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Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Curso de Comunicação Social – Jornalismo Disciplina: Teoria

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Curso de Comunicação Social Jornalismo Disciplina: Teoria da Comunicação I Aluno: Gian Cornachini Professor: Rejane Moreira

Resenha: “O Objeto da Comunicação / A Comunicação como Objeto – Vera Veiga França”

Antes de explorarmos o campo da comunicação e seu objeto de estudo, primeiramente precisamos entender o que é a “comunicação”. Segundo o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa (Cegalla, Domingos Paschoal, 2005), comunicação é transmissão de informação: os meios de comunicação; interação, interligação; conjunto de conhecimentos relativos à comunicação.

A comunicação é do domínio real, presente na sociedade contemporânea. Ela está nos jornais, revistas, TVs, games, internet, outdoors, propagandas, músicas e nossas conversas cotidianas. Porém, o objeto da comunicação não se encontra apenas pronto e recortado como estes citados, mas na realidade criada pela presença dos muitos meios de comunicação, na reorganização de nossas experiências do dia-a-dia, no seu conceito, na forma de identificar os objetos comunicativos do mundo, falar deles e conceitua-los em sua construção.

A identificação de seu objeto está atrelada ao trabalho de conhecimento, que não é “dar-se conta de”, mas apreensão, interpretação. Conhecer é uma atividade humana resultada da reflexão; é entrar em contato com o objeto, produzindo modelos de apreensão. Conhecer não é somente resultado de um objeto empírico, e sim identificar no novo a presença daquilo que já existe ou que pode ser reconhecível.

Não há um único caminho ou uma única forma para o conhecimento. Ele pode estar ligado às nossas experiências empíricas por processos mediadores de acesso a informação, como a fruição artística, experiências espirituais ou místicas e, também, através de esquemas de pesquisa e estudos já conhecidos, ou seja, o conhecimento científico.

Como resultado dos esforços para conhecer a comunicação, começaram a surgir os estudos e teorias para esse campo. A teoria é um sistema de enunciados e ideias sobre a

realidade e a aparência dela. Em sua etimologia, significa contemplação, exame, abstração intelectual. A teoria é, então, uma autonomia de reflexão e estudo vinculada a realidade.

As teorias da comunicação, desde seu início, vêm passando por tensões, contradições e dificuldades devido à natureza de seu objeto, sua extensão e diversidade empírica, a relação conflituosa entre a teoria e a prática e de ordem propriamente teórica, por consequências da acomodação de conceitos heterogêneos dos campos das ciências humanas e sociais, como da sociologia, antropologia, psicologia etc.

A mais de dois mil anos, foram encontrado os sofistas entre os gregos que

exercitavam o uso da palavra comunicação e ensinavam a arte do discurso. Entretanto, no início do século XX iniciaram estudos específicos sobre o fazer comunicativo ou sobre os meios de comunicação. Os estudos da comunicação foram provocados através da chegada dos novos meios e, em particular, demandados da necessidade de melhoria da comunicação para a obtenção dos projetos da sociedade. Então, nos Estados Unidos da década de 1930, começaram o desenvolvimento de pesquisas voltadas para a comunicação de massa, com foco em seus efeitos e funções. Esses estudos, conhecidos como mass communication research, intimamente ligados à pesquisas de marketing e opinião pública, marcaram a fundação da teoria da comunicação, com autoria de quatro pesquisadores: Paul Lazarsfeld, Harold Lasswell, Kurt Lewin e Carl Hovland. Além dessas áreas de pesquisas da comunicação, foram desenvolvidos estudos que a identificam como processo de transmissão com o objetivo de persuasão.

A teoria da comunicação se caracteriza pela heterogeneidade das correntes e

concepções que a atravessam. Apresentar suas teorias sistematizadas e estruturadas não é possível, por ser um campo fragmentado e descontínuo. Esquemas de agrupamentos vêm sendo tentados, como os conceitos de “esquerda” e “direita” que existiram há trinta anos atrás, quando o mundo era dividido em dois grandes blocos. Também agruparam as correntes teóricas com dois paradigmas: de ordem (pesquisa administrativa) e de conflito (perspectiva crítica, de viés marxista). Já foi tentado o agrupamento por correntes do pensamento (positivista, marxista e estruturalista) e muitos outros agrupamentos distintos. Enfim, os estudos da comunicação e seus agrupamentos traduz em um trabalho de interpretação relacionado à uma determinada época.