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Dr. Márcio Bontempo

RECEITAS PARA FICAR DOENTE

A ironia dos hábitos alimentares, da


medicina e da vida atual

5ª.
edição revista

Este trabalho é dedicado à classe médica alopática radical, no


intento de ajudá-la a superar suas limitações e o controle que
sofre, pois à semelhança de outras profissões ligadas à doença,
ela não sabe que também está doente, nem tem uma idéia
clara do que seja saúde.
Autor

Doença é o conjunto das alterações funcionais e orgânicas, de


caráter evolutivo, que se manifesta em um indivíduo atingido por
um agente exterior, contra o qual o seu organismo reage.
Professor W. Maffei

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SOBRE O AUTOR
Dr. Márcio Bontempo é médico, sociólogo e escritor. Bacharel em Medicina pela
Universidade Sul Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Especialista em Saúde
Pública pela Universidade São Camilo, São Paulo. Presidente da Associação
Brasileira de Medicina Integral. Presidente do Grupo de Defesa do Consumidor
Naturalista (PRONACON). Criador do Movimento Médicos Pés Descalços na
cidade de São Lourenço, Minas Gerais. Autor do Projeto de Medicina Alternativa
para Comunidades Carentes. Autor das seguintes obras, entre outras:

Relatório Orion — Denúncia médica sobre os perigos dos aditivos alimentares e


dos agrotóxicos. L&PM Editores, Porto Alegre.
AIDS — Esclarecimento global e uma abordagem alternativa. Hemus Editora, São
Paulo.
Almanaque pés descalços — Guia alternativo para a auto-suficiência e
consciência planetária, L&PM Editores, Porto Alegre.
Livro de bolso da medicina natural. Editora Ground, São Paulo.
Estudos atuais sobre os efeitos da cannabis sativa. Editora Global, São Paulo.

O autor hoje dedica-se à criação de um hospital de bases alternativas, publica


trabalhos em vários órgãos de imprensa, profere palestras em diversas
universidades no Brasil e no Exterior, ministra o Curso Intensivo de Medicina
Natural em várias capitais brasileiras, participa de Seminários e Congressos onde
apresenta suas teses e sua experiência clínica. Milita pela paz mundial, pela
compreensão entre os povos, pela defesa da natureza e das minorias, dirigindo os
seus esforços no sentido de ajudar a humanidade a atingir um estado superior
de consciência.

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INTRODUÇÃO

Este livro foi escrito para ensinar o digníssimo leitor a sofrer das
doenças modernas da nossa civilização. Pode parecer
estranho que um médico escreva isto, mas sobram razões
para tanto.
Há muitos anos dedicamo-nos ao esclarecimento da população
quanto às causas ambientais das doenças, seja no tocante à
alimentação industrializada, às condições de trabalho, à
neurose, à poluição em todos os níveis (atmosférica, sonora,
informativa, cultural, ideológica etc), seja quanto aos fatores
sócio-econômicos, políticos, culturais e até hereditários. Temos
tentado mostrar como a nossa sociedade desenvolveu um
sofisticado sistema de exploração e manutenção da doença,
com a criação do famigerado complexo médico industrial-
hospitalar.
Também é fato conhecido que a medicina oficial é envolvida
por interesses multinacionais de lucro e que tenta desviar a
atenção das causas sócio-econômicas e culturais das doenças
para etiologias específicas, "biologizando" e individualizando o
problema. Deste modo, recomenda o uso de medicamentos
geralmente paliativos, caros e quase sempre perigosos, que
oneram violentamente a já combalida economia brasileira. Não
existe um programa eficaz que esclareça a população quanto
às causas reais das doenças. Toda tentativa de estabelecer
medidas de caráter preventivo não vinga, devido às "forças
ocultas" que comandam surdamente a economia,
principalmente no Terceiro Mundo.
Nesse processo, a classe médica, principal responsável pelo
esclarecimento da população, é frenada em sua ação graças a
uma falsa ideologia que é injetada no aluno desde o primeiro
ano de faculdade. Esta, por sua vez, não forma um profissional
da saúde, mas um técnico, um soldado contra a doença,
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treinado para ser um inconsciente vendedor de medicamentos
disfarçado de branco.
Sendo assim, as técnicas alternativas de medicina, mais
baratas, eficazes e geralmente inofensivas, representam
enorme perigo para os lobbies multinacionais, que exploram a
doença em nome da boa saúde da coletividade.
Escrever, então, um manual que ensine a ficar doente é uma
variação de estilo que se encaixa bem com a inversão de
valores que caracteriza a nossa civilização. Talvez assim o
alcance seja maior do que tem sido até hoje, através dos
manuais práticos de medicina natural, alimentação natural,
denúncias e assim por diante, que são escritos de forma direta
e logram resultados apenas parciais, limitados e temporários.
Ficar doente é hoje um privilégio, é sentir-se normal, é
participar da situação de todos, é ser igual. Os naturalistas,
macrobióticos, médicos alternativos, os que não usam o
perigoso e traiçoeiro açúcar branco, os vegetarianos, os iogues
etc. são vistos como seres estranhos. Desde que a medicina
oficial exigiu que o médico assumisse uma posição de poder e,
através do uso e do abuso do monopólio do conhecimento
científico, impusesse aos seus pacientes as suas ordens e
determinações, o doente perdeu sua auto-suficiência, sua
autopercepção e a dignidade de conhecer o seu próprio corpo
e as causas dos seus males. A utilização de drogas e cirurgias,
unicamente, apenas perpetua o processo. Raríssimos são os
médicos que se preocupam com as causas alimentares da
maioria das doenças modernas, estando eles próprios
sujeitos às mesmas, pois também alimentam-se
pessimamente e não conhecem a composição dos alimentos
industrializados, que constituem causas de 85% das doenças
degenerativas.
Então, dada a condição contraditória da nossa civilização e os
valores hoje considerados normais e aceitos, ensinaremos aqui
como adoecer. Talvez assim esclareçamos melhor nossa gente,
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acostumada a seguir conselhos esdrúxulos e absurdos
difundidos por uma imprensa manipulada por interesses
escusos, que induzem ao consumo desenfreado, controlando
a opinião pública ao seu bel-prazer.
Se o digníssimo leitor sentir algum toque de ironia neste
trabalho, não se preocupe; a realidade e a condição humanas
são muito mais irônicas do que se possa imaginar.

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Vivemos num mundo cercado pela doença. Seja ela física,
psíquica, mental, congênita ou hereditária, seu fantasma
ronda solto. Em cada época da história da humanidade, a
ameaça de uma ou mais doenças sempre esteve presente: no
passado, a peste, a lepra e as infecções; hoje, o câncer, o
enfarte e outras. Mas é necessário lembrar, no entanto, que
hoje é muito mais frequente a morte por acidentes de trânsito,
guerras e guerrilhas, por efeito dos agrotóxicos e uso de
medicamentos do que por todas as doenças que a
humanidade possa ter tido. As causas da morte são geradas
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pelo homem, e não pela vida em si.
O homem moderno tem um novo componente no seu crítico
quadro de anomalias e desequilíbrios, que são as doenças
psíquicas e mentais. Há muito se sabe que os estados
emocionais e as tensões podem gerar doenças físicas ou
orgânicas (doenças psicossomáticas), mas até bem pouco
tempo quase nada se sabia a respeito da origem dessas
tensões e males psíquicos agora tão comuns. Apesar das
muitas teorias a respeito, devemos concluir que o homem
criou uma sociedade repressora e opressora, que tiraniza o
próprio criador. O homem de hoje praticamente perdeu sua
liberdade individual e segue valores e padrões de
comportamento que não são legitimamente seus. Sem saber,
persegue ideais e objetivos como o poder, a fama, o sucesso e
a fortuna, que não lhe trazem nenhum sentido pessoal. São
formas alienantes de existir. Quando o indivíduo-consegue
atingir esses ideais, cai em depressão, pois percebe que a
felicidade não está ali. Frequentemente, nessa situação, busca
ansiosamente mais e mais: mais poder, mais fama, mais
dinheiro, continuando, assim, a alimentar um processo ilusório
que traz apenas desgaste e o distanciamento de si mesmo.
Quando não consegue atingir seus objetivos, fica pelo
caminho, acreditando que não é feliz por não ter "chegado lá".
São poucas as pessoas neste mundo que vivem intensamente
o momento; geralmente vivemos voltados para o futuro ou
para o passado. Pensamos que é no futuro que estaremos
bem ou felizes. Lutamos para atingir certas metas que
geralmente não nos trazem prazer ou aquilo que esperávamos.
Isso faz com que frequentemente a pessoa, após anos e anos
de luta, ao se ver frustrada, entristecida e sem energia, se
volte para o passado, acreditando que "naqueles tempos, sim,
era feliz e não sabia".
Nossa cultura está estruturada de modo a dominar o indivíduo
e a submetê-lo às suas exigências. Infelizmente, quem assim
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se submete, total e incondicionalmente, só conhece a tristeza,
o desgaste, o envelhecimento doentio e a neurose. Substituiu-
se o "ser" pelo "ter" e valorizou-se preferencialmente o poder
ao prazer de existir, pura e simplesmente. Sabemos que a
maior parte dos suicídios ocorrem no auge do sucesso, do
poder, da riqueza ou em sociedades ultra-organizadas. Isto
acontece porque o indivíduo vivência a angústia de não ver
mais a saída do labirinto existencial enganoso em que entrou.
Não vê mais sentido em prosseguir naquele caminho e
desconhece outros.
A neurose e a psicose são talvez as piores doenças, pois nada
deve ser pior do que viver em ansiedade intensa, deprimido,
inseguro, angustiado e triste. Pior talvez que uma dor aguda,
pois o indivíduo perde os seus próprios valores e persegue a si
próprio, sendo atormentado a cada instante pelo seu ego, num
processo infernal. Isto ocorre devido à repressão das forças
espontâneas de prazer que emanam do inconsciente. Parece
que o início do processo se dá na vida intra-uterina e na tenra
infância, quando os moldes neuróticos dos pais e da sociedade
começam a exercer sua influência sobre a criança, de modo a
ajustá-la às prerrogativas e exigências do status quo. A criança
aprende desde cedo a reprimir seus impulsos naturais e a
submeter-se a vontades que não são propriamente as suas.
Com isto, acaba por formar uma personalidade e estruturar
seu caráter de acordo com o que lhe ensinam ou forçam. Este
processo cria os primeiros bloqueios energéticos, que refletem,
nas características individuais, a repressão sofrida pela pessoa.
Quanto mais repressão, tanto maior a ansiedade, a angústia, o
ódio, a revolta, a melancolia e o distanciamento de si mesmo.
É fato corrente que o ser humano nasce para amar. Nasce com
pleno e total potencial de amor, mas, se não pode dar ou
receber amor de modo conveniente, acaba por bloquear-se.
Passa a desenvolver a antítese do amor, que é o ódio. O
mesmo ódio que fez do homem um ser fratricida, genocida,
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agressivo e destrutivo.
Nossa cultura possui valores alienantes, pois ensina o indivíduo
a voltar-se para o mundo exterior, objetivo e "real". Quando o
indivíduo não age de acordo com aquilo que se considera
"comportamento normal", voltando-se mais para o seu interior
e buscando compreender seus próprios valores, passa a ser
visto como uma pessoa estranha, louca ou desequilibrada.
Assim sendo, a sociedade cerceia o legítimo direito que o
cidadão tem de conhecer o seu próprio mundo interno, onde
residem a serenidade, a calma, o prazer, o discernimento e a
espiritualidade. O homem moderno, ao contrário, está alienado
dos lídimos valores fundamentais para a sua evolução. Passa
pela vida sofrendo, fazendo do trabalho um meio escravizante
de se manter; é influenciado pelos mais diversos estímulos,
que o impulsionam ao consumismo, à superficialidade, à
exterioridade, ao imediatismo e à praticidade. Vive perseguindo
a felicidade e o bem-estar, mas por caminhos indevidos.
Goethe retratou bem a situação humana em Fausto. Fausto
vendeu a alma a Mefistófeles, que em troca lhe prometeu
coisas que nunca poderiam ser cumpridas.
Esta condição neurótica acaba influenciando o indivíduo em
todos os sentidos. A sexualidade humana parece ser a área
mais aflitiva. O prazer é perseguido ansiosamente, no entanto,
o cidadão é treinado desde a infância para reprimi-lo.
Confunde-se também liberdade sexual com libertinagem, amor
com paixão, esta última, destrutiva e escravizante. Poucos são
aqueles que possuem uma sexualidade satisfatória, obtendo
dela um prazer calmo, relaxante e profundo. As relações
humanas estão controladas. Vários são os elementos que
influenciam na questão do sexo. Wilhelm Reich foi perseguido
e preso por ter apontado as causas sociais da neurose e seus
reflexos na sexualidade. Ele mostrou que grande parte da
energia que poderia ser convertida em prazer sexual é
desviada para alimentar uma determinada organização ou
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para criar e manter um tipo de personalidade forjada pelas
exigências do meio social. Assim surgem os desvios da
sexualidade, o medo inconsciente do prazer, as proibições, o
falso moralismo, a depravação, a pornografia etc.
Escravo de si mesmo, o homem moderno desenvolveu a
capacidade de negar-se e adaptar-se. Vítima de grande
ansiedade, suas tensões transparecem em seus atos e
decisões, provocando, em última instância, as revoltas sociais,
o controle do homem pelo homem, a luta de classes, os
desníveis sociais, a fome, a pobreza, a violência e a guerra.
Todos esses fenômenos têm causas muito complexas e, para
que se possa compreendê-las, deve-se estudar bem o
inconsciente do homem, onde as forças se acham reprimidas
por um ego despótico, criado, desenvolvido e estimulado pela
própria sociedade.
Existe uma relação dialética entre o homem e o seu meio. O
equilíbrio entre ambos é indispensável para que haja saúde
emocional e uma vida serena, isto é, o homem deve manter
uma certa conduta em grupo ao mesmo tempo que cultiva
também o seu mundo interno. Uma vez que é o próprio homem
que cria as regras da sociedade, quanto mais neurótico ele for,
mais o será também o seu meio social. Uma sociedade
repressora, divisionista e fragmentária é a própria expressão
da condição dos indivíduos que a compõem.
Sendo assim, o ser humano vive atualmente uma imensa
contradição. Para alcançar a almejada felicidade, deve rejeitar
os valores básicos da sociedade. Se viver conforme os padrões
socialmente aceitos, fica verdadeiramente alienado, até e
principalmente de si mesmo. Portanto, está dividido, em
constante conflito com o mundo externo.
Existe assim uma interação e uma interdependência entre o
indivíduo e a sociedade. Contraditoriamente, aquele que aceita
todos os valores da sociedade é, de fato, um alienado (dos
seus próprios valores e dos valores relacionados a princípios
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universais superiores, altruísticos e humanísticos), pois a
sociedade é moldada a partir de bases neuróticas. Por outro
lado, quando o indivíduo questiona as regras e os valores da
sociedade em que vive, é considerado um alienado, um
desequilibrado. Quer dizer, para ser feliz é necessário que o
indivíduo (etimologicamente: não dividido) se torne um
"divíduo", ou seja, dividido, separado. Não é à toa que os
grandes movimentos sociais que questionaram mais
profundamente os valores burgueses da sociedade industrial
tenham sido chamados de loucos pelas classes dominantes
bem comportadas. Ironicamente, a sociedade desenvolveu
técnicas que procuram reajustar a pessoa que não segue os
padrões de comportamento aceitos. Por meio da psiquiatria
medicamentosa ou por métodos psicoterapêuticos baseados
em sistemas interpretativos e explicativos procura-se ajustar a
teoria ao caso, e não o contrário. Estas técnicas vêem o caso
através de um conjunto de informações e dados previamente
estabelecidos pelos próprios valores sócio-culturais. As
interpretações baseiam-se em teorias geralmente inflexíveis,
procurando ajustar o indivíduo doente ao próprio meio gerador
da doença, seja ela física, psíquica ou mental.
Como resultado de todo esse processo, temos a vasta gama
dos chamados sintomas emocionais, como a ansiedade, a
angústia e a depressão, já considerados normais pelo cidadão
do nosso século. Quem não possui esses sintomas deve ser
um estranho, principalmente se vive numa sociedade que
existe e se mantém graças ao cerceamento do prazer
individual, que tece a trama do mecanismo de controle social e
da escravização do homem.

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"A tecnocracia mutilou a personalidade dos discípulos de
Hipócrates."
Dr. Nelson Senise
em Medicina e Impunidade

Até meados do século passado, sabia-se que a doença era o


resultado de uma desarmonia entre o homem e o seu meio
ambiente, a natureza. Depois do advento da era microbiana,
com Pasteur e Koch, esse modo de pensar mudou. Já se podia
culpar um determinado germe por causar uma doença.
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Imaginou-se então que todas as doenças deveriam ser
provocadas por um bichinho invisível. Apesar de toda a
oposição sofrida por Pasteur e suas teorias revolucionárias —
Pierre Pochet, então professor de fisiologia de Tolouse, em
1872, chegou a afirmar que a teoria dos germes de Louis
Pasteur era "uma ficção ridícula" — a teoria microbiana firmou-
se e acabou dominando toda a doutrina médica, a tal ponto
que hoje não se entende mais a relação do ser humano com
seu meio ambiente. Tudo pode ser e é tratado com drogas e
cirurgias. Esqueceu-se completamente que o ser vivo interage
com a natureza.
A medicina enveredou por um caminho obscuro, organicista e
tecnicista, desligado das leis naturais. O médico, outrora um
sacerdote, transformou-se num profissional, um técnico duro e
frio manipulado por interesses ligados ao lucro, fazendo parte
de um complexo mecanismo, cujo objetivo é a perpetuação
das doenças. Com a despersonalização do médico e a
intromissão dos trustes econômicos no comércio da doença, a
medicina tornou-se quantitativa e adoeceu. Como diz o
professor Jaime Landmann: "As indústrias médicas nascidas do
progresso científico, a gestão hospitalar irracional, a
intervenção das multinacionais na indústria farmacêutica
mundial e as doenças transformadas em mercadoria são
mecanismos que contribuem para fabricar doentes numa
sociedade de consumo."
Infelizmente, hoje somos forçados a conviver com uma medicina
que perdeu suas elegantes vestes sacerdotais antigas para
converter-se em um foco de interesses mercantilistas, cúmplice
dos mesmos mecanismos que exercem o controle social. O
médico moderno é induzido, desde o início da faculdade de
medicina, a agir conforme a conveniência de tais interesses.
Aprende uma técnica de tratamento baseada apenas em recursos
medicamentosos e cirúrgicos; é levado a abominar e a duvidar de
qualquer modalidade alternativa de tratamento possível,
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frequentemente considerada nos meios acadêmicos
(principalmente nos países subdesenvolvidos) como não-científica
e charlatanesca. A ciência moderna é descaradamente utilizada
pelos detentores do poder para dominar e destruir.
A medicina moderna, limitada pelo seu enfoque puramente
analítico e cartesiano, vê o doente por meio de um prisma
tortuoso, enxergando apenas uma parte do processo. Devido às
suas bases fragmentárias, está dividida em especialidades e
departamentos.
A ideologia médica e sua doutrina, alimentadas por uma filosofia
paupérrima, criam profissionais que não sabem nem mesmo
prevenir ou tratar suas próprias doenças, estando sujeitos a
adquirir uma anomalia a qualquer instante. Temos então a
insatisfação de deparar com endocrinologistas obesos,
gastroenterologistas ulcerosos, psiquiatras neuróticos,
dermatologistas com doenças de pele crónicas, cujas causas eles
mesmos desconhecem, clínicos com obstipação intestinal,
médicos fumantes e uma série infindável de exemplos grotescos
e paradoxais, porém infelizmente reais. Será tudo isto
invencionice?
Sabemos perfeitamente que a tecnologia médica progrediu muito,
e graças a isto aperfeiçoaram-se técnicas cirúrgicas e
terapêuticas que salvam vidas. A traumatologia e a medicina de
urgência evoluíram muito. Algumas drogas interessantes foram
descobertas, mas, por outro lado, houve um decepcionante
empobrecimento da filosofia médica. Deve-se considerar
também que a terapêutica medicamentosa e as mutilações
cirúrgicas produzem muitos danos devido aos efeitos
colaterais, como acidentes com drogas, intoxicações lentas,
doenças iatrogênicas (provocadas por medicamentos),
cirurgias desnecessárias, choques anafiláticos e anestésicos,
mutilações cirúrgicas e erros médicos. Isto torna a medicina
moderna extremamente perigosa.
Entendemos também que os Conselhos de Medicina (CRMs)
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existem para manter a medicina adaptada aos interesses do
sistema. Ademais seu objetivo é controlar e reprimir o
profissional, e não auxiliá-lo. A serviço do complexo médico-
industrial, procuram manter o médico submetido a uma norma
de conduta (ética médica) que convenha aos interesses do
mecanismo de controle social. Frequentemente "abafam" erros
médicos e defendem situações criminosas. Aventuram-se a
julgar casos profissionais que deveriam estar sob a alçada do
poder público. Como pretexto para a sua legitimidade como
entidade representativa da medicina e da profissão médica —
existe uma quantidade imensa de médicos que não aceitam
seu controle — utilizam o argumento de "zelar e preservar a
boa imagem do médico".
A doença, assim como a fome e a miséria, é um mal necessário
para a manutenção do controle social; não tem causa clara e
é de difícil eliminação. Não pode desaparecer enquanto
existirem ambição, poder e domínio, pois é usada pelos
detentores das rédeas do controle económico e político para
manter a continuidade do establishment.
Ficaríamos muito felizes se este trabalho ajudasse a classe
médica e demais profissionais ligados direta ou indiretamente
à área da saúde a compreenderem melhor a doença e suas
causas, a todo custo mascaradas por teorias rígidas e interesses
antagónicos à felicidade e ao bem-estar social. O médico,
principal responsável pelas condições de saúde da sociedade, ao
contrário, tornou-se um agente deste jogo de interesses. É um
profissional inseguro e manipulado. Transformaram-no num
vendedor sofisticado de remédios que não sabe bem o que é a
saúde, lançando mão de uma terminologia técnica hermética e
enganosa.
Presenciamos, com tristeza, a existência da chamada "máfia de
branco", das clínicas clandestinas de aborto, dos maus serviços
públicos — quando o direito do cidadão à saúde é garantido pela
Constituição e pelas organizações internacionais de saúde —,
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dos atendimentos "relâmpagos", das receitas "carimbadas", das
comissões pela venda de medicamentos, dos conchavos, das
propinas, dos apadrinhamentos e de outras falcatruas que
mancham a digna e nobre profissão médica. A imagem do médico
nunca esteve tão desgastada como hoje.
Os médicos possuem hoje uma imensa bagagem de tabus e
preconceitos científicos; rejeitam a medicina popular, o empirismo
e as ervas medicinais (que consideram ineficazes e perigosas),
como se a ciência experimental pudesse existir sem a ciência
empírica. Também não entendem nada de alimentação
(alimentam-se eles mesmos de forma péssima), desintoxicação,
depuração natural e naturismo. Apresentam opiniões duvidosas
sobre a medicina da natureza e dos astros, pouco ou nada
entendendo do assunto. Como exemplo do que foi exposto, cito o
caso seguinte:
Atendi em meu consultório um rapaz de 30 anos, portador de uma
sintomatologia vaga, caracterizada por sensação de insegurança
ocasional, suor profuso, taquicardia, sensação de ter um bicho no
abdômen que o corroía por dentro e tremor nas extremidades.
Tudo isso surgia geralmente pela manhã, durava pouco tempo e
vinha acompanhado de intensa vontade de ingerir açúcar. Às
vezes, o quadro era acompanhado de leve tontura. O paciente
já havia feito vários tratamentos, principalmente psiquiátricos.
No entanto, nenhum profissional havia perguntado o que ele
comia. Ocorre que sua alimentação era péssima e ingeria
grande quantidade de açúcar. Um exame de sangue e uma
curva glicêmica revelaram uma condição anômala conhecida
como hipoglicemia, que indica baixa quantidade de açúcar no
sangue e ocorre quando o indivíduo ingere muito açúcar
branco. Foi estabelecido um tratamento dietético que resultou
em excelente recuperação e eliminação total das drogas
psiquiátricas.
Tendo eu viajado, fiquei por dois meses aproximadamente
sem ver o paciente, que, ao ter uma leve recaída, visitou seu
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médico anterior. Este receitou-lhe os antigos remédios
psiquiátricos e aconselhou-o a voltar à dieta "normal". Se
tivesse algum problema, poderia chupar algumas balas, pois
afinal de contas, a hipoglicemia "não tem solução, é uma
doença da moda", foram as palavras do médico. Que o leitor
julgue a situação conforme o seu discernimento.
Este outro caso retrata melhor ainda a forma parcial e
fragmentária como o médico enxerga o doente:
A senhora E.L.A., 39 anos, casada, três filhos, funcionária
pública, sofria de halitose, gosto muito amargo na boca, grande
quantidade de gases, flatulência, má digestão e intestino
preso. Passando por muito sofrimento, procurou diversos
médicos e especialistas, sem obter alívio e sem que a sua
terrível halitose, que quase a impedia de ter um convívio social
e familiar adequado, fosse eliminada. Todos os tratamentos, a
não ser o psiquiátrico, a que também se submetera, em vão,
eram à base de drogas, analgésicos, enzimas, antiflatulentos
etc. Também sofrera muito com uma infinidade de radiografias,
contrastes e endoscopias.
Prescrevi-lhe uma dieta simples, à base de cereais integrais,
frutas, legumes, verduras, leguminosas, raízes, tubérculos, pão
integral e carnes brancas. Foram eliminados da dieta os alimentos
químicos, artificiais, as carnes vermelhas, o açúcar branco e seus
derivados, os laticínios e os enlatados. Com esse regime e um
conjunto de chás medicinais e homeopatia, a paciente eliminou
totalmente aqueles sintomas em pouco mais de uma semana,
para seu grande alívio.
O mais curioso no caso é que, mesmo tendo passado por cinco
gastroenterologistas, nenhum deles perguntou o que ela comia. A
referida paciente ingeria grande quantidade de carnes
industrialmente processadas, como salsichas, presunto,
mortadela, salame e linguiça, pão branco, massas e de 4 a 6
colheres diárias de açúcar branco. Tomava quase 1 litro de
refrigerante às refeições, comia feijoada duas vezes por semana,
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tanto da fresca quanto da enlatada, tomava 1 ou 2 sorvetes
sempre que saía do trabalho e adorava carne de porco. Sua dieta,
como se pode notar, era pobre em fibras e rica em toxinas e
carboidratos. Diriam os nutricionistas que esta dieta está bem
balanceada e equilibrada? Não duvido que muitos não
procurassem modificá-la. Tenho certeza de que esta senhora
aprendeu agora como se fica doente, pois divide sua vida em
duas fases distintas: antes e depois do tratamento que eliminou
as causas de suas doenças.
Como se vê, existe grande dificuldade por parte da ciência de
abordagem apenas analítica de entender a relação íntima entre a
pessoa, seu meio e sua alimentação. Ao procurarmos causas
específicas e isoladas, perdemos a noção do todo, do conjunto.
Assim podemos inferir que tanto a medicina como a nutrição estão
doentes, filosoficamente falando.
A nutrição acadêmica também enveredou por caminhos
estritamente cartesianos, utilizando-se quase que somente do
enfoque quantitativo em relação à dietética. Consideramos que a
saúde depende muito da qualidade dos alimentos que ingerimos.
Mas o termo qualidade também é compreendido apenas
parcialmente pela medicina e a nutrição, que acreditam estar
ligado apenas à ausência de germes, detritos e
macroelementos. Esquecem-se de que a industrialização injeta
vários aditivos sintéticos perigosos e desnecessários e que a
maior parte dos alimentos disponíveis hoje contém
agrotóxicos.
Tanto a medicina como a nutrição são omissas quanto à sua
responsabilidade no tocante à saúde da coletividade e suas
relações com a alimentação. Ambas resultam de uma ciência
parcial, que enxerga apenas para a frente. Decorre disso a
profunda insegurança que caracteriza os profissionais das suas
áreas, uma vez que o seu conhecimento assenta-se em teorias
apenas, brincando com um jogo de hipóteses. A grande
preocupação dos cientistas modernos é com a evolução da
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ciência, e, à medida que esta cresce, surgem novas teorias
para derrubar as anteriores. Quanto mais vertiginosamente
caem as velhas teorias, tanto mais rapidamente cresce a
ciência. Isto produz a sensação de insegurança que tanto
maltrata os homens da ciência, pois não se pode ter certeza
de muita coisa nem afirmar categoricamente nada.
Entenda-se que essa insegurança ocorre exatamente pela
necessidade de firmar-se uma teoria e poder aplicá-la ad
infinitum. Pobres iludidos! Se assim ocorresse, haveria a
estagnação e o apodrecimento da própria ciência, pois o
conhecimento é dinâmico em sua essência. Há então esse
terrível e indissolúvel paradoxo para aqueles que não
compreendem o processo dialético que caracteriza a vida em
todas as suas dimensões. Sofrem aqueles que tudo vêem por
meio da contida e limitada razão, com sua lógica medrosa.
A dialética relativista mostra que o antagonismo e a
contradição são necessários para imprimir dinamismo à
evolução, e que tudo no universo possui o seu contrário. Para
que a ciência evolua, é necessário não criar bases rígidas,
para que ela não se cristalize, não estagne. Pior é quando o
cientista, ou o profissional que utiliza os conhecimentos da
ciência, julga-se um sábio. Existem várias fábulas famosas
para satirizar esta situação. Encontramos também muitas
frases e citações que mostram a pobreza da ciência médica
em seu limitado casulo. Eis algumas delas:
"A medicina é uma velha comédia que, de tempos em tempos,
volta ao cenário com vestes apropriadas à época."
Semmola
"Livre-me Deus da medicina que das doenças livro-me eu."
Alfredo Helby
"Não há uma doutrina da medicina; há, sim, inúmeros
conhecimentos não relacionados." Dr. Pierre Winter
20
"Creio em tudo, menos na medicina."
Citação do dr. Liautand, médico da corte francesa, quando
questionado por um sacerdote se acreditava em Deus,
momentos antes da sua morte.
"As porcentagens de mortalidade nos Estados Unidos, em
1944, foram as mais baixas até então registradas, quando da
escassez de pessoal médico por ocasião da guerra."
El Imparcial, Chile, 12/03/1946.

Comentando-se a notícia anterior, sabe-se que as taxas de


mortalidade diminuem por ocasião das greves médicas. Fato
semelhante ocorreu com a grande greve dos médicos em Los
Angeles, Estados Unidos, em 1968, e o fenômeno foi
comprovado em várias partes do mundo.
Mas a medicina moderna afirma, orgulhosa, que as drogas e o
avanço da tecnologia médica e cirúrgica permitiram a eliminação
de várias doenças que antes ceifavam muitas vidas, como a
tuberculose, a peste, a cólera, a lepra, a sífilis etc. Apesar de no
Brasil ainda morrer uma pessoa a cada 25 minutos de tuberculose,
os antibióticos e os quimioterápicos realmente representam um
importante avanço. Afirma-se também que o homem moderno
tem uma expectativa de vida maior. Isto também é verdade, mas
é necessário lembrar que ao lado de um aumento quantitativo de
vida houve um imenso decréscimo na qualidade da mesma. Vive-
se mais, porém carregando numerosas doenças e distúrbios.
Pode-se dizer que a ciência tornou-se eficaz contra as doenças
agudas, mas, devido às más condições do ambiente, como
alimentação inadequada, poluição, medicamentos etc, fez
explodir incontrolavelmente o índice de doenças crônicas e
degenerativas: o câncer, a arteriosclerose, a diabete, o enfarte, a
hipertensão e outras, para as quais os medicamentos e as
cirurgias são apenas recursos paliativos.
21
Hoje podemos até mesmo dividir as doenças em dois grandes
grupos e relacioná-los com as condições sócio-econômicas da
população. As doenças crônicas e degenerativas ocorrem
comumente nos grupos de alta renda, onde se consome maior
quantidade de alimentos, ricos em proteínas, gorduras, vitaminas
e açúcar. São as denominadas doenças por excesso de consumo
de alimentos. Por outro lado, as classes menos favorecidas sofrem
das doenças infecto-contagiosas: tuberculose, lepra,
esquistossomose, doença de Chagas, gastrenterite etc. São
enfermidades que ocorrem em grupos sociais de baixo poder de
consumo, onde predomina uma dieta pobre em proteínas, rica em
carboidratos, com poucas vitaminas e sais minerais. Porém, estas
pessoas também sofrem, em proporções menores, de enfarte,
hipertensão, diabete, câncer etc, consideradas erroneamente
como doenças apenas de ricos.

Um outro indicador da queda de qualidade da vida no planeta é o


alto índice de nascimento de crianças com peso abaixo do
normal até mesmo nas grandes potências, resultado da vida anti-
natural que a tecnosfera por nós criada nos obriga a levar.

Ásia: estima-se em 15 milhões os nascimentos com peso baixo,


ou 20% do total de 73 milhões de nascidos vivos, em 1979.
O peso médio ao nascer, na Ásia, é de 2.900 gramas.

África: estima-se em 3,2 milhões, ou 15% de um total de 21


milhões, os bebês nascidos com peso baixo.
O peso médio ao nascer, na África, é de 3.000 gramas.

América Latina: estima-se em 1,4 milhão o número de bebês


nascidos com peso baixo, ou 11% do total de 12,4 milhões de
nascidos vivos. O peso médio ao nascer na América Latina é
de 3.100 gramas.
22
Europa: estima-se em 536.000 os nascimentos com baixo peso,
ou 8% do total de 7 milhões de nascidos vivos. O peso médio ao
nascer na Europa é de 3.200 gramas. América do Norte: estima-
se em 269.000, ou 7% do total de 3,6 milhões de nascidos vivos,
os nascimentos com peso baixo, no Canadá e nos Estados
Unidos. O peso médio ao nascer, na América do Norte, é de
3.200 gramas.

Oceania: estima-se em 62.000 o número de bebês nascidos com


baixo peso, ou 12 % do total de 506.000 nascidos vivos.

União Soviética: estima-se em 380.000 o número de nascimentos


com peso baixo, ou 8% de um total de 4,7 milhões de nascidos
vivos.
Não se conhecem os pesos médios ao nascer nas duas últimas
regiões.

Fonte: Organização Mundial de Saúde (WHO)

A verdade é que, ricos ou pobres, todos adoecem. Vivemos


num imenso hospital. A drástica diminuição da incidência
mundial de doenças agudas não tem muito significado diante
do absurdo crescimento das taxas de mortalidade por doenças
crônicas, enraizadas no organismo da humanidade. Afirma-se,
com muita propriedade, que vivemos hoje uma situação de
degenerescência biológica, a tal ponto que certas doenças
começam a ser aceitas como normais. Em Nova Iorque, um
congresso de psiquiatria concluiu será depressão um
fenômeno normal no ser humano, por ocorrer hoje com tanta
frequência. A diabete é uma doença que vem tomando tal
vulto que qualquer pessoa que tenha um parente materno ou
paterno diabético pode ser considerada pré-diabética. O
23
número de diabéticos e pré-diabéticos cresce
assustadoramente no mundo todo e, de certa forma, a
humanidade está se acostumando à doença, adaptando-se a
ela, criando aparelhos e drogas sofisticadas para que o ser
humano do futuro já nasça diabético. Enquanto isso, o açúcar
refinado continua a ser consumido em grandes quantidades e
recomendado por muitos médicos e nutricionistas. Afinal,
ninguém ousa alterar os hábitos alimentares do povo.
O homem moderno, desde que não seja pobre, ingere uma
quantidade de nutrientes muito acima daquela que seria
recomendável para o tipo de vida que leva. As proteínas,
doces e gorduras absorvidos, ideais para um lenhador, atleta
ou vaqueiro, acumulam-se e desequilibram o organismo de
um indivíduo sedentário e tenso. Surgem distúrbios como
prisão de ventre (intestino preso), retenção de líquidos,
obesidade, hemorróidas e outros. As vias digestivas estão
flácidas e dilatadas devido ao acúmulo de alimentos, resíduos,
líquidos e fermentações. Muitos destes problemas já estão
sendo herdados pelas novas gerações, até mesmo o hábito de
mastigar pouco os alimentos que, além de ajudar a dilatar o
estômago e os intestinos, produz uma digestão difícil, tornando
os dentes fracos e amolecidos; segundo a velha lei do
uso/desuso, o que não é usado, atrofia, e o que é usado em
demasia, hipertrofia. Podemos até imaginar como será o
homem daqui a algumas décadas: baixinho, gordo, com o
ventre extremamente grande, careca, com pernas finas,
tórax pequeno, sem dentes (sugará os alimentos inteiros),
míope, diabético, com um aparelho tipo "pâncreas artificial" e
um paladar extremamente desenvolvido. Buscando a maior
parte do seu prazer na comida, sua atividade sexual será bem
reduzida, pois terá o centro de suas sensações no estômago e
nos intestinos, razão pela qual poderá perfeitamente chamar-
se homo intestinalis,
O leitor diria que isto é um exagero, um excesso, uma visão
24
absurda? Infelizmente os fatos estão aí. Cada vez mais
surgem doenças tidas como normais e a medicina oficial não
parece preocupada com as alterações genéticas que se vêm.
produzindo. Vejamos alguns dados curiosos sobre a situação da
saúde no planeta, segundo a Organização Mundial de Saúde:

— Há no mundo cerca de 30 milhões de cegos.


— Estima-se que no ano 2000 teremos 750 milhões de famintos

(Edward Saouma).
— 500 milhões de pessoas vivem em absoluta pobreza no

mundo inteiro.
— 0,5% da população mundial é epiléptica, índice que
vem aumentando.
— 10% da população mundial sofre de algum tipo de psicose.

— 1/4 da população mundial está sujeita a ter câncer de

algum tipo e 25 milhões de pessoas têm câncer nos Estados


Unidos.

25
— Mais de 50% da população mundial é neurótica.
— 1/3 da população mundial tem ou terá diabete.

— 530.000 morrem por ano nos Estados Unidos de doença

coronariana de origem arteriosclerótica.


— Nos Estados Unidos há cerca de 2 milhões de pessoas

com doença vascular cerebral e 200 mil mortes anuais


em média em decorrência disso (McDowel).
— 10 milhões de pessoas são alcoólatras nos Estados Unidos,

sendo que de 1 a 2 milhões possuem complicações


renais graves (Isbell).

Dados para o Brasil


— 10 milhões de brasileiros sofrem de esquistossomose
(O Estado de S. Paulo, 25/9/85).
— 5 milhões sofrem do mal de Chagas (O Estado de S.Paulo,
6/6/82).
— 12 milhões sofrem de reumatismo (O Estado de S. PauIo,
24/2/82).
—7 milhões têm osteoporose (Folha de S. Paulo, 11/10/84).

—3 milhões são diabéticos (O Estado de S. Paulo, 24/12/84).

— 13 milhões sofrem de úlcera (O Estado de S. Paulo, 24/2/85).

— 10 milhões sofrem de bócio endêmico (12/4/81).

— 20 milhões têm asma (O Estado de S. Paulo, 20/11/81).

— No Brasil há cerca de 1 milhão de cegos (Folha da Tarde,

10/11/83).
— 10 milhões têm deficiência mental (Folha de S. Paulo,

9/9/84).
— 20 milhões são anêmicos (Jornal da Tarde, 27/11/84).

— 13 milhões são hipertensos (Folha de S. Paulo, 9/8/84).

— 1 milhão e 300 mil são portadores de glaucoma. (O


Estado de S. Paulo, 24/2/85).

26
— Só no Nordeste há 47% de desnutridos (SUDENE).
— A cada 1 minuto e 42 segundos morre uma criança (O

Estado de S. Paulo, 2/12/84).


— 250 mil crianças têm lábio leporino e "goela de lobo"
(Visão, 7/1/85).
— 13 milhões sofrem de câncer (O Estado de S. Paulo, 1/5/85).

— 50% dos jovens são incapacitados para o serviço militar

(Folha de S. Paulo, 22/6/83).


— No Brasil há um milhão de leprosos (Folha da Tarde,

12/7/82).
— A cada 5 minutos morre 1 pessoa de problemas cardíacos

(INPS).
— 10% da população é alcoólatra (OPAS).

— 30 a 60% da população sofre de neurose (OPAS).

—7% da população é epiléptica (OPAS).


—1% da população é esquizofrênica (OPAS).

Entenda-se, ainda, que estes dados referem-se aos casos


notificados. Temos, neste "vasto hospital" chamado Brasil,
milhares de pessoas doentes que nunca procuram os serviços
sanitários ou qualquer tratamento médico. Só em 1983 o
INAMPS realizou cerca de 500 milhões de consultas, segundo o
então ministro Jarbas Passarinho, em que foram gastos 2
bilhões e 600 milhões de dólares em medicamentos. Com tudo
isso, não se conseguiu alterar o enorme quadro patológico da
população brasileira.
Percebe-se que não é difícil ser doente, basta morar no Brasil,
um país que apresenta uma das mais altas estatísticas de
doenças no mundo. Também é um país onde o sistema de
assistência médica é impróprio, mal adaptado às reais
necessidades do povo. Utiliza-se medicamentos em demasia e
dá-se pouca importância aos recursos terapêuticos naturais, mais
baratos e comprovadamente eficazes. Estabeleceu-se uma
medicina curativa e nao preventiva, de baixíssima qualidade e que
atende muito mal os doentes.
27
O modelo de assistência médica brasileiro é próprio para países
industrializados, onde o doente procura, por conta própria, o
atendimento médico. O povo brasileiro não tem instrução
suficiente para saber exatamente quando deve procurar o
médico, fazendo-o apenas quando tem alguma queixa ou dor.
Frequentemente aparecem nos hospitais públicos casos já muito
adiantados, onerosos e de difícil solução. Num país como o
nosso, o sistema de atendimento deveria aproximar-se mais do
modelo da China, Índia, Cuba e mesmo da União Soviética, onde
os médicos e os agentes de saúde vão ao encontro da população
em suas casas. Trata-se de um sistema comunitário, que,
inclusive, valoriza os recursos mais simples. Esta sim é uma
verdadeira medicina preventiva, necessária em um país onde o
índice de pobreza ainda é muito grande.
Entretanto, parece haver interesse em que tal situação seja e
continue como está. Não é à toa que inúmeros projetos, que
propõem a utilização de técnicas alternativas, ervas medicinais,
homeopatia e a contratação de agentes de saúde de nível
secundário comandados por uma equipe de multi-profissionais
para atuar em comunidades carentes, tenham sido arquivados,
após tramitarem longamente pela Câmara Federal.
As doenças do povo brasileiro geram lucros incalculáveis. Se
tivéssemos aqui um modelo de assistência médica diferente, com
certeza as remessas de lucros e royalties, bem como a
importação de medicamentos diminuiriam, pondo em risco a
estabilidade das multinacionais que forjaram tal trama. Neste jogo
de interesses estão envolvidos autoridades sanitárias, deputados,
governantes, empresários e burocratas, atuando através dos
lobbies e trustes farmacêuticos há muitos anos enraizados no
país.

28
Só recentemente a humanidade vem se preocupando com o
aumento da poluição ambiental. Também é recente a
preocupação das autoridades sanitárias e dos governos em
relação ao assunto, mas é bem mais antiga a ação de degradar a
natureza com poluentes, numa paradoxal atividade de sujar e
envenenar a própria casa onde se mora.
A poluição do ar é aquela que mais chama a atenção e também
29
a forma mais comum de degradação ambiental. Ocorre
constantemente, tanto nos grandes centros urbanos como nos
campos, sendo levada pelos ventos pelo fenômeno da dispersão e
concentrando-se mais nas zonas industriais, onde é
potencializada pelo fenômeno da inversão térmica.
O ar aquecido impede a elevação dos agentes poluentes para as
camadas atmosféricas superiores, mantendo-os próximos do solo.
Deste modo, o ar vai sendo progressivamente contaminado por
substâncias tóxicas que perturbam profundamente o equilíbrio
orgânico e a saúde. Quando a concentração de poluentes atinge
níveis elevados, a situação fica bem mais crítica, e a ameaça à
saúde passa a ser bem maior. Existem episódios célebres de
mortes por poluição atmosférica, como o de Londres em 1952,
com 4.000 mortes em uma semana. Também em Londres, quatro
anos depois, ocorreram mais 1.000 mortes por poluição do ar; na
Bélgica (Vale do Mosa), em 1930, 60 mortes; no México (Posa
Rica), em 1950, 22 mortes. Mas o problema principal ocorre
silenciosamente, através da intoxicação e da degradação lenta e
invisível decorrentes da poluição.
No Brasil, os casos de morte por intoxicação e inversão térmica são
frequentes, mas pouco notificados. Cerca de dez pessoas
morreram em 1985 na cidade paulista de Bauru, e dezenas de
outras sofreram intoxicações. É também a poluição atmosférica
que causa intoxicações e mortes na cidade de Cubatão, em São
Paulo, onde são comuns os casos de nascimentos com anomalias
congénitas, como a anencefalia, tendo sido elevada à categoria
de cidade mais poluída do mundo.
Os principais poluentes atmosféricos são o dióxido de enxofre, o
monóxido de carbono, os hidrocarbonetos, os óxidos de nitrogênio,
os oxidantes fotoquímicos e a matéria fragmentada em
suspensão. Cerca de 25% dos poluentes no Brasil são oriundos
das fábricas; 30% da queima de óleos combustíveis com elevado
teor de enxofre; 40% dos escapamentos dos automóveis com
motores a gasolina, e 5% da incineração de lixo.
30
Nos campos e áreas mais distantes, principalmente agrícolas, os
agentes poluentes são os esgotos, os resíduos das atividades
agrícolas, pecuárias e de mineração, que exterminam os peixes e
outras formas de vida animal. Os esgotos contaminam as águas e
disseminam várias doenças, como a hepatite, a salmonelose, as
doenças de pele e outras infecções. Os esgotos que recebem
tratamento não propagam estas doenças, mas carregam grande
quantidade de poluentes, como os detergentes, que destróem
completamente a vida aquática, permitindo apenas o crescimento
exagerado de algas. Consequentemente, há destruição do
plâncton e diminuição do oxigênio livre, eliminando a vida animal e
vegetal.
Os motores de explosão a álcool eliminam aldeídos, sobretudo o
formaldeído, que é altamente irritante para os olhos, nariz,
garganta e pulmões, e constitui fator cancerígeno, podendo
causar o carcinoma nasal. Estes motores eliminam também o
perigoso etilnitrito, capaz de produzir anomalias genéticas.
A poluição atmosférica age no organismo provocando irritação,
inflamação e constrição das vias respiratórias. Em decorrência
disso, ocorre aumento da produção de muco, desenvolvimento
excessivo das células de revestimento respiratório, perda dos
cílios da árvore brônquica e indução da metaplasia escamosa
como fase prévia do câncer.
A contaminação dos alimentos por agrotóxicos, cada vez mais
utilizados, é outra importante fonte de doenças. Só nos Estados
Unidos são produzidas anualmente 600.000 toneladas de
pesticidas, herbicidas, agentes desfolhantes etc. Essa quantidade
equivale a 30% de toda a produção mundial de agrotóxicos. Se
distribuída entre os cidadãos dos Estados Unidos, chega-se à
absurda cifra de três quilos por habitante.
Segundo a FAO (Field and Agriculture Organization), os países
subdesenvolvidos são a principal vítima do uso indiscriminado de
agrotóxicos, decorrendo daí doenças, degenerações e mortes. O
Terceiro Mundo utiliza-se anualmente de mais de 400.000
31
toneladas de agrotóxicos.
Só em 1982 ocorreram 375.000 casos de intoxicação nos países
subdesenvolvidos, com cerca de 10.000 mortes. Os dados da
FAO não fazem referência aos casos não notificados, que devem
ser de igual monta.
A produção mundial de agrotóxicos aumentou de 200.000 para
quase 2 bilhões de libras (1 libra = 454 gramas) em trinta anos,
representando a terceira principal fonte de incomensuráveis lucros
(Friends of Earth, Califórnia, EUA).
O Congresso dos Estados Unidos emitiu em 1982 um importante
relatório, apontando que 80% dos agrotóxicos em uso não
haviam sido adequadamente testados quanto aos seus efeitos
cancerígenos; 90% quanto aos danos genéticos, e 65% quanto à
capacidade de gerar anomalias congénitas. Os agrotóxicos
contaminam a cultura, o solo, as plantas e os animais, os rios,
lagos, cachoeiras e lençóis freáticos, chegando a atingir até o
oceano, que já apresenta elevados níveis de agentes poluentes
oriundos da agropecuária, tendo sido detectado DDT em
pinguins, baleias e focas. No entanto, não são tão eficazes no
combate às pragas, como propalado pelas indústrias. Há trinta
anos atrás, os Estados Unidos usavam 25.000 toneladas de
agrotóxicos e perdiam apenas 7% da lavoura antes da colheita;
hoje usam doze vezes mais agrotóxicos e perdem o dobro do que
perdiam antes (Institute for Food & Development Policy, São
Francisco, EUA).
No Brasil, que hoje é o terceiro importador mundial de
agrotóxicos, o número de pragas aumentou para 22 espécies por
ano, apesar de intensificar-se cada vez mais o uso de
agrotóxicos (professor Adilson Paschoal, do departamento de
zoologia da Universidade de São Paulo).
O DDT, proibido nos Estados Unidos, continua sendo o inseticida
do grupo dos organoclorados mais usado no mundo todo, sendo
utilizado em outras áreas além da agricultura. Possui uma longa
vida residual e fixa-se no tecido gorduroso. A intoxicação aguda
32
pelo DDT produz um quadro neurológico característico, mas seu
principal problema é sua ação crônica e insidiosa por
acumulação. E um agente cancerígeno, teratogênico (provoca
distúrbios congênitos) e capaz de provocar esterilidade. Além
disso, está relacionado à degeneração gordurosa do coração e
fígado. Este inseticida está tão presente em nosso meio
ambiente que a Organização Mundial de Saúde e a FAO
estabeleceram o valor de 0,005 mg por quilo como ingestão diária
aceitável para cada cidadão.
No entanto, a concentração de DDT no leite materno variava de
0,05 a 0,2 mg já em 1951 (Lang e cols., 1951; Egan e cols., 1965;
Heydricky e Mães, 1969), o que fazia com que uma criança
ingerisse cerca de duas a quatro vezes mais DDT que o
estabelecido pelas autoridades sanitárias internacionais.
O professor Domingos de Paola, titular de patologia da faculdade
de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma
em seu livro Câncer e meio ambiente (Medsi, 1ª. ed., 1985) que o
uso do DDT é tão comum que se está chegando à possibilidade de
definir a nacionalidade de uma pessoa pela dosagem quantitativa
de DDT em seu organismo. Os norte-americanos apresentam
doze ppm (partes por milhão) e os europeus, de um a dois ppm.
Infelizmente, o estudo não aponta dados para os países
subdesenvolvidos.
Ainda na lista dos inseticidas, temos os compostos
organofosfatados, como o paration, o malation, o pirofosfato
tetraetílico e outros. Estes são derivados de gases neurotóxicos
letais empregados na Segunda Guerra Mundial, como o tabum, o
sarim e o diisopropil-fluorfosfato. São menos estáveis e têm vida
residual mais curta, porém são extremamente tóxicos e
mortíferos. A morte dá-se pela falta de respiração como resultado
da constrição dos brônquios, do excesso de secreção brônquica
e da paralisia dos músculos respiratórios.
Existem também os compostos fluorados, utilizados na fabricação
de venenos para baratas, formigas e ratos, capazes de intoxicar o
33
homem, causando fibrilação ventricular, alucinações, convulsões
epileptiformes e morte. Os carbamatos, derivados do ácido
carbâmico, são inseticidas de efeitos semelhantes aos dos
organofosforados.
Na vasta lista de agrotóxicos potentes estão os herbicidas,
compostos usados para eliminar as plantas indesejáveis à
cultura. Entre os mais usados estão o sulfato de amônia, o ácido
tricloroacético, 2,4 do ácido clorofenoxiacético, os óleos
derivados do petróleo e os compostos creosotados, o arseniato de
sódio, o acetato de fenolmercúrio, o tiróxido de arsênio e o temível
pentaclorofenol, responsável pelo famoso acidente da Union
Carbide, em Bopal, na Índia, vitimando milhares de pessoas
inocentes. Os herbicidas são considerados os principais
poluentes do solo. No homem, grande parte deles produz lesões
cutâneas e das mucosas, age sobre o sistema nervoso e sobre a
medula óssea. Estudos epidemiológicos associam o uso de
herbicidas à incidência de câncer em várias regiões do mundo.
Devemos também considerar a importância de diversos resíduos
e partículas comumente encontrados em ambientes insalubres de
trabalho, como o cimento, a sílica livre, o asbesto, o pó de ferro, o
carvão, o berilo etc, que podem provocar fibrose pulmonar, câncer
e alterações sanguíneas. Sendo assim, uma das melhores
receitas para padecer destes males é trabalhar num local onde
qualquer destes compostos esteja presente, como minas,
indústrias, pólos extrativos, ferrovias, porões de navios, portos e
no transporte dos mesmos.
O problema dos agrotóxicos cresceu tanto que várias entidades
ambientalistas e governamentais uniram-se no combate a eles.
Como não é possível evitar o uso dos mesmos, foram
selecionados os doze agrotóxicos mais perigosos, cognominados
de "a dúzia suja", cuja maioria já foi proibida em muitos países.
São eles:
1. Endrin, Aldrin e Dieidrin 7. Parathion
2. DDT 8. Monocrotofos
34
3. Clordane 9. Aldicarb (Temik)
4. Heptacloro 10. 2,3,5 T
5. Lindane e BHC 11. Paraquat
6. Endossulfan 12. Mercuriais

Não podemos esquecer também da contribuição da


radioatividade, tão comum na atualidade como consequência das
explosões atômicas, dos vazamentos nas "ultra-seguras" usinas
nucleares e do lixo atômico, capaz de provocar as mais temíveis
doenças que o homem já inventou.
As partículas atômicas presentes no nosso meio ambiente,
associadas aos compostos químicos da poluição do ar, dos rios,
da terra, dos lençóis freáticos e dos alimentos, permitem-nos
identificar a existência da "tecnosfera", que surgiu como resultado
da ação do homem sobre o ambiente. Esta tecnosfera, dada a
sua característica antinatural, opondo-se às leis da natureza,
antagoniza-se à biosfera, representando uma ameaça à própria
existência. O fato agrava-se devido ao crescimento da tecnosfera
em contraste com a degradação da biosfera. Os compostos e
produtos químicos que, juntamente com os derivados atômicos,
compõem a tecnosfera estão relacionados no Quadro 1.

35
QUADRO GERAL DO PROCESSO DE
ADOECIMENTO
O quadro que se segue apresenta uma síntese dos principais
fatores determinantes de doenças ligados a causas ambientais.
Pode também ser chamado de quadro etiopatogênico ambiental.
Contrariamente à postura da ciência oficial analítica, que
36
geralmente busca uma causa isolada para uma determinada
doença, procuramos dar aqui uma ideia geral dos variados
elementos causadores de doenças presentes em nosso meio
ambiente. Sabemos que, comumente, qualquer doença tem
causas multifatoriais e seu surgimento ou não depende de um
amplo e complexo mecanismo.
Uma visão geral do seguinte quadro permite entender isso.
Contudo, isto não quer dizer que determinado fator, agindo
intensamente sobre um órgão, não possa ser causa exclusiva de
um problema específico. Por exemplo: a ação de substâncias
corrosivas sobre a pele provoca um mal imediato, sem
necessidade da ação de outras possíveis determinantes, como os
fatores genético, alimentar etc.
Uma das tendências mais fortes da medicina moderna, de cunho
mais eclético, é entender que a doença é o resultado de um ou
mais agentes causais incidindo sobre um organismo suscetível
ou prediposto. Na seguinte fórmula:

D= S+ Fd

Que por extenso significa:

Doença = Suscetibilidade + Fator desencadeante


Preferimos substituir o termo doença por doente, uma vez que
ele é sujeito, e não objeto. É a pessoa que sofre a doença, e esta
não existe sem aquela.
Suscetibilidade ou predisposição é a condição herdada pelo
indivíduo e que determinará a sua maior ou menor vulnerabilidade
em relação a um processo mórbido.
Fator desencadeante é o determinante ambiental. Geralmente
corresponde aos germes, à poluição ambiental, a causas
alimentares, medicamentos, drogas e assim por diante. E
conveniente observar que estas causas estão geralmente
interligadas, daí a dificuldade de se isolar uma única causa
37
específica, como quer a medicina oficial.

EXPLICANDO O QUADRO ETNOPATOGÊNICO


AMBIENTAL
Setor 1 - BOCA
Representa tudo aquilo que é ingerido por via oral e que pode
gerar anomalias orgânicas, funcionais ou metabólicas. É uma
38
síntese dos determinantes patológicos ingeridos como
alimentos. Infelizmente, estes são os produtos que comumente
constituem os alimentos modernos. Segundo os ecologistas
clínicos dos Estados Unidos (nova especialidade médica que
surge exatamente no seio da medicina analítica tecnicista, mas
que apresenta uma tendência eclética, globalizante), 85% das
doenças degenerativas modernas são provocadas pela
alimentação, que hoje é poluída por numerosos sais, metais,
produtos químicos, orgânicos e agro-tóxicos.
Setor 2 - INTESTINOS
O bolo alimentar passa para os intestinos e neles provoca
alterações ou não, conforme a qualidade dos alimentos. Sendo
assim, o homem moderno tem os intestinos muito irritados, com
acúmulo de resíduos, fermentações e flatulência. A assimilação é
prejudicada por um ambiente intestinal em tal estado. Entenda-se
que nem sempre um intestino nestas condições apresenta
sintomas. O mais comum é que se adapte, como sempre o faz, a
esta situação e funcione, apesar da dificuldade.
Setor 3 - SANGUE
Dos intestinos os nutrientes passam para o sangue, influenciando
sobremaneira a qualidade deste. Sabe-se que da qualidade do
sangue depende a qualidade da vida do organismo em geral. Se
o sangue carrega consigo os produtos citados, todo o corpo, com
suas funções sutis, também estará comprometido.
Setor 4 - SANGUE VISCOSO
Com a presença de tantos produtos e compostos degradantes, a
qualidade do sangue do homem moderno é bastante
insatisfatória, apresentando um baixo nível de oxigênio e elevado
nível de gás carbônico, acidez, toxicidade, além de maior
densidade e viscosidade.
Setor 5 - TECIDOS
39
A cada sístole, o coração bombeia sangue para todas as partes
do organismo. Se este estiver contaminado com um ou mais
elementos referidos no setor 3, há prejuízo dos tecidos. Quanto
mais sutil a função destes, tanto pior os efeitos e o desequilíbrio.
Um sangue viscoso, ácido e intoxicado passa com dificuldade
pelas pequenas artérias e arteríolas, diminuindo assim a
respiração dos tecidos e provocando congestão e acúmulo nos
tecidos e espaços intersticiais. Com o tempo, as substâncias
tóxicas tendem a agredir mais imensamente o tecido envolvido,
prejudicando a sua função. É assim que surgem as doenças.
Setores 6, 7 e 8 - AGRAVANTES
Como resultado direto dos hábitos, costumes, tendências,
influências, incidências, tensões, herança e vícios da vida
moderna, os chamados. agravantes frequentemente são causas
quase diretas e exclusivas de doenças e mortes. O setor 8 indica
fatos agravantes relativamente recentes na história da
humanidade. Temos agora excesso de ruídos de todos os tipos,
imagens em todos os lugares aliciando-nos a consumir (existe
até mesmo propaganda de papel higiênico!), uma informação
controlada e dirigida, além de uma imensa diversidade de formas
de pensar e entender a vida. Tudo isso auxilia na gênese das
doenças, pois aumenta o stress e tira a liberdade de ser e
pensar.
Setor 9 - CÉLULA
Há bem pouco tempo o homem conseguiu uma enorme façanha
no campo da biologia: a poluição intracelular. Com a criação de
produtos químicos de baixo peso molecular e a ação intensa dos
agentes poluentes presentes no sangue, o espaço intracelular
encontra-se hoje contaminado, com excesso de ácido láctico,
havendo, além disso, uma baixa nos teores de oxigênio do
sangue. As enzimas intracelulares e as funções das organelas
estão sofrendo a interferência de muitos elementos novos. Isto
representa um perigo particular, pois este fenómeno pode
40
desorganizar de tal forma as funções celulares a ponto de não só
gerar doenças como o câncer, mas também determinar alterações
genéticas na humanidade dificilmente previsíveis. Não é à toa que
diversas escolas apontam o câncer como resultado de uma
desintoxicação do organismo, que tenta se livrar de material
tóxico, ou mesmo como resultado de uma tentativa de adaptação
do organismo ao meio externo poluído e antinatural. Se o meio
externo está degradado e degenerado, nada mais coerente com
isso que gerar um tumor maligno.
Setor 10 - FUNÇÃO CELULAR
Este setor indica que as alterações patológicas dependerão do
tipo e da função da célula agredida. As células mais nobres, como
os neurônios, as células glandulares, os nepatócitos e outras,
tendem a sofrer e a comprometer mais ainda todo o resto do
organismo.
Setor 11 - HIPERATIVIDADE / HIPOATIVIDADE
Com a presença de agentes poluentes, as células iniciam o seu
processo mórbido, trabalhando mais intensamente devido ao
excesso de estímulos, como se estivessem "neurotizadas",
ansiosas. Depois da hiperatividade sobrevêm o desgaste e a
baixa produção. Assim é que diversos órgãos, forçados a se
excederem em suas funções, começam mais precocemente a
apresentar o seu "cansaço" sob a forma de doença. Vemos que
o coração, o pâncreas, o estômago e os intestinos, como
exemplos mais claros, têm hoje que trabalhar muito mais devido a
excessos como o abuso de líquidos, açúcar, álcool, alimentos etc.
Temos então que o surgimento da angina, da arteriosclerose, do
enfarte, da diabete (pâncreas endócrino), da gastrite, das úlceras,
da colite e demais doenças também estariam relacionadas com o
cansaço dos órgãos correspondentes.
Setor 12 - EFEITOS PATOLÓGICOS
Este setor resume praticamente todos os tratados de patologia,
41
pois qualquer doença passa por estas fases antes de surgir, ou
então está localizada numa delas.

Setor 13-GERMES
Os microorganismos são hoje responsabilizados pela maioria das
doenças existentes, assim como antes da teoria microbiana o
eram as entidades mórbidas dos astros e humores. A cada época
o homem adquire crenças "oficiais" e as impõe como verdades
universais eternas. Atualmente, a ciência, devido ainda a esta
tendência, transformou-se num conglomerado de dogmas, uma
vez que continua a persistir nos mesmos erros históricos que
acabam por ridicularizar o homem.
Um dos erros principais é atribuir ao germe a responsabilidade
exclusiva de provocar doenças. Claude Bernard, o pai da
fisiologia, já declarava em seu tempo que "o germe não é nada, o
terreno é tudo". Deu-se mais importância ao germe, esquecendo-
se que mesmo uma infecção grave só ocorre se existirem
condições propícias. Essas condições dependem da resistência e
do equilíbrio do "terreno", que é o organismo. A imunologia já
avança célere dentro deste raciocínio, para agonia dos cientistas
e médicos mais atrasados, que necessitam fixar-se em uma
teoria sólida e imutável como se isso fosse possível.
Citamos os germes neste setor, apresentando-os apenas como
oportunistas. Basta olhar para o Quadro Geral e ver a proporção de
influência destes na determinação das enfermidades.
Para se ter uma idéia da quantidade de doenças que a medicina
atribui aos micróbios, mostramos no Quadro 2 a lista das principais
enfermidades que se acredita serem por eles provocadas.

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43
Setor 14 - MÁS-FORMAÇÕES CONGÊNITAS
Este setor é apresentado num círculo tracejado e interrompido,
pois as doenças congênitas não são fatores determinantes de
doenças, mas resultado da influência mórbida dos elementos
referidos no Quadro Geral, isto é, ocorrem devido à poluição
ambiental que age nos organismos dos fetos e embriões durante
a vida intra-uterina, via mãe.
Apesar da medicina oficial não acreditar e negar o fato, as
44
doenças congênitas, as anormalidades no nascimento, as
teratogenias e as más-formações estão aumentando no mundo
todo, como expressão da degeneração biológica que a raça
humana vem sofrendo.
Em 1900, a incidência de tais doenças era de 3,3% da população
mundial; em 1964 ela já alcançava 25% (Bearn, A. — Cornell
University Medical College, Nova Iorque); hoje estamos beirando
os 30%. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 7% das
crianças do orbe terrestre sofrem de más-formações congênitas.
Mesmo com estas evidências, a maioria dos médicos assume
uma posição cética quanto aos perigos dos agentes ambientais.
Simplesmente não acreditam nisso e negam-se, baseados em
observações parciais e dados isolados, a aceitar que os
elementos estranhos que hoje fazem parte da nossa biosfera
possam provocar doenças hereditárias ou congênitas.
Vemos autoridades mundiais da medicina fazerem citações
absurdas e incongruentes, como é o caso do professor Alexander
G. Bearn, catedrático do departamento de medicina da Cornell
University Medical College e clínico-chefe do New York Hospital,
no seguinte texto:
"A importância dos medicamentos como possíveis agentes
etiológicos das más-formações foi talvez supervalorizada após a
tragédia da talidomida."
A talidomida foi um medicamento usado como calmante para
gestantes, provocando uma terrível deformidade nos fetos
denominada focolemia, que consiste em grave atrofia dos
membros. O fato foi marcante e chocou toda a humanidade. Os
laboratórios fabricantes suspenderam imediatamente a produção
e tiveram de pagar vultosa indenização, o que absolutamente
não remedia o mal provocado. Na época, os efeitos da
talidomida fizeram com que as autoridades dispensassem maior
atenção aos efeitos congênitos dos medicamentos. Mas o
professor Bearn acha que esta atenção foi excessiva. Da mesma
forma, as autoridades médicas menosprezam os determinantes
45
alimentares, aditivos e agrotóxicos como elementos capazes de
produzir más-formações, mesmo que já tenham demonstrado o
seu potencial teratogênico em animais de laboratório. Eles diferem
da talidomida apenas por não produzirem resultados imediatos e
agirem mais silenciosamente através de pequenas doses
presentes nos alimentos. Durante os testes da talidomida, ela
demonstrou baixo potencial para provocar más-formações em
animais de laboratório. Mas o professor Bearn, representando
aqui a opinião da classe médica norte-americana, vai mais
adiante:
"A suposição de que um medicamento nocivo a uma espécie
animal seja necessariamente prejudicial ao homem é tão errada
quanto supor que um medicamento inofensivo aos animais o
seja também ao homem."
De acordo com esta citação, não se deveria nunca ingerir
nenhum remédio alopático, pois eles são testados em cobaias
primeiro. Se as respostas e efeitos não são os mesmos para os
organismos humano e animal, não se pode ter certeza dos
efeitos experimentais e do potencial dos mesmos para provocar
más-formações.
Parece que o doutor Bearn prega aqui a total anarquia e
desconhecimento em termos de farmacologia. Decerto esqueceu-
se que em biologia a célula humana é igual à dos animais,
possuindo as mesmas organelas, tendo as mesmas necessidades
nutricionais e respondendo de forma semelhante ao ambiente.
Nos primeiros anos do curso primário aprende-se que o homem é
classificado como um animal mamífero. Talvez o doutor Bearn
tenha estudado tanto a medicina que se esqueceu das primeiras
lições da escola. Mas o pior é negligenciar a possibilidade de
ocorrerem más-formações por agentes e medicamentos para os
quais ainda não foram observados efeitos teratogênicos, como
ocorreu antes com a talidomida, que foi considerada inocente.
Prossegue o doutor Bearn:
"É importante acentuar que, se a talidomida, ao invés de
46
provocar graves más-formações, tivesse apenas aumentado a
ocorrência daquelas mais comuns, como o lábio leporino ou a
fenda palatina, o reconhecimento da correlação causal poderia
ter passado despercebido ou ter sido postergado por muito
tempo."
O referido médico quer dizer que a talidomida poderia muito bem
ter ficado quietinha, produzindo efeitos mais brandos e
silenciosos, assim ela permaneceria, talvez, entre os
medicamentos teratogênicos até hoje usados, que não são
retirados de circulação por não ter sido possível provar os seus
efeitos negativos. Pergunta-se: por que não se evita um
medicamento enquanto não se tem plena certeza de seus
efeitos, ao invés de usá-lo à vontade? O raciocínio dos médicos é
exatamente o oposto: usa-se o remédio (de modo irresponsável)
até que, de repente, ele apresente o seu efeito nefasto.
O doutor Bearn parece também entender que lábio leporino e
fenda palatina são más-formações comuns, simples, sem
problemas. Será que se ele tivesse lábio leporino ou um filho com
fenda palatina continuaria a ter a mesma opinião?
É o próprio doutor Bearn que aponta que 7.000 crianças no mundo
inteiro foram afetadas pela talidomida durante os três anos em
que a droga foi usada. Ele diz também que apenas a talidomida e o
aminopterin (antineoplásico) foram relatados como
comprovadamente teratogênicos para a espécie humana.
Esqueceu-se de que já em 1973 a FAO apontava cerca de
dezesseis agentes comprovadamente teratogênicos. Diante de
tais fatos, pergunta-se: qual o motivo deste comportamento
alienado da classe médica e dos catedráticos? Por que tanta
omissão? Por que se defende tanto a indústria farmacêutica? Por
que não se procura, ao invés disso, proteger de todas as formas a
saúde das pessoas? Por que as opiniões académicas são cercadas
de tanta certeza, como o foram aquelas relacionadas à segurança
do uso da talidomida? Pode-se confiar neste tipo de autoridade?
Mas há uma resposta só para todas estas questões, que é o tema
47
básico deste trabalho: tudo isso ocorre porque a doença é uma
coisa necessária; todos devem adoecer; todos querem adoecer;
todos vão adoecer.
Para refrescar a memória daqueles que compartilham das
mesmas idéias e teorias do doutor Bearn, é que apresentamos o
Quadro 3, que se refere às más-formações congênitas e sua
frequência em cada 1.000 nascimentos.

Para completar o raciocínio, apresentamos uma relação das


doenças ocasionadas por deficiências genéticas do metabolismo.
São anomalias que ocorrem por distúrbios na transmissão genética.
Como prova de que estamos sofrendo alterações patológicas
progressivas, as doenças relacionadas estão aumentando em sua
frequência, lentamente. Hoje surgem novas doenças genéticas, que
vêm aumentar aind.s mais o número de distúrbios e anomalias que a
humanidade já está tornando comuns.

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1 — Ao primeiro sinal ou sintoma, qualquer que seja, procure o seu
médico, de preferência da rede pública de atendimento, e siga
estritamente as suas orientações, sem discutir o tratamento com ele.
Se por acaso ele perguntar sobre a sua alimentação, o que é muito
raro, não lhe dê atenção e diga-lhe que isso não tem nada a ver
com o seu problema.
2 — Faça uso somente de remédios de farmácia, evitando a
homeopatia, as ervas medicinais, a alimentação integral etc.
3 — Procure levar uma vida sempre agitada, intensa e ansiosa, pois
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mais vale viver pouco, mas intensamente, do que ter uma vida
longa, mas monótona.
4 — Fume bastante tabaco e faça largo uso de drogas.

5 — Coma bastante e abuse do sal, das gorduras, do açúcar e das

proteínas animais.
6 — Coma a toda hora, principalmente ao deitar-se. Se possível,
acorde de madrugada para "fazer uma boquinha".
7 — Nunca resista às suas vontades. Não se reprima quanto aos
sorvetes, doces e assim por diante, pois, deste modo, estará
aumentando a sua ansiedade. Viva a liberdade!
8 — Em caso de problemas emocionais e existenciais, não procure a
psicoterapia eclética. Siga as ordens do psiquiatra clássico, que
receitará drogas psicotrópicas que abafarão os sintomas
psíquicos. A psicanálise arcaica, conduzida por mãos inábeis,
pode ser uma boa opção.
9 — Habite os grandes centros e evite o campo.
10 — Assista e acompanhe todas as novelas. Você conseguirá
sentir-se alienado o suficiente para ser enquadrado dentro do
chamado "comportamento normal".
11 — Leia apenas gibis de super-heróis espaciais e jogue vídeo
game o tempo todo com as crianças.
12 — Evite exercitar-se e estar em contato com o ar puro.

13 — Durma bastante e faça uso de tranquilizantes e soníferos.

14 — Siga estritamente o que pregam as propagandas de


produtos alimentícios da televisão, rádio, outdoors, jornais e
revistas. Compre tudo o que lhe indicarem, principalmente
quando o produto é apresentado como sendo benéfico à saúde,
vantajoso, nutritivo e natural.
15 — Não ingerir habitualmente águas minerais alcalinas,
magnesianas, sulfurosas, ferruginosas, etc, principalmente das
estâncias de São Lourenço, Caxambu, Poços de Caldas, Águas de
São Pedro, etc.
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"Até o momento, a epidemiologia nutricional tem sido alvo de
críticas, uma vez que a metodologia atual é muito pobre para que
se obtenham dados confiáveis."
Mann, 1977

Neste capítulo mostraremos como o homem desenvolve doenças


através do que entra pela sua boca, à semelhança do peixe, que
encontra a morte ao ingerir a atraente isca presa a um anzol bem
disfarçado.
Temos a certeza de que as informações seguintes são
54
desconhecidas pela maioria das pessoas, profissionais de saúde e
autoridades sanitárias, porque tratam de fatos propositalmente
omitidos, visando a preservação de interesses industriais de lucro.
Como se poderá constatar, o homem desenvolveu uma poderosa
indústria da doença, através da utilização de alguns produtos ditos
alimentícios, aditivos alimentares, bebidas alcoólicas, cigarros e
remédios farmacêuticos. Todos eles serão apresentados a seguir,
bem como seus efeitos no organismo humano, sua composição e
demais produtos químicos acrescentados.
Procuramos expor o assunto de forma sintética e concisa, uma vez
que a lista dos alimentos que contêm aditivos e produtos nocivos é
muito grande. Aconselhamos quem quiser aprofundar-se em
detalhes neste estudo a utilizar a nossa obra Relatório Orion
-denúncia médica sobre os perigos dos aditivos e agrotóxicos
(LEPM Editores, Porto Alegre, 1985).
ADITIVOS QUÍMICOS
A indústria química desenvolveu os mais variados tipos de
produtos, que são hoje adicionados aos alimentos. Os principais
grupos são:
Acidificantes Corantes
Antioxidantes Edulcorantes
Antiumectantes Espessantes
Aromatizantes Estabilizantes
Conservantes Flavorizantes

Por serem de origem sintética, estes aditivos estão relacionados a


muitos distúrbios e anomalias. Eles representam, no entanto, uma
fabulosa fonte de lucros. Muitos são criados, usados na indústria
e consumidos pelo homem. Depois de algum tempo, a maior
parte é retirada de circulação ou proibida, ao se constatar perigo
para a saúde. Grande parte desses aditivos, hoje proibidos, foram
antes permitidos como sendo inócuos. Apesar da reação dos
órgãos internacionais de saúde, as grandes multinacionais do
55
setor de alimentos continuam a influenciar livremente os
governos e a opinião pública. Apresentam os seus produtos como
benfeitores da humanidade e são apoiados, recomendados e
aplaudidos por médicos e nutricionistas alienados, que ignoram
por completo a existência de aditivos nos alimentos
industrializados. Segundo pesquisas no mundo inteiro, os aditivos
podem ajudar a humanidade a adquirir os seguintes males:

Agenesia de órgãos e Descalcificação de


atresias dentes e ossos
Agranulocitose Desequilíbrio hormonal
Anemia Dificuldade de aprendizagem
Anencefalia Distúrbios gastrintestinais
Ansiedade infantil Doenças hereditárias
Câncer Leucemia
Deficiência mental Má-formação congênita
Deficiência imunológica Reações alérgicas
Resistência bacteriana

AÇÚCAR BRANCO
Este é um dos mais recentes produtos utilizados pelo homem. Há
pouco mais de 200 anos era desconhecido, sendo que se usava
o açúcar mascavo muito raramente e, mesmo assim, buscando
os seus efeitos medicamentosos. Hoje há um consumo
exagerado de doces, balas, refrigerantes, sorvetes e do próprio
pó branco e "puro". Só nos Estados Unidos, a média de consumo
diário por pessoa é de 300 gramas, o que equivale a cerca de
nove quilos mensais ou aproximadamente cem quilos ao ano por
pessoa. Lembramos que o açúcar é totalmente desnecessário e
supérfluo para o organismo e, se ingerido em excesso, é
considerado muito prejudicial por médicos, nutricionistas e
dentistas judiciosos. Mas as autoridades competentes
aconselham o consumo de açúcar para aqueles que desejam
adquirir as seguintes doenças:
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Arteriosclerose Diabetes mellitus
Câncer Hipoglicemia
Cáries dentárias Leucemia
Deficiência imunológica Obesidade
Depressão Osteoporose
Efeitos decorrentes da ingestão diária de açúcar branco e/ou
seus derivados:
Perda (depleção) lenta e constante de magnésio — infecções,
câncer
Perda (depleção) lenta e constante de cálcio — cáries e
osteoporose
Precipitação e retenção de sais de cálcio — arterio e
aterosclerose
Perda (depleção) lenta e constante de vitaminas do complexo B
Formação de placas bacterianas no sulco gengival — doença
periodontal
Acidificação constante do sangue — desequilíbrio imunológico
Perturbação do metabolismo glicídico — hipoglicemia e diabete
Perturbação do metabolismo lipídico — obesidade,
arteriosclerose
CARNE DE VACA
Enganam-se muitos médicos e nutricionistas quando julgam que
a carne bovina é apenas composta de proteínas, gorduras, sais e
vitaminas. Hoje ela pode ser causa de doenças, pois é
enriquecida com alguns produtos tóxicos, tais como:
Ácido úrico — aumentado pelo tempo de congelamento
DDT — resultante da aplicação de carrapaticidas
Dietiletilbestrol — hormônio sintético feminino para engordar
Indol, escatol, cadaverina e putrecina — toxinas naturais
Nitrato de sódio ou potássio — para dar aspecto saudável
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Parasitas intestinais
Sulfito de sódio — para dar cor vermelha

Doenças relacionadas à ingestão de carne bovina:


Arteriosclerose Desequilíbrios sexuais
Aterosclerose Gota
Câncer Infecções
Deficiência imunológica Putrefação intestinal
Desequilíbrio menstrual Solitária
Lembramos ao leitor que os produtos derivados da carne bovina
ou suína, como linguiças, mortadela, rosbife, presunto, salame,
carnes enlatadas e demais carnes condicionadas, assim como a
maioria dos alimentos enlatados, produzem o mesmo efeito.
Aqueles que desejarem adquirir as doenças decorrentes da
ingestão de carne poderão fazê-lo, com vantagem, utilizando-se
destes produtos no caso da falta de carne bovina. Além de terem
a mesma composição, são acrescidos de antibióticos
conservantes do grupo das tetraciclinas.
LEITE DE VACA
O leite e seus derivados, considerados excelentes alimentos,
estão hoje sendo postos em questão por muitos médicos e
nutricionistas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Os
estudos do doutor Frank A. Oski e John D. Bell apontam que,
mesmo não acrescentando nenhum aditivo ou açúcar aos
laticínios, não são alimentos apropriados para o homem, uma vez
que a natureza faz com que cada espécie de mamífero produza o
leite adequado para a sua cria. O leite de vaca possui vários
componentes em quantidades desproporcionais para o homem,
como a caseína, a lactoalbumina, as proteínas etc, além de
conter imunoglobulinas, que provocam reações de alergia
alimentar em mamíferos diferentes do bezerro, e excesso de
cálcio. Por esta razão, o leite está sendo relacionado como
causador dos seguintes males:
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Alergias alimentares Aterosclerose coronariana
Alergias de pele Cálculos biliares
Alergias subclínicas Cálculos renais
Arteriosclerose cerebral Diarréias
Artrite Infecções intestinais
Asma e bronquite Reumatismo

PÃO E MASSAS BRANCAS


Quem diria que o pãozinho diário e as massas são capazes de
provocar outros problemas, além de fazerem engordar?
Na farinha branca vamos encontrar vestígios de agrotóxicos,
brometo de etila (usado como conservante) e outros. O pão
branco contém ainda bromato de potássio, capaz de provocar
falta de memória, alterações motoras, perturbações metabólicas
diversas. Entre as consequências do consumo de pão e massas
brancas, temos:

Diverticulite e diverticulose Gastrite


Falta de vitaminas do Hemorróidas
complexo B Má digestão
Fermentação intestinal Prisão de ventre (devido à
Gases e flatulência ausência de fibras,
retiradas na decorticação)

FRUTAS E LEGUMES
Nossas frutas e legumes, comprados nos supermercados e feiras
livres, estão saturados de agrotóxicos, sendo infectados desde a
produção até a venda ao público. Os próprios distribuidores
acrescentam venenos para evitar a deterioração e o ataque de
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insetos. Mas as maiores quantidades de compostos tóxicos são
encontrados nas frutas fora de estação e frutas secas. Nestas, a
quantidade de substâncias tóxicas pode ser muito grande e vários
conservantes são usados, como:

Antibióticos Formiato de etilo


Bicloreto de carbono Fungicidas
Bicíoreto de etileno Gás cianídrico
Bissulfureto de carbono Óxido de etileno
Brometo de metila Tetracloreto de carbono
Cloropicrina (gás lacrimogênio)
Informamos que, com exceção dos antibióticos, antifúngicos e do
brometo de etila, todos os demais produtos são proibidos por lei,
pois não são sequer aceitos como aditivos alimentares. Apesar
de provocarem males imprevisíveis, são usados quase à
vontade, sem nenhum controle eficaz e seguro para a população.
As frutas secas são, portanto, mais uma boa dica para adoecer.

SAL REFINADO
O sal de cozinha, industrializado e refinado, faz parte do grupo
conhecido como "três assassinos brancos", do qual fazem parte
também o açúcar e a farinha branca. O sal refinado é produzido a
partir do sal natural, chamado sal marinho, que é um produto rico
e benéfico, portanto não deve ser usado pelas pessoas que
querem ficar doentes. Dele são retirados industrialmente cerca
de oitenta elementos naturais e acrescidos os seguintes
compostos químicos:

Carbonato de cálcio lodeto de potássio


Dextrose e talco mineral Óxido de cálcio
Ferrocianato de sódio Prussiato amarelo de sódio
Fosfato tricálcico de Silicato aluminado de sódio
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alumínio

O sal refinado é recomendado para aqueles que desejam


padecer das seguintes doenças:

Arteriosclerose cerebral Edemas


Ateroscierose Gastrite
Cálculos biliares Hipoplasia da tireóide
Cálculos renais Nódulos da tireóide
Cálculos vesicais Pressão alta
Disfunções paratireoidianas Retenção de líquidos
Eclâmpsia e pré-eclâmpsia

ÁLCOOL
Não é preciso dizer que o alcoolismo é um fato comum a toda a
humanidade. Só no Brasil são consumidos anualmente perto de
dois bilhões de litros de cachaça, o que supera a produção
mundial de uísque. Trata-se de um vício que acaba não afetando
apenas quem bebe, mas a família e a sociedade. Quem bebe está
sujeito a sofrer de diversos problemas, entre eles:

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Arteriosclerose Infarto do Miocárdio
Câncer da vesícula biliar Infecções
Câncer do estômago Inflamações dos órgãos
Digestivos
Câncer do fígado Irritação da mucosa digestiva
Câncer do pâncreas Morte súbita
Cirrose hepática Neurite alcoólica
Convulsões epilépticas Pancretite aguda e crônica
Delirius tremem Perda da coordenação motora
Diminuição da resistência Perturbação da função renal
Orgânica Pressão alta
Diminuição do apetite Tuberculose
Distúrbios da conduta
Distúrbios psíquicos
variados
Hepatite

TABACO
Apesar de todas as campanhas no sentido de diminuir o
consumo de cigarros e seus similares, o número de fumantes no
mundo vem aumentando a cada dia. Isto mostra que as pessoas
optaram definitivamente por ficarem doentes. Em breve o cigarro
será responsável por aproximadamente trinta milhões de mortes
em todo o orbe terrestre, gerando problemas orgânicos em mais
de trezentos milhões de pessoas. Só no Brasil existem perto de
trinta milhões de fumantes (muitos deles são médicos...), com
100.000 mortes anuais. Metade dos homens e 1/3 das mulheres
fumam. A questão do tabagismo não afeta apenas os fumantes,
mas também quem está próximo deles, provocando irritação nos
olhos, tosse, dor de cabeça, problemas respiratórios, ajudando a
piorar casos de bronquite, asma, rinite, infecções das amígdalas,
adenóides e afetando também o crescimento. Fumando
ajudamos também uma criança a ser doente, principalmente se
é uma gestante que fuma. Quem acredita que o problema do
62
cigarro está apenas na nicotina, está muito enganado. Eis o resto
dos componentes:
Ácido cítrico Amoníaco
Ácido málico Benzopireno
Ácido nítrico Extratos azotados
Ácido oxálico Nicotina
Ácido tânico Proteínas insolúveis
Alcatrão Solamina

Estes ingredientes permitem concluir que quem fuma não tem


apenas "uma coisa em comum", mas sim várias, que são as
doenças provocadas pelo fumo. E já que fumar é "uma questão
de bom senso" e uma "decisão inteligente", nada melhor que
sentir o "sabor de aventura" de conhecê-las :

Alterações da percepção Diminuição da produção do


Alterações nervosas suco gástrico
Alucinações Diminuição da salivação
Arritmia cardíaca Diminuição ou abolição do olfato
Arterite tabágica (às vezes
exigindo amputação) Enfisema pulmonar
Bronquite tabágica Espasmos vasculares
Câncer da boca, garganta e Gastrite
esôfago Inapetência
Câncer do pulmão Infarto do miocárdio
Câncer nasal Irritação brônquica
Cefaléias Pressão alta
Diminuição da capacidade Úlceras gastroduodenais
respiratória Vertigens
Diminuição da gustação

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REMÉDIOS ALOPÁTICOS
A indústria farmacêutica desenvolveu nos últimos cinquenta anos
vários milhares de drogas para uso médico e veterinário. Pode-se
dizer que, paralelamente, a medicina foi-se adaptando e, hoje,
está praticamente limitada à utilização de drogas ou cirurgias
como recursos terapêuticos. A filosofia médica parece entender
que para cada doença ou problema orgânico tem que haver uma
ou mais drogas que realizem o "milagre da cura". Embora tenham
sido criadas drogas que ajudaram e ajudam a tratar de muitas
doenças, surgiu, como consequência dos mesmos, o fantasma do
efeito colateral e da doença iatrogênica. Se não houver o devido
cuidado, os medicamentos farmacêuticos podem provocar mais
danos que os "benefícios" propalados pela propaganda. As bulas
dos remédios, mesmo omitindo alguns fatores, mostram-nos um
mundo de perigos e efeitos indesejáveis. De um modo geral,
pode-se concluir que os medicamentos provocam mais danos do
que benefícios. São conhecidas as situações em que o doente
toma remédios, não se cura, e acaba morrendo em decorrência
do tratamento. Vamos conhecer uma das formas mais fáceis de
adoecer, que é justamente a de usar os próprios remédios que a
humanidade criou para combater os seus males.
Segundo informe do Momento Terapêutico, documento oficial
publicado pela Central de Medicamentos (Ministério da
Previdência Social — 1983/84), as reações adversas e os agentes
farmacológicos determinantes são os seguintes:
Medicamentos que podem provocar ou piorar uma doença
renal

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Acetazolamida
Amitriplina
Antineoplásicos
Ácido etacrínico
Anfotericina B
Arsina e arsênico
Aminonucleotídios
Anilina
Bacitracina
Benzeno
Berílio
Bismuto
Cádmio
Canta ridina
Clormerodrin
Clorotiazida
Colchicina
Colistin
Compostos de antimônio
Compostos de cobre
Contrastes
Corticosteróides
Cresol
Dietileno glicol
Diuréticos em geral
Espirolactona
Estreptomicina
Éter
Etileno glicol
Fenacetina
Fenilbutazona
Fenindiona
Fenobarbital
65
Furosemida
Gentamicina
Hidralazina
Hidroclortiazida
Inibidores da anidrase carcônica
Kanamicina
Manitol
Melaruride
Mercaptomerin
Mercúrio
Mersalil
Metil álcool
Metoxofluorano
Monóxido de carbono
Neomicina
Nitrofuranos
Paradiona
PAS
Penicilina
Polimixina B
Probenecida
Propileno glicol
Sais de chumbo
Sais de ouro
Sais de prata
Salicilatos
Tetraciclinas
Tetracloreto de carbono
Trimatereno
Trimetadiona
Vancomicina
Zaxozolamina

Medicamentos que provocam lesão no fígado


66
Ácido etacrínico
Carbamazepina
Clorpropamida
Dinitrofenol
Fenacetina
Glicosulfona
Halotano
Iproniazida
lsocarboxida
lsoniazida
Metimazol
Noretinodrel
PAS
Penicilina
Propiltiouracil
6 Mercaptopurina
Sulfadiazina
Sulfonamidas
Trimetadiona

Medicamentos que provocam diabete

Ácido etacrínico Diazóxido


Ácido nicotínico Furosemida
ACTH Glicocorticóides
Aloxano Hidroclortiazida
Cloreloxene Politiazida
Clortalidona Solfonamidas
Clortiazida
Medicamentos que podem provocar leucopenia (diminuição
dos glóbulos brancos)

Ácido acetil salicílico Penicilina


Aminopirina Pirazolona
Carbamazepina Proclorperazine
Citarabina Promazina
Clofibrato Propiltiouracil
Cloranfenicol Quinidina
Clorpromazina Sulfadiazina
Clortiazida Sulfonamidas
Estreptomicina Tetraciclina
Fenilbutazona Tioridazina
Fenindiona Tiouracil
lmipramina Tolbutamida
Mepazine Trimetadiona
Metildopa Tripelanamina
Metimazol
Medicamentos que atacam o aparelho auditivo (surdez e
vertigem)

Ácido etacrínico Gentamicina


Colimicin Kanamicina
Diidrestreptomicina Neomicina injetável
Estreptomicina Quinina
Fenilbutazona Salicilatos
Medicamentos que provocam crises asmáticas

Acetil cisteína Mercuriais


Anestésicos locais Metacolina
Aspirina Neomicina
Bromosulfaleína Parassimpaticomiméticos
Cefaloridina Penicilina
Eritromicina Pirazolona
Etionamida Propanolol
Extratos alergênicos Suxametônio
Griseofulvina Tetraciclinas
Histamina Vacinas
lnibidores da MAO Vitamina K

Medicamentos que provocam acne

ACTH Hormônios masculinos


Brometos lodetos
Cianocobalamina Metiltestosterona
Contraceptivos orais Metrandostenolona
Corticosteróides

Medicamentos que podem provocar ginecomastia


(crescimento da glândula mamaria)

Androgênios Gonadotrofina humana


Bussulfan Griseofulvina
Clortetraciclina Haloperidol
Contraceptivos orais Heroína
Dietiletilbestrol Hormônios adrenocorticais
Digitálicos lsoniazida
Espirolactona Metildopa
Estrogênios Reserpina
Fenelzina Vitamina D2
Fenotiazinas Voncristina

Medicamentos que podem provocar anemias (aplástica,


megaloblástica e hemolítica)

Acetanilida
Acetazolanida
Acetofenedina
Acido acetil salicílico
Ácido amino salicílico
Aminopirina
Anfetaminas
Anilinas
Antineoplásicos em geral
Arsênico
Barbitúricos
Benzol
Carbamazepina
Cimetidine
Citarabine
Clofibrato
Cloranfenicol
Clorotiazida
Clorpropamida
Difenilhidantoina
Drogas radioativas
Estreptomicina
Fenacemida
Fenelzine
Fenilbutazona
Fenilhidrazina
Metildopa
Metimazol
Metofenobarbital
Metrotrexato
Neomicina
Penicilina
Pirimetamina
Quinacrina
Quinidina
Tiosemicarbazona
Tolbutamida
Trimetadiona

Medicamentos que provocam hemorragia digestiva

Ácido etacrínico
Acido flufenâmico
Ácido trimetilcolchicínico
5-fluoracil
Cloreto de potássio
Corticosteróides
Duazomicina
Fenacetina
Fenilbutazona
Fluorodeoxiuridina
Hidroxiuréia
Ibufemac
Indometacina
lodetos
Metrotexate
Pirazolônicos
Reserpina
Salicilatos
Thiotepa
Vincristina
Medicamentos que causam queda de cabelo e alopecia

Agentes alquilantes (para câncer)


Anticoagulantes
Antimetabólicos (para câncer)
Clofibrato
Colchicina
Contraceptivos orais
Hipervitaminose A
Mefenitozoina
Mepessulfato
Metimazol
Norentindrona
Quinacrina
Tálio
Trimetadiona
Triparanol
Warfarin
Medicamentos que podem provocar urticária

ACTH
Atofan
Aureomicina
Barbitúricos
Brometos
Bromossulfaleína
Cloranfenicol
Codeína
Dextrans
Digital
Enzimas
Eritromicina
Estreptomicina
Fenolftaleina
Griseofulvina
Hidantoinas
Insulinas
lodetos
Meperidina
Meprobamato
Mercuriais
Nitrofurantoina
Novobiocina
Opiáceos
Penicilina
Procarbamazina
Propoxifeno
Salicilatos
Tetraciclinas
Tiamina
Tiouracil
Viomicina
Drogas que diminuem acentuadamente os batimentos
cardíacos

Acetilcolina Pilocarpina
Digital Quinina
Muscarina Sais de bário
Parassimpaticominnéticos Sais de chumbo

Drogas que provocam cianose (cor azulada da pele)


Anestésicos Monóxido de carbono
Anilinas Naftalina
Benzol Nitratos
Cianetos Nitritos
Clorato de potássio
Drogas que provocam colapso e choque (entre outras)

Cicutoxina Morfina
Cloro Muscarina
Codeína Nicotina
Diazepina Pilocarpina
Drogas que provocam convulsões
Álcool metílico Cardiazol
Anilinas Estricnina
Arsênico Picrotoxina
Atropina Sais de chumbo
Drogas que provocam estados de agitação

Álcool etílico Benzol


Atropina Digital
Azeite de quenopódio Escopolamina
Bário Mercúrio
Benzedrinas Perventin
Benzina Quinina

Drogas que provocam a eliminação anormal de albumina


pela urina

Ácido bórico Naftalina


Arsénico Salicilatos
Azeite de quenopódio Sulfato de cobre
Mercúrio Tálio

Drogas que elevam a pressão arterial

Ácido etacrínico Compostos de sódio


Benzedrinas Corticóides
Clortiazida Perventin
Drogas que provocam a perda temporária da consciência

Aconitina Fenóis
Álcool etílico Hipnóticos
Álcool metílico Monóxido de carbono
Anestésicos Morfina
Atropina
Drogas que provocam vômitos
Ácidos Colchicina
Álcool metílico Fenóis
Benzina Fósforo
Benzol Metais pesados
Drogas que provocam taquicardia
Anfetaminas Digital
Atropina Fenproporex
Cafeína Monóxido de carbono
Cocaína Tálio

Drogas que provocam cólicas: aspirina, sais de ouro,


corticosteróides etc.

Drogas que provocam estomatite: bismuto, mercuriais,


penicilina, arsenicais, sulfas, estreptomicina, aspirina etc.

Drogas que provocam câncer no fígado: fenelzina,


anticoncepcionais, ciclamatos, sacarinas etc.

Drogas que provocam falta de ar: insulina, aspirina, quinina,


cocaína, penicilina etc.

Drogas que provocam tosse, coriza e rinite: arsfenamina,


neoarsfenamina, mafarsen, nafazolina, aspirina, tiamina.

Drogas que provocam frigidez: anticoncepcionais, cimetidina,


cafeína etc.

Drogas que provocam enxaqueca: tripsina, pancreatina.

Drogas que provocam conjuntivite: piramido, anestésicos,


aspirina, propanolol, practoiol, arsfenamina.

Drogas que tornam a visão turva: fenilbutazona, diazepan,


cloroquina, hidrocloroquina etc.

Drogas que provocam neurite: sais de curo, cloranfenicol,


isoniazida, etambutol.

Drogas que provocam tumefação de gânglios linfáticos:


antipirina, salvarsan, anticonvulsivos.

Drogas que produzem quadro semelhante ao lúpus


eritematoso: hidralazina, metildopa, procainamida,
anticoncepcionais, griseofulvina, tronvacil, tetraciclinas,
hidantoinas, sais de ouro.

Drogas que provocam cirrose hepática: metrotrexato,


azotioprina, maleato de perhexilina.

Drogas que provocam câncer da mama: Rauwolfia serpentina,


corticosteróides, dietiletilbestrol, anticoncepcionais.

Drogas que provocam priapismo: fenotiazinas, prazosin,


guanetidina, hidralazina, clorpromazina.

Drogas que provocam insuficiência cardíaca: carbenoxolona,


timolol tópico.

Drogas que provocam colite aguda: clindamicina, trimetropin,


sulfametoxazol, neomicina, sulfato de colistina, anticoncepcionais.

Drogas que provocam úlcera no esôfago: doxiclina, aspirina.

Drogas que provocam pancreatite aguda hemorrágica:


clortalidona, corticóides.

Drogas que provocam lesões de pele variadas: antimônio,


fenolftaleina, mercuriais, sulfas, quinidina, antipirina, barbitúricos,
fenacetina, sais de ouro, cloroquina, efedrina, tiamina, brometos,
resorcina, fenilbutantoina, griseofulvina, tiamina etc.
Fonte: Arquivos Brasileiros de Medicina, Jan/Fev 1986, vol. 60, n.°
1.
COMO CONTRAIR O CÂNCER
O câncer é a doença mais comum hoje em dia, portanto não é
necessário grande esforço para adquiri-la. De repente, sem que
você faça nada, surge em qualquer parte do corpo. Há, no entanto,
alguns fatores que auxiliam:
1 — O uso do açúcar branco é de grande valia, pois a
sacarose concentrada elimina do organismo uma grande
quantidade de vitaminas do complexo B, cálcio e o importante íon
magnésio, que participam do mecanismo de defesa do organismo
na renovação de células sadias e em diversas fases bioquímicas do
metabolismo. Como estes efeitos só ocorrem com o uso constante
do açúcar a longo prazo, não são notados pela ciência imediatista.
O açúcar também é responsável pela acidificação do sangue,
favorecendo o acúmulo de ácido láctico nos interstícios, dificultando
a oxigenação das células e criando um ambiente favorável ao
desenvolvimento de tumores.
2 — Quem quiser contrair o câncer não pode se esquecer de

consumir bastante carne, principalmente a vermelha,


pois o metabolismo nitrogenado acentuado, juntamente
com a putrefação intestinal intensa, são fatores importantes
para o surgimento da doença. As carnes acondicionadas,
como salsicha, linguiça, presunto, salame e mortadela, são
mais valiosas, pois possuem uma quantidade bem maior de
sulfito de sódio (que produz o câncer digestivo) e de nitrato
de potássio, usado para dar coloração vermelha à carne. Os
nitratos transformam-se em nitrosaminas, elementos cancerígenos
que bloqueiam a ação da enzima catalase, que impede a
reprodução desordenada das células. Deve-se dar preferência aos
hambúrgueres, pois as carnes próprias para sanduíches são ricas
em benzopireno, que é o segundo elemento cancerígeno criado
pelo homem.
3 — As pesquisas indicam que as pessoas que comem
muito estão mais sujeitas a ter tumores. Fica aí a dica.
4 — Fumar diariamente uma grande quantidade de cigarros.

5 — Levar uma vida desregrada, dormindo e acordando tarde. Dar

preferência à vida noturna, fugindo da luz do dia.


6 — Na praia, evitar tomar sol pela manhã, preferindo a
tarde, pois os raios solares mais diretos favorecerão o surgimento
do câncer de pele.
7 — Morar em áreas bem poluídas.

8 — Dar preferência aos apartamentos úmidos, que não recebem

a luz do sol.
9 — Não praticar exercícios e evitar saunas e passeios ao ar livre,

em contato com a natureza.


10 — Usar apenas água de torneira nos grandes centros,
evitando a água de fontes e nascentes.
11 — Consumir bebidas alcoólicas diariamente, de preferência as

fortes, adocicadas e coloridas artificialmente.


12 — Manterá geladeira sempre repleta de refrigerantes,
sorvetes e sucos artificiais, e a despensa cheia de enlatados,
produtos artificiais e sintéticos. Não esquecer do nutritivo e
delicioso bacon, dos ovos de granja ricos em antibióticos e
dietilbestrol e dos adoçantes sintéticos. Para os bebês, comprar
sopinhas e alimentos prontos, que não dão nenhum trabalho para
mamães e babás atenciosas.
13 — Os avós e pais carinhosos não podem se esquecer

de levar para casa aquilo que as crianças adoram (comprando


em grande quantidade para fazer economia), ou seja, chocolates,
balas, chicletes, pirulitos e assim por diante. A leucemia e os
linfomas estão estreitamente relacionados com estes produtos.
14 — Tomar remédios alopáticos aos primeiros sinais e
sintomas, quaisquer sejam eles, principalmente as febres,
dores de cabeça e diarréias, pois, suprimindo a reação natural do
organismo, as energias mórbidas se acumularão e a poluição
residual resultante facilitará o surgimento de tumores. As mulheres
que desejam evitar filhos devem tomar por longos anos as pílulas
anticoncepcionais, que provocam o câncer da mama e do útero,
entre outros.
15 — Não usar métodos naturais de tratamento, evitar as
verduras cruas, as plantas medicinais, os chás e principalmente, o
arroz integral, pois promovem oxigenação orgânica e vitalização
das funções metabólicas.
16 — Evitar a ingestão de vitamina A ou dos alimentos
que a contêm, pois esta vitamina reduz a carcinogênese, que é a
formação de tumores malignos (Cameron e Pauling, 1973;
Miswish, 1972). A vitamina A é encontrada em abundância nos
legumes (cenoura, nabo comprido etc), azeite de dendê, cereais
integrais e outros.
17 — Aconselha-se também a quem quiser ter câncer
que não reduza de maneira brusca a quantidade de alimentos em
sua dieta habitual. A simples redução calórica numa dieta inibe a
formação de tumores em vários tecidos (Clayson, 1975).
18 — Submeter-se constantemente a radiografias ou trabalhar
ligado a um serviço radiológico, onde haja exposição constante às
chapas.

Daqui a algumas gerações talvez seja normal que cada um tenha o


seu câncer, ainda mais em uma sociedade que desenvolveu um
poderoso império económico calcado no comércio da doença, onde
o câncer vem a ser exatamente a doença que permite os maiores
lucros do mercado. As drogas antineoplásicas custam caríssimo e
as cirurgias são quase sempre necessárias, embora, de modo
geral, apresentem poucos resultados satisfatórios. As aplicações de
cobalto e radioterapia são também muito onerosas para o doente,
seu organismo e o Estado.
Quem visitar um hospital do câncer, mais especialmente a imensa
sala de espera, poderá ver o verdadeiro "pavilhão da morte", onde
se encontram pessoas sofridas, mutiladas, intoxicadas,
desesperançosas, resignadas, criancinhas apresentando imensas
massas tumorais, outras esverdeadas e com sua energia vital
sugada, quando não pelo tumor, pelo tratamento. Por trás disso,
explorando todo este sofrimento e muito mais, está a máfia do
câncer, poderosa e extensa trama, cujos objetivos não são nada
humanitários ou caridosos.
Observação importante: As pessoas deprimidas, muito ansiosas
e que possuem um forte componente autodestrutivo em sua
personalidade adquirirão a doença mais facilmente, sem
necessidade de seguir à risca as orientações deste manual.

COMO FICAR DIABÉTICO


Não é preciso fazer muito esforço para tornar-se diabético, basta
seguir exatamente os hábitos modernos de alimentação. Afinal, a
humanidade está cada vez mais diabética e quase ninguém está
preocupado com isto. Dados oficiais mostram que em cada dez
pessoas no mundo, uma tem, teve ou terá diabete. Se a doença
não for combatida e continuar a aumentar, em oito gerações a raça
humana será diabética em sua totalidade, praticamente, tornando-
se inviável biológicamente.
A condição essencial para adquirir o mal é possuir parentes
próximos que sejam diabéticos. Se você tem um parente paterno ou
materno (melhor se ambos os pais forem doentes) diabético,
considere-se um felizardo! A ciência já o classifica como pré-
diabético e suas chances de adquirir o mal crescem bastante. O
resto é com você: consuma grandes quantidades de açúcar branco
e doces.
O açúcar branco é considerado como principal causa da diabete. O
consumo desta droga é um hábito muito recente da humanidade.
Há cerca de cem anos não existia ainda, sendo que nos últimos
trinta anos seu uso (e abuso) intensificou-se. Atualmente o consumo
diário de açúcar per capita no mundo todo é de cerca de 200
gramas. Isto significa que cada habitante do planeta ingere seis
quilos de açúcar por mês e cerca de setenta a cem quilos por ano.
Sendo assim, uma pessoa pode chegar a consumir
aproximadamente uma tonelada de açúcar em uma década. Não
há, porém, necessidade orgânica alguma, sendo, além de
supérfluo, perigoso. Mas a propaganda afirma que "açúcar é
energia", o que faz entender que seu consumo é necessário. Esta
é uma das grandes mentiras modernas que enganam todas as
pessoas, até mesmo médicos e educadores.
Para completar, tome muitos cafezinhos, sorvetes, coma doces,
chocolates, balas e participe de festas infantis, nas quais,
ultimamente, houve uma diminuição radical das diversões,
passando a concentrar-se a atenção dos petizes nas guloseimas
das mais variadas cores e sabores artificiais. Não se esqueça de
frequentar bombonieres e docerias, pedir sobremesas sofisticadas
nos restaurantes e preparar ótimas receitas domésticas de doces.
Existem centenas de livros de receitas (ver indicações bibliográficas
ao fim deste livro e também o capítulo de receitas especiais). Não se
esqueça também de assistir aos excelentes programas de televisão
(geralmente à tarde) que ensinam as receitas de doces mais
mirabolantes e deeeeeeeeeeeliciosos!
Seguindo estes conselhos você estará contribuindo para a
continuidade do nosso atual processo cultural e civilizatório, pois
necessitará de medicamentos, cirurgias e tratamentos caros. Assim
não é rompido o ciclo causa-efeito-utilização-manipulação da
doença, que alimenta a atual indústria da morte.
Uma vez que você tenha adquirido a diabete, evite usaras ervas
medicinais conhecidas como pedra ume kaá, pata-de-vaca, dente-
de-leão, jambolão e carqueja, pois diminuem a quantidade de
açúcar no sangue e facilitam a oxigenação das células, além de
serem diuréticas e depurativas.
Na homeopatia, evite os tratamentos de fundo unicistas. Prefira os
complexos homeopáticos que têm efeito apenas superficial. Uma
dica especial para quem é diabético: não siga uma alimentação
natural, nem se trate pela acupuntura, pois tornam o organismo
mais forte e resistente, permitindo que os mecanismos de
compensação estejam mais equilibrados.

COMO CONTRAIR INFECÇÕES

Hoje em dia não é difícil adquirir infecções. Para tanto é necessário


ingerir grande quantidade de proteínas animais, principalmente a
carne de porco, o presunto, salsichas (de preferências as
enlatadas), linguiças, mortadela etc. Os ovos de granja favorecem
bastante a ocorrência de vários tipos de infecção, pois contêm
pequenas quantidades de antibióticos, utilizados como
conservantes. Sabe-se que o consumo de pequenas doses diárias
de agentes antimicrobianos tornam as bactérias resistentes, o que
facilita o desenvolvimento de infecções. As crianças que comem
ovos são aquelas felizardas mais propensas a terem infecções,
como amigdalites, otites, rinites e infecções de pele.
Uma alimentação rica em proteínas fornece também grande
quantidade de toxinas que interferem nas defesas orgânicas,
diminuindo-as. Um excesso de proteínas produz, também, elevação
do metabolismo nitrogenado, permitindo que compostos nocivos
provenientes do catabolismo perturbem a capacidade do organismo
de defender-se. A carne de vaca é a mais indicada para quem
quiser ter infecções, pois é rica em toxinas, sulfito de sódio, salitre,
antibióticos etc.
Não podemos deixar de citar também um dos principais culpados
pelo aumento da tendência a adquirir infecções existentes na
nossa civilização: o açúcar branco refinado, um antinutriente que,
por ser muito concentrado, rouba importantes elementos do nosso
organismo, como as vitaminas do complexo B, o cálcio e o
magnésio, todos fundamentais para a manutenção da resistência do
organismo aos germes. Como isso ocorre de forma crónica, lenta e
constante, apresentando consequências geralmente a médio e
longo prazo, a medicina moderna, imediatista, superficial e "cura-
tiva", não tem tempo a perder com esse fenômeno.
Para padecer de infecções de qualquer tipo, é necessário tomar
sempre antibióticos ao menor sinal de infecção, bem corno nos
casos de gripe e resfriados, ainda que os antibióticos não sejam
eficazes contra vírus. O organismo ficará muito mais
enfraquecido, a flora intestinal será atingida e o sistema de
defesa tornar-se-á mais vulnerável Você deve seguir
estritamente a ordem dos médicos e nutricionistas, sem
pestanejar, a não ser que já esteja com uma conjuntivite
bacteriana. Neste caso você vai ter que pestanejar bastante.
Para ter infecções, evite as ervas medicinais e os tratamentos
homeopáticos de base. Não coma arroz integral, prefira o arroz
branco e os alimentos preparados com farinha branca. Coma
margarina ou frituras em abundância. Dispense as raízes e
saladas, pois são ricas em magnésio e clorofila, que aumentam
a capacidade de resistência orgânica. Não pratique jejum e fuja
das saunas, pois estas técnicas produzem desintoxicação
profunda do corpo e tornam-no mais protegido contra os
germes. As ervas medicinais precisam ser evitadas, pois ervas
como chapéu-de-couro, cipó-cabeludo, salsa parrilha e gervão
roxo depuram o organismo e são diuréticas. Existe um tipo de
tempero japonês chamado missô, preparado com soja e cereais
integrais fermentados em sal marinho que, quando usado como
tempero de alimentos, mantém o organismo forte e saudável.
Deve ser evitado pelas pessoas que querem adoecer.
Mas, pensando bem, não é necessário fazer grande esforço
para adquirir infecções. Basta ser internado hoje em grandes
hospitais, por qualquer motivo. Lá vai ser relativamente fácil
adquirir as famosas infecções hospitalares, ocasionadas por
germes de grande resistência. Lembre-se disso.

COMO SER DONO DE UMA ENORME BARRIGA


Para aumentar o volume abdominal e desenvolver uma barriga
indecente existem várias dicas muito importantes. Hoje em dia, uma
grande barriga, exceto nos casos de gravidez, esquistossomose,
cirrose etc, significa status para o seu portador. Isto já faz parte da
nossa cultura, pois um homem bem-sucedido só terá uma aparência
adequada ao seu nível social se ostentar um ventre avolumado.
O primeiro passo é comer bastante, principalmente carnes e
massas, como macarrão (com bastante molho de tomate e queijo)
e pão branco, e beber muito líquido durante as refeições. Deve-se
mastigar pouco (ou nada) e levar uma vida sedentária ao extremo.
Em vez de praticar exercícios, tomar bastante cerveja e chope com
os amigos, diariamente. Em tais ocasiões, deve-se pedir sempre um
tira-gosto com muita pimenta e outros condimentos para
acompanhar. Se quiser praticar algum exercício, deve preferir as
caminhadas, que deixam as pernas mais rijas e finas, mas não
resolvem o problema da barriga, que continua a crescer.
De preferência, ande apenas de automóvel, com bancos bem
confortáveis e curvos. Em casa, tenha sofás bem fofos, daqueles
que deixam a barriga em evidência e a coluna torta. Nas horas de
lazer fique o tempo inteiro em frente da televisão, frequente
cantinas e restaurantes e tome bastante líquido. Se você sofrer de
prisão de ventre e muitos gases, tudo ficará mais fácil. Não tome
laxantes, nem vá à sauna. Quando sua barriga estiver imensa,
quase estourando, procure um psicanalista freudiano ortodoxo ou
lacaniano, gaste bastante e não chegue a nenhum resultado. Em
alguns anos você ficará consciente do tamanho de sua barriga,
porém se conformará, pois, apesar de tudo, está na moda.

COMO ADQUIRIR E MANTER UMA ÚLCERA


DIGESTIVA
Esta é uma doença cuja incidência aumentou consideravelmente
devido à complexidade da vida moderna, principalmente nos
grandes centros. A humanidade está se tornando cada vez mais
suscetível às úlceras do estômago e do duodeno, e a doença já
apresenta uma tendência hereditária. O fato é inusitado, pois há
cerca de cem anos a humanidade não apresentava este
comportamento genético.
A primeira e mais importante condição para se adquirir este mal é
ter parentes com úlcera (melhor ainda se for o pai ou a mãe) ou
gastrite. O candidato à úlcera também deve preocupar-se
profundamente e à toa com as mínimas coisas. Muitos portadores
de úlcera não demonstram ser tensos ou nervosos, mas no íntimo
são assim. Então, não é necessário demonstrar nervosismo, mas ter
capacidade de reprimir fortemente os sentimentos e as emoções,
como se fosse um bujão de gás. A pessoa não deve descarregar
suas tensões, e sim "engolir" tudo. Frequentemente, pessoas deste
tipo não sabem por que são assim, pois são treinadas para se
comportarem deste modo desde a primeira infância.
Uma vez cumpridas as condições acima, pode-se completar o
esquema causal com uma dieta absurda, como se segue:
1 — Ingerir bastante frituras; os óleos ácidos agridem a mucosa
digestiva, facilitando a sua erosão. Melhor ainda é comer coxinhas,
bolinhos, croquetes, quibes, empadinhas e demais guloseimas de
bares e botequins, encharcadas de óleo.
2 — Tomar muitos refrigerantes e bebidas gaseificadas;
elas provocam dilatação do estômago e, com isso, eleva-se a
produção de ácido clorídrico, o que provoca azia e irritação
da mucosa.
3 — Manter o hábito de tomar aperitivos antes das refeições,

principalmente pinga, caipirinha, vodka, uísque e de


mais bebidas destiladas. Elas agridem diretamente a mucosa
digestiva dos organismos suscetíveis.
4 — Tomar vários cafezinhos entre as refeições. A cafeína estimula a

produção de ácidos no estômago e é uma das


causas alimentares das úlceras.
5 — Mastigar sempre pouco, assim haverá menor salivação e a

presença de alimentos inteiros no estômago exigirá maior produção


de ácido. Pela falta do elemento alcalino presente na saliva,
aumenta a quantidade de ácido clorídrico, tornando o suco gástrico
mais abrasivo.
6 — Tomar sempre muito líquido durante as refeições,
melhor ainda se estiverem bem gelados (chope, cerveja,
refrigerantes, água). O excesso de líquidos prejudica a digestão,
pois dilui o suco gástrico, exigindo mais trabalho e elaboração de
matérias ácidas. Os produtos gelados dificultam
a digestão e enfraquecem o estômago, que necessita sempre
de temperatura mais elevada para executar convenientemente
suas funções.
7 — Como sempre se aconselha a quem quer adoecer,
deve-se comer bastante e com frequência para que se adquira uma
úlcera. Mas dormir após uma lauta refeição é melhor ainda: ajuda
não só a ter úlceras como a desenvolver hérnias de hiato.
8— Quem não quiser curar-se das úlceras deve tomar sempre

remédios alopáticos como os antiácidos e inibidores da secreção


do estômago, normalmente receitados pelos
gastrenterologistas. Alguns outros medicamentos também
ajudam, como as aspirinas, que atacam a mucosa gástrica e os
corticosteróides. Lembre-se de que tratamentos clínicos com
antiácidos (muitos são úteis também para prender os
intestinos), inibidores, bloqueadores de secreção (cimetidine e
outros), sedativos, antidistônicos, ansiolíticos (vallium e outros) e
demais drogas, além de serem caros e provocarem inúmeros
efeitos colaterais, são apenas paliativos. Mas, se você tem muito
dinheiro e quer ser doente como todos, então use-os. Melhor
ainda são essas dietas clássicas, já impressas, que são
distribuídas aos ulcerosos pelos médicos. São qualitativamente
pobres, pastosas, insípidas, fracas, de efeito provisório e não
contêm fibras. De qualquer forma, produzem algum resultado,
pois muitos alimentos causadores de úlceras são eliminados.
9 — Para quem quer ter úlceras, desaconselhamos o uso dos
cereais integrais, chás medicinais, confrei e alface (ambos têm
ação cicatrizante), inhame, missô (pasta fermentada de soja),
saladas frescas e frutas cítricas, pois estes produtos ajudam a
curá-las.
10 — Para finalizar, desaconselhamos também o relaxamento,
as massagens, a auriculo-acupuntura, a meditação e a vida
simples ao ar livre, pois também são importantes fatores de
cura.

COMO TER FILHOS DOENTES


Atualmente, com o auxílio das propagandas de televisão, dos
conceitos modernos da nutrição acadêmica e da pediatria de bases
farmacológicas, a coisa mais fácil é ter filhos doentes.
Na televisão, no rádio e em outdoors, observamos uma propaganda
maciça induzindo ao consumo de toda sorte (ou todo azar) de
guloseimas, doces, sorvetes, refrigerantes e outros meios de
provocar câncer, leucemia, retardamento do crescimento,
dificuldade de aprendizado, cáries dentárias, perturbações visuais,
infecções, imunidade baixa, resistência fraca e diabete nos infantes.
Isto se deve à presença de corantes e aromatizantes artificiais
cancerígenos, do famigerado açúcar branco, que tanto atrai
crianças e adultos com carência afetiva, dos antibióticos
conservantes e muitos outros aditivos recomendados pelos
nutricionistas menos conscientes.
Quem quiser ter filhos com leucemia deve levá-los com frequência a
festinhas infantis, que já há muito tempo perderam os atrativos dos
jogos e brincadeiras para se transformarem num festival de
glutonaria. As vias digestivas transformam-se então num parque de
diversões. As crianças são atraídas por miríades de cores, sabores,
embalagens brilhantes e surpresas adocicadas. Se prestarmos
bem atenção a uma festa de aniversário infantil, poderemos notar
que, de fato, a petizada não se diverte, mas comporta-se frenetica-
mente, demonstrando um alto nível de ansiedade. Procuram
avidamente não sabem bem o que, ficam irritadiças, choram,
xingam, agridem-se, competem por brinquedos ou objetos e entram
em luta corporal, ou então permanecem tímidas, presas à saia da
mãe ou amuadas num canto. Dirão alguns que isto se deve à
personalidade de cada criança, mas o que as faz se agitarem tanto
numa festa? Por que comem tanto doce e com uma avidez
inusitada? De onde vem essa carga tão grande de ansiedade?
A televisão induz as crianças a acreditarem que terão muito prazer
se ganharem determinado brinquedo. Quando conseguem o que
querem, abandonam o objeto pouco depois, quebram-no ou
ostentam-no perante os amiguinhos como uma vantagem. Como o
brinquedo não proporcionou o prazer imaginado, acreditam não ser
bem aquele brinquedo o que gostariam de ter, mas algum outro.
Assim passam a desejar outra coisa e a atormentar os pais até que
conseguem o que querem, para dar início a uma nova frustração.
Muitos pais costumam dar brinquedos às crianças julgando que
com isso aproximam-se mais delas. Puro engano. Compensar a
falta de proximidade afetiva com objetos é apenas uma medida
paliativa.
Conclui-se, portanto, que uma criança necessita, de fato, de um
profundo e honesto carinho e também dar e receber amor. Isto não
significa que se deva mimá-la ou fazer todas as suas vontades.
Não. Uma criança amada aprende também a amar. Ela não cairá
no engodo da propaganda. Não ficará ansiosa buscando em coisas
externas e no ambiente que a cerca o prazer que não tem dentro de
si. Amará e respeitará os pais, vendo na vida um reflexo deles e do
seu lar. Não desenvolverá medos, insegurança, agressividade e
ódio. Não aprenderá a cultuar a personalidade, a buscar
vantagens, a competir deslealmente e a se iludir. Estará bem
plantada na vida.
Para ter filhos doentes, aconselhamos exatamente o contrário disso,
pois se você tiver filhos bem equilibrados e saudáveis, será tido
como um ser esquisito e desequilibrado, ainda mais se em sua
casa só entrarem alimentos naturais. Então será a desgraça total!
Os avós, tios, sogros, vizinhos, as comadres e todos aqueles
iludidos pelos valores invertidos da nossa civilização, criticarão
duramente.
Se a televisão e a propaganda ajudam a criar doentes, também
ajudam a mantê-los, sendo que não faltam anúncios (proibidos
por lei) de remédios alopáticos como analgésicos, antitérmicos,
antigripais, xaropes, pomadas, talcos medicinais, sabonetes
medicinais, pós curativos, supositórios, reguladores menstruais
etc. Qualquer um destes medicamentos pode ser comprado e
usado pelas mamães, que irão ministrar esses produtos
"milagrosos" aos filhos sem nenhuma orientação médica. Muitos
remédios provocam efeitos colaterais, ou suprimem sintomas e
sinais importantes que ajudariam a compreender melhor o
problema.
Finalmente, se a criança doente escapa da medicação alopática
doméstica, frequentemente vai para as mãos da pediatria
farmacológica. Nestas circunstâncias é comum a mãe não
receber nenhuma orientação nutricional para eliminar o açúcar,
os sorvetes, os refrigerantes, a salsicha, o presunto, o pão
branco (muito fermentativo), mas portar uma tranquilizante e
criptográfica receita (que assume, quase sempre, ares de poder
e mistério) de antibióticos potentes, antiinflamatórios,
supositórios, analgésicos proibidos (novalgina, magnopirol etc.) e
vitaminas sintéticas. Isto quando não são receitados barbitúricos
ou estimulantes do metabolismo cerebral para uma pequena
disritmia cerebral. Em casos de ansiedade, depressão e
agitação, as causas emocionais geralmente não são
pesquisadas ("isto é coisa de psicólogo", dizem), e a criança com
"cérebro doente" recebe uma receita de ansiolíticos,
antidepressivos, antipsicóticos e assim por diante, tudo
fundamentado em teorias, hipóteses, idéias e experiências.
Mas, para ser igual aos outros, siga a corrente. Afinal, ter filhos
saudáveis dá muito trabalho, não é mesmo?

COMO CONTRAIR A ARTERIOSCLEROSE E A


ATEROSCLEROSE

Não fique triste, mas, assim como a diabete, você jamais


conseguirá adquirir estas doenças de uma hora para a outra. É
necessário que exista uma suscetibilidade e fatores hereditários
que influenciem a sua gênese. No entanto, alegre-se pelo fato de
que a incidência destas doenças está aumentando muito de uns
anos para cá e, cada vez mais, as pessoas têm arteriosclerose
(principalmente cerebral) e aterosclerose (a mais comum é a
coronariana, que pode levar ao infarto).
É bem óbvio que uma vida sedentária, sem exercícios, com
excesso de cigarros (tabaco) e o uso sistemático de bebidas
alcoólicas favorecem o endurecimento das artérias e a deposição
de placas de cálcio no interior dos vasos sanguíneos, com a
diminuição do calibre dos mesmos. Com isso, há diminuição na
respiração das células e perda precoce de sua função. Mas nada
disso acontece sem os fatores principais que causam estes
problemas: é necessário consumir gorduras animais saturadas,
muito sal refinado (que é rico em cálcio de origem inorgânica ou
industrial), açúcar branco (que mantém o sangue acidificado),
muito leite e queijo (ricos em cálcio).
Fato interessante é assistir à deterioração mental e senilidade
precoce das pessoas acometidas de arteriosclerose cerebral, que
produz um quadro variado de alterações no comportamento,
tornando-o bizarro e grotesco. Nestas condições, o indivíduo é
afastado da convivência com os parentes e passa a viver em
asilos. Felizmente não existem campanhas educativas para a
população e nem as autoridades sanitárias, nem os médicos
parecem preocupar-se com a questão.
Para ter estas doenças, evite comer arroz integral e frutas
cítricas, pois estes alimentos afinam o sangue, prevenindo o
endurecimento das artérias e a deposição de placas
ateromatosas. Não use, de modo algum, o chá da erva chamada
chapéu-de-couro ou cipó-cabeludo, pois o chá das duas ervas
combinadas, usado três vezes ao dia após as refeições,
constantemente e por tempo indeterminado, provoca de-
puração do sangue, eliminando muitas toxinas, sendo que
dificilmente o organismo acumulará sedimentos e partículas.
Uma dieta com pouquíssimo sódio auxilia os efeitos deste chá.
Cuidado!

COMO SOFRER DA COLUNA OU APRENDA A


VIVER BEM COM A COLUNA DOENTE QUE VOCÊ
TEM
Para ter problemas de coluna, é necessário que haja predisposição.
Se você tiver parentes próximos que sofram deste mal, fica mais
fácil, mas não é tão necessário assim, pois existem diversas
maneiras de adquiri-lo.
Primeiro, é necessário não se incomodar com a postura corporal.
Ao sentar-se numa cadeira, procure arquear o tronco como se
fosse sentar sobre a coluna. Prefira sempre poltronas bem
confortáveis, de modo que o pescoço fique curvado para a frente,
saindo do eixo da espinha dorsal. O resto do tronco também deve
ficar curvado durante bastante tempo.
Ao escolher um automóvel, procure um cuja poltrona confortável
mantenha o seu corpo curvado ao máximo, afundado nela.
Mas todos sabem que a grande dica para se ter alterações na
coluna é dormir em colchão bem fofinho, mole e confortável.
Quando seu colchão, principalmente se for de molas, ficar velho e
bem irregular, não o jogue fora. É neste estado que ele favorece
mais ainda o aparecimento de dores lombares, escolioses, sifoses,
hérnias de disco, lordoses, pinçamentos, artrose e doenças mistas
da coluna.
Os males da coluna podem ser acentuados também pelo uso do
elegante sapato de salto alto, através do qual ocorrem tensões nos
pequenos músculos da espinha dorsal. É mais uma contribuição
dos costumes e da moda para o nosso quadro de doenças.
A tudo isso, associe uma vida sedentária, não pratique esportes,
durma bastante, carregue peso de qualquer modo, não pratique
hatha ioga e não se submeta à quiroprática (técnica de correção
dos distúrbios da coluna pela manipulação apropriada e por
massagens), nem à acupuntura, pois são muito úteis no
tratamento e na eventual cura de tais doenças.

COMO FICAR DECRÉPITO ANTES DO TEMPO


Devido ao fenômeno de degeneração biológica pela qual está
passando atualmente a raça humana, é muito comum que as
pessoas envelheçam precocemente.
Antigamente, as pessoas envelheciam somente com idade
avançada. Possuíam vigor e saúde plena e, ao atingirem a
velhice, com idade provecta, chegavam à sapiência devido à sua
larga experiência de vida.
Hoje, devido ao desgaste emocional, mental e ao stress,
envelhece-se mais cedo. As células passam por intensa
sobrecarga, assim como os órgãos e as funções de compensa-
ção e equilíbrio. Há um forte desgaste de oligoelementos, como
o zinco, o magnésio, o selênio e o cobre, causado pelos excessos
cometidos.
Necrópsias feitas em soldados jovens, de 22 a 25 anos, mortos
no Vietnã, apontaram aterosclerose coronariana e calcificação
de grandes artérias.
Há cerca de 150 anos, as mulheres podiam ter filhos normais até
mesmo com 55 e 60 anos, idades em que hoje são consideradas
velhas, sem condições para procriar. A menopausa, que antes
aparecia após os 60 anos, atualmente ocorre em torno dos 40. A
impotência sexual, outrora rara na velhice, é fato comum e
representa um dos maiores receios do homem.
Sabe-se que a vida agitada, o desgaste emocional, o abuso
sexual, os excessos alimentares, as libações alcoólicas, o fumo,
a poluição ambiental e os remédios alopáticos diminuem o
tempo de vida, acelerando o envelhecimento.
Muitos são os casos em que, ao chegar a um estado de
envelhecimento precoce, o indivíduo não cumpre todas as fases
de amadurecimento emocional, deixando muitas por viver.
Sendo assim, muitos não atingem a plenitude em seu
desenvolvimento, mas a decrepitude, pois trazem conflitos e
tendências mal resolvidos em sua estrutura psíquica.
A antiga velhice, saudável e respeitada, cedeu lugar à velhice
doente, onde imperam a arteriosclerose cerebral, a
aterosclerose coronariana, o câncer, a impotência, a prostração,
a fraqueza, a psicose senil, a calvície e o enrugamento. Aliado a
esses fatores, a sociedade trata o idoso com desrespeito e pouco
caso, deixando-o no esquecimento e isolamento.
Concluindo, para ser velho e decrépito, basta seguir à risca tudo
aquilo que é considerado normal em nossa sociedade. Os asilos
também entram nesta classificação...

COMO TER PRISÃO DE VENTRE


Todos os hábitos modernos facilitam a obstipação intestinal,
conhecida como prisão de ventre. O hábito de evacuar
diariamente tornou-se raro em nossa civilização, sendo que
quase se considera normal evacuar somente de duas a três
vezes por semana.
Segundo os médicos naturalistas, os intestinos representam a
"raiz da vida". Neles são assimilados os nutrientes necessários à
manutenção das funções vitais e é produzido o sangue que
circula pelo corpo, levando a vida a todas as suas partes.
Segundo K. Shishima, professor de fisiologia médica da
Universidade de Tóquio, as células vermelhas não nascem na
medula óssea, mas sim nas vilosidades intestinais, através de
um complexo mecanismo. Se houver fermentação, toxinas,
compostos irritantes e gases nos intestinos, todo o organismo
fica comprometido e enfraquecido. Pode-se imaginar que todo
esse quadro piora se houver obstipação intestinal. Com uma
dieta rica em carnes e carboidra-tos haverá não somente uma
absorção maior de toxinas, como também de ureia, o que
prejudica até mesmo a capacidade de memória e retenção de
informações pelo cérebro.
Curiosamente, poucos são os médicos que sabem disso e se
importam com a condição intestinal dos doentes sob a sua
responsabilidade. Raramente, numa consulta médica, é dada a
devida atenção à condição dos intestinos do paciente, mesmo
porque frequentemente o próprio médico tem os intestinos
presos e não sabe o que fazer. Ingerir laxantes ou outros
remédios similares é uma medida paliativa, além de ser perigoso
e viciante, pois os intestinos passam a funcionar apenas com o
seu uso. São raros os que procuram compreender as causas
alimentares da prisão de ventre.
Parece que todos querem ficar doentes, por isso damos a seguir as
principais orientações para ter os intestinos sempre presos:

1 — Ingerir massas e alimentos feitos apenas com farinha


branca, para que o bolo alimentar seja pobre em fibras, bem
pastoso e fermentativo.
2 — Evitar as massas e pães integrais, pois eles aumentam

a massa do bolo fecal e são ricos em fibras, que favorecem a


eliminação do conteúdo intestinal. O farelo de trigo também
é perigoso, pois se você utilizar uma colher de sopa na água,
suco ou sopa três vezes ao dia, constituirá um dos melhores
remédios para a prisão de ventre.
3 — Evitar frutas como o mamão, pois, se for ingerido com

um pouco de sementes e a placenta, tem ação laxativa natural,


reeducando os intestinos.
4 — Quando sentir vontade de evacuar, principalmente
se estiver sentado trabalhando, ou numa festa, ou em reuniões
sociais importantes, não vá ao banheiro. Procure prender os
intestinos, pois pode parecer anti-social, ou mesmo
uma gafe, sair para evacuar. No trabalho, então, nem se fale.
Fica chato se os outros virem você sair para ir ao banheiro.
Depois de alguma prática, os intestinos aprendem a se manter
silenciosos.
5 — Se você leva uma vida agitada, não tenha uma hora

certa para evacuar, principalmente pela manhã, ao levantar-se.


Este é um recurso eficaz que educa os intestinos, para
que não fiquem presos.
6 — Tome laxantes constantemente, sobretudo aqueles
mais modernos, sem nenhum componente natural.
7 — Um bom recurso é aplicar supositórios de contato, do

tipo fabricado com glicerina. Estes produtos, além de não


resolverem o problema, ainda provocam doenças locais na
mucosa do reto e do sigmóide. Fica aí a dica. Para os
aficcionados, é bom lembrar que a prisão de ventre também
favorece o surgimento de hemorróidas, basta fazer bastante
esforço na hora de evacuar.
8 — Muitas pessoas adquirem intestinos preguiçosos por
herança. São contempladas já ao nascer e não precisam de
quase nenhum esforço para terem prisão de ventre.
9 — Finalmente, desaconselhamos as dietas naturais, as
frutas, os legumes, as verduras frescas, os cereais integrais, a
mastigação adequada, a ingestão de líquidos em jejum ou de
azeite puro de olivas, as ervas medicinais laxativas e fibras
alimentares, a ginástica, o do-in, as massagens do tipo shi-
a-tsu e a hatha ioga, pois são poderosos recursos que ajudam
a eliminar o problema.

COMO TORNAR-SE OBESO


Sobre este tema, não vamos apresentar aqui nenhuma novidade.
Todos sabem como tornar-se obeso, ainda mais no mundo de hoje,
onde se aprende desde cedo a guardar e reter tudo o que
pudermos, até a banha.
Como sempre, a hereditariedade é um fator importante. Se o (a)
candidato (a) à obesidade tiver parentes gordos, será mais fácil.
Devemos convir que existe uma relação dialética (antagônica e
complementar) entre a obesidade e a magreza extrema (ou
caquexia). No mundo atual há uma má distribuição de riquezas,
matérias-primas, energia, alimentos e poder. Existem áreas
abastadas, onde os excessos se acumulam, e áreas carentes, onde
tudo falta. Dizem os especialistas que, se todo o alimento produzido
no planeta fosse distribuído equitativamente, não haveria fome. No
entanto, o que ocorre de fato é que uns comem em excesso, e até
desperdiçam, exatamente aquilo que falta a quem sofre das
agruras da fome.
Os Estados Unidos, maiores consumidores mundiais, são, também,
os que mais desperdiçam. As estatísticas apontam que mais de um
terço de toda a produção de alimentos nesse país é desperdiçada,
seja no local da colheita, pelas pragas, seja no transporte, nos
supermercados, restaurantes (pratos que voltam e vão para o lixo),
ou nos lares (restos no prato do filho que não quis comer, a torta que
sobrou, o pouco de leite que ficou no copo etc).
É justamente nas áreas mais ricas do planeta, onde há maior
desperdício, que vamos observar maior incidência de gordos.
Embora existam vários tipos classificados de obesidade, desde o
desequilíbrio hormonal herdado até a mais pura glutonaria ansiosa,
o excesso de ingestão e a retenção de substâncias pelo corpo são
os principais responsáveis pela doença.
Então, como primeiro passo para tornar-se obeso, é preciso comer
muito, principalmente massas, doces, açúcares, líquidos e gorduras
animais saturadas. Comer a toda hora, ter os intestinos presos, rins
preguiçosos e alguns distúrbios glandulares também ajudam
bastante.
O porco é um animal que nos dá um bom exemplo de como ser
gordo. Se observarmos a avidez com que ele se alimenta, como vive
dormindo e é pouco interessado por sexo, poderemos entender um
pouco mais o obeso. Outra boa dica, portanto, é comer carne de
porco, rica em colesterol e gorduras pesadas.
Aconselhamos aqueles que querem ser gordos a comer tudo o que
bem entenderem, a qualquer hora, com muita alegria e
despreocupação. Não adianta deixar-se levar pela culpa após uma
refeição farta. Se ela aparecer, enfie o dedo na garganta, vomite
tudo e... coma mais. Lembre-se que o melhor remédio para a culpa
é comer novamente.
Para que uma pessoa se mantenha gorda, não deve jamais tratar
de sua ansiedade, principalmente com terapias alternativas.
Existem infinitas clínicas que prometem tomar o obeso magro como
um palito, sem que seja necessário muito esforço. Há também
tratamentos fantásticos que fazem com que a pessoa emagreça
rapidamente à custa de fórmulas herméticas, compostas de
diuréticos potentes, sedativos, inibidores de apetite, hormônios
tireoidianos, anfetaminas e outros medicamentos capazes de fazer
emagrecer, mas que podem provocar gravíssimos desequilíbrios
orgânicos e psíquicos.
Atualmente abundam as clínicas de emagrecimento, que cobram
preços exorbitantes e aplicam métodos ultramodernos mediante os
famosos "pacotes" de dietas forçadas, exercícios, pílulas milagrosas,
injeções misteriosas, chás medicinais, massagens sensuais e
demais "vantagens", produzindo resultados momentâneos ou
superficiais. Quem dispõe de condições econômicas pode
peregrinar à vontade por essas clínicas sofisticadas, pois representa
status gastar fortunas e encontrar amigos nestes locais.
Mas os gordos podem tentar quaisquer tipos de tratamento que
será muito difícil perder os excessos adquiridos. Isto porque,
inconscientemente, o gordo não quer emagrecer. Só o conseguirá
quando a ansiedade, enraizada profundamente em sua estrutura
psicofísica, for aplacada, deixando surgir o medo terrível que ele
tem de ser e existir, que permanece latente nas mais profundas
camadas do seu ser. Por isso, falham as dietas milagrosas,
psicanálises freudianas ortodoxas, drogas, hipnoses e assim por
diante. O gordo quer e tem que ser como é para defender-se de
uma realidade externa que lhe foi colocada desde a infância como
agressiva e perigosa.
Diante deste quadro, fica claro que o emagrecimento rápido, sem
um acompanhamento psicoterapêutico ideal, é perigoso e
inconsequente. Não é raro ocorrerem desequilíbrios psíquicos e
sensações estranhas nesses casos, como modificação brusca da
compreensão, da auto-imagem e do foco de percepção, e
fenómenos esquizóides que perturbam profundamente a vida do
obeso.
Por isso diz-se que o obeso, se não quiser curar-se, não deve ter
coragem de enfrentar o seu medo. Melhor é ser igual a todos.
Melhor é ser gordo e feliz, até explodir de tanta felicidade, comendo
de tudo, sem se reprimir. Afinal, as clínicas de emagrecimento, os
endocrinologistas, os psicanalistas ortodoxos e as butiques de
roupas para gordos precisam continuar existindo.
Desaconselha-se também a acupuntura, a macrobiótica, as
ervas medicinais depurativas, diuréticas e lipolíticas (congonha-
de-bugre, chapéu-de-couro, tanchagem, cipó-cabeludo,
jurubeba etc), a ginástica, a atividade física e a bioenergética,
pois representam recursos eficazes para tratar da obesidade.
Fazem com que a pessoa perca peso lenta mas
progressivamente, adaptando-a física e psiquicamente à nova
condição, evitando o retorno à situação inicial, respeitando e
promovendo o equilíbrio glandular e estabelecendo o equilíbrio
metabólico perdido. Portanto, quem desejar ficar gordo para
sempre, pois não quer fazer nenhum esforço, deve evitar estas
técnicas e continuar a frequentar docerias e bons restaurantes.

COMO TORNAR-SE NEURÓTICO E PSICÓTICO


"No hay locos; hay interés en hacer locos. La locura esta en el
médio."

Heyward & Varigas

De certa forma, todos temos um certo grau de neurose, psicose ou


ambos (psiconeurose). Podemos até afirmar, com toda segurança,
que este é um mundo de neuróticos e psicóticos, haja visto a
situação iminente de destruição global da humanidade pelas duas
superpotências que dominam o mundo, numa gigantesca
hecatombe nuclear.
A neurose pode ser observada na conduta do cidadão mais
comum, que abraça uma rotina de vida, luta para se manter, passa
uma vida inteira de sacrifícios, adoece, envelhece, vive sem prazer e
morre, tudo para manter a continuidade de um mundo que gera
neuróticos e cuja cultura tradicional escraviza o homem e reprime o
seu prazer de ser e existir.
Podemos observar a neurose também no fenômeno da "geolatria",
ou seja, o amor pela terra natal, pela pátria, que gera uma
mentalidade divisionista. Esta tem a sua origem no primitivo homem
pré-histórico, forçado a defender o seu território, causando guerras,
genocídio e estabelecendo a conduta fratricida do homem. O medo
de ter o seu território invadido faz com que surjam forças armadas
para defender a terra e seus cidadãos. Estas forças, ao crescerem
muito, passam a ser uma ameaça para o território vizinho que, por
sua vez, também se armará. A guerra é criada por líderes psicóticos
e utiliza-se de homens patrióticos para criar e desenvolver um
fenômeno neurótico. Este tipo de neurose só desaparecerá quando
o homem superar os seus instintos animalescos e destruir suas
fronteiras, tornando o mundo um só país, uma só nação, o que
caracterizaria uma consciência cósmica. Isto porém, não pode
ocorrer de imediato. E preciso ser doente e estar num mundo
igualmente doente para que se aprenda a transformá-lo.
Mas não basta apenas fazer parte deste mundo. Outro fator
fundamental para que se adquira tais doenças é ter pais
emocionalmente desequilibrados e receber desde a vida uterina
estímulos negativos do ambiente familiar, como brigas, atritos,
agressões, medo, drogas e medicamentos. Uma boa situação para
desencadear psicoses é o aborto ou a intenção dele, que passa
para o bebe os dolorosos estímulos de rejeição.
Na infância, os elementos que determinam a neurose são o
desamor, a falta de atenção, a carência afetiva, a culpa, a falta de
contato corporal, diálogo, carinho, compreensão e amamentação (a
falta de um contato ideal com o seio materno cria inseguranças e
bloqueios).
Adiantamos que ninguém vai conseguir ser um bom neurótico sem
seguir estes parâmetros. Eles influenciarão muito a sexualidade,
criando bloqueios, inibições, excessos, desgastes, desvios sexuais
como o sadismo, o masoquismo, o sadomasoquismo, a sodomia, a
ninfomia, a homossexualidade, a frigidez, a impotência (viril ou
orgástica) etc. Devemos convir que não existe neurótico que não
tenha distúrbios de sexualidade. A recíproca também é verdadeira.
Também haverá influência forte no modo de relacionar-se do
indivíduo, em suas decisões, seu comportamento, suas sensações e
sua cosmovisão.
Nos casos de psicose mais acentuada, os agentes determinantes
são tão incidentes e profundos que o ego não tem mais condições
de manter o selfem contato com a realidade. O indivíduo passa
então a estar mais em contato com o seu id ou inconsciente. Há
também casos de psicoses alternadas, cíclicas, definitivas, limítrofes
(os borderliners), psiconeuroses etc.
Quando a neurose encontra-se em estado adiantado e não é
tratada, pode ocorrer a "fuga psicótica", em que o indivíduo
transforma-se num esquizofrênico, num PMD, como rotula a
psiquiatria.
Existem várias novas áreas de psiquiatria clássica (como a
antipsiquiatria) que vêem estes fenômenos de um modo muito
diferente, preferindo não forçar um diagnóstico. Estas linhas
compreendem que cada indivíduo vê o mundo a seu modo e tem o
direito de existir conforme seus valores e padrões. Vêem os casos
psiquiátricos como resultado da ação da própria sociedade sobre o
indivíduo. O tratamento com choques elétricos e insulínicos, drogas,
psicotrópicos e alucinógenos potentes tem adeptos e inimigos.
Grande é a diversidade de escolas e teorias, mas poucos se
preocupam com o fato de que existe uma relação dialética entre o
indivíduo e o meio cósmico, interno e externo, no qual vive.
Para quem quiser continuar a viver em neurose, não
aconselhamos as psicoterapias de cunho mais dialético, portanto
menos analítico, as psicoterapias ecléticas e sem nome, a
bioenergética, a biodança, o psicodrama, a gestalt, as psicoterapias
corporais de abordagem existencialista, o rolfing, o tai chi chuan, às
artes marciais, as terapias de enfoque não-invasivo ou explicativo. É
melhor procurar a psicanálise tradicional, a de linha Iacaniana, a
psiquiatria medicamentosa oficial ou então deixar-se tratar por
psicólogos cheios de conflitos pessoais não resolvidos, por
terapeutas sem formação académica, por filósofos que se julgam
psico-terapeutas, por pessoas que se julgam aptas a tratar de
problemas psíquicos de outrem, por psiquiatras deprimidos, por
bioenergéticos mal preparados, por terapeutas sexuais que
procuram manter relações sexuais com pacientes e por grupos
de terapia Rajneesh, que pioram muitos casos, pois não têm
competência para fazer aquilo que se propõem. Incluímos aqui
também os falsos videntes, as cartomantes oportunistas, os
charlatões, os astrólogos principiantes e sem preparação
suficiente, o animismo e a magia negra.
Nos casos mais graves de problemas emocionais e quando
existem fenômenos estranhos, aconselha-se a insistir na
terapia clássica e nas drogas, e não procurar respostas com
videntes sérios, no ocultismo responsável, no espiritismo de
nível superior, na astrologia médica consciente, nos sensitivos
honestos, nos médiuns cirurgiões (principalmente aqueles
perseguidos pela medicina oficial e condenados pelos
conselhos de medicina), na medicina espiritual, nas orações,
nas rezas e na ioga. Estes recursos produzem resultados muito
satisfatórios quando bem aplicados, e sua casuística é muitas
vezes superior à psicanálise e à psiquiatria, razão pela qual
também não devem ser utilizados por quem não deseja curar-
se.

COMO TER UMA GESTAÇÃO RUIM, UM PARTO


DIFÍCIL E EVITAR A LACTAÇÃO

Para ter uma gravidez problemática, dificultar o parto e impedir a


produção ideal de leite no pós-parto, basta desrespeitar as leis da
natureza da seguinte forma:
1 — Não controlar a alimentação, comendo de tudo e a
toda hora.
2 — Ingerir bastante açúcar branco, doces, refrigerantes,
confeitos, bolos, tortas, chocolates, café etc.
3 — Usar sal refinado à vontade.

4 — Abusar dos líquidos.


5 — Comer basicamente alimentos de origem animal,
evitando os cereais integrais, as verduras, os legumes, as
leguminosas, as raízes e os tubérculos.
6 — Evitar o consumo de missô (pasta de soja), usado

milenarmente no Oriente para tornar o parto mais saudável


e auxiliar a lactação.
7 — Não praticar ginástica adequada nem os exercícios
recomendados para um bom parto.
8 — Evitar a prática dos exercícios respiratórios indicados

para a gravidez.
9 — Procurar manter uma vida sedentária, evitando as
caminhadas.
10 — Tomar bastante vitaminas sintéticas, que contenham flúor,
conforme recomendado por muitos obstetras.
11 — Fumar bastante, pois assim o bebê estará fumando

também e, portanto, sujeito às mesmas doenças que a mãe,


além de nascer com peso abaixo da média.
12 — Abusar das bebidas alcoólicas.

13 — Evitar a meditação, o contato afetivo-telepático


com o bebê, o parto natural, a ioga para gestantes, as leituras
espirituais, a alimentação natural e a participação
atenciosa do marido na gestação.
14 — Tomar remédios alopáticos à vontade, como aspirinas,

laxantes, xaropes, antialérgicos, antiinflamatórios e outros.


15 — Programar-se para a cesariana, pois os partos nor

mal e natural podem ser perigosos. Com toda a tecnologia


moderna, estes tipos de parto viraram coisas do passado.
16 — Se faltar o leite, ótimo, hoje em dia isto é muito comum. Para

isso existem as grandes multinacionais que produzem um tipo de


leite em pó que, segundo elas, é melhor que o seu próprio leite
para o bebê.

As mães modernas e atualizadas sabem muito bem que passar


dificuldades na gestação, ter que fazer cesariana e não ter leite
são fatores normais. Quem não tem problemas na gestação não
deve ter seguido bem as orientações da obstetrícia e da nutrição
acadêmica. Quem faz parto normal corre o risco de "ficar muito
larga", ter rupturas e, mais tarde, ser obrigada a fazer uma
cirurgia de correção do períneo. Quem amamenta,
principalmente por longo tempo, fica com seios grandes, moles e
caídos. Pior é que pode também ter o leite fraco e não estar
nutrindo convenientemente a criança. Para isso existem o leite em
pó e os alimentos prontos para bebês, tão carinhosamente
fabricados pelas empresas, que só querem a saúde deles.
Estas e outras opiniões absurdas, completamente disparatadas,
são responsáveis por uma infinidade de problemas, mas ajudam
os interessados a lucrarem bastante, desde as cirurgias
cesarianas desnecessárias até o leite em pó com hormônios,
desequilibrado em termos de proporção de nutrientes. A
amamentação artificial ocasiona o afastamento da criança do
seio materno, o que lhe cria frustrações e carências. É
desconhecido de obstetras, pediatras, nutricionistas e demais
especialistas que os elementos mais importantes na
amamentação são a energia vital, sob a forma de calor, contida
no leite materno e o amor que a mãe transmite através dele.
Mas quem quiser ser moderno não deve dar ouvidos a estas
bobagens, tão ultrapassadas. Melhor é seguir o rebanho para não
ser diferente.

COMO TER PRESSÃO ALTA


O primeiro passo é ter predisposição à doença, determinada pela
existência de um parente próximo hipertenso, preferencialmente
os pais. Depois, a própria vida moderna favorecerá muito o
surgimento da hipertensão.
Para facilitar, convém ter uma dieta bem irregular, constituída de
carne animal em abundância, sal refinado, açúcar branco, doces
e bebidas alcoólicas, principalmente as fermentadas. Deve-se
comer sempre grandes quantidades e não praticar exercícios.
Levar uma vida tensa, agitada e caótica também ajuda muito.
Uma vez adquirida a doença, convém seguir estes conselhos para
mantê-la, além de tomar sempre os famosos diuréticos e remédios
para abaixar a pressão vendidos nas drogarias. Não curam a
hipertensão arterial, mas mantêm-na próxima dos valores
normais, até que o doente se habitue ao remédio e o supere,
morrendo das doenças geradas pela hipertensão, como a
insuficiência cardíaca, a aterosclerose, a arteriosclerose, as
doenças de circulação renal, o derrame, os acidentes vasculares
cerebrais e outras.
A humanidade está-se tornando cada vez mais hipertensa, ou
seja, a pressão arterial elevada é um problema cada vez mais
comum entre nós. Os remédios alopáticos usados contra este mal
estão ajudando a disseminar cada vez mais este distúrbio nos
genes dos seres humanos.
Para manter-se hipertenso, desaconselhamos a alimentação
natural, a moderação no uso do sal e o uso do sal marinho
(composto de apenas 30% de sódio, pois contém outros
numerosos sais para lhe dar sabor, como o cloreto de magnésio e
outros), o do-in, as ervas medicinais diuréticas e hipotensoras, a
ioga, o relaxamento e a adoção de uma vida mais simples, com
hábitos mais equilibrados.
Melhor é levar uma vida desregrada, fumar bastante, passar noites
em claro, divertindo-se e cometendo excessos. Afinal, com ou sem
pressão alta, todos vamos morrer um dia, portanto é melhor
aproveitar bastante enquanto se está vivo.

COMO TER PROBLEMAS MENSTRUAIS


Os desequilíbrios hormonais e as alterações do ciclo menstrual são
tão comuns hoje em dia que é raro encontrar uma mulher que não
tenha cólicas, ciclos curtos, ciclos longos, excesso de
sangramento, tensão pré-menstrual, depressão pré-menstrual,
cetaléia, enjôo e vômitos, queixas cada vez mais comuns. Estes
sintomas podem ser acompanhados de esterilidade, frigidez,
corrimentos, cistos, miomas, cervicites, tumores malignos, pólipos
e uma infinidade de outros problemas ginecológicos.
A vida agitada, os excessos, o açúcar branco e as guloseimas, o
álcool, o cigarro, os alimentos enlatados e artificiais favorecem o
surgimento destes distúrbios, mas é necessário destacar a
importância da presença do hormônio feminino chamado
dietiletilbestrol nas carnes bovinas, ovinas, suínas e nos ovos de
granja, como um importante fator de desequilíbrio hormonal. Este
produto está presente em quantidades variáveis nas carnes e sua
detecção é muito difícil. É usado para engordar os animais, devido
à sua ação anabólica. No organismo humano, atua como fator de
desequilíbrio dos mecanismos de feedback, prejudicando o
trabalho da hipófise em sua função de verdadeiro cérebro
eletrônico do nosso sistema endócrino. Não se sabe bem de que
maneira, nem quanto, mas tem-se a certeza de que a presença
desta substância nos alimentos é capaz de provocar as
alterações acima citadas.
Os anticoncepcionais, embora usados para "regular" o ciclo
hormonal, são uma faca de dois gumes. Produzem um ciclo
artificial que dá uma falsa impressão de normalidade, pois o fluxo
menstrual surge ao término dos comprimidos tomados em um
período de 28 dias. Se a paciente parar com-pletamente de torná-
las, vai verificar que seu ciclo continua caótico e, às vezes, fica
pior que antes. Tudo isto sem contar o perigo do câncer e outras
doenças que os anticoncepcionais podem provocar. Basta ler a
bula de qualquer um deles para saber o quanto são perigosos.
Para dar continuidade a um ciclo menstrual irregular, convém
evitar a homeopatia, a macrobiótica científica, a alimentação
natural, o do-in, a acupuntura, as ervas medicinais, a hidroterapia
(tratamento por meio da água), os banhos de assento com ervas
e os emplastros de argila no abdômen.
COMO TER VARIZES E HEMORRÓIDAS
Para sofrer destes males é necessário que fatores hereditários
favoreçam a dilatação das veias. Certas profissões exigem que
se fique em pé ou sentado por longo tempo, constituindo
fatores desencadeantes ou facilitadores. Assim, opte por ser
dentista, cobrador, secretária, gerente de banco etc. Uma
alimentação rica em açúcar branco, doces e sorvetes também
ajudará muito. Se você tiver prisão de ventre e fizer muita força
para evacuar, não se preocupe, as hemorróidas estarão a
caminho.
Tanto para ter varizes como para ter hemorróidas, evite ervas
como hamamelis (maravilha-dos-campos), castanha-da-índia e
peônia, pois quando tomadas três vezes ao dia, sob a forma
de tintura vegetal, na dose de uma colher de chá de cada,
misturadas em um pouco de água, tendem a diminuir o calibre
das veias. Evite também os supositórios feitos com as mesmas
ervas, pois dificultam o surgimento das hemorróidas. Não
pratique exercícios e tenha uma vida sedentária. Deste modo
você poderá adquirir estes problemas facilmente.

COMO TER OLHOS FRACOS E DOENTES


Para possuir olhos fracos e doentes não é preciso muito es-
forço. Basta alimentar-se pessimamente, ingerindo açúcar e
seus derivados e muita proteína. Evite as raízes, como ce-
noura crua, nabo comprido e rabanete, as verduras e as frutas.
Hoje em dia é muito fácil ter problemas nos olhos, graças à
poluição atmosférica, aos estímulos visuais excessivos pro-
porcionados pela televisão, vídeo games etc. Cresce o número
de pessoas que necessitam usar óculos e já existem
avançadas cirurgias corretivas.
Ler letras miúdas e jornais em longas viagens de carro, trem
ou ônibus, bem como sob luz fraca pode ser uma ajudazinha
para diminuir sua acuidade visual. Devido à degeneração
biológica que a raça humana sofre atualmente, as pessoas
adquirem mais precocemente a "vista cansada" ou presbiopia,
um tipo de hipermetropia senil. A nossa medicina oficial nada
faz no sentido de prevenir o problema. Sendo assim, ninguém
tem problemas de visão porque quer, só aqueles que podem.
Este tipo de doença você tem que aguardar que surja. É só ir
vivendo e, de repente, começa a ter dificuldades para en-
xergar. Lembramos que a medicina oficial também sofre dos
olhos: ela é míope.

COMO SOFRER DE SINUSITE


Para adquirir este distúrbio deve-se tomar bastante leite, comer
muito queijo, requeijão e demais laticínios, pois são alimentos
mucogênicos (produzem muco e catarro) e alergênicos. Ingerir
doces e açúcar em abundância, tomar líquidos bem gelados,
expor-se à friagem, ficar frequentemente gripado ou resfriado
pode ajudar a desencadear o processo. Morar em locais úmidos
e ter suscetibilidade a doenças respiratórias também são
valiosos auxiliares para o surgimento da sinusite e rinite.
Na sinusite ocorre inflamação dos seios intra-ósseos situados na
face. Há acúmulo de secreção, pus e toxinas. Para que isso
ocorra, é necessário que o sangue esteja ácido, repleto de
mucopolissacarídeos provenientes da alimentação e que haja
uma certa condição alérgica. Fumantes e usuários de
vasoconstritores nasais com toda certeza serão mais facil-
mente contemplados com a contração da doença.
Para que a sinusite permaneça, deve-se evitar o uso de ervas
medicinais como o cambará-do-campo, o assa-peixe, as
inalações com eucalipto, a sauna, as dietas naturais sem lati-
cínios e açúcar, o própolis, a raiz de lótus, a ameixa umeboshí e
o magnésio (oligoelemento). Todos são muito potentes no
combate e na eliminação de tais doenças.

COMO TER CORRIMENTO VAGINAL


Não é necessário quase nenhum esforço para ter corrimento
vaginal, pois mais de 90% das mulheres modernas apresentam
diversos tipos e formas deste mal, a tal ponto que a medicina já o
definiu como mais uma doença "normal", própria da espécie
humana.
Uma dieta rica em toxinas animais, açúcar e derivados, assim
como leite e queijo, pode provocar leucorréia. Contudo, a má
higiene íntima, lavagens vaginais constantes, parceiros sexuais
variados, alergia a certos tecidos de calcinhas, desequilíbrio
hormonal e friagens são outros fatores que também se deve levar
em conta.
Para as pessoas que não pretendem curar-se, desaconselhamos
as dietas naturais, as frutas cítricas (principalmente o limão), os
chás de barbatimão, folhas de nabo comprido e o alho. Um banho
de assento diário com um chá forte feito com folhas de nabo
comprido japonês é um remédio poderoso; deve-se evitá-lo caso
se queira continuar doente.

COMO SOFRER DE REUMATISMO, ARTRITE,


ARTROSE E GOTA
O primeiro passo para sofrer destas doenças é passar a vida
inteira tomando leite de vaca e comendo queijos, banha de porco,
sal refinado e doces em abundância. A hereditariedade e a
predisposição também são fatores importantes, associados a uma
vida sedentária e sem exercícios, para "enferrujar" as
articulações.
Para completar, especialmente para a gota, deve-se comer
bastante vísceras animais, como moela, coração, rins, cérebro,
fígado, mocotó, testículos, dobradinha, paio, chouriço e outras
delícias, riquíssimas em ácido úrico (principal fator
desencadeante da crise de gota) e recomendados por médicos e
nutricionistas pelo seu elevado teor de proteínas, ferro e outros
nutrientes, como se não existissem outras fontes menos
perigosas...
Nestes casos, para piorar, o paciente deve tomar bastante cerveja
e comer semanalmente uma feijoada caprichada.
E importante evitar a alimentação natural, as ervas medicinais
depurativas e a homeopatia, que podem ser de grande valia na
cura destas doenças.

COMO FICAR CARECA


Para ficar careca ou ter queda intensiva de cabelos é necessário
herdar tal suscetibilidade. Fatores da vida moderna poderão
contribuir também, como a alimentação industrializada, o excesso
de bebidas alcoólicas (principalmente as mais fortes), excesso de
proteína animal e frituras. É claro que tudo fica mais fácil se o
felizardo viver profundamente preocupado, dormir tarde, cometer
excessos, permanecer muito tempo sob luz fluorescente e evitar
o sol matinal, a sauna e o ar livre e puro.
O uso de xampus industrializados, repletos de produtos químicos,
também contribui para o enfraquecimento do couro cabeludo.
Segundo estudos recentes, o uso constante de antibióticos ajuda
a tornar um indivíduo careca. Porém, para que os cabelos caiam
rapidamente, não há nada melhor que uma boa seção de
quimioterapia, utilizada para combater o câncer ou a leucemia.

COMO FICAR IMPOTENTE


A condição básica para ficar impotente, caso a pessoa não sofra
de problemas orgânicos (hormonais, infecciosos, congênitos etc),
é ter tido uma infância neurótica, cheia de conflitos afetivos, com
pais castradores e opressores que tenham transferido para o filho
muita culpa e autocontrole excessivo. Uma alimentação rica em
açúcar refinado, doces, bebidas alcoólicas e cigarros pode ajudar
bastante também. E só uma questão de tempo.
A leitura de livros de psicologia moderna, que ensinam que sexo
é para ser pensado e refletido, e não para ser sentido, é outro
fator que contribui muito para tornar o indivíduo impotente. Estes
textos apresentam o sexo como um "problema" que deve ser
racionalizado e afirmam que entregar-se aos próprios
sentimentos não é civilizado. A moderna psiquiatria também pode
ser de grande valia, pois baseia-se no uso intensivo de drogas
ansiolíticas, amidepressivas etc.
Há também um hormônio, utilizado em larga escala nos alimentos,
hoje em dia, que é capaz de provocar a impotência sexual: o
dietilbestrol. E utilizado para engordar vacas e porcos bem antes
do abate, apesar de ser proibido por lei. Trata-se de um hormônio
feminino sintético injetado nos animais, impregnando sua carne.
O cozimento apenas concentra o seu teor. Quem come muita
carne pode tornar-se impotente não só por isto, mas também
devido à presença de nitrato de potássio (salitre), usado para dar-
lhe um aspecto mais saudável. Este produto é famoso porque
diminui o interesse sexual masculino, e assim é utilizado na dieta
de soldados, seminaristas, marinheiros e nos conventos. As sal-
sichas e linguiças, a mortadela, o salame, os ovos, as conservas
de carne e vários outros produtos também contêm salitre.
Você duvida? Então faça a experiência: coma bastante carne de
vaca, encontrada nos supermercados e grandes açougues, e
carnes condicionadas, como a salsicha enlatada. Você ficará feliz
com os resultados.

COMO SOFRER DO CORAÇÃO

Não é difícil sofrer do coração. Basta ter uma vida sedentária,


preocupar-se com as mínimas coisas, sobrecarregar-se de
responsabilidades, iludir-se com os objetivos de vida
estabelecidos pela nossa sociedade e perseguir ideais como
fama, fortuna e poder. No entanto, a doença só surgirá se você
se alimentar com abundância, ingerindo bastante gordura
animal, leite, ovos, açúcar e sal refinado.

Dicas especiais:
— Jamais faça exercícios.

— More em locais poluídos.

— Fume bastante.

— Leve uma vida muito ativa e sob constante tensão.

— Evite o lazer.

— Assista à televisão deitado e comendo biscoitos doces,

nos fins de semana, o que o ajudará também a ter barriga e


varizes.
— Consuma bastante açúcar branco e doces em geral,

não esquecendo dos refrigerantes.


— Coma sempre muito, várias vezes ao dia.

— Engorde bastante, pois assim o coração terá de esforçar-se

para cumprir suas funções habituais.


Dica dietética:
Todas as manhãs, prepare quatro ovos de granja (que inclusive
já vêm com antibióticos para facilitar. Você não paga nem um
tostão a mais por esta vantagem) com várias fatias de bacon.
Coma este saboroso e nutritivo desjejum acompanhado de uma
grande xícara de café com leite com bastante açúcar e pão
repleto de margarina (que tem mais colesterol que a manteiga,
pois é enriquecida com sebo, leite e gorduras, que fazem
muito bem ao coração).
Geralmente, você só saberá que já adquiriu a doença
repentinamente. Pode começar com uma simples dor no peito,
ou então com um infarto fulminante. Aconselhamos que,
quando o problema for descoberto, você não procure mudar os
seus hábitos e nem pense em tornar-se naturalista. Siga
estritamente as ordens do cardiologista e tome vários remé-
dios. Melhor seria abrir uma conta numa boa farmácia mais
próxima. Evite as ervas medicinais, a homeopatia e a
acupuntura. Cuidado com a macrobiótica, pois é coisa de malu-
cos alienados da nossa sociedade.
O infarto e as doenças cardíacas lideram as estatísticas de
causas de morte no mundo. Se você sofrer destes males, es-
tará identificando-se com a atual condição humana e então
poderá sentir-se integrado na nossa cultura. Afinal, só nos
Estados Unidos, morrem anualmente milhões de pessoas de
doenças cardíacas. Esperamos um dia imitar os norte-
americanos também nesta área e, quem sabe, até superá-los,
pois estamos nos transformando numa grande potência.
As modernas cirurgias cardíacas, particularmente as de ponte
de safena, têm contribuído muito para a redução da
mortalidade por estas doenças. Surgiu assim o clube dos sa-
fenados e cateterizados. Você também pode fazer parte
deste clube, adquirindo status e sendo invejado pelos sadios.
Basta seguir nossos conselhos.

COMO ADQUIRIR CÁRIES DENTÁRIAS


Adquirir cáries é também muito fácil. Se todos têm cáries, por
que você não vai ter também? A primeira condição é ingerir
bastante açúcar, refrigerantes, doces, chocolates, massas
brancas e farináceos, que ajudam a tornar o sangue ácido e a
precipitar o cálcio orgânico. Favorecem também a formação
das placas bacterianas no sulco gengival, que provoca a
doença periodontal, com amolecimento e eventual perda do
dente.
A presença de carboidratos concentrados na saliva acidifica o
meio oral, perturbando o metabolismo do cálcio e interferindo
na formação dos cristais de hidroxiapatita, enfraquecendo o
dente e permitindo a ação das bactérias cariogênicas.
Então, para provocar o aparecimento de cáries, não se deve
escovar os dentes após as refeições ou após comer doces e
derivados, ou, pelo menos, deve-se esperar meia hora para dar
tempo suficiente de se formarem as placas bacterianas. Você
vai saber se a fórmula está dando certo quando perceber que
as gengivas sangram na escovação e, ao visitar o dentista, ele
ficar impressionado com a quantidade de cáries em seus
dentes ou nos das crianças.
As autoridades sanitárias mandam aplicar flúor na água das
torneiras, e é bom você ficar feliz com isto. Não que esse tipo
de flúor tenha alguma influência na questão das cáries, mas
porque, ingerindo constantemente flúor nos alimentos e nas
pastas dentais, você pode adquirir outras doenças cuja relação
de causa e efeito com o flúor talvez seja difícil, mas possível,
como o câncer, a osteoporose, as colagenoses, a
arteriosclerose e diversas doenças renais.
Outra boa dica é escovar os dentes sempre com substâncias
abrasivas, como o cloreto de sódio, o bicarbonato de sódio e o
dentifrício macrobiótico conhecido como dentie. Embora sejam
úteis em determinadas circunstâncias, agridem o esmalte dos
dentes e favorecem o surgimento de cáries.
Para ter cáries, jamais use fio dental ou dentifrícios vegetais,
pois eles eliminam os resíduos dos espaços entre os dentes e
protegem a gengiva. Cuidado!

COMO SOFRER DE AIDS


Todos sabem que para adquirir a AIDS, doença tão moderna e
atual, basta ter uma vida sexual promíscua, preferentemente
homossexual, embora a doença atinja também bissexuais,
mulheres de hábitos sexuais normais, crianças e bebês dentro
do útero, invadindo também quartéis, escolas e conventos.
Mas o que poucos sabem é que, para adquirir a AIDS, não basta
apenas isto. É necessário que já se possua um tipo de
deficiência imunológica que permita a penetração do frágil
vírus nas células de defesa. É ridículo acreditar que um mi-
croorganismo tão frágil como o vírus da AIDS possa desequi-
librar um sistema de defesa. Não é bem isso que ocorre. Ele já
encontra o organismo debilitado, e só assim é que pode
desencadear todo o processo patológico e sua evolução
característica.
Desconhece-se também que essa debilidade prévia, que
permite a instalação do vírus, é produzida pelo uso de drogas
injetáveis ou aspiráveis, por tratamentos alopáticos com ex-
cesso de antibióticos e pela alimentação desequilibrada, rica em
carnes condicionadas, açúcar refinado, enlatados e produtos
artificiais. A vida desregrada, mais noturna que diurna, a
escassez de sol e oxigénio e a tensão emocional favorecem
muito a diminuição da resistência. Mas só irão adquirir a doença
aquelas pessoas que, além de tudo isto, ainda têm um forte
componente autodestrutivo em sua personalidade e sofrem de
depressão psíquica. Os bebês, as crianças e os hemofílicos, que
acabam adquirindo a doença por via indireta, têm
predisposição ao vírus devido a um tipo de deficiência
imunológica ainda não explicada.
Sabe-se que ninguém morre de AIDS, mas das doenças
desencadeadas pela baixa imunidade. A medicina oficial, no
entanto, ainda conhece pouco ou quase nada sobre o modo
de aumentar a imunidade de um indivíduo. Por outro lado,
conhece milhares de técnicas para diminuí-la.
A AIDS tem sido uma doença explorada pela sociedade a fim
de culpar e reprimir ainda mais os homossexuais, doentes que
ela mesma gerou. A medicina oficial, como fiel servidora dos
interesses desta mesma sociedade, aplica apenas os métodos
oficializados no combate à doença. Vê-se pessoas morrerem,
mas não se tenta aplicar nenhum recurso alternativo.
Como em outros casos de deficiência imunológica, a aplicação
de uma dieta composta apenas de arroz integral durante 21
dias, associada a ervas medicinais tonificantes, sumos
vegetais, homeopatia, acupuntura, hidroterapia e argila, pode
produzir bons resultados. Portanto, quem deseja continuar e
morrer com AIDS não deve tentar utilizá-la, muito menos ler
meu livro AIDS, esclarecimento global e uma abordagem
alternativa, desta mesma editora, onde o assunto é melhor
explicado. Não deve correr o risco de prevenir-se desta
doença tão atual, ou então se sentirá marginalizado por não
ser como todos.
TORTA DA MAMÃE
Ingredientes:
Massa:
1 xícara de açúcar branco

2 colheres de sopa de margarina

3 ovos

2 colheres de sopa de chocolate em pó


1 xícara de leite de vaca

2 colheres de sopa de café forte

1 xícara de farinha de trigo branca


1 colher de sopa de fermento em pó
1 cálice de licor de cacau
Cobertura:
2 colheres de sopa de margarina
1 xícara de chá de chocolate em pó
1 xícara de chá de leite
1 xícara de açúcar branco
Modo de preparar:
Bata a margarina até virar um creme. Junte o açúcar, as gemas e
o chocolate altemadamente, em pequenas porções e batendo
sempre. Acrescente o leite, o café e a farinha. Por fim, adicione as
claras em neve, misturando tudo suavemente. Asse em forma
untada, em forno brando, por 40 minutos. Deixe esfriar,
desenforme e cubra com o licor. Prepare então a cobertura,
juntando os ingredientes ao fogo e mexendo até dar um ponto de
bala mole. Retire do fogo, bata até perder a fervura e derrame
sobre o bolo.
Efeitos:
Trata-se de um excelente prato para a mamãe ficar forte, pois, se
comido com frequência, pode deixá-la gorda como uma pipa. Seu
efeito mais surpreendente é acumular gorduras em locais
inconvenientes. Favorece o aparecimento de celulite, estrias e o
acúmulo de gordura nas mamas. Se a mamãe comer este prato
desde mocinha, tenderá a entrar na menopausa precocemente e
a ter distúrbios intestinais e diabetes.

TORTA PARA O DIA DO PAPAI


Ingredientes.-
1ª. e 5ª. camadas
10 colheres de sopa bem cheias de açúcar branco
10 ovos
10 colheres de sopa de farinha de trigo branca
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de canela em pó
2ª. camada
1 copo grande de açúcar branco

300 g de ameixa seca sem caroço


2 copos de água

3ª. camada
12 gemas
3 claras
250 g de açúcar branco
1 colher de sopa de semolina
5 cravos-da-índia
4ª. camada
500 g de açúcar branco
1 xícara bem cheia de margarina
4 gemas
1 pacote de coco ralado

2 copos de água

6ª. camada (superior):


500 g de creme de leite gelado
5 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
1 colher de chá de essência artificial de baunilha

Modo de preparar:
Para a primeira e a quinta camadas, bater os ovos inteiros,
acrescentando açúcar aos poucos, até dobrar de volume. Juntar
as especiarias e a farinha já com o fermento. Misturar tudo sem
bater e dividir em duas formas redondas forradas com papel.
Assar em forno moderado e reservar.
Para a segunda camada, levar tudo ao fogo, mexendo bem até
formar uma pasta cremosa, e reservar.
Para a terceira camada, bater as gemas com as claras até
dobrarem de volume. Retirar da batedeira e misturar a semolina,
batendo a massa com um garfo. Levar ao forno quente em forma
redonda como a que foi utilizada para a primeira camada, forrada
com papel e bem untada. Levar ao fogo o açúcar, a água e os
cravos-da-índia. Deixar ferver até o ponto de fio, despejar sobre a
massa sem tirá-la da forma e reservar.
Para a quarta camada, levar ao fogo o açúcar e a água até
atingirem o ponto de pasta fina. Retirar, juntar a margarina, o
coco, as gemas e levar ao fogo mexendo sempre, até engrossar.
Reservar.
Para arrumar a torta, coloque a primeira camada de bolo no prato
escolhido, cubra com doce de ameixa e sobre este coloque a
terceira camada (papo de anjo). Depois, acrescente a camada de
doce de coco, terminando com a quinta camada. Enfeite com
creme chantilly, preparado com os ingredientes referidos na 6ª.
camada, que é a superior.

Efeitos:
Se o papai comer sempre este delicioso bolo, feito com tanto
carinho, não vai sobreviver por muito tempo. São quase três
quilos de açúcar, 30 ovos, margarina, farinha e outros produtos
nutritivos. É sem dúvida uma receita bastante rica em
colesterol e carboidratos, o suficiente para que se acumulem
nas artérias do papai uma boa quantidade de placas
ateromatosas. Também vai provocar nele desequilíbrios no
metabolismo de açúcares, favorecendo a hipoglicemia, a
diabete e a obesidade.
É bom que a mamãe faça esta torta no dia dos pais. Se ele
aprovar esta receita, ela poderá repeti-la com frequência. Mas
é bom avisá-la de que este bolo também ajuda a provocar
desinteresse sexual e impotência.

CHARLOTTE FRANCESA PARA CRIANÇAS


Ingredientes:
1 xícara de açúcar
50 g de uvas passas
10 colheres de sopa de margarina
200 g de sorvete de morango
1 xícara de creme de chantilly
100 g de coco ralado
200 g de biscoitos champagne
1/2 xícara de rum
1/2 xícara de licor de cacau
50 g de frutas cristalizadas picadas
Rendimento: 8 a 10 porções
Modo de preparar:
Deixar as passas de molho por alguns minutos em água morna,
escorrendo-a depois. Misturar as passas, as frutas cristalizadas e
o coco ralado. Adicionar o rum e macerá-las por alguns minutos.
Bater a margarina com o açúcar até obter um creme. Acrescentar
as frutas maceradas ao rum, misturar bem e reservar. Molhar os
biscoitos ligeiramente no licor de cacau, e forrar com eles o fundo
e as laterais de uma forma redonda média, de uns oito
centímetros de altura. Colocar, por cima, metade da mistura
reservada. Acrescentar o sorvete e, por cima, a outra metade da
mistura reservada. Levar ao congelador por duas horas. Servir
com chantilly.

Efeitos:
Deliciosa sobremesa, que atrai muito as crianças por ser uma
mistura de bolo com sorvete e biscoitos. Favorece muito o
surgimento de cáries dentárias, a fermentação intestinal e é
muito eficiente para inibir o apetite das crianças para os
alimentos naturais. Se ingerida com frequência, diminui a
resistência às infecções e viroses, estimula a amigdalite e
provoca infecção nos ganglios linfáticos. Atrapalha também o
metabolismo do cálcio e interfere negativamente no cres-
cimento. Pode ocasionar problemas visuais e dificuldade de
memorização, além de fazer com que as crianças menores
urinem na cama à noite.

FEIJOADA SUCULENTA
Ingredientes:
200 g de focinho de porco
200 g de rabo de porco
200 g de pé de porco
350 g de costela salgada de porco
250 g de paio
250 g de linguiça de porco
200 g de linguiça de vaca
400 g de carne seca
350 g de toucinho fresco de porco
100 g de toucinho defumado de porco
(Obs.: Não seria melhor colocar um porco inteiro?)
Modo de preparar:
Deixar de molho, de véspera, as carnes salgadas, separadas
umas das outras. No dia seguinte, fervê-las separadamente,
para tirar bem o sal. Numa panela grande, preparar um quilo
de feijão preto de modo tradicional. Numa panela maior, juntar
as carnes, acrescentando como tempero alho, louro, cheiro
verde, cebola e pimenta-do-reino a gosto. Servir com arroz,
couve picada, laranja e caipirinha com bastante açúcar e gelo.
Efeitos:
Se a feijoada não provocar indigestão, diarréia, cólicas e
tenesmo logo após a refeição, vai ajudar a causar outros
problemas. O excesso de gorduras polissaturadas e pesadas,
quando não ataca de imediato a vesícula e o fígado, enriquece o
sangue de matérial graxo ultrapesado, favorecendo a deposição
de gorduras nas artérias, no coração, no fígado, nos rins e assim
por diante. Podemos dizer que a feijoada é o prato mais rico do
mundo em matérias gordurosas. Meia hora após a ingestão de
uma feijoada, se retirarmos uma amostra de sangue venoso, ele
estará esbranquiçado, devido à grande quantidade de partículas
de gordura dissolvidas. Se este mesmo sangue for colocado em
um recipiente para descansar, as partículas gordurosas tenderão
a se juntar, formando uma imensa gota de sebo.
Basta ingerir semanalmente este delicioso prato para contrair as
seguintes doenças: obesidade, distensão abdominal, putrefação
intestinal, arteriosclerose cerebral, aterosclerose coronariana,
aterosclerose generalizada, infarto do miocárdio, angina pectoris,
reumatismo, artrite, gota, lipomatose, cistos sebáceos,
envelhecimento precoce, discinésia vesicular, gastrite, colite,
enterite, hemorróidas, varizes, pressão alta, retenção de líquidos,
glaucoma e outras.

Bom apetite!

Obs.: Na impossibilidade de preparar uma feijoada fresca, ou


mesmo por preguiça, adquira a feijoada enlatada, cujos efeitos
são ainda piores.