Vous êtes sur la page 1sur 12

Romantismo 1 fase Nacionalista

1. (UFRJ) Leia os Fragmentos dos poemas O canto do Piaga e Deprecação, de Gonçalves


Dias, e responda ao que se pede:

O canto do Piaga (fragmentos)

"Oh! quem foi das entranhas das águas,


O marinho arcabouço arrancar?
Nossas terras demanda, fareja...
Esse momento... — o que vem cá buscar?

Não sabeis o que o monstro procura?


Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, a mulher!

Vem trazer-vos crueza, impiedade —


Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maçã valente,
Profanar Manitôs, Maracás.

Vem trazer-vos algemas pesadas,


Com que a tribu Tupi vai gemer;
Hão-de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser!

Fugireis procurando um asilo,


Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.

Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,


Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína! ó Tupá!"

Deprecação (fragmentos)

"Tupã, ó Deus grande! teu rosto descobre:


Bastante sofremos com tua vingança!
Já restam bem poucos dos teus, qu' inda possam
Teus filhos que choram tão grande mudança.

Anhangá impiedoso nos trouxe de longe


Os homens que o raio manejam cruentos,
Que vivem sem pátria, que vagam sem tino
Trás do ouro correndo, voraces, sedentos.
Tupã, ó Deus grande! descobre o teu rosto:
Bastante sofremos com tua vingança!
Já lágrimas tristes choraram teus filhos,
Teus filhos que choram tão grande tardança.

Descobre o teu rosto, ressurjam os bravos,


Que eu vi combatendo no albor da manhã;
Conheçam-te os feros, confessem vencidos
Que és grande e te vingas, qu' és Deus, ó Tupã!"

Nesses poemas, Gonçalves Dias constrói um retrato anticonvencional do índio brasileiro, se


considerados os parâmetros românticos típicos de idealização indígena, principalmente a
configuração cavalheiresca medieval do índio. Ao assumir o ponto de vista do nativo, que
visão do projeto colonizador europeu a voz poética apresenta?

Resposta

2. (Cesgranrio-RJ)

I. "Dei o nome de PRIMEIROS CANTOS às poesias que agora publico, porque espero que
não serão as últimas."

II. "Muitas delas não têm uniformidade nas estrofes, porque menosprezo regras de mera
convenção; adotei todos os ritmos da metrificação portuguesa, e usei deles como me
pareceram quadrar melhor com o que eu pretendia exprimir."

III. "Não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas –
debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas." (...)

IV. "Com a vida isolada que vivo, gosto de afastar os olhos de sobre a nossa arena política
para ler em minha alma, reduzindo à linguagem harmoniosa e cadente o pensamento que me
vem de improviso, e as idéias que em mim desperta a vista de uma paisagem ou do oceano – o
aspecto enfim da natureza. Casar assim o pensamento com o sentimento – o coração com o
entendimento – a idéia com a paixão – colorir tudo isto com a imaginação, fundir tudo isto
com a vida e com a natureza, purificar tudo com o sentimento da religião e da divindade, eis a
Poesia – a Poesia grande e santa – a Poesia como eu a compreendo sem a poder definir, como
eu a sinto sem a poder traduzir."

Gonçalves Dias. Prólogo aos primeiros cantos.

Gonçalves Dias, em seu Prólogo aos primeiros cantos, expõe sua concepção de Poesia, que
reflete as características da estética romântica.

Assinale o que contraria as idéias contidas nos três primeiros parágrafos, em relação a
Gonçalves Dias.
a) A poesia reflete os mais variados estados de espírito do poeta, sendo fruto da emoção
momentânea.

b) As suas poesias não apresentam apego à rigidez métrica, apresentando ritmos variados.

c) Apesar de terem sido escritas em épocas diversas, constata-se a unidade de pensamento em


suas poesias.

d) Por serem fruto de criações sob influências locais distintas, suas poesias apresentam-se
diferenciadas.

e) A força poética de seus versos realiza-se na perfeita harmonia entre forma e conteúdo.

Resposta

3. (UEL/PR) A questão refere-se ao poema a seguir.

Leito de folhas verdes

“Por que tardas, Jatir, que tanto a custo


À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração, movendo as folhas
Já nos cimos do bosque rumoreja.
Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso Tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.
Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.
Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!
A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espera ainda
Doce raio do sol que me dê vida.
Sejam vales ou montes, lagos ou terra,
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!
Meus olhos outros olhos nunca viram,
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A Arazóia na cinta me apertaram.
Do tamarindo a flor jaz entreaberta,
Já solta o bogari mais doce aroma;
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!
Não me escutas, Jatir! Nem tardo acodes
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã! Lá rompe o sol! Do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!”

DIAS, Antônio G. Poesias completas.


Rio de Janeiro: Saraiva, 1957. p. 505-506.

Sobre o poema anterior, considere as afirmativas a seguir.

I. As marcas românticas do poema ficam evidentes na exaltação da atitude heróica do índio,


sempre disposto a partir para as batalhas grandiosas, ainda que tenha que ficar longe da
amada.

II. Apresenta traços em comum com as cantigas de amigo trovadorescas, a saber: o sujeito
lírico é feminino e canta a ausência do amado, que está distante.

III. Em todo o poema a transformação da natureza revela a passagem das horas, marcando
com isso a angústia do sujeito lírico pela espera de seu amado, a exemplo do que ocorre com
os versos “Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco” e “Do tamarindo a flor jaz entreaberta”.

IV. É possível observar, no poema, a ocorrência de momentos marcados pela ilusão da


chegada do amado, como em “Eu sob a copa da mangueira altiva/Nosso leito gentil cobri
zelosa”; e, por fim, um momento de clara desilusão: “Tupã! Lá rompe o sol! Do leito inútil/A
brisa da manhã sacuda as folhas!”

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.

b) I e III.

c) II e IV.

d) I, III e IV.

e) II, III e IV.

Resposta

4. (Mackenzie/SP)

No poema I-Juca-Pirama, um velho timbira conta a história de um índio tupi, prisioneiro de


sua tribo, que, na iminência de ser sacrificado, pede clemência pelo fato de seu pai, cego, o
estar aguardando na floresta. Assim, consegue a liberdade. Ao saber que seu filho chorara
diante da morte, o pai o amaldiçoa e volta com ele à tribo inimiga, onde, repentinamente, é
ouvido o grito de guerra do jovem que se põe a lutar contra todos. Demonstrada sua bravura, é
reconhecido como guerreiro ilustre e acolhido novamente pelo pai, que chora lágrimas “que
não desonram”.

Leia alguns versos desse poema de Gonçalves Dias.

01 “Tu, cobarde, meu filho não és.”


02 Isto dizendo, o miserando velho
03 A quem Tupã tamanha dor, tal fado
04 Já nos confins da vida reservara,
05 Vai com trêmulo pé, com as mãos já frias
06 Da sua noite escura as densas trevas
07 Palpando. — Alarma! Alarma! — O velho pára.
08 O grito que escutou é voz do filho,
09 Voz de guerra que ouviu já tantas vezes
10 Noutra quadra melhor.
Nos versos transcritos,

a) A fala do pai renegando o filho antecede a descrição da figura do ancião, cuja fraqueza
moral (caracterizada nos versos 03 e 04) é atribuída à súplica indigna do filho.

b) A caracterização dos indígenas é feita não só pela voz que está narrando os fatos, como
também pelo discurso direto das próprias personagens.

c) O segmento Vai com trêmulo pé, com as mãos já frias/Da sua noite escura as densas
trevas/Palpando constitui uma metáfora da morte do ancião.

d) Ocorrem duas distintas formas de se citarem palavras, mas as aspas denotam também que a
fala é autoritária e agressiva.

e) Tem-se um exemplo de poema lírico, no qual o eu que se expressa, falando sempre de si


mesmo, comunica a intensa dor.

Resposta

5. (Mackenzie/SP) Assinale o comentário que está corretamente associado a Gonçalves Dias.

a) Com assunto quase contemporâneo à publicação — luta da tropa aliada, espanhola e


portuguesa, contra os índios aldeados nas Missões jesuíticas do atual Rio Grande do Sul — o
poema Uraguai o distingue do academicismo de contemporâneos como Cláudio Manuel da
Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

b) Cultivando, como os da sua geração, o pessimismo — e por isso atraído pela morte, o
“humor negro”, a perversidade —, ao tratar do “homem selvagem”, o glorifica para, por
oposição, recusar valores medievais.
c) Envolvido intensamente com as injustiças sociais, é o símbolo da literatura participante; o
poeta-orador faz sua poesia aproximar-se da oratória, meio enfático de lutar por igualdade
social, como se vê no tratamento do tema do índio escravizado.

d) Herdeiro de preocupações neoclássicas, repudiou exageros na expressão; no tratamento da


temática, inventou recursos, como, em famoso poema indianista, romper a expectativa de
valentia inquebrantável do herói e usar sua fragilidade para mais enaltecer sua bravura.

e) Sua defesa do nativo contra os colonos que o escravizavam era realizada por retórica
complexa e sutil, mais conceptista do que cultista, em busca de desenvolver e provar qualquer
das assertivas feitas em sua tribuna.

Resposta

6. (UFRS) Sobre a poesia de Gonçalves Dias é correto afirmar que

a) Cantou a natureza brasileira como cenário das correrias e aventuras do indígena bravo e
leal.

b) Denunciou a iniqüidade da escravidão em poemas altissonantes e repletos de metáforas


aladas.

c) Elogiou os esforços do colonizador português em suas campanhas militares.

d) Cantou a bondade da mãe e da irmã, esteios femininos do núcleo familiar patriarcal.

e) Elogiou a dissipação e os excessos do vinho em orgias noturnas marcadas pela devassidão e


crueldade.

Resposta

7. (Mackenzie/SP)

“Eu amo a noite Taciturna e queda!


Então parece que da vida as fontes
Mais fáceis correm, mais sonoras soam,
Mais fundas se abrem;
Então parece que mais pura a brisa
Corre, — que então mais funda e leve a fonte
Mana, — e que os sons então mais doce e triste
Da música se espargem.”
Gonçalves Dias
Assinale a alternativa incorreta.

a) O ritmo regular dos versos decassílabos ajuda a construir a idéia da serena grandiosidade da
noite.
b) O quarto e o oitavo versos encerram cada seqüência gloriosa que a noite abarca: aquele, os
dons das fontes; este, a ação da brisa, da fonte e da música.

c) A descrição das ações das fontes de vida, na primeira estrofe, faz-se com o auxílio sintático
de um polissíndeto.

d) doce e triste, no sétimo verso, podem ser lidos como docemente e tristemente, devido ao
fato de permanecerem no singular.

e) A repetição de então é fator de coesão textual, recuperando sempre o termo noite.

Resposta

8. (UFPE)

“Minha terra tem palmeiras


onde canta o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
não gorjeiam como lá”
Do poema Canção do Exílio, do romântico Gonçalves Dias, resultou uma série de paráfrases e
paródias de poemas que cantam as saudades da terra. Uma delas foi a de Chico Buarque, da
qual se apresenta um fragmento a seguir:

Sabiá

“Vou voltar ainda vou voltar para meu lugar


E é ainda lá que eu hei de ouvir cantar uma sabiá...
Vou deitar á sombra de uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não dá...”

Considerando as semelhanças e diferenças entre os dois poemas, assinale a alternativa


incorreta.

a) O primeiro poema, representando o Romantismo, apresenta uma visão otimista da pujança


da natureza brasileira, enquanto o segundo, representando o Modernismo, atualiza
criticamente o dito e expressa a consciência pessimista das carências e da destruição da
natureza na terra natal.

b) Gonçalves Dias descreve a sua terra com formas verbais no tempo presente; Chico Buarque
o faz numa tensão entre o futuro e o presente, que se mostra negativo.

c) Em ambos os poemas, o advérbio lá refere-se a um lugar de que estão distantes as vozes eu


poético.

d) A musicalidade dos versos, a rima, a métrica o sentimento de perda que compõem a poesia
saudosista do Romantismo são retomados nos versos de Chico Buarque.
e) Assim como o texto atual, os versos do poeta maranhense fazem apologia da infância, dos
amores vividos e das belezas naturais de seu país, preservadas pela ação dos nativos.

Resposta

9. (Unama)

XV

"[...]
És doutro agora, e pr'a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!"

XVIII

"[...]
Lerás porém algum dia
Meus versos, d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos — e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiede,
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, — de compaixão."

Gonçalves Dias

Nessas estrofes do poema Ainda uma vez, adeus, de Gonçalves Dias, o eu—lírico:

a) Insatisfeito, evade-se da realidade por meio da morte.

b) Transfere à poesia, o que ele próprio não conseguira, a missão de comover a amada.

c) Rompe com o platonismo contemplativo e seduz a amada.

d) Racionaliza a impossibilidade de viver com a amada.

Resposta

10. (PUC-RS)

Para responder à questão, ler o texto que segue.


Canção do Exílio

“Minha terra tem palmeiras,


Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”

Para responder à questão, analisar as afirmativas que seguem, sobre o texto.

I. Através do texto, o poeta realiza uma viagem introspectiva a sua terra natal idéia reforçada
pelo emprego do verbo “cismar”.

II. A exaltação à pátria perdida se dá pela referência a elementos culturais.

III. “Cá” e “lá” expressam o local do exílio e o Brasil, respectivamente.

IV. O pessimismo do poeta, característica determinante do Romantismo, expressa-se pela


saudade da sua terra.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas

A) a I e a II, apenas.

B) a I e a III, apenas.

C) a II e a IV, apenas.

D) a III e a IV, apenas.


E) a I, a II, a III e a IV.

Resposta

11. (Ufam) É correto afirmar, a respeito de Gonçalves Dias:

a) A indignação contra as injustiças sociais, ilustradas com a infâmia da escravidão, é tema


recorrente em muitos de seus textos.

b) Um de seus mais famosos livros é Guesa, em que o poeta inova nos processo de
composição, com insólitos arranjos lingüísticos.

c) Publicou livros que o consagraram como Grande poeta, como Primeiros cantos, Segundos
cantos e Sextilhas de Frei Antão.

d) O indianismo que pôs em prática recuperou para a poesia a natureza dos árcades, com
ambientes bucólicos.

e) Com o poema épico A Confederação dos Tamoios deu continuidade à tradição criada por
Basílio da Gama e Santa Rita Durão.

Resposta

12. (Ufam) O Romantismo foi introduzido no Brasil em 1836, com a publicação do livro:

a) Os Timbiras, de Gonçalves Dias.

b) Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães.

c) A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

d) A Confederação dos Tamoios, de Gonçalves de Magalhães.

e) Primeiros cantos, de Gonçalves Dias.

Resposta

13. (Unifap)

Leia os textos a seguir:

Seus olhos

“Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,


De vivo luzir,
Estrela incertas, que as águas dormentes
Do mar vão ferir;
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, — mais doce que o nauta
De noite cantando, — mais doce que a frauta
Quebrando a solidão,
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
De vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados
Brincando a sorrir.”

Gonçalves Dias

Índia

“Índia seus cabelos nos ombros caídos


negros como a noite que não tem luar
seus lábios de rosa para mim sorrindo
e a doce meiguice desse seu olhar
Índia da pele morena, sua boca pequena eu
quero beijar
Índia, sangue tupi, tem o cheiro da flor
Vem, que eu quero te dar
Todo meu grande amor
Quando eu for embora para bem distante
e chegar a hora de dizer adeus
Fica nos meus braços só mais um instante
deixa os meus lábios se unirem aos seus
Índia levarei saudade da felicidade que você me deu
Índia, a sua imagem
sempre comigo vai
Dentro do meu coração, flor do meu Paraguai.

J. A.Flores, M. O. Guerreiros e José Fortuna.

Ao confrontarmos os dois textos, é possível afirmar que

(A) Somente no primeiro texto percebe-se o apego às coisas da natureza, traço que marcou a
produção literária da segunda metade do século XIX.

(B) Nos dois textos verifica-se a idealização da mulher, uma das características que marcou a
produção romântica nacional.

(C) Os dois excertos narram o lamento de uma mestiça desprezada tanto pelos índios como
pelos brancos.

(D) Nos dois textos percebe-se a presença do amor platônico que faz o eu-lírico sofrer.

(E) Nos dois textos destaca-se a idealização do índio, aspecto importante para a estética
romântica.
2. (UEL-PR) Considere as seguintes afirmações sobre a poesia de Álvares de Azevedo:

I. Seu lirismo deixou-se empolgar pelas lutas políticas travadas durante a consolidação da
nossa Independência.

II. Influenciado por Gonçalves Dias, seus versos espelham a força primitiva da natureza e a
admiração pelo índio.

III. A solidão extrema e a timidez amorosa marcaram os versos ora sentimentais, ora irônicos
de sua lírica.

Está correto apenas o que se afirma em

a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

Resposta