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Eduardo do Nascimento Dias 15/09/2009

4ª SEMANA
ATÉ O FINAL DA 4ª SEMANA ◊4 09/09/2009 a 16/09/2009
1 - RESENHA

NBC T 3.8 – DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

• OBJETIVOS E CONTEÚDO

o Esta norma estabelece critérios e procedimentos para a elaboração e a


divulgação da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), e devemos ob-
serva os seguintes aspectos:

 Espelhar as transações de caixa originadas:


• Das atividades operacionais;
• Das atividades de financiamentos;
• Das atividades de investimentos.

 Mostrar a conciliação existente entre o resultado e o fluxo de caixa


líquido que foi gerado pelas atividades operacionais com informa-
ções sobre os efeitos líquidos das transações operacionais e de ou-
tros eventos que possam vir a afetar o resultado.
 Propiciar informações relevantes sobre as movimentações de en-
tradas e saídas de caixa da empresa naquele determinado período.

o As informações contidas na DFC, em conjunto com as demais Demons-


trações Contábeis (DC), destinam-se a ajudar seus usuários a:

 Avaliar a geração de caixa para pagamento de obrigações, lucros e


dividendos;
 Identificar as necessidades de financiamento;
 Identificar as razões para as diferenças entre o resultado e o fluxo
de caixa líquido originado das atividades operacionais;
 Identificar o efeito das transações de investimentos e financiamen-
tos sobre a posição financeira.

• DEFINIÇÕES

o Fluxos de caixa – são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de


caixa.

o Caixa – representa dinheiro em caixa e depósitos à vista em contas ban-


cárias.

o Equivalentes de caixa – são recursos que possuem as mesmas caracte-


rísticas de liquidez de caixa e ou disponívelou até 90 (noventa) dias e
que estão sujeitos a insignificante risco de mudança de valor. Devem
também ser consideradas as aplicações financeiras que atendam a es-
sas condições.
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o Atividades operacionais – são as principais atividades que geram receita
da empresa e outras atividades diferentes que não investimento e de fi-
nanciamento. Por exemplo, o recebimento de vendas, pagamento de for-
necedores por compra de materiais, pagamento de funcionários, etc.

o Atividades de financiamentos – são as atividades que resultam em mu-


danças no tamanho e na composição do patrimônio líquido e emprésti-
mos a pagar da empresa, e que lhe representam exigências impostas a
futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital. Por exemplo: di-
nheiro proveniente da emissão de ações ou instrumentos de capital, pa-
gamento a investidores para adquirir ou resgatar ações da empresa, ou
dinheiro proveniente da emissão de debêntures, tomada de empréstimo
em curto e longo prazos e amortização de.

o Atividades de investimentos – são aquisição e venda de ativos de longo


prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar
receitas futuras e fluxos de caixa e que não estão incluídos nos equiva-
lentes de caixa.

• PROCEDIMENTOS PARA SUA ELABORAÇÃO

o A DFC para determinado período deve apresentar o fluxo de caixa das


nas atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos bem
como, seu efeito líquido sobre os saldos de caixa, conciliando seus sal-
dos no início e no final do período.

o A DFC pode ser elaborada pelos métodos direto ou indireto, preferenci-


almente elaboração pelo método direto.

o O método direto caracteriza-se por apresentar os componentes dos flu-


xos por seus valores brutos, ao menos para os itens mais significativos
dos recebimentos e dos pagamentos.

o No método direto, devem ser apresentados, no mínimo, os seguintes ti-


pos de recebimentos e pagamentos relacionados a:

 Clientes;
 Juros, lucros e dividendos;
 Fornecedores;
 Empregados e encargos sociais;
 Tributos sobre operações;
 Tributos sobre lucros.

o O método indireto caracteriza-se por:

 Apresentar ajuste do lucro ou prejuízo líquido, pelos efeitos das


transações que não envolvem caixa ou equivalente de caixa, tais
como, depreciação, amortização, baixas de itens do ativo perma-
nente, quaisquer diferimentos ou provisões de recebimentos ou pa-
gamentos operacionais, passados ou futuros, e itens da receita ou
despesa relativa a fluxos de caixa de atividades de investimento ou
financiamento:
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 Movimentação líquida das contas que influenciam os fluxos de cai-
xa das atividades operacionais, tais como, estoques, contas a re-
ceber tributos e contas a pagar;
 Movimentação líquida das contas que influenciam os fluxos de cai-
xa das atividades de investimentos e de financiamentos.

o A conciliação do resultado com o fluxo de caixa líquido das atividades


operacionais pode ser demonstrada tanto pelo método direto como pelo
método indireto.

o Alguns recebimentos ou pagamentos de caixa podem ter características


que se enquadrem tanto no fluxo de caixa das atividades operacionais,
como nas atividades de financiamentos ou nas atividades de investimen-
tos. E se for o caso, a classificação apropriada deve levar em considera-
ção qual atividade é predominante na geração do fluxo de caixa.
Por exemplo, as transações envolvendo imóveis, geralmente, são consi-
deradas como atividades de investimentos. Por outro lado, se um imóvel
é adquirido com o objetivo de revenda, o fluxo de caixa gerado por essa
transação é considerado como operacional, por possuir a característica
de estoques, como numa entidade do ramo imobiliário.

o Informações sobre atividades de investimentos e de financiamentos que


resultaram em reconhecimento de um ativo ou de um passivo, mas que
não resultaram em pagamentos ou recebimentos de caixa, não deve ser
incluída na Demonstração do Fluxo de Caixa.
Por exemplo: aquisições de ativos por meio de um passivo de arrenda-
mento e aquisição de uma investida via emissão de ações da empresa.

• EXEMPLOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

o Os recebimentos abaixo devem ser classificados como de atividade ope-


racional:

 Venda de produtos e serviços;


 Lucros e dividendos de investimentos;
 Receitas financeiras;

o Os pagamentos abaixo devem ser classificados como de atividade ope-


racional:

 Fornecedores de bens e serviços;


 Empregados e encargos sociais;
 Tributos.

o Os recebimentos abaixo devem ser classificados como de atividades de


investimentos:

 Venda de ativos permanentes;


 Venda de ativos de longo prazo;
 Venda de ações ou participações societárias;
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o Os recebimentos abaixo devem ser classificados como de atividades
de financiamentos:

 Integralização de capital;
 Colocação de títulos a longo prazo;
 Obtenção de empréstimos.

o Os pagamentos abaixo devem ser classificados como de atividade de


financiamentos:

 Acionistas ou cotistas por lucros, dividendos, juros sobre o capi-


tal próprio;
 Acionistas ou cotistas por reembolso de capital;
 Bancos e outras instituições financeiras em decorrência de em-
préstimos tomados.

• DISPOSIÇÕES FINAIS

o A Demonstração do Fluxo de Caixa deve ser apresentada de forma


comparativa mediante a divulgação simultânea de informações do pe-
ríodo atual e anterior.

o A demonstração referida acima, quando divulgada, deve ser efetuada


como informação complementar às Demonstrações Contábeis, não se
confundindo com notas explicativas.

o A DFC deve ser objeto de revisão ou auditoria. Se a entidade possuir


auditores independentes que revisem ou auditem suas DC devem fa-
zê-lo.