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PSIQUIATRIA-1-72.

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Rede de Referenciação

Psiquiatria e
de
Saúde Mental

Direcção-Geral da Saúde
Lisboa, 2004
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PORTUGAL. Direcção-Geral da Saúde. Direcção de Serviços de Planeamento. Direcção de


Serviços de Psiquiatria e Saúde Mental
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental. – Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 2004
104 p.

ISBN: 972-675-089-X

Serviços de Saúde Mental / Serviços Locais de Saúde Mental / Serviços Regionais de Saúde
Mental / Recursos Humanos e Lotações / Referência e Consulta – Organização e Administração –
Acesso aos cuidados de saúde – Serviços públicos e serviços privados – Censos psiquiátricos –
Psiquiatria forense – Rede de urgências – Reabilitação – Psiquiatria de Adultos – Psiquiatria da
Infância e da Adolescência

Grupo de Trabalho
Dr.ª Maria João Heitor (Direcção-Geral da Saúde)
Dr. António Bento (Direcção-Geral da Saúde)
Dr.ª Isabel Brito (Direcção-Geral da Saúde)
Dr.ª Teresa Cepeda (Direcção-Geral da Saúde)
Dr.ª Helena Correia (Direcção-Geral da Saúde)

Agradecimentos
Ao Dr. Adriano Natário e à Dr.ª Maria José Proença pela
colaboração na preparação da Arquitectura da Rede.
Aos Drs. José Adriano Fernandes, Fernando Gomes da Costa,
Manuel Cruz, Maria Clara Rosa e Ana Cristina Trindade, em
representação das respectivas Administrações Regionais de
Saúde, pela colaboração na preparação de alguns capítulos da
Rede.
Aos Directores dos Departamentos de Psiquiatria da Infância e
da Adolescência, Pedopsiquiatras e outros técnicos de Saúde
Mental, pela colaboração nos Capítulos da Rede referentes à
Infância e Adolescência.
Aos Serviços de Saúde Mental e Instituições Privadas pela
disponibilização dos dados dos respectivos serviços.
Ao Dr. Fernando Vieira pela colaboração na elaboração do
capítulo de Psiquiatria Forense.
Ao Dr. Mário Carreira, pela colaboração na análise dos dados
do 3º Censo Psiquiátrico.
À Dr.ª Otília Duarte pela revisão do texto da Rede.
www.dgsaude.pt
saudemental@dgsaude.min-saude.pt

Editor: Direcção-Geral da Saúde


Ilustração da capa: Vitor Alves
Design: Gráfica Maiadouro
Impressão|Acabamento: Gráfica Maiadouro
Tiragem: 1000 exemplares
Dep. Legal: 176 690/02
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Índice I. INTRODUÇÃO
II. ENQUADRAMENTO LEGAL
5
7
III. MODELO ORGANIZACIONAL 9
IV. REDE DE PSIQUIATRIA E SAÚDE MENTAL DE ADULTOS 13
Região de Saúde do Norte 14
Situação actual 14
Serviços em reestruturação 15
Desenvolvimentos programados 16
Região de Saúde do Centro 17
Situação actual 17
Serviços em reestruturação 19
Desenvolvimentos programados 19
Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo 21
Situação actual 21
Serviços em reestruturação 22
Desenvolvimentos programados 23
Região de Saúde do Alentejo 24
Situação actual 24
Serviços em reestruturação 25
Desenvolvimentos programados 25
Região de Saúde do Algarve 26
Situação actual 26
Serviços em reestruturação 27
Desenvolvimentos programados 27
V. REDE DE URGÊNCIAS 28
VI. REDE DE PSIQUIATRIA E SAÚDE MENTAL DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA 33
VII. CENSO PSIQUIÁTRICO 49
VIII. PSIQUIATRIA FORENSE 57
IX. INSTITUIÇÕES SOCIAIS 59
X. PLANO NACIONAL DE SAÚDE MENTAL 68
XI. ARQUITECTURA DA REDE DE REFERENCIAÇÃO DE PSIQUIATRIA E SAÚDE MENTAL
DE ALDULTOS 70
XII. ARQUITECTURA DA REDE DE REFERENCIAÇÃO DE PSIQUIATRIA E SAÚDE MENTAL
DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA 83
XIII. ANEXOS 94
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I. Introdução mento de redes, não só hospitalares


mas também comunitárias, envolvendo
múltiplos agentes e diferentes sectores
Rede de referenciação hospitalar é o além da Saúde.
“sistema que regula as relações de
complementaridade e apoio técnico A par deste esforço de reorganiza-
entre as instituições hospitalares, de ção e de criação de uma rede de refe-
forma a garantir o acesso dos doentes renciação, torna-se igualmente prioritá-
aos serviços e instituições prestadoras rio melhorar a gestão de recursos
dos cuidados de saúde que delas ne- humanos (psiquiatras, pedopsiquiatras,
cessitem”1, sustentado num sistema in- enfermeiros, psicólogos, técnicos de
tegrado de informação interinstitucional. serviço social, terapeutas ocupacio-
A área da Psiquiatria e Saúde Mental nais, terapeutas da fala, educadores
foi pioneira em Portugal não só deste de infância, professores do ensino es-
conceito como desta prática. Com pecial, técnicos de educação) e pro-
efeito, ao analisarmos a sua evolução, mover novas profissões emergentes
em particular desde os anos 80, en- nesta área da saúde, nomeadamente
contra-se uma coincidência de objecti- psicomotricidade humana, psicopeda-
vos: gogia, arte-terapia, musicoterapia, de
forma a potenciar um salto qualitativo
• Promover maior acessibilidade e no desenvolvimento dos recursos hu-
adequação aos cuidados de manos existentes e naqueles que se
saúde; torna imprescindível formar, para dar
• Obter maior efectividade e eficiên- resposta aos novos desafios que se
cia no desempenho; nos colocam.
• Melhorar a articulação entre as ins-
tituições, de forma a estabelecer A operacionalização desta estratégia
uma comunicação que privilegie o passa por um processo com as se-
doente, numa perspectiva de con- guintes fases:
tinuidade de cuidados;
• Levantamento da capacidade ins-
• Garantir a qualidade na prestação
talada, através de uma análise des-
de cuidados de saúde.
critiva da situação actual, por re-
gião de saúde, explicitando os
O alargamento da prestação de cui-
equipamentos e estruturas existen-
dados em função das necessidades
tes, os técnicos que lhes estão
das populações exige o estabeleci-
afectos e, sempre que possível, a
1
Em O Hospital Português, Direcção-Geral da produção esperada destes recur-
Saúde, Lisboa, 1998. p.101. sos;

5
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• Organização da rede, tendo em A rede de referenciação constitui um


conta a capacidade existente, a documento técnico instrumental. Esta
área geográfica de actuação e as revisão e actualização pretende abran-
especificidades e competências, ao ger diferentes áreas específicas,
nível dos cuidados primários, dos nomeadamente:
serviços de ambulatório, interna-
• Rede de Psiquiatria de Adultos
mento e urgência, definindo-se um
• Rede de Psiquiatria da Infância e
modelo de desenvolvimento que
da Adolescência
pretende interligar, de forma coe-
• Rede de Urgências
rente e numa base de complemen-
• Psiquiatria Forense
taridade, as diferentes instituições
• Instituições Sociais
existentes, através da descrição dos
• Censo Psiquiátrico
desenvolvimentos programados;
• Plano Nacional de Saúde Mental
• Arquitectura da Rede, processando-
se a rede de referenciação aos ní-
Está em preparação a elaboração da
veis dos serviços locais e serviços
Rede Alcoológica Nacional para poste-
regionais de saúde mental, como
rior edição.
definido na legislação de referência.
Oportunamente, serão divulgadas as
respostas de reabilitação psicossocial
O contributo do Programa Opera-
e comunitária, na continuidade do
cional Saúde, Saúde XXI, do III Quadro
Despacho-conjunto n.º 407/98 e no
Comunitário de Apoio, 2000-2006, é
âmbito dos Cuidados Continuados.
decisivo para a concretização dos ob-
jectivos estratégicos definidos para esta
Em 7 de Abril de 2001, no Dia
área, quer ao nível da componente de
Mundial da Saúde, foi lançada a Rede
investimento estrutural, quer ao nível da
de Referenciação Hospitalar de
componente de formação profissional.
Psiquiatria e Saúde Mental, tendo sido
Pretende-se também incluir, nos diferen-
a primeira rede a ser publicada.
tes eixos prioritários, projectos de âm-
bito nacional que visem:
Passados três anos, tornou-se neces-
• Aperfeiçoar o sistema de informa- sário proceder a uma revisão e actualiza-
ção em psiquiatria, pedopsiquiatria, ção da rede. Efectuaram-se reuniões
saúde mental e álcool; com representantes das Administrações
• Implementar a rede de referen- Regionais de Saúde, Serviços Regionais
ciação; e Serviços Locais de Saúde Mental.
• Melhorar a prestação de cuidados Actualizaram-se os recursos humanos e
de saúde, quer através de siste- a lotação dos serviços à data de 30 de
mas e práticas de qualidade, quer Abril de 2004 e introduziram-se novos
através da qualificação e desenvol- capítulos. O próprio título foi alterado,
vimento dos recursos humanos; tendo sido retirada a expressão “hospita-
• Facilitar o reforço de parcerias lar”, dado não se esgotarem nesta ver-
entre os diferentes níveis de pres- tente os cuidados prestados às popula-
tação de cuidados, bem como ções, estando incluídas igualmente as
entre os prestadores públicos e os componentes dos cuidados de saúde
sectores social e privado. primários e os cuidados comunitários.

6
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II. Enquadramento sional e com estreita articulação


entre os diversos prestadores.
Legal Esta perspectiva foi também assu-
mida por Portugal, em 1985, na 2.ª
Com a publicação da Lei n.º 36/982,
Conferência de Ministros da Saúde do
de 24 de Julho (Lei da Saúde Mental),
Conselho da Europa, em Estocolmo, a
e do Decreto-Lei n.º 35/993, de 5 de
qual consignou que “a organização as-
Fevereiro, que regulamenta a organiza-
sistencial deveria transitar dos hospitais
ção dos serviços assistenciais para o
psiquiátricos para serviços comunitá-
sector, ficou definido um modelo de
rios baseados em hospitais gerais e
referência, de articulação estreita
em estreita articulação com as unida-
entre os cuidados hospitalares e os
des de cuidados de saúde primários”.
comunitários.
Em termos formais, o nosso País es-
Na prática, estes diplomas formaliza-
teve entre os pioneiros, uma vez que a
ram o que internacionalmente tem
Lei n.º 2 118, de 1963 (a Lei de Bases
vindo a ser proposto e desenvolvido e
da Saúde Mental, muito influenciada
que entre nós foi iniciado em meados
pelo Mental Health Act, seu contempo-
da década de 80 e consolidado a par-
râneo, promulgado por Kennedy, nos
tir de 1996.
EUA), perspectivou princípios similares
aos do modelo de organização comu-
O modelo comunitário, inspirador
nitário, ao considerar os Centros de
do nosso actual sistema, foi particular-
Saúde Mental, a criar em pelo menos
mente preconizado pela OMS no início
cada sede de distrito, como a estrutura
dos anos 70, sendo desenvolvido em
básica de intervenção, com a respon-
vários países da Europa e da América
sabilidade de prestação da globalidade
do Norte, caracterizando-se, generica-
dos cuidados assistenciais à popula-
mente, pelo facto de as estruturas de
ção abrangida.
intervenção
• estarem localizadas mais perto da Embora este modelo implicasse a
residência dos cidadãos; reestruturação dos hospitais psiquiátri-
• serem parte do sistema de saúde cos, a Lei não o definia claramente.
geral, o que contribui para diminuir Esta ambiguidade teve como resultado
o estigma frequentemente asso- a inexistência de qualquer Centro de
ciado às instituições psiquiátricas; Saúde Mental, até 1989, nos três dis-
• disponibilizarem a globalidade de tritos em que aqueles se localizavam.
cuidados (preventivos, terapêuticos
e reabilitativos), de modo abran- Os primeiros Centros surgiram em
gente, com garantia da sua conti- 1965, tendo sido criados 21 até 1980,
nuidade pela mesma equipa profis- com uma cobertura populacional de
cerca de 60%, em que se incluíam 3
2
Publicada no Diário da República, I série-A, especialmente vocacionados para
n.º 169.
3
Publicado no Diário da República, I série-A,
crianças e adolescentes, localizados
n.º 30. em Lisboa, Porto e Coimbra. Em mui-

7
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tos, porém, os recursos eram limita- • Integração e administração con-


dos. A fixação de profissionais, sobre- junta de diferentes respostas, in-
tudo no interior, foi difícil, e a integração cluindo as localizadas em centros
de algumas instituições de tipo asilar de saúde e hospitais gerais.
(os Albergues de Mendicidade, até
então dependentes dos Governos No início dos anos 90, foi publicado o
Decreto Lei n.º 127/924, de 3 de Julho.
Civis) veio prejudicar o desenvolvi-
mento dos cuidados comunitários. Sumariamente, por este texto legal e
pelos que se lhe seguiram de modo
Mesmo assim, alterou-se profunda- associado5, extinguiram-se os serviços
mente o panorama da prestação de descentralizados e autónomos existen-
cuidados, melhorando-se a acessibili- tes – então 20 Centros de Saúde
dade e facilitando-se o desenvolvi- Mental, para adultos, e 3 Centros de
mento de novas formas de interven- Saúde Mental Infantil e Juvenil – inte-
ção, menos centradas nos Hospitais grando-se as suas funções em Depar-
Psiquiátricos e com melhor ligação aos tamentos de Psiquiatria e Saúde
outros serviços de saúde e de segu- Mental de hospitais gerais e pediátri-
rança social. cos, respectivamente.

Com o intuito de alcançar uma me- Em 1994, foi constituída pela


lhor e mais rápida reestruturação e in- Direcção-Geral da Saúde uma Comis-
tegração no sistema geral de cuidados são para o Estudo da Saúde Mental,
de saúde, em 1984 foi criada a composta por cinco grupos de traba-
Direcção de Serviços de Psiquiatria e lho temáticos, multiprofissionais e re-
Saúde Mental (DSPSM), no âmbito da presentativos das principais correntes
nova Direcção-Geral dos Cuidados de organizacionais para o sector.
Saúde Primários, que absorveu as fun-
Após um ano de actividade, teve
ções do então extinto Instituto de
lugar (Lisboa, Maio de 1995) uma
Assistência Psiquiátrica (IAP), a enti-
Conferência Nacional sobre a Saúde
dade de gestão verticalizada até aí
Mental, que contou com o apoio de
existente. entidades internacionais de referência,
tais como a OMS-Europa, o Conselho
O processo de reforma da Saúde Europeu da Federação Mundial da
Mental foi consignado em dois planos Saúde Mental e a Associação Mundial
sequenciais específicos, aprovados mi- para a Reabilitação Psiquiátrica.
nisterialmente em 1985 e 1988, e ba-
seados nos seguintes princípios: As respectivas conclusões6 estive-
• Reestruturação dos Hospitais Psi- ram na origem da Lei de Saúde Mental
agora vigente.
quiátricos;
• Desenvolvimento, em cada área de 4
Revogado pelo decreto-lei n.º 35/99.
intervenção dos Centros de Saúde 5
Portarias n.º 750/92 e n.º 751/92, publicadas
Mental, existentes e a criar, de um no Diário da República I série - B, nº 176, de 1
de Agosto.
sistema de cuidados comunitários 6
Aprovadas por Despacho Ministerial de
e abrangentes; 23/8/95 (Diário da República, II série, nº 25, de
• Continuidade de cuidados; 30 de Outubro).

8
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Enumeramos os principais diplomas


legislativos, actualmente em vigor, de
III. Modelo
enquadramento na área da Saúde
Mental e do Álcool:
Organizacional
Lei n.º 36/98 de 24 de Julho – Lei A Lei n.º 36/98, de 24 de Julho, e o
de Saúde Mental; diploma que a regulamenta (Decreto-
-Lei n.º 35/99, de 5 de Fevereiro) defi-
Decreto-Lei n.º 35/99, de 5 de nem, sumariamente, a organização dos
Fevereiro – Princípios orientadores serviços de saúde mental da seguinte
da organização, gestão e avaliação forma7:
dos serviços de psiquiatria e saúde
mental; • O modelo de referência é o comu-
nitário;
Despacho conjunto n.º 407/98, de • Os serviços locais de saúde men-
18 de Junho – Orientações regula- tal são a estrutura assistencial bá-
doras de intervenção articulada do sica. Funcionam, de forma inte-
apoio social e dos cuidados de grada e em estreita articulação
saúde continuados às pessoas em com os Centros de Saúde e de-
situação de dependência; mais serviços e estabelecimentos
de saúde, como departamentos8
Portaria n.º 348-A/98, de 18 de
ou serviços de hospital geral9;
Junho – Criação das empresas de
• Têm âmbito regional os serviços
inserção;
de saúde mental que, pelo seu
Decreto-Lei n.º 281/2003, de 8 de grau de diferenciação ou de racio-
Novembro – Rede de cuidados con- nalização de distribuição de recur-
tinuados em saúde; sos, não sejam justificáveis a nível
local;
Despacho conjunto n.º 502/2004, de • A actividade assistencial é pres-
5 de Agosto, entre os Ministros da tada por equipas multiprofissionais,
Defesa Nacional e da Saúde – uma por cada sector geodemográ-
Definição dos procedimentos, no- fico, correspondendo este a cerca
meadamente de avaliação, para ad- de 80 000 habitantes;
missão na Rede Nacional de Apoio • O ambulatório desenvolve-se,
aos Militares e ex-Militares Portu- sempre que possível, nos Centros
gueses Portadores de Perturbações de Saúde, em articulação com os
Psicológicas Crónicas, resultantes da Clínicos Gerais/Médicos de Famí-
exposição a factores traumáticos de lia. O internamento de doentes
stresse durante a vida militar;
7
Uma explanação mais pormenorizada está
Resolução do Conselho de Ministros considerada nos anexos.
8
n.º 166/2000, de 29 de Novembro – Quando se trata de Hospital coincidente com a
sede da Sub-Região de Saúde ou que tenha uma
Plano de Acção contra o Alcoolismo;
área de influência de cerca de 250 000 habitantes.
9
Decreto-lei n.º 318/2000, de 14 de Quando a respectiva área de influência é de
cerca de 120 000 habitantes ou, excepcional-
Dezembro – Reorganização e rees- mente, quando por questões de localização está
truturação dos Centros Regionais de inviabilizada uma adequada resposta por parte
Alcoologia. do Departamento que complementa.

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agudos e as respostas em situa- dade destes Serviços Regionais de


ções urgentes decorrem tenden- Saúde Mental quanto às atribuições e
cialmente em Hospitais Gerais; aos profissionais que os integram, de-
• Os cuidados na área da infância e terminaram que a sua abordagem
da adolescência são prestados fosse remetida para publicação própria.
através de serviços especializados,
formados por equipas multidiscipli- Finalmente, importa considerar o
nares, em articulação com os ser- papel (desenvolvido no capítulo IX) das
viços locais de saúde mental e os entidades privadas na prestação de cui-
cuidados de saúde primários; dados de psiquiatria e de saúde mental,
• A comparticipação governamental em particular da relevante intervenção
na reabilitação psicossocial, nas dos Institutos dos Irmãos de São João
vertentes ocupacional, residencial de Deus e das Irmãs Hospitaleiras do
e de formação e exercício profis- Sagrado Coração de Jesus.
sional, tem sido assumida através
da articulação das estruturas ofi- Hospitais Psiquiátricos
ciais da saúde, da segurança so-
cial e do emprego10; Como atrás se referiu, a exemplo do
• Aos Hospitais Psiquiátricos in- que se verificou na generalidade dos
cumbe assegurar, a par de cuida- países desenvolvidos, também em
dos de nível local, a disponibiliza- Portugal, a partir da década de 70, a
ção de respostas específicas de progressiva criação de serviços des-
âmbito regional em valências que centralizados, a par de uma apreciável
exijam intervenções predominante- melhoria da efectividade da intervenção
mente institucionais, de cuidados terapêutica, reduziu significativamente a
adequados aos doentes de evolu- necessidade e a duração dos interna-
ção prolongada aí residentes, bem mentos e acelerou a controvérsia sobre
como “…prestar apoio e funcionar os Hospitais Psiquiátricos, que, sendo
tradicionalmente asilares e custodiais,
de forma complementar aos servi-
induzem dependência e perda de sen-
ços locais de saúde mental das re-
tido de cidadania, em particular aos
giões de saúde…”11.
utentes sujeitos a internamentos longos
e/ou repetidos, agravando as conse-
A grave problemática a nível dos
quências do próprio processo psicopa-
consumos de bebidas alcoólicas, a ne-
tológico.
cessidade de dar corpo à criação da
Rede Alcoológica e à reestruturação A tendência internacional, em parti-
dos Centros Regionais de Alcoologia cular nos Países da União Europeia e
(Decreto-Lei nº 318/2000, de 14 de da América do Norte, tem sido para a
Dezembro12), bem como a especifici- redução dos hospitais psiquiátricos,
10
Com uma primeira concretização através das
através da diminuição das suas lota-
medidas preconizadas pelo Despacho conjunto ções e do seu progressivo encerra-
dos Ministros da Saúde e do Trabalho e da mento ou reconversão para outras
Solidariedade n.º 407/98 e pela Portaria do áreas de saúde ou sociais.
Ministro do Trabalho e da Solidariedade n.º 348-
-A/98, que cria as empresas de inserção. 12
Diário da República, I série - A, n.º 287, de 14
11
Artigo 7.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 35/99. de Dezembro.

10
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Em Portugal, a evolução da lotação mita a definição e execução de estra-


nos cinco actuais hospitais psiquiátri- tégias comuns…».
cos públicos é a que se considera no
Quadro I, estando estes sequenciados Entretanto, no Porto, de acordo com
de acordo com as respectivas localiza- o Decreto-Lei n.º 131/98, de 13 de
ções – o primeiro no Porto, os seguin- Maio, a gestão do Hospital do Conde
tes no Distrito de Coimbra e os dois úl- de Ferreira foi devolvida à Santa Casa
timos em Lisboa. da Misericórdia do Porto, dando satis-

Quadro 1. Hospitais Psiquiátricos – Evolução da lotação


HOSPITAL 1970 1988 1996 2000 2004
Magalhães Lemos a) 138 144 120 164
Sobral Cid 630 281 237 190 b) 232 e)
Lorvão – 259 204 220 c) 220 f)
Júlio de Matos 1364 653 531 531 485
Miguel Bombarda 1026 581 352 325 d) 350 g)

a) Ano do início da actividade com lotação de 400 camas, embora o número máximo utilizado nunca
tivesse excedido as 160; b) Acrescem 60 camas, da responsabilidade da D. G. Serviços Prisionais e
com gestão contratualizada com o Hospital; c) Idem, com 30 camas; d) Idem, com 45 camas; e) Idem,
com 84 camas; f) Idem, com 30 camas g) Idem, com 35 camas.

Consideremos agora o desenvolvi- fação à sua reivindicação e culmi-


mento recente ao nível destas três nando um processo longo e delicado.
áreas geográficas. No entanto, assegurou-se a salva-
guarda da continuidade assistencial
Através do Despacho n.º 1/92, de 5 dos doentes ali internados e dos direi-
de Fevereiro, foi criado, no espaço fí- tos dos profissionais que nele trabalha-
sico até então ocupado pelo Hospital vam. O Hospital foi extinto, enquanto
Júlio de Matos, o Parque de Saúde
Instituto público, em 31 de Dezembro
de Lisboa, onde, na área desafec-
de 2001, passando a designar-se por
tada à assistência psiquiátrica, se
Centro Hospitalar do Conde de Ferreira
foram localizando várias estruturas
e a integrar o sector social do Sistema
centrais do Ministério da Saúde.
Nacional de Saúde. As suas responsa-
Mais recentemente, e pela Portaria bilidades assistenciais transitaram,
nº 782/99, de 1 de Setembro, foi como planeado, para o Hospital de
constituído o Grupo dos Hospitais Magalhães Lemos, o Hospital de
Psiquiátricos da Região de Lisboa S. João e o Hospital de Nossa
e Vale do Tejo, com o intuito de Senhora da Conceição de Valongo, no
«…prosseguir a reorganização dos ser- que respeita às necessidades do
viços de saúde mental com a máxima Serviço Nacional de Saúde nos cuida-
rendibilidade e eficiência…, que per- dos a prestar aos doentes agudos.

11
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Quanto à área afecta à ARS do dem a 67,3% das 495 da Região de


Centro, aguarda-se a reestruturação Lisboa e Vale do Tejo.
dos serviços de psiquiatria e saúde
mental no Distrito de Coimbra e o en- Para cada uma das três áreas geo-
quadramento nesta região dos Hospitais gráficas – Norte, Centro e Sul –, só de-
de Sobral Cid e do Lorvão. verá existir um hospital psiquiátrico,
após a criação de novos serviços ou
Com a criação de vários Departa- departamentos em hospitais gerais e de
mentos e Serviços em Hospitais Gerais estruturas comunitárias alternativas ao
tem vindo a diminuir significativamente a hospital psiquiátrico.
área de influência imediata dos
Hospitais Psiquiátricos do Porto e de Embora a aplicação do Despacho
Lisboa, reduzindo-se deste modo a res- Conjunto n.º 407/9814 (iniciada em Julho
pectiva função de Serviço Local de de 1999) e, posteriormente, a Rede de
Saúde Mental. Os Hospitais Psiquiá- Cuidados Continuados (Decreto-Lei
n.o 281/2003, de 8 de Novembro) pos-
tricos poderão assim perspectivar me-
sam vir a reduzir o número de doentes
lhor a sua estratégia em termos de
psiquiátricos crónicos com o estatuto
Serviços Regionais, mais diferenciados
de residentes em instituições do sector,
e supletivos dos Serviços Locais.
pela sua transferência para Unidades15
na comunidade, restam pelo menos os
Considerando o total de camas, de
de maior grau de dependência, para os
agudos e crónicos, de cada região, veri-
quais importa criar alternativas residen-
fica-se que, na área afecta à Região do
ciais mais autonomizantes (e dignifican-
Norte, as 164 camas do Hospital de
tes) do que a permanência em Enfer-
Magalhães Lemos correspondem a maria quer de Hospitais Psiquiátricos,
32,2% de um conjunto de 510; na re- quer de Departamentos ou Serviços de
gião Centro, as 452 camas dos Hospitais Gerais.
Hospitais Sobral Cid e Lorvão corres-
pondem a 55,1% de um total de 820
camas; as 835 camas dos Hospitais Serviços Locais
Miguel Bombarda e Júlio de Matos cor- integrados em
respondem a 78,3% das 1067 camas Hospitais Gerais
da área afecta à ARS de Lisboa e Vale
do Tejo. A legislação de referência estabelece
que os Departamentos e Serviços de
Comparando apenas as lotações para Psiquiatria e Saúde Mental, integrando
doentes agudos, na Região de Saúde Serviços ou Unidades Funcionais de
Norte, as 142 camas do Hospital de 14
Despacho dos Ministros da Saúde e do
Magalhães Lemos correspondem a Trabalho e da Solidariedade, publicado no DR II
37,8% das 376 dessa região; na Região série, nº138, de 18 de Junho, que aprova as
Centro, as 136 camas dos Hospitais orientações de intervenção articulada de apoio
Sobral Cid e Lorvão correspondem a social e de cuidados de saúde continuados diri-
gidos às pessoas em situação de dependência
34,8% de um total de 391 camas; as por motivos de natureza física, mental e social.
333 camas dos Hospitais Miguel 15
Decreto Lei n.º 281/2003, de 8 de Novembro
Bombarda e Júlio de Matos correspon- – Rede de Cuidados Continuados em Saúde

12
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 13

Saúde Mental da Infância e da Adoles-


cência, são estruturas de Hospitais IV. Rede de
Gerais, constituindo os Serviços
Locais de Saúde Mental (anexos).
Psiquiatria
Viabilizou-se deste modo uma des-
e Saúde Mental
centralização de cuidados mais efec- de Adultos
tiva, com a progressiva redução das
áreas de influência de alguns Depar- Apresenta-se, em seguida, a situa-
tamentos de Psiquiatria e Saúde ção actual (em 30/04/04), os servi-
Mental para rácios e metas mais apro- ços em reestruturação e os desen-
ximados dos desejáveis, explicitados volvimentos programados por
nos anexos. Região de Saúde, considerando-se no
primeiro ponto os seguintes elementos:
Concretamente, e no que se refere
às respostas em Hospitais Gerais, pre- • Profissionais com intervenção clí-
coniza-se: nica (excluindo estagiários, internos
e outros formandos);
• Um Departamento de Psiquiatria e
Saúde Mental por Sub-Região de • Lotação (camas para doentes agu-
Saúde; dos, crónicos residentes e forênsi-
cos) e lugares de atendimento em
• Um Departamento nos hospitais área/hospital de dia.
com área de influência mais ampla,
correspondendo em geral a áreas
metropolitanas;
• Um Departamento em hospital
com área de influência de maior di-
mensão, complementado com um
Serviço em hospital de menor di-
mensão, em distritos mais populo-
sos ou extensos.

O resumo da organização dos servi-


ços, como está definido na legislação de
referência, está expresso nos Anexos.

13
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 14

Região de Saúde do Norte


Situação actual

Quadro 2 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
H. Mag. Lemos (Porto) 10 a) 32 2 44 10 2 12
H.S. Gonçalo, SA (Amarante) 1 3 1 5 – 1 1
H.S. Marcos (Braga) 2 9 a) – 11 1 – 1
H.P. Américo, SA (Paredes/Penafiel) 2 5 – 7 1 3 4
H.D. Bragança, SA 1 2 1 4 – 1 1
C.H. Alto Minho, SA (V. Castelo/P.Lima) 1 7 – 8 3 – 3
C.H.V. Nova de Gaia 2 11 1 14 1 4 5
C.H.V. Real/P. Régua, SA 1 2 3 2 d) 2
H. S. João (Porto) 6 b) c) 13 3 e) 22 1 – 1
H. N. Sr.a Conceição de Valongo 2 6 – 8 – 1 1

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

H. Mag. Lemos (Porto) 13 f) 1 14 4 f) – 4 107 f) 20 127


H.S. Gonçalo, SA (Amarante) 1 – 1 1 – 1 13 – 13
H.S. Marcos (Braga) 3 – 3 1 – 1 22 – 22
H.P. Américo, SA (Paredes/Penafiel) 2 – 2 – – – 8 6 14
H.D. Bragança, SA 1 – 1 – – – 26 2 28
C.H. Alto Minho, SA (V. Castelo/P.Lima) 3 – 3 – – – 19 – 19
C.H.V. Nova de Gaia 3 3 – 1 1 15 – 15
C.H.V. Real/P. Régua, SA – 1 1 – – – 16 – 16
H. S. João (Porto) 1 – 1 1 – 1 25 – 25
H. N. Sr.a Conceição de Valongo 1 – 1 – – – 9 2 11
a) 1 Ausente por licença sem vencimento
b) 1 Ausente por requisição, destacamento ou outra situação – tempo completo
c) 2 Chefes de Serviço integrados na Carreira Docente Universitária
d) Contratado
e) 1 Contratado (Carenciado)
f) 1 Assistente Social, 3 Enfermeiros e 2 Ter. Ocupacionais em requisição/comissão de serviço

14
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 15

Quadro 3 – Lotação
CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes
Agudos Crónicos Total ÁREA DE DIA

H. Mag. Lemos (Porto) 142 22 164 109


H.S. Gonçalo, SA (Amarante) 23 25 48 10
H.S. Marcos (Braga) 42 23 65 5
H.P. Américo, SA (Paredes/Penafiel) 23 4 27 –
H.D. Bragança 38 60 98 –
C.H. Alto Minho, SA (V. Castelo/P.Lima) 24 – 24 –
C.H.V. Nova de Gaia 30 – 30 15
C.H.V. Real/P. Régua, SA 24 – 24 –
H. S. João (Porto) 30 – 30 20
H. N. Sr.a Conceição de Valongo 24 – 24 10

A evolução enunciada na anterior • Casa de Saúde S. João de Deus –


Rede de Referenciação foi fortemente Braga
influenciada pela alteração e devolução
• Santa Casa da Misericórdia de
do Hospital do Conde de Ferreira à
Amarante
Santa Casa da Misericórdia do
Porto, que permitiu: • Santa Casa da Misericórdia do
Porto – C. Hospitalar Conde de
• Redistribuição de profissionais com
Ferreira
intervenção clínica e de restantes
técnicos em lugar de quadro.
Serviços em reestruturação
• Adequação na lotação de camas
para doentes agudos e sua locali- Com o desenvolvimento dos Depar-
zação. tamentos e Serviços de Psiquiatria nos
• Identificação das necessidades em Hospitais de Amarante, Braga,
unidades para doentes residentes Bragança, Penafiel, Vila Real, Vila
(crónicos). Nova de Gaia e Viana do Castelo e
as obras de remodelação no Hospital
Com a reorganização das Urgên- de S. João, prevê-se que:
cias Psiquiátricas para o Distrito
• a curto prazo, os Departamentos/
do Porto e o funcionamento nocturno
/Serviços de Psiquiatria e Saúde
único no Hospital de Santo António,
estão perspectivadas as necessidades Mental dos Hospitais de Santo
e soluções que, nos próximos anos, a António e Pedro Hispano tenham já
falta de médicos, em condições de autonomia e o Serviço de Psiquiatria
fazer urgência, nos colocam. do Hospital de Guimarães se en-
contre reforçado;
Actualmente, as instituições priva- • o Departamento/Serviço de Psi-
das com quem foi estabelecido proto- quiatria e Saúde Mental que vai
colo de colaboração são: atender as áreas de Vila do Conde
• Casa de Saúde S. João de Deus – / Póvoa de Varzim tenha igual evo-
Barcelos lução.

15
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 16

Desenvolvimentos vés do cumprimento de programas


programados comunitários transfronteiriços.
• Conclusão da Unidade da Gelfa
• Conclusão das obras no Hospital para doentes de evolução prolon-
de Magalhães Lemos para se gada, na sequência do encerra-
adaptar às funções de Hospital mento da unidade de Paredes de
Central Especializado de Psiquiatria Coura.
para a Região Norte. • Dinamização dos Serviços e Depar-
• Conclusão das obras do Hospital tamentos para, de acordo com os
de S. João para internamento de Despachos 407/98 e 348-A/98 e
agudos, assim como realização as novas orientações da Rede de
das obras no Serviço de Urgência Cuidados Continuados, criarem e
para criação de áreas de atendi- desenvolverem unidades de reabili-
mento próprias para Psiquiatria. tação, nomeadamente de apoio re-
sidencial, ou outro, para doentes de
• Criação de programa socio-ocupa-
evolução prolongada ou residentes.
cional e unidade residencial em Vila
Nova de Gaia. • Criação e formação de equipas de
• Criação de uma Unidade de emergência e grande catástrofe.
Internamento de Agudos de • Protocolos com Misericórdias,
Amarante, devido ao encerramento como a Santa Casa da Misericórdia
da Unidade de Travanca, permitindo de Penafiel e outras, bem como
a integração do ambulatório e o in- com Associações, IPSS e ONG.
ternamento de doentes agudos.
• Criação de Unidades Especia-
• Pleno funcionamento do Serviço lizadas, nomeadamente o Serviço
de Psiquiatria do Hospital de de Psiquiatria Forense e a Unidade
Valongo, depois de concluídas as para Doentes Difíceis.
obras, e instalação de Unidades
de Internamento.
• No plano da reabilitação, e no âm-
bito da Rede de Cuidados Conti-
nuados em Saúde, realização de
protocolos com instituições sociais,
nomeadamente as Misericórdias
do Porto, Penafiel, Braga –
Gemunde, e com os institutos reli-
giosos, para atendimento de doen-
tes de evolução prolongada.
• Incremento das oficinas de reabili-
tação e das unidades residenciais
por parte da Unidade da Quinta da
Trajinha, em Bragança, e do
Departamento de Psiquiatria e
Saúdel Mental de Bragança, atra-

16
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 17

Região de Saúde do Centro


Situação actual

Quadro 4 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
H. Sobral Cid (Ceira-Coimbra) 3 17 – 20 3 – 3
H. Psiquiátrico do Lorvão 2 a) 8 1 11 1 – 1
C.P. de Recuperação de Arnes (Soure) 1 3 b) – 4 – –
H. Infante D. Pedro, SA (Aveiro) 1 5 1 7 – 1 1
H.Amato Lusitano (Castelo Branco) – 2 1 3 1 2 3
H. U. Coimbra 9 16 – 25 4 1 5
H. São Teotónio, SA (Viseu) 2 7 1 10 1 1 2
H. Santo André, SA (Leiria) 1 5 – 6 1 – 1
H. Sousa Martins (Guarda) 2 3 – 5 – – –
C.H. Cova da Beira, SA (Covilhã-Fundão) 1 2 1 4 – 5 5

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

H. Sobral Cid (Ceira-Coimbra) 9 – 9 2 – 2 116 10 126


H. Psiquiátrico do Lorvão 4 – 4 2 – 2 52 3 55
C.P. de Recuperação de Arnes (Soure) 4 – 4 – – – 16 8 24 a) b)
H. Infante D. Pedro, SA (Aveiro) 1 – 1 2 – 2 19 – 19
H.Amato Lusitano (Castelo Branco) 2 – 2 1 – 1 12 1 13
H. U. Coimbra 1 – 1 1 – 1 35 2 37
H. São Teotónio, SA (Viseu) 3 – 3 1 – 1 30 4 34
H. Santo André, SA (Leiria) 2 – 2 – – – 35 – 35
H. Sousa Martins (Guarda) 1 c) – 1 – – – 14 2 16 a) d)
C.H. Cova da Beira, SA (Covilhã-Fundão) 1 – 1 2 – 2 15 4 19
a) 1 ausente por baixa prolongada
b) Assistente de Psiquiatria e Enfermeiro ausentes por requisição, destacamento ou outra situação –
tempo completo
c) Adstrito também a outros serviços (para além da Psiquiatria)
d) 1 contratado

17
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 18

Técnicos em exercício (continuação)


TERAPEUTAS DA FALA TÉCN. PSICOMOTRICIDADE
Extra Extra
Quadro Quadro Total Quadro Quadro Total

H. Sobral Cid (Ceira-Coimbra) – – – – – –


H. Psiquiátrico do Lorvão – – – – – –
C. P. de Recuperação de Arnes (Soure) – – – – – –
H. Infante D. Pedro, SA (Aveiro) 1 – 1 – – –
H. Amato Lusitano (Castelo Branco) – – – – – –
H. U. Coimbra – – – – – –
H. São Teotónio, SA (Viseu) – – – – – –
H. Santo André, SA (Leiria) – – – – – –
H. Sousa Martins (Guarda) – – – – – –
C.H. Cova da Beira, SA (Covilhã-Fundão) – – 1 – 1 1

Quadro 5 - Lotação
CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes Psiquiat
Agudos Crónicos Forense Total ÁREA DE DIA

H. Sobral Cid (Ceira-Coimbra) 86 146 84 316 12


H. Psiquiátrico do Lorvão 50 170 30 250 –
C.P. Recuperação de Arnes (Soure) – 47 60 107 15
H. Infante D. Pedro, SA (Aveiro) 33 16 – 49 –
H. Amato Lusitano (Castelo Branco) 20 – – 20 6
H. U. Coimbra 63 – – 63 12
H. São Teotónio, SA (Viseu) 44 – – 44 –
H. Santo André, SA (Leiria) 43 50 – 93 –
H. Sousa Martins (Guarda) 24 – – 24 –
C.H. Cova da Beira, SA (Covilhã-Fundão) 28 – – 28 –

Hospital Distrital de Lamego Hospital do Lorvão os doentes dos


– Não tem serviços de saúde mental, Concelhos de Penacova, Góis, Arganil,
sendo a referenciação feita para o Oliveira do Hospital, Vila Nova de
Hospital de S. Teotónio (Viseu).
Poiares e Lousã.
Hospital de Santa Maria da Feira
– Presentemente ainda não tem res- Centro Psiquiátrico de Recupe-
postas de saúde mental, sendo a refe- ração de Arnes – Recebe doentes
renciação feita para o Hospital Infante oriundos de todo o país enviados para
D. Pedro. internamento pela Direcção-Geral dos
Serviços Prisionais para tratamento,
Hospital Psiquiátrico do Lorvão
reabilitação e reinserção. Recebe tam-
– Faz urgências em escala conjunta
com os Hospitais da Universidade de bém doentes para projectos de reabili-
Coimbra, e os internamentos fazem-se tação, preferencialmente dos conce-
por essa via, sendo alocados ao lhos limítrofes.

18
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 19

Hospital de Sobral Cid – Recebe Hospital de Sobral Cid – Prevê-se


os doentes da área de influência que a reformulação do serviço domiciliário.
consta da rede, sendo acrescidos os De vocação multidisciplinar, irá ser reor-
casos de toxicodependência e alcoo- ganizado e reforçado com objectivos te-
lismo de todos os distritos da região. rapêuticos, preventivos, de avaliação clí-
nica e de criação de interfaces com o
Em situações de ruptura dos servi- sector social, incluindo formas de cola-
ços de urgência de Leiria e Aveiro, tam- boração com os centros de saúde.
bém recebe doentes daí provenientes.
Hospital de Santo André, SA (Leiria)
Centro Hospitalar das Caldas da – Está em fase de reestruturação o
Rainha – Actualmente, existe apenas Estabelecimento Psiquiátrico de Andrinos
uma psiquiatra, que faz consultas ex- e a remodelação do serviço de interna-
ternas, urgências e consultas de liga- mento.
ção nos Centros de Saúde das Caldas
da Rainha, Bombarral, Óbidos e Para toda a Região, no que respeita
Peniche. Ainda não tem internamento à Psiquiatria Forense, está em curso a
próprio. reorganização do sistema de perícias
médico-legais.
Tal como noutras regiões, a falta de re-
cursos, nomeadamente humanos, as di- Desenvolvimentos
ficuldades em corresponder às solicita- programados
ções do poder judicial e a indefinição da
referenciação, no que respeita às con- Hospital Distrital de Lamego – A
sultas de subespecialidade e de psico- construção do novo hospital de
terapias específicas disponíveis, têm Lamego, com área de psiquiatria já in-
afectado negativamente os serviços. cluída e aprovada em programa funcio-
nal, permitirá ajustar recursos e aproxi-
Serviços em reestruturação mar os cuidados às populações.

Hospital Amato Lusitano (Cas- Hospital de S. Teotónio, SA


telo Branco) – Está em desenvolvi- (Viseu) – Prevê-se a construção do
mento a criação da Unidade de Departamento de Psiquiatria e Saúde
Tratamento e Recuperação de Alcoóli- Mental junto do novo hospital. Tem o
cos, com 6 camas. programa funcional aprovado e a auto-
rização da Câmara Municipal.
Hospitais da Universidade de
Coimbra – A assistência está a ser Em colaboração com a Adminis-
reorganizada, de forma articulada com tração Regional de Saúde do Centro e
os outros sectores hospitalares e de o Centro Regional de Segurança Social,
cuidados primários. desenvolver-se-á a intervenção comu-
nitária do Departamento de Psiquiatria
Hospital Psiquiátrico do Lorvão e Saúde Mental (actualmente com in-
– Prevêem-se obras de beneficiação tervenção em centenas de doentes
no Serviço de Agudos. fora do hospital).

19
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 20

Hospital de Sousa Martins • Desenvolvimento de protocolos de


(Guarda) – Prevê-se a colaboração na articulação com vários centros de
docência universitária de psiquiatria na saúde (a exemplo do que já existe
Faculdade de Ciências Médicas da com Montemor-o-Velho e Figueira
Universidade da Beira Interior. da Foz).
• Colaboração, enquanto instituição
Hospital Amato Lusitano (Castelo de referência para psiquiatria e
Branco) – Prevê-se a implementação saúde mental, no Programa de
e criação de instituições de reintegra- Apoio Continuado Domiciliário, pro-
ção e unidades residenciais para doen- grama de intervenção conjunta de
tes dependentes e de evolução prolon- várias instituições na área de ac-
gada. tuação do Centro de Saúde de
Santa Clara.
Hospital de Santa Maria da Feira
– Está prevista a criação de um • Implementação de novas formas de
Departamento de Psiquiatria e Saúde cuidar, apoiar e tratar, nomeada-
Mental junto do Hospital. mente apostando na criação de
Fóruns e Unidades de Vida
Hospitais da Universidade de Protegida.
Coimbra – Será feito um enquadra-
mento na futura reestruturação dos Hospital de Santo André, SA
(Leiria) – Prevê-se melhoria da quali-
serviços de saúde mental no Distrito
dade mediante articulação com os ser-
de Coimbra.
viços de saúde pública, centros de
saúde, protocolo com o CAT, psiquia-
Hospital Psiquiátrico do Lorvão
tria de ligação e criação de consulta do
– Será efectuada uma implementação
sono, bem como a mudança do
dos protocolos existentes, com enqua-
Departamento de Psiquiatria e Saúde
dramento na futura reestruturação dos
Mental para um espaço mais apro-
serviços de saúde mental no Distrito
priado dentro da área hospitalar.
de Coimbra, bem como intervenções
nas áreas da Psiquiatria Forense, nas Centro Hospitalar das Caldas da
Unidades de Internamento e na Rainha – Estão programadas 16
Reabilitação. camas no Programa Funcional que
está em fase de aprovação, prevendo-
Centro Psiquiátrico de Recupe- -se para breve o início da 2.ª fase de
ração de Arnes – Integrado na rees- ampliação do Hospital. Justifica-se a
truturação dos serviços de saúde men- criação de um Departamento de
tal no Distrito de Coimbra, prevê-se a Psiquiatria e Saúde Mental para dar
passagem desta instituição para resposta à população da respectiva
Centro de Reabilitação Psiquiátrica da área.
Região Centro.

Hospital de Sobral Cid – Prevê-se:


• Criação de parcerias com associa-
ções de doentes e famílias.

20
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 21

Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo


Situação actual
A situação actual caracteriza-se pela necessidade em implementar e desenvolver os serviços e
departamentos de psiquiatria e saúde mental, nomeadamente no Centro Hospitalar do Médio
Tejo (Hospital Nossa Senhora da Graça - Tomar) e no Hospital Garcia de Orta, assim como em
criá-los nos hospitais de Torres Vedras, Loures, Vila Franca de Xira e de Curry Cabral.

Quadro 6 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo

H. Júlio de Matos (Lisboa) 10 b) 27 b) 12 c) d) e) 49 12 11 23


H. Miguel Bombarda (Lisboa) 7 24 – 31 3 13 16
H.N. Sr.a do Rosário, SA (Barreiro) 2 8 – 10 1 1 2
H. Santarém, SA 1 4 – 5 3 2 5
H. S. Bernardo, SA (Setúbal) 2 7 1 10 1 – 1
H. S. Francisco Xavier, SA (Lisboa) 2 19 1 22 5 4 a) 9
H. Garcia de Orta, SA (Almada) – 4 2 6 2 4 6
H. Prof. Dr F. Fonseca (Amadora) 1 15 – 16 6 – 6
H. Santa Maria (Lisboa) 5 21 1 27 2 3 5
CHMT – H. N. Sr.a Graça (Tomar) – – 1 1 1 – 1

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

H. Júlio de Matos (Lisboa) 8 1 9 12 3 15 103 34 137


H. Miguel Bombarda (Lisboa) 4 – 4 5 1 6 106 12 118
H.N. Sr.a do Rosário, SA (Barreiro) 1 – 1 1 – 1 20 2 22
H. Santarém, SA 3 – 3 1 – 1 11 4 15
H. S. Bernardo, SA (Setúbal) 3 – 3 – – – 21 – 21
H. S. Francisco Xavier, SA (Lisboa) 5 1 6 2 – 2 33 6 39
H. Garcia de Orta, SA (Almada) 9 – 9 6 1 7 – 2 2
H. Prof. Dr F. Fonseca (Amadora) 4 – 4 3 – 3 24 – 24
H. Santa Maria (Lisboa) 1 1 2 – – – 29 5 34
CHMT – H. N. Sr.a Graça (Tomar) 1 – 1 – – – 1 – 1
a) 1 Ausente por baixa prolongada
b) 1 Ausente por requisição, destacamento ou outra situação – tempo completo
c) 9 Contratados apenas para o Serviço de Urgência
d) 1 Contratado
e) 2 Contratados (Carenciados)

21
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 22

Técnicos em exercício (continuação)


TERAPEUTAS DA FALA TÉCN. PSICOMOTRICIDADE
Extra Extra
Quadro Quadro Total Quadro Total
Quadro
H. Júlio de Matos (Lisboa) – – – – – –
H. Miguel Bombarda (Lisboa) – – – – 1 1
H.N. Sr.a do Rosário, SA (Barreiro) – – – – – –
H. Santarém, SA – – – – – –
H. S. Bernardo, SA (Setúbal) 1 – 1 1 – 1
H. S. Francisco Xavier, SA (Lisboa) 1 – 1 – – –
H. Garcia de Orta (Almada) 4 1 5 – – –
H. Prof. Dr F. Fonseca (Amadora) – – – 1 – 1
H. Santa Maria (Lisboa) – – – – – –
CHMT – H. N. Sr.a Graça (Tomar) – – – – – –

Quadro 7 - Lotação
CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes Psiquiatria
Agudos Crónicos Forense Total ÁREA DE DIA

H. Júlio de Matos (Lisboa) 148 337 – 485 52


H. Miguel Bombarda (Lisboa) 185 165 35 385 42
H.N. Sr.a do Rosário, SA (Barreiro) 24 – – 24 –
H. Santarém, SA 15 – – 15 12
H. S. Bernardo, SA (Setúbal) 16 44 – 60 25
H. S. Francisco Xavier, SA (Lisboa) 36 26 – 62 14
H. Garcia de Orta (Almada) – – – – –
H. Prof. Dr F. Fonseca (Amadora) 27 – – 27 12
H. Santa Maria (Lisboa) 44 – – 44 20
CHMT – H. N. Sr.a Graça (Tomar) – – – – –

Serviços em reestruturação doentes agudos abrangidos pelo Hos-


pital de Nossa Senhora da Graça têm
Departamento de Psiquiatria e continuado a efectuar-se em Lisboa, no
Saúde Mental do Centro Hospitalar Hospital Júlio de Matos, não por inexis-
do Médio Tejo, no Hospital de tência de espaço físico para o efeito,
Nossa Senhora da Graça (Tomar) – mas por falta de médicos especialistas
Com área de ambulatório e 24 camas e outros técnicos de saúde mental, es-
para internamento de doentes agudos, tando em curso as iniciativas necessá-
assistindo cerca de 220 000 habitan- rias para a implementação dos recur-
tes, número correspondente à zona sos humanos necessários.
norte do Distrito de Santarém, reduz a
área de influência do Departamento de Departamento de Psiquiatria e
Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Saúde Mental do Hospital Garcia
de Santarém para cerca de 240 000 de Orta (Almada) – Está em curso a
habitantes. Os internamentos dos implementação deste Departamento.

22
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 23

Desenvolvimentos
programados
Departamento de Psiquiatria e
Saúde Mental do Hospital de
Torres Vedras – Terá uma unidade de
internamento de doentes agudos pre-
vista para 15 a 20 camas, respon-
dendo às necessidades assistenciais
dos Concelhos do Cadaval, Lourinhã,
Sobral de Monte Agraço e Torres
Vedras.

Presentemente, os cuidados aos


doentes desta área têm continuado a
ser prestados pelo Hospital Júlio de
Matos.

Serviço de Psiquiatria e Saúde


Mental do Hospital de Curry
Cabral – Em fase de planeamento.

Departamento de Psiquiatria e
Saúde Mental do novo Hospital de
Loures – Terá uma unidade de inter-
namento com previsão de 25 camas
de doentes agudos, para os habitantes
dos concelhos de Loures e de Mafra
(actualmente referenciados ao Hospital
Júlio de Matos).

Departamento de Psiquiatria e
Saúde Mental do novo Hospital de
Vila Franca de Xira – Ainda não há
uma calendarização prevista.

Departamento de Psiquiatria e
Saúde Mental do novo Hospital de
Cascais – Ainda não há uma calenda-
rização prevista.

23
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 24

Região de Saúde do Alentejo


Situação actual

Quadro 8 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS
Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
H. J. Joaquim Fernandes, SA (Beja) 1 – 1 c) 2 2 2 c) 4
H. Espírito Santo (Évora) 1 3 – 4 2 2 b)
H. Dr. José Maria Grande (Portalegre) 2 1 – 3 1 1

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

H. J. Joaquim Fernandes, SA (Beja) 1 b) – 1 – – – 5 – 5


H. Espírito Santo (Évora) 3 a) – 3 b) 2 – 2 b) 18 – 18 b)
H. Dr. José Maria Grande (Portalegre) 2 – 2 2 – 2 23 – 23
a) 1 ausente por baixa prolongada
b) Adstritos também a outros serviços (para além da Psiquiatria ou Pedopsiquiatria)
c) Contratado

Técnicos em exercício (continuação)

TERAPEUTAS DA FALA EDUCADORES DE INFÂNCIA


Extra Extra
Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro

H. J. Joaquim Fernandes, SA (Beja) – – – – – –


H. Espírito Santo (Évora) 2 – 2 2 – 2
H. Dr. José Maria Grande (Portalegre) 1 – 1 – – –

Técnicos em exercício (continuação)


PROFESSORES DO
TÉCNICOS DE EDUCAÇÃO
ENSINO ESPECIAL
Extra Extra
Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro

H. J. Joaquim Fernandes, SA (Beja) – – – – – –


H. Espírito Santo (Évora) – – – – – –
H. Dr. José Maria Grande (Portalegre) 1 – 1 2 – 2

24
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 25

Quadro 9 - Lotação
CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes
Agudos Crónicos Total ÁREA DE DIA

H. J. Joaquim Fernandes, SA (Beja) – – – –


H. Espírito Santo (Évora) 30* 15 45 –
H. Dr. José Maria Grande (Portalegre) 15 42 57 –
* A abrir brevemente

A situação actual, por Sub-Região, é Serviços em reestruturação


a seguinte:
• Hospital do Espírito Santo
• Em Portalegre, o Departamento de
(Évora) – Reestruturação das insta-
Psiquiatria e Saúde Mental tem ins-
lações do Departamento do Hospital
talações no Hospital Dr. José Maria
de Évora na Quinta dos Canaviais,
Grande para doentes agudos (am-
com a criação de uma Unidade de
bulatório e 15 camas), existindo
Internamento de Doentes Agudos,
uma unidade de evolução prolon-
uma Unidade para Doentes Alcoóli-
gada na periferia da cidade, com
cos e uma Unidade para Doentes
42 camas, a aguardar há cerca de
Residentes.
12 anos a transferência para insta-
lações próprias. Há uma Unidade
de Prevenção do Suicídio, uma Desenvolvimentos programados
Unidade de Tratamento e Recupe-
ração de Alcoólicos e uma Consul- • Hospital Dr. José Maria Grande
ta de Gerontopsiquiatria. (Portalegre) – Transferência da
unidade de doentes de evolução
• Em Évora, as instalações são disper- prolongada para as instalações que
sas, funcionando o internamento na há 10 anos lhe estavam destinadas,
Quinta dos Canaviais e o ambulató- o que permitirá melhorar significati-
rio em instalações próprias exteriores vamente as condições residenciais.
ao Hospital do Espírito Santo. O in-
ternamento tem 45 camas para • Hospital J. Joaquim Fernandes
doentes crónicos, das quais 15 são (Beja) – Aprovação da unidade de
para doentes residentes e as restan- internamento de agudos do
tes para doentes de evolução pro- Departamento de Psiquiatria e
longada, realizando-se também, Saúde Mental, prevista na amplia-
quando as condições o permitem, o ção do Hospital.
internamento em situação de recaí- • A articulação com o Centro
das agudas. Regional de Segurança Social e as
• Em Beja, as instalações são exte- Irmãs Hospitaleiras do Sagrado
riores ao perímetro hospitalar e Coração de Jesus permitirá a rede-
apenas satisfazem o ambulatório, finição do modelo de gestão da
assegurando os profissionais a arti- Unidade para Deficientes Men-
culação regular com vários Centros tais Complexos, em Assumar,
de Saúde. O internamento efectua- uma vez que estão em causa
-se no Hospital Miguel Bombarda utentes com patologia crónica e
em Lisboa. com grande dependência.

25
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 26

Região de Saúde do Algarve


Situação actual

Quadro 10 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
H. Distrital de Faro 2 4 2 d) e) 8 2 c) 2 4
H. Barlavento Algarvio, SA (Portimão) – 2 – 2 1 1 2

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

H. Distrital de Faro 1 – 1 2 – 2 20 a) b) 3 23
H. Barlavento Algarvio, SA (Portimão) – – – 1 – 1 9 7 16
a) 1 Ausente por baixa prolongada
b) 1 Ausente por licença sem vencimento
c) Ausente por requisição, destacamento ou outra situação – tempo completo
d) Contratado apenas para o Serviço de Urgência
e) Contratado

Quadro 11 – Lotação
CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes
Agudos Crónicos Total ÁREA DE DIA

H. Distrital de Faro 35* – 35 –


H. Barlavento Algarvio, SA (Portimão) 15 – 15 –
* 5 das camas estão ocupadas por doentes crónicos

26
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 27

Departamento de Psiquiatria e Efectua Consulta de Psiquiatria se-


Saúde Mental do Hospital Distrital manal nos Centros de Saúde de
de Faro – Ocupa as instalações do Lagos, Monchique e Silves.
antigo Centro de Saúde Mental, dis-
pondo de ambulatório e Unidade de Dispõe, desde o último trimestre de
Internamento. O número de camas 2003, de Consulta de Terapia Familiar
para internamento tem diminuído pro- e de Casal, efectuadas por psiquiatra,
gressivamente, inicialmente de 60 para enfermeiro e psicólogo.
50, por saída dos doentes crónicos
para as Unidades de Vida Apoiada e Serviços em reestruturação
pela abertura da Unidade de Inter-
namento do Hospital do Barlavento Estão em funcionamento: um Fórum
Algarvio, sendo a sua capacidade ac- socio-ocupacional para 30 utentes e
tual de 35 camas. Esta situação condi- uma Unidade de Vida Apoiada para 20
ciona dificuldades de resposta em utentes, em Paderne, com gestão da
relação a internamento, ficando os Santa Casa da Misericórdia de
doentes no SO do Serviço de Urgência. Albufeira; um Fórum socio-ocupacional
para 40 utentes, em Faro; uma uni-
O número de psiquiatras do quadro dade de Vida Apoiada para 20 utentes
diminuiu em dois, que foram substituí- e um Fórum socio-ocupacional para 30
dos por 1 contratado e 1 carenciado. utentes, em Almancil, por iniciativa da
Estão por preencher uma vaga de chefe Associação de Saúde Mental do
de serviço e cinco de assistente, agra- Algarve (ASMAL). Foi recentemente
vando-se as dificuldades de resposta. criado um Fórum socio-ocupacional
Perdeu-se um psicólogo do quadro.
em Loulé, com capacidade para 35
utentes, da responsabilidade da UNIR
Iniciaram-se, em Março de 2003,
(Associação dos Doentes Mentais,
Consultas de Psiquiatria semanais nos
Famílias e Amigos do Algarve).
Centros de Saúde de Luz de Tavira,
Olhão, Loulé e Albufeira (que cobrem
os concelhos respectivos), que foram Desenvolvimentos
encerradas por falta de meios. Ocorreu programados
transferência de Consulta de Monte
Gordo para Castro Marim (que cobre Hospital de Dia do Departa-
os concelhos de Castro Marim, Vila mento de Psiquiatria e Saúde
Real de Santo António e Alcoutim), me- Mental do Hospital Distrital de
lhorando a acessibilidade e desenvol- Faro – Está em elaboração o novo
vendo a articulação. projecto, que poderá vir a ser instalado
na área ocupada actualmente pelo
Serviço de Psiquiatria do Hospital Serviço de Pneumologia.
do Barlavento Algarvio, SA –
Dispõe de ambulatório e Unidade de Serviço de Psiquiatria do Hos-
Internamento para doentes agudos pital do Barlavento Algarvio –
com 15 camas (aberta em Julho de Estão programados projectos nas
2001). Não dispõe do Hospital de Dia áreas de Alcoologia, Sexologia e
previsto. Hospital de Dia.

27
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 28

V. Rede de na Região Norte foi reformulado em


Julho de 2003.
Urgências PORTO
O Decreto-Lei nº 35/99, de 5 de Hospital Geral de S.to António SA
Fevereiro, estabelece que compete à
Tem Urgência de Psiquiatria.
Rede de Serviços Locais de Saúde
Mental o “Atendimento permanente das Horário: todos os dias, 24h.
situações de urgência psiquiátrica, em
Obs: Equipas constituídas por médi-
serviços de urgência de hospitais ge-
cos dos Hospitais de Magalhães
rais ou no âmbito de estruturas de in-
tervenção na crise.” (alínea d), n.º 2, do Lemos, Hospital de S. João e Hos-
artigo 10.º). pital Valongo.

Em 2001, foi publicada a “Rede de Hospital de S. João


Referenciação Hospitalar de Urgência /
Tem Urgência de Psiquiatria.
/ Emergência”, que excluiu as urgên-
cias psiquiátricas: “…o atendimento de Horário: todos os dias, das 8h às 20h.
urgências psiquiátricas deverá ser orga-
nizado localmente, em função dos ser- Centro Hospitalar de Vila Nova de
viços previstos pela Rede de Refe- Gaia
renciação Hospitalar de Psiquiatria e
Saúde Mental, sem prejuízo do legal- Tem Urgência de Psiquiatria.
mente exposto.” Horário: todos os dias, das 8h,30m
às 20h,30m.
O 3.º Censo Psiquiátrico revelou que,
entre 12 e 18 de Novembro de 2001,
Hospital de Magalhães Lemos
houve 1476 atendimentos de urgência
psiquiátrica no país, distribuídos por 32 Tem Urgência Interna de Psiquiatria e
instituições. As alterações associadas um Serviço de Observação.
ao álcool constituíram o grupo nosoló-
gico mais frequente (21%), seguindo-se Horário: todos os dias, para além do
as depressões (20%). As esquizofrenias horário normal de funcionamento dos
corresponderam apenas a 6% das ur- serviços.
gências psiquiátricas.
AMARANTE
Apresenta-se a situação actual da
Rede de Urgências. Oportunamente Hospital de S. Gonçalo, SA
será efectuado um planeamento, em Não tem Urgência de Psiquiatria.
harmonia com a Rede Urgência / Emer-
gência geral da saúde. OBS: Os doentes recorrem ao plano
de atendimento urgente para a área
metropolitana do Distrito do Porto.
Região de Saúde
do Norte VALE DO SOUSA
Hospital Padre Américo, SA
O atendimento e circuito das
Urgências Hospitalares de Psiquiatria Não tem Urgência de Psiquiatria.

28
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 29

OBS: Está previsto que venha a fun- em regime de prevenção ao Serviço


cionar um Serviço de Urgência con- de Urgência.
junto do Hospital de S. Gonçalo,
SA e Hospital Padre Américo,
SA, das 8h às 20h, para atendi-
Região de Saúde
mento às áreas de influência das do Centro
duas instituições, durante toda a se-
mana, logo que garantidas as neces- AVEIRO
sárias condições logísticas. Hospital Infante D. Pedro, SA

BRAGANÇA Tem Urgência de Psiquiatria.

Hospital Distrital de Bragança Horário: todos os dias, das 8h às 20h.

Tem Urgência de Psiquiatria. OBS: Inclui Aveiro Norte (ainda não


há serviço de psiquiatria no H. de
Horário: todos os dias, das 8h às Sta Maria da Feira). Fora do horário
20h. Das 20h às 8h, em regime de de funcionamento: Medicina Interna
prevenção. Fins-de-semana, em re- (Aveiro) ou envio para os HUC.
gime de prevenção 24h.
CASTELO BRANCO
VILA REAL
H. Amato Lusitano
Hospital de S. Pedro
Tem Urgência de Psiquiatria.
Não tem Urgência de Psiquiatria.
Horário: todos os dias, 24h.
OBS: Recorre ao plano de atendi-
mento urgente para a área metropoli- Área de Assistência: concelhos de
tana do Distrito do Porto. Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros,
Proença-a-Nova, Sertã e Vila-Velha de
VIANA DO CASTELO Ródão. Nas falhas de cobertura local,
envia os doentes para o Hospital de
Centro Hospitalar Alto Minho, SA Sobral Cid.
Tem Urgência de Psiquiatria.
COVILHÃ
Horário: de 2.ª a 6.ª feira, das 9h às
17h. Das 17h às 9h, em regime de Centro Hospitalar Cova da Beira,
prevenção. Fins-de-semana e feria- SA
dos, em regime de prevenção 24h. Tem Urgência de Psiquiatria.

BRAGA Horário: todos os dias, 24h.

Hospital de S. Marcos Área de Assistência: concelhos de


Covilhã, Fundão, Belmonte e Pena-
Tem Urgência Psiquiátrica. macor. Nas falhas de cobertura local,
Horário: de 2.ª a 6.ª feira, das 8h às envia os doentes para o Hospital
20h. Das 20h às 8h, em regime de de Sobral Cid.
prevenção ao Internamento. Fins-de-
-semana e feriados, das 9h às 21h,

29
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 30

COIMBRA OBS: Em regime de chamada, doen-


tes do distrito.
COIMBRA NORTE
Hospitais da Universidade de LEIRIA
Coimbra
Hospital de Santo André, SA
Tem Urgência de Psiquiatria.
Tem Urgência de Psiquiatria.
Horário: todos os dias, 24h.
Horário: todos os dias, das 8h às 20h.
OBS: Equipas constituídas por médi-
cos dos Hospitais da Universidade Área de Assistência: doentes do dis-
de Coimbra e do Hospital do Lorvão. trito, com excepção dos concelhos
de Alvaiázere, Ansião, Castanheira
Área de Assistência: concelhos men- de Pêra, Figueiró dos Vinhos e
cionados no mapa da Rede anterior, Pedrógão Grande, que se articulam
com excepção do Centro de Saúde com o H. Sobral Cid. Nas falhas de
Norton de Matos, que se articula com cobertura local, envia os doentes
o H. Sobral Cid. Recebe ainda (nas fa- para o Hospital de Sobral Cid.
lhas de cobertura local), doentes dos
distritos de Aveiro, Guarda e Viseu. VISEU
São alocados ao Hospital do Hospital de São Teotónio, SA
Lorvão os internamentos efectua-
dos através desta urgência prove- Tem Urgência de Psiquiatria.
nientes dos concelhos de Penacova, Horário: todos os dias, das 8h às 22h.
Góis, Arganil, Oliveira do Hospital,
Vila Nova de Poiares e Lousã. Área de Assistência: todo o distrito,
incluindo Viseu Norte (o H. de
COIMBRA SUL Lamego não tem condições para
fazer as urgências). Nas falhas de
Hospital de Sobral Cid
cobertura local, envia os doentes
Tem Urgência de Psiquiatria. para o Hospital de Sobral Cid.
Horário: todos os dias, 24h.
Área de Assistência: concelhos men- Região de Saúde de
cionados no mapa da Rede anterior,
o Centro de Saúde Norton de Matos
Lisboa e Vale do Tejo
e o de Figueiró dos Vinhos (distrito Grupo dos Hospitais Psiquiátricos
de Leiria). Recebe ainda (nas falhas da Região de Lisboa e Vale do Tejo
de cobertura local) os doentes dos
distritos de Castelo Branco e Leiria. (Hospital Júlio de Matos e Hospi-
tal Miguel Bombarda)
GUARDA
Tem Urgência de Psiquiatria, con-
Hospital de Sousa Martins
junta, a funcionar no Hospital Curry
Tem Urgência de Psiquiatria. Cabral.
Horário: todos os dias, 24h. Horário: todos os dias, 24h.

30
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 31

Área de Assistência: OBS: Houve apoio de Psiquiatria ao


Serviço de Urgência, que deixou de
Directa – Áreas de Lisboa referidas
existir há alguns meses, por falta de
na Arquitectura da Rede recursos humanos.
– Concelhos de Loures, Odivelas e
Mafra SETÚBAL

– Áreas referenciadas aos Hospitais Hospital de S. Bernardo, SA


de Torres Vedras, Vila Franca de Tem Urgência de Psiquiatria.
Xira e Almada
Horário: todos os dias, 24h.
Indirecta – Portalegre, Évora, Beja, Área de Assistência: a referida na
Santarém, Setúbal e Faro. Arquitectura da Rede.
Hospital de Santa Maria BARREIRO
Tem Urgência de Psiquiatria. Hospital Nossa Senhora do Rosário,
Horário: todos os dias, 24 h. SA

Área de Assistência: Área de Lisboa Tem Urgência de Psiquiatria.


referida na Arquitectura da Rede. Horário: todos os dias, 24h.
Área de Assistência: a referida na
Hospital de S. Francisco Xavier, SA Arquitectura da Rede.
Tem Urgência de Psiquiatria.
SANTARÉM
Horário: todos os dias, das 8h às
20h. Das 20h às 8h, em regime de Hospital Distrital de Santarém, SA
prevenção. Tem Urgência de Psiquiatria.
Área de Assistência: a referida na Horário: todos os dias, 24h.
Arquitectura da Rede como perten- Área de Assistência: a referida na
cente à área do Hospital, excepto a Arquitectura da Rede e também toda
freguesia de Santo Condestável. a área referenciada ao Centro
Hospitalar do Médio Tejo. Benavente
AMADORA – SINTRA referencia a Vila Franca de Xira – H.
Hospital do Prof. Fernando da Curry Cabral.
Fonseca
TOMAR
Tem Urgência de Psiquiatria.
Centro Hospitalar do Médio Tejo
Horário: todos os dias, 24 horas. – Hospital de Nossa Senhora da
Área de Assistência: a referida na Graça
Arquitectura da Rede. Não tem Urgência de Psiquiatria.

ALMADA TORRES VEDRAS


Hospital Garcia de Orta, SA Centro Hospitalar de Torres Vedras
Não tem Urgência de Psiquiatria. Não tem Urgência de Psiquiatria.

31
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 32

Região de Saúde Região de Saúde


do Alentejo do Algarve
PORTALEGRE FARO
Hospital Doutor José Maria Grande Hospital Distrital de Faro
Tem Urgência de Psiquiatria. Tem Urgência de Psiquiatria.
Horário: de 2.ª a 6.ª feira, das 9h às Horário: de 2.ª a 6.ª feira, das 9h às
15h. Das 15h às 24h, regime de 18h.
prevenção.
PORTIMÃO
OBS: Recebe os doentes do Hospi-
tal de Santa Luzia, de Elvas. Hospital do Barlavento Algarvio,
SA
ÉVORA Não tem Urgência de Psiquiatria,
Hospital do Espírito Santo desde Março de 2003.
Tem Urgência de Psiquiatria, em re- OBS: Em caso de carência de psi-
gime de prevenção. quiatria de urgência em simultâneo
no Hospital Distrital de Faro e no
Horário: de 2.ª a 6.ª feira, das 14h às Hospital do Barlavento Algarvio, os
9h. Fins-de-semana e feriados, du- doentes são referenciados ao Hos-
rante 24h. pital Curry Cabral (Grupo dos Hospi-
OBS: Os doentes do Hospital de tais Psiquiátricos da Região de Lisboa
S. Paulo, Serpa, são referenciados e Vale do Tejo).
para Beja.

BEJA
Hospital José Joaquim Fernandes
Não tem Urgência de Psiquiatria.
Em todos os dias úteis, há um psi-
quiatra disponível no Departamento
de Psiquiatria e Saúde Mental, entre
as 8h e as 16h 30m.
OBS: O hospital de referência, para
internamento, é o Hospital Miguel
Bombarda.

32
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 33

VI. Rede de • o risco que representa para a qua-


lidade de vida da família, para futu-
Psiquiatria e ros problemas mentais na vida
adulta e para a transmissão trans-
Saúde Mental da geracional desses problemas.

Infância e da É, pois, necessário o empenho de


todos os sectores da sociedade, co-
Adolescência meçando pela área da saúde, mas
passando também pela educação, a
Portugal ratificou a Convenção dos segurança social, a justiça, as autar-
Direitos da Criança em 21 de Outubro quias e as organizações não governa-
de 1990, colocando assim a criança mentais, no desenvolvimento de parce-
como uma prioridade em todas as polí- rias e de acções de promoção e
ticas nacionais. prevenção, aos diversos níveis da
saúde mental.
A Saúde Mental da Criança e do
Adolescente integra-se no contexto Desta forma, poderá assegurar-se a
mais alargado da Saúde e Bem-Estar, continuidade dos cuidados prestados à
criança e ao jovem e a reintegração das
em que a saúde mental e física são in-
crianças e adolescentes com problemas
terdependentes.
psicológicos na vida familiar, académica
e social.
Os problemas de saúde reflectem a
interacção complexa entre a criança ou
o adolescente, a família e o meio so- Abordagem
ciocultural em que estão inseridos. abrangente, centrada
As perturbações psíquicas da
nas necessidades de
criança e do jovem constituem uma saúde mental da
área de intervenção prioritária, por múl- população
tiplas razões:
• a sua alta prevalência, referida nas Na área da Saúde Mental da Criança
estatísticas internacionais (15% a e do Adolescente, é prioritário identifi-
20%) car e avaliar os problemas psíquicos
• os comportamentos de risco daí da população infanto-juvenil, planear os
decorrentes, tais como, o con- serviços necessários ao seu trata-
sumo de álcool e drogas, ideação mento, atribuir-lhes suficientes recursos
e actos suicidários, comportamen- humanos e materiais, monitorizar e
tos delinquentes, etc. avaliar a qualidade e eficácia do seu
desempenho.
• as suas possíveis repercussões
negativas na saúde física, integra- A nível nacional, têm sido restritos os
ção e aprendizagem escolar e fu- trabalhos epidemiológicos neste campo,
tura adaptação socioprofissional mas estudos internacionais têm contri-

33
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 34

buído para a identificação de problemas,


sentidos na prática clínica como seme-
Rede de Cuidados
lhantes aos do nosso país, sendo, no As crianças e adolescentes com pro-
entanto, necessário aferir estes estudos blemas ou perturbações de saúde
para o contexto nacional. mental necessitam de um conjunto de
serviços, intersectoriais e coordenados
As necessidades e os problemas de entre si, para manter a continuidade
saúde mental variam conforme a idade, dos cuidados. Estes devem ser provi-
o género e o nível de desenvolvimento denciados no meio comunitário em
da criança e do adolescente, podendo que a criança está inserida – família,
ser considerados os seguintes períodos: escola, comunidade –, permitindo o
• Perinatal e 1.ª Infância (0-2 anos) acesso a cuidados especializados
quando necessário.
• Pré-escolar (3-5 anos)
• Criança em idade escolar (6-12 Grande parte dos cuidados de
anos) saúde mental devem ser providos
pelos prestadores de cuidados primá-
• Adolescência (13-18 anos)
rios de saúde, por médicos de família,
As intervenções são tanto mais efica- enfermeiros, psicólogos, técnicos de
zes quanto mais precocemente forem serviço social e outros técnicos da co-
desenvolvidas. A nível preventivo pri- munidade, que devem ser formados e
mário, devem ser dirigidas prioritaria- adquirir competência nesta área, com
mente aos períodos da gravidez, peri- consultadoria dos profissionais espe-
natal e da primeira infância. cializados em saúde mental.

A eficácia das intervenções secundá- Os serviços especializados de saúde


ria e terciária depende também da pre- mental infanto-juvenil devem ser forma-
cocidade do seu início. dos por equipas multidisciplinares,
constituídas de acordo com as carac-
Os vários tipos de intervenções podem terísticas da área e da população
e devem ser direccionados para diferen- abrangida, cujos rácios recomendados
tes alvos: a população no seu todo, os vêm descritos nos anexos.
grupos de risco e os indivíduos.
Os Serviços de Psiquiatria da
Incluem a promoção da saúde mental, Infância e Adolescência estão, desde
a prevenção, a intervenção precoce, o 1992, sediados em Hospitais Gerais,
tratamento e a reabilitação da doença integrados no funcionamento global
mental e os cuidados continuados. das instituições, mas mantendo uma
autonomia técnico-normativa.
As crianças e os adolescentes
devem, sempre que possível, ser en- Devem dispor de um amplo leque de
volvidos nas decisões que lhes dizem respostas terapêuticas, tanto mais
respeito, tal como os pais e os presta- alargado e especializado quanto maior
dores de cuidados, potenciando-se for a sua dimensão, diferenciação e
assim as acções desenvolvidas. responsabilidade clínica e formativa.

34
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 35

Esta gama de modalidades de inter- ciados devem dispor de unidades


venção estende-se desde a consulta de internamento próprias com as
externa até ao internamento, passando condições necessárias, nomeada-
pela resposta a situações de urgência. mente um espaço físico adequado,
para hospitalização de crianças e
• A consulta externa é um serviço
básico e fundamental, que deve adolescentes dos 0 aos 18 anos,
ser assegurado por todas as uni- essenciais para o tratamento de
dades de saúde mental infantil e certo tipo de patologias, tais como:
juvenil. Desejavelmente, funciona perturbações do comportamento
em estreita articulação com os ser- alimentar, comportamentos de
viços comunitários, de forma a or- risco para o próprio ou para os ou-
ganizar localmente uma resposta tros, perturbações psicóticas, algu-
adequada às necessidades espe- mas situações de maus tratos, etc.
cíficas de cada criança e família. As famílias devem ser englobadas
sempre na abordagem terapêutica
• As intervenções em crise devem destas situações, promovendo-se
ser organizadas pelos cuidados di- o regresso da criança/jovem ao
ferenciados de saúde mental para meio familiar. Nos serviços de psi-
dar resposta a situações traumáti- quiatria da infância e adolescência
cas (acidentes, violência, maus tra- de menor dimensão, a resposta às
tos físicos, abuso sexual, desorga- necessidades de internamento
nização psíquica, etc.), em que a pode ser assegurada pela cedên-
tensão desencadeada ultrapassa a cia de algumas camas pelas espe-
capacidade de adaptação da criança cialidades afins (serviços de psi-
ou do jovem e da família. quiatria geral ou de pediatria).
• A efectiva resposta a situações de • Os hospitais de dia para crianças e
urgência, disponível 24h por dia e adolescentes, em separado, são
7 dias por semana, deve ser orga- também uma modalidade terapêu-
nizada pelos serviços de psiquiatria
tica que os serviços devem desen-
da infância e adolescência com
volver.
maior dimensão e nível de diferen-
ciação, sendo de incluir as condi- Para além destas respostas terapêu-
ções necessárias, nomeadamente ticas, os serviços de saúde mental da
o espaço físico adequado, para o infância e da adolescência devem tam-
atendimento de crianças e adoles-
bém desenvolver uma articulação
centes até aos 18 anos. Destina-
próxima com serviços e especiali-
-se a intervir essencialmente em si-
dades afins.
tuações de agudização de
perturbações mentais, tais como O trabalho de pedopsiquiatria de
depressão, psicoses, comporta- ligação com os serviços de pediatria
mentos disruptivos, auto e heteroa-
e obstetrícia orienta-se no sentido da
gressivos, e tentativas de suicídio,
introdução da vertente psicossocial na
entre outros.
abordagem da doença orgânica, pres-
• Também estes serviços de saúde supondo a integração da saúde física e
mental infanto-juvenil mais diferen- mental. A articulação entre as vertentes

35
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 36

somática e psíquica é essencial nas a depressão, ansiedade, perturbações


crianças / adolescentes com perturba- do comportamento e impulsividade, e
ções de expressão somática sem clara integra-se muitas vezes numa proble-
etiologia orgânica, situações de maus mática sociofamiliar mais alargada.
tratos ou acidentes, doenças crónicas
e de evolução mortal e crianças com Nestas situações, mas também na
atrasos de desenvolvimento. É ainda grande maioria dos casos de proble-
importante o suporte ao casal durante mas do foro da saúde mental da infân-
a gravidez, ajudando-o a assumir as cia e da adolescência, impõe-se uma
funções parentais. articulação estreita com os cuida-
dos de saúde primários e outras
As intervenções terapêuticas biopsi-
estruturas comunitárias, como as
cossociais devem ser programadas em
conjunto com a equipa pediátrica e di- escolas.
rigidas à criança e à família.
As escolas são os locais onde as
Os serviços de saúde mental da in- crianças e os jovens passam grande
fância e da adolescência devem tam- parte dos seus dias, pelo que podem
bém colaborar proximamente com ser importantes meios de promoção e
os serviços de psiquiatria de adul- prevenção na área da saúde mental.
tos essencialmente em duas áreas:
Um bom ambiente escolar e o su-
• Para minimizar os efeitos perturba-
cesso na aprendizagem contribuem
dores sobre as crianças dos pais
para a saúde mental das crianças e
com doença mental, realizando in-
dos adolescentes. O envolvimento ac-
tervenções terapêuticas articuladas
e focalizadas nas famílias; tivo dos alunos, dos professores e dos
pais é necessário, para que esta finali-
• Para amenizar e facilitar a passa- dade seja atingida.
gem dos jovens com perturbações
mentais de evolução prolongada A nível da prevenção, podem ser aí
para os serviços de psiquiatria de identificadas situações de risco e per-
adultos, assegurando uma conti- turbações psíquicas numa fase pre-
nuidade de cuidados. Esta passa- coce da sua evolução, permitindo uma
gem constitui um momento sensí-
intervenção atempada e mais eficaz.
vel, que exige uma cooperação
estreita entre técnicos e serviços,
Os prestadores de cuidados de saúde
devendo ser protocolada.
primários têm um conhecimento pro-
A articulação e colaboração entre fundo das características da respectiva
os serviços de psiquiatria infanto-juvenil população, assim como dos recursos e
e os serviços de alcoologia e toxi- problemas existentes na comunidade,
codependência torna-se necessária, desempenhando um importante papel
pois o consumo de álcool e drogas por na promoção e prevenção em saúde
crianças e adolescentes tende a au- mental, constituindo-se como parceiros
mentar e está frequentemente asso- fundamentais em todas as intervenções
ciado a perturbações psíquicas, como desta área.

36
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:50 PM Página 37

Monitorização e • Departamento de Psiquiatria da


Infância e da Adolescência do
Avaliação Hospital D. Estefânia – Lisboa

Os serviços de saúde mental e os • Serviço de Psiquiatria da Infância e


modelos que utilizam no seu funciona- da Adolescência do Centro Hos-
mento devem ser avaliados, mostrando pitalar da Cova da Beira – Covilhã
que os cuidados de saúde providen- • Serviço de Psiquiatria da Infância e
ciados são efectivos, requerendo siste- da Adolescência do Hospital de S.
mas de informação fiáveis e indicado- Francisco Xavier – Lisboa
res que permitam monitorizar as • Unidade de Psiquiatria da Infância
intervenções utilizadas. e da Adolescência do Hospital de
Santa Luzia – Viana do Castelo
Organização dos • Unidade de Psiquiatria da Infância
Serviços e da Adolescência do Hospital de
S. Marcos – Braga
Os Serviços de Psiquiatria e Saúde • Unidade de Psiquiatria da Infância
Mental da Infância e da Adolescência e da Adolescência do Hospital de
têm tido, nos últimos anos, um desen- S. João – Porto
volvimento e alargamento considerá-
• Unidade de Psiquiatria da Infância
veis, sobretudo a partir da colocação
e da Adolescência do Centro
de pedopsiquiatras na maioria dos
Hospitalar de Vila Nova de Gaia
Departamentos de Psiquiatria e Saúde
Mental do país e em alguns Serviços • Unidade de Psiquiatria da Infância
de Pediatria. e da Adolescência do Hospital de
S. Pedro – Vila Real
Assim, existe actualmente já um • Unidade de Psiquiatria da Infância
grande número de Unidades, Serviços e da Adolescência do Hospital
e Departamentos de Psiquiatria e Distrital de Bragança
Saúde Mental da Infância e da Adoles- • Unidade de Psiquiatria da Infância
cência, embora, a nível de organização e da Adolescência do Hospital de
e funcionamento, sejam ainda bastante S. Gonçalo – Amarante
díspares.
• Unidade de Psiquiatria da Infância
e da Adolescência do Hospital
Presentemente, as estruturas exis-
Padre Américo – Vale do Sousa –
tentes nesta área são as seguintes:
Penafiel
• Departamento de Psiquiatria da • Unidade de Psiquiatria da Infância
Infância e da Adolescência do e da Adolescência do Hospital
Hospital Maria Pia – Porto Infante D. Pedro – Aveiro
• Departamento de Psiquiatria da • Unidade de Psiquiatria da Infância
Infância e da Adolescência do e da Adolescência do Hospital de
Centro Hospitalar de Coimbra Santo André – Leiria

37
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 38

• Unidade de Psiquiatria da Infância res, chefiadas por um psiquiatra da in-


e da Adolescência do Hospital de fância e adolescência).
S. Teotónio – Viseu
Deste modo, com base na situação
• Unidade de Psiquiatria da Infância existente, preconiza-se:
e da Adolescência do Hospital
Universitário de Coimbra • A criação de Serviços/Unidades de
Psiquiatria e Saúde Mental da
• Unidade de Psiquiatria da Infância Infância e da Adolescência em
e da Adolescência do Hospital todos os Departamentos/Serviços
Distrital de Santarém de Psiquiatria e Saúde Mental do
• Unidade de Psiquiatria da Infância país.
e da Adolescência do Hospital • A constituição de equipas pluridis-
Distrital de Torres Vedras ciplinares nestes Serviços, com um
número e diferenciação profissional
• Unidade de Psiquiatria da Infância
de técnicos de acordo com a área
e da Adolescência do Hospital de
populacional que lhes esteja atribuída.
Santa Maria – Lisboa
• A definição de um modelo organi-
• Unidade de Psiquiatria da Infância
zacional para estes Serviços, que
e da Adolescência do Hospital uniformize as suas condições de
Garcia de Orta – Almada funcionamento, salvaguarde a sua
• Unidade de Psiquiatria da Infância autonomia técnica e administrativa
e da Adolescência do Hospital de e lhes garanta a possibilidade de
S. Bernardo – Setúbal desenvolver cuidados de saúde
mental de qualidade às populações.
• Unidade de Psiquiatria da Infância
e da Adolescência do Hospital de
Nossa Senhora do Rosário –
Barreiro
• Unidade de Psiquiatria da Infância
e da Adolescência do Hospital
José Joaquim Fernandes – Beja

Apesar do assinalável desenvolvi-


mento verificado, estes Serviços conti-
nuam a ser ainda insuficientes para dar
resposta, na área da saúde mental in-
fanto-juvenil, às necessidades das po-
pulações que têm a seu cargo. Tal é
devido ao baixo número e à limitada di-
versidade profissional dos técnicos que
os constituem (segundo o Decreto-Lei
35/99, os cuidados de saúde mental
da infância e adolescência devem ser
prestados por equipas pluridisciplina-

38
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 39

Região de Saúde Quadro 13 – Recursos Humanos HMP


do Norte Técnicos de Saúde
Existentes
no Serviço
Recomendados

Quadro 12 – Lotação na área da saúde Pedopsiquiatras 14 15


mental da infância e da adolescência Psicólogos Clínicos 5 15
Enfermeiros 12 15
Internamento Hospital de
completo dia / área
Técnicos Superiores do
Doentes de dia Serviço Social 5 15
Hospital Terapeutas Ocupacionais
agudos (nº de vagas)
(nº de camas) /Reabilitação 2 5
Educadores 3 5
Hospital Maria Pia 14 12
Terapeutas da fala – 5

Atendimento de urgência
Hospital de S. João (HSJ), Porto
Hospital Maria Pia: a urgência pe-
dopsiquiátrica funciona 24h/dia, 7 Área de atendimento: Concelho da
dias/semana Maia, freguesias de Paranhos, Bonfim
e Campanhã.
Dias úteis, das 8-20h – pedopsiquia-
tra de presença física População total: 230 000 habitantes
Das 20-8h e fins-de-semana – pe-
dopsiquiatra de prevenção Quadro 14 – Recursos Humanos HSJ
Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Hospital de S. Pedro (Vila Real)
Pedopsiquiatras 1 3
Dias úteis das 8-24h – pedopsiquia- Psicólogos Clínicos – 3
tra de prevenção Enfermeiros – 3
Técnicos Superiores
do Serviço Social – 3
Distrito do Porto Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1
Departamento de Psiquiatria da
Educadores – 1
Infância e da Adolescência do Terapeutas da fala – 1
Hospital Maria Pia (HMP), Porto
Área de Atendimento: Concelhos de
Hospital de São Gonçalo (HSG),
Gondomar, Matosinhos, Porto (excepto
SA, Amarante
freguesias de Paranhos, Bonfim e
Campanhã), Póvoa de Varzim, Santo
Área de Atendimento: Concelhos de
Tirso, Valongo, Vila do Conde, Barcelos,
Esposende, Vila Nova de Famalicão. Amarante, Baião, Felgueiras e Marco
de Canavezes
População total: 1 024 919 habitantes
População total: 192 007 habitantes

39
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 40

Quadro 15 – Recursos Humanos HSG Quadro 17 – Recursos Humanos HPA – VS


Existentes Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço no Serviço
Pedopsiquiatras 1 3 Pedopsiquiatras 2 4
Psicólogos Clínicos – 3 Psicólogos Clínicos – 4
Enfermeiros – 3 Enfermeiros – 4
Técnicos Superiores Técnicos Superiores
do Serviço Social – 3 do Serviço Social – 4
Terapeutas Ocupacionais Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1 /Reabilitação – 1
Educadores – 1 Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1 Terapeutas da fala – 1

Centro Hospitalar de Vila Nova Distrito de Braga


de Gaia (CHVNG)
Hospital de São Marcos (HSM),
Área de Atendimento: Concelho de Braga
Vila Nova de Gaia
Área de Atendimento: Concelhos de
População total: 288 749 habitantes Braga, Amares, Cabeceiras de Basto,
Celorico de Basto, Fafe, Guimarães,
Quadro 16 – Recursos Humanos CHVNG Póvoa do Lanhoso, Terras de Bouro,
Vieira do Minho, Vila Verde e Vizela.
Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
População total: 447 181 habitantes
Pedopsiquiatras 2 4
Psicólogos Clínicos 2 4
Enfermeiros – 4 Quadro 18 – Recursos Humanos HSM
Técnicos Superiores Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados
do Serviço Social 1(1/2 tempo) 4 no Serviço
Terapeutas Ocupacionais Pedopsiquiatras 2 7
/Reabilitação – 1 Psicólogos Clínicos – 7
Educadores – 1 Enfermeiros – 7
Terapeutas da fala – 1 Técnicos Superiores
do Serviço Social – 7
Terapeutas Ocupacionais
Hospital Padre Américo, SA –
/Reabilitação – 2
Vale do Sousa, (HPA–VS),
Educadores – 2
Penafiel Terapeutas da fala – 2

Área de Atendimento: Concelhos de


Penafiel, Lousadas, Paços de Ferreira,
Paredes

População total: 252 875 habitantes

40
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 41

Distrito de Viana do Castelo Distrito de Vila Real


Hospital de Santa Luzia (HSL), Hospital de São Pedro (HSP),
Viana do Castelo Vila Real
Área de Atendimento: Todos os conce-
Área de Atendimento: Todos os con-
lhos do distrito de Viana do Castelo.
celhos do Distrito de Vila Real.
População total: 250 273 habitantes.
População total: 223 731 habitantes

Quadro 19 – Recursos Humanos HSL


Quadro 21 – Recursos Humanos HSP
Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados Existentes
no Serviço Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Pedopsiquiatras 1 4
Pedopsiquiatras 1 3
Psicólogos Clínicos – 4
Psicólogos Clínicos 2(1/2 tempo) 3
Enfermeiros – 4
Enfermeiros – 3
Técnicos Superiores
Técnicos Superiores
do Serviço Social – 4
do Serviço Social 1 3
Terapeutas Ocupacionais
Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1
/Reabilitação – 1
Educadores – 1
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1
Terapeutas da fala – 1

Distrito de Bragança
Hospital Distrital de Bragança, Região de Saúde
SA (HDB) do Centro
Área de Atendimento: Todos os con-
celhos do Distrito de Bragança. Quadro 22 – Lotação na área da saúde
mental da infância e da adolescência
População total: 148 808 habitantes
Internamento Hospital de
completo dia / área
Quadro 20 – Recursos Humanos HDB Hospital Doentes de dia
agudos (nº de vagas)
Existentes (nº de camas)
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Centro Hospitalar
Pedopsiquiatras 1 2 da Cova da ,Beira – 5
Psicólogos Clínicos 1(1/2 tempo) 2
Enfermeiros – 2
Técnicos Superiores Atendimento de urgência
do Serviço Social 1(1/2 tempo) 2 Centro Hospitalar de Coimbra:
Terapeutas Ocupacionais
a urgência pedopsiquiátrica fun-
/Reabilitação – 1
ciona 24h/dia, 7 dias/semana, no
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1 Hospital Pediátrico.

41
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 42

Distrito de Aveiro A população desta área é atendida, a


nível pedopsiquiátrico, pelo Departa-
Hospital Infante D. Pedro (HIDP), mento de Psiquiatria da Infância e
SA, Aveiro Adolescência de Coimbra.
Área de Atendimento: Todos os con-
celhos do Distrito de Aveiro. Centro Hospitalar da Cova da
Beira, SA: Hospital Distrital da
População total: 713 578 habitantes Covilhã + Hospital do Fundão
(CHCB)
Quadro 23 – Recursos Humanos HIDP
Área de Atendimento: Concelhos de
Existentes
Técnicos de Saúde
no Serviço
Recomendados Covilhã, Fundão, Belmonte e Penacova.
Pedopsiquiatras 1 11 População total: 100 238 habitantes
Psicólogos Clínicos – 11
Enfermeiros 1 11
Técnicos Superiores Quadro 25 – Recursos Humanos CHCB
do Serviço Social – 11 Existentes
Terapeutas Ocupacionais Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
/Reabilitação – 4
Pedopsiquiatras 1 2
Educadores – 4
Psicólogos Clínicos 1 2
Terapeutas da fala 1(1/2 tempo) 4
Enfermeiros – 2
Técnicos Superiores
Distrito de Castelo Branco do Serviço Social – 2
Terapeutas Ocupacionais
Hospital Amato Lusitano (HAL), /Reabilitação 2 1
Castelo Branco Educadores – 1
Terapeutas da fala 1 1
Área de Atendimento: Concelhos de
Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros,
Proença-a-Nova, Sertã e Vila Velha de Distrito de Coimbra
Ródão.
Departamento de Psiquiatria da
População total: 104 477 habitantes Infância e da Adolescência do
Centro Hospitalar de Coimbra:
Quadro 24 – Recursos Humanos HAL Hospital Geral + Maternidade
Existentes Bissaya Barreto + Hospital Pediá-
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço trico de Coimbra (CHC)
Pedopsiquiatras – 2
Psicólogos Clínicos – 2 Área de Atendimento: Todos os con-
Enfermeiros – 2 celhos do Distrito de Coimbra
Técnicos Superiores
do Serviço Social – 2 População total: 441 245 habitantes
Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1

42
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 43

Quadro 26 – Recursos Humanos CHC Quadro 28 – Recursos Humanos HSA


Existentes Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço no Serviço
Pedopsiquiatras 7 7 Pedopsiquiatras 1 7
Psicólogos Clínicos 1 7 Psicólogos Clínicos – 7
Enfermeiros 4 7 Enfermeiros – 7
Técnicos Superiores Técnicos Superiores
do Serviço Social 2 7 do Serviço Social – 7
Terapeutas Ocupacionais Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação 1 2 /Reabilitação – 2
Educadores 1 2 Educadores – 2
Terapeutas da fala 1 2 Terapeutas da fala – 2

Hospital Universitário de Distrito da Guarda


Coimbra (HUC)
Hospital Sousa Martins (HSM),
Sem área de atendimento atribuída. Guarda

Quadro 27 – Recursos Humanos HUC Área de Atendimento: Todos os con-


celhos do Distrito da Guarda.
Existentes Recomendados
Técnicos de Saúde
no Serviço *
População total: 179 963 habitantes
Pedopsiquiatras 1
Psicólogos Clínicos –
Enfermeiros – Quadro 28 – Recursos Humanos HSA
Técnicos Superiores Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados
do Serviço Social – no Serviço
Terapeutas Ocupacionais
Pedopsiquiatras 1a) 3
/Reabilitação –
Psicólogos Clínicos – 3
Educadores –
Enfermeiros – 3
Terapeutas da fala –
Técnicos Superiores
* Não se aplica. do Serviço Social – 3
Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1
Distrito de Leiria Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1
Hospital de Santo André (HSA),
a) Em situação de baixa prolongada.
SA, Leiria

Área de Atendimento: Todos os con- A população desta área é atendida, a


celhos do Distrito de Leiria. nível pedopsiquiátrico, pelo Depar-
tamento de Psiquiatria da Infância e
População total: 459 450 habitantes Adolescência de Coimbra.

43
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 44

Distrito de Viseu Distrito de Lisboa


Hospital de São Teotónio (HST), Departamento de Psiquiatria da
SA, Viseu Infância e da Adolescência do
Hospital de Dona Estefânia
Área de Atendimento: Todos os con- (HDE), Lisboa
celhos do Distrito de Viseu.
Área de Atendimento: Freguesias de
População total: 394 927 habitantes Lisboa: Graça, S. Nicolau, Santiago,
S. Paulo, Madalena, Castelo, S.
Quadro 30 – Recursos Humanos HST Estêvão, S. Cristóvão, S. Lourenço, S.
Existentes Miguel, Sé, S. Vicente de Fora,
Técnicos de Saúde Recomendados Socorro, Penha de França, Anjos,
no Serviço
Pedopsiquiatras 1 6
Pena, Lapa, Santos o Velho, Prazeres,
Psicólogos Clínicos – 6 Coração de Jesus, S. José, S.
Enfermeiros – 6 Sebastião, S.ta Isabel, S. Mamede, S.ta
Técnicos Superiores Catarina, Sacramento, Mercês, Mártires,
do Serviço Social – 6 S.ta Justa, Encarnação, S.to Condestável,
Terapeutas Ocupacionais S. Domingos de Benfica, N. S.ra
/Reabilitação – 2 Fátima, Campolide, S. João de Deus,
Educadores – 2 Alto do Pina, S. Jorge de Arroios, Beato,
Terapeutas da fala – 2
S.ta Engrácia, S. João, Marvila, Olivais.
Concelhos de: Amadora, Sintra, Mafra,
Loures Oriental (C. S. Sacavém), Vila
Região de Saúde de Franca de Xira, Benavente, Alenquer,
Arruda dos Vinhos, Azambuja, Alhandra,
Lisboa e Vale do Tejo Alverca, Póvoa de S.ta Iria.

População total: 1 999 600 habitantes


Quadro 31 – Lotação na área da saúde
mental da infância e da adolescência
Internamento Hospital de Quadro 32 – Recursos Humanos HDE
completo dia / área Existentes
Doentes de dia Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Hospital agudos (nº de vagas)
(nº de camas) Pedopsiquiatras 19 30
Psicólogos Clínicos 5+1 a) 30
Hospital Dona Estefânia 10 40 Enfermeiros 20+1 a) 30
Hospital Distrital Técnicos Superiores
de Santarém 2 – do Serviço Social 6 30
Terapeutas Ocupacionais
Atendimento de urgência /Psicomotricidade 3/1 10
Educadores 1a) 10
Terapeutas da fala 5 10
Hospital Dona Estefânia: a urgên- Professoras de Ensino
cia pedopsiquiátrica funciona 24h/dia, Especial/ T. de Educação 4+1 a) /2 10
7 dias/semana, com o pedopsiquiatra a) Baixa prolongada
de presença física.

44
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 45

Hospital de São Francisco População total: 353 846 habitantes


Xavier (HSFX), Lisboa
Quadro 34 – Recursos Humanos HSM
Área de Atendimento: Freguesias de Técnicos de Saúde
Existentes
Recomendados
Lisboa: Ajuda, Alcântara, S.ta Maria de no Serviço
Belém, S. Francisco Xavier; Concelhos Pedopsiquiatras 2 5
de Oeiras e Cascais. Psicólogos Clínicos 6 5
Enfermeiros – 5
População total: 383 063 habitantes Técnicos Superiores
do Serviço Social – 5
Terapeutas Ocupacionais
Quadro 33 – Recursos Humanos HSFX
/Reabilitação – 2
Existentes Educadores – 2
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço Terapeutas da fala – 2
Pedopsiquiatras 3 6
Psicólogos Clínicos 3 6
Enfermeiros 1 6 Hospital Fernando da Fonseca
Técnicos Superiores (HFF), Amadora-Sintra
do Serviço Social 1 6
Terapeutas Ocupacionais
Sem área de atendimento atribuída.
/Reabilitação – 2
Educadores – 2
Terapeutas da fala 1 2 Quadro 35 – Recursos Humanos HFF
Existentes Recomendados
Técnicos de Saúde
no Serviço *
Hospital de Santa Maria (HSM),
Pedopsiquiatras 1 a)
Lisboa
Psicólogos Clínicos 3 (1/2 tempo) (b)
Enfermeiros
Área de Atendimento: Freguesias de Técnicos Superiores
Lisboa: S. João de Brito, Alvalade, do Serviço Social
Lumiar, Campo Grande, Ameixoeira, Terapeutas Ocupacionais
Charneca do Lumiar, Benfica, Carnide. /Psicomotricidade 1 (1/2 tempo) (c)
Educadores
Concelhos de Odivelas e Loures
Terapeutas da fala
Ocidental (freguesias de: Loures,
Frielas, S.to Antão do Tojal, S. Julião do a) Pedopsiquiatra que trabalha a meio tempo e
Tojal, Lousa, Fanhões, S.to António dos responde apenas a pedidos internos do Hospital.
Cavaleiros, Bucelas). A população desta área é atendida, a nível pe-
dopsiquiátrico, pelo Departamento de Psiquiatria
da Infância e da Adolescência do Hospital D.
Estefânia, Lisboa.
b) Articulação com 3 psicólogos do Serviço de
Pediatria.
c) 1 Técnico de Psicomotricidade que articula com
a Pedopsiquiatria e com a Psiquiatria de adultos.
* Não se aplica.

45
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 46

Hospital Distrital de Torres Hospital de Nossa Senhora do


Vedras (HDTV) Rosário (HNSR), Barreiro

Área de Atendimento: Lourinhã,


Área de Atendimento: Concelhos do
Cadaval, Torres Vedras, Sobral de
Barreiro, Alcochete, Moita e Montijo.
Monte Agraço.
População total: 198 635 habitantes
População total: 172 743 habitantes

Quadro 38 – Recursos Humanos HNSR


Quadro 36 – Recursos Humanos HDTV
Existentes
Existentes Técnicos de Saúde Recomendados
Técnicos de Saúde Recomendados no Serviço
no Serviço
Pedopsiquiatras 2 3
Pedopsiquiatras 1 3
Psicólogos Clínicos 1 3
Psicólogos Clínicos – 3
Enfermeiros 2 3
Enfermeiros – 3
Técnicos Superiores
Técnicos Superiores
do Serviço Social – 3
do Serviço Social – 3
Terapeutas Ocupacionais
Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1
/Reabilitação – 1
Educadores – 1
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1
Terapeutas da fala – 1

Distrito de Setúbal Hospital Garcia de Orta (HGO),


Almada
Hospital de S. Bernardo (HSB), Área de Atendimento: Concelhos de
Setúbal Almada, Seixal e Sesimbra.
Área de Atendimento: Concelhos de População total: 348 663 habitantes
Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola,
Palmela, Sesimbra, Santiago do
Cacém e Sines. Quadro 39 – Recursos Humanos HGO
Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados
População total: 304 832 habitantes. no Serviço
Pedopsiquiatras 3 5
Quadro 37 – Recursos Humanos HSB Psicólogos Clínicos 2 5
Enfermeiros – 5
Existentes Técnicos Superiores
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
do Serviço Social – 5
Pedopsiquiatras 1 5 Terapeutas Ocupacionais
Psicólogos Clínicos 1(1/2 tempo) 5 /Reabilitação – 2
Enfermeiros – 5 Educadores – 2
Técnicos Superiores Terapeutas da fala – 2
do Serviço Social – 5
Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação 1 2
Educadores – 2
Terapeutas da fala 1 2

46
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 47

Distrito de Santarém A população desta área é atendida,


a nível pedopsiquiátrico, pela Unidade
Hospital Distrital de Santarém de Psiquiatria da Infância e da Adoles-
(HDS), SA cência do Hospital de Santarém.
Área de Atendimento: Concelhos de
Santarém, Almeirim, Alpiarça, Cartaxo,
Chamusca, Coruche, Rio Maior e Região de Saúde
Salvaterra de Magos.
do Alentejo
População total: 191 028 habitantes
Quadro 42 – Lotação na área da saúde
Quadro 40 – Recursos Humanos HDS mental da infância e da adolescência
Existentes Internamento Hospital de
Técnicos de Saúde Recomendados completo dia / área
no Serviço
Hospital Doentes de dia
Pedopsiquiatras 3 3 agudos (nº de vagas)
Psicólogos Clínicos 2 3 (nº de camas)
Enfermeiros 1 3
Hospital Espírito Santo – 20
Técnicos Superiores
do Serviço Social 1(1/2 tempo) 3
Terapeutas Ocupacionais
Distrito de Évora
/Reabilitação – 1
Hospital do Espírito Santo (HES),
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1
Évora

Área de Atendimento: Todos os con-


Centro Hospitalar Médio Tejo celhos do Distrito de Évora.
(CHMT), SA, Tomar, Abrantes,
Torres Novas População total: 173 408 habitantes

Área de Atendimento: Concelhos de Quadro 43 – Recursos Humanos HES


Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Existentes
Entroncamento, Golegã, Alcanena, Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Tomar, Ferreira do Zêzere, Ourém,
Fátima, Constância, Mação e Sardoal. Pedopsiquiatras – 3
Psicólogos Clínicos 3 3
População total: 197 987 habitantes Enfermeiros 1(1/2 tempo) 3
Técnicos Superiores
Quadro 41 – Recursos Humanos CHMT do Serviço Social 1(1/2 tempo) 3
Terapeutas Ocupacionais
Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados /Reabilitação 1 1
no Serviço
Educadores 2 1
Pedopsiquiatras – 3 Terapeutas da fala 2 1
Psicólogos Clínicos – 3
Enfermeiros – 3
Técnicos Superiores A população desta área é atendida, a
do Serviço Social – 3 nível pedopsiquiátrico, pelo Departa-
Terapeutas Ocupacionais
mento de Psiquiatria da Infância e da
/Reabilitação – 1
Educadores – 1
Adolescência do Hospital D. Estefânia,
Terapeutas da fala – 1 Lisboa.

47
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 48

Distrito de Beja A população desta área é atendida,


a nível pedopsiquiátrico, pelo Depar-
Hospital José Joaquim tamento de Psiquiatria da Infância e da
Fernandes (HJJF), SA, Beja Adolescência do Hospital D. Estefânia,
Lisboa.
Área de Atendimento: Todos os con-
celhos do Distrito de Beja.

População total: 158 595 habitantes Região de Saúde


do Algarve
Quadro 44 – Recursos Humanos HJJF
Existentes Distrito de Faro
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Pedopsiquiatras 2 2 Hospital Distrital de Faro (HDF)
Psicólogos Clínicos 2(1/2 tempo) 2
Enfermeiros 1 2 Área de Atendimento: Concelhos de
Técnicos Superiores Alcoutim, São Brás de Alportel, Vila
do Serviço Social 1 2 Real de Santo António, Castro Marim,
Terapeutas Ocupacionais
Loulé, Tavira, Olhão, Albufeira e Faro.
/Reabilitação – 1
Educadores 1 1 População total: 252 906 habitantes
Terapeutas da fala 1 1

Quadro 46 – Recursos Humanos HDF


Distrito de Portalegre Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço
Hospital Dr. José Maria Grande Pedopsiquiatras – 4
(HDJMD), Portalegre Psicólogos Clínicos – 4
Enfermeiros – 4
Área de Atendimento: Todos os con- Técnicos Superiores
celhos do Distrito de Portalegre. do Serviço Social – 4
Terapeutas Ocupacionais
População total: 127 018 habitantes /Reabilitação – 1
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1
Quadro 45 – Recursos Humanos HDJMG
Existentes
Técnicos de Saúde Recomendados A população desta área é atendida,
no Serviço
Pedopsiquiatras – 2 a nível pedopsiquiátrico, pelo Departa-
Psicólogos Clínicos – 2 mento de Psiquiatria da Infância e da
Enfermeiros – 2 Adolescência do Hospital D. Estefânia,
Técnicos Superiores Lisboa
do Serviço Social – 2
Terapeutas Ocupacionais
/Reabilitação – 1
Educadores – 1
Terapeutas da fala – 1

48
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 49

Hospital Barlavento Algarvio


(HBA), SA, Portimão VII. Censo
Psiquiátrico
Área de Atendimento: Concelhos de
Vila do Bispo, Aljezur, Lagoa, Lagos, Um censo de utilização dos serviços
Monchique, Portimão e Silves. de saúde mental permite a contabiliza-
ção, de uma maneira uniforme e a nível
População total: 142 242 habitantes nacional, de todos os utentes, bem
como de algumas das suas caracterís-
Quadro 47 – Recursos Humanos HBA ticas. Isto é particularmente útil para a
Existentes qualidade da informação e para a me-
Técnicos de Saúde Recomendados
no Serviço lhoria dos serviços, numa altura em
Pedopsiquiatras – 2 que não há ainda um sistema de infor-
Psicólogos Clínicos – 2 mação nacional, que permita o acesso
Enfermeiros – 2 fácil aos dados relativos à actividade
Técnicos Superiores assistencial desses serviços.
do Serviço Social – 2
Terapeutas Ocupacionais Os dois primeiros censos psi-
/Reabilitação – 1 quiátricos, em 1988 e 1996, incidi-
Educadores – 1 ram apenas sobre os internamentos.
Terapeutas da fala – 1
De 12 a 18 de Novembro de 2001,
realizou-se o 3.o Censo Psiquiátrico*,
A população desta área é atendida, que incluiu, pela primeira vez, as con-
a nível pedopsiquiátrico, pelo Departa- sultas e as urgências (além dos inter-
mento de Psiquiatria da Infância e namentos), bem como as instituições
Adolescência do Hospital D. Estefânia, privadas, do Continente e Regiões
Lisboa. Autónomas. As consultas e urgências
foram recenseadas durante todo o pe-
ríodo referido, ao passo que o censo
do internamento foi efectuado às 0h de
14 de Novembro de 2001. As patolo-
gias foram classificadas de acordo

* Efectuado pela Direcção de Serviços de


Psiquiatria e Saúde Mental, em colaboração
com a Direcção de Serviços de Informação
e Análise (Prof. Doutor Paulo Ferrinho e
Dr. Mário Carreira). Para a preparação do
Censo foi constituído um grupo de trabalho
com os seguintes elementos: Dr. António
Bento, Dr. António Leuschner, Dr. Arnaldo
Droux, Dr. Hugo Meireles, Dr. Joaquim
Ramos, Dr. Justino Gonçalves, Dr.a Mar-
garida Jordão, Dr.a Maria João Heitor,
Dr. Ricardo Gusmão, Dr. Rui Durval e Prof.
Doutor Sampaio Faria.

49
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 50

com a Classificação Internacional das


Doenças (9.ª Revisão).

Participaram no censo 66 institui-


ções de saúde, das quais 45 (68,2%)
públicas, 18 (27,3%) dos institutos
religiosos e 3 (4,5%) privadas.

Houve um total de 17902 indiví-


duos, 9768 (55%) mulheres, 7942
(44%) homens e 192 (1%) de género
desconhecido (Figura 1).

Houve 9414 consultas, 6839 in-


ternamentos e 1649 urgências
(Figura 2).

Na distribuição dos grupos de pato- valores mais altos encontraram-se na


logia por Regiões de Saúde e Região de Lisboa e Vale do Tejo.
Regiões Autónomas (Figura 3), veri-
ficou-se que a Região Norte teve os Verificou-se que no conjunto as es-
valores mais elevados para as altera- quizofrenias foram as patologias
mais frequentes, com 3556 doentes
ções associadas ao álcool, para as
(21,2%), seguidas das depressões,
neuroses e para as perturbações da
com 2499 (14,9%), dos atrasos
adaptação; para as esquizofrenias, as
mentais, com 2247 (13,4%), das alte-
psicoses afectivas (com ou sem de- rações associadas ao consumo de ál-
pressão), os atrasos mentais, as sin- cool, com 1494 (8,9%), e das neuro-
dromes demenciais, as perturbações ses, com 1436 (8,6%) (Quadro 48).
da personalidade e as alterações as-
sociadas ao consumo de drogas, os

50
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51
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Quadro 48. Distribuição dos doentes por grupos de patologias e sexo


Sexos
H M HM
Grupos de patologias
n n n
% % % % % %

Esquizofrenia 2314 65,1 1242 34,9 3556 100,0


30,6 13,5 21,2
Depressões 508 20,3 1991 79,7 2499 100,0
6,7 21,6 14,9
Atrasos mentais 970 43,2 1277 56,8 2247 100,0
12,8 13,9 13,4
Alt. associadas ao 1131 75,7 363 24,3 1494 100,0
consumo de álcool 15,0 3,9 8,9
Neuroses 420 29,2 1016 70,8 1436 100,0
5,6 11,0 8,6
Psicoses afectivas 362 28,4 911 71,6 1273 100,0
4,8 9,9 7,6
Perturbações da adaptação 308 27,5 811 72,5 1119 100,0
4,1 8,8 6,7
Síndromes demenciais 174 27,6 456 72,4 630 100,0
2,3 5,0 3,8
Outras psicoses 325 52,6 293 47,4 618 100,0
4,3 3,2 3,7
Perturbações da 172 41,2 245 58,8 417 100,0
personalidade 2,3 2,7 2,5
Alt. associadas ao consumo 244 76,5 75 23,5 319 100,0
de drogas 3,2 0,8 1,9
D. do sistema nervoso e 71 47,7 78 52,3 149 100,0
órgãos dos sentidos 0,9 0,8 0,9
Outros 560 55,8 443 44,2 1003 100,0
7,4 4,8 6,0
Total 7559 45,1 9201 54,9 16760 100,0

A distribuição dos diagnósticos em (10,0%) neuroses; entre os 35 e os


função da idade (Quadro 49) revelou 64 anos (9351; 56,5%), houve 2136
que nos indivíduos com menos de 15 (22,8%) esquizofrenias, 1608 (17,2%)
anos (907; 5,5%) o diagnóstico mais depressões, 1372 (14,7) atrasos men-
frequente foi o de perturbações da tais e 1023 (10,9%) alterações associa-
adaptação (121; 13%), seguido dos das ao consumo de álcool; nos indiví-
atrasos mentais (74; 8,2%), das neuro- duos com mais de 64 anos, o
ses (71; 7,8%) e de outras psicoses diagnóstico mais frequente foi o de es-
(45; 5,0%); entre os 15 e os 34 anos quizofrenia (718; 24,2%), seguido de
(3333; 20,1%), houve 673 (20,2%) es- síndromes demenciais (525; 17,7%),
quizofrenias, 460 (13,8%) atrasos men- depressões (414; 13,9%) e atrasos
tais, 395 (11,9%) depressões e 334 mentais (318; 10,7%).

52
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Quadro 49. Distribuição dos grupos de patologias por idade


Grupos etários
<15 15-34 35-64 65E+ Total
Grupos de patologias
n n n n n
% % % % % % % % % %

Esquizofrenia 15 0,4 673 19,0 2136 60,3 718 20,3 3542 100,0
1,7 20,2 22,8 24,2 21,4
Depressões 41 1,7 395 16,1 1608 65,4 414 16,8 2458 100,0
4,5 11,9 17,2 13,9 14,8
Atrasos mentais 74 3,3 460 20,7 1372 61,7 318 14,3 2224 100,0
8,2 13,8 14,7 10,7 13,4
Alt. associadas ao 29 2,0 282 19,4 1023 70,4 119 8,2 1453 100,0
consumo de álcool 3,2 8,5 10,9 4,0 8,8
Neuroses 71 5,0 334 23,4 842 58,9 183 12,8 1430 100,0
7,8 10,0 9,0 6,2 8,6
Psicoses afectivas 5 0,4 206 16,3 782 61,9 271 21,4 1264 100,0
0,6 6,2 8,4 9,1 7,6
Perturbações da adaptação 121 10,9 283 25,5 579 52,2 127 11,4 1110 100,0
13,3 8,5 6,2 4,3 6,7
Síndromes demenciais 0 0,0 7 1,1 92 14,7 525 84,1 624 100,0
0,0 0,2 1,0 17,7 3,8
Outras psicoses 45 7,4 127 20,8 313 51,3 125 20,5 610 100,0
5,0 3,8 3,3 4,2 3,7
Perturbações da personalidade 19 4,6 139 33,8 215 52,3 38 9,2 411 100,0
2,1 4,2 2,3 1,3 2,5
Alt. associadas ao consumo 3 1,0 185 60,3 115 37,5 4 1,3 307 100,0
de drogas 0,3 5,6 1,2 0,1 1,9
D. do sistema nervoso e 6 4,1 31 21,1 82 55,8 28 19,0 147 100,0
órgãos dos sentidos 0,7 0,9 0,9 0,9 0,9
Outros 478 48,8 211 21,6 192 19,6 98 10,0 979 100,0
52,7 6,3 2,1 3,3 5,9
Total 907 5,5 3333 20,1 9351 56,5 2968 17,9 16559 100,0

No internamento (Quadro 50), as (3,6%), as neuroses, com 172 (2,6%),


esquizofrenias foram a principal causa as perturbações de personalidade,
de procura de cuidados, com 2378 com 92 (1,4%), as doenças do sis-
doentes (36,5%), seguindo-se os atra- tema nervoso, com 53 (0,8%), as alte-
sos mentais, com 1846 (28,3%), as al- rações associadas ao consumo de
terações associadas ao consumo de drogas, com 49 (0,8%), e correspon-
álcool, com 460 (7,1%), as psicoses dendo as restantes patologias a 151
afectivas (sem depressão), com 350 doentes (2,3%).
(5,4%), as síndromes demenciais, com
349 (5,3%), as depressões, com 320
(4,9%), as outras psicoses, com 235

53
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Quadro 50. Distribuição dos grupos de patologias no internamento por sexo


Sexos
H M HM
Grupos de patologias
n n n
% % % % % %

Esquizofrenia 1533 64,5 845 35,5 2378 100,0


46,9 26,0 36,5
Atrasos mentais 751 40,7 1095 59,3 1846 100,0
23,0 33,6 28,3
Alt. associadas ao 391 85,0 69 15,0 460 100,0
consumo de álcool 12,0 2,1 7,1
Psicoses afectivas 101 28,9 249 71,1 350 100,0
3,1 7,6 5,4
Síndromes demenciais 78 22,3 271 77,7 349 100,0
2,4 8,3 5,3
Depressões 64 20,0 256 80,0 320 100,0
2,0 7,9 4,9
Outras psicoses 126 53,6 109 46,4 235 100,0
3,9 3,3 3,6
Neuroses 35 20,3 137 79,7 172 100,0
1,1 4,2 2,6
Perturbações da personalidade 36 39,1 56 60,9 92 100,0
1,1 1,7 1,4
Reacção de ajustamento 13 18,8 56 81,2 69 100,0
0,4 1,7 1,1
D. do sistema nervoso e 31 58,5 22 41,5 53 100,0
órgãos dos sentidos 0,9 0,7 0,8
Alt. associadas ao 38 77,6 11 22,4 49 100,0
consumo de drogas 1,2 0,3 0,8
Outros 71 47,0 80 53,0 151 100,0
2,2 2,5 2,3
Total 3268 50,1 3256 49,9 6524 100,0

À consulta (Quadro 51) acorreram (3,1%) por perturbações da personali-


1884 (21,5%) doentes por depressões, dade, 230 (2,6%) por síndromes de-
1085 por neuroses (12,4%), 1083 menciais, 171 (2,0%) por alterações
(12,4%) por esquizofrenias, 914 associadas ao consumo de drogas, 88
(10,4%) por perturbações da adapta- (1,0%) por doenças do sistema ner-
voso e órgãos dos sentidos e 789
ção, 819 (9,3%) por psicoses afectivas
(9,0%) pelas restantes patologias.
(sem depressão), 720 (8,2%) por alte-
rações associadas ao consumo de ál-
cool, 370 (4,2%) por atrasos mentais,
333 (3,8%) por outras psicoses, 274

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Quadro 51. Distribuição dos grupos de patologias na consulta por sexo


Sexos
H M HM
Grupos de patologias
n n n
% % % % % %

Depressões 332 17,6 1552 82,4 1884 100,0


9,1 30,3 21,5
Neuroses 315 29,0 770 71,0 1085 100,0
8,7 15,0 12,4
Esquizofrenia 727 67,1 356 32,9 1083 100,0
20,0 6,9 12,4
Perturbações da adaptação 258 28,2 656 71,8 914 100,0
7,1 12,8 10,4
Psicoses afectivas 228 27,8 591 72,2 819 100,0
6,3 11,5 9,3
Alt. associadas ao 583 81,0 137 19,0 720 100,0
consumo de álcool 16,0 2,7 8,2
Atrasos mentais 201 54,3 169 45,7 370 100,0
5,5 3,3 4,2
Outras psicoses 172 51,7 161 48,3 333 100,0
4,7 3,1 3,8
Perturbações da personalidade 111 40,5 163 59,5 274 100,0
3,1 3,2 3,1
Síndromes demenciais 77 33,5 153 66,5 230 100,0
2,1 3,0 2,6
Alt. associadas ao 141 82,5 30 17,5 171 100,0
consumo de drogas 3,9 0,6 2,0
D. do sistema nervoso e 37 42,0 51 58,0 88 100,0
órgãos dos sentidos 1,0 1,0 1,0
Outros 455 57,7 334 42,3 789 100,0
12,5 6,5 9,0
Total 3637 41,5 5123 58,5 8760 100,0

À urgência (Quadro 52) foram 314 51 (3,5%) por perturbações da perso-


(21,3%) doentes por alterações asso- nalidade, 50 (3,4%) por outras psico-
ciadas ao álcool, 295 (20,0%) por de- ses, 31 (2,1%) por atrasos mentais, 8
pressões, 179 (12,1%) por neuroses, (0,5%) por doenças do sistema ner-
136 (9,2%) por perturbações da adap- voso e órgãos dos sentidos e 63
(4,3%) pelas restantes.
tação, 104 (7,0%) por psicoses afecti-
vas (sem depressão), 99 (6,7%) por al-
terações associadas ao consumo de
drogas, 95 (6,4%) por esquizofrenia,
51 (3,5%) por síndromes demenciais,

55
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 56

Quadro 52. Distribuição dos grupos de patologias na urgência por sexo


Sexos
H M HM
Grupos de patologias
n n n
% % % % % %

Alt. associadas ao 157 50,0 157 50,0 314 100,0


consumo de álcool 24,0 19,1 21,3
Depressões 112 38,0 183 62,0 295 100,0
17,1 22,3 20,0
Neuroses 70 39,1 109 60,9 179 100,0
10,7 13,3 12,1
Perturbações da adaptação 37 27,2 99 72,8 136 100,0
5,7 12,0 9,2
Psicoses afectivas 33 31,7 71 68,3 104 100,0
5,0 8,6 7,0
Alt. associadas ao 65 65,7 34 34,3 99 100,0
consumo de drogas 9,9 4,1 6,7
Esquizofrenia 54 56,8 41 43,2 95 100,0
8,3 5,0 6,4
Síndromes demenciais 19 37,3 32 62,7 51 100,0
2,9 3,9 3,5
Perturbações da personalidade 25 49,0 26 51,0 51 100,0
3,8 3,2 3,5
Outras psicoses 27 54,0 23 46,0 50 100,0
4,1 2,8 3,4
Atrasos mentais 18 58,1 13 41,9 31 100,0
2,8 1,6 2,1
D. do sistema nervoso e 3 37,5 5 62,5 8 100,0
órgãos dos sentidos 0,5 0,6 0,5
Outros 34 54,0 29 46,0 63 100,0
5,2 3,5 4,3
Total 654 44,3 822 55,7 1476 100,0

Da observação dos resultados do • O número de internamentos re-


Censo 2001, podemos destacar: censeados (6839) está próximo do
número de camas psiquiátricas
• O Censo abrangeu 0,2% da popu-
(7343), correspondendo a uma taxa
lação nacional, estimando-se que,
de ocupação superior a 90%.
num ano, 1 a 2% dos portugue-
ses acorram às consultas de • Há um elevado número de ur-
psiquiatria das instituições psi- gências psiquiátricas (estimadas
quiátricas (cerca de meio milhão de em perto de 100 000 /ano), salien-
consultas/ano). tando-se que as alterações associa-

56
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 57

das ao consumo de álcool são o


grupo nosológico mais frequente VIII. Psiquiatria
(21%), correspondendo as psicoses
esquizofrénicas a apenas 6%.
Forense
• Há um predomínio do sexo femi- A Rede de Referenciação aplica-se,
nino (55%), particularmente evi- do mesmo modo que para qualquer
dente nas consultas (59%); con- outro internamento, aos internamentos
tudo, no internamento o número de compulsivos. Em relação aos interna-
mulheres (49,9%) é ligeiramente in- mentos de inimputáveis e aos interna-
ferior ao dos homens (50,1%). mentos preventivos, há especificida-
• Quanto à idade, e no conjunto des, previstas na lei, para a colocação
das consultas, urgências e interna- dos doentes em estabelecimentos
mentos, a partir dos 15 anos a es- adequados.
quizofrenia é o diagnóstico mais
frequente nos vários grupos etários Internamentos
(entre 20 e 24%). Compulsivos
• No total, as patologias mais frequen-
tes são: esquizofrenias (21%), de- Aos internamentos compulsivos, ao
pressões (15%), atrasos mentais abrigo da Lei de Saúde Mental (Lei
(13%), alterações associadas ao 36/98, de 24/7; DR I – Série A – n.º
consumo de álcool (9%) e neuro- 169), aplicam-se as mesmas directri-
ses (9%). As esquizofrenias e os zes dos restantes internamentos, pre-
atrasos mentais correspondem a vistas nesta rede de referenciação.
cerca de 2/3 dos internamentos. As
depressões são o principal diagnós- Na realidade, estes doentes compul-
tico nas consultas (22%) e o se- sivamente internados não devem ser
gundo nas urgências (20%). distintos dos restantes, o que porven-
tura seria uma discriminação ética e le-
galmente indesejável. O artigo 21.º da
Lei 36/98 é bem claro, especificando
que o internado é apresentado “no ser-
viço oficial de saúde mental mais pró-
ximo, o qual providencia o interna-
mento imediato” (n.º 1) e ainda “o local
definitivo do internamento, que deverá
situar-se o mais próximo possível da re-
sidência do internado” (n.º 4).

Sendo os internamentos compulsivos


tendencialmente sobreponíveis aos vo-
luntários, não faz, pois, sentido alegar
falta de condições para compulsivos e
existência dessas mesmas condições
para os voluntários, cabendo aos servi-
ços gerir as suas características, vagas

57
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 58

e necessidades da população que Internamentos


abrange.
Preventivos
Se provisoriamente não existirem Os internamentos preventivos estão
vagas, cremos justificar-se o recurso à previstos no n.º 2 do art. 202.º (“Prisão
rede de referenciação, mas, logo que preventiva”) do Código de Processo
seja disponibilizada cama nesse ser- Penal: “Mostrando-se que o arguido a
viço, o doente internado compulsiva- sujeitar a prisão preventiva sofre de
mente deve regressar de imediato para anomalia psíquica, o juiz pode impor,
o local de internamento mais próximo ouvido o defensor e, sempre que pos-
da sua residência, prioritariamente em sível, um familiar, que, enquanto a ano-
relação a qualquer outro doente em in- malia persistir, em vez da prisão tenha
lugar internamento preventivo em hos-
ternamento voluntário que a Lei 36/98
pital psiquiátrico ou outro estabeleci-
não especifica (artigo 21.º, n.º 4).
mento análogo adequado, adoptando
as cautelas necessárias para prevenir
Internamentos de os perigos de fuga e de cometimento
de novos crimes”.
Inimputáveis
Ainda que habitualmente, e à seme-
Os doentes inimputáveis (art. 20.º do lhança dos inimputáveis a internar, seja
Código Penal) que, após terem come- a Direcção-Geral dos Serviços
tido crimes, foram já julgados e senten- Prisionais que providencia a procura de
ciados por tribunal em sanção penal um local, têm sido enviados às urgên-
de internamento como medida de se- cias hospitalares alguns destes doen-
gurança, por terem sido considerados tes, com ordens judiciais de interna-
com perigosidade (art. 91.º do Código mento, de difícil cumprimento, já que
são escassos os serviços de saúde
Penal), não levantam habitualmente
(“hospital psiquiátrico ou estabeleci-
problemas quanto à sua colocação mento análogo”) em que seja possível
nos estabelecimentos de saúde, em garantir o que a lei obriga: “adoptando
termos de rede de referenciação. Com as cautelas necessárias para prevenir
efeito, após a sentença, a situação é os perigos de fuga e de cometimento
levada ao conhecimento da Direcção- de novos crimes”.
-Geral dos Serviços Prisionais e, orde-
nando o juiz o internamento, a Mas, sendo certo que se trata de
Direcção de Serviços de Execução presos preventivos, não podemos es-
quecer que são à partida cidadãos
das Medidas Privativas de Liberdade
doentes, e como tal devem ser de
procede de imediato à colocação nos
imediato avaliados clinicamente e trata-
estabelecimentos considerados ade- dos. Por isso, quando, após observa-
quados (do Ministério da Justiça ou em ção, se constatar também a indicação
vagas de gestão contratualizada com o clínica de internamento, deve ser de
estabelecimento hospitalar dependente imediato informado o juiz (por fax e te-
do Ministério da Saúde). lefone) das reais condições disponíveis

58
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 59

nesse local, para o tribunal decidir em


conformidade, de forma a serem adop- IX. Instituições
tadas “as cautelas necessárias” exigi-
das pela lei, que podem passar, por
Sociais
exemplo, por vigilância policial perma-
O Sistema Nacional de Saúde é
nente, por ordem de transferência para
misto, combinado e integrado, e nele
o hospital-prisão mais próximo, por
colaboram e participam todas as enti-
proceder a tratamento medicamentoso
dades intervenientes no sector – públi-
durante a manutenção em estabeleci-
cas, privadas e sociais.
mento prisional e até ser encontrado
local adequado pela entidade compe-
Os Institutos Religiosos de S. João
tente judicial (Direcção-Geral dos
de Deus e das Irmãs Hospitaleiras do
Serviços Prisionais), etc.
Sagrado Coração de Jesus têm de-
sempenhado um papel essencial na
Uma vez que a estes cidadãos
assistência psiquiátrica em Portugal.
doentes, detidos preventivamente, não
É também de salientar o trabalho das
pode ser dada alta clínica para o exte-
Misericórdias e de outras instituições
rior, devem os agentes acompanhantes
sociais.
ser também informados verbalmente e
por escrito (para envio ao tribunal),
caso não seja, após observação mé- Os Institutos Religiosos
dica, considerado útil o internamento
para a situação em concreto. Os direc- O Instituto S. João de Deus e o
tores dos hospitais devem ter uma pa- Instituto das Irmãs Hospitaleiras do
lavra a dizer sobre as condições dos Sagrado Coração de Jesus – IPSS –
seus estabelecimentos, pelo que constituem as estruturas de intervenção
quando estes casos de internamento da Ordem e da Congregação, na área
preventivo se põem, devem de ime- da Saúde. Têm como carisma e campo
diato ser informadas as entidades hie- de acção a concretização da doutrina
rárquicas mais altas acessíveis no mo- social da igreja na promoção da saúde
mento, para se agir em conformidade e assistência na doença aos mais ne-
e em obediência estrita ao Tribunal. cessitados e, predominantemente, aos
mais excluídos. Assim sendo, os doen-
tes mentais têm sido população alvo
dos cuidados de saúde e do suporte
socio-ocupacional destas duas institui-
ções que os assistem.

Em Portugal, a actividade assistencial


concretiza-se em vários estabeleci-
mentos hospitalares/centros assisten-
ciais, seguindo as actuais linhas de
orientação em psiquiatria e saúde men-
tal, resultando, nos centros dos institu-
tos, um modelo de actuação hospitalo-
-comunitário integrado, articulado e
interactivo e onde uma filosofia e uma

59
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 60

prática de reabilitação psicossocial é nomeadamente, Unidades de Treino/


privilegiada e foi pioneira, mantendo-se /Transição, Unidades de Vida, Ateliês de
presente e activa, conjugando, assim, Ocupação, Ateliês de Actividades
prevenção terciária com a prevenção pri- Produtivas, Fóruns Socio-ocupacionais,
mária e secundária. Toda a acção assis- Cursos de Formação Profissional, etc.
tencial, praticada por equipas multidisci-
plinares, assenta em planos de Disponibilizam outras respostas espe-
actividades com a respectiva avaliação. cíficas já implementadas ou a implemen-
tar: Áreas de Dia, Hospitais de Dia e/ou
Os Institutos disponibilizam camas de Noite, Unidades de Psico-
para doentes agudos e crónicos resi- geriatria/Gerontopsiquiatria, Serviços
dentes, dando respostas totais, parciais para Sem-abrigo, etc.
e/ou supletivas. O último censo psiquiá-
trico (2001) registou mais de metade Tendo em conta o papel essencial de-
das camas psiquiátricas do País afectas sempenhado pelos Institutos Religiosos
na assistência psiquiátrica em Portugal,
aos Institutos Religiosos.
estes deverão ser ouvidos e incluídos na
Os Institutos, com a sua história e ex- planificação e/ou reorganização dos
periência adquirida, procuram dar res- Serviços de Psiquiatria e Saúde Mental.
posta às necessidades de cuidados, ga- Deverá ser estudada a melhor forma
rantindo acessibilidade e continuidade de operacionalizar a integração dos
de cuidados, assim como diversidade Institutos Religiosos na Rede de
dos dispositivos assistenciais, necessi- Referenciação.
tando que se estabeleça uma articula-
ção formal e equilibrada com o SNS, na-
Quadro 53 – Instituto S. João de Deus –
turalmente já legitimada pela qualidade
Recursos humanos e lotações
assistencial prestada. Foram pioneiros
nas intervenções em Reabilitação Recursos Humanos
Psicossocial, nomeadamente, a nível de Directores clínicos 6
alternativas residenciais comunitárias. Psiquiatras 21
Apresentam várias áreas de intervenção, Clínicos Gerais 5
salientando-se, nos vários Centros, a or- Outros médicos (recibo verde) 6
ganização dos Serviços de Reabilitação Psicólogos 12
Psicossocial com Valências Intra-institu- Enfermeiros 153
cionais (Residenciais e Ocupacionais) e Técnicos de Serviço Social 11
Valências Comunitárias (Residenciais e Terapeutas Ocupacionais 3
Ocupacionais). Técnicos de Educação Especial 1
Auxiliares de Educação 1
Os Institutos dão resposta aos doen- Anim. Sociocultural 1
tes psiquiátricos agudos, aos alcoólicos Educador Social 1
e aos toxicodependentes, respectiva- Monitores 32
mente em Unidades de Internamento de Técnicos de Educação Física 1
Agudos, Centros de Recuperação de Sociólogos/Formadores 2
Alcoólicos e Unidades de Tratamento de Auxiliares 6
Total = 262
Toxicodependentes. Dão resposta aos
Camas
doentes de evolução prolongada e cró-
D. agudos 217
nicos residentes em Unidades de D. crónicos 1094
Internamento de Crónicos e em Outras (álcool.,Educador
toxicod., Social 1
Estruturas Específicas de Reabilitação, psicogeriatria, h. de dia, cuidados
continuados) 336
60 Total = 1647
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Quadro 54 – Instituto S. João de Deus – CENTROS / ÁREAS DE INTERVENÇÃO


ESTABELECIMENTO
HOSPITALAR / CENTRO CAMAS ACTIVIDADE LOCALIZAÇÃO
ASSISTENCIAL
Casa de Saúde do Telhal 430 Psiquiatria (Agudos e Crónicos),
Alcoologia e Serviços de Reabilitação
MEM MARTINS
Psicossocial com Unidade de Treino /
Transição e Unidades Residenciais
(de Vida Protegida e Autónoma), Área
de Dia, Ateliê de Ocupação e Ateliê
de Actividades Produtivas, Cursos de
SINTRA
Formação Profissional, Unidade de
Psicogeriatria
Casa de Saúde S. João de Deus 330 Psiquiatria (Agudos e Crónicos),
Alcoologia e Serviços de Reabilitação
Psicossocial com Unidade de Treino /
Unidades Residenciais, Ateliês de BARCELOS
Ocupação e Actividades Produtivas,
Cursos de Formação Profissional,
Unidade de Psicogeriatria
Casa de Saúde S. José 215 Psiquiatria (Crónicos), Serviços de
Reabilitação Psicossocial com
Unidade de Treino / Residencial,
AREIAS DE VILAR
Ateliês de Ocupação e Actividades
Produtivas, Cursos de Formação ro-
fissional, Unidade de Psicogeriatria
Casa de Saúde S. João de Deus 300 Psiquiatria (Agudos e Crónicos),
Alcoologia e Serviços de Reabilitação
Psicossocial com Unidades de Treino
FUNCHAL
e Unidades Residenciais, Ateliês de
Ocupação e Actividades Produtivas,
Cursos de Formação Profissional
Casa de Saúde S. Rafael 180 Psiquiatria (Agudos e Crónicos),
Alcoologia e Serviços de Reabilitação
Psicossocial com Unidades Treino e
Unidades Residenciais, Ateliês de ANGRA DO HEROÍSMO
Ocupação e Actividades Produtivas,
Cursos de Formação Profissional,
Unidade de Psicogeriatria
Casa de Saúde S. Miguel 170 Psiquiatria (Agudos e Crónicos),
Alcoologia, Toxicodependência e
Serviços de Reabilitação Psicossocial
com Unidades Treino e Unidades
PONTA DELGADA
Residenciais, Ateliês de Ocupação e
Actividades Produtivas, Cursos de
Formação Profissional, Empresa de
Economia Solidária

61
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 62

Quadro 54 (Cont.) – Instituto S. João de Deus – CENTROS / ÁREAS DE INTERVENÇÃO


ESTABELECIMENTO
HOSPITALAR / CENTRO CAMAS ACTIVIDADE LOCALIZAÇÃO
ASSISTENCIAL
Hospital S. João de Deus 96 Cirurgias de: Ortopedia, Geral,
Plástica, Pediátrica, Vascular,
Otorrino e Oftalmologia. Serviço de MONTEMOR-O-NOVO
MFR com secção de Próteses e
Ortóteses
Residência S. João de Ávila 52 Geriatria LISBOA
Centro de Acolhimento Imigrantes e Sem Abrigo em situação
Temporário – S. João De Deus 50 de emergência humanitária SINTRA

62
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 63

Quadro 55 – Instituto das Irmãs Hospitaleiras do S. Coração de Jesus16 – CENTROS /


ÁREAS DE INTERVENÇÃO
CENTRO ASSISTENCIAL CAMAS ACTIVIDADE LOCALIZAÇÃO
Casa de Saúde da Idanha 500 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria
Serviços de reabilitação psiquiátrica e psicos-
social, Unidades de vida protegida e autónoma Idanha – Sintra
Consulta externa Projectos interdisciplinares
Casa de Saúde Santa Rosa 90 Psicogeriatria
Belas – Sintra
de Lima Projectos interdisciplinares
Casa de Saúde Câmara Pestana 350 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria
Serviços de reabilitação psiquiátrica e psicos-
Funchal
social, Unidades de vida protegida, Projectos
interdisciplinares
Casa de Saúde do Bom Jesus 385 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria,
toxicodependência, Serviços de reabilitação
psiquiátrica, psicossocial, formação e integra-
Braga
ção socioprofissional – cooperativa de solida-
riedade social, Unidades de vida protegida e
autónoma, Projectos interdisciplinares
Centro Psicogeriátrico
Parede
Nossa Senhora Fátima 80 Psicogeriatria
Centro de Reabilitação
Funchal
Psicopedagógica da S.Família 240 Reabilitação psicossocial de crianças e jovens
Clínica Psiquiátrica de S. José 190 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria,
Serviços de reabilitação psiquiátrica e psicos-
social e unidades de vida protegida e autó- Lisboa
noma, Consulta externa, Projectos interdiscipli-
nares
Casa de Saúde Rainha 350 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria,
Santa Isabel Serviços de reabilitação psiquiátrica e psicos- Condeixa
social, Projectos interdisciplinares
Casa de Saúde N. Senhora 175 Psiquiatria (agudos e crónicos)
da Conceição Psicogeriatria, Serviços de reabilitação psiquiá- Ponta Delgada
trica e psicossocial, Projectos interdisciplinares
Casa de Saúde do Espírito Santo 150 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria,
Serviços de reabilitação psiquiátrica e psicos-
social, Formação e integração profissional, Terceira
Unidades de vida protegida e autónoma,
Projectos interdisciplinares, Consulta externa
Casa de Saúde Bento Menni 155 Psiquiatria (agudos e crónicos), Psicogeriatria,
Serviços de reabilitação psiquiátrica e psicos- Guarda
social, Projectos interdisciplinares

16
O Instituto também tem a administração do Centro de Recuperação de Menores, Assumar, Portalegre,
propriedade do Estado.

63
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 64

Quadro 56 – Instituto das Irmãs Há ainda a nível do Instituto (em


Hospitaleiras do S. Coração de Jesus17 – 3 estabelecimentos) espaço, lugar e
Recursos humanos e lotações projecto de intervenção definido para
Hospital de Dia / Área de Dia com
Recursos Humanos capacidade para 45 pessoas. Até ao
Chefes de Serviço de Psiquiatria 12 momento, não foi possível criar proto-
Assistentes Graduados/Assistentes colo específico para esta área com o
de Psiquiatria 45 SNS.
Clínicos Gerais 26
Psicólogos 21
Enfermeiros 304 As Misericórdias
Técnicos de Serviço Social 19
Terapeutas Ocupacionais 14 As Misericórdias têm também um
Terapeutas da Fala 2 papel fundamental na prestação de
Técnicos de Psicomotricidade 7 cuidados de saúde em Portugal, no-
Psicopedagogos 4 meadamente psiquiátricos e de saúde
Técnicos de Educação 2 mental. A título exemplificativo, apre-
Auxiliares de Educação 1 sentam-se os recursos humanos e lo-
Monitores de reabilitação 87 tações nesta área de três dessas insti-
Fisioterapeutas 8 tuições.
Outro pessoal 1149
Total = 1701
Camas
D. agudos 355
D. residentes 2180*
Médio internamento 250
Total = 2785 camas
* 166 em processo de reabilitação e
reintegração sociocomunitária

17
O Instituto também tem a administração do
Centro de Recuperação de Menores, Assumar,
Portalegre, propriedade do Estado.

64
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 65

Centro de Apoio Social do Pisão

Quadro 57 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
– 1 – 1 1 – 1

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

4 – 4 1 – 1 14 – 14

Quadro 58 – Lotação (Adultos)


CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes
Agudos Crónicos Total ÁREA DE DIA

– 340 340 –

65
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 66

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Quadro 59 – Psiquiatria de Adultos – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
– 2 – 2 1 – 1*
* A meio-tempo, adstrito a outro serviço.

Psiquiatria de Adultos – Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

– – – – – – 1 – 1

Quadro 60 – Psiquiatria da Infância e da Adolescência – Técnicos em exercício


TÉCN. SERV.
PEDOPSIQUIATRAS PSICÓLOGOS ENFERMEIROS
SOCIAL
Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual
Total Total Total Total
Serviço / Assist. / Termo
Certo

– 3 – 3 9** 1 1
** Um dos psicólogos a meio-tempo.

66
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 67

Centro Hospitalar do Conde de Ferreira

Quadro 61 – Técnicos em exercício

PSIQUIATRAS PSICÓLOGOS

Assist. Assist.
Chefes Graduado Eventual Extra
Total Quadro Total
Serviço / Assist. / Termo Quadro
Certo
– 6 – 6 1 – 1

Técnicos em exercício (continuação)


TÉCN. SERV. TERAPEUTAS
ENFERMEIROS
SOCIAL OCUPACIONAIS

Extra Extra Extra


Quadro Total Quadro Total Quadro Total
Quadro Quadro Quadro

2 – 2 – – – 42 1 43

Quadro 62 – Lotação (Adultos)


CAMAS
HOSPITAL/
Doentes Doentes
Agudos Crónicos Total ÁREA DE DIA

35 317 352 5

67
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 68

X. Plano Nacional mente, em Hospitais Gerais”. Estas


orientações legislativas são por sua vez
de Saúde Mental baseadas em orientações da União
Europeia e da Organização Mundial de
A Rede de Referenciação insere-se Saúde.
no âmbito mais lato do Plano Nacional
de Saúde Mental (PNSM), que está em São objectivos gerais do PNSM deli-
fase de elaboração. Consideramos que near as estratégias e a operacionalidade
o PNSM, integrado no Plano Nacional de múltiplas questões, abrangendo os
de Saúde e enquadrado pelo Plano de ciclos de desenvolvimento, desde a
Acção Europeu para a Saúde Mental, é gravidez, infância e adolescência até à
fundamental para a estratégia no idade adulta e avançada, nos diferentes
Sector da Saúde. A transversalidade níveis de prevenção.
com outras áreas da Saúde e a inter-
sectorialidade com a Segurança É importante haver programação téc-
Social e o Trabalho, a Educação, a nico-normativa a nível nacional, a qual
Justiça, o Ambiente, as Autarquias, as é da competência da Direcção-Geral
Universidades, as ONG e outras enti- da Saúde (DGS), que, em articulação
dades públicas e privadas tornam a com os planos regionais das
Saúde Mental uma área crucial da Administrações Regionais de Saúde
Saúde Pública. (ARS) e com outras entidades, irá levar
a cabo acções nesta área.
O PNSM, na sequência dos dois pla-
nos anteriores, respectivamente de Neste contexto, existem vários gru-
1985 e 1988, tem como objectivos tra- pos de trabalho e projectos (alguns
çar linhas estratégicas para o desen- enquadrados em projectos europeus),
volvimento da rede de cuidados comu- no âmbito da Direcção de Serviços de
nitários e a racionalização dos Psiquiatria e Saúde Mental (DSPSM) da
cuidados hospitalares, assim como DGS, nomeadamente em:
contribuir para a melhoria da promo-
• Promoção da Saúde Mental e
ção, prevenção, tratamento e reabilita-
Prevenção das Doenças Mentais;
ção na área da Saúde Mental e Álcool.
• Saúde Mental na Infância e Adoles-
Os objectivos do PNSM vêm no se- cência;
guimento de legislação recente (Lei de • Saúde Mental no Envelhecimento e
Saúde Mental n.º 36/98 e Dec-Lei n.º Idosos;
35/99), a qual incentiva a que a “pres- • Boas Práticas em Saúde Mental;
tação de cuidados de saúde mental se • Articulação da Saúde Mental com
centre nas necessidades e condições os Cuidados de Saúde Primários;
específicas dos indivíduos, em função • Psiquiatria de Ligação em Contexto
da sua diferenciação etária, e seja prio- Hospitalar;
ritariamente promovida a nível da co- • Cuidados Continuados em Saúde
munidade, no meio menos restritivo Mental;
possível, devendo as unidades de in- • Reabilitação Psicossocial;
ternamento localizar-se, tendencial- • Depressão;

68
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 69

• Concepção de Serviços Especia- • Deficiente organização dos proces-


lizados para Doentes Difíceis; sos de garantia de qualidade;
• Concepção de Centros Regionais • Insuficientes estruturas e progra-
de Psiquiatria Forense; mas, tanto de prevenção como de
• Reorganização de Perícias Médico- apoio e tratamento, com deficiente
Legais; articulação e coordenação entre as
• Gestão do Património dos Doentes existentes, no que se refere ao ál-
Mentais Não Declarados Incapazes; cool;
• Criação de Legislação para o • Exígua atribuição de recursos, face
Emprego Apoiado de Doentes à discriminação positiva da toxico-
dependência;
Mentais com Incapacidades Graves;
• Insuficiente prestação de cuidados
• Intervenção na Crise e Psiquiatria
de saúde mental à população pri-
de Catástrofe;
sional, a cargo do Ministério da
• Problemas Ligados ao Álcool;
Justiça.
• Sistema de Informação e Indica-
dores em Saúde Mental. Estes obstáculos têm implicado uma
escassez de resposta a necessidades
Para a operacionalização destas múl- de saúde emergentes, sobretudo de
tiplas áreas, torna-se indispensável a cuidados na comunidade e no domicí-
formação de profissionais de saúde e a lio, assistenciais e reabilitativos.
alocação de recursos humanos.
O crescente aumento das despesas
Finalmente, existem obstáculos, que de saúde, não acompanhadas de re-
importa ultrapassar, à implementação sultados que satisfaçam a comunidade,
de acções a desenvolver no domínio os profissionais e os políticos, exige de
da Saúde Mental e do Álcool: todos os intervenientes uma reflexão
sobre como conseguir uma prestação
• Insuficiente oferta de Cuidados de
adequada e eficiente de cuidados, rela-
Saúde Primários;
tivamente às necessidades dos cida-
• Deficiente articulação entre os dife- dãos, a fim de rentabilizar a capacidade
rentes níveis de prestação de cui- instalada, evitando duplicações, omis-
dados, bem como entre os presta- sões e ineficiências diversas.
dores públicos e restantes
prestadores;
• Deficiente planeamento de recur-
sos humanos, com défices e má
distribuição;
• Insatisfatória capacidade de inter-
venção, preventiva e clínica, em
particular no âmbito das crianças e
adolescentes, dada a escassez
acentuada de recursos humanos;
• Fraco desenvolvimento dos siste-
mas de informação, comunicação
e avaliação;

69
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 70

XI. Arquitectura
da Rede de
Referenciação
de Psiquiatria
e Saúde Mental
de Adultos
Os fluxogramas seguintes, elabora-
dos pelas Direcções de Serviços de
Planeamento e de Psiquiatria e Saúde
Mental, tentam explicitar os circuitos de
referenciação, sob a forma gráfica, par-
tindo da interpretação do texto dos ca-
pítulos anteriores.

Estão organizados por Regiões de


Saúde, prevendo o desenvolvi-
mento dos serviços:
• As setas tracejadas correspondem
à situação actualmente existente.
• As setas a cheio correspondem
também à situação actualmente
existente e aos serviços que irão
surgir de acordo com a programa-
ção feita.

Os 3 níveis a seguir referencia-


dos correspondem, por ordem de
apresentação, a:

Centros de Saúde
Serviços Locais de Saúde Mental
Serviços Regionais de Saúde Mental

70
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 71

Arquitectura
da rede
Adultos
PSIQUIATRIA-1-72.qxd 4/14/05 4:51 PM Página 72
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Norte – Distrito do Porto


6/8/05

Aldoar Batalha Matosinhos Modivas Negrelos Ermesinde Águas Santas Arcozelo Lousada Amarante
Foz Douro Carvalhosa L. Palmeira Póvoa de Varzim Santo Tirso Gondomar Bonfim Barão Corvo Paços de Fer.a Baião
S. João S. Mamede Vila do Conde Trofa Valongo Campanha Carvalhos Paredes Felgueiras
Sr.ª Hora Castelo Madalena Penafiel Marco de
da Maia Oliveira Douro Canavezes
4:29 PM

Maia Soares Reis


Paranhos

H. S.to H. Pedro C.H.P. Varzim / H. S.to H. N. Sr.a H. S. João C. H. V. N. H. Padre H. S.


Página 73

António Hispano / V. do Conde Tirso * Conceição Gaia Américo Gonçalo


Valongo

H. de Magalhães Lemos

* Em planeamento

73
74
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Norte – Distritos de Braga e Viana do Castelo


4/14/05

Amares V. N. Famalicão Barcelinhos Cabeceiras Basto Todos os Centros de Saúde do


Braga Barcelos Celorico Basto Distrito de Viana do Castelo
P. Lanhoso Esposende Fafe
Terras Bouro Felgueiras
5:59 PM

V.a Minho Guimarães


Vila Verde Vizela
Página 74

H. S. Marcos – Braga H. V. N. Famalicão H. Barcelos * H. Guimarães C. H. Alto Minho – Viana do Castelo

H. de Magalhães Lemos

* Em fase de planeamento
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Norte – Distritos de Bragança e Vila Real

Todos os Centros de Saúde do Todos os Centros de Saúde do


4/14/05

Distrito de Bragança Distrito de Vila Real


5:59 PM

H. Bragança C. H. Vila Real / P. Régua


Página 75

H. de Magalhães Lemos

75
76
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Centro – Distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco


4/14/05

Carregal do Sal Armamar Aguiar da Beira Covilhã Castelo Branco


Castro Daire Lamego Almeida Fundão Idanha-a-Nova
Cinfães Moimenta da Beira Celorico da Beira Belmonte Oleiros
Mangualde Penedono Fig. Castelo Rodrigo Penamacor Proença-a-Nova
Mortágua Resende Fornos de Algodres Sertã
5:59 PM

Nelas Sernancelhe Gouveia Vila de Rei


Oliveira de Frades S. João da Pesqueira Guarda Vila Velha Ródão
Penalva do Castelo Tabuaço Manteigas
Sta Comba Dão Tarouca Meda
S. Pedro Sul Pinhel
Sátão Sabugal
Página 76

Tondela Seia
Viseu Trancoso
Vouzela Vila Nova Foz Côa
V. Nova Paiva

H. S. Teotónio – Viseu H. Lamego H. Sousa Martins – Centro Hospitalar Cova H. Amato Lusitano –
Guarda da Beira – Covilhã Castelo Branco

H. Sobral Cid*

* Referência para casos de toxicodependência e alcoolismo do distrito de Coimbra


Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Centro – Distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria


6/8/05

Arouca Aveiro Arganil* Coimbra Sul: Santa Clara, Bombarral Alcobaça


Castelo Paiva Águeda Cantanhede S. Martinho B., Norton Matos Caldas da Rainha Batalha
Espinho Albergaria-a-Velha Coimbra Norte: Celas, Condeixa-a-Nova Óbidos Leiria / Dr. G. Henr.
Oliveira Azeméis Estarreja Eiras, Fernão M., Norton Figueira da Foz Peniche Leiria / A. Sampaio
Ovar Ílhavo Matos, Santa Cruz, Santo Montemor-o-Velho Marinha Grande
António Olivais, Sé
4:29 PM

S. João Madeira Murtosa Penela Nazaré


Santa Maria da Feira Oliveira do Bairro Góis* Soure Pombal
Vale Cambra Sangalhos Lousã* Porto de Mós
Sever do Vouga Mira Alvaiázere (Leiria)
Vagos Miranda do Corvo Ansião (Leiria)
Mortágua Castelo de Pêra (Leiria)
Oliveira do Hospital* Figueiró dos Vinhos
Página 77

Pampilhosa da Serra (Leiria)


Penacova* Pedrógão Grande (Leiria)
Tábua
V. N. Poiares*
Anadia (Aveiro)
Mealhada (Aveiro)

H. Santa Maria Feira H. Infante D. Pedro – H.U.C. C. H. Caldas da H. Santo André –


Aveiro Rainha Leiria

*Hospital do Lorvão H. Sobral Cid** Centro Psiquiátrico de


Reabilitação de Arnes***

*** Recebe utentes


** Referência para casos de toxicodependência e alcoolismo dos distritos da Região Centro forenses de todo o país

77
78
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Distrito de Lisboa


6/8/05

Loures Cadaval Alenquer Alameda Algueirão Graça Alvalade Ajuda Cascais Amadora
Mafra Lourinhã Alhandra Marvila Cacém Lapa Benfica Alcântara Parede Queluz
Odivelas Sobral M.te Agraço Arruda dos Vinhos Olivais Pêro Pinheiro Luz Soriano Lumiar Carnaxide Reboleira
Pontinha Torres Vedras Azambuja S. João Rio de Mouro Penha França Sete Rios Oeiras Venda Nova
4:29 PM

Sacavém Benavente Sintra Coração Jesus


V. Franca de Xira S. Mamede
Póvoa S.ta Iria S.ta Isabel
Página 78

H. Loures H.Torres Vedras H. V. F. Xira H. Curry H. Santa H. S. F. H. Cascais H. Amadora


Cabral * Maria Xavier / Sintra

H. Júlio de Matos H. Miguel Bombarda

Grupo Hosp. Psiq. Lisboa e Vale do Tejo

* Em fase em planeamento
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Distrito de Santarém

Almeirim Abrantes
4/14/05

Alpiarça Alcanena
Cartaxo Constância
Chamusca Entroncamento
Coruche Fátima
Rio Maior Ferreira do Zêzere
5:59 PM

Salvaterra de Magos Golegã


Santarém Mação
Ourém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Página 79

V. N. Barquinha

H. D. Santarém C.Hosp. Médio Tejo – H. N. Srª Graça – Tomar

H. Júlio de Matos H. Miguel Bombarda

Grupo Hosp. Psiq. Lisboa e Vale do Tejo

79
80
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Distrito de Setúbal


4/15/05

Alcácer do Sal Santiago do Cacém Almada Alcochete


Bonfim Sines Amora Baixa da Banheira
Grândola Corroios Barreiro
Palmela Odemira (Beja) Seixal Moita
4:15 PM

S. Sebastião Montijo
Sesimbra
Setúbal
Página 80

H. S. Bernardo -Setúbal H. Santiago do Cacém* H. Garcia de Orta H. N. Senhora do Rosário


– Barreiro

H. Júlio de Matos H. Miguel Bombarda

Grupo Hosp. Psiq. Lisboa e Vale do Tejo

* Em fase em planeamento
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Alentejo - Distritos de Portalegre, Évora e Beja


5/4/05

Todos os Centros de Saúde do


Todos os Centros de Saúde do Todos os Centros de Saúde do
Distrito de Beja, excepto o de
Distrito de Portalegre Distrito de Évora
Odemira
10:37 AM

H. Dr. José Maria Grande - Portalegre H. Espírito Santo – Évora H. J. Joaquim Fernandes – Beja
Página 81

H. Júlio de Matos H. Miguel Bombarda

Grupo Hosp. Psiq. Lisboa e Vale do Tejo

81
82
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental – Adultos
PSIQUIATRIA-73-82.qxd

Região de Saúde do Algarve - Distrito de Faro


4/14/05

Aljezur Albufeira
Lagoa Alcoutim
Lagos Castro Marim
Monchique Faro
5:59 PM

Portimão Loulé
Silves Olhão
Vila do Bispo S. Brás Alportel
Tavira
Vila Real S.to António
Página 82

H. Barlavento Algarvio -Portimão H. Distrital de Faro

H. Júlio de Matos H. Miguel Bombarda

Grupo Hosp. Psiq. Lisboa e Vale do Tejo


PSIQUIATRIA-83-104.qxd 6/13/05 9:52 AM Página 83

XII. Arquitectura
da Rede de
Referenciação
de Psiquiatria
e Saúde Mental
da Infância e da
Adolescência
A Direcção de Serviços de
Psiquiatria e Saúde Mental da
Direcção-Geral da Saúde elaborou
uma “Proposta de Organização de
Serviços de Saúde Mental da Infância
e da Adolescência”, de acordo com a
legislação existente, visando desenvol-
ver e normalizar a organização dos
referidos serviços a nível nacional.

Neste âmbito, propõe-se a criação


de Serviços/Unidades Funcionais de
Psiquiatria da Infância e da Ado-
lescência em todos os Departa-
mentos/Serviços de Psiquiatria e
Saúde Mental e, em certos casos, em
Departamentos/Serviços de Pediatria.

Os fluxogramas seguintes tentam


explicitar os circuitos de referenciação,
sob a forma gráfica, partindo do texto
do respectivo capítulo da Rede de
Referenciação de Psiquiatria e Saúde
Mental (Capítulo VI). Estão organizados
por Regiões de Saúde, correspon-
dendo as setas tracejadas às situa-
ções actualmente existentes e as
setas a cheio aos serviços que irão
surgir de acordo com a programação
feita.

83
PSIQUIATRIA-83-104.qxd 6/8/05 4:34 PM Página 84
PSIQUIATRIA-83-104.qxd 6/8/05 4:34 PM Página 85

Arquitectura
da rede
Infância e Adolescência
86
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Infância e Adolescência
Região de Saúde do Norte
6/8/05

Distrito do Porto
4:34 PM

Concelhos de: Concelhos de: Concelhos de: Concelho de: Concelho da Maia
• Gondomar • Amarante • Penafiel Vila Nova de Gaia 3 Freguesias do Porto:
• Matosinhos • Baião • Lousada • Paranhos
• Porto (excepto freguesias de • Felgueiras • Paços de Ferreira • Bonfim
Paranhos, Bonfim e • Marco de Canavezes • Paredes • Campanhã
Campanhã)
Página 86

• Póvoa do Varzim
• S.to Tirso
• Valongo
• Vila do Conde

Departamento de Serviço de Serviço de Serviço de Unidade de


Pedopsiquiatria do Hospital Pedopsiquiatria do Pedopsiquiatria do Pedopsiquiatria do Pedopsiquiatria do
Maria Pia Departamento de Departamento de Departamento de Serviço de Psiquiatria do
Psiquiatria e Saúde Psiquiatria e Saúde Psiquiatria e Saúde Hospital de S. João
Mental do Hospital de Mental do Hospital Padre Mental do Centro
S. Gonçalo – Américo – Vale do Sousa, Hospitalar de Vila Nova
Amarante Penafiel de Gaia
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
Infância e Adolescência
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Região de Saúde do Norte


6/8/05

Distrito de Braga Distrito de Viana do Castelo


Concelhos de: Concelhos de: Todos os Concelhos
4:34 PM

• Amares • Barcelos
• Braga • Esposende
• Cabeceiras de Basto • Vila Nova de Famalicão
• Celorico de Basto
• Fafe
• Guimarães Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria
• Póvoa de Lanhoso
Página 87

e Saúde Mental do Hospital de S.ta Luzia, Viana do Castelo


• Terras de Bouro
• Vieira do Minho
• Vila Verde
• Vizela

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de


Departamento de Psiquiatria Pedopsiquiatria do
e Saúde Mental do Hospital Hospital Maria Pia, Porto
de S. Marcos, Braga

87
88
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Infância e Adolescência
Região de Saúde do Norte
6/8/05

Distrito de Vila Real Distrito de Bragança


4:34 PM

Todos os Concelhos Todos os Concelhos


Página 88

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e


Saúde Mental do Hospital de S. Pedro, Vila Real Saúde Mental do Hospital Distrital de Bragança
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
Infância e Adolescência
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Região de Saúde do Centro


6/8/05

Distrito de Aveiro Distrito de Castelo Branco


Todos os Concelhos Concelhos de: Concelhos de:
• Castelo Branco • Covilhã
4:34 PM

• Idanha-a-Nova • Fundão
• Oleiros • Belmonte
• Proença-a-Nova • Penacova
• Sertã
Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e • Vila Velha de Ródão
Página 89

Saúde Mental do Hospital Infante D. Pedro, Aveiro

Departamento de Serviço de Pedopsiquiatria do


Pedopsiquiatria do Centro Departamento de Psiquiatria
Hospitalar de Coimbra e Saúde Mental do Centro
Hospitalar da Cova da Beira

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento


de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital
Amato Lusitano – Castelo Branco

89
90
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Infância e Adolescência
Região de Saúde do Centro
6/8/05

Distrito de Coimbra Distrito da Guarda


4:34 PM

Todos os Concelhos Todos os Concelhos

Departamento de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de


Coimbra
Página 90

Departamento de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de


Coimbra
Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e
Saúde Mental do Hospital Sousa Martim – Guarda

Distrito de Leiria
Distrito de Viseu
Todos os Concelhos
Todos os Concelhos

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e


Saúde Mental do Hospital de S.to André, Leiria Saúde Mental do Hospital S. Teotónio, Viseu
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
Infância e Adolescência
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo


6/8/05

Distrito de Lisboa
Concelho de Lisboa, Concelho de Lisboa, Concelho de Lisboa, freguesias de: Concelhos de:
freguesias de: Graça, S. Nicolau, Santiago, S. Paulo,
4:34 PM

freguesias de: Torres Vedras


S. João de Brito, Alvalade, Ajuda, Alcântara, Madalena, Castelo, S.to Estêvão, Lourinhã
Lumiar, Campo Grande, S.ta Maria de Belém, S. Cristóvão, S. Lourenço, S. Miguel, Sé, Cadaval
Ameixoeira, Charneca do S. Francisco Xavier S. Vicente de Fora, Socorro, Penha de Sobral de Monte Agraço
Lumiar, Benfica, Carnide Concelhos de: França, Anjos, Pena, Lapa, Santos o Velho,
Concelhos de: Oeiras, Cascais Prazeres, Coração de Jesus, S. José,
Odivelas, Loures Ocidental S. Sebastião, S.ta Isabel, S. Mamede,
Página 91

(freguesias de: Loures, S.ta Catarina, Sacramento, Mercês,


Frielas, S.to Antão do Tojal, Mártires, S.ta Justa, Encarnação, S.to
S. Julião do Tojal, Lousa, Condestável, S. Domingos de Benfica, N.
Fanhões, S.to António dos S.ra Fátima, Campolide, S. João de Deus,
Cavaleiros, Bucelas) Alto do Pina, S. Jorge de Arroios, Beato,
S.ta Engrácia, S. João, Marvila, Olivais
Concelhos de: Amadora, Sintra, Mafra,
Loures Oriental (C. S. Sacavém),
Vila Franca de Xira, Benavente, Alenquer,
Arruda dos Vinhos, Azambuja, Alhandra,
Alverca, Póvoa de S.ta Iria

Unidade de Pedopsiquiatria Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Pedopsiquiatria do Serviço de Pedopsiquiatria


do Serviço de Pediatria do Departamento de Psiquiatria Hospital D. Estefânia do Hospital Distrital de
Hospital de S.ta Maria e Saúde Mental do Hospital Torres Vedras
S. Francisco Xavier
Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do
Hospital de Vila Franca de Xira

91
92
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Infância e Adolescência
Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
6/8/05

Distrito de Setúbal
4:34 PM

Concelhos de: Concelhos de: Concelhos de:


• Setúbal • Barreiro • Almada
• Alcácer do Sal • Alcochete • Seixal
• Grândola • Moita • Sesimbra
• Palmela • Montijo
• Santiago do Cacém
Página 92

• Sines

Serviço de Pedopsiquiatria do Serviço de Pedopsiquiatria do Unidade de Pedopsiquiatria


Departamento de Psiquiatria Departamento de Psiquiatria do Serviço de Pediatria do
e Saúde Mental do Hospital e Saúde Mental do Hospital Hospital Garcia de Orta,
de S. Bernardo – Setúbal N. Sr.a do Rosário – Barreiro Almada
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
Infância e Adolescência
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Região de Saúde de Lisboa


e Vale do Tejo Região de Saúde do Alentejo
6/8/05

Distrito de Santarém Distrito de Évora


4:34 PM

Todos os Concelhos Todos os Concelhos


Página 93

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital D. Estefânia,


Saúde Mental do Hospital Distrital de Santarém Lisboa

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e


Saúde Mental do Hospital do Espírito Santo – Évora

93
94
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Infância e Adolescência
Região de Saúde do Alentejo
6/8/05

Distrito de Beja Distrito de Portalegre


4:34 PM

Todos os Concelhos Todos os Concelhos


Página 94

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital D. Estefânia,


Saúde Mental do Hospital J. Joaquim Fernandes – Beja Lisboa

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e


Saúde Mental do Hospital José Maria Grande – Portalegre
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental
Infância e Adolescência
PSIQUIATRIA-83-104.qxd

Região de Saúde do Algarve


6/8/05

Distrito de Faro
Todos os Concelhos
4:34 PM

Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital D. Estefânia,


Página 95

Lisboa

Serviço de Pedopsiquiatria do Departamento de Psiquiatria e


Saúde Mental do Hospital Distrital de Faro

95
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Anexos
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PSIQUIATRIA-83-104.qxd 6/8/05 4:34 PM Página 99

XIII. Anexos

Estrutura Assistencial de Saúde Mental


(250.000/120.000 Habitantes)

Consulta Serviço de Internamento


Externa Urgência de Doentes
Agudos/Crónicos

Serviço de Saúde
Hospital
Mental da Criança SLSM
de Dia
e do Adolescente

Unidade de Intervenção Comunitária Área/Unidade


Alcoologia para Doentes de Evolução Dia
Prolongada

Ministério da Saúde

Serviços Locais de Departamentos de


Saúde Mental Psiquiatria e Saúde Mental
(SLSM) 29 da Infância e Adolescência
3

Hospitais Prestação de Cuidados Centros Regionais


Psiquiátricos de Psiquiatria e Saúde de Alcoologia
C.P.R. Arnes 6 Mental (CRA) 3

Instituições
Sociais 23

99
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Saúde Mental – Estruturas e Recursos


Nível Regional – Adultos e Crianças
ESTRUTURAS RECURSOS POPULAÇÃO-ALVO
Gabinete Apoio Técnico Equipa pluridisciplinar (assessoria da ARS)
A correspondente
Pareceres sobre Plano Regional de a cada Região de
Conselho Regional actividades dos serviços e propostas para Saúde
melhoria dos cuidados

Nível Local – Crianças e adolescentes


Estruturas Físicas – Serviço local de Saúde Mental

ESTRUTURAS RECURSOS
Serviço (de Departamento de Saúde Mental) ou Equipas multiprofissionais específicas,
Unidade Funcional (de Serviço de Saúde Mental), articuladas também com os estabelecimentos
assegurando a ligação à Pediatria do Hospital e aos de ensino e com as equipas de saúde escolar
Centros de Saúde

Rácios*

1 Psiquiatra da Infância e da Adolescência 66 000 habitantes


1 Psicólogo Clínico 66 000 habitantes
1 Enfermeiro Especialista 66 000 habitantes
1 Assistente Social 66 000 habitantes
1 Educador de Infância 200 000 habitantes
1 Técnico de Reabilitação e Educação Especial 200 000 habitantes
1 Terapeuta da Fala 200 000 habitantes
1 Secretária de Administração Unidade Funcional
* Conferência sobre Saúde Mental. Saúde Mental. Proposta para a mudança – Direcção-Geral da Saúde 1995
O n.o de camas recomendadas para internamento em Psiquiatria da Infância e da Adolescência é de
3 camas / 100 000 habitantes.

100
PSIQUIATRIA-83-104.qxd 6/8/05 4:34 PM Página 101

Nível Local – Adultos


Estruturas Físicas – Serviço local de Saúde Mental

ESTRUTURAS RECURSOS POPULAÇÃO-ALVO


HOSPITAL GERAL Departamento/Serviço Sub-Região
ou 250 000/
120 000 habitantes
EQUIPA COMUNITÁRIA Psiquiatras, Enfermeiros, Psicólogos, 80 000 habitantes
DE SECTOR Técnicos de Serviço Social (sector
e Terapeutas Ocupacionais geodemográfico)
Unidade Internamento de 10 camas 100 000 habitantes
Doentes Agudos (UIA)*
Hospital de Dia* 10 lugares 100 000 habitantes
Área de Dia* 1 80 000 habitantes
Consultas Externas Em articulação com os Cl. Gerais/Médicos Família, preferencialmente no
C S da área de intervenção
Atendimento permanente Integrado no Serviço de Urgência do Hospitalar Geral da área
REABILITAÇÃO Unidades específicas (de treino e reinserção socioprofissional, estruturas
residenciais e de emprego)
Respostas articuladas Gestão de ONG com apoio e supervisão do Serviço Local de Saúde Mental
da área e financiamento da Segurança Social com a Acção Social:
Fórum Socio-ocupacional 30 utentes
Unidade de Vida Protegida 5 a 7 utentes
Unidade de Vida Autónoma 5 a 7 utentes
Unidade de Vida Apoiada 20 utentes
Unidade de Intervenção Tratamento e reabilitação em articulação com o respectivo Centro Regional
Alcoológica de Alcoologia e em ligação aos Centros de Saúde e Hospitais

Rácios*

1 Psiquiatra Chefe de Serviço 75 000 habitantes


1 Psiquiatra Assistente/Assistente Graduado 25 000 habitantes
1 Psicólogo Clínico 50 000 habitantes
6 Enfermeiros 50 000 habitantes
1 Assistente Social 50 000 habitantes
1 Terapeuta Ocupacional 50 000 habitantes
1 Secretária Clínica Equipa Médica/Social
* Conferência sobre Saúde Mental. Saúde Mental. Proposta para a mudança – Direcção-Geral da Saúde 1995

101
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