Automobilística

Desenho Técnico

DESENHO TÉCNICO

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBILÍSTICA

DESENHO TÉCNICO

2005
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”

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CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

© 2005. SENAI-SP
Desenho Técnico Publicação organizada e editorada pela Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”

Coordenação geral Coordenador do projeto Elaboração Editoração

Luiz Carlos Emanuelli José Antonio Messas Expedito José Lino Lima Teresa Cristina Maíno de Azevedo

SENAI

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo” Rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga - São Paulo-SP - CEP. 04266-060 (0xx11) 6166-1988 (0xx11) 6160-0219 atendimento113@sp.senai.br http://www.sp.senai.br/automobilistica

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SUMÁRIO

DESENHO DE CONJUNTOS MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA
• Construção do Motor a Gasolina • Características • Mecanismo de Válvulas

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SISTEMA DE COMBUSTÍVEL BOMBA DE COMBUSTÍVEL CARBURADOR DIFERENCIAL CAIXA DE TRANSMISSÃO
• Trem de Propulsão na Transmissão

SISTEMA DE EMBREAGEM
• Carcaça de Embreagem

SUSPENSÃO
• Conjuntos de Tração-eixo e Semi-eixo • Componentes - Eixos e Ponta de Eixo

DESENHO DE ARQUITETURA
• Planta Baixa • Corte * Símbolos Gráficos

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LEIAUTE DE ARRANJO FÍSICO
• Visualização • Tipos de Leiaute

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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DESENHO DE CONJUNTOS

Desenho de conjunto ou montagem é o desenho mostrando os componentes reunidos que se associam para formar um todo, ou seja, peças justapostas e montadas nas posições de funcionamento do conjunto.

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MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA

O motor é constituído pelo cabeçote, pelos êmbolos, bielas, árvore de manivelas, mecanismo das válvulas, etc. Vejamos a seguir a figura de um motor representado por duas vistas (frontal e lateral esquerda) onde encontramos os elementos apresentados acima.

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CONSTRUÇÃO DO MOTOR A GASOLINA
O motor a gasolina consiste do motor em si e de vários dispositivos auxiliares. Os dispositivos auxiliares têm a finalidade de auxiliar a operação do motor. Estes dispositivos incluem os sistemas de lubrificação, arrefecimento, admissão e escapamento, combustível e elétrico.

CARACTERÍSTICAS
Os motores a gasolina e a diesel apresentam as seguintes características: Motores a gasolina – Altas velocidades e potência, operação fácil, combustão silenciosa. São amplamente usados em veículos de passageiros, em caminhões de pequeno porte, etc. Motores diesel – Eficiência térmica, eficiência do combustível e desempenho em baixas velocidades melhores do que os motores a gasolina. Não são tão eficientes como os motores a gasolina em termos de velocidade, peso, vibração e ruído; e são caros. Por estas razões, os motores diesel são preferidos em veículos que geralmente percorrem maiores distâncias (veículos comerciais, caminhões de grande porte, etc.).

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MECANISMO DAS VÁLVULAS
O mecanismo de válvulas é o mecanismo que comanda as válvulas de admissão e de escape como podemos observar na figura a seguir.

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A seguir, podemos ter uma visão mais detalhada do cabeçote.

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SISTEMA DE COMBUSTÍVEL

O sistema de alimentação mistura o combustível proveniente do tanque de combustível com ar e envia esta mistura para o motor sob a forma de gotículas de combustível suspensa no ar. O componente mais importante deste sistema é o carburador. Entretanto, existem outros que não podemos deixar de mencionar pela sua importância: • Tanque de combustível • Linha de combustível • Canister de vapor • Filtro de combustível • Bomba de combustível O EFI (Injeção Eletrônica de Combustível) é um outro tipo de sistema responsável pelo envio de gasolina ao motor.

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BOMBA DE COMBUSTÍVEL

A bomba de combustível é o elemento que conduz a gasolina do tanque ao carburador.

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CARBURADOR

O carburador é responsável pela transformação do combustível para a sua forma mais fácil de combustão, de modo a permitir que o motor trabalhe da maneira mais econômica e com maior potência. O carburador abastece as câmaras de combustível através do coletor de admissão e é uma das peças de maior influência no desempenho do motor. Assim sendo, os carburadores são projetados de acordo com as características particulares de cada motor. A seguir, apresentamos a figura de um tipo de carburador em vista explodida.

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DIFERENCIAL
As engrenagens finais reduzem ainda mais a rotação do motor depois que esta é reduzida pela transmissão e passada para o diferencial pela árvore de transmissão. Ao mesmo tempo aumenta o torque antes de transmitir a rotação às rodas. Elas também mudam a direção da transmissão de forças por um ângulo reto ou quase reto. Além disso, as engrenagens diferenciais criam uma diferença nas velocidades de rotação das rodas motoras quando o veículo faz uma curva, para que as rodas façam a curva suavemente sem que uma ou outra roda gire em falso.

A engrenagem final e a engrenagem diferencial estão montadas em uma única unidade, como mostra a figura, e instaladas diretamente no conjunto do diferencial que está na carcaça do eixo traseiro. 14
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REVISÃO DO CONJUNTO DO DIFERENCIAL – COMPONENTES

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CAIXA DE TRANSMISSÃO

A caixa de transmissão é um conjunto de engrenagem que transmite a rotação e o torque da árvore de manivela para a impulsão das rodas. Entretanto, o principal propósito da transmissão é expedir apropriadamente a potência do motor de acordo com a condição. Embora a aparência e construção das transmissões variem conforme o tipo de veículo, a transmissão mecânica geralmente consiste dos seguintes componentes: • Carcaça da embreagem • Caixa de transmissão • Árvore de entrada • Engrenagem intermediária e eixo intermediário • Engrenagens e árvore de saída • Engrenagem de ré • Mecanismo de mudança de marchas • Carcaça da extensão

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TREM DE PROPULSÃO NA TRANSMISSÃO
Posição Neutra
Eixo de entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4) Contra-engrenagem

Movimento ao engatar a 1ª
Eixo de entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4a) Contra-engrenagem Engrenagem da 1a

Cubo e manga da embreagem nº 1

Eixo de saída

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Movimento ao engatar a 2ª
Eixo de entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4a) Contra-engrenagem Engrenagem da 2a

Cubo e manga da embreagem nº 1

Eixo de saída

Movimento ao engatar a 3ª
Eixo de entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4a) Contra-engrenagem Engrenagem da 3a

Cubo e manga da embreagem nº 2

Eixo de saída

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Movimento ao engatar a 4ª
Eixo de entrada Engrenagem da 4a Cubo e manga da embreagem nº 2 Eixo de saída

Movimento ao engatar a 5ª
Eixo de entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4a) Contra-engrenagem Manga e cubo da engrenagem nº 3

Contra-eixo da engrenagem da 5a

Engrenagem da 5a

Eixo de saída

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Movimento ao engatar a marcha-à-ré
Eixo de entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4a) Contra-engrenagem Engrenagem neutra da marcha-à-ré

Engrenagem da marcha-à-ré

Eixo de saída

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SISTEMA DE EMBREAGEM

CARCAÇA DA EMBREAGEM
A função primária da carcaça da embreagem é a de conectar e desconectar a potência permitida pelo motor em forma precisa e rápida. A carcaça da embreagem tem molas para forçar o platô de pressão contra o disco de embreagem. Estas molas podem ser do tipo espiral ou molas de diafragma, atualmente o mais usado. A potência do motor é transmitida desde a carcaça da embreagem ao prato de pressão por diferentes sistemas. Tipo de flange alternado

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Tipo de ressalto de impulsão

Tipo de flange radial

Tipo de flange alternada

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SUSPENSÃO

A suspensão consiste principalmente dos componentes listados a seguir. As molas e amortecedores são usados em todos os sistemas de suspensão e os demais componentes são usados somente em alguns tipos:
• Molas • Amortecedores • Braços da suspensão • Juntas esféricas • Buchas de borracha • Escoras • Barra estabilizadora • Haste lateral de controle

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CONJUNTOS DE TRAÇÃO – EIXO E SEMI-EIXO
Eixo traseiro
• Suspensão de eixo rígido

• Suspensão independente

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COMPONENTES – EIXO E PONTA DE EIXO

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DESENHO DE ARQUITETURA
PLANTA BAIXA
Desenho utilizado na arquitetura para representar a planta, vista superior em corte de uma construção civil. Alguns detalhes são trazidos na planta baixa:
• Divisão das acomodações internas; • Dimensionamento de todas as divisões existentes (cotagem); • Localização de portas, janelas e aberturas de entrada e saída.

Na planta, um plano horizontal corta a construção a 1:50m acima do piso. A parte acima do plano de corte é retirada e olhamos de cima para baixo.

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Consideremos agora, o plano horizontal de corte. Nele estão as paredes, portas e janelas, com se vê a seguir.

No desenho técnico, a representação da planta é da figura abaixo.

OBSERVAÇÃO
O quadriculado correspondente aos pisos do terraço e da sala não é obrigatório.

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CORTE
Na maioria dos casos, as plantas e fachadas não são suficientes para mostrar as divisões internas de um projeto de arquitetura. Para melhor definir os espaços internos, são necessários os cortes feitos por planos verticais. Na figura abaixo está o plano AB, onde aparecem com traços mais grossos as partes cortadas (ou seccionadas).

No desenho a seguir está representada a parte que foi retirada (corte BA – lado direito) para permitir a observação do corte AB.

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Para desenhar o corte, admitimos a planta já desenhada e nela marcamos a posição do plano vertical AB: um traço longo e dois curtos à esquerda e à direita da planta, correspondendo a A e a B. Plantas atingidas pelo corte são levadas até a linha de terra LT e prosseguem para cima. Acima de LT marcam-se as alturas do piso, das portas, das paredes e do telhado.

Planta com indicação de corte

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Um profissional deve conhecer os termos técnicos a fim de falar e entender a mesma linguagem com o arquiteto e o engenheiro.

SÍMBOLOS GRÁFICOS
Paredes
Parede de alvenaria (tijolo) - externa com acabamento – 25cm (espessura) - interna com acabamento – 15cm (espessura)

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Janelas
Em geral, o plano horizontal da planta corta as janelas e para isto, o plano pode ser imaginado como sendo flexível.

Tipos de janelas Alguns tipos podem ser representados nos cortes.

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Portas
A porta interna faz a comunicação entre dois ambientes que têm os pisos no mesmo nível.

As portas externas comunicam ambientes em que os pisos estão em nível ou altura diferentes; em geral o piso externo é mais baixo.

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Tipos de portas • Pantográfica

• Basculante

• De enrolar (porta de aço)

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Cota de piso

Beiral
Projeção da planta baixa

Norte A norma propõe esta:

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Exemplo de planta baixa

Escala na arquitetura Na arquitetura o desenho é feito em escala de redução. As escalas recomendadas são: 1:50 – cada centímetro na régua equivale a 0,5 metro na planta. 1:100 - cada centímetro na régua equivale a 1,0 metro na planta. 1:200 - cada centímetro na régua equivale a 2,0 metros na planta. 1:500 - cada centímetro na régua equivale a 5,0 metros na planta.
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LEIAUTE OU ARRANJO FÍSICO (LAYOUT)

Leiaute, em sentido amplo, é a distribuição física de elementos em determinado espaço. Esse conceito abrange um leiaute de qualquer natureza. De uma forma mais específica, leiaute é a maneira pela qual homens, máquinas e equipamentos estão dispostos em uma fábrica. O objetivo do leiaute é permitir uma redução do custo de produção, uma produtividade maior através de: • uma utilização mais racional do espaço disponível; • uma redução na movimentação de materiais, produtos e pessoal; • um fluxo mais racional; • um tempo menor de produção; • condições de trabalho mais eficazes.

VISUALIZAÇÃO
Há três métodos básicos para representação visual do leiaute: • Desenhos • Modelos bidimensionais • Modelos tridimensionais • Desenhos Constituem a técnica de representação mais utilizada. É no papel que esboçamos as idéias para nosso uso próprio ou como auxílio na explicação do projeto. Além disso, esboçamos croquis de possíveis arranjos para nos auxiliar na análise das possibilidades, antes de arranjarmos ou mudarmos os modelos. • Modelos bidimensionais O método de representação visual de arranjos físicos mais flexível e ajustável é o de modelos bidimensionais. Diversos materiais podem ser utilizados para a confecção dos modelos, os mais recomendados são cartolina e plástico.

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Linhas recomendadas para os modelos (retirados da ASME Standard Plant-layout Templantes and Models) Cheia – contorno das partes fixas das máquinas ou equipamentos Fina – detalhes e subestruturas Pontilhada grossa – partes móveis das máquinas ou equipamentos Traço grande e traço curto – elementos importantes para o layout, tais como fundações, poços, etc. Linha fina interrompida – linhas de centro Dados a serem colocados nos modelos Os três primeiros itens são obrigatórios, os demais dependendo da situação são opcionais. 1. Tipo de máquina ou equipamento 2. Nome do fabricante 3. Estilo, modelo, tamanho ou capacidade 4. Nº de identificação 5. Posição normal do operador (seta) 6. Dimensões (largura, comprimento e altura) 7. M – posições do motor 8. C – posição do painel de controle 9. A ou E – posição das conexões de ar ou eletricidade 10. Ponto de altura máxima • Modelos tridimensionais (maquete) Os modelos em três dimensões são a forma mais clara de representação do arranjo físico permitindo uma melhor visualização espacial do conjunto. Os modelos são réplicas aproximadamente perfeitas do equipamento, dos homens e do material. Os modelos são ideais para a apresentação do arranjo, tanto à alta administração quanto aos operadores.

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TIPOS DE LEIAUTE
Leiaute por produto ou linear
É o leiaute aplicado em indústria que opera no sistema de linha de montagem. As máquinas são dispostas de acordo com a seqüência de operações a serem realizadas até a obtenção do produto.

Exemplos: - Montadoras de automóveis - Fábricas de eletrodomésticos - Refinarias de petróleo

Leiaute por processo ou funcional
É o leiaute em que as máquinas são agrupadas em seções específicas para realizar operações semelhantes.

Exemplos: - Fábricas de sapatos - Indústrias têxteis - Indústrias mecânicas

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Leiaute posicional ou fino
É o leiaute em que o produto final fica parado enquanto operações e máquinas se movimentam.

Exemplos: - Fabricação de navios - Fabricação de grandes máquinas - Construção civil A idéia básica da simplificação do trabalho é a de eliminar tudo aquilo que não agrega valor ao produto, ou seja, tudo aquilo que não melhora ou não transforma o produto e que aumenta custos. O transporte pode ser o tipo de atividade que não tem valor para nada e, nesse caso é necessária a sua eliminação ou redução. A melhor forma de reduzir o transporte entre dois postos de trabalho é a de aproximar os dois postos o máximo possível. Essa distância mínima entre os dois postos segue uma norma de segurança do ministério do Trabalho chamada NR (Normas reguladoras). A NR 12 dessa norma diz resumidamente: “Quando uma máquina possuir partes móveis, isto é, algumas partes que se movimentam horizontalmente, como por exemplo, uma fresadora, a distância entre essa máquina e qualquer outro posto de trabalho deve estar contida numa faixa variável entre 0,70m e 1,30m.”

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Se, no entanto, a máquina não possuir partes móveis, essa distância mínima entre ela e outro posto de trabalho deve ser entre 0,60m e 0,80m. Lembramos ainda, que a mesma norma indica que as vias principais de circulação para pessoas e materiais devem possuir largura mínima de 1,20m.

Dentro desses princípios, para melhorar a produção, podemos elaborar um estudo de remanejamento, ou seja, mudança de máquinas, equipamentos, etc., sendo que esse estudo é denominado leiaute ou arranjo físico. Na melhoria de um arranjo físico, a primeira coisa a fazer é observar o local em estudo e fazer um desenho em planta, a mão livre, relativamente simples, mas com detalhes importantes. Anotar também, o caminho que o produto percorre, ou seja, o caminho que ele segue nos diversos postos de trabalho.

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Para facilitar o estudo, recorte pedaços de cartolina representando cada posto de trabalho e, por tentativas coloque-os numa posição que você julga adequada. Depois verifique se as posições são as melhores.

Por exemplo, podemos chegar a um arranjo adequado conforme a ilustração.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Montenegro, Gildo A.. Desenho arquitetônico. 3ª edição. Ed. Edgard Blucher Ltda. São Paulo. ABNT - NBR 6492. Desenho arquitetônico. - NBR 8403. Tipos de linhas. - NBR 10067. Princípios gerais de representação em desenho técnico. FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO, FIESP, CIESP, SENAI, SESI, IRS. Mecânica, Universo da mecânica – Organização do trabalho – Normailização, telecurso 2000 profissionalizante. Ed. Globo S/A. São Paulo. TOYOTA Motor Corporation. Manual de treinamento, Etapa 2. 1991.

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