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APOCALIPSE ESBOÇOS DE ESTUDOS

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Edwin R. Thiele

EMMANUEL MISSIONARY COLLEGE Berrien Springs, Michigan

1951

Tradução: Henrique Berg

Preparo: César Augusto da Costa

Agradecemos às Prof as . Ruth Nelson e Albertina Simon pelo auxílio prestado na revisão desta apostila.

COLÉGIO ADVENTISTA BRASILEIRO

1960

Apocalipse Esboços de Estudos

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ÍNDICE

Prefácio

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1.

Vista geral do Livro do Apocalipse

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2.

O Estudo do Apocalipse

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3.

A Revelação de Jesus Cristo (cap. 1)

23

4.

As Cartas às Sete Igrejas (caps. 2,3)

45

5.

Os Selos e a Obra do Selamento (caps. 4,5,6,7,8:1)

109

6.

As Sete Trombetas (caps. 8,9,10:7,11:15-19)

201

7.

O Anjo Com o Livro Aberto (cap. 10)

229

8.

O Templo e as Duas Testemunhas (cap. 11)

232

9.

A Mulher e o Dragão (cap. 12)

242

10.

O Leopardo e a Besta de Dois Chifres (cap. 13)

253

11.

12.

As Últimas Mensagens de Deus e a Ceifa (cap. 14)

As Sete Últimas Pragas (caps. 15,16)

272

290

13.

A Mulher e a Besta Cor de Escarlata (cap. 17)

308

14.

A Queda da Grande Babilônia (cap. 18 19:4)

321

15.

As Bodas do Cordeiro e o Conflito Final (cap. 19:5-21) 338

16.

O Milênio (cap. 20)

346

17.

A Nova Terra (caps. 21,22)

355

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PREFÁCIO

Cada livro da Bíblia tem a sua mensagem especial ou específica. Se existe algum livro da Bíblia superior aos demais e que deve ser estudado e entendido por aqueles sobre os quais virá o fim do mundo, este é o livro remate da Palavra de Deus. Neste livro se encontram revelações importantes dos acontecimentos do passado e circunstâncias do futuro, de coisas vistas e não vistas, das forças do bem e dos poderes do mal. Aqui se descerram as cortinas para o filho de Deus poder ter um vislumbre das imensas forças que desde os primeiros dias da história têm lutado para obter o domínio do mundo, de movimentos instituídos por Deus para realizar o Seu objetivo na terra, e dos esforços do diabo para reunir a humanidade toda sob o deu governo maligno. Neste volume estão delineadas cenas de todas as cores e matizes, de todos os climas e eras, Aqui se acham descritas as atividades da prostituta e do dragão, da virgem e do Cordeiro; aqui estão pintados os horrores do lago de fogo e às glórias do mar de vidro; aqui se refletem as desolações do abismo e as incomparáveis belezas da cidade eterna de Deus. A linguagem do Apocalipse é bem colorida e pitoresca. O livro trata de igrejas e trombetas, de selos e trovões, reis, montes e tronos, de cavalos brancos, vermelhos e pretos, de arco-íris e esmeraldas, de estrelas da manhã, ruas de ouro e portões de pérolas; de Babilônia e Apoliom, Abadom e Armagedom, Gog e Magog, Éfeso e Laodicéia, da chave de Davi e da sinagoga de Satanás, dos frutos da árvore da vida e do vinho da ira de Deus, do Alfa e do Ômega, de anjos que seguram os quatro ventos da terra e da vinda dos exércitos celestiais com Aquele que governaria com vara de ferro e reinará como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O Apocalipse não é um livro fácil de entender. Ele é uma revelação de Deus, mas é uma revelação dada em grande parte na forma de

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símbolos. Nenhum outro livro da Bíblia tem sido interpretado tão variada e confusamente. A reação do estudante, à primeira vista, é de que o livro em grande parte está além da razão e da compreensão, e que deve permanecer fechado ao entendimento do homem. Todavia, este livro é de Deus e é da Sua divina vontade que ele transmita ao homem uma revelação do céu clara e oportuna. Para ser corretamente entendido, o livro do Apocalipse requer elucidação divina e um estudo muito cuidadoso, Para aquele que procura fervorosamente a luz, para aquele que deseja procurar esmerada e perseverantemente a verdade com muita oração, para aquele que deseja comparar cuidadosamente Escritura com Escritura e estudar os caminhos de Deus no manual da história, um diligente estudo do livro do Apocalipse oferece incontáveis possibilidades; Muitas são as jóias sob a superfície que se encontram aguardando os esforços daquele que procura tesouros nesta mina de verdade. Não se deve supor que já se entenda tudo o que esta profecia contém, nem que as explicações mais aceitas sejam as que mais se aproximam do correto. O desdobramento de toda a verdade sempre têm sido progressivo e não há razão alguma para crer que seja diferente quanto ao Apocalipse de João. Nenhuma tentativa se fará nesta apostila para fazer uma exposição verso por verso, mas somente as bases essenciais em forma de esboço. Ao entregar-se o estudante a um estudo sistemático, cuidadoso e cheio de oração da maravilhosa profecia de João, possa ele receber aquela bênção prometida àquele que lê e aos "que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo."

Edwin R. Thiele

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ABREVIATURAS:

AA. - Atos dos Apóstolos

CBV. - Ciência do Bom Viver

CE. - Colportor Evangelista

CS. Conselhos Sobre Saúde

CC. - Caminho a Cristo

CSES - Conselhos Sobre a Escola Sabatina

GC. - Grande Conflito, O

CPPE - Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes DTN. - Desejado de Todas as Nações, O

Ed. - Educação

Ev. - Evangelismo

HR. - História da Redenção

PE. - Primeiros Escritos LS - Life Sketches

MDC. - Maior Discurso de Cristo, O

MS.

- Manuscripts

MJ.

- Mensagens aos Jovens

OE.

- Obreiros Evangélicos

PJ. - Parábolas de Jesus

PP. - Patriarcas e Profetas

PR. - Profetas e Reis

R&H. - Review and Herald

SG. - Spiritual Gifts

SP. - Spirit of Prophecy SpT. - Special Testimonies SpTM. - Special Testimonies to Ministers ST. - Signs of the Times T. - Testimonies

TM. - Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos TS. - Testemunhos Seletos

VE. - Vida e Ensinos

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VISTA GERAL DO LIVRO DO APOCALIPSE

I. INTRODUÇÃO Capítulo 1. A revelação dada a João; Cristo entre os castiçais.

II. CARTAS ÀS SETE IGREJAS

III. OS SETE SELOS

Capítulo 4. O lugar do trono celeste. Capítulo 5. O Cordeiro digno de abrir os selos. Capítulo 6. A abertura dos primeiros seis selos. Capítulo 7. A retenção dos ventos e a obra do selamento. Capítulo 8:1. A abertura do sétimo selo.

IV. AS SETE TROMBETAS

Capítulo 8. As primeiras quatro trombetas. Capítulo 9. A quinta e a sexta trombeta. Capítulo 10:7; 11:15-19. A sétima trombeta.

V. A APROXIMAÇÃO DO TEMPO DO FIM Capítulo 10. O poderoso anjo com o livro aberto. Capítulo 11. O templo e as duas testemunhas.

VI. POTÊNCIAS ORDENADAS CONTRA O CÉU

Capítulo 12. O grande dragão vermelho. Capítulo 13. A besta semelhante ao leopardo; a besta de dois

chifres.

VII. AS MENSAGENS FINAIS DE DEUS E A CEIA Capítulo 14. A tríplice mensagem angélica; a vinda de Cristo e a ceia.

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VIII. AS SETE ÚLTIMAS PRAGAS Capítulo 15. Os sete anjos com as sete últimas pragas. Capítulo 16. O derramamento das sete taças da ira de Deus.

IX. A S ENTENÇA CONTRA OS PODERES DAS TREVAS

Capítulo 17. A mulher e a besta cor de escarlata. Capítulo 18. A queda final de Babilônia. Capítulo 19. A vitória dos exércitos do céu sobre a besta. Capítulo 20. Satanás preso no abismo e seu lançamento no lago de fogo.

X. A GLORIOSA HERANÇA DOS JUSTOS Capítulo 21. A Nova Jerusalém. Capítulo 22. O rio e a árvore da vida; as recompensas finais.

XI. BIBLIOGRAFIA

Barnes, Albert, Notes on the Book of Revelation, xxxviii-xlvi. Dunch, Taylor G., Studies in the Revelation, 1-4. Elliott, E. B., Horae Apoclypticae, I, xxv-xxviii. Garratt, Samuel, A Commentary on the Revelation of St. John, 16-25. Geissinger, James Allen, Heart Problems and World Issues, 13-25. Hendriksen, W., More than Conquerors, 22-64. Polhamus, William Robert, The Unveiling of Jesus Christ, 13-22. Reid, William J., Lectures on the Revelation, 10-12. Scott, C. Anderson, Revelation, 75, 76. Smith, Justin A., Commentary on the Revelation, 21-25. Swete, Henry Barclay, The Apocalypse of St. John, xxxii-xli.

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O ESTUDO DO APOCALIPSE

I. A IMPORTÂNCIA DO LIVRO DO APOCALIPSE

A. Uma bênção aos que lêem

"O Senhor abençoa a todo aquele que com humildade e mansidão, procura compreender o que está revelado no Apocalipse. Este livro fala tanto acerca da imortalidade e da glória, que todos os que o lêem e pesquisam fervorosamente recebem as bênçãos prometidas àqueles 'que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas'. Apoc. 1:3." TM, 114.

"Diz o profeta: "Bem-aventurado aquele que lê" - há os que não querem ler; a bênção não é para estes. "E os que ouvem" - há alguns, também, que se recusam a ouvir qualquer coisa relativa às profecias; a bênção não é para esta classe. "E guardam as coisas que nela estão escritas" - muitos se recusam a atender às advertências e instruções contidas no Apocalipse; nenhum desses pode pretender a bênção prometida. Todos os que ridicularizam os assuntos da profecia, zombando dos símbolos ali solenemente dados, todos os que se recusam a reformar a vida e preparar- se para a vinda do Filho do homem, não serão abençoados." GC., 341.

B. O compreender o livro trará um reavivamento

"Quando nós, como um povo, compreendermos o que este livro para

nós significa, ver-se-á entre nós grande

de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que deve ser a recompensa dos puros de Se nosso povo estivesse meio desperto, se reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, realizar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam na mensagem." TM., 113, 114, 118.

Quando os livros

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C. O testemunho das verdadeiras testemunhas redundará numa sacudidura.

"Perguntei a significação da sacudidura que eu vira, e foi-me mostrado que era determinada pelo testemunho direto contido no conselho da Testemunha Verdadeira à igreja de Laodicéia. Isso produzirá efeito no coração daquele que o receber, e o levará a empunhar o estandarte e propagar a verdade direta. Alguns não suportarão esse testemunho direto, e se levantarão contra ele, e isso é o que determinará a sacudidura entre o povo de Deus." VE., 176.

D. Esforços do inimigo para cegar os homens às verdades do Apocalipse

"À medida que nos aproximamos do final da história deste mundo, as profecias referentes aos últimos dias exigem nosso estudo especial. O último dos escritos do Novo Testamento está cheio de verdades cuja compreensão nos é necessária. Satanás cegou as mentes, de modo que se satisfazem com qualquer desculpa para não estudarem o Apocalipse." PJ., 133.

"Por que, pois, esta dilatada ignorância com respeito a uma parte importante das Sagradas Escrituras? Por que esta relutância geral em pesquisar-lhes os ensinos? É o resultado de um esforço estudado do príncipe das trevas para esconder dos homens o que revela os seus enganos. Por esta razão, Cristo, o Revelador, prevendo a luta que seria ferida contra o estudo do Apocalipse, pronunciou uma bênção sobre os que lessem, ouvissem e observassem as palavras da profecia." GC., 342.

E. Para servir de guia à igreja através da dispensação cristã.

"Em figuras e símbolos, assuntos de vasta importância foram apresentados a João para que os relatasse, a fim de que o povo de Deus do seu século e dos séculos futuros tivesse inteligente compreensão dos perigos e conflitos diante deles. "Esta revelação foi dada para guia e conforto da igreja através da dispensação cristã." AA. , 583.

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F. Especialmente para os últimos dias.

"Pregadores e o povo têm considerado o livro do Apocalipse como sendo misterioso, e de menos importância que outras porções das Escrituras Sagradas. Vi, porém, que este livro é na verdade uma revelação dada para o benefício especial daqueles que vivessem nos últimos dias, a fim de os guiar no descobrir sua verdadeira posição e seus deveres. Deus encaminhou a mente de Guilherme Miller para as profecias, e deu-lhe grande luz quanto ao livro do Apocalipse." PE., 231. "Foram reveladas a João cenas de profundo e palpitante interesse na experiência da igreja. Viu ele a posição, os perigos, os conflitos e o livramento final do povo de Deus. Ele registra as mensagens finais que devem amadurecer a seara da Terra, sejam os molhos para o celeiro celeste, ou os feixes para os fogos da destruição. Assuntos de vasta importância lhe foram desvendados, especialmente para a última igreja, a fim de que os que volvessem do erro para a verdade pudessem ser instruídos em relação aos perigos e conflitos que diante deles estariam. Ninguém necessita estar em trevas no que respeita àquilo que está para vir sobre a Terra." GC., 341, 324. "A João, o Senhor revelou os assuntos que viu serem necessários para o Seu povo nos últimos dias. As instruções que deu, encontram-se no livro de Apocalipse. Os que querem ser coobreiros de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mostrarão profundo interesse nas verdades que se encontram nesse livro. Pela pena e pela voz procurarão tornar claras as coisas maravilhosas para cuja revelação Cristo veio do "As solenes mensagens que foram dadas, em sua ordem, no Apocalipse, devem ocupar o primeiro lugar no espírito do povo de Deus. Não devemos deixar que qualquer outra coisa nos domine a atenção. "O precioso tempo está passando rapidamente, e há perigo de que muitos serão roubados do tempo que deveria ser dado à proclamação das mensagens que Deus enviou a um mundo caído. A Satanás agrada ver a distração das mentes que deveriam estar empenhadas no estudo das verdades que têm que ver com realidades eternas." 3 TS., 278, 279. "O testemunho de Cristo, testemunho do mais solene caráter, deve ser apresentado ao mundo. Através de todo o livro do Apocalipse se encontram as mais preciosas e enobrecedoras promessas, assim como advertências da mais tremenda e solene importância. Não quererão os que professam possuir conhecimento da verdade ler o testemunho dado por Cristo a João?

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Não há aí meras conjeturas, nem enganos científicos. Há, sim, as verdades que dizem respeito a nosso bem-estar presente e futuro. 3 TS., 279.

G. Deve ser mais prezado pelos educadores.

"Os que aceitam o lugar de educadores, devem prezar mais e mais a

vontade revelada de Deus, tão clara e impressivamente apresentada em Daniel e Apocalipse." 2 TS., 412. "No livro de Apocalipse, lemos acerca de uma obra especial que Deus

deseja que Seu povo faça nestes últimos

se sobre nós os perigos dos derradeiros dias, e cumpre-nos vigiar e orar, e

estudar e dar ouvidos às lições que nos são dadas nos livros de Daniel e de Apocalipse." 2 TS., 410, 411. "Esta é a educação que deve ser dada pacientemente. Sejam as nossas lições apropriadas piara os dias em que vivemos e sejam dadas as nossas instruções religiosas de conformidade com as mensagens que Deus envia." 6 T., 128.

O tempo é breve. Acham-

H. Mensagem que se deve proclamar a todo o mundo.

"Fui instruída de que as profecias de Daniel e Apocalipse devem ser impressas em livros pequenos, com as necessárias explicações, e devem ser enviados por todo o mundo. Nosso próprio povo necessita de que a luz seja colocada diante dele em linhas mais claras. "A visão que Cristo apresentou a João, apresentando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, deve ser definidamente proclamada a todas as nações, povos e línguas. As igrejas que são representadas por Babilônia, são apresentadas como tendo caído de seu estado espiritual para se tornarem um poder perseguidor contra os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Esse poder perseguidor é representado a João como tendo chifres de cordeiro mas falando como

"Ao nos aproximarmos do fim do tempo, haverá maiores e sempre maiores demonstrações externas do poder pagão; deuses pagãos revelarão seu assinalado poder e se exibirão diante das cidades do mundo. E este plano já começa a cumprir-se. Por uma variedade de imagens representou o Senhor Jesus a João o caráter ímpio e a influência sedutora dos que se têm distinguido por sua perseguição ao povo de Deus. Todos carecem de sabedoria para pesquisar cuidadosamente o mistério da iniqüidade que

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aparece tanto na finalização da história da

que vivemos, o Senhor chamou Seu povo e encarregou-o de proclamar uma

No próprio tempo em

"Os perigos dos últimos dias estão sobre nós, e por nosso trabalho devemos advertir o povo do perigo em que está. Não deixeis que as cenas

solenes que a profecia tem revelado sejam deixadas por

que Daniel fale, que fale o Apocalipse e digam a verdade." TM., 117, 118.

Deixemos

DANIEL E APOCALIPSE, LIVROS COMPLEMENTARES

"No Apocalipse todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem. Ali está o complemento do livro de Daniel. Um é uma profecia; o outro uma revelação. O livro que foi selado não é o Apocalipse, mas a porção da profecia de Daniel relativa aos últimos dias." AA., 585. "As coisas reveladas a Daniel foram mais tarde completadas pela revelação feita a João na ilha de Patmos. Esses dois livros devem ser cuidadosamente "O livro de Daniel é descerrado na revelação a João, e nos transporta para as últimas cenas da história da "Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se

"Era minha idéia ter os dois livros encadernados juntos, Apocalipse seguindo a Daniel, oferecendo mais ampla luz sobre os assuntos apresentados em Daniel. O alvo é unir esses livros, mostrando que ambos se relacionam com os mesmos assuntos." TM., 114-117,

III. APOCALIPSE, UM LIVRO DE CONTRASTES:

A

obra de Cristo e Sua igreja

Obra de Satanás e sua coorte

O

fruto da árvore da vida

O vinho da ira de Deus

A

vitória gloriosa para os justos

Derrota completa para os ímpios

Regozijo dos redimidos

Terror dos sentenciados

O mar de vidro

O lago de fogo

A ressurreição da vida

A ressurreição da morte

Promessas aos vencedores

Maldições aos impenitentes

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Cristo em Seu trono para sempre Deus limpará todas as lágrimas Jesus e os exércitos do céu

A vinda da N. Jerusalém em glória

O diabo no lago de fogo As sete últimas pragas A besta e os exércitos da terra Babilônia caída em vergonha

Cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro Clamando às rochas e às montanhas

O cavalo branco da vitória

Salvos pelo Cordeiro que foi morto

O banquete das bodas do Cordeiro

As sete igrejas

Os que guardam os mandamentos

O cavalo escuro da morte Destruído pelo Leão de Judá

O b. das aves, dos capitães da terra

As sete cabeças do dragão

Os feiticeiros, assassinos e idólatras

A

testemunha fiel e verdadeira

A serpente que engana a terra

O

selo de Deus

O sinal da besta

Vestidos de branco por serem preciosos

A virgem sem mancha

Ora vem, Senhor Jesus

Púrpura e escarlata, cheio de abominações

A meretriz, cheia de blasfêmia Escondei-nos da ira do Cordeiro

"A Bíblia se sobressai em contrastes vivos e evidentes. O pecado e a

santidade são postos lado a lado, para que, considerando-os, possamos

fugir de um e aceitar o

Nós mesmos devemos decidir se queremos

sofrer as conseqüências de um ou desfrutar o prêmio do outro." PR., 676.

IV. SIMBOLISMO

A. O uso de simbolismo 1. Nas nações do Oriente Médio Antiga Mesopotâmia Egito Assíria Babilônia Pérsia Grécia Roma

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2. Na Bíblia

a. O Velho Testamento Sistema do Santuário Profecia Instrução e reprovação divinas

b. O Novo Testamento

As parábolas de Jesus

3. No mundo moderno

B. As razões para uso do simbolismo

1. Apresentação efetiva da verdade

"Os homens podiam aprender do desconhecido pelo conhecido; coisas celestiais foram reveladas pelas terrenas; Deus Se revelou na semelhança do homem. Assim era nos ensinos de Cristo: o desconhecido era ilustrado pelo conhecido; verdades divinas por coisas terrenas, com as quais o povo estava mais "O ensino por parábolas era popular e atraía o respeito e a atenção, não só dos judeus mas também dos de outras nações. Ele não poderia haver usado método de ensino mais "Jesus procurava um caminho para cada coração. Usando ilustrações várias, não só expunha a verdade em Seus diversos aspectos, mas apelava também para os diferentes ouvintes. Despertava-lhes o interesse pelos quadros tirados do ambiente de sua vida diária. Ninguém que escutasse o Salvador podia sentir-se negligenciado nem esquecido. " PJ., 17, 20, 21.

2. Apresentação impressiva da verdade

"Jesus desejava despertar a indagação. Procurou despertar os indiferentes e impressionar-lhes o coração com a "Cristo também tinha verdades para apresentar, as quais o povo não estava preparado para aceitar, nem mesmo compreender. Este é outro motivo, por que Ele lhes ensinava por parábolas. Relacionando Seu ensino com cenas da vida, da experiência ou da natureza, assegurava a atenção e impressionava os corações. Mais tarde, ao olharem os objetos que Lhe haviam ilustrado os ensinos, lhes viriam à lembrança as palavras do divino Mestre. Às mentes que estavam abertas para o Espírito Santo foi, cada vez

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mais, desdobrada a significação dos ensinos do Salvador. Mistérios eram esclarecidos, e aquilo que fora difícil de compreender se tornava evidente." PJ., 20, 21.

3. Apresentação específica da verdade

a. Revelação de determinados aspectos da verdade.

b. Nem toda a verdade é entendida em qualquer época.

4. Reprovação

a. Para o mensageiro da verdade.

"Havia ainda outro motivo para os ensinar por parábolas. Entre as multidões que O rodeavam, havia sacerdotes e rabinos, escribas e anciãos, herodianos e maiorais, amantes do mundo, beatos, ambiciosos que desejavam, antes de tudo, achar alguma acusação contra Ele. Espias seguiam-Lhe os passos, dia a dia, para apanhá-Lo nalguma palavra que Lhe causasse a condenação, e fizesse silenciar para sempre Aquele que parecia atrair a Si o mundo todo. O Salvador compreendia o caráter desses homens e apresentava a verdade de maneira tal, que nada podiam achar que lhes desse oportunidade de levar Seu caso perante o Sinédrio. Em parábolas, Ele censurava a hipocrisia e o procedimento ímpio daqueles que ocupavam altas posições, e, em linguagem figurada, vestia a verdade de tão penetrante caráter que, se as mesmas fossem apresentadas como acusações diretas, não dariam ouvidos a Suas palavras e teriam dado fim rápido a Seu ministério. Mas enquanto repelia os espias, expunha a palavra tão claramente, que o erro era reconhecido e os sinceros lucravam com Suas lições." PJ., 22.

b. Para o povo de Deus

c. Para a Palavra de Deus

5. Para despertar o estudo e a meditação

C. A compreensão dos símbolos bíblicos

1. Verdades importantes que devem ser entendidas, reveladas a João.

"Em figuras e símbolos, assuntos de vasta importância foram apresentados a João para que os relatasse, a fim de que o povo de Deus do seu século e dos séculos futuros tivesse inteligente compreensão dos perigos e conflitos diante deles." AA., 583.

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2. As dificuldades não devem trazer desânimo.

"Ninguém deve desanimar no estudo do Apocalipse por causa de seus símbolos aparentemente místicos. "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto." Tia. 1:5." Ed., 191.

3. Não deve ser interpretada do ponto de vista pessoal.

"A discórdia e divisão que há entre as igrejas da cristandade são em grande parte devidas ao costume que prevalece de torcer as Escrituras, a fim de apoiar uma teoria favorita. Em vez de estudar cuidadosamente a Palavra de Deus com humildade de coração, a fim de obter conhecimento de Sua vontade, muitos procuram apenas descobrir algo singular ou "Outros, possuindo ativa imaginação, lançam mão das figuras e símbolos das Escrituras Sagradas, interpretam-nos de acordo com sua vontade, tendo em pouca conta o testemunho das Escrituras como seu próprio intérprete, e então apresentam suas fantasias como ensinos da Bíblia." GC., 520, 521.

4. Comparação de Escritura com Escritura.

5. Os símbolos do Oriente Médio

6. Costumes e práticas do Oriente Médio

V. COMPREENSÃO MAIS CLARA E COMPLETA DA VERDADE

A. Nem toda a verdade está revelada

"Ao que está em viva comunhão com o Sol da Justiça, sempre se revelará nova luz sobre a Palavra de Deus. Ninguém deve chegar à conclusão de que não há mais verdades a serem reveladas. O que busca a verdade com diligência e oração encontrará preciosos raios de luz que ainda hão de brilhar da Palavra de Deus. Ainda se acham dispersas muitas gemas que devem ser reunidas para tornar-se propriedade do povo remanescente de Deus." CSES., 34. "Maior luz brilhará sobre todas as grandes verdades da profecia, e serão compreendidas com vivacidade e brilho, porque os radiantes raios do Sol da Justiça iluminarão todo o conjunto." Ev., 198. "O Senhor deseja conceder-nos luz abundante" MS. 18, 1880. "Sempre que o povo de Deus estiver crescendo em graça, obterá constantemente uma compreensão mais clara de Sua Palavra. Há de

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distinguir mais luz e beleza em suas sagradas verdades. Isto se tem verificado na história da igreja em todos os séculos, e assim continuará até ao fim. Mas, à medida que a verdadeira vida espiritual declina, tem sido sempre a tendência cessar o crente de avançar no conhecimento da verdade. Os homens ficam satisfeitos com a luz já recebida da Palavra de Deus, e desistem de qualquer posterior investigação das Escrituras. Tornam- se conservadores, e procuram evitar novo exame. "O fato de não haver controvérsias ou agitações entre o povo de Deus, não devia ser olhado como prova conclusiva de que eles estão mantendo com firmeza a sã doutrina. Há razão para temer que não estejam discernindo claramente entre a verdade e o erro. Quando não surgem novas questões em resultado de investigação das Escrituras, quando não aparecem divergências de opinião que instiguem os homens a examinar a Bíblia por si mesmos, para se certificarem de que possuem a verdade, haverá muitos agora, como antigamente, que se apegarão às tradições, cultuando nem sabem o quê." 2 TS., 311, 312. "Seja qual for o grande adiantamento intelectual do homem, não pense ele, nem por um momento, que não há necessidade de inteira e contínua indagação das Escrituras em busca de maior luz. Como um povo, somos convidados individualmente ao estudo da profecia. Devemos observar atentamente, a fim de distinguir qualquer raio de luz que Deus nos apresente. Devemos apanhar os primeiros clarões da verdade; e, mediante estudo apoiado pela oração, poder-se-á obter mais intensa luz, a qual poderá ser apresentada aos outros. "Quando o povo de Deus está à vontade, satisfeito com a luz que já possui, podemos estar certos de que Ele os não favorecerá. É Sua vontade que eles marchem sempre avante, recebendo a avultada e sempre crescente luz que para eles brilha. A atitude atual da igreja não agrada a Deus. Tem-se introduzido uma confiança em si mesmos que os tem levado a

não sentir nenhuma necessidade de mais verdade e maior

Deus

deseja que se faça ouvir uma voz despertando Seu povo para a ação." 2 TS., 313, 314.

B. Possibilidade de erros nas apresentações do passado.

"Não há desculpas para alguém tomar a posição de que não há mais verdades a serem reveladas, seja ele quem for, nem a de que todas as nossas explicações da Escritura estejam sem erro. O fato de serem certas

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doutrinas mantidas como verdades por muitos anos pelo nosso povo, não é prova de que nossas idéias são infalíveis. Tempo não pode tornar erro em verdade, e a verdade tem recursos para ser exata. Nenhuma doutrina verdadeira perderá qualquer coisa ao ser submetida à investigação rigorosa." E.G.W., R&H, 20-12-1892. "Em alguns dos nossos importantes livros que durante anos têm sido publicados, e que têm trazido muitos ao conhecimento da verdade, podem- se encontrar questões de menor importância que precisam ser estudadas cuidadosamente e corrigidas. Sejam estes assuntos considerados por aqueles que se acham regularmente à testa das nossas publicações. Não permitais que estes irmãos, nem nossos colportores, nem nossos ministros, exagerem estas questões destes livros salvadores de almas a ponto de perderem a sua influência." E.G.W., MS. 11, 1910 (Publicado em Preach the Word, p. 7) "Opiniões prezadas há tempo não devem ser consideradas infalíveis. Foi a má vontade dos judeus em abandonar as suas tradições estabelecidas no passado que lhes causaram a ruína. Eles não permitiam que se visse falha alguma em suas opiniões ou em suas explicações das Escrituras. Mesmo que certos pontos de vista tenham sido mantidos por homens de experiência, se não tiverem uma base clara na palavra escrita, devem ser abandonadas. "Temos muitas lições a aprender, e muitas, muitas a desaprender. Somente Deus e o céu são infalíveis. Aqueles que acham que não devem desistir de uma idéia acalentada, que nunca têm ocasião para mudar uma opinião, serão desapontados." E.G.W., R&H, 26-7-1892. "Opiniões acalentadas, costumes e hábitos praticados há tempo, devem ser provados pelas Escrituras; e se a Palavra de Deus se opõe às vossas idéias, então, para o bem de vossas almas, não forceis as Escrituras, como o fazem muitos para destruição da sua alma ao procurar torcê-las para ter um testemunho a favor dos seus erros. Seja a vossa indagação, que é a verdade? E não, como tenho eu crido até aqui ser verdade? Não interpreteis as Escrituras à luz de vossas crenças já formadas, nem declareis verdade qualquer doutrina de homem finito. Seja a vossa indagação: que dizem as Escrituras?" " E.G.W., R&H, 23-3-1902. "Não devemos pensar: bem, nós temos toda a verdade, nós compreendemos os pilares básicos de nossa fé, e podemos descansar neste

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conhecimento. A verdade é uma verdade progressiva, e devemos andar na luz

"Não devemos pretender que nas doutrinas vistas por aqueles que estudaram a Palavra da verdade, não exista algum erro, pois homem vivente algum é infalível." E.G.W., R&H, 23-3-1890. "Temem alguns que se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros espíritos serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade. Têm, portanto, achado que não se deve permitir a pesquisa; que ela tenderia para a dissensão e a desunião. Mas se tal é o resultado da pesquisa, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma pesquisa das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados melhor; pois então estará aberto o caminho para lhes mostrar seu erro. Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a idéia, não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível:

Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida." TM., 105.

C. A Bíblia deve ser estudada com um espírito suscetível ao ensino.

"Ao examinar as Escrituras não vos esforceis por interpretar-lhe as declarações de acordo com vossas idéias preconcebidas, mas por compreender os princípios fundamentais da fé cristã." CSES., 25. "Devemos estudar a Palavra de Deus com coração contrito, um espírito suscetível de ser ensinado e pleno de oração. Não devemos pensar, como os judeus, que nossas próprias idéias e opiniões são infalíveis, nem como os católicos, que certos indivíduos são os únicos guardiões da verdade e do conhecimento, que os homens não têm o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, mas devem aceitar as explanações dadas pelos Pais da igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o propósito de manter nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender o que Deus disse." TM., 105. "Não estamos seguros quando tomamos a posição de não querer aceitar qualquer coisa além daquilo que fixamos como sendo verdade. Devemos tomar a Bíblia, e investigá-la minuciosamente por nós mesmos. Devemos cavar fundo na mina da Palavra de Deus à procura da verdade." E.G.W., R&H, 18-6-1889.

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D. Um exame cuidadoso e diligente trará compreensão mais clara da verdade.

"Quanto mais minuciosa e estudiosamente procuramos pela verdade como por um tesouro escondido pois há verdades brilhantes e de

importância das quais discernimos agora apenas as sombras tanto mais seguros avançaremos na luz como Ele na luz está. Discerniremos o

esplendor e o valor da verdade como jóias

magnificente glória à medida que avançamos, mas que nunca veremos a menos que avancemos." E.G.W., carta 16, 1900. "Este livro (Apocalipse) exige minucioso estudo cheio de oração, temendo que seja interpretado conforme idéias de homens, e que se dê uma

falsa configuração à sagrada palavra do "No Apocalipse são pintadas as coisas profundas de Deus. Aqueles

cujos corações estão inteiramente santificados a Deus serão aproximados para ver as gemas inestimáveis através do telescópio da fé. E ao aplicarem a verdade à prática, ainda mais profundos mistérios serão inculcados na alma. Aqueles, assim honrados, deverão comunicar a outros aquilo que

receberam.

"Que ninguém pense que por não poder explicar o significado de cada símbolo do Apocalipse, é-lhe inútil pesquisar este livro numa tentativa de conhecer o significado da verdade que ele contém. Aquele que revelou estes

mistérios a João dará ao diligente pesquisador da verdade um antegozo das coisas celestiais." AA., 584.

Há para nós uma

." E.G.W., carta 16, 1900.

E. Os tempos à nossa frente exigem compreensão clara da verdade.

"Tem-se atribuído a nosso povo uma insignificância demasiada, para ser ele digno de nota, mas virá uma mudança. Os movimentos já estão sendo feitos. O mundo cristão está agora executando movimentos que necessariamente levarão o povo guardador dos mandamentos de Deus a ser

"Cada posição de nossa fé será examinada e se não formos estudantes consumados da Bíblia, fundamentados, fortificados, estáveis, a sabedoria dos grandes homens do mundo ser-nos-á demasiada." E.G.W., carta 6, 1886. "Não nos aprofundamos suficientemente em nossa busca da verdade. Toda alma que crê na verdade presente será levada onde dela se requererá que dê a razão da esperança que nela há. Exigir-se-á do povo de Deus que

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se levante diante de reis, príncipes, legisladores e grandes homens da Terra,

e

estes devem saber que eles sabem o que é a verdade." TM., 119. "Homens que agora pregam a outros, ao examinarem, quando chegar

o

tempo de angústia, a posição em que se encontram, verificarão que há

muitas coisas para as quais não podem dar uma razão satisfatória. Até que

fossem assim provados, desconheciam sua grande ignorância. E há na igreja muitos que contam por certo que compreendem aquilo em que crêem, mas que, até surgir uma discussão, ignoram sua fraqueza. Quando separados dos da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor por si mesmos sua crença, ficarão surpreendidos de ver quão confusas são suas idéias do que têm aceito como "É vontade de Deus que todos os fundamentos e posições da verdade sejam profunda e perseverantemente investigados, com oração e jejum. Os crentes não devem ficar em suposições e mal definidas idéias do que constitui a verdade. Sua fé deve estar firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus, de maneira que, quando o tempo de prova chegar, e eles forem levados perante os concílios para responder por sua fé, sejam capazes de dar uma razão para a esperança que neles há, com mansidão e

"É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca nos permitamos o emprego de argumentos que não sejam inteiramente retos. Eles podem fazer calar um adversário, mas não honram a verdade. Devemos apresentar argumentos legítimos, que não somente façam silenciar os oponentes, mas que suportem a mais profunda e perscrutadora investigação." 2 TS, 312, 313.

F. Satanás determinado a impedir a luz de brilhar.

"Há ainda muita verdade preciosa a ser revelada ao povo neste tempo de trevas e perigo, mas é o determinado propósito de Satanás impedir que a luz da verdade brilhe no coração dos homens. Se queremos possuir a luz que nos foi provida, devemos mostrar que a desejamos por meio de diligente estudo da Palavra. Preciosas verdades, que há muito têm estado em obscuridade, hão de ser reveladas numa luz que lhes manifestará o sagrado valor; pois Deus glorificará Sua Palavra, fazendo-a aparecer numa luz em que nunca dantes a contemplamos. Mas os que professam amar a verdade devem exercitar as faculdades para compreender as coisas profundas da

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Palavra, a fim de que Deus seja glorificado, e Seu povo, abençoado e iluminado." CSES., 25.

VI. BIBLIOGRAFIA

Bunch, Taylor G., "The Great Prophetic Drama", Signs of the Times, 14-9- 1926, 1. Cuming, John, Apocalyptic Sketches, 1850, 13-32. Garrat, Samuel, A Commentary on the Revelation of St. John, 1-26. Hendriksen, W., More Than Conquerors, 11-21. Lenski, R. C. H., The Interpretation of St. John's Revelation, 16-25. Lord, David N., An Exposition of the Apocalypse, 5-36. Prescott, W. W., "The Gospel Message in the Books of Daniel and Revelation", The Ministry, Março, 1928, 15.

, "The Gospel Message in the Book of Daniel", The

Ministry, Abril, Maio, 1929, 15.

, "The Gospel Message in the Book of Revelation", The

Ministry, Junho, Julho, Agosto, Setembro, 1929, 15. Ramsey, James B., The Spiritual Kingdom, i-xxxv. Reed, Lucas Albert, "Revelation by Symbols", Signs of the Times, 2-4- 1929, 13. Robinson, A. T., "Genesis and Revelation", Review and Herald, 27-3- 1941, 7. Sadler, N. F., The Revelation of St. John the Divine, xvi-xxxii. Scott, C. Anderson, Revelation, 2-74. Smith, Justin A., Commentary on the Revelation, 12-20, 27-39. Spurgeon, Wm. A., The Conquering Christ, 13-16. Swete, Henry Barclay, The Apocalypse of St. John, xiii-ccxv. Thorn, George W., Visions of Hope and Fear, 1-12. White, Ellen G., "What the Revelation Means to Us", Review and Herald,

31-8-1897.

Wordsworth, Chr., The New Testament, 147-156.

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A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO

I. TEXTO BÁSICO: Apocalipse 1

II. INTRODUÇÃO: Versos 1-3

A. Título: Verso 1 1. Apokalupsis Iesou Christou Tradução de Moffat: "Uma revelação por Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para Seus servos, para mostrar-lhes o que se passará em breve. Ele a descerrou por enviá-la através do Seu anjo ao Seu servo João." Tradução Americana: "Uma revelação feita por Jesus Cristo a qual Deus Lhe deu para descerrar aos Seus escravos o que acontecerá em breve. Ele a anunciou e a comunicou por Seu anjo ao Seu escravo João." Tradução de Weymouth: "A revelação dada por Jesus Cristo, que Deus Lhe concedeu, para que pudesse fazer conhecido aos Seus servos certos acontecimentos que dentro em pouco se passarão. Ele enviou o Seu anjo e a comunicou ao Seu servo João." Tradução de Lloyd: "A revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu, para mostrar aos Seus servos coisas que se passarão dentro em breve; e Ele as enviou e as declarou por Seu anjo ao Seu servo João." Tradução de Knox: "Esta é a revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe permitiu fazer conhecida a Seus servos coisas que logo deverão encontrar seu cumprimento. E Ele enviou Seu anjo para descerrar o modelo delas ao Seu servo João." Revised Standard Version: "A revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos o que logo terá lugar; e Ele a fez conhecida por enviar Seu anjo ao Seu servo João."

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Twentieth Century New Testament: "Esta é a revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para fazer conhecida aos Seus servos uma revelação daquilo que logo terá lugar. Ele a enviou por Seu anjo a João, Seu servo."

a. Significação: Um desdobramento, uma revelação, um descerrar

da verdade.

b. Usos de "apokalupsis" no Novo Testamento.

O termo "apokalupsis" é usado dezoito vezes e é traduzido

como segue:

revelação

14 vezes

Rom. 2:5; 16:25; I Cor. 14:6, 26; II Cor. 12:1, 7; Gál. 1:12; 2:2; Efés. 1:17; 3:3; II Tess. 1:7; I Ped. 1:13; 4:13; Apoc. 1:1.

iluminar manifestação vinda 1 vez aparição 1 vez

1 vez Luc. 2:52. 1 vez Rom. 8:19. I Cor. 1:7. I Ped. 1:7.

B. Objetivo do Livro Apoc. 1:1

C. O anjo de Deus Apoc. 1:1; DTN., 68.

D. O escritor

1. Sua identidade

a. Testemunho do Apocalipse João. Apoc. 1:1, 4, 9; 21:2; 22:8.

O livro do Apocalipse declara ser ele o produto de João. Não

existe nenhuma identificação que identifique este João, nenhuma pretensão de ser João o apóstolo, mas não pode ser nenhum outro a não ser ele. Ninguém teria assinado assim tão simplesmente sem qualquer outra explicação. João era, em seu tempo, o único sobrevivente dos apóstolos de Jesus, e a

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simples assinatura "João", aposta ao livro, indicaria imediatamente, a não ser que grossa fraude estivesse envolvida de que João o apóstolo fosse o escritor. É muito provável que uma revelação tão importante como a que este livro contém fosse ou tivesse sido confiada a um indivíduo insignificante e desconhecido também, trazendo o nome João. b. Testemunho dos pais da igreja Papias (c. 120 A.D.) André de Capadócia (6º século) num comentário sobre o Apocalipse declarou que Papias, Irineu, Metódio e Hipólito se constituem testemunhas dignas do seu crédito, e cita um comentário sobre Apoc. 12:7-9. Irineu (c. 180 A.D.) declarou ter sido Papias um ouvinte de João, e um companheiro de Policarpo (Adv. Haer. V. 33). Dificilmente se pode crer que teríamos um testemunho tal a respeito de Papias se não fosse geral e completamente aceito que para ele Apocalipse era uma produção de João o apóstolo. Justino Mártir (140 A.D.) Referiu-se ao Apocalipse como obra de João, um dos apóstolos de Cristo. (Dialogue 81:4)

Melito de Sardes, uma das sete igrejas do Apocalipse, escreveu um comentário sobre este livro e ao que tudo indica, considerava-o como produto do apóstolo João.

Melito (c. 170 A.D.)

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Declarou positiva e repetidamente

que o Apocalipse foi escrito por João um discípulo de Cristo. (Adver. Haer. II.22.5; III.3.4; IV.20.11; 30.4; V.26.1;35.2; Euzébio, História Eclesiástica. III.23.3; IV.14.6; V.8.4; V.25.16) Clemente (c. 200 A.D.) Clemente de Alexandria, do qual existem ainda muitos escritos, cita diversas vezes o livro do Apocalipse e numa referência a Apoc. 21:21, fala destas palavras como as do apóstolo João (Paed. B. II). Tertuliano (c. 200 A. D.). Tertuliano, um dos mais eruditos pais da igreja latina, dá testemunho amplo do Apocalipse e expressamente declara ser ele obra do apóstolo João (Adv. Marc., III.14.24). Hipólito (c. 220 A. D.) Escreveu um comentário sobre o Apocalipse, de tal peso e autoridade que é tido por muitos como o grande responsável pela aceitação geral do Apocalipse na igreja cristã, de sua época em diante. Sobre uma estátua de mármore de Hipólito, escavada perto de Roma, em 1551 e agora no Vaticano, está uma lista de seus escritos, encontrando-se numa delas o que segue: "Sobre o

Irineu (c. 180 A.D.)

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Evangelho e o Apocalipse de S. João." Orígenes (c. 230 A.D.) Incluiu o Apocalipse em seu cânon das Escrituras inspiradas. De João escreveu como sendo o que "se reclinou no peito de Jesus, que nos deixou um evangelho, e que escreveu o Apocalipse, embora recebesse ordem para selar aquelas coisas que os sete trovões pronunciaram." Citado por Euzébio, H.E. VI.25. Embora a atitude da primitiva igreja fosse quase universal a favor da autoria do Apocalipse como sendo de João, o apóstolo, pontos de vista discordantes começaram a se introduzir quase no fim do segundo século. Naquele tempo a obscura seita dos "Aloji', com Caio, um presbítero romano (c. 200 A.D.) atribuíram-na a Cristo. Dionísio (c. 250 A.C.) interpretando mal uma declaração de Papias, insistiu em dois Joãos, um 'o apóstolo' e outro 'o presbítero' sendo este último considerado por ele como o escritor do Apocalipse. Nesta idéia foi seguido por Euzébio (c. 300). Daquele tempo em diante a rejeição da autoria apostólica de Apocalipse desenvolveu-se ampla e freqüentemente no Oriente. Embora aceito quase unanimemente desde o princípio da igreja ocidental, foi reconhecido com considerável cepticismo entre as igrejas da Grécia e da Síria durante algum tempo. É por isto que não encontramos o Apocalipse na "Peshita" nem nas primitivas formas das versões egípcias e armênias do Novo Testamento. Cirilo de Jerusalém (c. 380) não o inclui em sua lista e é omitido por escritores de Antioquia como Crisóstomo, Teodoro de Mopsueste e Teodoreto.

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Vê-se desta maneira que o testemunho digno de confiança dos pais da igreja a favor da autoria Joanina do Apocalipse é na realidade muito forte. Quando a igreja entrou num período de declínio, porém, é que se introduziram dúvidas a respeito de sua canonicidade e validade.

c. O testemunho do estilo e da linguagem. d. O testemunho do Espírito de Profecia.

"João alcançou avançada idade. Testemunhou a destruição de Jerusalém e a ruína do majestoso templo. Último sobrevivente dos discípulos que haviam privado intimamente com o Salvador, sua mensagem teve grande influência em estabelecer o fato de que Jesus é o Messias, o Redentor do " Por decreto do imperador foi João banido para a ilha de Patmos, condenado 'por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo'. Apoc. "Aqui, afastado das cansativas cenas da vida, e dos ativos labores dos primeiros anos, ele teve a companhia de Deus, de Cristo e dos anjos celestiais, e deles recebeu instrução para a igreja por todo o tempo futuro. Os eventos que teriam lugar nas cenas finais da história deste mundo foram esboçados perante ele; e ali escreveu as visões recebidas de Deus. " AA.,

569-571.

2. O testemunho de João Apoc. 1:2; AA., 539-592. Tradução de Knox: "Um que foi levantado testemunha pela Palavra de Deus, e pela verdade a respeito de Jesus Cristo, como os seus próprios olhos a viram." Tradução Americana: "Aquele que testifica o que viu da mensagem de Deus e do testemunho de Jesus Cristo." Tradução de Young: "Aquele que testificou a Palavra de Deus, e o testemunho de Jesus Cristo, como também muitas coisas conforme as viu." Tradução de Douay: "Aquele que deu testemunho da Palavra de Deus, e o testemunho de Jesus Cristo, das coisas que assim viu."

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para

testemunhar a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus, o Messias, como tudo o que viu."

" João podia falar do amor do Pai como nenhum outro discípulo

poderia fazê-lo. Ele revelou a seus semelhantes o que sentia em sua própria alma, representando em seu caráter os atributos de Deus. A glória do Senhor se revelava em sua face. A beleza da santidade que o havia transformado irradiava de seu semblante com a glória de Cristo. Com adoração e amor contemplou ele o Salvador até que assemelhar-se a Ele e com Ele familiarizar-se, tornou-se-lhe o único desejo, e em seu caráter se refletia o caráter de seu Mestre "Era um pregador de poder, fervente e profundamente sincero. Em bela linguagem e voz musical, falou das palavras e obras de Cristo, expressando- se de maneira a impressionar o coração dos que o "Como testemunha de Cristo, João não se empenhou em controvérsia ou em fastidiosos debates. Declarou o que sabia, o que tinha visto e ouvido. Havia estado intimamente relacionado com Cristo, tinha-Lhe ouvido os ensinos, testemunhado Seus poderosos milagres. Poucos puderam, como João, ver as belezas do caráter de Cristo. Para ele as trevas tinham passado; brilhava a verdadeira luz. Seu testemunho com respeito à vida e morte do Salvador era claro e penetrante. Da abundância que havia no coração brotava o amor pelo Salvador enquanto ele falava; e poder algum lhe podia impedir as palavras." AA., 545, 546, 555.

Novo

Testamento

Sírio:

"Aquele

que

foi

levantado

E. O tempo em que foi escrito

1. Imperadores de Roma durante o período do Novo Testamento

Augusto

morreu em 19-8-14 A.D.

Tibério

morreu em 16-3-37.

Calígula

16-3-57 a 24-1-41.

Cláudio

24-1-41 a 13-10-54.

Nero

16-10-54 a 30-4-68.

Galba

morreu em 15-1-69.

Oto

morreu em 16-4-69.

Vitélio

morreu em 21-12-69.

Vespasiano

Proclamado imperador em Alexandria em 1-7-69.

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Tito

23-6-79 a 13-9-81.

Domiciano

13-9-81 a 18-9-96.

2. Teorias paradoxais quanto ao tempo do Apocalipse.

a. Durante o reinado de Cláudio.

b. Durante o reinado de Nero.

c. Durante o reinado de Domiciano.

d. Hipóteses compostas.

3. Evidências favoráveis ao reinado de Domiciano (81-96 A.D.)

a. Os pais da igreja Os primitivos pais da igreja criam definidamente que o livro do Apocalipse fora escrito durante o reinado do imperador Domiciano. Euzébio utilizou a tradição da igreja primitiva neste assunto, e fixou o exílio de João em Patmos na última parte do reinado de Domiciano. Entre os pais da igreja que se podem citar a este respeito estão os seguintes:

Irineu (c. 180 AD.) "No fim do reinado de Domiciano". Clemente de Alexandria (c. 200 AD.) Orígenes (c. 230 AD.) Vitorino (c. 290) Jerônimo (c. 380)

b. O Espírito de Profecia

"O imperador Domiciano estava cheio de ira. Não podia contrafazer as razões do fiel advogado de Cristo, nem disputar o poder que lhe acompanhava a exposição da verdade; determinou, contudo, fazer silenciar sua

"Por decreto do imperador foi João banido para a ilha de Patmos, condenado 'por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo'. Apoc. 1:9." AA., 569, 570.

c. Opiniões de autoridades modernas

"As variadas evidências históricas que se tem investigado concorrem todas para confirmar a data original que Irineu expressamente indicou para o Apocalipse, como tendo sido visto e escrito no final do reinado de

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Domiciano; isto é, perto do fim do ano 95, ou no começo de 96. Concordemente, até aqui a grande maioria dos mais abalizados historiadores eclesiásticos e críticos da Bíblia, tanto católicos como protestantes, franceses, alemães e ingleses escritores que não tiveram inclinações sobre o ponto em questão, de uma ou de outra maneira, de qualquer acalentada teoria particular de interpretação profética, por exemplo, Tillemont, Dupin, Boussuet, Le Clerc, Turretin, Spanheim, Basnage, Lampe, Mosheim, Mill, Whity, Lardner, etc. todos igualmente a Podemos, estou convicto, depender desta verdade, com confiança implícita e sem hesitação, como sobre a verdade de quase qualquer fato relatado na história." E. B. Elliott, Horae Apocalypticae, I, 47,

48.

4. O reino de Domiciano Domiciano era o segundo filho do imperador Vespasiano (69-79 A.D.) e irmão de Tito (79-81). Possuía uma disposição taciturna e rude, cheio de opinião própria e ambicioso de poder. Esteve enciumado de seu irmão, e quando o trono repentinamente lhe foi confiado, tornou-se um déspota franco, tomando o título de senhor e deus. Apesar de sua habilidade industriosa, administrativa e militar, e são juízo, ele era odiado por causa de seu espírito despótico e entrou na história como um tirano cruel. Ele deliberadamente contrariava o senado e raramente o convocava, exceto para declarar-lhe suas próprias decisões. Vastas somas de dinheiro foram necessárias às guerras na Bretanha, Alemanha e no Danúbio, que foram desembolsadas da nobreza romana, o que o fez incorrer em intenso desagrado.

Domiciano era muito ativo em suprir os interesses da religião nacional. Ele se opôs à divulgação dos cultos orientais mas construiu um templo aos deuses Ísis e Serápis. Os judeus tiveram permissão para adorar em suas próprias sinagogas mas tinham que pagar o tributo destinado ao templo de Júpiter. A revolta dos judeus ocorreu em 85-86

Do reinado de Domiciano

em diante o culto ao imperador era imposto mais severamente aos

A.D., e a perseguição aos cristãos em 95 A.D

cristãos como prova de lealdade.

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Os últimos anos do imperador foram amargurados por sedições e desconfianças. As execuções resultavam apenas em novas sedições ainda mais tiranicamente reprimidas. Domiciano finalmente encontrou a morte nas mãos de um escravo de sua mulher. A nobreza aclamou a sua morte com festejos públicos enquanto o senado respondia com uma condenação à sua memória, fazendo raspar seu nome de todos os monumentos.

5. A época em que o Apocalipse foi escrito.

a. Os judeus (1) Jerusalém destruída (2) O templo destruído (3) A nação desolada

b. A igreja (1) Divulgava rápido o cristianismo (2) Perseguição (3) Apostasia e declínio espiritual

c. O império (1) Ofensas e defesas (2) O culto imperial (3) Intolerância e perseguição

F. As bênçãos de Deus sobre o leitor Apoc. 1:3. Revised Standard Version: "Bem-aventurado é aquele que lê alto as palavras desta profecia, e bem-aventurados são aqueles que ouvem, e guardam o que nela está escrito; pois o tempo está próximo." Tradução de Moffat: "Bem-aventurado é aquele que lê alto e bem- aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e que põem no coração o que nela está escrito; pois o tempo está próximo."

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Tradução de Knox: "Uma bênção sobre todo o que esta lê, e sobre todos os que dão ouvidos a estas palavras da profecia, e se conservam fiéis à sua mensagem; pois o tempo está bem à mão."

SAUDAÇÃO: Apoc. 1:4-8

A. Às sete igrejas: verso 4.

1. O uso do número sete na Bíblia

Gên. 2:2

Semana de sete dias

Gên. 7:2

Animais limpos tomados para a arca de sete em sete

Êxo. 25:37 Sete lâmpadas para o candeeiro

Lev. 4:6

Lev. 14:16 Óleo espargido sete vezes Lev. 23:15 Sete sábados Lev. 23:39 Festa de sete dias

Núm. 12:15 Levariam sete dias fora do acampamento

Sangue espargido sete vezes

Deut. 15:1

Livres dos credores depois de sete anos

Jos. 6:4

Sete sacerdotes diante da arca

Jos. 6:15

Jericó rodeada sete vezes

Rute 4:15

Sete filhos

Jó 42:8

Sete bezerros e sete carneiros

Sal. 119:164 Louvor a Deus sete vezes ao dia

Atos 6:3

Sete diáconos

2. O número sete no Apocalipse Apoc. 1:4 Sete igrejas Apoc. 1:4 Sete espíritos Apoc. 1:12 Sete candeeiros Apoc. 1:16 Sete estrelas Apoc. 5:1 Sete selos Apoc. 5:6 Sete chifres e sete selos Apoc. 8:2 Sete anjos com sete trombetas Apoc. 10:3 Sete trovões

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Apoc. 12:3 Sete cabeças com sete coroas Apoc. 15:1 Sete anjos com as sete últimas pragas Apoc. 17:9 Sete montes Apoc. 17:10 Sete reis

3. A significação do número sete "O número sete indica plenitude." AA., 585.

4. A significação das sete igrejas

a. Sete igrejas locais na Ásia Menor

b. Sete períodos da igreja

c. Sete condições da igreja

d. A igreja universal

B. A saudação cristã

1. Uso bíblico

a. João 20:19, 21, 26; 14:27; 16

Jesus

b. I Ped. 1:1,2; 5:14; II Ped. 1:2

c. II João 3; III João 14

Pedro

João

d. Jud. 2

Judas

Paulo

e. Rom. 1:7; 16:20; I Cor. 1:3; II Cor. 1:2; 13:11; Gál. 1:3; 6:16, 18; Ef. 1:2; 6:23, 24; Filip. 1:2; Col. 1:2; I Tess. 1:1; II Tess. 1:2; 3:16, 18; I Tim. 1:2; II Tim. 1:2; Tito 1:4; Fil. 3

2. O espírito de paz e o espírito de Deus e a atmosfera do céu I Tess. 5:23; Heb. 13:20; II Cor. 13:11; Rom. 14:17; 15:33

3. A fonte de paz

Gál. 5:22; Isa. 26:3; 32:17,18; 57:19;

Rom. 5:1; Efés. 2:14

4. Nenhuma paz para os pecadores Isa. 57:20, 21; Gál. 5:19-21

C. A Trindade

1. Deus o Pai Verso 4

a. Eterno, por Existente por Si mesmo: Isa. 44:6; 57:15; Jer. 10:10;

Sal. 90:2; Deut. 33:27; João 5:26; I Tim. 1:17; Apoc. 4:8

Apocalipse Esboços de Estudos

35

2. O Espírito Santo Verso 4

a. Os sete Espíritos de Deus. Apoc. 3:1; 4:5; 5:6

b. Os olhos de Deus. Apoc. 5:6; Zac. 3:9; 4:10; Prov. 15:3; Heb. 4:13; II Crôn. 16:9; Sal. 139:1-10

"Os olhos do Senhor "passam por toda a Terra, para mostrar-Se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele". II Crôn. 16:9. Dentre todas as nações, tribo e língua, Ele vê homens e mulheres que estão orando por luz e "O Espírito Santo está implantando a graça de Cristo no coração de muito nobre pesquisador da verdade, ativando suas simpatias contrariamente a sua natureza e à sua anterior educação. A 'luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo' (João 1:9), está brilhando em sua alma; e esta luz, se aceita, guiará seus passos para o reino de Deus." PR., 376, 377. "O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos." DTN., 669.

3. Jesus Cristo Versos 5-8

a. A Testemunha fiel. Apoc. 1:5; 3:14; João 18:37; Isa. 55:4

b. As primícias dos ressuscitados: Apoc. 1:5; Col. 1:15-18; Sal.

89:27; I Cor. 15:20; Rom. 8:29 Tradução Americana: "O primogênito dos mortos."

Tradução de Knox: "O primogênito dos mortos ressuscitados."

Twentieth Century New Testament: "O primeiro dos mortos a nascer de novo."

c. Príncipe dos reis da terra. Apoc. 1:5; Sal. 89:27; Isa. 55:4; Efés. 1:20-22; Filip. 2:7-11

d. Aquele que nos ama. Apoc. 1:5; João 10:11; 13:34; 15:13, 14; Gál. 2:20

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e. Nos lavou dos pecados em Seu sangue. Apoc. 1:5; I Ped. 1:18, 19; I João 1:7, 9

f. Fez-nos reis e sacerdotes de Deus. Apoc. 1:6; 5:10; II Tim. 2:12; I Ped. 2:5

g. Glória e domínio para sempre. Apoc. 1:6; Heb. 1:8, 9; I Tim. 6:14-16; Isa. 9:6, 7

h. Sua segunda vinda. Apoc. 1:7 (1) Com nuvens. Mat. 26:64; 24:30, 31; Atos 1:9-11; Luc. 21:27; João 1:51 (2) Todos os olhos O verão. Mat. 24:30 (3) Mesmo os que O traspassaram. Zac. 12:9, 10; Mat. 23:39; G.C., 637; DTN, 739; PE, 53 (4) Todas as tribos se lamentarão por Sua causa. Zac. 12:11; Apoc. 6:15-17; Isa. 2:19-21

i. O Alfa e Ômega. Apoc. 1:8; Miq. 5:2; Prov. 8:22-30; João 1:1; Col. 1:16, 17

INÍCIO DA VISÃO: Apoc. 1:9, 10

1. O profeta João: Verso 9 a. Sua situação em tribulação e exílio por testemunhar de Cristo.

"Os príncipes dos judeus encheram-se de ódio atroz contra João por

sua inamovível fidelidade à causa de

ensinos de Cristo fossem esquecidos, a voz da ousada testemunha teria de

ser silenciada. João foi por conseguinte convocado a Roma para ser julgado por sua

Para que os milagres e

"O imperador Domiciano estava cheio de ira. Não podia contrafazer as razões do fiel advogado de Cristo, nem disputar o poder que lhe acompanhava a exposição da verdade; determinou, contudo, fazer silenciar sua voz.

Apocalipse Esboços de Estudos

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"João foi lançado dentro de um caldeirão de óleo fervente; mas o Senhor preservou a vida de Seu fiel servo, da mesma maneira como preservara a dos três hebreus na fornalha ardente." AA., 569, 570

2. O local a ilha de Patmos: Verso 9 Patmos é pequena; uma ilha rochosa no arquipélago grego conhecido hoje por "Patino'. Está em frente à costa sudoeste da Ásia Menor, aproximadamente a quarenta e seis milhas de Mileto. A ilha mede cerca de dez milhas de comprimento e seis milhas de largura. Quase não tem árvores. Possui uma montanha com oitocentos pés de altura. A população atual consta de uns três mil habitantes. Patmos era usada pelos romanos como lugar de exílio dos criminosos das mais baixas classes. Nela se encontram muitas ruínas bem antigas.

" Por decreto do imperador foi João banido para a ilha de Patmos, "Patmos, uma ilha árida e rochosa no mar Egeu, havia sido escolhida pelo governo romano para banimento de criminosos; mas para o servo de Deus sua solitária habitação tornou-se a porta do "Agora estava circundado por cenas que poderiam parecer a muitos melancólicas e desinteressantes; mas para João representavam outra coisa. Embora o cenário que o rodeava fosse desolado e árido, o céu azul que o cobria era tão luminoso e belo como o céu de sua amada Jerusalém. Nas rochas rudes, e ermos, nos mistérios dos abismos, nas glórias do firmamento lia ele importantes lições. Tudo trazia mensagem do poder e glória de Deus. "Em tudo ao seu redor via o apóstolo testemunhas do dilúvio que inundara a Terra porque seus habitantes se aventuraram a transgredir a lei de Deus. As rochas que irromperam da Terra e do grande abismo pelo irromper das águas, traziam-lhe vividamente ao espírito os terrores daquele terrível derramamento da ira de Deus. Na voz de muitas águas - abismo chamando abismo - o profeta ouvia a voz do Criador. O mar, açoitado pela fúria de impiedosos ventos, representava para ele a ira de um Deus ofendido. As poderosas ondas, em sua terrível comoção, mantidas em seus limites por mão invisível, falavam do controle de um poder infinito. E em contraste considerava a fraqueza e futilidade dos mortais que, embora vermes do pó, gloriam-se em sua suposta sabedoria e força, e colocam o coração contra o Governador do Universo, como se Deus fosse igual a eles.

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As rochas lhe lembravam Cristo, a Rocha de sua fortaleza, em cujo abrigo podia ele refugiar-se sem "Embora banido das cenas de seus primeiros labores, ele não cessou de dar testemunho da verdade. Mesmo em Patmos fez amigos e conversos." AA., 570-573.

3.

A época no dia do Senhor: Verso 10; Êxo. 20:8-11; Isa. 58:13;

Mat. 12:8; Mar. 2:27, 28

A palavra traduzida "do Senhor" neste texto não é um substantivo

mas um adjetivo "kuriakee", no caso dativo. Como não há nenhuma forma adjetiva adequada do substantivo "Senhor" em inglês, a forma possessiva "do Senhor" é usada. Ela significa "pertencendo ao Senhor". Nos tempos do Novo Testamento o imperador começou a ser chamado "Senhor" e "Filho de Deus". O termo "kuriakos", era comum no Egito e na Ásia Menor durante o período imperial, e significava "imperial". Havia, assim, um tesouro imperial, e um serviço especial. Inscrições mostram certos dias do mês com nomes especiais que lhes foram dados em honra do imperador. A significação era, ao que tudo indica, algo semelhante ao "Dia do

Imperador". O uso de João deste título "Dia do Senhor" para distinguir o sábado de Deus era sem dúvida um pretexto consciente contra o crescente culto imperial, com o seu "Dia do Imperador".

"Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia." AA., 581.

4. voz como de trombeta: Verso 10

5. que falava o Alfa e o Ômega, Cristo: Versos 8, 11

A

O

Instrução a João: Verso 11

1. Escrever a visão num livro

2. Enviá-lo às sete igrejas da Ásia

"Foi Cristo quem ordenou ao apóstolo relatar o que lhe deveria ser revelado. 'O que vês, escreve-o num livro', ordenou Ele, 'e envia-o às sete igrejas que estão na

Apocalipse Esboços de Estudos

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"Os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica plenitude, e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da igreja nos diversos períodos da história do mundo." AA., 585.

A visão

1. Sete castiçais de ouro. Apoc. 1:12

2. Um no meio dos castiçais:

a. Semelhante ao Filho do homem. Verso 13

b. Sua aparência:

(1) Vestido até os pés (2) Um cinto de ouro (3) Cabeça e cabelos brancos semelhantes à lã e à neve (4) Olhos como uma chama de fogo (5) Pés semelhantes a latão reluzente (6) Voz como a voz de muitas águas (7) Sete estrelas à Sua mão direita (8) Uma espada afiada de dois gumes que saía da Sua boca (9) Seu semblante brilhava como o Sol

c. Efeitos sobre João. Versos 17-19 (1) Pôs a mão direita sobre João (2) Suas palavras a João:

(a)

Não temas

(b)

Eu sou o primeiro e o último

(c)

Eu sou aquele que vive, e estava morto

(d)

Estou vivo para todo o sempre

(e)

Tenho as chaves do inferno e da morte

(f)

Escreve as coisas que viste 1) As coisas que são

2) As coisas que serão daqui em diante

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e. Semelhanças notáveis com outras aparições de Jesus (1) A Daniel. Dan. 10:5-12; C.S., 509

Daniel Um certo homem Vestido de linho Lombos cingidos com ouro fino Face como relâmpago Olhos como lâmpada de fogo Pés semelhantes a latão reluzente

Voz semelhante a de uma multidão Voz como o som de muitas águas

Nenhuma força rosto em terra Uma mão lhe tocou Não temas

João Um semelhante ao Filho do homem Vestido até os pés Um cinto de ouro Semelhante ao Sol Olhos como chama de fogo Pés semelhantes a latão reluzente

Caiu aos Seus pés como morto Pôs sobre ele a mão direita Não temas

(2) Paulo. Atos 9:6-7; 26:12-16 (3) Aos discípulos, Jesus transfigurado. Mat. 17:2; Mar. 9:3 (4) A Ellen White. PE, 15, 16; VE, 107, 58, 59

Ellen G. White Cabelos brancos e cacheados Pés semelhantes ao fogo Olhos como chama de fogo Vestido do branco mais alvo Face mais brilhante que o Sol de meio dia

João Cabelos brancos como lã e neve Pés semelhantes a latão refinado no fogo Olhos como chama de fogo Vestido até os pés Face como o Sol brilhando em toda a sua força

f. A aparência de Deus o Pai. Dan. 7:9; Heb. 1:3

D. O significado da visão. Apoc. 1:20 1. Sete castiçais as sete igrejas. Verso 20

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b. A igreja, a luz do mundo. Mat. 5:14-16; Isa. 60:1-3; Zac. 4:2-6 2. Sete estrelas os anjos das sete igrejas. Verso 20; Mal. 2:7; Ageu 1:13; II Cor. 8:23; Gál. 4:14; Heb. 1:7, 14 a. Significação da palavra grega 'anjo', angelos; segundo Liddel e Scott: Um mensageiro, enviado, o que anuncia ou fala, anjo.

"Os ministros de Deus são simbolizados pelas sete estrelas que Aquele que é o primeiro e o último tem sob Seu especial cuidado e proteção. As suaves influências que devem ser freqüentes na igreja, acham-se ligadas a esses ministros de Deus, aos quais cabe representar o amor de Cristo. As estrelas do céu acham-se sob a direção de Deus. Ele as enche de luz. Guia e dirige-lhes os movimentos. Se o não fizesse, essas estrelas viriam a ser estrelas caídas. O mesmo quanto a Seus ministros. Eles não são senão instrumentos em Suas mãos, e todo o bem que realizam é feito mediante o Seu poder." OE., 13, 14.

3. Jesus no meio dos castiçais Sua presença com Seu povo. Mat.

28:20

"É dito de Cristo que anda no meio dos castiçais de ouro. Assim é simbolizada a Sua relação para com as igrejas. Ele está em constante comunicação com Seu povo. Conhece seu verdadeiro estado. Observa-lhe a ordem, piedade e devoção. Conquanto seja Sumo Sacerdote e Mediador no santuário celestial, é apresentado andando de um para outro lado entre as Suas igrejas terrestres. Com infatigável desvelo e ininterrupta vigilância, observa para ver se a luz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se extinguindo. Se os castiçais fossem deixados ao cuidado meramente humano, sua trêmula chama enlanguesceria e morreria; mas Ele é o verdadeiro vigia da casa do Senhor, o verdadeiro guarda dos átrios do templo. Seu assíduo cuidado e graça mantenedora são a fonte de vida e luz." AA., 586.

4. O traje de Jesus Seu vestido de justiça. Apoc. 3:4, 5, 18

"A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado, é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal. "A veste branca de inocência foi usada por nossos primeiros pais, quando foram postos por Deus no santo Éden. Viviam eles em perfeita conformidade com a vontade de Deus. Todas as suas afeições eram devotadas ao Pai celeste. Luz bela e suave, a luz de Deus, envolvia o santo par. Esse vestido de luz era um símbolo de suas vestes espirituais de

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celeste inocência. Se permanecessem leais a Deus, continuaria sempre a envolvê-los. "Somente as vestes que Cristo proveu, podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus. Estas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a todos os que se arrependerem e crerem." PJ., 310, 311.

5. A espada da boca de Jesus Sua palavra. Heb. 4:12; Efés. 6:17; João 12:48

Sua boca sai uma espada aguda de dois gumes, emblema do

poder de Sua Palavra." AA., 582. "A espada do Espírito, que é a palavra de Deus, penetra no coração do pecador, e corta-o em pedaços. Quando a teoria da verdade é recitada sem que sua influência sagrada esteja sendo sentida na alma do que fala, ela não exerce poder sobre os ouvintes, mas é rejeitada como erro, e o orador faz-se responsável pela perda de almas." 4T., 441.

de "

6. Olhos como uma chama de fogo Seu olhar penetrante. II Crôn. 16:9; Heb. 4:13; Ezeq. 7:4, 9; Amós 9:8; Apoc. 5:6

"Seus olhos eram como chamas de fogo, que profundamente penetravam Seus filhos." PE., 16. "É impossível escapar à observação dAquele que diz 'Eu sei as tuas obras', por menor que seja o detalhe de nossa conduta. As profundezas de cada coração estão abertas à inspeção de Deus. Cada ação, cada intento, cada palavra, é como que distintamente anotada como se houvesse somente um indivíduo em todo o universo, como se toda a vigilância e escrutínio de Deus fossem aplicados ao seu procedimento." 4T., 627.

7. Pés semelhantes a latão reluzente esmaga os ímpios na Sua

ira. Miq. 1:3-5; Hab. 3:5; Jó 40:12 Tradução de Knox: "Seus pés semelhantes ao latão fundido no cadinho." Twentieth Century New Testament: "Seu pés eram semelhantes ao

latão, tão brilhantes como quando o metal é fundido numa fornalha."

Tradução de Wymouth: "Seus pés eram semelhantes ao bronze prateado quando está branco, de quente numa fornalha." Tradução Síria: "Seus pés eram semelhantes ao latão refinado, chamejando numa fornalha."

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E. A significação do simbolismo apresentado a João 1. João freqüentemente via mais símbolos do que realidades 2. A grande e a glória das realidades apresentadas pelos símbolos

"Do templo celestial, morada do Rei dos reis, onde milhares de

milhares O servem, e milhões de milhões estão diante dEle (Dan. 7:10), templo repleto da glória do trono eterno, onde serafins, seus guardas

resplandecentes, velam o rosto em adoração;

poderia representar a vastidão e glória." PP., 357. "Em cada extremidade do propiciatório havia um querubim fixo de ouro puro e maciço. Suas faces estavam voltadas um para o outro e olhavam reverentemente para baixo para o propiciatório, o que representa estarem todos os anjos celestiais olhando com interesse e reverência para a lei de Deus." SP., vol. 1, 272.

nenhuma estrutura terrestre

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45

AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS

I. TEXTO BÁSICO: Apocalipse 2 e 3

II. O MODELO DAS CARTAS

A. O Destinatário

1. Sempre o “anjo” ou guia da igreja Angelos que envia, um mensageiro, um anjo Angelo dizer, anunciar Angélia uma mensagem, doutrina ou preceito

2. Deus fala ao Seu povo por meio de mensageiros

Moisés

Êx. 4:12-16

Isaias

Isa. 6:8, 9

Jeremias

Jer. 1:7-9

Ezequiel

Ezeq. 1:3; 2:1-7

Ageu

Ageu 1:1

B. O Autor Divino

1. Alguns característicos apropriados

2. A dupla obra de Cristo como Sumo Sacerdote a. Representar o povo diante de Deus b. Representar Deus diante do povo

3. O contínuo serviço de Cristo

C. Mensagem de Louvor e Reconhecimento

1. Deus reconhece e considera os méritos do Seu povo Sal. 1:6; 7:18; Atos 13:22

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"Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja." PR., 590 "Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações." AA., 12. "A igreja é muito preciosa aos olhos de Deus. Ele não a avalia por suas prerrogativas exteriores, mas pela sincera piedade que a distingue do mundo. Estima-a segundo o crescimento de Cristo, segundo o progresso na experiência espiritual." PJ., 298.

D. Mensagem de Reprovação e Condenação 1. Deus reconhece completamente e como simpatia a debilidade

do Seu povo

Sal. 103:8-14

“É impossível escapar à observação d‟Aquele que diz „Eu sei as tuas obras‟, por menor que seja o detalhe de nossa conduta. As profundezas se cada coração estão abertas à inspeção de Deus. Cada ação, cada intento, cada palavra, é como que distintivamente anotada como se houvesse somente um indivíduo em todo o universo, como se toda a vigilância e escrutínio de Deus fossem aplicados ao seu procedimento.” – 5 T. 627.

2. A razão das reprovações e correções de Deus

Prov. 3:11, 12

"Com infatigável desvelo e ininterrupta vigilância, observa para ver se a luz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se extinguindo. Se os castiçais fossem deixados ao cuidado meramente humano, sua tremula chama enlanguesceria e morreria; mas Ele é o verdadeiro vigia da Casa do Senhor, o verdadeiro guarda dos átrios do templo. Seu assíduo cuidado e graça mantenedora são a fonte de vida e luz." AA., 585, 586.

3.

de

acompanhadas com mensagens de amor

As

mensagens

reprovação

de

Deus

sempre

são

"Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos haviam perdido seu primeiro amor da verdade evangélica. Mas em Sua misericórdia Deus não permitiu que a igreja continuasse em estado de apostasia. Numa mensagem de infinita ternura Ele revelou Seu amor por eles.

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“A igreja era defeituosa, e necessitava de severa reprovação e advertência; e João foi inspirado a registrar mensagens de advertência e reprovação e a apelar aos que, tendo perdido de vista os princípios fundamentais do evangelho, estavam pondo em perigo sua esperança de salvação. Mas as palavras de repreensão que Deus acha necessário enviar são ditas sempre em cativante amor, e com a promessa de paz a cada crente contrito.” – AA., 587.

E. Mensagens de Conselho e Exortação 1. O supremo valor do conselho de Deus Prov. 3:1, 2; 4:10-13,

20-22

2. As bênçãos de Deus ao homem por permanecer em Suas promessas 3. As promessas restringem-se ao vencedor

III. A NECESSIDADE DA IGREJA DAS SETE CARTAS

A. Vida e vigor espirituais

B. Declínio espiritual

C. Período de atividade missionária

D. Frieza e satisfação própria

E. Período de crescente apostasia

F. Confusão e desânimo

"Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos haviam perdido seu primeiro amor da verdade evangélica. Mas em Sua misericórdia Deus não permitiu que a igreja continuasse em estado de apostasia. Numa mensagem de infinita ternura Ele revelou Seu amor por eles, e Seu desejo de que fizessem segura obra para a "A igreja era defeituosa, e necessitava de severa reprovação e advertência; e João foi inspirado a registrar mensagens de advertência e reprovação e a apelar aos que, tendo perdido de vista os princípios fundamentais do evangelho, estavam pondo em perigo sua esperança de salvação. Mas as palavras de repreensão que Deus acha necessário enviar

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são ditas sempre em cativante amor, e com a promessa de paz a cada crente "E aos que em meio ao conflito mantivessem sua fé em Deus, foram dadas ao profeta as palavras de louvor e promessa: "Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome'." AA.,

587-588.

IV. A APLICAÇÃO DAS SETE MENSAGENS

“A natureza da visão em que João recebeu estas epístolas torna claro que elas não se limitam somente a estas sete igrejas, mas que nelas devemos contemplar a igreja “Estas sete igrejas, então, além de serem literais e históricas, representam todo o corpo da cristandade, em todos os períodos de sua

“Em primeiro lugar, as sete igrejas representam sete fases ou períodos na história da Igreja, que se estendem dos tempos apostólicos à Segunda vinda de Cristo, e cujos característicos são apresentados parcialmente nos nomes destas igrejas, mas mais completamente nas cartas que lhes são enviadas. Houve o período de Éfeso um período de calor, amor e trabalho por Jesus, aplicado diretamente ao tempo dos apóstolos, em que começou a queda do dever pelo esfriamento gradual do amor de alguns, as falsas profissões de outros, e a renda de exaltações indevidas do clero e oficiais da igreja. Veio, então, o período de Esmirna a era do martírio e do cheiro suave a Deus, da fidelidade até à morte, marcado, entretanto, com o desenvolvimento de outros desvios no estabelecimento de normas e regulamentos, liberdade às propensões judaizantes e os conseqüentes afastamentos da verdadeira simplicidade do Evangelho. Seguiu, então, o período de Pérgamo, no qual a verdadeira fé desaparecia cada vez mais do cenário; o clericalismo gradualmente se organizava num sistema; a igreja se unia ao mundo e Babilônia começava a assomar às alturas. Veio, então, o período de

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Tiatira a era da púrpura, da glória do sacerdócio corrompido, e escuridão da verdade; a era efeminada e do domínio clerical, ao usurpar a igreja o lugar de Cristo, e em que as testemunhas de Jesus foram entregues às prisões, às fogueiras e inquisições; a era da entronização da falsa profetiza, que se estendeu aos dias de Lutero e à Reforma. Veio, então, o período de Sardes a época da separação e volta aos mandos de Cristo; a época da libertação de Balaão e suas doutrinas; da libertação dos nicolaítas e seus dogmas; de Jezabel e suas fornicações; uma época de nomes valiosos, embora também indicados como mortos, e tendo muito de que se arrepender; uma época que cobre a letargia espiritual dos séculos do protestantismo antes dos grandes movimentos evangélicos dos últimos cem anos, e que nos trouxe à era de Filadélfia, distinguida por uma ligação mais íntima com a Palavra escrita, e maior fraternidade entre cristãos, embora já se entregando à mornidão Laodiceana, à auto-suficiência, à profissão oca, à falsa paz, em que o dia do juízo está para cair sobre as multidões despreocupadas que se supõem cristãs, mas não o “Cada coisa que assinala um destes períodos se aplica também num grau menor, aos outros períodos. É simplesmente a predominância, e o vigor maior ou menor de um elemento em determinado tempo que distingue as sete épocas umas das outras. Os sete períodos, em outras palavras, coexistem em cada período, tanto quanto em “Em segundo lugar, as sete igrejas representam sete variedades de cristãos, tanto verdadeiros como falsos. Cada confessor do cristianismo é um efésio em suas qualidades religiosas, ou um esmirniano, um pergamita, um tiatiriano, um sardo, um filadelfo ou um laodiceano. “Nem devemos olhar para determinadas facções, nem para uma denominação somente. Cada época, cada denominação, e quase cada congregação possui exemplos de cada “Eu encontro, assim, as sete igrejas em cada igreja, o que dá a estas epístolas uma aplicação direta, a nós mesmos e aos professos cristãos de

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todos os tempos, de maior importância e solenidade.” – J. A Seiss, The Apocalypse, Vol. I, 143-145

V. AS SETE CARTAS

A. A Primeira Carta: Apocalipse 2:1-7

1. A Éfeso a igreja dos apóstolos, ativa e pura

a. Significação desejável

b. Período 31-100

c. A cidade (1) Localização Lídia, na costa ocidental da Ásia Menor

Na

foz

do

rio

Caíster,

sobre

colinas

das

quais

se

descortina o mar Porto excelente Porta de entrada da Província romana da Ásia (2) Clima (3) Religião

(4) História

(a)

Grandeza anterior tornou-se capital da província

(b)

Declínio

(c)

Ruína

“Éfeso é hoje mera desolação, inteiramente destruída, sem habitante algum. A grande praça do mercado, onde se faziam os negócios de uma metrópole renomada, vi-a com plantas de tabaco, sem cercas, descuidada, cheia de mato e abandonada. Os grandes lagartos, ao passarmos por lá saltavam surpreendidos à vista do homem, por sobre colunas caídas de mármore e pórfiro, e esplêndidas cornijas e capitólios que uma vez foram a admiração do mundo. O silêncio, malária e morte pairam sobre aquela que uma vez foi orgulhosamente chamada „a primeira das Restos de paredes ciclópicas, aterros, templos, ruas e casas alinham-se nos planos, colinas e encostas da vasta área que uma vez esteve coberta com a sua glória; mas, a área toda está em completa

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desolação, envolvida numa atmosfera venenosa e coberta somente de coisas sujas e vis.” – J. A Seiss, The Apocalypse, Vol. I, 121, 122

(5) Descobertas arqueológicas

d. A igreja (1) O ministério de Paulo Atos 19:1-20:1`, 16-38; I Cor. 6:8; Efésios (2) História posterior

2. O Autor Aquele que tem as sete estrelas e que anda entre os sete castiçais. Apoc. 2:1. 3. Elogio a Éfeso a. Suas obras e trabalho Apoc. 2:2; Atos 19:18-26; Col. 1:23

“A princípio, o que distinguia a igreja de Éfeso eram a sua simplicidade e fervor como de uma “Cheios de amor ao Redentor, buscavam como seu mais elevado objetivo, ganhar almas para Os membros da igreja estavam unidos em sentimento e ação. O amor de Cristo era a corrente áurea que os vinculava entre si. Prosseguiam conhecendo o Senhor sempre e sempre com maior perfeição, e revelavam em sua vida alegria, conforto e paz. Visitavam os órfãos e as viúvas em suas tribulações e mantinham-se incontaminados do “Em toda cidade era a obra levada avante. Almas eram convertidas, as quais, por sua vez, sentiam o dever de transmitir a outrem o inestimável tesouro. Não tinham sossego sem que os raios de luz que lhes haviam iluminado a mente resplandecessem sobre outros. Multidões de incrédulos familiarizavam-se com a razão da esperança do cristão.” – 3 TS., 55, 56

b. Sua paciente tolerância Apoc. 2:3; Atos 4; 5:17-42; 6:7-12; 7:55- 60; 8:1-4; II Cor. 11:24-30

Tradução de Moffat: “Eu sei que sofres pacientemente e te esforçaste pela minha causa e não te cansaste.” Apoc. 2:3

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Tradução de Knox: “Sim tu sofreste, e em tudo te esforçaste pelo amor ao meu nome e não desesperaste.”

c. Odeia os atos dos nicolaítas Apoc. 2:6 Os nicolaítas constituíam uma antiga seita gnóstica que erradamente traçava sua origem de Nicolau (Atos 6:5), um dos sete diáconos. Eles mantinham certas doutrinas impuras e viviam vidas impuras. No dizer de Clemente de Alexandria eles mantinham o princípio pernicioso de que as paixões baixas devem ser permitidas.

4. A debilidade de Éfeso um período de perda de amor

Apoc. 2:4

“Numa só geração o evangelho foi levado a toda nação debaixo do céu. Mas pouco a pouco veio uma mudança. A igreja perdeu o seu primeiro amor. Tornou-se egoísta e lisonjeira. O espírito mundano foi acalentado. O inimigo lançou seus encantamentos sobre aqueles que receberam de Deus a luz destinada ao mundo em trevas.” – 8 T., p. 26

“Depois de algum tempo, porém, começou a minguar o zelo dos crentes, bem assim o seu amor a Deus e de uns para com os outros. A frieza invadiu a “A piedade decaía rapidamente e parecia estar Satanás para alcançar a ascendência sobre os que se declaravam seguidores de Cristo. “Foi neste tempo crítico da história da igreja que João foi sentenciado ao desterro. Jamais fora a sua voz tão necessária à igreja como agora.” – AA., 580, 581

5. Conselho e AdvertênciaApoc. 2:5

6. A promessa a Éfeso

7. A mensagem de Éfeso aos cristãos de hoje

“O chamado ao banquete do evangelho deve ser primeiramente estendido nos caminhos. Deve ser dado àqueles que pretendem estar na estrada real da experiência cristã, - aos membros das diferentes igrejas. „O que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas‟. Apoc. 2:7. Há nestas

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igrejas adoradores verdadeiros e há adoradores falsos. Deve-se trabalhar por aqueles que caíram do seu primeiro amor, que perderam o seu primeiro zelo e interesse nas coisas espirituais.” – 6 T., p. 76 “Fui instruída a dizer que estas palavras (Apoc. 2:4, 5) são aplicáveis às igrejas Adventistas do Sétimo Dia na condição em que se encontram atualmente. O amor de Deus foi perdido, e isto significa ausência de amor de uns para com os outros. Egoísmo, egoísmo, egoísmo é nutrido e se bate por conseguir “Deve haver uma reforma e uma reavivamento, sob a ação do Espírito

“Deus repreende Seu povo de seus pecados, a fim de torná-lo humilde e levá-lo a buscar-Lhe a face. Ao se reformarem, e o amor de Deus reavivar- se em seus corações, serão amoravelmente atendidos nas petições que Lhe faz. Ele lhe fortificará na obra de reforma e arvorará por ele um estandarte contra o inimigo. Suas ricas bênçãos repousarão sobre ele e refletirá os brilhantes raios da luz do céu. Então u‟a multidão, não de sua fé, vendo que Deus está com Seu povo, unir-se-á a ele em servir ao Senhor.” – E. G. White, R & H, 25-2-1902.

B. A Segunda Carta: Apoc. 2:8-11 1. Esmirna uma igreja perseguida, mas firme

a. Significação Mirra, suave aroma adocicado

b. Período 100-313

c. A cidade

(1) Localização 35 milhas ao norte de Éfeso. Na cabeceira de uma linda baía Magnífico porto Acrópole fortificada no monte Pagos atrás da cidade Colina circundada por uma rua chamada „a rua do ouro‟

“Esmirna, receptáculo dos maiores elogios das sete cartas, é a maior de todas as cidades da Anatólia. É atualmente o porto mais importante, fica na cabeceira do seu golfo o qual se estende bem para o interior do continente, e que continuará sempre, o maior porto de todo o

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Nenhuma cidade das terras do Mediterrâneo oriental oferecem tanta vida e esplendor, ao ser vista do mar espalhada suavemente na encosta entre o mar e a “O poderio ultrapassa a aparência, o esplendor, a vida; tais são os característicos da carta e da cidade.” – W. M. Ramsay, The Letter to the Seven Churches of Asia, 279, 280

(2) História

(a)

História antiga colônia grega fundada aproximadamente no ano 1.000 A.C.

(b)

Tragédia e recuperação

600

A C Destruída por Aliate da Lídia e desaparecida por vários séculos.

330

AC Nova Esmirna, fundada após as conquistas de Alexandre.

300

AC Lisímaco planeja fazer de Esmirna um grande centro comercial.

195

AC

Inicia o culto do poder de Roma.

178

A D Destruída por terrível terremoto e reconstruída por

 

Marco Aurélio. Freqüentemente devastada por terremotos, mas sempre reconstruída.

1402

Tomada por Tamerlão habitantes massacrados.

1424

Capturada pelos Turcos morta a maior parte da população cristã.

1688

Terrível terremoto a terra se abre e traga 5000 pessoas.

1758

Cidade despovoada por uma praga.

1923

Capturada pelos turcos terrível massacre dos habitantes.

(c) Prosperidade atual.

Cidade preponderante da Ásia Menor. População em 1929, 375.000. Um grande porto marítimo e terminal de estrada de

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ferro. A única das sete cidades que retém sinais da antiga grandeza. (d) A igreja cristã em Esmirna. É possível que a igreja de Esmirna tenha sido fundada por Paulo. Deve ter sido visitada por ele durante o seu demorado trabalho na Ásia Menor. A igreja de Esmirna era pobre mas ativa mo trabalho. Sofreu muita perseguição de judeus, romanos e turcos. Foi lá que Policarpo sofreu martírio em 168 AD. Embora fosse sábado, mesmo assim os judeus estavam tão sequiosos de sua morte, que vieram em grande número ao estádio com feixes de lenha para o fogo em que Policarpo morreu. Noutra ocasião foram mortos mil e quinhentos cristãos, e mais oitocentos de outra feita. Apesar de suas muitas perseguições, o cristianismo está ainda vivo e ativo na Esmirna dos nossos dias. Cerca da metade de sua população é cristã no presente. Várias denominações tem ali a sede de suas corporações missionárias. Possui numerosas escolas cristãs.

2. O autor da carta dirigida a Esmirna o primeiro e o último, Aquele que foi morto mas vive. Apoc. 2:8. 3. Elogio a Esmirna

a. Suas obras v. 9

b. Sua tribulação v. 9.

O período da igreja de Esmirna foi um período de perseguição e martírio. A igreja em desenvolvimento era odiada e seus membros perseguidos e mortos. Os cristãos eram acusados como causa de todas calamidades fogo e fome, pestilência e terremoto. Roma começou a considerar os cristãos que reconheciam seu dever de lealdade primeiro a Deus, como inimigos do império e instituíram perseguições terríveis contra eles. Compreendeu a época da arena e do anfiteatro, em que os cristãos eram atirados às feras para

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divertir a população; em que eram queimados e crucificados, mortos à espada ou atirados em caldeirões de óleo fervendo. Poucos foram os mandatários de Roma que não se envolveram em perseguições aos cristãos durante o período de Esmirna.

Trajano (98-117) Tumultos populares freqüentes contra os cristãos. Emitiu um édito que declarava ofensa capital perseverar no cristianismo. Muitos mártires, inclusive Simeão, bispo de Jerusalém, e Inácio, bispo de Antioquia foram mortos neste período. Adriano (117-138) Nos jogos e espetáculos a população clamava pela destruição de cristãos. Decretou que os cristãos não deveriam ser mortos sem serem convictos e interrogados. Antonio o Pio (136-161) Os magistrados acusam os cristãos de impiedade. Justino Mártir manda ao imperador a sua Apologia. Atribui-se aos cristãos a responsabilidade de um terremoto na Ásia Menor, fazendo com que a população se volte contra os cristãos com todos os tipos de violências. Marco Aurélio (161-180) Os filósofos acusam os cristãos de crimes horríveis, tais como incesto e banquetes com carnes de crianças mortas. Grandes arremetidas contra cristãos. Um dos mais terríveis períodos de perseguição. Muitos mártires, inclusive Justino Mártir. Destruição das igrejas cristãs de Lion e Viena.

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Muitas apologias para os cristãos, inclusive a de Justino Mártir, Atenágoras e Taciano. Cômodo (180-192) Era comum o suplício de cristãos por renunciarem o paganismo. Sétimo Severo (193-211) Muitos cristãos foram mortos nas províncias. Os presidentes tinham liberdade para perseguir os cristãos à sua vontade. Lei contra a propagação do cristianismo. Alexandre Severo (222-235) Constantemente havia tortura de cristãos. Opiniões de que o cristianismo merece tolerância. Maximino (235-238) Muitas atrocidades contra cristãos.

Magistrados e população incitados a atacar cristãos.

Décio Trajano (249-251 Editos terríveis contra os cristãos. Governadores encarregados de exterminar totalmente o cristianismo. Muitos cristãos mortos, a pior perseguição se deu neste tempo.

Galo (251-253)

Perseguição contínua, morte de muitos cristãos. Aureliano (270-275) Éditos contra cristãos. Diocleciano (284-305) Terrível perseguição de cristãos.

Cristãos acusados das calamidades e pestilências.

c. Pobre mas verdadeiramente rica. Apoc. 2:9; Tiago 2:5; Luc. 12:15-34; Romanos 8: 32.

4. A sinagoga de Satanás

Apoc. 2: 9.

Tradução de Moffat: “Eu sei como foste caluniada por aqueles que se intitulavam judeus (nem judeus são eles, mas simplesmente uma sinagoga de Satanás).”

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Twenty Century New Testament: “Eu conheço muito bem as

calúnias procedentes daqueles que se declaram judeus, quando não o são, mas são uma congregação dirigida por Satanás.”

a. O verdadeiro judeu Rom. 2: 28, 29; Gal. 3:7, 29.

b. O partido organizado de Satanás.

c. As pretensões blasfemas dos falsos religiosos professos.

5. Conselho e admoestação Apoc. 2:10.

Tradução de Knox: “Não temas os sofrimentos que terás de suportar. Logo, o diabo lançará alguns de vós na prisão, para provar ali a vossa fé, e por dez dias estareis em dolorosa desgraça. Conservai comigo a fé até a morte, e vos coroarei com vida.”

a. Provação e sofrimento, a sorte da igreja. Mat. 10: 22; Luc. 21:

16, 17; Atos 9: 16.

b. O período excepcional de tribulação de Esmirna. (1) Os éditos de diocleciano 303 A D. (2) O édito de Milão de Constantino 313 A D.

c. O objetivo de Deus na prova e aflição.

“Ele permite que a aflição alguma sobrevenha à igreja senão unicamente a que é necessária para a sua purificação, seu bem presente e eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e no fim do Seu ministério na terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma de provações e aflições, fá-lo para que seu povo adquira mais profunda piedade e mais força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz.” – 3TS., 392.

d. A ineficácia dos esforços de Satanás para fazer parar a obra de Deus pela perseguição.

“Nulos foram os esforços de Satanás para destruir pela violência a igreja de Cristo. O grande conflito em que os discípulos de Jesus rendiam a vida, não cessava quando estes fiéis porta-estandartes tombavam em seus postos. Com a derrota, venciam. Os obreiros de Deus eram mortos, mas a Sua obra ia avante com firmeza. O evangelho continuava a espalhar-se, e o

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número de seus aderentes a aumentar. Penetrou em regiões que eram inacessíveis, mesmo às águias "Milhares eram aprisionados e mortos, mas outros surgiam para ocupar as vagas. E os que eram martirizados por sua fé tornavam-se aquisição de Cristo, por Ele tidos na conta de vencedores. Haviam pelejado o bom combate, e deveriam receber a coroa de glória quando Cristo viesse. Os sofrimentos que suportavam, levavam os cristãos mais perto uns dos outros e de seu Redentor. Seu exemplo em vida, e seu testemunho ao morrerem, eram constante atestado à verdade; e, onde menos se esperava, os súditos de Satanás estavam deixando o seu serviço e alistando-se sob a bandeira de Cristo.” – GC., 41, 42.

e. A atitude conveniente do filho de Deus ante a prova e a perseguição Mat. 10: 23-26, 39; Luc. 12: 32; Heb. 12:3.

f. A firmeza dos filhos de Deus sob perseguição. Heb. 11 : 33-40. Resposta de Policarpo antes de ser martirizado em Esmirna ao juiz que lhe pedia renunciar a Cristo e poupar sua vida :

“Oitenta e seis anos eu O servi, e Ele nunca me fez mal; como então posso blasfemar do meu Rei, Aquele que me salvou?”

g. A recompensa prometida aos fiéis até a morte. Apoc. 2: 10.

C. A terceira carta: Apoc. 2: 12-17.

1. A Pérgamo (Pergamum) igreja próspera e popular.

a. Período 313-538.

b. A cidade. (1) Localização. Quarenta milhas ao norte de Esmirna e quinze milhas do mar. Construída sobre um monte rochoso mil pés acima do vale. Posição de notável defesa natural. Dá a impressão de permanência, de poderio indestrutível e de autoridade.

“Mais que qualquer outro lugar da Ásia Menor, ela dá ao viajante a impressão de uma cidade real, a sede da autoridade: o rochoso monte em

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que se localiza é tão vasto que domina altiva e audazmente a planície costeira do rio “A história a aponta como cidade real, e nada menos, claramente, o fez a natureza. Nenhuma cidade de toda a Ásia Menor - tanto quanto eu tenha visto, e há algumas de certa importância que não vi possui um aspecto tão imponente e dominante. Foi a única cidade que forçou a exclamar Uma cidade real. Cheguei a ela depois de Ter visto as outras, mas essa foi a impressão que ela produziu. Há um quê de singularidade e predominância neste efeito, situada como está sobre a magnificente colina que se sobressai desafiadoramente do nível da planície, e que domina o vale e as montanhas do sul. Outras cidades da região possuem esplêndidas colinas que fizeram delas poderosas fortalezas da antiguidade; mas nas quais a colina é como se fosse o governo e a acrópole com a cidade estendida embaixo na frente e ao redor. Mas aqui a colina era a própria cidade, e os edifícios, especialmente romanos, localizados abaixo da cidade, eram ornamentos externos que lhe emprestavam beleza e majestade.” – W.M. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Ásia, 281, 295.

(2) História.

Fundada pelos gregos eólios depois da queda de Tróia. Homero e mais tarde Heródoto, produziram ali alguns dos seus escritos. Lisímaco considerava-a como o lugar mais seguro de seu reino.

282

A.C Fileteros rompeu sua aliança com Lisímaco e fundou o reino de Pérgamo.

241

AC. Átalo I foi o primeiro de uma série de reis com o seu nome. Derrotou os gauleses invasores e os fez povoar um distrito conhecido dali em diante como Galácia.

197

AC. Eumenes tomou o trono e fundou uma famosa biblioteca em Pérgamo que logo rivalizou com a de Alexandria.

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Pérgamo tornou-se então a capital da província romana de Ásia por dois séculos e meio Posteriormente a cidade decaiu e a Pérgamo moderna é uma simples sombra da cidade primitiva.

(3) Religião. Um centro preponderante de religiões pagãs. Imenso altar a Zeus erigido para comemorar a vitória sobre os gauleses. Um templo vistoso a Átena. Centro do culto a Dionizio (Baco), o deus boi. Famoso altar sagrado a Esculápio, o deus da medicina. Templos em homenagem aos imperadores romanos: Augusto, Trajano e Severo. Muitos devotos de Baco, o deus do vinho, e de Vênus, a deusa do amor

“Em 487 A.C os babilônicos vencidos fugiram para a Ásia menor, e fixaram seu colégio central em Pérgamo, para onde levaram o palácio de Babilônia, a pedra cúbica. Ali, independentes do controle estatal, eles conservaram os ritos de sua religião, e tramaram contra a paz do império persa, instigando os gregos neste sentido. W.R. Barker, Lares and Penates, 233

Deve-se notar que os reis de Pérgamo eram todos também chefes pontífices de sua religião, conforme o antigo costume babilônico. Atalo III, o útimo destes reis-sacerdotes, entregou-se à Roma, com sua nação, reinado e ofícios sacerdotais. Os imperadores de Roma, a começar de Júlio e Augusto, tomaram também honras e títulos reais e se consideraram divinos e nisto foram imitados mais tarde pelos papas.

2. O divino autor Aquele que tem a espada aguda de dois gumes. Apoc. 2:12 a. Roma e o poder de sua espada de dois gumes. N.T e V.T. b. Deus e o poder de sua palavra. Heb. 4:12; Isa. 55:11 Efés. 6:17

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3. Elogios a Pérgamo. Apoc. 2:13

a. As obras de Pérgamo.

b. Situada onde se encontra o trono de Satanás.

(1) Deus toma em consideração as circunstâncias locais de seu

povo. Sal. 87:4-6. (2) O significado de „o trono de Satanás‟ Revised Standard Version: “Eu sei onde habitas, que é o lugar onde Satanás está entronizado”. Tradução de Knox: “Eu bem sei o lugar em que habitas, um lugar onde Satanás se entronizou”. Tradução de Weymouth: “Eu sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás”.

Emphatic Diaglott: “Eu sei onde habitas, que é onde está o trono do adversário”.

(a) A parcela de Satanás nos negócios deste mundo. João 2:31; II Cor. 4:4; Efés. 2:2; 6:12; Luc. 4:5,6.

“Depois de tentar o homem a pecar, Satanás reclamou a Terra como sua, e intitulou-se príncipe deste mundo. Havendo levado os pais de nossa raça à semelhança com sua própria natureza, julgou estabelecer aqui seu império. Declarou que os homens o haviam escolhido como seu soberano. Através de seu domínio sobre os homens, adquiriu império sobre o mundo. Cristo viera para desmentir a pretensão de Satanás”. – DTN., 114-115.

“Um demônio tornou-se o poder central no mundo. Satanás pôs o seu trono onde deveria estar o trono de Deus. O mundo depositou a homenagem, como oferta voluntária, aos pés do inimigo”. – 6 T., 236.

(b) O trono ou sede de Satanás.

(1) Pérgamo, a capital da região a que se destinavam as sete cartas.

(2)

Pérgamo, um centro de cultos pagãos.

(3)

Roma, a capital do império romano.

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(4) Roma, a metrópole do papa durante o período de Pérgamo.

c. Retém firma o nome de Deus. Tradução de Knox: “E ainda és fiel ao Meu nome”. Tradução de Moffat: “E ainda aderes ao Meu nome”. Tradução de Weymouth: “E ainda Me és fiel”.

d. Fiel nos dias do martírio de Ântipas.

4. Reprovação de Pérgamo. Apoc. 2:14,15.

a. Possuía aqueles que mantinham a doutrina de Balaão. Tradução de Knox: “Tens lá o seguidores da doutrina de Balaão. Aquele Balaão que ensinou Balaque a como preparar armadilhas ao povo de Israel, ao eles comerem do sacrificado aos ídolos e caírem em fornicação”.

(1) Balaão. Núm. 22-25; PP. 479-505. Conhecia a mensagem da verdade. Tinha sido um profeta de Deus. Familiarizado com o caminho do dever. Enamorado do mundo. Desejo de honra, ganho, aplausos. Desejava ser usado como instrumento para derrubar o povo de Deus. Aconselhou estratagemas para desviar Israel. Levou Israel a alianças idólatras e adúlteras com o mundo. Os resultados desastrosos da libertinagem de Israel

(2) A igreja balaamita no período de Pérgamo. Cristianismo e paganismo de mãos dadas. Aliança ímpia entre igreja e estado. Deformidade e libertinagem na igreja como resultado.

Uma monstruosidade, sangue pagão correndo por veias cristãs.

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Cerimônias e pompa pagãs misturadas nos ritos cristãos

“Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso na igreja cristã. O espírito de transigência e conformidade fora restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igreja suportou sob o paganismo. Mas, em cessando a perseguição e entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas. A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século IV, causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na “Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo resultou no desenvolvimento do "homem do pecado", predito na profecia como se opondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco sistema de religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás monumento de seus esforços para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua vontade. “Para conseguir proveitos e honras humanas, a igreja foi levada a buscar o favor e apoio dos grandes homens da Terra; e, havendo assim rejeitado a Cristo, foi induzida a prestar obediência ao representante de Satanás – o bispo de Roma”. – GC., 49-51.

b. Possuía aqueles que mantinham as doutrinas dos Nicolaítas. (1) Doutrinas que Deus odeia. (2) Doutrinas que a igreja primitiva odiara Apoc. 2:6. (3) Doutrinas que a igreja aceitou então

“Os bispos cristãos introduziram, com leves modificações, no culto cristão, aqueles ritos e instituições pelos quais, anteriormente, gregos, romanos e outros tinham manifestado sua piedade e veneração às suas deidades imaginárias, supondo que o povo abraçaria o cristianismo mais prontamente, se percebessem que os ritos lhes eram estendidos pelos próprios pais, sem haver alterações entre os cristãos, e vissem que, Cristo e os mártires eram adorados da mesma forma que os seus deuses anteriormente. Houve, naturalmente, pouca diferença entre o culto público

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dos cristãos e o dos gregos e romanos nessa época. Tanto num como no outro havia vestes esplendidas, mitras, tiaras, purificações, imagens, vasos de ouro e prata, velas, báculos pastorais, confissões e um sem número de outras coisas semelhantes. “Constantino não renunciou a religião dos seus ancestrais antes de se erigirem aqui e acolá templos magníficos, os quais, adornados de gravuras e imagens, tanto na sua forma exterior como interior, se assemelhavam muito às igrejas e templos dos deuses”. J.L Von Mosheim, Ecclesiastical History, vol. I, 369.

5. Conselho e advertência a Pérgamo. Apoc. 2.:16; Núm. 22:22,23; Isa. 11:4. Tradução de Weymouth: “Arrepende-te de vez; senão, virei a ti em breve, e farei guerra contra eles com a espada da minha boca”.

6. A promessa a Pérgamo. V. 17. a . O maná escondido. Êx. 16:32,33,34; João 6:27-63; Sal. 119:11.

b. A pedra branca.

Tesseras com inscrições eram dadas aos gladiadores vitoriosos.

Pedras eram usadas pelos jurados como votos nas eleições. Tesseras serviam de bilhetes de entrada nos festejos públicos. O Urim é o Tumim

“A verdade é que a pedra branca com o novo nome não era qualquer reprodução exata de algum costume ou objeto de uso social daquele tempo. Era uma nova concepção, inventada para este novo objetivo; imaginada unicamente para que, por coisas e formas já familiares, ficasse perfeitamente entendível a todos os leitores das igrejas asiáticas. Continha analogias com muitas coisas embora não fosse reprodução exata de nenhuma delas”. W.M. Ramsay, The Letters to the Seven Churches of Asia,

304.

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D. A Quarta Carta: Apoc. 2:18-29.

1. Tiatira Igreja do período papal, poderosa, mas corrupta.

a.

Período 538-1563.

b.

A

cidade

(1) Localização. Na Lídia, perto das fronteiras da Mísia

Vinte e cinco milhas a sudeste de Pérgamo Várias estradas famosas e antigas passavam neste lugar Situada numa leve elevação do terreno, sem benefícios ou defesas naturais Impressão geral de debilidade, dependência, sujeição

A fragilidade natural impunha aos sitiantes a necessidade de

vigilância.

(2) História.

A cidade primitiva era conhecida como Pelúpia e Euipia

Colonizada por negros entre 301 e 281 AC. por Seleuco Nicator Recebeu o nome Tiatira de Seleuco que nela estabeleceu uma

guarnição Cercada pelos romanos em 190 AC. Tornou-se importante centro de comunicação Salientou-se como cidade industrial Possuía mais corporações comerciais que qualquer outra cidade da Ásia Os habitantes eram famosos por causa de sua perícia em tingir púrpura Possui aproximadamente vinte mil habitantes hoje

Encontram-se fragmentos de antigas ruínas usadas hoje em construções e ruas modernas (3) Religião.

A religião de Tiatira é um tanto obscura

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Seu

herói

era

Tirino,

uma

figura

montada,

com

uma

machadinha de batalha no ombro.

 

Seu

deus

protetor

era

um

sincretismo

conhecido

como

Propoli; Hélio, o deus sol, ou Apolo

2. O Autor. Apoc. 2:18.

a. O Filho de Deus

b. Olhos como chamas de fogo Aquele que examina o coração v. 23; Jer. 11:20

c. Pés semelhantes a latão reluzente Queima e esmaga os ímpios na Sua ira Apoc. 1:15, 2:27; Miq. 1:3-5; Hab 3:5; Jó 40:12.

3. Elogio a Tiatira (Apoc. 2:19)

Tradução de Knox: “Eu conheço todas as tuas obras, tua fé, teu amor tua generosidade tua paciência e, de como nestes últimos dias és mais ativa que no princípio.” Revised Standard Version: “Eu conheço as tuas obras, teu amor e fé e serviço e paciente sofrimento, e que as tuas obras finais excedem as primeiras.” Embora o período de Tiatira devesse experimentar muito de escuridão, devia também ver muito de luz. Embora tenhamos aqui alguns dos fatos mais difamantes já executados em nome da religião, temos também alguns dos maiores feitos de homens cheios de amor e Espírito de Deus. Foram os dias dos cavaleiros do templo, dos monges mendicantes e de Hildebrando (mais tarde Gregório VII), mas foram também os dias dos Valdenses e Albigenses, de Wycliffe e Huss, Jerônimo e Lutero. Nunca houve tanto para ser louvado, nunca tanto para ser condenado. Deus viu o serviço de amor e o paciente sofrimento de Seus filhos e expressou a Tiatira as Suas palavras de louvor e elogio.

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Tradução Americana: “Mas tenho contra ti que toleras aquela Jezabel como mulher que pretende estar inspirada.” Tradução de Knox: “Ainda cá e lá tenho faltas a descobrir em ti, tu tolerar a mulher Jezabel, que pretende ter o dom de profecia, para desviar com seus ensinos os Meus servos.” (1) A Mulher Jezabel (I Reis 16:31; 18:19; 19:1-8; 21:5-15, 23- 25; II Reis 9:22-37)

(a)

Uma profetiza de Baal

(b)

Seus esforços para seduzir o povo de Deus

(c)

Apostasia em Israel

(d)

Perseguição aos filhos fiéis de Deus

(e)

Três ano e meio de fome

(f)

Elias e sua mensagem de reforma

(g)

A sentença de Jezabel.

(2) O antítipo Jezabel Roma Papal, a meretriz (Apoc 17:1-6)

(a) Identificada com Babilônia, a inimiga de Deus.

“O arquienganador não havia terminado a sua obra. Estava decidido a congregar o mundo cristão sob sua bandeira, e exercer o poder por intermédio de seu vigário, o orgulhoso pontífice que pretendia ser o representante de Cristo. Por meio de pagãos meio-convertidos, ambiciosos prelados e eclesiásticos amantes do mundo, realizou ele seu propósito “No século VI tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a igreja. O paganismo cedera lugar ao papado. O dragão dera à besta "o seu poder, e o seu trono, e grande poderio'.” – GC, 53, 54.

(b)

Sua aliança ilícita com o trono;

(c)

Seus esforços para seduzir o povo de deus;

(d)

Sua luta contra a palavra de Deus;

(e)

Seus esforços para esmagar o povo de Deus

(f)

O período de eclipse para os poderes da vida e da luz (Apoc 11:3-6; 12:6).

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“E começaram então os 1.260 anos da opressão papal preditos nas profecias de Daniel e Apocalipse. (Dan. 7:25; Apoc. 13:5-7.) Os cristãos foram obrigados a optar entre renunciar sua integridade e aceitar as cerimônias e culto papais, ou passar a vida nas masmorras, sofrer a morte pelo instrumento de tortura, pela fogueira, ou pela machadinha do verdugo Durante séculos a igreja de Cristo encontrou refúgio no isolamento e obscuridade. Assim diz o profeta: 'A mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil e duzentos e sessenta dias.' Apoc. 12:6. “O acesso da Igreja de Roma ao poder assinalou o início da escura Idade Média.” – GC, 54, 55.

b. Os tratamentos de Deus a Jezabel (Apoc 2:21-23)

(1) Tempo para se arrepender mas recusado Tradução de Knox: “Dei-lhe tempo para o arrependimento, mas ela não quer abandonar os seus caminhos de prostituta.” (2) A sua recompensa, dos seus amantes e das suas filhas Tradução de Weymouth: “Digo-lhe que estou prestes a lançá-la num leito de dor, e afligirei severamente aqueles que com ela adulteram, a menos que se arrependam da conduta igual a dela. Suas filhas certamente morrerão; e todas as igrejas virão a conhecer que Sou Eu que examina os pensamentos íntimos dos homens; e recompensarei a cada um conforme as suas obras.” Tradução Americana: “Vede! Fá-la-ei deitar num leito de dor, e trarei grandes desgraças sobre os que partilham sua imoralidade, a menos que se arrependam das suas práticas, e ferirei de morte as suas filhas. Então todas as igrejas saberão que Eu Sou quem examina as mentes e os corações dos homens, e retribuirei a cada um de vós por aquilo que tendes feito.”

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c. O símbolo de Jezabel é apropriado Jamais alguns símbolos foram mais apropriados do que os de Jezabel com a igreja de Tiatira. Jezabel veio da casa de Baal para a casa de Deus. Pagã de coração, tornou-se a rainha de Israel. Do lugar de sua influência no trono fez todos os esforços para seduzir os adoradores de Deus e para estabelecer o culto de Baal. Todos os esforços foram feitos para esmagar os servos de Deus e para honrar os sacerdotes de Baal. Os profetas de Deus foram mortos à espada e fugitivos no deserto. Por três anos e meio houve fome na terra. Veio então o desafio de Elias no Carmelo e a reforma vagarosa e difícil. Tal se deu contra a igreja de Tiatira. A vinda de Jezabel trouxe consigo terrível escuridão. A meretriz assentava-se sobre o trono enquanto que a virgem fugia para o deserto. Por três anos e meio proféticos, o período de 1260 anos preditos pelos profetas, a verdade esteve eclipsada enquanto que na terra havia fome espiritual. Finalmente surgiram profetas, luz, e a obra da reforma.

“Em toda a história não há outro caráter que represente tão cabalmente

o sistema papal seu caráter, obras e culto como a impura mulher de

Acabe, a Jezabel destas epístolas. Era uma pagã casada com judeu; e tal é

o caráter do sistema papal nos seus principais elementos paganismo unido

a um judaísmo obsoleto. É descrita como mulher que se diz profeta e como

encarregada de ser mestre dos servos de Deus; o papado professa e pretende ser o único mestre infalível do céu a ensinar a verdade de Deus. Ela é descrita como tendo um conjunto de „obras‟, enfaticamente chamado

„suas obras‟ para distinguir de outras que são chamadas „obras de Cristo‟; e

o papado é um sistema de obras uma religião de cerimônias, penitências,

jejuns, missas, rezas, vigílias, abnegações, macerações do corpo, purgatórios, super privilégios e santidade meritória de santos, pelas quais ela se propõe salvar seus devotos. Ela era adúltera; e o papado, acima de tudo, se tem caracterizado por suas relações com reis e potestades da terra,

fazendo o que lhes agrada para conservá-los sob sua direção e ensinar o povo de Deus a submeter-se e aceitar as formalidades mundanas como meios de vitória cristã. Ela foi uma perseguidora e matadora dos profetas e das testemunhas de Deus; e o que mais distingue o papado é a severidade mostrada contra aqueles que se levantaram contra suas ímpias pretensões,

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e as torturas públicas e secretas, e as matanças dos santos.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 194, 195.

5. Palavras de conforto e conselho (Apoc 2:24-25) Tradução de Knox: “Mas eu vos digo, estes outros em Tiatira que não seguem este ensino, que nunca aprenderam os profundos mistérios (como são chamados) que Satanás oferece; tendo novo fardo para por sobre vós; conservai o que já tendes, até que Eu venha.”

6. Promessas (Apoc 2:26-28) Tradução Americana: “Aquele que for vitorioso e continuar até o fim a fazer o que Me agrada, dar-lhe-ei autoridade sobre os pagãos a mesma autoridade que recebi do Meu Pai; apascentará com vara de ferro, e os sacudirá como vasos de barro: - e lhe darei a estrela da manhã.” Tradução de Knox: “Quem ganhará a vitória? Quem fará a minha vontade até o fim? Dar-lhe-ei autoridade sobre as nações para apascentá-las como ovelhas com cajado de ferro, desfazendo-as em pedaços como vasos de barro; a mesma autoridade que recebi do Meu Pai. E a estrelas da manhã será sua.”

a. Poder sobre as nações (Sal 22:8, 9; Dan 2:44; 7:14, 18, 25-27) Não serão os soberbos mas os mansos que herdarão a terra. Não será aos que batem pelo poder que se dará o poder, mas aos humildes aos filhos de Deus freqüentemente pisados é que se dará afinal o governo da terra.

b. A estrela da manhã

“Passara para o mundo a meia-noite. As horas de trevas estavam a esvair-se, e em muitas terras apareciam indícios da aurora a despontar. “No século XIV surgiu na Inglaterra um homem que devia ser considerado "a estrela da manhã da Reforma". João Wycliffe foi o arauto da

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Reforma, não somente para a Inglaterra mas para toda a cristandade.” – GC, 79, 80. “Assim pereceram os fiéis porta-luzes de Deus. Mas a luz das verdades que proclamaram luz de seu exemplo heróico não se havia de extinguir. Tanto poderiam os homens tentar desviar o Sol de seu curso como impedir o raiar daquele dia que mesmo então despontava sobre o mundo.” – GC, 115 “Preeminente entre os que foram chamados para dirigir a igreja das trevas do papado à luz de uma fé mais pura, acha-se Martinho Lutero. Zeloso, ardente e dedicado, não conhecendo outro temor senão o de Deus,

e não reconhecendo outro fundamento para a fé religiosa além das

Escrituras Sagradas, Lutero foi o homem para o seu tempo; por meio dele Deus efetuou uma grande obra para a reforma da igreja e esclarecimento do mundo.” – GC, 120.

7. O convite para ouvir ( Apoc 2:29) Deve-se notar que o convite feito à igreja para ouvir é o último item que chega à igreja, vindo em seguida a promessa. Para as três primeiras igrejas o convite para ouvir precede à promessa. Para as últimas quatro, o convite segue a mesma.

“Nos três primeiros casos parece que o convite do Espírito parte de dentro do corpo de membros para o mundo lá fora; nos últimos quatro, porém parece que até o próprio Espírito está fora, e que o convite é agora considerado como tendo a mesma relação, tanto para o corpo professo da

igreja como para o mundo. Isto é muito significativo quanto à prevalecente apostasia que paganizou de tal maneira a professa igreja, que fez com que

os cristãos fossem tão raros na igreja como no mundo. Tal como a coluna de

nuvem que se levantou de diante do acampamento de Israel para se colocar por trás dele, para separar o povo do Senhor dos Egípcios, assim também esta transposição indica que a igreja, como um corpo, se tornou tão misturada com o mundo que se fez necessário traçar uma distinção entre o verdadeiro povo de Deus e o mundo, assim como o convite que lhe foi dirigido significava separar-se dele. Desta maneira, temos que, em todas as epístolas em que a advertência do Espírito vem depois da promessa, o conjunto professo da igreja é tratado, pois, como apóstata e desesperadamente corrupto.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 187.

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E. A Quinta Carta (Apoc 3:1-6)

1. Sardes A igreja do período posterior à Reforma, fraca, mundana e degenerada.

a. Período

b. A cidade (1) Localização Cinqüenta milhas ao oriente de Esmirna; Aos pés do monte Tmolo; À margem oriental do rio Pactolo, que serve de escoadouro; Lugar de grande beleza cercado de uma região muito fértil; Acrópole sobre uma montanha de 150 pés de altura, uma crista da montanha;

Uma fortaleza quase inexpugnável; Inacessível exceto no ponto ao sul; Os outros lados lisos como paredes de rocha quase perpendiculares; Distinguida pela natureza como sede do vale do Hermo. (2) História Principia contemporaneamente com os inícios da Lídia no

décimo século antes de Cristo; Tornou-se a capital da Lídia; Esteve freqüentemente em guerras; Grande inimiga das cidades Jônicas, as quais conquistou uma a uma; Capital de Creso, o riquíssimo rei da Lídia;

546 a.C. Tomada por Ciro, do confiante Creso, tornou-se

1563 1792

sede da satrapia persa;

499 a.C. Queimada pelos atenienses, o que causou a guerra

com a Pérsia;

334 a.C. Cercada por Alexandre;

Apocalipse Esboços de Estudos

74

190 a.C. Caiu nas mãos romanas depois da Batalha de

Magnésia; Tornou-se parte do reino de Pérgamo;

129 a.C. Organização da Província da Ásia, causando a

queda de Sardes e suas fronteiras; 17 A.D. Quase destruída por um terremoto, mas

reconstruída por Tibério;

295 A.D. Após a desintegração da província romana da

Ásia, tornou-se a capital da Lídia sob hierarquia bizantina; 1402 A.C. Completamente destruída por Tamerlão e jamais reedificada;

Hoje Um campo ermo de espinhos, flores silvestres e ruínas imponentes; Algumas cabanas de nômades Yurucks por entre as antigas ruínas.

Impressões de Emerson de uma visita a Sardes:

“Há recordações mais vívidas e variadas, ligadas ao panorama de Sardes do que se poderiam possivelmente associar a qualquer outro lugar da terra; mas todas estão misturadas de um sentimento de desgosto com a pequenez da glória humana; tudo tudo passou. À minha frente estavam os estandartes de uma religião morta; os túmulos de monarcas esquecidos, e a palmeira que se agitara no salão de banquete dos reis; enquanto que o sentimento de desolação que me envolvia era duplamente acentuado por causa da solidão e do céu muito claro acima de mim, o qual, com seu brilho imorredouro, brilhava agora tão puro como quando raiava sobre os áureos sonhos de Creso.”

(3) Religião Cibele, uma deusa Anatólia, era a deidade protetora da cidade. Seu culto era semelhante ao de Diana dos efésios. Suas moedas revelam alianças religiosas com Éfeso. Cibele é descrita como uma estranha figura rústica de vários seios.

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Ela era cultuada num magnífico templo cujas ruínas ainda existem. Havia também um templo de Zeus.

(4) A igreja Uma comunidade cristã desenvolveu-se antigamente em Sardes. Tornou-se a sede de um bispo da igreja. As paredes de uma igreja erigida antes do quarto século A.D. ainda estão em pé. O trono de mármore do bispo de Sardes foi descoberto.

2. O Autor Apoc. 3:1 Aquele que tinha os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas de Apoc. 2:1.

3. Mensagem de condenação Apoc. 3:1 Tradução de Knox: “Eu conheço todos os teus feitos, como te fazes passar por vivo, e de como em tudo és um cadáver.” Tradução de Weymouth: “Eu conheço os teus feitos – supõe-se de que estás viva, mas em realidade está morta.” Standard Revised Version: “Eu conheço as tuas obras; tu tens o nome de que vives, e estás morta.”

A igreja de Sardes é a igreja do período da reforma. Neste período a única coisa que se esperaria é vida e vitalidade. Depois das trevas e da infâmia do período de Tiatira, só poderia ser natural supor que a igreja há pouco fundada pelos reformadores devesse ser uma igreja viva com zelo e vigor, pura na fé, e inteiramente devotada ao serviço de Deus. Entretanto, em lugar do costumeiro elogio, a mensagem inicial a esta igreja é de condenação. Presumia-se que a igreja estava viva mas estava morta. Sardes foi um período de frias formalidades religiosas que tinham aparência de vida, uma igreja, entretanto, realmente morta.

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“Contudo, a vida nova não jactanciosa eram em muitos sentidos apenas de nome, e não na realidade. Estes sardenses haviam ouvido e recebido o que era reto e bom; mas eles não se apegaram ou não cresceram naquilo que lhes foi dado, e tornaram-se mortos nas muitas formas e ornamentos da nova vida. Embora tivessem desafiado e escapado

dos feiticeiros, eles permitiram que suas vestes fossem arrastadas por

outros

Em grande parte, a igreja de Sardes nada mais era

que uma planta abatida e uma carcaça morta. Surgiu no frescor da novidade; tinha ouvido e recebido daquilo que é próprio os verdadeiros santos terem na vida; mas em pouco tempo tinha mais profissão do que vitalidade, e mais jactância do que pureza ou frutos.” – J.A. Seis, The

Apocalypse. Vol. I, 162.

“Nalguns respeitos o décimo oitavo século é o mais ilusório período da história da Inglaterra. É a cincerela dos séculos. Ninguém tem uma boa palavra com a qual se referir a ele. Carlyle resume-o numa frase amarga:

“alma extinta; estômago bem “O verdadeiro escândalo da Inglaterra no décimo oitavo século, a lepra que envenenava seu sangue, a mancha negra no disco luminoso de sua história, é a decadência da religião que distinguiu os seus primeiros 50 anos. No que se refere à sua fé, a Inglaterra estava morta. Os seus céus espirituais eram tão negros como a meia-noite no Ártico, e enregelados como as suas “Somente com um esforço de imaginação histórica é que podemos

Montesquieu que estudou a

reconhecer a condição da Inglaterra em

Inglaterra daqueles tempos a sua maneira francesa e aguda, diz

O

grosseiramente: „Não existe tal coisa como religião na

cristianismo sob os céus da Inglaterra nunca esteve, nem no passado nem agora, tão próximo do estado de morto. Quem não se lembra das sentenças com as quais o bispo de Butler, tenebroso insinuante, intelecto poderoso, prefixou a sua analogia? Ela tem vários meios para ser tomada como

idônea. Ele escreveu que „o cristianismo não mais tanto um objeto de

Os

investigação, mas que, foi afinal agora manifesto que, como

homens o tratam como se, na época atual, ele fosse um ponto com o qual todos os homens de discernimento concordem, e do qual nada sobra a não ser como objeto principal de gaiatice e ridicularização‟. Entre Montesquieu e Butler, o grande francês e o ainda maior inglês, que outro cortejo de

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testemunhas poderiam ser citadas com prova de decadência da fé na Grã- Bretanha no começo do décimo oitavo século? E quando a fé morre, que é que sobrevive? “O cristianismo não pode perecer; mas chegou perto do desmaio mortal naquela era melancólica. „Houve”, diz Green, o historiador, „revolta aberta contra a religião e contra as igrejas em ambos os extremos da sociedade inglesa. Os pobres eram ignorantes e brutais num grau impossível de ser agora reconhecido; os ricos, quase totalmente descrentes da religião, ligados a uma baixeza de vida agora felizmente quase inconcebível.‟ “O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala inglesa data de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência inglesa é verdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava morta duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou de novo nela o fôlego de “O fator decisivo na religião daquele tempo foi ter ela deixado de ser vida, ou de comunicar vida. Ela foi exaurida dos seus elementos dinâmicos a visão de um Cristo Redentor; a mensagem do perdão pessoal e imediato. Isto estava congelado na teologia; desaparecera nas formalidades eclesiásticas; fora cristalizado num sistema de éticas exteriores; tornara-se um mero acessório dos políticos. Ninguém o imaginava, ninguém pensava nisto, nem procurava reconhecê-lo, como uma libertação espiritual; uma libertação ao toque dos dedos; uma libertação a ser reconhecido na experiência pessoal. Religião traduzida em termos vivos da experiência humana, e habitando na alma como energia divina, era coisa esquecida. Uma lâmpada elétrica sem a corrente de eletricidade é um mero cordão de fibras calcinadas, pretas e mortas. E o próprio cristianismo, na Inglaterra, no começo do 18.º século, foi exatamente um tal círculo de fibras mortas.” W.H. Fitchett, Wesley and His Century, 11-15.

4. Elogio Apoc. 3:4

a. Algumas pessoas em Sardes Pietistas: Spenwer, Franque Moravianos: Conde Zinzendorf Quakers Metodismo: Wesley, Whitefield

b. Andarão com Ele de branco

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5. Promessa ao Vencedor v.5

a. Serão vestidos de branco

b. Seu nome não será tirado do livro da vida

“Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus.” – GC., 483. “O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles serão votados à destruição.” – PP., 326.

c. Jesus confessará seu nome.

6. Analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes.

“As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e devem ser estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantes nas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. A degeneração existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não se tinha tornado tão séria como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave na carta a Éfeso é apenas alteração, instabilidade e incerteza; na carta a Sardes o ponto-chave é degradação, falsa pretensão e morte.” – W. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Asia, 369. “As mensagens para a igreja de Éfeso e para a igreja de Sardes foram- me freqüentemente repetidas por aquele que me dá a instrução para este A menos que estejamos constantemente em guarda, cairemos

presa fácil em seus inumeráveis

porções da Palavra de Deus que fazem referência especial a estes últimos

dias, e que apontam os perigos que ameaçarão o povo de Deus.” – 8 T, 98-

Leiamos e estudemos aquelas

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E. A Sexta Carta: Apoc. 3:7-13

1. A Filadélfia A igreja das missões e da Bíblia.

a. Significação amor fraternal.

b. Período 1792-1844.

c. A cidade

(1) Localização Na Lídia, vinte e oito milhas a sudeste de Sardes. Porta de entrada e chave dos países da região oriental. No vale de Cogamir, um tributário de Hermus. Guardiã de uma importante região entre o Hermus e os vales adjacentes. Numa entrada de correio romano, mais tarde a maior estrada comercial do país. Cidade construída sobre ampla colina. Cercada de regiões bem férteis. Localizada em região vulcânica e sujeita a terremotos freqüentes. (2) História 189 AC. Veio a ser possessão do rei Eumenes de Pérgamo. Chamada Filadélfia por causa de Átalo Filadelfo, irmão de Eumenes. Tornou-se um centro de projeção na propaganda do helenismo. Em 19 AD. A língua deixou de ser falada, e somente o grego foi usado. Chamada “Pequena Atenas” devido aos seus muitos templos. Em 17 AD. sofreu severo terremoto, o mesmo que devastou Sardes.

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Teve o nome mudado duas vezes, em 17 AD. para Néo- Cesaréia em gratidão a uma dádiva imperial, e mais tarde para Flávia em honra a Vespasiano (70-79 AD.) Resistiu por muito tempo aos turcos depois de todo o resto da Ásia Menor já se haver rendido. Em 1390 sucumbiu diante de um exército formado de turcos e bizantinos após um cerco de oito anos. Atualmente uma moderna cidade com 15 mil habitantes conhecida hoje como “Allah Sher”, “Cidade de Deus”. (3) Religião A religião de Filadélfia era mais anatólica do que grega. O caráter grego ficou confinado às sombras superficiais e festivais. Dionisos, o deus do vinho, era a cidade preponderante. Moedas com dois irmãos idênticos, símbolo de sua unidade e afeição mútua, comemoravam a aliança religiosa com Éfeso. Fundou um culto a Germânico, o herdeiro de Tibério. Recebeu o título „Neokoros‟ ou guarda do templo de Caracala (211-217). (4) Cristianismo Filadélfia tornou-se logo o centro de uma comunidade de cristãos. A profetiza „Ammia‟ celebrizou-se ali entre os anos 100 e 160 AD. Depois da invasão turca, desfraldou longo tempo a bandeira do cristianismo. Hoje Filadélfia tem um bispo residente e cinco igrejas cristãs. 2. O Autor: Apoc. 3:7

a. Aquele que é santo. Atos 3:14; Lev. 11:44.

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c. Aquele que tem a chave de Davi. Isa. 22:22; Ezeq. 21:26, 27; Luc. 1:32, 33; João 10:9; 14:6; 11:25.

d. Aquele que abre e homem algum fecha, que fecha e homem

algum abre. 3. Uma porta aberta colocada diante de Filadélfia. Apoc. 3:8.

a. A porta do lugar santíssimo.

“Viam agora que estavam certos em crer que o fim dos 2.300 dias em 1844 assinalava uma crise importante. Mas, conquanto fosse verdade que se achasse fechada a porta da esperança e graça pela qual os homens durante mil e oitocentos anos encontraram acesso a Deus, outra porta se abrira, e oferecia-se o perdão dos pecados aos homens, mediante a

intercessão de Cristo no lugar santíssimo. Encerrara-se uma parte de Seu ministério apenas para dar lugar a outra. Havia ainda uma "porta aberta" para o santuário celestial, onde Cristo estava a ministrar pelo pecador. “Via-se agora a aplicação das palavras de Cristo no Apocalipse,

dirigidas à igreja, nesse mesmo tempo

“ e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste

envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial. Os homens procuravam fechar a porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara. Mas "O que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre", tinha declarado: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar." Apoc. 3:7 e 8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar” – GC., 435. “Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do segundo véu; portanto os cristãos que dormiram antes que a porta fosse aberta no

santíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em 1844, e que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam em esperança, pois não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus neste ponto. Sendo que grande número de bons

GC., 429, 430.

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cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeiro sábado, eles estavam em dúvida quanto a ser isto um teste para nós agora. Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844.” – GC., 42, 43.

b. A porta de acesso ao Pai

“Nosso Redentor abriu o caminho, de maneira que o mais pecador, necessitado, opresso e desprezado pode achar acesso ao Pai. Todos podem ter um lar nas mansões que Jesus foi preparar. „Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre e ninguém

eis que diante de ti tenho posto uma porta

aberta, e ninguém a pode fechar‟. Apoc. 3:7 e 8.” – GC., 113. “As orações simples formuladas pelo Espírito Santo ascenderão através dos portais entreabertos, a porta aberta da qual Cristo declarou, Eu abri, e homem algum a pode fechar. Estas orações, misturadas com o incenso da perfeição de Cristo, ascenderão como fragrância ao Pai, e as respostas virão.” – 8 T., 467.

fecha; e fecha e ninguém abre;

c. A porta para a luz e para a verdade

“A tesouraria das jóias da verdade está aberta a todos. „Eis que diante de ti pus uma porta aberta‟, declara o Senhor, „e ninguém a pode fechar.‟ Apoc. 3:8. Espada alguma guarda a entrada desta porta.” – PJ., 117. “Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: „Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.‟ Apoc. 3:8. Mesmo que todos os nossos dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo.” – TM., 107. “Jesus diz: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar." Apoc. 3:8. Dessa porta brilha uma luz e, se quisermos, teremos o privilégio de recebê-la. Dirijamos o nosso olhar para essa porta aberta, e busquemos receber tudo quanto Cristo está disposto a conceder- nos.” – TM., 381.

Apocalipse Esboços de Estudos

83

d. A porta da oportunidade missionária: II Cor. 2:12; I Cor. 16:9; Atos 14:27. O final do 18º século devia testemunhar a inauguração de um dos mais poderosos movimentos que o mundo já viu, o esforço dos poderes da cristandade em enviar mensageiros para a evangelização do mundo e para dar à Palavra de Deus a todos os povos que se acham em escuridão. Foi este um sermão pregado por Guilherme Carey em Nottingham, na Inglaterra, em 31 de maio de 1792, que impeliu a centelha cujo destino era incentivar os corações dos cristãos em todas as igrejas e países.

“Julgado segundo os seus resultados momentosos e seu vasto alcance, este sermão deve ser considerado como um dos principais da história cristã, secundado apenas pelo sermão da montanha. Tendo Isaías 54:2,3 como texto, ele prosseguiu em desdobrar as duas subdivisões incomparáveis e imortais, „esperai grandes coisas de Deus‟ e eminentemente como só Carey, do princípio ao fim unindo obras incansáveis à uma fé de aço, „empreendei grandes coisas para Deus‟. Nesta hora jamais esquecida, os desejos de anos encontraram sua primeira completa “Em janeiro de 1797, podia-se afirmar a respeito dos resultados amplos e distantes do fervor religioso: „Cristãos de todos os cantos do país estão se reunindo de maneira regular e derramando as suas almas pelas bênçãos de Deus no mundo‟. E ainda: „Os esforços de tanto êxito feitos para introduzir o Evangelho nos lares do Sul tiveram a mais poderosa influência para unir os devotos servos de Cristo de todas as denominações nos laços do amor fraternal.” – Delavan L. Leonard, A Hundred Years of Missions, 75, 89. “Os cristãos começaram a ver e sentir que o Evangelho é mais do que ortodoxia, e que a viva agressividade é uma das suas feições fundamentais. A era de reavivamentos, de missões, aos quais se seguiram esforços unidos para a conversão geral da humanidade, tais como não houve desde os

Havia grandes reavivamentos de vida e fraternidade

primeiros

entre os cristãos. Tudo isto vemos descrito na Sexta Epístola, e verificamos na história dos últimos cem anos.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, 197, 198.

Apocalipse Esboços de Estudos

84

a. Suas obras

Em 1784 havia somente vinte postos missionários protestantes no mundo, a metade dos quais nas mãos dos moravianos. A igreja cristã simplesmente não se interessava em missões. Quando Guilherme Carey numa convenção de ministros em

1786 apresentou a questão da obrigatoriedade dos ministros

em levar a mensagem de Cristo a todas as nações, ele foi reprovado e pediram-lhe que se apresentasse. Um breve resumo das atividades que irromperam das forças da cristandade em seguida ao momentoso sermão de Carey de 1792, ajuda a dar-nos algumas idéias da onda da atividade nos hesitantes anos que cobrem o período de Filadélfia.

1792

Panfleto de Carey sobre as obrigações dos cristãos quanto às missões.

1792

Organização da Sociedade Missionária Batista.

1793

Guilherme Carey navega para a Índia.

1793

Fundação da Sociedade Escocesa de Colportagem e tratados.

1794

Primeiros número da “The Evangelical Magazine”, uma publicação missionária.

1795

Organização da Sociedade Missionária de Londres.

1796

Estabelecimento da Sociedade Missionária de Nova York

1796

Viagem do “Duff”, um navio missionário à vela com 29 missionários para os Mares do Sul.

1797

Organização da Sociedade Missionária dos Países Baixos

1798

Viagem do “Duff” com 46 missionários

1799

Fundação da Sociedade Missionária da Igreja

1799

Estabelecimento da Sociedade Inglesa de Tratados Religiosos

1800

Estabelecimento da Escola Missionária Janique em Berlim

Apocalipse Esboços de Estudos

85

1802

Fundação da Sociedade Batista em Massachusetts

1804

Organização da Sociedade Bíblica Britânica e

Estrangeira 1806 O „Grupo do Monte de Feno‟ inicia suas atividades no „Williams College‟.

1807 Robert Morrison embarca para a China

1810 Organização da Comissão Americana de Comissários para as Missões Estrangeiras

1812

Henry Martyn embarca para a Pérsia e Arábia

1812

Adoniran Judson inicia o trabalho em Burma

1814

Organização na América da União Missionária Batista

1815

Fundação do Instituto Missionário em Basel

1816

John Williams navega para as Ilhas Sociedade

1816

Estabelecimento da Sociedade Bíblica Americana

1816

Estabelecimento da Sociedade Wesleiana

1817

Robert Moffat embarca para a África

1818

Fundação da Sociedade Britânica de Marinheiros Estrangeiros

1820

Hiram Bingham embarca para Havaí

1824

Estabelecimento da Sociedade Missionária de Berlim

1825

Fundação da Sociedade Americana de Folhetos

1828

Organização da Sociedade Americana dos Marinheiros

1829

Alexandre Duff embarca para a Índia

1834

Primeira sociedade missionária de estrangeiros, feminina, formada em Londres

1836

Marcos Whitman parte como missionário aos índios de Oregon

1840

Davi Livingstone inicia o seu trabalho na África

1844

João Ludgig Krapf parte a África Oriental

Apocalipse Esboços de Estudos

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Tradução de Knox: “Eu sei que pequena é a tua força, e de como ainda tens sido fiel à Minha mensagem, e não negaste o Meu nome.” Twentieth Century New Testament: “Eu sei que, embora a força que tens seja pequena, conservas em mente o meu ensino, e não negaste a Minha causa.” Tradução Americana: “Eu sei que tens pouca força, mas tens obedecido a Minha mensagem e não negaste o Meu nome.” O período de Filadélfia não foi somente um tempo de notável atividade na obra das missões cristãs e na distribuição da Bíblia, mas foi também um de grande interesse no cumprimento da profecia bíblica e de espera pelo breve advento de Cristo. O cumprimento dos sinais dados por Jesus, o escurecimento do sol em 19/5/1780, e a queda das estrelas em 13/11/1833 serviram para patentear na mente de muitos a proximidade do fim. Em partes longínquas e espalhadas do mundo, homens começaram a examinar a Palavra de Deus e, independentemente uns dos outros, chegaram à conclusão de que o fim estava realmente perto.

1800

George Richards distribui as Preleções de Bampton, „A Defesa e Ilustração da Origem Divina da Profecia‟.

1806

Publicação das Dissertações de Faber sobre as Profecias

1812

Publicação de Lacunza, A Segunda Vinda do Messias em Glória e Majestade

1813

Publicação de Cunningham, Dissertação Sobre os Selos e Trombetas

1814 Publicação de Hatley Frere, União Conjunta das Profecias de Cristo 1821 A doutrina da Vinda de Cristo é ensinada por um sacerdote na Tartária.

Apocalipse Esboços de Estudos

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1821

José

Wolf

inicia em nações

ao redor do

mundo a

proclamação da breve volta de Jesus.

1823

Publicação de Edward Irving de O Juízo Vindouro

1824

Publicação de Leonard Heinrich Keller de O Fim Próximo

1826

Iniciaram-se reuniões anuais no „Albury Park, Surreydaqueles que estavam interessados no breve advento de Cristo.

1826

João George Lutz prega na Bavária sobre a Vinda de Cristo.

1828

Publicação de Alexandre Keith de Evidências da Verdade da Religião Cristã, Derivadas do Cumprimento Literal da Profecia

1829

Publicação de Archibald Mason de Dois Ensaios Sobre os Números Proféticos dos 2.300 Dias de Daniel e o Dever dos Cristãos de Investigar a Libertação da Igreja

1829

Início de uma publicação profética trimestral, Vigia Matinal

1830

O ministro de maior capacidade da Holanda, Sr. Hentzepeter publicou um panfleto sobre o fim do mundo

1831

W.E. Davis de Carolina do Sul começou a proclamar o segundo advento.

1831

Guilherme Miller começa a pregar.

 

1836

Publicação das preleções de Guilherme Miller, em forma de livro

1840

Publicação de Sinais dos Tempos

 

1840

Primeira conferência geral dos crentes adventistas de Boston

1842

Publicação de Josué Himes de O Clamor da Meia-Noite

1843

Pregação pela crianças da Grécia sobre a breve vinda de Cristo

Apocalipse Esboços de Estudos

88

que

pertencem àquela sinagoga de Satanás, que se dizem judeus (nem judeus são eles, mas mentirosos) vede, os farei reconhecer que eu te amei.”

“Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus o tempo, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória de Deus como aconteceu com Moisés, na descida do Monte Sinai.

causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se

e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que

Deus nos havia amado a nós

“O senhor acha que aqueles que adoram prostrados aos pés dos santos (Apoc. 3:9), serão salvos no final. Nisto tenho que discordar do senhor, pois Deus mostrou-me que esta classe é de adventistas nominais que já caíram, já crucificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram ao vitupério público. E na hora da tentação que está para vir, para expor o verdadeiro caráter de cada um, eles conhecerão que estão perdidos para todo o sempre; e oprimidos, angustiados de espírito, eles cairão aos pés dos santos.” – E.G. White, A Word to the ‘Little Flock’, 12.

Tradução

de

Moffat:

“Vede,

farei

com

que

aqueles

Por “

VE., 58.

d. Serão guardados da hora da tentação Apoc. 3:10; Mat. 3:2-3; Sal. 91:14; 5 T., 297. Twentieth Century New Testament: “Tu guardas em mente os Meus ensinos com paciência, e por isso guardar-te-ei em mente na hora de tribulação que vem sobre todo o mundo, a hora em que todos os que vivem na terra serão provados.” Tradução de Moffat: “Por teres guardado o Meu chamado com perseverante paciência, guardar-te-ei salvo através da hora de tribulação que virá sobre o mundo para provar os habitantes da terra.”

Apocalipse Esboços de Estudos

89

“Está iminente diante de nós a "hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na Terra". Apoc. 3:10. Todos

aqueles cuja fé não estiver firmemente estabelecida na Palavra de Deus,

Os que sinceramente buscam o

conhecimento da verdade, e se esforçam em purificar a alma pela obediência, fazendo assim o que podem a fim de preparar-se para o conflito, encontrarão refúgio seguro no Deus da verdade. "Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei" (Apoc. 3:10), é a promessa do Salvador. Mais fácil seria enviar Ele todos os anjos do Céu para protegerem Seu povo, do que deixar a alma que nEle confia ser vencida por Satanás” – GC., 560.

serão enganados e

“Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: „Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.‟ Apoc. 3:10.” – GC., 619.

5. Conselho a Filadélfia Apoc. 3:11; Heb. 10:35-37

“O trono e a coroa são penhores de uma condição atingida; são os testemunhos da vitória sobre o próprio eu por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” – DTN., 619.

6. A Recompensa ao Vencedor Apoc. 3:12

a. Ser um pilar no templo de Deus: Gál. 2:9; Ef. 4:14; Heb. 10:23 “Na perda de Éfeso, os cristãos lamentaram a queda do primeiro anjo, a extinção do primeiro castiçal das Revelações; a desolação é completa; igualmente o templo de Diana ou igreja de Maria passará despercebida ao exame do viajante curioso. Os três imponentes teatros de Laodicéia, e o circo, são agora povoados de leões e raposas; Sardes está reduzida a um vilarejo miserável; em Pérgamo e Tiatira o deus de Maomé, sem rival ou filho, é invocado nas mesquitas, e a vasta população de Esmirna é sustentada pelo comércio estrangeiro de francos e armênios. Somente Filadélfia foi salva pela profecia, ou pela coragem. Distante do mar, esquecida dos imperadores, circunscrita por todos pelos

Apocalipse Esboços de Estudos

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turcos, os seus valentes habitantes defenderam a sua liberdade e a sua religião por meio de oitenta anos; embora capitulassem por fim, diante do altivos otomanos. Mas, por entre as colônias gregas e as igrejas da Ásia, Filadélfia ainda permanece; uma coluna numa cena de ruínas, um exemplo admirável de que os caminhos de honra e da segurança podem ser os mesmos muitas vezes.” – Edward Gibbon. The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, vol. VI, cap. LXIV, pg. 229.

b. Um novo nome (1) O nome de Deus Apoc. 14:1; 22:4; I João 3:1, 2 (2) O nome da cidade de Deus Apoc. 21:2; Isa. 54:5; 4:2,3; Heb. 12:22, 23

“As imaculadas vestes da justiça de Cristo são colocadas sobre os provados, tentados mais fiéis filhos de Deus. Os desprezados remanescentes são vestidos de vestes gloriosas, que nunca mais serão manchadas pelas corrupções do mundo. Seu nomes são retidos no livro da vida do Cordeiro, registrados entre ao fiéis de todos os séculos “Estes são os que se acharão sobre o monte Sião com o Cordeiro, tendo escrito na fronte o nome do “Naquele dia o Renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel. E será que aquele que ficar em Sião e o que permanecer em Jerusalém será chamado santo; todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém.” – 2 TS., 178, 179

F. A Sétima Carta Apoc. 3:14-22

1. Laodicéia A Igreja do Fim, Rica e Satisfeita

a. Significação A palavra grega Laodicéia é formada de duas palavras gregas: laos povo, e dikaios justo, direito, legal. A forma verbal desta última raiz significaria „assentar o direito‟, „achar reto‟, „julgar‟, „declarar justo ou reto‟. A palavra

Apocalipse Esboços de Estudos

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Laodicéia desta

forma

significa

algo semelhante

a

„povo

justo‟, ou „julgado‟ ou „povo justificado‟.

b. Localização No fértil e pitoresco vale do Licos, da antiga Frígia. Cem milhas a leste de Éfeso, cinqüenta milhas a sudoeste de Filadélfia. Numa importante bifurcação de estrada, uma rumo leste a Éfeso, e a outra a noroeste para Filadélfia, Sardes, Tiatira e Pérgamo.

A estrada grande vinda do ocidente entre Laodicéia pelos „portões de Éfeso‟ e sai no lado oriental pelos „portões da Síria‟.

Laodicéia foi considerada como um guarda da porta, e tornou- se sítio de uma resistente fortaleza. O seu grande fraco era depender da água fornecida por um aqueduto vinda de um local a seis milhas ao sul. Colossos e Hierápolis eram cidades vizinhas.

c. Características Grande centro manufatureiro, comercial e financeiro. Suas atividades bancárias abrangiam grande parte do Oriente. Muitos dos que habitavam eram bem ricos, independentes e orgulhosos. Hiero deixou a fortuna de dois mil talentos para a cidade. Transformavam uma lã brilhante e delicada, de cor escura, produzida no vale, em vestes pretas sem costura, e em tapetes que eram vendidos para longe. Possuíam notáveis fontes térmicas e banhos de lodo. As águas minerais possuíam propriedades medicinais que atraíam milhares de doentes e esta estação de águas da moda. Estas águas, próprias para banho, eram imprestáveis como bebida.

Apocalipse Esboços de Estudos

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Fontes térmicas em Hierápolis precipitavam-se por um despenhadeiro no outro lado de Laodicéia e a água tornava-se morna no caminho. A localidade estava sujeita a muitos terremotos.

“Não há cidade cujo espírito e natureza seja mais difícil de descrever do que Laodicéia. Não há extremos, e dificilmente fatos bem marcantes. Mas é exatamente neste equilíbrio que se encontra seu caráter peculiar. Foram estas as qualidades que contribuíram essencialmente para fazer dela um próspera cidade comercial, a cidade das finanças e dos banqueiros, que se adaptava às necessidades e aos desejos dos outros, sempre flexível e acomodadora, cheia de espírito de compromisso.” – W.L. Ramsay, The Letters to the Seven Churches of Asia, 422, 423.

d. História Conhecida nos seis primeiros dias como Dióapolis e Roas. Reconstruída por Antíoco II (261-246 AC.) e chamada Laodicéia em homenagem à sua esposa. Um grande número de judeus foi fixado ali por Antíoco III (233- 187 AC). Em 190 AC. caiu nas mãos dos romanos que a entregaram a Eumenes, rei de Pérgamo. Em 133 AC. Anexada a Roma. Nesta época a cidade floresce. Cícero fazia-lhe a corte e escreveu muitas de suas cartas em Laodicéia. Em 60 AC. Foi destruída por um terremoto, entretanto, a cidade era tão rica que os seus habitantes a reconstruíram às suas próprias custas sem o costumeiro subsídio imperial. Em 1.071 foi tomada pelos Seldjúcidas. Em 1.119 foi recuperada por cristãos sob João Cmneno. Caiu outra vez nas mãos dos turcos. A cidade acabou em ruínas e se encontra hoje sem habitantes algum.

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Ruínas de três grandes teatros, o aqueduto e o curso de seu povo ainda visível.

e. Religião

O deus da Frígia “Men Karou” era deus original da região. Um mercado era mantido sob a sua proteção que atraía muita gente

para fins comerciais. A escola de medicina de Laodicéia era dirigida em conexão com

o templo do deus.

Uma forma helenizada do velho deus nativo era adorado ali como Zeus.

Nos tempos de Roma, Laodicéia tornou-se um centro sa religião imperial. Recebeu a reitoria do templo sob Comodo (180-192 AD.) Encontram-se muitas moedas e alianças, mostrando relações religiosas com a maior parte das cidades vizinhas.

f. Cristianismo

A Igreja de Laodicéia foi provavelmente fundada por companheiros de Paulo, enquanto o apóstolo trabalhava em Éfeso.

Paulo em sua carta à vizinha Colossos expressa grande interesse

e referência à igreja de Laodicéia e também Hierápolis. (Col. 2:1; 4:13, 15). Uma carta foi enviada por Paulo a Laodicéia. (Col. 4:16) Paulo pediu que sua carta aos Colossenses fosse lida em Laodicéia (Col. 4:16). A primitiva igreja de Laodicéia gozava proeminência e importância. Sagaris, seu bispo, foi martirizado em 166 AD.

Apocalipse Esboços de Estudos

94

Numerosos concílios da igreja foram ali realizados, entre eles o

de 364 AD. No qual havia trinta e dois

bispos presentes. A igreja desapareceu completamente através do tempo.

importante concílio

2. O Autor da Carta de Laodicéia Apoc. 3:14

a. O Amém II Cor. 1:20 “Amém” é uma palavra hebraica significando „firme‟, „fiel‟, „verdadeiro‟. É usada como um particípio de afirmação, significando „verdadeiramente‟, „de uma verdade‟, „assim seja‟. Esta é uma única vez que aparece na Bíblia como um nome próprio. Usualmente aparece após uma afirmação ou uma oração, como uma espécie de confirmação, „assim seja‟, ou „assim na verdade‟. Aplicado aqui como um título de Jesus, deve ser usado num sentido de perfeição ou conclusão, „Aquele que é verdadeiro‟. A mensagem de Laodicéia é a última mensagem de Deus, a última mensagem de Jesus à última igreja e é a Ele que se dá aqui o apropriado título “Amém”.

b. A testemunha fiel e verdadeira Apoc. 19:11; 22:6; João 3:11.

c. O princípio da criação de Deus. The Twentieth Century New Testament: “Aquele por meio de quem Deus começou a criar.” Tradução de Knox: “A fonte da qual se iniciou a criação de Deus.” Tradução Americana: “A origem da criação de Deus.”

3. Aqueles aos quais se destina a mensagem de Laodicéia.

“O chamado ao banquete do evangelho deve ser dado primeiramente nos caminhos. Deve ser dado àqueles que pretendem estar nos caminhos

Apocalipse Esboços de Estudos

95

da experiência cristã, - aos membros das diferentes igrejas. „Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às Igrejas.‟ Apoc. 2:7. Nestas igrejas há adoradores falsos “A advertência destinada à última igreja deve ser proclamado a todos os que pretendem ser cristãos. A mensagem de Laodicéia, semelhante a uma espada afiada de dois gumes, deve ir a toda as igrejas.” – 6 T., 76, 77. “Foi-me mostrado que o testemunho dado aos laodicenses se aplica ao povo de Deus da atualidade.” – 1 T., 186 (Escrito em 1856). “Se já houve algum povo que necessitasse de atender ao conselho da Testemunha Fiel e Verdadeira à Igreja de Laodicéia para que se arrependa diante de Deus e seja zeloso, este povo é o que tem, é que não tem vivido segundo os seus altos privilégios e responsabilidade.” – E.G.W., R & H., 4/ 6/ 1889.

“Pode algum homem examinar minuciosamente a promessa igreja dos nossos dias e dizer que são chegamos ao tempo de Laodicéia? Não é a voz deste cristianismo nosso diz: „Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta‟? E não é igualmente fato que este mesmo cristianismo nosso é um „desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu‟? Encontraria o „Mene, mene, tequel, e parsim‟ do palácio de Belsazar melhor aplicação aos pagãos da antiguidade do que esta moderna babilônia cristã.” – J. A Seiss, The Apocalypse, vol. I, 200, 201.

4. A fraqueza de Laodicéia

a. Nem fria nem quente Apoc. 3:15, 16. Twentieth Century New Testament: “Eu conheço a tua vida; Eu sei que não és nem fria nem quente. Desejaria que fosses antes fria ou quente! Mas como, por causa da tua mornidão, nem és quente nem és fria, estou a cuspir-te de minha boca.”

(1) Uma igreja com pretensão e forma mas sem zelo e fervor.

“A mensagem laodiceana aplica-se ao povo de Deus que professa crer

na verdade presente. A maior parte, são professos mornos, tendo o nome

mas faltando-lhes o zelo

Professam amar a verdade, todavia são

Apocalipse Esboços de Estudos

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deficientes no fervor e no devotamento cristãos. Não ousam desistir inteira