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CONTABILIDADE CONTABILIDADE CONTABILIDADE INTERNACIONAL INTERNACIONAL INTERNACIONAL Jorge Jorge Jorge Katsumi Katsumi Katsumi Niyama Niyama Niyama 1.
CONTABILIDADE
CONTABILIDADE
CONTABILIDADE INTERNACIONAL
INTERNACIONAL
INTERNACIONAL
Jorge
Jorge
Jorge Katsumi
Katsumi
Katsumi Niyama
Niyama
Niyama
1. A CONTABILIDADE E SEU AMBIENTE NO
BRASIL
1.1.
Desenvolvimento histórico recente da
contabilidade no Brasil(dec. 70):
a)
Obrigatoriedade de auditoria independente para
companhias abertas;
b)
Circular 179/72 do Banco Central padronizando
a estrutura das demonstrações contábeis;
c)
influência da escola norte-americana x Lei n o
6.404/76.
1.1 A Contabilidade e seu ambiente no Brasil Até a década de 70, a contabilidade foi
1.1
A Contabilidade e seu
ambiente no Brasil
Até a década de 70, a contabilidade foi marcada
pela forte influência fiscal. Em 1976, foi criada a
CVM e editada a Lei n o 6.404/76.
Crescimento econômico x inflação crescente
marcaram essa década. Ao final, a maxi-
desvalorização cambial trouxe efeitos danosos
para a contabilidade brasileira.
Década de 80 e 90: a CVM editou a Instrução
84 determinando a elaboração de
demonstrações financeiras em moeda constante
e o CFC editou a Resolução 750 estabelecendo
os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
1.2 O ambiente legal e regulamentar da contabilidade Origem: a) legislação tributária e societária b) Regulamentação
1.2
O ambiente legal e regulamentar
da contabilidade
Origem:
a)
legislação tributária e societária
b)
Regulamentação editada por organismos
governamentais como CVM, BC, SUSEP,
ANATEL, ANEEL, entre outros).
A influência dos órgãos de classe ou institutos
representativos da profissão é relativamente
fraca na definição de normas contábeis no
Brasil.
1.2 O ambiente legal e regulamentar da contabilidade Historicamente a contabilidade brasileira mostra forte vinculação com
1.2
O ambiente legal e regulamentar
da contabilidade
Historicamente
a
contabilidade
brasileira
mostra forte vinculação com escrituração
como conseqüência da formação da
educação constituída por cursos de nível
secundário (técnicos) e, a partir de 1946, por
cursos de nível superior.
A expressão “princípios contábeis” constou
originariamente da Circular 179/72 do BC e
da Resolução 321/72 do CFC, mas ninguém
definiu o que e quais são tais princípios.
1.2 O ambiente legal e regulamentar da contabilidade Como o IBRACON emitia os pareceres de auditoria?
1.2
O ambiente legal e regulamentar
da contabilidade
Como
o IBRACON emitia
os pareceres de
auditoria?
A
Lei
n o
6.404/76 em seu art.177 também
menciona a obrigatoriedade da adoção dos
princípios contábeis geralmente aceitos para
fins de escrituração mercantil das companhias.
O CFC editou em 1981 a Resolução 530 e, em
1993 a Resolução 750 definindo os princípios
fundamentais de contabilidade.
O
CFC
edita
as NBCs
mas estas não tem
autoridade legal.
1.3 A educação contábil no Brasil Qualidade da educação influencia a qualidade da informação e sistema
1.3
A educação contábil
no Brasil
Qualidade da educação influencia a qualidade
da informação e sistema contábil?
Experiência
dos
países
com
tradição em
matéria contábil: contabilidade forte x países
sem essa tradição: contabilidade fraca (prof.
Saudagarhan, Oklahoma Univ.)
Experiência brasileira:
a) duas categorias profissionais (TC e Contador);
1.3 A educação contábil no Brasil b) a sociedade (brasileira) nos enxerga como responsável pela escrituração,
1.3
A educação contábil
no Brasil
b) a sociedade (brasileira)
nos enxerga como
responsável pela escrituração, principalmente
Imposto de Renda;
c) poucos cursos de mestrado e doutorado para
estudos avançados em contabilidade.
Quantos cursos de ciências contábeis estão
autorizados a funcionar? Quase 800
(oitocentos), mas não temos essa quantidade
de mestres titulados no Brasil.
1.3 A educação contábil no Brasil Influência da escola italiana (até a década de 70) x
1.3
A educação contábil
no Brasil
Influência da escola italiana (até a década de
70) x influência da escola norte-americana
(principalmente após a Lei n o 6.404/76 inspirada
no modelo americano).
Temos
um
único curso de doutorado em
contabilidade no País (USP) e 10 de mestrado;
muito
pouco para o
número de contadores e
alunos matriculados (147.000 em todo o país
em 2003).
O Censo de 2003 do MEC revela que o curso
de ciências contábeis é o 7 o no ranking, liderado
pelo Curso de Administração (1 o ) e Direito (2 o ).
1.4 O desenvolvimento do mercado de capitais e financeiro Duas legislações foram responsáveis na década de
1.4 O desenvolvimento do mercado
de capitais e financeiro
Duas legislações foram responsáveis na década
de 60 pela reformulação:
a) Lei n o 4.595, Lei da Reforma Bancária(Cria
os seguintes órgãos CMN e BC);
Criou-se o CMN e o BC e foram estabelecidas
regras
para
funcionamento
de
instituições
financeiras.
Encontra-se
ainda
em
vigor,
aguardando a regulamentação do art.192 da
Constituição Federal.
1.4 O desenvolvimento do mercado de capitais e financeiro b) Lei n o 4.728, Lei de
1.4 O desenvolvimento do mercado
de capitais e financeiro
b) Lei n o 4.728, Lei de Mercado de Capitais
Regras para estruturação de um sistema de
investimentos destinado a fortalecer o mercado
acionário.
Decreto-lei n o 157/67 – poupança popular para
incentivar a aplicação em ações, foi a primeira
tentativa do Governo Federal.
1.4 O desenvolvimento do mercado de capitais e financeiro Criação da Lei n o 6.385/76 (coincidiu
1.4 O desenvolvimento do mercado
de capitais e financeiro
Criação
da
Lei
n o
6.385/76 (coincidiu com a
criação da CVM e edição da Lei n o 6.404/76).
Década de 80: Queda do regime militar, nova
Constituição Federal e a criação dos bancos
múltiplos.
Plano
Real
de
1994 –
impactos no Sistema
Financeiro Nacional face a queda abrupta da
inflação. (receita dos bancos).
1.5 Estrutura empresarial no Brasil Classificação em dois grandes grupos: a) sociedades anônimas (abertas ou fechadas)
1.5
Estrutura empresarial
no Brasil
Classificação em dois grandes grupos:
a) sociedades anônimas (abertas ou fechadas) e
b)
sociedades
por
quotas
de
responsabilidade
limitada.
Responsabilidades de uma S/A são diferentes
da uma Limitada.
1.5 Estrutura empresarial no Brasil Segundo a Junta Comercial (dados de 1998), o tipo jurídico prevalecente
1.5
Estrutura empresarial
no Brasil
Segundo a Junta Comercial (dados de 1998), o
tipo jurídico prevalecente no Brasil é o seguinte:
a)
firma individual (52%);
b)
sociedade limitada (47,6%);
c)
sociedade anônima (0,2%);
d)
outras sociedades (0,2%).
1.6 Desenvolvimento da auditoria no Brasil Importância maior a partir da década de 70, com a
1.6 Desenvolvimento da auditoria
no Brasil
Importância maior a partir da década de 70,
com a obrigatoriedade imposta às sociedades
anônimas de capital aberto. Atualmente,
empresas que exercem atividades
regulamentadas pelo Governo Federal são
também obrigadas. (exemplos: instituições
financeiras, seguradoras, empresas de
previdência privada, telefonia, energia elétrica,
entre outras).
1.6 Desenvolvimento da auditoria no Brasil Órgão profissional responsável: IBRACON. Credenciamento como auditor independente segue a
1.6 Desenvolvimento da auditoria
no Brasil
Órgão profissional responsável: IBRACON.
Credenciamento como auditor independente
segue a Instrução CVM 308, requerendo
aprovação no Exame de Qualificação Técnica
aplicado pelo CFC/IBRACON.
Exigências específicas da CVM e BC: rodízio e
peer-review.
Padrões
de
auditoria
no
Brasil
seguem os
internacionais (IFAC e AICPA).
Vedação de consultoria (lembrar caso ENRON).
1.7 A profissão contábil no Brasil CFC x Exame de Suficiência. CFC x Educação Continuada. CFC
1.7
A profissão contábil no Brasil
CFC x Exame de Suficiência.
CFC x Educação Continuada.
CFC
criou
Grupo
de
Trabalho voltado para
estabelecer Normas Brasileiras de
Contabilidade e buscando harmonizar com as
normas internacionais do IASB.
Normas do CFC não possuem autoridade
substantiva (exemplo: Discutir NBC – T 010 –
Arrendamento
Mercantil
(leasing)
em
consonância com o IASB mas ninguém segue
porque o Fisco determina o tratamento contábil
com aluguel.
2 DIFERENÇAS INTERNACIONAIS A contabilidade é uma ciência social aplicada, sendo fortemente influenciada no ambiente em
2 DIFERENÇAS
INTERNACIONAIS
A contabilidade é uma ciência social aplicada,
sendo fortemente influenciada no ambiente em
que atua. Sendo “linguagem dos negócios”, é
utilizada pelos agentes econômicos que buscam
informações para avaliação dos riscos e
oportunidades.
Relatórios contábeis devem ser cada vez mais
globalizados,
mas
a
linguagem
não
é
homogênea pois cada País tem suas práticas
contábeis próprias.
2.1 Classificação dos sistemas contábeis “O número de tentativas que têm sido feitas para classificar sistemas
2.1
Classificação dos sistemas
contábeis
“O número de tentativas que têm sido feitas
para classificar sistemas contábeis nacionais é
o mesmo esforço que os biólogos tentam fazer
para classificar fauna e flora (Nobes e Parker,
1995).”
Maior parte dos autores classifica os sistemas
contábeis (financial reporting) em dois grandes
grupos: o modelo anglo-saxônico e o modelo da
Europa Continental.
2.1 Classificação dos sistemas contábeis Modelo Anglo-Saxônico Adotado por países como Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, EUA,
2.1
Classificação dos sistemas
contábeis
Modelo Anglo-Saxônico
Adotado
por países como Grã-Bretanha,
Austrália, Nova Zelândia, EUA, Índia, Canadá,
Malásia, África do Sul, Cingapura.
a)
profissão forte e atuante;
b)
sólido mercado de capitais;
c)
pouca influência do Governo na definição de
práticas contábeis;
d)
busca atender primeiro, os investidores.
2.1 Classificação dos sistemas contábeis Modelo da Europa Continental Adotado por países como França, Alemanha, Itália,
2.1
Classificação dos sistemas
contábeis
Modelo da Europa Continental
Adotado por países como França, Alemanha,
Itália, Japão, Bélgica, Espanha, países
comunistas (Europa Oriental), maior parte dos
países da América do Sul.
a)
profissão fraca e pouco atuante;
b)
forte influência governamental na definição de
práticas contábeis;
c)
bancos e governo são principais usuários;
d)
o mercado de capitais não é a principal fonte de
captação pelas empresas.
2.1 Classificação dos sistemas contábeis Algumas exceções: Japão, que segundo alguns autores segue o modelo anglo-saxão.
2.1
Classificação dos sistemas
contábeis
Algumas exceções:
Japão, que segundo alguns autores segue o
modelo anglo-saxão.
Holanda,
embora
próxima
da
Alemanha
caminha mais para o modelo britânico.
Países
escandinavos,
têm
luz
própria,
não
sendo classificáveis num ou noutro grupo.
E o Brasil, onde se enquadra?
2.2 Causas das diferenças internacionais Origem (?) provável, após o término da Segunda Guerra Mundial e
2.2
Causas das diferenças
internacionais
Origem (?) provável, após o término da Segunda
Guerra
Mundial
e
o
restabelecimento
do
comércio mundial.
Walton
(2003)
afirma:
“A
compreensão de
regras internacionais é muito difícil porque as
regras têm diferentes significados: na Alemanha,
tudo é proibido a menos que esteja
explicitamente previsto na lei, enquanto que na
Inglaterra, tudo é permitido a menos que esteja
explicitamente proibido em lei. No Irã, tudo é
proibido, mesmo que esteja permitido na lei
enquanto que na Itália tudo é permitido,
especialmente se é proibido.”
2.2.1 Características, natureza e tipo de sistema legal vigente A estrutura legal de um País, se
2.2.1
Características, natureza e
tipo de sistema legal vigente
A estrutura legal de um País, se classificada
como common law (visão não legalística) ou
code-law (visão legalística, ou Direito Romano)
tem destacada influência nas diferenças
internacionais.
Essa estrutura legal é capaz de influenciar a
profissão contábil e o financial reporting.
2.2.1
Características, natureza e
tipo de sistema legal vigente
Sistema legal classificado com common law é
predominante em países como Grã-Bretanha,
EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, onde
não é necessário detalhar as regras a serem
aplicadas. Presume-se que o que não é proibido
é permitido. Nesses países, há clima propício
para inovações e criatividade. Por outro lado, há
possibilidade de maior “gerenciamento” de
resultados ou flexibilidade (creative accounting).
2.2.1 Características, natureza e tipo de sistema legal vigente Sistema legal classificado como code-law é predominante
2.2.1 Características, natureza e
tipo de sistema legal vigente
Sistema legal classificado como code-law é
predominante em países como Alemanha,
França e Japão e é requerido um elevado grau
de detalhamento de regras a serem cumpridas.
Isto não propicia maior flexibilidade na
preparação e apresentação de demonstrações
financeiras. Ênfase maior é atribuída à proteção
de credores.
2.2.2 Forma de captação de recursos Financial reporting está relacionado com o usuário da informação. Nesse
2.2.2 Forma de captação
de recursos
Financial
reporting
está
relacionado com o
usuário da informação. Nesse sentido, as
informações requeridas por investidores
(acionistas) são diferentes daquelas requeridas
por credores e Governo.
Países com sólido mercado de capitais tendem
a ser mais transparentes até por exigência dos
investidores. Por outro lado, países com
captação de recursos via bancos e Governo
caracterizam-se por forte tradição de segredo
profissional e como conseqüência, pouca
transparência aos usuários.
2.2.2 Forma de captação de recursos Aparentemente, o Brasil não tem um mercado de capitais sólido
2.2.2 Forma de captação
de recursos
Aparentemente, o Brasil não tem um mercado
de capitais sólido e atuante a ponto de ser o
principal provedor de recursos para as
empresas. Porém, a Lei n o 6.404/76 e a atuação
da CVM apresentam forte influência da escola
americana. Nosso financial reporting também
não é voltado para atender bancos/credores ou
Governo.
Temos o LALUR (em tese a contabilidade fiscal
é separada da societária), mas ele ainda
influencia a escrituração mercantil.
2.2.3 Nível de influência e amadurecimento da profissão Profissão contábil auto-regulamentada, com pouca influência do Governo,
2.2.3 Nível de influência e
amadurecimento da profissão
Profissão contábil auto-regulamentada, com
pouca influência do Governo, sendo
responsável pela edição de normas contábeis,
padrões de auditoria, estabelece critérios e
procedimentos para credenciamento de
contadores e auditores, por meio de exames ou
certificações.
2.2.3 Nível de influência e amadurecimento da profissão Profissão contábil fraca e pouco atuante: há questionamento
2.2.3 Nível de influência e
amadurecimento da profissão
Profissão contábil fraca e pouco atuante: há
questionamento sobre a qualidade das
demonstrações contábeis produzidas.
Normalmente é o Governo que edita leis ou
regulamentos estabelecendo regras contábeis.
A profissão tem pouca capacidade de influenciar
a edição de normas contábeis.
2.2.3 Nível de influência e amadurecimento da profissão Pesquisa desenvolvida por Saudagahran e Diga (1997): tamanho
2.2.3 Nível de influência e
amadurecimento da profissão
Pesquisa desenvolvida por Saudagahran e Diga
(1997): tamanho da população e o tamanho dos
auditores revela países como Nova Zelândia
com 550 auditores para cada 100.000. Japão,
como país desenvolvido é exceção com apenas
10; é inferior a Chile (87) e Argentina (71).
Nosso país (Brasil) tem apenas 1 (um) auditor
para cada 100.000 habitantes.
2.2.3 Nível de influência e amadurecimento da profissão A profissão contábil brasileira é representada pelo Conselho
2.2.3 Nível de influência e
amadurecimento da profissão
A profissão contábil brasileira é representada pelo
Conselho Federal de Contabilidade e Instituto
Brasileiro de Contadores.
O CFC edita Normas Brasileiras de Contabilidade,
mas não tem autoridade substantiva para obrigar
sua adoção pelas empresas brasileiras.
A CVM é o órgão responsável pelo registro e
credenciamento de auditores independentes.
O
BACEN
tem
exigido
qualificação técnica
específica para auditores que atuam no mercado
financeiro.
Profissão contábil x “guarda-livro”.
2.2.4 Vinculação da legislação tributária à escrituração Fisco tem objetivos voltados para tributação do lucro e,
2.2.4
Vinculação da legislação
tributária à escrituração
Fisco tem objetivos voltados para tributação do
lucro
e, portanto, diferem dos usuários de
demonstrações contábeis.
Na Grã-Bretanha e EUA, por exemplo, existem
regras independentes para propósitos fiscais e
financial reporting. Por exemplo, a taxa de
depreciação não é definida em lei, mas é
exigido que se divulgue a política contábil
adotada para depreciações.
Europa
Continental
regras
fiscais
são
incorporadas nas regras contábeis.
2.2.4 Vinculação da legislação tributária à escrituração Europa Continental – predomina o conservadorismo para fins de
2.2.4
Vinculação da legislação
tributária à escrituração
Europa
Continental
predomina
o
conservadorismo para fins de mensuração de
ativos e passivos, com reflexos no lucro.
No Brasil, embora tenhamos o LALUR ainda
temos
situações
em
que
a
regra fiscal
predomina: leasing, provisões em geral etc.
Não temos o extremo como França e Alemanha,
mas estamos longe da Grã-Bretanha e EUA.
2.2.5 Qualidade da educação contábil A qualidade da educação na área contábil tem correlação com o
2.2.5 Qualidade da educação
contábil
A qualidade da educação na área contábil tem
correlação com o nível de desenvolvimento
econômico de um País.
NOBES afirma não ter evidência conclusiva
sobre o relacionamento do financial reporting e
o nível de educação na área contábil.
SAUDAGAHRAN afirma que a qualidade da
educação é impactada também pelo grau de
vinculação política e econômica com outros
países e o status da profissão.
2.2.5 Qualidade da educação contábil No Brasil, há predominância dos técnicos em contabilidade em relação a
2.2.5 Qualidade da educação
contábil
No Brasil, há predominância dos técnicos em
contabilidade em relação a contadores; há
pouquíssimos cursos de mestrado e doutorado
em contabilidade, bem como a maior parte dos
cursos de graduação são oferecidos à noite
para os que trabalham. Os professores também
são profissionais durante o dia e dedicam-se ao
magistério à noite até para melhorar seu
rendimento mensal.
2.2.5 Qualidade da educação contábil O CFC exigia o Exame de Suficiência em Contabilidade e exige
2.2.5 Qualidade da educação
contábil
O
CFC
exigia
o
Exame de Suficiência em
Contabilidade e exige o Exame de Educação
Continuada (para auditores).
O
ensino
da
contabilidade
tem
limitada
influência no financial reporting:
a)
poucos cursos de excelente qualidade;
b)
poucos docentes com adequada titulação;
c)
regras contábeis estão nas mãos do Governo e a
profissão contábil e a academia têm pouca
participação ou capacidade de influir.
2.2.6 Arcabouço Conceitual Teórico Trata-se mais de consequência do sistema legal vigente no País (se common-law
2.2.6 Arcabouço Conceitual
Teórico
Trata-se mais de consequência do sistema legal
vigente no País (se common-law ou code-law),
bem como do amadurecimento da profissão
contábil.
A existência de uma estrutura conceitual e de
um arcabouço teórico estão associados à
existência de uma profissão contábil forte e
amadurecida, com poderes e competência para
editar normas contábeis.
2.2.6 Arcabouço Conceitual Teórico A existência de um arcabouço teórico sólido significa que os objetivos da
2.2.6 Arcabouço Conceitual
Teórico
A
existência de um arcabouço teórico sólido
significa que os objetivos da Contabilidade e
das
demonstrações contábeis estão
fundamentados
num
alicerce
conceitual
de
padrões e princípios que norteiam uma “boa
Contabilidade” mais
independente,
imune
às
interferências governamentais.
2.2.6 Arcabouço Conceitual Teórico No Brasil, a disciplina teoria da contabilidade tornou-se obrigatória a partir da
2.2.6 Arcabouço Conceitual
Teórico
No Brasil, a disciplina teoria da contabilidade
tornou-se obrigatória a partir da década de 90,
mas o seu conteúdo nem sempre atende aos
objetivos.
Princípios
Fundamentais
de
Contabilidade
(CFC) x Estrutura Conceitual Básica da
Contabilidade (USP): alguns conflitos.
2.2.7 Estrutura Empresarial e outras razões Sociedades anônimas e mercado de capitais desenvolvido x pequenas sociedades
2.2.7
Estrutura Empresarial
e outras razões
Sociedades anônimas e mercado de capitais
desenvolvido x pequenas sociedades familiares
e pouca sofisticação.
Invasões (Alemanha, França, Japão).
Inflação (taxa histórica, correção monetária x
reavaliação).
3 HARMONIZAÇÃO DE PADRÕES CONTÁBEIS Por que harmonizar? Contabilidade é a principal linguagem dos negócios e
3
HARMONIZAÇÃO DE
PADRÕES CONTÁBEIS
Por que harmonizar?
Contabilidade
é
a
principal
linguagem
dos
negócios e se não houver harmonização de
padrões contábeis essa comunicação não será
possível (difícil) já que não permite a
comparabilidade das informações.
Harmonização x padronização são a mesma
coisa?
3 Harmonização de normas contábeis internacionais VANTAGENS a) para países sem padrão próprio nem uma estrutura
3 Harmonização de normas
contábeis internacionais
VANTAGENS
a)
para países sem padrão próprio nem uma
estrutura legal ou profissão contábil forte;
b)
países emergentes que buscam oportunizar
seus negócios;
c)
para multinacionais: redução de custos;
d)
facilitar trabalhos de auditoria.
3 Harmonização de normas contábeis internacionais DESVANTAGENS a) Discutir harmonização de currículos básicos de cursos de
3 Harmonização de normas
contábeis internacionais
DESVANTAGENS
a)
Discutir harmonização de currículos básicos de
cursos de ciências contábeis;
b)
credenciamento de contadores em nível global:
discussão com áreas trabalhistas;
c)
Países com forte vinculação da legislação
tributária à contabilidade: como fazer?
d)
ausência de organismos profissionais fortes
capazes de influenciar o processo de
harmonização contábil.
3.3 Principais organismos mundiais x internacionalização IASB – Colegiado de Padrões Contábeis Internacionais. Sucessor do IASC
3.3
Principais organismos
mundiais x internacionalização
IASB – Colegiado de Padrões Contábeis
Internacionais.
Sucessor do IASC (1973-2001) criado em 1973
por ocasião do Congresso Internacional de
Contadores de 1973.
Órgão independente do setor privado que se
destina ao estudo de padrões contábeis. O Brasil
é representado pelo CFC e IBRACON.
Obrigatoriedade de que todas as empresas
sediadas nos países-membros da UE apresentem
demonstrações contábeis consolidadas a partir de
2005 segundo IASB.
3.3.1 IASB Objetivos do IASB a) estabelecer conjunto de normas contábeis globais; b) promover seu uso
3.3.1
IASB
Objetivos do IASB
a)
estabelecer conjunto de normas contábeis
globais;
b)
promover seu uso e aplicação;
c)
promover a convergência entre as normas
contábeis locais e as Normas Internacionais de
Contabilidade.
3.3.2 Federação Internacional de Contadores Organização mundial que representa a profissão contábil com participação de 118
3.3.2
Federação Internacional
de Contadores
Organização mundial que representa a
profissão contábil com participação de 118
países membros (CFC e IBRACON são nossos
representantes).
Fundada em 1917 por ocasião do 11 o
Congresso Mundial de Contadores.
3.3.2 Federação Internacional de Contadores Comitês do IFAC: a) Comitê de Padrões de Auditoria; b) Comitê
3.3.2
Federação Internacional
de Contadores
Comitês do IFAC:
a)
Comitê de Padrões de Auditoria;
b)
Comitê de Educação;
c)
Comitê de Ética;
d)
Comitê do Setor Público;
e)
Comitê de Contadores Profissionais para o
Gerenciamento de Negócios;
f)
Comitê de Auditores Transnacionais.
3.3.3 ISAR / Nações Unidas Grupo Intergovernamental de Especialistas em Padrões Internacionais de Contabilidade e Relatórios.
3.3.3 ISAR / Nações Unidas
Grupo Intergovernamental de Especialistas em
Padrões Internacionais de Contabilidade e
Relatórios.
Criado em 1976, tendo por preocupação da
ONU em analisar o impacto das empresas
multinacionais em países emergentes.
Principal objetivo – examinar práticas de
financial reporting e recomendar conjunto
mínimo de informações a serem evidenciadas.
3.3.3 ISAR / Nações Unidas O Isar não “decolou”: a) questionamento se cabe à ONU definir
3.3.3 ISAR / Nações Unidas
O Isar não “decolou”:
a)
questionamento se cabe à ONU definir
padrões contábeis;
b)
boicote dos países desenvolvidos em revelar
dados de subsidiárias;
c)
ausência dos Estados Unidos do Grupo desde
1986.
3.4 IOSCO Organização Mundial das Comissões de Valores Mobiliários. Conta com participação de mais de 115
3.4 IOSCO
Organização Mundial das Comissões de
Valores Mobiliários.
Conta com participação de mais de 115 órgãos
reguladores semelhantes à nossa CVM e tem
com principal objetivo promover a
regulamentação do mercado de capitais em
nível global,de modo a refletir um mercado
justo, eficiente e sadio.
3.4 IOSCO Na reunião de 1995 endossou a obrigatoriedade de adoção das normas internacionais do IASB
3.4 IOSCO
Na reunião de 1995 endossou a obrigatoriedade
de adoção das normas internacionais do IASB
pelas companhias que transacionam no
mercado de capitais.
O Brasil é representado pela Superintendência
de Normas Contábeis da Comissão de Valores
Mobiliários.
É mandatória a decisão do IOSCO?
3.3.5 O E C D Organização para Desenvolvimento e Cooperação Econômica. Criado em 1960 com adesão
3.3.5
O E C D
Organização para Desenvolvimento e
Cooperação Econômica.
Criado em 1960 com adesão de 20 países
membros (atualmente são 30). Possui um
Grupo de Trabalho de Padrões Contábeis que
atua como um fórum de debates para troca de
opiniões com as Nações Unidas no que diz
respeito à matéria contábil e relatórios
financeiros.
É mais conhecida na área de tributação que
contábil.
3.3.6 União Européia Origem na década de 50, após a destruição parcial da Europa, depois de
3.3.6
União Européia
Origem na década de 50, após a destruição
parcial da Europa, depois de duas guerras.
Tratado de Paris (1952).
Tratado de Roma (1957) e.
Tratado de Maastricht (1991) que estabeleceu a
adoção do euro e a criação do Banco Central
europeu.
3.3.6 União Européia As principais diretivas da Comunidade Européia mais importantes para a contabilidade são: 4
3.3.6
União Européia
As principais diretivas da Comunidade Européia
mais importantes para a contabilidade são:
4 a Diretiva – estrutura das demonstrações
contábeis e reconhecimento de receita e
despesa.
7 a Diretiva – evidenciação, consolidação de
balanços, comparabilidade das demonstrações
contábeis. (influência anglo-saxônica).
3.3.7 Banco de Compensações Internacionais Semelhante ao IOSCO, atua na área bancária em termos mundiais. Só
3.3.7 Banco de Compensações
Internacionais
Semelhante ao IOSCO, atua na área bancária
em termos mundiais. Só que quem manda é o
G-7.
Principal documento – Convergência
Internacional de Mensuração de Capital e
Padrões de Capital (1988) conhecido como
“Acordo de Basiléia”.
Não é mandatória, mas quem não seguir, não
entra no mercado dos países ricos G-7.
3.3.8 Confederação de Contadores da Ásia e Pacífico Maior organismo regional em matéria contábil, criado em
3.3.8
Confederação de Contadores
da Ásia e Pacífico
Maior organismo regional em matéria contábil,
criado em 1976 com 21 países membros e
tem por objetivo aperfeiçoar padrões e o seu
envolvimento para harmonizar seus
pronunciamentos com os editados pelo IFAC
e IASB.
3.3.9 Asociacion Interamericana de Contabilidad Organização profissional em nível regional das Américas com 23 países membros,
3.3.9
Asociacion Interamericana
de Contabilidad
Organização profissional em nível regional das
Américas com 23 países membros, destacando-
se “Cuba em Exílio” com status de país
membro.
Realiza eventos sendo o próximo previsto para
Salvador (Brasil).
4 Línguas oficiais das Américas: português,
inglês, espanhol e francês.
3.3.10 FEE Federação dos Especialistas Contábeis da Europa, com sede em Bruxelas, tem por objetivo analisar
3.3.10 FEE
Federação dos Especialistas Contábeis da
Europa, com sede em Bruxelas, tem por
objetivo analisar e discutir divergências
internacionais no âmbito contábil, de auditoria e
tributação e suas propostas,quando aprovadas,
são levadas à apreciação da União Européia.
4 PRINCIPAIS DIVERGÊNCIAS CONTÁBEIS 4.1. Pesquisa e Desenvolvimento, devem ser ativados ou tratados como despesa? Distinção
4
PRINCIPAIS DIVERGÊNCIAS
CONTÁBEIS
4.1. Pesquisa e Desenvolvimento, devem ser
ativados ou tratados como despesa?
Distinção entre pesquisa (algo novo) x
desenvolvimento (já existente).
No Brasil, existe uma regra geral de incluir-se
como ativo e amortizá-lo em função do prazo
esperado de benefícios futuros (Lei n o 6.404),
mas a prática mais comum atualmente é o
tratamento como despesa, face à incerteza na
obtenção.
4.1 Pesquisa e Desenvolvimento IASB, faz distinção entre Pesquisa (despesa) e desenvolvimento (ativo) sob certas circunstâncias.
4.1
Pesquisa e Desenvolvimento
IASB, faz distinção entre Pesquisa (despesa) e
desenvolvimento (ativo) sob certas
circunstâncias. Exemplos seguidos pela
Alemanha, Canadá, Grã-Bretanha, Nova
Zelândia, Austrália, Holanda.
França trata os dois como ativo, da mesma
forma como o Japão (às vezes admite-se tratar
como despesa).
EUA – tudo é despesa, face à incerteza.
4.2 Reavaliação de ativos É aceita como critério de mensuração de ativos ou conflita com custo?
4.2
Reavaliação de ativos
É aceita como critério de mensuração de ativos
ou conflita com custo?
No Brasil, pela Lei n o 6.404/76 é admitida,
embora CVM e BACEN limitem sua adoção.
No passado, foi muito utilizado para contornar
defasagem de índices de correção monetária de
balanço. (Lembrar Lei n o 8200/91).
IASB admite como tratamento alternativo para
que não haja divergências materiais.
4.2 Reavaliação de ativos Alguns países proíbem a reavaliação: Estados Unidos e Alemanha. Alguns países admitem
4.2
Reavaliação de ativos
Alguns países proíbem a reavaliação: Estados
Unidos e Alemanha.
Alguns países admitem sob certas condições:
Grã-Bretanha, Bélgica, Holanda.
Alguns países tiveram autorização legal em
certas épocas: Japão, Itália, Espanha.
Nova Zelândia admite só para terrenos e
construções, mas usa conceito de valor
realizável líquido (valor de saída) .
4.3 Leasing Financeiro Prevalência da essência sobre a forma: devem os bens objeto de leasing financeiro
4.3 Leasing Financeiro
Prevalência da essência sobre a forma: devem
os bens objeto de leasing financeiro ser
capitalizados pela arrendatária?
No Brasil, a legislação fiscal determina a
contabilização como aluguel, semelhante ao
leasing operacional.
Discussão: países anglo-saxônicos (essência
sobre a forma) x Europa Continental (visão
legalística).
4.3 Leasing Financeiro IASB determina a capitalização do leasing com ativo da arrendatária : a) transferência
4.3 Leasing Financeiro
IASB determina a capitalização do leasing com
ativo da arrendatária :
a)
transferência de propriedade;
b)
opção de compra simbólica;
c)
prazo contratual cobre prazo vida útil;
d)
valor presente – fair value do bem;
e)
bens são de natureza especializada.
4.3 Leasing Financeiro FASB – Em essência segue o IASB. Países como Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Nova
4.3 Leasing Financeiro
FASB – Em essência segue o IASB.
Países como Grã-Bretanha, Austrália, Canadá,
Nova Zelândia, Holanda seguem essa prática.
Noruega e Suécia também.
Alemanha e Japão não permitem a
capitalização na arrendatária.
França e alguns países europeus admitem só
no balanço consolidado.
4.4 Contabilização do goodwill Deve o goodwill ser tratado como ativo ou reconhecido como despesa, ou
4.4
Contabilização do goodwill
Deve o goodwill ser tratado como ativo ou
reconhecido como despesa, ou ainda, ser
deduzido do patrimônio líquido?
No Brasil, quando caracterizado como ágio,
deve ser incluído como ativo permanente
investimento e amortizado em até 5 anos,
segundo lei fiscal.
Segundo o IASB, deve ser ativado e
amortizado em prazo não superior a 20 anos.
Essa prática é seguida pela Austrália, Japão,
Nova Zelândia, Suíça. Canadá e Filipinas
permitem amortizar em até 40 anos, mas estão
mudando para seguir IASB.
4.4 Contabilização do goodwill As normas norte-americanas mudaram radicalmente. Conforme APB OPINION 17, o prazo máximo
4.4
Contabilização do goodwill
As normas norte-americanas mudaram
radicalmente. Conforme APB OPINION 17, o
prazo máximo admitido era de 40 anos.
Atualmente, a amortização deve ser feita de
acordo com o teste de impairment.
Alguns países admitem capitalizar ou baixar de
imediato: Alemanha, Grécia, Hong Kong,
Quênia, África do Sul, entre outros.
4.5 Estoques avaliados pelo UEPS O UEPS é um método de avaliação mais adequado para estoques?
4.5
Estoques avaliados pelo UEPS
O UEPS é um método de avaliação mais
adequado para estoques?
A maioria dos contadores entende que não, por
não refletir valor econômicamente adequado à
luz da teoria da contabilidade.
No Brasil, por exigência fiscal, UEPS não é
admitido como método de avaliação de
estoques.
4.5 Estoques avaliados pelo UEPS Estados Unidos, Holanda, Japão, Alemanha permitem sua adoção normalmente. Austrália, Nova
4.5
Estoques avaliados pelo UEPS
Estados Unidos, Holanda, Japão, Alemanha
permitem sua adoção normalmente.
Austrália, Nova Zelândia, França, Grã-Bretanha,
e países escandinavos não admitem o UEPS.
As normas internacionais do IASB admitem a
adoção do UEPS como método alternativo,
sendo a regra geral, o PEPS e a média
ponderada.
4.6 IMPOSTOS DIFERIDOS As diferenças temporais devem ser reconhecidas no período contábil em que tais receitas
4.6
IMPOSTOS DIFERIDOS
As diferenças temporais devem ser
reconhecidas no período contábil em que tais
receitas e despesas são efetivamente incluídas
na DRE ou devem ser controladas extrabalanço
sem reflexos contábeis?
Entendimento preliminar requerido: diferenças
temporais x permanentes.
4.6 IMPOSTOS DIFERIDOS Diferenças permanentes: resultam de despesas indedutíveis e receitas não tributáveis. Essas diferenças nunca
4.6
IMPOSTOS DIFERIDOS
Diferenças permanentes: resultam de despesas
indedutíveis e receitas não tributáveis. Essas
diferenças nunca serão ajustadas, ou não
influenciarão IR futuro.
Diferenças temporais: diferenças que deixarão
de existir no futuro. Ex.: reavaliação,
depreciação societária diferente da fiscal,
provisão para devedores duvidosos etc.
4.6 IMPOSTOS DIFERIDOS As normas do IASB e do FASB recomendam o reconhecimento, assim como as
4.6
IMPOSTOS DIFERIDOS
As normas do IASB e do FASB recomendam o
reconhecimento, assim como as normas
contábeis (fiscais) brasileiras.
A União Européia (UE) exige apenas para
balanços consolidados.
Japão, Itália, Espanha não requerem a
contabilização dos impostos diferidos.
4.7 Encargos com planos de benefícios de aposentadoria Devem os encargos e a respectiva obrigação ser
4.7
Encargos com planos de
benefícios de aposentadoria
Devem os encargos e a respectiva obrigação
ser reconhecidos no período contábil em que o
serviço é prestado ou devem ser reconhecidos
quando os pagamentos são devidos?
Dificuldade na identificação dos benefícios pelas
diferenças culturais, sociais. Exemplos: Japão
(emprego permanente) e Alemanha (prêmio por
fidelidade).
IASB e FASB recomendam a contabilização
quando o serviço é prestado (competência).
4.7 Encargos com planos de benefícios de aposentadoria No Brasil, apenas as companhias abertas seguem em
4.7
Encargos com planos de
benefícios de aposentadoria
No Brasil, apenas as companhias abertas
seguem em essência o IASB. As demais
empresas adotam o regime de caixa.
Não há reconhecimento em países como
França, Alemanha, Japão, Holanda, países
escandinavos, Itália (em muitos deles o Estado
é o responsável pelos pagamentos).
Canadá adota método alternativo ao IASB.
Grã-Bretanha, Austrália, N. Zelândia, Espanha
(com algumas variações) seguem IASB.
4.8 Instrumentos Financeiros Primeira dúvida: o que são instrumentos financeiros? É sinônimo de derivativo? Principal questão:
4.8
Instrumentos Financeiros
Primeira dúvida: o que são instrumentos
financeiros? É sinônimo de derivativo?
Principal questão: devem ser tratados com itens
“fora-de-balanço” ou incluídos como ativos e
passivos?
No Brasil, apenas os bancos adotam regras
internacionais, com avaliação pelo fair value,
sendo que as companhias abertas apenas
divulgam em notas explicativas.
4.8 Instrumentos Financeiros Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia seguem normas do IASB e FASB. Não há
4.8
Instrumentos Financeiros
Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia
seguem normas do IASB e FASB.
Não há regulamentação específica na
Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda.
Japão está adaptando normas para se adequar
ao IASB e FASB.
4.9 CONVERSÃO DE BALANÇO Conversão de transações em moeda estrangeira. Regra geral: itens monetários convertidos pela
4.9 CONVERSÃO DE
BALANÇO
Conversão de transações em moeda
estrangeira.
Regra geral: itens monetários convertidos
pela taxa corrente enquanto os não
monetários são convertidos pela taxa
histórica (regra IASB, IAS 21).
Com relação aos ganhos ou perdas de
conversão devem ser tratados como
resultado do período, não sendo admitido o
seu diferimento.
O Brasil segue as normas internacionais.
4.9 CONVERSÃO DE BALANÇO Para conversão de demonstrações financeiras em moeda estrangeira, existem 4 métodos: a)
4.9 CONVERSÃO DE
BALANÇO
Para conversão de demonstrações financeiras
em moeda estrangeira, existem 4 métodos:
a)
método da taxa corrente
Todos os ativos e passivos – taxa corrente.
b)
método temporal
Itens monetários – taxa corrente.
Itens não monetários – taxa histórica, exceto se
avaliados a mercado.
4.9 CONVERSÃO DE BALANÇO c) método de conversão monetário/não monetário – semelhante ao temporal, só que
4.9 CONVERSÃO DE
BALANÇO
c)
método de conversão monetário/não monetário –
semelhante ao temporal, só que os itens não
monetários são avaliados pela taxa histórica
mesmo que valorizados a preço de mercado.
d)
método de avaliação corrente-não corrente –
Todos os itens correntes, mesmo estoques são
avaliados à taxa corrente.
4.9 CONVERSÃO DE BALANÇO O Brasil segue o método temporal e os ganhos e perdas na
4.9 CONVERSÃO DE
BALANÇO
O Brasil segue o método temporal e os
ganhos e perdas na conversão devem ser
levados integralmente a resultado, conforme
orientação do IBRACON.
4.10 CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO Há dois métodos clássicos para reconhecimento dos contratos de construção: o chamado
4.10
CONTRATOS
DE CONSTRUÇÃO
Há dois métodos clássicos para reconhecimento
dos contratos de construção: o chamado
“método do estágio de conclusão” e o “método
completo”.
A maior parte dos países adota o
reconhecimento da receita proporcionalmente
ao estágio de acabamento da obra, em
atendimento ao regime de competência.
No Brasil, as empresas têm a opção de registrar
as receitas na medida em que são recebidas,
seguindo a legislação fiscal.
4.10 CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Austrália adotam métodos próximos ao “estágio de
4.10
CONTRATOS
DE CONSTRUÇÃO
Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia,
Austrália adotam métodos próximos ao “estágio
de conclusão”.
Países como França, Itália, Espanha, admitem o
“estágio completo” sob certas circunstâncias.
Japão e Bélgica admitem quaisquer dos dois
métodos.
Alemanha só admite o “estágio completo”.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES No capítulo primeiro, apresentamos um retrato da contabilidade brasileira – o
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
No capítulo primeiro, apresentamos um retrato
da contabilidade brasileira – o ambiente legal e
institucional, nível de educação,
amadurecimento ou status da profissão, estágio
de desenvolvimento da teoria da contabilidade,
entre outros.
Neste capítulo quinto, é apresentado um estudo
comparativo entre países, mostrando o retrato
da contabilidade de cada um desses países.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES Países escolhidos: Estados Unidos (de longe o país com maior tradição
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
Países escolhidos: Estados Unidos (de longe o
país com maior tradição em pesquisa contábil),
Grã-Bretanha (berço da Contabilidade
moderna), Alemanha e França (por serem
exemplos clássicos de países do modelo da
Europa Continental), Japão (por ter
características dos dois modelos) e Holanda por
representar uma categoria especial, não se
enquadrando como anglo-saxão ou da Europa
Continental.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.1. Estados Unidos da América É a maior potência mundial com
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.1. Estados Unidos da América
É a maior potência mundial com notável
contribuição para a pesquisa em contabilidade.
Desenvolvimento histórico: Guerra da Secessão
x fortalecimento das ferrovias que
impulsionaram outras atividades como semente
de algodão, chumbo, açúcar, fósforo, borracha,
fumo. Um pouco depois, surgimento de impérios
petrolíferos compostos por refinarias, oleodutos
e redes de distribuição.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.1.1. Ambiente legal e regulamentar SEC e FASB (por delegação de
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.1.1. Ambiente legal e regulamentar
SEC e FASB (por delegação de competência x
autoridade substantiva).
Antecedente histórico: quebra da Bolsa de
Valores de Nova York em que contadores e
auditores foram criticados pela falta de
transparência e um padrão para o financial
reporting.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.1.2. A profissão contábil 1887 – AAPA. 1916 – Transformação do
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.1.2. A profissão contábil
1887 – AAPA.
1916 – Transformação do AAPA em AIA.
1916 – Criação da AAUIA.
1935 – AAUIA passa a se chamar AAA.
1937 – surge o AICPA, principal órgão da
profissão contábil que existe até hoje.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.1.2. A profissão contábil Desenvolvimento dos princípios contábeis. 1938 - 1959
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.1.2. A profissão contábil
Desenvolvimento dos princípios contábeis.
1938 - 1959 – Comitê de Procedimentos
Contábeis (CAP).
1959 -1972 – Colegiado de Princípios
Contábeis (APB).
1972 até hoje – Colegiado de Padrões e
Contabilidade Financeira (FASB).
Principais documentos editados pelo FASB.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.1.3. Princípios contábeis nos EUA O que são USGAAP ? Categoria
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.1.3. Princípios contábeis nos EUA
O que são USGAAP ?
Categoria A.
Categoria B.
Categoria C.
Categoria D.
A literatura hoje praticamente não contempla
discussões sobre princípios contábeis
propriamente ditos,mas muito mais questões
envolvendo padrões contábeis.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.1.4. Demonstrações financeiras /IASB São 12.000 companhias abertas (No Brasil, são
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.1.4. Demonstrações financeiras /IASB
São 12.000 companhias abertas (No Brasil, são
apenas 800). Publicam Balanço, Demonstração
de Resultado, Fluxo de Caixa e Mutações
patrimoniais,além do parecer dos auditores.
Atualmente, também publicam Statement of
Comprehensive Income .
Delaney (2004) afirma que há mais de 250
divergências com o IASB (materiais ou não). Os
mais relevantes são reavaliação (proibida nos
EUA), Pesquisa e Desenvolvimento (baixa-se em
resultado nos EUA) e Goodwill (impairment test).
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.2. Grã-Bretanha É um país com tradição de liderança, profissionalismo, transparência
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.2. Grã-Bretanha
É um país com tradição de liderança,
profissionalismo, transparência e
organização e exportou seu modelo para
vários países: EUA, Austrália, Nova Zelândia,
Hong-Kong, Canadá, Índia, Cingapura,
Malásia, Quênia, Nigéria, Nova Guiné, África
do Sul, entre outros.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.2.1. Ambiente legal e regulamentar Legislação de 1947 (Companies Act 1947)
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.2.1. Ambiente legal e regulamentar
Legislação de 1947 (Companies Act 1947) é
considerado o marco do desenvolvimento da
contabilidade até o surgimento do
Companies Act 1985.;
A legislação comercial estabelece regras
distintas de financial reporting para grandes,
médias e pequenas empresas.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.2.2. A profissão contábil Primeira organização profissional no mundo foi a
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.2.2. A profissão contábil
Primeira organização profissional no mundo foi
a Sociedade de Contadores de Edinburgo
(1854).
Hoje são 6 (seis): ICAEW (o mais conhecido),
ICAS, ICAI, ACCA, CIMA e CIPFA.
Padrões contábeis são editados pela ASB-
Accounting Standards Board.
Surgimento do creative accounting na década
de 80 (prática não ilegal, mas contribui para
tornar enganosas as demonstrações) x
profissão frágil ou liberal demais?
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.2.3. Princípios contábeis Continuidade. Independência de exercícios. Consistência. Prudência. Não-compensação. Materialidade.
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.2.3. Princípios contábeis
Continuidade.
Independência de exercícios.
Consistência.
Prudência.
Não-compensação.
Materialidade.
Custo histórico.
Intangibilidade do balanço.
Prevalência da aparência sobre a Forma.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.2.4. Demonstrações financeiras / IASB Além dos relatórios tradicionais, as cias
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.2.4. Demonstrações financeiras / IASB
Além dos relatórios tradicionais, as cias
abertas devem apresentar informações sobre
práticas de governança corporativa.
O arcabouço teórico do ASB é similar ao do
IASB, não havendo diferenças significativas.
Destacam-se algumas divergências nos
critérios de avaliação de títulos e valores
mobiliários, avaliação de estoques.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.3. França Dualidade de demonstrações financeiras: Plano contábil fortemente legalista (empresas
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.3. França
Dualidade de demonstrações financeiras:
Plano contábil fortemente legalista (empresas
individuais) x enfoque moderno (consolidado)
sob influência do IASB.
O Plano Contábil Geral foi inspirado no
modelo alemão durante a ocupação nazista,
mas continuou mesmo após a libertação
sendo considerado um instrumento de
controle.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.3.1. Ambiente legal e regulamentar 1673 – Código Comercial Francês é
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.3.1. Ambiente legal e regulamentar
1673 – Código Comercial Francês é o mais
antigo (regulamenta atividade comercial).
Base da normatização:
a)
código comercial;
b)
lei societária e fiscal;
c)
plano geral de contas;
d)
comitê de regulação contábil;
e)
comissão de operações de bolsa;
f)
diretivas da UE e padrões do IASB.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.3.2. A profissão contábil Comparativamente aos colegas da escola anglo-saxônica, a
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.3.2. A profissão contábil
Comparativamente aos colegas da escola
anglo-saxônica, a profissão é fraca, sem
muita autonomia e capacidade de influenciar
a edição de normas contábeis.
a) ordem de especialistas contábeis;
b) comissão nacional de auditores
independentes.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.3.3. Princípios contábeis Estão previstos no Código Comercial e dois deles
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.3.3. Princípios contábeis
Estão previstos no Código Comercial e dois
deles destacam-se por não serem comuns à
nossa realidade:
a) princípio da regularidade (será que o que é
regular ou está de acordo com a lei é
sempre a melhor prática?)
b) princípio da sinceridade – implica em adotar
o espírito da lei e não a sua adoção de
forma literal.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.3.4. Demonstrações Financeiras/IASB Pouca aderência às normas do IASB (exceto no
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.3.4. Demonstrações Financeiras/IASB
Pouca aderência às normas do IASB (exceto
no consolidado):
a)
encargos e beneficios de aposentadoria;
b)
leasing financeiro;
c)
instrumentos financeiros;
d)
títulos negociáveis;
e)
impostos diferidos etc.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.4. Alemanha Exemplo clássico do modelo da Europa Continental junto com
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.4. Alemanha
Exemplo clássico do modelo da Europa
Continental junto com a França.
Financial reporting preocupado com
credor/governo e não com investidor.
Necessidade da contabilidade estar aderente
com critérios fiscais.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.4.1. Ambiente legal e regulamentar Espinha dorsal da normatização é o
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.4.1. Ambiente legal e regulamentar
Espinha dorsal da normatização é o Código
Comercial, a legislação societária e a fiscal e
em plano secundário a profissão contábil e
finalmente, a Bolsa de Valores.
Ponto de partida – Código comercial de 1861
inspirado no francês (1673).
Legislação fiscal influencia princípios e
práticas contábeis com impacto significativo
no financial reporting das empresas.
Comitê Alemão de Proced. Contábeis (1998).
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.4.2. A profissão contábil Não exerce forte influência no desenvolvimento de
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.4.2. A profissão contábil
Não exerce forte influência no
desenvolvimento de princípios.
Existem duas categorias: uma equivalente
ao contador público certificado e outra de
fiscalizador licenciado considerado de nível
inferior, mas ambas podem auditar
empresas.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.4.3. Princípios contábeis São previstos no Código Comercial e são muito
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.4.3. Princípios contábeis
São previstos no Código Comercial e são
muito semelhantes aos adotados pela
França. Embora inclua a substância
prevalecendo sobre a forma, só vale no
Consolidado, pois o leasing financeiro não
pode ser capitalizado como ativo na
arrendatária.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.4.4. Demonstrações financeiras/IASB Devido à característica predominantemente legalista existem diferenças significativas
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.4.4. Demonstrações financeiras/IASB
Devido à característica predominantemente
legalista existem diferenças significativas
com os padrões do IASB; leasing financeiro,
gastos com pesquisa e desenvolvimento,
títulos e valores mobiliários, construção civil,
reavaliação, entre outros.
Lembrança do caso Daimler Benz.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.5. Japão Até a Segunda Guerra Mundial, os “Zaibatsu” controlavam a
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.5. Japão
Até a Segunda Guerra Mundial, os “Zaibatsu”
controlavam a economia japonesa. Com a
invasão americana, foi feita uma reforma
estrutural no sistema econômico com a
criação da lei antimonopólio. Entretanto, com
a retirada, voltaram os “keiretsu”; na prática
um ressuscitamento dos antigos “Zaibatsu”,
mas mais modernos e sofisticados em
termos de conglomerados.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.5.1. Ambiente legal e regulamentar A normatização contábil está nas mãos
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.5.1. Ambiente legal e regulamentar
A normatização contábil está nas mãos do
Governo, por meio do Código comercial,
legislação da área de mercado de capitais e
a legislação fiscal.
Embora os padrões contábeis sejam
editados pelo Conselho de Deliberação de
Contabilidade Financeira, é um órgão
assessor vinculado ao Ministério das
Finanças.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.5.1. Ambiente legal e regulamentar Na realidade, temos um tripé: a)
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.5.1. Ambiente legal e regulamentar
Na realidade, temos um tripé:
a)
código comercial (modelo alemão e francês)
voltado para proteção de credores.
b)
legislação de mercado de capitais, voltado
para investidores.
c)
legislação fiscal que não é misto dos dois,
mas tem luz própria.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.5.2. A profissão contábil O Instituto Japonês de Contadores Públicos Certificados
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.5.2. A profissão contábil
O Instituto Japonês de Contadores Públicos
Certificados foi aperfeiçoado com a vinda dos
norte-americanos em 1948 e tenta seguir o
modelo anglo-saxão. Entretanto, não tem
poderes para emitir normas contábeis. Para
se tornar um konin kaikeishi (contador
certificado) o candidato tem que ser
aprovado num exame duríssimo. Também
não edita padrões de auditoria.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.5.3. Princípios Contábeis Os princípios são editados pelo Conselho de Deliberação
5
ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.5.3. Princípios Contábeis
Os princípios são editados pelo Conselho de
Deliberação de Contabilidade Financeira
onde se destacam: princípio da escrituração
ordenada, distinção entre transações de
capital e de receita/despesa, princípio da
fonte única (na verdade um boa gestão).
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.5.4. Demonstrações financeiras/IASB Somente as cias abertas estão sujeitas à obrigatoriedade
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ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.5.4. Demonstrações financeiras/IASB
Somente as cias abertas estão sujeitas à
obrigatoriedade de elaborar Fluxo de Caixa.
As principais divergências com o IASB são
as seguintes: leasing financeiro, estoques,
pesquisa e desenvolvimento e contratos de
construção civil.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.6. Holanda É um país pequeno (tamanho do nosso estado de
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ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.6. Holanda
É um país pequeno (tamanho do nosso
estado de Sergipe) mas se notabilizou no
passado na história econômica mundial
envolvendo atividades marítimas.
É um país independente desvinculado da
escola anglo-saxônica e da Europa
Continental. Sofre influência do IASB e da
União Européia.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.6.1. Ambiente legal e regulamentar 1837 – Código Comercial. Destacam-se também
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ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.6.1. Ambiente legal e regulamentar
1837 – Código Comercial.
Destacam-se também na normatização
contábil a legislação societária e a profissão
contábil, não havendo interferência do Fisco
na contabilidade.
O nível de exigências de financial reporting
depende do tamanho da empresa: grande
média e pequena.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.6.2. A profissão contábil 1895 – Criação da NIVRA – Instituto
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ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.6.2. A profissão contábil
1895 – Criação da NIVRA – Instituto
Holandês de Contadores. Ele não edita
normas ou padrões de contabilidade, mas é o
responsável pela edição de padrões de
auditoria.
Outra categoria profissional é a NOVAA
(Organização Holandesa de contadores,
administradores e consultores) mas é menos
representativa que o NIVRA.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.6.3. Princípios contábeis O Código Civil holandês prevê os princípios da
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ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.6.3. Princípios contábeis
O Código Civil holandês prevê os princípios
da realização, prudência, competência,
continuidade e entidade.
Não é aceito conceito de prevalência da
essência sobre a forma jurídica.
5 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAÍSES 5.6.4. Demonstrações financeiras/ IASB A influência externa é significativa principalmente dos
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ESTUDO COMPARATIVO
ENTRE PAÍSES
5.6.4. Demonstrações financeiras/ IASB
A influência externa é significativa
principalmente dos norte-americanos, da
União Européia e do IASB.
Excetuando-se instrumentos financeiros e
goodwill, os padrões holandeses estão
bastante aderentes com os estabelecidos
pelo IASB.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB Por que não temos tantos estudos sobre critérios de evidenciação? a) são dependentes
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
Por que não temos tantos estudos sobre
critérios de evidenciação?
a)
são dependentes dos critérios de
reconhecimento e mensuração;
b)
o ambiente legal e regulamentar de cada
modelo x financial reporting;
c)
mesmo que haja uniformidade nos critérios de
reconhecimento e mensuração, não há
garantia de uniformidade nos critérios de
evidenciação.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.1. Pesquisa e Desenvolvimento IASB – há exigência de evidenciação somente dos gastos
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.1. Pesquisa e Desenvolvimento
IASB – há exigência de evidenciação
somente dos gastos com desenvolvimento
que foram ativados.
FASB – há exigência dos gastos com
pesquisa e desenvolvimento levados a
resultado.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.2. Reavaliação de ativos IASB – há exigência de evidenciação da base adotada,
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.2. Reavaliação de ativos
IASB – há exigência de evidenciação da
base adotada, data em que ocorreu, peritos,
índices adotados, e restrições quanto à
distribuição como dividendos.
FASB – não há exigência por ser vedada
devendo os ativos serem avaliados sempre
pelo custo histórico como base de valor.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.3. Leasing financeiro IASB e FASB. De uma maneira geral, as exigências de
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.3. Leasing financeiro
IASB e FASB. De uma maneira geral, as
exigências de evidenciação são muito
parecidas: valor do ativo, prazos,
detalhamento do valor a pagar, descrição
geral dos contratos, cláusulas restritivas.
Observe-se que há presunção de que o bem
arrendado é capitalizado na arrendatária e
não na arrendadora, como ocorre no Brasil.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.4. GOODWILL IASB – Como regra geral, o goodwill deve ser ativado e
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.4. GOODWILL
IASB – Como regra geral, o goodwill deve ser
ativado e amortizado em 20 anos. Nesse
sentido, devem ser evidenciadas informações
sobre o prazo (se amortizado em prazo
superior ou quando não adotado método
linear), indicar a linha onde consta a
amortização (na DRE), goodwill negativo,
entre outros.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.4. GOODWILL FASB – Diferentemente do IASB, o goodwill deve ser ativado mas
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.4. GOODWILL
FASB – Diferentemente do IASB, o goodwill
deve ser ativado mas submetido ao teste
anual de impairment. Devem ser
evidenciados: o valor bruto capitalizado, o
método de amortização adotado, goodwill por
segmento de negócios, descrição do goodwill
e informações detalhadas sobre o resultado
do teste de impairment.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.5. ESTOQUES AVALIADOS PELO LIFO IASB – a regra geral para avaliação dos
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.5. ESTOQUES AVALIADOS PELO LIFO
IASB – a regra geral para avaliação dos
estoques é a utilização do método FIFO ou a
média, sendo o LIFO um procedimento
alternativo. Se o método LIFO for adotado, a
companhia deve evidenciar em nota
explicativa:
a) o menor valor entre o estoque avaliado pelo
FIFO (ou média) e o valor realizável líquido;
b) O menor valor entre o custo corrente e o
valor realizável líquido.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.6. IMPOSTOS DIFERIDOS IASB e o FASB – As exigências de evidenciação segundo
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.6. IMPOSTOS DIFERIDOS
IASB e o FASB – As exigências de
evidenciação segundo os dois órgãos são
muito parecidas. De forma geral, exigem
que se divulgue o valor agregado dos
impostos, das diferenças temporais, valor
do ativo fiscal diferido, expectativas de
quando serão revertidas as diferenças
temporais dedutíveis.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.7. Encargos com Planos de benefícios de aposentadoria para empregados. IASB e o
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.7. Encargos com Planos de benefícios de
aposentadoria para empregados.
IASB e o FASB – As exigências de
evidenciação segundo os dois órgãos são
muito parecidas. De forma geral, exigem que
se divulgue a política contábil adotada,
descrição geral dos planos, valor justo dos
ativos do plano e seu retorno esperado, custo
dos serviços, taxas de desconto adotadas
etc; (O FASB exige reconciliações dos saldos
inicial e final).
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.8. Instrumentos financeiros IASB – As exigências de evidenciação foram normatizadas antes das
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.8. Instrumentos financeiros
IASB – As exigências de evidenciação foram
normatizadas antes das definições nos
critérios de reconhecimento e mensuração.
Deve-se ressaltar que tais instrumentos
muitas vezes são diferentes entre si por
terem sido projetadas “sob medida” e
portanto, por serem distintas, nem sempre
são conceitualmente comparáveis.
Devem ser evidenciados:
a) natureza e extensão desses instrumentos;
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.8. Instrumentos financeiros b) políticas e métodos adotados com relação aos critérios de
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.8. Instrumentos financeiros
b)
políticas e métodos adotados com relação
aos critérios de reconhecimento e
mensuração;
c)
informações sobre o valor justo e suas
flutuações;
d)
informações sobre derivativos que envolvam
hedge (descrição, natureza dos riscos,
valores reconhecidos etc).
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.8. Instrumentos financeiros FASB – Exige maior ênfase na divulgação dos objetivos por
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.8. Instrumentos financeiros
FASB – Exige maior ênfase na divulgação
dos objetivos por ter emitido ou estar
mantendo tais instrumentos. Além disso,
deve detalhar os tipos de hedge adotados, e
a política de gerenciamento de risco para
cada hedge.
No tocante a risco de crédito, divulgar
informações sobre concentração de crédito
incluindo: como está a atividade, região que
caracteriza a concentração, valor máximo de
perdas esperadas, política adotada para
garantias, acordos, valor justo, entre outras.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.9. Conversão de transações e demonstrações em moeda estrangeira. IASB e FASB não
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.9. Conversão de transações e
demonstrações em moeda estrangeira.
IASB e FASB não apresentam grandes
divergências e enfatizam a necessidade de
divulgar o tratamento adotado para ganhos e
perdas resultantes do ajuste da conversão.
6 EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB 6.10. Contratos de construção civil IASB e FASB não apresentam grandes divergências. Entretanto,
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EVIDENCIAÇÃO FASB/IASB
6.10. Contratos de construção civil
IASB e FASB não apresentam grandes
divergências. Entretanto, o IASB prefere que
seja adotado o método “reconhecimento de
receita conforme o estágio de acabamento”
e o FASB permite também o
reconhecimento da receita quando da
efetiva conclusão do empreendimento. Além
disso, o FASB tem exigências específicas
para “venda de loteamento”.