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Durante o exercício a demanda de oxigênio nos músculos ativos aumenta

acentuadamente. Uma maior quantidade de nutrientes é utilizada. Os processos metabólicos


aceleram e, consequentemente, ocorre uma maior produção de detritos metabólicos.
Durante o exercício prolongado ou exercício em um ambiente quente, a temperatura
corporal aumenta. No exercício intenso, a concentração de H+ aumenta nos músculos e no
sangue. Baixando seu pH.
Durante o exercício, ocorrem várias alterações cardiovasculares. Todas apresentam
um objetivo comum: permitir que o sistema satisfaça as demandas aumentadas impostas a
ele que realize suas funções com máxima eficiência.

Frequência cardíaca (FC) é um dos parâmetros mais simples e que mais fornece
informações cardiovasculares.
Sua mensuração envolve simplesmente tomar o pulso do indivíduo, geralmente pela
artéria radial ou pelas carótidas.
A frequência cardiaca reflete a quntidade de trabalho que o coração deve realizar
para as demandas aumentadas do corpo durante uma atividade. Para compreender isso
devemos comparar a frequência cardíaca durante o repouso e ao exercício.
Em média a frequência cardíaca de repouso é de 60 a 80 batimento por minuto. Em
indivíduos de meia idade, não condicionados e sedentários, a frequência cardíaca de
repouso pode ultrapassar 100 batimentos por min. Em atletas treinados em endurance e
altamemte condicionado, foram descritas frequências cardíacas de repouso de 28 a 40
batimentos/ min. A frequência cardíaca de repouso tipicamente diminui com a idade. Ela
também é afetada por fatores ambientais. Por exemplo, ela aumenta nos extremos de
temperatura e altitude.
Antes do início do exercício, a sua frequência cardíaca pré-exercício geralmente
aumenta bem acima do valor de repouso normal. Isso é denominado resposta antecipatória.
Esta resposta é mediada através da liberação do neurotransmissor noradrenalina pelo seu
sistema nervoso simpático e pelo hormônio adrenalina pelas glândulas adrenais. O tônus
vagal provalvelmente também diminui. Como a frequência cardíaca pré-exercício é
elevada, estimativas confiáveis da frequência cardíaca de repouso real somente devem ser
realizadas sob condições de relaxamento total, como no início da manhã, antes de se
levantar após uma noite repousante de sono. A frequência cardíaca pré-exercício não deve
ser utilizada como uma estimativa da freqência cardíaca de repouso.
A frequência cardíaca durante o exercício aumenta em proporção direta ao aumento
da intensidade do exercício até você se aproximar do ponto de exaustão. À medida que
você se aproxima desse ponto, a sua frequência cardíaca começa a se estabilizar. Isto indica
que você está aproximando-se do valor máximo. A frequência cardíaca máxima (FCmax) é
o valor mais elevado da frequência cardíaca que você pode atingir num esforço máximo até
o ponto de exaustão. Esse valor é altamente confiável, permanecendo constante no dia-a-dia
e alterando muito discretamente a cada ano.
A frequência cardíaca máxima pode ser estimada tomando-se por base a sua idade,
pois a frequência cardíaca máxima apresenta uma diminuição discreta, porém constante, de
aproximadamente um batimento por ano, e que começa entre os 10 e 15 anos de idade. A
subtração de sua idade de 220 fornece uma idéia aproximada de sua frequência cardíaca
máxima média. No entanto, trata-se apenas de uma estimativa- os valores individuais
variam consideravelmente desse valor médio.
Durante o exercício, o volume de ejeção (VE) também se altera para permitir ao
coração trabalhar de maneira mais eficiência. Vem se tornando cada vez mais evidente que,
para taxas de trabalho máximas ou submáximas, o volume de ejeção é um determinante
importante da capacidade de resistência cardiorrespiratória.
O volume de ejeção é determinado por quatro fatores que são o volume de sangue
venoso que retorna ao coração, a distensibilidade ventricular (a capacidade de dilatação do
ventrículo), a contratilidade ventricular (a capacidade de contração do ventrículo) e a
pressão aórtica e a arterial pulmonar (pressões contra as quais os ventrículos devem se
contrair).
Quando o corpo se encontra na posição ortostática, o volume de ejeção pode quase
dobrar do repouso aos valores máximos.
Quando o corpo se encontra na posição supina, o sangue não se acumula nas
extremidades inferiores. Por essa razão, o sangue retorna mais facilmente ao coração,
significando que o volume de ejeção de repouso é muito maior na posição supina do que
na posição ortostática. Portanto, o aumento do volume de ejeção com o exercício máximo
não é tão grande na posição supina quanto na posição ortostástica. Curiosamente, o maior
volume de ejeção obtido na posição ortostática é somente um pouco maior do que o valor
de repouso na posição reclinada. A mairo parte do aumento do volume de ejeção durante o
exercício de intensidade baixa ou moderada parece ser compensada pela força da
gravidade.
Na passagem do repouso para o exercício há um aumento do volume de ejeção,
embora até recentemente não existia uma boa documentação sobre como esse aumento
acontece. Uma explicação é a lei de Frank-Starling, a qual afirma que o principal fator no
controle do volume de ejeção é a magnitude da distensão ventricular (WILMORE,2001).
Quando o ventrículo se distende mais, ele se contrai com mais força. Por exemplo, se um
volume maior de sangue entrar na câmara quando o ventrículo enche durante a diástole, as
paredes ventriculares serão mais distendidas do que quando há uma entrada de um menor
volume. Para ejetar a maior quantidade de sangue, o ventrículo deve reagir a essa maior
distensão contraindo mais fortemente. Isso é denominado mecanismo de Frank-Starling. No
entanto, o volume de ejeção também pode aumentar se a contratilidade ventricular for
maior, mesmo que haja um aumento do volume diastólico final.
Um aumento do volume diastólico final (maior enchimento) ventricular esquerdo
indicaria que o mecanismo de Frank-Starling está em ação. Uma diminuição do volume de
ejeção final (maior esvaziamento) indicaria um maior grau de contratilidade.
O mecanismo de Frank-Starling como o aumento da contratilidade são importantes
no aumento do volume de ejeção. O mecanismo de Frank-Starling parece exercer sua maior
influência nas taxas de trabalho menores e a contratilidade produz seus maiores efeitos nas
intensidades de exercícios mais elevadas.
Para que o mecanismo de Frank-Starling funcione, a quantidade de sangue que entra
no ventrículo deve aumentar. Para que isso ocorra , o retorno venoso ao coração deve
aumentar. Isso pode ocorrer rapidamente com a redistribuição do sangue pela ativação
simpática das artérias e arteríolas de áreas inativas do corpo e da ativação simpática geral
do sistema nervoso. Além disso, os músculos são mais ativos durante o exercício e,
portanto, a ação de bombeamento aumenta. Adicionalmente, a respiração aumenta e, em
consequência, a pressão intratorácica e a intra-abdominal aumentam. Todas essas alterações
aumentam o retorno venoso.
Analizando dois fatores que podem contribuir para um aumento do volume de
ejeção com o aumento do volume de ejeção com o aumento da intensidade do exercício: o
aumento do retorno venoso e o aumento da contratilidade ventricular. Um terceiro fator que
também contribui para o aumento do volume de ejeção durante o exercício é a diminuição
da resistência periférica total devido ao aumento da vasodilatação dos vasos sanguíneos que
vão ao músculos esqueléticos ativos. Essa diminuição da resistência periférica total permite
ao ventrículo esquerdo contraír-se contra uma menor resistência, facilitando o
esvaziamento do sangue dessa câmara.
O débito cardíaco é o produto da frequência cardíaca e do volume de ejeção. O valor
do débito cardíaco de repouso é de aproximadamente 5,01/ min. O débito cardíaco aumenta
diretamente com o aumento da intensidade do exercício para 20 a 40 I/min. O valor
absoluto varia de acordo com o tamanho corporal e com o condicionamento para a
endurance. De qualquer maneira, a relação linear entre o débito cardíaco e a taxa de
trabalho não deve ser surpreedente, pois o principal objetivo do aumento do débito cardíaco
é suprir a maior demanda de oxigênio pelos músculos.
Durante o exercício, devemos distinguir a pressão sistólica da diastólica, porque elas
apresentam alterações diferentes. Na atividade de endurance que envolve todo o corpo, a
pressão arterial sistólica aumenta em proporção direta ao aumento da intensidade do
exercício. Um pressão arterial sistólica que começa em 120mmHg em repouso pode
ultrapassar 220mmHg na exaustão. Em atletas altamente treinados, normais e saudáveis,
foram relatadas pressões arterias sistólicas de 240 a 250mmHg nos níveis máximos de
exercício.
O aumento da pressão arterial sistólica é resultante do aumento do débito cardíaco
(Q) que acompanha o aumento da taxa de trabalho. Ele auxilia a impulsionar osangue
rapidamente através do sistema circulatório. Além disso, a pressão arterial determina a
quantidade de líquido que deixa os capilares, entrando nos tecidos e transportando os
suprimentos necessários. Portanto, a pressão arterial sistólica aumentada facilita o processo
de liberação.
Quando o faz, a pressão arterial diastólica é pouco alterada durante o exercício de
endurance, independentemente da sua intensidade. A pressão arterial diastólica reflete a
pressão nas artérias quando o coração se encontra em repouso. Nenhuma das alterações que
analisamos modifica essa pressão significativamente e, portanto, não há razão para esperar
que ela aumente.
Aumentos da pressão arterial diastólica de 15mmHg ou mais são considerados
respostas anormais ao exercício e são uma das várias indicações para a interrupção imediata
de um teste de esforço diagnóstico.
A pressão arterial se estabiliza durante o estado estável do exercício submáximo de
endurance. À medida que a intensidade aumenta, a pressão arterial sistólica também
aumenta. Se o exercício na estabilização for prolongado, a pressão arterial sistólica pode
começar a diminuir gradualmente, mas a pressão arterial diastólica permanece constante.
Quando ela ocorre, a diminuição da pressão arterial sistólica é uma resposta normal e
reflete simplesmene o aumento da dilatação arteriolar nos músculos ativos, a qual diminui a
resistência periférica total.
A difrença da resposta da pressão arterial sistólica ao exercício da porção superior e
da porção inferior do corpo tem implicações importantes no que concerne ao coração. A
captação de oxigênio pelo miocárdio e o fluxo sanguíneo miocárdico estão diretamente
relacionados ao produto da frequência cardíaca e da pressão arterial sistólica. Esse valor é
denominado duplo produto (DP= FCx PAS). No exercício de força estático ou dinâmico ou
no trabalho de porção superior do corpo, o duplo produto é elevado, indicando um consumo
cardíaco muito maior.
O pH sanguíneo pode se alterar consideravelmente com o exercício de moderada a
alta intensidade. O ph neutro é de 7,0 e maior do que 7,0 é alcalino ou básico e menor do
que 7,0 é ácido. Em repouso, o pH arterial permanece constante em aproximadamente 7,4.
Ocorrem poucas alterações do repouso até o exercício de intensidade
aproximadamente 50% da capacidade aeróbica máxima. Quando a intensidade aumenta
acima de 50%, o pH começa a diminuir, enquanto o sangue torna-se mais ácido. Essa queda
inicialmente é gradual, mas torna-se mais rápida quando o corpo se aproxima da exaustão.
Foram descritos valores do pH sanguíneo de 7,0 ou menos após exercício de intensidade
máxima. Nos músculos ativos, o pH diminui ainda mais, para 6,5 ou menos.
A queda do pH sanguíneo é decorrente principalmente de um aumento da
dependência do metabolismo anaeróbico e corresponde a aumento do lactato sanguíneo
observados com o aumento da intensidade do exercício.(WILMORE, 2001)