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As Estrelas I Quando a noite cai, fica janela, E contempla o infinito firmamento! V que plancie fulgurante e bela! V que deslumbramento!

! II Olha a primeira estrela que aparece Alm, naquele ponto do horizonte ... Brilha, trmula e vvida... III Parece Um farol sobre o pncaro do monte. Com o crescer da treva, Quantas estrelas vo aparecendo! De momento em momento, uma se eleva, E outras em torno dela vo nascendo. Quantas agora! ... IV V! Noite fechada ... Quem poder contar tantas estrelas? Toda a abbada esta iluminada: E o olhar se perde, e cansa-se de v-las Surgem novas estrelas imprevistas Inda outras mais despontam ... V Mas, acima das ltimas avistas, H milhes e milhes que no se contam ... Baixa a fronte e medita: Como, sendo to grande na vaidade, Diante desta abbada infinita pequenina e fraca a humanidade! ---*--Via lctea I Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, plido de espanto ... II E conversamos toda a noite, enquanto A via lctea, como um plio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo cu deserto. III Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando esto contigo?" IV E eu vos direi: "Amai para entend-las! Pois s quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas."