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UNISUAM – CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA APOSTILA DE CONTABILIDADE SOCIETÁRIA Professora – Tania Ribeiro E-MAIL: taniaribeiro@profunisuam.com.br

UNISUAM – CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA

UNISUAM – CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA APOSTILA DE CONTABILIDADE SOCIETÁRIA Professora – Tania Ribeiro E-MAIL: taniaribeiro@profunisuam.com.br

APOSTILA DE CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

Professora – Tania Ribeiro

E-MAIL: taniaribeiro@profunisuam.com.br

1º SEMESTRE - 2011

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

O exercício social é o período determinado para no final se apurar o resultado econômico financeiro correspondente. As despesas, receitas e os custos são registrados e acumulados até o termino do período pra posteriores confrontos e assim determinar lucro ou prejuízo. De acordo com alei 6.404/76 em seus artigos 175 e 176 na íntegra.

Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto.

Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa.

SEÇÃO II

Demonstrações Financeiras

Disposições Gerais

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial;

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III - demonstração do resultado do exercício; e

IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior.

§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-correntes".

§ 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembléia-geral.

§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA ALGUMAS OBSERVAÇÕES:

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

ALGUMAS OBSERVAÇÕES:

Na Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados, se a companhia for de capital aberto, estará desobrigada pela lei 6.407/76 das sociedades por ações, mas sua publicação é exigida pela CVM (Comissão de Valores Imobiliários) em sua instrução nº. 59, de 22/12/1986 para as companhias abertas a elaboração da Demonstração da Mutação do Patrimônio Liquido.

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BALANÇO PATRIMONIAL – ART. 178

O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil estática, ou seja, nos mostra a situação das contas Patrimoniais num dado momento. Por exemplo: na data do encerramento do exercício financeiro. O Balanço Patrimonial compreende os seguintes grupos de contas:

BALANÇO PATRIMONIAL (COM A INTRODUÇÃO DA LEI 11.941/09)

 

ATIVO

PASSIVO

Para

ser

Ativo

é

necessário

preencher

os

São as contas representativas de obrigação

quatro

requisitos:

1.

Bens

ou

Direitos;

2.

De

com terceiros, que quando de seu vencimento,

propriedade da empresa; 3. Mensurável

serão reclamadas. São também mensuráveis

monetariamente; 4. Representar presentes ou futuros.

benefícios

monetariamente.

Grupos:

Grupos:

  • - CIRCULANTE

 
  • - CIRCULANTE

  • - NÃO CIRCULANTE

 
  • - NÃO CIRCULANTE

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

 

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

INVESTIMENTOS

   

IMOBILIZADO

 

INTANGÍVEL

   

Ativo Circulante - Contempla os Bens e os Direitos com vencimento até o término do exercício seguinte, ou ainda, com vencimento até 12 meses da data do último Balanço.

 

Disponibilidades - Caixa, Bancos, Aplicação em títulos vinculados ao mercado aberto (de liquidez

imediata); Créditos - são os direitos sobre os clientes e outros devedores, por operações realizadas a prazo:

contas a receber, duplicatas a receber, clientes, etc.; Estoques - Mercadorias, matérias-primas, etc.;

Direitos até 12 meses - são bens e direitos realizáveis no curso do exercício seguinte - até 12 meses (curto prazo); Ex.: Despesas de Seguros antecipadas, assinaturas de jornais e revistas, etc ...

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA ∑ Ativo Não Circulante - Contempla os bens e direitos não

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

Ativo Não Circulante - Contempla os bens e direitos não circulantes, ou seja:

Ativo Realizável a Longo Prazo

a)

São os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, ou direitos derivados de adiantamentos, empréstimos e vendas a administradores, sociedades coligadas e controladas, sócios, Diretores. Exemplo: Duplicatas a Receber (quando não classificada no Ativo Circulante);

b)

Adiantamentos ou empréstimos a sócios/administradores, desde que não seja atividade principal da empresa.

c)

Investimentos - São participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. EX.: Aplicações em terrenos para futura expansão da empresa, obras de arte, Imóveis fora de uso ...

Imobilizado - Direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. EX.: Veículos, Máquinas e Equipamentos, Terrenos ... Intangível - Direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Ex.: Marcas e Patentes, Fundo de comércio ...

Passivo Circulante - As obrigações assumidas pela empresa para a realização de suas operações e as

obrigações assumidas por financiamentos obtidos. Esta inclusão no Circulante dependerá do prazo de exigibilidade, onde serão classificadas as obrigações de prazo do curso do exercício social, ou seja, serão classificados nestas contas as obrigações cujos vencimentos sejam até o término do exercício social seguinte. Exemplos: Fornecedores, Salários a pagar, Impostos a recolher, empréstimos a pagar; Passivo Não Circulante - Todas obrigações que, devido a seu longo prazo, não foi classificada no Passivo Circulante, pois é de longo prazo, ou seja, suas obrigações é após o término do exercício social seguinte;

Patrimônio Líquido (ou Situação Líquida) - também chamada de Capital próprio. Subdivisão do Patrimônio Líquido:

Capital Social - A conta do capital social discriminará o montante subscrito (montante do capital emitido pela empresa, cujos acionistas assumiram o compromisso de integralizar; é o capital efetivo da empresa, constante de estatuto ou contrato social) e, por dedução, a parcela ainda não realizada (capital a integralizar/realizar, representando o montante efetivamente apostado na empresa pelos sócios ou acionistas).

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA Reservas de Capital - representa os ganhos obtidos pela empresa, não

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

Reservas de Capital - representa os ganhos obtidos pela empresa, não decorrentes de suas operações normais, principais ou eventuais. São Reservas de Capital:

Ágio recebido na emissão de ações; O produto da alienação de partes beneficiárias e de bônus de subscrição;

O resultado de Correção Monetária do Capital realizado, enquanto não capitalizado, também é registrado na Reserva de Capital;

Ajustes de Avaliação Patrimonial - Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo.

Reservas de Lucros - constituídas pela apropriação dos lucros gerados em cada exercício social. Subdividem-se em:

Reserva Legal - constituída conforme a lei societária, por valor correspondente a 5% (cinco por cento) do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação e seu montante não excederá:

a 20% (vinte por cento) do capital social corrigido monetariamente;

a 30% (trinta por cento) quando o saldo dessa reserva for somado ao montante de reserva de

capital corrigido monetariamente.

Esta reserva somente poderá ser usada para aumento do capital ou absorção de prejuízos;

Reserva Estatutária - constituída conforme o Estatuto da empresa;

Reserva para Contingências - tem por finalidade compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente da perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. Exemplo: empresas de atividades agrícolas.

Reserva de Incentivos Fiscais - A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório

Reserva de Retenção de Lucros/Orçamentária - A assembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento de capital por ela previamente aprovado.

O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter a duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de execução, por prazo maior, de projeto de investimento.

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA  Reserva de Lucros a Realizar - No exercício em queg ãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) § 1 Para os efeitos deste arti g o, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cu j o prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) § 2 A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso III do art. 202, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)  Reserva Especial para dividendo obrigatório não distribuí do – Quando a Companhia está incapacitada de pagar os dividendos, ou seja, quando não se tem “dinheiro em caixa”. Limite do Saldo das Reservas de Lucro (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na inte g ralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)  Lucros ou Prejuízos Acumulados - são os resultados acumulados da empresa. " id="pdf-obj-5-2" src="pdf-obj-5-2.jpg">

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

Reserva de Lucros a Realizar - No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a assembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

§ 1 o Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)

II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 2 o A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso III do art. 202, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)

Reserva Especial para dividendo obrigatório não distribuído – Quando a Companhia está incapacitada de pagar os dividendos, ou seja, quando não se tem “dinheiro em caixa”.

Limite do Saldo das Reservas de Lucro

O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Lucros ou Prejuízos Acumulados - são os resultados acumulados da empresa.

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE – ART. 187

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE – ART. 187

A DRE é apresentada de forma a evidenciar as contas de Resultado e suas deduções de forma dinâmica e vertical. Tem como objetivo demonstrar o resultado do exercício e os elementos que o formaram. Vejamos abaixo uma representação gráfica desse demonstrativo:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

  • 1. Receita Operacional Bruta/Receita Bruta de Vendas

 
  • 2. (-) Deduções – devoluções, abatimentos, descontos incondicionais ou comerciais

 

concedidos, ICMS, IPI, PIS, COFINS (Impostos)

  • 3. Receita Operacional Líquida/Receita Líquida de Vendas

 
  • 4. Custo das Mercadorias Vendidas/Custo do Produto Vendido/Custo de Serviço

 

Prestado

  • 5. = Resultado Operacional Bruto, Lucro ou Prejuízo Bruto.

 
  • 6. (-) Despesas Operacionais – com vendas, administrativas, Resultado Financeiro

 

Líquido ((+) Despesas Financeiras (-) Receitas Financeiras), outras.

  • 7. (+/-) Outras Receitas e Despesas

 
  • 8. = Resultado Líquido do Exercício Antes da Contribuição Social

 
  • 9. (-) Contribuição Social sobre Lucro Líquido

 
  • 10. = Resultado Líquido do Exercício Antes do Imposto de Renda, LAIR.

 
  • 11. (-) Provisão para o IR

 
  • 12. = Resultado do Exercício antes das Participações

 
  • 13. (-) Participações e Contribuições – Debêntures, Empregados, Administradores,

 

Partes Beneficiárias e as Contribuições para Fundos de Assistência ou Previdência de Empregados

  • 14. = Resultado Líquido do Exercício

 
  • 15. Resultado por Ação ou Quota do Capital Social

 

Em Receita bruta de vendas são registradas as vendas de mercadorias e de serviços. O momento de sua ocorrência respeita o estipulado pelo Princípio da Competência.

As Deduções de vendas incluem os impostos incidentes sobre as vendas (ICMS, PIS, COFINS, ISS), os cancelamentos de vendas, os abatimentos comerciais, as devoluções de vendas e os descontos financeiros incondicionais (que são considerados comerciais).

Os custos das mercadorias e serviços incluem os gastos ligados aos esforços de produção das mercadorias ou execução dos serviços. O importante para este concurso é chamar a atenção para a importância de se utilizar à chamada Fórmula Fundamental do estoque: Estoque Inicial + Compras (líquidas de ICMS) – CMV = Estoque Final.

  • TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

As despesas comerciais ou de vendas são os gastos com salários da equipe de vendas, marketing, provisões para garantias comerciais, comissões de vendas, PDD e outros ligados aos esforços de vendas.

As despesas gerais e administrativas são as demais despesas ligadas ao custeio da máquina administrativa e as atividades operacionais. São classificadas nesta linha da DRE as depreciações do centro administrativo, gastos com aluguel, energia elétrica, salários da equipe não operacional, honorários da diretoria, IPTU, IPVA, ITR, serviços em geral (auditoria, jurídico, vigilância, etc) entre diversas outras despesas.

Em outras receitas / despesas operacionais são classificadas as despesas com PIS e COFINS que incidem sobre o resultado operacional, provisões constituídas e revertidas e resultados eventuais mas ainda ligados à atividade operacional e amortização de ágio.

O resultado financeiro líquido abrange os juros e rendimentos decorrentes de operações financeiras, descontos financeiros condicionais, comissões bancárias, resultado com Swap / Hedge, variação cambial e monetária.

O resultado não operacional registra o resultado com venda, alienação ou baixa de ativos permanentes. São exemplos o ganho / perda na alteração da participação societária em investimentos, a provisão para

perdas de investimentos, resultado de equivalência patrimonial em algumas diferido.

situações e baixas do ativo

Sobre o resultado com IR/CS, cabe destacar que este pode ser segregado em resultado corrente e resultado diferido (este pode ser positivo).

As participações estatutárias são pagas conforme alíquota prevista no estatuto social, seguindo a seguinte ordem preferencial de cálculo: debenturistas, empregados, administradores e partes beneficiárias. Um ponto importante é que os saldos de prejuízos acumulados devem ser considerados (compensados) na base de cálculo destas participações.

Existe ainda uma linha final na DRE dedicada a uma conta denominada “Contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados”, que se constitui em uma operação inexistente no mercado financeiro. Caso exista esta despesa, deverá estar prevista no estatuto social em todos os seus detalhes.

Por último, vale lembrar que é obrigatória a informação do valor do lucro líquido por ação após a apresentação da DRE.

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∑ As despesas gerais e administrativas são as demais despesas ligadas ao custeio da máquina administrativa

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

É uma técnica contábil que consiste em investigar e explicar as divergências encontradas entre o saldo informado no extrato fornecido pela instituição financeira de uma conta bancária e os registros contábeis da entidade.

Esta técnica representa um poderoso instrumento de controle interno de uma entidade a cerca dos fluxos financeiros. Há três formas de elaborarmos uma conciliação bancária para uma determinada data:

  • a) A partir do saldo do razão contábil, encontraremos o saldo do extrato;

  • b) Partindo-se do extrato bancário, chegaremos ao saldo do razão contábil e

Como os débitos no razão contábil da entidade corresponde a um crédito no extrato bancário, e vice-versa, poderemos encontrar divergência de saldos por variáveis motivos. Essas divergências poderão ser segregadas em 4 grupos distintos:

  • a) Débitos no razão não correspondidos no extrato bancário;

  • b) Créditos no razão sem correspondência no extrato bancário ;

  • c) Débitos no extrato bancário não correspondido no razão e

  • d) Crédito no extrato bancário sem correspondência no razão.

FICHA RAZÃO Conta : Banco Conta Movimento

DATA

HISTÓRICO

DÉBITO

CRÉDITO

 

D/C

SALDO

01/02

Saldo anterior

1.000

   

D

1.000

05/02

Cheque nº 111

   

500

 

D

500

10/02

Depósito

8.000

   

D

8.500

19/02

Cheque nº 112

 

2.000

 

D

6.500

20/02

Depósito em dinheiro

1.000

   

D

7.500

25/02

Cheque nº 113

 

2.500

 

D

5.000

26/02

     

525

 

D

4.475

28/02

Cheque nº 114 Depósito

3.000

   

D

7.475

EXTRATO BANCÁRIO

 

DATA

HISTÓRICO

MOVIMENTO

SALDO

 

01/02

Saldo anterior

-

1.000

C

02/02

Tarifa Bancária

15

D

985

C

 

02/02

Tarifa Bancária

15

D

970

C

 

08/02

Cheque compensado nº111

500

D

470

C

 

10/02

 

8.000

C

8.470

C

20/02

Depósito em dinheiro Aviso de crédito

1.500

C

9.970

C

26/02

 

2.500

D

7.470

C

27/02

Cheque compensado nº113 Aviso de débito

200

D

7.270

C

27/02

Cheque compensado nº114

552

D

6.718

C

27/02

 

500

C

7.218

C

28/02

Depósito em dinheiro Depósito em dinheiro

3.000

C

10.218 C

É uma técnica contábil que consiste em investigar e explicar as divergências encontradas entre o saldo

1- Partindo do saldo do razão

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

SALDO DO RAZÃO Mais

$ 7.475,

Créditos no razão sem correspondência no extrato Créditos no extrato não correspondidos no razão

Menos

Débitos no razão sem correspondência no extrato Débitos no extrato não correspondidos no razão SALDO DO EXTRATO

$ 2.000, $ 1.500, + 500 = 2.000,

$ 1.000, $ 15, + 15, + 200, + 27, = 257, $ 10.218,

2- Partindo do saldo do extrato

SALDO DO EXTRATO Mais

$ 10.218,

Débitos no razão sem correspondência no extrato

$ 1.000,

Débitos no extrato não correspondidos no razão

$ 257,

Menos

Créditos no razão sem correspondência no extrato

$ 2.000,

Créditos no extrato não correspondidos no razão

$ 2.000,

SALDO DO RAZÃO

$ 7.475,

FICHA RAZÃO Conta : Banco Conta Movimento

 

Exercícios

 

DATA

HISTÓRICO

DÉBITO

CRÉDITO

 

D/C

SALDO

01/05

Saldo anterior

5.000

   

D

5.000

02/05

Aviso de crédito

4.000

   

D

9.000

05/05

 

6.000

   

D

15.000

10/05

Depósito Aviso de débito

 

1.000

 

D

14.000

15/05

   

3.500

 

D

10.500

30/05

Cheque nº 444 Cheque nº 445

   

500

 

D

10.000

EXTRATO BANCÁRIO

 

DATA

HISTÓRICO

MOVIMENTO

SALDO

 

01/05

Saldo anterior

-

5.800

C

02/05

 

800 D *

5.000

C

02/05

Cheque nº 443 Aviso de crédito

4.000

C

9.000

C

05/05

Aviso de crédito

1.000

C

10.000

C

05/05

 

4.000

C

14.000

C

10/05

Depósito em dinheiro Aviso de débito

1.000

D

13.000

C

12/05

Tarifa bancária

20 D

12.980

C

15/05

 

500 D

12.480

C

31/05

Cheque compensado nº445 Aviso de crédito

1.000

C

13.480

C

*Trata-se de cheque já contabilizado no razão do mês anterior e compensado no mês atual.

SALDO DO RAZÃO Mais $ 7.475, Créditos no razão sem correspondência no extrato Créditos no extrato

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

1- Partindo do saldo do razão

SALDO DO RAZÃO Mais

$

Créditos no razão sem correspondência no extrato

$

Créditos no extrato não correspondidos no razão

$

Menos

Débitos no razão sem correspondência no extrato

$

Débitos no extrato não correspondidos no razão

$

SALDO DO EXTRATO

$

2- Partindo do saldo do extrato

SALDO DO EXTRATO Mais

$

Débitos no razão sem correspondência no extrato

$

Débitos no extrato não correspondidos no razão

$

Menos

Créditos no razão sem correspondência no extrato

$

Créditos no extrato não correspondidos no razão

$

SALDO DO RAZÃO

$

SALDO DO RAZÃO Mais $ Créditos no razão sem correspondência no extrato $ Créditos no extrato

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

São operações realizadas pelas empresas com o objetivo de gerar recursos financeiros (dinheiro).

Modalidades

São diversas as modalidades das operações financeiras, destacando-se:

Aplicações Financeiras

Empréstimos Bancários

Operações com Duplicatas

Factoring

APLICAÇÕES FINANCEIRAS

Aplicações de Liquidez Imediata

Essas aplicações correspondem, geralmente, a compras de títulos do governo, como, por exemplo, letras e bônus. Tais títulos têm liquidez imediata porque a empresa pode resgatar o valor aplicado mais os rendimentos no dia em que desejar. Os rendimentos correspondem à inflação ocorrida no período em que o dinheiro permaneceu aplicado, sendo geralmente baseada na variação dos títulos do governo.

Aplicações com Rendimentos Prefixados

Neste tipo de aplicação, a empresa fica sabendo, no dia da aplicação, o valor dos seus rendimentos, que correspondem à correção monetária prefixada mais juros.

Aplicações com Rendimentos Pós-Fixados

Neste tipo de aplicação, a empresa somente fica sabendo quanto ganhou com a operação no dia de seu

resgate.

EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS

Empréstimos com Correção Monetária Prefixada

Neste tipo de empréstimo, a empresa sabe, no dia da transação, qual o montante dos encargos referentes à correção monetária incidente sobre a operação.

Empréstimos com Correção Monetária Pós-Fixada

Neste tipo de empréstimo, a empresa somente sabe qual o montante dos encargos referentes à correção monetária incidente sobre a operação no dia do vencimento.

São operações realizadas pelas empresas com o objetivo de gerar recursos financeiros (dinheiro). ∑ Modalidades São

TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

OPERAÇÕES COM DUPLICATAS

Cobrança Simples de Duplicatas

Consiste na remessa de títulos aos bancos, os quais prestam serviços à empresa, cobrando-os dos respectivos devedores. Neste tipo de operação, a empresa transfere a posse dos títulos aos bancos, porém a propriedade continua sendo da empresa, para remeter os títulos ao banco, a empresa os relaciona através de um borderô, ao qual anexa os respectivos títulos.

Desconto de Duplicatas

Consiste na transferência dos títulos ao banco, mediante endosso. A empresa transfere ao banco o direito de recebimento dos títulos. O valor do desconto é determinado em função do número de dias que faltam para que os títulos sejam liquidados. Neste tipo de operação, a empresa endossante é responsável, coobrigada pela liquidação dos títulos descontados. Assim sendo, a responsabilidade da empresa somente desaparece quando do pagamento do título pelo devedor. A operação é semelhante à cobrança simples, no que diz respeito à remessa dos títulos, neste tipo de operação, a empresa transfere a posse e a propriedade dos títulos ao banco. A empresa endossante desconta títulos e recebe do banco o valor nominal (constante dos títulos), suportando os juros correspondentes ao prazo que falta decorrer para o vencimento dos títulos negociados.

Caução de Duplicatas

Operação de empréstimo que a empresa efetua junto a um banco, na qual o banco exige que a beneficiada entregue-lhe títulos em garantia. O valor dos títulos caucionados é sempre superior ao valor liberado. O banco poderá exigir a emissão de uma nota promissória no valor total do empréstimo. É lavrado um contrato entre a empresa e o banco, onde ficam estabelecidos, pelo menos:

  • 1. o valor do numerário que a empresa terá direito por um determinado período de tempo;

  • 2. o valor de títulos que a empresa oferecerá ao banco, em cobrança caucionada, que, ao mesmo tempo em que

representa a garantia da dívida assumida, é o termômetro para liberação do total do empréstimo;

  • 3. o percentual que poderá sacar, o qual fica entre 70% a 80% dos títulos caucionados;

  • 4. os encargos da empresa em relação ao contrato e aos títulos caucionados

Neste tipo de operação, a empresa transfere a posse e a propriedade dos títulos ao banco.

FACTORING

São pessoas jurídicas de fomento comercial, de prestação cumulativa e contínua de serviços, tais como:

de assessoria creditícia e mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a receber e a pagar;

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TANIA RIBEIRO – CONTABILIDADE SOCIETÁRIA

compra de direitos creditórios resultantes de vendas e bens a prazo ou de prestação de serviços; esta, na prática é a principal atividade da factoring, que paga pelos títulos representativos de tais direitos um valor menor que seu valor de face, ou seja, adquire-os com deságio.

O que diferencia a operação de factoring da operação de desconto bancário, é que a primeira compra o título sem direito de regresso, em função disso, o deságio cobrado pela factoring costuma ser maior que o desconto bancário, uma vez que ela assume integralmente o risco do crédito.