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EJA

Educação de Jovens e Adultos

Manual do EduCadoR

Alfabetização

Volume único

Letramento e Alfabetização Linguística e Alfabetização Matemática

Lidia Lagua de Oliveira

Educadora e psicopedagoga com graduação em Pedagogia pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e especialização em Docência e Supervisão de Ensino para Ensino Fundamental e Médio.

Atuou na coordenação e direção de instituições escolares do Ensino Infantil e Fundamental e na capacitação e formação continuada de professores. Coordena projetos educativos em empresas públicas e privadas e conduz atendimento psicopedagógico a crianças, jovens e adultos.

Luiz Roberto Dante

Licenciado em Matemática pela Unesp de Rio Claro-SP.

Mestre em Matemática pela USP de São Carlos-SP.

Doutor em Psicologia da Educação: Ensino de Matemática pela PUC-SP.

Livre-docente em Educação Matemática pela Unesp de Rio Claro.

São Paulo

1ª- edição

1ª- edição

1ª- impressão

2009

2009

Gerente Editorial: Margarete Gomes Editoras: Cármen Sílvia Rela Matricardi (Matemática) Sueli Campopiano (Língua Portuguesa) Edição de texto: Solange Aparecida de Oliveira (Língua Portuguesa) Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.) Kátia Scaff Marques (coord.) Célia da Silva Carvalho João Carlos Ribeiro Jr. Marise Goulart de Andrade Maurício B. Vieira Patrícia Travanca Pesquisa iconográfica: Sílvio Kligin (superv.) Josiane Laurentino Edição de arte: Rosimeire Tada Programação visual: Katia Kimie Kunimura Editoração eletrônica: Typegraphic Ilustrações: Tempo & Arte, AMJ Artes Gráfica, Félix Reiners Cartografia: Allmaps e Maps World Capa: Estação Design Gráfico Foto da capa: Diomedia/Ingram Publishing

Título original da obra: EJA – Educação de Jovens e Adultos – Língua Portuguesa e Matemática © Editora Ática S.A.

– Língua Portuguesa e Matemática © Editora Ática S.A. ISBN 978 85 08 12801-3 – ALUNO

ISBN 978 85 08 12801-3 – ALUNO ISBN 978 85 08 12802-0 – PROFESSOR

85 08 12801-3 – ALUNO ISBN 978 85 08 12802-0 – PROFESSOR 2009 Todos os direitos

2009

Todos os direitos reservados pela Editora Ática S.A. Avenida Otaviano Alves de Lima, 4400 5º- andar e andar intermediário Ala A Freguesia do Ó – CEP 02909-900 São Paulo – SP Tel.: 0800 115152 – Fax: 0(XX)11 3990-1616 www.atica.com.br editora@atica.com.br

APRESENTAÇÃO

Este livro didático é destinado à educação e alfabetização de jovens e adultos. Tem como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais pa­ ra Educação de Jovens e Adultos (MEC 2000), consideradas em sua modalidade de Educação Básica nas etapas iniciais do Ensino Fun­ damental. Foi elaborado para atender àqueles que, de uma maneira ou de outra, não puderam ter acesso à leitura e à escrita nem domí­ nio sobre o conhecimento básico de Matemática. E foi elaborado também para atender à demanda gerada por professores alfabe­ tizadores, que manifestaram interesse por fundamentos teóricos e material didático que apoiassem sua prática pedagógica em sala de aula, principalmente no início do processo de alfabetização de jovens e adultos, anterior ao ingresso no primeiro segmento do En­ sino Fundamental. Propõe­se, portanto, servir de ponto de partida para o trabalho de alfabetização, tendo como temática norteadora o reconhecimento da identidade individual e social do ser humano e sua constituição como cidadão. Os anexos, ao final do livro, são um complemento didático para uso em sala de aula. No Manual do Professor são apresentados tanto os pressu­ postos teóricos quanto as orientações práticas de uso do livro. Nosso objetivo fundamental é contribuir para o desenvolvi­ mento da reflexão e da consciência crítica do aluno, mobilizando­o para uma participação ativa na construção da sociedade.

Os Autores

SUMÁRIO

LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO LINGUÍSTICA

Unidade 1 – Um pouco da história de cada um

8

Capítulo 1 – Eu, você e a nossa história

 

9

Leitura compartilhada 1: “Para guardar os meus segredos”

10

Leitura compartilhada 2:

 

Depoimentos

 

12

 

Leitura compartilhada 3:

 

“Razão de ser”, Paulo Leminski

 

16

Para praticar: Orientações gerais

17

Capítulo 2 – Nomes

 

18

Leitura compartilhada 1: O alfabeto

 

19

Leitura compartilhada 2:

 

“Nomes de gente”, Geraldo Azevedo e Renato Rocha

 

21

Leitura compartilhada 3:

 

“A, E, I, O, U”, Lamartine Babo e Noel Rosa

 

27

Para praticar: Traçado das vogais em letra cursiva

28

Leitura compartilhada 4 – “O ABC do sertão”, Zé Dantas e Luiz Gonzaga

32

Para praticar: Traçado das consoantes em letra cursiva

33

Leitura compartilhada 5:

 

Quadras, Fernando Pessoa

 

42

Leitura compartilhada 6:

 

“Objetos gráficos”, Mira Schendel

 

46

Para praticar

 

47

Capítulo 3 – Nome e sobrenome

48

Leitura compartilhada 1: “A origem dos sobrenomes”

49

Leitura compartilhada 2: “Ana Terra”, Érico Veríssimo

54

Leitura compartilhada 3: Anedota, Ziraldo

63

Para praticar: Traçado das letras; adivinhas

63

Unidade 2 – Quem sou eu? Quem é você?

64

Capítulo 4 – Os documentos que nos identificam

65

Leitura compartilhada 1: Certidão de nascimento

66

Leitura compartilhada 2: “Na ponta dos dedos”, detetive João Amaral

71

Capítulo 5 – Nossa origem

79

Leitura compartilhada 1: “A invasão dos Silva”, revista Galileu

80

Leitura compartilhada 2: “Receita para fazer um poema dadaísta”, Tristan Tzara

90

Capítulo 6 – Eu e mais 194 milhões de habitantes

92

Leitura compartilhada 1: “Caso de recenseamento”, Carlos D. Andrade

92

Leitura compartilhada 2:

“A raposa e as uvas”

99

Leitura compartilhada 3: “A raposa e as uvas”, Millôr Fernandes Capítulo 8 – Cidadania 125
Leitura compartilhada 3: “A raposa
e as uvas”, Millôr Fernandes
Capítulo 8 – Cidadania
125
101
Para praticar: Parlendas
101
Leitura compartilhada 1: “Comida”,
Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e
Sérgio Britto
126
Leitura compartilhada 4: “Curupira”,
Marcelo Xavier
105
Leitura compartilhada 2:
“Cidadania”, Gilberto Dimenstein
132
Leitura compartilhada 3:
Unidade 3 – Ser brasileiro
107
“A desventura de um analfabeto
ou o homem que nunca aprendeu
a
ler”, João Martins de Athayde
135
Capítulo 7 – Conhecendo nossa formação
e nossas diferenças
Leitura compartilhada 4: “Vaca Estrela
108
e
Boi Fubá”, Patativa do Assaré
135
Leitura compartilhada 1: “A cara
do Brasil”
108
Leitura compartilhada 2:
Leitura compartilhada final: “É preciso
que a leitura seja um ato de amor”,
Paulo Freire e Myles Horton
139
“Conhecendo nossas diferenças”
113
Para praticar: Escreva para a autora
140
Leitura compartilhada 3: “Erro de
português”, Oswald de Andrade
Glossário
141
115
Sugestões de leitura
141
Leitura compartilhada 4:
Tirinha, Quino
118
Referências bibliográficas
142
Leitura compartilhada 5: “Crime
sem fiança”
Anexos de Língua Portuguesa
285
119
Anexo 1: Tabela de letras
287
Leitura compartilhada 6:
“Florianópolis cria ‘pronto-socorro’
para vítimas de racismo”,
Tina Braga
Anexo 2: Crachá
289
Anexo 3: Letras móveis
291
121
Anexo 4: Cartela
295
Leitura compartilhada 7: Dados do
relatório “Progresso das mulheres do
mundo 2008/2009”
Anexo 5: Índice
297
123
Anexo 6: Jogo
349

ALFABETIZAÇÃO MATEMáTICA

Capítulo 1 — Números naturais no nosso dia a dia Ordem dos números naturais 162
Capítulo 1 — Números naturais no
nosso dia a dia
Ordem dos números naturais
162
144
Leitura e escrita dos números
naturais
164
Onde os números aparecem
em nossa vida?
144
O alfabeto
145
Capítulo 2 — Para que servem os
números naturais
165
Números ordinais
154
Tabelas com números naturais
155
O que os números naturais
podem indicar?
165
Números pares e números ímpares
157
Números naturais e medidas
166
Sucessor e antecessor de um
número natural
Números naturais, tabelas
160
e
gráficos
168

Números naturais que identificam uma pessoa

170

Números naturais e estimativas

173

Capítulo 3 — Geometria no dia a dia

174

O

cubo

177

O

paralelepípedo

 

178

 

A

esfera

181

Traçado de circunferências

182

A

pirâmide

 

183

 

Geometria dos palitos

 

185

Vistas de um objeto

186

Geometria e arte

 

188

Capítulo 4 — Medida de tempo

189

Horas e minutos

 

189

Dia e semana

 

191

Mês e ano

 

192

Capítulo 5 — Sistema de numeração decimal

199

A

dezena

 

199

Composição, decomposição e leitura dos números

201

Arredondamentos

 

204

Capítulo 6 — Adição

 

206

Juntar quantidades

 

206

Acrescentar uma quantidade

a

outra

207

Situações-problema

 

207

Usando a calculadora

211

Técnica operatória

212

 

Capítulo 7 — Subtração

 

214

A ideia de tirar

 

215

A ideia de comparar: quantos

a mais?

 

215

A ideia de comparar: quantos faltam?

216

A ideia de comparar: qual é

a diferença?

 

216

 

Usando a calculadora

 

216

Situações-problema

217

Capítulo 8 — Nosso dinheiro

220

Trocando dinheiro

 

227

Trabalhando com o troco

228

Capítulo 9 — Multiplicação

232

Juntar quantidades iguais

232

Disposição retangular

232

Possibilidades

 

233

Situações-problema

 

234

Multiplicação com 10

238

Algoritmo da multiplicação

239

Capítulo 10 — Divisão

 

241

 

A ideia de repartir igualmente

241

A ideia de medida da divisão

241

Divisão exata e divisão não exata

243

Frações, porcentagens e números decimais

247

Capítulo 11 — Medida de comprimento

251

Unidades não padronizadas:

palmo, pé e passo

 

251

 

Unidade padronizada: o centímetro

253

Outra unidade padronizada: o metro

256

Mais uma unidade padronizada:

o

quilômetro

 

260

 

Capítulo 12 — Medida de massa

264

Quilograma ou quilo

 

264

O

grama

 

270

 

Capítulo 13 — Medida de capacidade

272

Unidades não padronizadas

272

Unidade padronizada: o litro

273

A

matemática das receitas

276

Glossário

 

277

Sugestões de leituras complementares

 

281

Referências bibliográficas

283

LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO LINGUÍSTICA

UNIDADE

1

Um pouco da história de cada um

Detalhe da obra criada pelo artista Alex Flemming no Metrô de São Paulo, foto de
Detalhe da obra criada pelo artista Alex Flemming no Metrô de São Paulo,
foto de junho de 2008.
MARIA DO CARMO/FOLHA IMAGEM

MARIA DAS GRAÇAS, DAMIÃO, ZEFRINA, ANTÔNIO, MARINAL- VA, VICENTE, VOCÊ, EU… TODOS TEMOS UMA HISTÓRIA. VOCÊ, POR EXEMPLO, NASCEU EM DETERMINADO DIA, NUM GRUPO DE PESSOAS, NUM LUGAR ESPECÍFICO, COM CERTAS CONDIÇÕES DE VIDA.

E AGORA VOCÊ ESTÁ AQUI, DECIDIDO A ESTUDAR E A COME- ÇAR UMA NOVA FASE EM SUA VIDA.

ENTÃO, QUE TAL APRESENTAR-SE A SEUS COLEGAS E CONHE- CER UM POUCO DA HISTÓRIA DELES E DE OUTRAS PESSOAS?

capítulo

1

EU, VOCÊ E A NOSSA HISTÓRIA

Objetivos : promover a socialização dos alunos para que eles possam se conhecer e expressar suas vivências e expectativas através de bate-papos informais, diálogos, troca de informações e experiências ou outras atividades que envolvam a expressão oral. Valorizar a língua como meio de expressão. Desenvolver a capacidade de atenção e compreensão auditiva dos alunos nos momentos de escuta. Promover, nas atividades relativas à oralidade, o

desenvolvimento de atitudes participativas e de respeito às diferenças de gênero, geração, raça e credo
desenvolvimento de atitudes participativas e de respeito às diferenças de gênero, geração, raça e credo e ainda à variedade linguística dos falantes. Sondar a potencialidade
de cada aluno
por meio da
observação e
avaliação de
suas produções,
valorizando seus
conhecimentos
prévios.
Diferenciar
a escrita de
outras formas de
representação.
HELY DEMUTTI/ARQUIVO
HELY DEMUTTI/ARQUIVO DA
DA
EDIT EDITORA ORA
EssasEssas imagensimagens visamvisam mostrarmostrar aosaos alunosalunos queque eleseles “leem”“leem” oo mundomundo háhá bastantebastante tempo,tempo, mesmomesmo queque aindaainda nãonão decodifiquemdecodifiquem letras,letras, sílabassílabas ee palavras.palavras. AntesAntes dada leitleit
Essas imagens visam mostrar aos alunos que eles “leem” o mundo há bastante tempo, mesmo que ainda não decodifiquem letras, sílabas e palavras. Antes da leitura
temtem
O QUE VOCÊ ACHA QUE AS IMAGENS ACIMA SIGNIFICAM?
das letras, existe a leitura de imagens, símbolos, cores, gestos, expressões faciais, mudanças climáticas, etc. Aproveite a oportunidade para promover uma conversa entre
os estudantes e detectar a noção de cada um a respeito do processo de construção da leitura e da escrita.
Possibilitar o contato dos alunos com textos como crônica, depoimento, poema, texto icônico (imagem), texto instrucional, etc. Sensibilizar para a direção da
escrita. Apresentar o livro aos alunos.
9
HELY DEMUTTI/ARQUIVO TTI/ARQUIVO DA DA EDITORA EDITORA
DATI/ARQUIVODEMUTHELY EDITORADATI/ARQUIVODEMUTHELY
LUDERS/NOMAGER ABRILRATOLUDERS/EDINOMAGER
LUIS CARLOS
LUIS CARLOS
KFO KFOURI/ URI/
EDITORA EDITORA
ABRIL BRIL
HELY DEMUTTI ARQUIVO DA EDITORA
HELY DEMUTTI/ARQUIVO DA EDITORA
/
HELY DEMUTTI/ARQUIVO DA EDITORA
HELY DEMUTTI/ARQUIVO DA EDITORA
LALO DE ALMEIDA/FOLHA IM AGEM
LALO DE ALMEIDA/FOLHA IMAGEM
EDITORDATI/ARQUIVODEMUTHELY
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A
Inicialmente, esta seção (“Leitura compartilhada”) deve ser lida em voz alta pelo professor, respeitando-se a

Inicialmente, esta seção (“Leitura compartilhada”) deve ser lida em voz alta pelo professor, respeitando-se a fluência, a entonação e o ritmo dos enunciados e dos textos. Numa segunda leitura, oriente os alunos a acompanhar a leitura, pedindo-lhes, por exemplo, que destaquem o título, apontem as mudanças de parágrafo, identifiquem a letra inicial de cada parágrafo, reconheçam uma ou outra palavra, indiquem

a parte da história de que mais gostaram. Quando você perceber que os alunos já são capazes de ler sozinhos, estimule-os a expor gradativamente essa habilidade.

LEITURA COMPARTILHADA 1

Você vai conhecer uma história real, a história de Damião. Ele aprendeu muito com as experiências da vida. Mas, depois de passar por várias situações que o incomodavam bastante, resolveu estudar. Acompanhando a leitura, você descobrirá o motivo que levou Damião a to- mar essa decisão.

Antes de iniciar a leitura, questione os alunos quanto às diferentes funções da leitura e da escrita. Sugira que observem as imagens e descubram algumas funções possíveis e identifiquem as que já dominam. Leia o título do texto e pergunte-lhes o que ele sugere. Destaque a fonte (texto escrito para este livro com base numa história real).

Para guardar os meus segredos

Seu Damião mora longe de sua terra natal desde a juventude. “Menino”, como simplesmente o chamavam desde criança, achava a escola muito difícil e, sempre que podia, fugia das aulas para brincar ou ajudar os pais na roça na época da colheita. Só ficou conhecendo seu verdadeiro nome quando viajou à cidade grande para tentar a sorte. Nessa ocasião, precisou da sua certidão de nascimento para providenciar os outros documentos de identidade. Na longa viagem só levou uma muda de roupa embrulhada numa trouxa e o documento com o nome, a fotografia e a marca do dedão sujo de tinta no lugar da assinatura. Ao chegar ao destino, instalou-se no barraco de um primo de sua mãe, que logo lhe deu as primeiras orientações e lhe conseguiu um trabalho. De início, assustou-se com tanta coisa diferente, com tanta mudança; afinal, nunca havia se afastado do lugarejo em que nascera. Pouco a pouco foi aprendendo a viver em sua nova realidade, melhorando de vida e conseguindo mandar aos pais, que tinham fi- cado na sua terra, o tão sonhado dinheiro. Mas ainda havia algo muito importante a ser resolvido. Ele não sabia ler nem escre- ver, de modo que, quando as situações exigiam dele esse tipo de habilidade, aborrecia- -se, embora sempre acabasse dando um jeito. Apenas uma dessas situações parecia não ter solução: era quando recebia cartas dos parentes e dos amigos, e precisava pedir a alguém que as lesse e as respondesse, escrevendo o que ele ditava. Estava cansado de ter de revelar aos outros os seus senti- mentos, seus desejos, seus sonhos… Queria poder guardar segredos para si mesmo, e foi por isso que resolveu estudar. Não foi nada fácil, e seu Damião começou a achar que não tinha jeito para a coisa. Já estava quase desistindo quando a professora, que já havia percebido as dificuldades que ele enfrentava, lhe perguntou:

capítulo 1

— Sr. Damião, quantos anos o senhor tem?

— Cinquenta e um — ele respondeu.

— Então o senhor esperou cinquenta anos para chegar até a escola. Faz tão

pouco tempo que o senhor está aqui para aprender a ler e a escrever… Será que não é preciso confiar mais, insistir, acreditar? Afinal, será que tudo o que o se- nhor deixou de aprender em cinquenta e um anos tem de ser aprendido de um dia para o outro?

KATHIA TAMANAHA/ARQUIVO DA EDITORA
KATHIA TAMANAHA/ARQUIVO DA EDITORA

Damião refletiu, empenhou-se e, com a ajuda da professora e dos colegas, conseguiu alfabetizar-se. Feliz com as conquistas, prosseguiu nos estudos. Atualmente, Damião guarda para si os segredos, pois lê e escreve suas cartas, e tam- bém aproveita as horas vagas para ensinar pessoas a ler e a escrever e, desse modo, a evitar algumas situações desagradáveis, parecidas com as que ele viveu.

Texto baseado em história real, escrito especialmente para este livro.

O depoimento do Sr. Damião foi transformado numa crônica. A crônica é um texto curto que aborda aspectos da vida cotidiana, episódios reais ou imaginários. Vai do oral para o escrito, com predomínio da função emotiva da linguagem sobre a referencial. Segue uma ordem cronológica dos acontecimentos. Utiliza vocabulário variado e expressivo de acordo com a intenção do autor. A pontuação também é expressiva.

11

RODA DE CONVERSA

Na primeira Unidade deste livro, escolhemos o uso de letras bastão em textos dirigidos diretamente ao aluno. O objetivo principal é facilitar a familiarização com a leitura e a escrita desse tipo de registro. É importante, entretanto, que você verifique se o aluno tem condições de ler o enunciado sozinho (ou quais alunos conseguem) e facilitar-lhe a aquisição gradativa dessa habilidade.

1. E VOCÊ? COMO SE SENTE QUANDO PRECISA LER ALGUMA COISA E NINGUÉM PODE AJUDÁ-LO?

2. O QUE VOCÊ FAZ PARA REGISTRAR ALGUNS ASSUNTOS PARTICU- LARES?

3. E SE DAMIÃO DISSESSE A VOCÊ QUE ELE IRIA DESISTIR DE ESTUDAR:

O QUE DIRIA A ELE?

ATIVIDADES COLETIVAS

Anote num cartaz o nome de todos os alunos em letras de imprensa maiúsculas. O cartaz deverá ficar exposto na classe. Para a confecção do crachá, veja o Anexo 2 no final do livro. O crachá deverá ser recortado pelos alunos e apresentar o nome tanto em letras de imprensa maiúsculas quanto em letras manuscritas (uma forma embaixo da outra). Ele será usado em várias situações ao longo do estudo.

VAMOS INICIAR A APRESENTAÇÃO DE TODOS OS ESTUDANTES?

1. CADA UM VAI DIZER SEU NOME COMPLETO. O PROFESSOR VAI RE- GISTRAR TODOS OS NOMES NA LOUSA E DEPOIS NUM CARTAZ.

PRESTE ATENÇÃO NA MANEIRA COMO O PROFESSOR ESCREVE SEU NOME NA LOUSA OU NO CARTAZ. OBSERVE O FORMATO DAS LE- TRAS, O MOVIMENTO QUE O PROFESSOR FAZ COM A MÃO, ONDE ELE REPASSA O TRAÇO, ONDE CADA LETRA COMEÇA E ACABA. OBSERVE AINDA A DIREÇÃO DA ESCRITA QUE SEU PROFESSOR UTILIZA, QUE VAI DA ESQUERDA PARA A DIREITA E DE CIMA PARA BAIXO.

QUE VAI DA ESQUERDA PARA A DIREITA E DE CIMA PARA BAIXO. 2. AGORA VAMOS FAZER

2. AGORA VAMOS FAZER UM CRACHÁ?

a) VEJA O ANEXO 2 NO FINAL DO LIVRO. ESCREVA O SEU NOME NES- SE MATERIAL. SE QUISER, ESCREVA DO MESMO JEITO QUE O SEU PROFESSOR ESCREVEU NO CARTAZ.

b) RECORTE O SEU CRACHÁ.

c) PRENDA O CRACHÁ NO PEITO OU AFIXE-O À MESA DE ESTUDO. USE-O NAS PRIMEIRAS SEMANAS DE AULA.

Promova a projeção do filme Central do Brasil, de Walter Salles (1998). Se isso não puder ser feito na escola, sugira aos alunos que assistam ao filme em casa, pegando a fita ou o DVD numa locadora. Depois, oriente uma discussão integrando a mensagem do texto lido com o filme. Uma sinopse e outras informações da obra podem ser obtidas no site www.centraldobrasil.com.br./fr_new_p.htm

Agora você vai ouvir a leitura de depoimentos de estudantes das mais di- versas idades, que participaram de programas de alfabetização de jovens e adultos da cidade de São Paulo.

LEITURA COMPARTILHADA 2

Será que alguma história é parecida com a sua?

Depoimentos Os depoimentos abaixo são reais. Eles devem ser lidos por você para que a
Depoimentos
Os depoimentos abaixo são reais. Eles devem ser lidos por você para que a atividade da seção “Roda de conversa” possa ser realizada.
Chame a atenção dos alunos para a diversidade existente tanto na faixa etária quanto nas motivações das pessoas que retomam os
estudos. Identifique com eles os principais motivos que os levaram a estudar (busca de melhores condições de vida, integração social,
promoção no trabalho, etc.). Também se pode pedir a eles que identifiquem nos textos a seguir um depoimento que se assemelhe com
a história de Damião (é o caso da história de Marinalva, 42 anos).
“Fui lá e o funcionário mandou assinar; eu assinei. Ele falou que estava
muito feio; assinei primeiro numa folha para poder assinar depois no docu-
mento. Aí o homem falou: ‘Seu nome não está correto; dá o dedo aí’.
Sujou meu dedo, sujou o papel e nunca mais fui lá buscar. Passei mui-
tos dias pensando e resolvi estudar para não passar mais vergonha.”
Raimundo, 52 anos
“Onde eu morava, na roça, não
tinha escola perto e eu não estudei.
Vim para São Paulo trabalhar em casa
de família para poder comer, dormir e
mandar dinheiro para os meus pais e
meus irmãos. Preciso estudar para po-
der anotar os recados de telefone, ler
os bilhetes que a minha patroa deixa
e poder ler uma receita.”
Maria, 35 anos
“No meu tempo, mulher não podia
estudar. Meu pai dizia que mulher é pa-
ra ficar em casa limpando, lavando, cozi-
nhando, cuidando de menino e de espo-
so. Mas agora eu quero tentar.”
Zefrina, 58 anos
“Perdi vários empregos para ganhar bem
por causa do estudo. O homem falou: ‘Quem
não sabe ler e escrever pode sair’. Me senti
triste e humilhado. É muita discriminação.”
Expedito, 20 anos
capítulo 1
“Vouestudarparanãoficar que nem meus irmãos, todos sem emprego. Vou melhorar de vida e comprar uma
“Vouestudarparanãoficar
que nem meus irmãos, todos
sem emprego. Vou melhorar
de vida e comprar uma casa
para minha mãe morar.”
“Passar perto de
Antônio, 17 anos
um anúncio, olhar e
não
entender
nada
do que está escrito…
Não poder sair por es-
se mundão de Deus
“Minha mãe me fez estudar, mas eu lar-
sozinho, sabendo on-
guei logo no começo porque repeti a primeira
de estou indo… Não
série três vezes. Preciso tentar; sei que não
entender o que os mo-
vai ser fácil. Quero escrever uma carta, te-
ços estão falando na
nho que contar minhas coisas para os outros.
televisão… Não que-
Não quero mais depender de ninguém; quero
ro mais nada disso pra
depender só de mim.”
mim.”
Marinalva, 42 anos
Sigefredo, 30 anos
“Estou velha. A cabeça já não dá, mas não me
importo, não tenho vergonha. Quero saber ler e
escrever. Nem que seja para morrer depois, mas
morro com diploma.”
Arminda, 69 anos
“Quero poder ler as placas das
ruas, dos ônibus, os papéis todos,
os documentos.”
Vicente, 46 anos

capítulo 1

“Meu sonho é ser poeta! Gostei dessa coisa de ler e escrever, de estu- dar.
“Meu sonho é ser poeta! Gostei
dessa coisa de ler e escrever, de estu-
dar. Vou fazer faculdade.”
Francisco, 30 anos
“Não estudei quando era crian-
ça. Não fazia gosto. Engravidei com
“Um dia ainda vou ensinar
14 anos e tive de trabalhar para criar
os outros a ler e escrever.”
meu filho. Preciso estudar para dar a
Laura, 26 anos
ele uma vida mais decente.”
Erlaine, 19 anos
“Quando comecei a estudar, minha vida mudou.
Parece que eu fiquei mais moço, mais esperto. Sinto
que nasci de novo.”
Cristóvão, 51 anos

RODA DE CONVERSA

Veja orientações para a organização dos depoimentos no Manual do Professor.

AGORA QUE VOCÊ OUVIU DEPOIMENTOS DE OUTRAS PESSOAS, CONTE AOS COLEGAS POR QUE RESOLVEU ESTUDAR.

TENTE INFORMAR:

a) ONDE VOCÊ NASCEU?

b) QUAL A SUA IDADE?

c) POR QUE VOCÊ DECIDIU ESTUDAR?

d) O QUE ESPERA DESSE CURSO?

e) O QUE ESPERA DOS COLEGAS?

f) O QUE ESPERA DO SEU PROFESSOR?

Combine com os alunos como organizar as colocações orais para que todos possam contribuir. Observe

Combine com os alunos como organizar as colocações orais para que todos possam contribuir. Observe com atenção a participação dos alunos, pois ela pode servir de primeira sondagem das condições orais de cada um deles. Chame a atenção para a direção da escrita. No caso da direção da linha, que o aluno perceba o papel das margens esquerda e direita.

LEITURA COMPARTILHADA 3

O paranaense Paulo Leminski, poeta irreverente e transgressor, começou sua obra numa época em que despontavam no país movimentos artísticos, como o Concretismo, a Contracultura e o Tropicalismo. Construiu, entretanto, um estilo próprio, inovador, imprevisível. E com grande paixão pela arte de escrever.

Escrevo. E ponto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece e as estrelas lá no céu

Razão de ser lembram letras no papel, quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?

Paulo Leminski. Melhores poemas de Paulo Leminski. Seleção de Fred Góes e Álvaro Marins. São Paulo: Global Editora, 2002.

ATIVIDADE COLETIVA

1. EM SEU POEMA, PAULO LEMINSKI DESCREVE DE FORMA POÉTICA AS RAZÕES QUE O LEVAM A ESCREVER. EM SUA OPINIÃO, ESSAS RAZÕES PARECEM COM AS SUAS? SÃO PARECIDAS COM AS QUE FORAM DADAS PELAS PESSOAS NOS DEPOIMENTOS QUE VOCÊ OUVIU?

Trabalhar a função da escrita tem fundamental importância neste momento do processo de alfabetização.

2. VOCÊ ACHA QUE O TÍTULO DO POEMA, “RAZÃO DE SER”, EXPLICA A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA O AUTOR?

Destaque a maneira poética que o autor utilizou para expressar a importância que dá à escrita.

capítulo 1

Apresente o livro aos alunos. Oriente-os a explorar sua estrutura com base numa breve leitura do sumário; mostre-lhes as unidades, os capítulos, as imagens, os tipos de atividades, a numeração das páginas e atividades, os espaços destinados à escrita, observe com eles o uso da frente e do verso da folha, bem como as margens direita e esquerda, pois é em relação a elas que os alunos tendem a definir a direção da leitura e da escrita.

PARA PRATICAR

NESTA SEÇÃO VOCÊ VAI ENCONTRAR ORIENTAÇÃO PARA O USO DOS ANEXOS QUE SE ENCONTRAM NO FINAL DO LIVRO. AO TRA- BALHAR COM UM DESSES MATERIAIS, SIGA TAMBÉM AS ORIENTA- ÇÕES DO PROFESSOR.

ANEXO 1

— TABELA DE LETRAS

PARA CONSULTAR: ALFABETO EM LETRAS DE IMPRENSA E MA- NUSCRITAS, MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS. RECORTE A TABELA. ESCREVA SEU NOME NO VERSO PARA IDENTIFICÁ-LA.

Os alunos podem usar a tabela como um quadro de consulta e como marcador de páginas do livro.

ANEXO 2

— CRACHÁ

PARA ESCREVER E RECORTAR: ESCREVA O SEU NOME EM LETRAS DE IMPRENSA MAIÚSCULAS E EM LETRAS MANUSCRITAS. RECOR- TE O CRACHÁ E USE-O PARA SE IDENTIFICAR NAS AULAS.

ANEXO 3

— LETRAS MÓVEIS

Essas letras podem ser usadas, por exemplo, na construção de palavras novas, do interesse de todos, e no trabalho de questões ortográficas.

PARA RECORTAR: RECORTE AS LETRAS NO PONTILHADO. AS LE- TRAS SERÃO USADAS NA CONSTRUÇÃO DE PALAVRAS. GUARDE- -AS EM UM ENVELOPE OU SAQUINHO PLÁSTICO.

ANEXO 4

— CARTELA

Deve ser usada para a formação de novas palavras de interesse do grupo, para

diferentes tipos de composições silábicas, segmentação de palavras nas frases, novos

exercícios baseados nos que já existem no livro.

PARA RECORTAR E ESCREVER: CADA QUADRADINHO DEVE COR- RESPONDER A UMA LETRA, OU SÍLABA, OU PALAVRA. RECORTE OS QUADRADINHOS CONFORME AS INSTRUÇÕES DO PROFESSOR.

Use os quadradinhos como as letras móveis. Inicialmente, cada espaço deve representar uma letra. Posteriormente, pode representar uma sílaba ou até uma palavra. Esse material pode ser utilizado em atividades individuais ou em grupos.

ANEXO 5

— ÍNDICE

PARA REGISTRAR PALAVRAS E ORGANIZÁ-LAS: RECORTE AS PÁ- GINAS NO PONTILHADO E MONTE UM ÍNDICE DE CONSULTA. ASSOCIE CADA LETRA TRABALHADA COM UMA PALAVRA DO IN- TERESSE DE TODOS E, SE POSSÍVEL, ILUSTRE COM DESENHO OU COM RECORTE DE FOTOS. VOCÊ PODE USAR ESSE ANEXO PARA:

— REGISTRAR PALAVRAS EM ORDEM ALFABÉTICA;

— TREINAR O TRAÇADO DE LETRAS, CONFORME A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR;

— REGISTRAR PALAVRAS NOVAS QUE TENHAM CHAMADO SUA

ATENÇÃO, OU QUE O GRUPO OU O PROFESSOR TENHA ESCO- LHIDO. TODA VEZ QUE VOCÊ QUISER CONSULTAR UMA PALAVRA OU ES- CREVÊ-LA, OBSERVE COM QUE LETRA ELA COMEÇA E PROCURE NESSE ÍNDICE. VOCÊ PODE COMEÇAR REGISTRANDO SEU NOME E OS DE SEUS COLEGAS.

ANEXO 6

— JOGO

É fundamental fornecer aos alunos diversos materiais impressos para que possam observar os diferentes tipos de traça- do de uma mesma letra e associar letras de imprensa com as manuscritas.

17

capítulo

2

NOMES

Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor.

CARRO

borboleta

Jorge

Jo s é

povo

CACHORRO

ROSA

Ruy

Luísa

janela

Mariana

Wanderson

fogão

Juliana

Maria

Aparecida

VESTIDO

escola

Cármen

caneta

areia

flor

mesa

s of á

gente

cidades

C ARLOS

casa

areia flor mesa s o f á gente cidades C ARLOS casa LIVRO lápis Francisco Paulo

LIVRO

flor mesa s o f á gente cidades C ARLOS casa LIVRO lápis Francisco Paulo fo

lápis

Francisco

Paulo

fo r miga

C ARLOS casa LIVRO lápis Francisco Paulo fo r miga EDITORAKARINA KARINA TENGAN/ARQUIVO TENGAN/ARQUIVO DA DA
EDITORAKARINA KARINA TENGAN/ARQUIVO TENGAN/ARQUIVO DA DA EDITORA
EDITORAKARINA
KARINA TENGAN/ARQUIVO
TENGAN/ARQUIVO DA
DA EDITORA

Cada aluno deve estar com seu crachá para poder realizar as atividades a seguir. Começará escrevendo seu primeiro nome.

capítulo 2

Para trabalhar o direcionamento da leitura e da escrita, escreva a frase 1 na lousa com letra de imprensa maiúscula. Peça aos alunos que coloquem o dedo indicador no número 1 da atividade e acompanhem, palavra por palavra, o que você está lendo e apontando na lousa. Destaque o movimento da esquerda para a direita e de cima para baixo. Utilize esse procedimento sempre que possível.

TUDO E TODOS TÊM UM NOME.

CANETA, ESCOLA, LIVRO, ÔNIBUS,

RITA, FÁBIO OU ADERBAL.

ESCREVA AQUI QUAL É O SEU NOME, AFINAL.

1. O MEU PRIMEIRO NOME É

.

SE ACHAR NECESSÁRIO, OBSERVE O SEU NOME NO CRACHÁ E COPIE.

2. TENHO

ANOS.

Acompanhe cada aluno na escrita. Depois que todos tentaram responder às questões, ajude os que não souberam escrever o nome ou os algarismos que correspondam à idade. Esta atividade visa verificar os conhecimentos prévios dos alunos e deve ser considerada como uma sondagem inicial. Portanto, registre na lousa todas as tentativas de escrita para que isso sirva, a você e a eles, de parâmetro do desenvolvimento da aprendizagem.

e a eles, de parâmetro do desenvolvimento da aprendizagem. LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 1 1 Conforme

LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 1 1

Conforme sugerimos no capítulo 1, a seção “Leitura compartilhada” deve ser lida em voz alta pelo professor.

Para escrever o seu nome, você usou letras. As letras são os 26 símbolos que formam o alfabeto ou abecedário da língua portuguesa. Observe:

O alfabeto

 

A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

O

P

Q

R

S

T

U

V

W

X

Y

Z

O alfabeto contém cinco vogais. Elas estão registradas na lista acima em negrito, ou seja, numa forma mais escura. As demais letras são as consoantes. As letras K, W e Y são usadas na escrita de alguns nomes, principalmente os estran- geiros. Para escrever a sua idade, você usou algarismos ou dígitos, que podem ser com- binados de muitas maneiras para representar os números. Os algarismos são dez. Observe:

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

PARA LER E ESCREVER

Leia os enunciados, com calma e clareza (ou peça a um aluno que leia). Troque ideias com os alunos para acompanhar individualmente o nível de compreensão. Anote o que você observar para ter mais dados para a sondagem inicial. Acompanhe cada aluno na realização da tarefa.

1. INDIQUE NO ALFABETO ABAIXO AS LETRAS DO SEU PRIMEIRO NOME.

Oriente os alunos a pintar as letras com o lápis ou a caneta. Se for necessário, solicite que observem o crachá.

caneta. Se for necessário, solicite que observem o crachá. 2. INDIQUE OS ALGARISMOS QUE VOCÊ USA

2. INDIQUE OS ALGARISMOS QUE VOCÊ USA PARA ESCREVER A SUA IDADE.

OS ALGARISMOS QUE VOCÊ USA PARA ESCREVER A SUA IDADE. 3. RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR.

3. RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR. USE ALGARISMOS.

Peça aos alunos que consultem o crachá e os oriente a concluir que a soma das vogais e das consoantes tem de coincidir com o total de letras do nome.

a) QUANTAS LETRAS HÁ EM SEU PRIMEIRO NOME?

b) QUANTAS SÃO VOGAIS?

c) E QUANTAS SÃO CONSOANTES?

4. LEIA AS FRASES ABAIXO:

Escreva as frases na lousa ou num cartaz. Coloque uma palavra bem embaixo da outra conforme se vê a seguir.

(

)

EU SOU DO SEXO FEMININO.

(

)

EU SOU DO SEXO MASCULINO.

a) CIRCULE AS PALAVRAS QUE NÃO SE REPETEM NAS FRASES ACIMA.

b) COLOQUE UM X NA FRASE QUE AFIRMA O QUE VOCÊ É.

capítulo 2

ATIVIDADES COLETIVAS

Estes exercícios devem ser discutidos coletivamente e depois registrados na lousa para que todos os alunos copiem as respostas.

1. SEU PROFESSOR VAI ESCREVER O NOME DELE NA LOUSA.

COMO SE ESCREVE O NOME DO PROFESSOR? ESCREVA COLOCANDO CADA LETRA EM UM QUADRADINHO.

Se achar conveniente, utilize o Anexo 4.

UM QUADRADINHO. Se achar conveniente, utilize o Anexo 4 . a) QUAL É A PRIMEIRA LETRA

a) QUAL É A PRIMEIRA LETRA DESSE NOME?

b) QUAL É A ÚLTIMA LETRA?

c) QUAIS SÃO AS VOGAIS DESSE NOME?

d) E QUAIS SÃO AS CONSOANTES?

Mostre o cartaz com a lista de nomes dos alunos cuja confecção foi solicitada no capítulo 1. Se possível, providencie cópias reduzidas, que poderão ser usadas pelos alunos em duplas ou trios.

2. SEU PROFESSOR VAI MOSTRAR O CARTAZ COM OS NOMES DA TUR- MA. OBSERVE O CARTAZ E RESPONDA: COMO ESSA LISTA DE NOMES FOI ORGANIZADA?

Provavelmente a lista foi escrita conforme a ordem de apresentação do nome pelos alunos. Se isso de fato tiver ocorrido, não tem problema, pois poderemos solicitar aos alunos que discutam as facilidades decorrentes de estabelecermos um critério de organização de listas, como o da ordem alfabética.

3. LEIA OS NOMES DA LISTA E RESPONDA:

Oriente os alunos a identificar as letras iniciais e finais dos nomes registrados no cartaz e a efetuar os cálculos solicitados. Depois acompanhe cada aluno a fazer o registro na forma de algarismos.

a) QUANTOS SÃO OS NOMES QUE COMEÇAM COM VOGAL?

b) QUANTOS SÃO OS NOMES QUE COMEÇAM COM CONSOAN-

VOGAL? b) QUANTOS SÃO OS NOMES QUE COMEÇAM COM CONSOAN- TE? c) QUANTOS DESSES NOMES TERMINAM

TE?

c) QUANTOS DESSES NOMES TERMINAM COM A LETRA A?

d) HÁ QUANTOS NOMES FEMININOS?

e) QUANTOS DELES TERMINAM COM A LETRA O?

f)

HÁ QUAN T OS NO MES MAS CU LI NOS?

Quanto aos itens c e d, questione os alunos se todos os nomes que terminam com a letra A são femininos. Faça o mesmo com os itens e e f. Incentive-os a identificar, dentre os nomes que lhes são familiares, alguns que fujam dessa “regra”, como Darci, Noeli, Daniele, Rosemeire, José Maria, etc.

LEITURA COMPARTILHADA 2

Os compositores Geraldo Azevedo e Renato Rocha criaram este poema para um disco do grupo musical MPB4. Veja só:

Antes da leitura do poema, dê destaque ao título, aos autores, às letras em negrito. Destaque também a forma vertical da escrita do poema, as margens e as pautas.

Tem muito nome de gente Muito significado Prudêncio que é prudente Tibor que é honrado Hugo que é previdente Reinaldo que é ousado

Tem muito nome de gente Muito significado Ataulfo é nobre lobo Arnaldo águia potente Arnoud é águia e lobo Arlindo águia e serpente Leandro homem leão Leonardo leão forte Catulo pequeno cão Bernardo é urso forte

Tem nome de toda sorte Luci quer dizer doce Lia que é trabalhadora Olga que é nobre moça Berenice é vencedora

Nomes de gente

Tamara é estrangeira Estela que é estrela No meio de todas elas Só Vera que é verdadeira

Natalice e Natalino Nasceram os dois no Natal Domingos foi num domingo Na Páscoa nasceu Pascoal Genaro foi em janeiro Em março nasceu Marçal Aurora porque nasceu Na hora que nasce o sol

Tem muito nome e a gente Cantou somente um bocado

É muito nome de gente

Prum verso de pé quebrado

A gente fica contente

Se ninguém ficar zangado Se nesse quase repente Seu nome não foi cantado

Geraldo Azevedo e Renato Rocha. Adivinha o que é – MPB4. São Paulo, Ariola, 1983.

Adivinha o que é – MPB4 . São Paulo, Ariola, 1983. PARA ENTENDER MELHOR SIGNIFICADO TER.

PARA ENTENDER MELHOR

é – MPB4 . São Paulo, Ariola, 1983. PARA ENTENDER MELHOR SIGNIFICADO TER. : AQUILO QUE
é – MPB4 . São Paulo, Ariola, 1983. PARA ENTENDER MELHOR SIGNIFICADO TER. : AQUILO QUE

SIGNIFICADO

TER.

: AQUILO QUE UMA COISA QUER DIZER. O SENTIDO QUE ALGO PODE

: AQUILO QUE UMA COISA QUER DIZER. O SENTIDO QUE ALGO PODE PRUDENTE : MODERADO, CAUTELOSO,

PRUDENTE

: MODERADO, CAUTELOSO, AQUELE QUE TEM BOM SENSO.

PRUDENTE : MODERADO, CAUTELOSO, AQUELE QUE TEM BOM SENSO. PREVIDENTE : AQUELE QUE PREVÊ, QUE É

PREVIDENTE

: AQUELE QUE PREVÊ, QUE É PREVENIDO. TAMBÉM PODE SIGNIFICAR

O MESMO QUE PRUDENTE.

OUSADO POTENTE
OUSADO
POTENTE

: DESTEMIDO, CORAJOSO, AUDACIOSO, ATREVIDO.

: PODEROSO, VIOLENTO, ENÉRGICO, AQUELE QUE TEM PODER.

Explique aos alunos que nomes como Arnoud têm sua origem em outros países (no caso, a França) e são escritos e 22 pronunciados segundo regras de linguagem diferentes da cultura brasileira e da Língua Portuguesa.

capítulo 2

Escreva na lousa, em letra bastão, uma lista com todos os nomes próprios citados no poema. Depois, com os alunos, separe esses nomes conforme as letras iniciais, perguntando: “Quais começam com a letra A?”, “E com a letra B?”, etc. Utilize o Anexo 1 - TABELAS DE LETRAS para identificação e nomeação das letras nesta atividade.

PARA LER E ESCREVER

1. OS NOMES A SEGUIR FORAM CITADOS NO POEMA. COMPLETE-OS COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO.

Se desejar, utilize com os alunos o Anexo 4.

a) NOMES COMEÇADOS COM A LETRA A.

A U

R

O R

 

A

 

A R

N

 

A L

D

O

Ou Ataulfo.

b) NOMES COMEÇADOS COM A LETRA L.

L

U

C I

 

L

E

A N

D

R

O

c) NOMES COM 8 LETRAS.

B

E

R

N

A

R D

O

B

E

R

E

N

I C

E

d) NO ME COM O ME NOR NÚ ME RO DE LE T RAS.

L I A
L
I A

e) NOME EM QUE A LETRA A APARECE 3 VEZES.

T

A

M

A

R

A

2. ESCREVA OS NOMES QUE APARECEM ABAIXO, SEPARANDO-OS EM PARTES. COLOQUE CADA PARTE NUM RETÂNGULO.

NATALICE —

NATALINO —

NA

TA

LI

CE
CE

NA

TA

LI

NO
NO

3. COMPARE OS DOIS NOMES DO EXERCÍCIO ANTERIOR E CIRCULE AS PARTES QUE NÃO SE REPETEM.

4. VOCÊ SABE QUAL É O NOME DE CADA UMA DESSAS PARTES QUE FO- RAM ESCRITAS NOS RETÂNGULOS? CONVERSE COM OS COLEGAS E TENTE DESCOBRIR.

Sílabas.

5. COMPLETE OS NOMES QUE APARECEM NO POEMA COM AS LETRAS

QUE ESTÃO FALTANDO.

Os nomes próprios a seguir estão classificados em masculinos e femininos e dispostos em ordem alfabética, com separação silábica. Você pode utilizar esta atividade para trabalhar com os alunos noções de ordem alfabética e de separação silábica.

 

A

R

 

A

R

 

A

R

 

A

B

E

R

 

C

A

 

D

O

 

G

E

 

H

U

 

L

E

 

L

E

L N D I O N L D A O N O U D T
L
N
D
I
O
N
L
D
A
O
N O U D
T
L
F
A
U
O
N
R
D
A
O
T
L
U
O
M
N
G
S
I
O
N
R
A
O
G
O
A N
D
R
O
O
N
R
D
A
O

capítulo 2

M

A

R

N

A

P

A

S

P

R

U

R

E

I

T

I

A

U

B

E

E

S

L

I

L

U

N

A

O

L

T

A

V

E

Ç L A T L N A I O C L O A D N
Ç
L
A
T
L
N
A
I
O
C
L
O
A
D
N
C
Ê
I
O
N
L
D
A
O
B
R
O
R
R
O
A
R
N
C
E
I
E
T
L
E
A
A
C
I
T
L
C
A
I
E
G
A
M
R
A
A
R
A

6. VOCÊ USOU VOGAIS OU CONSOANTES PARA COMPLETAR OS NO- MES? CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA.

CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO
CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO

X

O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO UTILIZADO
O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO UTILIZADO
O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA. X 7. QUAL FOI O CRITÉRIO UTILIZADO

7. QUAL FOI O CRITÉRIO UTILIZADO NA ORGANIZAÇÃO DA LISTA DE NOMES DO EXERCÍCIO 5? CONVERSE COM OS COLEGAS E TENTE DESCOBRIR. DEPOIS, CRIE UM TÍTULO PARA A LISTA.

Sugestões de resposta: Lista de nomes de homens e de mulheres/Nomes masculinos e nomes femininos em ordem

alfabética/etc.

8. RESPONDA COM ALGARISMOS:

a) QUANTOS NOMES FEMININOS HÁ NA LISTA?

9

b) QUANTOS NOMES MASCULINOS HÁ NA LISTA?

17

c) QUANTOS NOMES MASCULINOS HÁ A MAIS QUE OS FEMININOS?

8

capítulo 2

9. COMPLETE A PALAVRA CRUZADA COM OS NOMES FEMININOS QUE APARECEM NA LISTA:

 

V

 
 

N

 

E

 

T

A

U

R

O

R

A

T

 

A

 

M

 

E

 

A

 

A

S

L

I

A

 

R

T

I

 

A

B

E

R

E

N

I

C

E

 
 

L

 

E

 

O

L

G

A

 
 

U

 

C

I

Veja orientações para o trabalho com a sonoridade das vogais no Manual do Professor.

trabalho com a sonoridade das vogais no Manual do Professor. LEITURA COMPARTILHADA 3 Você conhece a

LEITURA COMPARTILHADA 3

Você conhece a marchinha “A, E, I, O, U”? Ela foi composta em 1932 por dois músicos importantes do cancioneiro popular brasileiro: Lamartine Babo e Noel Rosa. Acompanhe a leitura.

A ,

E,

I,

O,

U

A, E, I, O, U Dabliú… Dabliú… Na cartilha da Juju, Juju. (bis)

A Juju já sabe ler,

A Juju sabe escrever,

Há dez anos na cartilha,

A Juju já sabe ler,

A Juju sabe escrever,

Escreve sol com cê-cedilha.

A ,

Dabliú… Dabliú… Na cartilha da Juju, Juju. (bis)

E,

I,

O,

U,

……

Lamartine Babo e Noel Rosa. In: Roberto Lapiccirella (org.) As marchinhas de Carnaval – antologia musical popular brasileira. São Paulo: Musa, 1996.

PARA LER E ESCREVER

1. FAÇA UM CÍRCULO EM VOLTA DO TÍTULO DA CANÇÃO.

2. PROCURE NO POEMA AS LETRAS QUE APARECEM NO TÍTULO E SU-

BLINHE-AS.

Esta seção tem como objetivo trabalhar a passagem da escrita e leitura de letras de imprensa maiúsculas para letras manuscritas. Escreva as letras na lousa (ou num cartaz), em tamanho grande, obedecendo à sequência dos traçados. Se possível, mantenha uma faixa com o

traçado das letras à vista de todos os alunos durante todo o estágio de alfabetização. Associe cada letra a uma palavra conhecida por eles.

É fundamental disponibilizar aos alunos certa variedade de material impresso para que eles observem diferentes tipos de traçado de uma mesma letra.

3. MARQUE UM X NA FRASE CORRETA.

Acompanhe os alunos individualmente. ) AS LETRAS A, E, I, O, U FAZEM PARTE DO
Acompanhe os alunos individualmente.
) AS LETRAS A, E, I, O, U FAZEM PARTE DO GRUPO DAS
CONSOANTES.
( X ) AS LETRAS A, E, I, O, U FAZEM PARTE DO GRUPO DAS
VOGAIS.
(
PARA PRATICAR
VAMOS APRENDER A TRAÇAR AS VOGAIS EM LETRA CURSIVA?
a) OBSERVE O TRAÇADO DE CADA VOGAL MAIÚSCULA E MINÚS-
CULA. APOIE O DEDO INDICADOR SOBRE O DESENHO, SIGA A
SEQUÊNCIA DOS NÚMEROS E PERCORRA O TRAÇADO.
b) FAÇA AGORA, COM O LÁPIS, O TRAÇADO DAS LETRAS.

capítulo 2

capítulo 2 1 2 3 4 CUBRA O PONTILHADO. 3 5 2 1 4 6
1 2 3 4 CUBRA O PONTILHADO.
1
2
3
4
CUBRA O PONTILHADO.
3 5 2 1 4 6
3
5
2
1
4 6

COPIE.

3 5 2 1 4 6       COPIE. 1 2 3
1 2 3 5 4 CUBRA O PONTILHADO.
1
2
3
5
4
CUBRA O PONTILHADO.
3 2 1 4
3
2
1
4

D D D

COPIE.

2 1 3 4
2
1
3
4

CUBRA O PONTILHADO.

4 2 1 3
4
2
1 3
2 1 3 4 CUBRA O PONTILHADO. 4 2 1 3    H H

H H H

COPIE.

O PONTILHADO. 4 2 1 3    H H H COPIE. 1 3 4
1 3 4 2 CUBRA O PONTILHADO.
1
3
4
2
CUBRA O PONTILHADO.
5 2 7 6 4 1 3
5
2 7
6
4
1 3

N N N

COPIE.

capítulo 2

capítulo 2 3 1 4 2 CUBRA O PONTILHADO. 2 4 5 1 3 # #
3 1 4 2
3
1
4
2

CUBRA O PONTILHADO.

2 4 5 1 3
2
4
5
1 3

# # # = = =

COPIE.

Antes de propor o exercício pergunte aos alunos se conhecem palavras formadas só por vogais. O trabalho com tabelas de dupla entrada é importantíssimo. Utilize esse recurso sempre que possível, em qualquer área do conhecimento.

PARA VOCÊ, UM DESAFIO…

É POSSÍVEL FORMAR PALAVRAS SÓ COM VOGAIS? COMBINE AS LETRAS DA TABELA ABAIXO E DESCUBRA.

Os alunos devem perceber que há palavras formadas só de vogais. O mesmo não é válido para as consoantes. Para que os alunos descubram isso, você pode, depois da prática do traçado de consoantes, fazer um cartaz com algumas palavras vistas até o momento e perguntar-lhes se eles conseguem encontrar algum exemplo desse caso.

 

A

E

I

O

U

A

   

ai

ao

au-au

E

   

ei

   

eia

eu

I

ia

       

O

   

oi

 

ou

U

uau

       

uai

ui

LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 4 4 Na canção “O ABC do sertão” os autores Zé

LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 4 4

Na canção “O ABC do sertão” os autores Zé Dantas e Luiz Gonzaga apre- sentam o abecedário ou alfabeto falado no Nordeste.

Dê destaque às questões relativas à regionalidade e à importância de respeitarmos o modo de falar de cada pessoa e de cada região do país. Verifique se alguém da turma tem vocabulário ou sotaque diferenciado. Converse com os alunos sobre a maneira como algumas palavras foram escritas na canção: pros, caboco, qui, aprendê.

O ABC do sertão

Lá no meu sertão Pros caboco lê Tem qui aprendê Um outro abecê

O

jota é ji

O

ele é lê

O

esse é si

Mas o erre tem nome de rê Até ípsilon Lá é ipsilone

O

eme é mê

e

o ene é nê

O

efe é fê

o

chama-se guê

Na escola é engraçado ouvir-se tanto ê A, bê, cê, dê Fê, guê, lê, mê Nê, pê, quê, rê Tê, vê e zê.

Zé Dantas e Luiz Gonzaga. In: ABC do sertão. Revista MPBNOJT — Luiz Gonzaga (5): BMG, 1997.

PARA LER E ESCREVER

1. OBSERVE AS PALAVRAS QUE ESTÃO EM DESTAQUE NA CANÇÃO. PROCURE LER ESSAS PALAVRAS. SE NECESSÁRIO, PEÇA AJUDA AO PROFESSOR.

capítulo 2

2. MARQUE NO ALFABETO AS LETRAS QUE ELAS REPRESENTAM:

A

B

C

D

E

F
F
G
G

H

I

J
J

K

L
L
M
M
N
N

O

P

Q

R
R
S
S

T

 

U

V

W

X

Y
Y

Z

3. AGORA COPIE NAS LINHAS ABAIXO AS CONSOANTES QUE NÃO FO- RAM MARCADAS.

B

C

D

H

K

P

Q

T

V

W

X

Z

PARA PRATICAR

AGORA VAMOS TREINAR O TRAÇADO DAS CONSOANTES EM LETRA CURSIVA?

a) OBSERVE O TRAÇADO DE CADA CONSOANTE MAIÚSCULA E MINÚSCULA. APOIE O DEDO INDICADOR SOBRE O DESENHO, SIGA A SEQUÊNCIA DOS NÚMEROS E PERCORRA O TRAÇADO.

b) FAÇA AGORA, COM O LÁPIS, O TRAÇADO DE CADA CONSOANTE.

b) FAÇA AGORA, COM O LÁPIS, O TRAÇADO DE CADA CONSOANTE. 4 5 1 B 2
4 5 1 B 2 6 7 3 8 CUBRA O PONTILHADO.
4
5
1 B
2
6
7
3
8
CUBRA O PONTILHADO.
CONSOANTE. 4 5 1 B 2 6 7 3 8 CUBRA O PONTILHADO. 3 2 5

3

2

5

1 4

6

Lembre-se de trabalhar

a sonoridade das letras

através de exercícios au- ditivos.

As letras K, W e Y não fo-

ram

atividade. Essas letras, na fala, são realizadas como:

nesta

consideradas

tDPOTPBOUFT,F8

tWPHBJT8F:

A A A

COPIE.

1 2 3 CUBRA O PONTILHADO. 3 2 1 4 5    B
1 2 3 CUBRA O PONTILHADO.
1
2
3
CUBRA O PONTILHADO.
3 2 1 4 5
3
2
1 4
5

B B B

COPIE.

O PONTILHADO. 3 2 1 4 5    B B B COPIE. 1 5
1 5 6 3 2 4 CUBRA O PONTILHADO.
1
5
6
3
2
4
CUBRA O PONTILHADO.
5 3 2 1 4 6
5
3
2
1
4
6

C C C

COPIE.

capítulo 2

capítulo 2 3 2 1 F 7 6 5 4 CUBRA O PONTILHADO. 2 3 1
3 2 1 F 7 6 5 4 CUBRA O PONTILHADO.
3
2
1
F
7
6
5
4
CUBRA O PONTILHADO.
2 3 1 6 5 4
2
3
1
6
5
4

E E E

COPIE.

2 3 1 6 5 4    E E E COPIE. 1 2 5
1 2 5 4 3 CUBRA O PONTILHADO.
1
2
5
4
3
CUBRA O PONTILHADO.
6 2 3 1 5 4
6
2 3
1
5
4

COPIE.

2 7 6 1 5 4 3 8 9 CUBRA O PONTILHADO.
2
7
6
1
5
4
3
8
9
CUBRA O PONTILHADO.
3 2 5 1 4 6
3
2
5
1
4
6

G G G

COPIE.

2 J 1 5 4 3
2
J 1
5
4
3

CUBRA O PONTILHADO.

6 2 1 5 4 3
6
2
1
5
4
3

COPIE.

capítulo 2

capítulo 2 L 1 2 5 4 3 CUBRA O PONTILHADO. 3 2 4 1
L 1 2 5 4 3 CUBRA O PONTILHADO.
L 1
2
5
4
3
CUBRA O PONTILHADO.
3 2 4 1
3
2
4
1

4 4 4

COPIE.

O PONTILHADO. 3 2 4 1    4 4 4 COPIE. 3 5 1
3 5 1 6 2 4 CUBRA O PONTILHADO.
3
5
1
6
2
4
CUBRA O PONTILHADO.
3 5 1 2 4 6
3
5
1
2
4
6

5 5 5

COPIE.

4 1 2 5 3 CUBRA O PONTILHADO. 3 1 2 4
4 1 2 5 3 CUBRA O PONTILHADO.
4
1
2
5
3
CUBRA O PONTILHADO.
3 1 2 4
3
1
2
4

" " "

COPIE.

3 1 2 4    " " " COPIE. 1 3 4 5 2
1 3 4 5 2 CUBRA O PONTILHADO.
1 3
4
5
2
CUBRA O PONTILHADO.
" " COPIE. 1 3 4 5 2 CUBRA O PONTILHADO.

O O O

COPIE.

capítulo 2

capítulo 2 3 1 4 2 6 7 5 CUBRA O PONTILHADO.
3 1 4 2 6 7 5 CUBRA O PONTILHADO.
3
1
4
2
6
7
5
CUBRA O PONTILHADO.

P P P

COPIE.

          P P P COPIE. 1 3
1 3 4 5 6 7 2 CUBRA O PONTILHADO.
1 3
4
5
6
7
2
CUBRA O PONTILHADO.
         P P P COPIE. 1 3 4
         P P P COPIE. 1 3 4
         P P P COPIE. 1 3 4

Q Q Q

COPIE.

3 2 6 5 4 1 CUBRA O PONTILHADO.     ! !
3 2 6 5 4 1 CUBRA O PONTILHADO.
3
2
6
5
4
1
CUBRA O PONTILHADO.

3 2 6 5 4 1 CUBRA O PONTILHADO.     ! ! !

! ! ! ; ; ;

COPIE.

PONTILHADO.     ! ! ! ; ; ; COPIE. 2 1 4 3
2 1 4 3 CUBRA O PONTILHADO.
2
1
4
3
CUBRA O PONTILHADO.

" " " S S S

COPIE.

capítulo 2

capítulo 2 3 5 4 1 2 CUBRA O PONTILHADO.     $ $
3 5 4 1 2 CUBRA O PONTILHADO.
3
5
4
1
2
CUBRA O PONTILHADO.

$ $ $ " " "

COPIE.

    $ $ $ " " " COPIE. 1 4 2 3 5
1 4 2 3 5 6 CUBRA O PONTILHADO.
1
4
2
3
5
6
CUBRA O PONTILHADO.

& & & , , ,

COPIE.

1 6 3 2 5 4 CUBRA O PONTILHADO.      (
1 6 3 2 5 4 CUBRA O PONTILHADO.
1
6
3
2
5
4
CUBRA O PONTILHADO.

( ( ( B B B

COPIE.

PONTILHADO.      ( ( ( B B B COPIE. LEITURA LEITURA COMPARTILHADA

LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 5 5

Quadras são poemas populares passados de boca em boca, de geração em geração. Podem ser recitadas ou cantadas e variam de uma região para outra. Leia as quadras escritas pelo grande poeta português Fernando Pessoa (1888 -1935). O professor vai colocar as quadras na lousa para que você possa acompa- nhar a leitura com ele e com seus colegas.

AQUELA LOURA DE PRETO COM UMA FLOR BRANCA NO PEITO É O RETRATO COMPLETO DE COMO ALGUÉM É PERFEITO.

Leia as quadras com entonação e ritmo para que os alunos possam perceber a melodia desses poemas. Discuta com eles os temas abordados em cada quadra.

Fernando Pessoa. Obra poética. Cia. José Augusto Aguilar Editora: Rio de Janeiro, 1972.

abordados em cada quadra. Fernando Pessoa. Obra poética . Cia. José Augusto Aguilar Editora: Rio de

capítulo 2

capítulo 2 TENHO UMA PENA QUE ESCREVE AQUILO QUE EU SEMPRE SINTA. SE É MENTIRA, ESCREVE

TENHO UMA PENA QUE ESCREVE AQUILO QUE EU SEMPRE SINTA. SE É MENTIRA, ESCREVE LEVE. SE É VERDADE, NÃO TEM TINTA.

PARA LER E ESCREVER

Fernando Pessoa, op. cit.

1. LEIA NOVAMENTE AS QUADRAS COM SEU PROFESSOR, ACOMPANHAN- DO CADA LINHA DA DIREITA PARA A ESQUERDA. DEPOIS RESPONDA:

a) POR QUE ESSES TEXTOS RECEBEM O NOME DE QUADRAS?

Porque eles têm quatro partes ou quatro versos.

b) QUAL O TEMA TRATADO NA PRIMEIRA QUADRA?

É a descrição (lírica) de uma mulher provavelmente muito bonita, já que é considerada um ser “perfeito”.

c) QUAL O TEMA TRATADO NA SEGUNDA QUADRA?

A verdade e a mentira na escrita do poeta.

d) PROCURE EM CADA UMA DAS QUADRAS AS PALAVRAS QUE RIMAM NO FINAL DE CADA LINHA. PASSE UM TRAÇO EMBAIXO DELAS.

Na primeira quadra, as palavras que devem ser grifadas são peito e perfeito . Porém, como as palavras finais de cada verso terminam com a sílaba TO, é possível também que os alunos decidam por grifar essas quatro palavras. Aceite as duas possibilidades, mas peça argumentos e verifique se eles foram utilizados para justificar a escolha. Na segunda quadra, as palavras a serem grifadas são escreve / leve e sinta / tinta .

43

2. AS QUADRAS TAMBÉM SÃO CONHECIDAS COMO QUADRINHAS. ESTAS QUE VOCÊ VAI LER A SEGUIR FORAM COLETADAS EM DIFE- RENTES LOCALIDADES DO BRASIL. EM CADA UMA DELAS ESTÁ FALTANDO A PALAVRA QUE RIMA. PRO- CURE ESSAS PALAVRAS NO QUADRO ABAIXO E COMPLETE ADEQUA- DAMENTE CADA VERSO. OBSERVE AS DICAS QUE ESTÃO ENTRE PARÊNTESES.

Coloque as quadras na lousa. Leia para os alunos melodicamente sem pronunciar a última palavra de cada verso.

JOSIA

AMIGA

SANTO

REPRESA

PROTETOR

GRANDEZA

BACIA

GUIA

DESGRAÇADO

SANTO

LADO

AMOR

A MULHER DE “SEO” JOSIA

TEM MANIA DE GRANDEZA

TOMA BANHO DE BACIA

.

,

(RIMA COM IA)

DIZ QUE NADOU NA REPRESA

!

(TAQUARITINGA,1942)

A

LUA É MINHA AMIGA

 

O

SOL, O MEU PROTETOR

 

,

(RIMA COM OR)

   

,

A

ESTRELA-GUIA ME GUIA

AOS BRAÇOS DO MEU AMOR

AOS BRAÇOS DO MEU AMOR

.

(POÁ, 1945)

VOCÊ REFUGA O SANTO

?

DEIXE O SANTO DE LADO

ELE CONTINUA SANTO

:

(RIMA COM ADO)

E VOCÊ, UM DESGRAÇADO

!

(CRATO, 1969)

Textos de domínio público.

capítulo 2

3. LEIA NOVAMENTE AS QUADRAS JUNTO COM O PROFESSOR E OS COLEGAS.

4. PESQUISE UMA QUADRA DE QUE VOCÊ GOSTE. COPIE-A NO ESPAÇO ABAIXO.

5. O PROFESSOR VAI REVISAR SEU TEXTO. CASO SEJA NECESSÁRIO, REESCREVA A QUADRA NO ESPAÇO ABAIXO.

6. ESTUDE PARA MEMORIZAR SUA QUADRINHA E PODER DECLAMÁ-LA PARA OS COLEGAS EM UM DIA COMBINADO COM O GRUPO.

Ler ou recitar um texto previamente preparado diante de uma pequena audiência pode exercitar a pronúncia, a dicção, a entonação e a desinibição para possíveis apresentações públicas.

e a desinibição para possíveis apresentações públicas. LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 6 6 As obras

LEITURA LEITURA COMPARTILHADA COMPARTILHADA 6 6

As obras abaixo foram feitas pela artista plástica Mira Schendel (1919-1988). Mira nasceu na Suíça, mas mudou-se para o Brasil em 1949. Seu trabalho com arte passa por diversas fases, nelas os materiais utilizados se relacionam com o tema. O tema da “transparência”, por exemplo, pode ser verificado no trabalho com o fino e delicado papel-arroz, sobre o qual são gravados números, linhas, letras, símbolos, escrituras. Na série “Objetos gráficos”, Mira utilizou placas de acrílico para fixar várias folhas desse papel, criando obras em que as imagens parecem “sair” de den- tro delas.

Conheça alguns dos “objetos gráficos” de Mira Schendel:

Mira Schendel. Sem título [“Objetos gráficos”], 1967. Grafite, Letraset e óleo sobre colagem de papel-arroz
Mira Schendel. Sem título [“Objetos gráficos”], 1967.
Grafite, Letraset e óleo sobre colagem de papel-arroz
entre duas placas de acrílico.
Mi
Mira Schendel. Sem título [“Objetos gráficos”],
S
h
d
l
S
tít
l
[“Ob
t
áfi
”]
MIRA SCHENDEL/COLEÇÃO PATRICIA PHELPS DE ISNEROS/GALERIA MILLAN
MIRA SCHENDEL/COLEÇÃO PARTICULAR/GALERIA MILLAN

46

1967-1968. Letraset sobre colagem de papel-arroz entre duas placas de acrílico.

As obras apresentadas podem ser lidas de muitas maneiras: podem provocar sentimentos, informar, ser apreciadas como um jogo. Pode-se tentar, na interlocução com a obra, imaginar a intenção da artista ao realizá-la. O importante é que os alunos considerem a possibilidade de poder ler através de

uma imagem considerada abstrata, deem suas opiniões, expressem seu gosto e sentimentos. Pode ser uma boa oportunidade para montar um arquivo com fotografias de obras de diferentes artistas, épocas e estilos. Por exemplo: pinturas, esculturas, obras fotográficas, desenhos, gravuras, entre outras.

capítulo 2

RODA DE CONVERSA

OBSERVE AS OBRAS PRESTANDO ATENÇÃO NOS DETALHES, NAS FORMAS, NO FUNDO, NOS ELEMENTOS GRÁFICOS, NA COR.

AGORA DÊ SUA OPINIÃO PARA OS COLEGAS:

a) QUE SENSAÇÃO A PRIMEIRA OBRA PROVOCA EM VOCÊ? E A SEGUNDA?

b) QUAL TERIA SIDO A INTENÇÃO DA ARTISTA AO PRODUZIR ESTAS OBRAS? POR QUE MIRA TERIA FEITO UMA COLETÂNEA BASEADA EM

SÍMBOLOS E LETRAS?

Abrir espaço para a conversa é fundamental para o desenvolvimento da expressão oral. Assim, formule outras perguntas além das já colocadas a partir das colocações dos alunos. Insista para que manifestem sua opinião de maneira a deixar clara sua posição e a compreensão do que está sendo tratado.

PARA LER E ESCREVER

1. OBSERVANDO OS “OBJETOS GRÁFICOS” DE MIRA, ESCREVA:

a) UMA PALAVRA COM LETRAS DA PRIMEIRA OBRA.

b) UMA PALAVRA QUE DEFINA A SENSAÇÃO QUE AS OBRAS

PROVOCAM.

c) UM TÍTULO PARA AS DUAS OBRAS.

Incentive os alunos para que escrevam à sua maneira. Aproveite a oportunidade para sondagem das condições de escrita de cada um. Lembre-se sempre de anotar os dados dessas sondagens para constatação da evolução dos alunos.

PARA PRATICAR

1. PESQUISE EM JORNAIS, REVISTAS OU EM OUTROS MATERIAIS TIPOS DIFERENTES DE LETRAS COM TAMANHOS, FORMAS, TRA- ÇADOS E CORES VARIADOS. RECORTE E TRAGA PARA A CLASSE.

2. REÚNAM-SE EM TRIOS.

3. COMPONHAM AS LETRAS SOBRE UMA BASE DE PAPEL ATÉ QUE A CRIAÇÃO FIQUE DO AGRADO DE TODOS. VOCÊS PODEM BUSCAR INSPIRAÇÃO NAS OBRAS DE MIRA SCHENDEL. COLEM AS LETRAS. EXPONHAM OS TRABALHOS NA CLASSE PARA QUE TODOS POSSAM APRECIAR. GUARDEM OS TRABALHOS PARA UMA FUTURA EXPOSIÇÃO.

capítulo

3

NOME E SOBRENOME

Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor.

— Sra. Maria. — Sou eu. — Sra. Maria Pereira. — Sra. Maria das Dores.
— Sra. Maria.
— Sou eu.
— Sra. Maria
Pereira.
— Sra. Maria
das Dores.
— Sou eu.
— Família
Campos.
AMJ ARTES GRÁFICAS/ARQUIVO DA EDITORA

QUAL SERÁ A IMPORTÂNCIA DE TER UM SOBRENOME?

capítulo 3

capítulo 3 LEITURA COMPARTILHADA 1 Como seria nossa vida se todas as pessoas tivessem o mesmo

LEITURA COMPARTILHADA 1

Como seria nossa vida se todas as pessoas tivessem o mesmo sobrenome? Em geral, o nome é escolhido por uma pessoa próxima da criança — a mãe, o pai, os avós. Já o sobrenome vem da família da pessoa. Na ilustração anterior, todas as pessoas da família chamada pelo atendente têm o mesmo sobreno- me: Campos. Vamos conhecer um pouco mais sobre a origem dos sobrenomes? Preste atenção na próxima leitura.

Chame a atenção dos alunos para as letras iniciais maiúsculas, que estão grafadas em negrito. Destaque o título do texto.

A origem dos sobrenomes

Se você pensa que tempo não tem idade e que castelos e cavaleiros de armadura só existiram nos filmes e nas lendas, está enganado! Houve um tempo em que eles existi- ram de verdade. Nessa época, só reis, rainhas, príncipes, princesas e nobres usavam nome e sobre- nome ou nome de família. As pessoas do povo, que trabalhavam para esses reis e nobres, também precisavam se diferenciar uns dos outros, se identificar, ter uma identidade própria. Passaram então a utilizar sobrenomes baseados em:

1. nomes de profissões ou referentes a habilidades. Exemplos: Elias Ferreiro, Marcos Bandeira, Maria das Dores, Francisco da Cruz;

2. nomes de lugares ou de regiões em que moravam. Exemplos: Carmem Lagoa, Pedro Floresta, Ana Terra;

3. nomes de plantas ou de animais. Exemplos: Madalena Pereira, João Bezerra, Antônio Leitão;

4. nomes que caracterizavam sua condição social e econômica. Exemplos: Jacira Casa Grande, Fernando das Armas;

5. nomes que implicam as noções de tempo, de período. Exemplos: Clóvis Domingos,

Fátima Primavera, Antônio Nascente. Depois do descobrimento do Brasil, que ocorreu em 1500, pessoas de outros países, como portugueses, africanos, espanhóis, franceses, holandeses, ingleses e italianos, entre outros, passaram a viver no Brasil e dessa forma trouxeram seus sobrenomes para cá. É importante lembrar que a língua tupi, falada pelos povos indígenas que ocupavam al- gumas regiões do Brasil quando da chegada dos portugueses, também influenciou enorme- mente nossos nomes e sobrenomes. Exemplos: Marcelo Pernambuco, Iana Tupinambá. Como você pode ver, sobrenome é coisa séria. Tem a ver com as nossas origens e com

uma história de muitos, mas muitos anos atrás.

RODA DE CONVERSA

1. NA SUA TURMA TEM ALGUÉM COM O PRIMEIRO NOME IGUAL AO SEU? QUANTAS PESSOAS?

2. ALGUÉM DA SUA TURMA TEM O MESMO SOBRENOME? QUANTAS PESSOAS?

3. VOCÊ SE IMPORTA QUE ALGUÉM TENHA O NOME INTEIRO IGUAL AO SEU? QUE PROBLEMAS PODEM OCORRER?

O objetivo desta atividade é mostrar que existem muito mais casos de coincidência de nomes do que de sobrenomes e alguns casos de homônimos. Mais adiante veremos uma árvore genealógica, e os alunos poderão analisar a linhagem de um sobrenome.

PARA LER E ESCREVER

1. COM A AJUDA DO PROFESSOR, ANALISE O TEXTO “A ORIGEM DOS SOBRENOMES” E OBSERVE COMO ESTÃO ESCRITOS OS NOMES DAS PESSOAS.

2. PASSE UM TRAÇO EMBAIXO DOS NOMES E SOBRENOMES QUE VOCÊ ENCONTRAR NO TEXTO E CONVERSE COM OS COLEGAS A RESPEITO DO QUE VOCÊ DESCOBRIU.

Explique aos alunos que essas palavras estão escritas com as iniciais maiúsculas — são nomes próprios. Use a listagem de letras do Anexo 1 para tornar esse aspecto mais claro aos alunos.

3. QUE TIPOS DE LETRA VOCÊ ENCONTROU NESSES NOMES?

Letras maiúsculas (no início das palavras) e minúsculas.

4. PARA CONCLUIR, COMPLETE O TEXTO A SEGUIR.

AS LETRAS PODEM SER MAIÚSCULAS OU MINÚSCULAS. AS LETRAS QUE INICIAM OS NOMES E SOBRENOMES

SÃO LETRAS

MAIÚSCULAS

.

capítulo 3

5. LIGUE AS VOGAIS MAIÚSCULAS COM AS MINÚSCULAS.

A E I O U o u e i a
A E
I
O
U
o u
e
i
a

AGORA LEIA EM VOZ ALTA ESSAS DUAS LINHAS DE LETRAS.

6. LIGUE AS CONSOANTES MAIÚSCULAS COM AS MINÚSCULAS.

Aproveite a oportunidade para verificar se os alunos estão conseguindo identificar, nomear e ler as letras de imprensa maiúsculas e minúsculas.

Sobre as letras K, W e Y, veja orientação da página 33. B h J
Sobre as letras K, W e Y, veja orientação da página 33.
B
h
J
l
R
t
C
d
L
p
S
x
D
b
M
q
T
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F
f
N
m
V
z
G
c
P
j
Z
s
H
g
Q
n
X
v

AGORA LEIA EM VOZ ALTA AS SEIS COLUNAS DE LETRAS.

7. COMPLETE O ALFABETO COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO:

A

B

 

CDE

 

F

G

H

I

 

JKL

 

M

 

NOP

 

Q

R

S

T

U

V

WX

 

Y

Z

a

b

c

d

e

f

g

h

i

j

k

l

m

n

o

 

pqr

 

s

t

u

v

w

x

y

z

8. NOMES E SOBRENOMES PODEM SER FORMADOS POR UMA OU MAIS PALAVRAS. ESCREVA O QUE SE PEDE:

a) PEDRO FLORESTA

LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O NOME:

LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O SOBRENOME:

P

F

A e R

S

M e F

A

b) ANA RITA DOS SANTOS

LETRAS MAIÚSCULAS QUE INICIAM O NOME:

LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O SOBRENOME:

c) MANUEL FRANCISCO DE ALMEIDA

LETRAS MAIÚSCULAS QUE INICIAM O NOME:

LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O SOBRENOME:

9. ESCREVA SEU NOME E SOBRENOME:

10. AGO RA FA ÇA CO MO NA ATIVIDADE 8. ES CRE V A: