrutos ba|ituais ca eiêueia, ten a
µeeuiiaricace ce se inµor a exµeriêueia' lreuc reieriu-se a isto ao
utiiizar a µaiavra ócundlegcì//. çue en sua iíugua siguiiiea eoueeito
iuucaneutai, eoueeito ce |ase, eoueeito-µiiar, e cisse çue o
Unlewusste (o ìnconscìente; era un eoueeito ceste tiµo.
locenos aµroxinar esse seutico caco µor lreuc caçueie caco
µor Laeau aos eoueeitos iuucaneutais¨. 8e o sujeito uão é ueubun
µor Laeau aos eoueeitos iuucaneutais¨. 8e o sujeito uão é ueubun
cos çuatro reiaeiouacos µor Laeau, está inµiieaco, uo nais aito
grau, en eaca un ceies, e so|retuco en sua artieuiação.
A exµeriêueia µsieauaiítiea, una vez eoioeaca en oµeração
através ca iustaiação co cisµositivo ireuciauo ca assoeiação iivre,
µrocuz as eouciçoes ce energêueia co sujeito co iueouseieute,
justaneute através ca reµetição e ca trausierêueia, e eria as
eouciçoes ce µrocução cas ebanacas iornaçoes co iueouseieute
- atos iaibos, iaµsos, soubos, siutonas e ebistes -, outra
nocaiicace ce energêueia co sujeito, esta ce earáter netaiórieo e
µoutuai. C sujeito, assin, é una eategoria çue se inµoe a
exµeriêueia, ua exigêueia ce eia|oração teóriea çue esta iaz ao
µsieauaiista. 8e a iustaiação ce un ceterniuaco cisµositivo
aearreta, eono eouseçuêueia cas eouciçoes çue assin se
esta|eieeen, a energêueia ce ceterniuaca µrocução co
iueouseieute, inµoe-se suµor çue aigo eono un sujeito eueoutre-se
en oµeração uo iueouseieute. lor isso µassarenos agora a outra
seção, ua çuai exaniuarenos as eouciçoes ce energêueia co
sujeito co iueouseieute ua exµeriêueia µsieauaiítiea.
O sujo|to na oxpor|ônc|a ps|cana|it|ca
lroeeceuco rigorosaneute ce noco eieutíiieo, ou seja, a naueira
ca eiêueia, lreuc esta|eieee as eouciçoes en çue a exµeriêueia
µsieauaiítiea µoce oeorrer. Lie o iaz a µartir ce aigunas teutativas
µreiiniuares - eono a biµuose, eutre outras - çue eie a|aucouou
µorçue iraeassaran çuauto aos seus µroµósitos, çue aiiás só ioi
eoubeeeuco µoueo a µoueo, µasso a µasso. 8eria iugeuuicace ce
uossa µarte, aién ce ceseoubeeineuto cas eouciçoes uas çuais o
sa|er se µrocuz, aerecitarnos çue seu ageute, o bonen eouereto
çue se eueoutra en vias ce ageueiar a µrocução co sa|er uo
eanµo ca eiêueia, já sai|a a ¡cìocì o çue vai eueoutrar. Isto se
racieaiiza e aeeutua se o eanµo en çuestão é o co ìnconscìente
- çue µoce ser eousiceraco o ca eiêueia nas já su|vertico µeia
oµeração ireuciaua, e µortauto /a nao oaìs o eanµo ca eiêueia a
rigor, en|ora ceie cerivaco, eono eanµo uo çuai o sujeito,
suµosto uo eanµo ca eiêueia en sua eoustituição nas ceie exµeiico
en suas oµeraçoes, µocerá energir.
Aµós aigunas teutativas µreiiniuares, µortauto, eono o uso ca
biµuose e ca sugestão µós-biµuótiea, ca µressão ca não ua testa
co µaeieute, eutre outras, lreuc ebega a assoeiação iivre, çue eie
ebana ce cegca /undaoenta/ (ócundcege/;. L ce uovo estanos
ciaute ca cineusão co iuucaneutai, co ócund-. tai eono
estivenos çuauto a çuestão co eoueeito ce sujeito. eoueeito
iuucaneutai, ócundlegcì//. regra iuucaneutai, ócundcege/.
C çue é a regra ca assoeiação iivre, eono açueia çue
esta|eieee as eouciçoes ca exµeriêueia µsieauaiítiea' leuso çue
uós, os µsieauaiistas çue µratiean, estucan, µesçuisan, trausniten
e esereven so|re tuco isso, aiuca uão esgotanos tocas as
eouseçuêueias cesse ato ce lreuc ce esta|eieeer a regra
iuucaneutai ca µsieauáiise. rovas iuterµretaçoes reveiauco
asµeetos aiuca uão iornuiacos cessa regra µocen, assin, ser
ieitas.
Lna ceias eousistirá en cizer çue a regra des¡ua/ì/ìca o
sujeito co iueouseieute ao µroµor ao auaiisaute çue se eutregue a
exµeriêueia ca iaia ce un ceterniuaco noco, nuito µeeuiiar, çue
eousiste µreeisaneute en uão çuaiiiiear, ce noco aigun çue esteja
a seu a/cance. a sua iaia. Ln outras µaiavras, çue o auaiisaute iaie
sen enµrestar çuaiicaces (vaiores, siguiiieaçoes eonµartiibacas,
eoubeeicas) ao çue vìec a ìc dì.endo (os tenµos ver|ais são estes
nesnos. o auaiisaute vìca - iuturo - a ìc dì.endo: çuauco iaiar,
já estará cizeuco aigo çue uão sa|e o çue é, irá iaiauco sen sa|er
o çue, ao iazê-io, estará cizeuco). Criianos a exµressão a seu
a/cance. aeina, µorçuauto o sujeito uão µossa evitar
eonµietaneute a çuaiiiieação ce sua iaia, é só ua necica co çue
ibe é µossívei çue eie µocerá eunµrir a regra ce lreuc, çue ibe
µece, ua vercace, çue iaça o inµossívei.
Desçuaiiiiear a iaia co sujeito eçuivaie, µortauto, a eriar as
eouciçoes ce cesçuaiiiieação, ce ausêueia ce çuaiicaces, çue
µavineutan as vias ce aeesso co iueouseieute a iaia, ao ciseurso
eouereto co sujeito. Desçuaiiiiear a iaia co sujeito é o eçuivaieute a
çuaiiiiear¨ o sujeito co iueouseieute eono un sujeito sen
çuaiicaces¨ e é a uuiea iorna ce eriar un aeesso µreeisaneute µeia
via ca iaia assin µroµosta a çue o sujeito co iueouseieute µossa
energir uessa iaia.
Ca|e açui una vez nais reeorrernos a eiêueia. C ato iuaugurai
ca eiêueia nocerua eousistiu justaneute uo cesµojaneuto co
o|jeto ce suas çuaiicaces enµírieas, seusoriais, µereeµtivas ete. C
gesto ca eiêueia en reiação ao o|jeto é retonaco µor lreuc en
reiação ao sujeito, e esse gesto se eviceueia µartieuiarneute |en ua
euuueiação ca regra iuucaneutai, ua çuai lreuc ciz a un sujeito
biµotétieo - eon o çuai estaria ciaiogauco, o çue siguiiiea çue ciz
a toco sujeito - çue ibe ciga tuco o çue ibe vier a ea|eça.
lreuc µroµoe assin a aiguén (una µessoa, µortacora ce una
iaia eouereta, regica µeias çuaiicaces µré-eouseieutes ce toca iaia)
çue use a µaiavra ce noco a çue esta se torue a via ce aeesso a
una outra eeua, a eeua co iueouseieute, ua çuai o sujeito sen
çuaiicaces¨ µocerá energir. Quauto as çuaiicaces, lreuc uão
eessou ce cizer çue eias são su|stitutivas, vieárias, eieito ce
iceutiiieaçoes µroiusas, nuitiµias, noutageus eueo|ricoras cos
eixos eieneutares en çue se estrutura a µosição co sujeito,
recutívei a sua µosição ua iautasia iueouseieute, natriz geracora ce
seus iceais, ereuças, vaiores, e, nais µreeisaneute, ce seus
siutonas. lara ebegar a esses eixos eieneutares, só un iougo,
árcuo e µeuoso tra|aibo ce cesnoutagen, o tra|aibo ca auáiise.
A regra çuer cizer tan|én çue lreuc uão eoioea o erécito ce
seu cisµositivo ua ¡essoa co auaiisaute, nas ua sua ¡a/avca. cesce
çue esta seja cita seguuco o noco citaco µeia regra. L uisto çue
resice o rigor ce seu nétoco.
locer-se-ia µerguutar. µor çue a iaia' lor çue a regra
iuucaneutai ce lreuc se iornuia en ternos ce un eerto noco ce
usar a µaiavra, e uão outro noco çuaiçuer ce exµressão co
sujeito' Que reiação o iueouseieute e o sujeito tên eon a µaiavra
iaiaca' Lstas µerguutas são eietivaneute ieitas, so|retuco µor
açueies çue eoneçan a estucar a µsieauáiise e se eueoutran uo
µriviiegiaco noneuto ce eutrar en eoutato eon esse sa|er e essa
¡ca·ìs. Lu µoceria resµoucer a essas µerguutas cizeuco. Oca. o
ìnconscìente é estcutucado cooo uoa /ìnguageo e ¡ue. sendo
assìo. é a ¡a/avca a vìa de acesso a e/e. Lstaria µartiuco co
sa|er µrouto, acçuirico e aeunuiaco (a µroµosição iaeauiaua, çue
é ce µrineira bora en seu eusiuo, ce çue o iueouseieute é
estruturaco eono una iiuguagen) µara, eonocaneute, iurtar-ne
ao tra|aibo çue a µerguuta eietivaneute exige. Lstaria tan|én
euiiauco a roiba co sa|er eoustituíco uo novineuto eoustituiute co
euiiauco a roiba co sa|er eoustituíco uo novineuto eoustituiute co
sa|er çue toca |oea çue se a|re µara µerguutar µrocuz,
anorcaçauco esse novineuto, eaiauco a µerguuta, siieueiauco o
sujeito çue a iaz. Ao µroierir euuueiacos µsieauaiítieos, estaria
agiuco uo seutico eoutrário ce toca euuueiação vercaceiraneute
µsieauaiítiea, e, euiin, resistiuco a µsieauáiise. Laeau uão µartiu ce
sua irase, nas ebegou a eia, e eaca un ce uós µreeisa, ce eerto
noco, reiazer esses eaniubos.
1oca µrocução co eanµo co seutico é ca orcen sin|óiiea,
seja eia iaiaca ou uão. Ln gesto, una exµressão co rosto, co
eorµo, una cauça, un ceseubo, tauto çuauto una uarrativa orai,
serão µrocuçoes sin|óiieas, regicas µeio siguiiieaute, e assin, citas
veclaìs. µor estaren ua ceµeucêueia co veclo sìgnì/ìcante. e uão
µor seren exµressas µor via orai. rão existirá, µortauto, o uão-
ver|ai¨ uo eanµo sin|óiieo, e neuos aiuca o µré-ver|ai¨. C
coníuio co ver|ai uão é una eouçuista co ceseuvoivineuto
eoguitivo ou sin|óiieo, nas una eoucição iuereute ao iaiaute eono
tai. Cono ser ce iiuguagen, o sujeito bunauo se eoustitui uo
coníuio co ver|ai. 1rata-se ce un coníuio uo seutico ce un
cao¡o. un território, un uuiverso, çue eoutén e su|sune o
sujeito, nais co çue un coníuio ce una /unçao. isto é, ce aigo çue
o sujeito µoce coniuar ou uão. Assin, nesno çue aiguén uão iaça
uso ca /unçao da /a/a - eono os autistas ou aiguus µsieótieos
esçuizoirêuieos en eouciçoes su|jetivas euja gravicace iaça eon
çue sua reiação eon a iiuguagen se earaeterize µeia nais eonµieta
iragneutação e ceseoueateuação ce sua iaia - aiuca assin estará
uo cao¡o da /ìnguageo. ua necica en çue é ser iaiaute, çue se
eoustituiu en un nuuco ce iiuguagen, o bunauo. uão reiiueba, uão
iate, e sua iaia, çuauco bá, uão estaria ce noco aigun nais
µróxina cas µrocuçoes souoras cos auinais co çue a uossa. 8en
µronessas e sen iuucaneuto é a teutativa, senµre reiteraca, ce
usar as ianosas iornas µré-ver|ais¨ ou uão-ver|ais¨ ce
eonuuieação eon esses µaeieutes.
lois |en, se tocas as µrocuçoes sin|óiieas (orais ou uão) são
ver|ais, µor çue, euiin, µriviiegiar a iaia' locenos resµoucer çue,
ce tocas as iornas µeias çuais a estrutura sin|óiiea, siguiiieaute, ca
iiuguagen µoce se atuaiizar en un ser iaiaute, a iaia é a uuiea çue
µernite, µor seu noco eueaceaco, ciaerôuieo, eono ciseurso
cesco|raco uo tenµo en una seçuêueia ce µaiavras, çue o µiauo
co siguiiieaute seja cestaeávei ca siguiiieação. A iaia, µor ser una
eaceia ce µaiavras, µernite çue se oµere o civóreio eutre
siguiiieaute e siguiiieaco, ueeessário µara eviceueiar a µrinazia
nateriai co es¡ue/eto siguiiieaute so|re o cevestìoento ouscu/ac
çue são as siguiiieaçoes µrocuzicas µeio µrineiro.
Lsse civóreio eviceueia çue siguiiieaute e siguiiieaco uão vieran
ao nuuco easacos, e çue seçuer se easaran, nas çue é uo
iuterjogo ce siguiiieautes, uas reiaçoes çue as nateriaiicaces
sin|óiieas en çue eies eousisten esta|eieeen eutre si, çue os
siguiiieacos se µrocuzen. C siguiiieaco é seeuucário en reiação ao
siguiiieaute, çue µortauto ibe é µrinário, e é esse o seutico ca
exµressão µrinazia co siguiiieaute¨.
Quauco aiguén cauça en uossa ireute, ou se exµrine
eorµoraineute, sen iaiar, teucenos a atri|uir un seutico a eaca
µasso, a eaca novineuto co eorµo, justaneute en iuução ce çue
se trata, tauto çuauto una iaia, ce µrocuçoes sin|óiieas. \as
eono sa|erenos, uos citos novineutos, ioeaiizar o sujeito' Cono
eie se iaria µreseute, eono iaria sua energêueia, se acnitinos çue
eie uão é o eçuivaieute co seutico çue tais gestos ou exµressoes
µocen assunir µara uós, uen nesno µara o cauçariuo ou açueie
çue se exµrine µeio eorµo' ras µrocuçoes sin|óiieas, çue iazen
µarte co eanµo ver|ai, nas çue uão se iazen através ca iaia, o
seutico teuce a se iuucir eon o µiauo çue o eugeucra (os
novineutos, uo easo). 8ó a iaia µernite çue o sujeito, çue
energirá uos troµeços cas iuteuçoes eouseieutes caçueie çue iaia,
µossa, aién ce energir uesses troµeços, ser reeoubeeico eono tai
µeio iaiaute, çue, a µartir cesse reeoubeeineuto, uão será nais o
nesno µorçuauto terá sico ievaco a acnitir eono sua una
µrocução çue ceseoubeeia, nas çue, aiuca assin, iaz µarte ceie.
A exµeriêueia µsieauaiítiea ten, assin, |oas razoes µara
estruturar seu cisµositivo en una eerta nocaiicace ca iaia,
netocoiogieaneute susteutaco µara çue essa iaia se eoustitua
eono aeesso ao iueouseieute. Lste é, assin, estruturaco (e uão
eaótieo ou |ioiógieo) cooo uoa /ìnguageo. ou seja, µor
eieneutos nateriais sin|óiieos, os siguiiieautes eugeucracores co
seutico, çue uão µortan en si o seutico eoustituíco, nas çue se
ceiiuen eono eoustituiutes co seutico (caí o seu uone
sìgnì/ìcantes: açueies çue iazen siguiiiear).
\as, o çue se µassa, eutão' Coioeauco-se a iaiar seguuco a
regra ce lreuc, o sujeito co iueouseieute aµareee' Basta çue se
iaie cesse noco e tuco eorrerá |en, en triibos azeitacos, en
esteira roiaute, até a iuexorávei aµarição co sujeito' 8erá çue o
sujeito é o sinµies eieito ce una iaia µroierica ce ceterniuaco
noco, o ca assoeiação iivre' L o sujeito un eieneuto, eie µróµrio,
neraneute sin|óiieo' L eie un cos siguiiieautes cas eaceias
iueouseieutes'
rão, e é açui çue surgen vários µoutos ce ciiieuicace, çue se
aµreseutan tauto ua exµeriêueia µsieauaiítiea çuauto uo ato, açui
µratieaco, ca teutativa ce sua trausnissão µeia eserita. A regra ca
assoeiação iivre ioi, ua vercace, a a|ertura ieita µor lreuc a esses
µoutos ce ciiieuicace, e uão a sua soiução. Ao a|aucouar a
biµuose, lreuc ceeiciu tonar µara si a eonµiexa µro|ienátiea co
sujeito. locenos cizer çue ua biµuose, tauto çuauto ua eiêueia ou
ua necieiua, uão bá sujeito. C sa|er so|re o siutona e suas eausas,
tai eono é eonuuieaco so| biµuose, uão será aµroµriaco µeio
sujeito nas µeio biµuotizacor, çue o nauterá so| sua guarca, tauto
çuauto ceterá o µocer ca sugestão so|re o biµuotizaco. Ao
a|aucouar a biµuose e iustituir a assoeiação iivre, µortauto, lreuc
se cirige ao sujeito, suµouco çue bá aigun sa|er co iaco co
sujeito, e çue os eieneutos iueouseieutes (os siguiiieautes
reeaieacos uas eaceias co iueouseieute) çue eoustituen este sa|er,
ao energiren ua e µeias iaibas ca iaia cesse sujeito, estarão, uo
nesno ato, suµouco o sujeito µor eies reµreseutaco.
Aién co iator, já aµoutaco, ce çue o sa|er so|re o siutona,
aiuca çue atri|uíco ao sujeito - o çue já era un µasso eoutrário a
iógiea néciea en çue o sa|er está senµre co iaco co nécieo -,
aea|ava µor uão ser assunico µeio sujeito, nas esçueeico e
trausnitico ao biµuotizacor, bá outro µro|iena ua biµuose, |en
nais inµortaute, çue eoueerue ao µróµrio estatuto cesse sa|er
µrocuzico so| biµuose. Que sa|er é esse' 8erá çue µocenos
aiirnar çue, ua biµuose, o sa|er é co iueouseieute, e çue o uuieo
µro|iena é çue o sujeito uão é iustaco a ceie se aµroµriar ou a eie
se assujeitar' Cu será çue, a iuz co çue µucenos vir a sa|er graças
a seusi|iiicace ce lreuc en reeoubeeer o iraeasso ce seu nétoco
iuieiai e µrosseguir, µasso a µasso, as etaµas su|seçueutes,
µocenos aiirnar çue o sa|er µrocuzico so| biµuose uen ebega
µerto ce arraubar¨ o reeaiçue, nauteuco iutaeto o reeaieaco'
Ciaro çue a resµosta só é aiirnativa çuauto a seguuca
µerguuta. ua biµuose uão bá ueubuna µrocução ce sa|er çuauto ao
çue eietivaneute eaiu so| o goiµe co reeaiçue, e çue, µortauto,
eoustitui o sa|er iueouseieute.
Cono lreuc senµre teorizou aeonµaubauco, µouto µor
µouto, o çue a sua exµeriêueia eiíuiea ibe trazia, a teoria etioiógiea
cas ueuroses, uesse noneuto, eorresµoucia ao nétoco eiíuieo
utiiizaco. Assin, lreuc eouee|ia un seguuco gruµo µsíçuieo ce
icéias, çue eie ebanava, seguiuco Cbareot, ce condìtìon seconde.
eoucição seguuca. \as tratava-se ce una seguuca eoucição ce
çuê, seuão µróµria ca eouseiêueia' Venos eiaraneute çue esse
gruµo ce icéias, çue suµostaneute nautiuba as ien|rauças
traunátieas cissoeiacas ca eouseiêueia e assin eausauco os
siutonas, se é o avô¨ co iueouseieute, ten nuito µoueo a ver eon
este uitino.
Ln resuno, aiuca çue orieutaca µeio eixo ce una eerta
ceiegação co sa|er ao sujeito, a biµuose teve ce ser rejeitaca µara
çue o µasso iuaugurai ca µsieauáiise - a assoeiação iivre - iosse
caco. lois, ua biµuose, o sa|er, aiuca çue esteja co iaco co
sujeito, µernaueee, uo náxino, µré-eouseieute, uão ebegauco
seçuer a se aµroxinar caçuiio çue será, µosteriorneute, eouee|ico
eono sa|er co iueouseieute. Lssas cuas eouciçoes são artieuiacas,
una inµiieauco a outra.
A seguuca eoucição ca eouseiêueia ce çue iaiei aeina só µocia
ser eouee|ica µor lreuc uo eixo ce una eerta vertieaiicace ca
µróµria eouseiêueia, eoustituiuco o çue seria nais aµroµriacaneute
ceuoniuaco sulconscìencìa co çue iueouseieute. Cra, o µasso
seguiute ce lreuc, e çue o ieva a ronµer ceiiuitivaneute eon a
biµuose, é uonear e eouee|er eono de/esa (~lwehc; o noco
µeio çuai o sujeito ceixa ce sa|er ce seu trauna. o nao-salec
eouseieute co trauna é o resuitaco ce un nada ¡uecec salec
solce ìsso. Cono susteutar teorieaneute çue un ato ce ceiesa
µoceria ser atri|uíco a una recução co uívei ce eouseiêueia (o
su|eouseieute) aeonµaubaco ce un airouxaneuto cos uexos
assoeiativos çue exµiieava a seguuca eoucição ca eouseiêueia'
Cono un ato tão iorte µoceria ser atri|uíco a una recução ce
uívei e ce iuteusicace assoeiativa' A eiíuiea se iazia tracuzir ua
µróµria teoria en ternos ce eoutracição.
C ato ce ceiesa, ato µor exeeiêueia ce un sujeito, cestroçava a
eoueeµção teóriea ca etioiogia biµuóice ca ueurose e iazia a
iueiusão co sujeito uo eanµo ca exµeriêueia, çue, só através cesse
µasso, µassava a ser una exµeriêueia µsieauaiítiea. lor isso cisse
çue a biµuose, eono a eiêueia, reeusava o sujeito. A rejeição ca
biµuose nareou o /ìo da ce/eìçao do su/eìto e a sua iueiusão,
através ca uoção ce ceiesa eono ato co sujeito ce uaca çuerer
sa|er so|re o trauna, o çue será iornuiaco en ternos ce uaca
çuerer sa|er so|re seu cesejo, inµiieaco uo trauna.
loceríanos cizer, utiiizauco una iornuiação ca iógiea
µroµosieiouai, çue o su/eìto cessou de nao se esccevec ua
exµeriêueia ireuciaua. Lsereveu-se o sujeito, en una eoutiugêueia
µeia çuai eie ioi iiuaineute iueiuíco uo eanµo cos sa|eres e
µrátieas bunauos. Coueeito ou eoutiugêueia çue se inµoe' C
sujeito, ua bistória çue iiuaineute o esereve, é autes una
eoutiugêueia çue se inµôs a lreuc co çue un eoueeito çue este
ceeiciu, µor sua iivre ceii|eração, eouee|er, eoustruir, a iin ce
ceeiciu, µor sua iivre ceii|eração, eouee|er, eoustruir, a iin ce
aµiiear a sua exµeriêueia, eono se un eoueeito assin eouee|ico
(recuucâueia µroµositai) µucesse sê-io autes e iora ca µróµria
exµeriêueia çue, eoutiugeuteneute, iaz eon çue eie se esereva, çue
eie eesse ce uão se eserever, eono até eutão iizeran a eiêueia - e
as eiêueias, iueiusive citas bunauas, e a iiiosoiia.
ketonenos o iio ce uossa neaca. teuco iutrocuzico a uoção
ce ceiesa, e eon isso a ce sujeito, ua sua exµeriêueia, lreuc
iutrocuz, eoueonitaute e ueeessarianeute, e eono una
eouseçuêueia iógiea, a uoção eiíuiea ce cesìstencìa. A exµeriêueia
eiíuiea ca µsieauáiise assin iuauguraca traz eousigo una
eousiceração ca resistêueia co sujeito. se ua origen co siutona
está o ato ce ceiesa, uo iuíeio co tra|aibo está a tonaca ca
resistêueia en eousiceração. rão se tratará, µara o µsieauaiista, ce
rejeitar a resistêueia co sujeito, ce eoutraµor-se a eia en una
atituce, ciganos, bostii, erítiea ou acversa, nas ce aeoibê-ia eono
oeasião ce tra|aibo. locenos cizer çue ouce bá resistêueia bá
sujeito.
\as, ineciataneute, eon çue se ceµara lreuc' Con cuas
eoisas a|soiutaneute esseueiais a exµeriêueia µsieauaiítiea. a
cesìstencìa e a tcans/ecencìa. lreuc eoutava eon a µrineira, e
µocenos iueiusive cizer çue, ao iustituir a assoeiação iivre eono
regra iuucaneutai, eie o iez ua cireção ce tra|aibar eon a
resistêueia, ua necica en çue µeree|era çue ce uaca aciautava
eoioeá-ia iora ce eon|ate µeio uoeaute ca biµuose. ao ceixar ce
iaco a resistêueia, reebaçava tan|én a uuiea µossi|iiicace co
sujeito aµroµriar-se co sa|er co iueouseieute, µois essa
aµroµriação só µocia se iazer µasso a µasso, eon a suµeração ce
eaca un cos µoutos ce resistêueia.
Con a trausierêueia, eoutuco, µocenos cizer çue lreuc uão
eoutava. 8ua µrineira reação a eia ioi ce oµosição, e sua µrineira
iorna ce assiniiá-ia a seu euteucineuto, ce teutar iuserevê-ia en
un çuacro ce iuteiigi|iiicace, ioi recuzi-ia a una iorna µartieuiar
ce resistêueia. locenos inagiuar lreuc se µerguutauco, eutre
iutrigaco e irritaco. . µor çue, se eu soiieito a una µessoa çue
ciga tuco çue ibe ven a ea|eça, se ne eonµroneto, tauto çuauto
µeço çue eia o iaça, a uão enitir juízos erítieos ou norais ao çue
çuer çue ne veuba a cizer, µor nais o|seeuo, a|surco ou
iuaeeitávei çue µareça, µor çue cia|os eia aiuca assin iusiste en
ne iueiuir uo çue ne ciz, e vaiorar essa iueiusão, suµouco çue ne
ana, çue a ano ou çue a cesµrezo, euiin, çue niuba µessoa esteja
euvoivica uisso'¨
lassaco o iustaute µrineiro co esµauto, en çue eie teve ce
o/hac ¡aca a tcans/ecencìa. çue cá |en a µrova ce çue a
trausierêueia é un ieuôneuo çue µreseutiiiea o reai ua exµeriêueia
auaiítiea e, µor esse notivo, se inµoe ao auaiista nais co çue é µor
eie eoustruíca (eono un eoueeito), lreuc resµouceu çue a
trausierêueia, a assoeiação acviuca iogo ceµois ce una
iuterruµção, ce un |raueo¨, un vazio ou un siiêueio uo eurso cas
assoeiaçoes, e çue se iiga a µessoa co auaiista, surgia µorçue eia
servia a resistêueia. 8e isto uão é iaiso, é eoutuco nuito iusuiieieute
µara exµiiear a trausierêueia.
lreuc ievou nais un tenµo µara eonµreeucer çue a
trausierêueia uão é sinµiesneute una nocaiicace ce assoeiação
çue surge aµós una iaiba assoeiativa e se iiga a µessoa co auaiista.
A trausierêueia uão é un tiµo ce assoeiação, e tanµoueo é una
cas iornaçoes co iueouseieute, ao iaco cos atos iaibos, siutonas
ou soubos. Lia uão ten a estrutura, a noutagen /ìnguageìca cas
ou soubos. Lia uão ten a estrutura, a noutagen /ìnguageìca cas
iornaçoes co iueouseieute, çue são eieito çuer ca su|stituição
cireta ce siguiiieautes (eono uo ato iaibo), çuer cessa nesna
su|stituição aeonµaubaca ce una eiira ce gozo, çue µrocuz una
satisiação su|stitutiva µara o cesejo (siutona), çuer ce una
su|stituição siguiiieaute µrocuzica curaute o souo eon eieneutos
ca nenória µré-eouseieute a iin ce veieuiar, cisiarçaco, o cesejo
iueouseieute (soubo).
Venos çue en tocas essas situaçoes, ebanacas ce iornaçoes
co iueouseieute, a estrutura çue, seguiuco un enµrego ieito µor
Laeau, ebananos ce iiuguageira, está µreseute so| a iorna ce una
µrocução netaióriea, ou seja, açueia çue eousiste ua su|stituição
ce un siguiiieaute ca eaceia µor un outro, µrocuziuco un seutico
uovo, iuexisteute até eutão, iuécito. Lssa estrutura netaióriea cá a
toca iornação co iueouseieute a cineusão iuterµretativa. lor isso
as iornaçoes co iueouseieute são iuterµretáveis, ou, autes, são en
si nesnas una iorna ce iuterµretação co iueouseieute, o çue
iueiceutaineute reveia çue o iueouseieute, aién ce estruturaco
eono una iiuguagen - e µor isso nesno -, é tan|én una
iustâueia iuterµretaute. Isso tan|én torua vãs tocas as µreteusas
iuterµretaçoes co nau auaiista çue se euuueian µor un µeruóstieo
C çue voeê está cizeuco é çue.¨, µroieriuco eutão o çue a
iornação co iueouseieute já bavia cito, e ce noco netaiórieo, ou
seja, |en nais eia|oraco co çue essa iaisa iuterµretação¨.
lara çue o auaiista iaça una vercaceira iuterµretação auaiítiea
ce una iornação co iueouseieute, çue, eono cisse, já é en si
nesna una iuterµretação co iueouseieute, eie terá çue, utiiizauco o
µróµrio |arro¨ siguiiieaute cas µaiavras co auaiisaute, cizer aigo
çue teuba a ebauee ce situar o sujeito en sua µróµria iuterµretação,
açueia çue sua iornação co iueouseieute já eoustitui.
\as voitenos a trausierêueia. Lia uão ten essa estrutura, a cas
iornaçoes co iueouseieute, uão é una iorna ce iuterµretação co
iueouseieute. Lia é, autes, a µróµria µreseutiiieação co iueouseieute
so| a iorna ce una reiação ce o|jeto, ou seja, o noco µeio çuai o
iueouseieute se atuaiiza¨, uo cizer ce lreuc (a trausierêueia é a
atuaiização co iueouseieute), uo seutico ce se iazer µreseute uo
tenµo atuai, µorén nais aiuca uo seutico çue o terno actua/ ten
en iugiês, çue é o ce reai, reaiizaco. L o iueouseieute se atuaiiza, se
µreseutiiiea, uo µiauo ca reiação eon o ser reai¨ co auaiista, a
µessoa¨ co auaiista eono cizia lreuc, ou a µessoa atuai¨, eono
se exµrine Laeau. Lutretauto, isso uaca ten a ver eon as
earaeterístieas µessoais co auaiista tais eono eias se nostran ua
iutinicace ce sua vica µrivaca ou µu|iiea, soeiai, nas eon o çue o
auaiisaute, eausaco µeia reaiicace ca µreseuça co auaiista, eoioea
ce seu ua situação auaiítiea, a µartir ce seus nocos iueouseieutes
ce esta|eieeer reiaçoes eon os outros, nocos çue eueoutran sua
granátiea e sua iógiea ua estrutura ca iautasia iueouseieute. A
trausierêueia é, assin, un eanµo (e uão una µrocução µoutuai,
eono eaca iornação co iueouseieute) µroµrianeute eoustituíco
µeia exµeriêueia µsieauaiítiea, uo çuai são as eouiiguraçoes
µrocuzicas µeia iautasia (e uão µeias vias siguiiieautes co siutona)
çue vên a eeua.
C çue a trausierêueia - çue lreuc uão esµerava nas çue sua
geuiaiicace iez eon çue, uo iustaute su|seçueute a surµresa iuieiai,
situasse eono uuieo noco µeio çuai o iueouseieute µoceria se iazer
µreseute (uão aµeuas reµreseutaco) ua eeua µsieauaiítiea - ten a
ver eon a regra iuucaneutai, eon a assoeiação iivre' 8e eia uão é
iiuguageira, eono cissenos, se uão ven eono una cas µrocuçoes
iiuguageira, eono cissenos, se uão ven eono una cas µrocuçoes
ca iaia, eutre outras, çuai sua reiação eon a regra iuucaneutai'
Lssa é a ebave ca regra iuucaneutai, çue a|re a µorta ca
exµeriêueia µsieauaiítiea co iueouseieute. 1aivez µor isso Laeau
teuba cito, eerta vez, çue o iueouseieute uão é un eoueeito,
reierêueia çue serve ce iastro ao çue cissenos auteriorneute ao
ciseutirnos a reiação co sujeito eon o eoueeito. Diz eie. C
iueouseieute uão é un eoueeito, nas una uoção, una uoção-
ebave.¨ Açui, a ebave é a seguiute. eouvoear o sujeito a iaiar,
seguuco o nétoco iutrocuzico µeia regra ca assoeiação iivre, ieva a
çue aigo se µrocuza, µara aién ca µaiavra, nas ueia iuteiraneute
aueoraco, e esse aigo é a trausierêueia.
A µsieauáiise esta|eieee çue o noco µeio çuai a trausierêueia
se iornuia ceve, a justo títuio, títuio aiiás çue ibe cá toca a sua
uo|reza, ser ebanaco ce aooc. rão se trata açui ce euteucer o
anor en sua eouiiguração restrita ce anor voitaco µara a
satisiação sexuai eutre µareeiros, çue é aµeuas una ce suas iornas,
nas eono o eoujuuto ce tocas as nauiiestaçoes co aieto, eono
cineusão ca exµeriêueia bunaua çue, aueoraca ua µaiavra, ua
eoucição ce iaiaute co sujeito, uitraµassa eoutuco o µiauo co çue é
reµreseutávei µeias µaiavras. C terno aieto ceve açui ser
ciiereueiaco co terno seutineuto¨, çue já iueiui as siguiiieaçoes
çue o sujeito eoustrói caçuiio çue o aieta, e çue µortauto o
nasearan e o eueo|ren. Aieto é µortauto o çue aieta o sujeito µor
una via siguiiieaute, é eiaro (eono oeorre aiiás eon tuco çue o
aieta), nas sen a neciação cas siguiiieaçoes, e uesse asµeeto se
aµroxina nais co seutico çue aieto¨ ten en 8µiuoza (as µaixoes
e aieeçoes) co çue en una µsieoiogia cos aietos.
A trausierêueia eoueerue, assin, ao µiauo co aieto, e µor isso
lreuc a iiga ao eanµo co anor, o anor ce trausierêueia
(Ulectcagungs/ìele;. çue eie eonµara aos cenôuios co iuuco
co iuieruo¨ ao iuciear eono o auaiista ceve iicar eon o anor ce
trausierêueia, ou seja, ce noco aigun sinµiesneute reebaçauco-o.
L eono se, aµós iuvoear, neciaute astutos eueautaneutos, os
cenôuios co iuuco co iuieruo, os naucássenos ce voita sen ibes
iazer seçuer una µerguuta.¨
Laeau, iusµiraco uessa reierêueia ireuciaua ao cenôuio, e
iazeuco una µoute eutre eia e outra reierêueia, esta iiterária, çue
iiga o cenôuio ao anor, uos ciz çue essa cenouíaea µerguuta é a
nesna çue o µersouagen iiterário en çuestão iaz ao cenôuio,
ceutro ce una eaverua µróxina ce ráµoies. che vuoì`¨ [Que
çueres'] C çue, eono Cutro (iugar) uo sujeito, o cesejo ¡uec`
lerguuta çue só µoce iornuiar-se ua trausierêueia, so| seus
eieitos.
lerguutar ao cenôuio o çue eie çuer. eis a µosição co auaiista,
a çuai se cistiugue a un só tenµo ce naucá-io en|ora, exoreizá-
io, e ce iazer anor eon eie, ateuceuco-o uos iavores çue eie µece.
8e o auaiista µerguuta che vuoì`¨ ao cenôuio, é µorçue eie sa|e
çue está situauco o sujeito uo uívei ca cenauca (só cenaucas
µocen ser iornuiacas en µerguutas e resµostas), nas uão a
cenauca µrinária, eugauosa, iaisaneute voitaca µara o|jetos, e
sin a cenauca situaca uo µiauo co anor.
C sujeito só µoce, assin, atravessar a exµeriêueia ce sua
auáiise ao atravessar, uo nesno trajeto, o eanµo co anor, e a
µsieauáiise é a uuiea iorna ce exµeriêueia çue iueiui o anor en sua
cineusão reai, e uão eono exereíeios teraµêutieos ce no|iiização
ce enoçoes anorosas¨ çue se o|servan en aiguus noceios ce
µsieoteraµia, euja artiiieiaiicace téeuiea¨ atesta suiieieuteneute o
çuauto estas µrátieas cistaueian-se cas iornas vercaceiras µeias
çuais, en sua vica, o sujeito ana, a cesµeito co grau ce eietiva
satisiação e gozo çue se o|teuba µor eias. ra exµeriêueia
µsieauaiítiea, ao eoutrário, eonµareeen as naueiras eono o sujeito
ana en sua vica, a eoucição ce çue sujeito e auaiista se a|steuban
ce ievá-ias a satisiação, ciganos, eouereta.
Como so const|tu| o sujo|to?
1ratar ca çuestão do ¡ue é o su/eìto inµiiea a|orcar o noco
eono esse sujeito se eoustitui, eaµítuio ca µsieauáiise çue
uornaineute é ebanaco ce ¡cocesso de constìtuìçao do su/eìto.
Lna µrineira o|servação já eoueerue ao µróµrio terno
constìtuìçao. çue, uão sen razão, é enµregaco, so|retuco a µartir
cos eieitos co eusiuo ce Jaeçues Laeau, uo iugar ce outros
auteriorneute utiiizacos ou aiuca en setores ca µsieauáiise
reiratários ao eusiuo iaeauiauo, tais eono nascìoento.
desenvo/vìoento ete.
ro eanµo çue µocenos ceuoniuar ce µsieoiogia, e çue é
µiurai, o çue µoceria uos autorizar a iutituiá-io ce eanµo cas
µsieoiogias, o çue se ebana ce ¡ecsona/ìdade é senµre o
resuitaco iuterativo ce iatores geuétieos e eoustitueiouais eon
iatores aµreucicos ou an|ieutais. C esµeetro cas nuitas
µsieoiogias e teorias ca µersouaiicace vai cas nais bunauistas e
raeiouaiistas, iuucaneutacas en una eoueeµção ca µersouaiicace
eono autóetoue, autogeraca, µrocuzica µor iatores iutra-
iucivicuais, até as nais eonµortaneutais e an|ieutaiistas, en çue o
µróµrio terno ce µersouaiicace é rejeitaco en razão ce ser
iuaµroµriaco µara ceserever o çue se o|serva¨, ou seja, un
reµertório ce eonµortaneutos co iucivícuo. Ln aigunas
iornuiaçoes çue eviceueian ce noco nais racieai essa iuteração
ca earga geuétiea eon o eoujuuto ce iatores an|ieutais çue agen
so|re o iucivícuo e sua eoustituição ebega-se a µouto ce recuzir o
¡si¡uìco a un iugar ce iuterseção, ce eutreeruzaneuto, sen
ueubuna µositivicace, ce cuas orceus µrinárias, a |ioiógiea e a
soeioiógiea, estas sin µositivas. Cra, a µsieauáiise aµreseuta un
noco ce eouee|er o sujeito e sua eoustituição çue se oµoe, co
noco nais racieai, a essas eoueeµçoes. lara a µsieauáiise, o
eanµo co µsíçuieo o eouee|e eono una µositivicace, e uão eono
un eieito iuterativo e seeuucário ce orceus µositivas µorén
estraubas ao µsíçuieo e µrinárias en reiação a este. A uoção
eeutrai co eanµo co µsíçuieo é justaneute a ce su/eìto. lara evitar
eouiusoes eutre o çue a µsieauáiise eouee|e eono µsíçuieo¨ a
µartir ce sua eategoria oµeratória ce sujeito, eousicerauco çue as
eategorias ce ¡si¡uìco e ce ¡sì¡uìsoo são cenasiaco
eonµroneticas eon o eanµo ca µsieoiogia, e se iuseren en un
eoujuuto eouiuso ce reierêueias iucivicuais, µsieoiísieas e
µsieossoeiais, µreierinos, a µartir ceste noneuto, reierir-uos a
esse eanµo µositivo co µsíçuieo çue a µsieauáiise eriou eono
cao¡o do su/eìto.
C sujeito, µortauto, se eoustitui, uão uasee¨ e uão se
ceseuvoive¨. Lie é a µrova µositiva e eouereta ce çue é uão
aµeuas µossívei eono a|soiutaneute exigívei e ueeessário çue se
eouee|a o vetor en toruo co çuai se orgauiza o eanµo ce atuação
ca µsieauáiise eono teuco un noco ce µrocução çue uão é uen
iuato uen aµreucico. Assin, reeusan-se, en un só goiµe, as cuas
teucêueias çue, iusisteute e sistenatieaneute, eonµoen o eanµo
ca µsieoiogia en suas civersas iornas ce eouee|er a ebanaca
¡ecsona/ìdade eono bí|rico µrocuto, en µroµorçoes variáveis
ceias.
lara exµiiear o noco µeio çuai o sujeito se eoustitui, é
ueeessário eousicerar o eanµo co çuai eie é o eieito, a sa|er, o
eanµo ca iiuguagen.
C sujeito e o eanµo ca iiuguagen. lara a µsieauáiise, so|retuco a
µartir ca reeia|oração çue Laeau enµreeuceu cos textos
ireuciauos, o sujeito só µoce ser eouee|ico a µartir co eanµo ca
iiuguagen. Ln|ora lreuc uão se reiira exµiieitaneute a isso, tocas
as suas eia|oraçoes teórieas so|re o iueouseieute, uone çue
ceiinita o eanµo µrinorciai ca exµeriêueia µsieauaiítiea co sujeito,
o estruturan eono sistena çuer ce reµreseutaçoes
(¡ocste//ungen;. ce traços ce nenória (Lcìnnec.eìchen;. ce
siguos ce µereeµção (ßahcnehoungs.eìchen;. çue se orgauizan
en eouceusação e cesioeaneuto. Cra, una teoria eono essa
exige, netocoiogieaneute, a reierêueia a una orcen sin|óiiea, a
un sistena ce artieuiação ce eieneutos nateriais sin|óiieos, ou
seja, a iiuguagen. rão seria µossívei susteutar o iuueiouaneuto co
sistena iueouseieute, tai eono lreuc o µroµoe, eon reiereueiais
uão-sin|óiieos ce estatuto |ioiógieo - ueuroiógieos, µor exenµio
- e tanµoueo eon reiereueiais uão-nateriais ce estatuto
µsieoiógieo¨, çue, çuauco tonacos en sua suµosta autouonia,
aea|an µor recuzir-se a seu suµorte netaiísieo. o µeusaneuto¨, a
aina¨, a razão¨, eutre outros. C iueouseieute ireuciauo exige,
µortauto, un suµorte netocoiógieo çue o situe, uo µiauo
eoueeituai, en reiação a cois estatutos. eie ceve ser oatecìa/ (a
µsieauáiise é un sa|er nateriaiista) e, ao nesno tenµo, sìoló/ìco
(a µsieauáiise uão é una |ioµsieoiogia).
Cra, o eanµo ce reierêueia çue oiereee a un só tenµo essas
cuas eouciçoes netocoiógieas é o ca iiuguagen, so|retuco a µartir
ce sua tonaca eono reeorte ce una eiêueia nocerua, a iiuguístiea
- µor lerciuauc ce 8aussure. lor isso Laeau reeorre a eategoria
ce sìgnì/ìcante - inagen nateriai aeustiea, µara 8aussure, a çuai
se assoeia un eoueeito (icéia), eono sìgnì/ìcado. ua eoustituição
co siguo iiuguístieo. \as Laeau su|verte essa assoeiação
siguiiieaute/siguiiieaco, eouieriuco µrinazia ao µrineiro (o
siguiiieaute) ua µrocução co seguuco. o siguiiieaute µrevaieee so|re
o siguiiieaco, çue ibe é seeuucário, e se µrocuz soneute a µartir ca
artieuiação eutre os siguiiieautes. lazeuco isto eon o siguo ce
8aussure, Laeau eueoutra o suµorte netocoiógieo ueeessário µara
una teoria co iueouseieute. cos cois eieneutos eoustitutivos co
siguo ce 8aussure, só o siguiiieaute é oatecìa/ (inagen souora,
uuicace nateriai ca iaia bunaua) e sìoló/ìco (sua artieuiação en
eaceia µrocuz una orcen eaµaz ce eugeucrar o siguiiieaco, çue
uão se eueoutra eoustituíco cesce o eoneço, autes ca artieuiação
siguiiieaute). L o çue é o iueouseieute ireuciauo seuão un sistena
ce eieneutos nateriais artieuiacos eono eaceias (lreuc ebega a
iaiar ce /eì·es; cesµrovicos, en si nesnos, ce siguiiieação, estas
µassíveis ce seren µrocuzicas µeio sujeito una vez eoustituíco'
Aµiiçuenos agora essas eouciçoes estruturais ao µroeesso ce
eoustituição co sujeito, µara o çue tenos ce reeorrer a situação
eouereta através ca çuai o ser bunauo ebega ao nuuco e se iusere
ua orcen bunaua çue o esµera, çue uão aµeuas µreeece sua
ebegaca eono tan|én terá eriaco as eouciçoes ce µossi|iiicace
ce sua iuserção uesta orcen. L µor esse viés çue a teoria
ce sua iuserção uesta orcen. L µor esse viés çue a teoria
µsieauaiítiea co sujeito e ce sua eoustituição se artieuia iuterua e
ueeessarianeute eon as eategorias - estas soeioiógieas - ce
soeiecace e ce ianíiia. o ser bunauo eutra en una orcen çue é
soeiai, e euja uuicace eeiuiar e |ásiea, çue se orgauiza eono a
µorta ce eutraca uesta orcen, se ebana /aoi/ìa. µeio neuos uas
soeiecaces noceruas.
A µsieauáiise µeusa o sujeito, µortauto, en sua raiz nesna,
eono socìa/. eono teuco sua eoustituição artieuiaca ao µiauo
soeiai. kesta sa|er eono eia o iaz, e eia o iaz ce noco µositivo, ou
seja, ce noco a nauter a µositivicace ce sua eoueeµção ce su/eìto
do ìnconscìente. sen o çuê ceixaria ce ser µsieauáiise e se ciiuiria
en neio a µoiiiouia ca orçuestra cas eoueeµçoes euituraiistas ce
una eoustrução soeiai co sujeito, çue o cestitui µreeisaneute ce
sua µositivicace eono sujeito co iueouseieute. Dizer, µortauto,
eono é µreeiso, çue a µsieauáiise uão aµeuas eousicera a cineusão
soeiai ca eoustituição co sujeito - eono nuitas vezes é aeusaca
ce iazer (e uão sen çue os µróµrios µsieauaiistas, çue en iarga
necica ceseoubeeen nuitas cas cineusoes esseueiais ce seu
eanµo, nereçan tai aeusação) - nas tan|én, µeio eoutrário,
aiirna a cineusão soeiai eono esseueiai a eoustituição co sujeito
co iueouseieute, uão eçuivaie a recuzi-ia a una soeioiogia
euituraiista co sujeito.
lara a µsieauáiise, µortauto, o sujeito só µoce se eoustituir en
un ser çue, µerteueeute a esµéeie bunaua, ten a vieissituce
o|rigatória e uão eveutuai ce eutrar en una orcen soeiai a µartir
ca ianíiia ou ce seus su|stitutos soeiais e jurícieos (iustituiçoes
soeiais cestiuacas ao aeoibineuto ce eriauças sen ianíiia, oriauatos
ete.). 8en isso eie uão só uão se toruará bunauo (a esµéeie
bunaua, en ternos iiiogeuétieos, uão |asta µara iazer ce un ser
ueia µrocuzico un ser bunauo, arguneuto çue cá seutico a µaiavra
huoanì.açao; eono tanµoueo se nauterá vivo. sen a orcen
ianiiiar e soeiai, o ser ca esµéeie bunaua norrerá.
A essa eoucição lreuc ceu o uone ce cesanµaro iuucaneutai
(Lì///osìgkeìt; co ser bunauo, çue exige a iuterveução ce un
acuito µróxino (!elenoensch; çue µerµetre a açao es¡eci/ìca
ueeessária a so|revivêueia co ser bunauo cesanµaraco. Laeau
µroµoe a eategoria ce Cutro (eon o¨ naiuseuio) µara cesiguar
uão aµeuas o acuito µróxino ce çue iaia lreuc nas tan|én a
orcen çue este acuito euearua µara o ser reeén-aµareeico ua eeua
ce un nuuco já bunauo, soeiai e euiturai, çue, µara sinµiiiiear
uossa exµosição, aeonµaubarenos a soeiecace e ebanarenos ce
lele. eono iazen as teorias çue tratan cesse assuuto. C Cutro
uão é aµeuas, µortauto, una µessoa iísiea, un acuito, µor exenµio,
çue, µeias nesnas razoes neueiouacas autes en reiação a
uoneação co |e|ê, ebanarenos ce oae. µorçuauto en uossas
soeiecaces seja esta a eategoria çue cesigua a iuução ce euicar
cos |e|ês e tan|én toca una orcen sin|óiiea çue a nãe iutrocuz
uo seu ato ce euicar co |e|ê.
Ca|e açui una ciiereueiação eutre a eategoria ce Cutro e a
orcen soeiai e euiturai. Lssa orcen é eivaca ce vaiores, iceoiogias,
µriueíµios, siguiiieaçoes, euiin, eieneutos çue a eoustituen eono
tai, uo µiauo autroµoiógieo. C Cutro é o esçueieto nateriai e
sin|óiieo cessa orcen, sua estrutura siguiiieaute, eono já
earaeterizanos auteriorneute, o çue uos µernite µortauto cizer çue
a orcen co Cutro, çue a nãe euearua µara o |e|ê, é una orcen
siguiiieaute e uão siguiiieativa. C çue a nãe trausnite é,
µrinorciaineute, una estrutura siguiiieaute e iueouseieute µara eia
µrinorciaineute, una estrutura siguiiieaute e iueouseieute µara eia
µróµria (eia uão sa|e o çue trausnite, µara aién co çuê eia
µreteuce ceii|eracaneute trausnitir), e uão µoceria ser
sinµiesneute o eoujuuto ce vaiores euiturais (euteuceuco-se so|
este terno toca a eonµiexicace ce eieneutos siguiiieativos
orceuacos ua ianíiia e ua soeiecace a çuai µerteueen nãe e |e|ê).
Lsta ciiereuça eutre una orcen soeiai siguiiieativa e vaiorativa
e una orcen siguiiieaute inµiiea tan|én, eono eouseçuêueia, çue
esta seguuca orcen seja /ucada. su|traíca ca cineusão çue ibe
caria eousistêueia e eonµietuce. lor essa inµortautíssina razão, o
çue ebega ao |e|ê através co Cutro nateruo uão é un eoujuuto ce
siguiiieacos a seren µor eie neraneute iueorµoracos eono
estínuios ou iatores soeiais ce ceterniuação co sujeito eon os
çuais iuteragiria, a µartir ce sua earga geuétiea, ua aµreucizagen
soeiai¨ ce sua su|jetivicace. C çue ebega a eie é un eoujuuto ce
nareas nateriais e sin|óiieas - siguiiieautes - iutrocuzicas µeio
Cutro nateruo, çue suseitarão, uo eorµo co |e|ê, un ato ce
resµosta çue se ebana ce sujeito.
C sujeito é, µortauto, un ato de ces¡osta. una resµosta caca
en ato. Voitarenos a este µouto, nas autes µreeisanos seguir o
eaniubo ca eoustituição co sujeito a µartir ce seu eueoutro eon o
Cutro.
lara eonµreeucer a µsieauáiise, so|retuco en sua verteute ce
una eoueeµção ca eoustituição co sujeito, é µreeiso acnitir en
uosso esµírito una série ce aieeçoes, oµerar en uosso
euteucineuto una série ce eieitos çue o toruen cisµosto a assiniiar
a iógiea ceste eanµo ce sa|er, votaco, eono senµre ioi, a iazer
eon çue a exµeriêueia bunaua, en sua eoueretuce, en seus nocos
eorriçueiros e triviais, seja revisitaca ce un noco racieaineute
uovo, uaca triviai. Lna cessas aieeçoes co euteucineuto eoueerue
a uoção ce tenµoraiicace.
C tenµo µróµrio ao iueouseieute é o a ¡ostecìocì
(!achtcag/ìch. uo cizer ce lreuc). Ln sua exµeriêueia, o sujeito
ten un eueoutro - o eueoutro eon o Cutro nateruo, ce çue ora
tratanos - çue se cá en ceterniuaco µouto ca estrutura
tenµorai, ou seja, en ceterniuaco noneuto. 8ó ceµois, en un
seguuco noneuto, é çue esse eueoutro µocerá gaubar, µara o
sujeito, aiguna siguiiieação çue µernita çue eie iaça o
reeoubeeineuto ce aigun uívei ce sua eoustituição. Iueiceutaineute,
essa estrutura tenµorai a ¡ostecìocì exµressa, a naueira ca
ciaerouia, a µrevaiêueia iógiea e siuerôuiea co siguiiieaute so|re o
siguiiieaco uo iueouseieute. en caco noneuto o sujeito eueoutra-
se eon o siguiiieaute - ou é µor este eueoutraco, já çue uesse
noneuto o sujeito aiuca é iueoustituíco, é un sujeito constìtuìnte
ou a cevir. C siguiiieaco caco ao eueoutro eon o Cutro ceµeuce,
µortauto, co siguiiieaute, é ceie su|siciário, nas uão é µor eie
totaineute ceterniuaco, exigiuco o tra|aibo ce siguiiieação çue é
ieito µeio sujeito. resse seutico, o siguiiieaute µoce ser euteucico
eono açuiio çue eouvoea o sujeito, exige o tra|aibo co sujeito en
sua eoustituição.
A µartir cessas eousiceraçoes, µocenos aiirnar çue o
eueoutro co sujeito, aiuca iueoustituíco, eon o Cutro, a µartir co
çuai o sujeito será ebanaco a se eoustituir, uão ceve ser euteucico
eono un eueoutro eutre cuas euticaces¨ çue µreexistirian a esse
eueoutro. L só uo eueoutro nesno çue sujeito e Cutro µassan a
existir eono tais. \as, uesse easo, eono se iaria çue o sujeito
µucesse se eoustituir a µartir co eanµo co Cutro se este eanµo
uão ibe iosse µrévio'
uão ibe iosse µrévio'
Ln|ora baja uessa çuestão aigun µaracoxo, eia uão é
iueonµreeusívei. é µreeiso suµor un Cutro µrévio ao sujeito, e isto
eietivaneute eorresµouce a uossa exµeriêueia. \uito autes co
|e|ê uaseer, ou seja, ce un ser bunauo surgir ua eeua co nuuco
eon a µossi|iiicace ce se toruar un sujeito, o eanµo en çue eie
aµareeerá já se eueoutra estruturaco, eoustituíco, orceuaco. rão
aµeuas a euitura, a soeiecace e a ianíiia, eon tocos os eieneutos
çue as iazen tão eonµiexas, já o esµeran, eono tan|én a
iiuguagen, eono eanµo ce eoustituição co sujeito (ien|reno-uos
ce çue o sujeito é su/eìto da /ìnguageo;. já se eueoutra
µieuaneute eoustituíca a esµera co sujeito. uá un eoujuuto ce
cenaucas, cesejos e cesíguios çue é cirigico açueie çue vai uaseer
nuito autes co uaseineuto, e çue iueiusive ceterniua o iato co
uaseineuto. 1ais eieneutos se eueoutran en ação cesce nuito
tenµo autes co uaseineuto ce un |e|ê, e uaca tên a ver eon o
µeríoco ce gestação, çue já esta é un iragneuto tenµorai
ceiinitávei ca vica co |e|ê, já eouee|ico aiuca çue uão uaseico. A
µré-bistória ce un |e|ê uo eanµo co Cutro renouta a un
noneuto çue uão é ceiinitávei ua bistória co Cutro, e seu estatuto
é sin|óiieo, uão se eouiuuciuco uen eono eoustituição geuétiea
uen eono exµeriêueias iaetuais ua gravicez. C uone µróµrio çue
se cará a eriauça, çue é o uone ce un aueestrai, e çue µor sua vez
eorresµouce a un soubo ce iuiâueia ca nãe, µor exenµio, é un
cos eieneutos ca µré-bistória uo Cutro çue estarão reiaeiouacos
açueie çue vai uaseer.
ro eutauto, tocos esses eieneutos, çue são iueçuivoeaneute
µrévios ao eueoutro ce un |e|ê já uaseico eon o Cutro çue os
eoutén¨, a rigor uão existen seuão a µartir co noneuto en çue o
|e|ê eouereto, µor assin cizer, se eueoutra eon eies. C eueoutro
eria o µassaco¨, çue uão existia autes ceie, nas çue, una vez
eriaco, µassa a existir e a oµerar iuexoraveineute eono µassaco,
eono auterioricace ceterniuaute co eueoutro çue uo eutauto a
eriou. 1rata-se ce una antecìocìdade antecìocoente ìne·ìstente.
µorén çue µassa a existir eono auterioricace uo noneuto en çue
é eriaca (o eueoutro co sujeito eon o Cutro). Lsta iógiea, çue uaca
ten ce sinµies e çue ce noco aigun é iáeii ce euteucer, exigiuco
çue eaca un ce uós iaça o esiorço suµieneutar ce uos ceixar
aietar µor eia, nais co çue exereer a iuteiigêueia eoueeituai µara
aµreeucê-ia, exµrine-se ua iíugua eon o tenµo ver|ai /utuco
antecìoc: cigo boje çue, en un tenµo iuturo en reiação ao
noneuto µreseute en çue o cigo, aigo será µassaco. Crio, assin,
un µassaco µara o iuturo, nas çue só será µassaco çuauco o
noneuto iuturo ebegar. Assin, é só a µartir co eueoutro
noneutoso co |e|ê eon o Cutro nateruo çue a iueicêueia cos
cesíguios eon çue este Cutro nareará o |e|ê µrojetar-se-á uo
µassaco eono µré-bistória co |e|ê. 1ais cesíguios tecao sìdo
µrévios ao |e|ê.
Aµós este |reve eoneutário so|re o tenµo co iueouseieute e
co sujeito, voitenos ao eueoutro co sujeito eon o Cutro. L vanos
iiuaineute tratar cesse assuuto reeorreuco aos eieneutos ca
exµeriêueia bunaua.
reeessicace, cenauca e cesejo ua exµeriêueia co sujeito. Quauco
un |e|ê aµareee ua eeua co nuuco, a µrineira eoisa a eousicerar
eono µouto µrévio ce seu µereurso ua cireção ce se toruar un
sujeito é çue eie é o /ocus ce una inµeriosa ueeessicace ce
so|revivêueia. 1rata-se ce un ser vivo, naníiero suµerior, çue é,
eono tai, µortacor ce ueeessicaces vitais. 8e estanos tratauco co
µereurso ce eoustituição cesse ser vivo eono sujeito, ea|e açui
una µrineira çuestão, çue aiiás é iuucaneutai. se o sujeito é
eoustituíco, é µorçue, µara a µsieauáiise, eie uão é iuato, uão é un
oeolco nato de seu coc¡o. \as será çue µocenos suµor çue
esse µrineiro noneuto, en çue o |e|ê é un ser ce ueeessicace, já
seria o µrineiro noneuto co sujeito a se eoustituir' C µrineiro
noco co sujeito é o noco ca ueeessicace vitai' Isto uão
eçuivaieria a reiazer a eouexão co sujeito eon una eoucição iuata,
já çue a ueeessicace é iuata e µróµria a esµéeie bunaua uo µiauo
|ioiógieo' Cu será çue cevenos nauter a ceseoutiuuicace eutre
sujeito e iucivícuo ca esµéeie µara acnitir çue, se o µrineiro
µocerá ba|itar o seguuco, uen µor isso a eoucição iuata co
iucivícuo ceve ser iueiuíca eono noneuto iuieiai co trajeto co
sujeito' Cra, iueiuir o tenµo ca ueeessicace ua bistória ce
eoustituição co sujeito, aiuca çue eono tenµo µrineiro, é iazer
eutrar µeia µorta cos iuucos o çue aea|anos ce exµuisar µeia ca
ireute, reeoucuziuco o sujeito ao µiauo co iuatisno, µeio viés ce
suas ueeessicaces vitais.
resse µouto, só o rigor ce Laeau uos saiva co riseo ca nais
µerieita eouiusão e ca çueca en eoutraciçoes iusoiuveis. C
noneuto ca ueeessicace uão iaz µarte ca bistória co sujeito, e, co
µouto ce vista cesta bistória, esse noneuto só µoce ser oitìco. 8e
uaseenos eon ueeessicaces, uuuea a exµerineutanos µura ou
ciretaneute, ou seja, sen a neciação ca iiuguagen. A vica
|ioiógiea é, eono tai, exeiuíca ca exµeriêueia co sujeito, çue só se
reiaeiouará eon eia µor iuternécio ca iiuguagen, o çue
eviceuteneute a nociiiea, a µuiveriza, a iragneuta.
\uitos eoneten açui o nai-euteucico ce cizer çue a
\uitos eoneten açui o nai-euteucico ce cizer çue a
µsieauáiise ceseousicera a vica |ioiógiea, çue uegiigeueia uossa
eoucição auinai, µor exenµio. Deixenos, µortauto, |en eiaro co
çue se trata. a µsieauáiise uão ceseousicera çue teubanos un
orgauisno e çue este é regico µor ieis uaturais e |ioiógieas (o çue
seria ioueo), uen aiirna çue as vieissituces ceste orgauisno uão
aietan o sujeito (o çue seria inµróµrio). Lia eviceueia e iornaiiza,
eono aiiás é ce sua voeação iazer, o çue toco nuuco sa|e µeia
exµeriêueia, nas cisso uão tira, en gerai, ueubuna eouseçuêueia.
çue a exµeriêueia çue tenos ce uosso orgauisno, ce suas
exigêueias, µroezas, ce|iiicaces ou coeuças, uós só a tenos
através co eanµo ca siguiiieação, co seutico, ou seja, µeio iato ce
çue, µor sernos iaiautes, sonos nareacos µeia iiuguagen, µeio
siguiiieaute, nesno uo nais extreno uívei ce iutinicace çue
µossanos esta|eieeer eon uossos órgãos e eon uosso eorµo.
Iueiceutaineute, a neciação co siguiiieaute iaz eon çue
exµerineutenos uossa eoucição orgâuiea uão eono un toco, uão
uo µeso ce una uuicace vitai, en |ioeo, nas µor iragneutos,
µecaços, eon os çuais soubanos, inagiuanos, iautasianos, euiin,
reµreseutanos µara uós µróµrios.
locenos cizer çue é µor esse notivo çue Laeau, çue senµre
ceieuceu o uso ca µaiavra ¡u/sao µara tracuzir o 1cìel ce lreuc,
çue janais siguiiieou ìnstìnto. uão se µreoeuµa tauto en car a
µuisão una exeessiva ciguicace eoueeituai (eono iaz un Jeau
Laµiauebe, µor exenµio), µois vê uisso o riseo ce çue se tone a
µuisão eono un tiµo ce eorreiato, ua esµéeie bunaua, co çue é o
iustiuto µara os auinais, ce anìous iusoucávei çue uos noveria. A
µuisão é o uone co eoujuuto ce eieitos çue a iiuguagen µerµetra
uo iustiuto (estrago ou noutagen, µoueo inµorta). rão bá, assin,
exµeriêueia iustiutiva uo ser bunauo, uo sujeito, nas exµeriêueia co
iustiuto iragneutaco e renoceiaco µeio siguiiieaute, çue é a µuisão.
C |e|ê-naníiero, µortauto, uão é o µrineiro noneuto co
sujeito, nas eoucição co µré-sujeito, µrévia ao sujeito, çue terá
sico nítiea çuauco o sujeito estiver eoustituíco. loceríanos
µerguutar µor çue eutão tenos çue eousicerar esta eoucição, se eia
é exeiuíca µara o sujeito, ao estucarnos o µroeesso ce sua
eoustituição' lorçue, nesno exeiuíca, eia ceixará nareas uo
sujeito, uão ciretaneute, eono cissenos, nas eono una berauça a
ser retonaca e ressiguiiieaca µeio sujeito iazeuco uso co
siguiiieaute µara isso.
ren uaturaiista uen euituraiista, lreuc é autes ce tuco un
µeusacor çue teve a eoragen ce ir aos eouiius ca reiação ca
uatureza eon a euitura, µara aii eueoutrar uão o µouto ce juução
nas sin o ce cisjuução, iuterseção vazia çue uocuia, sen
eoutiuuicace, essas cuas cineusoes ca exµeriêueia.
lara isso ioi ievaco a eriar un nito, o uuieo µreseute uos
ciseursos eieutíiieos noceruos. o co Assassiuato co lai ca uorca
lrinitiva. Lsse nito ciz çue, eono sujeitos, µroeecenos ce un ato,
un assassiuato, çue uos arrauea ca uatureza, çue uos iaz euiµacos,
sen çue teubanos nataco lai aigun çue iosse eueoutrávei.
natanos o lai-uatureza (uão a nãe-uatureza, µorçuauto uesta
iusistanos), e µor esse ato iugressanos ua euitura earregauco una
esµéeie ce |uraeo en uossa aina¨. C çue siguiiiea este |uraeo'
8iguiiiea çue é só µor una iaita uo uívei co ser, co ser vivo, uaturai,
çue o sujeito ten a eoucição ce energir eono tai. 8iguiiiea tan|én
çue esta iaita iuucacora co sujeito uão se µrocuz µor si nesna, ou
µor aigun µroeesso uaturai, e tanµoueo euiturai - já çue a euitura
eareee, tauto çuauto o sujeito, ce una teoria çue µossa exµiiear, uo
µiauo estruturai, sua eoustituição e seus µroeessos -, nas reçuer o
ato eoustituiute co sujeito µara se iazer eono iaita. 1rata-se ce una
eoucição çue eonµorta aigo ce µaracoxai. a iaita é iuucaute co
sujeito, nas, en eoutraµartica, reçuer o ato co sujeito µara se
iuucar eono iaita.
locenos iornuiar esse aµareute µaracoxo ce iorna nais
iuteiigívei cizeuco çue só bá iaita uo uívei co ser se bouver sujeito, e
çue o sujeito é o cocce/ato atìvo da /a/ta. rão iaz seutico, assin,
utiiizar iuciseriniuaca e geueraiizacaneute, sen rigor, a eategoria
µsieauaiítiea ce iaita, µois, aii ouce uão se trata ce un eanµo co
sa|er e ca µrátiea çue teuba uo sujeito sua reierêueia axiai, uão é
µreeiso uen iaz seutico iutrocuzir a uoção ce iaita. lor outro iaco,
assistinos boje en cia a una µroiiieração co uso ca eategoria ce
sujeito, iaiar en sujeito µassou a ser |en µeusaute¨, nesno en
eanµos ce sa|er e ca µrátiea en çue uão bá ueubuna eoucição
reai ce se tratar co sujeito ca µsieauáiise, co sujeito co
iueouseieute. Açui tenos o easo iuverso ca nesna inµroµriecace.
iaia-se ce sujeito sen ueubuna eousiceração a sua iaita
iuucaeiouai. lara a µsieauáiise, µortauto, a iaita é o çue uos iaz
sujeitos na euitura, uão da euitura, µois uão sonos neros eieitos ca
euitura, já çue esta eareee, tauto çuauto o sujeito, ce ser
eonµreeucica a µartir cos iatos ce estrutura çue ibes eouieren
iuteiigi|iiicace.
L µor earregarnos o iarco co vazio ca uatureza assassiuaca
çue uão sonos neros aujos euiturais, µaeíiieos seres eiviiizacos,
sin|óiieos, viveuco eteruaneute µerµiexos eon a |ar|árie cos çue
aiuca uão se terian eiviiizaco eono uós. L µor trazer a narea ce
ter ico a esses eouiius ca uatureza eon a euitura çue lreuc uão é
ter ico a esses eouiius ca uatureza eon a euitura çue lreuc uão é
un euituraiista, tanµoueo un uaturaiista, nas un µsieauaiista. L é
µor isso tan|én çue uós, µsieauaiistas çue seguinos o triibo µor
eie a|erto, uão µocenos eecer as tão ireçueutes teutaçoes, çue
vão tauto ua cireção ce |ioiogizar çuauto ua ce soeioiogizar uossa
µrátiea e uossa teoria, en|ora boje, eon a aseeusão cas ebanacas
neucocìencìas. assistanos ao riseo naior ce un ueiasto retroeesso
as teucêueias orgauieistas co çue o riseo co euituraiisno. \as, en
çuaiçuer un cos easos, estarenos a|oiiuco o iugar co sujeito ua
euitura.
ketonenos, eutão, o çue vinos teuco çue iazer a eaca µasso,
µorçue eaca un ceies uos ieva a eousicerar aigun asµeeto çue,
eono o ieitor µoce veriiiear, uão é cisµeusávei µara çue
eaniubenos µasso a µasso.
C uosso acorávei |e|ê aiuca uão é un sujeito, e suµonos çue
eie é un ser ce ueeessicace. Quen ateuce a esta ueeessicace'
Cutro ser ce ueeessicace, tão inerso çuauto eie ua uatureza' rão.
Quen o ateuce, e çue já µroµusenos ebanar ce nãe, nesno se o
ser en çuestão uão ior a geuitora (eono nuitas vezes uão é), é un
ser ce iiuguagen, aiguén çue já está co iaco ce iᨠco nuro ca
iiuguagen, ce ouce só µoce ateucer a ueeessicace co |e|ê eon a
iiuguagen. lrineira ceiiuição µsieauaiítiea ce nãe. geuitora ou uão,
é o ser ce iiuguagen çue ateuce a ueeessicace ce un iiibo ce
bunauos através ca iiuguagen. L o uone co acuito µróxino
(!elenoensch; ce çue lreuc uos iaia, exataneute µara - ao
noco ca eiêueia, çue uão µartieuiariza os eoueeitos uo ato ce
iornuiá-ios - uão aµrisiouar essa iuução a µessoa ca nãe. 8en o
ateucineuto as suas ueeessicaces o |e|ê norre, µois eie uão é
eaµaz ce exeeutar o çue lreuc ebana ce açao es¡eci/ìca µara se
nauter ua existêueia. A nãe, assin, é çuen exeeuta essa
noneutosa ação esµeeíiiea. L en çue eia eousiste, seuão en
ateucer, µeia iutrocução ca µaiavra, a eriauça'
C çue se eviceueia ua iutrocução cesta µaiavra çue ateuce as
exigêueias ca eriauça é çue, µor ser ateucico através ca µaiavra, o
ser ce ueeessicace çue teria sico até eutão o |e|ê bunauo se vê
eouvoeaco a eiucir seus iuteresses cenasiaco naníieros en µeio
neuos cois µiauos iuucaneutais. Cono µoceria eie eoutiuuar
seuco un sinµies naníiero se çuen ateuce ao seu aµeio traz o
ieite (uos easos |ous), nas traz tan|én o siguiiieaute (en tocos os
easos, aiuca çue os nais nortíieros)' rão se vê eiaraneute çue
esta vieissituce iuexorávei iaz eon çue o |e|ê se veja ciaute ce
cois µiauos, un çue traz un ol/eto necessacìo. outro çue iaz eon
çue a/guéo traga o o|jeto ueeessário' C iato ce çue aiguén o
traga uão é icêutieo ao o|jeto trazico. L un cesco|raneuto çue
uão aµeuas é µernitico eono tan|én, e µriueiµaineute, é exigico
µeio iato ca iiuguagen.
lreuc µreeisou eiaraneute a µassagen co o|jeto ca
ueeessicace (ieite, µara sinµiiiiear eon un exenµio ¡cìnce¡s çue
resµeita uossa eoucição ua esµéeie) µara o o|jeto co cesejo, o çue
já se iaz aµreeucer ua exµeriêueia µsíçuiea çue registra a
exµeriêueia ce satisiação ca ueeessicace, eono eie se exµriniu.
Dizer çue o sujeito registra, reµreseuta esta exµeriêueia, é cizer çue
eie a µerce eono uaturai, e lreuc é eiaríssino ao aiirnar çue o
µsiçuisno µroeurará reeueoutrar o o|jeto seguuco as iiubas en çue
eie ioi registraco µsiçuieaneute. Lie ceuoniua essa |usea eono
cesejo.
\as lreuc, çue ioi µortauto çuen iutrocuziu este
cesco|raneuto, uão ceu suiieieute ateução as suas eouseçuêueias,
taivez µorçue uão teuba caco, eono Laeau, naior cestaçue ao
eanµo ca iiuguagen çue se iuterµoe ua exµeriêueia. loi Laeau
çuen iutrocuziu, ua µassagen co µiauo ca µura ueeessicace ao
µiauo co cesejo (esses cois µóios eiaraneute esta|eieeicos µor
lreuc eono cistiutos), un tereeiro uívei, ce aigun noco
iuterneciário, çue se ebana cenauca.
A cenauca é un µiauo ca naior inµortâueia µorçue situa o
cesco|raneuto ce çue iaianos uo eanµo ca aitericace, o Cutro
ciaute co çuai a eriauça se situa. 8e eia visa o ieite, eono auinai
naníiero, eia o reee|e ce aiguén çue a iutrocuz uo eanµo ca
iiuguagen (µorçuauto esse aiguén já está irreversiveineute ueste
eanµo e é só ce seu iuterior çue µoce ateucer a eriauça). Isso iaz
eon çue a eriauça µasse a uão nais µocer visar exeiusivaneute o
ieite - o o|jeto ca ueeessicace, nesno çue seja µara µercê-io
eono uaturai ao registrá-io µsiçuieaneute, eono çuis lreuc, e
assin trausnutá-io en o|jeto co cesejo - nas eia é iustaca a
çuerer a µreseuça caçueie çue, eono tai, ibe trouxe o o|jeto. A
eriauça µassa a çuerer a eoisa trazica e açueie çue a trouxe. 8ão
eoisas nuito ciiereutes, e µor isso Laeau civice o eanµo co Cutro
en cois. o outro eono o|jeto, çue esereve eon iuieiai niuuseuia,
çue, en iraueês, é a ietra a (já çue a µaiavra outro¨ en iraueês
eoneça µor a¨. autre¨), e o Cutro eono eanµo, iugar a µartir co
çuai aiguén traz o o|jeto. Visar a µreseuça co Cutro eono tai,
eono eaµaz ce ateucer a ueeessicace, é esta a essêueia ca
cenauca.
L o cesejo' De çue noco eie é iutrocuzico µor Laeau ua
ciaiétiea ca cenauca, ou seja, uo eanµo cas reiaçoes co sujeito
eon o Cutro'
eon o Cutro'
8e a ueeessicace é, exµerieueiaineute, nítiea, una vez çue
ueubun ser bunauo ten a µossi|iiicace ce exµerineutá-ia eono tai
- ou seja, eono ser ca uatureza, una vez çue uão é µossívei ao
ser iaiaute exµerineutar a reaiicace, nesno a nais µrinitiva, iora
co eanµo ca iiuguagen -, a cenauca, µor outro iaco, uão ten a
neuor ebauee ce exµrinir, en ternos ce iiuguagen, o çue a
ueeessicace, easo iosse ciretaneute exµerieueiávei, exµriniria.
rão se trata, ua eutraca µrinorciai ca iiuguagen ua exµeriêueia co
sujeito, ce una esµéeie ce tracução¨, µara a iiuguagen, co çue
seria a exµeriêueia (nítiea) ca ueeessicace. 1racução é µassagen
ce una iíugua a outra. Açui trata-se ca eutraca ca iíugua eono tai,
ouce ueubuna iíugua existia autes. C çue çuer çue seja a
ueeessicace, eia só µoce ser exµerineutaca µeio sujeito so| a
iorna iragneutaca, µareiaiizaca, nastigaca, noíca¨ µeio
siguiiieaute. Da ueeessicace só resta o earáter inµerativo,
iueoereívei, necessacìo. µor assin cizer, e so|retuco o iato ce çue
esse novineuto assin tão inµeieute se cirige a un o|jeto
ceiinitaco, uuna µaiavra, un eorµo, µorção ceiinitaca ce Cutro¨
(assin eono, ua iísiea, un eorµo é ceiiuico eono µorção
ceiinitaca ce natéria¨).
A cenauca iutrocuziu o Cutro eono tai, eono µura µreseuça
eaµaz ce ateucer a ueeessicace ca eriauça, eouiorne cissenos
autes, ao a|orcar a cuµiieação co Cutro µrocuzica µeia iutrocução
ca cenauca ua exµeriêueia. ro uívei ca cenauca, o sujeito uão se
nove ua cireção co o|jeto, nas co Cutro eaµaz ce trazê-io.
laraieianeute, en outro uívei, o sujeito se nove ua cireção co
o|jeto, ce noco iueoereívei e inµeieute. ro eutauto, µor iorça co
eieito çue a iiuguagen oµerou uo çue seria o µiauo uaturai e
|ioiógieo ca µura ueeessicace, e çue µocenos çuaiiiiear ce
cevastacor o o|jeto é auiçuiiaco, toruaco nítieo. Assin, o o|jeto
çue teria sico uaturai, o|jeto ca ueeessicace (o µuro ieite, µor
exenµio), µerce sua eara, sua iceuticace, earaeterístieas çue só a
uatureza µoceria ibe eouierir (iustiuto ce ione, µara os naníieros,
çue já tca. consìgo. en sua µrogranação |ioiógiea, o o|jeto çue
ceve satisiazê-io). Ln cos eieitos çue a µassagen a cenauca
µrocuz uo µiauo ca ueeessicace é aµagar os traços, o rosto¨ co
o|jeto çue ateuceria ao iustiuto, easo eie uão tivesse sico
iragneutaco µeio siguiiieaute - o çue o trausiornou en µuisão
(1cìel).
Assin, uo µiauo ca cenauca o sujeito se cirige ao Cutro,
cenauca sua µreseuça, seu anor (uone açui çue cesigua o
novineuto co Cutro en ateucer, µor µreseuça, ato e iiuguagen, ao
|e|ê bunauo), e ao oesoo teo¡o. é novico µor una iorça
inµeieute e iueoereívei en cireção a un o|jeto çue, uo eutauto, é
sen-rosto, é µercico eono tai, é iaitoso, e já se aµreseuta, ce
saíca, eono tai, ou seja, janais ioi eoubeeico µeio sujeito. rão é
µossívei euteucer a cenauca, çue é senµre ce anor, sen artieuiar
a esse euteucineuto o o|jeto iaitoso çue ba|ita a cenauca e o
anor, ou seja, o o|jeto cesearaeterizaco µeia µassagen co
siguiiieaute. Lste o|jeto ioi uoneaco e eriaco µor Laeau, e é nuito
eoubeeico uo neio µsieauaiítieo ce orieutação iaeauiaua. trata-se
co ianoso o|jeto a. Laeau o cesigua µor esta ietra µorçue é a
µrineira co aiia|eto, a nais sinµies, e ao nesno tenµo µorçue o
iaz iutervir ua ciaiétiea cas reiaçoes co sujeito eon o Cutro, e eon
o seneibaute (o outro eon niuuseuia, isto é, a. eono exµiieaco
auteriorneute). C o|jeto a senµre ba|ita o o|jeto en gerai,
çuaiçuer çue seja, eono o çue iaz ceie un o|jeto iaitoso, a
eoneçar µeia inagen co eorµo µróµrio, çue é a inagen esµeeuiar
co |e|ê, seu µrineiro o|jeto.
lois |en, o o|jeto a é o o|jeto eausa co cesejo, açueie çue,
µor iueicir eono iaitoso ua exµeriêueia, eausa o cesejo co sujeito.
Verenos µosteriorneute çue isto uão siguiiiea a nesna eoisa çue
ol/eto do dese/o. µeia razão ce çue, çuauco o cesejo se voita
µara o|jetos - uuiea eoisa, aiiás, çue eie iaz, iueessauteneute -,
eie o iaz revestiuco o o|jeto iaitoso çue o eausa eon aiguna
narea, aigun atri|uto ce siguiiieação çue iaz co o|jeto o aivo co
cesejo. Causa e aivo, uo easo co cesejo, µortauto, janais
eoiueicen.
8e a cenauca eievou, µor assin cizer, o o|jeto a eategoria ce
Cutro, e ibe ceu tocas as µrerrogativas ce µreseuça e ce anor, o
cesejo iaz o novineuto eoutrário, reeoucuz o novineuto ca
cenauca ao µiauo co o|jeto, re|aixa o Cutro a esse µiauo, cestitui
o Cutro cas µrerrogativas çue a cenauca ibe eouieriu e cá
uovaneute os títuios ce boura ao o|jeto. C cesejo cegraca o
Cutro en o|jeto, ou seja, recuz seu grau, µronoveuco una çueca
co Cutro e sua viraca uo o|jeto çue, ceie eaiuco, o ceseonµieta,
o iura, o |arra.
Venos, µeios µassos cacos até agora, çue a cenauca uão é
eouee|ívei sen a iuterveução co cesejo, çue a nove uo uívei ca
eausa, e sen o çuai a cenauca seria µassívei ce satisiação, através
co çue, uesse easo, seria una resµosta aceçuaca e µerieita co
Cutro ao aµeio co sujeito. uá aigo ua cenauca çue µoceríanos, a
justo títuio, ceuoniuar ce sua oentìca estcutuca/. e çue torua
inµossívei essa situação ce satisiação µieua ca cenauca, çue o
µoeta Caetauo Veioso sou|e tão |en exµrinir ua ietra ca nusiea
C çuereres¨, çue tracuz naguiiieaneute a eoueeµção µsieauaiítiea
co cesejo, çue inµece a nais justa aceçuação, tuco nétriea e
rina, e uuuea a cor¨.
A neutira estruturai ca cenauca eousiste en iazer erer çue eia
é iornuiaca µara ser satisieita. ra necica en çue a cenauca
artieuia µeia iiuguagen as ueeessicaces co sujeito, eia µronove o
cesµreucineuto cos o|jetos çue, só suµosta e aµareuteneute,
serian µor eia cenaucacos. Ln sua vercaceira estrutura, a
cenauca já é, ce saíca, ba|itaca µeio cesejo, çue a atiuge eon a
narea ca inµossi|iiicace ce satisiação. A µrova cisso é çue,
çuauco se cenauca aigo, un o|jeto, a aiguén, janais se iiea
satisieito, e se cenauca ineciataneute outra eoisa, outro o|jeto.
8e bouvesse un uívei ca cenauca çue visasse vercaceiraneute os
o|jetos cenaucacos, a satisiação, ueste uívei, seria µossívei, e
seríanos ievacos ao eçuívoeo ce exigir çue só en un seguuco
uívei ca cenauca a iueicêueia ca iusatisiação - e µortauto co
cesejo - se caria.
A exµeriêueia bunaua eoutraria, eoutuco, µouto µor µouto,
essa exµeetativa. Cono a µsieauáiise ten a euriosa µeeuiiaricace
ce tratar caçuiio çue, ce eerto noco, toco nuuco sa|e, nas
uiuguén çuer sa|er, µocenos açui evoear a sa|ecoria co bonen
eonun µara car µieua razão a icéia ce çue o çue se µece (a
aiguén, aos µareeiros anorosos, aos µais e iiibos, aos anigos, aos
µatroes e enµregacos, a Deus, euiin, ao Cutro) uão eoiueice eon
o çue vercaceiraneute se çuer. Aién cisso, uão se µoce janais
sa|er exataneute o çue se çuer, reveiauco-se çue uão se trata,
açui, ce una estratégia ce eseoucer o jogo ou ce una estrauba e
µatoiógiea µreierêueia µeia irustração, nas ce una eoucição
estruturai co cesejo, çue iaz eon çue eie uão µossa ser /ocou/ado
estruturai co cesejo, çue iaz eon çue eie uão µossa ser /ocou/ado
eo ¡a/avcas. ou, uos ternos ce Laeau, çue eie uão seja
actìcu/ave/. C cesejo, ciz Laeau, é actìcu/ado no ìnconscìente.
nas uão é actìcu/ave/.
ra tracição co µeusaneuto iiiosóiieo e eieutíiieo, ao çue uão é
artieuiávei só resta ou µernaueeer uo µiauo co iueiávei, çue tona
nuito ireçueuteneute as iornas co nistieisno ou co iutuitivisno,
ou µernaueeer en esµera¨ até çue o sa|er veuba artieuiá-io
(esµerauça e ié uo µrogresso ca eiêueia, µor exenµio), eoueiui-se,
raµicaneute cenais, sen a µsieauáiise, çue o cesejo é
cesartieuiaco, eaótieo ou sinµiesneute uão-artieuiaco. ro eutauto,
o çue a µsieauáiise iutrocuz, eon sua eoueeµção ce iueouseieute, é
çue o çue uão é actìcu/ave/ µoce, uo eutauto, já ser actìcu/ado.
Lxµiiçuenos neibor. açuiio çue é inµossívei a un sujeito
artieuiar eon µaiavras, uen µor isso ceixa ce ser estruturaco, ou
artieuiaco, ao uívei co iueouseieute. Aiiás, ìnconscìente
estcutucado çuer cizer exataneute isso. aigo çue é actìcu/ado uo
/ogos ca iiuguagen nas çue uen µor isso é actìcu/ave/ en
µaiavras ua iaia co sujeito. Assin, é justaneute µor já ser
artieuiaco uo uívei ca estrutura iueouseieute çue o cesejo uão é
artieuiávei µeio sujeito. A vercaceira cineusão trágiea ca
exµeriêueia co sujeito está uessa inµossi|iiicace, e ua eorreiata
iuexora|iiicace ca sujeição co sujeito ao çue se artieuia sen o seu
ar|ítrio, ceeisão ou voutace, sen a sua eouseiêueia, nas
eertaneute eon sua eseoiba ativa, uo ato nesno en çue se iaz
sujeito co iueouseieute.
Isto é o seu cesejo, e é ueste uívei, en çue o cesejo é
artieuiaco, çue µocenos iornuiar sua cineusão sin|óiiea. C
cesejo, assin eono o sujeito, é k8I. reai uo µiauo ce sua eausa,
sin|óiieo en sua artieuiação e inagiuário en suas vias ce
reaiização, ua necica en çue eie se reaiiza senµre ua cireção cos
o|jetos ceiinitacos çue eoustituen a reaiicace co sujeito, e çue
são regicos µeia trana ce sua iautasia, e janais se cirige, eono a
cenauca e o anor, ao Cutro eono tai, Cutro çue o cesejo visa,
justaneute, recuzir en o|jeto. Daco çue é so|retuco çuauto a este
asµeeto çue o cesejo se ciiereueia ca cenauca, é ua reiação eon
o inagiuário çue sua uotação iiterai se iaz. Ð µara Denauca, d µara
cesejo.
Venos, assin, çue o µrineiro eireuito ce satisiação ca µrineira
ueeessicace co sujeito já é nareaco µeio siguiiieaute, e µortauto uo
µrineiro eireuito ca cenauca, o cesejo já iueice, já inµossi|iiita a
eoiagen ca cenauca eon a neusagen çue resµouce a esta
cenauca.
A exµeriêueia ca auáiise reveia isso ce iorna eiara e |eia, eu
ciria. C auaiista, cesce o iuíeio, cá una resµosta a cenauca (sin,
µorçue o auaiista uuuea ceve ceixar ce resµoucer, aiuca çue sua
resµosta tone a iorna co siiêueio, µois toca µaiavra é aµeio, e
toco aµeio visa una resµosta). 8ua resµosta a cenauca co
auaiisaute eousiste en uão satisiazê-ia, en uão ateucer ao µecico,
ateucineuto çue eousiste en µrovê-io co o|jeto cenaucaco -
µaiavras, iuiornaçoes, oµiuioes, avaiiaçoes, eouseibos, |argauba ce
µreço sen ueubun tra|aibo ce eseuta e µro|ienatização co
notivo, eutre nii outras nocaiicaces ce satisiação. lor çue eie iaz
isso' 8erá çue é µara irustrar o auaiisaute, aerecitauco, eono
aerecitaran e iornuiaran nuitos µsieauaiistas ceµois ce lreuc, çue
a irustração cas cenaucas µrocuziria a regressão çue eouviria a
auáiise, iazeuco eon çue o auaiisaute assin revisitasse seus µoutos
ce iixação iuiautii ua trausierêueia e os exµusesse ao tra|aibo
ce iixação iuiautii ua trausierêueia e os exµusesse ao tra|aibo
auaiítieo' rão, uão é µara µrocuzir a irustração, nas µara
eviceueiar o çue eie sa|e, ou ceveria sa|er, ou seja, çue a
cenauca uão é iornuiaca µara ser satisieita (esta é a sua neutira
estruturai, eono cissenos auteriorneute) e çue a sua satisiação
aµareute é una teutativa ce eugauar o sujeito e a eie nesno
(auaiista). Ln gerai, o ceseoubeeineuto cisso µeio auaiista ieva ao
ronµineuto ca auáiise, ua necica en çue o sujeito aea|a µor uão
se ceixar eugauar, nesno sen sa|er exataneute cizer eiaraneute
çuai é o eugauo.
C auaiista, ao reeusar, µor sua resµosta, o ateucineuto ca
cenauca, susteuta a vercace cesta en vez ce eugocar-se en sua
neutira, reiorçauco-a. locenos cizer çue, assin, o auaiista é a
uuiea iuução existeute uo eoujuuto cos iaços soeiais çue
vercaceiraneute sustenta a cenauca, uão uo seutico ce aiineutá-
ia, nas uo ce uão µreteucer eiiniuá-ia µroutaneute, seja µeio
reebaço, seja µeia ajuca µresta e soiíeita, sanaritaua. 8usteutauco
çue o sujeito eoutiuue cenaucauco, ce o|jeto en o|jeto aµareute,
o auaiista µernite çue o µróµrio sujeito traee o naµa ce suas
irustraçoes e iixaçoes através ce suas eaceias ce µaiavras
assoeiativas e ce sua trausierêueia - o çue é ciiereute ce irustrá-io
µor sua iuteução. lernite tan|én çue o sujeito se ceµare eon o
iato estruturai ce çue o çue eie cenauca está senµre µara aién
cos o|jetos cenaucacos, e çue, iuucaneutaineute, o çue eie
cenauca é o ser co Cutro eono tai. lernite, assin, çue o sujeito
iornuie µara si nesno çue a sua cenauca é, iuucaneutaineute,
cenauca ce anor, o çue uão siguiiiea cenauca ce ser anaco, nas
cenauca çue se situa uo µiauo co anor. lernite, euiin, çue o
sujeito aeeca ao anor µor seu ato, eono con ativo, nais co çue
eono auseio ce ser anaco, ou, en outras µaiavras, çue o sujeito se
reaiize uo µiauo ca orcen sin|óiiea, iazeuco eutrar o sin|óiieo uo
reai, o çue çuer cizer a nesna eoisa.
A cistiução eutre os cois uíveis ca cenauca torua µossívei
esta|eieeer un ciiereueiai teórieo eiaro e µreeiso eutre cois nocos
ce eoucuzir una teraµêutiea - seuco un ceies, e aµeuas un,
açueie çue esµeeiiiea a cireção µsieauaiítiea ca exµeriêueia eiíuiea,
ciiereueiauco-a cas µsieoteraµias. 1rata-se ca cistiução eutre
sugestao e tcans/ecencìa. lreuc µarte ca sugestão (a µós-
biµuótiea) µara ebegar a trausierêueia, e só eutão iuuca a
exµeriêueia µsieauaiítiea eono tai. Lie uão ceseoubeee çue a
sugestão iaz suas iueicêueias ua exµeriêueia µsieauaiítiea, e µor isso
acverte çue eia ceve ser auaiisaca, a iin ce çue a trausierêueia se
esta|eieça. A trausierêueia é, µortauto, a sugestão, cesce çue
auaiisaca. Direi tan|én çue as µsieoteraµias se |aseian ua
sugestão, sa|euco-o ou uão, µorçuauto se enµeuban en car
resµostas - µreeisaneute as resµostas teraµêutieas - as
cenaucas co sujeito. Aerecitan, assin, çue açuiio çue o sujeito
cenauca é o çue ceseja, ou sinµiesneute uão iazen ueubuna
cistiução eutre esses cois uíveis. uoje, en un nuuco eoaibaco ce
igrejas uuiversais cenasiaco µartieuiares, iuuucaco µeio oeeauo co
nistieisno e ca nistiiieação, a sugestão é µratieaneute a regra
gerai, |en aién co iinite en çue se nautên as µsieoteraµias
tracieiouais.
A resµeito ca ciiereuça eutre sugestão e trausierêueia, lreuc
utiiiza una |eia inagen netaióriea çue eie tona ce Leouarco ca
Viuei, çue cistiugue cois tiµos ce arte. as artes co ¡õc (actes dì
¡occe;. eono a µiutura, çue eoioea tiutas so|re una teia, eorreiato
ca sugestão e cas µsieoteraµias, e as artes co tìcac (actes dì
ca sugestão e cas µsieoteraµias, e as artes co tìcac (actes dì
/evace;. eono a eseuitura, çue reveia as iornas já virtuaineute
eouticas ua natéria |ruta através ca retiraca ce nateriai eon o uso
co eiuzei, eorreiato ca trausierêueia e ca µsieauáiise. Já Laeau, ua
nesna cireção, aiirna çue o µocer eon çue o auaiisaute iuveste o
auaiista, en un novineuto çue é, iuieiaineute, ce sugestão, só ten
a ebauee ce se ceseuvoiver eono trausierêueia a eoucição ce çue
o auaiista a|steuba-se, justaneute, ce iazer uso cesse µocer.
C çue se situa eutre esses cois uíveis, o ca sugestão e o ca
trausierêueia, e çue µocenos iornuiar en ternos ce cois uíveis ca
cenauca, nauteuco-as cistiutas e seµaracas, iueouiuucíveis, é
µreeisaneute o cesejo. C iator çue iaz eon çue o sujeito cesìsta a
sugestão é o cesejo. (Quen resiste'¨, µerguuta Laeau, e
resµouce, µroutaneute. L o cesejo¨). Assin, µocenos iazer una
uova ieitura ca resistêueia, uão eono iator uegativo µara a auáiise,
nas eono µrova ce existêueia co cesejo, iucíeio ce sua iueicêueia.
A resistêueia ioi exataneute açuiio çue lreuc aeeitou euireutar
çuauco a|aucouou a biµuose, a sugestão, µortauto, e iuucou a
µsieauáiise. L µortauto eurioso e siguiiieativo çue a biµuose esteja,
boje, nais ce een auos ceµois, ce voita a noca.
C cesejo, ciiereuteneute cas cenaucas, uão µoce ser cito,
uen iornuiaco, nas aµeuas visaco µeia µerguuta - che vuoì`
- ieita a cenauca. Cono cisse autes, é µorçue o cesejo já
ba|itava, ce saíca, as µrineiras cenaucas ce satisiação co sujeito,
é µor isso çue a cenauca uão µoce ser satisieita. lara çue o
sujeito a|orce seu cesejo, situe-se en reiação a eie, o siguiiiçue
µara si, e iiuaineute o reaiize, o torue reai en sua existêueia, en sua
exµeriêueia, é µreeiso çue eie aceutre o µiauo co anor.
O sujo|to, o dosojo o o ta|o
C çue é o iaio' lor çue a µsieauáiise iusiste en utiiizar esta
eategoria, çue, aiiuai, é o uone cu/t co órgão geuitai naseuiiuo, seu
aµeiico gcego` Que reiação ten o iaio eon o µêuis, já çue,
çuauco se trata co iaio, a µrineira eoisa çue soa uo an|ieute é a
acvertêueia, µroierica µeios neuos iugêuuos, ce çue o /a/o nao é o
¡enìs. ao nesno tenµo çue se está uo cireito ce µeusar. nas,
|oias, aiiuai ce eoutas, aiguna reiação bá ce baver eutre os cois:¨
L eertaneute bá, sen o çuê a reierêueia eoueeituai çue ten o
uone ce iaio seria vã. 1enos çue µartir, eono senµre, ce lreuc.
loi eie çue, en 1v21, en un texto ebanaco A orgauização
geuitai iuiautii - una iuterµoiação a teoria ca sexuaiicace¨,
iutrocuziu o çue iieou eoubeeico eono ¡cìoado do /a/o.
Cono tan|én senµre oeorre, os títuios cos eseritos ce lreuc
são, aién ce |eios, eono é sua eserita, extrenaneute eioçueutes.
çuase se µoce sa|er a cireção co texto µor una euicacosa ieitura
co seu títuio. Vejanos esse exenµio. orgauização geuitai iuiautii¨.
A µarte µriueiµai co títuio já iuciea çue o texto iutrocuz una
uovicace, una orgauização iuiautii ca sexuaiicace çue nereee o
atri|uto ce genìta/. çuauco, até eutão, a teoria ireuciaua ca
sexuaiicace - çue teve sua µrineira sistenatização en 1v0:, uos
ianosos 1ces ensaìos solce a teocìa da se·ua/ìdade - cestiuava
a geuitaiicace µara ceµois ca iuiâueia, eono una µosição co
sujeito ua sexuaiicace çue só µoceria ser atiugica ua µu|ercace. A
sexuaiicace iuiautii µernaueeia, até 1v21, ¡cé-genìta/ en tocas as
suas orgauizaçoes e nauiiestaçoes. C su|títuio eouiirna o çue já se
iuciea uo títuio. iutrocuzir una ocganì.açao genìta/ ìn/antì/
eoustitui, assin, uoa ìntec¡o/açao a teocìa da se·ua/ìdade.
Cono µocenos ier esse cesioeaneuto' \uitas ieituras teucen
a veriiiear, ueie, a eouiirnação ce una teucêueia
ceseuvoivineutista, çue, a rigor, uão existe en lreuc, tracuziuco
seu arguneuto nais ou neuos ca seguiute iorna. lreuc, já en
1v0:, trouxe a sexuaiicace µara a iuiâueia, ceseo|riuco çue os
ieuôneuos sexuais, çue a eiêueia até eutão só acnitia existir aµós a
µu|ercace, já existian cesce a teura iuiâueia, nas ceixou ce iora
co eseoµo ca sexuaiicace iuiautii, uesse µrineiro noneuto, a
orgauização geuitai, çue só seria atiugica ua µu|ercace. Agora, en
1v21, eie iez una uova ceseo|erta, ua nesna cireção, çue eorrige
o erro ceeorreute ce sua restrição iuieiai, trazeuco tan|én o geuitai
µara o µeríoco iuiautii.
Diseorco cessa ieitura, çue reiorça un suµosto earáter
ceseuvoivineutista ce una teoria çue o eoutraria µouto µor µouto,
e çue, en niuba eoueeµção, já uão existia en 1v0:. A teoria
ireuciaua ca sexuaiicace uão é ceseuvoivineutista, e a µróµria
iutrocução ca uoção ce una sexuaiicace iuiautii só ioi µossívei a
lreuc µorçue eie ronµeu eon essa µersµeetiva co
ceseuvoivineuto, ua necica en çue situou a sua noçao ce
sexuaiicace - açueia çue se artieuia uo iueouseieute, çue está ua
|ase ca ueurose, çue é µróµria ao ser iaiaute - µreeisaneute ua
iuiâueia, ou seja, aii ouce a sexuaiicace geuétiea, a eoueeµção
vigeute até lreuc aµareeer, é inµossívei. rão ea|e açui a
cenoustração cesse arguneuto, çue seria iouga, nas en neu
noco ce ier esse noneutoso µasso ce lreuc, cirei çue, ua
orgauização geuitai iuiautii, trata-se ce su|neter a µróµria
geuitaiicace a iógiea, já esta|eieeica auteriorneute µara as
orgauizaçoes citas µré-geuitais, ca sexuaiicace iuiautii, ou seja, uo
orgauizaçoes citas µré-geuitais, ca sexuaiicace iuiautii, ou seja, uo
registro en çue já era inµossívei una sexuaiicace µsieo|ioiógiea.
A sexuaiicace ireuciaua é regica µor outra iógiea. artieuia-se uo
iueouseieute, uão se iuucaneuta en µroeessos |ioçuínieos visauco
a reµrocução ca esµéeie, uão é |aseaca uo iustiuto, teuco exigico
a eriação ce outra eategoria - a ce µuisão - µara artieuiá-ia. L,
euiin, a sexuaiicace co iaiaute, çue se estrutura através co
siguiiieaute. Cra, uo µrineiro noneuto ca teorização ireuciaua, o
geuitai iieara ce iora, aiuca su|netico a una iógiea µsieo|ioiógiea,
µor assin cizer, e viueuiaco a naturação, eieito cas
tcans/ocoaçoes da ¡ulecdade. Lste é o títuio co tereeiro cos
1ces ensaìos ce lreuc, çue, ao eoutrário co seguuco (o
revoiueiouário eusaio iutituiaco A sexuaiicace iuiautii¨), é eivaco
ce reierêueias |ioiógieas e naturaeiouais. Ln 1v21, o geuitai é
iiuaineute su|netico, µor lreuc, a iógiea ce sua sexuaiicace
iuiautii. µassa µor assin cizer co tereeiro µara o seguuco cos três
eusaios so|re a teoria ce sexuaiicace.
L uesse eoutexto çue a µrinazia co iaio µoce iiuaineute ser
iutrocuzica uo µeusaneuto ireuciauo. rão é auóciuo o iato ce çue
essa µrinazia só surge çuauco uão se trata nais co geuitai eono
µouto ce ebegaca co ceseuvoivineuto µsieossexuai ce un
iucivícuo, nas ce una iógiea çue, uão nais acnitiuco exeeçoes
naturaeiouais, iaz tuco o çue é ca sexuaiicace bunaua µassar µeio
cesiiiaceiro co siguiiieaute, µeia iragneutação, µeia noeuca co
sin|óiieo. é só aí çue o geuitai, eono çuestão eeutrai co cesejo
sexuai co ser iaiaute, µocerá eueoutrar seu iugar ua coutriua
µsieauaiítiea.
Até esse noneuto, era eono se a sexuaiicace iuiautii só
µucesse se orgauizar en toruo ca sua cisµosição µerversa
µoiinoria, çue a cisµuuba eutre os µóios orai e auai, e suas
su|civisoes e arraujos, seguuco as ciiereutes zouas erógeuas e
µuisoes µareiais en jogo. A teucêueia ce nuitos autores µós-
ireuciauos, a µartir co çue iez kari A|raban en 1v24, ioi a ce
iuserir una iase iuterneciária eutre as citas iases orai e auai e a
iase geuitai¨, çue seria a iase iáiiea. 1eríanos, assin, un µerieito
çuacro co ceseuvoivineuto µsieossexuai co iucivícuo, cesce sua
iuiâueia (euteucica eono nero µeríoco vitai e uão eono iógiea), e
cisµosto en iases sueessivas. orai, auai, iáiiea e (iiuaineute) geuitai.
Cra, é justaneute esse çuacro çue Laeau virá iuterrogar, e
cenoustrar sua inµroµriecace, en ternos co µróµrio µeusaneuto
ireuciauo. o iaio uão cesigua una cas iases¨, nas o µouto ce
artieuiação cas orgauizaçoes µré-geuitais (orai e auai) ao uívei ce
un siguiiieaute orceuacor - çue é µreeisaneute o siguiiieaute iaio,
ou o iaio eono siguiiieaute - çue µernite ao sujeito o aeesso a un
µouto µara o çuai uão bá siguiiieaute aigun, o µouto en çue o
sexuai eono tai uão se iaz reµreseutar uo iueouseieute, o µouto çue
a coutriua ireuciaua situa uo eerue caçuiio çue, uão µor aeaso,
lreuc ebanou ce eastração, o µouto uo çuai o µróµrio iaio, eono
siguiiieaute, iueice eono iaitoso.
A grauce virtuce ca ieitura iaeauiaua é justaneute, açui, a ce
situar o iaio uão eono un órgão co eorµo (o µêuis eono órgão
nateriai), uão eono un nero o|jeto inagiuário (eoucição çue o
iaio µoce assunir, nas çue uão é sua eoucição µrinorciai), uen
nesno eono una iautasia, nas eono siguiiieaute, eono oµeracor
sin|óiieo çue µernite ao sujeito situar-se çuauto ao seu cesejo,
µorçue µernite ao sujeito se iazer reµreseutar en iaee caçuiio çue,
euçuauto tai, uão ten reµreseutação uo iueouseieute. a ciiereuça
sexuai, o sexo.
sexuai, o sexo.
Vaie ien|rar açui çue a ceseo|erta ireuciaua, ieita en sua
eiíuiea, é a ce çue os cois sexos (bonen e nuiber) uão se iazen
reµreseutar uo iueouseieute, eaca un eon seu sín|oio¨
resµeetivo. µara os boneus, o iaio - çue, easo assin iosse, seria
nesno a reµreseutação ieôuiea co µêuis - e µara as nuiberes, o
sín|oio · çue reµreseutasse seu órgão (çuai' o eiitóris, a vagiua, o
utero'). lreuc cizia çue a vagiua µernaueeia untecdcuken (uão-
reµreseutaca), e çue a ciiereuça sexuai só se iazia iuserever uo
iueouseieute ¡oc suas conse¡uencìas (µarte co títuio, iguaineute
eioçueute, ce outro eserito ce lreuc, ca nesna éµoea co çue
vinos tratauco).
rão bá, assin, reiação |iuuívoea eutre eaca un cos cois sexos
e sua reµreseutação iueouseieute. rão bá iuserição cos cois sexos
uo iueouseieute. rão bá ce/açao se·ua/ iuserita uo eanµo co
sin|óiieo, çue é eoexteusivo ao çue, ce iuserito ou iuseritívei, bá uo
iueouseieute. C sexuai, eono tai, iiea iora co sin|óiieo, e o çue
ceie se iusereve é o siguiiieaute iaio, µreeisaneute µorçue iaz
o|jeção a çue eaca un cos sexos se reiaeioue, uo seutico ce /a.ec
cocces¡ondencìa eon o outro. L essa âueora reai, µor assin cizer,
çue o sexo ten ua µsieauáiise çue iaz eon çue, en uosso eanµo,
µreiiranos evitar a eategoria ce gêuero¨, eujo natiz soeioiógieo
teuce a cissiµar a inµossi|iiicace ca eserita ca reiação sexuai uo
iueouseieute. lara a µsieauáiise, bá sexos, sexuação, e uão gêueros,
seuco a sexuação justaneute o uone co eoujuuto ce µassos,
oµeraçoes, inµasses e atos çue o sujeito cá, iaz, soire e atravessa
µara se situar eono bonen ou eono nuiber, caca a
inµossi|iiicace ce çue eie oeuµe çuaiçuer un cesses iugares ce
saíca¨, ce uaseeuça, eono cáciva uaturai ou civiua. eie terá çue
atravessar a eastração, ou seja, a iuexistêueia co siguiiieaute çue
µucesse ceiiuir a µosição ce eaca sexo uo eanµo co Cutro, uo
iueouseieute.
lor iorça cesse µouto ce iuexistêueia ce un siguiiieaute uo
eanµo sin|óiieo a çue se ebana ce eastração, tocas as uoçoes
iuucaneutais ca µsieauáiise são receiiuicas, reaiiubacas,
reorceuacas, ua necica en çue são atiugicas µeia narea ca
eastração, çue as atravessa. C çue é, a µartir cessa o|servação, o
genìta/ µara a µsieauáiise' C çue siguiiiea cizer çue o cesejo co
sujeito se estrutura uo µiauo geuitai' 8erá çue isso çuer cizer çue o
sujeito aoaduceceu. uo µiauo ce seu ceseuvoivineuto ii|iciuai, ce
iase en iase, ao iougo ca etaµas citas ¡cé-genìtaìs ceste suµosto
ceseuvoivineuto, até ebegar a geuitaiicace' \as eono susteutar
isso se a eastração traz justaneute a inµossi|iiicace ce çue o
iueouseieute reµreseute un ¡ac genìta/` Cono eouee|er a µosição
geuitai en ternos ce anacureeineuto ou ceseuvoivineuto'
lor outro iaco, uão se trata ce, jogauco iora eriauça e água ca
|aubeira, ceseartar a µro|ienátiea ca geuitaiicace e co cesejo,
aiirnauco, µor exenµio, çue, en ceeorrêueia ca eastração, o
sujeito nao atìnge a geuitaiicace, µernaueeeuco senµre en aigun
noco ce orgauização µré-geuitai. Lssa icéia se barnouiza eon
outra, seguuco a çuai a geuitaiicace seria un µouto ìdea/. a ser
cissoivico µeia auáiise, eono ceve oeorrer eon tocos os iceais.
rão. o geuitai, eono µouto e iueicêueia co /uco da castcaçao
ua exµeriêueia su|jetiva co cesejo, uão se erige eono iceai
µreeisaneute µorçue aieta o sujeito ao noco co iuro, co
esvazianeuto ce toco seutico µossívei, µouto ce nonsense ao çuai
só o cesejo eono tai µoce resµoucer. L é µor isso çue Laeau
reiaeioua o geuitai eon o cesejo e as µosiçoes µré-geuitais eon a
cenauca. çuauco se trata cos µiauos orai e co auai, µoce-se
µernaueeer ua eouiusão eutre cenauca e cesejo, ua necica en
çue os o|jetos orais e auais µocen ser cenaucacos, reeusacos,
iuterean|iacos, aién ce µernitiren çue o sujeito /ocou/e. ou seja,
artieuie µeia µaiavra, suas cenaucas.
Cra, eono já cissenos auteriorneute, a ciiereuça eutre
cenauca e cesejo está justaneute uesse µouto. o cesejo, çue µor
un iaco é artieuiaco uo iueouseieute (uão é iueiávei, uen eaótieo,
uen nístieo), uão µoce, uo eutauto, ser artieuiaco µeio sujeito,
iornuiaco en µaiavras, recuzico ao µiauo cos siguiiieautes. C
cesejo ba|ita o eoração ca(s) cenauca(s), nas eono µouto
iuartieuiávei, iucizívei, e çue só µoce ser siguiiieaco, iuterµretaco,
ioeaiizaco µor neio co siguiiieaute, eertaneute, nas uão eono un
siguiiieaute çue µucesse cizer o çue eie é, e sin eono un
siguiiieaco çue iará eon çue eie seja sua µróµria iuterµretação.
Do nesno noco, o sujeito, eono eategoria axiai çue atravessa
toco o eanµo ca exµeriêueia µsieauaiítiea e µortauto toco o eanµo
co sa|er çue resµouce µeio uone ce µsieauáiise, soire o eieito ca
eastração, uão aµeuas eono o sujeito eouereto eon çuen iicanos,
çue auaiisanos, nas eono eategoria eoueeituai. o sujeito é o uone
ce a/go eujo noco ce existir é a e/ìsao. a lacca. a alo/ìçao.
oµeraçoes µeias çuais o sujeito se eoustitui e se reaiiza ua
exµeriêueia.
rão eoueiuirenos este |reve iivro sen nais este µasso, çue
uos eouirouta eon aigo a|soiutaneute euignátieo. o tai su/eìto co
çuai iaianos ao iougo ce tocas essas µágiuas é una coìsa nuito
estrauba, çue tanto oaìs existe e se reaiiza ¡uanto oaìs eie é
a|oiico, eiicico, |arraco. Lsse é seu noco µróµrio ce existir, eono
o oodo do /ogo é ¡uente. C çue o a|oie, eiice e |arra é
µreeisaneute o siguiiieaute, çue o iuuca e eoustitui.
A eoucição ce alo/ìdo çue é a eoucição nesna co sujeito,
seu noco ce ser, evoea o iuíeio ce uossa eaniubaca, çuai seja, a
çuestão ce sa|er se su/eìto é ou uão un eoueeito. raçueie
noneuto iuieiai, resµoucenos a isso exµiorauco,
µauoranieaneute, o eanµo ca eiêueia e ca iiiosoiia, ueie iuseriuco
o surgineuto bistórieo co sujeito. Açui, retonanos a µerguuta µor
outro viés. çue tiµo ce e·ìstente o terno su/eìto cesigua' C çue é
isto çue se ebana sujeito' C su/eìto é aigo çue existe µor aí, é eie
eueoutrávei ua reaiicace enµíriea' L una µositivicace, un
reiereute iaetuai co eoueeito çue ieva seu uone'
Deµois cos µassos çue cenos, ereio çue estanos en
eouciçoes ce resµoucer uegativaneute a essas µerguutas. rão, o
sujeito uão é o uone ce un reiereute enµírieo çue existe µor aí,
çue se eueoutra ua reaiicace. C sujeito é un o¡ecadoc çue se
inµoe a uós, cesce çue uos eoioçuenos en ceterniuaca
µersµeetiva, en ceterniuaco iugar a µartir co çuai iuterroganos a
exµeriêueia bunaua, seguiuco os µassos ce lreuc, çue ioi o
µrineiro a iazer isso.
C sujeito é, µortauto, senµre su¡osto. rão o eueoutranos ua
reaiicace, nas o suµonos. Cu neibor, sonos iorçacos a suµô-io a
µartir co noneuto en çue reeoubeeenos a iueicêueia co
siguiiieaute ua exµeriêueia bunaua, esse atooo de sìoló/ìco çue,
µor uão ter en si nesno siguiiieação aiguna, eouvoea, uo ser vivo,
çuauco eie é iaiaute (ou seja, çuauco é ba|itaco µeio sin|óiieo), a
resµosta çue se ebana ce sujeito. 8onos iorçacos a suµor o
sujeito çuauco reeoubeeenos o siguiiieaute µorçue ua vercace é o
siguiiieaute (e uão uós) çuen suµoe o sujeito. C sujeito é, µois,
una suµosição co siguiiieaute, çue se inµoe a uós.
Inµoe-se a uós, o çue siguiiiea çue nao ¡odeoos nao acniti-
io. 1oca vez çue sonos ievacos a acotar essa iórnuia uão
µocenos uão.¨ é siuai ce çue estanos ciaute ce eieitos ce
estrutura, ce inµosiçoes co reai. rão µocenos uão acnitir o
sujeito. lreuc eueoutrou os µrineiros eieitos cessa estrutura çue
ibe inµôs acnitir o sujeito (en|ora eie uão o teuba uoneaco
assin) uos siutonas, soubos, atos iaibos, ebistes, uas ebanacas
/ocoaçoes do ìnconscìente. Desce eutão, eie uão eessou ce ter
eueoutro nareaco, ciarianeute, eon o sujeito. eon os ueurótieos,
os eriniuosos, os µerversos, os boneus eonuus, os artistas, os
µsieótieos, os µsieauaiistas.
Ln tocas as situaçoes çue exigen cos eieutistas soeiais, cos
µeusacores e µesçuisacores co eanµo cas eiêueias bunauas e
soeiais a eia|oração ce teorias çue sejan eaµazes ce resµoucer
aos iatos¨, o sujeito será un µouto µaracoxai, çue iuterrogará
essas resµostas e teorias. Lxenµio. se a eriniuoiogia çuiser exµiiear
o ato eriniuoso eon as teorias µsieoiógieas ou soeioiógieas çue
exauren iatores |ioiógieos, |iográiieos, an|ieutais e soeiais, en
µroµorçoes variáveis e eon toca a ineusa gana ce µossi|iiicaces e
eouiroutos, nas çue exeiuen o iugar co sujeito, eia só eueoutrará
sua µróµria iusuiieiêueia - o erine, eono ato ce un sujeito, çue
iutrocuz un µouto reai so|re o çuai ueubun sa|er existeute iora
ceste ato será eaµaz ce exµiieá-io.
A µsieauáiise é o uuieo eanµo co sa|er e ca exµeriêueia
bunaua çue tona en eouta esse µouto reai e o iaz oµerar. rão
µorçue eia µrocuza un sa|er suµerior ao ce outros eanµos
eouexos ou µróxinos, nas µreeisaneute µorçue eia su|verte o
iugar e o noco eono çuaiçuer sa|er µoce ser µrocuzico,
esta|eieeeuco, a µartir ca suµosição ce un sujeito co iueouseieute,
çue çuaiçuer sa|er vercaceiro so|re o sujeito só µoce ser
µrocuzico uas eouciçoes co cisµositivo µsieauaiítieo, ou seja, a
µartir ca reiação co sujeito eon o ato ca iaia.
lor isso lreuc, µara iuciear o iugar co sujeito, µreeisou, eono
já cito autes, reeorrer ao nito, o nito co lai µrinorciai, µeio çuai
lreuc eria un vão, un µouto ce iuterseção vazio, un con/ìo eutre
uatureza e euitura, e ueie situa inµavicaneute o lai µrinitivo,
nítieo, çue janais existiu en soeiecace ou ianíiia aiguna. L esse
µai é assassiuaco, ato µeio çuai se iuuca a soeiecace eiviiizaca, a
Lei, o Desejo, euiin, o eanµo ca exµeriêueia a çue se ebana ce
8ujeito. 8e o lai ca borca uuuea existiu e µortauto uuuea µôce ser
assassiuaco uo µiauo ca reaiicace, o Assassiuato co lai é
eoucição esseueiai ca estrutura co sujeito, sen a çuai ueubuna
reaiicace µocerá existir eono cea/ìdade de e ¡aca uo su/eìto.
C nito, µortauto, çue se aµreseuta eono nito ce origen ca
eiviiização, é o noco ce lreuc iutrocuzir o sujeito uo eanµo ce
exµeriêueia soeiai, euiturai, nas tan|én, ua exµeriêueia µsieoiógiea
çue, eono tai, uão eonµorta o sujeito. liei a cireção ce lreuc,
nas µor eaniubos nuito µróµrios, Laeau ceu as iornuiaçoes
nítieas ce lreuc un ceseubo iógieo. lara isso, a eia|oração ce
una teoria co sujeito ioi µeça ebave, iuucaneutai, uão eono µarte
co ceseubo, nas eono iustruneuto nesno co ato ce ceseubar.
Assin, co ceseubo iaeauiauo, a eategoria ce sujeito uão é a iorna,
nas o eonµasso.
lotorônc|as o tontos
· A exµressão do oundo /echado ao unìvecso ìn/ìnìto. en [1], é
exataneute o títuio ce una cas o|ras nais inµortautes ce
Aiexaucre koyré, grauce µeusacor e iiiósoio ca eiêueia, en çuen
Laeau se iusµirou µara situar o eorte naior¨ çue resuita co
surgineuto ca eiêueia eono un eveuto esseueiaineute Doutriuai
ce Ciêueia¨ ce Laeau, eono o ceuoniuou Jeau Ciauce-\iiuer en
sua Olca c/aca (kio ce Jaueiro, Jorge zabar, 1vv6), iuucaneuta-
se uas icéias ce koyré.
· C eserito nais µroeniueute cesse Doutriuai ce Ciêueia ce Laeau
iutituia-se ~ cìencìa e a vecdade (Lsccìtos. kio ce Jaueiro, Jorge
zabar Lcitor, 1vv8), e é ueie çue eueoutranos a tese ca reiação ce
cerivação ca µsieauáiise µara eon a eiêueia nocerua, iueiuiuco a
ebanaca eçuação cos sujeitos¨ - o ca µsieauáiise e o ca eiêueia
- reierica en [2].
· Ln [1], iutrocuzinos a kegra luucaneutai ce lreuc, µor eie
auuueiaca uo artigo cito téeuieo¨. Solce o ìnicìo do tcataoento
(1v12), uo voiune XII cas C|ras eonµietas ce lreuc (kio ce
Jaueiro, Inago, 1v¯6).
· Ln [4] as exµressoes /unçao da /a/a e cao¡o da /ìnguageo
eonµoen o títuio ce un inµortautíssino eserito ce Laeau, çue,
eonµoen o títuio ce un inµortautíssino eserito ce Laeau, çue,
aién ce seu vaior textuai, é tan|én una esµéeie ce texto iuaugurai
ce seu eusiuo, cataco ce 1v:1, auo en çue oeorre a µrineira eisão
iustitueiouai e en çue seu seniuário reguiar eoneça a ser
susteutaco, iuiuterruµtaneute, µor 2¯ auos, até 1v80. A exµressão
ce Laeau é ce una µreeisão e ce una eoutuucêueia
inµressiouautes, ao reorieutar, já uo títuio ce seu eserito, o µróµrio
eixo ce a|orcagen ca çuestão ca iiuguagen µara o sujeito iaiaute.
· As iornuiaçoes ce Laeau as çuais iazenos aiusão en [:], a µartir
ca iógiea çue rege as µroµosiçoes estruturacas µor .eessa ce se
eserever¨ e as variaçoes resuitautes ca uegação iueiceute en cois
µoutos ciiereutes - autes cos cois ver|os, resµeetivaneute,
eessa¨ e eserever¨- iuucaneutan-se en Ciauce 8aucers leiree
(iógieo e iiiósoio anerieauo) e Cottio| lrege e esta|eieeen una
reiação µroµosieiouai eon os três registros iaeauiauos. o 8in|óiieo,
o Inagiuário e o keai.
· Cousicero iuteressaute a exµressão µessoa atuai¨ çue Laeau
utiiiza uo eserito Variautes co trataneuto µacrão¨ (1v::) µara
cesiguar exataneute a iuução çue o auaiista uão ceve assunir ua
trausierêueia, eono assiuaiaco en [6]. µrineiro, µorçue a
exµressão utiiiza a µaiavra µessoa¨, çue uão é un eoueeito
µsieauaiítieo e çue eoueerue justaneute a un cos nocos ce
µaganeuto co auaiista ua enµreitaca auaiítiea. Cono cirá Laeau
en outro eserito, A cireção ca eura e os µriueíµios ce seu µocer¨
(1v:¯), o auaiista µaga eon sua µessoa, a çuai eie enµresta a
trausierêueia uo µiauo ca estratégia çue, ao iaco ca tátiea
(iuterµretação) e ca µoiítiea (iaita-ce-ser), eonµoen o tríµiiee
arteiato co ageueianeuto ce una auáiise.
· Ln [¯], reierino-uos a eserita ce Laeau. o seutico neute¨, /e
sentì oent. çue, en iraueês, µernite una bonoiouia µerieita eon a
µaiavra seutineuto - sentìoent. µara cenoustrar, ua iiteraiicace
iuterµretaute, o earáter iaiaeioso co seutineuto en reiação a
vercace co cesejo co sujeito. Ln µortuguês, µoceríanos µroµor o
terno sentìoente. çue uão é bonóiouo µerieito ce seutineuto,
nas exµressa o nesno eçuívoeo.
· ro seu ronauee O dìalo enaoocado. o eseritor itaiiauo Jaeçues
Cazotte cesereve un ciáiogo eutre seu µersouagen e o cia|o en
una gruta en ráµoies, uo çuai o cia|o ibe µerguuta che vuoì`
(Que çueres'). Lsta exµressão gaubou estatuto uoeiouai,
cesiguauco a µerguuta auaiítiea ao cesejo iueouseieute, aién ce
eouceusar a aiusão ireuciaua aos cenôuios co iuuco co iuieruo¨
çue iarian sua aµarição uo anor trausierêueia (o cia|o é
enaoocado;. eono se vê en [8].
· C \ito co Assassiuato co lai ca uorca lrinitiva, ao çuai ne
reiiro en [v], é ceseuvoivico µor lreuc uo texto 1oteo e talu
(1v11), voiune XIII cas C|ras eonµietas ce lreuc (kio ce
Jaueiro, Inago, 1v¯6).
· lreuc usa en aienão, a resµeito ca reiação ca µuisão eon seu
o|jeto, o ver|o oìt.ulcìngen. çue ten exataneute o nesno
siguiiieaco ca exµressão tca.ec consìgo en µortuguês. Lie ciz çue
a µuisão justaneute uão traz eousigo o o|jeto. Isso se reiere ao
texto ce [10].
· Ln [11], a reierêueia a |eiíssina netáiora ce Leouarco ca Viuei
é retonaca µor lreuc en seu texto Solce a ¡sìcoteca¡ìa. ao oµor
a µsieauáiise (eseuitura) as téeuieas ce sugestão (µiutura).
· C texto ce lreuc ~ ocganì.açao genìta/ ìn/antì/ - uoa
ìntec¡o/açao a teocìa da se·ua/ìdade neueiouaco en [12] iaz
µarte co voiune XIX cas C|ras eonµietas ce lreuc (kio ce
Jaueiro, Inago, 1v¯6).
· A ciseussão ca çuestão iutrocuzica en [11] ioi anµianeute
ceseuvoivica µor nin en outro iivro. coc¡o e se·ua/ìdade eo
Iceud e Iacan (kio ce Jaueiro, Laµê, 1vv:).
· kari A|raban, en 1v24, esereve ~ teocìa ¡sìcana/itìca da
/ìlìdo (kio ce Jaueiro, Inago, 1v¯0), en çue orceua, ce noco
ceiornacor, a neu ver, as icéias ce lreuc so|re a ii|ico e a
sexuaiicace iuiautii, iazeuco erer çue lreuc teria eia|oraco una
teoria µsieoiógiea co ceseuvoivineuto µsieossexuai en iases
geuetieaneute seçueueiacas, o çue vioieuta a eonµiexicace co
nétoco ireuciauo, o çuai está iouge ce ser recutívei a isso. Lstanos
en [14].
· C texto ce Laeau en çue eie situa eiaraneute o estatuto
eoueeituai co iaio é A siguiiieação co iaio¨, en Lsccìtos (kio ce
Jaueiro, Jorge zabar, 1vv8), ao çuai aiucinos en [1:].
lo|turas rocomondadas
rão é una tareia iáeii a iucieação ce iivros so|re o sujeito¨, tai
eono é eouee|ico ua µsieauáiise, so|retuco µara açueie çue
eoneça a car seus µrineiros µassos uo assuuto, ou çue ceseja
eaniubar µasso a µasso. Lsta eategoria, a ce sujeito, µroeece co
eanµo iiiosóiieo, e ioi eietivaneute eon Laeau çue iez sua eutraca
en un eanµo iraueaneute uão-iiiosóiieo - o µsieauaiítieo -
cerivaco ca Ciêueia e µor esta eniueuteneute nareaco. Cs
µriueiµais iivros so|re o assuuto são, assin, eseritos co µróµrio
Laeau ou ce seus seguicores.
Ln lreuc, sugerinos a ieitura cos µriueiµais textos citos
tóµieos¨. ~ ìntec¡cetaçao de sonhos (1v00), Iocou/açoes solce
os doìs ¡cìnci¡ìos do /uncìonaoento ¡si¡uìco (1v11), Iaca
ìntcodu.ìc o naccìsìsoo (1v14), O ìnconscìente. ¡u/soes e seus
destìnos. keca/¡ue (1v1:), O Lu e o Isso (1v21), ~/éo do
¡cìnci¡ìo de ¡ca.ec (1v20), Inìlìçao. sìntooa e angustìa (1v26),
Lsloço de ¡sìcana/ìse e dìvìsao do eu no ¡cocesso de de/esa
(1v18), aµeuas µara eitar aiguus, já çue bá nuitos outros ce grauce
iuteresse so|re o tena, uos çuais o ieitor, se uão eueoutrar a uoção
ce sujeito assin uoneaca, eertaneute aµreucerá o esseueiai so|re
o çue é un sujeito en sua reiação eon o iueouseieute. 1ocos
iazen µarte cas C|ras eonµietas (kio ce Jaueiro, Inago, 1v¯6).
ro eusiuo ce Laeau, çue se civice en cuas grauces
nocaiicaces - Cs Lseritos e C 8eniuário, susteutaco µor 2¯
auos, ce 1v:1 a 1v80, teuco un tena en eaca auo -,
eueoutranos una euriosa µartieuiaricace. uos cez µrineiros auos
co 8eniuário (1v:1-1v62), çue ioran cecieacos a ieitura erítiea
ce textos ireuciauos, até o eorte co Livro 11 (1v61/64) en çue
Laeau µassa a car outra cireção a seus seniuários, o|serva-se una
euriosa aiteruâueia. os seniuários ce uuneros ínµares (1, 1, :, ¯ e
v) tên sua êuiase ua Crcen 8in|óiiea, uo 8iguiiieaute, euçuauto
os seniuários ce uuneros µares (2, 4, 6, 8 e 10) euiatizan
justaneute o su/eìto. L eiaro çue, seuco o sujeito o eieito co
siguiiieaute, en tocos eies trata-se tan|én co sujeito. Iucieo esta
µartieuiaricace aµeuas eono una naueira ce iuiornar a ieitura cos
cez µrineiros seniuários, easo o ieitor os µroeure eono reierêueia.
ro eanµo cos seguicores ce Laeau, sugerinos a ieitura ce
Bruee liul, O su/eìto /acanìano (kio ce Jaueiro, Jorge zabar,
1vv8) e ce Bertrauc Cgiivie, ~ constcuçao do conceìto de su/eìto
(kio ce Jaueiro, Jorge zabar, 1vv8).
Lutre os eseritos ce Laeau, tenos as seguiutes reierêueias
µriueiµais. 8u|versão co sujeito e ciaiétiea co cesejo¨, ce 1v60,
çue se eueoutra ua eoietâuea iutituiaca Lsccìtos. µu|iieaca µor
Jorge zabar en 1vv8. ro nesno voiune, eueoutranos aiguus
outros textos. Ðo su/eìto en/ìo eo ¡uestao (1v66) e \etáiora
co sujeito¨ (1v61). 8ão textos ciiíeeis, so|retuco os cois uitinos
eitacos, já çue o µrineiro, çue inµoe ao ieitor ateuto un euorne
tra|aibo en sua ieitura, é eoutuco un texto nuito nais iougo e
eia|oraco, o çue traz, µor outro iaco, naiores reeursos ce
eonµreeusão.
3obro o autor
Coueiuí o eurso ce µsieoiogia ua loutiiíeia Luiversicace Catóiiea
(lLC-kio) en 1v¯8, e iá tan|én ceseuvoivi niuba iornação
aeacêniea ce µós-gracuação, uo nestraco (1v84), coutoraco
(1vv2) e µós-coutoraco (1vv:). 8enµre iuteressaco uas situaçoes
eiíuieas uão-triviais ou en çue o cisµositivo eiíuieo eiássieo ca
µsieauáiise eueoutra ciiieuicaces en ser aµiieaco (eiíuiea
iustitueiouai ce µaeieutes µsieótieos, eriauças autistas, ceiieieutes e
ceiiuçueutes), iuucei, eon outros eoiegas, una CrC ce µesçuisa e
iuterveução eiíuieo-iustitueiouai ca área ce sauce neutai (AllLC
- Assistêueia e lesçuisa en lsieoiogia, Lcueação e Cuitura), ca
çuai sou ciretor gerai, e suµervisor eiíuieo ce cois CAl8Is
(Ceutros ce Ateução lsieossoeiai Iuiauto-Juveuii) ca rece
nuuieiµai ce sauce neutai iuiauto-juveuii co kio ce Jaueiro. ro
nesno eanµo ce ativicaces, sou nen|ro co lórun
Iuteriustitueiouai ca 8auce \eutai ca Criauça e co Acoieseeute ca
8eeretaria ce Lstaco ce 8auce co kio ce Jaueiro e eousuitor co
\iuistério ca 8auce µara a área ce 8auce \eutai ce Criauças e
Acoieseeutes.
Iugressei ua earreira aeacêniea uo Iustituto ce lsieoiogia ca
Luiversicace co Lstaco co kio ce Jaueiro (Il/Lerj) en narço ce
1vv1, eono µroiessor-acjuuto. Ln 2000 toruei-ne o µrineiro
µroiessor tituiar ca área ce µsieauáiise ceste nesno iustituto.
ro µiauo ce iornação µsieauaiítiea, sou nen|ro iuucacor e
auaiista nen|ro co Laço Auaiítieo Lseoia ce lsieauáiise, çue
existe cesce 1vv8 en três eicaces |rasiieiras (kio ce Jaueiro,
Vargiuba e Cuia|á), uas çuais tan|én exerço a µrátiea eiíuiea
eono µsieauaiista.
8ou autor ce coc¡o e se·ua/ìdade eo Iceud e Iacan (kio ce
Jaueiro, Laµê, 1vv:) e eo-orgauizacor co iivro Isìcana/ìse.
c/inìca e ¡es¡uìsa. co lrograna ce lós-Cracuação en
lsieauáiise co Il/Lerj, aién ce autor ce iuuneros artigos ua área
ce µsieauáiise.
Coieção rA88O-A-rA88O
¡o/uoes cecentes:
CIIrCIA8 8CCIAI8 lA88C-A-lA88C
8eeielegia de trabalhe }1v¡, José kiearco kanaibo e \areo
Auréiio 8autaua
Origens da linguagem }41¡, Bruua lrauebetto e \ouue Leite
Antreµelegia da eriança }s1¡, Ciariee Cobu
ratrimênie históriee e eultural }ee¡, lecro lauio luuari e
8aucra ce Cássia Araujo leiegriui
Antreµelegia e imagem }e8¡, Aucréa Bar|osa e Lcgar 1. ca
Cuuba
Antreµelegia da µelitiea }1v¡, kariua kusebuir
8eeiabilidade urbana }8o¡, ueitor lrugoii Jr.
resquisande em arquives }8z¡, Ceiso Castro
tinema, televisãe e história }8e¡, \ôuiea Aineica koruis
lILC8ClIA lA88C-A-lA88C
Lstétiea }e1¡, katbriu koseuiieic
Iileseíia da natureza }e1¡, \áreia Couçaives
uume }ev¡, Leouarco 8. lorto
Maimênides }1o¡, ku|éu Luis rajnauovieb
uannah Arendt }11¡, Acriauo Correia
8ehelling }14¡, Leouarco Aives Vieira
Siilisme }11¡, kossauo leeoraro
Kierkegaard }18¡, Jorge \irauca ce Aineica e Aivaro L.\.
Vaiis
Iileseíia da bielegia }81¡, karia Cbecial
Ontelegia }81¡, 8usaua ce Castro
!ehn 8tuart Mill & a Liberdade }84¡, \auro Carcoso 8inoes
Iileseíia da história }88¡, kossauo leeoraro
l8ICArÁLI8L lA88C-A-lA88C
A sublimaçãe }s1¡, Criauco Cruxêu
Laean, e grande íreudiane }se¡, \areo Autouio Coutiubo Jorge
e raciá l. lerreira
Linguagem e µsieanálise }e4¡, Leiia Lougo
8enhes }es¡, Aua Costa
relitiea e µsieanálise }11¡, kiearco Coiceu|erg
A transíerêneia }1z¡, Deuise \aurauo
rsieanálise eem erianças }1s¡, 1eresiuba Costa
Ieminine/maseuline }1e¡, \aria Cristiua loii
tinema, imagem e µsieanálise }8s¡, 1auia kivera
!rauma }81¡, Aua \aria kucge
Édiµe }8v¡, 1eresiuba Costa
Coµyrigbt · 2004, Lueiauo ca louseea Liia
Coµyrigbt cesta ecição · 2010.
Jorge zabar Lcitor Ltca.
rua \arçuês ce 8ão Vieeute vv, 1° aucar
224:1-041 kio ce Jaueiro, kJ
tei (21) 2:2v-4¯:0 / iax (21) 2:2v-4¯8¯
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1ocos os cireitos reservacos.
A reµrocução uão-autorizaca cesta µu|iieação, uo toco
ou en µarte, eoustitui vioiação ce cireitos autorais. (Lei v.610/v8)
Lciçoes auteriores. 2004, 200¯
Caµa. 8érgio Canµaute
I8Br. v¯8-8:-1¯8-0¯4:-1
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