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Universidade Nove de Julho

Alexandre Vieira de Souza-------RA: 307155200 André Godoi Pereira--------------RA: 305102966 Marcelo Oliveira de Souza-------RA: 304102166 Ricardo Aparecido dos Santos---RA: 304102101 Wellington Jacinto da Silva------RA: 304102301

Proposta de otimização do projeto de produção de bomba de água para automóvel de 1000 cilindradas

São Paulo

2009

Alexandre Vieira de Souza-------RA: 307155200 André Godoi Pereira--------------RA: 305102966 Marcelo Oliveira de Souza-------RA: 304102166 Ricardo Aparecido dos Santos---RA: 304102101 Wellington Jacinto da Silva------RA: 304102301

Proposta de otimização do projeto de produção de bomba de água para automóvel de 1000 cilindradas

Trabalho de conclusão de curso Universidade Nove de Julho como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Engenheiro de Produção Mecânico.

Orientadora : Profª. Adriana Hélia Caseiro

São Paulo

2009

AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar a Deus, por nos ter proporcionado mais esta oportunidade.

As nossas respectivas famílias, esposas, noivas e namoradas, que sempre estiveram ao nosso lado incentivando-nos, ajudando, compreendendo e compartilhando os momentos difíceis e vitoriosos.

À nossa orientadora Profª. Adriana Hélia Caseiro, por ter acreditado em nosso trabalho e estar sempre disponível para auxiliar-nos.

Aos colegas, professores e amigos da faculdade pelos ensinamentos e amizade. Em especial, aos verdadeiros amigos que estiveram presentes nesta etapa e nos ensinaram a ser perseverantes.

Aos nossos colegas de trabalho pelo incentivo e cooperação.

Enfim, agradecemos a todos que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.

RESUMO

O presente trabalho tem por finalidade a idealização de uma fábrica que visa atender uma demanda de 140.000 unidades por mês de bombas de água para veículos automotores de 1000 cilindradas, a qual será desenvolvida através de dados de entrada de projeto, dados este fornecidos pelo cliente. A produção da bomba será feito com uma tecnologia inovadora utilizando-se a poliamida PA 6.6 com carga de 22,65% fibra de vidro que através de análises e estudos comprovaram ser viável para a substituição do atual material de fabricação utilizado pelo mercado, o alumínio. Fez-se necessário a realização de um estudo complexo sobre os seguintes temas: planejamento de produção, um leiaute onde se aperfeiçoa o processo e que se procura reduzir os custos com movimentação e estocagem, a seleção e cotação de equipamentos que atenda a demanda, qualidade, manutenção, controles sobre poluição e consumo de água, desenvolvimentos de matéria-prima; fluxo de processo dentre outros descritos neste trabalho. O estudo mostrará que 2 (dois) turnos será mais atrativos para os investidores , que irão obter um retorno a curto prazo e que para ter 1 (um) turno seria necessário a instalação de mais equipamentos, o que acarretaria em um investimento maior e um retorno a longo prazo. Dentro destes assuntos abordados,o assunto de maior relevância e justificativa principal para qualquer negócio, será mostrar que a empresa Wemar bombas é economicamente viável.

ABSTRACT

The present work has the purpose to create an Industry to take care of a demand of 140.000 units per month of vehicles waters bombs of 1000 piston displacements, which will be developed through project information and this entrance will be provide by the customer. The bomb production will be made with poliamida PA by an innovative technology using just 6,6 of 22,65% glass fibre that was define through analyses and studies. They had proven to be viable for the substitution of the current material of manufacture used for the market, the aluminum. The accomplishment of a complex study became necessary on the following subjects: production planning, one template where the process and costs reduce with movement and stockage, the equipment election and quotation that take care of the demand, quality, maintenance, pollution controls and water consumption, raw material developments; flow the process amongst other described ones in this work. The study will show 2 (two) turns will be more attractive for the investors, who will go to get a short-term return and to have 1 (one) turn it would be necessary the installation of more equipment, what would in the long run cause a bigger investment and a return. Inside of subjects boarded, the issue of bigger relevance and main justification for any business will be to show that Wemar´s Company bomb is economically viable.

LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 - Sistema de arrefecimento com bomba de água --------------------------- 23 Figura 2.2 - Bomba de água para veículos------------------------------------------------ 24 Figura 3.1 - Ciclo de realimentação cliente-marketing-projeto------------------------ 27 Figura 3.2 - Estrutura analítica do produto ---------------------------------------------- 29 Figura 4.1 - Gráfico de análise termogravimétrica (TGA) e calorimetria diferencial de varredura ---------------------------------------------------------------------- 35 Figura 4.2 - Especificações para compra rolamento ------------------------------------ 39 Figura 4.3 - Especificações para compra do selo mecânico---------------------------- 40 Figura 4.4 - Especificações para compra para polia------------------------------------- 41 Figura 4.5 - Especificações para compra da bucha do rotor --------------------------- 42 Figura 5.1 - Injetora Primax 150R -------------------------------------------------------- 43 Figura 5.2 - Unidade de água gelada ----------------------------------------------------- 45 Figura 5.3 - Torre de resfriamento -------------------------------------------------------- 46 Figura 5.4 - Desumidificador SMD-2000 ------------------------------------------------ 47 Figura 5.5 - Prensa DC-3-E-BC ----------------------------------------------------------- 49 Figura 5.6 – Fresadora universal VK-300U ---------------------------------------------- 50 Figura 5.7 – Torno convencional PWM-320 --------------------------------------------- 51 Figura 5.8 - Compressor MSV80/425MAX---------------------------------------------- 52 Figura 5.9 - Micrometro digital digimatic série 293 ------------------------------------ 53 Figura 5.10 - Paquímetro digital digimatic série 293 ----------------------------------- 53 Figura 5.11 - Balança ALFA, modelo B-5040, até 30 kg. ----------------------------- 54 Figura 5.12 – Empilhadeira DBr-CQD15C-1500-6200 -------------------------------- 55 Figura 5.13 – Paleteira PMS-2500 TNY ------------------------------------------------- 57 Figura 5.14 – Esteira EH-8 ----------------------------------------------------------------- 58 Figura 5.15 – Esteira EH-R-600mm ------------------------------------------------------ 60 Figura 7.1 - Importância da eletricidade para a sociedade ----------------------------- 65 Figura 7.2 - Usina hidrelétrica-------------------------------------------------------------- 66 Figura 7.3 - Estrutura básica de um sistema elétrico ------------------------------------ 67 Figura 7.4 - Linha de transmissão de energia -------------------------------------------- 67 Figura 7.5 - Faixas de tensão do sistema elétrico---------------------------------------- 69 Figura 7.6 - Potências ativas---------------------------------------------------------------- 71 Figura 11.1 - Tipos de leiaute -------------------------------------------------------------- 97

Figura 11.2 - Tipos de leiaute e seus custos ---------------------------------------------- 100 Figura 12.1 - Fluxo de informações do PCP --------------------------------------------- 104 Figura 12.2 - Estrutura do processo decisório do planejamento e controle da produção---------------------------------------------------------------------------------------- 106 Figura 12.3 - Gráfico de gantt da produção ---------------------------------------------- 108 Figura 14.1 – Fluxos típicos de bens e informações num canal de suprimentos ---- 115 Figura 14.2 – Fluxo de movimentação e armazenagem de materiais----------------- 119 Figura 14.3 – Palete de madeira------------------------------------------------------------ 125 Figura 14.4 – Caixas-palete metálicas dobráveis ---------------------------------------- 125 Figura 14.5 – Empilhadeira ----------------------------------------------------------------- 126 Figura 14.6 – Pateleira manual ------------------------------------------------------------- 127 Figura 14.7 – Balança rodoviária digital-------------------------------------------------- 127 Figura 14.8 – Prateleira armazenagem ---------------------------------------------------- 130 Figura 14.9 – Prateleira com divisórias --------------------------------------------------- 130 Figura 14.10 – Palete ------------------------------------------------------------------------ 132 Figura 14.11 – Desenho padrão montagem dos paletes -------------------------------- 132 Figura 14.12 – Palete montado ------------------------------------------------------------- 133 Figura 14.13 – Caminhão tipo sider ------------------------------------------------------- 133 Figura 14.14 – Distribuição de carga (vista lateral e traseira) ------------------------- 134

LISTA DE TABELAS

Tabela 3.1 – Exemplo de definição de código na Wemar bombas -------------------- 28 Tabela 3.2 – Estrutura do produto B1FP09N da Wemar bombas --------------------- 29 Tabela 3.3 – Cronograma de atividades -------------------------------------------------- 30 Tabela 4.1 – Propriedades das poliamidas ------------------------------------------------ 33 Tabela 4.2 – Propriedades para moldagem ----------------------------------------------- 36 Tabela 4.3 – Especificações para selecionamento do selo mecânico ----------------- 40 Tabela 5.1 – Características técnicas injetora Primax----------------------------------- 44 Tabela 5.2 – Características da unidade de água gelada -------------------------------- 45 Tabela 5.3 – Características da torre de resfriamento Refrisat------------------------- 46 Tabela 5.4 – Característica desumidificador SMD-2000 ------------------------------- 47 Tabela 5.5 – Tabela de capacidade de desumidificação -------------------------------- 48 Tabela 5.6 – Características técnicas prensa---------------------------------------------- 49 Tabela 5.7 – Características técnicas fresadora ------------------------------------------ 50 Tabela 5.8 – Características técnicas torno ----------------------------------------------- 51 Tabela 5.9 – Características técnicas compressor --------------------------------------- 52 Tabela 5.10 – Características técnicas micrometro-------------------------------------- 53 Tabela 5.11 – Características técnicas paquímetro -------------------------------------- 54 Tabela 5.12 – Características técnicas balança------------------------------------------- 55 Tabela 5.13 – Características técnicas empilhadeira ------------------------------------ 56 Tabela 5.14 – Características técnicas paleteira ----------------------------------------- 57 Tabela 5.15 – Características técnicas esteira -------------------------------------------- 59 Tabela 5.16 – Características técnicas esteira -------------------------------------------- 60 Tabela 7.1 – Consumo total de energia elétrica------------------------------------------ 72 Tabela 8.1 – Caracterização da água SABESP, comparada a Portaria 518 ---------- 75 Tabela 8.2 – Consumo doméstico em prédios-------------------------------------------- 76 Tabela 9.1 – Quantidades de resíduos gerados------------------------------------------- 80 Tabela 10.1 – Relação de equipamentos de segurança---------------------------------- 88 Tabela 11.1 – Vantagens e desvantagens do leiaute------------------------------------- 97 Tabela 12.1 – Consumo diário de material-prima e insumos -------------------------- 109 Tabela 15.1 – Lista de verificações preventiva ------------------------------------------ 141 Tabela 15.2 – Ordem de serviço (O.S) ---------------------------------------------------- 141 Tabela 16.1 – Custos fixos ------------------------------------------------------------------ 150

Tabela 16.2 – Custos variáveis ------------------------------------------------------------- 151 Tabela 16.3 – Custos da matéria-prima --------------------------------------------------- 155 Tabela 16.4 – Porcentagem dos encargos------------------------------------------------- 156 Tabela 16.5 – Custos da mão de obra direta---------------------------------------------- 157 Tabela 16.6 – Custos de energia elétrica -------------------------------------------------- 158 Tabela 16.7 – Custos variáveis e embalagens e insumos ------------------------------- 159 Tabela 16.8 – Custos fixos de depreciação acelerada 2 turnos de 8 horas ----------- 161 Tabela 16.9 – Cálculo do IPTU para propriedade comerciais e industriais---------- 162 Tabela 16.10 – Custo direto variável ------------------------------------------------------ 163 Tabela 16.11 – Demonstrativo de resultados --------------------------------------------- 168 Tabela 16.12 – Investimento inicial ------------------------------------------------------- 169

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABC

Custos de Acordo com as Atividades Desenvolvidas

ABNT

Associação Brasileira de Normas Técnicas

ANEEL

Agência Nacional de Energia Elétrica

AT

Alta Tensão

BT

Baixa Tensão

CBU

Custo Unitário Básico Global

COFINS

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social

CP

Custo Periódico

CPV

Custos dos Produtos Vendidos

DGA

Despesas Gerais da Administração

Emáx

Estoque Máximo

Eméd

Estoque Médio

Emín

Estoque Mínimo

EPI

Equipamento de Proteção Individual

EUA

Estados Unidos da América

FGTS

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

FP

Fator de Potência

GE

Giro Estoque

GLP

Gás Liquefeito de Petróleo

H

Altura manométrica

ICMS

Imposto sobre Mercadorias e Prestação de Serviço

IL

Índice de Lucratividade

INSS

Imposto Nacional se Seguridade Social

IPI

Imposto sobre Produtos Industrializados

IPTU

Imposto Predial e Territorial Urbano

ISO/TS

Norma de Certificação

MT

Média Tensão

NBR

Norma Brasileira

OP

Ordem de Produção

OS

Ordem Serviço

PCP

Planejamento e Controle de Produção

PE

Ponto de Equilíbrio

PIS

Programa de Integração Social

PMP

Planejamento Mestre Produção

PP

Ponto Pedido

PR

Período de Retorno do Investimento

PR

Prazo de Retorno

PV

Preço de Venda

PVC

Poli Cloreto de Vinila

R$

Moeda Corrente no Brasil

RC

Retorno de Capital

RKW

Despesas aos Produtos

RS

Taxa de Reinvestimento

TIR

Taxa Interna de Retorno

TMA

Taxa Mínima de Atratividade

TPM

Manutenção Produtiva Total

TR

Critério do Período de Retorno do Investimento

VC

Valor de Compra do Terreno

VPL

Valor Presente Líquido

LISTA DE SÍMBOLOS

%

Porcentagem

CV

Cavalo vapor

d

Diâmetro

g

Aceleração da gravidade

H

Altura manométrica

H

Hora

Kg

Quilograma

kgf/cm²

Quilograma força por centímetro quadrado

Km

Quilometro

Kv

Quilovolt

kVA

Quilovolt-Amper

kW

Quilowatt

M

Metro

m/s

Metros por segundo

m²

Metro Quadrado

mm

Milímetro

N

Potência

Q

Vazão

rad/s

Radianos por segundo

RPM

Rotação por minuto

S

Espessura da palheta do rotor

T

Período de tempo

U2

Velocidade periférica de saída

v

Velocidade

V

Volt

W

Watt

β

Ângulo das pás do rotor

δ

Peso específico

η

Rendimento

π

Constante

σ

Paço das pás

ω

Velocidade angular

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO---------------------------------------------------------------------------- 20

2 BOMBAS DE ÁGUA AUTOMOTIVA----------------------------------------------- 22

2.1 Tipos de bombas------------------------------------------------------------------------ 22

2.1.1 Bombas de água para veículo-------------------------------------------------- 22

3 PROJETO DO PRODUTO ------------------------------------------------------------- 25

3.1 Produto----------------------------------------------------------------------------------- 26

3.2 Propósito de um produto -------------------------------------------------------------- 26

3.3 Memorial de cálculo ------------------------------------------------------------------ 27

3.4 Desenho da bomba de água para veículo ------------------------------------------- 27

3.5 Desenvolvimento da embalagem do produto--------------------------------------- 27

3.6 Código de produto --------------------------------------------------------------------- 28

3.7 Estrutura do produto ------------------------------------------------------------------- 28

3.8 Cronograma de desenvolvimento ---------------------------------------------------- 29

3.9 Documentação do produto ------------------------------------------------------------ 30

3.10 Instruções de engenharia------------------------------------------------------------- 31

4 MATÉRIA PRIMA ----------------------------------------------------------------------- 32

4.1 Poliamida -------------------------------------------------------------------------------- 33

4.1.1 Poliamida 6.6 (PA 6.6) com fibra de vidro ---------------------------------- 34

4.2 Quantidade a ser utilizada de Poliamida 6.6 (PA 6.6) ---------------------------- 36

4.3 Fornecedores e forma de compra ---------------------------------------------------- 37

4.4 Fornecedores externos de peças------------------------------------------------------ 38

4.4.1 Rolamento ------------------------------------------------------------------------ 38

4.4.1.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 39

4.4.2 Selo mecânico-------------------------------------------------------------------- 39

4.4.2.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 40

4.4.3 Polia / flange --------------------------------------------------------------------- 41

4.4.3.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 41

4.4.4 Bucha do rotor ------------------------------------------------------------------- 41

4.4.4.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 42

5 EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA ----------------------------------------------- 43

5.1 Equipamentos --------------------------------------------------------------------------- 43

5.1.2

Unidade de água gelada -------------------------------------------------------- 44

5.1.3 Torre de resfriamento ---------------------------------------------------------- 46

5.1.4 Desumidificador ---------------------------------------------------------------- 46

5.1.5 Prensa ----------------------------------------------------------------------------- 48

5.1.6 Fresadora ------------------------------------------------------------------------- 49

5.1.7 Torno convencional ------------------------------------------------------------- 51

5.1.8 Compressor----------------------------------------------------------------------- 52

5.1.9 Micrômetro ----------------------------------------------------------------------- 52

5.1.10 Paquímetro ---------------------------------------------------------------------- 53

5.1.11 Balança -------------------------------------------------------------------------- 54

5.1.12 Empilhadeira-------------------------------------------------------------------- 55

5.1.13 Paleteira ------------------------------------------------------------------------- 56

5.1.14 Esteira --------------------------------------------------------------------------- 58

6 CAPACIDADE DE PRODUÇÃO ----------------------------------------------------- 61

6.1 Tempos e métodos --------------------------------------------------------------------- 61

6.2 Dimensionamento da capacidade de produção------------------------------------- 62

6.3 Dimensionamento de máquinas ------------------------------------------------------ 63

7 ENERGIA----------------------------------------------------------------------------------- 65

7.1 Geração de energia elétrica ----------------------------------------------------------- 66

7.2 Geração e distribuição de energia elétrica ------------------------------------------ 66

7.2.1 Redes de média tensão---------------------------------------------------------- 68

7.2.2 Redes em baixa tensão (BT) --------------------------------------------------- 68

7.3 Demanda estimada de energia elétrica ---------------------------------------------- 69

7.4 Fator de potência ----------------------------------------------------------------------- 69

8 ÁGUA ---------------------------------------------------------------------------------------- 73

8.1 Qualidade da água---------------------------------------------------------------------- 73

8.2 Água para uso industrial--------------------------------------------------------------- 74

8.3 Utilização da água para os processos produtivos e consumo Humano --------- 75

8.4 Cálculo do volume de água ----------------------------------------------------------- 76

8.5 Dimensionamento do reservatório de água ----------------------------------------- 77

8.6 Dimensionamento do reservatório para incêndio ---------------------------------- 78

9 POLUIÇÃO -------------------------------------------------------------------------------- 79

9.1 Tipos de poluição ---------------------------------------------------------------------- 80

80 9.2 Quantidades de
80 9.2 Quantidades de
80 9.2 Quantidades de
80 9.2 Quantidades de

9.3 Disposição dos resíduos --------------------------------------------------------------- 81

poluição ----------------------------------------------------------------- 81

9.5 Vantagens da implantação dos programas de prevenção da poluição ---------- 82

10 SEGURANÇA DO TRABALHO----------------------------------------------------- 84

10.1 Acidente de trabalho ---------------------------------------------------------------- 85

10.2 Aplicações na Wemar bombas ---------------------------------------------------- 85

10.2.1 Comissão interna de prevenção de acidentes --------------------------- 86

10.2.2 Equipamento de proteção individual------------------------------------- 87

10.2.3 Programa de controle médico de saúde ocupacional ------------------ 88

10.2.4 Edificações------------------------------------------------------------------- 88

10.2.5 Programa de prevenção de riscos ambientais --------------------------- 89

10.2.6 Instalações e serviços em eletricidade ----------------------------------- 90

10.2.7 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de

materiais ------------------------------------------------------------------------------ 90

10.2.8 Máquinas e equipamentos ------------------------------------------------- 91

10.2.9 Prensa------------------------------------------------------------------------- 92

10.2.10 Atividades e operações insalubres -------------------------------------- 92

10.2.11 Ergonomia------------------------------------------------------------------ 92

10.2.12 Proteção contra incêndios ------------------------------------------------ 92

10.2.13 Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho ---------- 93

10.2.14 Sinalização de segurança------------------------------------------------- 94

11 LEIAUTE---------------------------------------------------------------------------------- 96

11.1 Tipos de leiaute ---------------------------------------------------------------------- 96

11.1.1 Leiaute por produto--------------------------------------------------------- 98

11.1.2 Escolha do leiaute----------------------------------------------------------- 99

9.4 Prevenção da

99 9.4 Prevenção da 11.2 Leiaute na Wemar

11.2 Leiaute na Wemar bomba---------------------------------------------------- 100

12 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO-------------------------- 102

12.1 Fluxos de informações do PCP---------------------------------------------------- 104

12.2 Planejamentos agregado de produção -------------------------------------------- 105

12.3 Planejamento mestre da produção ------------------------------------------------ 105

12.4 Planejamento de materiais --------------------------------------------------------- 106

12.5 Planejamentos realizados na Wemar bombas ----------------------------------- 106

12.5.1 Sistema de revisão contínua de estoque de matéria prima ------------ 107

13

QUALIDADE----------------------------------------------------------------------------- 110

13.1 Qualidade na Wemar bombas ----------------------------------------------------- 110

13.1.1 Controle da qualidade ------------------------------------------------------ 111

13.1.2 Controle da qualidade do processo --------------------------------------- 112

13.1.3 Controle final do produto -------------------------------------------------- 112

13.2 Ferramentas de controle ------------------------------------------------------------ 113

14 LOGÍSTICA ------------------------------------------------------------------------------ 114

14.1 Cadeia de suprimentos-------------------------------------------------------------- 114

14.1.1 Gestão da cadeira de suprimentos ---------------------------------------- 115

14.1.2 Planejamento de suprimentos --------------------------------------------- 115

14.1.3 Práticas de negócios para o planejamento de suprimentos------------ 116

14.2 Transporte ---------------------------------------------------------------------------- 116

14.2.1 Modos ou modais de transporte------------------------------------------- 117

14.3 Processo de distribuição------------------------------------------------------------ 118

14.3.1 Fluxo de movimentação e armazenagem de materiais ---------------- 119

14.3.2 Recebimento de produtos -------------------------------------------------- 120

14.4 Gestão de estoque ------------------------------------------------------------------- 120

14.4.1 Princípios de estocagem --------------------------------------------------- 121

14.4.2 Considerações quanto ao local de estocagem--------------------------- 123

14.5 Indicadores de desempenho de estoques----------------------------------------- 124

14.6 Equipamentos de estocagem e movimentação interna ------------------------- 128

14.6.1 Custo da falta de estoque -------------------------------------------------- 128

14.6.2 Custo do armazenagem e da manutenção do estoque ----------------- 129

14.7 Logística na Wemar bombas ------------------------------------------------------ 129

14.7.1 Estocagem-------------------------------------------------------------------- 129

14.7.2 Movimentação interna ----------------------------------------------------- 129

14.7.3 Transporte externo na Wemar bombas ---------------------------------- 131

15 MANUTENÇÃO----------------------------------------------------------------------- 135

15.1 Objetivos da manutenção ---------------------------------------------------------- 135

15.2 Tipos de manutenção --------------------------------------------------------------- 136

15.2.1 Manutenção centralizada -------------------------------------------------- 136

15.2.2 Manutenção descentralizada ---------------------------------------------- 137

15.2.3 Manutenção corretiva ------------------------------------------------------ 138

15.2.5

Manutenção preditiva ------------------------------------------------------ 139

15.2.6 Manutenção produtiva total (TPM) -------------------------------------- 139

15.3 Gestão estratégia da manutenção ------------------------------------------------- 139

15.4 Manutenção na Wemar bombas--------------------------------------------------- 140

16 VIABILIDADE--------------------------------------------------------------------------- 142

econômicas ----------------------------------------------------------- 142

16.2 Viabilidades financeiras ------------------------------------------------------------ 142

16.3 Princípios de análise e indicadores da qualidade ------------------------------- 143

16.4 Fluxo de caixa ----------------------------------------------------------------------- 144

16.4.1 Taxa de desconto do fluxo de caixa -------------------------------------- 145

16.4.2 Critério do valor presente líquido ---------------------------------------- 146

16.4.3 Critério do índice de lucratividade --------------------------------------- 147

16.4.4 Critério da taxa interna de retorno---------------------------------------- 147

16.4.5 Critério do período de retorno do investimento ------------------------ 147

16.1 Viabilidades

16.4.6 Aplicação da teoria da engenharia econômica aos estudos de

viabilidade-------------------------------------------------------------------------------------- 148

16.5 Custos --------------------------------------------------------------------------------- 148

16.5.1 Aplicabilidade de custos na atividade industrial ----------------------- 149

16.5.2 Classificação dos custos --------------------------------------------------- 149

16.5.3 Custos fixos------------------------------------------------------------------ 150

16.5.4 Custos variáveis ------------------------------------------------------------- 150

16.5.5 Sistemas de custos ---------------------------------------------------------- 151

16.6 Custos na Wemar bombas --------------------------------------------------------- 151

16.6.1 Custeio por absorção ------------------------------------------------------- 151

16.6.2 Custos e despesas ----------------------------------------------------------- 152

16.6.3 Custos de produção --------------------------------------------------------- 153

16.6.4 Gastos dentro da produção que não são custos ------------------------- 153

16.6.5 Cálculos do preço do produto --------------------------------------------- 154

16.6.6 Custos da mão-de-obra e encargos sociais ------------------------------ 156

16.6.7 Custos da energia elétrica-------------------------------------------------- 158

16.6.8 Custo da água---------------------------------------------------------------- 159

16.6.9 Custos com embalagens e insumos--------------------------------------- 159

16.7 Depreciação -------------------------------------------------------------------------- 160

16.9 Custo total ---------------------------------------------------------------------------- 163

16.10 Formação do preço de venda----------------------------------------------------- 163

16.11 Receita------------------------------------------------------------------------------- 165

16.12 Margem de contribuição ---------------------------------------------------------- 165

16.13 Ponto de equilíbrio ---------------------------------------------------------------- 166

16.14 Demonstrativo de resultado ------------------------------------------------------ 167

16.15 Investimento inicial---------------------------------------------------------------- 168

16.16 Taxa de retorno -------------------------------------------------------------------- 169

16.17 Prazo de retorno e retorno descontado------------------------------------------ 170

16.18 Valor presente líquido------------------------------------------------------------- 171

CONCLUSÃO-------------------------------------------------------------------------------- 173

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -------------------------------------------------- 174

APÊNDICES A------------------------------------------------------------------------------- 182 APÊNDICES B------------------------------------------------------------------------------- 194 APÊNDICES C------------------------------------------------------------------------------- 195 APÊNDICES D------------------------------------------------------------------------------- 196 APÊNDICES E------------------------------------------------------------------------------- 197 APÊNDICES F ------------------------------------------------------------------------------- 198 APÊNDICES G ------------------------------------------------------------------------------ 199 APÊNDICES H ------------------------------------------------------------------------------ 200 APÊNDICES I-------------------------------------------------------------------------------- 204 APÊNDICES J ------------------------------------------------------------------------------- 215 APÊNDICES L------------------------------------------------------------------------------- 216 APÊNDICES M ------------------------------------------------------------------------------ 220 APÊNDICES N------------------------------------------------------------------------------- 221 APÊNDICES O ------------------------------------------------------------------------------ 222

20

1 INTRODUÇÃO

Os primeiros registros que apresentaram um sistema completo de água para refrigerar o motor datam da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Eram usados nos motores dos aviões que apresentavam alta temperatura, sendo assim, o arrefecimento com água no motor possuía refrigeração líquida e seu radiador ficava bem atrás, na fuselagem, numa posição mais eficiente, instalado dentro de um duto aerodinâmico com saída variável. Assim, ao invés de causar arrasto, o ar aquecido se comportava tal como num jato, empurrando o avião para frente.

Os primeiros sistemas de arrefecimento a água para veículos automotores funcionavam por sifão térmico, ou seja, a circulação do líquido entre o motor e o radiador acontecia unicamente devido à diferença de densidade de água fria e quente, porém esse processo era muito lento e exigia a montagem do radiador em um ponto mais alto, por isso acrescentou-se a bomba de água ao sistema, tornando o processo de arrefecimento mais eficaz.

A circulação de água para resfriamento do motor, através de bomba de água é o processo mais empregado, pois permite um melhor controle da temperatura média dos componentes mais solicitados termicamente. (GARCIA & BRUNETTI, 1989) O objetivo do presente trabalho é atender, no mínimo todos os requisitos impostos pela norma NBR7879, que padroniza a fabricação do produto, pretende-se assim realizar o desenvolvimento de uma bomba de água para veículos de 1000 cilindradas, assim como o dimensionamento de uma fábrica que atenda uma demanda de 140.000 bombas por mês, demonstrando a viabilidade técnica e econômica do projeto através da aplicação de análise e conceitos adquiridos em sala de aula, durante o decorrer do curso de Engenharia de Produção com ênfase em mecânica da Universidade Nove de Julho. Este trabalho será composto dos capítulos relacionados abaixo, onde serão apresentadas as teorias e técnicas disponíveis no mercado, assim como aquelas que serão utilizadas para comprovação da viabilidade do projeto, para o dimensionamento de uma fábrica de bombas de água para veículos, batizada com o nome fantasia Wemar bombas Ltda.:

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Projeto do produto: desenho do produto, estrutura do produto, cronograma de desenvolvimento e instrução de engenharia;

Matéria-prima: quais estão disponíveis no mercado, quais são as mais indicadas para fabricação da bomba de água; Equipamentos e tecnologia: quais são as tecnologias disponíveis em processos e equipamentos e em qual se baseará esse trabalho; Capacidade de produção: quantidade de máquinas, capacidade produtiva das máquinas e quantidade de funcionários;

Água: quais os tipos de água que serão utilizadas para consumo humano e para o processo produtivo, assim como no sistema de combate a incêndio; Poluição: quais os resíduos gerados pelo processo produtivo (líquido, sólido e

gasoso), quantidades, tratamentos realizados, disposição no meio ambiente, legislações vigentes para a prevenção da poluição no ambiente fabril; Segurança do trabalho: tipos de EPI’s necessários em cada operação e quais as normas de segurança a serem obedecidas; Planejamento e controle da produção: fluxo de informações do PCP, plano mestre da produção, planejamento de materiais;

Energia elétrica: qual a capacidade instalada e demanda kW do projeto;

Leiaute: disposição dos equipamentos e setores da empresa;

Qualidade: controle da qualidade da matéria-prima e do processo;

Gestão da manutenção: manutenção corretiva, preventiva e preditiva;

Logística: cadeia de suprimentos, transporte, cadeia de valor, processo de distribuição, equipamentos de estocagem e movimentação, custo de estoque; Viabilidade econômica: classificação dos custos, sistemas de custos, cálculo do preço do produto, custo da mão-de-obra e encargos sociais, formação do preço de venda, receita, demonstrativo de resultados, método do prazo de retorno e retorno descontado.

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2 BOMBA DE ÁGUA AUTOMOTIVA

Bombas são equipamentos hidráulicos que transferem energia ao fluido. Recebe energia de uma fonte motora qualquer e cede parte ao fluido sob forma de pressão, energia cinética ou ambas, isto é, aumentam a pressão do líquido, a velocidade ou ambas.

2.1 Tipos de bombas

Não existe uma terminologia homogênea sobre bombas, pois há diversos critérios para designá-las. Entretanto, pode-se classificá-las em duas categorias perfeitamente distintas:

Bombas de vazão constante;

Bombas de vazão variável.

As bombas de vazão constante são geralmente de engrenagens, de palhetas e de parafuso. Entretanto, existem bombas que possuem diversas formas especiais. As bombas de vazão variável são de palhetas com rotor de excentricidade variável, ou de pistões múltiplos de curso variável. (TORREIRA, s.d.)

2.1.1 Bombas de água para veículos

A bomba de água para veículos gira na mesma rotação do motor e é a responsável por

impulsionar e direcionar o líquido de arrefecimento (água) nos diversos dutos do motor, ou seja, o líquido percorre parte do motor até atingir temperatura ideal de funcionamento, quando

este está próximo da zona crítica de temperatura (REAL BOMBAS, 2009). Nos veículos automotores, a bomba de água tem a função fundamental de assegurar o

fluxo apropriado do líquido refrigerante para o arrefecimento do motor. Para remover do motor o calor gerado pela combustão, o líquido deve ser posto a circular com um caudal apropriado, para vencer as resistências de todo o circuito deve ter a pressão justa.

A bomba de água é acionada por uma polia ativada por uma correia, cuja velocidade

esta relacionada com o número de rotações do eixo motor. Portanto, normalmente a bomba está sempre em funcionamento: absorve potência mecânica do motor e cede a potência hidráulica ao líquido através do rotor, proporcionalmente ao número de rotações do motor.

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Na figura abaixo é demonstrada a aplicação da bomba de água num sistema de arrefecimento.

aplicação da bomba de água num sistema de arrefecimento. Figura 2.1 – Sistema de arrefecimento com

Figura 2.1 – Sistema de arrefecimento com bomba de água. (BRITO, 2005)

A bomba automotiva é composta por:

Rotor: sua função é fazer circular o líquido, distribuindo em todo motor;

Selo mecânico: é responsável pela vedação da bomba de água;

Cubo/flange: prensado no eixo do rolamento, onde a polia faz transmissão de movimento por meio de uma correia acoplada ao motor; Rolamento: responsável por transmitir o movimento do cubo/flange para o rotor, permitindo assim a circulação do líquido; Carcaça: é o suporte dos componentes da bomba de água, principalmente do rolamento e selo mecânico, os quais estão diretamente acoplados. Também é através dela que se fixa a bomba no bloco do motor.

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A figura abaixo demonstra uma bomba automotiva em corte com seus respectivos componentes:

bomba automotiva em corte com seus respectivos componentes: Figura 2.2 – Bomba de água para veículos

Figura 2.2 – Bomba de água para veículos (REAL BOMBAS, 2009)

25

3 PROJETO DO PRODUTO

Para a organização alcançar os seus objetivos é necessário obter o planejamento e o desenvolvimento do produto. Este trabalho resulta em novos produtos ou produtos aprimorados, com os quais a empresa pretende dominar ou conquistar maiores fatias de mercado, assegurando assim a sua estabilidade e o tão desejado crescimento. Devido à grande competição entre as empresas, para sobreviver no mercado se busca cada vez mais diversificar e aprimorar suas linhas de produtos, na busca da conquista de novos consumidores. As empresas comerciais estão cada vez mais reconhecendo que a chave para sua sobrevivência e crescimento reside no desenvolvimento contínuo de produtos novos e aprimorados. Já vai longe à confiança de que os produtos consagrados manterão indefinidamente fortes posições no mercado. Há muitos concorrentes com laboratórios de pesquisa dinâmicos, com estratégias sofisticadas de marketing e grandes orçamentos prontos a roubar clientes. Toda empresa tem um produto ou serviço que deve atender as necessidades de seus consumidores ou clientes. Seu sucesso estará diretamente relacionado à sua capacidade de satisfazer ou até mesmo superar as expectativas de seus clientes. (MARTINS & LAUGENI,

2006)

Dessa forma, o projeto do produto passa a ter alta relevância como vantagem competitiva podendo ser diferenciado quanto a seu custo, com menor número de peças, mais padronização, modularidade, robustez e inexistência de falhas. Estudos comprovam que 80% dos problemas de qualidade decorrem do projeto do produto e não dos processos produtivos. Dentro desse contexto todo produto deve ser funcional, de fácil utilização, deve ser considerando também os aspectos ergonômicos, ter estética. O desenvolvimento de novos produtos é um campo bastante específico de trabalho, extremamente dinâmico, que conta com especialistas dos mais variados campos do saber humano. Desenvolver novos produtos é um desafio constante. No mundo em transformação em que vive a empresa que não inovar e se antecipar às necessidades de seu cliente, com produtos e serviços, certamente estará condenada ao desaparecimento. Saber o que o consumidor quer descobrir o amanhã, pesquisar, mostrar que sempre está investindo no bem estar do cliente, são alguns dos diferenciais que uma empresa deve ter. Isso gera uma troca: a empresa busca o lucro, e os consumidores, produtos que atinjam suas necessidades. (MARTINS & LAUGENI, 2006)

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3.1 Produto

Sempre que se fala de produto, deve entender que este pode ser encontrado na forma de um objeto tangível, com finalidades básicas para o consumidor, podendo ser consumido a curto ou longo prazo.

3.2 Propósito de um projeto

O propósito de um projeto em uma empresa poderá ser:

Relançar produtos / serviços a mercados já existentes;

Desenvolver novos produtos / serviços a novos mercados;

Incorporação de novas tecnologias;

Melhor qualidade para os produtos / serviços;

Reduzir custos;

Reduzir dificuldades de processo;

Padronizar produtos / serviços;

Personalizar.

O objetivo de projetar produtos e serviços é satisfazer os consumidores atendendo a

suas necessidades e expectativas atuais e futuras. Isto, por sua vez, melhora a competitividade da organização. Pode-se observar, portanto, que o projeto de produto e serviço tem seu início

com o consumidor e nele termina. Primeiro, a tarefa de marketing é reunir informações dos clientes (e, às vezes, de não-clientes) para compreender e identificar suas necessidades e expectativas e também para procurar possíveis oportunidades de mercado. Seguindo isto, a tarefa dos projetos de produtos e serviços é analisar essas necessidade e expectativas, como interpretadas por marketing, e criar uma especificação para produto ou serviço. Esta é uma tarefa complexa, que envolve a combinação de muitos aspectos diferentes dos objetivos de uma empresa (Figura 3.1). A especificação é então usada como a entrada para a operação, que produz e fornece o produto ou serviços a seus clientes. (MARTINS & LAUGENI, 2006)

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27 Figura 3.1 LAUGENI, 2006) – Ciclo de realimentação cliente-marketing-projeto (MARTINS & Sendo assim, este

Figura 3.1 LAUGENI, 2006)

– Ciclo de realimentação cliente-marketing-projeto (MARTINS

&

Sendo assim, este trabalho apresentará uma metodologia de projeto de produto orientado para as necessidades do consumidor e do mercado, ou seja, um produto com confiabilidade e que seja competitivo economicamente.

3.3 Memorial de cálculo da bomba

A partir dos dados fornecidos e utilizando como referência Macintyre (1997), foram feitos os cálculos disponíveis no apêndice A.

3.4 Desenho da bomba de água para veículo automotor

Através dos cálculos realizados, foi possível elaborar o desenho do produto, contendo todo dimensional necessário para garantir a qualidade de peça, conforme apêndice B, C, D, E, F, G.

3.5 Desenvolvimento da embalagem do produto

Segundo Robertson (2000), embalagem é definida como sendo todo o material que envolve um produto visando garantir a preservação de suas características durante o transporte, armazenamento e consumo. Uma função técnico-econômica com o objetivo de minimizar custos logísticos e maximizar as vendas.

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3.6 Código de produto

Os códigos são utilizados para identificar os diversos modelos de produtos ou serviços

e suas variações numa organização. Na Wemar bombas a identificação do produto final utilizará códigos alfa-numérico, com sete dígitos, onde cada caractere indica particularidades do produto a ser utilizado. Os componentes utilizados serão identificados por códigos numerais também com sete caracteres, que seguem uma ordem seqüencial conforme sua criação e liberação para a produção, conforme demonstrado na tabela 3.1.

Tabela 3.1 - Exemplo de definição de código na Wemar bombas

3.1 - Exemplo de definição de código na Wemar bombas Portanto, com base nos dados da

Portanto, com base nos dados da tabela 3.1, o código do produto produzido pela Wemar bombas será B1FP09N e sua descrição será bomba de água para motor 1.000 cilindrada, Fiat, Palio, Ano 2009, para o mercado nacional.

3.7 Estrutura do produto

A estrutura do produto é uma lista de todas as sub-montagens, componentes

intermediários, matérias-primas e itens comprados que são utilizados na fabricação ou montagem de um produto, mostrando as relações de precedência e quantidade de cada item necessário. Também pode conter outros, tais como, instruções de trabalho ou ferramentas requeridas para suportar o processo de manufatura. (APICS, 1992) Na Wemar bombas será utilizada uma estrutura com disposição hierárquica dos componentes. Entre todos os sub-componentes e matérias-primas necessárias para montar e produzir o produto final, conforme demonstrado na figura 3.2.

29

29 Figura 3.2 – Estrutura analítica do produto Os códigos de componentes e matéria-prima são numéricos

Figura 3.2 – Estrutura analítica do produto

Os códigos de componentes e matéria-prima são numéricos e são definidos de acordo com a classificação da Tabela 3.2.

Tabela 3.2 – Estrutura do produto B1FP09N da Wemar bombas

Tabela 3.2 – Estrutura do produto B1FP09N da Wemar bombas 3.8 Cronograma de desenvolvimento O cronograma

3.8 Cronograma de desenvolvimento

O cronograma geral de um projeto inclui a duração de todas as atividades previstas, ordenadas segundo a ordem seqüencial de realização. Em cada etapa, cada conjunto de processos pode ser subdividido de acordo com atividades mais específicas, que, somadas, são necessárias à realização de pacotes de trabalho mais abrangentes. A tabela 3.3 demonstra a cronologia das atividades.

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Tabela 3.3 – Cronograma de atividades

30 Tabela 3.3 – Cronograma de atividades 3.9 Documentação do produto Segundo Martins & Laugeni (2006),

3.9 Documentação do produto

Segundo Martins & Laugeni (2006), uma vez definido o produto, ou alteração do mesmo, deve ser documentado. Esta documentação normalmente consta de:

Explosão: desenho com vista explodida do produto;

Diagrama de montagem: define-se a seqüência de montagem do produto;

Estrutura analítica: define-se a composição do produto em seus níveis hierárquicos; Lista de materiais: lista de todos os componentes do produto.

3.10 Instruções de engenharia

31

A presente instrução tem como finalidade apresentar os procedimentos técnicos para fabricação de bomba de água automotiva, material e dimensionamento normalizado, com intuito de assegurar melhores condições técnicas no fornecimento, bem como uniformizar os critérios adotados para produção. Conforme apêndice H.

32

4 MATÉRIA PRIMA

Gradativamente nos últimos trinta anos, devido a razões econômicas e busca incessante por novas tecnologias, os plásticos passaram a ocupar um lugar de destaque na indústria automobilística como um dos materiais mais usados por ser de baixo custo de transformação. Os plásticos têm demonstrado um alto índice de confiabilidade e muitas vantagens sobre os materiais tradicionais que vieram a substituir, tais como aço, alumínio e o vidro, por exemplo. Além de permitir maior flexibilidade de projeto e economia na produção, sua baixa densidade é essencial para a redução de consumo de combustíveis, uma vez que a substituição de materiais diversos por cerca de 100 quilos de peças plásticas, em um carro pesando 1000 quilos, gera uma economia de combustível de 7,5%. Aproximadamente 100 quilogramas de peças plásticas utilizadas em um veículo, 200 a 300 quilos de outros materiais deixam de ser consumido, o que se reflete em seu peso final. Assim, um automóvel com sua vida útil de 150 mil quilômetros, poderá economizar 750 litros de combustíveis devido à utilização de plásticos. (HEMAIS, 2003) Em nível internacional, o relacionamento entre as indústrias de polímeros e de veículos tem sido intenso. A presença de plásticos nos automóveis foi fundamental para se conseguir melhores padrões de segurança, economia de combustíveis e flexibilidade de manufatura. Ao longo dos anos, os consumidores se tornaram mais exigentes, pois querem carros que tenham alto desempenho, confiabilidade, segurança, conforto, economia, estilo, preço competitivo e cada vez mais respeito ao meio ambiente. Somente os materiais plásticos podem responder aos desafios vindos dessas demandas conflitantes. No que se refere ao Brasil, pode se afirmar que a indústria automobilística foi uma das grandes catalisadoras da introdução de inovações tecnológicas na indústria de polímeros. As indústrias automobilísticas encontram no Brasil um grande fabricante de polímeros para uso gerais. (ANFAVEA, 2002) Com todo este aporte tecnológico a favor, a Wemar bombas utiliza em seu processo de produção da carcaça e rotor da bomba de água para carros de 1000 cc, a poliamida 6.6 (PA 6. 6) com reforço de fibra de vidro.

33

4.1 Poliamida

Uma poliamida é um tipo de polímero que contém conexões do tipo amida. A primeira poliamida foi sintetizada na DuPont, por um químico chamado Wallace Hume Carothers, que começou a trabalhar na companhia em 1928. Dentre os plásticos de engenharia, as poliamidas (comercialmente conhecidas como náilon) são a família de polímeros mais empregada, devido as suas propriedades superiores de resistência ao impacto, rigidez, resistência química, temperatura de serviço e longa vida útil.

Existem diversos ramificações da poliamida, por exemplo, poliamidas 6, 6.6, 6.10, 6.12, 11, 12. Estas poliamidas e seus tipos reforçados com fibra de vidro, seguidas em escala menor pelos outros tipos de poliamidas, formam o principal tipo de termoplástico da engenharia, sendo os que maior volume alcança no mercado. Ano após ano as poliamidas vêm substituindo os metais nos mais variados seguimentos que vão da indústria automobilística aos eletros eletrônicos. Um dos fatores de maior importância para as propriedades físicas das poliamidas é seu grau de cristalinidade, porém, cristalinidade e absorção de água nestes polímeros andam juntas. Para as poliamidas, a presença de água funciona como plastificante, separando as cadeias moleculares e diminuindo a cristalinidade. Isto influi diretamente na cristalização pós moldagem que prossegue lentamente, com resultantes efeitos de encolhimento pós moldagem nos produtos moldados, que só viriam a se estabilizar em um período não inferior à 02 (dois) anos. A interação entre o grau de cristalinidade, e a absorção de umidade das poliamidas é um crítico fator, visto que apresentam efeitos opostos nas propriedades químicas, físicas e mecânicas no produto final. (PETRONORTE, 2009) Na tabela 4.1 podem-se observar algumas das propriedades dos tipos de poliamidas, tais como PA 6, PA 11, PA 12, PA 6.6, PA 6. 10, PA 6. 12.

Tabela 4.1- Propriedades das Poliamidas (PETRONORTE, 2009)

PROPRIEDADES

PA6

PA11

PA12

PA 6.6

PA 6.10

PA 6.12

Ponto de Fusão ºC

215

185

177

259

215

210

Peso especifico g/cm²

1,14

1,04

1,02

1,15

1,08

1,07

Resistência Tração psi

12000

8000

7500

12000

9000

8500

Módulo de flexão psi

400000

180000

170000

410000

350000

290000

34

4.1.1 Poliamida 6.6 (PA 6.6) com fibra de vidro

Esta poliamida será usada para a confecção do rotor e carcaça da bomba de água produzida pela Wemar bombas.

O composto de PA 6.6 apresenta ótima resistência mecânica, aumento de resistência térmica em relação aos outros plásticos, alta tenacidade e maior temperatura de utilização. Ao incorporar a fibra de vidro na poliamida, há uma perda de flexibilidade. A fibra é um dos componentes utilizados para aumentar a hidrólise na peça (HARADA, 2007). Usar uma fibra especial com aditivo para aumentar à resistência a hidrólise é ideal para o sistema de arrefecimento do veículo. Apta para trabalhar em temperaturas acima de 150 ºC. Suas principais características são:

Maior resistência à temperatura;

Maior resistência à tração;

Longa vida útil;

Resistência a uma grande variedade de produtos químicos;

Boa resistência à fadiga dinâmica;

Excelente resistência à abrasão;

Auto-lubricidade;

Boa fluidez para injeção;

Estabilidade dimensional e térmica;

Boa aparência superficial das peças injetadas;

Resistência ao impacto repetitivo devido a sua tenacidade.

Foi enviado para um laboratório técnico da empresa Cromex S.A, utilizando-se da engenharia reversa, uma amostra de um material usado para confecção da bomba de água da empresa URBA, para uma análise termogravimétrica (TGA) e uma calorimetria diferencial de varredura (DSC), na qual se chegou ao seguinte gráfico exposto na figura 4.1 (CROMEX,

2009)

35

35 Figura 4.1 - Gráfico de análise termogravimétrica (TGA) e calorimetria diferencial de varredura (DSC). (CROMEX,

Figura 4.1 - Gráfico de análise termogravimétrica (TGA) e calorimetria diferencial de varredura (DSC). (CROMEX, 2009)

A partir desse gráfico, obteve-se a temperatura de fusão que se encontra em torno de 259,90 ºC e certificou-se que a poliamida usada para a confecção do rotor e da carcaça é a mesma que a Wemar bombas usará em seu processo produtivo, ou seja, a Poliamida 6.6 (PA 6.6) com uma porcentagem de 22, 6523% de fibra de vidro, o que faz com que ela adquira melhor resistência mecânica e dinâmica. Com a matéria-prima do rotor e carcaça previamente definidas, segue tabela 4.2 (PETRONORTE, 2009), onde se observam algumas propriedades para o processo de moldagem da poliamida 6.6 (PA 6. 6).

36

Tabela 4.2- Propriedades para moldagem (PETRONORTE, 2009)

Temperaturas

   

Zona de alimentação

 

250

- 270 ºC

Zona de compressão

 

260

- 280 ºC

Zona de homogeneização

 

270

- 290 ºC

Bico

 

260

- 280 ºC

Molde

 

60

- 80 ºC

Pressões

   

Injeção

10000-15000 psi

69

- 124 MPa

Arraste

4000-10000 psi

34

- 83 MPa

Traseira

50-100 psi

0,34 - 0,69 MPa

Velocidades

   

Injeção

2 – 3 pol./seg.

51

– 76 mm/seg.

Rosca

60 – 90 rpm

60

– 90 RPM

Secagem

   

Tempo e temperatura

 

4 h à 80 ºC

Ponto de orvalho

 

-18 ºC

Teor de umidade aceitável

 

0,20%

4.2 Quantidade a ser utilizada de Poliamida 6.6 (PA 6.6)

O peso da carcaça da bomba de água é de 0, 150 kg e o peso do rotor é de 0, 015 kg. Logo a quantidade de matéria-prima a ser usada por cada bomba de água é de 0, 165 kg. Com uma demanda mensal de 140.000 mil bombas de água por mês, assumindo que no processo produtivo ocorrem perdas na casa dos 5 % pelos mais diversos fatores, tais como vazamentos, rebarbas e reprocessos, chega-se a seguinte conta:

Qb= 140000 / 0,95 Qb= 147368,42 ~ 147369 bombas

(50)

Qmp= 147369 pçs * 0, 165 kg Qmp = 24.316 kg

(51)

37

Onde:

Qb= Quantidade de bombas a serem fabricadas Qmp= quantidade de matéria-prima usada; Pçs= peças; Kg= quilogramas.

4.3 Fornecedores e forma de compra

Alguns fornecedores de poliamida 6.6 com reforço de 22, 6523% de fibra de vidro,

são:

Grupo Rhodia;

Radici Group;

Petronorte Induscom.

A matéria-prima será comprada em sacos de 25 kg e transportada em paletes de 1000 kg. No item 4.2 chegou-se ao cálculo de 24.316 kg de matéria-prima a ser utilizada na fabricação do rotor e da carcaça da bomba de água, porém será comprado 24.325 kg, devido ao fabricante fornecer a matéria-prima em sacos de 25 kg segue-se então, alguns cálculos de quantidades de sacos, sacos por paletes e quantidade total de paletes:

Sc= Es / 25 kg Sc= 24325 / 25 Sc= 973 sacos Onde:

Sc = quantidades de sacos.

(52)

Com a quantidade de sacos definido, calcula-se quantos sacos serão transportados por paletes, sendo que um palete armazena até 1000 kg:

Pl= 1000 / 25 Pl= 40 sacos/paletes

(53)

38

Onde:

Pl= quantidades de sacos por paletes

Após definida a quantidade de sacos por paletes, verifica-se qual será a quantidade de paletes a ser armazenado:

Plt= Sc / Pl Plt= 973 / 40 Plt= 24,325 paletes ~ 25 paletes

Onde:

Plt= Quantidade total de paletes.

4.4 Fornecedores externos de peças

(54)

A quantidade de componentes da bomba de água a serem comprados, tais como selo mecânico, bucha de latão, polia e rolamento, será de 147.059 unidades, devido o fator de perda na casa de 5%, já citado no item 4.2.

4.4.1 Rolamento

Os rolamentos de bomba de água fabricados atualmente são quase que exclusivamente vedados em ambos os lados e engraxados de fábrica. As duas carreiras de corpos esferas se apóiam diretamente sobre o eixo temperado. No rolamento da bomba de água, versão esfera/esfera, a força de tração da correia é distribuída aproximadamente igual nas duas carreiras de esferas. Materiais e componentes utilizados na construção do rolamento:

Eixo – Aço (SAE 1045) temperado e revenido 50-55 HRC;

Carcaça do rolamento – Aço;

Esfera;

Gaiola – Poliamida;

Vedações – Borracha nitrílica;

Alguns fornecedores de rolamentos para bomba de água automotiva:

39

Shaeffler Brasil (INA/FAG);

NSK;

SKF Brasil.

4.4.1.2 Forma de compra

O rolamento será comprado por unidade, na figura 4.2 são demonstradas todas as especificações e medidas do rolamento.

todas as especificações e medidas do rolamento. Figura 4.2 - Especificações para compra do rolamento

Figura 4.2 - Especificações para compra do rolamento

4.4.2 Selo mecânico

A vedação é dada pelo selo mecânico, o qual é montado por interferência sob pressão na carcaça da bomba de água e no eixo do rolamento, garantindo assim a vedação e uma vida útil maior. Materiais e componentes utilizados na construção do selo mecânico:

Face rotativa – Grafite injetado / carvão usinado.

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Fole / luva – Elastômeros (borracha) Nitrílica, Viton®, EPDM.

Estojo – Aço Inox 304/316, carbono, nylon.

Acionador – Aço Inox 304/316, carbono, nylon.

Mola – Aço Inox 304/316, carbono.

Encosto de mola - Aço Inox 304/316, carbono, nylon.

Sede estacionária – Cerâmica técnica, C. silício, FoFo, bronze.

Anel copo / A. reto - Elastômeros (borracha) Nitrílica, Viton®, EPDM.

Alguns fornecedores de selos mecânico para bomba de água automotiva:

Inpacom; John Crane;

Netron Técnica Brasil.

4.4.2.1 Forma de compra

O selo mecânico será comprado por unidade, na figura 4.3 são demonstradas todas as especificações e medidas do selo mecânico.

todas as especificações e medidas do selo mecânico. Figura 4.3 – Selo mecânico (INPACOM, 2009) Conforme

Figura 4.3 – Selo mecânico (INPACOM, 2009)

Conforme tabela 4.3, obtêm-se os dados para selecionamento do selo mecânico.

Tabela 4.3 – Especificações para selecionamento do selo mecânico. (INPACOM, 2009)

selecionamento do selo mecânico. Tabela 4.3 – Especificações para selecionamento do selo mecânico. (INPACOM, 2009)

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4.4.3 Polia / Flange

Para fabricação da polia será utilizado material de ferro fundido, a superfície da polia não deve apresentar porosidade. Alguns fornecedores de polia/flange para bomba de água automotiva:

Policorpolias;

Bertiz Engrenagens.

4.4.3.1 Forma de compra

O polia/flange será comprada por unidade, na figura 4.4 são demonstradas todas as

especificações e medidas do polia/flange.

todas as especificações e medidas do polia/flange. Figura 4.4 - Especificações para compra para polia 4.4.4

Figura 4.4 - Especificações para compra para polia

4.4.4 Bucha do rotor

O material utilizado para fabricação da bucha é o latão 360. Este material poderá ser

fornecido por:

JC Reparos e Usinagem;

42

4.4.4.1 Forma de compra

42 4.4.4.1 Forma de compra Figura 4.5 - Especificações para compra da bucha do rotor A

Figura 4.5 - Especificações para compra da bucha do rotor

A bucha será comprada por unidade, na figura 4.5 são demonstradas todas as especificações e medidas da bucha.

43

5 EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA

Para a fabricação da carcaça e do rotor utilizados nas bombas de água para veículos de 1000 cilindradas, a Wemar bombas adotou o processo de injeção de poliamida (PA6,6).

O processo de moldagem por injeção de poliamida consiste essencialmente no

amolecimento do material num cilindro aquecido e sua conseqüente injeção em alta pressão

para o interior de um molde relativamente frio, onde endurece e torna a forma final. O artigo moldado é então expelido do molde por meio de pinos ejetores, ar comprimido, prato de arranque ou outros equipamentos auxiliares.

A Wemar bombas adota o processo de moldagem por injeção da poliamida, por

considerar um processo mais vantajoso perante a utilização do alumínio.

5.1 Equipamentos

Os equipamentos utilizados pela Wemar bombas na produção de carcaças e rotores para a montagem das bombas de água para veículos 1000 cilindradas estão relacionados abaixo:

5.1.1 Injetora para carcaça e rotor

Marca Romi, modelo Primax 150R. Este equipamento é utilizado para a fabricação da carcaça e rotor, conforme demonstrado na figura 5.1.

a fabricação da carcaça e rotor, conforme demonstrado na figura 5.1. Figura 5.1 – Injetora Primax

Figura 5.1 – Injetora Primax 150R (ROMI, 2009)

44

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.1.

Tabela 5.1 – Características técnicas da injetora Primax 150R (ROMI, 2009)

técnicas da injetora Primax 150R (ROMI, 2009) 5.1.2 Unidade de água gelada Marca Refrisat, modelo SAT-W.

5.1.2 Unidade de água gelada

Marca Refrisat, modelo SAT-W. Este equipamento é utilizado para a refrigeração dos moldes utilizados nas injetoras, conforme demonstrado na figura 5.2.

45

45 Figura 5.2 – Unidade de água gelada (REFRISAT, 2008) Este equipamento apresenta as seguintes características

Figura 5.2 – Unidade de água gelada (REFRISAT, 2008)

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.2.

Tabela 5.2 – Características da unidade de água gelada (REFRISAT, 2008)

Características da unidade de água gelada (REFRISAT, 2008) 5.1.3 Torre de resfriamento Marca Refrisat, modelo TRR-20.

5.1.3 Torre de resfriamento

Marca Refrisat, modelo TRR-20. Este equipamento é utilizado para o resfriamento da água utilizada no processo, conforme a figura 5.3.

46

46 Figura 5.3 – Torre de resfriamento (REFRISAT, 20 08) Este equipamento tabela 5.3. apresenta as

Figura 5.3 – Torre de resfriamento (REFRISAT, 20 08)

Este equipamento tabela 5.3.

apresenta as seguintes características técn icas demonstradas na

Tabela 5.3 – Car acterísticas da torre de resfriamento (REFRIS AT, 2008)

Car acterísticas da torre de resfriamento (REFRIS AT, 2008) 5.1.4 Desumidificador Marca Starshini, m odelo SMD-2000.

5.1.4 Desumidificador

Marca Starshini, m odelo SMD-2000. Este equipamento é ut ilizado para retirar a umidade da poliamida, con forme demonstrado na figura 5.4.

47

47 Figura 5.4 – Desumidificador SMD-2000 (STARSHINI , 2009) Este equipamento a presenta as seguintes características

Figura 5.4 – Desumidificador SMD-2000 (STARSHINI , 2009)

Este equipamento a presenta as seguintes características e capaci dade demonstradas nas tabelas 5.4 e 5.5.

Tabela 5.4 – Cara cterística desumidificador SMD-2000 (STAR SHINI, 2009)

dade demonstradas nas tabelas 5.4 e 5.5. Tabela 5.4 – Cara cterística desumidificador SMD-2000 (STAR SHINI,

48

Tabela 5.5 – Tabela de capacidade de desumidificação (STARSHINI, 2009)

Tabela de capacidade de desumidificação (STARSHINI, 2009) 5.1.5 Prensa Marca Dan-Presse, modelo DC-3-E-BC. Este

5.1.5 Prensa

Marca Dan-Presse, modelo DC-3-E-BC. Este equipamento é utilizado na linha de montagem da bomba de água, conforme demonstrado na figura 5.5.

49

49 Figura 5.5 – Prensa DC-3-E-BC (DAN-PRESSE, 2008) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas

Figura 5.5 – Prensa DC-3-E-BC (DAN-PRESSE, 2008)

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.6.

Tabela 5.6 – Características técnicas prensa (DAN-PRESSE, 2008)

– Características técnicas prensa (DAN-PRESSE, 2008) 5.1.6 Fresadora Fresadora universal – Marca Veker, modelo

5.1.6 Fresadora

Fresadora universal – Marca Veker, modelo VK-300U. Este equipamento é utilizado na área de manutenção, para auxiliar nas necessidades da manutenção.

50

50 Figura 5.6 – Fresadora universal VK-300U (BENER, 2009) Este equipamento apresenta as seguintes características

Figura 5.6 – Fresadora universal VK-300U (BENER, 2009)

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.7.

Tabela 5.7 – Características técnicas (BENER, 2009)

seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.7. Tabela 5.7 – Características técnicas (BENER, 2009)

51

5.1.8 Torno convencional

Torno convencional – Marca Powermaq, modelo PWM-320. Este equipamento é utilizado na área de manutenção, para auxiliar alguma necessidade na manutenção, fabricação de dispositivo, fabricação de peças de reposição.

de dispositivo, fabricação de peças de reposição. Figura 5.7 – Torno convencional PWM-320 (POWERMAQ, 2009)

Figura 5.7 – Torno convencional PWM-320 (POWERMAQ, 2009)

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.8.

Tabela 5.8 – Características técnicas (POWERMAQ, 2009)

Modelo

PWM320GH

Diâmetro admissível sobre o barramento

320mm

Distância entre as pontas

550mm

Diâmetro sobre carro transversal

140mm

Diâmetro do furo do eixo

38mm

Largura do banrramento

160mm

Diâmetro sobre carro transversal

140mm

Diâmetro do furo do eixo

38mm

Cone do árvore

CM

5

Cone do cabeçote móvel

CM

3

Rotação 60Hz

(6etapas) 75-1900rpm

Gama das roscas por polegadas

9-40 TPI

Gama das roscas métricas

0.4-4mm

Motor

1HP

Voltagem

220 V - monofásico

Peso líquido

360kg

52

5.1.6 Compressor

Compressor – Marca Schulz, modelo MSV80/425MAX. Este equipamento é utilizado na área de manutenção, para limpeza com ar e para equipamentos pneumático.

para limpeza com ar e para equipamentos pneumático. Figura 5.8 – Compressor MSV80/425MAX (DUTRAMAQUINAS,

Figura 5.8 – Compressor MSV80/425MAX (DUTRAMAQUINAS, 2009)

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.9.

Tabela 5.9 – Características técnicas (DUTRAMAQUINAS, 2009)

5.9 – Características técnicas (DUTRAMAQUINAS, 2009) 5.1.7 Micrometro Micrometro digital – Marca Mitutoyo,

5.1.7 Micrometro

Micrometro digital – Marca Mitutoyo, modelo Digimatic série 293. Este instrumento de precisão é utilizado no laboratório de testes e medição.

53

53 Figura 5.9 – Micrometro digital digimatic série 293 (MITUTOYO, 2009) Este equipamento apresenta as seguintes

Figura 5.9 – Micrometro digital digimatic série 293 (MITUTOYO, 2009)

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.10.

Tabela 5.10 – Características técnicas (MITUTOYO, 2009)

Tabela 5.10 – Características técnicas (MITUTOYO, 2009) 5.1.8 Paquímetro Paquímetro digital – Marca Mitutoyo,

5.1.8 Paquímetro

Paquímetro digital – Marca Mitutoyo, modelo Coolant Proof ABSOLUTE série 500. Este instrumento de precisão é utilizado no laboratório de testes e medição.

é utilizado no laboratório de testes e medição. Figura 5.10 – Paquímetro digital digimatic série 293

Figura 5.10 – Paquímetro digital digimatic série 293 (MITUTOYO, 2009)

54

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.11.

Tabela 5.11 – Características técnicas (MITUTOYO, 2009)

Tabela 5.11 – Características técnicas (MITUTOYO, 2009) 5.1.9 Balança Balanças de pesagem para recebimento- Marca

5.1.9 Balança

Balanças de pesagem para recebimento- Marca ALFA, modelo B-5040-30. Este equipamento de pesagem será usado na área de recebimento, para conferência dos sacos de matéria-prima de 25 kg.

para conferência dos sacos de matéria-prima de 25 kg. Figura 5.11 – Balança ALFA, modelo B-5040,

Figura 5.11 – Balança ALFA, modelo B-5040, até 30 kg. (ALFA, 2009)

55

Na tabela 5.12, verifica-se as especificações técnicas da balança que será instalada no

setor de recebimento, para verificação do peso da matéria-prima.

Tabela 5.12 – Características técnicas. (ALFA, 2009)

BALANÇA

CAPACIDADE NOMINAL = x

DIVISÃO

COMPRIMENTO

LARGURA

ALTURA (mm)

MODELO

(mm)

(mm)

MÍN.

MÁX.

 

6 kg

1

g

       

B-4030-x

12

kg

2

g

400

300

90

100

18

kg

2

g

 

30

kg

5

g

       

B-5040-x

60

kg

10

g

500

400

120

130

120

kg

20

g

B-6050-x

180

kg

20

g

600

500

150

160

300

kg

50

g

Material=(L ou I)

L= Tampo em inox, estrutura em aço carbono ou I= Totalmente em inox

5.1.10 Empilhadeira

A empilhadeira elétrica retrátil oferece fácil operação, conforto e segurança para

movimentação de cargas de até 1.500 kg, com altura máxima de elevação até 6200 mm. São empilhadeiras indicadas para movimentação intensa de carga e descarga, possuindo

plataforma para o operador de forma a minimizar o esforço físico no deslocamento de cargas.

O design das empilhadeiras é moderno, ergonômico e de última geração. Com

excepcional e fácil manuseio, conforme demonstrada na figura 5.12. (LEMAQUI, 2009)

conforme demonstrada na figura 5.12. (LEMAQUI, 2009) Figura 5.12 – Empilhadeira DBr-CQD15C-1500-6200 (LEMAQUI,

Figura 5.12 – Empilhadeira DBr-CQD15C-1500-6200 (LEMAQUI, 2009)

56

Este equipamento possui as características técnicas demonstradas na tabela 5.13.

Tabela 5.13 – Características técnicas empilhadeira (LEMAQUI, 2009)

Modelo

DBr-CQD15C-1500-6200

Capacidade (Kg)

1500Kg

Altura total de elevação (mm)

6.200

Comprimento do garfo (mm)

1.070

Largura dos garfos - ajustável (mm)

200-550

Centro de gravidade (mm)

500

Raio mínimo para curva (mm)

1.690

Veloc. máx. com carga (Km/h)

6,0

Veloc. máx. sem carga (Km/h)

6,2

Veloc. máx. elevação com carga (m/s)

0,19

Rampa máxima (%)

10

Largura total (mm)

1.020

Altura com mastro elevado (mm)

7.000

Roda de tração (mm)

280

Roda de carga (mm)

250

Peso total sem bateria (Kg)

2300

Bateria

48V-400Ah

Carregador

380V-60Hz Trifásico

5.1.11 Paleteira

Paleteira manual também conhecida como transpalete ou carrinho hidráulico é um equipamento indispensável a qualquer empresa que efetue movimentação de cargas. Especialmente projetada para o manuseio de cargas paletizadas, é destinada ao transporte e locomoção de cargas postas sobre paletes com agilidade e segurança. Capacidade de carga para 2.500kg com duas opções de rodados que se adaptam aos diferentes tipos de pisos e aplicações. As rodas de direção dessa paleteira são fabricadas em aço e revestida com PU ou nylon, ambas de alta resistência, sendo também, um pouco mais abertas e mais largas do que as demais paleteiras, evitando assim alguns acidentes que podem ser causados por desequilíbrio do equipamento. O sistema de rodas de carga dupla permite que entrem no

57

palete com maior facilidade e passem por trilhos e canaletas de portas, além de superar eventuais obstáculos no solo, como lombada ou buracos. O macaco hidráulico robusto e as chapas de aço de 5mm que constituem a sua carcaça, completam está paleteira de alta qualidade e durabilidade, conforme demonstrado na figura 5.13. (LEMAQUI, 2009)

conforme demonstrado na figura 5.13. (LEMAQUI, 2009) Figura 5.13 – Paleteira PMS-2500 TNY (LEMAQUI, 2009) Este

Figura 5.13 – Paleteira PMS-2500 TNY (LEMAQUI, 2009)

Este equipamento possui as características técnicas demonstrada na tabela 5.14.

Tabela 5.14 – Características técnicas paleteira (LEMAQUI, 2009)

Paleteira modelo

PMS – 2500 (680)

PMS – 2500 (520)

Capacidade

2500

kg

2500

kg

Peso bruto

90 kg

85kg

Largura dos garfos

680mm

520mm

Altura da alavanca

1180

mm

1180mm

comprimento dos garfos

1170

mm

1100

mm

garfos erguidos

200mm

200mm

58

5.1.12 Esteira

Esteira horizontal de correia contínua fabricada com barras de aço SAE 1020, estrutura leve e resistente de fácil locomoção. Possui moto redutor lacrado em banho de óleo que dispensa cuidados especiais com lubrificação e que proporcionam maior vida útil do motor e de suas peças. Correia vulcanizada sem emendas fazem o transporte dos produtos, que pode ser corrugada ou lisa. Possui sistema de reversão da correia que possibilita que a esteira seja usada para carga ou descarga, conforme demonstrada na figura 5.14. Sistema com rodinhas possibilitam transportá-la rapidamente a qualquer lugar. A altura da esteira pode ser fixa ou de regulagem predefinida nos pés. Ideal para linhas de produção, transporte interno de carga e descarga de caminhões, transformando o que antes demoravam horas em apenas alguns minutos. (LEMAQUI, 2009)

o que antes demoravam horas em apenas alguns minutos. (LEMAQUI, 2009) Figura 5.14 – Esteira EH-8

Figura 5.14 – Esteira EH-8 (LEMAQUI, 2009)

59

Este equipamento possui as características técnicas demonstradas na tabela 5.15.

Tabela 5.15 – Características técnicas esteira (LEMAQUI, 2009)

Modelo

 

EH-8

Potência

3

CV

Comprimento

8

Metros

Largura

500mm

Altura Máxima

1200mm

Altura Mínima

800mm

Tipo de lona

De PVC e borracha 3 camadas - Lisa

Voltágem

A definir no pedido

Pintura

Atomotiva Verde colonial

Velocidade

Padrão 36m/minuto ou a definir no pedido.

Moto-redutor

De eixo vazado, lacrado em banho de óleo.

Esteira com roletes de 2 pol. x 600 mm espaçamento de 2 polegadas. Este sistema modular permite que o cliente encaixe seus módulos da melhor forma a atender suas necessidades de espaço e transporte dentro de seu ambiente. A movimentação será por gravidade ou por condução manual, a altura máxima ou mínima fica a critério do seu projeto. Estrutura fabricada com cantoneiras, tubo regular (metalon) ferro redondo e chapas em aço SAE 1020, unidos com solda tipo MIG, parafusos, porcas e arruelas Galvanizadas que proporcionam maior vida útil ao equipamento. Roletes galvanizados proporcionam maior durabilidade e protegem contra oxidação precoce. Pintura na cor verde colonial ou a definir. Rodas opcionais tipo rodízios giratórios que facilita o transporte do equipamento, conforme demonstrado na figura 5.15. (LEMAQUI, 2009)

60

60 Figura 5.15 – Esteira EH-R-600mm (LEMAQUI, 2009) Este equipamento possui as características técnicas demonstradas

Figura 5.15 – Esteira EH-R-600mm (LEMAQUI, 2009)

Este equipamento possui as características técnicas demonstradas na tabela 5.16.

Tabela 5.16 – Características técnicas esteira (LEMAQUI, 2009)

Modelo

EH-R-600mm

Comprimento

São Adquiridas em módulos de 1m

Altura Máxima

A definir no pedido

Altura Mínima

A definir no pedido

Cor / Pintura

Automotiva Verde Com fundo anti-corrosivo

Largura

600mm

61

6 CAPACIDADE DE PRODUÇÃO

A capacidade de produção de uma empresa constitui o potencial produtivo de que ele

dispõe. Esta representa o volume ideal de produção de produtos que a empresa pode realizar.

O volume ideal de produção representa um nível adequado de atividades que permita o máximo de lucratividade e o mínimo de custos, de produção, de mão-de-obra, de manutenção (SLACK et.al., 1997).

A capacidade de produção da empresa depende, por sua vez, de quatro subfatores:

Capacidade instalada;

Mão-de-obra disponível;

Matéria-prima disponível.

6.1 Tempos e métodos

Segundo Contador (1995), tempos e métodos é o estudo dos postos de trabalho que tem os seguintes objetivos:

Desenvolver o sistema e o método preferido, geralmente de menor custo;

Padronização do sistema e do método;

Determinação do tempo gasto por uma pessoa qualificada e devidamente treinada,

trabalhando num ritmo normal, para execução de uma tarefa ou operação específica; Orientação do treinamento do trabalhador no método preferido;

Significa a análise dos melhores e mais adequados métodos de trabalho e padronização deste para o resto do setor produtivo.

Na execução, o analista observa e descreve não só o tempo, mas também os movimentos necessários à sua execução. Compara o tempo gasto com uma tabela que traz o tempo-padrão para estes movimentos. Um estudo elementar dos movimentos de qualquer operação em que se procure eliminar os movimentos inúteis e simplificar os essenciais geralmente revela uma série de movimentos improdutivos (CONTADOR, 1995).

62

6.2 Dimensionamento da capacidade de produção

Para determinação da capacidade de produção, devem-se definir primeiramente os tempos padrões de produção, que são utilizados como referência para avaliar o desempenho de uma determinada célula produtiva. Para este processo são utilizados os levantamentos dos tempos médios por meio de cronometragens na linha ou amostragens de trabalho, essas são as técnicas de observação direta do trabalho mais utilizado e os tempos pré-determinados pertencentes à categoria de medida indireta do trabalho (CONTADOR, 1995; MARTINS & LAUGENI, 2006). As execuções das cronometragens, segundo Martins & Laugeni (2006), resumem-se nos seguintes passos:

Obtenção das informações sobre a operação e o operador em estudo;

Divisão da operação em elementos e registrar a descrição completa do método;

Observação e registro do tempo gasto pelo operador;

Determinação do número de ciclos a serem cronometrados;

Avaliação do ritmo do operador;

Verificação se o número de ciclos cronometrados é suficiente;

Determinação das tolerâncias;

Determinação do tempo padrão para as operações.

Para determinar o número de ciclo é necessário cronometrar o processo, considerando um erro relativo e probabilidades de 95% de confiança, utiliza-se a seguinte fórmula:

(CONTADOR, 1995)

N ' =

*

Er

z

*

R

d

2

*

x

2

(55)

Onde:

N’ = número de ciclos a serem cronometrados

z = coeficiente de distribuição normal padrão para uma probabilidade determinada

R = amplitude da amostra d 2 = coeficiente em relacionado ao número de cronometragens realizadas preliminarmente

63

Er = erro relativo

A determinação do tempo normal leva em consideração o fator de ritmo (FR). A estimativa do FR pode ser mediante comparação das observações feitas com vários operadores realizando a mesma tarefa, mas muitas vezes segue critérios qualitativos, Assim:

FR = 100% - ritmo normal FR > 100% - ritmo acima do normal FR < 100% - ritmo abaixo do normal

Portanto:

Tempo Normal = TN = TC x v

Onde:

TN = tempo normal TC = tempo cronometrado v = velocidade do operador

(56)

Segundo Barnes (1977), o tempo normal é o tempo necessário para que um operador qualificado e treinado execute a operação trabalhando em ritmo normal. Entretanto, deve-se prever interrupções durante a execução do trabalho, que são chamadas tolerâncias. Acrescentando-se as tolerâncias devido às necessidades pessoais, à recuperação da fadiga, e às esperas do processo, encontra-se o tempo padrão através da fórmula a seguir:

Tempo Padrão = TP = TN x Ft

6.3 Dimensionamento de máquinas

(57)

Segundo Martins & Laugeni (2006), a carga máquina dimensiona a quantidade de máquinas de um determinado tipo, requerida para atender um programa de produção. O cálculo de carga ajuda a identificar os gargalos de produção e assim ter conhecimento dos recursos e processos a serem melhorados por ordem de prioridade.

Demanda: 140.000 bombas de água por mês;

64

Dias de trabalho por mês: 22 dias;

Horas de trabalho: 2 turnos de 8 horas por dia;

Refeição: 40 minutos em cada turno;

Lanche: 15 minutos em cada turno;

Para os cálculos do dimensionamento das máquinas e capacidade de produção, será utilizada a equação descrita por Slack (1997), conforme apêndice I.

Após calcular o dimensionamento das máquinas e da capacidade de produção, chegou- se a definição que serão utilizados dois turnos. Conforme cálculos mostrados no apêndice I indica que a quantidades de funcionários seria a mesma para um turno por dia ou dois turno por dia. O motivo maior de utilizar dois turnos é a quantidade de máquinas a ser utilizadas, com um turno por dia o número de máquinas dobraria, ou seja, o investimento é menor e o prazo de retorno do capital investido será mais rápido. A fábrica estará operando em média 80% da sua capacidade total de produção, tendo a possibilidade de atender a demanda já existente e um possível aumento nos pedidos. Podendo também aumentar a capacidade de produção criando um terceiro turno.

65

7 ENERGIA

Na história da sociedade, a energia elétrica, desde a sua descoberta, sempre ocupou lugar de destaque, tendo em vista a dependência da qualidade de vida e do progresso econômico da qualidade do produto e dos serviços elétricos, que por sua vez dependem de como as empresas de eletricidade projetam, operam e mantêm os sistemas elétricos de potência, conforme demonstrado na figura 7.1.

elétricos de potência, conforme demonstrado na figura 7.1. Figura 7.1 – Importância da eletricidade para a

Figura 7.1 – Importância da eletricidade para a sociedade (LEÃO, 2007)

A energia elétrica proporciona à sociedade trabalho, produtividade e desenvolvimento, e aos seus cidadãos conforto, comodidade, bem-estar e praticidade, o que torna a sociedade moderna cada vez mais dependente de seu fornecimento e mais suscetível às falhas do sistema elétrico. Em contrapartida esta dependência dos usuários vem se traduzindo em exigências por melhor qualidade de serviço e do produto. A energia elétrica é uma das mais nobres formas de energia secundária. A sua facilidade de geração, transporte, distribuição e utilização, com as conseqüentes transformações em outras formas de energia, atribuem à eletricidade uma característica de universalização, disseminando o seu uso pela humanidade. No mundo de hoje, eletricidade, como alimento e moradia, é um direito humano básico. Eletricidade é a dominante forma de energia moderna para telecomunicações, tecnologia da informação, e produção de bens e serviços. (LEÃO, 2007) No Brasil a maior quantidade de energia elétrica produzida provém de usinas hidrelétricas, obtidas através da concessionária de fornecimento de energia elétrica local. A seguir serão citados alguns conceitos sobre a energia elétrica, como: a geração, transmissão e sua distribuição.

66

7.1 Geração de energia elétrica

São diversas as formas de geração de energia elétrica podendo citar entre outros a energia hídrica, térmica, nuclear, geotérmica, eólica e solar. (CEPA, 2009). Existem diferentes formas de geração de energia elétrica, sendo as duas primeiras as mais utilizadas no Brasil (AMBIENTE BRASIL, 2009). Nas usinas hidrelétricas, a energia elétrica tem como fonte principal a energia proveniente da queda de água represada a certa altura. A energia potencial que a água tem na parte alta da represa é transformada em energia cinética, que faz com que as pás da turbina girem, acionando o eixo do gerador, produzindo energia elétrica, conforme demonstrado na figura 7.2.

energia elétrica, conforme demonstrado na figura 7.2. Figura 7.2 – Usina hidrelétrica (GEOCITES, 2009) 7.2

Figura 7.2 – Usina hidrelétrica (GEOCITES, 2009)

7.2 Geração e distribuição de energia elétrica

A estrutura do sistema elétrico de potência compreende os sistemas de geração, transmissão, distribuição e subestações de energia elétrica, em geral cobrindo uma grande área geográfica. Na geração de energia elétrica uma tensão alternada é produzida, a qual é expressa por uma onda senoidal, com freqüência fixa e amplitude que varia conforme a modalidade do atendimento em baixa, média ou alta tensão. Essa onda senoidal propaga-se pelo sistema elétrico mantendo a freqüência constante e modificando a amplitude à medida que trafegue por transformadores. Os consumidores conectam-se ao sistema elétrico e recebem o produto e o serviço de energia elétrica.

67

O sistema atual de energia elétrica é baseado em grandes usinas de geração que transmitem energia através de sistemas de transmissão de alta tensão, que é então distribuída para sistemas de distribuição de média e baixa tensão. Em geral o fluxo de energia é unidirecional e a energia é despachada e controlada por centro(s) de despacho com base em requisitos pré-definidos, conforme demonstrado na figura 7.3. (LEÃO, 2007)

Estrutura Básica do Sistema Elétrico Azul: Transmissão Linhas de Transmissão 500, 345, 230, e 138kv
Estrutura Básica do Sistema Elétrico
Azul: Transmissão
Linhas de Transmissão
500, 345, 230, e 138kv
Verde: Distribuição
Preto: Geração
Cliente de
Transmissão
26kv e 69kv
Subestação
descer
Transformador
Cliente Primário
13kv e 4kv
Gerador
aumenta o
Estação do
Cliente de
Transmissão
138kv of 230kv
Transformador
Gerador
Cliente Secundário
120 v e 240 v

Figura 7.3 Estrutura básica de um sistema elétrico (LEÃO, 2007)

A eletricidade percorre longas distâncias através das torres de transmissão (Figura 7.4), durante esse percurso, perde-se certa quantidade de energia. Para diminuir as perdas, a tensão é elevada em subestações próximas à barragem (ELETROPAULO, 2009).

em subestações próximas à barragem (ELETROPAULO, 2009). Figura 7.4 – Linha de transmissão de energia (CEPA,

Figura 7.4 – Linha de transmissão de energia (CEPA, 2009)

68

A rede de transmissão liga as grandes usinas de geração às áreas de grande consumo.

Em geral apenas poucos consumidores com um alto consumo de energia elétrica são

conectados às redes de transmissão onde predomina a estrutura de linhas aéreas.

O nível de tensão depende do país, mas normalmente o nível de tensão estabelecido

está entre 220 kV e 765 kV.

A rede de sub-transmissão recebe energia da rede de transmissão com objetivo de

transportar energia elétrica a pequenas cidades ou importantes consumidores industriais. O nível de tensão está entre 35 kV e 160 kV. As redes de distribuição alimentam consumidores residenciais e consumidores industriais de médio e pequeno porte, consumidores comerciais e de serviços. As tensões

estão entre 4 a 35 kV para a média tensão e algumas centenas de volts para a baixa tensão (440/220/110 V). (LEÃO, 2007)

7.2.1 Redes de média tensão

O objetivo das redes de distribuição em média tensão é transportar energia das redes

de sub-transmissão para pontos de consumo médio (p.ex. 250 kVA). O número de consumidores é apenas uma pequena proporção do número total de consumidores supridos diretamente em baixa tensão. O setor terciário, tais como hospitais, edifícios administrativos e pequenas indústrias são os principais usuários da rede. (LEÃO, 2007)

7.2.2 Redes em baixa tensão (BT)

O objetivo das redes em baixa tensão (BT) é transportar eletricidade das redes de

média tensão para pontos de baixo consumo (p.ex. < 250 kVA).

A rede BT representa o nível final na estrutura de um sistema de potência. Um grande

número de consumidores, o setor residencial, é atendido pelas redes em BT. Tais redes são em

geral operadas manualmente. A figura 7.5 mostra um diagrama com a representação dos vários segmentos de um sistema de potência com seus respectivos níveis de tensão. (LEÃO, 2007)

69

69 Figura 7.5 – Faixas de tensão do sistema elétrico (LEÃO, 2007) 7.3 Demanda estimada de

Figura 7.5 – Faixas de tensão do sistema elétrico (LEÃO, 2007)

7.3 Demanda estimada de energia elétrica

As concessionárias em geral estabelecem limites de carga para o abastecimento dos clientes ligados em média e alta tensão. Este limite é estabelecido para que sejam respeitados os níveis de segurança de operação do sistema elétrico como um todo e para que todos os equipamentos do sistema de rede externo e do sistema elétrico estejam devidamente dimensionados (ELETROPAULO, 2009). Para se definir a demanda é necessário definir as cargas instaladas, as cargas de iluminação, assim como tomadas de escritório, chuveiros e demais equipamentos elétricos de pouca expressão. Serão tomados como base pelo mínimo especificado na NBR 5410 e na NB3 (COTRIM, 1993). O cálculo da demanda máxima provável de uma operação e/ ou o levantamento da curva de relação de cargas de um sistema é portanto, uma atividade básica e fundamental para a garantia de operação de um sistema elétrico. Deve ser efetuado por um profissional habilitado que será o responsável técnico pelo projeto e deve ser habilitado na categoria pertinente.(ELETROPAULO, 2009).

7.4 Fator de potência

A energia reativa é fornecida por diversas fontes ligadas ao sistema elétrico tais como geradores, motores síncronos e capacitores funcionando de forma individual ou combinada. Os aparelhos utilizados em uma instalação industrial são, em sua maioria,

70

geradores parciais de energia reativa indutiva e que não produzem nenhum trabalho útil, pois apenas são responsáveis pela formação do campo magnético dos referidos aparelhos (CREDER, 2002). As próprias linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica são fontes parciais de energia reativa devido a sua própria reatância. Portanto, a energia reativa é em sua maioria suprida pela fonte geradora normalmente localizada distante da planta industrial. Porém, sempre que as fontes de energia reativa ficam em terminais muito distantes da carga ocorrem perdas na transmissão deste bloco de energia reduzindo o rendimento do sistema elétrico. Desta forma, é melhor que a fonte geradora de energia reativa seja instalada no próprio prédio industrial, aliviando a carga de todo o sistema que, desta forma, poderia transmitir mais energia que realmente resultasse em trabalho, nesse caso, a energia ativa. Esta fonte pode ser obtida através da instalação de um motor síncrono super excitado, ou mais economicamente, através da instalação de capacitores de potência (CREDER, 2002). De acordo com a Resolução ANEEL nº 456 de 30/11/2000, o fator de potência é um índice que mostra o grau de eficiência que um determinado sistema elétrico está sendo utilizado. Esse índice pode assumir valores de 0 (zero) a 1 (um). Valores altos de FP, próximo de 1 (um), indicam o uso eficiente; valor baixo evidencia o mau aproveitamento. Pela legislação atual, o índice de referência do FP é 0,92. Quando analisado graficamente o fator de potência mostra claramente que é obtido pela composição da energia ativa e a energia reativa. Quanto maior a energia reativa para uma mesma energia ativa, maior será a energia que deverá ser fornecida e maior o fator de potência neste momento. A figura 7.6 mostra as relações entre as potências ativas de 100 kW e dois diferentes níveis de energia reativa nos casos de fatores de potência de 0,7 e 0,92. Veja que a potência total requerida no caso de fator de potência 0,7 - 143KVA é maior que a potência total requerida para fator de potência 0,9 - 109KVA, para a mesma energia ativa:

71

71 Figura 7. 6 – Potências ativas (CREDER, 2002) Na tabela 7.1 mostra-se o consumo total
71 Figura 7. 6 – Potências ativas (CREDER, 2002) Na tabela 7.1 mostra-se o consumo total

Figura 7. 6 – Potências ativas (CREDER, 2002)

Na tabela 7.1 mostra-se o consumo total de energia elétrica da Wemar bombas, considerando os fatores de demanda conforme o tipo de carga, o total de horas por dia que os equipamentos estarão sendo utilizados e a previsão de consumo mensal com base no mês com vinte e dois dias úteis.

72

Tabela 7. 1 – Consumo total de energia elétrica

Item

Descrição do

Equipamento

Qde.

Potência

Nominal

(kW)

Fator

de

Potên

Tempo de

Utilização

(h)

(kWh)

Preço de

1kWh

Subgrupo

Custo

(R$)

kWh/dia

Custo

(R$)

kWh/mês

cia

A4

1

Injetora

5

42,1

1

16

3368

0,15979

R$ 538,17

11.839,80

Primax 150R

 

Unidade Água

               

2

Gelada

1

1,47

1

16

23,52

0,15979

R$ 3,76

82,68

SAT.05.W

 

Unidade Água

               

3

Gelada

1

1,98

1

16

31,68

0,15979

R$ 5,06

111,37

SAT.09.W

 

Torre de

               

4

Resfriamento

2

1,12

0,8

16

28,672

0,15979

R$ 4,58

100,79

 

Desumidifica

               

5

dor SMD

1

14,32

1 16

229,12

0,15979

R$ 36,61

805,44

2000

6

Compressor

1

14,32

 

1 16

229,12

0,15979

R$ 36,61

805,44

 

Prensa DC-3-

               

7

E-BC

4

1,27

1 16

81,28

0,15979

R$ 12,99

285,73

8

Chuveiro

19

4,4

 

1 1

83,6

0,15979

R$ 13,36

293,89

9

Computador

18

0,8

0,9

10

129,6

0,15979

R$ 20,71

455,59

 

Torno

               

10

Convencional

1

10

1

3

30

0,15979

R$ 4,79

105,46

11

Fresadora

1

10

1

3

30

0,15979

R$ 4,79

105,46

 

Tomada de

               

12

uso geral

10

0,1

0,8

10

8

0,15979

R$ 1,28

28,12

13

Iluminação

88

0,4

0,85

16

478,72

0,15979

R$ 76,49

1.682,88

Fábrica

14

Iluminação

60

0,12

0,9

16

103,68

0,15979

R$ 16,57

364,47

Escritório

15

Empilhadeira

1

19,2

1

4

76,8

0,15979

R$ 12,27

269,98

16

Diversos

1

15

1

16

240

0,15979

R$ 38,35

843,69

TOTAL (+ 10%)

 

R$ 918,22

20.200,90

73

8 ÁGUA

A

água (em termos químicos também designada por hidróxido de hidrogênio,

monóxido de di-hidrogênio ou ainda protóxido de hidrogênio) é uma substância que, nas

condições normais de temperatura e pressão (0 °C; 1 atm), encontra-se em seu ponto de fusão. Em condições ambientes (25 °C; 1 atm) encontra-se no estado líquido, visualmente incolor (em pequenas quantidades), inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida conhecidas.

A água possui fórmula química H2O, ou seja, a menor parte da substância que ainda é

considerada pura (uma molécula de água) possui em sua composição dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio ligados por meio de ligações químicas. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, sendo encontrada principalmente nos oceanos e calotas polares, e também na atmosfera sob a forma de nuvens, nos continentes em rios, lagos e aquíferos, para além da que está contida em todos os organismos vivos.

8.1 Qualidade da água

A água para uso humano deve atender a critérios rigorosos de qualidade, e para isso,

não deve conter elementos nocivos à saúde (substâncias tóxicas e organismos patogênicos) e nem possuir sabor, odor ou aparência desagradável. Uma água própria para este fim é denominada de água potável, e a característica que a mesma deve atender é chamada de padrões de potabilidade.

Na água potável pode estar presente uma grande quantidade de substâncias, que não

devem ultrapassar certos limites de concentração, pois podem tornar-se nocivas pelo seu uso

continuado. Essa lista de substâncias tende a ser modificada e aumenta à medida que novos compostos químicos são inventados e utilizados pelo homem em sua indústria, ou que novas descobertas são feitas pela ciência a respeito de suas propriedades fisiológicas.

Os padrões de potabilidade de água são definidos pela Portaria n° 518 de 25 de março

de 2004 do Ministério da Saúde. A portaria em vigor define água potável como sendo a água para consumo humano, cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos, atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos a saúde. O padrão de potabilidade define o limite máximo para cada elemento ou substância química, não estando considerado eventuais efeitos sinérgicos entre elementos ou substâncias (TSUTIYA, 2006).

74

8.2 Água para uso industrial

Segundo Muñoz (2000), o uso da água em uma instalação industrial pode ser classificado em cinco categorias:

Uso humano;

Uso doméstico;

Água incorporada;

Água utilizada no processo de produção;

Água perdida ou para usos não rotineiros.

O uso da água para o consumo humano refere se ao banheiro, banho e alimentação (inclusive lavagem de utensílios), de modo que esse consumo depende essencialmente do número de funcionários e do seu regime de trabalho. Considera-se como uso doméstico, a água utilizada em limpeza geral e manutenção da área do estabelecimento e, em alguns casos, a água utilizada em utilidades (torre de resfriamento, equipamento para irrigação). Como exemplo de água incorporada ao produto, pode-se citar a água incorporada a shampoos e outros produtos de higiene pessoal, água incorporada a alimentos. Para os casos de água utilizada no processo de produção e não incorporada a produto, tem-se: água para geração de vapor, água para refrigeração, água para reparação de argamassa de cimento, água para lavagem de roupas em lavanderias. Como água perdida, considera-se o consumo ocorrido sem relação com a atividade de produção da empresa, como: água para incêndio, água para lavagem de reservatórios, água perdida por vazamentos e para usos não identificados. Para Muñoz (2000), as taxas de consumo de água normalmente podem ser consideradas para as indústrias são:

47m³/há. dia – para áreas industriais;

30 – 95L/pessoa. dia – para usos sanitários.

Observa-se, entretanto, que o volume de água utilizado varia de uma indústria a outra e, por outro lado, mesmo para indústrias semelhantes, o consumo pode variar consideravelmente.

75

8.3 Utilização da água para os processos produtivos e consumo humano

A água utilizada será fornecida pela Sabesp (Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa responsável pelo abastecimento da região onde a empresa estará operando. A tabela 8.1 mostra a caracterização da água Sabesp, estando a mesma dentro dos padrões de potabilidade exigidos na portaria 518.

Tabela 8.1 – Caracterização da água SABESP, comparada com a Portaria 518.

     

Valores Portaria

Parâmetro

Unidade

Valores SABESP

518

pH

-

 

7,5

6,5 a 9,0

Temperatura

°C

15

-

Sólidos Dissolvidos Totais

mg/L

<

100

1000

Dureza Total

mg/L

100

500

Alcalinidade Bicarbonato

mg/L

-

-

Alcalinidade Carbonato

mg/L

-

-

Alcalinidade Hidróxido

mg/L

-

-

Alumínio

mg/L

<

0,2

0,2

Arsênio

mg/L

-

0,01

Bário

mg/L

-

0,7

Boro

mg/L

-

-

Cádmio

mg/L

<

0,005

0,005

Cloreto

mg/L

2,96

250

Chumbo

mg/L

<

0,01

0,01

Cobre

mg/L

<

0,01

2

Cobalto

mg/L

-

-

Cromo

mg/L

<

0,01

0,05

Ferro

mg/L

<

0,3

0,3

Flúor

mg/L

 

0,7

0,6 a 0,8

Manganês

mg/L

0,15

0,1

Mercúrio

mg/L

<

0,0001

0,001

Nitrogênio Nitrato

mg/L

0,47

10

Nitrogênio Total

mg/L

0,47

-

Níquel

mg/L

<

0,02

-

Potássio

mg/L

-

-

Selênio

mg/L

-

0,01

Sódio

mg/L

-

200

Sulfato

mg/L

25

250

Vanádio

mg/L

-

-

Zinco

mg/L

0,02

5

Coliforme Total

NC.MF/100 mL

98,6% de

95% de

ausência

Ausência

76

8.4 Cálculo do volume de água

A tabela 8.2 mostra a média do consumo de água por pessoa em apartamentos, residências e residências populares, para que possa calcular o consumo humano diário per - capita.

Tabela 8.2 – Consumo doméstico em prédios (TSUTIYA, 2006)

   

Consumo

Prédio

Unidade

(l/dia)

Apartamento

Pessoa

200

Residência

Pessoa

150

Residência popular

Pessoa

120

Cálculo do consumo humano diário per – capita segundo Tsutiya (2006):

C

=

C =

A

+

R

+

Rp

200

3

+

150

+

=