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UNESP

CURSO EDUCAÇÃO FÍSICA MATUTINO


NOME ROBERTO SHIGUEO TANABE
MATÉRIA ANTROPOLOGIA

CONCEITOS E METODOS DE ANTROPOLOGIA

Conceitos fundamentais

1. O outro

Uma vez que a antropologia estuda as diferenças entre sociedades e culturas,


destina a si própria a tarefa de pensar o outro. Inicialmente concebida como histórica ( o
primitivo ) e como geográfica ( fora da Europa ). E esquematizada por caricaturas
verbais: despotismo oriental, irracionalidade africana, selvajaria índia e etc...
O outro não esta etiquetado num quadro necessariamente longínquo. Estudar uma
aldeia rural da Bretanha, uma comunidade de marginais, um bairro de lata ou o bairro
asiático de Paris. Há uma distancia não geográfica, mas sim social e cognitiva. O
importante no estudo de uma sociedade é possuir a bagagem teórica e metodológica que
lhe permite uma distanciação científica. Estabelecendo relações alcançando um melhor
conhecimento de si mesmo ou da própria cultura por comparação. O caráter de distinção
entre eu e outro, eles e nos, deve ser de pesquisa e não pra reforças tipos de ideais.
Como primitivo e civilizado, sociedade tradicional e sociedade racional, comunidade e
sociedade.

2. O Etnocentrismo

Todos os povos, grupos religiosos, sociedades ou até mesmo pessoas de forma


individual, tem a tendência de rejeitar, criticar ou desvalorizar os que não são como ele.
O etnólogo procura se livrar do etnocentrismo que tem por atitude julgar as formas
morais, religiosas e sociais de outras comunidades de acordo com as nossas próprias
normas, e, portanto considerar as suas diferenças como anomalia. Devendo assim evitar
a tentação de reduzir o pensamento de outrem ás suas próprias grelhas de interpretação,
tanto quanto a de se considerar superior àqueles que analisam.

3. A etnia

A etnia define-se geralmente como uma população ( etnos significa povo, em


grego ) que adota um etnonimo e que reclama uma mesma origem, possuindo uma
tradição cultural comum, especificada por uma consciência que pertença a um grupo,
cuja unidade se apóia numa língua, numa história e em territórios idênticos. Porém esses
critérios precisam ser ponderados. Por exemplo; um território pode ser partilhado por
diversas etnias e a mesma etnia pode ser encontrada em territórios afastados.
Na realidadee, a etnia foi uma concepção do século XIX, que levou a construção
de etnologia como ciência das etnias. Contudo, reconhecendo que a sociedade que
estudaremos não são apenas etnias, daremos preferência ao termo antropologia.
4. Etnologia e Antropologia

O fato de a mesma disciplina se chamar etnografia, etnologia, antropologia social


ou cultural explica-se por ligeiras diferenças de conteúdo, de objeto, de método e de
orientações teóricas.
A etnografia corresponde a um trabalho descritivo de observação e de escrita ,
comportando a recolha de dados e documentos e sua descrição empírica (grafia), sob
forma de registros dos fatos humanos, traduções, classificações dos elementos que se
consideram pertinentes de uma sociedade ou de uma instituição.Abrindo caminho a
monografia sobre diversos aspectos de uma sociedade.
A etnologia, ao elaborar os materiais fornecidos pela etnografia, visa, após analise
e interpretação, construir modelos e estudar as suas propriedades formais a um nível de
síntese teórica, tornando possível pela analise comparativa.
A antropologia atua como um conjunto de idéias teóricas, referidas aos homens e
suas obras, aos precursores, contraditores e sucessores, conduzindo debates de idéias
sobre os agrupamentos humanos e as suas culturas, como tradição intelectual e
ideológica, própria de uma disciplina que tem uma forma de apreensão do mundo e
como pratica institucional definindo os seus objetivos, objetos, idéias como método e
pratica de campo.
A antropologia social estabelece as leis da vida em sociedade, especialmente sob o
ângulo do funcionamento das instituições sociais, como a família e o parentesco, classes
etárias, organização política e pratica de campo.
A antropologia cultural, diz respeito aos traços culturais e aos fenômenos de
transmissão da cultura.

5. Objeto de atitude da antropologia

A antropologia tem como objeto unidades sociais coerentes e de fraca amplitude


que ou constituem uma amostra representativa da sociedade global que se deseja
apreender 9 o estudo da vida quotidiana de, por exemplo, uma aldeia) ou então tem uma
situação original pela sua subcultura especifica. A atitude consiste em extrapolar o
global as partir do local, mediante a apreensão das relações interindividuais e
instituicionais, dos princípios de organização e de produção, dos valores que dirigem a
vida comunitária.
Cada elemento isolado ganha significado a partir do conjunto cultural e social que
esta inserido.

RELAÇÕES ENTRE DISCIPLINAS AFINS

1. Antropologia e sociologia

A antropologia constituiu-se em estreita relação com sua quase irmã, a sociologia.


No século XIX, a necessidade de reorganização social, após as revoluções política e
industrial, origina o nascimento da sociologia. Pouco depois , o interesse romântico pelo
exótico, o desejo de criar uma antropologia de orientação filosófica e o projeto colonial,
convergem para a fundação da etnologia.
A etnologia e a sociologia afirmam-se diferentes devido ao seu campo de
investigação. Para a primeira: as sociedades relativamente homogêneas e de pequena
escala, sem historia conhecida, ditas primitivas, tradicionais, sem escrita; para outra as
sociedades complexas, heterogêneas, de grande profundidade histórica, ditas civilizadas,
industrializadas, letradas, modernas. A sociologia escolhe como método preferido um
vasto conjunto, enquanto a etnologia prefere elaborar inventários descritivos completos
das culturas de pequena dimensão. O interesse do sociólogo e dos etnólogos convergem
sobre a pesquisa de estruturas e funções sociais e sobre uma analise dinâmica das
sociedades atuais.

2. Antropologia e história

A etnologia é caracterizada pela oralidade, espacialidade, a alteridade, o


inconsciente, e a historia delimitada pela escrita, a temporalidade, a identidade e a
consciência. E a etno-história elabora a história das sociedades que eram ditas sem
historia. Embora a etnologia se propõem ser generalizante e comparativa em relação a
uma etnografia preferentemente descritiva, a historia conceitualizante e comparativa
distancia-se também, face a uma historia-narração factual.

3. Rumo a uma etnolingistica

A língua, e elemento essencial da tradição, tem sua vida própria dos pontos de
vistas fonológicos ( os sons ), sintático ( construção das frases ), semântico ( sentido das
palavras ) . A língua pode ser estrutural quando se considera a língua como um código,
e um produto do espírito humano, e generativa quando se encara como um conjunto de
regras de produção de frases.
Mas o importante para as relações entre língua e estrutura social, é como os
falantes representam a sua língua e que lugar tem ela em determinada cultura. Por
exemplo, a linguagem do burguês não é igual do carroceiro.

4. Outras afinidades e especializações

As relações interdisciplinares são tão necessárias a antropologia como as


especializações.
a) as especificações externas, nos confins de outras disciplinas: etnobotanica,
etnozoologia, etnomusicologia;
b) as especificações internas; antropologia política,econômica, religiosa ou de
parentesco.
c) As especializações regionais: africanismo, oceanismo, americanismo,
europeísmo.
d) As especializações de escola: função de teorias e de temáticas privilegiadas em
determinada época, em determinado país.
ARTE E MÉTODO

1. A aventura etnológica no terreno

A aventura a partir do exílio cultural predispõe para a tolerância, para a rejeição de


preconceitos ligados ao seu meio, a sua classe, a sua formação e liberta do
etnocentrismo graças a um afastamento do sistema, que ajuda a comparar e a exercer
sua faculdade critica.
A qualidade da observação do participante e o mimetismo, fazendo como os
outros, para levar a esquecer o mais possível a sua diferença, ao mesmo tempo que se
tenta comunicar, graças a aquisição de elementos da língua da terra e a expressão do
calor humano. Partilhar a vida quotidiana do observado, os seus trabalhos, as suas
conversas, as suas festas, captar as motivações dos atos e compreender o sistema de
valores.

2. A observação do participante

Pode tratar-se de;


Observação interna ( auto-observação ou observação do próprio grupo ).
Observação externa ( observação de um grupo exterior).
Observação simples utilizando apenas nossos sentidos.
Observação equipada com gravador, maquina de filmar, fita métrica e etc..
Observação continua, por um investigador presente durante varias semanas.
Observação diversas, como participativa, declarada, clandestina e descritiva.
As regras gerais para observação são:
Personalidade e competência do observador ( tentar pensar e sentir como as pessoas que
analisa), necessidade de aprendizagem ( desvendando os problemas e os
comportamentos significativos), procedimento ( tomar notas de acontecimentos ),
conteúdo ( riqueza de detalhes ) e elaboração de relatório ( revisar as notas tomadas ).

3. Inquérito por informadores

A observação não seria suficiente sem conversações junto de informadores


qualificados.
Os Investigadores: o etnólogo pode certamente trabalhar sozinho, mas muitas
vezes encontrará na proximidade do seu terreno um lingüista, um medico, um
tecnólogo, um historiador das religiões, a quem poderá solicitar o alargamento da nsua
rede de informação.
Os informadores; se não forem impostos pelas circunstancias ou pela autoridade
local, serão escolhidos em função do seu saber, identificando-as suas pertenças e o
ajustamento dos subgrupos de que fazem parte; família, profissão, idade, culto.
As informações; obtém se no momento da observação através de interrogatório
metódico ou de conversa não dirigida.
Os documentos; além dos documentos verbais o inquiridor utiliza os documentos
materiais e todas formas de gravação dos fatos humanos.
4. A interpretação de resultados

Consiste na interpretação dos resultados, que supõe a construção de hipóteses e a


administração da prova. Censura-se ao etnólogo ou de interpretar demasiado, de sobre
interpretar, de impor um sentido, ou então, pelo contrário, de não interpretar o
suficiente, de descrever simplesmente os fatos verificados empiricamente, sem
referencia as suas causas e condições.

5. A monografia

A maior parte das vezes, uma investigação antropológica termina na redação de


uma monografia, em que se expõem os resultados.