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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO

ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM LÍNGUA FRANCESA Prof. Ms. Ederson Lima de Souza

RESENHA DE LEITURA

Leandro Guimarães Ferreira

(org.).

Produção de materiais de ensino: teoria e prática. 2. ed. Pelotas: EDUCAT, 2008, p. 15-41 Disponível em: http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/prod_mat.pdf Acessado em: 25/09/2014.

LEFFA, V. J. Como produzir materiais para o ensino de línguas. In:

Produzir materiais de ensino é um conjunto sequencial de atividades que podem ser desenvolvidas de inúmeras maneiras exigindo, porém, a presença de quatro momentos: análise; desenvolvimento; implementação e avaliação que devem

desenvolver-se de maneira cíclica, possibilitando assim uma nova análise a partir da avaliação, e da análise uma nova avaliação sucessivamente. Esse conjunto sequencial de atividades ao qual chama-se produção de materiais de ensino "é também um processo sistemático e de complexidade variada". (p. 15).

A Análise consiste, em primeiro plano, na verificação das necessidades dos

alunos atentando para sua individualidade, "seus anseios e expectativas, preferência por um ou outro estilo de aprendizagem." (p. 16). Isso permite utilizar os conhecimentos subjacentes do aluno no material como trator para a aprendizagem. ver ZPD (VYGOTSKY) e hipótese do i+1 (KRASHEN) O material produzido deve permitir ao aprendiz desenvolver suas competências linguísticas e comunicativas e,

a partir destas, adquirir as demais ainda não apreendidas. O material deve oferecer

o insumo necessário para que o aprendiz, progressivamente, seja capaz de agir linguisticamente nos variados contextos em LS que possam vir a ser exigidos dele posteriormente.

O Desenvolvimento depende da definição dos objetivos selecionados a partir

da análise. Eles podem ser gerais ou específicos e distinguem-se pela contiguidade

e observabilidade dos comportamentos: os objetivos gerais pretendem-se ao longo

de uma unidade ou curso, por exemplo, e é representado por verbos de comportamento inobservável, tais como “saber, compreender, interpretar, aplicar, analisar, integrar, julgar, aceitar, apreciar, criar, etc.” (p. 18); os específicos, portanto, pretendem-se em uma aula ou atividade e são expressos por verbos de ação, tais como “identificar, definir, nomear, relacionar, destacar, afirmar, distinguir, escrever, recitar, selecionar, combinar, localizar, usar, responder, detectar, etc.” (p. 18). O objetivo da aprendizagem possui três componentes imprescindíveis: as

condições de desempenho, o comportamento que o aluno deve demonstrar e o critério de execução da tarefa. Isto é, o objetivo está em razão do aprendiz, não do material. O objetivo do material se dá na tríade dos domínivos cognitivo, afetivo e psicomotor que correspondem, respectivamente, ao conhecimento, às atitutes e às habilidades. Definidos os objetivos é necessária a escolha da maneira pela qual se dará sua realização. Essa escolha é intrínseca à teoria ou hipótese de aquisição de segunda língua do professor ver A complexidade da aquisição de segunda língua

(OLIVEIRA E PAIVA) . Essa relação intrínseca se traduz em uma abordagem:

estrutural; nocional/funcional; situacional; baseada em competências; baseada em tarefa ou baseada em conteúdo. Todas defendem pressupostos de aquisição que as separam, podendo, entretando, aparecerem juntas no mesmo material sem prejudicar a aprendizagem. A escolha do conteúdo deve se dar tendo em vista o(s) objetivo(s) e a(s) abordagem(s) selecionado(s). O conteúdo serve, pois, de insumo para a aquisição da língua e para se chegar ao(s) objetivo(s). Os pressupostos de aquisição de segunda língua do professor/autor refletem, em cadeia, na abordagem, no conteúdo

e nas atividades que serão propostas para atingir a oralidade e a escrita em L2, no

tangente à compreensão e expressão e sobretudo à produção contextualizada. Os recursos para a produção do material são inúmeros, desde o papel (clássico) ao digital (moderno). O uso ou não das novas tecnologias no processo de produção do material de ensino fica a critério do professor/autor e de suas limitações para tanto.

Segundo Leffa (2008), durante a seleção das atividades, deve-se se atender ao ordenamento das atividades, isto é, preconizar a suscitação des atividades que vão, progressivamente, do considerado “mais fácil” para o “mais difícil” – ideia refutada pela teoria dos sistemas complexos, ver BORGES e OLIVEIRA e PAIVA . Assim como definem Gardner e Lamber (1972), entendemos a motivação como processo interior que pode ou não ser estimulado exteriormente. Logo, na produção do material de ensino, o professor/autor deve ater-se a estratégias para a sustentação da motivação, são elas de atenção, de relevância, de confiança e de satisfação. Essas estratégias correspondem as medidas que precisam ser tomadas para estimular e assegurar a motivação do aprendiz. A Implementação é o feedback, portanto, ela gradua-se segundo o indivíduo que utilizará o material elaborado. Se o material for utilizado pelo professor/autor, este mobilizará os recursos necessário para por em prática as atividades que propôs. Em se tratando, porém, de uma material destinada a outro professor, o professor/autor deve explicitar de que maneira foi concebida a realização da atividade, para que os objetivos possam ser atingidos. Em terceiro lugar, se o material for concebido para aprendizes autônomos, isto é, que trabalhararão a aquisição da língua alvo sem a presença de um professor, faz-se necessária a adoção de atividades que permitam a conferência da validade das resposta dadas, dos enunciados produzidos e da compreensão adquirida. A Avaliação varia em graus de formalidade segundo o público ao qual se dirige

o material e a relação do professor/autor com esse público e material. Em uma situação em que o professor produz um material de ensino que usará com seus aprendizes, seja em uma turma ou em várias sucessivamente, a avaliação pode ser mais informal e verificada no dia a dia, frente a resposta dos aprendizes às atividades. Em uma situação em que o material será usado conjuntamente por diversos professores com turmas que não estão ao acesso do professor/autor há processos de verificação como questionários e protocolos que, atualmente, têm sido vistos como procedimentos pouco eficazes de aferição, uma vez que os aprendizes podem se preocupar em responder o que acreditam que agradará ao professor ao invéz de expressarem sua opinião verdadeira. Concluindo, a produção de material de ensino precisa ignorar as abordagens tradicionais e modernas que centram o a aprendizagem no professor ou no aprendiz. No contexto do material de ensino, a aprendizagem deve focalizar-se na tarefa.