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A Epidemiologia é a ciência que estuda os padrões da ocorrência de

doenças em populações humanas e os fatores determinantes destes


padrões.
Enquanto a clínica aborda a doença em nível individual, a epidemiologia
aborda o processo saúde-doença em grupos de pessoas que podem
variar de pequenos grupos até populações inteiras.O fato de a epidemiologia,
por muitas vezes, estudar morbidade, mortalidade ou agravos à saúde,
deve-se, simplesmente, às limitações metodológicas da definição de saúde.
Suas aplicações variam desde a descrição das condições de saúde da
população, da investigação dos fatores determinantes de doenças, da avalia-
ção do impacto das ações para alterar a situação de saúde até a avaliação da
utilização dos serviços de saúde, incluindo custos de assistência.
Dessa forma, a epidemiologia contribui para o melhor entendimento da
saúde da população - partindo do conhecimento dos fatores que a determinam
e provendo, conseqüentemente, subsídios para a prevenção das doenças.
Já a PBE é um processo de tomada de decisões que tem por objetivo auxiliar-nos sobre os cuidados
em saúde. Fundamenta-se na aplicação de conhecimentos básicos de epidemiologia e bioestatística
para avaliar a evidência clínica quanto a sua validade e utilidade potencial. Praticar com base em
evidências é integrar as melhores evidências de pesquisa à habilidade clínica do profissional e à
preferência do paciente. As melhores evidências de pesquisas provêm de estudos clínicos sobre a
acurácia e a precisão dos exames diagnósticos (incluindo o exame clínico), sobre o poder dos
indicadores prognósticos e sobre a eficácia e segurança dos esquemas terapêuticos, de reabilitação e
preventivos. A qualidade da evidência é atribuída pela sua validade e relevância. Isso quer dizer que,
antes de se usar uma informação numa decisão clínica, ela deve ser avaliada quanto a sua acurácia,
relevância e aplicabilidade na situação em questão.
A epidemiologia e a PBE estão devidamente ligadas uma à outra, pois para que a PBE seja
empregada nos diversos contextos da saúde, ela tem que ser explícita e ponderada para que essa
tomada de decisão sobre o cuidado dos pacientes possam ser validado, tudo isso através de um bom
conhecimento sobre a epidemiologia daquele caso a ser estudado.
Referencias
1. Sackett DL, Straus SE, Richardson WS, Rosenberg W, Haynes RB. Medicina baseada em
evidências. 2ª ed. Porto Alegre (RS): Artmed; 2003.

Schmidt MI, Duncan BB. Epidemiologia clínica e medicina baseada em evidências. In:
Rouquayrol MZ. Epidemiologia e saúde. Rio de Janeiro: Medsi; 2003. p.193-227.