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ANÁLISE BÍBLICA DA ORAÇÃO CATÓLICA “SALVE RAINHA”:

SALVE RAINHA

Salve, Rainha, mãe de misericórdia,


vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto do vosso ventre,
Ó clemente, ó piedosa,
ó doce sempre Virgem Maria
Rogai por nós santa Mãe de Deus
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

A origem da oração mariana da Salve Rainha

“Ela é atribuída ao monge Herman Contrat que a teria escrito por


volta de 1.050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha... ele nascera
raquítico e deforme; adulto, mal conseguia andar e escrevia com dificuldade,
de mirrados que eram os dedos das suas mãos...
Foi no fundo de todas as misérias, as próprias e as alheias, que a alma
de Frei Contrat elevou à Rainha dos céus essa maravilhosa prece, carregada de
sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”...
Quando veio a ser conhecida pelos fiéis a “Salve Rainha” teve um
sucesso enorme e logo era rezada e cantada por toda parte. Um século mais
tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um
encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado e
a do famoso São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, pelos
incendiados louvores que lhe dedicava nos seus sermões e escritos (ele foi um
dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”). Dizem que foi nesse dia e lugar
que, ao concluir o canto da “Salve Rainha” (cujas últimas palavras eram
“mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”), no silêncio que se
seguiu, ouviu-se a voz potente de São Bernardo que, num arrebato de
entusiasmo pela mãe do Senhor, gritou, sozinho, no meio da catedral: “ó
clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”... E a partir dessa data
estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original...”

Prof. Juan Antonio Zumalde / Paróquia N. Sra. do Carmo – Itaquera

(Informações colhidas de um site católico: www.presbiteros.com.br)


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INTRODUÇÃO:

COMO SURGIU A ADORAÇÃO A MARIA:

“A falsa adoração a uma deusa-mãe, rainha dos céus, senhora,


madona, etc. teve início na antiga Babilônia e se espalhou pelas nações até
chegar a Roma. Os gregos adoravam Afrodite; em Éfeso, a deusa era Diana;
Ísis era o nome da deusa no Egito.
Milhares desse tipo de adoradores "aderiram" ao catolicismo em Roma
para ficarem mais próximos do poder, haja vista que o Império Romano no
século III adotou o cristianismo como religião oficial. Então, esses "cristãos"
nominais levaram suas práticas idólatras e pagãs para a Igreja de Roma. Em
vez de coibir o abuso e conduzir os fiéis pelos caminhos da fé exclusiva em
Deus, os líderes do catolicismo romano contemporizaram a situação: aos
poucos as imagens pagãs foram substituídas por imagens cristãs; os deuses
pagãos, substituídos pelos deuses cristãos (os santos bíblicos) e, na esteira
desse sincretismo religioso, a Santa Maria surgiu como "Mãe de Deus",
"Senhora", "Sempre Virgem", "Concebida sem Pecado", "Assunta aos céus",
"Mediadora e Advogada".” [A verdade sobre Maria, autor: Pr. Airton Evangelista da Costa,
disponível em: http://www.solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/VerdadeSobreMaria-AECosta.htm].

Em momento algum, encontramos em toda a Bíblia a instrução de


fazermos qualquer oração a Maria (ou a qualquer outro “santo”), mas
unicamente ao Pai. E, a oração ao Pai deve ser feita da forma como o próprio
Filho (Jesus Cristo) ensinou aos discípulos, quando Ele foi indagado sobre a
maneira correta de se orar a Deus.
Vejamos: "E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando
acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também
João ensinou aos seus discípulos. E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso,
que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua
vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; e
perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos
deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal". (Lucas 11:1-4)
[grifos meus]
Vemos que a oração deve ser dirigida ao Pai, em nome do Filho, pois não
temos nenhuma “mãe” no céu: “O Senhor te ouça no dia da angústia, o nome do
Deus de Jacó te proteja” (Salmo 20:1); “Confiai nele, ó povo, em todos os tempos;
derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio” (Salmo 62:8);
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai,
senão por mim” (João 14:6); “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para
que o Pai seja glorificado no Filho”. (João 14:13) [grifos meus].
Na Palavra de Deus, lemos ainda uma clara exortação para não orarmos
da maneira errada, pois Deus não ouve este tipo de oração: “E, orando, não
useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão
ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é
necessário, antes de vós lho pedirdes”. (Mateus 6:7-8) [grifos meus]

"Entre todas as mulheres que já viveram, a mãe de Jesus Cristo é a mais


celebrada, a mais venerada... Entre os católicos romanos, a Madona, ou Nossa
Senhora, é reconhecida não somente como a Mãe de Deus, mas também, de
acordo com muitos papas, a Rainha do Universo, Rainha dos Céus, Trono de
Sabedoria e até Esposa do Espírito Santo." (Revista Time, "Serva ou
3
Feminista?", 30/12/1991, pg. 62-66)

[A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs, autor: David Bay, The Cutting Edge Ministries, disponível
em: http://www.espada.eti.br/ce1008.asp]

ANÁLISE BÍBLICA:

1) Salve, Rainha, mãe de misericórdia:

Segundo o dicionário, a palavra “SALVE” significa: “voz para


cumprimentar ou saudar, equivalente a “Deus te salve!”, do latim salvere”.
Como descendente de Adão e Eva, Maria também nasceu pecadora e
carecia de salvação. Tanto é que, em seu cântico, conhecido pelos católicos
como Magnificat, lemos: “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”. (Lucas 1:46-47) [grifos meus]
Ora, só necessita de Salvador quem é pecador. Na Bíblia, lemos ainda
que: “... todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos
3:23).
Nesse versículo não diz “exceto Maria”. Mas, sim, que todos os seres
humanos são pecadores, pois TODOS (exceto Jesus Cristo, que é Deus)
descenderam de Adão e Eva e, portanto, herdaram o pecado. (Leia ainda Isaías
6:3; Salmos 5:9; 99:3; 1 Pedro 1:15-16; Apocalipse 15:4).

O dogma da “Imaculada Conceição de Maria” (“Concebida sem a mancha


do pecado original”) somente foi proclamado (inventado) pelo Papa Pio IX, na
Bula Ineffabilis Deus, aos 8 de dezembro de 1854.

Só Jesus Cristo nasceu imaculado (e nunca pecou), pois Ele é Deus


encarnado (Adão e Eva foram “criados” sem pecado, depois pecaram). Só Ele é
perfeito! Maria não é Deus e, portanto, é um ser criado, descendente de Adão e
Eva e, conseqüentemente, pecadora, carecendo de um Salvador: “Portanto,
como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim
também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. (Romanos
5:12) [grifos meus]

“A única forma de Maria ter sido gerada sem pecado seria mediante a
intervenção direta do Espírito Santo no ventre de sua mãe, tal como
aconteceu com Jesus. E essa exceção teria registro prioritário na Bíblia”. [A
verdade sobre Maria, autor: Pr. Airton Evangelista da Costa, disponível em: http://www.solascriptura-
tt.org/Seitas/Romanismo/VerdadeSobreMaria-AECosta.htm].

“Se para Jesus ser imaculado fosse necessário que sua mãe também o
houvesse sido, logicamente entende-se que as mesmas razões existem para
que tivessem sido imaculadas a mãe de Maria e sua avó, e assim
sucessivamente, até chegar a Eva [que, por sua vez, não era imaculada]. Esta
é uma conseqüência teórica que, ainda que repugne ao bom sentido, temos
que admitir, se aceitamos como válidas as suposições apologéticas dos
concepcionistas marianos”.
[O Dogma da Imaculada Conceição de Maria, autor: Pb Paulo Cristiano, disponível em:
http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=367&cont=1&menu=2&submenu=3]
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Maria nunca foi “Rainha” e muito menos teve um reinado. Pelo
contrário. Ela mesma se identifica como uma humilde serva do Senhor, em sua
resposta ao anjo Gabriel: “... Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim
segundo a tua palavra... ” (Lucas 1:38).
A única “divindade” que a Bíblia identifica com o título de “Rainha dos
Céus” é um abominável ídolo pagão (um demônio!!!), que provocou a ira de
Deus contra o Seu povo: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e
as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem
libações a outros deuses, para me provocarem à ira”. (Jeremias 7:18) [grifos
meus]
Veja também: Jeremias 44:17; Salmos 21:13; 47:9; 57:5; Filipenses 2:9-
10; Apocalipse 5:12, dentre outros.

“Curiosa é a descrição da deusa Diana feita por R.N. Champlin. Esse


renomado teólogo diz que a deusa Diana e a deusa Maria se confundem, o que
torna difícil encontrar a diferença entre a “Diana dos efésios” e a “Maria dos
efésios”. Em 431 d.C., a idolatria tornava a entrar pela porta de onde saíra:
“Em Éfeso ela recebeu as mais altas honrarias. De acordo com uma inscrição
existente no local, ela trazia estes títulos: Grande Mãe da Natureza,
Patrocinadora dos Banquetes, Protetora dos Suplicantes, Governanta,
Santíssima, Nossa Senhora, Rainha, a Grande, Primeira Líder, Ouvidora...”
.” [O Culto à Deusa Mãe, autor: Eguinaldo Hélio de Souza, disponível em:
http://www.cacp.org.br/culto%20a%20deusa%20mae.htm]

Jesus, e apenas Ele, é o Rei dos reis: “Estes combaterão contra o Cordeiro,
e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão
os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis”. (Ap 17:14) [grifos meus]
Com relação à expressão “Mãe de misericórdia”, na Bíblia, lemos o
contrário; pois, nós temos é um “PAI de misericórdia” e este título só pertence
ao Senhor: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das
misericórdias e o Deus de toda a consolação” (2Co 1:3).

A própria Maria declarou: “Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e


santo é seu nome. E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o
temem”. (Lucas 1:49-50) (grifos meus)

2) vida, doçura, esperança nossa, salve:

Jesus é a ÚNICA esperança de todos os homens: “Paulo, apóstolo de Jesus


Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo,
esperança nossa” (1 Tm 1:1) [grifos meus]. Até porque, a Bíblia nos diz a
respeito de Jesus Cristo que: “... em nenhum outro há salvação, porque
também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual
devamos ser salvos”. At 4.12
Lemos, ainda, na Palavra de Deus, que para a pessoa ser salva, a mesma
deverá invocar o nome do SENHOR e não o nome de Maria: “Porque todo aquele
que invocar o nome do Senhor será salvo”. (Rm 10:13)

3) A vós bradamos os degredados filhos de Eva:

Jesus é nosso auxílio. Só Ele é “... o caminho, e a verdade e a vida” (João


14:6a).
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Portanto, é somente a Ele que devemos bradar, suplicar, recorrer. Nós,
“os degredados filhos de Eva” (usando as expressões desta oração em
análise)!
A Bíblia nos exorta a clamarmos e invocarmos somente ao Senhor:
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não
sabes” (Jeremias 33:3); “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me
glorificarás” (Sl 50:15) e “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos
os que o invocam em verdade” (Sl 145:18), etc.

4) A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas:

A Bíblia realmente mostra que o mundo em que vivemos encontra-se


numa situação terrível, por causa do pecado: “Sabemos que somos de Deus, e
que todo o mundo está no maligno” (1 Jo 5:19). [o “somos de Deus” aqui se
refere apenas aos salvos, aqueles que depositaram sua fé exclusivamente em
Jesus Cristo].
Realmente, este mundo é tenebroso, um vale de lágrimas, para quem
não tem a salvação. Mas, há apenas uma esperança, conforme lemos em João
3:16.
Jesus é o portador exclusivo da graça: “Porque a lei foi dada por Moisés; a
graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”. (Jo 1.17). Apenas Deus é o nosso
refúgio: “Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso
coração. Deus é o nosso refúgio”. (Salmo 62:8)
Jesus Cristo disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e
eu vos aliviarei”. (Mateus 11:28) [grifos meus]. Aqui, Ele não dá instruções para
buscarmos auxílio ou “suspirarmos” a outra pessoa viva ou falecida, a outro
espírito, a outro “santo”, etc., mas somente a Ele, “o Santo dos santos”.

5) Eia, pois, advogada nossa:

É um grande e lamentável erro e total falta de respeito, o fato dos


católicos conferirem a Maria (a humilde serva do Senhor) tantos títulos que são
exclusivos do Senhor.
Jesus é que é Nosso Advogado junto ao Pai. Ele é o Sumo-Sacerdote:
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar,
temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. (I Jo 2.1) [grifos meus]
Quem morreu não pode interceder ou ouvir orações dos vivos e muito
menos levar nossas petições a Deus: “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os
que descem ao silêncio” (Sl 115:17). Apenas Jesus Cristo está vivo e
ressurreto!
A Palavra de Deus proíbe a consulta aos mortos (necromancia), algo
considerado abominável aos olhos de Deus: “... Porventura não consultará o
povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is 8:19). Maria e
todos os demais santos da Bíblia estão mortos, aguardando a volta de Jesus
Cristo, quando haverá a ressurreição dos mortos!
“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque
a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos
transformados”. (1Co 15:52)

6) esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei:


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Só podemos confiar nas misericórdias de Deus: “E a sua misericórdia é de
geração em geração sobre os que o temem”. (Lc 1:50). Pois, Ele diz: “...
Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia”. (Rm 9:15).
Enfim, sabemos que só Deus é o “Pai das misericórdias”: “Bendito seja o
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a
consolação” (2Co 1:3).
Portanto, façamos como Judas nos instrui: “Conservai-vos a vós mesmos no
amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida
eterna”. (Jd 1:21)

7) e depois deste desterro mostrai-nos Jesus:

Deus foi quem providenciou Jesus Cristo para a remissão de nossos


pecados e fez isto “antes da fundação do mundo” (apenas Ele pôde oferecer
Jesus Cristo): “O qual (Jesus Cristo), na verdade, em outro tempo foi conhecido,
ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por
amor de vós” (1 Pe 1:20). [ênfase minha]
O amor de Deus é tão grande e incondicional (amor ágape), que lemos:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que
todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Jesus Cristo é o Filho Unigênito (Único gerado) de Deus e o Pai O ofereceu
em sacrifício, em nosso lugar, sendo nós ainda pecadores: “Mas Deus prova o
seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”
(Rm 5:8).

8) bendito fruto do vosso ventre:

Até que enfim, alguma afirmação CORRETA e, portanto, bíblica!

Essa declaração foi feita por Isabel a Maria: “E exclamou com grande voz, e
disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre” (Lucas
1:42).
Jesus Cristo, o fruto do ventre de Maria, é mesmo Bendito. Ele é Bendito,
não por qualquer mérito de Maria, mas por ser Ele Deus (100% Deus, e 100%
Homem), Um com o Pai, como lemos em: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30).

9) Ó clemente, ó piedosa:

Só Deus é Bom e Misericordioso, por ser Ele o “Pai das misericórdias”,


como já vimos. Leiamos ainda o que Jesus disse: “... Não há bom senão um só,
que é Deus...” (Mt 19:17).
Jesus é que é Piedoso e Clemente, e quem tem o maior amor, pois foi Ele
quem derramou o Seu precioso sangue em nosso lugar: “Ninguém tem maior
amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13) e “...
Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós
ainda pecadores” (Rm 5:8).
Jesus é o Portador exclusivo da graça, conforme vimos em João 1:17.

10) ó doce sempre Virgem Maria:

A doutrina da “Perpétua Virgindade de Maria” foi inventada e recebida


como dogma oficial da igreja de Roma no Concílio de Calcedônia, em 451 A.D.
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Com relação à vida matrimonial de José e Maria, lemos na Palavra de


Deus: “E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e
recebeu a sua mulher; e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito;
e pôs-lhe por nome Jesus”. (Mt 1:24-25) (grifos meus).

Os primeiros cristãos e muitos "pais da Igreja", como Tertuliano, Euzébio,


Irineu, Epifaneo, Hegesipo, Helvidio e tantos outros confirmavam que Maria
teve outros filhos no seu matrimônio com José. Afinal, casar-se e ter filhos não
desmerece a mulher. O casamento é Instituição Divina (aliás, foi instituído por
Deus antes que o pecado atingisse o ser humano) e ter filhos é ordem do
Criador.

Maria foi apenas a mãe física de Jesus (como Homem que Ele foi
também, pois, sendo Ele Deus, é eterno, sem princípio, nem fim). Ele foi o seu
“primogênito” (primeiro filho – Mateus 1:25), pois ela teve outros filhos com
José (conforme Mateus 13:55; Marcos 6:3 e Gálatas 1:19).
Caso haja alguma dúvida quanto ao “bom e velho” Português, vejamos
qual o significado, no Dicionário Aurélio, para a palavra Primogênito: “diz-se
daquele que foi gerado antes dos outros, que é o filho mais velho".
Jesus foi, portanto, o filho mais velho de José e Maria.

“O fato de Lucas ter usado a expressão grega pro totokos, que significa
“Primogênito”, em relação ao nascimento de Cristo: “E deu à luz a seu filho
primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque
não havia lugar para eles na estalagem”. (Lucas 2:7).
Se Lucas quisesse dizer que Jesus foi o único filho de Maria, teria usado,
de modo inequívoco, a expressão monogenes (unigênito, em português) que
significa “[filho] único gerado”, como acontece em João 3:16. Mas não, ele
usou, de modo consciente, o termo certo: “primogênito”, indicando que Jesus
foi apenas o “primeiro” filho de Maria, e não o “único”.
Uma leitura do Novo Testamento, em especial dos evangelhos, mostrará,
sem sombra de dúvida, que Jesus Cristo teve irmãos e irmãs (Mt 12:46-47,
13:55-56; Mc 6:3). E ainda nos dão os nomes dos irmãos: Tiago, José, Simão e
Judas”.
[O Dogma da Imaculada Conceição de Maria, autor: Pb Paulo Cristiano, disponível em:
http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=367&cont=1&menu=2&submenu=3]

Já, na relação Deus Pai e Deus Filho, Jesus é chamado de Unigênito, ou


seja, Único gerado por Seu Pai, tal como definido em João 3.16: “Porque Deus
amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele
que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (grifos meus)

11) Rogai por nós santa Mãe de Deus:

Quanto a rogar, devemos fazê-lo diretamente ao Pai, em nome do Filho,


pois, como já vimos: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas
grandes e firmes que não sabes” (Jeremias 33:3); “E invoca-me no dia da angústia;
eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50:15) e “Perto está o Senhor de todos os
que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Sl 145:18), etc.
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Na “Oração do Senhor” (conhecida como “O Pai Nosso”), Jesus nos
ensinou a orar: “... Quando orardes, dizei: Pai nosso ... “ (Lucas 11:2).

Somente Jesus é o nosso:

• Advogado: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis;
e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o
justo”. (1Jo 2:1)
• Intercessor: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele
[Jesus Cristo] se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.
(Hebreus 7:25) [grifo e ênfase meus]
• Mediador: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem”. (1 Timóteo 2:5) [grifos meus]

Portanto, devemos rogar diretamente ao Senhor, em nome de Jesus


Cristo.

Quanto ao Espírito Santo, lemos que: “E da mesma maneira também o


Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir
como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.
(Romanos 8:26) [grifos meus]
Vide também: Romanos 8:27, 34; Efésios 2:18; 3:11-12; Hebreus 9:24.
Quanto a ser santo, este não é um atributo exclusivo de Maria ou dos
“santos católicos”, haja vista que todos os crentes e seguidores de Cristo são
chamados de “santos” pela Bíblia.

“Em várias cartas paulinas, os crentes em Jesus são chamados de santos


(1 Coríntios 1.2; Filipenses 1.1; Colossenses 1.2). Deus falando ao seu povo,
chama-o de santo (Levítico 11.44; 19.2; 20.7; 20.26). O desejo de Deus é que
todos sejam santos e irrepreensíveis. O homem criado por Deus era santo”.
[A verdade sobre Maria, autor: Pr. Airton Evangelista da Costa, disponível em: http://www.solascriptura-
tt.org/Seitas/Romanismo/VerdadeSobreMaria-AECosta.htm].

Ninguém é santo no sentido de ser perfeito, sem pecados, pois só o Deus


Triúno é assim: “... Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que
era, e que é, e que há de vir” (Ap 4:8) e “Quem te não temerá, ó Senhor, e não
magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se
prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos”. (Apocalipse 15:4)
[grifos meus]
No Dicionário Teológico, lemos que: santo é "aquele que se separa do
mal, e dedica-se ao serviço divino. O processo de santificação do crente tem
como base a Palavra de Deus".
O Evangelho diz que todos os homens (com a única exceção de Cristo),
são pecadores. A própria Maria, necessitou de um Salvador. (Leia Romanos
3:23; 5:12; Salmos 51:5; Lucas 1:30; 46-47).

O dogma da “Imaculada Conceição de Maria” (“Concebida sem a mancha


do pecado original”) foi proclamado pelo Papa Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus,
aos 8/12/1854.

Já vimos, anteriormente, que, como descendente de Adão e Eva, Maria


também nasceu pecadora e carecia de salvação tanto é que, em seu cântico,
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conhecido pelos católicos como Magnificat, ela disse: “Disse então Maria: A
minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu
Salvador”. (Lucas 1:46-47) [grifos meus]

VEJAMOS ALGUNS TESTEMUNHOS HISTÓRICOS:

• Eusébio de Cesárea (265-340): "Ninguém está isento da mancha do


pecado original, nem mesmo a mãe do Redentor do mundo. Só Jesus
achou-se isento da lei do pecado, mesmo tendo nascido de uma mulher
sujeita ao pecado".
• Ambrósio, Doutor da Igreja e Bispo de Milão (século IV), comentando
Salmos 118: "Jesus foi o único a quem os laços do pecado não
venceram; nenhuma criatura concebida pelo contato do homem e da
mulher foi isenta do pecado original; só foi isento Aquele que foi
concebido sem esse contato e de uma virgem, por obra do Espírito
Santo".
• Agostinho, Doutor da Igreja (354-430), comentando Salmos 34:3, diz:
"Maria, filha de Adão, morreu por causa do pecado; e a carne do Senhor,
nascida de Maria, morreu para apagar o pecado".
• Anselmo, Doutor da Igreja, Arcebispo de Canterbury (1033-1109) disse
a respeito: "Mesmo sendo Imaculada a Conceição de Cristo, não
obstante a mesma virgem, da qual ele nasceu, foi concebida na
Iniqüidade e nasceu com o pecado original, porque ela pecou em Adão,
assim como por ele todos pecaram".
• Bernardo (1140): "Só o Senhor Jesus Cristo foi concebido do Espírito
Santo, porque era o único santo antes da conceição; com sua exceção,
aplica-se a todos os nascidos de Adão o que Alguém confessou humilde
e verazmente de si: ‘Eis que eu nasci em pecado, e em pecado me
concebeu minha mãe’."
Boaventura, apesar de ser o guia dos teólogos franciscanos, escreveu o
testemunho de que "todos os santos que fizeram menção deste assunto
com uma só voz asseveraram que a bendita virgem foi concebida em
pecado original."
[O Dogma da Imaculada Conceição de Maria, autor: Pb Paulo Cristiano, disponível em:
http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-
BR&article=367&cont=1&menu=2&submenu=3]

DEUS, O CRIADOR DO UNIVERSO, O SER ETERNO, TEM “MÃE”?

Com relação ao título “santa Mãe de Deus”, que os católicos atribuem


a Maria, ou seja, “mãe do próprio Criador do Universo”, esta é outra
barbaridade, uma verdadeira blasfêmia e total falta de raciocínio, bom senso e
conhecimento bíblico.

Saibamos que foi no ano de 1931 que o Papa Pio XI reafirmou a doutrina
segundo a qual Maria era "a Mãe de Deus". Esta doutrina foi primeiramente
inventada pelo Concílio de Éfeso, no ano de 431. Isto é uma heresia, que
contradiz as próprias palavras de Maria. (Leia Lucas 1:46-49; João 2:1-5).

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
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“Hoje, fala-se muito do concílio de Éfeso como “uma questão
cristológica”. O que estava em jogo não era se Maria deveria ser chamada de
mãe de Deus ou não, mas se o Filho nascido dela possuía apenas a natureza
humana ou as duas naturezas: a humana e a divina. O resultado positivo foi o
estabelecimento da natureza hipostática de Cristo, verdadeiro Deus e
verdadeiro homem.
Mas a deturpação veio de carona. Todo o ambiente que cercou esse
Concílio foi repleto de intrigas, corrupções, ódios e idolatria, mais
especificamente idolatria mariana. O historiador Edward Gibbon referiu-se ao
concílio de Éfeso como um “tumulto episcopal, que na distância de treze
séculos assumiu o venerável aspecto de Terceiro Concílio Ecumênico”. ” (Culto
a deusa Mãe - Por Eguinaldo Hélio de Souza)
[O Culto à Deusa Mãe, autor: Eguinaldo Hélio de Souza, disponível em:
http://www.cacp.org.br/culto%20a%20deusa%20mae.htm]

Afirmar que uma mulher (um ser humano, que teve um início de
existência), portanto, um ser criado, possa ser a “mãe” de Deus, que é ETERNO
(sem princípio nem fim) é um absurdo!

“Maria não é mãe de Deus no sentido de que ela trouxe à luz a


existência de Deus. Nós normalmente usamos a palavra “mãe” para nos
referirmos a alguém que nos trouxe à luz como indivíduos, e de quem
derivamos nossa natureza humana. Todavia, a Pessoa divina que se tornou
Jesus, o eterno Filho de Deus (Colossenses 1:13-17), o Logos (João 1:1-14), já
existia desde toda a eternidade e é o Criador de Maria. Ela foi usada para
trazer o Encarnado ao mundo, mas ela não adicionou algo ou trouxe à luz o
Filho Eterno que veio ao mundo através dela. Seu filho era totalmente divino
(por conseguinte, ela é theotokos) [Nota: Portadora de Deus], mas ela mesma
não produziu a divindade de seu Filho. Por esta razão, não há nada sobre o
termo theotokos que de alguma forma exalte Maria, mas somente Cristo”.
[Maria - Outra Redentora? Cap. 5: “Mãe de Deus”, autor: James R. White, tradução livre: Felipe Sabino de
Araújo Neto, disponível em: http://www.monergismo.com/textos/catolicismo/maria_mae.htm]

Maria só foi mãe de Jesus considerando que Ele ao Se encarnar foi


também 100% Homem. Em um dado momento da história, Ele Se encarnou
como homem: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória,
como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

Vejam que raciocínio ilógico, antibíblico e até uma afronta à


razão:

Segundo a “lógica” católica, pelo fato de Maria ter gerado o corpo


humano do Filho de Deus, ela se tornou, por isto, a “mãe” do próprio Deus e,
ao mesmo tempo, “esposa do Espírito Santo”! Ou seja: ela é esposa de Um (o
Espírito Santo), mãe de Outro (Jesus Cristo) e, por isto, tornou-se a “mãe” de
Deus Pai, que também é seu Criador... Alguém consegue entender isto?
Maria não pode ser mãe do seu próprio Pai. A criatura não pode ser mãe
do Criador [isso é elementar, meu caro Watson!].
E o pior é que há milhões de pessoas que acreditam nesta falácia e nem
podem questioná-la, senão, serão excomungados e amaldiçoados e
condenados ao “fogo do inferno”! (como se os padres tivesse poder para
11
tal...). Será que eles crêem também que José [pai adotivo de Jesus Cristo, em
Sua natureza humana] se tornou, por causa disto, o “pai adotivo de Deus”?
Portanto, afirmar que Maria, um ser humano criado por Deus, é “mãe”
do próprio Criador, isto é, no mínimo, uma blasfêmia!

Como pudemos ver, a fé sem fundamento é fanatismo (fé cega)! Aliás,


não há “fé” que justifique tamanha afronta à Palavra de Deus!
Por isto, a Bíblia deve ser a única regra de fé e prática de todo aquele
que se diz cristão, pois, caso contrário, a pessoa estará sujeita a situações
grotescas como esta.
A Bíblia diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32). A
verdade libertará a pessoa da cegueira, do jugo religioso e do engodo.

Sendo Jesus Cristo também 100% DEUS, lemos: “Sem pai, sem mãe, sem
genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito
semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (Hebreus 7:3).
Melquisedeque foi um símbolo de Jesus Cristo, um tipo. [grifos meus]

Jesus Cristo é ETERNO, sem princípio nem fim: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o
princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro” (Apocalipse 22:13).
Afinal, a Bíblia nos diz que todas as coisas vieram a existir através dEle,
(inclusive os seres humanos e, aqui, Maria está incluída): “No princípio era o
Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com
Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”
(João 1:1-3).
Na passagem bíblica, onde consta o relato da criação do homem, lemos:
“E disse Deus: Façamos [o Deus Triúno: o Pai, o Filho e o Espírito Santo] o homem
à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1:26) [ênfase minha].
A Bíblia nos mostra que Jesus Cristo deve ser lembrado como “Filho de
Deus” e não como “Filho de Maria”. Leiamos a Bíblia: “Este será grande, e será
chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai”
(Lucas 1:32) [grifos meus].
Vejamos o que o anjo disse a Maria: “E, respondendo o anjo, disse-lhe:
Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua
sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de
Deus” (Lucas 1:35) [grifos meus].
Importante frisarmos, ainda, que Maria não é “mãe de Deus”, muito
menos “mãe da humanidade”.
Equivocadamente, a igreja católica, para tentar justificar suas heresias,
apóia-se na passagem bíblica onde Jesus Cristo pede ao apóstolo amado (João)
para cuidar de Maria, inclusive se dirigindo a ela como “mulher” e não como
“mãe”: “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava
presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho” (João 19:26-27). Com base
nesta passagem, eles dizem que Maria se tornou a “mãe de todos nós”.

Na passagem de João 7.3-8, compreendemos o porquê de Jesus ter


deixado Maria aos cuidados de João, e não de Seus irmãos carnais, haja vista
que nem Seus próprios irmãos criam nEle (ao contrário dos Seus seguidores,
os discípulos)!
Como estava escrito na profecia: “Tenho-me tornado um estranho para
com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe”. (Salmo
69:8)
12

Pergunto: Desde quando João representou “toda a humanidade”


aqui?
Ora, por que ninguém nunca chamou Maria de “mãe”, em qualquer relato
bíblico, nem lhe fez orações ou pedidos?

Aliás, se há uma mulher que deveria receber o título de “mãe da


humanidade” (“nossa mãe”) esta mulher é EVA, a primeira mulher, da qual
todos nós somos descendentes e da qual todos nós (inclusive Maria!)
herdamos o pecado: “E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a
mãe de todos os viventes” (Gn 3:20) [grifos meus].
OBS: Nem por isso a chamamos de “Santa Eva”, nossa “mãe do
céu” e nem dirigimos orações ou fazemos pedidos a ela!

No céu nós só temos Pai, o Senhor e não uma “mãe” ou “senhora”: “Um
(Ef 4:6).
só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”
O próprio Jesus O chama de Pai.
Deus é Senhor e Se identifica no gênero masculino (assim como o Filho e
o Espírito Santo): “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”
(Deuteronômio 6.4).

12) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo:

A verdade é que: “... todos nós somos como o imundo, e todas as nossas
justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas
iniqüidades como um vento nos arrebatam” (Is 64:6).
Nenhum ser humano é digno de nada, pois todo ser humano é pecador:
“Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem,
não há nem um só” (Rm 3:12).
A Bíblia nos mostra que somos salvos SOMENTE PELA FÉ em Jesus Cristo,
pois as obras ou “bondade” da pessoa não salvam: “Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras,
para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9); “Não pelas obras de justiça que
houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da
regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:5), etc.
O ÚNICO que é digno de todas as coisas é Deus: “Porque grande é o
Senhor, e mui digno de louvor, e mais temível é do que todos os deuses” (1Cr
16:25).
(Veja ainda: 2 Sm 22:4; Sl 18:3; 48:1; 96:4 e Sl 145:3).
Quando nascemos de novo (João 3: 3, 5), mediante a fé em Jesus Cristo,
somos JUSTIFICADOS diante de Deus e, assim, tornamo-nos dignos das
promessas de Deus (pelas obras/méritos de Jesus Cristo e não por nossas
obras): “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em
Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé
em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne
será justificada”. (Gl 2:16)

CONCLUSÃO:

“Em toda a Bíblia, a figura de Maria não recebe qualquer posição


especial com relação a Jesus ou ao plano de salvação:
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• Jesus não a chamava de mãe, mas de mulher (Jo 4:4; 19:26);
• Aos que a definiram como Sua mãe, Ele fez questão de mostrar que
Seus familiares são os Seus seguidores (Mt 12:46-50);
• Quando quiseram atribuir alguma honra a Maria, pelo fato de ter dado à
luz a Jesus, Ele fez questão de mostrar que há honra maior em obedecer
a Deus (Lc 11:27-28);
• Nenhum dos apóstolos fez qualquer menção a ela, seja Paulo, Pedro,
Tiago, João ou Judas”. (Culto a deusa Mãe - Por Eguinaldo Hélio de
Souza)
[O Culto à Deusa Mãe, autor: Eguinaldo Hélio de Souza, disponível em:
http://www.cacp.org.br/culto%20a%20deusa%20mae.htm]

Se Maria não é divina (não é Deus e muito menos Sua “mãe”), portanto,
ela não é onisciente (ter todo o conhecimento do passado, presente e futuro);
onipresente (estar presente em todo lugar ao mesmo tempo) e nem onipotente
(possuir todo o poder), pois estes são atributos exclusivos do Deus Triúno. E
nem é eterna (sem princípio e fim). [Os santos falecidos também não são
dotados da capacidade de estarem em todos os lugares ao mesmo tempo].

Assim sendo, como poderia a mesma ouvir os milhões de pedidos


e orações que a ela são dirigidos, a cada minuto, no mundo inteiro,
em todos os idiomas?

“Mas os Jesuítas explicam melhor: Eles dizem que "a mulher é um


grande instrumento, é a chave com a qual se entra nas famílias, por ela
consegue-se grandes séquitos, as festas se tornam pomposas e ajudam a
Igreja a manejar as plebes". Sabem que usando o nome de Maria sensibilizam
o sexo feminino que por sua vez atraem os jovens e os esposos para as festas
romanistas dos "santos e padroeiros".” (Prof. de teologia, Borba do Liceu de
Braga, Portugal).

Vejamos as sérias exortações bíblicas para não adorarmos/venerarmos


qualquer outro ser, a não ser a Deus: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da
terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não
farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos
céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a
elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a
iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me
odeiam” (Êxodo 20:2-5) [grifos meus].

Honremos a Maria, pois ela: “Foi escolhida para tão nobre missão porque
era justa e reta aos olhos do Senhor. "EIS AQUI A SERVA D0 SENHOR. CUMPRA-
SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA" . Este foi um exemplo de fé, obediência
e humildade que nos deixou Maria. Com estas palavras ela acatou a missão
que lhe acabara de ser anunciada pelo anjo Gabriel, ou seja, a missão de ser a
mãe de Jesus, de servir de veículo para que o Verbo se fizesse carne e
habitasse entre nós”. [A verdade sobre Maria, autor: Pr. Airton Evangelista da Costa, disponível
em: http://www.solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/VerdadeSobreMaria-AECosta.htm].
14
Pergunta: Qual é o único mandamento de Maria?
Resposta: “Fazei tudo quanto ele vos disser”. (João 2:5)

Dentre tantas outras coisas, Jesus Cristo nos disse: “Adorarás o Senhor
teu Deus, e só a ele servirás”. (Lucas 4:8)
Se, de alguma forma, quisermos, nos dias de hoje, atender ao apelo de
Maria: "fazei tudo quanto Ele vos disser", estaremos na obrigação de adorarmos
e servirmos somente a Deus.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

Todas as citações bíblicas são da Bíblia Almeida Corrigida e Revisada Fiel,


da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, fielmente traduzida somente da
Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma,
como o Textus Receptus).
Dedico este artigo a todos os católicos, que são sinceros, porém estão
enganados pela igreja católica. Na esperança de que os mesmos possam
conhecer a verdade e, assim, depositarem sua fé única e exclusivamente em
Jesus Cristo e não em vãs tradições humanas.
Lembrem-se de que devemos examinar tudo o que ouvirmos, em matéria
de fé, pela Palavra de Deus e sempre fazer como os cristãos de Beréia: “Ora,
estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom
grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas
eram assim”. (At 17:11)
Por fim, uma pergunta ao leitor: “Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a
verdade?" (Gálatas 4:16)

Humberto Fontes (humbertoetania@globo.com)


Maio/2007

ANEXO:

O QUE DIZ A IGREJA CATÓLICA: O QUE DIZ A PALAVRA DE DEUS:


"Maria, âncora da Salvação" Jesus, âncora da salvação - I Tm 1:1; At
4:12
"Confiança em Maria" Confiança em Jesus - Ef 1:21-23
"Maria é a Rainha da Misericórdia" Jesus é o Sumo-Sacerdote de quem
recebemos misericórdia - Hb 4:15-16
15
"Maria, protetora dos pecadores" Jesus, o Salvador dos Pecadores - Hb
7:25; Jo 6:37
"Maria sofreu por nós" Jesus sofreu por nós - Hb 10:12-14
"Maria não pode deixar de nos amar" Jesus é quem tem o maior amor - Jo
15:13
"Maria deu sua vida por nós" Jesus deu a vida por nós - Rm 5:8; I Jo
3:16; Jo 10:15
"Maria, portadora da graça" Jesus é o portador exclusivo da graça -
Jo 1:17
"Perdão de Pecados por intercessão de Perdão de Pecados é obra exclusiva de
Maria" Jesus I Jo 1:7; 2:12
"Maria acolhe os pintinhos sob suas Jesus acolhe os pintinhos sob suas asas
asas" Mt 23:37
"Maria, o caminho da Salvação" Jesus, o caminho da Salvação Jo 14.6;
At 16:30
"Maria é nosso conforto - ...Como fogem Jesus é o nosso conforto Mt 11:28; Mc
os demônios à presença de N.Sra." 16:17 " em meu nome expelirão
demônios"
"Maria é nosso auxílio no tribunal divino" Jesus é nosso auxílio I Tm 1:1:15
"Maria é a esperança de todos os Jesus é a esperança de todo os homens
homens" At 4:12
"Maria, nossa advogada" Jesus é nosso advogado I Jo 2:1
"Maria, nossa redentora" Jesus, nosso redentor Jo 6:37; I Tm 2:6
"Maria é onipotente" Jesus é onipotente Mt 28:18; Ap 1:8
"Maria esmagou a cabeça da serpente" Jesus esmagou a cabeça da serpente
Lc 10:17,19; Rm 16:20
"Maria, coluna de nuvem e fogo" Jesus, coluna de nuvem e fogo Jo 1:9;
8:12
"Toda honra deve ser tributada a Maria" Toda honra deve ser tributada a Jesus
Jo 5:23; Ap 5:11-12
"Maria, nossa medianeira" Jesus, nosso único mediador Jo 14:6;
I Tm 2:5
"Maria concebida sem pecado" Jesus o único concebido sem pecado Lc
1:46; Gl 3:22; Hb 7:26; Rm 3:10; 6:23;
"Maria, Rainha do céu" Jesus é o rei dos reis Jr 7:18; I Co 8:5-6;
I Tm 6:14-15

Fonte: http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-
BR&article=367&cont=1&menu=2&submenu=3]