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CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO PROFESSOR: GUILHERME NEVES

Conteúdo

1. Apresentação

2

2. Progressão Aritmética

2

3. Relação das questões comentadas

21

4. Gabaritos

27

1

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1. Apresentação

Seja bem vindo ao Ponto dos Concursos. Esta é a aula demonstrativa de Matemática e Raciocínio Lógico do curso voltado para o Senado Federal (Analista e Consultor Legislativo).

Meu nome é Guilherme Neves. Sou matemático e comecei a lecionar em cursos preparatórios para concursos aos 17 anos de idade, antes mesmo de iniciar o meu curso de Bacharelado em Matemática na UFPE. Minha vida como professor sempre esteve conectada com os concursos públicos nas matérias de índole matemática (matemática financeira, estatística e raciocínio lógico). Sou autor do livro Raciocínio Lógico Essencial – Editora Campus-Elsevier.

A banca organizadora do último concurso foi a FGV. Desta forma, daremos preferência na resolução de questões da referida banca e toda a teoria será explicada em minuciosos detalhes. Nosso curso seguirá o seguinte cronograma baseado no último edital.

Aula 0 (demonstrativa)

Sequências numéricas. Progressões aritméticas.

Aula 1

Progressão Geométrica. Números inteiros, racionais e reais. Sistema legal de medidas. Razões e proporções. Regras de três simples e compostas.

Aula 2

Porcentagens. Equações e inequações de 1.° e de 2.° graus. Funções e gráficos.

Aula 3

Geometria Básica

Aula 4

Juros simples e compostos

Aula 5

Conceitos básicos de probabilidade e estatística.

Aula 6

Estruturas lógicas, lógica da argumentação, diagramas lógico. (parte 1)

Aula 7

Estruturas lógicas, lógica da argumentação, diagramas lógico. (parte 2)

2. Progressão Aritmética

Progressão aritmética é uma sequência formada por números e que obedece determinada lei de formação.

Considere uma sequência de números reais , , ,…, .

Esta sequência será chamada de Progressão Aritmética (P.A.) se cada termo, a partir do segundo, for igual à soma do anterior com uma constante real .

O número real é denominado razão da progressão aritmética.

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é o primeiro termo, é o segundo termo, e assim por diante. O termo de ordem n é chamado n-ésimo termo.

Exemplos:

Progressão Aritmética

Primeiro termo ( )

Razão ( )

2, 5, 8, 11, 14, …

2

3

14, 11, 8, 5, 2, 1, 4, …

14

3

2, 2, 2, 2, 2, …

2

0

Para calcular a razão de uma progressão aritmética basta calcular a diferença entre dois termos consecutivos.

No nosso primeiro exemplo, 5 2 8 5 3

No segundo exemplo, 11 14 8 11 3

No

terceiro exemplo, 2 2 2 2 0

Classificação

i) A progressão aritmética é crescente se e somente se a razão é positiva. Este caso corresponde ao nosso primeiro exemplo.

ii) A progressão aritmética é decrescente se e somente se a razão é negativa. Este caso corresponde ao nosso segundo exemplo.

iii) A progressão aritmética é constante se e somente se razão é igual a 0. Este caso corresponde ao nosso terceiro exemplo.

Resumo

0

0

0

Fórmula do Termo Geral

Considere a progressão aritmética , , ,…, . Existe uma expressão que permite calcular qualquer termo da progressão conhecidos um termo qualquer e a razão.

Comecemos com a expressão básica que relaciona um termo qualquer com o primeiro termo e a razão.

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1 ·

Em que é o primeiro termo, é a razão da progressão e é o termo de ordem n (n-ésimo termo).

Voltemos àquela P.A. do nosso exemplo inicial: (2, 5, 8, 11, 14,

).

Se quisermos calcular o próximo termo, basta efetuar 14 +3 = 17. E o próximo? 17 + 3 = 20. E assim podemos ir calculando termo a termo.

O problema surge assim: Qual o milésimo termo dessa progressão?

Se queremos calcular o milésimo termo, deveremos efetuar:

. 1.000

1 ·

. 999 ·

. 2 999 · 3

. 2.999

O empecilho desta fórmula é que ficamos “presos” a só poder calcular os

termos da progressão se soubermos quem é o primeiro termo. Porém, podemos fazer uma modificação nesta fórmula de forma que conhecendo um termo qualquer da progressão e a razão, poderemos calcular qualquer outro termo da progressão.

Vejamos um exemplo: Suponha que o décimo termo ( ) de uma progressão aritmética seja igual a 25 e a razão seja igual a 4. Qual o vigésimo sétimo termo dessa progressão?

Se você prestar bem atenção à fórmula 1 · perceberá que não

poderemos utilizá-la da forma como está disposta. Pois só podemos utilizá-la

se soubermos o valor do primeiro termo.

Vamos fazer uma analogia. Imagine que você se encontra no décimo andar de um prédio e precisa subir para o vigésimo sétimo andar. Quantos andares é preciso subir? A resposta é 17 andares. É o mesmo que acontece com os termos de uma P.A.: Se “estamos” no décimo termo e preciso me deslocar até o vigésimo sétimo termo, é preciso avançar 17 termos (27 – 10 = 17). E para avançar cada termo, devemos adicionar a razão. Assim,

17 ·

25 17 · 4 93.

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Ainda fazendo a analogia da P.A. com os andares de um prédio, para descer

do

vigésimo sétimo andar para o décimo andar, deveremos descer 17 andares.

Na

P.A. deveremos subtrair 17 vezes a razão (pois estamos voltando na P.A.).

17

93 17 · 4 25

Soma dos termos de uma Progressão Aritmética

Considere uma progressão aritmética de termos, a saber: , , ,…,

A soma dos termos desta progressão é igual a:

1 ·

2

Exemplo: Qual a soma dos mil primeiros termos da progressão aritmética (2, 5,

8, 11,

).

O primeiro passo é calcular o milésimo termo: este cálculo foi efetuado

anteriormente e sabemos que . 2.999.

Assim, a soma dos mil primeiros termos é dada por:

·

2

· 1.000

2

. 2 2.999 · 1.000

2

. 2 2.999 · 1.000

2

1.500.500

Resolveremos agora questões envolvendo sequências numéricas em geral e questões sobre progressões aritméticas. Vale a pena notar que das grandes bancas que organizam concursos públicos, duas se destacam em relação à sequências numéricas: FGV e FCC. Vamos em frente.

01. (MPU 2007 FCC) Considere todos os números inteiros e positivos dispostos, sucessivamente, em linhas e colunas, da forma como é mostrado abaixo.

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E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO PROFESSOR: GUILHERME NEVES Se fosse possível completar essa tabela, então, na

Se fosse possível completar essa tabela, então, na terceira coluna e na tricentésima quadragésima sexta linha apareceria o número

a) 2326

b) 2418

c) 2422

d) 3452

e) 3626

Resolução

Temos uma

progressão aritmética em que o primeiro termo é igual a 3 e a razão é igual a 7. Queremos calcular o tricentésimo quadragésimo sexto termo. Devemos utilizar a fórmula do termo geral de uma progressão aritmética.

Observe os números da terceira coluna: (3, 10, 17,

).

Assim, o termo de ordem 346 é dado por:

345 · 3 345 · 7 2.418

Letra B

02. (FNDE 2007 FGV) Observe a sequência de figuras abaixo.

02. (FNDE 2007 FGV) Observe a sequência de figuras abaixo. Quando terminarmos a figura 20, o

Quando terminarmos a figura 20, o número total de bolinhas utilizadas terá sido de:

a) 720

b) 840

c) 780

d) 680

e) 880

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Resolução

A figura 1 possui 4 bolinhas, a figura 2 possui 8 bolinhas, a figura 3 possui 12

bolinhas

Temos uma P.A. com primeiro termo igual a 4 e razão igual a 4. Para calcularmos o total de bolinhas utilizadas ao terminar a figura 20, devemos calcular o vigésimo termo.

19 ·

4 19 · 4 80

Assim, a soma dos vinte primeiros termos da progressão é igual a

Letra B

· 10

2

4 80 · 20

2

840

03. (Senado Federal/2008/FGV) Você vê abaixo os números triangulares: 1, 3,

6,

Você vê abaixo os números triangulares: 1, 3, 6, O 60º número triangular é: a) 1830

O 60º número triangular é:

a) 1830

b) 1885

c) 1891

d) 1953

e) 2016

Resolução

A FGV foi generosa em colocar a figura para que possamos entender o processo de formação dos números triangulares.

O

primeiro número triangular é igual a 1.

O

segundo número triangular é igual a 1 + 2, ou seja, 3. 1 2 3

O

terceiro número triangular é igual a 1 + 2 + 3, ou seja, 6.

1 2 3 6

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Para calcular o sexagésimo número triangular, devemos calcular a soma 1 2 3 4 58 59 60.

Trata-se da soma de uma progressão aritmética de 60 termos em que o primeiro termo é igual a 1 o último termo é igual a 60.

1 2 3 4 58 59 60 ·

2

Letra A

1 60 · 60

2

1.830

04. (TCE/PB/2006/FCC) Usando palitos de fósforos inteiros é possível construir

a seguinte sucessão de figuras compostas por triângulos:

a seguinte sucessão de figuras compostas por triângulos: Seguindo o mesmo padrão de construção, então, para

Seguindo o mesmo padrão de construção, então, para obter uma figura composta de 25 triângulos, o total de palitos de fósforo que deverão ser usados é:

a) 45

b) 49

c) 51

d) 57

e) 61

Resolução

Observe a quantidade de palitos em cada figura 3,5,7,9,

progressão aritmética de primeiro termo igual a 3 e razão igual a 2. Temos que calcular o vigésimo quinto termo.

Temos uma

a = a +

25

1

Letra C

24

3

r = +

24

2

=

51

palitos.

05. (Senado Federal/2008/FGV) Os números naturais são colocados em um

quadro, organizados como se mostra abaixo:

colocados em um quadro, organizados como se mostra abaixo: O número 2008 está na coluna: 8

O número 2008 está na coluna:

8

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a) F

b) B

c) C

d) I

e) A

Resolução

Observe a lei de formação de cada uma das colunas.

A

números que divididos por 9 deixam resto igual a 1.

C

números que divididos por 9 deixam resto igual a 2.

E

números que divididos por 9 deixam resto igual a 3.

G

números que divididos por 9 deixam resto igual a 4.

I números que divididos por 9 deixam resto igual a 5.

H

números que divididos por 9 deixam resto igual a 6.

F

números que divididos por 9 deixam resto igual a 7.

D

números que divididos por 9 deixam resto igual a 8.

B

números que divididos por 9 deixam resto igual a 0.

Para descobrir em qual coluna encontra-se o número 2008, devemos dividir 2008 por 9.

2008

9

1

223

Como o resto da divisão é igual a 1, concluímos que o número 2008 está na coluna A.

Letra E

06. (CODESP 2010/FGV) Observe a sequência numérica a seguir:

“13527911413151761921238

algarismos na sequência serão

”.

Mantida a lei de formação, os dois próximos

a) 25

b) 37

c) 27

d) 15

e) 05

Resolução

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A lei de formação é a seguinte: escreva 3 números ímpares, escreva um

número par. Observe:

1 3 5 2 7 9 11 4 13 15 17 6 19 21 23 8

O próximo número ímpar a ser escrito é 25.

Letra A

07. (CAERN 2010/FGV) Considere a sequência de números definida abaixo:

- o primeiro termo vale 7;

- o segundo termo vale 4;

- do terceiro em diante, cada termo será a diferença entre os dois termos anteriores, sendo essa diferença sempre expressa com sinal positivo.

O 8º termo dessa sequência vale

a) 2

b) 3

c) 4

d) 1

e) 0

Resolução

O primeiro termo é 7 e o segundo termo é 4.

7,4, …

Do terceiro em diante, cada termo será a diferença entre os dois termos anteriores, sendo essa diferença sempre expressa com sinal positivo.

O

O

O

O

terceiro termo é 7 4 3.

quarto termo é 4 3 1.

quinto termo é 3 1 2.

sexto termo é 2 1 1.

7,4,3, …

7,4,3,1, …

7,4,3,1,2, …

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O

O

sétimo termo é 2 1 1.

oitavo termo é 1 1 0.

Letra E

7,4,3,1,2,1 …

7,4,3,1,2,1,1, …

7,4,3,1,2,1,1,0 …

08. (FNDE/2007/FGV) Na sequência numérica 3, 10, 19, 30, 43, 58,

termo seguinte ao 58 é:

a) 75

b) 77

c) 76

d) 78

e) 79

Resolução

3 ,10 ,19 ,30 ,43 , 58, +7 +9 +11 +13 +15
3
,10
,19
,30 ,43 , 58,
+7
+9 +11 +13 +15

, o

Para manter o padrão, devemos somar 17 ao número 58. Assim, o próximo número é 58 + 17 = 75. Letra A

09. (FNDE/2007/FGV) Na sequência de algarismos

1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3,

, o 2007º algarismo é:

a) 1

b) 2

c) 4

d) 5

e) 3

Resolução

Observe a periodicidade da sequência acima. Há uma repetição dos algarismos 1,2,3,4,5,4,3,2, retornando novamente para o algarismo 1. Temos então uma repetição a cada 8 algarismos. Temos que 2007 = 250 8 + 7 (obtém- se este resultado dividindo 2007 por 8). Isso quer dizer que o grupo 1,2,3,4,5,4,3,2 se repete 250 vezes e ainda restam 7 algarismos. Os próximos 7 algarismos são 1,2,3,4,5,4,3. Portanto o 2007º algarismo é 3.

Letra E

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10. (EBDA 2006/CETRO) As formigas, quanto mais próximo o inverno, mais elas trabalham. Em uma colônia, a cada dia que passa, elas trazem 3 folhas a mais que o dia anterior, que servirão de alimento para todas. No primeiro dia as formigas trouxeram 20 folhas, no segundo dia, 23 e assim por diante até o trigésimo dia, então o total de folhas armazenadas por essa colônia, foi de:

(A)

920

(B)

905

(C)

1.905

(D)

1.920

(E)

1.915

Resolução

A quantidade de folhas trazidas pelas formigas ao longo dos dias formam uma

progressão aritmética de razão 3.

20, 23, 26, …

O problema pede o total de folhas armazenadas por essa colônia até o trigésimo dia. Ou seja, queremos saber a soma dos 30 primeiros termos desta progressão aritmética. Para isto, devemos calcular o trigésimo termo.

29 ·

20 29 · 3 107

Assim, a soma dos trinta primeiros termos será

Letra C

· 30

2

20 107 · 30

2

11. (IMBEL 2004/CETRO) O 24º termo da P.A. (1/2, 2,

(A)

38

(B)

28

(C)

45

(D)

35

(E)

73/2

Resolução

1.905

)

é

O primeiro passo é calcular a razão da progressão. Para isto,devemos calcular

a diferença entre dois termos consecutivos.

2

1

2

4 1

3

2

2

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Sabemos que o primeiro termo é igual a 1/2 e a razão é igual a 3/2. Queremos calcular o 24º termo.

Do 1º ao 24º termo deveremos avançar 23 termos. Assim,

Letra D

23 ·

1

2 23 ·

3

2

1 69

2

70

2

2

35

12. (Pref. Municipal de Barueri 2006/CETRO) A distância entre as placas na estrada da figura abaixo é sempre a mesma. Uma das alternativas apresenta valores corretos e organização em ordem crescente, no distanciamento entre as placas de quilometragens indicadas, que podem substituir as letras A, B e C observadas no desenho, assinale-a.

as letras A, B e C observadas no desenho, assinale-a. a) km 23, km 25 e

a)

km 23, km 25 e km 10.

b)

km 21,25 ; km 21,5 e km 220/12

c)

km 85/4 ; km 21,5 e km 261/12

d)

km 85/4 ; km 21 e km 200/10

e)

km 21, km 22 e km 23.

Resolução

Se a distância entre as placas na estrada da figura é a mesma, então os valores que serão escritos nas placas formarão uma Progressão Aritmética crescente.

O primeiro termo da progressão é igual a 21 e o quinto termo da progressão é igual a 22.

Sabemos que

 

Dessa forma,

 

22

21 4 ·

 

1

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0,25

Assim, a progressão aritmética será:

(21;

21,25;

21,5;

21,75;

22)

A resposta é a alternativa c) km 85/4 ; km 21,5 e km 261/12, pois

85/4 = 21,25 e 261/12=21,75.

Letra C

13. (TCE PB 2006 FCC) Considere que a seguinte sequência de figuras foi

construída segundo determinado padrão.

de figuras foi construída segundo determinado padrão. Mantido tal padrão, o total de pontos da figura

Mantido tal padrão, o total de pontos da figura de número 25 deverá ser igual a

a) 97

b) 99

c) 101

d) 103

e) 105

Resolução

A primeira figura possui 5 pontos, a segunda figura possui 9 pontos, a terceira

figura possui 13 pontos, e assim sucessivamente. Temos uma progressão aritmética com primeiro termos igual a 5 e razão igual a 4.

O vigésimo quinto termo é dado por:

24 · 5 24 · 4 101

Letra C

14. (TRT – SC 2005/FEPESE) Tisiu ficou sem parceiro para jogar bola de

gude; então pegou sua coleção de bolas de gude e formou uma sequência de “T” (a inicial de seu nome), conforme a figura

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E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO PROFESSOR: GUILHERME NEVES Supondo que o guri conseguiu formar 10 “T”

Supondo que o guri conseguiu formar 10 “T” completos, pode-se, seguindo o mesmo padrão, afirmar que ele possuía:

a) exatamente 41 bolas de gude.

b) menos de 220 bolas de gude.

c) pelo menos 230 bolas de gude.

d) mais de 300 bolas de gude.

e) exatamente 300 bolas de gude.

Resolução

A primeira figura possui 5 pontos, a segunda figura possui 9 pontos, a terceira figura possui 13 pontos, e assim sucessivamente. Temos uma progressão aritmética com primeiro termos igual a 5 e razão igual a 4.

Quantas bolinhas Tisiu utilizou ao completar o décimo T?

Devemos somar os 10 primeiros termos desta progressão aritmética.

5 9 · 4 41

Dessa forma, a soma dos dez primeiros termos da P.A. é dada por:

· 10

2

5 41 · 10

2

230

Como o problema não afirmou que ele utilizou TODAS as suas bolinhas de gude, podemos afirmar que Tisiu tem NO MÍNIMO 230 bolas de gude.

Letra C

15. (Agente Administrativo DNOCS 2010/FCC) Os termos da sequência (12,

15, 9, 18, 21, 15, 30, 33, 27, 54, 57,

de uma lei de formação. Se x e y são, respectivamente, o décimo terceiro e o décimo quarto termos dessa sequência, então:

.) são sucessivamente obtidos através

(A)

x . y = 1.530

(B)

y = x + 3

(C)

x = y + 3

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(D) y = 2x

(E) x/y = 33/34

Resolução

Observe que o raciocínio é o seguinte: Adiciona-se 3, subtrai-se 6, multiplica-se por 2.

O décimo terceiro termo é 102 e o décimo quarto termo é 105.

Letra B

16. (Agente de Estação – Metro – SP 2007/FCC) Considere que os termos da

) são obtidos sucessivamente

segundo determinado padrão. Mantido esse padrão, obtêm-se o décimo e o

décimo

compreendido entre

primeiro termos dessa seqüência, cuja soma é um número

sequência (820, 824, 412, 416, 208, 212, 106,

(A)

0 e 40.

(B)

40 e 80.

(C)

80 e 120.

(D)

120 e 160.

(E)

160 e 200.

Resolução

16

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Observe que utilizamos o seguinte raciocínio: adiciona-se 4, divide-se por

2.

,

O décimo termo é 59 e o décimo primeiro termo é 29,5. A soma destes termos é igual a 88,5.

Letra C

17. (PM-BA 2009/FCC) Os termos da sequência (25; 22; 11; 33; 30; 15; 45; 42;

21; 63;

padrão o décimo terceiro termo da sequência deverá ser um número

.) são obtidos segundo um determinado padrão. De acordo com esse

(A)

não inteiro.

(B)

ímpar.

(C)

maior do que 80.

(D)

divisível por 4.

(E)

múltiplo de 11.

Resolução

O padrão adota é o seguinte: subtrai-se 3, divide-se por 2 e multiplica-se por 3.

17

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Como 60 é divisível por 4, a resposta é a letra D.

18. (AGPP – Pref. de São Paulo 2008/FCC) Considere a seguinte seqüência de igualdades:

35 × 35 = 1 225 335 × 335 = 112 225 3335 × 3 335 = 11 122 225 33 335 × 33 335 = 1 111 222 225 .

. Com base na análise dos termos dessa seqüência, é correto afirmar que a soma dos algarismos do produto 33 333 335 × 33 333 335 é

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

.

28

29

30

31

33

Resolução

Seguindo o padrão, observa-se que:

i) O último algarismo é 5.

ii) A quantidade de algarismos 1 é igual a quantidade de algarismos 3.

iii) A quantidade de algarismos 2 é uma unidade maior que a quantidade de algarismos 1.

33 333 335 × 33 333 335 Como há 7 algarismos 3, concluímos que há 7 algarismos 1 e 8 algarismos 2. Portanto:

33 333 335 × 33 333 335 = 1.111.111.222.222.225

A soma dos algarismos é

Letra A

igual a 7 1 8 2 5 7 16 5

28

19. (TCE-SP 2010/FCC) Considere que os números inteiros e positivos que aparecem no quadro abaixo foram dispostos segundo determinado critério.

18

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E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO PROFESSOR: GUILHERME NEVES Completando corretamente esse quadro de acordo com tal

Completando corretamente esse quadro de acordo com tal critério, a soma dos números que estão faltando é

(A)

maior que 19.

(B)

19.

(C)

16.

(D)

14.

(E)

menor que 14.

Resolução

Esta é uma questão “de olho”. Quem perceber que o raciocínio está nas diagonais, rapidamente resolve a questão.

o raciocínio está nas diagonais, rapidamente resolve a questão. Continuando, teremos: 19 www.pontodosconcursos.com.br

Continuando, teremos:

19

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E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO PROFESSOR: GUILHERME NEVES A soma dos números que estão faltando é:

A soma dos números que estão faltando é:

1 2 3 4 1 2 3 1 2 1 20

Letra A

20

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3. Relação das questões comentadas

01. (MPU 2007 FCC) Considere todos os números inteiros e positivos dispostos, sucessivamente, em linhas e colunas, da forma como é mostrado abaixo.

em linhas e colunas, da forma como é mostrado abaixo. Se fosse possível completar essa tabela,

Se fosse possível completar essa tabela, então, na terceira coluna e na tricentésima quadragésima sexta linha apareceria o número

a) 2326

b) 2418

c) 2422

d) 3452

e) 3626

02. (FNDE 2007 FGV) Observe a sequência de figuras abaixo.

02. (FNDE 2007 FGV) Observe a sequência de figuras abaixo. Quando terminarmos a figura 20, o

Quando terminarmos a figura 20, o número total de bolinhas utilizadas terá sido de:

a) 720

b) 840

c) 780

d) 680

e) 880

21

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03.

(Senado Federal/2008/FGV) Você vê abaixo os números triangulares: 1, 3,

6,

Você vê abaixo os números triangulares: 1, 3, 6, O 60º número triangular é: a) 1830

O 60º número triangular é:

a) 1830

b) 1885

c) 1891

d) 1953

e) 2016

04. (TCE/PB/2006/FCC) Usando palitos de fósforos inteiros é possível construir

a seguinte sucessão de figuras compostas por triângulos:

a seguinte sucessão de figuras compostas por triângulos: Seguindo o mesmo padrão de construção, então, para

Seguindo o mesmo padrão de construção, então, para obter uma figura composta de 25 triângulos, o total de palitos de fósforo que deverão ser usados

é:

a) 45

b) 49

c) 51

d) 57

e) 61

05. (Senado Federal/2008/FGV) Os números naturais são colocados em um

quadro, organizados como se mostra abaixo:

colocados em um quadro, organizados como se mostra abaixo: O número 2008 está na coluna: a)

O número 2008 está na coluna:

a) F

b) B

c) C

d) I

e) A

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06. (CODESP 2010/FGV) Observe a sequência numérica a seguir:

“13527911413151761921238

algarismos na sequência serão

”.

Mantida a lei de formação, os dois próximos

a) 25

b) 37

c) 27

d) 15

e) 05

07. (CAERN 2010/FGV) Considere a sequência de números definida abaixo:

- o primeiro termo vale 7;

- o segundo termo vale 4;

- do terceiro em diante, cada termo será a diferença entre os dois termos anteriores, sendo essa diferença sempre expressa com sinal positivo.

O 8º termo dessa sequência vale

a) 2

b) 3

c) 4

d) 1

e) 0

08. (FNDE/2007/FGV) Na sequência numérica 3, 10, 19, 30, 43, 58,

termo seguinte ao 58 é:

a) 75

b) 77

c) 76

d) 78

e) 79

09. (FNDE/2007/FGV) Na sequência de algarismos

1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3,

, o 2007º algarismo é:

a) 1

b) 2

c) 4

d) 5

e) 3

, o

23

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10. (EBDA 2006/CETRO) As formigas, quanto mais próximo o inverno, mais

elas trabalham. Em uma colônia, a cada dia que passa, elas trazem 3 folhas a mais que o dia anterior, que servirão de alimento para todas. No primeiro dia as formigas trouxeram 20 folhas, no segundo dia, 23 e assim por diante até o tri- gésimo dia, então o total de folhas armazenadas por essa colônia, foi de:

(A)

920

(B)

905

(C)

1.905

(D)

1.920

(E)

1.915

11. (IMBEL 2004/CETRO) O 24º termo da P.A. (1/2, 2,

) é

(A)

38

(B)

28

(C)

45

(D)

35

(E)

73/2

12.

(Pref. Municipal de Barueri 2006/CETRO) A distância entre as placas na

estrada da figura abaixo é sempre a mesma. Uma das alternativas apresenta valores corretos e organização em ordem crescente, no distanciamento entre as placas de quilometragens indicadas, que podem substituir as letras A, B e C observadas no desenho, assinale-a.

as letras A, B e C observadas no desenho, assinale-a. a) km 23, km 25 e

a)

km 23, km 25 e km 10.

b)

km 21,25 ; km 21,5 e km 220/12

c)

km 85/4 ; km 21,5 e km 261/12

d)

km 85/4 ; km 21 e km 200/10

e)

km 21, km 22 e km 23.

13. (TCE PB 2006 FCC) Considere que a seguinte sequência de figuras foi construída segundo determinado padrão.

de figuras foi construída segundo determinado padrão. Mantido tal padrão, o total de pontos da figura

Mantido tal padrão, o total de pontos da figura de número 25 deverá ser igual a

24

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a) 97

b) 99

c) 101

d) 103

e) 105

14. (TRT – SC 2005/FEPESE) Tisiu ficou sem parceiro para jogar bola de

gude; então pegou sua coleção de bolas de gude e formou uma sequência de “T” (a inicial de seu nome), conforme a figura

de “T” (a inicial de seu nome), conforme a figura Supondo que o guri conseguiu formar

Supondo que o guri conseguiu formar 10 “T” completos, pode-se, seguindo o mesmo padrão, afirmar que ele possuía:

a) exatamente 41 bolas de gude.

b) menos de 220 bolas de gude.

c) pelo menos 230 bolas de gude.

d) mais de 300 bolas de gude.

e) exatamente 300 bolas de gude.

15. (Agente Administrativo DNOCS 2010/FCC) Os termos da sequência (12,

15, 9, 18, 21, 15, 30, 33, 27, 54, 57,

de uma lei de formação. Se x e y são, respectivamente, o décimo terceiro e o décimo quarto termos dessa sequência, então:

.) são sucessivamente obtidos através

(A)

x . y = 1.530

(B)

y = x + 3

(C)

x = y + 3

(D)

y = 2x

(E)

x/y = 33/34

16.

(Agente de Estação – Metro – SP 2007/FCC) Considere que os termos da

) são obtidos sucessivamente

segundo determinado padrão. Mantido esse padrão, obtêm-se o décimo e o

décimo

compreendido entre

seqüência, cuja soma é um número

sequência (820, 824, 412, 416, 208, 212, 106,

primeiro

termos

dessa

(A)

0 e 40.

(B)

40 e 80.

(C)

80 e 120.

(D)

120 e 160.

(E)

160 e 200.

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17. (PM-BA 2009/FCC) Os termos da sequência (25; 22; 11; 33; 30; 15; 45; 42;

21; 63;

padrão o décimo terceiro termo da sequência deverá ser um número

.) são obtidos segundo um determinado padrão. De acordo com esse

(A)

não inteiro.

(B)

ímpar.

(C)

maior do que 80.

(D)

divisível por 4.

(E)

múltiplo de 11.

18.

(AGPP – Pref. de São Paulo 2008/FCC) Considere a seguinte seqüência de

igualdades:

35 × 35 = 1 225 335 × 335 = 112 225 3335 × 3 335 = 11 122 225 33 335 × 33 335 = 1 111 222 225 .

. Com base na análise dos termos dessa seqüência, é correto afirmar que a soma dos algarismos do produto 33 333 335 × 33 333 335 é

.

(A)

28

(B)

29

(C)

30

(D)

31

(E)

33

19.

(TCE-SP 2010/FCC) Considere que os números inteiros e positivos que

aparecem no quadro abaixo foram dispostos segundo determinado critério.

quadro abaixo foram dispostos segundo determinado critério. Completando corretamente esse quadro de acordo com tal

Completando corretamente esse quadro de acordo com tal critério, a soma dos números que estão faltando é

(A)

maior que 19.

(B)

19.

(C)

16.

(D)

14.

(E)

menor que 14.

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4. Gabaritos

01. B

02. B

03. A

04. C

05. E

06. A

07. E

08. A

09. E

10. C

11. D

12. C

13. C

14. C

15. B

16. C

17. D

18. A

19. A

27

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Aula 2 – Senado Federal

1. Apresentação

2

2. Introdução

2

3. Juros

3

4. Formas de Representação da Taxa de Juros

4

5. Elementos da Operação de Juros

5

6. Regimes de Capitalização

6

7. Capitalização Simples

6

8. Capitalização Composta

7

9. Juros Simples

8

10. Homogenei zação entre a taxa e o prazo de capitalização

10

11. Taxas Proporcionais

10

12. Juros Simples Ordinários (Comerciais) e Exatos

12

13. Prazo, Taxa e Capital Médios

39

14. Juros Compostos

47

Fórmula do Montante Composto

48

Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta

48

Convenção Linear e Convenção Exponencial

49

15. Relação das questões comentadas

55

16. Gabaritos

62

1

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1.

Apresentação

Olá pessoal!

Bem vindo ao nosso curso de Matemática e Raciocínio Lógico para o Senado Federal.

Uma pequena modificação será feita em nosso cronograma.

Doravante, seguiremos o seguinte:

Aula 0 (demonstrativa)

Sequências numéricas. Progressões aritméticas.

Aula 1

Juros Simples e Compostos

Aula 2

Progressão Geométrica. Números inteiros, racionais e reais. Sistema legal de medidas. Razões e proporções. Regras de três simples e compostas.

Aula 3

Porcentagens. Equações e inequações de 1.° e de 2.° graus. Funções e gráficos.

Aula 4

Geometria Básica

Aula 5

Conceitos básicos de probabilidade e estatística.

Aula 6

Estruturas lógicas, lógica da argumentação, diagramas lógico. (parte 1)

Aula 7

Estruturas lógicas, lógica da argumentação, diagramas lógico. (parte 2)

2. Introdução

A Matemática Financeira é uma ciência que não se preocupa apenas com o cálculo dos juros simples e compostos. Esta é a função de um dos capítulos iniciais da matemática comercial. A Matemática Financeira é o elo entre os métodos matemáticos e os fenômenos financeiro-econômicos. É uma ciência que se preocupa com a construção de modelos gerais, representação de variáveis monetárias na linha do tempo. Matemática Financeira é a disciplina que estuda o entendimento dos modelos de aplicação, avaliação de investimentos e captação de recursos.

A operação básica da matemática financeira é a operação de empréstimo.

Alguém dispõe de certo capital, empresta-o por certo período de tempo. Após esse período, recebe o seu capital acrescido de uma remuneração pelo empréstimo. A essa remuneração denominamos juro.

2

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Existem diversas razões que justificam o pagamento dos juros na operação de empréstimo. O primeiro deles é o custo de oportunidade. Obviamente, quando alguém disponibiliza certa quantia para ser emprestada, deixará de investir o capital em outros projetos. Portanto, o não-uso deste capital deverá ser remunerado.

Deve-se levar em consideração a perda do poder de compra na linha do tempo. Com o aumento generalizado de preços causado pela inflação, quem empresta o dinheiro quer preservar o poder de compra. O elemento que será responsável por preservar o valor do dinheiro no tempo é o juro.

Os bancos em geral têm despesas administrativas e obviamente têm o interesse de repassar essas despesas para os devedores.

Um aspecto de destaque é o de considerar os valores em seu momento no tempo. A valoração que fazemos de algo está diretamente associada ao momento em que ocorre.

3. Juros

O juro é o dinheiro pago pelo dinheiro emprestado. É o custo do capital de

terceiros colocado à nossa disposição.

Alguém que dispõe de um capital C (denominado principal, capital inicial, valor atual), empresta-o a outrem por certo período de tempo, e após esse período recebe o seu capital de volta. Esse capital ao ser devolvido deverá ser remunerado. Essa remuneração é chamada de juro.

Ao emprestarmos uma quantia em dinheiro, por determinado período de tempo, costumamos cobrar o juro, de tal modo que, no fim do prazo estipulado, disponhamos não só da quantia emprestada, como também de um acréscimo que compense a não-utilização do capital financeiro, por nossa parte, durante o período em que foi emprestado.

A soma capital + juros é chamada de montante e será representada por M.

Os juros são fixados através de uma taxa percentual que sempre se refere a

uma unidade de tempo: dia, mês, bimestre, trimestre, semestre, ano,

.

Utilizamos, usualmente, a letra i para denotar a taxa de juros. A letra i é a inicial da palavra inglesa interest , que significa juros.

O elemento que faz a equivalência dos valores ao longo do tempo é o juro, que

representa a remuneração do capital.

3

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Exemplo:

24%

24%

6% 6%

3,5% 3,5%

Veremos ao longo deste curso, que não é permitido em Matemática Financeira operar com quantias em épocas diferentes.

O objetivo da Matemática Financeira é permitir a comparação de valores em

diversas datas de pagamento ou recebimento e o elemento chave para a

comparação destes valores é a taxa de juros.

Imagine que o Banco X cobra uma taxa de 6% ao mês no uso do cheque especial. E em determinado mês, João precisou pegar emprestado do banco R$ 2.000,00. Que valor João deve depositar na sua conta daqui a um mês para saldar a dívida?

Vimos anteriormente que ao pegar alguma quantia emprestada, além de devolver o principal, deve-se remunerar o capital.

E quanto será a remuneração? Quem responderá essa pergunta é a taxa de juros.

Se a taxa de juros é de 6% ao mês e a quantia emprestada é de R$ 2.000,00, então para saldar a dívida deve-se pagar os R$ 2.000,00 e mais os juros cobrados pelo banco. O juro que deverá ser pago daqui a um mês será 6% de R$ 2.000,00.

Ou seja,

6% 2.000

6

100 · 2.000 120

O valor total que João deve depositar na sua conta para saldar a dívida é igual

a 2.000+120=2.120.

4. Formas de Representação da Taxa de Juros

É importante observar que no cálculo anterior, a taxa de juros 6% foi transformada em fração decimal para permitir a operação. Assim, as taxas de juros terão duas representações:

i) Sob a forma de porcentagem (taxa percentual): 6% ao ano = 6% a.a.

4

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ii) Sob a forma de fração decimal (taxa unitária): 0,06

A representação em percentagem é a comumente utilizada; entretanto, todos os cálculos e desenvolvimentos de fórmulas serão feitos através da notação em fração decimal.

5. Elementos da Operação de Juros

Na situação descrita acima, podemos perceber os principais elementos de uma operação de juros.

Imagine que o Banco X cobra uma taxa de 6% ao mês no uso do cheque especial. E em determinado mês, João precisou pegar emprestado do banco R$ 2.000,00. Que valor João deve depositar na sua conta daqui a um mês para saldar a dívida?

Capital (C) Pode ser chamado de principal, capital inicial, valor presente, valor atual, montante inicial, valor de aquisição, valor à vista. No nosso exemplo, é o dinheiro que João pegou emprestado do banco. Temos então, no nosso problema, que o capital é igual a R$ 2.000,00.

Juros (J) Também chamado de rendimento. Quando uma pessoa empresta a outra um valor monetário, durante certo tempo, é cobrado um valor pelo uso do dinheiro. Esse valor é denominado juro.

Taxa de juros (i) A taxa de juros representa os juros numa certa unidade de tempo. A taxa obrigatoriamente deverá explicitar a unidade de tempo. Por exemplo, se João vai ao banco tomar um empréstimo e o gerente diz:

- Ok! O seu empréstimo foi liberado! E a taxa de juros que nós cobramos é de apenas 8%.

Ora, a informação desse gerente está incompleta. Pois se os juros forem de

8% ao ano

perceba que a indicação da unidade da taxa de juros é FUNDAMENTAL.

Ótimo! E se essa taxa de juros for ao dia? PÉSSIMO! Portanto,

Tempo (n) Quando falamos em tempo, leia-se NÚMERO DE PERÍODOS. No nosso exemplo, se João ficasse devendo ao banco por 3 meses, o número de períodos seria igual a 3. Agora, imagine a seguinte situação. Toma-se um empréstimo com a taxa de 7,5% a.b. (ao bimestre). Se João demorar 6 meses para efetuar o pagamento da dívida, o seu “n”, ou seja, o seu tempo não será igual a 6. O seu tempo será igual a 3!!! Pois a taxa é bimestral, e em um

5

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período de 6 meses temos 3 bimestres. No nosso exemplo, a taxa era mensal e João usou o cheque especial durante apenas um mês.

Montante (M) Pode ser chamado de montante, montante final, valor futuro. É o valor de resgate. Obviamente o montante é maior do que o capital inicial. O montante é, em suma, o capital mais os juros.

Podemos então escrever que M = C + J.

As operações de empréstimo são feitas geralmente por intermédio de um banco que, de um lado, capta dinheiro de interessados em aplicar seus recursos e, de outro, empresta esse dinheiro aos tomadores interessados no empréstimo.

6. Regimes de Capitalização

Denominamos regimes de capitalização aos diferentes processos como os juros são gerados e agregados ao capital aplicado.

Os juros são normalmente classificados em simples ou compostos, dependendo do processo de cálculo utilizado. Ou seja, se um capital for aplicado a certa taxa por período, por vários intervalos ou períodos de tempo, o valor do montante pode ser calculado segundo duas convenções de cálculo, chamadas de regimes de capitalização: capitalização simples (juros simples) e capitalização composta (juros compostos). Vejamos dois exemplos para entender os esses dois tipos de capitalização.

7. Capitalização Simples

De acordo com esse regime, os juros gerados em cada período são sempre os mesmos.

Nessa hipótese, os juros pagos de cada período são calculados sempre em função do capital inicial empregado. Vejamos um exemplo numérico visando a fixação desse conceito.

Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros simples durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados em cada período e o montante após o período de aplicação.

Como a própria leitura da taxa indica: 20% ao ano (vinte por cento ao ano). Cada ano, de juros, receberei 20%. 20% de quem? Do capital aplicado – R$

6

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10.000,00. A taxa de juros, no regime simples, sempre incide sobre o capital inicial.

Os juros gerados no primeiro ano são · 10.000 2.000.

Os juros gerados no segundo ano são · 10.000 2.000.

Os juros gerados no terceiro ano são · 10.000 2.000.

Os juros gerados no quarto ano são · 10.000 2.000.

Os juros gerados no quinto ano são · 10.000 2.000.

Na CAPITALIZAÇÃO SIMPLES os juros gerados em cada período são sempre os mesmos, ou seja, a taxa incide apenas sobre o capital inicial. Dessa forma, o montante após os 5 anos vale R$ 10.000,00 (capital aplicado) mais 5 vezes R$ 2.000,00 (juros). Conclusão: o montante é igual a R$ 20.000,00 (lembre-se que o montante é o capital inicial mais o juro).

8. Capitalização Composta

No regime de capitalização composta, o juro gerado em cada período agrega-se ao capital, e essa soma passa a render juros para o próximo período. Daí que surge a expressão “juros sobre juros”.

Imagine a seguinte situação: Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros compostos durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados em cada período e o montante após o período de cada aplicação.

Os juros gerados no primeiro ano são · 10.000 2.000 e o montante após

o primeiro ano é 10.000 + 2.000 = 12.000.

Os juros gerados no segundo ano são

após o segundo ano é 12.000+2.400=14.400.

· 12.000 2.400 e o montante

Os juros gerados no terceiro ano são · 14.400 2.880 e o montante após

o terceiro ano é 14.400 + 2.880 = 17.280.

Os juros gerados no quarto ano são · 17.280 3.456 e o montante após o

quarto ano é 17.280 + 3.456 = 20.736.

7

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Os juros gerados no quinto ano são

após o quinto ano é 20.736 + 4.147,20 = 24.883,20.

· 20.736 4.147,20 e o montante

Observação: Se a operação de juros for efetuada em apenas um período, o montante será igual nos dois regimes. No nosso exemplo, se parássemos a aplicação no primeiro mês, teríamos um montante de R$ 12.000,00 nos dois regimes de capitalização.

Observe ainda que o dinheiro cresce mais rapidamente a juros compostos do que a juros simples.

9. Juros Simples

Como vimos anteriormente, juros simples são aqueles calculados sempre sobre o capital inicial, sem incorporar à sua base de cálculo os juros auferidos nos períodos anteriores. Ou seja, os juros não são capitalizados.

Vejamos outro exemplo para entendermos bem a fórmula de juros simples.

Imagine que você aplique R$ 5.000,00 à taxa de juros simples de 3% ao mês. Então, ao final do primeiro mês de aplicação, o juro produzido será:

3% 5.000

3

100 · 5.000 150

Ou seja, para calcular o juro produzido no primeiro mês, basta multiplicar

a taxa de juros pelo capital inicial. Como, sob o regime de capitalização

simples, os juros produzidos em cada período são sempre iguais, podemos concluir que, se esse capital fosse aplicado por 10 meses, produziria juros de:

150 x 10 = 1.500.

A partir desse exemplo, é fácil compreender a fórmula para o cálculo do juro simples.

Adotaremos as seguintes notações:

C Capital inicial

i taxa de juros simples

n

tempo de aplicação

J

juro simples produzido durante o período de aplicação.

M

montante ao final da aplicação

O juro produzido no primeiro período de aplicação é igual ao produto do

8

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capital inicial (C) pela taxa de juros (i), como foi feito no nosso exemplo. E, consequentemente, o juro produzido em n períodos de aplicação será:

J = Cin⋅⋅ (1)

E, lembrando também que o montante é a soma do capital com os juros produzidos, temos a seguinte fórmula abaixo:

M = C + J (2)

Substituindo a fórmula (1) na fórmula (2), temos então a seguinte expressão:

M

= C + Cin⋅⋅

, temos então a segui nte expressão: M = C + Cin ⋅⋅ J Em álgebra,

J

Em álgebra, C significa 1C , portanto,

M =1C + Cin⋅⋅

Colocando o C em evidência,

M = C (1 +⋅in ) (3)

É de suma importância memorizar as três fórmulas abaixo.

J = Cin⋅⋅ (1) M = C + J (2)

M = C (1 +⋅in ) (3)

E devemos estar atentos ao seguinte fato:

Deve-se utilizar a taxa na forma unitária. Assim, por exemplo, se a taxa for de

30% , utilizamos 0,30.

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10. Homogeneização entre a taxa e o prazo de capitalização

A taxa de juros deverá estar explicitada na mesma unidade de tempo

apresentada pelo prazo de capitalização. Ou seja, deve existir concordância

entre as unidades da taxa de juros e do tempo.

Assim, se a taxa for mensal, o tempo deverá ser expresso em meses;

Se a taxa for bimestral, o tempo deverá ser expresso em bimestres;

E assim sucessivamente.

Exemplos

i=3% a.m.

n=150 dias.

A taxa está expressa em meses e o tempo em dias. Para que haja

concordância entre as unidades, deveremos escolher uma unidade comum e

transformar um dos objetos.

O mês comercial é de 30 dias. Portanto, para transformar o tempo de 150 dias

para meses, basta dividir por 30.

i=3% a.m.

n= 5 meses

Para efetuar a transformação da taxa, no regime de juros simples, utilizaremos

o conceito de taxas proporcionais.

Transformar a taxa significa encontrar uma taxa equivalente, ou seja, que para um mesmo período, os juros gerados sejam o mesmo. No regime de capitalização simples, taxas proporcionais são equivalentes.

11. Taxas Proporcionais

Duas taxas são proporcionais quando a razão entre elas é igual à razão entre

os respectivos períodos expressos na mesma unidade de tempo.

A definição de taxas proporcionais não está condicionada ao regime de

capitalização. Portanto, teremos taxas proporcionais tanto no regime de capitalização simples quanto no regime de capitalização composta. O fato

importante é que no regime de capitalização simples as taxas proporcionais são equivalentes.

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Simbolicamente, dizemos que a taxa referente ao período é proporcional à taxa referente ao período se

Para exemplificar, no regime de juros simples, um capital aplicado por 1 ano (12 meses) a uma taxa de 36% ao ano produz o mesmo montante quando o mesmo capital é aplicado a uma taxa de 3% ao mês por 12 meses.

Neste exemplo,dizemos que 3% ao mês é proporcional a 36% ao ano, pois como 1 ano é o mesmo que 12 meses, tem-se:

2%

1 ê 12

24%

Poderíamos ter adotado a seguinte linha de raciocínio. Como 1 ano é 12 vezes maior do que o período de 1 mês, então a taxa anual proporcional é 12 vezes maior do que a taxa mensal.

Exemplo: Determinar a taxa diária proporcional a 3% ao mês.

Aplicando a definição de taxas proporcionais (lembre-se que o mês comercial possui 30 dias).

30

1

30

3%

1

Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

· 30 3% · 1

3%

30

0,1%

Poderíamos ter adotado a seguinte linha de raciocínio. Como 1 dia é 30 vezes menor do que o período de 1 mês, então a taxa diária proporcional é 30 vezes menor.

30

3%

30

0,1%

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12. Juros Simples Ordinários (Comerciais) e Exatos

Na prática, usualmente, é adotado o juro simples ordinário (utiliza o ano comercial com 360 dias e meses com 30 dias). O juro simples exato (utiliza o ano civil com 365 dias) somente é usado quando para isso for expresso explicitamente na operação.

Os juros são considerados ordinários ou comerciais quando utilizam o ano comercial para estabelecer a homogeneidade entre a taxa e o tempo. Logo, em juros ordinários, consideramos que todos os meses têm 30 dias e o ano tem 360 dias.

Juros exatos são aqueles em que se utiliza o calendário civil para verificarmos a quantidade de dias entre duas datas. Logo, quando o mês tem 31 dias deveremos considerar o total e não 30 dias.

Para facilitar o cálculo de juros nestas modalidades, é fundamental efetuarmos

o cálculo com taxa anual e o tempo expresso em dias. Para calcular a taxa

equivalente diária devemos dividir a taxa anual pelo número total de dias do

ano comercial (360 dias) ou ano exato (365 ou 366 dias).

Devemos ficar atentos ao fato de o ano ser ou não bissexto no caso de juros exatos.

Podemos “criar” dois processos mnemônicos para saber quais anos são bissextos ou não. Para começar, os anos bissextos obrigatoriamente são pares.

Um ano é dito bissexto se for múltiplo de 4, exceto os que são múltiplos de 100,

a não ser que sejam múltiplos de 400.

Dica: Para verificar se um número é divisível por 4 basta dividir os últimos dois dígitos do número por 4.

Assim, 1998 não é divisível por 4 e, portanto, não é bissexto.

Uma maneira mais “lúdica” de memorizar é o seguinte:

Os anos pares ou são anos de Olimpíada ou são anos de Copa do Mundo.

Os anos bissextos são os anos de Olimpíadas!!!

Como em 1998 houve a Copa do Mundo da França, o ano não foi bissexto.

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01. (SEFAZ-RJ 2009/FGV) O valor a ser pago por um empréstimo de

4.500,00, a uma taxa de juros simples de 0,5% ao dia, ao final de 78 dias é de:

R$

a) R$ 6.255,00

b) R$ 5.500,00

c) R$ 6.500,00

d) R$ 4.855,00

e) R$ 4.675,00

Resolução

Temos todas as informações necessárias para o cálculo dos juros simples: o capital, a taxa e o tempo. Além disso, a taxa e o tempo já conformidade em relação à unidade.

Lembremos a fórmula de juros simples:

· ·

Temos

0,5% 0,5/100 0,005 ao dia e o tempo é igual a 78 dias.

que

o

capital

é

igual

a

R$

4.500,00,

a

4.500 · 0,005 · 78 1.755

taxa

é

igual

a

O valor a ser pago é o montante (capital + juros).

Letra A

4.500 1.755

6.255

02. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) Um capital é aplicado durante 120 dias a uma taxa

de juros simples ordinários de 15% ao ano, produzindo um montante de R$ 8.400,00. Nestas condições, o capital aplicado, desprezando os centavos é:

a) R$ 6.500,00

b) R$ 7.850,00

c) R$ 8.017,00

d) R$ 8.820,00

e) R$ 8.000,00

Resolução

As unidades de tempo de referência do período de aplicação e da taxa devem ser iguais, porém a taxa de juros e o período de aplicação não estão expressos

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na mesma unidade. Devemos traçar a nossa estratégia: escolher uma unidade comum para a taxa e para o período de capitalização.

Lembre-se que juro ordinário é um sinônimo de juro comercial. Desta forma, consideramos que cada mês tem 30 dias e o ano possui 360 (12 x 30) dias.

Ora, se o ano comercial possui 360 dias, então os 120 dias do problema representam:

120

360

1

3

Agora temos homogeneidade entre as unidades. A taxa de juros é igual a 15%

= 0,15 ao ano e o tempo de aplicação é igual a 1/3 do ano. Lembremos a fórmula do montante simples:

· 1 ·

O montante fornecido é igual a R$ 8.400,00.

8.400 · 1 0,15 ·

1

3

8.400 · 1 0,05

8.400 · 1,05

8.400

1,05 8.000

Desta forma, o capital aplicado é igual a R$ 8.000,00.

Letra E

03. (Vestibular FGV 2002) Um capital aplicado a juros simples, à taxa de 2,5% ao mês, triplica em:

a) 75 meses

b) 80 meses

c) 85 meses

d) 90 meses

e) 95 meses

Resolução

Dizer que um capital triplica é o mesmo que dizer que o montante final é igual ao triplo do capital inicial.

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Lembrando que o montante é a soma do juro com o capital:

Vamos substituir na expressão acima a fórmula de juros simples.

· ·

·

2

A taxa fornecida pelo enunciado é igual a 2,5% ao mês.

2,5

100 · 2

0,025 · 2

2

0,025

Como efetuar esta divisão? Ora, o denominador possui 3 casas decimais. Vamos então igualar a quantidade de casas decimais e, em seguida, apagar as vírgulas.

Letra B

2,000

0,025

2.000

25

80

04. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) A taxa de juros simples de 0,05% ao dia equivale à taxa semestral de:

a) 15,00%

b) 1,50%

c) 18,00%

d) 9,00%

e) 12,00%

Resolução

No

equivalentes.

regime

de

capitalização

simples

as

taxas

proporcionais

são

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Duas taxas são proporcionais quando a razão entre elas é igual à razão entre os respectivos períodos expressos na mesma unidade de tempo.

Simbolicamente, dizemos que a taxa referente ao período é proporcional à taxa referente ao período se

Queremos comparar a taxa diária com a taxa semestral. Lembre-se que um semestre é a metade de um ano. Como o ano comercial tem 360 dias, um semestre tem 180 dias.

180

0,05%

180

1

1

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

180 · 0,05%

9%

Poderíamos ter resolvido utilizando o raciocínio seguinte: como um semestre

tem 180 dias, então a taxa semestral será igual a taxa diária multiplicada por

180.

Letra D

180 · 0,05%

9%

05. (SEFAZ-RJ 2009/FGV) Um montante inicial foi aplicado a uma taxa de juros simples de 5% ao mês durante 2 meses e depois reaplicado a uma taxa de juros simples de 10% ao mês durante 2 meses, resultando em R$ 13.200,00. O valor do montante inicial era de:

a) R$ 18.500,00

b) R$ 13.000,00

c) R$ 12.330,00

d) R$ 11.000,00

e) R$ 10.000,00

Resolução

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Têm-se duas aplicações a juros simples sucessivas. Digamos que o capital inicial aplicado seja igual a C. Desta forma, aplicando C reais durante 2 meses a uma taxa de 5% ao mês, o montante será igual a:

· 1 ·

· 1 0,05 · 2

· 1,1

Este montante M 1 será o capital de uma nova aplicação. Aplicaremos M 1 reais durante dois meses a uma taxa de 10% ao mês. O novo montante será igual a:

· 1 ·

· 1,1 · 1 0,10 · 2

· 1,1 · 1,2

O

1,32 ·

montante final é igual a R$ 13.200,00. Portanto:

O

1,32 · 13.200

13.200

1,32

10.000

capital inicial é de R$ 10.000,00.

Letra E

06. (Vestibular FGV 2001) Um vidro de perfume é vendido à vista por R$48,00 ou a prazo, em dois pagamentos de R$25,00 cada um, o primeiro no ato da compra e o outro um mês depois. A taxa mensal de juros do financiamento é aproximadamente igual a:

A) 6,7%

B) 7,7%

C) 8,7%

D) 9,7%

E) 10,7%

Resolução

O valor à vista é de R$ 48,00. Se o indivíduo dá uma entrada de R$ 25,00,

então ficou devendo R$ 23,00. Mas o pagamento feito um mês depois foi de R$ 25,00. Assim, o juro cobrado foi de R$ 2,00. Observe que a taxa de juros só incide no valor devido e não sobre o valor já pago.

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· ·

2 23 · · 1

2

23 0,0869 8,7%

Letra C

07. (BESC 2004/FGV) Um artigo é vendido, à vista, por R$ 150,00 ou em dois pagamentos de R$ 80,00 cada um: o primeiro, no ato da compra e o segundo, um mês após a compra. Os que optam pelo pagamento parcelado pagam juros mensais de taxa aproximadamente igual a:

a) 14,29%

b) 13,33%

c) 9,86%

d) 7,14%

e) 6,67%

Resolução

O valor à vista é de R$ 150,00. Se o indivíduo dá uma entrada de R$ 80,00, então ficou devendo R$ 70,00. Mas o pagamento feito um mês depois foi de R$ 80,00. Assim, o juro cobrado foi de R$ 10,00.

· ·

10 70 · · 1

10

70 0,142857 14,29%

Letra A

08. (SEFAZ-MS 2006/FGV) Um artigo custa, à vista, R$ 200,00 e pode ser comprado a prazo com uma entrada de R$ 100,00 e um pagamento de R$ 120,00 um mês após a compra. Os que compram a prazo pagam juros mensais de taxa:

a) 5%

b) 10%

c) 20%

d) 25%

e) 30%

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Resolução

O valor à vista é de R$ 200,00. Se o indivíduo dá uma entrada de R$ 100,00, então ficou devendo R$ 100,00. Mas o pagamento feito um mês depois foi de R$ 120,00. Assim, o juro cobrado foi de R$ 20,00.

· ·

20 100 · · 1

20

100 20%

Letra C

09. (Prefeitura de Ituporanga – 2009 – FEPESE) Quais são os juros simples de R$ 12.600,00, à taxa de 7,5% ao ano, em 4 anos e 9 meses?

a) R$ 4.488,75

b) R$ 1.023,75

c) R$ 3.780,00

d) R$ 1.496,25

e) R$ 5.386,50

Resolução

As unidades de tempo de referência do período de aplicação e da taxa devem ser iguais.

Temos todas as informações necessárias para o cálculo dos juros simples: o capital, a taxa e o tempo. O único problema é que a taxa de juros e o período de aplicação não estão expressos na mesma unidade. Devemos traçar a nossa estratégia: escolher uma unidade comum para a taxa e para o período de capitalização.

Sabemos que um ano é o mesmo que 12 meses. Logo, 4 anos são o mesmo que 4 x 12 = 48 meses. Portanto, o período de capitalização é igual a 48 + 9 = 57 meses. Já a taxa é igual a 7,5% ao ano ou 0,075 ao ano. Para calcular a taxa equivalente ao mês, basta-nos dividir essa taxa por 12 (taxas proporcionais). Portanto a taxa de juros mensal será igual a 0,075/12. Agora estamos prontos para aplicar a fórmula de juros simples.

Temos

0, 075

que

o

capital

é

· ·

igual

a

R$

12.600,00,

12 ao mês e o tempo é igual a 57