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MAR 1995

NBR 7505

   

Armazenagem de petróleo, seus derivados líquidos e álcool carburante

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

     

Sede:

       

Rio de Janeiro

     

Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal

     

1680

       

Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR Endereço Telegráfico:

Procedimento

   

NORMATÉCNICA

Copyright © 1995, ABNT–Associação Brasileira

Origem: Projeto NBR 7505/1993 CB-09 - Comitê Brasileiro de Combustíveis (Exclusive Nucleares) CE-09:403.01 - Comissão de Estudo de Estocagem e Manuseio de Combustíveis para a Instalação e Operação de Postos de Serviço NBR 7505 - Petroleum storage, by-products and carburetant alcohol - Procedure Descriptors: Storage. Fuel. Petroleum. Alcohol Esta Norma substitui a NBR 7505/1984 Válida a partir de 02.05.1995

de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reserva- dos

Palavras-chave: Armazenagem. Combustível. Petróleo. Álcool

14 páginas

1 Objetivo

2 Documentos complementares

 

1.1

Esta Norma fixa as condições exigíveis para projetos

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

de instalações de armazenagem de líquidos combustíveis e inflamáveis.

NBR 5418 - Instalações elétricas em ambiente com líquidos, gases e vapores inflamáveis - Procedimento

1.2

Esta Norma se aplica à armazenagem de petróleo,

   

seus derivados líquidos, inclusive os petroquímicos, e álcool carburante.

NBR 7821 - Tanques soldados para armazenamento de petróleo e derivados - Procedimento

1.3

Esta Norma se aplica às instalações de refino, indús-

   

trias petroquímicas, químicas, bases de distribuição, terminais e estações coletoras nas áreas de produção de petróleo.

NBR 7974 - Método de ensaio para a determinação de ponto de fulgor - Aparelho TAG - fechado - Método de ensaio

1.4

Esta Norma não se aplica a:

a)

armazenagem de líquidos reativos ou instáveis;

API 620 - Recommended Rules for Design and Construction of Large, Welded, Low Pressure Storage

 

Tanks

 

b)

armazenagem de álcool carburante em usinas;

API 650 - Welded Steel Tanks for Oil Storage

 

c)

instalações marítimas off-shore;

   
 

d)

armazenagem de líquidos criogênicos e gases li- quefeitos;

API 2000 - Venting Atmospheric and Pressure Storage Tanks

 

e)

armazenagem dos produtos, quando acondiciona- dos em tambores, latas, baldes, etc.;

NFPA 11 - Standard for Low Expansion Foam and Combined Agents Systems

 

f)

armazenagem em tanques enterrados e semi- enterrados;

NFPA 20 - Standard for the Instalation of Centrifugal Fire Pump

 

g)

aspectos toxicológicos dos produtos.

NFPA 30 - Flammable and Combustible Liquids Code

3 Definições

3.5

Refinaria

 

2

NBR 7505/1995

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.14.

3.1 Líquidos inflamáveis

Líquidos que possuem ponto de fulgor inferior a 37,8ºC e pressão de vapor absoluta inferior ou igual a 275,6 kPa (2,8 kgf/cm 2 ) a 37,8ºC. São subdivididos em classe IA, classe IB e classe IC, como a seguir:

a) classe IA - líquidos com ponto de fulgor inferior a 22,8ºC e ponto de ebulição inferior a 37,8ºC;

b) classe IB - líquidos com ponto de fulgor inferior a 22,8ºC e com ponto de ebulição igual ou superior a 37,8ºC;

c) classe IC - líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 22,8ºC.

3.2 Líquidos combustíveis

Unidade industrial destinada a processar petróleo.

3.6 Terminal

Unidade industrial destinada a receber, ou a enviar, petró- leo, seus derivados e álcool carburante das, ou para as, refinarias, portos e bases de distribuição, através de du- tos, vagões, caminhões-tanque e embarcações. Deve ser dotada de todas as facilidades de transferência e arma- zenagem.

3.7 Base de distribuição

Instalação com as facilidades necessárias ao recebimento, armazenagem, mistura, embalagem e distribuição de de- rivados de petróleo e álcool carburante.

3.8 Parque de tanques

Área onde estão localizados os tanques de armazena- gem, bem como suas respectivas instalações para movi- mentação de produtos.

Líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superior a 37,8ºC. São subdivididos em classe II, classe III A e classe III B, como a seguir:

a) classe II - líquidos com ponto de fulgor igual ou su- perior a 37,8ºC e inferior a 60ºC;

3.9 Acesso ao tanque

Faixa com largura mínima de 2 m, livre de qualquer

obstrução, de modo a permitir a circulação de pessoas e

de equipamentos no interior da bacia de contenção.

3.10 3.10.1
3.10
3.10.1

Bacia de contenção

b) classe III - líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 60ºC e inferior a 93ºC;

Área constituída por uma depressão no terreno ou limitada por diques, destinada a conter eventuais vazamentos de produtos.

c) classe III B - líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 93ºC.

Bacias de contenção adjacentes

Notas: a)Os tanques destinados aos produtos que possam ser armazenados a temperaturas iguais ou superiores a seus pontos de fulgor devem obedecer aos requisitos previstos para líquidos da classe I.

Aquelas que possuem uma ou mais partes comuns do dique.

3.11 Dique

b)A determinação do ponto de fulgor deve ser feita de acordo com a NBR 7974.

3.3 Líquidos instáveis ou reativos

Líquidos que no estado puro ou nas especificações co- merciais, por efeito de variação de temperatura e pressão, ou de choque mecânico, na estocagem ou no transporte, se tornem auto-reativos e, em conseqüência, se decom- ponham, polimerizem ou venham a explodir.

3.4 Ebulição turbilhonar (Boil Over)

Expulsão total ou parcial de petróleo ou misturas de com- bustíveis com características similares, ocasionada pela vaporização brusca da água existente no tanque, quando atingida pela onda de calor que se forma em conseqüên- cia da combustão do produto. Para que este fenômeno ocorra, é necessário que o tanque já tenha perdido o seu teto.

Nota: Entende-se por características similares possuir ampla faixa de destilação e proporção substancial de produtos voláteis em conjunto com resíduo altamente viscoso.

Maciço impermeável de terra, concreto ou outro material quimicamente compatível com os produtos armazenados

nos tanques, formando uma bacia capaz de conter o volume citado em 4.3.3 e resistir à pressão hidrostática

do produto ou de igual volume de água, a que for maior.

3.12 Tanque

Reservatório que se destina à armazenagem de produtos,

a pressão manométrica interna igual ou inferior a 98,06 kPa (1 kgf/cm 2 ).

3.12.1 Deslocamento de um tanque

Parte do volume da bacia de contenção ocupada pelo tanque e sua base, considerada desde o nível do terreno no interior da bacia de contenção até o nível que será atingido pelo líquido, se houver vazamento do maior tan- que.

3.13 Vaso de pressão

Reservatório que opera com pressão manométrica in- terna acima de 98,06 kPa (1 kgf/cm 2 ).

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3

 

3.14 Distância de segurança

4.1.4 Em relação ao teto:

Distância mínima livre, medida na horizontal, para que, em caso de acidente (incêndio, explosão), os danos sejam minimizados. Esta distância deve ser medida entre o cos- tado do tanque e:

a) o costado de um outro tanque ou vaso de pressão;

b) a parede externa mais próxima ou projeção da co- bertura de uma edificação;

c) a parte externa mais próxima de um equipamento fixo;

d) o limite de propriedade;

e) o limite de uma via de circulação interna;

f) a base de um dique.

3.15 Taxa de aplicação

Vazão aplicada por unidade de área.

4 Condições gerais

a) tanque de teto fixo:

- tanque cujo teto está ligado ao costado, incluindo o que possui um teto flutuante interno, membrana ou selo flutuante, que atenda aos requisitos esta- belecidos na API 650, apêndice H;

b) tanque de teto flutuante:

- tanque cujo teto flutua na superfície do líquido. A construção do teto flutuante deve atender aos requisitos estabelecidos na API 650, apêndi- ce C.

4.2 Construção de parques de tanques

4.2.1 Os tanques atmosféricos devem ser construídos,

obedecendo à NBR 7821 ou a uma norma internacio- nalmente aceita, desde que atenda, no mínimo, aos requi- sitos desta Norma.

4.2.2 Os tanques a baixa pressão devem ser construídos,

obedecendo à norma brasileira ou, na sua ausência, à API 620 ou, ainda, outra internacionalmente aceita, desde que atenda, no mínimo, aos requisitos desta Norma.

4.1 Classificação dos tanques

Os tanques são classificados conforme 4.1.1 a 4.1.4.

4.1.1 Em relação ao tipo:

a) tanque elevado:

-

4.2.3 4.2.4 4.2.5 a e
4.2.3
4.2.4
4.2.5
a
e

O diâmetro dos tanques de teto fixo deve ser, no má-

ximo, de 42 m.

A área ocupada pelos tanques deve dispor de re-

cursos que contenham o vazamento de produto, como

estabelecido em 4.3.

A bacia de contenção deve ser adjacente no mínimo

tanque instalado acima do nível do solo, apoiado em uma estrutura e com espaço livre sob esta;

duas vias diferentes. Estas vias devem ser pavimentadas

ter largura compatível para a passagem simultânea de dois veículos de combate a incêndio, ou 5 m, devendo ser adotado o maior destes valores.

b) tanque de superfície:

- tanque que possui sua base totalmente apoiada sobre a superfície do solo.

4.2.6 Os tanques que contenham produtos das classes I, II

e IIIA devem ser adjacentes a pelo menos uma das vias descritas em 4.2.5.

4.1.2 Em relação ao formato:

a) tanque vertical:

- tanque cilíndrico com eixo vertical;

4.2.7 Não são permitidos, em uma mesma bacia de conten-

ção, tanques que contenham produtos aquecidos, pro- dutos sujeitos a ebulição turbilhonar ou óleos combus-

tíveis, e tanques que contenham produtos das classes I, II

e III A.

b) tanque horizontal:

- tanque cilíndrico com eixo horizontal.

4.2.8 Os tanques devem ser apoiados diretamente no solo,

ou sobre estruturas que resistam ao fogo, por um período

mínimo de 4 h.

4.1.3 Em relação à pressão interna:

a) tanque atmosférico:

- tanque que opera com pressões manomé- tricas internas, desde o vácuo de 0,36 kPa (3,77 x 10 -3 kgf/cm 2 ) até a pressão de 0,34 kPa (3,47 x 10 -3 kgf/cm 2 );

4.2.8.1 Os tanques verticais, instalados nas estações cole- toras das áreas de produção de petróleo, com capacidade individual igual ou inferior a 200 m 3 , bem como os tanques horizontais podem ser elevados.

4.2.9 As tubulações, válvulas e conexões posicionadas

no interior da bacia de contenção devem ser rígidas e construídas em aço.

b) tanque a baixa pressão:

- tanque que opera com pressão manométrica superior a 0,34 kPa (3,47 x 10 -3 kgf/cm 2 ) até 98,06 kPa (1 kgf/cm 2 ).

4.2.10 As juntas de vedação das conexões de tubulações

e das aberturas situadas no costado e teto dos tanques

devem ser especificadas para resistirem à ação química do produto armazenado e serem estanques aos seus va- pores.

 

4

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4.2.11 A resistência elétrica do tanque a terra deve ser in-

ferior a 10 , mesmo com todas as tubulações desco- nectadas.

4.3.4 A bacia de contenção deve atender às seguintes

condições:

4.2.12 Todas as instalações elétricas nos parques de tan-

ques devem ser adequadas à classificação elétrica da área, obedecendo à NBR 5418 ou outra internacional- mente aceita, desde que atenda, no mínimo, aos requi- sitos desta Norma.

4.2.13 Os postes posicionados nas vizinhanças da bacia

de contenção devem ficar localizados de modo a não atingirem os tanques ou as tubulações, em caso de queda ou ruptura dos cabos elétricos.

a) declive do piso de no mínimo 1% na direção do ponto de coleta;

b) ser provida de meios que facilitem o acesso de pessoas e equipamentos no interior da bacia de contenção, em situação normal e em casos de emergência;

c) ser estanque, sendo feita a drenagem através de válvulas posicionadas no lado externo;

d) a altura máxima do dique, medida pela parte interna, deve ser de 3 m. A altura do dique deve ser o somatório da altura que atenda à capacidade volumétrica da bacia de contenção, como estabelecido em 4.3.3, mais 0,2 m para conter as movimentações do líquido e, no caso de dique de terra, mais 0,2 m para compensar a redução origi- nada pela acomodação do terreno;

e) um ou mais lados externos do dique pode ter altura superior a 3 m, desde que todos os tanques sejam adjacentes, no mínimo, a uma via na qual esta al- tura nos trechos frontais aos tanques não ultrapas- se 3 m;

o dique de terra deve ser construído com camadas sucessivas de espessura não superior a 0,3 m, devendo cada camada ser compactada antes da deposição da camada seguinte;

4.2.14 As bombas de transferência de produto devem ficar

posicionadas fora da bacia de contenção.

4.2.15 Os dispositivos para alívio de pressão nos tanques

atmosféricos de teto fixo devem atender ao seguinte:

a)

os tanques devem possuir detalhe construtivo e dispositivos de alívio de pressão e vácuo, de modo

a manter no seu interior os níveis e condições ade- quados às situações de operação normal ou ainda aquelas que resultem de calor gerado por incên- dio próximo;

b)

o detalhe construtivo, bem como os dispositivos

de alívio para a pressão e vácuo, deve obedecer à

f) g)
f)
g)

API 2000 ou outra internacionalmente aceita, des- de que atenda, no mínimo, aos requisitos desta

Norma;

c) os

tanques que contenham produtos das classes I

II devem ser equipados com dispositivos que os mantenham fechados. As aberturas só devem

e

a superfície superior do dique de terra deve ser plana, horizontal e ter uma largura mínima de 0,6 m. O dique deve ser protegido da erosão, não devendo ser utilizado para este fim material de fácil combustão.

ocorrer para alívio da pressão ou do vácuo;

d) os

tanques que contenham produtos das classes I

II e que disponham de teto flutuante interno,

membrana ou selo flutuante podem ser equipados com respiros abertos;

e

4.3.5 A contenção à distância pode ser adotada nos ter-

renos em elevação, atendendo às seguintes condições:

e)

os tanques que contenham produtos da classe III devem ser equipados com respiros abertos.

4.3 Controle de vazamento

a) os canais de fuga devem permitir o deslocamento seguro do produto, sendo o percurso disposto de forma a não expor outros tanques, instalações ou propriedades;

4.3.1 Os recursos para controle de vazamento devem ser

constituídos por diques que formem uma bacia de con- tenção ou por canais de fuga que conduzam o produto vazado para uma bacia de contenção posicionada à dis- tância.

4.3.2 Caso o solo da bacia de contenção seja permeável,

deve receber tratamento apropriado para minimizar a infil-

tração de produto.

4.3.3 A capacidade volumétrica da bacia de contenção

deve ser no mínimo igual ao volume do maior tanque, mais o volume de deslocamento deste e mais o volume equivalente ao deslocamento dos demais tanques, e ao dique intermediário.

b) o escoamento do produto para os canais de fuga deve estar assegurado através de um declive ade- quado;

c) a capacidade volumétrica da bacia de contenção à distância deve ser, no mínimo, igual ao volume do maior tanque a ela interligado.

5 Condições específicas

5.1 Arranjo dos tanques na bacia de contenção

5.1.1 Tanques de teto fixo

5.1.1.1 Produtos das classes I, II e III A

4.3.3.1 No caso da bacia de contenção que possua um único tanque, sua capacidade volumétrica deve ser no mínimo igual ao volume deste tanque mais o volume cor- respondente à base deste tanque.

Devem obedecer ao seguinte:

a) os tanques devem preferencialmente ser localiza- dos em bacia de contenção individual;

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5

 

b) quando não for possível arranjá-los desta forma, podem ser agrupados aos pares, desde que sejam atendidas as seguintes condições:

- os produtos devem ser quimicamente compatí- veis;

5.1.1.3 Produtos sujeitos à ebulição turbilhonar

Os tanques devem ser instalados em bacia de contenção individual.

5.1.2 Tanques de teto flutuante

- a soma das capacidades dos tanques não deve exceder 35000 m 3 ;

- os tanques devem ser posicionados de modo a permitir o acesso a cada um deles por duas vias diferentes;

- entre os tanques deve existir um dique com altura 0,30 m inferior à altura do dique periférico, dividin- do a bacia de contenção de forma aproximada- mente proporcional às capacidades dos tanques;

Nota: Quando os tanques forem agrupados aos pares e a soma de suas capacidades não exceder 20000 m 3 , podem ser adotados os procedimen- tos relacionados na alínea c).

5.1.2.1 Produtos das classes I, II, III A

Devem obedecer ao seguinte:

a) os tanques devem, preferencialmente, ser localizados em bacia de contenção individual;

b) quando não for possível arranjá-los desta forma, podem ser agrupados aos pares, desde que sejam atendidas as seguintes condições:

- os produtos devem ser quimicamente compatí- veis;

- a soma das capacidades dos tanques não deve exceder 70000 m 3 ;

c) quando mais de dois tanques forem agrupados em uma mesma bacia de contenção, devem ser atendidas as seguintes condições:

- os tanques devem ser posicionados de modo a permitir o acesso a cada um deles por duas vias diferentes;

-
-

- os produtos devem ser quimicamente compatí- veis;

exista entre os tanques um dique com altura 0,30 m inferior à altura do dique periférico, dividindo a bacia de contenção de forma aproxi- madamente proporcional às capacidades dos tanques;

- a soma de suas capacidades não deve exceder 20000 m 3 ;

- os tanques devem ser posicionados de modo a permitir o acesso a cada um deles por duas vias diferentes;

Nota: Quando os tanques forem agrupados aos pares e a soma de suas capacidades não exceder 40000 m 3 , podem ser adotados os procedimentos relacionados na alínea c);

c)

quando mais de dois tanques forem agrupados em uma mesma bacia de contenção, devem ser atendidas as seguintes condições:

- o tanque que tenha volume igual ou superior a 1600 m 3 deve ser separado por um dique inter- mediário com altura mínima de 0,45 m;

- o agrupamento de tanques cujo somatório dos volumes seja no máximo de 2400 m 3 deve ser separado de outro tanque ou agrupamento por um dique intermediário, com altura mínima de 0,45 m. Neste agrupamento, nenhum dos tanques deve ter volume igual ou superior a 1600 m 3 .

5.1.1.2 Produtos da classe III B

- os produtos devem ser quimicamente compatí- veis;

- a soma de suas capacidades não deve exceder 40000 m 3 ;

- os tanques devem ser posicionados de modo a permitir o acesso a cada um deles por duas vias diferentes;

Devem obedecer ao seguinte:

a) os tanques podem ser agrupados na mesma bacia de contenção, desde que contenham produtos qui- micamente compatíveis;

b) para produto armazenado em temperatura abaixo de seu ponto de fulgor, não há restrição quanto à soma das capacidades dos tanques;

Nota: Para produto armazenado em temperatura acima de seu ponto de fulgor, obedecer aos requisitos previstos para líquidos da classe I.

c) para os tanques agrupados na mesma bacia de contenção são dispensáveis os diques interme- diários.

- o tanque que tenha volume igual ou superior a 1600 m 3 deve ser separado por um dique intermediário com altura mínima de 0,45 m;

- o agrupamento de tanques cujo somatório dos volumes seja no máximo de 2400 m 3 deve ser separado de outro tanque ou agrupamento por um dique intermediário, com altura mínima de 0,45 m. Neste agrupamento, nenhum dos tanques deve ter volume igual ou superior a 1600 m 3 .

5.1.2.2 Produtos sujeitos à ebulição turbilhonar

Devem obedecer ao seguinte:

a) os tanques devem, preferencialmente, ser loca- lizados em bacia de contenção individual;

 

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b) quando não for possível arranjá-los desta forma, podem ser agrupados aos pares, desde que sejam atendidas as seguintes condições:

nima de 0,45 m, formando uma bacia de contenção com capacidade mínima igual ao volume contido pelos tan- ques horizontais.

- os produtos devem ser quimicamente compatí- veis;

- a soma das capacidades dos tanques não deve exceder 180000 m 3 ;

- os tanques devem ser posicionados de modo a permitir o acesso a cada um deles por duas vias diferentes;

5.2 Distâncias de segurança

A

distância mínima entre os costados de tanques ou entre

o

costado de um tanques e a base do dique é de 3 m, de-

vendo ser observado o prescrito em 5.2.1 a 5.2.4.

5.2.1 Tanques verticais posicionados na mesma bacia de

contenção

- entre os dois tanques deve ser construído um di- que intermediário com altura 0,30 m inferior à do dique periférico, dividindo a bacia de contenção de forma aproximadamente proporcional às ca- pacidades dos tanques.

Nota: A classe III B não foi considerada devido ao não uso de tanque de teto flutuante para esta classe de produto.

5.1.3 Tanques de teto fixo e de teto flutuante

Quando localizados na mesma bacia de contenção, de- vem ser tratados como se todos os tanques fossem de teto fixo.

5.2.1.1 Tanques de teto fixo

As distâncias de segurança para tanques de teto fixo constam na Tabela 1.

5.2.1.2 Tanques de teto flutuante

As distâncias de segurança para tanques de teto flutuante constam na Tabela 2.

5.2.2 Tanques verticais posicionados em diferentes bacias

de contenção

5.2.2.1 Bacias de contenção não adjacentes

5.1.4 Tanques horizontais

Nas bacias de contenção que possuam somente tanques horizontais, a soma das capacidades dos tanques não deve exceder 1600 m 3 .

5.2.2.2
5.2.2.2

As distâncias de segurança entre tanques verticais posi- cionadas em bacias de contenção não adjacentes cons- tam na Tabela 3.

Bacias de contenção adjacentes

5.1.5 Tanques verticais e tanques horizontais

Quando localizados na mesma bacia de contenção, de- ve ser separados por dique intermediário com altura mí-

As distâncias de segurança entre tanques verticais posi- cionados em bacias de contenção adjacentes constam na Tabela 4.

Tabela 1 - Distâncias de segurança entre tanques de teto fixo

Arranjo dos

 

Classe do produto

Produto sujeito à ebulição turbilhonar

tanques

 

I,II

III A

III B

 

Aos pares

3/4 do diâmetro do maior tanque (A)

     

Agrupados

1/2 do diâmetro do maior tanque

1/2 diâmetro do maior tanque

3 m

Ver em 5.1.1.3

(A) Este valor pode ser reduzido para 1/2 diâmetro, desde que a soma das capacidades dos tanques não exceda a 20000 m 3 .

Notas: a)Entende-se com "maior tanque" aquele que possui o maior diâmetro.

b)A distância de segurança entre os tanques que contenham produtos das classes I, ou II e os tanques que contenham produtos da classe III A deve ser aquela estabelecida considerando como se todas fossem das classes I ou II.

c)Caso os topos dos costados dos tanques estejam em cotas diferentes, a distância de segurança deve ser acrescida da diferença de cota.

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Tabela 2 - Distâncias de segurança entre tanques de teto flutuante

 

Classe do produto

Produto sujeito

Arranjo dos tanques

à ebulição

I, II e III A

turbilhonar

Aos pares

1/2 diâmetro do maior tanque

1/2 diâmetro do maior tanque

Agrupados

Notas: a) Entende-se como “maior tanque” aquele que possui o maior diâmetro.

b) Caso os topos dos costados dos tanques estejam em cotas diferentes, a distância de segurança deve ser acrescida da diferença de cota.

Tabela 3 - Distâncias de segurança entre tanques verticais posicionados em bacias de contenção não adjacentes

Classe do produto Tipo do teto Produto sujeito à ebulição turbilhonar I, II, III A
Classe do produto
Tipo do teto
Produto sujeito à
ebulição turbilhonar
I, II, III A
III B
Fixo
- 1,5 vez o diâmetro do
maior tanque
- Sem restrição
- 2 vezes o diâmetro
do maior tanque que
contenha este
produto
- Mínimo de 15m
- Mínimo de 60 m
Flutuante
- 1 vez o diâmetro do
maior tanque
- 1 vez o diâmetro do
-
maior tanque
- Mínimo de 15 m
- Mínimo de 15 m

Notas: a)Entende-se como "maior tanque" aquele que possui o maior diâmetro.

b)Sempre que a distância de segurança estiver relacionada com o diâmetro do tanque e um valor mínimo for estipulado, deve prevalecer o maior destes valores.

c)Caso a soma das capacidades dos tanques de ambas as bacias de contenção seja inferior aos valo- res estabelecidos em 5.1.1.1 e 5.1.2.1, a distância entre os tanques mais próximos deve atender, no mínimo, ao estabelecido em 5.2.1.

d)Para tanques que contenham produtos de classes diferentes, adotar as distâncias estabelecidas para o de menor classe.

e)Para o distanciamento entre tanques de teto fixo e de teto flutuante, adotar os valores estabelecidos para os tanques de teto fixo.

 

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Tabela 4 - Distâncias de segurança entre tanques verticais posicionados em bacias de contenção adjacentes

Tipo do teto

Classe do produto

Produto sujeito à ebulição turbilhonar

I, II, III A

III B

Fixo

- 3/4 do diâmetro do maior tanque

- Sem restrição

- 1vez o diâmetro do maior tanque que contenha este produto

- Mínimo de 15m

- Mínimo de 30 m

Flutuante

- 1/2 do diâmetro do maior tanque

 

- 1/2 do diâmetro do

-

maior tanque

- Mínimo de 15 m

- Mínimo de 15 m

Notas: a) Distâncias de segurança relacionadas ao eixo do dique comum as bacias de contenção.

b) Sempre que a distância de segurança estiver relacionada com o diâmetro do tanque e um valor míni- mo for estipulado, deve prevalecer o maior destes valores.

c) Caso a soma das capacidades dos tanques de ambas as bacias de contenção seja inferior aos valo- res estabelecidos em 5.1.1.1 e 5.1.2.1, a distância entre os tanques mais próximos deve atender, no mínimo, ao estabelecido em 5.2.1.

d) Para tanques que contenham produtos de classes diferentes, adotar as distâncias estabelecidas para o de menor classe.

5.3.1.3
5.3.1.3

e) Para o distanciamento entre tanques de teto fixo e de teto flutuante, adotar os valores estabelecidos para os tanques de teto fixo.

5.2.3 Tanques horizontais

que atenda, no mínimo, aos requisitos estabelecidos na norma brasileira ou no NFC.

A

um tanque horizontal e um tanque vertical é de 3 m, inde- pendente das classes dos produtos neles contidos.

distância mínima entre tanques horizontais ou entre

Os dispositivos e materiais para combate a incên-

dio devem estar distribuídos estrategicamente em locais seguros e de fácil acesso, de modo a proporcionar facili- dade para a manutenção e substituição.

5.2.4 Distâncias de segurança entre tanques e outros locais/

instalações

5.2.4.1 As distâncias de segurança entre tanques verticais

de teto fixo e outros locais/instalações constam na Tabe-

la 5.

5.3.1.4 Todos os equipamentos fixos de combate a incên-

dio devem possuir o registro de desempenho operacional.

5.3.1.5 Deve existir um sistema de alarme que permita a

rápida mobilização de recursos para combate a incêndio.

5.2.4.2 As distâncias de segurança entre tanques verticais

de teto flutuante e outros locais/instalações constam na

Tabela 6.

5.3.2 Sistema de água

5.3.2.1 Cálculo de vazão

5.2.4.3 As distâncias de segurança entre tanques hori- zontais e outros locais/instalações constam na Tabela 7.

5.3 Sistemas de proteção e combate a incêndio

5.3.1 Geral

5.3.1.1 Todas as instalações devem dispor, no mínimo, de

rede de hidrantes, exceto as estações coletoras das áreas de produção de petróleo com tanques de capacidade

individual igual ou inferior a 200 m 3 .

5.3.1.2 O projeto do sistema de combate a incêndio deve

obedecer à norma brasileira e, na ausência desta, ao NATIONAL FIRE CODES-NFC (NFPA11, NFPA 20

e NFPA 30) ou outra internacionalmente aceita, desde

Para determinar a vazão de água do sistema de combate a incêndio, deve ser escolhida a maior vazão entre:

a) a situação mais desfavorável para a aplicação de espuma em um tanque considerado em chamas e

o resfriamento dos tanques próximos, conforme estabelecido em 5.3.3 e 5.3.4;

b) a situação mais desfavorável para o resfriamento de um tanque considerado em chamas (necessário quando houver falha no sistema de espuma) e pa-

ra o resfriamento dos tanques próximos, conforme

estabelecido em 5.3.3.

Nota: Entende-se por situação mais desfavorável aquela que exige a maior vazão de água.

NBR 7505/1995

9

 

Tabela 5 - Distâncias de segurança entre tanques verticais de teto fixo e outros locais/instalações

Classe do produto Local/Instalação Produto sujeito à ebulição turbilhonar I, II III A III B
Classe do produto
Local/Instalação
Produto sujeito à
ebulição turbilhonar
I, II
III A
III B
- 2,5 vezes o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro do
tanque
-
3 vezes o diâmetro
do tanque
Edificações administrativas (A)
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
- 1,5 vez o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro
do tanque
-
3 vezes o diâmetro
do tanque
Casas de controle
- Mínimo de 30 m do
eixo do dique (B)
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
- 1/2 do diâmetro
do tanque
-
Bombas de água para combater a
incêndio e central de espuma
- 1,5 vez o diâmetro
do tanque
3 vezes o diâmetro
do tanque
- Mínimo de 45 m do
eixo do dique
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
- 1,5 vez o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro
do tanque
-
Reservatório de água para combate
a incêndio
3 vezes o diâmetro
do tanque
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
- 1,5 vez o diâmetro
do tanque
-
1/2 do diâmetro
do tanque
-
3 vezes o diâmetro
do tanque
Subestações e painéis elétricos
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
Pátio de bombas de transferência
de produto
- 1,5 vez o diâmetro
do tanque
-
1/2 do diâmetro
do tanque
-
1,5 vez o diâmetro
do tanque
Sem chama aberta
e temperatura dos
equipamentos
menor que 80% da
temperatura
de ignição do
produto contido
no tanque
- 1,5 vez o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro do
tanque
-
3 vezes o diâmetro
do tanque
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
Instalações de
processos e
utilidades
Com chama aberta
ou temperatura
dos equipamentos
igual ou maior que
80% da
temperatura de
ignição do produto
contido no tanque
- 1,5 vez o
diâmetro
do tanque
- Mínimo de
- 1,5 vez o
diâmetro
do tanque
- Mínimo de
30 m do
costado
e 15 m do
eixo do
dique
- 1/2 do diâmetro do
-
60
m do
do tanque
3 vezes o diâmetro
do tanque
costado e
- Mínimo de 15 m do
-
30
m do
eixo do dique
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
eixo do
dique
- 2 vezes o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro do
tanque
-
3 vezes o diâmetro
do tanque
Vaso de pressão
- Mínimo de 30 m do
eixo do dique
- Mínimo de 15 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
Tanque refrigerado
- Adotar o mesmo critério estabelecido em 5.2.2

/continua

 

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NBR 7505/1995

/continuação

Classe do produto Local/Instalação Produto sujeito à ebulição turbilhonar I, II III A III B
Classe do produto
Local/Instalação
Produto sujeito à
ebulição turbilhonar
I, II
III A
III B
-
1,5 vez o diâmetro
do tanque
- 1 vez o diâmetro do
tanque
- 3 vezes o diâmetro
do tanque
Tocha (C)
-
Mínimo de 60 m do
eixo do dique
- Mínimo de 30 m do
eixo do dique
- Mínimo de 60 m do
eixo do dique
-
Plataforma de carregamento e descarga
de vagões-tanque
1,5 vez o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro
do tanque
- 3 vezes o diâmetro
do tanque
-
Mínimo de 15 m do
eixo do dique
- Mínimo de 10 m do
eixo do dique
- Mínimo de 45 m do
eixo do dique
Plataforma de carregamento e descarga
de caminhões-tanque
-
1,5 vez o diâmetro
do tanque
- 1/2 do diâmetro
do tanque
- 2 vezes o diâmetro
do tanque
-
Mínimo de 15 m do
eixo do dique
- Mínimo de 10 m do
eixo do dique
- Mínimo de 30 m do
eixo do dique
Sistema de coleta e separação
de água e óleo
-
2 vezes a maior dimensão do coletor ou da caixa separadora
-
15 m do costado do
tanque
-
Via interna
6 m do costado do
tanque
- 15 m do costado do
tanque
-
2,5 vezes do diâmetro
do tanque, não
necessitando exceder
a 85 m
-
1/2 do diâmetro
do tanque
- 3 vezes o diâmetro
do tanque
Limite de propriedade (D)
-
Mínimo de 15 m do
eixo do dique
- Mínimo de 60 m do
eixo do dique
-
Mínimo de 30 m do
eixo do dique
(A)
Entende-se por edificações administrativas escritórios, oficinas, restaurantes e outros prédios, onde a presença de pessoas seja
freqüente.

(B)

(C)

(D)

A distância pode ser reduzida para 15 m, caso sejam adotadas medidas construtivas especiais para preservar a integridade da construção em caso de explosão e/ou incêndio.

A altura da tocha deve ser calculada de forma a não representar perigo para o tanque, em decorrência do calor irradiado em condi- ção de chama máxima.

No caso de propriedade adjacente ser outro parque de tanques, desde que haja acordo formal entre os proprietários, as distâncias de segurança entre tanques podem ser as citadas em 5.2.2.1.

Nota: Sempre que a distância de segurança estiver relacionada com o diâmetro do tanque e um valor mínimo for estipulado, prevalecer o maior destes valores.

deve

Tabela 6 - Distâncias de segurança entre tanques verticais de teto flutuante e outros locais/instalações

Local/Instalação

Classe do produto

Produto sujeito à ebulição turbilhonar

I, II, III A

Edificações

administrativas (A)

- 1,5 vez o diâmetro do tanque

- Mínimo de 15 m do eixo do dique

Casas de controle (B)

- 1 vez o diâmetro do tanque

- Mínimo de 30 m do eixo do dique

/continua

NBR 7505/1995

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/continuação

Classe do produto Local/Instalação Produto sujeito à ebulição turbilhonar I, II, III A Bombas de
Classe do produto
Local/Instalação
Produto sujeito à ebulição
turbilhonar
I, II, III A
Bombas de água para combate a
incêndio e central de espuma
-
1 vez o diâmetro do tanque
-
Mínimo de 45 m do eixo do dique
Reservatório de água para combate
a incêrdio
-
1 vez o diâmetro do tanque
- 3 vezes o diâmetro do tanque
-
Mínimo de 15 m do eixo do dique
- Mínimo de 60 m do eixo do dique
-
1 vez o diâmetro do tanque
Subestações e painéis elétricos
-
Mínimo de 15 m do eixo do dique
Pátio de bombas de transferência
de produto
-
1 vez o diâmetro do tanque
Instalações de processos e
utilidades
-
Adotar os mesmos critérios e valores estabelecidos para os tanques de
teto fixo
-
1,5 vez o diâmetro do tanque
Vaso de pressão
-
Mínimo de 30 m do eixo do dique
Tanque refrigerado
-
Adotar o mesmo critério estabelecido em 5.2.2
-
1,5 vez o diâmetro do tanque
Tocha (C)
-
Mínimo de 60 m do eixo do dique
Plataforma de carregamento e
descarga de vagões e de
caminhões-tanque
-
1 vez o diâmetro do tanque
-
Mínimo de 15 m do eixo do dique
Sistema de coleta e separação de
água-óleo
-
2 vezes a maior dimensão do coletor ou da caixa separadora
Via interna
-
15 m do costado do tanque
-
2 vezes o diâmetro do tanque
Limite de propriedade (D)
-
Mínimo de 30 m do eixo do dique

A) Entende-se por edificações administrativas escritórios, freqüente.

oficinas,

restaurantes e outros prédios, onde a presença de pessoas seja

(B)

(C)

(D)

A distância pode ser reduzida para 15 m, caso sejam adotadas medidas construtivas especiais para preservar a integridade da construção em caso de explosão e/ou incêndio.

A altura da tocha deve ser calculada de forma a não representar perigo para o tanque, em decorrência do calor irradiado em condi- ção de chama máxima.

No caso da propriedade adjacente ser outro parque de tanques, desde que haja acordo formal entre os proprietários, as distâncias de segurança entre tanques podem ser as citadas em 5.2.2.1.

Notas: a)Sempre que a distância de segurança estiver relacionada com o diâmetro do tanque e um valor mínimo for estipulado, deve prevalecer o maior destes valores.

b)A classe III B não foi considerada, devido ao não uso de tanque de teto flutuante para esta classe de produto.

 

12

NBR 7505/1995

Tabela 7 - Distâncias de segurança entre tanques horizontais e outros locais/instalações

Classe do produto Local/Instalação I, II III A III B Edificações administrativas (A) - 15
Classe do produto
Local/Instalação
I, II
III
A
III B
Edificações administrativas (A)
- 15 m do eixo do dique
Casa de controle
- 30 m do eixo do dique (B)
- 15 m do eixo do dique
Bombas de água para combate a incêndio e
central de espuma
- 30 m do eixo do dique
- 15 m do eixo do dique
Reservatório de água para combate a incêndio
- 15 m do eixo do dique
Subestações e painéis elétricos
- 15 m do eixo do dique
Pátios de bombas de transferência de produto
- 15 m do eixo do dique
Sem chama aberta
ou temperatura dos
equipamentos igual
ou maior que 80%
da temperatura de
ignição do produto
contido no tanque
- 15 m do eixo do dique
Instalação de processo
e
utilidades
Com chama aberta
ou temperatura dos
equipamentos igual
ou maior que 80%
da temperatura de
ignição do produto
no tanque
- 30 m do eixo do dique
-
15 m do eixo do dique
Vaso de pressão
- 30 m do eixo do dique
-
15 m do eixo do dique
Tanque refrigerado
- 15 m do eixo do dique
Sistema de coleta e separação de água-óleo
- 2 vezes a maior dimensão do coletor ou da caixa separadora
Tocha (C)
- 60 m do eixo do dique
-
30 m do eixo do dique
Plataforma de carregamento e descarga de vagões
- 15 m do eixo do dique
e
de caminhões-tanque
Via interna
- 15 m do costado do tanque
- 6 m do costado do tanque
Limite de propriedade (D)
- 30 m do eixo do dique
- 15 m do eixo do dique

(A)

(B)

(C)

(D)

Entende-se por edificações administrativas escritórios, oficinas, restaurantes e outros prédios, onde a presença de pessoas seja freqüente.

A distância pode ser reduzida para 15 m, caso sejam adotadas medidas construtivas especiais para preservar a integridade da construção em caso de explosão e/ou incêndio.

A altura da tocha deve ser calculada de forma a não representar perigo para o tanque, em decorrência do calor irradiado em condição de chama máxima.

No caso da propriedade adjacente ser outro parque de tanques, desde que haja acordo formal entre os proprietários, as distâncias de segurança entre tanques podem ser as citadas em 5.2.2.1.

NBR 7505/1995

13

 

5.3.2.2 Suprimento de água

5.3.2.2.1 O suprimento de água deve ser baseado em

uma fonte inesgotável (mar, rio, etc.), a qual deve ser ca-

paz de atender à demanda de 150% da vazão de projeto em qualquer época do ano ou condição climática. Na inviabilidade desta solução, deve ser previsto um reser- vatório com capacidade para atender à demanda de 150% da vazão de projeto, durante o seguinte período de tempo:

a) 8 h, para instalações com capacidade de armaze- nagem igual ou superior a 40000 m 3 ;

b) 4 h, para instalações com capacidade de armaze- nagem maior que 10000 m 3 e menor que 40000 m 3 ;

elétrica comercial e por gerador acionado por motor a Diesel, desde que atenda aos requisitos estabelecidos no NFPA 20. Esta exigência pode ser desconsiderada, quando existir uma ou mais bombas acionadas por motores a Diesel capazes de atender à citada vazão de água.

5.3.2.3.5 Cada bomba deve ser ligada a somente um acio-

nador.

5.3.2.3.6 O motor a Diesel deve fornecer, no mínimo, uma

potência 10% superior àquela necessária para atender ao ponto da curva da bomba, correspondente a 150% da vazão estabelecida no projeto.

Nota: Além dos requisitos já específicos, as bombas devem atender aos demais requisitos estabelecidos no NFPA 20.

c) 2 h, para instalações com capacidade de armaze- nagem igual ou inferior a 10000 m 3 .

5.3.2.4 Tubulações e hidrantes

5.3.2.4.1 As tubulações devem ser calculadas, consideran-

do para a sucção e para o recalque, respectivamente, as velocidades máximas de 2m/s e 4m/s.

5.3.2.2.2 O volume do reservatório pode ser reduzido se

for possível o seu reabastecimento simultaneamente ao incêndio. No caso de reabastecimento por bombeamento, as bombas e respectivos acionadores devem atender aos mesmos critérios das bombas principais para comba- te a incêndio.

5.3.2.4.2 As tubulações devem ser mantidas pressuriza-

das, preferencialmente com água doce. Quando isto não for possível, devem ser tomadas precauções visando mi-

nimizar os danos por corrosão.

5.3.2.4.3 5.3.2.4.4 de 100 m.
5.3.2.4.3
5.3.2.4.4
de 100 m.

5.3.2.2.3

O reservatório de água deve ser reabastecido

no máximo em 24 h. Caso não haja disponibilidade de água para atender a este período, o reabastecimento pode ser feito em até 30 dias, desde que o reservatório tenha o seu volume acrescido de um percentual igual a 1,7 vez o número de dias previsto, para que seja comple- tada sua capacidade nominal.

5.3.2.3 Bombas

Os hidrantes e os canhões fixos, quando manual-

mente operados, devem ficar afastados, no mínimo, 15 m do local a ser protegido.

A distância máxima entre os hidrantes deve ser

5.3.2.4.5 Os hidrantes devem possuir no mínimo duas saídas com diâmetro nominal de 65 mm, dotadas de válvulas e de conexões do tipo STORZ. A altura destas válvulas em relação ao piso deve estar compreendida entre 1 m e 1,5 m.

5.3.2.3.1 A vazão de projeto do sistema deve ser distribuída igualmente entre as bombas, devendo haver, no mínimo, uma bomba reserva capaz de substituir qualquer uma das consideradas efetivas.

5.3.2.3.2 As bombas devem ser mantidas afogadas e for-

necer, no mínimo, 150% da vazão de projeto, a não me- nos que 65% da pressão correspondente à vazão de projeto. A pressão desenvolvida com a descarga bloquea- da não deve superar 140% da pressão nominal.

5.3.3 Sistemas de resfriamento

5.3.3.1 Entende-se por “sistema de proteção por resfria-

mento” os dispositivos lançadores de água (fixos ou móveis) dimensionados para o resfriamento das super- fícies expostas ao calor proveniente de um incêndio.

5.3.2.3.3 Como acionadores podem ser empregados os

motores a Diesel e os motores elétricos, desde que aten-

dam as seguintes condições:

a) motores a Diesel:

- com reservatório e dutos de combustível inde- pendentes, com autonomia mínima de 8 h;

b) motores elétricos:

- a alimentação elétrica deve ser feita por circuito independente, entendendo-se como tal aquele que não é descontinuado pela interrupção do fornecimento às instalações de consumo normal.

5.3.2.3.4 Quando o sistema de bombeamento for dotado

de mais de uma bomba acionadas por motor elétrico, incluindo a reserva, deve haver duas fontes de energia, entendendo-se como tal a alimentação através da energia

5.3.3.2 O sistema de resfriamento é exigido para os

tanques verticais e para os tanques horizontais, quando

a separação entre os costados dos tanques adjacentes

for menor que 1,5 vez o diâmetro do tanque que possuir

o maior diâmetro, ou 15 m, devendo prevalecer o maior destes valores.

5.3.3.3 A vazão mínima necessária ao resfriamento da

superfície externa dos tanques deve atender às seguintes taxas de aplicação:

a) tanque em chamas: 4 L/min.m 2 :

Nota: Devido à possibilidade de falha de funcionamento dos aspersores, devem ser considerados somen- te o uso de canhões ou de outros lançadores ma- nuais.

b) tanques verticais adjacentes: para o cálculo da vazão de água deve ser considerada a área sobre

 

14

NBR 7505/1995

a qual incidirá a maior parte do calor irradiado, ou seja, metade da soma das áreas do teto e do cos- tado:

- aspersores: 2 L/min.m 2 ;

da bacia de contenção, onde estão localizadas as conexões para os equipamentos móveis;

- o suprimento da solução (água e L.G.E.) ou da espuma é feito através de equipamentos móveis;

- canhões e outros lançadores manuais: conforme Tabela 8;

c) tanques horizontais: 3 L/min.m 2 .

Nota: No caso dos aspersores, estes devem ser distribuí- dos de forma a possibilitar uma lâmina de água contí- nua sobre a superfície a ser resfriada.

Tabela 8 - Taxa de aplicações para canhões e outros lançadores manuais

Separação entre

Taxa de aplicação (L/min.m 2 )

costado (m)

até 8

8

maior que 8 até 12

5

maior que 12

3

c) sistema móvel:

- a formação de espuma é obtida através de equi- pamentos móveis (mangueiras, proporciona- dores e geradores).

5.3.4.2 O sistema fixo ou semifixo é exigido para os tanques

verticais atmosféricos de teto fixo que contenham produtos

das classes I e II e que possuam diâmetro e altura supe- riores respectivamente a 9 m e a 6 m.

5.3.4.3 A instalação dos sistemas fixos ou semifixos nos

tanques pode ser dispensada nos seguintes casos:

a) produtos da classe III;

b) produtos armazenados sempre à temperatura

igual ou superior a 100ºC;

c) ausência permanente de ar no interior dos tanques.

5.3.4 Sistema de espuma

5.3.4.1 Entende-se por “sistema de proteção de espuma” os dispositivos capazes de gerar espuma e lançá-la sobre a superfície de um combustível em chamas. Este sistema pode ser dividido em:

a) sistema fixo:

-

5.3.4.4 A vazão mínima de água e de L.G.E. deve ser cal-

5.3.4.5
5.3.4.5

culada considerando a vazão de proteção do tanque de maior diâmetro, acrescida da vazão necessária para a proteção suplementar da bacia de contenção.

Nota: A taxa de aplicação da solução (água e L.G.E.) e o tempo de descarga devem atender ao estabelecido na NFPA 11.

Os sistemas móveis de espuma devem ser previs-

é uma instalação contínua, que inclui os reser- vatórios de água e de líquido gerador de espuma (L.G.E.), as bombas, as tubulações, os propor- cionadores e os geradores de espuma;

tos para os locais onde haja possibilidade de derrames de produtos, como pátio de bombas, conjunto de válvulas, locais de carga e descarga, e sistemas de coleta e separa- ção de água-óleo.

b) sistema semifixo:

- o tanque de armazenagem de produto possui tubulação fixa para o lançamento da espuma, que se prolonga até um local posicionado fora

5.3.4.6 O projeto do sistema de proteção por espuma deve

obedecer à norma brasileira e, na ausência desta, à NFPA 11 ou ainda outra internacionalmente aceita, desde que atenda, no mínimo, aos requisitos estabelecidos na norma brasileira ou na NFPA.