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algoritmos

Profª. Mariangela Gomes Setti


Prof. Richard Duarte Ribeiro

CEFET-PR
DAINF

Curitiba-2002

Revisado pelo prof. Robson Ribeiro Linhares


1. Tipos Básicos e Comandos Básicos em Pseudocódigo

1.1. Constantes
Uma constante é um determinado valor fixo que não se modifica ao longo do tempo, durante
a execução de um programa. Constantes podem ser do tipo numérica, lógica ou literal.

1.1.1.Constantes Numéricas
Exemplos:
a) 25;
b) 3,14;
c) 7,8 x 103;
d) -15;
e) 0,342;
f) –10-9.

1.1.2.Constantes Lógicas
É um valor lógico, isto é, que só pode ser falso ou verdadeiro.

1.1.3.Constante Literal
Exemplos:
a) “José da Silva”;
b) “1234”; (note que isto não é uma constante numérica)
c) “X1Y2W3”;
d) “*A!B?-/”.

1.2. Variáveis
No Pseudocódigo, temos quatro tipos básicos de dados que podem ser utilizados:

Inteiro: qualquer número inteiro, negativo, nulo ou positivo.


Ex.: -5; 0; 235
Real: qualquer número real, negativo, nulo ou positivo.
Ex.: -5; 30,5; 0; 40
Caractere: qualquer conjunto de caracteres alfanuméricos.
Ex.: “AB”; “xyz”
Lógico: conjunto de valores falso ou verdadeiro em proposições lógicas.

1.2.1.Declaração de variáveis
Toda variável deve ser declarada conforme a sintaxe abaixo:
,
inteiro identificador ;
real Identificador é o nome da variável que
está sendo declarada.
caractere

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lógico

OBS.: Os nomes de variáveis devem começar com letra (maiúscula ou minúscula e podem ser
seguidos por números, letras , “-“ ou “_”.

• Exemplos de declaração de variáveis:


inteiro x1;
real A, B;
caractere frase, NOME;
lógico TEM;

• Exemplos de nomes de variáveis inválidos:


Variável 1;
3x;
x + y.

REGRA: Dê nomes significativos para variáveis. Para identificar, por exemplo, uma variável que
receberá a média aritmética de notas de provas utilize o nome media (sem acento) ao invés de
z, x ou k.

1.3. Comentários
Para melhorar a clareza do algoritmo deve-se fazer uso dos comentários . Eles podem ser
inseridos dentro de chaves.
Ex.: {Isto é um comentário em pseudocódigo}

Os mesmos podem ser colocados em qualquer ponto do algoritmo.

1.4. Comando de Atribuição


Para a atribuição de um valor a uma variável, usaremos o símbolo de atribuição “ ← “.
Sintaxe :

identificador ← expressão ;
Exemplos:
k ← 1; (a variável k recebe o inteiro 1)
COR ← “verde”;
TESTE ← falso;
A ← B;
MÉDIA ← SOMA/N;

1.5. Operadores Aritméticos


Além os símbolos das quatro operações básicas (+, – (unário ou binário), *, /) usaremos
símbolos para raiz quadrada e exponenciação, por exemplo:

a ou raiz(a)
(a + b)n ou (a + b) ** n
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b 2 − 4ac

Além disso, usaremos os nomes das funções matemáticas comuns. Por exemplo:
sen(x); cos(x); tg(x); exp(x)  ex, etc...
abs(x) ou |x|; sinal (x)  fornece –1, +1 ou zero conforme x
int(x)  inteiro de x

Usaremos também como nomes de operadores:


• mod, por exemplo: m mod i é: resto (módulo) da divisão de m por i
• resto (m,i): idem

• div ou “/”, por exemplo, n div m: quociente da divisão inteira de n por m


• quociente (n,m): idem

1.6. Operadores Lógicos


Dentro das relações lógicas, usaremos os conectivos usuais:
“e” ou “ ∧” para a conjunção
“ou” ou “∨” para a disjunção (não exclusiva)
“não” ou “~” ou “¬” para a negação

1.7. Operadores Relacionais


Analogamente, usaremos os conectivos relacionais =, ≠ ( ou !=, ou <>), ≥ (ou >=), <, ≤ (ou <=)
de significado óbvio.

1.8. Hierarquia das Operações


As prioridades para as operações mistas são dada pela tabela a seguir:

1° Parênteses e funções
2° Expressões aritméticas:
1) +, – (unários)
2) * *
3) *, /
4) +, – (binários)
3° Comparações:
<, ≤, =, ≥, >, ≠
4° não (~)
5° e (∧)
6° ou (∨)

1.9. Comandos de entrada e saída


 Entrada
,
leia identificador ;
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Ex.: leia NOTA,NUM;

 Saída

,
escreva identificador ;
; expressão

caractere

Onde:
Identificador = variável;
Expressão = expressão matemática;
Caractere = conjunto de caracteres.

Ex.:
escreva “NOME:”, N;
escreva A, X, 35;
escreva “Valor Lido:”, N, “Resultado =”, N**2+5;

 Fluxograma
Fundamentalmente é uma ferramenta de codificação. Apresenta de forma gráfica a seqüência na
qual os comandos ou blocos de processo são executados e a lógica de controle de execução.
Tradicionalmente têm servido para dois propósitos. Primeiro, têm sido usados como uma
ferramenta de projeto de programa para planejar a lógica detalhada e complicada do programa.
Segundo, têm sido usados como documentação do programa.
Como os fluxogramas fornecem uma representação seqüencial de programa e não uma
representação hierárquica, não podem apresentar a estrutura do programa e as inter-relações entre
componentes procedurais.

Símbolos de Fluxograma

Processo Conector Terminação Decisão Entrada/Saída

Documento Memória de Exibição


Disco

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1.10.Blocos
Podem ser definidos como um conjunto de comandos com uma função bem definida. Eles
servem também para definir os limites onde as variáveis declaradas em seu interior são conhecidas.
São delimitados pelas palavras início e fim.

início
<declaração de início
variáveis>
<inicialização de
variáveis>

<comandos> fim
fim

Pseudocódigo Fluxograma

1.11.Estrutura Seqüencial
É um conjunto de comandos, separados por ponto e vírgula (;) que serão executados em uma
seqüência linear de cima para baixo.

C1;
C2; Onde Ci são C1;
C3; comandos
.
.
.
. . C2;
. .
.
Cn;

Cn;

Pseudocódigo Fluxograma

1.12.Estrutura Condicional
A estrutura condicional permite a escolha do grupo de ações e estruturas a ser executado
quando determinadas condições, representadas por expressões lógicas, são ou não satisfeitas. Estas
estrutura é delimitada pelo comando se e pela expressão fim se.

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1.12.1.Estrutura Condicional Simples
Neste caso, a seqüência só é executada se a condição for verdadeira.

F
se <condição>
então Onde Ci são V
C1; comandos
C2; C1;
C3;
.
.
. .C2;
Cn; .
.
fim se

Cn;

Pseudocódigo Fluxograma

1.12.2.Estrutura Condicional Composta


Neste caso, a seqüência a ser executada (dentre duas seqüências) dependerá do resultado da
condição.

V F
se <condição>
então Onde Ci e Di
C1; são
C2; comandos C1; D1;
C3;
.
.
. .C2; .D2;
Cn; . .
. .

senão
D1; Cn; Dn;
D2;
D3;
.
.
.
Dn;
fim se

Pseudocódigo Fluxograma

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1.13.Estrutura de Repetição

1.13.1.Enquanto-faça
Usado quando um conjunto de ações é executado repetidamente enquanto uma determinada
condição permanece válida. (Expressão cujo resultado é o valor lógico verdadeiro)
Enquanto o valor da <condição> for verdadeiro, as ações dos comandos são executadas.
Quando for falso, o comando é abandonado. Se já da primeira vez o resultado é falso, os comandos
não são executados nenhuma vez.

F
enquanto <condição> faça
condiç
C1; Onde Ci são ão
C2; comandos V
C3;
. C1;
.
.
Cn;
fim enquanto .C2;
.
.

Cn;

Pseudocódigo Fluxograma

1.13.2.Interrupção
Caso seja necessária uma interrupção durante a execução da repetição, pode-se fazê-la através
do comando interrompa. O mesmo fará a execução da repetição ser interrompida, sendo executada
a seqüência de comandos que vier logo após a expressão fim enquanto.
Tal caso é mostrado no segmento abaixo:

enquanto <condição> faça


seqüência A de comandos;
se <condição>
então interrompa;
fim se
seqüência B de comandos;
fim enquanto
seqüência C de comandos;

Neste trecho, durante a repetição, as seqüências A, e B de comandos serão executadas até que a
condição para interrupção seja alcançada. Quando isso ocorrer (depois da execução da seqüência
A), o controle passará para a seqüência C. Note que depois da interrupção a seqüência B de
comandos não será executada.
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1.13.3.Repita-enquanto
A semântica do comando é a seguinte: os comandos C1, C2, ..., Cn são executados pelo menos
uma vez. Quando a condição é encontrada, ela é testada. Se for verdadeira os comandos C1, C2, ...,
Cn voltam a ser executados, se for falsa o comando seguinte será executado. Em outras palavras, os
comandos C1, C2, ..., Cn são reexecutados enquanto a condição for verdadeira.

repita
C1; Onde Ci são
C2; comandos
C3;
. C1;
. V
.
Cn;
enquanto <condição> ; .C2;
.
.

OBS: atente para o uso


do “;” ao final do F condiç
V ão
comando de repetição. F

1.13.4.Para-faça
A semântica do comando é a seguinte: v, i, l e p são variáveis quaisquer e que, de acordo
com as regras da programação estruturada, não devem ser modificadas nos comandos C1, C2, ...,
Cn.

para v de i até ℓ passo p faça v← i


C1; F
C2;
condiç
C3; ão
. V
.
.
Cn; C1;
fim para

.C2;
v←v+p .
.

Cn;

Pseudocódigo Fluxograma

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Os dois últimos comandos (repita-enquanto e faça-para) possuem equivalência com o
comando enquanto-faça, como pode ser verificado pelos exemplos abaixo:

Exs.:
a) Comando repita-enquanto:
I ←1; I ← 1;
Repita enquanto I <= 18 faça
A ← B + C; A ←B + C;
Escreva A; escreva A;
I ← I + 1; I ←I + 1;
enquanto I<=18; fim enquanto

b) Comando faça-para:
I ←1;
para I de 1 até 18 passo 2 faça enquanto I <= 18 faça
A ← B + A; A ←B + A;
escreva A; escreva A;
fim para I ← I + 2;
fim enquanto

1.14.Alternativa de Múltipla Escolha


A sintaxe de comando será:

escolha (<expressão>)
caso v11: Onde Ci e Di expressã
o
[caso v12:] são
... comandos senão
[caso v1n:]
C11; ...; C1n;
interrompa; C1; C2; Cn; Cm
caso v22: ;
+1
...
[caso v2n:]
C21; ...; C2n;
interrompa;
...
caso vn1:
...
[caso vnn:]
C1; ...; Cn;
interrompa;
senão:
C1; ...; Cn;
interrompa;
fim escolha
Fluxograma
Pseudocódigo
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Ex.: leia tipo, peso;
escolha (peso*2+3)
caso 15:
VALOR ← 15,00;
interrompa;
caso 17:
caso 18:
caso 19:
VALOR ← 19,00;
interrompa;
caso 20:
caso 21:
se TIPO=5
então
VALOR ← 25,00;
senão
VALOR ← 30,00;
fim se
interrompa;
senão:
escreva “Peso acima do limite”;
VALOR ← 0;
interrompa;
fim escolha

Obs.:
O comando interrompa vale para todos os três tipos de estruturas de repetição, a para a
alternativa de múltipla escolha, fazendo com que caso ocorra uma chamada ao interrompa o
controle de execução passe para a linha seguinte à estrutura.

 Regras para confecção de Algoritmos


1. Em primeiro lugar declare as variáveis;
2. Em seguida essas variáveis devem ser inicializadas;
3. Escolha nomes significativos para as variáveis;
4. Procure alinhar os comandos de acordo com o nível a que pertençam, isto é, destaque a
estrutura na qual estão contidos.

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2. Estrutura de Dados

2.1. Variáveis Compostas Homogêneas


Variáveis compostas homogêneas correspondem a posições de memória, identificadas por um
mesmo nome, individualizadas por índices e cujo conteúdo é de mesmo tipo.
O conjunto de 10 notas dos alunos de uma disciplina pode constituir uma variável
composta. A este conjunto associa-se o identificador NOTA que passará a identificar não uma única
posição de memória, mas 10.
A referência ao conteúdo do n-ésimo elemento do conjunto será indicada por NOTA[n],
onde n é um número inteiro ou uma variável numérica contendo um valor inteiro.

Ex.: NOTA

60 70 54 85 63 76 98 46 67 96
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

NOTA[3] se referencia ao terceiro elemento do conjunto, cujo conteúdo é 54.

2.1.1.Variáveis Compostas Unidimensionais


São os conjuntos de dados referenciados por um mesmo nome e que necessitam de somente
um índice para que seus elementos sejam endereçados. São conhecidos como vetores.
Exs.:
NOTA

60 70 54 85 63 76 98 46 67 96
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
PESO

78,5 91,1 68,6 71,4 62,7


1 2 3 4 5

Sintaxe:
<tipo> <identificador 1> [n 1], <identificador 2> [n 2], ... , <identificador x> [n x];
onde,
<tipo> é um dos tipos básicos já definidos (inteiro, real, caractere, lógico);
<identificador x> é o nome associado a variável que se deseja declarar;
n x é um número inteiro;

Exemplos de declarações:
inteiro VETOR[20]; {representa um vetor de 20 posições}
real NOTAS[30];
lógico TEM[3], NAOTEM[6];
inteiro TESTE[4], FLAG[14], ok[4];

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2.1.2.Variáveis Compostas Multidimensionais
Conjunto de dados referenciados por um mesmo nome e que necessita de mais de um índice
para ter seus elementos individualizados.

Exs.:
ESCANINHO
1 2 3
1 60 65 25
2 56 68 36
3 86 32 34

LIVRO

1 2 2 3
98 3 65 31 1
9 287
1 60 6575 2564 2
2 56 6824 3665 32 3
4
3 86 32 34
1
1 2 3

Sintaxe:
<tipo> <identificador 1> [m 1][n 1]...[z 1], <identificador 2> [m 2][n 2]...[z 2],
<identificador x> [m x][n x]...[z x];

onde,
<tipo> é um dos tipos básicos já definidos (inteiro, real, caractere, lógico);
<identificador x> é o nome associado a variável que se deseja declarar;
m x, n x e z x são números inteiros;

Exemplos de declarações:
inteiro CELULAS[20][30], TIPOS[2][4];
real MATRIX[10][23][5];
lógico RESULTADOS[3][6][23];
inteiro TESTE[6][8][2];

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 Inicialização de Variáveis Compostas

– Para inicializar um vetor com o mesmo valor

Ex.: Em um vetor NOTA[5],


NOTA ← 0
equivale a:
NOTA[1] ← 0; NOTA[2] ← 0; NOTA[3] ← 0; NOTA[4] ← 0; NOTA[5] ← 0;

– Para inicializar um vetor com valores diferentes

Ex.: Em um vetor NOTA[5],


NOTA ← (5.7, 9.5, 10.0, 3.7, 9.8)
equivale a:
NOTA[1] ← 5.7; NOTA[2] ← 9.5; NOTA[3] ← 10.0; NOTA[4] ← 3.7; NOTA[5] ← 9.8;

2.2. Variáveis Compostas Heterogêneas

2.2.1.Registros
São conjunto de dados logicamente relacionados, mas de tipos diferentes (numérico, literal,
lógico)
Ex.:
FUNC
NOME
caractere
SALARIO
real
IDADE CASADO
inteiro lógico

Sintaxe:
registro [nome] (<componentes>) <lista-de-identificadores> ;
onde,
registro é uma palavra chave;
[nome] é o nome da estrutura (opcional).
<componentes> são declarações e/ou identificadores de variáveis compostas,
separados por ponto-e-vírgula;
<lista-de-identificadores> são os nomes que estão sendo associados aos registros que
se deseja declarar;

Exemplo de declarações:
registro REGCAD (
caractere NOME;
real SALARIO;
inteiro IDADE;
lógico CASADO;
) FUNC;
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Onde REGCAD é o nome da estrutura de registro e FUNC é uma variável da forma
REGCAD.

registro (
inteiro CPF, IDENTIDADE;
lógico FGTS;
) PAG;

Acima é declarada uma variável chamada PAG definida pela estrutura que a procede.

A atribuição de valores às variáveis que compõem o registro pode ser qualificado da


seguinte maneira:
FUNC.NOME ← “Fulano de Tal”;
FUNC.SALARIO ← 3000,00;
FUNC.IDADE ← 32;
REGPAG.FGTS ← V;
REGPAG.CPF ← 123663430;

2.2.2.Conjunto de Registros
Podem-se ter conjuntos de registros referenciáveis por um mesmo nome e individualizáveis
por índices.
Ex.:
Usando o registro REGCAD definido anteriormente, podemos definir um conjunto de
registros da forma:

registro REGCAD CADASTRO [100]; REGCAD

NOME SALARIO IDADE CASADO


1
2

CADASTRO
3
4

100

A atribuição de dados ao funcionário número 3 seria:

CADASTRO[3].NOME ← “Fulano de Tal”;


CADASTRO[3].SALARIO ← 12700; {UAH!!}
CADASTRO[3].IDADE ← 32;
CADASTRO[3].CASADO ← V;
Ou
CADASTRO[3] ← (“Fulano de Tal”,
12700,
32,
V);

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3. Modularização
A forma natural de solucionarmos problemas complexos é dividi-los em problemas mais
simples, aos quais chamamos de módulos.
A modularização é uma ferramenta da programação estruturada, que tem como objetivo
aumentar a confiabilidade, legibilidade, manutenibilidade e flexibilidade. Um módulo é, então, um
grupo de comandos, constituindo um trecho de algoritmo, com uma função bem definida e o mais
independente possível em relação ao resto do algoritmo.

Ex.:
“Ler o valor unitário de um quilo de feijão e a quantidade de quilos vendida para um
determinado freguês. Calcular o valor total a ser cobrado, sabendo que sobre o valor total
vendido temos que aplicar 45% de impostos, mais 10% de lucro. Depois de ter calculado o valor
total, exibir o código do produto vendido, o valor unitário do produto, a quantidade vendida e o
total que o freguês terá que pagar.”
Apesar deste problema não ser muito complexo, podemos dividi-lo em 3 partes distintas, ou
seja, 3 módulos:
1. leitura dos dados (vlr_unitário, qtde_vendida);
2. cálculo do valor total a pagar;
3. exibição dos dados.
Devemos utilizar módulos de tamanho limitado, isso não quer dizer que um módulo deva ter
no máximo 100 linhas, mas que, módulos muito extensos acabam perdendo sua funcionalidade.
Cada módulo pode definir as próprias estruturas de dados necessárias para sua execução. Todo
módulo é constituído por uma seqüência de comandos que operam sobre um conjunto de variáveis
que podem ser globais ou locais.
A comunicação entre módulos deverá ser feita através de variáveis globais ou por
transferência de parâmetros.

Vantagens da modularização:

 a independência do módulo permite uma manutenção mais simples e evita efeitos colaterais em
outros pontos do algoritmo;
 pode-se elaborar um módulo independente do restante do algoritmo;
 testes e correções dos módulos podem ser feitos em separado;
 reutilização dos módulos por outros algoritmos.

Podemos utilizar dois tipos de ferramentas para fazer a modularização: procedimentos e


funções. Ambos são módulos hierarquicamente subordinados a um algoritmo chamado de módulo
principal, da mesma forma um procedimento ou função pode conter procedimentos e funções
aninhadas, como mostra a figura abaixo:
MP

P1 P2 F1 F2

P3 F3 F4 P4
Onde:
P – Procedimento F – Função

A declaração de um procedimento ou função é composta por um cabeçalho e um corpo.


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O cabeçalho identifica o procedimento, contém seu nome e a lista de parâmetros formais, o
corpo contém declarações locais e os comandos do procedimento. Para ativarmos um módulo,
fazemos referência a seu nome e a indicação dos parâmetros atuais.

3.1. Procedimentos

3.1.1. Sintaxe
procedimento <nome do procedimento> (<lista-de-parâmetros>)
<especificação dos parâmetros>
início
<declaração de variáveis locais>
Comandos;
fim. {nome do procedimento}

Ex.:
procedimento Leia_dados (Valor, Qtde)
real Valor; inteiro Qtde;
início
leia Valor, Qtde;
escreva Valor, Qtde;
fim;

Para chamar o procedimento no programa principal, basta o nome do procedimento e a lista


de parâmetros:
Leia_dados (vlr_unitário, qtde_vendida);

Os parâmetros Valor e Qtde, são chamados de parâmetros formais e serão substituídos


pelos parâmetros efetivos (vlr_unitário, qtde_vendida), no momento da chamada ao procedimento.

Depois que os comandos de um procedimento são executados, o fluxo de controle retorna


ao comando seguinte àquele que fez a chamada.

3.2. Função
Parecida com os procedimentos, têm a característica especial de retornar um valor ao
algoritmo que a chamou.

3.2.1. Sintaxe
função <nome da função> (< lista-de-parâmetros>)
<especificação dos parâmetros>
início
<declaração de variáveis locais>
Comandos;
<nome da função>  <expressão>; {parâmetro de retorno}
fim. {nome da função}
Ex.:
função ABS(x)
real x;
início
se X >= 0 então ABS  x;
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senão ABS  -x;
fim se
fim {ABS}

A chamada da função, no programa principal é feita com uma referência a seu nome e a
indicação dos parâmetros efetivos em uma expressão:

resultado  ABS(num);

Neste caso o parâmetro formal é x e num é o parâmetro efetivo. Após esta linha de
comando a variável resultado conterá o valor absoluto de num, calculado pela função ABS.

3.3. Passagem de parâmetros


Existem várias formas de passarmos parâmetros entre o programa principal e os módulos, a
escolha de uma delas dependerá do nosso objetivo.

 por valor: as alterações feitas nos parâmetros formais, dentro do módulo, não se
refletem nos parâmetros efetivos. O valor do parâmetro efetivo é copiado no parâmetro
formal, no momento da chamada, neste caso ele é chamado de parâmetro de entrada. Ou
seja, os parâmetros de entrada têm seus valores estabelecidos fora do módulo e não
podem ser modificados dentro do módulo;

 por resultado: as alterações feitas nos parâmetros formais, dentro do módulo, se


refletem nos parâmetros efetivos. O valor do parâmetro formal é copiado no parâmetro
efetivo, ao retornar do módulo, neste caso ele é chamado de parâmetro de saída. Ou seja,
os parâmetros de saída têm seus valores estabelecidos dentro do módulo;

 por referência: toda alteração feita num parâmetro formal corresponde a mesma
alteração feita no seu parâmetro efetivo associado. Neste caso ele é chamado de
parâmetro de entrada e saída. Ou seja, eles têm seus valores estabelecidos fora do
módulo, mas podem ter seus valores alterados dentro dele.

OBS: Vale lembrar que cada linguagem de programação tem suas regras específicas para realizar a
passagem de parâmetros, sendo as vezes necessário realizar adaptações ao algoritmo.

3.4. Independência Funcional


Quando projetamos um algoritmo devemos construir módulos com apenas um propósito
(alta coesão), e diminuir ao máximo a interação entre eles (baixo nível de acoplamento). Ou seja, o
ideal é projetar software de forma que cada módulo encaminhe uma subfunção específica de
requisitos e tenha uma interface simples quando visto de outras partes da estrutura do programa.
A independência funcional é fundamental para um bom projeto.

3.4.1. Coesão
É a medida da força funcional relativa de um módulo. Podemos classificar um software em
relação a coesão, da seguinte maneira:
• coincidental: quando o módulo realiza várias tarefas, que não tem nenhuma relação uma
com a outra;
• lógica: quando o módulo executa tarefas logicamente relacionadas, p.ex.: um módulo
que realiza todas as entradas de dados de um software;

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• temporal: quando o módulo contém tarefas que são relacionadas pelo fato de todas
terem que ser executadas num mesmo intervalo de tempo.

3.4.2.Acoplamento
Depende da complexidade da interface entre os módulos. Podemos classificar um software,
em relação ao acoplamento, da seguinte maneira:
• baixo acoplamento: quando a interface entre módulos se faz através da passagem de
dados;
• acoplamento moderado: quando a interface entre os módulos é feita por controle, p.ex.,
quando o módulo1 passa o controle para o módulo 2;
• acoplamento elevado: quando o módulo está ligado a um ambiente externo ao software,
p.ex., a E/S acopla um módulo a dispositivos, formatos e protocolos de comunicação. Ou
ainda, módulos que utilizam variáveis globais.

Obs: Qto. maior o nível de coesão e menor o nível de acoplamento, melhor é o software.

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