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Mestrado em Direito Administrativo Princípios fundamentais da actividade administrativa Syllabus 2015/2016 Maria da Glória Dias Garcia

Mestrado em Direito Administrativo

Princípios fundamentais da actividade administrativa Syllabus

2015/2016

Maria da Glória Dias Garcia / André Salgado de Matos

Mestrado em Direito Administrativo Princípios fundamentais da actividade administrativa

A. Programa

  • 1. Princípios da actividade administrativa e justiça na administração: os princípios da actividade administrativa como instrumentos da realização do Estado de direito material

  • 2. O princípio da legalidade

  • 3. O princípio da prossecução do interesse público

  • 4. O princípio do respeito pelas posições jurídicas subjectivas dos particulares

  • 5. O princípio da proporcionalidade

  • 6. O princípio da imparcialidade

  • 7. Os princípios da boa fé e da tutela da confiança

  • 8. O princípio da igualdade

  • 9. O princípio da justiça

10. Novos princípios da actividade administrativa? 11. Velhos e novos princípios da actividade administrativa no Código do Procedimento Administrativo de 2015 12. Projecções dos princípios organizatórios no direito da actividade administrativa 13. Influência dos direitos administrativos especiais na formação de princípios gerais da actividade administrativa 14. Os princípios da actividade administrativa no sistema de direito administrativo

2. Objectivos da disciplina

A disciplina de Princípios Fundamentais da Actividade Administrativa visa fornecer aos alunos uma compreensão avançada i) da relevância valorativa dos princípios da actividade administrativa no Estado de direito material; ii) do conteúdo, do alcance e dos termos das inter-relações mútuas dos princípios da actividade administrativa, à luz dos correntes dados constitucionais, legais e jurisprudenciais e doutrinais; iii) do modo como os princípios da actividade administrativa se projectam, ainda que de forma não explícita, no direito da actividade administrativa em geral; e d) das funções e das

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posições

dos

princípios

da

actividade

administrativa

no

sistema

de

direito

administrativo.

 

Aquilo que se pretende em última análise é apetrechar os alunos para uma abordagem do direito vigente que ultrapasse a mera exegese dos textos constitucionais e legais e lhes permita atingir um nível mais elevado de normatividade capaz de gerar não apenas soluções para casos duvidosos, mas também um acréscimo de justiça nas soluções já imediatamente aparentes no sistema. Neste sentido, a disciplina de Princípios Fundamentais da Actividade Administrativa está em permanente diálogo com as restantes disciplinas do Mestrado, oferecendo uma perspectiva mais alargada de problemas específicos que nelas serão estudados.

3. Funcionamento das aulas

As aulas compreendem breves exposições do docente acerca das matérias, seguidas de debates acerca de textos normativos, jurisprudenciais e doutrinais e de problemas práticos relativos a pontos de matéria previamente indicados. Idealmente, a intervenção do docente resume-se ao mínimo para estimular, orientar e limitar os debates em ordem a atingir os objectivos da disciplina, bem como para resolver dúvidas dos alunos. No respeito dos limites estabelecidos, os alunos são fortemente encorajados a contribuir para a condução das aulas.

A matéria dos princípios fundamentais da actividade administrativa é muito extensa. Poderiam existir seminários autónomos para princípios como os da legalidade, da igualdade, da tutela da confiança ou da imparcialidade, só para dar alguns exemplos. Isto significa que esta disciplina não pretende esgotar o seu objecto. Embora, dentro de cada princípio, existam tópicos incontornáveis, a escolha dos assuntos a abordar e os termos dessa abordagem são relativamente arbitrários. Por esta razão, a programação das aulas estabelecida abaixo deve considerar-se dinâmica e os tópicos indicados para discussão quanto a cada ponto da matéria devem, em geral, ter-se como indicativos. Os alunos são fortemente encorajados a fazer ligações entre cada um dos princípios estudados e as matérias leccionadas nas outras disciplinas, os temas da actualidade e as suas próprias experiências profissionais, suscitando a introdução de novos tópicos de discussão nas aulas. Por sua vez, a discussão de tópicos não indicados na programação

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das aulas pode implicar a necessidade de reajustar o tempo inicialmente alocado a alguns dos tópicos indicados ou mesmo a sua supressão.

4. Avaliação

A avaliação consta de um trabalho final obrigatório realizado sob orientação do docente. Só podem apresentar o trabalho final os alunos que tenham tido o número mínimo de presenças nas aulas exigido regulamentarmente.

Não é atribuída uma classificação de avaliação contínua, mas o docente comunica aos alunos uma apreciação quantitativa individual acerca da sua prestação nas aulas e a assiduidade e a participação dos alunos são ponderadas na classificação final do trabalho se tal conduzir a uma classificação final superior. Não há lugar a testes ou exames escritos nem a chamadas ou exames orais, obrigatórios ou facultativos.

Recomenda-se que os alunos que comecem o mais cedo possível a articular com o docente a realização do trabalho final. Em particular, os alunos são fortemente encorajados a submeter ao docente uma versão preliminar do trabalho até às 24:00 horas do dia 10 de Janeiro de 2016. Esta versão será posteriormente discutida numa reunião individual em que o docente transmitirá ao aluno a sua apreciação acerca do trabalho e poderá fazer sugestões para o seu melhoramento. A versão preliminar e a sua discussão constituem meios de orientação dos alunos na elaboração do trabalho final e não são elementos de avaliação.

O trabalho final é necessariamente um trabalho original. Sem prejuízo disto, os alunos poderão aproveitar precedentes investigações e escritos seus, mediante prévia comunicação ao docente. Já a utilização de investigações e escritos alheios só é permitida no quadro de citações. Em particular, o plágio é a violação mais grave da ética académica. Os trabalhos finais serão objecto de triagem anti-plágio e aqueles que, no todo ou em parte, constituam reprodução indevida de obra ou obras alheias não serão classificados. Além disto, sempre que tal seja possível, o plágio será comunicado ao autor da obra em questão ou ao titular dos direitos de propriedade intelectual sobre ela, para que possam exercer os seus direitos morais e patrimoniais contra o infractor.

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O trabalho final tem um máximo de 65000 caracteres, incluindo espaços em branco,

notas de rodapé e de fim, bibliografia e anexos, e é entregue em ficheiro pdf até às

24:00

horas

do

dia

31

de

Janeiro

de

2016

através

do

endereço de e-mail

asamatos@ucp.pt e, facultativamente, para o secretariado académico. De modo a assegurar que os trabalhos são avaliados e as notas da disciplina publicadas até 5 de Fevereiro de 2016, último dia do primeiro semestre, o prazo indicado é absolutamente impreterível. Os alunos cujo trabalho final exceda o limite de caracteres ou que não o entreguem dentro do prazo não terão classificação. Por razões de igualdade não haverá qualquer excepção a estas regras.

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Programação das aulas, tópicos para discussão e indicações bibliográficas e jurisprudenciais

  • 1. Introdução: princípios da actividade administrativa e justiça na administração:

os princípios da actividade administrativa como instrumentos da realização do

Estado de direito material

Exposição e discussão geral

  • 2. Princípio da legalidade

    • A. Relevância prática autónoma do princípio da legalidade

a) Caso 1.

O art. 1.º, n. os 3, b) e 4 do Decreto-Lei n.º 69/2000, de 3 de Maio (na versão do Decreto- Lei n.º 197/2005, de 8 de Novembro), sujeita a avaliação de impacte ambiental (AIA) determinados projectos públicos e privados susceptíveis de produzirem efeitos significativos no ambiente. Tenha em consideração o art. 2.º, b) e a alínea f) do ponto 11 do Anexo II do Decreto-Lei n.º 69/2000, de 3 de Maio, e o ponto VII, v) do Anexo I da Portaria n.º 1356/2008, de 28 de Novembro.

a) Alberto pretende obter permissão administrativa para construção de um campo de golfe com 14 buracos e 40 hectares num terreno integrado na Reserva Ecológica Nacional. Haverá lugar à avaliação de impacte ambiental? Pronuncie-se à luz do princípio da legalidade.

b)

Em

caso

de

resposta

negativa

à

pergunta

anterior, poderá o órgão

administrativo competente desaplicar a norma regulamentar?

  • B. Caso 2.

O Despacho n.º 12190/2007 (Diário da República, 2.ª série, n.º 116, de 19 de Junho de 2007), aprovou um regulamento de atribuição de bolsas de estudo a estudantes de estabelecimentos de ensino superior não público.

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  • a) Tenha em consideração os diplomas legais invocados como fundamento da emissão do Despacho n.º 12190/2007, bem como o disposto nos arts. 22.º, 4 e 33.º, 3 da Lei nº 37/2003, de 22 de Agosto. É válida a atribuição de bolsas de estudo ao abrigo do mencionado despacho? Pronuncie-se à luz do princípio da legalidade.

  • b) Poderia o Despacho n.º 12190/2007 ter sido validamente emitido sem precedência de outro acto legislativo?

  • B. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) Fundamentação democrática ou garantística do princípio da legalidade?

    • c) Dificuldades suscitadas pelo sistema de governo português a uma fundamentação

democrática do princípio da legalidade

  • d) Dificuldades suscitadas pela integração europeia a uma fundamentação democrática

do princípio da legalidade

  • e) O critério de decisão administrativa perante conflitos internos no bloco de legalidade

  • f) Preferência de lei e segurança jurídica: o paradoxo da regra da anulabilidade dos actos

administrativos ilegais

  • g) Preferência de lei e eficiência administrativa: a desconsideração do efeito invalidante

do vício de forma dos actos administrativos

  • h) Crise ou dissolução do princípio da legalidade? Em particular, o princípio da

legalidade em Estados sob assistência financeira internacional

  • C. Algumas indicações bibliográficas

Chancerelle de Machete, «A relevância processual dos vícios procedimentais no novo paradigma da justiça administrativa», in AAVV, Estudos jurídicos e económicos em homenagem ao Prof. Doutor António de Sousa Franco, III, Lisboa, 2006, 851-878

8

Gonçalves Moniz, A recusa de aplicação de regulamentos pela administração com fundamento em invalidade, Coimbra, 2012, esp. 593-851 Jesch, Gesetz und Verwaltung, Tübingen, 1961 (= Ley y administración, Madrid, 1978) Machete, Estado de direito e administração paritária, Coimbra, 2007, 423-430 Medeiros, A decisão de inconstitucionalidade, Lisboa, 1999, 167-265 Moravcsik, «The myth of Europe’s “democratic deficit”», Intereconomics 43/6 (2008),

Otero, Legalidade e administração pública, Coimbra, 2003, esp. 91-137, 457-487, 674- 680, 743-748, 833-1081

Otero, O poder de substituição em direito administrativo, II, Lisboa, 1995, esp. 564- 575, 626-637

Pereira Coutinho, «Regulamentos independentes do Governo», in Jorge Miranda (ed.), Perspectivas constitucionais: nos 20 anos da Constituição de 1976, III, Coimbra, 1998,

979-1064

Rebelo de Sousa/ Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 3.ª ed., Lisboa, 2008, 164-165, 168-175; III, 2.ª ed., Lisboa, 2009, 55-56

Rupp,

Grundfragen

des

heutigen

Verwaltungsrechtslehre:

Verwaltungsnorm

und

Verwaltungsrechtsverhältnis, 2.ª ed., Tübingen, 1991, esp. 104-146

Salgado de Matos, «Algumas observações críticas acerca dos actuais quadros legais e doutrinais da invalidade do acto administrativo», CJA 82 (2010), 55-68

Salgado de Matos, A fiscalização administrativa da constitucionalidade, Coimbra, 2004, esp. 215-397

Sérvulo Correia, Legalidade e autonomia contratual nos contratos administrativos, Coimbra, 1987, esp. 179-340

Vieira de Andrade, «A nulidade administrativa, essa desconhecida», RLJ 138 (2009)

333-350

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3.

Princípio da prossecução do interesse público

  • A. Exposição e discussão geral

  • B. Tópicos para discussão

    • a) Liberdade da administração na concretização do conceito de interesse público?

    • b) Princípio da prossecução do interesse público e exigência do dolo como pressuposto

do vício de desvio de poder

  • c) O interesse público na era da privatização

    • B. Algumas indicações bibliográficas

Diniz de Ayala, O (défice de) controlo judicial da margem de livre decisão administrativa, Lisboa, 1995, 196-204

Ehrhardt Soares, Interesse público, legalidade e mérito, Coimbra, 1955 Rebelo de Sousa/ Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 39-42, 207-210 Scientific Council For Government Policy, Reports to the government safeguarding the public interest, Haia, 2000 Vieira de Andrade, «Interesse público», DJAP V (1993), 275 ss.

  • C. Jurisprudência

Ac. STA 27/2/2008, Proc. 0269/02 (www.dgsi.pt) Ac. TCA/S 28/6/2007, Proc. 05140/00 (www.dgsi.pt)

  • 4. Princípio do respeito pelas posições jurídicas subjectivas dos particulares

    • A. Tópicos para discussão

      • a) Discussão geral

10

  • b) Relevância do reconhecimento de posições jurídicas subjectivas no sistema de direito

administrativo

  • B. Algumas indicações bibliográficas

Aroso de Almeida, Anulação de actos administrativos e relações jurídicas emergentes, Coimbra, 2002, 44-55, 139-164 Machete, Estado de direito e administração paritária, Coimbra, 2007, 484 ss. Pereira da Silva, Em busca do acto administrativo perdido, Coimbra, 1996, 212-297

Rebelo de Sousa/Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 210-214

5. Princípio da proporcionalidade

  • A. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) Proporcionalidade e balanço custos/benefícios

    • c) Princípio da proporcionalidade como instrumento de protecção subjectiva: perigo de

desequilíbrio das relações jurídicas administrativas?

  • B. Algumas indicações bibliográficas

Canas, «Proporcionalidade», DJAP VI (1994), 591

Canas, «A proibição do excesso como instrumento mediador de ponderação e optimização (com incursão na teoria das regras e dos princípios), Estudos em Homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, III, Coimbra., 2012, 811-893

Macieirinha, «Avaliar a avaliação custo-benefício: um olhar sobre a concepção francesa do princípio da proporcionalidade», in: AAVV, Estudos em homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, IV, Coimbra, 2012

11

  • C. Jurisprudência

Ac. STA 30/9/2009, Proc. 0210/09 (www.dgsi.pt) Ac. STA 7/12/2011, Proc. 0859/11 (www.dgsi.pt)

6. Princípio da imparcialidade

  • A. Caso 2

A empresa X intentou uma acção de responsabilidade civil extra-contratual delitual contra o Instituto Público Y e, solidariamente, contra Abel, Berta e Carlos, os três membros que compõem o Conselho Directivo daquele, por danos alegadamente causados no desempenho da função administrativa. Na pendência da acção, a empresa X apresentou uma proposta num concurso público em que a entidade adjudicante é o Instituto Público X e o órgão competente para a adjudicação é o respectivo Conselho Directivo. Tendo em conta estes factos, a empresa X suscitou o impedimento dos membros do Conselho Directivo. Quid juris?

  • B. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

b)

Relações

entre

o

princípio

da

imparcialidade

e

as

garantias

preventivas

da

imparcialidade

  • c) Imparcialidade, transparência e conflitos de interesses

  • d) Princípio da imparcialidade, garantias da imparcialidade e colaboração de privados

com a administração

12

  • C. Algumas indicações bibliográficas

Duarte, Procedimentalização, participação e fundamentação. Para uma concretização

do princípio da imparcialidade da administração como parâmetro decisório, Coimbra,

1996

Melo Ribeiro, O princípio da imparcialidade da administração pública, Coimbra, 1996 Rebelo de Sousa/Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 216-220 Vieira de Andrade, «A imparcialidade da administração como princípio constitucional», BFDUC 50 (1974), 219

  • D. Jurisprudência

Ac. STA 9/10/2008, Proc. 0781/08 (www.dgsi.pt) Ac. STA 23/5/2006, Proc. 0957/02 (www.dgsi.pt) Ac. STA 28/11/2007, Proc. 0817/07 (www.dgsi.pt)

7. Princípios da boa fé e da tutela da confiança

  • A. Tópicos para discussão

a). Discussão geral

b)

Tutela

da

confiança

e

flexibilização

do

regime

de

revogação

dos

actos

administrativos? c) Relevância jurídico-administrativa da boa fé além da tutela da confiança?

  • B. Algumas indicações bibliográficas

Carneiro da Frada, Teoria da confiança e responsabilidade civil, Coimbra, 2004 Menezes Cordeiro, Da boa fé no direito civil, Coimbra, 1987

13

Moniz Lopes, Princípio da boa fé e decisão administrativa: estrutura e operatividade na discricionariedade conferida por normas habilitantes, Coimbra, 2011

Rebelo de Sousa/ Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 220-225

Vieira de Andrade, «A ‘revisão’ dos actos administrativos no direito português», Leg. 9/10 (1994), 185

Vieira de Andrade, «A revisão dos actos de concessão de ajudas (2005), 58

públicas»,

RLJ

135

  • C. Jurisprudência

Ac. STA 6/6/1984, Acórdãos Doutrinais do Supremo Tribunal Administrativo 289 (1986), 62

Ac. STA 29/5/2002, Proc. 044744 (www.dgsi.pt) Ac. STA 25/9/2012, Proc. 0168/12 (www.dgsi.pt)

Ac.

TJCE

20/3/1997,

Proc.

C-24/95

(Alcan

Deutschland

GmbH)(

Ac. TJCE 16/7/1998, Proc.

C-298/96 (Oelmühle Hamburg AG e Jb. Schmidt Söhne

GmbH

&

Co.

KG)

9. Princípio da igualdade

  • A. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) Igualdade e autovinculação administrativa

    • c) Pode existir «igualdade na ilegalidade»?

14

B) Algumas indicações bibliográficas

Dias Garcia, «O princípio da igualdade: fórmula vazia ou fórmula “carregada” de sentido?», in Idem: Estudos sobre o princípio da igualdade, Coimbra, 2005, 7-73

Martins Claro, «O princípio da igualdade», in Jorge Miranda/Marcelo Rebelo de Sousa (org.), Estudos sobre a Constituição, Lisboa, 1986, 29

Miranda, «Igualdade», DJAP V (1993), 100 Otero, Legalidade e administração pública, Coimbra, 2003, 976-981

  • C. Jurisprudência

Ac. STA 5/4/2001, Proc. 046609 (DR/II, Apêndice, 8 de Agosto de 2003, 2840) Ac. STA, 6/11/2001, Proc. 047833 (DR/II, Apêndice, 23 de Outubro de 2003, 7546)

10. Princípio da justiça

  • A. Tópicos para discussão

a) Discussão geral

b) Tendo em conta a autonomização e o desenvolvimento dos princípios da actividade administrativa, o princípio da justiça preserva algum conteúdo útil?

  • B. Algumas indicações bibliográficas

Freitas do Amaral, «O princípio da justiça no artigo 266.º da Constituição», in Estudos em homenagem ao Prof. Doutor Rogério Soares, Coimbra, 2001, 685

Rebelo de Sousa/ Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 227-229

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11. Velhos e novos princípios da actividade administrativa na reforma do direito do procedimento administrativo

  • A. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) Princípio da boa administração e o direito a uma boa administração na Carta dos

Direitos Fundamentais da União Europeia

  • c) O princípio da justiça: em busca de um administrador filósofo do direito?

  • d) O princípio da razoabilidade entre a justiça e a proporcionalidade

12.

Projecções

dos

princípios

organizatórios

no

direito

da

actividade

administrativa

 
  • A. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) Comunicabilidade entre o direito da organização administrativa e o direito da

actividade administrativa por via de uma noção de governança?

  • B. Algumas indicações bibliográficas

Dias Garcia, Direito das políticas públicas, Coimbra, 2009, esp. 155-160, 227-252 Freitas do Amaral, Curso de direito administrativo, I, 3.ª ed., Coimbra, 2006, 907-912

Rebelo de Sousa/Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 142-157

16

13. Influência dos direitos administrativos especiais na formação de princípios gerais da actividade administrativa

  • A. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) O princípio da precaução como princípio geral de direito administrativo?

      • B. Algumas indicações bibliográficas

Craig, EU Administrative law, 2.ª ed., Oxford, 2012, 641-667 Freitas Martins, O Princípio da Precaução no Direito do Ambiente, Lisboa, 2002

Dias Garcia, «O princípio da precaução: lei do medo ou razão de esperança?», in:

Estudos em homenagem ao Prof. Doutor José Joaquim Gomes Canotilho, I, Coimbra, 2012, 315-330

  • C. Jurisprudência

Ac TCA/S 7/3/2013, Proc. 04613/08 (www.dgsi.pt)

14. Os princípios da actividade administrativa no sistema de direito administrativo

  • A. Tópicos para discussão

    • a) Discussão geral

    • b) Relações entre os princípios da actividade administrativa e princípios estruturantes do

Estado de Direito democrático: identidade ou concretização

  • c) Colisões entre princípios da actividade administrativa?

d)

Funções

dos

princípios

administrativo

da actividade administrativa no sistema de direito

17

  • B. Algumas indicações bibliográficas:

Reis Novais, Os princípios constitucionais estruturantes da República Coimbra, reimp., 2011, esp. 9-50 Otero, Legalidade e administração pública, Coimbra, 2003, 166-168

Portuguesa,

  • C. Jurisprudência:

Ac. STA 14/12/2011, Proc. 0782/11

18

Bibliografia complementar

  • 1. Geral

Freitas do Amaral, Curso de direito administrativo, II, 2.ª ed., Coimbra, 2006, 39-160

Reis Novais, Os princípios constitucionais estruturantes da república Portuguesa, Coimbra, 2004

Rebelo de Sousa/Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I: Introdução e princípios fundamentais, 3.ª ed., Lisboa, 2008, 159-229

Vieira de Andrade, «O ordenamento jurídico-administrativo português», in: AAVV, Contencioso administrativo, Braga, 1986, 33

Caupers, «Os princípios gerais do Código do Procedimento Administrativo», in: O Código do Procedimento Administrativo: Seminário, Lisboa, 1992, 51

Sérvulo Correia, «Os princípios constitucionais da administração pública», in: Miranda (org.), Estudos sobre a Constituição, III, Lisboa, 1979, 661

Rebelo de Sousa, O concurso público na formação do contrato administrativo, Lisboa, 1994, 20-42, 51-71

Ossenbühl, «Allgemeine Rechts- und Verwaltungsgrundsätze: eine vershüttete Rechtsfigur?», in E. Schmidt-Aßmann et al., Festgabe 50 Jahre Bundesverwaltungsgericht, Colónia, 2003, 289

Dias Garcia, Direito das políticas públicas, Coimbra, 2009

  • 2. Princípio da legalidade

Dias Garcia, Da justiça administrativa em Portugal, Lisboa, 1994 Jesch, Gesetz und Verwaltung, Tübingen, 1961 (= Ley y administración, Madrid, 1978)

Otero, Legalidade e administração pública, Coimbra, 2003

Sérvulo Correia, Legalidade e autonomia contratual nos contratos administrativos, Coimbra, 1987, esp. 179-340

Rupp,

Grundfragen

des

heutigen

Verwaltungsrechtslehre:

Verwaltungsnorm

und

Verwaltungsrechtsverhältnis, 2.ª ed., Tübingen, 1991, 104-146 Machete, Estado de direito e administração paritária, Coimbra, 2007, 413-430 Cabral de Moncada, Lei e regulamento, Coimbra, 2002 Ehrhardt Soares, Interesse público, legalidade e mérito, Coimbra, 1955, esp. 43-99 Erichsen, «Vorrang und Vorbehalt des Gesetzes», Jura (1995), 550 Pietzker, «Vorrang und Vorbehalt des Gesetzes», JuS (1979), 710 Wehr, «Grundfälle zu Vorrang und Vorbehalt des Gesetzes», JuS (1997), 231, 419

Salgado de Matos, A fiscalização administrativa da constitucionalidade: contributo para o estudo das relações entre Constituição, lei e administração no Estado social de direito, Coimbra, 2004

Reis Novais, As restrições aos direitos fundamentais não expressamente autorizadas pela Constituição, Coimbra, 2003, 822-880 Otero, O poder de substituição em direito administrativo, II, Lisboa, 1995, esp. 562-575 Eberle, «Gesetzesvorbehalt und Parlamentsvorbehalt. Erkenntnisse und Folgerungen aus der jüngeren Verfassungsrechtsprechung», DÖV (1984), 485

Kisker, «Neue Aspekte im Streit um den Vorbehalt des Gesetzes», NJW (1977), 1313 Kloepfer, «Der Vorbehalt des Gesetzes im Wandel», JZ (1984), 685 Krebs, «Zum aktuellen Stand der Lehre vom Vorbehalt des Gesetzes», Jura (1979), 304 Pereira Coutinho, «Regime orgânico dos direitos, liberdades e garantias e determinação normativa: reserva de parlamento e reserva de acto legislativo», RJ 24 (2001), 533 Gassner, «Parlamentsvorbehalts und Bestimmheitsgrundsatz», DÖV (1996), 18 Papier/ Möller, «Das Bestimmtheitsgebot und seine Durchsetzung», AöR (1997), 177

Von Arnim, «Zur “Wesentlichkeitstheorie” des Bundesverfassungsgerichts. Einige

Anmerkungen zum Parlamentsvorbehalt», DVBl. (1987), 1241

Ehrhardt Soares, «Princípio da legalidade e administração constitutiva», BFDUC LVII (1981), 169 Bauer, «Der Gesetzvorbehalt im Subventionrecht», DÖV (1983), 53 Jarass, «Der Vorbehalt des Gesetzes bei Subventionen», NVwZ (1984), 473

Vieira de Andrade, «Autonomia regulamentar e reserva de lei. Algumas reflexões acerca da admissibilidade de regulamentos das autarquias locais em matéria de direitos, liberdades e garantias», in AAVV: Estudos em homenagem ao Prof. Doutor Afonso Rodrigues Queiró, I, Coimbra, 1984, 1

Freitas do Amaral/Dias Garcia, «O estado de necessidade e a urgência em direito administrativo», ROA (1999), 447

Wahl/Masing, «Schutz durch Eingriff», JZ (1990), 553

Medeiros, A decisão de inconstitucionalidade: Os autores, o conteúdo e os efeitos da decisão de inconstitucionalidade da lei, Lisboa, 1999, 167-265

Bachof, «Die Prüfungs- und Verwerfungskompetenz der Verwaltung gegenüber dem verfassungswidrigen und dem bundesrechtwidrigen Gesetz», in Wege zum Rechstaat, s.l., 1979, 198

Wehr, Inzidente Normverwerfung durch die Exekutive. Zum kompetiellen Verhältnis von Normsetzung und Normanwendung, Berlim, 1998

3. Princípio da prossecução do interesse público Ehrhardt Soares, Interesse público, legalidade e mérito, Coimbra, 1955 Vieira de Andrade, «Interesse público», DJAP V (1993), 275 Arndt, Praktikabilität und Effizienz, Colónia, 1983 Hoffmann-Riem/ Schmidt-Aßmann (org.), Effizierung als Herausforderungen an das Verwaltungsrecht, Baden-Baden, 1998 Ortega, El reto dogmático del principio de eficacia, RAP (1994), 133

Parejo Alfonso, Eficacia y administración, Madrid, 1995

  • 4. Princípio do respeito pelas posições jurídicas subjectivas dos particulares

Aroso de Almeida, Anulação de actos administrativos e relações jurídicas emergentes, Coimbra, 2002, 44-55, 139-164 Machete, Estado de direito e administração paritária, Coimbra, 2007, 484 Pereira da Silva, Em busca do acto administrativo perdido, Coimbra, 1996, 212-297

Bachof, «Reflexwirkungen und subjektive Rechte im öffentlich Recht», in Gedaschnisschrift W. Jellinek, Munique, 1955, 287

Bauer, Geschichtliche Grundlagen der Lehre vom subjektiven öffentlichen Rechte, Berlim, 1986

  • 5. Princípio da proporcionalidade

Macieirinha, «Avaliar a avaliação custo benefício: um olhar sobre a concepção francesa do princípio da proporcionalidade», in: AAVV, Estudos em homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, IV, Coimbra, 2012

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Von

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  • 6. Princípio da imparcialidade

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Barile, «Il dovere di imparzialità della pubblica amministrazione», in Scritti giuridici in memoria di Piero Calamandrei, IV, 1958

  • 7. Princípio da boa fé

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8. Princípio da igualdade Dias Garcia, Estudos sobre o princípio da igualdade, Coimbra, 2005

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Vedel, «L’égalité», in La déclaration des droits de l’homme et du citoyen de 1789. Ses origines, sa pérénnité, Paris, 1990, 171

9. Princípio da justiça

Freitas do Amaral, «O princípio da justiça no artigo 266.º da Constituição», in Estudos em homenagem ao Prof. Doutor Rogério Soares, Coimbra, 2001, 685

10. Princípios organizatórios Rebelo de Sousa/Salgado de Matos, Direito administrativo geral, I, 142-157 Freitas do Amaral, Curso de direito administrativo, I, 3.ª ed., Coimbra, 2006, 907-912 Dias Garcia, Direito das políticas públicas, Coimbra, 2009

11. Princípios do direito administrativo especial Freitas Martins, O Princípio da Precaução no Direito do Ambiente, Lisboa, 2002

Dias Garcia, «O princípio da precaução: lei do medo ou razão de esperança?», in:

Estudos em homenagem ao Prof. Doutor José Joaquim Gomes Canotilho, I, Coimbra, 2012, 315-330