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Farmaco Aula 1 - Anticoncepcionais

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

08:38

Kahio Kuntz MED UFSC 10.1

→ Todos os esteroides possuem uma via metabólica bem definida de metabolização. O substrato utilizado por elas é o mesmo (colesterol).

Esteroides sexuais: ciclo pentano peridro fenantreno

→ São divididos de acordo com o número de carbonos

- Pregnanos: 21 carbonos

- Androstano 19 carbonos

- Estranos 18 carbonos

A via depende da presença de enzimas (disponibilidade enzimática) nos tecidos, isso se repetindo na adrenal, com suas diversas camadas.

Camada Glomerular, Fascicular e Reticular.

Síntese e Metabolismo de estradiol e da Progesterona

Colesterol Pregnenolona (C21)Testosterona (C19)Estradiol

Isso depende da disponibilidade de enzimas no tecido onde se encontra

da disponibilidade de enzimas no tecido onde se encontra Da pregnenolona terá um outro composto C21

Da pregnenolona terá um outro composto C21 que é a própria progesterona

Da progesterona pode também sair a testosterona, a qual pode ir a estradiol do qual pode sair estrona ou estriol

Toda essa estrutura, produzida endógena ou via parenteral, será metabolizada no fígado (conjugação com ácido glucurônico, sulfato etc etc). Todos, incluindo a progesterona.

Os compostos intermediários da progesterona não tem nenhuma ação farmacológica.

Página 1 de Dto prova 2

Colesterol - > produtos intermediários → pregnenolona (Ação do LH) → Via da testosterona (C19)

Colesterol -> produtos intermediários → pregnenolona (Ação do LH) → Via da testosterona (C19) Di-hidrotestosterona DHEA

Estradiol

(C19) → Di-hidrotestosterona → DHEA → Estradiol Dependendo das células do ovário em que atuam vai

Dependendo das células do ovário em que atuam vai haver ação predominante de LH ou FSH

Página 2 de Dto prova 2

→Ação predominante de LH (produção de androgênios). Esses androgênios vão até as células da granulosa

→Ação predominante de LH (produção de androgênios). Esses androgênios vão até as células da granulosa (androstenediona e testosterona) Onde sofrem → Ação da aromatase e do FSH -> Converte o androgênio para c18 (estranos)

Nos ovários policísticos, sabe-se que mulher tem uma deficiência na transformação de androgênios em esrtogênio.

Sintomas associados: acne, hirsutismo.

Há reposição de esteroides sexuais na síndrome climatérica

Esses Hormônios são transportados por proteínas no sangue

- 1% livre

- 10 a 40% ligam-se à albumina

- Mas a MAIORIA: SHBG. Essa liga tanto estrogênio quanto testosterona

Usos terapêuticos dos hormônios esteroides

→ Terapia de reposição nos estados de deficiência (hipogonadismo -mais raro-, síndrome climatérica - para algumas

mulheres-), como contraceptivos, endometriose, infertilidade

Utilizados na contracepção

→ Utilizados como ferramentas diagnósticas para avaliar estados de hipo ou hiperfuncionamento das glândulas

endócrinas

Estrogênios naturais

17 ß-estradiol (E2)

Estrona

Estriol*

*estrogênio muito fraco

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1-

Estradiol (E2) é o estrogênio mais potente

→ Predomina na fase pré-menopausa

Derivado tanto da estrona quanto na testosterona

2-

Estrona → Principal estrogênio na pós menopausa (E1)

É convertida por apomatases a partir da androstenodiona

É obtida também através do estradiol

 

Essa conversão é principalmente periférica

 

Na clínica utiliza-se o sulfato de Estrona

Para uso vaginal (forma inativa da estrona) em mulheres em climatério (com atrofia vaginal)

3-

Estriol (E3)

→ É o menos potente de todos os estrogênios naturais

Deriva de estradiol e estrona

3a fase back - Fase folicular

Sob influência do LH, as células da teca interna, que possuem baixa atividade aromatase, irão produzir androgênios (testosterona e androstenediona). Esses vão até as células granulosas, nas quais o FSH induziu a síntese de Aromatase e serão convertidos a estrogênios. Esses vão atuar nas próprias células granulosas, induzindo sua proliferação e mais síntese de FSH, amplificando as atuações desses.

As células da teca de folículos antrais grandes produzem quantidades significativas de androstenediona e testosterona. Os andrógenos são convertidos em 17βestradiol pelas celulas da granulosa.

O FSH estimula a proliferação de células da granulosa nesse estágio, induzindo também a expressão da aromatase que sintetiza estrógeno.

TERCEIRO ESTÁGIO (é o mais rápido, ocorrendo 5 a 7 dias após a menstruação)FOLÍCULO DOMINANTE

Um único folículo de Graaf alcança domínio sobre outros e estes regridem. Uma das característiccas chave para ser selecionado é possuir bastante células da granulosa (bastante capacidade de produzir estrogênio).

O oócito já pode terminar a meiose I, mas precisa do surto de LH. FOLÍCULO DOMINANTE DURANTE O PERÍODO PERIOVULATÓRIO

Período entre o surto de LH e a expulsão do complexo cumulus-oócito. Leva cerca de 1 dia e meio.

Com o crescimento exponencial do folículo, a secreção de estrogênios, que aumenta lentamente na primeira metade da fase folicular, passa a aumentar de forma bastante acelerada.

Na fase folicular tardia, um dos folículos atinge a condição de dominância, cuja principal característica é a atividade aumentada da aromatase e, portanto, uma maior capacidade de produzir estrógenios.

No fim da fase folicular, de 2 a 3 dias antes do pico pré-ovulatório de LH e durante o pico de estrogênios, as células da granulosa do folículo ovulatório passam a sintetizar receptores deLH por ação do FSH e dos estrogênios.

O LH ativa a adenilato ciclase, promovendo formação de AMPc e desencadeando reações que culminam com a síntese de scc (converte colesterol em pregnolona) e, portanto da formação de esteroides a partir de colesterol.

Como essas células tem baixa atividade da 17,20-liase (que convertem a 17-alfa-hidroxiprogesterona em

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androstenediona), passam a produzir quantidades aumentadas de progesterona e de 17alfa progesterona, além de manterem a conversao dos androgenios da teca em estrogenios. O pico de progestágenos ocorre 12 horas que precedem o pico pré-ovulatório de gonadotrofinas.

A camada de células da granulosa entra em contato com o sangue no período pré-ovulatório, expondo-a às gonadotrofinas e aumento de colesterol.

5 α redutase → Atua no folículo piloso (conversão periférica da testosterona em 5 α DHT. Na próstata isso também ocorre (próstata é rica em 5 α redutase).

Estradiol Atua em dois receptores α E ß

Mecanismo de ação

- Via genômica

Receptor intracelular

- Efeitos não genômicos (não mediados pelo receptor nuclear)

Receptor Localizado no núcleo Associa-se com estrogênio → Migra para o núcleo Na verdade é bastante complexo. Pertence à família de receptores nucleares (hormônio tireoideano e da vitamina D). Monômeros e dímeros. Ligam-se de várias formas e de vários efeitos

Elemento de resposta ao estrogênio → estimula ou inibe a expressão gênica

Receptor α (ou A) Receptor ß (ou B)

a expressão gênica Receptor α (ou A) Receptor ß (ou B) Olhos secos Dentes, Voz Efeitos

Olhos secos Dentes, Voz Efeitos vasomotor Cólon, trato gastrointestinal.

Ações do estrogênios sobre o sistema cardiovascular → Risco menor até a menopausa de infarto, AVC

Papel protetor do estrogênio

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Admite-se que a atuação seja através de efeitos não genômicos

Sabe-se que ele aumenta Óxido nítrico, HDL, Prostaciclinas

Diminui endotelina (vascoconstritor), Tromboxano

Enfim, diminui substâncias pró-inflamatórias

Diminui o LDL colesterol → Exerce vários efeitos benéficos

Porém isso tudo é para uma classe específica de estrogênio: o estrogênio endógeno. → Há diferença nas moléculas que causam diferentes ações

Quais os sinais e sintomas de privação estrogênica

Hipogonadismo

Atraso puberal

→ Menopausa: fogachos, dispareunia (diminui lubrificação nas células vaginais), Osteopenina

Climatério

- Enfraquecimento e queda de cabelos

- Osteoporose

- Distúrbios urinários

- Vaginite atrófica

- Ressecamento vaginal e maior propensão a infecções

- Alterações do humor, insônia e depressão

- Sintomas vasomotores

- Risco cardiovascular se iguala ao do homem

Classificação de estrogênio

- Naturais (molécula idêntica ao 17 ß estradiol)

- Sintéticos* *Inclui hormônios bioidênticos (na prática é igual aos sintéticos)

Outras classificações

- Derivados de plantas → Molécula que não tem nada a ver com o estrogênio, mas que interagem com o receptores

- Antiestrogênios (SERMs) → Câncer de mama

- Inibidores da Aromatase → Câncer de mama

Enzima que converte a androstenediona e a testosterona em estrogênio

Vias de administração

- Oral*

- Parenteral (Transdérmica, Implantes, Injetável, Vaginal)

* passa pela via de primeira passagem (estrogênio natural)

Farmacocinética do estradiol

- Bem absorvidas, por VO ou transdérmica. Pela VO, ocorre metabolismo de primeira passagem hepática.

- Éster de estradiol por via IM são absorvidos lentamente e tem efeito prolongados

- Metabolização:

Hepática

Circulação entero-hepática

Excreção urinárias

Página 6 de Dto prova 2

→ Administração transdérmica

- Patches (só estrogênio ou associado à progesterona)

- Gel de estrogênio

→ Bem aceito, principalmente em países onde mulheres não tomam muito banho.

→ Adesivos também tem problema com água (pode cair)

→ Pode também ocorrer irritação com a pele

Efeitos colaterais do excesso de estrogênio

- Náuseas, distensão abdominal, aumento do muco cervical, mastalgia, piora da enxaqueca, melasma

Mesmo com a associação à progesterona, esses efeitos ainda estão presentes

Estrogênios Naturais:

- Estradiol

- Estrona

-

Estriol

De modo geral, não são absorvido por via oral*.

*hoje há uma tecnologia nova, que faz com que esses hormônios sejam absorvidos por via oral (forma

micronizada).

Estrogênios naturais

→ 17 ß estradiol (transdérmica e via oral -micronizado-)

→ Estrogênios conjugados

→ Há uma subclassificação que são estrogênios conjugados (Premarin) - Já foi muito utilizado no

tratamento da síndrome climatérica.

São obtidos de extrato de urina de éguas grávidas e que contém pelo menos 10 derivados de

estrogênio nas formas esterificadas e sulfatada.

É forma bastante barata (e ecológica hehe).

Há forma para calcular a equivalência desses

Estrogênios por via oral

Naturais - estradiol

Sintéticos → Contraceptivos

- Naturais tem que ser associados com sais

Injetáveis:

Valerato de estradiol (oleoso) Cipionatato de estradiol (oleoso)

Via IM (preparações oleosas, cremes, óvulos, transdérmica)

Duração da ação - 3 a 8 semanas Compostos com éster no C17.

Semi-sintético Estrogênio natural que se acrescentou um radical

→ Etinil estradiol (estrogênio da pílula anticoncepcional)

Pegar fórmula molecular

da pílula anticoncepcional) Pegar fórmula molecular Tibolona → Progestágena, estrogênica e androgênica

Tibolona

Progestágena, estrogênica e androgênica

Esteroide sintético com atividade estrogênica e androgênica

Derivado C19 (Vai ser metabolizado a estrogênio e tem atividade androgênica*)

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*Essa atividade androgênica melhora a libido em mulheres na pós-menopausa

É uma pró-droga

Não há necessidade de atuar como progesterona, tendo em vista que e um composto C19 e também tem certa atividade de progestina.

Estrogênios sintéticos → Em desuso

Derivados de plantas populares, mas sem estudos conclusivos.

Fitoestrogênios → Flavonas que contém flavanoides e lignina, com atividade estrogênicas.

NÃO DEVE SER UTILIZADO EM MULHERES COM CÂNCER OU COM RISCO DE CÂNCER.

Molécula é bastante diferente do estradiol, sendo que elas tem capacidade de interagir com receptores alfa e beta. São considerados suplementos alimentares (e assim não se pode saber sua procedência).

Raízes e rizomas(cimicifuga racemosa) - triterpeos, alcaloides da quinolizina, ácido isoferulico. Não devem ser utilizados nas mulheres que te risco ou com câncer dependentes de hormônios.

Pode causar supressão da molécula de LH.

Antiestrogênios Ciclo fenil → Clínicas de fertilidade, no início do ciclo menstrual. Bloqueia inibição possível ao FSH e LH e assim aumenta ainda mais esses. Usam isso também para aumentar a fertilidade dos homens.

Citrato de clomifeno Via oral Libera GnRH e gonadotrofinas (de forma indireta)

SERM → Câncer de mama São moduladores porque em alguns locais atuam como antagonistas em outros como agonista

Tamoxifeno → Antagonista na mama, mas agonista no endométrio, nos lipídeos plasmáticos e nos ossos (agonista, inibe a reabsorção óssea). Aumentam sobrevida em portadores de CA de mama Com o tempo mulher tende a entrar em amenorreia

→ Não altera HDL e TGs

→ Pró-droga

Efeitos colaterais: fogachos, catarata, náusea (simula síndrome climatérica).

Página 8 de Dto prova 2

Raloxifeno - Agonista parcial no osso e no sistema vascular - Antagonista Endométrio e mamas

Raloxifeno

- Agonista parcial no osso e no sistema vascular

- Antagonista Endométrio e mamas

- Reduz perda óssea em mulheres pós-menopausa

Efeitos colaterais

→ Maio risco de tromboembolismo (é agonista no sistema cardiovascular)

→ Reduz também o LDL

Inibidores da Aromatase (outra proposta para o tratamento do câncer de mama)

- Fígado, músculo esquelético, tecido adiposo e mamas

- São os locais de maior presença de aromatase

Anastrazole

Letrozole

- Uso com doping (androgênio + inibidor de aromatase → Não transforma testosterona em estrogênio e aí não ocorre ginecomastia)

Progesterona

→ Hormônio "pró-gestare", ou seja, que prepara o útero todo mês para a gravidez

O precursor do hormônio é o colesterol. Depende da disponibilidade de enzimas para produzir.

Produzida no corpo lúteo, testículos, córtex adrenal, placenta

Supressão da contratilidade uterina

Termogênese

Prepara o endométrio para nidação.

Situações de uso Pré-menstrual

Página 9 de Dto prova 2

Anovulaçõa Defeitos de fase lútea Infertilidade Aborto espontâneo

Usos da clínica

Contraceptivo (isolado ou combinado)

→ Reposição hormonal

Dismenorreia

Endometriose

→ Ameaça de aborto

Há também receptor alfa e beta para progesterona e o receptor é nuclear.

Tipo B Mais abundante que o tipo A

Efeito é basicamente genômico (diferentemente do estrogênio).

Vias de administração

Oral, parenteral (transdérmica, IM, vaginal , intrauterina → Mirena®)

Metabolismo VO primeira passagem

Ligação com proteínas séricas SHBG e albumina

Excreção urinária pós conjugação hepática

Interação com receptores para glicocorticoides → Edema, retenção de líquido na 2a fase do ciclo

Receptores para progesterona

de líquido na 2a fase do ciclo Receptores para progesterona → Androgênio (algumas formas de progesterona

→ Androgênio (algumas formas de progesterona podem dar acne e oleosidade de pele)

Progestinas usadas na contracepção Derivados da progesterona Derivados da testosterona Derivados da espironolactona (antagonista da aldosterona)

Classificações

Naturais

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Sintéticas

Outras classificações Antagonistas de progesterona*

Já foram muito utilizados (na contracepção de emergência, mas hoje há outras formas de fazer isso)

de emergência, mas hoje há outras formas de fazer isso) Classificação dos contraceptivos hormonais   Orais:

Classificação dos contraceptivos hormonais

 

Orais:

1.

Mini-pilula:

progestageno isolado – para pacientes que não podem fazem uso do estrogênio.

Tipos: acetato de noretisterina Primolut-Nor

levonorgestrel: Nortrel

1. Pílula combinada

a. Monofásica: 21 comp. Com a mesma cor

Com mais de 50microgramas de estrogênio (atualmente não se usa mais pelos efeitos colaterais), tem a mesma concentração de hormônios o tempo todo.

Com 50 microgramas de estrogênio – de segunda geração.

Com menos de 50 microgramas – utilizado para acne também.

a.

Bifásica: concentrações diferentes do hormônio, para manter a eficácia e diminuir o efeito colateral.

b.

Trifásica: 1ª fase 6 dias, 2ª fase

1.

Contraceptivos de emergência

Depende da fase do ciclo em que é usada. Pílula do dia seguinte:

1 comp. A base de lavonorgestrel: Postinor Uno ou Pozato Uni (nomes comerciais)

Outras:

2.

injeções intra-musculares (medroxiprogesterona)

3.

implantes sub-cutaneos

4.

fitas adesivas transdermicas.

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Farmaco Aula 2 - Contracepção hormonal

terça-feira, 18 de outubro de 2011

08:38

Contracepção oral - 51 anos de uso

- Enovid (mestranol + noretinodrel)

KAHIO KUNTZ MEDICINA UFSC 10.1

Movimentos feministas estimularam o uso de contraceptivos hormonais

Opções de contraceptivos atuais

- Hormonais (altamente efetivos)

Orais combinados (E + P)

Minipílulas só com P

Vias de administração: oral, transdérmico, vaginal, injetável e o DIU medicado (levonorgestrel)

Contracepção de emergência

- Não hormonais

Comportamentais (tabela, muco, temperatura)

Métodos de barreira (preservativo, diafragma, espermicida - esse último sempre associado a outro método)

Diu não medicado (Cobre e DIU Inerte - funciona como corpo estranho)

Cirurgia (laqueadura ou cirurgias por outros motivos, como a esterectomia)

Métodos contraceptivos mais comumente empregados por mulheres entre 16-49 anos → É raro encontrar alguma mulher que nunca utilizou

-

20% nenhum método

 

-

27% pílula (principalmente quando os parceiros são esporádicos)

 

-

9% Vasectomia

 

-

7%Esterilização Feminina

-

5% DIU cobre

-

4% Injeção hormonal

-

4% Implante hormonal

-

6% DIU inerte/medicado

O melhor método é sempre o método de barreira associado ao método hormonal (este não protege contra às DSTs)

A

pílula anticoncepcional e o preservativo masculino são os métodos mais utilizados

→ À medida que aumenta a idade (maior de 16-17 anos), vai diminuindo a taxa de uso de preservativo e aumenta a da pílula (pegar no gráfico).

A pílula anticoncepcional tem outros usos:

 
 

- Para tratar a TPM (pílula anticoncepcional contínua)

 

- Para tratar ovário policístico

 

- Usam-na para melhorar o aspecto da pele e dos cabelos

 

- Fazem tratamento contra endometriose

 

- Algumas formas de enxaqueca (outras têm contra-indicação)

 

-

A pílula anticoncepcional (combinada) não atua apenas

causando anovulação.

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Interferem também nos movimentos tubários (os quais favorecem a migração do óvulo

para que ele se encontre com o espermatozóide).

 

Também há secreções do Trato feminino para que eles se nutram.

 

Sem contar com as alterações que ocorrem com o muco

-

cervical

 

- EIXO SNC-Hipotálamo-hipófise-ovário-útero

- Formação do corpo lúteo (produção de progesterona)

→ Certas pílulas tem quantidades diferenciadas de progesterona de acordo com a fase do ciclo, tendo data para começar e para terminar

Progesterona é antecedida pelo colesterol

- Pregnenolona → Origem à testosterona → Estradiol

Progesterona também tem receptor nuclear, como o estrogênio

Ações da pílula combinada

- Inibição da ovulação (inibe o LH)

- Alterações endometriais (atrofia de endométrio e diminuição da secreção das glândulas endometriais, ou seja, o ambiente não é receptivo caso tenha ocorrido fertilização)

- Alterações do muco cervical (se torna mais espesso e viscoso - devido à progesterona?- isso causa uma barreira à passagem do espermatozoide)

Mecanismo de Ação (E2)

- Inibição da ovulação (Inibe LH)

- Inibição do FSH, inibindo a "formação" (na verdade é a seleção) do folículo dominante

- Potencializa a ação das progestinas, mas não de forma suficiente como a endógena

- Mantém o padrão de sangramento cíclico → Quando a mulher pára de tomar, o sangramento é igual ao do ciclo menstrual

O principal estrogênio dos contraceptivos hormonais é o etinil-estradiol

- O desenvolvimento do estradiol (17-ß-estradiol) para uso terapêutico é muito recente - na sua forma micronizada.

Ou seja, todos os métodos atuais usam o etinil-estradiol.

Ou seja, todos os métodos atuais usam o etinil-estradiol. Estrogênio oral - Vantagens:  Composto estável

Estrogênio oral

- Vantagens:

Composto estável devido o radical etinil

Dose mínima necessária - 15 a 20 μg

- Desvantagens:

Não é metabolizado na primeira passagem pelo fígado, exerce efeitos metabólicos hepáticos com risco de trombose arterial e venose

→ NÃO SOFRE EFEITO DE PRIMEIRA PASSAGEM PELO FÍGADO, mas já interage com seus receptores!

Estimula a síntese de proteínas de proteínas hepáticas → Algumas mulheres

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(predispostas) poderão ter fenômenos trombo embólicos

(predispostas) poderão ter fenômenos trombo embólicos  Suprime o FSH e o LH  Pode estimular

Suprime o FSH e o LH

Pode estimular a produção hepática de angiotensinogênio (algumas mulheres podem desenvolver HAS).

Progestinas

- Inibem a secreção de LH (anovulatórias)

- Alteram o muco cervical (diminuem o volume e aumentam a viscosidade, dificultando a ascensão do spz)

- Causam atrofia das glândulas endometriais, dificultando a nidação

- Altera a peristalse tubária, bem como a secreção tubária

Menor viabilidade do ovo/espermatozoide ou ambos

→ Isso funciona muito bem numa pílula separada ou combinada.

Progesterona como contraceptivo → Progestina/progestagênios → inclui progesterona e seus análogos sintéticos (muitos composto!)

- Pode ser associada com estrogênio (forma combinada)

- Apenas progesterona (mini-pílula)

- Via oral

- Via parenteral (IM, vaginal, implante, ou DIU medicado - Mirena®)

Farmacocinética da progesterona

Absorção - varia de acordo com o composto

Sofrem primeira passagem quando são administradas pela via oral (diferentemente do estradiol)

Ligam-se a proteínas séricas: SHBG

Excreção urinária após a conjugação hepática

Progestinas para anticoncepção

Receptores para glicocorticoides

Mastalgia (retenção hídrica local)

→ Receptores para androgênios

Acne, aumento da oleosidade

Receptores para progesterona

Derivados da Espironolactona (análogo da aldosterona)

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Derivados da progesterona Derivados da testosterona

Derivados da progesterona Pregnanos (derivados de pregnenola)

- Clormadinona

- Ciproterona

Não pregnanos

- Nestorona

Derivados da Espironolactona

- Drosperinona

Yas®, Yasmin® antagonista de Mineralocorticoide → Não causa retenção hídrica (como visto da sua origem) → Pode porém causar acidentes tromboembólicos (está em estudo)

Derivados da testosterona

- Estranos

Levonorgestrel (Mirena®)

Nortisterone

Norgestrienone

Dienogest

- Gonanos

Norgestrel

Desorgestrel

Gestodene

Norgestimato

Estranos Gonanos → São mais potentes e tem menor atividade androgênica Esteroides sexuais com atividade progestagênica

Progestinas utilizadas como contraceptivos combinados ou isolados

- Antagonistas de receptor de androgênio Ciproterona Atividade de progestina → Atua sobre o receptor de androgênio e o antagoniza

Como potente progestágeno Tratamento de S. de ovários policístico, acne, hirsutismo

Androcur (alta dose)

- Indicações clínicas

Ca de próstata (hormônio dependência)

Síndromes virilizantes

Hirsutismo

Alopécia androgênica ou calvice em mulheres

Acne

Contraceptivos hormonais combinados

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Estrogênio dose Progestagênio dose Nome comercial Etinilestradiol Acetato de ciprotena Diane, Diclin, Selene
Estrogênio dose
Progestagênio dose
Nome comercial
Etinilestradiol
Acetato de ciprotena
Diane, Diclin, Selene
Etinil estradiol 30
Etinil estradiol 20
Desogestrel
Gestodene

Contraceptivos combinados E+ P

- Monofásicos/multifásicos

Monofásico → Certa quantidade de estrogênio e de progesterona durante todo o ciclo. Ou seja, não varia.

Classicamente, como a pílula foi feita como método contraceptivo, a mulher tinha que menstruar para saber que não estava grávida. Como a mulher esquecia, foi colocado um placebo (6 a 7 pílulas) assim ela menstrua porque está tomando placebo, mesmo que tome a pílula todos os dias.

Multifásicas → Tendem a imitar o ciclo normal.

Bifásica - 2 tipos (com números). Tem que começar no número 1 e terminar no número

28.

Pode ter diferentes doses de etinil estradiol ou de progestina

Trifásica - 3 tipos de comprimidos ativos, de diferentes cores

Diferentes quantidades de estrogênios e progestinas naquela cartela.

Contraceptivos Combinados (E+P)

- Intermitente

- Contínuo - pílulas monofásicas (endometriose, enxaqueca pré-menstrual, dismenorreia, TPM)

○ Só menstrua 4 vezes no ano. Sem inativos. Injetáveis Etinil estraiol Medroxiprogesterona Ciclofemina Cipionato
○ Só menstrua 4 vezes no ano. Sem inativos.
Injetáveis
Etinil estraiol
Medroxiprogesterona
Ciclofemina
Cipionato
Etinilestradiol valerato
Noretisterona
Mesiguyma
Etinilestradiol enantato
Dihodroxiprogestorona
Perlutan, Unociclo

Contraceptivo combinado

Adesivo Trata-se de um adesivo fino, que pode ser utilizado sobre glúteos, tórax anterior (sem a mama), dorso ou parte exetrna do membro superior

Hormônio é liberado na Corrente sanguínea. Semanal (3 semanas) e uma semana sem adesivo

Pode ocorrer de perder

Página 16 de Dto prova 2

Etinilestradiol

Aumenta triglícerídeos

Aumenta angiotensinogênio

Efeitos colaterais

Etinil estradiol

angiotensinogênio Efeitos colaterais ○ Etinil estradiol Progestinas Aumento de Peso (cíclico) - 2 a 3 quilos

Progestinas Aumento de Peso (cíclico) - 2 a 3 quilos Edema Aumento do Apetite Acne e oleosidade de pele (para algumas progestinas) Humor deprimido Fadiga Sangramento irregular (uso isolado de P) - pseudo menstruação - SPOT, mancha na calcinha Não há aumento ponderal

Efeitos colaterais dos combinados

- Aumento de triglicerídeos (não se deve utilizar pílula em mulheres com mais de 300 de triglicerídeos)

- Aumento da PA devido ao angiotensinogênio

Contra-indicações absolutas combinada

- História de trombose arterial ou venosa

- Trombofilias

- Cirurgia de grande porte com imobilização prolongada

- HAS descompensada → TRATAR PRESSÃO PRIMEIRO (usar algo não hormonal antes)

- Doença cardíaca Valvular complicada (Hipertensão pulmonar, fibrilação atrial, endocardite bacteriana subaguda Chance de formar trombos)

- Enxaqueca com sintomas neurológicos focais

- Idade > 35 anos e tabagismo > 15 cigarros ao dia

- Câncer de mama

- Hepatite viral aguda/cirrose descompensada

- Tumores hepáticos

- Suspeita de gravidez ou gravidez declarada

Risco de feminilização do feto masculino

Página 17 de Dto prova 2

Progestinas (via oral) Desogestrel Cerazette Nortisterona Micronor Levonorgestrel Nortrel Linestrenol Exluton
Progestinas (via oral)
Desogestrel
Cerazette
Nortisterona
Micronor
Levonorgestrel
Nortrel
Linestrenol
Exluton

Progestinas injetáveis

DIU MEDICADO (Mirena®)

- Efeito principal não é sistêmico, e sim local (atrofia endometrial)

- Benéfico em mulheres que tem miomas, inclusive, tendo em vista que eles são estimulados pelo estrogênio. O mesmo para hiperplasia endometrial, metrorragia, cólicas e endometriose.

Podem, porém, causar efeitos androgênicos leves acne, oleosidade de pele, queda de cabelo

Alterações metabólicas:

Impedem a fertilização Diminuem incidência de DIP -doença inflamatória pélvica- aumento da espessura do muco cervical

Indicação:

Mulheres que toleram spotting (irregularidade menstrual) Mulheres que preferem amenorreia

Efeitos:

1 ano - 50% = -50% amenorreia 25% = 25% oligomerreia 11% = 11% fluxo normal ou aumento

Contra-indicações

DIP ativa

Alterações anatômicas uterinas

Câncer hormônio dependente

Efeitos colaterais das progestinas

Diminuem triglicerídeos e do HDL

Podem ser usados em mulheres com hipertrigliceridemia

- Algumas contra indicações desaparecem

PA - neutro (pode ser utilizada em mulheres hipertensas)

- Algumas contra indicações desaparecem

- Se mulher já teve AVC, fenômeno tromboembólico → progestina

Contra-indicações absolutas à progestina

Câncer de mama

Gravidez suspeita ou declarada

→ Em geral: Pode ser utilizado quando Etilestradiol é contra-inducado

Benefícios

Dismenorreia

Acne, Hirsutismo

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Distúrbios menstruais (metrorragia) + anemia ferropriva

Síndrome dos ovários policísticos

TPM

Endometriose

Câncer de ovário (diminui seu risco)

Enxaqueca pré-menstrual (sem sintomas focais)

Elegibilidade (uso de certa classe)

Em tratamento de AIDS

LES

Tratamento com antibióticos, antiparasitários, antigúgicos

Tratamento com anticonvulsivante

- Fenobarbital

- Fenitoína

- Topiramato

- Primidona

- Oxcarbazepina

→ Antibióticos:

SOMENTE PARA Rifampicina

- Oxcarbazepina → Antibióticos: SOMENTE PARA Rifampicina Métodos não hormonais - Abstinência - Coito

Métodos não hormonais

- Abstinência

- Coito interrompido

- Barreira - preservativo/prevenção de DST

- Diu inerte

- Diu de cobre

- Eficazes, aumento de fluxo menstrual, dismenorreia, DIP nos primeiros 20 dias após a inserção

DIU - COBRE

- Efeito tóxico direto sobre o esperma e o ovo

- Diminui motilidade do esperma

- Diminui sobrevida do esperma

Efeitos secundários no endométrio

Contracepção de emergência

- Pílula anticoncepcional

- DIU (até 5 dias após)

- Pílula do dia seguinte (Mefepristone)

Indicações:

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Rotura de condom

Atraso na tomada de cartela de pílula

Estupro/abuso sexual/incesto

Parceiro desconhecido

Mecanismo de ação:

Pode ser utilizado em qualquer fase do ciclo, sendo que tem vários efeitos

- Inibição ou retardo da ovulação

- Regressão do Corpo Lúteo

- Interferência no transporte do ovo

- Interferência na capacitação do espermatozóide

- Interferência na nidação

Efeitos colaterais:

Vômitos (+ comuns) Sangramento menstrual irregular após a tomada (certeza de que não está grávida)

Pode ser utilizada até 5 dias após uma relação sexual desprotegida.

→ Efeitos secundários:

Náuseas, vômito, tontura, fadiga, cefaleia, mastalgia, diarreia, dor abdominal e

irregularidade menstrual.

IMPORTANTE Como é utilizado em período curto não apresenta riscos para saúde

Recomendado: Utilizar uma pílula de emergência à base de progestina (menos efeitos colaterais).

- A menstruação virá em mais ou menos 10 dias

Contracepção de Urgência

- Até 5 dias após o ato sexual desprotegido

- Ideal - primeiras 24 horas

Contraceptivo combinado

→ Só progesterona

Redução de 75 a 85% de chance de gravidez

Levonorgestrel - altamente eficaz na contracepção

Sem contra-indicações Pode ser usado sem prescrição médica

Site: Who

- Tem para todas as situações especiais

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