Vous êtes sur la page 1sur 10

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CAMPUS CATALÃO Departamento de Física

Laboratório de Física II Prof. Marcionilio T. O. Silva

Relatório VII Calor Específico

Catalão, 2011.

2

Laboratório de Física II Data: 09/11/2011

Turma A Física

Calor Específico

Thaianne Lopes de Souza 101648

Catalão, 2011.

3

Introdução Objetivos Este experimento consiste em determinar a capacidade calorífica de um calorímetro e o calor específico do chumbo, aço e alumínio.

Considerações Teóricas Quando água quente é colocada em um recipiente de alumínio que esteja na temperatura ambiente, observa-se que o recipiente esquenta e que a água esfria, isto é, a temperatura do recipiente aumenta e a da água diminui, até que ambos fiquem à mesma temperatura. Neste caso, houve uma transferência de energia, em forma de calor, do corpo de temperatura mais alta (a água quente) para o outro de temperatura mais baixa (o recipiente de

alumínio) para o outro de temperatura mais baixa (o recipiente de alumínio), até que o equilíbrio térmico fosse atingido.

A quantidade de calor Q, necessária para elevar a temperatura de um

corpo, depende de três fatores: a massa m, a variação de temperatura ∆T = T – T 0 e o calor específico c. A quantidade de calor pode ser expressa pela seguinte equação:

de calor pode ser expressa pela seguinte equação: (1) O calor específico de uma substância pode

(1)

O calor específico de uma substância pode ser determinado com a ajuda

de um recipiente chamado calorímetro. O calorímetro é um recipiente isolado termicamente do meio externo, onde líquidos e sólidos podem ser colocados para que troquem de calor entre si com perda mínima para o ambiente. O calorímetro participa das trocas de calor entre os corpos nele colocados até que todos, inclusive o calorímetro, estejam à mesma temperatura, ou seja, atinjam o equilíbrio térmico. Essa participação se deve a Capacidade Térmica C.

Essa capacidade térmica de um corpo pode ser definida como o produto da massa pelo seu calor específico. Conforme a expressão matemática abaixo:

massa pelo seu calor específico. Conforme a expressão matemática abaixo: Logo, a equação pode ser escrita

Logo, a equação pode ser escrita como:

(2)

4

4 (3) A capacidade térmica de um calorímetro pode ser definida como a soma das partes

(3)

A capacidade térmica de um calorímetro pode ser definida como a soma das partes que o constituem, tais como: copo metálico, agitador, resistência elétrica para o aquecimento e o próprio termômetro utilizado para medir a temperatura. Obedecendo a esse arranjo experimental essa capacidade térmica pode ser descrita matematicamente como:

capacidade térmica pode ser descrita matematicamente como: (4) onde m * á g u a e

(4)

onde m * água e T * água são respectivamente a massa e a temperatura de água

equilíbrio ao introduzir a

água quente no calorímetro, a massa de água que é colocada inicialmente no calorímetro, calor específico da água e temperatura inicial do sistema, respectivamente. Considere, agora, um calorímetro contendo em seu interior certa massa de água, ambos à temperatura T 0 . Se um corpo, à temperatura T c ( com T c ˃ T 0 ), é colocado dentro da água do calorímetro, ocorrerá transferência de energia, na forma de calor, entre a água e o corpo até atingirem uma mesma temperatura, ou seja, a temperatura de equilíbrio térmico, T eq . A quantidade de calor perdida pelo corpo é absorvida pela água e pelo calorímetro. Então, matematicamente isso pode ser representado por:

quente, T eq , m água , c água e T 0 são a temperatura de

u a , c á g u a e T 0 são a temperatura de (5)

(5)

onde Q corpo é a quantidade de calor cedida pelo corpo, Q calorímetro e Q água são a quantidade de calor recebida pelo calorímetro e pela água. Então, de acordo com as equações 1 e 3, essas quantidades são dadas por:

com as equações 1 e 3, essas quantidades são dadas por: (6) (7) (8) Substituindo as
com as equações 1 e 3, essas quantidades são dadas por: (6) (7) (8) Substituindo as
com as equações 1 e 3, essas quantidades são dadas por: (6) (7) (8) Substituindo as

(6)

(7)

(8)

Substituindo as equações 6, 7 e 8 na equação 5, tem-se:

5 (9)

5

(9)

onde m c , c c e T c são a massa, o calor especifico e a temperatura inicial do corpo c, respectivamente; T eq é a temperatura de equilíbrio do sistema, C calorímetro é a capacidade térmica do calorímetro, T 0 é a temperatura inicial do calorímetro com água, m água é a massa de água dentro do calorímetro e c água é

o calor específico da água. Então, de acordo com a equação 9, o calor específico pode ser dado

por:

com a equação 9, o calor específico pode ser dado por: (10) Para estimar o erro

(10)

Para estimar o erro percentual do calor específico determinado experimentalmente em relação ao calor específico tabelado de um dado material, utiliza-se a seguinte equação:

de um dado material, utiliza-se a seguinte equação: (11) onde E e x p é o

(11)

onde E exp é o calor específico determinado experimentalmente e E teo o calor específico tabelado de um dado material.

Considerações Experimentais Materiais Utilizados O conjunto de instrumentos de medidas e de materiais necessários para

a realização deste experimento foram os seguintes:

Calorímetro completo;

Uma balança Patrimônio MEC-UFG 304867, precisão de 0,1g;

Dois termômetros, incerteza de 0,5°C;

Sistema de aquecimento;

Água;

Três corpos metálicos: 01 alumínio, 01 chumbo e 01 aço;

Um Becker, incerteza de 12,5ml;

6

Um pano de limpeza.

Procedimento experimental e Apresentação dos Resultados Esse experimento foi realizado em duas partes. Para isso:

Executou-se a montagem do experimento;

Parte 1:

Mediu-se a massa do calorímetro vazio e seco (m calorímetro = m cal ) com o uso da balança digital (vide materiais utilizados). O valor obtido encontra-se apresentado na Tabela 1;

Com o uso do Becker (vide materiais utilizados) mediu-se 150ml de água (água da torneira) à temperatura ambiente e também mediu-se essa massa de água, m água , com o auxílio da balança digital (vide materiais utilizados) e colocou-se no calorímetro. Os resultados obtidos estão apresentados na Tabela 1;

Esperou-se o sistema calorímetro e água entrar em equilíbrio térmico (T 0 ). Anotou-se o valor de T 0 . O valor encontrado está apresentado na Tabela 1;

Adicionou-se mais 150ml de água quente. Mediu-se a massa de água quente (m * água ) e a temperatura em que ela se encontrava (T * água ). Os valores obtidos estão apresentados na Tabela 1;

Esperou-se o equilíbrio térmico e anotou-se a temperatura de equilíbrio (T eq ). O valor encontrado está apresentado na Tabela 1;

Considerando, neste caso, o mesmo calor específico tanta para a água fria quanto para a água quente, determinou-se a capacidade térmica do calorímetro, C calorímetro , através da equação 4. O resultado obtido está apresentado na Tabela 1;

7

Tabela 1 Massa do calorímetro (m cal ), massa de água fria (m água ) e quente (m * água ), temperatura inicial do sistema (T 0 ), Temperatura da água quente (T * água ), Temperatura de equilíbrio (T eq ), Calor específico da água (c água ) e Capacidade Térmica do calorímetro (C calorímetro ).

m cal (g)

238,1 ± 0,1

m água (g)

142,1 ± 0,1

T 0 (°C)

26,0 ± 0,5

m * água (g)

142,3 ± 0,1

T * água (°C)

77,0 ± 0,5

T eq (ºC)

51,0 ± 0,5

c água (cal/gK)

1,00

C calorímetro (cal/K): 5,892

Parte 2:

Mediu-se a massa das três peças de metal, m c , com o auxílio da balança digital (vide materiais utilizados). Os valores obtidos estão apresentados na Tabela 2;

Colocou-se a peça de aço em água fervente durante alguns minutos, até entrar em equilíbrio térmico com a água fervente. Anotou-se a temperatura da água fervente com o auxílio do termômetro (vide materiais utilizados), que é igual à temperatura inicial do metal, T c . O valor obtido está expresso na Tabela 2;

Colocou-se água, à temperatura ambiente, no copo do calorímetro, em quantidade igual ao total de água utilizado na primeira parte do experimento, ou seja, 150 ml. Determinou-se a massa dessa quantidade de água, m água , e a temperatura inicial, T 0 , com o uso dos equipamentos descritos na primeira parte. Os valores obtidos estão apresentados na Tabela 2;

Retirou-se a peça de aço de dentro da água fervente e a colocou, rapidamente, dentro do calorímetro, fechando-o para evitar troca de calor com o ambiente. Esperou-se que o sistema entrasse em equilíbrio térmico e anotou-se essa temperatura de equilíbrio, T eq . O valor encontrado está apresentado na Tabela 2;

8

Determinou-se o calor especifico do aço de acordo com a equação 10. O resultado encontrado está apresentado na Tabela 2;

Ao se obter o calor especifico do aço, estimou-se o erro relativo percentual em relação ao valor tabelado de acordo com a equação 11. O resultado obtido está apresentado na Tabela 2;

Repetiu-se esse procedimento para uma peça de chumbo e uma de alumínio. Os resultados estão apresentados na Tabela 2;

Tabela 2 Massa das peças de metais (m c ), Massa de água no calorímetro

(m água ), Temperatura inicial do sistema (T 0 ), Temperatura do corpo (T c ), Temperatura de equilíbrio (T eq ), Calor específico tabelado (c) e experimental

(c exp ) do aço, chumbo e alumínio e o Erro relativo Percentual (E r %).

Aço Chumbo Alumínio

Aço

Chumbo

Alumínio

m c (g)

87,5 ± 0,1

48,6 ± 0,1

30,2 ± 0,1

m água (g)

144,5 ± 0,1

145,3 ± 0,1

143,8 ± 0,1

T

0 (ºC)

25,0 ± 0,5

25,0 ± 0,5

25,0 ± 0,5

T

c (°C)

96,0 ± 0,5

95,0 ± 0,5

95,0 ± 0,5

T eq (ºC)

30,0 ± 0,5

26,0 ± 0,5

30,0 ± 0,5

c (cal/gK)

0,116

0,0321

0,215

c exp (cal/gK)

0,130

0,0471

0,381

 

E

r %

12

46,73

77,2

Considerações Finais Discussão e Conclusão De acordo com a proposição deste experimento, verificou-se que se pode estudar a transferência de energia em forma de calor e que sabendo tal conceito se pode determinar a capacidade térmica de um recipiente isolado termicamente, por exemplo, o calorímetro e se pode também determinar o calor específico de determinados materiais. Como fora dito anteriormente, quando a água quente é colocada em recipiente de alumínio que esteja na temperatura ambiente, observa-se que o

9

recipiente esquenta e a água esfria, ou seja, a temperatura do recipiente aumenta e a da água diminui, até que ambos atinjam a mesma temperatura, isto é, a temperatura de equilíbrio térmico. Sabe-se que para determinar a quantidade de calor de um certo corpo, depende de vários fatores, entre eles estão o calor específico, a massa desse corpo, a temperatura inicial e final do mesmo. Para determinar o calor específico de um corpo ou substância com a ajuda de um recipiente isolado termicamente, o calorímetro neste caso, determinou-se inicialmente a capacidade térmica desse recipiente (vide tabela

1).

 

Após obter essa capacidade térmica, determinou-se experimentalmente

o

calor específico do aço onde se pôde compará-lo com o valor tabelado.

Verificou-se um erro relativo percentual de 12% (vide tabela 2), portanto, houve diferença entre o valor tabelado e o valor determinado experimentalmente, isto

pode ser explicado devido às incertezas instrumentais envolvidas durante a realização deste experimento, além do que no intervalo de tempo de retirar a peça de aço da água quente e colocá-la no calorímetro pode ter ocorrido grande perda de calor para o ambiente. Determinou-se também o calor específico do chumbo. Verificou-se que em relação ao valor do calor específico do chumbo tabelado obteve-se um erro relativo percentual de 46,73% (vide tabela 2), portanto, o valor obtido experimentalmente difere muito do valor tabelado, tal diferença pode ser explicada pela perda de calor da peça de chumbo ao ser retirada da água quente até ser colocada no calorímetro, além das incertezas instrumentais envolvidas. Calculou-se experimentalmente também o calor especifico do alumínio que ao ser comparado com o seu valor tabelado verificou-se grande diferença,

onde o erro relativo percentual foi de 77,2% (vide tabela 2), ou seja, quase que

o dobro do valor tabelado, essa diferença, como foi dito anteriormente, pode

ser explicada pela possível perda de calor da peça de alumínio ao ser retirada da água até o momento em que foi colocada no calorímetro, além das

incertezas instrumentais. Portanto, após expor os resultados obtidos, conclui-se que esse experimento do calor específico é adequado para o estudo da energia em

10

forma de calor, envolvendo perdas e ganhos de calor, além de se poder estudar o calor específico de determinados materiais e a capacidade térmica de determinados recipientes.

Referências Bibliográficas

1. HALLIDAY, D., RESNICK, R. e WALKER, J. - Fundamentos de Física,

Capítulo 19 (pg. 148-150), Vol. 2, 6ª Edição, LTC Editora, Rio de Janeiro, RJ,

2002.

2. YOUNG, Hugh D., FREEDMAN, Roger A. Física II Termodinâmica e

Ondas, Capítulo 17 (seção 17.5), 12ª Edição, Pearson Addison Wesley, São Paulo, SP, 2008. 3. Apostila de Laboratório de Física Experimental II, pp.41-44.

Apêndices