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Química
Química

Química Inorgânica

Propriedades dos Materiais

3

Estrutura Atômica da Matéria

7

Tabela Periódica

15

Ligações Químicas

21

Funções Inorgânicas

26

Reações Inorgânicas

34

Mol - Gases - Estequiometria

39

Química Orgânica

Introdução à Química Orgânica

44

Funções Orgânicas

48

Introdução à Química Orgânica 44 Funções Orgânicas 48   MARIA CÉLIA VALÉRIO CARDOSO
Introdução à Química Orgânica 44 Funções Orgânicas 48   MARIA CÉLIA VALÉRIO CARDOSO
 
 

MARIA CÉLIA VALÉRIO CARDOSO

MARIA CÉLIA VALÉRIO CARDOSO
  MARIA CÉLIA VALÉRIO CARDOSO
  MARIA CÉLIA VALÉRIO CARDOSO

Anotações

Tecnologia ITAPECURSOS QUÍMICA INORGÂNICA
Tecnologia
ITAPECURSOS
QUÍMICA INORGÂNICA

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS

INTRODUÇÃO

A Química é a ciência que estuda a estrutura da matéria, suas propriedades, as transformações sofridas

pela matéria e a energia que acompanha tais transformações.

Conceitos Fundamentais:

Sistemas: São constituídos de matéria.

Matéria: É tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço.

Massa: É a medida da quantidade de matéria que uma amostra possui. Pode ser expressa em: gramas (g), quilogramas (kg), miligramas (mg) ou toneladas (t).

1 kg = 10 3 g

1mg = 10 -3 g

1t = 10 3 kg = 10 6 g

Volume - litro - L

- decímetro cúbico = dm 3

- centímetro cúbico = cm 3

- mililitro = mL

1 dm 3 = 1 L

1 cm 3 = 1 mL

1 L = 1000 mL

ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA

Temperatura:

É o fator que determina a direção do fluxo de calor.

- Graus celsius (centígrados) = ºC

- Kelvin = K

K = ºC + 273

A matéria pode existir em três estados: sólido, líquido e gasoso.

Sólido - forma e volume constantes

Líquido - forma variável (forma de seu recipiente) e volume constante

Gasoso - forma e volume variáveis

Os líquidos e gases são fluidos, pela capacidade de fluir.

Os sólidos possuem maior viscosidade, ou seja, resistência ao escoamento.

Representação por bolinhas:

(Mais organizado e de menor energia) LÍQUIDO (Mais desorganizado e de maior energia)

(Mais organizado e de menor energia)

LÍQUIDO
LÍQUIDO
(Mais organizado e de menor energia) LÍQUIDO (Mais desorganizado e de maior energia)

(Mais desorganizado e de maior energia)

SÓLIDO

SÓLIDO GASOSO

GASOSO

A mudança de sólido em líquido e líquido em gasoso aumenta a energia da matéria e sua desorganização.

Tecnologia ITAPECURSOS
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ITAPECURSOS

MUDANÇAS DE ESTADO

Tecnologia ITAPECURSOS MUDANÇAS DE ESTADO 1 - Fusão : Passagem do estado sólido para o estado

1 - Fusão: Passagem do estado sólido para o estado líquido, com absorção de calor. Representa a temperatura na qual as fases líquida e sólida estão em equilíbrio. Obs.: Apesar de o efeito da pressão sobre o ponto de fusão ser muito pequeno, um aumento na pressão favorece a formação da fase mais densa. Durante o processo de fusão, a energia absorvida faz com que as forças de atração entre as moléculas (ou átomos, ou íons) no sólido diminuam.

2 - Vaporização: Passagem do estado líquido para o estado gasoso, com absorção de calor.

Evaporação: Passagem espontânea do líquido para o gasoso.

Ebulição: Passagem forçada, do líquido para o gasoso; ocorre formação de bolhas.

3 - Liquefação: Mudança de gás para líquido, com liberação de calor. Ex.: gás de botijão

Condensação: Mudança de vapor para líquido, com liberação de calor. Ex.: orvalho. Gás - substância que no estado normal é gasosa. Vapor - Substância que foi transformada em gasosa.

4 - Solidificação ou Congelamento: Passagem do estado líquido para o estado sólido, com liberação de calor.

5 - Sublimação: Passagem direta de sólido para gasoso (processo endotérmico), e de gasoso para sólido (processo exotérmico).

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS

Propriedades organolépticas: São aquelas que impressionam os nossos sentidos. Ex.: Sabor, cor, cheiro, etc.

Propriedades físicas: Permitem identificar um material e classificá-lo como substância pura ou substância impura. Ex.: fusão, ebulição, densidade e solubilidade.

Fusão: Temperatura na qual um material passa de sólido para líquido.

Ebulição: Temperatura na qual um material passa de líquido para gasoso.

Densidade: É a razão entre a massa e o volume de um material. É expressa em g/L, g/mL ou g/cm 3

d =

massa

volume

Solubilidade: É a quantidade máxima de soluto que consegue se dissolver em uma certa quantidade de solvente, em uma dada temperatura. Ex.: A 25°C consegue-se dissolver 36 g de sal (NaCl) em 100mL de H 2 O. Acima disto, ele precipita. Portanto, a solubilidade do sal em água é, a 25°C, igual a 36 g/100mL.

Obs.: Estas quatro propriedades são denominadas critérios de pureza, pois uma substância pura apresenta temperatura de fusão, temperatura de ebulição, densidade e solubilidade bem definidas.

Tecnologia ITAPECURSOS CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS
Tecnologia
ITAPECURSOS
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS

Sistemas homogêneos: São constituídos por uma ou mais substâncias e apresentam apenas uma fase.

Ex.: água; água salgada e ar atmosférico

Sistemas heterogêneos: São constituídos por uma ou mais substâncias e apresentam mais de uma fase.

Ex: água sólida + água líquida; água + óleo

CLASSIFICAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS

Substâncias puras: São aquelas que possuem uma única substância com composição e propriedades bem definidas. Podem ser classificadas em simples ou compostas.

- Substâncias Simples: São formadas por apenas um elemento. Não podem ser decompostas.

Ex.: H 2 , O 2 , O 3 , Fe, Cl 2 . - Substâncias compostas ou compostos: São formadas por dois ou mais elementos. Podem ser decompostas.

Ex.: H 2 O, CO 2 , H 2 SO 4 , NH 3 . Obs.: As substâncias não podem ser separadas por processos físicos (T.F., T.E., densidade e solubilidade). Durante a mudança de estado, sua temperatura permanece praticamente constante. Substâncias impuras ou misturas: São aquelas que possuem duas ou mais substâncias sem que elas mudem suas propriedades. São fisicamente misturadas. Ex.: água salgada, leite, madeira.

- Mistura homogênea ou solução - constituída de duas ou mais substâncias, formando apenas uma fase. Ex.: água salgada, ar, gasolina.

- Mistura heterogênea - constituída de duas ou mais substâncias, formando mais de uma fase. Ex.: leite, sangue, granito.

Importante:

1

- Substância pura: Durante a mudança de estado, a temperatura permanece praticamente constante.

T(°C) g l g T e l ebulição s l T f s
T(°C)
g
l
g
T
e
l
ebulição
s
l
T
f
s

0

t

1

t

2

t

3

t

4

tempo

2

- Mistura: Durante a fusão e a ebulição, as tempe-

raturas variam. - Fusão Ebulição

T f

a T’ f T e a T’ e

T(°C) g l T’ e g T e l l T’ f s ebulição T
T(°C)
g
l
T’ e
g
T e
l
l
T’ f
s
ebulição
T
f
s
0
t
t
t
t
tempo
1
2
3
4

3

- Mistura Eutética: São misturas cuja temperatura permanece constante (T f ) durante a fusão e varia (T e - T’ e ) durante a ebulição: Ex.: certas ligas metálicas.

T(°C) g l T’ e g T e l ebulição l s T f fusão
T(°C)
g
l
T’ e
g
T
e
l
ebulição
l
s
T
f
fusão
s
0
tempo
t 1
t 2
t 3
t 4

4

- Mistura Azeotrópica: São misturas cuja temperatura permanece constante durante a ebulição (Te) e varia durante a fusão (T f - T’ f ). Ex.: Álcool + água na proporção 96% + 4%, respectivamente.

T(°C) g l g T e l ebulição l T’ f s T f s
T(°C)
g
l
g
T e
l
ebulição
l
T’ f
s
T f
s
fusão
tempo
0
t 1
t 2
t 3
t 4
Química - M1 55555
Química - M1
55555
T(°C) g l g T e l ebulição l T’ f s T f s fusão
T(°C) g l g T e l ebulição l T’ f s T f s fusão
Tecnologia ITAPECURSOS SEPARAÇÃO DE MISTURAS Métodos utilizados para separar misturas homogêneas:
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SEPARAÇÃO DE MISTURAS
Métodos utilizados para separar misturas homogêneas:

a) Destilação simples: para separar mistura de sólido + líquido.

Ex.: água + sal

b) Destilação fracionada: para separar misturas de líquido + líquido, de temperaturas de ebulição não muito

próximas.

Ex.: água + acetona T e H 2 O = 100°C T e acetona = 55°C

Métodos utilizados para separar misturas heterogêneas:

a) Filtração

É o processo utilizado para separar misturas heterogêneas de sólido e líquido ou sólido e gasoso. É necessária

a utilização de um filtro.

Em laboratórios, utiliza-se o funil com papel de filtro.

b) Decantação

É o processo utilizado para separar misturas heterogêneas de líquidos insolúveis, onde o mais denso decanta

(funil de decantação) ou líquido e sólido, como água e barro.

Em laboratórios, utilizam-se os funis de bromo ou funis de decantação.

c) Centrifugação - Através de uma centrífuga, separa-se sólido de líquido. Muito usado em exames de sangue.

d) Levigação - Separação de sólido e líquido através de corrente de água.

e) Sifonação - Uso de um sifão para retirada de um líquido.

f) Separação magnética - feito através de um ímã.

TRANSFORMAÇÕES DA MATÉRIA

As transformações podem ser físicas ou químicas.

Transformações ou fenômenos físicos

São aqueles que não alteram a identidade das substâncias: Exemplos: as mudanças de fase, fusão de uma barra de ferro, preparação do soro caseiro, formação do arco-íris após a chuva, desprendimento de gás ao adicionar açúcar a um copo de guaraná, etc.

Transformações ou fenômenos químicos

São aqueles mais significativos. Nestas transformações ocorrem formações de novas substâncias. Exemplos: Combustão da madeira, decomposição do açúcar, cozimento da batata, fermentação do caldo de cana, fritura de batatas, amadurecimento de bananas, etc. Os fenômenos químicos são denominados reações químicas. As substâncias que desaparecem são os reagentes e aquelas formadas são os produtos.

ENERGIA

Energia é a capacidade de produzir trabalho, não pode ser criada e nem destruída, pode ser transformada de uma para outra. Formas de energia: mecânica, elétrica, calor, nuclear, química e radiante.

Energia Cinética - é a energia de movimento, depende da massa e da velocidade de um objeto.

1 2 E = mv C 2
1
2
E =
mv
C
2
Tecnologia ITAPECURSOS • Energia Potencial - é a energia que depende da posição do objeto,
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• Energia Potencial - é a energia que depende da
posição do objeto, depende da massa e da distância.
Ep = mgh

Calor - é a energia em trânsito, transferida de um objeto mais quente para um mais frio.

Temperatura - mede a energia cinética média de suas partículas.

Ex.: Calor transferido para um objeto aumenta a energia cinética média; as partículas movem-se mais rapidamente e aumenta a temperatura.

Curva de Aquecimento de uma substância pura

g l g T e ebulição l s l T f fusão s 0 tempo
g
l
g
T
e
ebulição
l
s
l
T
f
fusão
s
0
tempo
t 1
t 2
t 3
t 4
Temperatura
(°C)
aumento da
Energia Cinética
aumento da
Energia Potencial
aumento da
Energia Cinética
aumento da
Energia Potencial
aumento da
Energia Cinética

T f = Temperatura de fusão

T e = Temperatura de ebulição

0 t 1 = tempo de aquecimento do sólido

t 1 t 2 = tempo de duração da fusão

tempo de aquecimento do líquido

t 2

t 3 t 4 = tempo de duração da ebulição

t 4 = aquecimento do gasoso

t 3 =

• Durante a fusão e a ebulição, a tempe- ratura permanece constante, portanto a Energia Cinética Média não aumenta; mas ocorre absorção de calor, realiza trabalho para distanciar as moléculas umas das outras, conseqüentemente ocorre aumento da energia potencial.

ESTRUTURA ATÔMICA DA MATÉRIA

INTRODUÇÃO

A

Teoria Atômica foi o ponto de partida da Química como ciência.

A

matéria é composta por partículas submicroscópicas denominadas ÁTOMOS.

O

átomo é a unidade fundamental de um elemento.

MODELOS ATÔMICOS

• Modelo de Dalton

Foi em 1808 que o inglês John Dalton desenvolveu várias das leis da Química, teoria sobre os átomos.

1 - Toda matéria é composta de partículas fundamentais, os átomos.

2 - Os átomos são permanentes e indivisíveis, não podem ser criados e nem destruídos.

3 - Todos os átomos de um determinado elemento apresentam as mesmas propriedades químicas.

4 - Átomos de elementos diferentes apresentam propriedades diferentes.

5 - As reações consistem em uma combinação, separação ou rearranjo de átomos.

6 - Compostos químicos são formados pela combinação de átomos de dois ou mais elementos, em uma razão fixa.

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A teoria atômica explica duas das leis básicas da Química, que serão vistas na estequiometria.

1ª - Lei da Conservação da Massa

2ª - Lei da Composição Definida

• Modelo de Thomson

Representação do átomo segundo Dalton

Representação do átomo segundo Dalton Bola de Bilhar

Bola de Bilhar

Foi através dos tubos de descargas de gás, tubos de Crookes, que o físico inglês J.J. Thomson mostrou que os átomos apresentam partículas carregadas negativamente, quebrando sua indivisibilidade. Devido às partículas que emergem do catódo em um tubo de Crookes sempre terem as mesmas propriedades, concluiu-se que estão presentes em todas as matérias e foram denominadas Elétrons.

Para Thomson, o átomo era uma esfera com carga positiva e elétrons incrustados (neutralidade elétrica).

Representação do átomo segundo Thomson

Representação do átomo segundo Thomson Pudim de Passas

Pudim de Passas

• Modelo de Rutherford

Começou com a descoberta da radioatividade, feita por Becquerel em 1896; substâncias radioativas, como

o sal de urânio, são capazes de se desintegrar.

Em 1911, depois de terem sido feitos vários estudos e de saber da existência de partículas radioativas alfa ( ) positivas e partículas beta ( ) negativas, Rutherford e seus auxiliares Geiger e Marsden, realizaram uma experiência, usando Polônio, um material radioativo, como mostra o desenho a seguir.

Experiência de Rutherford (1911) lâmina de ouro lâmina de Pb com orifício CAIXA DE Pb;
Experiência de
Rutherford (1911)
lâmina
de ouro
lâmina de Pb
com orifício
CAIXA DE Pb;
com Polônio
Anteparo coberto
com sulfeto de
Zinco (ZnS)
partículas
(alfa)

Incidência de partículas alfa sobre uma fina folha de ouro.

• Resultado esperado por Rutherford (baseado no modelo de Thomson)

• As partículas alfa atravessariam a lâmina de ouro tendo pequenos desvios.

• Resultado obtido na experiência de Rutherford, Geiger e Marsden:

• A maior parte das partículas atravessavam a lâmina de ouro sem se desviar.

• Algumas partículas se desviavam (desvios acima de 90º).

• Poucas partículas eram repelidas.

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Conclusões de Rutherford

• O átomo possuía muitos espaços vazios, porque a maioria das partículas não sofriam desvios.

• O átomo possuía um núcleo, pequeno, denso e carregado positivamente.

• Os elétrons, carga negativa, rodeavam o núcleo, ocupando um grande volume.

Falhas no Modelo de Rutherford

Rutherford não conseguiu explicar como era a energia dos elétrons na eletrosfera. Por que o elétron não iria emitindo energia até se chocar no núcleo? (Na Física Clássica, cargas elétricas em movimento perdem energia gradativamente).

Representação do modelo de Rutherford

Representação do modelo de Rutherford elétron núcleo com carga positiva (Sistema Planetário)

elétron

núcleo

com carga

positiva

(Sistema Planetário)

• Modelo de Bohr

Niels Bohr, em 1913, propôs um modelo que explica a estabilidade do átomo. Ele baseou-se na teoria quântica de Max Planck e elaborou os seguintes postulados:

• O elétron gira em torno do núcleo em órbitas circulares (ou níveis energéticos).

• As órbitas são bem definidas, com energia estacionária; o elétron em um mesmo nível não absorve e nem libera energia.

• O elétron, ao absorver energia, salta para órbitas mais externas (mais energéticas).

• O elétron, ao retornar para níveis mais internos, menos energéticos, emite energia em forma de luz.

internos, menos energéticos, emite energia em forma de luz. Teoria de Quantização e Estudos dos Espectros

Teoria de Quantização e Estudos dos Espectros com o modelo de Bohr

• Energia quantizada - energia em forma de pacotes - QUANTUM (absorvida ou liberada).

• Cada onda eletromagnética representa uma energia que se propaga numa certa freqüência, o que

chamamos de quantum.

• Espectro descontínuo (espectro atômico)

• Espectro do hidrogênio - Região do visível

VI

AN

AZ

VE

       
 
       
 
       
 
       
 

Violeta

Anil

Azul

Vermelho

• Cada linha do espectro corresponde a uma transição do elétron.

Raias

Transição do elétron

Vermelha

Nível 3 para o nível 2

Azul

Nível 4 para o nível 2

Anil

Nível 5 para o nível 2

Violeta

Nível 6 para o nível 2

O modelo de Bohr só explica o comportamento do átomo que possui apenas um elétron, o Hidrogênio.

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Modelo atômico atual - ou Modelo Orbital

Este modelo inclui vários cientistas. Dentre eles, podemos citar:

Moseley - propõe ser o número de prótons do átomo o NÚMERO ATÔMICO.

Sommerfeld - o átomo possui órbitas elípticas.

De Broglie - natureza dual do elétron, isto é, considerá-lo partícula e onda.

Heisenberg - Princípio da Incerteza é impossível determinar ao mesmo tempo a posição e a velocidade do elétron.

Chadwick - descoberta do nêutron, partícula situada no núcleo, com carga zero e massa 1.

O modelo atual considera o elétron situado em uma região em torno do núcleo denominada orbital, e não como propôs Bohr, girando em orbitas circulares.

Orbital - lugar mais provável de se encontrar o elétron

núcleo (prótons e nêutrons) região extra-nuclear eletrosfera onde existe o orbital (elétrons).
núcleo (prótons e nêutrons) região extra-nuclear eletrosfera onde existe o orbital (elétrons).

núcleo

(prótons e nêutrons)

região extra-nuclear eletrosfera onde existe o orbital (elétrons).

CONCEITOS IMPORTANTES

1 - Átomos

São minúsculas partículas encontradas nas matérias. O átomo é formado por partículas sub-atômicas, sendo três de grande importância:

2 - Número atômico - Z

PARTÍCULAS

CARGA

MASSA (u)

SÍMBOLO

Sub-atômicas

PRÓTONS

+

1

p

+ 1

NÊUTRONS

neutra

1

 

0

n

1

ELÉTRONS

-

desprezível

e

- 0

É o número de prótons existentes no núcleo do átomo. Cada elemento químico tem o seu número atômico

próprio, que seria a carga nuclear positiva de um átomo.

Os átomos estão dispostos na tabela periódica em ordem crescente de seus números atômicos.

Exemplo:

Elemento

Z

P

+

1

Ca

20

20

Na

11

11

C

6

 

6

3 - Número de massa - A

É a soma do número de prótons com o número de nêutrons encontrados no núcleo do átomo.

+ 0 0 A = p + n ou A = Z + n 1
+
0
0
A = p
+ n
ou
A = Z + n
1
1
1
Exemplo:
A
= Nº de massa = 19
Z
= Nº atômico = 9
19
F
Nº de prótons = 9
9
p + 1 =
n 0
= Nº de nêutrons = 19 - 9 = 10
1
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4 - Número de elétrons

Em um átomo neutro, o número de elétrons é sempre igual ao número de prótons.

Obs.: Átomo neutro é aquele que não perdeu e nem ganhou elétrons (não carrega carga), logo o número de cargas positivas (prótons) é igual ao número de cargas negativas (elétrons).

Se o átomo é neutro

Z

=

p

+

1

=

e

0

19

9

F

A

= 19

Z

= 9

 

+

= 9

p

1

e

0

= 9

0

=19 9 = 10

n

1

5 - Carga nuclear

É igual à carga do núcleo, ou seja, ao número de prótons que um átomo possui.

6 - Íon

É o átomo que deixou de ser neutro, pois ganhou ou perdeu elétrons. Todo íon carrega carga.

6.1 - Cátion

É o íon positivo (+); significa que o átomo perdeu elétrons.

Exemplo:

6.2 - Ânion

23

11

Na

+

A

= 23

Z

= 11

 

+

= 11

p

1

0

= 23 - 11 = 12

n

1

e

0

= 11 - 1 = 10

É um íon negativo (-); significa que o átomo ganhou elétrons.

Exemplo:

7 - Isótopos

19

9

F

A

Z

p

n

e

+

1

0

1

0

=

=9

=

=

=

19

9

19 - 9 = 10

9 + 1 = 10

São átomos com mesmo número de prótons (número atômico) e diferentes números de massas, conseqüentemente diferentes números de nêutrons.

Exemplos:

diferentes números de nêutrons. Exemplos: (Z = 6) = isótopos de carbono 1 1 H (Hidrogênio);

(Z = 6) = isótopos de carbono

1

1

H

(Hidrogênio);

2

1

H

(D = Deutério);

3

1

H (T = Trítio) = (Z = 1) = isótopos do hidrogênio

Os isótopos possuem propriedades químicas semelhantes porque são de um mesmo elemento (mesmo número atômico).

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8 - Isóbaros

São átomos de diferentes números de prótons (número atômico) e iguais números de massas, conseqüentemente diferentes números de nêutrons.

Exemplos:

40

19

14

7

K

N

= potássio e

40

20

Ca

= nitrogênio e

14

6

C

= cálcio, ambos A = 40

= carbono, ambos A = 14

Os isóbaros possuem propriedades químicas diferentes porque são de elementos diferentes (diferentes números atômicos).

9 - Isótonos

São átomos de diferentes números de prótons, diferentes números de massas e iguais números de nêutrons.

Exemplos:

39

19

K

= A = 39 Z = 19

n

0

1 =

20

40

20

Ca

= A = 40 Z = 20

n

0

1 =

20

Os isótonos possuem propriedades químicas diferentes porque são de elementos diferentes (diferentes números atômicos).

10 - Isoeletrônicos

São espécies que apresentam o mesmo número de elétrons.

São espécies que apresentam o mesmo número de elétrons. 11 - Massa Atômica , todos possuem

11 - Massa Atômica

, todos possuem 10 elétrons

Para determinar a massa do átomo, foi escolhido como PADRÃO o isótopo do carbono de número de massa 12; o valor 12 foi escolhido por convenção. Se se utilizar 1/12 do átomo de carbono 12, tem-se 1 u (uma unidade), que é a unidade da massa atômica.

M.A = massa atômica u = unidade da massa atômica 1/12 do 12 C =
M.A = massa atômica
u = unidade da massa atômica
1/12 do 12 C = 1u

Exemplo:

M.A do Flúor = 19u, pois ele tem massa 19 vezes maior que 1/12 do carbono. M.A do Na = 23u, pois ele tem massa 23 vezes maior que 1/12 do carbono.

12 - Massas atômicas fracionárias

Como existem vários isótopos (átomos iguais com massas diferentes), é calculada a média aritmética ponderada das massas atômicas desses isótopos, e chama-se tal média de massa atômica fracionária, que é a encontrada na tabela periódica.

Para se calcular a média aritmética ponderada, multiplica-se o número de massa de cada isótopo pela sua ocorrência (porcentagem), somam-se todos os resultados e divide-se por cem.

Exemplo:

Encontram-se na natureza dois isótopos do cloro, 35 Cl e 37 Cl. Tendo, na natureza, 77,5% e 22,5% respectivamente, qual será a massa atômica fracionária do cloro?

1212121212 Química - M1
1212121212
Química - M1
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13 - Moléculas

São combinações de átomos (ametais)

H = átomo e H 2 = molécula

Cl = átomo e HCl = molécula

Espécies iônicas: São combinações de íons (metais e ametais): NaCl, CaBr 2

Sólidos Covalentes: SiO 2 , (BeO) n

14 - Massa molecular

A massa molecular é a soma das massas atômicas de todos os átomos que formam uma molécula, uma

espécie iônica ou um sólido covalente. Unidade = u

Exemplo: C 6 H 12 O 6

Átomos

Massa Atômica

Quantidade

Massa Molecular

C

12u

6

= 72

H

1 u

12

= 12

O

16u

6

= 96

180u

DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA

180u - massa molecular

Para fazer a distribuição dos elétrons em torno do núcleo do átomo, devemos nos orientar pelo Diagrama de Pauling (as setas indicam a ordem de preenchimento dos subníveis de energia).

1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f 5s 5p 5d 5f 6s
1s
2s
2p
3s
3p
3d
4s
4p
4d
4f
5s
5p
5d
5f
6s
6p
6d
7s
7p

e 0

• 7 níveis energéticos (1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)

• 4 subníveis (s, p, d e f)

• número máximo de

em cada subnível s 2 p 6 d 10 f 14

Em cada subnível, existe um determinado número de orbitais, e em cada orbital cabem no máximo dois elétrons.

Subnível orbitais s p d f
Subnível
orbitais
s
p
d
f

Orbital - lugar mais provável de se encontrar o elétron.

Princípio da exclusão de Pauli - num orbital, encontram-se no máximo 2 elétrons com spins contrários (sentido de rotação opostos).

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Regra de Hund - Em um dado subnível, o número de elétrons desemparelhados é o máximo possível.

Forma dos orbitais

Cada orbital é representado através de uma forma (nuvem eletrônica).

O orbital s apresenta forma esférica e o orbital p apresenta forma de halter.

y z x
y
z
x

orbital s

y z x
y
z
x

orbital py

Exemplos:

y z x
y
z
x

orbital px

y z x
y
z
x

orbital pz

Os orbitais d e f também apresentam forma, porém no caso desses orbitais não vamos representar devido à sua complexidade. O estudo dessas formas foge ao estudo do Ensino Médio.

Para dizer a configuração eletrônica, devemos seguir o diagrama de acordo

com as setas. As setas indicam a ordem de preenchimento dos níveis e subníveis.

14 Si

(Silício)

distribuição através de subníveis:

distribuição através de orbitais:

distribuição através de níveis:

1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 2 2 8 4
1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 2
2
8
4

Casos especiais

• Nas distribuições que terminam em s 2 d 4 , ocorre transferência de 1 elétron do subnível s para o subnível

d, ficando s 1 d 5 , que é mais estável.

s 2 d 9

Exemplo:

fica

s 1 d 10

24 Cr - 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 4

(errado)

1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 3d 5

(correto)

29 Cu - 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 9

(errado)

1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 3d 10

(correto)

• Quando um átomo perde elétrons (vira um cátion), o elétron sai do último nível.

25

Mn

- 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 5

25 Mn +2 - 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 (saíram 2

e o

do 4s 2 , que é o nível mais externo).

Tecnologia ITAPECURSOS TABELA PERIÓDICA
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TABELA PERIÓDICA

1 - Lei periódica

As propriedades dos elementos são funções periódicas de seus números atômicos. Os elementos que apresentam semelhanças de propriedades, na tabela, estão agrupados numa mesma coluna (linha vertical).

2 - A tabela atual

É formada por 7 linhas horizontais, que são os períodos correspondentes aos níveis ou camadas de um átomo: (K, L, M, N, O, P, Q); e por 18 linhas verticais, que são os grupos, colunas ou famílias.

2.1 - Grupos, colunas ou famílias

Os elementos cujas propriedades químicas são semelhantes estão situados em um mesmo grupo. Os grupos se dividem em A e B, com a seguinte seqüência na tabela periódica: 1A, 2A, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B, 8B, 8B, 1B, 2B, 3A, 4A, 5A, 6A, 7A, Zero (8A). A seqüência também pode ser 1 até 18, como recomenda a IUPAC.

* TABELA PERIÓDICA Classificação Periódica dos Elementos **
*
TABELA PERIÓDICA
Classificação Periódica dos Elementos
**

* Numeração 1 até 18 - recomendação da IUPAC ** Grupo 18 ou Zero - Gases Nobres, Raros ou Inertes

CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA DOS ELEMENTOS:

COSTA E SANTOS, 1995, P. 141 V1.

2.2 - Classificação dos elementos de acordo com suas estruturas eletrônicas

A. Gases Nobres, Inertes ou Raros

São elementos que possuem todos os subníveis completos. Estão na última coluna da tabela periódica, ou seja, no grupo Zero.

Pela configuração, vemos que o He é o único que apresenta 2 elétrons na última camada e todos os outros possuem 8 elétrons. Possuem grande estabilidade e praticamente não se combinam com outros elementos, por isso são chamados de nobres, raros ou inertes.

2 He - 1s 2 10 Ne - 1s 2 2s 2 2p 6 18 Ar - 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6

Exemplos:

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Como possuem estabilidade, a tendência dos átomos é ficarem com a configuração eletrônica semelhante aos gases nobres, ou seja, com 8 elétrons na sua última camada, com exceção da camada K, que é estável com 2 elétrons. Essa é chamada REGRA DO OCTETO.

Exemplo:

11 Na = 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1

11 Na + = 2s 2 2p 6

17 Cl = 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 5

17 Cl - = 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6

(1 e - 0 na última camada)

(8

(7

(8

e

e

e

0

0

0

na última camada, mais estável)

na última camada)

na última camada, mais estável)

• Duas definições importantes:

Elétrons de valência - são os elétrons do último nível.

Valência principal - é o número de elétrons que o átomo ganha ou perde para ficar com a sua estrutura eletrônica igual à dos gases nobres, estável.

Gases nobres, inertes ou raros

G ASES NOBRES : COSTA E SANTOS, 1995, P . 145 V 1.

GASES NOBRES:

COSTA E SANTOS, 1995, P. 145 V1.

B. Elementos típicos, representativos ou normais

Formam o Grupo A da tabela periódica. Possuem geralmente o último nível incompleto e se ligam por meio dele. Na configuração eletrônica, os subníveis mais energéticos são s ou p. Veja a posição desses elementos na tabela periódica.

Grupos

Denominação

Configuração

Elétrons

Valência

Último Nível

Valência

Principal

IA

Metais alcalinos

ns 1

 

1 +1

IIA

Metais alcalinos terrosos

ns 2

 

2 +2

IIIA

Família do Boro

ns 2 np 1

 

3 +3

IVA

Família do Carbono

ns 2 np 2

 

4 4

VA

Família do Nitrogênio

ns 2 np 3

 

5 -3

VIA

Calcogênios

ns 2 np 4

 

6 -2

VIIA

Halogênios

ns 2 np 5

 

7 -1

Obs.: + = tendência a perder elétrons

- = tendência a ganhar elétrons

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COSTA E SANTOS, 1995, P. 147 V1.

Elementos normais ou típicos ou representativos z z = nº atômico E E = Símbolo
Elementos normais ou típicos ou representativos
z
z
= nº atômico
E
E
= Símbolo do elemento
NOME
ELEMENTOS NORMAIS TÍPICOS OU REPRESENTATIVOS:
E SANTOS, 1995, P. 145 V1.COSTA

C. Elementos de transição

Dividem-se em Elementos de Transição e de Transição interna. Formam o Grupo B da Tabela Periódica.

a) Transição

São elementos que na distribuição eletrônica possuem como subnível mais energético o d. As características de um elemento para outro em grupos diferentes não diferem muito, devido à distribuição eletrônica entre eles. Variam no penúltimo nível e não no último, que define as propriedades dos elementos.

b) Transição Interna

São elementos que, na distribuição eletrônica, possuem como subnível mais energético o f. São dois sub- grupos da coluna IIIB, situados no 6º e 7º períodos. Na distribuição eletrônica, diferem um do outro no antepenúltimo nível, o que os faz muito semelhantes entre si.

- Os do 6º período são os Lantanídeos ou série de Terras Raras. Seu subnível mais energético é o 4f e variam o número atômico de Z = 58 a Z = 71.

- Os do 7º período são os Actnídeos. Seu subnível mais energético é o 5f e variam seu número de Z = 90 a Z = 103.

Veja a posição dos elementos de transição simples e transição interna na tabela periódica.

Obs.: Os elementos de Z = 93 a Z = 103 são chamados de Transurânicos - elementos radioativos.

Elementos de Transição z z = nº atômico E E = Símbolo do elemento NOME
Elementos de Transição
z
z
= nº atômico
E
E
= Símbolo do elemento
NOME
ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO:
z z = nº atômico E E = Símbolo do elemento NOME ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO: Química

Química - M1

1717171717

z z = nº atômico E E = Símbolo do elemento NOME ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO: Química
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CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA DOS ELEMENTOS:

ETAIS, AMETAIS E GASE NOBRES. COSTA E SANTOS, 1995, P. 145 V1.M

3.4 - Divisão dos elementos químicos

Uma divisão importante para os elementos químicos é feita em relação ao caráter metálico e não metálico.

A. Metais

São elementos que têm tendência a perder elétrons e estão situados ao centro e à esquerda do quadro periódico. Possuem grande eletropositividade. Constituem a maioria dos elementos.

B. Ametais

São elementos que têm tendência a ganhar elétrons e estão situados à direita do quadro periódico. Possuem grande eletronegatividade.

CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA DOS ELEMENTOS: METAIS, AMETAIS E GASES NOBRES

1

18

1A

0

G

2

13

14

15

16

17

G

2A

3A

4A

5A

6A

7A

     

G

G

G

G

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

   

G

G

3B

4B

5B

6B

7B

8B

1B

2B

 

L

G

   

G

 

L

   

G

   

GASES NOBRES

   
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES
  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES

METAIS

  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES

GASES NOBRES

  G   L     G     GASES NOBRES     METAIS GASES NOBRES

AMETAIS

3.5 - Estado Físico

Gasosos: gases nobres, F 2 , Cl 2 , O 2 , N 2 , H 2

Líquidos: Bromo e mercúrio

Sólidos: os demais elementos

II - PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS

1 - Propriedade Aperiódicas

São aquelas que crescem indefinidamente, ou seja, só aumentam ou só diminuem, com o número atômico.

Exemplos:

1.1 - Número Atômico

É o número de prótons que o átomo possui. Cresce de Z = 1 a Z = 109.

1.2 - Massa Atômica

A massa do átomo cresce com o aumento do número atômico.

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2 - Propriedades Periódicas

São aquelas que aumentam ou diminuem de espaços em espaços, à medida que percorremos os elementos na seqüência dos seus números atômicos.

As principais propriedades periódicas são:

2.1 - Raio Atômico

É o tamanho do átomo.

Considerar: 1º - Número de níveis 2º - Carga nuclear 3º - Número de elétrons Na tabela periódica, normalmente o raio cresce numa coluna para baixo, porque aumenta o número de níveis e num período para esquerda porque a carga nuclear é menor.

Exemplos:

Coluna IIA: Be Mg Ca

a carga nuclear é menor. Exemplos: Coluna IIA: Be Mg Ca O Ca tem maior raio

O Ca tem maior raio por ter mais níveis energéticos.

3º período: Na Mg

Al

O Na é maior, tem o mesmo número de níveis, mas a carga nuclear é menor (atrai menos).

Raio iônico cátion - menor raio que o átomo e ânion maior raio que o átomo.

13

13

+

13p 1

O Al é maior porque: o átomo e ânion maior raio que o átomo. 1 3 13 + 13p 1 Al

Al

Al +2

13p 1

2 8 3

+

O Al é maior porque: Al A l + 2 ⊕ 13p 1 ⊕ 2 8

2 8 1

- têm o mesmo nº de níveis.

- têm a mesma carga nuclear.

- O Al tem mais elétrons para ser atraído.

16

S

S

-2

16p 1

+

elétrons para ser atraído. 1 6 S S -2 16p 1 ⊕ ⊕ + 2 8

2 8 6

para ser atraído. 1 6 S S -2 16p 1 ⊕ ⊕ + 2 8 6

+

16p 1 2 8 8

2.2 - Eletronegatividade

O S -2 é maior porque:

- têm o mesmo nº de níveis.

- têm a mesma carga nuclear.

- O S -2 tem mais elétrons.

Corresponde à força com que um átomo atrai um elétron; pode-se dizer que mede o caráter ametálico de um átomo. Logo os elementos da direita da tabela ( exceto gases nobres) têm maior eletronegatividade.

• Em uma coluna, o nº atômico cresce para baixo, aumenta o raio – diminui a eletronegatividade (atrai menos).

• Em um período, o nº atômico cresce para direita, diminui o raio - aumenta a eletronegatividade

(exceto gases nobres)

(exceto gases nobres)

(exceto gases nobres)

Obs.: Os gases nobres não se incluem, pois são estáveis e não atraem elétrons, portanto o elemento mais eletronegativo da tabela é o Flúor.

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2.3 - Eletropositividade

É a tendência, em um átomo, de perder elétrons; mede o caráter metálico de um átomo. Conclui-se que os

metais são mais eletropositivos e quanto maior o raio mais fácil de perder elétrons

período

período (menos gases nobres) num período, quanto menor o z , maior o raio, mais eletropositivo
período (menos gases nobres) num período, quanto menor o z , maior o raio, mais eletropositivo

(menos gases nobres)

num período, quanto menor o z, maior o raio, mais eletropositivo

coluna (em uma coluna, quanto maior o z, maior o raio, mais eletropositivo)

Obs.: O elemento mais eletropositivo da tabela é o Frâncio.

2.4 - Eletroafinidade ou afinidade eletrônica

É a energia liberada por um átomo gasoso ao receber um elétron. Quanto maior o caratér ametálico e

menor o raio, a atração núcleo-elétron é maior, conseqüentemente maior é a afinidade eletrônica.

período

coluna
coluna

(menos gases nobres)

condições especiais

Obs.: Os gases nobres podem ser induzidos e aí terão afinidade eletrônica.

2.5 - Energia de Ionização ou Potencial de Ionização

É a energia necessária para retirar o elétron mais externo de um átomo gasoso. Como os gases nobres

possuem grande estabilidade, é muito difícil um gás nobre perder elétrons. São, portanto, os de maior potencial de ionização. Os elementos de maior caráter ametálico e de menor raio são os de maior potencial de ionização.

período Em um período quanto maior o z , maior o potencial de ionização. coluna
período Em um período quanto maior o z , maior o potencial de ionização. coluna
período Em um período quanto maior o z , maior o potencial de ionização. coluna
período Em um período quanto maior o z , maior o potencial de ionização. coluna
período Em um período quanto maior o z , maior o potencial de ionização. coluna

período

Em um período quanto maior o z, maior o potencial de ionização.

coluna (quanto menor o z maior o potencial de ionização)

Obs.: O elemento de maior potencial de ionização é o Hélio.

2.6 - Volume atômico

É o volume ocupado por um mol de átomos de um elemento no estado sólido. Em um período, os elementos

mais volumosos estão nas extremidades da tabela.

período coluna
período
coluna

quanto maior o z, na coluna, maior o volume.

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2.7 - Densidade

É a relação da massa sobre o volume:

d =

m

v

É a massa contida em 1cm 3 da espécie considerada.

período os elementos mais densos estão na região central da tabela. coluna (cresce com o

período os elementos mais densos estão na região central da tabela.

coluna (cresce com o aumento de z)

2.8 - Pontos de fusão e ebulição

Fusão: temperatura na qual uma substância no estado sólido se transforma em estado líquido.

Ebulição: temperatura na qual uma substância no estado líquido se transforma em estado gasoso. Em um período, os elementos mais densos são os de maior P.F e P.E e nas colunas IA, IIA, IIIA e IVA crescem com a diminuição de z.

IA, IIA, IIIA e IVA crescem com a diminuição de z . período IA IIA restantes
período IA IIA restantes IIIA IVA restantes LIGAÇÕES QUÍMICAS − e 0
período
IA IIA
restantes
IIIA IVA
restantes
LIGAÇÕES QUÍMICAS
e
0

I - INTRODUÇÃO

Os átomos podem ganhar ou perder elétrons para ficar estáveis, seguindo então a REGRA DO OCTETO: o átomo fica estável com 8 elétrons na última camada ou se a última for a camada K, com 2 elétrons, isto porque ficarão com configurações eletrônicas semelhantes aos dos gases nobres, que são átomos bastante estáveis.

Quando ganham ou perdem elétrons, formam ligações químicas, sendo que estas dependem das valências dos átomos.

1 - Valência

É o poder de combinação dos átomos. Corresponde ao número de orbitais incompletos que o átomo possui

ou número de elétrons desemparelhados

2 - Tipos de Ligações

As ligações ocorrem entre átomos. Os átomos se unem para atingir a estabilidade: ligação iônica, ligação metálica e ligação covalente.

• Ligação Iônica ou eletrovalente

São forças eletrostáticas num cristal sólido, existentes entre cátions atraindo ânions, ânions atraindo cátions.

Exemplos:

1º) NaCl

Na - 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1

- 1

última camada, quer perder 1

e

0

17 Cl - 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 5 - 7

e

0

última camada, quer ganhar 1

e

0

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Na + + Cl
Na
+
+
Cl

metal perde

ametal ganha

e 0

e 0

Na +

Íon Sódio

+ Cl -

Íon Cloro

Cl -

Na +

Cl - Na +
Cl -
Na +

Na +

Na +

Cl -

Cl -

retículo cristalino. Interação

eletrostática entre íons Na + e Cl -

NaCl

Cloreto de Sódio

A figura representa uma seção plana de um cristal iônico, como Na + Cl - (s) .

Os íons foram numerados para facilitar a sua identificação.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
LEGENDA Cátion Ânion
LEGENDA
Cátion
Ânion

Propriedades dos Compostos Iônicos

• O ânion 6 apresenta ligações iônicas de uma

mesma força com os cátions 2,5,7 e 10. Com os outros cátions a força é menor.

• Existe atração entre cátions e ânions e repulsão entre cátions e cátions e ânions e ânions.

• No estado normal, são sólidos, formando redes cristalinas;

• Alguns são solúveis e outros não, como exemplo o Al(OH) 3 , o Mg(OH) 2 (são pouco solúveis).

• Facilidade de lascar devido às forças de repulsão entre cátions e cátions e ânions e ânions.

• No estado sólido não conduzem eletricidade, mas são bons condutores quando aquecidos (fundidos)

ou quando dissolvidos com água;

• Como a atração é forte entre metal e ametal, é difícl quebrar a ligação, tendo ponto de fusão e ebulição altos;

• Ligação Metálica

São ligações entre metais (cátions e elétrons livres). Os elétrons livres em movimento conduzem uma atração entre os átomos, formando uma rede metálica. Estes elétrons livres, possuem liberdade de movimento, sendo responsáveis por várias propriedades dos metais.

Ex: Fe, Cu, Au.

Propriedades dos metais

- São sólidos, exceto Hg.

- São ótimos condutores de eletricidade no estado sólido, e fundidos.

- Possuem pontos de fusão e ebulição variáveis.

- São dúcteis - formam fios.

- São maleáveis - formam lâminas.

- São insolúveis em água e solúveis em ácidos fortes.

- São condutores de calor

• Ligação covalente

Ocorre entre os ametais ou entre ametais e hidrogênio. Podem formar sólidos covalentes ou compostos
Ocorre entre os ametais ou entre ametais e hidrogênio. Podem formar sólidos covalentes ou compostos
moleculares.
2222222222
Química - M1
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A - Sólidos Covalentes

São sólidos que possuem apenas ligações covalentes.

Exemplos:

Grafite C(s)

Diamante C(s)

Sílica (SiO 2 ) n

Carbeto de Silício - (SiC) n

Óxido de Berílio - (BeO) n

Propriedades dos sólidos covalentes:

• Só possuem ligações covalentes, (ligações muito fortes), formando cristais sólidos.

• Ponto de fusão muito alto.

• São insolúveis.

• Com exceção do grafite, os sólidos covalentes não conduzem eletricidade.

B - Compostos moleculares ou moléculas

São compostos formados por ametais ou ametais e hidrogênio. Possuem ligações covalentes unindo os átomos

e atrações entre moléculas (interações intermoleculares).

Classificação das ligações covalentes:

As ligações covalentes ocorrem com o emparelhamento de elétrons entre ametais.

Ligação Covalente Apolar: É quando a união ocorre entre átomos de mesma eletronegatividade.

Ex.: Cl 2 , N 2 , O 2 .

Ligação Covalente Polar: É quando a união ocorre entre átomos de eletronegatividade diferentes. Ex.: HCl, H 2 O, CCl 4 .

Classificação das Moléculas

Podemos classificar uma molécula, em simétrica e assimétrica.

Molécula Simétrica - Quando a resultante das forças de atração é zero, elas se anulam, dizemos então que

é uma molécula apolar, µ = 0. (µ = momento dipolar)

Exemplo:

apolar , µ = 0. ( µ = momento dipolar) Exemplo : - Molécula simétrica apolar

- Molécula simétrica apolar

- Possui 4 ligações covalentes polares

A resultante das forças de atração é zero quando o átomo central ligar todos os seus elétrons de valência, em um mesmo tipo de átomo.

Molécula Assimétrica: Quando a resultante das forças de atração é diferente de zero, dizemos então que é uma molécula polar, µ ≠ 0.

Exemplo:

O
O

- Molécula assimétrica polar, µ ≠ 0.

- Possui 2 ligações covalentes polares.

A resultante das forças de atração é diferente de zero quando sobram elétrons no átomo central ou então quando este se liga a átomos diferentes.

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FONTE: COSTA E SANTOS, 1995 V. 1, P.224

Outros exemplos:

CCl

CCl

3 3

Br Br

1995 V . 1, P .224 Outros exemplos: CCl CCl 3 3 Br Br NH NH

NH NH

3 3

1, P .224 Outros exemplos: CCl CCl 3 3 Br Br NH NH 3 3 Propriedades

Propriedades das moléculas:

- Molécula assimétrica polar, µ ≠ 0

- Possui 4 ligações covalentes polares.

- Molécula assimétrica polar, µ ≠ 0

- Possui 3 ligações covalentes polares.

- Dificilmente conduzem a eletricidade / ácidos em meio aquoso e amônia na H 2 O

- Seus pontos de fusão e ebulição são baixos;

- Sobre a solubilidade podemos dizer que é comum um composto polar ser solúvel em compostos polares, e um composto apolar ser solúvel em compostos apolares;

- Quanto maior a diferença de eletronegatividades, mais polar a ligação.

Propriedades dos Sólidos

Resumindo as propriedades dos sólidos, teremos:

 

Sólidos

Sólidos

Sólidos

Sólidos

Iônicos

metálicos

covalentes

moleculares

Unidades

íons (cátion

cátion e

Átomos

Moléculas

formadoras

e ânion)

elétrons livres

Tipos

Ligações

Ligações

Ligações

Interações entre moléculas e ligações covalentes entre átomos

de interação

iônicas

metálicas

covalentes

e/ou ligação

Ponto Ponto de de fusão fusão

Razoavelmente Razoavelmente

Variável Variável

Muito Muito alto alto

Baixo Baixo

alto alto

(médio a alto)

(médio a alto)

Tipo de interação e/ou ligação rompida durante a fusão

Ligação Iônica entre cátion e ânion

Ligação

Ligação

Interações

metálica

covalente entre

entre as

os átomos

moléculas

Solubilidade

Solúveis ou

   

Apresentam

em água

pouco

Insolúveis

Insolúveis

compostos

solúveis

solúveis

Condutividade

Não

Ótimos

Não conduzem

Não

elétrica

conduzem

condutores

(exceto grafite)

conduzem

enquanto sólidos

Condutividade

Bons

Ótimos

Não

Não

elétrica

condutores

condutores

conduzem

conduzem

quando fundidos

Condutividade

Bons

   

Só conduzem

elétrica em

condutores

os que se ionizam em água

solução aquosa

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2.2 - Interações Intermoleculares

São atrações eletrostáticas que ocorrem entre moléculas, ou seja, compostos moleculares. Existem três tipos de interações intermoleculares, que são:

- Ligação de Hidrogênio

- Dipolo Dipolo

- Dipolo induzido - Dipolo induzido

Ligação de Hidrogênio São ligações tipo dipolo permanente, sendo mais fortes. Ocorre quando o “H” dos grupos OH, NH ou HF atrai o “F”, “O” e “N” em uma outra molécula.

Ex.: H 2 O

H

2 O;

NH 3

NH

3

Dipolo - Dipolo ou Dipolo permanente É quando a atração ocorre entre moléculas polares, são mais fracas que as ligações de hidrogênio.

Exemplo:

PCl 3 ••• PCl 3 HCl ••• HCl interações dipolo-dipolo Dipolo induzido - Dipolo induzido
PCl 3
•••
PCl 3
HCl
•••
HCl
interações dipolo-dipolo
Dipolo induzido - Dipolo induzido
É quando a atração ocorre entre moléculas
apolares. Das três interações intermoleculares, a
Dipolo induzido - Dipolo induzido é a mais fraca.
Exemplo: CCl 4 ••• CCl 4 ;
I 2 ••• I 2
interações dipolo-induzido-
dipolo induzido
 

RESUMO DE HIBRIDAÇÃO

 

Coluna

Forma

Ângulo entre

Hibridação

Tipos de

Geométrica

Ligações

Ligações

II A

II A      
     

(Berílio)

linear ou digonal

180

o

sp

2

III

A

III A 120 o sp 2 3

120

o

sp 2

3

(Boro)

trigonal

 
 
tetraédrica

tetraédrica

π

109

o 28’

sp 3

4

IV A

IV A 120 o sp 2 3

120

o

sp 2

3

trigonal

1 π

     
     

(Carbono)

linear

180

o

sp

2

ou digonal

2

O H Cl
O
H
Cl

Exemplos:

180 o sp 2 ou digonal 2 O H Cl Exemplos: IV A - trigonal plana,

IV A - trigonal plana, 120 o

IV A - linear, 180 o

IV A - trigonal plana, 120 o IV A - linear, 180 o V A -

V A - piramidal, 107 o

plana, 120 o IV A - linear, 180 o V A - piramidal, 107 o VI

VI A - angular, 105 o

180 o V A - piramidal, 107 o VI A - angular, 105 o VII A

VII A - linear ou digonal, 180 o

l IIA Cl Cl Cl
l
IIA
Cl Cl
Cl
105 o VII A - linear ou digonal, 180 o l IIA Cl Cl Cl IA

IA - linear ou digonal - 180 o

180 o l IIA Cl Cl Cl IA - linear ou digonal - 180 o linear

linear ou digonal - 180 o

IA - linear ou digonal - 180 o linear ou digonal - 180 o III A

III A - trigonal ou triangular plana 120 o

digonal - 180 o III A - trigonal ou triangular plana 120 o IV A -

IV A - tetraédrica, 109 o 28’

Química - M1
Química - M1

2525252525

digonal - 180 o III A - trigonal ou triangular plana 120 o IV A -
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FUNÇÕES INORGÂNICAS

INTRODUÇÃO

Função é um conjunto de substâncias com propriedades semelhantes. São cinco as funções a estudar:

Óxidos, hidróxidos, ácidos, sais e hidretos. Antes da explicação de cada função deve-se conhecer o número de oxidação dos átomos, pois é muito importante no estudo referente à nomenclatura.

NÚMERO DE OXIDAÇÃO

É o mesmo que falar NOX e corresponde à carga que se atribui ao elemento. Essa carga está relacionada ao poder de ligação de um átomo. Citam-se a seguir, os mais importantes e que serão utilizados no estudo de funções.

1A +1 Tabela 1 Principais números de oxidação H 2A 3A 4A 5A 6A 7A
1A
+1
Tabela 1
Principais números de oxidação
H
2A
3A
4A
5A
6A
7A
-1
+1
+2
+3
+2
+3
-2
-1
Li
Be
B
C
N
O
F
+4
+5
+1
±1
+2
+3
+4
+3
-2
+3
Na
Mg
Al
Si
P
S
+4
Cl
+5
6A
7A
8A
8A
8A
1A
2A
+6
+5
+7
+1
+2
+2
+3
+2
+2
+2
+1
+2
+3
±1
+3
-2
+3
+3
K
Ca
Cr
Mn
+4
Fe
Co
Ni
Cu
Zn
Ga
As
Se
+4
Br
+5
+6
+6
+6
+7
+3
+3
+3
+2
+5
+7
+2
+1
+2
+1
+2
+3
-2
±1
+3
Rb
Sr
Ag
Cd
Sn
Sb
Te
+4
I
+5
+4
+5
+6
+7
+1
+2
+2
+1
+1
+2
Cs
Ba
Pt
Au
Hg
Pb
+4
+3
+2
+4
+1
+2
Fr
Ra
Fonte: COSTA e SANTOS, v. 1, 1995, p.288.

TIPOS DE FUNÇÕES

FUNÇÃO ÓXIDOS

São compostos binários formados de elementos (metal ou ametal) e oxigênio. São divididos em óxidos básicos e óxidos ácidos.

Nos óxidos, o Nox do “O” vale -2.

MgO O = -2

Mg = +2 MgO

+2 -2 = 0

Classificação dos Óxidos:

ÓXIDOS BÁSICOS OU ÓXIDOS METÁLICOS

São compostos formados de metal e oxigênio. São óxidos básicos porque quando reagem com a H 2 O formam bases ou hidróxidos.

• Fórmula geral

M 2 O n

onde:

M = metal O = oxigênio 2 = número de oxidação do oxigênio n = número de oxidação do metal

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• Nomenclatura

a) Quando o metal possui apenas um valor de Nox.

Nomenclatura moderna ou oficial (IUPAC)

óxido + nome do metal

ZnO - óxido de zinco

Zn = +2 O = -2

Ag 2 O - óxido de prata

b) Quando o metal possui mais de um valor de Nox.

óxido + metal + Nox do metal em algarismo romano

HgO - óxido de mercúrio II

CoO 2 - óxido de cobalto IV

O = -2 Hg = +2

O = -2 Co = +4

Au 2 O 3 - óxido de ouro III

Ag = +1 O = -2 O = -2 Au = +3
Ag = +1
O = -2
O = -2
Au = +3

Nomenclatura antiga

óxido + metal + (oso ou ico)

oso: menor Nox

ico: maior Nox

óxido cuproso+ metal + (oso ou ico) oso : menor Nox ico : maior Nox O =

O = -2

Cu = +1

óxido férrico: menor Nox ico : maior Nox óxido cuproso O = -2 Cu = +1 O

O = -2

Fe = +3

O = -2

Sn = +4

óxido estânico

Nome original de alguns elementos:

Cu = Cuprum

Au = Aurium

Pb = Plumbum

S = Sulfurum

Cu 2 O

Fe 2 O 3

SnO 2

ÓXIDOS ÁCIDOS, ANIDRIDOS OU ÓXIDOS AMETÁLICOS

São compostos formados por ametal e oxigênio.

São óxidos ácidos porque quando reagem com a H 2 O formam ácidos.

• Fórmula geral

A 2 O n
A
2 O n

onde: A = ametal O = oxigênio 2 = Nox de oxigênio n = Nox do ametal

Nomenclatura antiga

Coluna IVA

+1 Hipo oso CO 2 - anidrido carbônico ou óxido carbônico gás carbônico O =
+1 Hipo
oso
CO 2 - anidrido carbônico
ou óxido carbônico
gás carbônico
O
= -2
+3
oso
C
= +4
Coluna VII A Nox
+5
ico
+7 Per
ico
Coluna V A
O
= -2
N 2 O 3 - anidrido nitroso
Cl
N
= +3
Cl
2 O –––– anidrido hipocloroso (Nox = +1)
2 O 3 –––– anidrido cloroso (Nox = +3)
O
= -2
N 2 O 5 - anidrido nítrico
Cl
N
= +5
Cl
2 O 5 –––– anidrido clórico (Nox = +5)
2 O 7 –––– anidrido perclórico (Nox = +7)
Coluna VI A
O
= -2
SO 2 - anidrido sulfuroso
S
= +4
Observação:
O
= -2
O
Cromo e o Manganês formam óxidos ácidos com
SO 3 - anidrido sulfúrico
S
= +6
Nox > 4 e óxidos básicos com Nox < 4.
Química - M1
2727272727
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Exemplos de óxidos básicos

Cr 2 O 3 - óxido de cromo III

Cr = +3

O

= -2

MnO - óxido de manganês II

Mn = +2

O

= -2

ÓXIDOS ANFÓTEROS

Exemplos de óxidos ácidos

CrO 3 - anidrido crômico Cr = +6 O = -2 Mn 2 O 7
CrO 3 - anidrido crômico
Cr = +6
O = -2
Mn 2 O 7 - anidrido permangânico
Mn = +7
O = -2

São aqueles que podem comportar-se como óxido ácido ou óxido básico.

ZnO - óxido de zinco

SnO 2 - óxido de estanho IV

Al 2 O 3 - óxido de alumínio

ÓXIDOS NEUTROS

São óxidos que não reagem com ácidos, nem com bases e nem com a H 2 O.

São formados por ametais.

CO - monóxido de carbono

NO - óxido de nitrogênio II

N 2 O - óxido de nitrogênio I

ÓXIDOS MISTOS, SALINOS OU DUPLOS

São óxidos provenientes da mistura de dois óxidos.

• Fórmula Geral:

M 3 O 4 E 2 (O 2 ) x
M 3 O 4
E 2 (O 2 ) x

FeO + Fe 2 O 3 Fe 3 O 4 – óxido salino de ferro

Mn 3 O 4 - óxido salino de manganês

PERÓXIDOS

São óxidos onde o Nox do oxigênio vale -1. Apresentam o grupo O 2 -2 .

• Fórmula Geral:

E = hidrogênio, elementos da IA ou IIA

Exemplos:

H 2 O 2 - peróxido de Hidrogênio ou água oxigenada

Na 2 O 2 - peróxido de Sódio

H

= +1

O

= -1

Na = +1

O

= -1

BaO 2 - peróxido de Bário

Ba = +2 O = -1

Os peróxidos não reagem com bases e óxidos, mas reagem com ácidos produzindo sal e água oxigenada.

Na 2 O 2 + 2HCl 2 NaCl + H 2 O 2

A água oxigenada decompõe-se com facilidade em presença de luz e calor.

H 2 O 2

com facilidade em presença de luz e calor. H 2 O 2 ∆ H 2 O

H 2 O + 1/2 O 2

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SUPERÓXIDOS

São óxidos onde o Nox do Oxigênio vale -1/2.

Apresentam o grupo O 2 -1 .

• Fórmula Geral:

E(O 2 ) x

E = Elementos da IA e IIA

Exemplos:

KO 2 - superóxido de potássio BaO 4 - superóxido de Bário

• Aplicações dos óxidos

CaO (s) - cal virgem - Na neutralização dos solos e construções.

CO 2(g) - gás carbônico - No combate a incêndios (CO 2(s) ) e na produção de bebidas.

Fe 2 O 3(s) - hematita - Para obtenção do ferro metálico.

Fe 3 O 4(s) - magnetita - ímã natural.

SiO 2(s) - sílica - Na produção de vidros.

FUNÇÃO HIDRÓXIDOS OU BASES

São substâncias formadas por metal e oxidrila (metal + OH).

Nox do OH = -1

onde

• Fórmula Geral: M(OH) n

M = metal