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PROFESSOR: Eduardo Filemon Bernard II

Estratificação social

Na Sociologia, na Antropologia e em outras ciências sociais, a estratificação social refere-se a um


arranjo hierárquico entre os indivíduos em divisões de poder e riqueza em uma sociedade. São três os
principais tipos de estratificação social:

• Estratificação econômica: baseada na posse de bens materiais, fazendo com que haja pessoas
ricas, pobres e em situação intermediária;
• Estratificação política: baseada na situação de mando na sociedade (grupos que têm e grupos
que não têm poder);
• Estratificação profissional: baseada nos diferentes graus de importância atribuídos a cada
profissional pela sociedade. Por exemplo, em nossa sociedade valorizamos muito mais a
profissão de advogado do que a profissão de pedreiro.

A estratificação social é a separação da sociedade em grupos de indivíduos que apresentam


características parecidas, como por exemplo: negros, brancos, católicos, protestantes, homem, mulher,
pobres, ricos, etc. A estratificação é fruto das desigualdades sociais, ou seja, existe estratificação
porque existem desigualdades.

Podemos perceber a desigualdade em diversas áreas:

• Oportunidade de trabalho
• Cultura / lazer
• Acesso aos meios de informação
• Acesso à educação
• Gênero (homem / mulher)
• Raça e/ou etnia
• Religião
• Economia (rico / pobre)
• Origem geográfica (jus soli)
• Dialecto / diferenças fonetico-linguisticas

A estratificação social esteve presente em todas as épocas: desde os primeiros grupos de indivíduos
(homens das cavernas) até nossos tempos. Ela apenas mudou de forma, de intensidade, de causas. A
revolução industrial e a transformação dos sistemas econômicos contribuíram para que as questões
sobre a desigualdade social fossem melhor visualizadas, discutidas e percebidas, principalmente depois
do advento do capitalismo, tornando-as mais evidentes.

Umas das características fundamentais que distingue nossa sociedade das antigas é a possibilidade de
mobilidade social.
Diferentemente da sociedade medieval, na qual quem nascesse servo morreria servo, não tendo a
possibilidade de lutar por direitos e pela oportunidade de mudar de classe, na sociedade ocidental
contemporânea, por exemplo, isso já é possível, e a mobilidade social se dá especialmente como
consequência dos investimentos na educação e na formação e capacitação para o trabalho, que podem
vir tanto do Estado quanto da própria iniciativa social. Em muitas ocasiões, a mobilidade social pode
ser reivindicada por meio de movimentos sociais que, em sua maioria, reivindicam legitimidade diante
da posição marginal de poder em que se encontram na sociedade.

Só existe estratificação social por que ainda existe desigualdade entre os homens, gerando assim a
exclusão do indivíduo da sociedade de modo geral.

Com a exclusão desse indivíduo, forma-se mais um ser humano sem forças para lutar pelos seus
direitos, desde muitos anos amparados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Conceito: é a diferenciação de indivíduos e grupos em posições (status), estamentos ou classes,


diferenciação esta feita de maneira hierárquica.

A estratificação social pode ser feita através de:

1) Castas compostas de um número muito grande de grupos hereditários. Os papéis das pessoas na
sociedade são determinados por sua ascendência. Esse é um modelo de estratificação que não
apresenta nenhuma possibilidade de mudança de posição social, por isso é chamado de fechado, pois a
pessoa que pertence a uma casta só se pode casar com um membro da mesma casta. Ex. na Índia a
estrutura de castas tem natureza religiosa.

2) Estamentos: constituem uma forma de estratificação social com camadas sociais mais fechadas do
que as das classes sociais e mais abertas do que as das castas, motivo pelo qual é chamada semi-aberta.
Os Estamentos são reconhecidos por lei e geralmente ligados ao conceito de honra, ou seja, o prestigio
é o que determina a posição da pessoa na sociedade. Ex.: a sociedade medieval.

3) Classes: constituem uma forma de estratificação social onde a diferenciação entre os indivíduos é
feito de acordo com o poder aquisitivo. Não há desigualdade de Direito, pois a lei prevê que todos são
iguais, independente de sua condição de nascimento, mas há desigualdade de fato, como é facilmente
perceptível por todos. Ex.: as sociedades Capitalistas.

As classes sociais
As classes sociais mostram as desigualdades da sociedade capitalista. Cada tipo de organização social
estabelece as desigualdades, de privilégios e de desvantagens entre os indivíduos.

As desigualdades são vistas como coisas absolutamente normais como algo sem relação com
produção no convívio na sociedade, mas analisando atentamente descobrimos que essas desigualdades
para determinados indivíduos são adquiridos socialmente. As divisões em classes se da na forma que o
indivíduo esta situado economicamente e socio-politicamente em sua sociedade.

Como já vimos no capitalismo, quem tinham condições para a dominação e a apropriação, eram os
ricos, quem trabalhavam para estes eram os pobres, pois bem esses elementos eram os principais
denominadores de desigualdade social. Essas desigualdades não eram somente econômicas, mas
também intelectuais, ou seja, o operário não tinha direito de desenvolver sua capacidade de criação, o
seu intelecto. A dominação da classe superior, os burgueses, capitalistas, os ricos, sobre a camada
social que era a massa, os operários, os pobres, não era só econômicos, mas também ela se sobrepõe a
classe pobre, ou seja, ela não domina só economicamente como politicamente e socialmente.
A desigualdade como produto das relações sociais
Várias teorias apareceram no século XIX criticando as explicações sobre desigualdade social, entre
elas a de Karl Marx, que desenvolveu uma teoria sobre a noção de liberdade e igualdade do
pensamento liberal, essa liberdade baseava-se na liberdade de comprar e vender. Outra muito criticada
também foi à igualdade jurídica que se baseava nas necessidades do capitalismo de apresentar todas as
relações como fundadas em normas jurídicas. Como a relação patrão e empregado tinha que ser feita
sobre os princípios do direito, e outras tantas relações também.

Marx criticava o liberalismo porque só eram expressos os interesses de uma parte da sociedade e não
da maioria como tinha que ser.

Segundo o próprio Marx a sociedade é um conjunto de atividades dos homens, ou ações humanas, e
essas ações e que tornam a sociedade possível. Essas ações ajudam a organização social, e mostra que
o homem se relaciona uns com os outros.

Assim Marx considera as desigualdades sociais como produto de um conjunto de relações pautado na
propriedade como um fato jurídico, e também político. O poder de dominação é que da origem a essas
desigualdades.

As desigualdades se originam dessa relação contraditória, refletem na apropriação e dominação, dando


origem a um sistema social, neste sistema uma classe produz e a outra domina tudo, onde esta última
domina a primeira dando origem as classes operárias e burguesas.

As desigualadas são fruto das relações, sociais, políticas e culturais, mostrando que as desigualdades
não são apenas econômicas, mas também culturais, participar de uma classe significa que você esta em
plena atividade social, seja na escola, seja em casa com a família ou em qualquer outro lugar, e estas
atividades ajudam-lhe a ter um melhor pensamento sobre si mesmo e seus companheiros.

A desigualdade social no Brasil


O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração de renda, os salários
baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a
marginalidade, a violência, etc. São expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no
Brasil.
A desigualdade social não é acidental, e sim produzida por um conjunto de relações que abrangem as
esferas da vida social. Na economia existem relações que levam a exploração do trabalho e a
concentração da riqueza nas mãos de poucos. Na política, a população é excluída das decisões
governamentais.

Até 1930, a produção brasileira era predominantemente agrária, que coexistia com o esquema agrário-
exportado, sendo o Brasil exportador de matéria prima, as indústrias eram pouquíssimas, mesmo tendo
ocorrido, neste período, um verdadeiro “surto industrial”.

A industrialização no Brasil, a partir da década de 30, criou condições para a acumulação capitalista,
evidenciado não só pela redefinição do papel estatal quanto à interferência na economia (onde ele
passou a criar as condições para a industrialização), mas também pela implantação de indústrias
voltadas para a produção de máquinas, equipamentos, etc.

A política econômica, estando em prática, não se voltava para a criação, e sim para o desenvolvimento
dos setores de produção, que economizam mão-de-obra. Resultado: desemprego.