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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA – UEPG

ANA KAORI DE OLIVEIRA OUBA


CAROLINA KUYA YAMASHIRO
CARLOS MAURÍCIO ZAREMBA FILHO

IDENTIFICAÇÃO DE POLÍMEROS
Teste de Chama

PONTA GROSSA - PR
2011
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ANA KAORI DE OLIVEIRA OUBA


CAROLINA KUYA YAMASHIRO
CARLOS MAURÍCIO ZAREMBA FILHO

IDENTIFICAÇÃO DE POLÍMEROS
Teste de Chama

Trabalho apresentado à disciplina de Ensaios


e Caracterização de Materiais do Curso de
Engenharia de Materiais, 3ª série, da
Universidade Estadual de Ponta Grossa –
UEPG.

Prof. Adriane Bassani Sowek

PONTA GROSSA - PR
2011
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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.......................................................................................................4
OBJETIVOS............................................................................................................8
MATERIAIS E MÉTODOS......................................................................................9
RESULTADOS E DISCUSSÕES...........................................................................10
CONCLUSÕES.....................................................................................................12
REFERÊNCIAS.....................................................................................................13
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1. INTRODUÇÃO

Desde o advento da descoberta dos polímeros até os dias atuais, este material
tem sido descartado no meio ambiente, pelo mundo, de maneira indiscriminada e
rápida. O aumento da presença deste material em lixões, aterros sanitários e no
meio ambiente cresce exponencialmente.
Alguns países já utilizam os plásticos descartados como energia na reciclagem
energética, mas, o método de reciclagem mais usado ainda é a reciclagem
mecânica. Em paises em desenvolvimento como o Brasil, a utilização de materiais
descartados ainda não é uma constante. [1]
Em vista disso, é importante o conhecimento dos processos de identificação dos
materiais plásticos a fim de saber quais maneiras de reciclagem são as ideiais para
as empresas que trabalham com descartados. Esta que pode ser desde uma
identificação bem simples como a identificação por simbologias até as mais
sofisticadas como espectroscopia por Infravermelho. Este cuidade é de suma
importância para o meio ambiente e para a sociedade.[1] [4]

IDENTIFICAÇÃO DE POLÍMEROS

Além da necessidade de conhecer o material para trabalhá-lo e aplicá-lo da


melhor maneira, sabe-se que a maioria dos materiais plásticos são recicláveis.
Saber separar e identificar os tipos de embalagens permite produzir materiais de
qualidade, novos objetos ou mesmo novas embalagens, num ciclo praticamente
interminável, com ou sem adição de matéria-prima virgem. A reciclagem dos
plásticos é uma solução viável, não só sob o ponto de vista econômico, mas também
como forma de preservação do meio ambiente.
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SIMBOLOGIA PARA PLÁSTICOS (ABNT)

Antes de qualquer análise química ou física do polímero para a sua


identificação, as diversas resinas podem ser facilmente reconhecidas através de um
código utilizado em todo o mundo. O mesmo foi criado com o intuito de possibilitar a
identificação imediata de uma resina reciclável, quando já conformada por processo
anterior. Consistindo em sinais de representação, este código traz um número
convencionado para cada polímero reciclável e/ou o nome do polímero utilizado, ou
de preponderância, no caso de uma mistura de polímeros. [3]
Estes sinais são impressos no rótulo do produto ou estampados na própria
peça. No Brasil, o código de identificação foi alocado pela ABNT – Associação
Brasileira de Normas Técnicas, na norma NBR-13230 – Simbologias Indicadas na
Reciclabilidade e Identificação de Plásticos, de acordo com o sistema apresentado
na Tabela 1, onde também são indicados alguns dos usos mais comuns de cada
resina.[5]

Tabela 1: Simbologia e características dos principais polímeros [5]


Polímero e
Principais Características
Símbolo
Polietileno Transparente e inquebrável. É um material leve. Usado
Tereftalato principalmente na fabricação de embalagens de bebidas
carbonatadas (refrigerantes), além da Indústria alimentícia.
Está presente também nos setores hospitalar, cosméticos,
têxteis etc.
Polietileno de alta Leve, inquebrável, rígido e com excelente resistência
densidade química. Usado em embalagens como: Detergentes,
amaciantes, sacos e sacolas de supermercado, potes,
utilidades domesticas, etc. Outros setores como:
Embalagens de óleo, bombonas para produtos químicos,
tambores de tinta, peças técnicas etc.
Transparente, leve, resistente a temperatura, inquebrável.
Policloreto de vinila Usado em embalagens para água mineral, óleos
comestíveis etc. Encontrado na indústria alimentícia e nos
setores farmacêuticos em bolsas de soro, sangue, material
hospitalar, etc. Também presente no setor de construção
civil, principalmente em tubos e esquadrias.
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Polímero e
Principais Características
Símbolo
Polietileno de Material flexível, leve, transparente e impermeável. Pelas
baixa densidade suas qualidades é muito usado em embalagens flexíveis tais
como: Sacolas e saquinhos para supermercados, leites e
iogurtes, sacaria industrial, sacos de lixo, mudas de plantas,
embalagens têxteis etc.
Polipropileno Rígido, brilhante com capacidade de conservar o aroma e
resistente às mudanças de temperatura. Normalmente é
encontrado em pecas técnicas, caixarias em geral, utilidades
domésticas, fios e cabos etc. Potes e embalagens mais
resistentes
Poliestireno Material impermeável, leve, transparente, rígido e brilhante.
Usado em potes para iogurtes, sorvetes, doces, pratos,
tampas, aparelhos de barbear descartáveis, revestimento
interno de geladeiras etc.
Outros tipos de Neste grupo estão classificados os outros tipos de plásticos.
plásticos Entre eles: ABS/SAN, EVA, PA etc. Normalmente são
encontrados em peças técnicas e de engenharia, solados de
calçados, material esportivo, corpos de computadores e
telefones, CD'S etc.

IDENTIFICAÇÃO PRÁTICA DOS PLÁSTICOS

Todos os plásticos devem receber o símbolo do material com qual foram


fabricados a fim de facilitar sua destinação final. Porém não é raro acontecer casos
em que os materiais não apresentam o símbolo. É muito comum também que os
materiais cheguem à recicladora aos pedaços, quando fica praticamente impossível
determinar o tipo de resina com que o produto foi fabricado independentemente da
experiência do operador ou profissional encarregado pela separação do material.
Uma forma muito comum e prática de identificar o tipo de resina é através da
queima do material. Ao queimar o material pode-se observar a cor e o tipo da
chama, o odor e algumas características sutis, que podem ser conferidas na Tabela
2, auxiliando o desempenho neste tipo de teste.[2]
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Tabela 2: Desempenho dos polímeros submetidos ao Teste de Chama [2]


Ponto de Densidade
RESINA TESTE DE CHAMA Observação ODOR
Fusão (oC) (g/cm3)
0,89
PEBD Chama Azul,Vértice amarelo Goteja como vela Vela 105
0,93
0,94
PEAD Chama Azul, Vértice amarelo Goteja como vela Vela 130
0,98
Chama amarela, crepita ao 0,85
PP Goteja como vela Agressivo 165
queimar, fumaça fuliginosa 0,92
Chama amarela, crepita ao Amolece e Monômero de 1,04
ABS 230
queimar, fumaça fuliginosa goteja estireno 1,06
Tal qual PS e ABS, porém Borracha 1,04
SAN Amolece e goteja 175
fumaça menos fuliginosa queimada 1,06
Chama azul sem fumaça com Amolece e Monômero de
Poliacetal 130 1,08
centelha borbulha estireno
Acetato de Chama amarela, centelhas Cuidado ao 1,42
Formaldeído 175
celulose queimando sentir o odor 1,43
Acetato de
1,25
butirato de Chama azul faiscando - Ácido acético 230
1,35
celulose
Chama amarela, fumaça mas Manteiga 1,15
PET - 180
centelha rançosa 1.25
Acetato de 70 0,92
Chama amarela esverdeada - -
vinila 110 0,950
Chama auto 1,34
PVC rígido Chama amarela, vértice verde - 127
extinguível 1,37
Chama auto 1,19
PVC flexível Chama amarela, vértice verde Cloro 150
extinguível 1,35
Decompõe-se, fumaça Chama auto 1,19
PC Cloro 150
fuliginosa com brilho extinguível 1,35
1,20
PU Bastante fumaça - Acre 230
1,22
1,21
Chama auto 205
PTFE Deforma-se - 2,14
extinguível 327
2,17
Chama azul, vértice amarelo, Formam bolas na 1,12
Nylon-6 - 215
centelhas, difíceis de queimar ponta 1,16
Chama azul, vértice amarelo, Formam bolas na Pena e cabelo 1,12
Nylon-6.6 260
centelhas, difíceis de queimar ponta queimado 1,16
Chama azul, vértice amarelo, Formam bolas na Pena e cabelo
Nylon – 6.10 215 1,09
centelhas, difíceis de queimar ponta queimado
Chama azul, vértice amarelo, Formam bolas na Pena e cabelo
Nylon - 11 180 1,04
centelhas, difíceis de queimar ponta queimado
Queima lentamente, chama,
Poli
amarela com base azul. Alho ou resina 1,16
(metacrilato Não goteja 160
Amolece e quase não de dentista 1,20
de metila)
apresenta carbonização
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A Prática 1 de Ensaios Poliméricos tratará do assunto sobre identificação de


polímeros através do Teste de Chama de maneira experimental, comparando os
resultados e observações obtidas com a teoria.

2. OBJETIVOS

Realizar uma análise empírica em 15 materiais poliméricos através da queima


destes, observando:
• A cor da chama;
• Se durante a queima do polímero se há ou não liberação de fuligem
• Se há ou não mudança do pH da fumaça
• O odor emitido pela queima do material
• Se o polímero é incendiável ou auto-extinguinte
• Se há ou não gotejamento ou fuligem do material queimado.
Com os dados obtidos, expor os resultados e discutir sobre 5 dos 15 dos
materiais analisados
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3. MATERIAIS E MÉTODOS

Materiais Utilizados:
• Bicos de Bunsen e fósforos para realizar a queima;
• Papel indicador de pH;
• Tabela fornecida com informações sobre características de alguns
polímeros quando submetidos à queima.

Métodos:
Foram distribuídas 15 amostras de polímeros contendo apenas uma indicação
numérica. Todos os materiais deveriam ser queimados e anotados as observações
feitas, porém as discussões deveriam ser feitas sobre 5 materiais por grupo.
O grupo um ficou responsável por discutir os materiais entre 1 e 5.

Análise de queima
1. Inicialmente acendeu-se a chama do bico de bunsen com o auxílio do fósforo,
procurando deixar a chama o mais azul possível
2. Em seguida aqueceu-se sobre a chama um arame de aço 1020 até que este
ficasse incandescente, com o propósito de queimar os resíduos do mesmo.
3. Colocou-se os materiais em contado com o fogo, onde se iniciava a queima
deste. Observou-se a ocorrência ou não de liberação de fuligem.
4. Após isso, sessou-se o contato do material com o fogo e analisou-se se este
era auto-extinguível ou inflamável.
5. Observou-se a cor da chama dos materiais inflamáveis.
6. A partir da fumaça resultante da queima, fez-se a leitura do pH com o auxílio
do papel indicador.
7. Ainda a partir da fumaça, fez-se a análise do cheiro da mesma.
Os possíveis cheiros característicos da fumaça referente a cada elemento da
tabela foram fornecidos pelo responsável do laboratório antes do início da prática.
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4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Amostras de quinze tipos diferentes de polímeros foram enumeradas


aleatoriamente, e então analisadas por diferentes grupos. Dentre as quinze
amostras que serão apresentadas, cada grupo ficou responsável pela análise
detalhada de somente cinco. Neste relatório serão apresentados os resultados
detalhados dos polímeros enumerados de 1 até 5.
Durante a prática foram obtidos dados sensoriais e empíricos que, com o
auxílio da Tabela 3, possibilitaram a identificação de cada polímero.
Na primeira amostra, numa análise visual antes da queima observou-se que a
coloração era bege e apresentava resistência a riscos e a fratura. Durante a queima
o material se mostrou auto-extinguível, ou seja, o fogo não se propagava após retirá-
lo da fonte de calor (chama). Apresentou um odor azedo, acre, que causa
irritabilidade nas mucosas nasais quando inalado, e um pH ácido, de acordo com a
aferição do papel indicador de pH. Utilizando a tabela foi possível identificar com
facilidade que era uma amostra de Cloreto de Polivinila (PVC); confirmando então
que a presença de cloro contido no PVC confere uma propriedade que retarda a
chama quando exposto ao fogo, e que a fumaça de forte odor é devido a formação
de ácido clorídrico quando ocorre a queima. [6]
Na amostra de número 2, que visualmente apresentou coloração branca e
também dureza, quando exposta a chama se mostrou inflamável e observou-se o
gotejamento de material líquido. Sua fumaça também era de coloração branca, sem
presença de fuligem. Seu odor adocicado e seu pH neutro permitiram a identificação
do Poli(etileno tereftalato), PET.
A amostra 3 apresentou-se inflamável, com fumaça de cor branca e pH
neutro. O material fundido gotejava e a chama possuía coloração amarela com base
azul. Seu odor foi de difícil distinção, e então foi classificado conforme o odor mais
próximo: vela queimada. Dessa forma, foi possível a identificação do material como
Polipropileno (PP), também com o auxílio da tabela. Uma hipótese para justificar a
insensibilidade ao cheiro é a presença de aditivos no polímero, mudando algumas
características para sua melhoria quanto a aplicação.
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Na quarta amostra a identificação foi facilitada pelo odor rapidamente


reconhecido como sendo cabelo queimado, que corresponde ao Nylon. Para
ressaltar o resultado outros dados foram coletados, tais como o pH neutro da
fumaça, não apresentando fuligem e também sua inflamabilidade.
A amostra 5 teve sua identificação facilitada pela maneira com que o material
se dispunha: em folhas. Seu odor facilmente reconhecido como o de papel
queimado, não apresentando gotejamento, e seu pH básico obtido pelo papel
indicador de pH confirma a identificação do celofane.
As outras amostras também foram identificadas de forma semelhante, e seus
resultados estão apresentados na tabela a seguir:

Tabela 3: Resultados obtidos através da identificação de polímeros.


Amostra Polímero Características da queima Possível aplicação
1 PVC Auto-extinguível, odor acre, pH ácido Canos
2 PET Inflamável, pH neutro, odor adocicado Embalagens
3 PP Inflamável, odor de vela queimada Embalagens
4 Nylon pH neutro, odor de cabelo queimado Fibras
5 Celofane Odor de papel queimado, inflamável Embalagens
Copos
6 PS pH neutro, fuligem
descartáveis
EPS - Pratos,
7 pH neutro, fuligem
isopor embalagens
8 PU Incendeia, odor acre, pH neutro Espuma
9 PP Inflamável, odor de vela queimada Embalagens
PEAD
10 Inflamável, odor de vela queimada Embalagens
(HDPE)
11 PET Odor adocicado, pH neutro, incendeia Embalagens
12 PVC Odor acre, auto-extinguivel, pH ácido Canos
13 PC Odor fenólico, pH neutro, incendeia CD’s
14 PS Fuligem, fumaça com coloração preta Capa de CD’s
Janelas,
15 PMMA Odor de metil metacrilato
vasilhames, copos
Fonte: Próprio autor.
Alguns dados foram de difícil obtenção, pela dificuldade no manuseamento
adequado dos equipamentos e amostras utilizados, pela insensibilidade do
operador, e também por impurezas presentes nos polímeros, chama mal calibrada,
entre outros fatores, que para uma simples identificação geraram erros irrelevantes.
Para uma análise mais detalhada e que exija mais precisão nos resultados
existem outras formas como espectroscopias no infravermelho e ultravioleta,
espectroscopia de massa, difração de raios X, MEV, MET, entre outras, que apesar
do equipamento de custo elevado, dão resultados com erros desconsideráveis.
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5. CONCLUSÕES

Existem muitas técnicas que podem ser usadas para a identificação


polímeros, como: Análise Térmica Diferencial, Espectroscopia por Infravermelho,
Ressonância Nuclear Magnética (NMR), etc. Em muitos casos as análises práticas
(teste de queima, dureza, solubilidade, enbranquecimento, etc) são mais viáveis
como as realizadas nesse experimento. Esses tipos de análises práticas são
utilizadas quando não se há conhecimento de materiais que serão reciclados e
existe a necessidade de resultados rápidos com relativo grau de precisão. A maior
vantagem desse tipo de processo é o preço quase nulo de tal técnica, podendo ser
aplicadas nos mais variados locais.
Os polímeros foram identificados com boa quantidade de acertos, o que
comprova a eficiência dos métodos. Pequenos erros evidenciam de que resultados
finais completamente satisfatórios são apenas alcançados através de técnicas mais
complexas e demoradas.
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6. REFERÊNCIAS

[1] Como funciona a reciclagem dos plásticos. Disponível em:


<http://ambiente.hsw.uol.com.br/>. Acesso em 21/03/2011.

[2] Identificação de plásticos. Disponível em:


<http://www.reciclaveis.com.br/mercado/idenplas.html>. Acesso em 21/03/2011.

[3] Manual do Plástico. - Disponível em:


<http://www.plasnec.com.br/resinas/manual_plastico.pdf>. Acesso em 21/03/2011.

[4] PIVA, Ana Magda; WIEBECK, Hélio. Reciclagem do Plástico. São


Paulo: Artliber Editora, 2004.

[5] Simbologia para identificação de materiais. Disponível em


<http://www.planetaplastico.com.br/literatura/literatura/simbol.htm> Acesso em
21/03/2011.

[6] Cloreto de Polivinil – PVC : Renato R. Wang. Disponível em


<http://www.eletrica.ufpr.br/piazza/materiais/RenatoWang.pdf> Acesso em
22/03/2011