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A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA

Marcos Mendes1
Milena Mendes2

Resumo: A escola está em fase de mudança em seus paradigmas, face a


inserção do computador no processo pedagógico. Professores relutam de um lado, e
alunos cada vez mais dominam esta tecnologia. No meio deste cenário, está a
escola, que não pode perder seu foco, que é o ensino

PALAVRAS-CHAVE: COMPUTADOR. EDUCAÇÃO. MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA.

Não é fato novo que as desigualdades o Brasil atingem os aspectos

sociais, econômicos e culturais. Até chegar aos dias atuais, a população brasileira

passou por diversos processos políticos e econômicos, o que fez surgir um povo

lutador tanto em conquistar a democracia quanto em mantê-la.

Não há como não parafrasear Paulo Freire, quando ensina que “o ser

cidadão, é o ser político, capaz de questionar, criticar, reivindicar, participar, ser

militante e engajado, contribuindo para a transformação de uma ordem social injusta

e excludente.” Neste prognóstico saudoso e ao mesmo tempo de vanguarda, se traz

à luz a escola pública, com seus múltiplos níveis e modalidades, que tem como

premissa básica a formação de um cidadão, através da construção de

conhecimentos, desenvolvimento de atitudes e instituição de valores, que unidos,

possibilitem que cidadão brasileiro seja solidário, crítico, ético e participativo. Neste

contexto, se encontra em Moran (2005), um bom conceito da função social da

escola: “organizar os processos de aprendizagem dos alunos, de forma que eles


1
MARCOS MENDES. Mestrando em Políticas Públicas (UECE), MBA em Gestão Tecnologia da Informação e da Comunicação
na Educação (PUC-RS). Coordenador de EaD (IMMES). Tutor do MEC. www.eaddigital.com.br
2
MILENA MENDES. Esp. Em Educação à Distância (UNB), Licenciada em Informática (IESAP), Tecnóloga em Sistemas WEB
(UNIMETA), professor do Governo do Estado do Amapá. Assistente de EaD do MEC.
desenvolvam as competências necessárias para serem cidadãos plenos e

contribuam para melhorar nossa sociedade”.

Além de se compartilhar com este pensamento, se concorda com

TORRES (2006), quando é enfática ao ensinar que “uma das funções sociais da

escola é preparar o cidadão para o exercício pleno da cidadania vivendo como

profissional e cidadão”. Se pode delinear esta preparação não como apenas o

repasse aos alunos dos conteúdos constantes nas matrizes, mas

preponderantemente no fato de que o aluno deve interagir com seu meio ao estudar,

por exemplo Geografia, e saber que tipo de clima predomina em sua cidade, qual o

tipo de solo que pisa. Também pode se exemplificar esta interação quando o aluno

visualiza as mídias sobre meio ambiente, e sabe qual é a origem da água que

consome e onde ela é descartada; que em frente a sua escola é um ponto de

poluição sonora; que o lixo que está na calçada provoca enchentes.

Se consegue concatenar este raciocínio com a concepção de Moretto

(2001, p...), onde ensina que “a função social da escola é ajudar a formar gerentes

de informação e não meros acumuladores de dados”. Ao se contextualizar este

ensino com a realidade educacional que se deseja, se percebe nas “entrelinhas”

algumas mensagens: Função social: A escola é um local visa a inserção do cidadão

na sociedade, através da interelação pessoal e da capacitação para atuar no grupo

que convive ....ajudar a formar... a ajuda que se recebe da escola, através do

professor é fruto das “qualidades pessoais, as características de seus alunos, as

especificidades de sua disciplina e os recursos disponíveis na escola.” (TORRES,

2006). Quando o professor leva o aluno a aprender descobrindo, este tem

possibilidades mais efetivas de contextualizar em sua rotina cotidiana o que

aprendeu em sala de aula, descortinando perante o aluno um horizonte de


progresso no aprendizado. Por exemplo, um professor de história que estimule seus

alunos a conhecerem os pontos históricos de sua cidade, possibilitará a eles não

somente o aprendizado da matriz, como também despertará neles o senso de

cidadania, ao experimentar um patrimônio que é seu em sua essência ....gerentes

de informações e não meros acumuladores de dados... se considera este como

o ponto de ebulição de Moretto (2001), ao confrontar o paradigma reinante em

nossas escolas, em que o aluno “acumulador de dados” que não responder

exatamente o que o professor escreveu no quadro, terá sua nota diminuída.

REFERÊNCIAS

MORAN, José. Aprender e colaborar.


http://www.eca.usp.br/prof/moran/colaborar. htm. Acesso em: 28/04/2005.

MORETTO, Vasco Pedro. Prova – um momento privilegiado de estudo –


não um acerto de contas. Rio de Janeiro: DP&A, 2001

TORRES, Sueli. Uma função social da Escola.


http://www.fundacaoromi.org.br /homesite/news.asp?news=775. Capturado em
10/11/2007.