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Elementos de Máquinas E E L L E E M M E E N N

Elementos de Máquinas

EELLEEMMEENNTTOOSS DDEE MMÁÁQQUUIINNAASS

Prof. Gil Magno P. Chagas

Jaraguá do Sul, 2009

3ª edição

SUMÁRIO Elementos de Máquinas 1 – Introdução 03 2 - Parafusos 04 3 - Pinos

SUMÁRIO

Elementos de Máquinas

1 – Introdução

03

2 - Parafusos

04

3 - Pinos e Contrapinos

19

4 - Anéis Elásticos

23

5 - Chavetas

28

6 - Cabos de Aço

34

7- Molas

40

8 – Mancais

47

9 – Sistemas de Transmissão

,,,

60

10 – Polias e Correias

64

11 – Eixos e árvores

71

12 - Acoplamentos

75

13 – Engrenagens

80

14 - Anexo / Tabelas

88

1 – Introdução Elementos de Máquinas Neste curso será visto os principais tipos de elementos

1 – Introdução

Elementos de Máquinas

Neste curso será visto os principais tipos de elementos de máquinas, incluindo os elementos de fixação e os elementos de transmissão.

Os elementos de fixação são os rebites, parafusos, porcas, arruelas, pinos, contrapinos, e chavetas. Também será visto aqui os cabos de aço e uma introdução aos elementos elásticos do tipo mola.

Os elementos de transmissão são as polias, engrenagens, eixos com mancais, e acoplamentos, destinados a transmitir rotação e torque.

Os elementos de fixação são destinados a unir peças, e junto com os elementos de transmissão formam um conjunto que vai compor uma máquina.

Tipos de União

União tipo móvel: Os elementos permitem a montagem e desmontagem da peça, sem

danos. É o caso do parafuso e porca, pinos, contrapinos, anéis elásticos.

do parafuso e porca, pinos, contrapinos, anéis elásticos. União tipo permanente: É um tipo de união

União tipo permanente: É um tipo de união feito para uma vez montada a peça, não

ser possível mais a sua desmontagem sem causar danos. Incluem nesta união os rebites, e a

solda.

causar danos. Incluem nesta união os rebites, e a solda. A seguir serão estudados os elementos

A seguir serão estudados os elementos de máquinas, iniciando pelos elementos de fixação, os

cabos de aço, as molas, e os elementos de transmissão, as aplicações, suas características e

alguns métodos de dimensionamento.

2 - Parafusos ROSCAS Elementos de Máquinas Rosca é um conjunto de filetes em torno

2 - Parafusos

ROSCAS

Elementos de Máquinas

Rosca é um conjunto de filetes em torno de uma superfície cilíndrica interna ou externa.

em torno de uma superfície cilíndrica interna ou externa. As roscas permitem a união e desmontagem
em torno de uma superfície cilíndrica interna ou externa. As roscas permitem a união e desmontagem

As roscas permitem a união e desmontagem de peças.

As roscas permitem a união e desmontagem de peças. Permitem, também, movimento de peças, transformando

Permitem, também, movimento de peças, transformando movimento rotativo em linear.

de peças, transformando movimento rotativo em linear. O parafuso que movimenta a mandíbula móvel da morsa

O parafuso que movimenta a mandíbula móvel da morsa também é um exemplo de movimento de peças.

rotativo em linear. O parafuso que movimenta a mandíbula móvel da morsa também é um exemplo
Elementos de Máquinas Os filetes das roscas apresentam vários perfis. Esses perfis, sempre uniformes, dão

Elementos de Máquinas

Elementos de Máquinas Os filetes das roscas apresentam vários perfis. Esses perfis, sempre uniformes, dão nome

Os filetes das roscas apresentam vários perfis. Esses perfis, sempre uniformes, dão nome às roscas e condicionam sua aplicação.

Sentido de direção da rosca

Dependendo da inclinação dos filetes em relação ao eixo do parafuso, as roscas ainda podem ser direita e esquerda. Portanto, as roscas podem ter dois sentidos: à direita ou à esquerda.

Na rosca direita, o filete sobe da direita para a esquerda, conforme a figura.

Na rosca esquerda, o filete sobe da esquerda para a direita, conforme a figura.

Nomenclatura da rosca

para a direita, conforme a figura. Nomenclatura da rosca Independentemente da sua aplicação, as roscas têm

Independentemente da sua aplicação, as roscas têm os mesmos elementos, variando apenas os formatos e dimensões.

Elementos de Máquinas P = passo (em mm) i = ângulo da hélice d =

Elementos de Máquinas

P

= passo (em mm)

i = ângulo da hélice

d

= diâmetro externo

c = crista

d1 = diâmetro interno

D = diâmetro do fundo da po rca

d2 = diâmetro do flanco

D1 = diâmetro do furo da porca

a = ângulo do filete

f = fundo do filete

h1 = altura do filete da porca h = altura do filete do parafuso

As roscas triangulares classificam-se, segundo o seu perfil, em três tipos:

Rosca Métrica

Rosca polegada Whitworth

Rosca polegada Unificada

Rosca Métrica

A rosca métrica ISO normal e rosca métrica ISO fina são normalizadas pela norma NBR 9527

da ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas.

As roscas normais, também chamadas de série grossa, são as mais utilizadas. As roscas de passo fino são utilizadas onde ocorrem problemas de afrouxamento do parafuso.

A rosca métrica fina possui um passo da rosca menor, e proporciona uma melhor fixação da

rosca, evitando que o parafuso se afrouxe, por este motivo ela é utilizada onde ocorre vibração

na máquina, por exemplo, em veículos.

As principais medidas da rosca do parafuso e porca podem ser calculadas pelo seguinte

formulário:

Elementos de Máquinas Ângulo do perfil da rosca: Diâmetro menor do parafuso (núcleo): α =

Elementos de Máquinas

Elementos de Máquinas Ângulo do perfil da rosca: Diâmetro menor do parafuso (núcleo): α = 60º.

Ângulo do perfil da rosca:

Diâmetro menor do parafuso (núcleo):

α = 60º.

d1 = d - 1,2268P.

Diâmetro efetivo do parafuso (médio):

d2 = D2 = d - 0,6495P.

Folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do parafuso:

f = 0,045P.

Diâmetro maior da porca:

Diâmetro menor da porca (furo):

Diâmetro efetivo da porca ( médio): D2 = d2.

Altura do filete do parafuso:

Raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso: rre = 0,14434P.

Raio de arredondamento da raiz do filete da porca:

D = d + 2f:

D1 = d - 1,0825P;

he = 0,61343P.

rri = 0,063P.

Rosca Polegada Whitworth

No sistema whitworth, as medidas são dadas em polegadas. Nesse sistema, o filete tem a forma triangular, ângulo de 55º, crista e raiz arredondadas. O passo é determinado pelo número de filetes contidos em uma polegada.

Ex: Passo =12 fios/ polegada

contidos em uma polegada. Ex: Passo =12 fios/ polegada No sistema whitworth, a rosca normal é

No sistema whitworth, a rosca normal é caracterizada pela sigla BSW (British Standard Whitworth - padrão britânico para roscas normais). Nesse mesmo sistema, a rosca fina é caracterizada pela sigla BSF (British Standard Fine – padrão britânico para roscas finas).

Rosca Polegada Padrão UNS (Unified National Standard) Este sistema padronizou e unificou as roscas na

Rosca Polegada Padrão UNS (Unified National Standard)

Este sistema padronizou e unificou as roscas na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, as medidas são expressas em polegadas. O filete tem a forma triangular, ângulo de 60º, crista plana e raiz arredondada.

Nesse sistema, como no whitworth, o passo também é determinado pelo número de filetes por polegada.

Elementos de Máquinas

pelo número de filetes por polegada. Elementos de Máquinas A rosca normal é caracterizada pela sigla

A rosca normal é caracterizada pela sigla UNC, e a rosca fina pela sigla UNF.

Ex: Rosca

1

x

20

UNC

4

( significa rosca com diâmetro ¼”, com 20 fios por polegada, normal)

Exemplo de cálculo de rosca triangular métrica

Rosca métrica normal

Exemplo - Calcular o diâmetro menor de um parafuso (d1) para uma rosca M10, com diâmetro externo (d) de 10 mm e passo (p) de 1,5 mm.

Cálculo: d1 = d - 1,2268 · P Substituindo os valores dessa fórmula:

d1 = 10 - 1,2268 · 1,5 d1 = 10 - 1,840 d1 = 8,16 mm

Portanto, o diâmetro menor da rosca é de 8,16 mm.

PARAFUSOS

Parafusos são elementos de fixação, empregados na união não permanente de peças, isto é, as peças podem ser montadas e desmontadas facilmente, bastando apertar e desapertar os parafusos que as mantêm unidas.

tipo de

Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste e do acionamento.

que as mantêm unidas. tipo de Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça,
Classificação dos parafusos quanto à função: Elementos de Máquinas Os parafusos podem ser classificados quanto

Classificação dos parafusos quanto à função:

Elementos de Máquinas

Os parafusos podem ser classificados quanto a sua função em quatro grandes grupos:

parafusos passantes, parafusos não-passantes, parafusos de pressão, parafusos prisioneiros.

Parafusos passantes

Estes parafusos atravessam a peça de lado a lado, e utilizam arruela e porca.

a peça de lado a lado, e utilizam arruela e porca. Parafusos não passantes São parafusos

Parafusos não passantes

São parafusos que não utilizam porcas. O papel de porca é desempenhado pelo furo roscado, feito numa das peças a ser unida.

pelo furo roscado, feito numa das peças a ser unida. As dimensões dos furos broqueados e

As dimensões dos furos broqueados e da rosca para parafusos não passantes podem ser realizadas conforme a tabela a seguir:

passantes podem ser realizadas conforme a tabela a seguir: Para uma rosca de diâmetro igual a

Para uma rosca de diâmetro igual a d

Material

Profundidade do furo A

Profundidade da rosca B

Comprimento

Diâmetro do

parafusado

furo passante

   

sem rosca

Aço

2

x d

1,5 x d

1

x d

1,06 x d

Ferro fundido

2,5 x d

2

x d

1,5 x d

1,06 x d

Alumínio

3

x d

2,5 x d

2

x d

1,06 x d

Bronze, latão

3

x d

2

x d

1,5 x d

1,06 x d

Elementos de Máquinas As distâncias mínimas entre parafusos podem ser feitas utilizando as recomendações de

Elementos de Máquinas

As distâncias mínimas entre parafusos podem ser feitas utilizando as recomendações de projeto de juntas, que são:

2.d 3.d 2.d 2. d d 3.d 2. d Exercícios
2.d
3.d
2.d
2.
d
d
3.d
2.
d
Exercícios

Parafusos de pressão

Esses parafusos são fixados por meio de pressão. A pressão é exercida pelas pontas dos parafusos contra a peça a ser fixada. Os parafusos de pressão podem apresentar cabeça ou não.

Parafusos prisioneiros

podem apresentar cabeça ou não. Parafusos prisioneiros São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as

São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as extremidades, sendo recomendados nas situações que exigem montagens e desmontagens freqüentes. Em tais situações, o uso de outros tipos de parafusos acaba danificando a rosca dos furos. As roscas dos parafusos prisioneiros podem ter passos diferentes ou sentidos opostos, isto é, um horário e o outro anti-horário. Para fixarmos o prisioneiro no furo da máquina, utilizamos uma ferramenta especial. Caso não haja esta ferramenta, improvisa-se um apoio com duas porcas travadas numa das extremidades do prisioneiro. Após a fixação do prisioneiro pela outra extremidade, retiram-se as porcas. A segunda peça é apertada mediante uma porca e arruela, aplicadas à extremidade livre do prisioneiro.

as porcas. A segunda peça é apertada mediante uma porca e arruela, aplicadas à extremidade livre
as porcas. A segunda peça é apertada mediante uma porca e arruela, aplicadas à extremidade livre
Tipos de Parafusos Elementos de Máquinas Os tipos de parafusos variam conforme as características da

Tipos de Parafusos

Elementos de Máquinas

Os tipos de parafusos variam conforme as características da cabeça, do corpo e do tipo de atarraxamento. Segue uma tabela com os principais tipos de parafusos:

da cabeça, do corpo e do tipo de atarraxamento. Segue uma tabela com os principais tipos
Elementos de Máquinas A figura a seguir mostra um comparativo entre diversos tipos de parafusos,

Elementos de Máquinas

A figura a seguir mostra um comparativo entre diversos tipos de parafusos, incluindo o tipo fenda cruzada, conhecido como parafuso Phillips.

o tipo fenda cruzada, conhecido como parafuso Phillips. Tipos de Porcas As porcas tem a função

Tipos de Porcas

As porcas tem a função de fixar o parafuso, evitando que o mesmo se solte

como parafuso Phillips. Tipos de Porcas As porcas tem a função de fixar o parafuso, evitando
como parafuso Phillips. Tipos de Porcas As porcas tem a função de fixar o parafuso, evitando
Representação de Parafusos em Desenho Técnico Elementos de Máquinas Na representação do desenho, as medidas

Representação de Parafusos em Desenho Técnico

Elementos de Máquinas

Na representação do desenho, as medidas do parafuso são calculadas em função do seu diâmetro, e a rosca é representada de forma simplificada por uma linha, da seguinte forma:

Para um parafuso sextavado:

uma linha, da seguinte forma: Para um parafuso sextavado: Para um parafuso cabeça cilindrica com sextavado

Para um parafuso cabeça cilindrica com sextavado interno:

Para um parafuso cabeça cilindrica com sextavado interno: Em que: A = d = altura da

Em que:

A = d = altura da cabeça do parafuso;

e

= 1,5 d = diâmetro da cabeça;

t

= 0,6 d = profundidade do encaixe da chave;

s

= 0,8 d = medida do sextavado interno;

d

= diâmetro do parafuso.

Para um parafuso de cabeça escareada chata com fenda:

= medida do sextavado interno; d = diâmetro do parafuso. Para um parafuso de cabeça escareada
Elementos de Máquinas Classe de Resistência dos Parafusos As classes de resistência dos parafusos estão

Elementos de Máquinas

Classe de Resistência dos Parafusos

As classes de resistência dos parafusos estão normalmente Impressas na cabeça do parafuso, e são definidas e normalizadas de acordo com a norma NBR 8855 -Propriedades Mecânicas de Elementos de Fixação – Parafusos.

Classe ABNT

Diâmetro

Resistência mínima de prova

Material

Nominal (mm)

σσσσ ( N/mm 2 ) = (MPa)

4.6

5

a 36 mm

225

Aço Baixo Carbono

4.8

1,6 a 16 mm

310

Aço Baixo Carbono

5.8

5

a 24 mm

380

Aço Médio Carbono

8.8

1,6 a 36 mm

600

Aço Médio Carbono com Tratamento Térmico

9.8

1,6 a 16 mm

650

Aço Médio Carbono com Tratamento Térmico

10.9

5

a 36 mm

830

Aço Médio carbono com Tratamento Térmico

12.9

1,6 a 36 mm

970

Aço liga com Tratamento Térmico

A resistência de prova é a resistência máxima do parafuso, sem receber deformação permanente, ou seja, sem sofrer escoamento. Esta resistência é obtida com testes reais em parafusos.

Em uma união parafusada, a porca deve ter a mesma classe do parafuso.

Cálculos de parafusos submetidos à tração:

Tensão Admissível σσσσadm

Para o dimensionamento do parafuso é necessário utilizar um fator de segurança, isto é feito calculando a tensão admissível, que é o valor limite de resistência do parafuso com segurança. Para um parafuso submetido à tração:

σ

adm

σ prova

=

F.S.

Onde:

F.S. = Fator de Segurança

σ prova = Resistência de prova do parafuso.

Elementos de Máquinas O fator de segurança depende do tipo de produto, tipo de carga,

Elementos de Máquinas

O fator de segurança depende do tipo de produto, tipo de carga, os riscos, e muitas vezes é definido pela norma técnica da ABNT referente ao produto.

Para parafusos submetidos à tração, faz-se:

Onde:
Onde:

σadm = F

A

A = π d1 2

4

d 1 = d - 1,2268.P

σ adm = Tensão admissível de tração em [N/mm 2 ]

F = Força aplicada [ N]

A = Área da seção transversal menor do parafuso [mm]

d 1 = diâmetro interno da rosca do parafuso [mm]

d = diâmetro do parafuso.

Cálculos de parafusos submetidos ao cisalhamento:

Tensão admissível de cisalhamento:

De acordo com a teoria da máxima energia de distorção, a tensão admissível de cisalhamento é calculada a partir da tensão admissível de tração por:

τ

admcis

τ

admcis

=

σ admtração 3
σ admtração
3

, que pode ser arredondado para a seguinte fórmula:

= 0,6 σ

admtração

Para parafusos submetidos ao cisalhamento simples, faz-se:

F

σ admtração Para parafusos submetidos ao cisalhamento simples , faz-se: F F τ adm cis =

F

τadm cis = F

A

A = π d 2

4

Para parafusos submetidos ao cisalhamento duplo , Elementos de Máquinas Neste caso tem-se duas áreas

Para parafusos submetidos ao cisalhamento duplo,

Elementos de Máquinas

Neste caso tem-se duas áreas simultâneas de cisalhamento do parafuso ( seção AA e BB), então faz-se a área do parafuso vezes dois, da seguinte forma:

faz-se a área do parafuso vezes dois, da seguinte forma: τ adm cis = F_ 2

τadm cis = F_ 2 A

Em que:

A = π d 2

4

τ adm = Tensão admissível de cisalhamento em [N/mm 2 ]

F = Força aplicada [ N]

A = Área da seção transversal menor do parafuso [mm 2 ]

d = diâmetro do parafuso [mm]

Cuidados ao utilizar parafusos submetidos ao cisalhamento:

Fazer um ajuste com pequena folga entre o corpo do parafuso e o furo de passagem, evitando assim que o parafuso sofra flexão.

O corpo do parafuso não deverá ter rosca na região de cisalhamento (entre as duas peças), devido à rosca ser uma região de concentração de tensão.

Torque de aperto de parafusos.

Muitas vezes uma máquina tem os parafusos apertados com o torque controlado com torquímetro, como motores a combustão, estruturas, flanges.

Nesse caso, a relação entre o torque e a força de aperto do parafuso, para parafusos em bom estado, segundo Shigley é:

M T = 0,2 x F i x d

Em que: M T = Torque em [ N.m] d = diâmetro nominal do parafuso

Em que:

M T = Torque em [ N.m]

d = diâmetro nominal do parafuso em [ m]

F i = Força de aperto do parafuso em [ N ]

Elementos de Máquinas

A força de aperto F i recomendada para parafusos que podem ser desmontados, pode atingir 75% da resistência de prova, sem o coeficiente de segurança. Nesse caso considera-se que se o parafuso não romper durante o aperto, dificilmente irá romper em trabalho.

A força de aperto máxima do parafuso na peça F i é calculada por:

F i = 0,75 x σ prova x A

Em que:

σ prova = resistência/tensão de prova do parafuso, tabelado [N/mm 2 ]

A = Área menor da seção do parafuso. [mm]

EXERCÍCIOS

1) O conjunto representado na figura é fixado por 1 parafuso M12 classe 8.8.

F
F

a) Qual a força F máxima aplicada com segurança no parafuso Dado: Fator de Segurança = 2.

2) Uma união é fixada por 1 parafuso sextavado classe 5.8 com corpo liso na região cisalhante, conforme figura.

5.8 com corpo liso na região cisalhante, conforme figura. F a) Calcular o diâmetro do parafuso

F

5.8 com corpo liso na região cisalhante, conforme figura. F a) Calcular o diâmetro do parafuso

a) Calcular o diâmetro do parafuso para suportar a força,

com um fator de Segurança = 2,5

F=30 KN

Elementos de Máquinas 3) Uma união com quatro parafusos sextavados classe 4.6 deve suportar uma

Elementos de Máquinas

3) Uma união com quatro parafusos sextavados classe 4.6 deve suportar uma força F.

parafusos sextavados classe 4.6 deve suportar uma força F. F a) Calcular o diâmetro dos parafusos

F

a) Calcular o diâmetro dos parafusos para um Fator de segurança = 2,5

Dado F= 60 KN

4) Um parafuso classe 8.8 é submetido a um cisalhamento duplo, conforme a figura.

a) Calcular o diâmetro do parafuso para suportar a força com um fator de Segurança = 2

F= 10 KN

suportar a força com um fator de Segurança = 2 F= 10 KN 5) Um parafuso

5) Um parafuso M12 é apertado com torquimetro. O valor do torque aplicado é de 25 Nm. Calcular o valor da força de fixação (aperto) do parafuso.

6)Um cilindro sob pressão contém uma tampa flangeada, que deverá ser parafusada com seis parafusos M10 classe 9.8 com torque de aperto controlado. Calcular o torque de aperto (em Nm) para cada parafuso com uma força de fixação F i igual a 75% da resistência de prova do parafuso.

Fi Fi
Fi
Fi
Elementos de Máquinas 3 – Pinos e Contrapinos Os pinos e cavilhas têm a finalidade

Elementos de Máquinas

3 – Pinos e Contrapinos

Os pinos e cavilhas têm a finalidade de alinhar ou fixar os elementos de máquinas, permitindo uniões mecânicas, ou seja, uniões em que se juntam duas ou mais peças, estabelecendo, assim, conexão entre elas.

ou mais peças, estabelecendo, assim, conexão entre elas. As cavilhas, também, são chamados pinos estriados, pinos

As cavilhas, também, são chamados pinos estriados, pinos entalhados, pinos ranhurados ou, ainda, rebite entalhado. A diferenciação entre pinos e cavilhas leva em conta o formato dos elementos e suas aplicações. Por exemplo, pinos são usados para junções de peças que se articulam entre si e cavilhas são utilizadas em conjuntos sem articulações; indicando pinos com entalhes externos na sua superfície. Esses entalhes é que fazem com que o conjunto não se movimente. A forma e o comprimento dos entalhes determinam os tipos de cavilha.

Pinos e cavilhas se diferenciam pelos seguintes fatores:

utilização forma tolerâncias de medidas acabamento superficial material tratamento térmico

pelos seguintes fatores: utilização forma tolerâncias de medidas acabamento superficial material tratamento térmico 19
Elementos de Máquinas Pinos Os pinos são usados em junções resistentes à vibrações. Há vários

Elementos de Máquinas

Elementos de Máquinas Pinos Os pinos são usados em junções resistentes à vibrações. Há vários tipos

Pinos

Os pinos são usados em junções resistentes à vibrações. Há vários tipos de pino, segundo sua função.

Pinos Os pinos são usados em junções resistentes à vibrações. Há vários tipos de pino, segundo
Elementos de Máquinas Para especificar pinos e cavilhas deve-se levar em conta seu diâmetro nominal,

Elementos de Máquinas

Para especificar pinos e cavilhas deve-se levar em conta seu diâmetro nominal, seu comprimento e função do pino, indicada pela respectiva norma.

Exemplo: Um pino de diâmetro nominal de 15mm, com comprimento de 20mm, a ser utilizado como pino cilíndrico, é designado:

Pino cônico 10 x 60 DIN 1.

Cavilha ( pino ranhurado)

A cavilha é uma peça cilíndrica, fabricada em aço, cuja superfície externa recebe três entalhes que formam ressaltos. A forma e o comprimento dos entalhes determinam os tipos de cavilha. Vantagem:

Permite fixação diretamente no furo aberto por broca, dispensando-se o acabamento e a precisão do furo alargado.

no furo aberto por broca, dispensando-se o acabamento e a precisão do furo alargado. Classificação das

Classificação das cavilhas

no furo aberto por broca, dispensando-se o acabamento e a precisão do furo alargado. Classificação das
Elementos de Máquinas Classificação das cavilhas segundo tipos, normas e utilização: Contrapino ou cupilha Contrapino

Elementos de Máquinas

Classificação das cavilhas segundo tipos, normas e utilização:

das cavilhas segundo tipos, normas e utilização: Contrapino ou cupilha Contrapino é um arame de secção

Contrapino ou cupilha

Contrapino é um arame de secção semi-circular, dobrado de modo a formar um corpo cilíndrico e uma cabeça.

dobrado de modo a formar um corpo cilíndrico e uma cabeça. Sua função principal é travar

Sua função principal é travar outros elementos de máquinas como porcas.

formar um corpo cilíndrico e uma cabeça. Sua função principal é travar outros elementos de máquinas
Elementos de Máquinas 4 – Anéis Elásticos O anel elástico, também conhecido como anel de

Elementos de Máquinas

4 – Anéis Elásticos

O anel elástico, também conhecido como anel de retenção é um elemento utilizado em eixos e furos, tendo como principais funções:

Evitar o deslocamento axial de peças ou componentes. Posicionar ou limitar o curso de uma peça ou conjunto deslizante sobre o eixo.

Podem ser utilizados para fixar engrenagens, rodas, polias, rolamentos, evitando o deslocamento axial sob o eixo.

Deslocamento axial é o deslocamento no sentido longitudinal ( do comprimento) do

eixo.

Os anéis são fabricados em aço mola, e tem a forma de um anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização. As grandes vantagens no uso dos anéis são a sua simplicidade, custo reduzido, e a facilidade de montagem e desmontagem.

Na figura a seguir temos alguns tipos de anéis e algumas possíveis utilizações.

alguns tipos de anéis e algumas possíveis utilizações. Tipos de Anéis Anel Elástico para eixos tipo

Tipos de Anéis

Anel Elástico para eixos tipo Dae

São aplicados em eixos com diâmetro de 4 a 1000 mm e são padronizados pela norma DIN 471.

Anel Elástico para furos tipo Dai Elementos de Máquinas São aplicados para furos com diâmetro
Anel Elástico para furos tipo Dai Elementos de Máquinas São aplicados para furos com diâmetro

Anel Elástico para furos tipo Dai

Elementos de Máquinas

São aplicados para furos com diâmetro entre 9,5 e 1 000 mm, e são padronizados pela norma DIN 472.

9,5 e 1 000 mm, e são padronizados pela norma DIN 472. Anel Elástico Tipo RS

Anel Elástico Tipo RS

Trabalham em eixos de diâmetro entre 8 a 24 mm, conforme norma DIN 6799

DIN 472. Anel Elástico Tipo RS Trabalham em eixos de diâmetro entre 8 a 24 mm,

Outros anéis

DIN 472. Anel Elástico Tipo RS Trabalham em eixos de diâmetro entre 8 a 24 mm,
Anel de seção circular Elementos de Máquinas O canal de alojamento do eixo e do

Anel de seção circular

Anel de seção circular Elementos de Máquinas O canal de alojamento do eixo e do furo

Elementos de Máquinas

O canal de alojamento do eixo e do furo deverá ser feito conforme as medidas conforme tabela anexa.

O tipo de anel utilizado é definido pelo diâmetro do eixo, ou do furo, por exemplo:

1) Especificar um anel para ser utilizado em um eixo de diâmetro 30 mm. Resp. O anel utilizado será o tipo Dae 30

2) Especificar um anel para um furo de diâmetro 60mm Resp. O anel será o tipo Dai 60

Na utilização dos anéis, alguns pontos importantes devem ser observados:

Cuidar com o dimensionamento correto do anel e do alojamento.

As condições de operação são caracterizadas por meio de vibrações, impacto, flexão, alta temperatura ou atrito excessivo.

Um projeto pode estar errado: prevê, por exemplo, esforços estáticos, mas as condições de trabalho geraram esforços dinâmicos, fazendo com que o anel apresente problemas que dificultam seu alojamento.

A igualdade de pressão em volta da canaleta assegura aderência e resistência.

O anel nunca deve estar solto, mas alojado no fundo da canaleta, com certa pressão.

A superfície do anel deve estar livre de rebarbas, fissuras e oxidações.

Em aplicações sujeitas à corrosão, os anéis devem receber tratamento anticorrosivo adequado.

Em casos de anéis de secção circular, utilizá-los apenas uma vez.

Utilizar ferramentas adequadas para evitar que o anel fique torto ou receba

esforços exagerados.

Nunca substituir um anel normalizado por um “equivalente”, feito de chapa ou arame sem critérios.

Para que esses anéis não sejam montados de forma incorreta, é necessário o uso de ferramentas adequadas, no caso, alicates.

Vejamos alguns tipos de alicates: Elementos de Máquinas EXERCÍCIOS Fazer os exercícios utilizando as tabelas

Vejamos alguns tipos de alicates:

Elementos de Máquinas

Vejamos alguns tipos de alicates: Elementos de Máquinas EXERCÍCIOS Fazer os exercícios utilizando as tabelas de

EXERCÍCIOS

Fazer os exercícios utilizando as tabelas de anéis no Anexo desta apostila.

1)

Faça o dimensionamento completo do alojamento do anel para fixar o cubo e o eixo, de acordo com os anéis especificados.

Dai40

Dai 32

do alojamento do anel para fixar o cubo e o eixo, de acordo com os anéis

Dae 20

Dae 15

do alojamento do anel para fixar o cubo e o eixo, de acordo com os anéis
Elementos de Máquinas 2) Faça o dimensionamento completo do alojamento do anel para fixar o

Elementos de Máquinas

2)

Faça o dimensionamento completo do alojamento do anel para fixar o cubo e o eixo, de acordo com os anéis especificados.

Dai 60

Dai 52

do alojamento do anel para fixar o cubo e o eixo, de acordo com os anéis

Dae 30

Dae 25

do alojamento do anel para fixar o cubo e o eixo, de acordo com os anéis
5 – Chavetas Elementos de Máquinas A chaveta é um elemento de fixação mecânico fabricado

5 – Chavetas

Elementos de Máquinas

A chaveta é um elemento de fixação mecânico fabricado em aço. Sua forma, em geral,

é

retangular ou semicircular. A chaveta se interpõe numa cavidade de um eixo e de uma peça

e

tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos.

e tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos. Classificação As chavetas se classificam em: chavetas de

Classificação

As chavetas se classificam em:

chavetas de cunha;

chavetas paralelas;

chavetas de disco.

Chavetas de cunha

chavetas paralelas; chavetas de disco. Chavetas de cunha As chavetas têm esse nome porque são parecidas

As chavetas têm esse nome porque são parecidas com uma cunha. Uma de suas faces é inclinada, para facilitar a união de peças. As chavetas de cunha classificam-se em dois grupos:

Chavetas longitudinais, e chavetas transversais.

Chavetas longitudinais

São colocadas na extensão do eixo para unir roldanas, rodas, volantes etc. Podem ser com ou sem cabeça e são de montagem e desmontagem fácil.

do eixo para unir roldanas, rodas, volantes etc. Podem ser com ou sem cabeça e são
Elementos de Máquinas As chavetas longitudinais também podem ser do tipo tangenciais , formadas por

Elementos de Máquinas

As chavetas longitudinais também podem ser do tipo tangenciais, formadas por um par de cunhas posicionadas a 120°, e são utilizadas para transmitir altas cargas, nos dois sentidos.

utilizadas para transmitir altas cargas, nos dois sentidos. Chavetas transversais São aplicadas em união de peças

Chavetas transversais

São aplicadas em união de peças que transmitem movimentos rotativos e retilíneos alternativos.

transmitem movimentos rotativos e retilíneos alternativos. Quando as chavetas transversais são empregadas em uniões

Quando as chavetas transversais são empregadas em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união se submete a montagem e desmontagem freqüentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15.

freqüentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Chavetas paralelas ou planas É o tipo

Chavetas paralelas ou planas

É o tipo mais comum de chaveta, indicado para cargas pequenas e médias, estas

chavetas têm as faces paralelas, portanto, sem inclinação.

A transmissão do movimento é feita pelo ajuste de suas faces laterais às laterais do

rasgo da chaveta. Fica uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo do elemento conduzido.

alto da chaveta e o fundo do rasgo do elemento conduzido. As chavetas paralelas não possuem

As chavetas paralelas não possuem cabeça. Quanto à forma de seus extremos,eles podem ser retos ou arredondados. Podem, ainda, ter parafusos para fixarem a chaveta ao eixo.

Elementos de Máquinas Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff) É uma variante da chaveta

Elementos de Máquinas

Elementos de Máquinas Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff) É uma variante da chaveta paralela.

Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff)

É uma variante da chaveta paralela. Recebe esse nome porque sua forma corresponde a um

segmento circular.

É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar à conicidade

do fundo do rasgo do elemento externo.

adaptar à conicidade do fundo do rasgo do elemento externo. Dimensionamento do canal (alojamento) da chaveta

Dimensionamento do canal (alojamento) da chaveta

O ajuste da chaveta no eixo e no cubo deve ser feito de acordo com as características do trabalho.

Os tipos de ajustes são:

Ajuste forçado, com interferência no eixo e no cubo, com tolerância tipo P9, utilizado onde tem-se cargas elevadas e inversão no sentido de rotação. É um ajuste de difícil montagem e desmontagem.

Ajuste normal, tipo deslizante justo, utilizado na maioria das aplicações, utiliza no eixo tolerância N9 e no cubo J9.

Ajuste com folga, tipo livre,utilizado onde tem-se baixas cargas e peças móveis (deslizantes).

A figura mostra os três tipos de ajustes.

livre,utilizado onde tem-se baixas cargas e peças móveis (deslizantes). A figura mostra os três tipos de
Elementos de Máquinas Para dimensionar o canal de alojamento do eixo e do cubo, deve-se

Elementos de Máquinas

Para dimensionar o canal de alojamento do eixo e do cubo, deve-se utilizar a tabela contida no anexo desta apostila, e seguir os seguintes passos:

Primeiro definir qual o tipo de ajuste a ser utilizado.

Da tabela de chaveta, para o diâmetro do eixo especificado, verificar qual a seção (base x altura) da chaveta.

Especificar, de acordo com a tabela, a tolerância da largura do canal da chaveta.

Especificar, da tabela, as medidas e a tolerância da profundidade do canal do eixo e do cubo.

Cálculo do comprimento da chaveta L.

A chaveta sofre um esforço de cisalhamento, quando transmite movimento de rotação. O esforço na chaveta faz com que a mesma possa ser cortada ao longo do seu comprimento L.

Calculando o cisalhamento podemos determinar o comprimento da chaveta.

Nesse caso deve-se calcular de acordo com os seguintes passos:

F
F

σ

admtração

=

σ esc

FS

τ

admcis

= 0,6σ

admtração

A força na chaveta pode ser calculada através do momento torçor (torque) Mt no eixo e pelo raio do eixo “r” , da seguinte forma:

F =

M

T

raio

raio

E o comprimento L necessário para a chaveta pode ser calculado pelas seguintes fórmulas:

τ =

F

A

h L b
h
L
b

A = b L

Elementos de Máquinas 1) EXERCÍCIOS Definir a chaveta e dimensionar o alojamento do eixo e

Elementos de Máquinas

1)

EXERCÍCIOS

Definir a chaveta e dimensionar o alojamento do eixo e do cubo, para montagem tipo normal, utilizando a tabela de chavetas do anexo da apostila.

Fazer a especificação das tolerâncias do canal do eixo e do cubo, para um eixo com d=35mm. O cubo tem diâmetro interno de 35mm e externo de 60 mm

Chaveta:

tem diâmetro interno de 35mm e externo de 60 mm Chaveta: Canal: 2) Refazer o exercício

Canal:

diâmetro interno de 35mm e externo de 60 mm Chaveta: Canal: 2) Refazer o exercício para
diâmetro interno de 35mm e externo de 60 mm Chaveta: Canal: 2) Refazer o exercício para

2) Refazer o exercício para um eixo com diâmetro d=25mm, com ajuste por interferência.

O cubo tem um diâmetro externo de 50 mm.

Chaveta

um eixo com diâmetro d=25mm, com ajuste por interferência. O cubo tem um diâmetro externo de
um eixo com diâmetro d=25mm, com ajuste por interferência. O cubo tem um diâmetro externo de

Canal:

um eixo com diâmetro d=25mm, com ajuste por interferência. O cubo tem um diâmetro externo de
Elementos de Máquinas 3) Calcular uma chaveta para suportar com segurança um torque de Mt

Elementos de Máquinas

3) Calcular uma chaveta para suportar com segurança um torque de Mt = 720 N.m, dimensionar o canal do eixo e do cubo com as tolerâncias para um ajuste normal.

Dados: Chaveta 1020 tref. σe = 480 MPa FS = 3 Diâmetro do eixo = 60 mm

F
F

4) Responda as perguntas:

FS = 3 Diâmetro do eixo = 60 mm F 4) Responda as perguntas: a) Qual
FS = 3 Diâmetro do eixo = 60 mm F 4) Responda as perguntas: a) Qual

a) Qual o tipo de chaveta mais apropriada para transmitir grandes capacidades de torques?

b) Qual a chaveta utilizada em eixos cônicos, e que permite uma facilidade de montagem e desmontagem.

c) Quando são recomendados os seguintes ajustes de montagem de chavetas planas:

Ajuste com folga:

Ajuste com interferência:

Elementos de Máquinas 6 - Cabos de Aço Conceito Cabos são elementos de transmissão que

Elementos de Máquinas

6 - Cabos de Aço

Conceito

Cabos são elementos de transmissão que suportam cargas (força de tração), deslocando-as nas posições horizontal, vertical ou inclinada. Os cabos são muito empregados em equipamentos de transporte e na elevação de cargas, como em elevadores, escavadeiras, guindastes e pontes rolantes.

em elevadores, escavadeiras, guindastes e pontes rolantes. Componentes O cabo de aço se constitui de alma

Componentes

O cabo de aço se constitui de alma e perna. A perna se compõe de vários arames em torno de

um arame central, conforme a figura.

arames em torno de um arame central, conforme a figura. Construção de cabos Um cabo pode

Construção de cabos

Um cabo pode ser construído em uma ou mais operações, dependendo da quantidade de fios

e, especificamente, do número de fios da perna.

Por exemplo:

Um cabo de aço 6x19 (Lê-se 6 por 19) significa que contém 6 pernas com 19 fios cada.

6 Pernas 19 Fios Cabo de Aço 6x 19 Tipos de distribuição dos fios nas
6 Pernas 19 Fios Cabo de Aço 6x 19 Tipos de distribuição dos fios nas

6 Pernas

19 Fios

Cabo de Aço 6x 19

Tipos de distribuição dos fios nas pernas

Elementos de Máquinas

Existem vários tipos de distribuição de fios nas camadas de cada perna do cabo. Os principais tipos são:

Distribuição normal Os fios dos arames e das pernas são de um só diâmetro.

Distribuição seale As camadas são alternadas em fios grossos e finos.

Distribuição filler As pernas contêm fios de diâmetro pequeno que são utilizados como enchimento dos vãos dos fios grossos.

Distribuição warrington Os fios das pernas têm diâmetros diferentes numa mesma camada.

Tipos de alma de cabos de aço

As almas de cabos de aço podem ser feitas de vários materiais, de acordo com a aplicação desejada. Existem, portanto, diversos tipos de alma. Veremos os mais comuns: alma de fibra, e alma de aço.

alma. Veremos os mais comuns: alma de fibra, e alma de aço. • Alma de fibra

Alma de fibra

É o tipo mais utilizado para cargas não muito pesadas. As fibras podem ser naturais (AF) ou artificiais (AFA).

Elementos de Máquinas As fibras naturais utilizadas normalmente são o sisal ou o rami. Já
Elementos de Máquinas As fibras naturais utilizadas normalmente são o sisal ou o rami. Já

Elementos de Máquinas

As fibras naturais utilizadas normalmente são o sisal ou o rami. Já a fibra artificial mais usada é o polipropileno (plástico).

Alma de aço

A alma de aço pode ser formada por uma perna de cabo (AA) ou por um cabo de aço independente (AACI), sendo que este último oferece maior flexibilidade somada à alta resistência à tração.

Tipos de torção

Os cabos de aço, quando tracionados, apresentam torção das pernas ao redor da alma. Nas pernas também há torção dos fios ao redor do fio central. O sentido dessas torções pode variar, obtendo-se as situações:

Torção regular ou em cruz Os fios de cada perna são torcidos no sentido oposto ao das pernas ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse tipo de torção confere mais estabilidade ao cabo.

Torção regular

torção confere mais estabilidade ao cabo. Torção regular Torção lang ou em paralelo Os fios de

Torção lang ou em paralelo

Os fios de cada perna são torcidos no mesmo sentido das pernas que ficam ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse tipo de torção aumenta a resistência ao atrito (abrasão) e dá mais flexibilidade.

à esquerda ou à direita. Esse tipo de torção aumenta a resistência ao atrito (abrasão) e
Preformação dos cabos de aço Elementos de Máquinas Os cabos de aço são fabricados por

Preformação dos cabos de aço

Elementos de Máquinas

Preformação dos cabos de aço Elementos de Máquinas Os cabos de aço são fabricados por um

Os cabos de aço são fabricados por um processo especial, de modo que os arames e as pernas possam ser curvados de forma helicoidal, sem formar tensões internas.

As principais vantagens dos cabos preformados são:

manuseio mais fácil e mais seguro;

no caso da quebra de um arame, ele continuará curvado;

não há necessidade de amarrar as pontas.

Cargas de Trabalho do cabo

Como regra geral a carga de trabalho não deverá ser maior do que 1/5 da carga de ruptura tabelada do cabo, porém o cálculo mais preciso é feito através do fator de segurança.

O fator de segurança utilizado no cabo de aço depende do tipo de aplicação e do

regime de trabalho, os fatores normalmente utilizados são:

Aplicações

Fator de Segurança F.S.

Cabos e cordoalhas estáticas

3 a 4

Cabo para tração horizontal

4 a 5

Guinchos

 

5

Pás, guindastes, escavadeiras

 

5

Pontes rolantes

6

a 8

Talhas elétricas

 

7

Elevadores de obras

8 a 10

A carga de trabalho é definida pela força máxima no cabo Fcabo, e calculada pela

fórmula:

Fcabo = Carga de Ruptura F. S.

Em que:

Fcabo = Força Máxima que pode ser aplicada no cabo com segurança. [ N ] Carga de ruptura = Carga mínima de ruptura do cabo fornecida e tabelada pelo fabricante, de acordo com o modelo e o diâmetro do cabo. [ N ] F.S. = Fator de segurança

Escolha do tipo de cabo Elementos de Máquinas Recomenda-se utilizar um cabo com arames externos

Escolha do tipo de cabo

Elementos de Máquinas

Recomenda-se utilizar um cabo com arames externos finos quando estiver submetido a muito esforço de fadiga de dobramento, e arames externos grossos quando submetido a desgaste por abrasão.

O cabo tipo 6x 41 possui flexibilidade máxima e resistência a abrasão mínima, ao passo que o cabo tipo 6x7 possui flexibilidade mínima e resistência a abrasão máxima.

Sugestão do cabo em função da aplicação:

Aplicações

Cabo ideal

Pontes Rolantes

6x41 Warrington Seale AF (cargas frias) ou AACI(cargas quentes), torção regular,preformado,IPS,polido

Guincho de obra

6x25 Filler + AACI,torção regular,EIPS, polido

Elevador de passageiros

8x19 Seale, AF, torção regular traction steel, polido

Guindastes e gruas

6x25 Filler , AACI ou 19x7, torção regular, EIPS, polido

Laços para uso geral

6x25 Filler,AF ou AACI, ou 6x41 Warrington Seale AF ou AACI, polido

Bate estaca

6x25 Filler, AACI, torção regular, EIPS, polido

Diâmetros Indicados para polias e tambores

Cada tipo de cabo possui uma flexibilidade própria, e conseqüentemente um diâmetro mínimo que ele pode ser dobrado.

Por este motivo existe um diâmetro da polia e do tambor ideal para cada tipo de cabo, estes valores mínimos devem ser respeitados, principalmente quando um cabo é substituído por outro modelo diferente.

A tabela a seguir mostra os diâmetros para alguns tipos de cabo.

Tipo de cabo

Diâmetro polia e tambor recomendado

Diâmetro da polia e tambor mínimo

6x7

72

x diam. cabo

42

x diam. cabo

6x19 Seale

51

x diam. cabo

34

x diam. cabo

6x21Filler

45

x diam. cabo

30

x diam. cabo

6x25 Filler

39

x diam. cabo

26

x diam. cabo

6x36 Filler

34

x diam. cabo

23

x diam. cabo

6x41Filler ou Warrington

31

x diam. cabo

21

x diam. cabo

EXERCÍCIOS Elementos de Máquinas Ex 1 ). Calcular a força máxima que pode ser utilizado

EXERCÍCIOS

Elementos de Máquinas

Ex 1). Calcular a força máxima que pode ser utilizado em um cabo tipo 6x19 AF, com

diâmetro de 1/2". O cabo será utilizado como cordoalha para içamento de carga.

De acordo com a tabela do fabricante ( Anexo 1), a carga de ruptura para o cabo com

material tipo Improved Plow Stell é de :

Carga de ruptura = 97100 N

O fator de segurança de acordo com a aplicação:

F.S. = 4

Então, calculando a força no cabo;

Fcabo = 97100

4

Fcabo = 24275 N

Força máxima de

trabalho no cabo.

Ex 2) Um cabo tipo 6x25 deverá ser utilizado em um guincho de obras.

a) Especificar o diâmetro do cabo para trabalhar com um peso de 10000 N ( 1020Kgf).

De acordo com a tabela de Fator de segurança, para guincho; F.S. = 5

A força a ser aplicada no cabo é Fcabo = 10000N, então,

Fcabo = Carga de Ruptura F. S.

Carga de Ruptura = 10000 N x 5

Carga de Ruptura = 50000 N

10000N = Carga de Ruptura

5

Da tabela (anexo 1), para um cabo tipo 6x25 com capacidade de ruptura superior a 50000N, temos um diâmetro do cabo de 3/8” que tem uma carga de ruptura de 55300N

Resposta: Utilizar um cabo 6x25 com diâmetro de 3/8”

b) Calcular o diâmetro mínimo possível do tambor (carretel) do guincho

D tambor = 26 x d cabo

D tambor = 26x 9,5

D tambor = 247 mm

7 – Molas Molas helicoidais Elementos de Máquinas A mola helicoidal é a mais usada

7 – Molas

Molas helicoidais

Elementos de Máquinas

A mola helicoidal é a mais usada em mecânica. Em geral, ela é feita de barra de aço enrolada em forma de hélice cilíndrica ou cônica. A barra de aço pode ter seção retangular, circular, quadrada, etc. Em geral, a mola helicoidal é enrolada à direita. Quando a mola helicoidal for enrolada à esquerda, o sentido da hélice deve ser indicado no desenho.

o sentido da hélice deve ser indicado no desenho . A mola helicoidal de compressão é

A mola helicoidal de compressão é formada por espiras. Quando esta mola é comprimida por alguma força, o espaço entre as espiras diminui, tornando menor o comprimento da mola.

as espiras diminui, tornando menor o comprimento da mola. A mola helicoidal de tração possui ganchos

A mola helicoidal de tração possui ganchos nas extremidades, além das espiras. Os ganchos são também chamados de olhais. Para a mola helicoidal de tração desempenhar sua função, deve ser esticada, aumentando seu comprimento. Em estado de repouso, ela volta ao seu comprimento normal.

Em estado de repouso, ela volta ao seu comprimento normal. A mola helicoidal de torção tem

A mola helicoidal de torção tem dois braços de alavancas, além das espiras.

Elementos de Máquinas Veja um exemplo de mola de torção na figura à esquerda, e,

Elementos de Máquinas

Veja um exemplo de mola de torção na figura à esquerda, e, à direita, a aplicação da mola num pregador de roupas.

e, à direita, a aplicação da mola num pregador de roupas. As molas helicoidais também podem

As molas helicoidais também podem ser do tipo cônica, veja suas aplicações em utensílios diversos.

cônica , veja suas aplicações em utensílios diversos. Algumas molas padronizadas são produzidas por fabricantes

Algumas molas padronizadas são produzidas por fabricantes específicos e encontram-se nos estoques dos almoxarifados. Outras são executadas de acordo com as especificações do projeto, segundo medidas proporcionais padronizadas. A seleção de uma mola depende das respectivas formas e solicitações mecânicas. Para poder ler e interpretar os desenhos técnicos de molas diversas é necessário conhecer suas características.

Características das molas helicoidais

As principais dimensões da mola helicoidal de compressão cilíndrica são:

De: diâmetro externo; Di: diâmetro interno; H: comprimento da mola; d: diâmetro da seção do arame; p: passo da mola; nº: número de espiras da mola.

Molas planas

da mola; n º : número de espiras da mola. Molas planas As molas planas são

As molas planas são feitas de material plano ou em fita, podem ser do tipo simples, prato, feixe de molas e espiral.

Mola plana simples

Esse tipo de mola é empregado somente para algumas

cargas. Em geral, essa mola é fixa numa extremidade

e livre na outra. Quando sofre a ação de uma força,

a mola é flexionada em direção oposta.

fixa numa extremidade e livre na outra. Quando sofre a ação de uma força, a mola
Mola prato Essa mola tema forma de um tronco de cone com paredes de seção

Mola prato

Essa mola tema forma de um tronco de cone com paredes de seção retangular.

Em geral, as molas prato funcionam associadas entre si, empilhadas, formando colunas.

O arranjo das molas nas colunas depende da necessidade que se tem em vista.

Elementos de Máquinas

da necessidade que se tem em vista. Elementos de Máquinas As características das molas prato são:
da necessidade que se tem em vista. Elementos de Máquinas As características das molas prato são:

As características das molas prato são:

De:diâmetro externo da mola; Di: diâmetro interno da mola; H: comprimento da mola;

h:

comprimento do tronco interno da mola;

e:

espessura da mola.

Feixe de molas

interno da mola; e: espessura da mola. Feixe de molas O feixe de molas é feito

O feixe de molas é feito de diversas peças planas de comprimento variável, moldadas de

maneira que fiquem retas sob a ação de uma força. Este tipo de mola é muito utilizado em suspensão de veículos, principalmente veículos de carga.

Mola espiral

veículos, principalmente veículos de carga. Mola espiral A mola espiral tem a forma de espiral ou

A mola espiral tem a forma de espiral ou caracol. Em geral ela é feita de barra ou de lâmina

com seção retangular.

A mola espiral é enrolada de tal forma que todas as espiras ficam concêntricas e coplanares.

Esse tipo de mola é muito usado em relógios e brinquedos.

Elementos de Máquinas Para interpretar a cotagem da mola espiral, você precisa conhecer suas características.

Elementos de Máquinas

Para interpretar a cotagem da mola espiral, você precisa conhecer suas características.

mola espiral, você precisa conhecer suas características. Molas de borracha e plastiprene De: diâmetro externo da

Molas de borracha e plastiprene

De: diâmetro externo da mola L: largura da seção da lâmina; e: espessura da seção da lâmina; nº: número de espiras.

As molas de borracha são utilizados em amortecedores de vibrações, ruídos, suspensão de veículos, e a de plastiprene sobretudo em ferramentas de estampo.

e a de plastiprene sobretudo em ferramentas de estampo. Material para Molas Material Especificação

Material para Molas

Material

Especificação

Descrição

Aço ABNT 1065

Temperado em óleo

Material muito comum, e muito utilizado em aplicações gerais, com bom custo.

Não deve ser utilizado em aplicações severas, choque.

Não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 180° C.

Aço 1085

Corda de piano

Melhor e mais comum material para pequenos diâmetros.

Normalmente encontrado em diâmetros de 0,3 mm a 3 mm.

Aço ABNT 6150

Aço liga Cromo Vanádio

Utilizado onde requer condições de trabalho mais severas, possui boa resistência à fadiga e é recomendado para aplicações com choques.

Utilizado em válvulas de motores, suporta até

220°C

Representação de molas em desenho Elementos de Máquinas 44

Representação de molas em desenho

Representação de molas em desenho Elementos de Máquinas 44

Elementos de Máquinas

Dimensionamento de Molas Helicoidais Constante k da mola Elementos de Máquinas A constante k da

Dimensionamento de Molas Helicoidais

Constante k da mola

Elementos de Máquinas

A constante k da mola é definida como a força necessária para produzir uma deflexão (deformação) de 1mm na mola, então;

1 mm
1 mm

F

F = k • x k = F x
F = k
• x
k = F
x

Onde;

k

= Constante da mola [ Kgf/mm] ; [N/mm]

F

= Força aplicada na mola [Kgf] ; [N]

x

= Deflexão causada na mola [mm]

ex1) Uma mola deverá deformar 25 mm quando for aplicada uma força de 500 N. a) Calcular a constante k da mola.

k = F x k = 500N
k = F
x
k = 500N

25 mm

k = 20 N/mm

b) Para a mola calculada, qual deverá ser a força aplicada para a mola deformar 15

mm.

F = k x

F = 20 N/mm x 15 mm

F = 300 N

Dados o diâmetro médio da mola, o diâmetro do arame, o número de espiras e o material da mola é possível calcular a constante k pela fórmula:

k =

d

a

4

G

8

d

3

m

n

a

Em que:

G = módulo de elasticidade = 80000[N/mm 2 ] da= diâmetro do arame [mm] dm = diâmetro médio da mola [mm] na = número de espiras ativas

Exercícios Elementos de Máquinas 1) Dado a mola helicoidal da figura, diâmetro dm = 30mm

Exercícios

Elementos de Máquinas

1) Dado a mola helicoidal da figura, diâmetro dm = 30mm e diâmetro da = 3,2 mm. Calculara constante k e a deformação “x” da mola com 7 espiras ativas.

Dado: G = 80 GPa = 80000 N/mm 2

F = 140N.

7 espiras ativas. Dado: G = 80 GPa = 80000 N/mm 2 F = 140N. 2)

2) Dado a mola helicoidal de aço 1070, com 7 espiras ativas, diâmetro dm = 35mm e diâmetro do arame da = 4mm. Calcule:

a) A constante K da mola

b) A força na mola para uma deformação x = 8 mm Dado: G = 80000 N/mm2

F =

= 4mm. Calcule: a) A constante K da mola b) A força na mola para uma
8 - Mancais Elementos de Máquinas O mancal pode ser definido como suporte ou guia

8 - Mancais

Elementos de Máquinas

O mancal pode ser definido como suporte ou guia em que se apóia o eixo, permitindo

que ele gire transmitindo torque.

Dependendo da aplicação e os esforços, os mancais podem ser de deslizamento ou de rolamento.

8.1 - Mancais de deslizamento

Geralmente, os mancais de deslizamento são constituídos de uma bucha fixada num suporte. Esses mancais são usados em máquinas pesadas ou em equipamentos de baixa rotação, porque a baixa velocidade evita superaquecimento dos componentes expostos ao atrito.

O uso de buchas e de lubrificantes permite reduzir esse atrito e melhorar a rotação do

eixo.

As buchas são feitas de materiais macios, como bronzes, ligas de metais leves.

uso de mancais de deslizamento tem algumas vantagens:

O

É fácil montar e desmontar o mancal e o eixo. Permite trabalhar com altas cargas. É fácil adaptar ao projeto da máquina, ocupando pouco espaço radial. Possui um custo acessível na maioria das aplicações.

adaptar ao projeto da máquina, ocupando pouco espaço radial. Possui um custo acessível na maioria das
adaptar ao projeto da máquina, ocupando pouco espaço radial. Possui um custo acessível na maioria das
adaptar ao projeto da máquina, ocupando pouco espaço radial. Possui um custo acessível na maioria das
adaptar ao projeto da máquina, ocupando pouco espaço radial. Possui um custo acessível na maioria das
adaptar ao projeto da máquina, ocupando pouco espaço radial. Possui um custo acessível na maioria das
- Materiais Utilizados Elementos de Máquinas Diversos materiais podem ser utilizados na bucha do mancal

- Materiais Utilizados

Elementos de Máquinas

Diversos materiais podem ser utilizados na bucha do mancal de deslizamento, muitos destes são ligas contendo chumbo e estanho.

Dentre os principais materiais utilizados, temos:

- Bronze ao chumbo, que é uma liga metálica contendo cobre, chumbo, níquel, e zinco.

- Bronze ao estanho, é uma liga contendo cobre e estanho.

- Bronze vermelho, é uma liga de cobre e estanho com altos teores de estanho.

- Metal sinterizado, são metais fabricados através da metalurgia do pó, onde pó de metal é prensado em alta pressão, e recebe um aquecimento para aumentar sua resistência. Através desta técnica é possível adicionar pó de grafite ao bronze e produzir o bronze grafitado.

- Ligas de alumínio, são utilizadas em mancais de motores a explosão, alguns compressores, e equipamentos aeronáuticos.

- Ferro Fundido, material de baixa capacidade que deve ser utilizado para poucas cargas, e baixas velocidades (rotações).

- Polímeros (plásticos), alguns polímeros como o nylon podem ser utilizados

quando não se tem lubrificação e as cargas são baixas, são muito utilizados na

indústria têxtil e alimentícia.

- Dimensionamento de Mancais de Deslizamento

O dimensionamento de mancais de deslizamento depende do tipo de lubrificação utilizado, que pode ser do tipo filme completo, ou lubrificação limite.

Lubrificação completa, ou forçada: Neste caso temos duas situações:

Mancal hidrodinâmico : Nesse tipo de lubrificação o eixo flutua acima do óleo sob pressão, mesmo sendo alimentado simplesmente pelo efeito da gravidade, não entrando em contato com a bucha durante o funcionamento. Exemplo: Eixo virabrequim, e de comando de válvulas de motores à combustão.

Mancal hidrostático: O óleo é bombeado sob pressão para dentro do mancal, flutua no óleo e não ocorre contato de metal com metal.

O dimensionamento desses tipos de mancais é complexo e utiliza cálculos de mecânica dos fluidos, hidrostática e hidrodinâmica.

Lubrificação limite: Neste caso, devido à lubrificação insuficiente, ou a altas cargas, existe o contato do eixo com a bucha, portanto gerando atrito de metal com metal. Estes mancais são encontrados em aplicações simples, buchas de nylon, locais com lubrificação por graxa com pouca ou nenhuma vedação.

Elementos de Máquinas O dimensionamento destes tipos de mancais depende das propriedades de desgaste dos

Elementos de Máquinas

O dimensionamento destes tipos de mancais depende das propriedades de desgaste dos metais utilizados, da pressão e da velocidade de trabalho. Para dimensionar estes mancais, utiliza-se o valor da pressão média admissível, da seguinte forma:

Pm = Força

Área

Então, tem-se:

Pm = Força d . b

Em que:

Área

=

d . b

Pm = Pressão média no mancal em [ N/mm 2 ]

F

= Força no mancal [ N ]

d

= diâmetro do mancal [ mm ]

b

= largura do mancal [ mm ]

Outro parâmetro utilizado no dimensionamento é a velocidade periférica do eixo;

V

=

π

d

n

1000 60

Onde:

V = Velocidade do eixo [ m/s ]

d

= diâmetro do eixo [ mm ]

n

= rotação do eixo [ rpm ]

Deve-se verificar se:

A pressão calculada no mancal Pm está abaixo do valor tabelado Pmax do material. O produto Pm . V ( pressão x velocidade) calculado também deve estar abaixo do valor PV tabelado do material.

Os valores de Pm, V e

PV do material deve ser fornecido pelo fabricante, a seguir

segue uma tabela orientativa de alguns valores admissíveis normalmente encontrados.

Material

Pmax [N/mm²²²²]

V [ m/s ]

PV [N/mm²²²²][ m/s ]

Bronze

31

7,65

1,75

FOFO

 

4

1,75

Nylon

6,8

5

0,1

Elementos de Máquinas 8.2 - Mancais de rolamento Quando necessitar de mancal com maior velocidade

Elementos de Máquinas

8.2 - Mancais de rolamento

Quando necessitar de mancal com maior velocidade e menor atrito, o mancal de rolamento é o mais adequado.

Os rolamentos oferecem algumas vantagens, uma delas é a padronização, ou seja, o rolamento possui um padrão internacional, é possível adquirir, substituir o mesmo rolamento independente do país em que ele foi produzido. Esta intercambiabilidade facilita muito a manutenção.

Os rolamentos podem ser classificados da seguinte forma:

Classificação em função dos seus elementos rolantes.

Podem ser do tipo esfera, rolo, ou agulha, veja a figura a seguir.

do tipo esfera, rolo, ou agulha, veja a figura a seguir . Classificação de acordo com

Classificação de acordo com a força:

Os rolamentos podem ser classificados de acordo com as forças que eles suportam.

Podem ser radiais, axiais e mistas ou combinadas.

Radiais

Fr Fr
Fr
Fr

- Suportam somente forças radiais, que são aquelas apontadas para o centro (raio) do rolamento, conforme a figura.

Axiais Fa Mistas ou combinadas - Suportam somente forças axiais, que são aquelas apontadas no

Axiais

Fa
Fa
Fa
Fa

Fa

Fa

Mistas ou combinadas

- Suportam somente forças axiais, que são aquelas apontadas no sentido do eixo, conforme a figura.

- Não podem ser submetidos a cargas radiais. Impedem o deslocamento no sentido axial, isto é, longitudinal ao eixo.

Exemplos de utilização: Ganchos de talhas e guinchos.

Fa

Exemplos de utilização: Ganchos de talhas e guinchos. Fa Fr Principais tipos de rolamentos: - Suportam
Exemplos de utilização: Ganchos de talhas e guinchos. Fa Fr Principais tipos de rolamentos: - Suportam

Fr

Principais tipos de rolamentos:

- Suportam tanto força radial como axial.

- Impedem o deslocamento tanto no sentido transversal quanto no axial.

Exemplos de utilização: Rodas de caminhões

e automóveis, árvores de tornos.

a) Rolamento fixo de uma carreira de esferas

Elementos de Máquinas

É o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.

Sua capacidade de ajuste angular é limitada. É necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa, isto os torna ideal para serem montados em uma peça (caixa) única, usinada com precisão.

o eixo e os furos da caixa, isto os torna ideal para serem montados em uma
b) Rolamento autocompensador de esferas Elementos de Máquinas É um rolamento de duas carreiras de

b) Rolamento autocompensador de esferas

Elementos de Máquinas

É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo, o que

lhe confere a propriedade de ajustagem angular, ou seja, de compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.

Ideal para montagens em caixas separadas, onde o alinhamento é difícil.

em caixas separadas, onde o alinhamento é difícil. c) Rolamento de esferas de contato angular Admite

c) Rolamento de esferas de contato angular

Admite cargas axiais somente em um sentido e deve sempre ser montado contra outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário.

O formato da pista de rolamento inclinado possibilita que recebam cargas mistas,

radial e axial.

São muito utilizados em máquinas ferramentas e rodas de automóveis.

Na figura a seguir temos um exemplo de montagem do rolamento de esferas de contato angular, observe que a montagem um invertido em relação ao outro permite que o eixo receba cargas axiais nos dois sentidos.

permite que o eixo receba cargas axiais nos dois sentidos. d) Rolamento axial de esfera Ambos

d) Rolamento axial de esfera

Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais, porém, não podem ser submetidos a cargas radiais.

Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas, é necessária a atuação permanente de uma carga axial.

Observe na figura que a montagem do rolamento axial junto com rolamentos radiais permite que o eixo receba cargas mistas radiais e axiais.

e) Rolamento de rolo cilíndrico Elementos de Máquinas É apropriado para cargas radiais elevadas. Seus

e) Rolamento de rolo cilíndrico

Elementos de Máquinas

É apropriado para cargas radiais elevadas. Seus componentes podem ser separáveis, o

que facilita a montagem e desmontagem.

Normalmente este tipo de rolamento não suporta cargas axiais.

Em função da existência de rebordos nos anéis existem os tipos NU, NJ, NUP, N e NF, influenciando na forma como eles são montados e desmontados. Maiores detalhes deverão ser observados na figura do catálogo em anexo.

deverão ser observados na figura do catálogo em anexo. f) Rolamento autocompensador de duas carreiras de
deverão ser observados na figura do catálogo em anexo. f) Rolamento autocompensador de duas carreiras de

f) Rolamento autocompensador de duas carreiras de rolos

É um rolamento adequado a serviços pesados, cargas com impactos. Possuem uma alta

capacidade de carga radial e suportam cargas axiais médias nos dois sentidos.

Devido à oscilação entre rolos e pistas, permite um ajuste angular, ajustando os problemas de desalinhamento.

Podem ter o furo cônico ou cilíndrico, podendo ser instalado em eixo cônico ou eixo cilíndrico, utilizando buchas de fixação e desmontagem.

Elementos de Máquinas g) Rolamento de rolos cônicos Além de cargas radiais, os rolamentos de

Elementos de Máquinas

Elementos de Máquinas g) Rolamento de rolos cônicos Além de cargas radiais, os rolamentos de rolos

g) Rolamento de rolos cônicos

Além de cargas radiais, os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido, torna-se necessário montar os anéis aos pares, um contra o outro.

São indicados onde se tem uma combinação com grandes cargas radiais e axiais, como eixo da roda de caminhões, eixos de árvores de máquinas ferramentas.

Os

anéis

são

separáveis.

O

anel

interno

e

o

externo

podem

ser

montados

separadamente no eixo e no furo, facilitando a montagem.

separadamente no eixo e no furo, facilitando a montagem. h) Rolamento de agulha Possui uma seção

h) Rolamento de agulha

Possui uma seção transversal muito fina em comparação com os rolamentos de rolos comuns. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado, podem ser fornecidos com anel interno ou sem anel interno.

utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado, podem ser fornecidos com anel interno ou sem
Projeto de eixo e alojamento Elementos de Máquinas O projeto do eixo e do alojamento

Projeto de eixo e alojamento

Elementos de Máquinas

O projeto do eixo e do alojamento deve ter o ajuste e a tolerância correta para o

perfeito funcionamento do rolamento.

O tipo de ajuste ideal depende do tipo de esforço no rolamento, da temperatura de

trabalho, e como o rolamento vai ser montado e desmontado.

Normalmente o eixo é montado com pequena interferência, e o alojamento (anel externo) pode ser montado com pequena folga (ajuste incerto) ou com pequena interferência, dependendo do tipo de carga. Um ajuste muito usado é obtido com tolerância H7 para o furo e j6 ou m6 para o eixo, maiores detalhes quanto a tolerâncias e ajustes para rolamentos deve ser verificado em catálogos de fabricantes de rolamentos.

Caso o rolamento seja montado com interferência maior que o usual, deve-se utilizar rolamentos com folga radial, para evitar que ele trave. Os rolamentos utilizados nesse caso são com folga do tipo C3 e C4.

Dimensões do eixo e do furo do alojamento:

As dimensões do eixo e do furo, encosto e raio devem obedecer aos padrões especificados pelos fabricantes dos rolamentos, e as alturas do encosto do rolamento no eixo e no furo devem ser suficientes para ter um correto apoio lateral do rolamento.

Na tabela do catálogo (em anexo) temos as dimensões do rolamento e do alojamento do cubo e do eixo para cada rolamento, incluindo os encostos do eixo ( d a ), da bucha (D a ), e do raio de arredondamento do encosto (r a ).

A seguir temos as principais medidas que deverão ser observadas no catálogo de

rolamentos para o correto dimensionamento. Observe na figura as dimensões para rolamentos rígido de esferas com diâmetro do eixo de 25mm.

dimensionamento. Observe na figura as dimensões para rolamentos rígido de esferas com diâmetro do eixo de
dimensionamento. Observe na figura as dimensões para rolamentos rígido de esferas com diâmetro do eixo de
dimensionamento. Observe na figura as dimensões para rolamentos rígido de esferas com diâmetro do eixo de
dimensionamento. Observe na figura as dimensões para rolamentos rígido de esferas com diâmetro do eixo de
1) Explique o que é : Exercícios a) Mancal com lubrificação limite. b) Mancal hidrostático,

1) Explique o que é :

Exercícios

a) Mancal com lubrificação limite. b) Mancal hidrostático, e mancal hidrodinâmico.

Elementos de Máquinas

2) Quais as vantagens, e onde é utilizado um rolamento de rolos cônicos?

3) Quais as características, e onde é utilizado um rolamento de esfera de contato angular?

4) Quais as vantagens e quando não deve ser utilizado um rolamento rígido de esferas?

5) Quais são os tipos de vedações em rolamentos rígidos de esferas, e qual o código?

6) Qual o tipo de rolamento ideal para eixos que trabalham desalinhados, porque?.

7) Dado os conjuntos compostos de um cubo e um eixo, onde são montados dois rolamentos rígidos de esferas, cotar os desenho de acordo com as dimensões padronizadas no catálogo de rolamentos.

de acordo com as dimensões padronizadas no catálogo de rolamentos. Rol. 6905 ra Rol. 6906 Rol.
Rol. 6905 ra Rol. 6906
Rol. 6905
ra
Rol. 6906
de acordo com as dimensões padronizadas no catálogo de rolamentos. Rol. 6905 ra Rol. 6906 Rol.
Rol. 6207 ra= Rol. 6008
Rol. 6207
ra=
Rol. 6008
Vida Nominal do Rolamento Elementos de Máquinas A vida do rolamento L 1 0 H

Vida Nominal do Rolamento

Elementos de Máquinas

A vida do rolamento L 10H é calculada de acordo com a carga de trabalho, a rotação e a capacidade de carga do rolamento Cr tabelada, da seguinte forma:

L

L

1000000

10

h

= ⋅

60. n

1000000

10 h

=

60.

n

Onde:

C

r

P

C

P

r

3

Para rolamentos de esferas

3,33

Para rolamentos de rolos

L

10h = Vida nominal do rolamento em horas de trabalho.

n

=

rotação em rpm.

Cr = Capacidade de carga do rolamento tabelada [N]. P = Carga equivalente sobre o rolamento.[N].

Para calcular a carga equivalente P sobre o rolamento, faz-se:

Para carga radial:

Fr
Fr

P = Fr

Para carga radial mais axial, faz-se:

Fr Fa
Fr
Fa

P = X.Fr + Y. Fa

Em que:

Fr = Força radial no rolamento [N]

Fa = Força axial no rolamento [N]

X = Coeficiente de carga radial (tabela de dimensões) Y = Coeficiente de carga axial (tabela de dimensões)

Elementos de Máquinas Na figura a seguir tem-se uma tabela para os coeficientes X ,

Elementos de Máquinas

Na figura a seguir tem-se uma tabela para os coeficientes X , Y de rolamentos fixos de esferas. Na utilização da tabela deve-se:

- Calcular o valor de

C

or

F

a

e definir a linha na tabela

- Calcular o valor de

Fa ,e verificar se é menor ou maior Fr

que o valor tabelado de “e”.

- Definir qual a coluna e o valor de X, Y.

de “e”. - Definir qual a coluna e o valor de X, Y. Exercícios: 1) Dado

Exercícios:

1) Dado o rolamento 6005, com uma força radial aplicada de 800N, e uma rotação de 1750 rpm. Calcule a vida nominal do rolamento em horas de trabalho.

Fr = 800N
Fr = 800N

P = Fr = 800 N

Da tabela de rolamentos (anexo)

Cr = 10100N

L

10 h

=

1000000

C

P

r

60. n

L 10h = 19165 horas

3

L

10 h

=

1000000

60.1750

10100

800

3

2) Dado o rolamento 6209, com uma força radial de 3000 N e uma força axial de 1400N. Calcular uma vida nominal do rolamento em horas de trabalho, a rotação é 1100 rpm.

Fr = 3000 N Fa = 1400 N
Fr = 3000 N
Fa = 1400 N

C

or

20400 N

F

a

= = 14,57

1400 N

= = 0,467

= = 0,467

Fa

1400

N

Fa 1400 N

Fr

3000

N

Fr 3000 N

P

P

P

L

= X.Fr + Y. Fa

= 0,56 . 3000 + 1,64 . 1400

= 3976 N

10 h

=

1000000

C

P

r

60. n

3

L 10h = 7534,4 horas

Da tabela de rolamentos

L

X = 0,56

Y = 1,64

C r = 31500 N

1000000

10 h

=

60.1100

31500

3976

3

Elementos de Máquinas 3) Dado um rolamento 6009 com uma força radial aplicada de Fr

Elementos de Máquinas

3) Dado um rolamento 6009 com uma força radial aplicada de Fr = 3000N e uma força axial

de Fa = 1000 N.

Calcular a vida nominal em horas para uma rotação de 1500 rpm.

a vida nominal em horas para uma rotação de 1500 rpm. 4) Calcular a vida nominal

4) Calcular a vida nominal dos rolamentos trabalhando com uma rotação de 800 rpm.

Fr = 2000 N Fr=800 N 6905 6305 150 100 90
Fr = 2000 N
Fr=800 N
6905
6305
150
100
90

Capacidade de carga estática

Muitas vezes os rolamentos devem trabalhar parados, com pouca rotação, ou apenas com giro de 180 0 . Por exemplo, em rodízios, roletes, articulações.

Nesse caso, os rolamentos devem ser dimensionados pela sua capacidade de carga estática C 0 , da seguinte forma:

P =

C

0

FS

Em que: C 0 = Capacidade de carga estática tabelada [N]

FS = Fator de segurança.

 

Rolamento de esferas

Rolamento de rolos

Operação com baixo ruído

2

3

Vibração e impacto

1,5

2

Normal

1

1,5

Exercício

1) Selecionar o rolamento rígido de esferas para trabalhar em um rodízio montado com 2 rolamentos, com capacidade de trabalho total de 5000 N, trabalhando em piso com imperfeições, em uma situação quase estática (pouca rotação).

9 - SISTEMAS DE TRANSMISSÃO Elementos de Máquinas Na figura abaixo, temos um exemplo de

9 - SISTEMAS DE TRANSMISSÃO

Elementos de Máquinas

Na figura abaixo, temos um exemplo de um sistema composto de um motor, que

transmite o movimento rotativo através de um acoplamento, a uma caixa contendo dois pares

de engrenagens apoiadas em eixos com rolamentos.

Conjuntos como estes são chamados de redutores, e são muito utilizados em

acionamentos de máquinas, para transmitir o movimento do motor, reduzir a rotação e

aumentar o momento torçor ( torque).

É possível adquirir um redutor, ou motorredutor pronto, para isso é necessário

especificar a redução total i, o momento torçor na entrada e na saída, bem como informações

quanto a fixação na máquina, como flange, pés.

Acoplamento
Acoplamento

Redutor

na máquina, como flange, pés. Acoplamento Redutor Dimensionamento Relação de Transmissão i : Dado um

Dimensionamento

Relação de Transmissão i :

Dado um conjunto composto por um par de polias ou engrenagens:

n2

n1 Mt2 Mt1
n1
Mt2
Mt1

D1

D2

n2 n1 Mt2 Mt1 Z1
n2
n1
Mt2
Mt1
Z1

Z2

Elementos de Máquinas A relação de transmissão i pode ser calculada através das seguintes fórmulas:

Elementos de Máquinas

A relação de transmissão i pode ser calculada através das seguintes fórmulas:

i = d2 d1 Em que:
i = d2
d1
Em que:
i = n1 n2
i =
n1
n2
i = Z2 Z1
i =
Z2
Z1
i = Mt2 Mt1
i =
Mt2
Mt1

d2 = diâmetro da polia ou engrenagem movida d1 = diâmetro da polia ou engrenagem motora n1 = rotação do pinhão n2 = rotação da coroa Z1 = engrenagem motora Z2 = engrenagem movida Como pode ser observado existe uma relação direta entre o tamanho das polias e engrenagens

e a rotação e o momento torçor, e esta relação será melhor estudada adiante.

Exercícios:

1) Dado um sistema de polia e correia, calcular:

a) O diâmetro da polia maior b) A relação de transmissão i

Dados:

Rotação do motor = 1800 rpm Rotação saída = 450 rpm Diâmetro polia menor (motora) = 85 mm

n2

n1 Mt2 Mt1 D1 D2
n1
Mt2
Mt1
D1
D2

a)

i

= n1

i = 1800 rpm

i = 4

n2

450 rpm

b)

i

= d2

4 = d2

d2 = 340 mm

d1

85

2) Um motor gira a 1200 rpm, sabendo-se que o diâmetro da polia motora é de 75 mm e da polia movida é 300 mm. Calcular:

a) A relação de transmissão i

b) A rotação na saída ( polia movida)

n2

n1 Mt2 Mt1 D1 D2
n1
Mt2
Mt1
D1
D2
Momento Torçor Mt Elementos de Máquinas O momento torçor (Mt), também chamado de torque, ou

Momento Torçor Mt

Elementos de Máquinas

O momento torçor (Mt), também chamado de torque, ou conjugado de uma força, é definido como o produto entre a força e a distância até o ponto de giro da peça. distancia

e a distância até o ponto de giro da peça. distancia F O momento torçor é

F

O momento torçor é calculado por:

Mt = F x dist.

Calculo do momento torçor de um eixo acionado por um motor:

Para potência do motor em Kw:

Onde:

Mt = 9550 x Pot

n

Mt = Momento torçor [ N.m] Pot = Potência do motor [Kw] n = rotação

A relação entre potência em CV e Kw é:

1 CV = 0,736 Kw

Uma vez calculado o momento torçor de um eixo acionado por motor é possível determinar a força aplicada através da fórmula Mt = F x dist, fazendo-se:

Onde:

F =

M

T

dist

M T = Momento torçor no eixo. dist.= distância do centro do eixo até a força aplicada

Elementos de Máquinas Ex. Um sistema de transmissão é constituído de um motor e dois

Elementos de Máquinas

Ex. Um sistema de transmissão é constituído de um motor e dois pares de engrenagens.

Z4 Z2 II Z1 Z3 I
Z4
Z2
II
Z1
Z3
I

a) eixo I :

n 1 = 1740 rpm

Dados:

Pot. Motor = 5,5 Kw

III

n = 1740 rpm Z1 = 21 dentes Z2 = 60 dentes

Z3 = 15 dentes Z4 = 60 dentes

a) Calcular para cada eixo:

- A rotação

- O momento torçor

- A redução i

b) Calcular a redução i total

M

T

1

eixo II:

n

2

=

=

9550

Pot

n

1740

z

1

z

2

=>

=>

n

2

=

M T 1

1740

=

9550 5,5

1740 T 1

=>

M

= 30,19

21

60

=>

n

2 =

609 rpm

N

m

M

T

2

=

9550

Pot

n

=>

M

T

2

=

9550 5,5

609

=> M

T 2

= 86,25

N

m

i

1

=

z

2

i

1

=

60

=>

z 1 21

eixo III:

n

3

= n

2

z

3

z

4

=>

n

3

=

=>

609

i

1 =

15

60

2,857

=>

n

3 =

152,25 rpm

M T

3

i

2

=

=

9550

Pot

n

z

4

z

3

=>

i

2

=>

60

=

15

M

T

3

=>

=

9550 5,5

152,25

i

2

=

4

=>

M

T 3

= 345

N

m

b)

i

total

:

i

total

=

i

1

i

2

=>

i

total

= 2,857 4

Também é possível calcular i total fazendo:

i

=>

total

=

i

total

= 11,428

n entrada

n saida

=>

i

total

=

1740

152,25

=>

i

total

= 11,428

10 – Polias e Correias Elementos de Máquinas 10.1 - Tipos e características das polias

10 – Polias e Correias

Elementos de Máquinas

10.1 - Tipos e características das polias e correias

Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. Elas

podem ser planas ou trapezoidais. As polias planas podem apresentar dois formatos na sua superfície de contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada.

de contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada. A polia plana conserva melhor as correias,

A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície abaulada guia melhor as

correias. As polias apresentam braços a partir de 200 mm de diâmetro. Abaixo desse valor, a

coroa é ligada ao cubo por meio de discos.

Correia Dentada

Outra correia utilizada é a correia dentada, para casos em que não se pode ter nenhum deslizamento, como no comando de válvulas do automóvel.

A correia dentada também é muito utilizada em mecanismos, manipuladores, onde os

movimentos devem ser bem coordenados, com precisão, e sem deslizamento.

Na correia do tipo dentada tem-se um perfeito sincronismo entre as duas polias.

dentada tem-se um perfeito sincronismo entre as duas polias. Transmissão por correia em V: A polia

Transmissão por correia em V:

A polia trapezoidal, também chamada de polia em V, recebe esse nome porque a superfície na

qual a correia se assenta apresenta a forma de trapézio. As polias trapezoidais devem ser providas canais e são dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia a ser utilizada.

trapezoidais devem ser providas canais e são dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia
Elementos de Máquinas As correias em V devem ser usadas somente quando se tiver um

Elementos de Máquinas

As correias em V devem ser usadas somente quando se tiver um perfeito paralelismo entre os dois eixos, já as correias planas podem ser utilizadas em árvores paralelas ou reversas (inclinadas).

O rendimento de uma transmissão com correia tipo V é de 0,95 a 0,98 e a relação de transmissão ideal é de até i = 8, podendo chegar até i =15.

Normalmente as correias em V são utilizadas na saída do motor, onde a rotação é alta e o momento torçor é baixo.

Os canais da polia são normalizados de acordo com o padrão da correia trapezoidal, na figura a seguir temos as dimensões da polia para quatro tipos de perfis trapezoidais. Observe que a tabela mostra o diâmetro mínimo recomendado para a polia, dependendo do tamanho padrão da correia, A, B, C, D, E.

a tabela mostra o diâmetro mínimo recomendado para a polia, dependendo do tamanho padrão da correia,
Elementos de Máquinas A seguir as dimensões dos principais perfis padrões utilizados: Material das polias

Elementos de Máquinas

A seguir as dimensões dos principais perfis padrões utilizados:

as dimensões dos principais perfis padrões utilizados: Material das polias Os materiais que se empregam para

Material das polias

Os materiais que se empregam para a construção das polias são ferro fundido (o mais utilizado), aços, alumínio, ligas leves e materiais sintéticos. A superfície da polia não deve apresentar porosidade, pois, do contrário, a correia irá se desgastar rapidamente.

Correias

As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. A correia trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma de trapézio.

É feita de borracha revestida de lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados

para suportar as forças de tração.

vulcanizados para suportar as forças de tração. As vantagens da correia em V em relação à

As vantagens da correia em V em relação à correia plana são:

Praticamente não apresenta deslizamento;

Permite o uso de polias bem próximas;

Elimina os ruídos e os choques, típicos das correias emendadas (planas).

Na transmissão por polias e correias, para que o funcionamento seja perfeito, é necessário obedecer alguns limites em relação ao diâmetro das polias, o número de voltas pela unidade de tempo, e a capacidade de transmissão da correia.

Elementos de Máquinas Costumamos usar a letra i para representar a relação de transmissão. Ela

Elementos de Máquinas

Costumamos usar a letra i para representar a relação de transmissão. Ela é a relação entre o número de rotações das polias (n), e também a relação entre seus diâmetros.

das polias (n), e também a relação entre seus diâmetros. A relação de transmissão i pode

A relação de transmissão i pode ser calculada por:

i = d2 d1
i = d2
d1
i = n1 n2
i =
n1
n2
i = Mt2 Mt1
i =
Mt2
Mt1

A velocidade tangencial (V) é a mesma para as duas polias, e para a correia, e é calculada pela

fórmula:

Arco de contato α

V =

π .d.n

1000

Onde:

V = Velocidade em [m/min]

d

= diâmetro da polia [mm]

n

= rotação da polia [rpm]

O arco de contato influencia diretamente na capacidade de transmissão da correia, quanto maior a diferença entre o diâmetro das polias, menor será o arco de contato, diminuindo a capacidade de transmissão da correia. Outro fator que influencia o arco de contato é a distancia entre centros C das polias.

Observe na figura, o ângulo α define a área de contato da correia na polia, se ele for muito pequeno a correia pode deslizar:

α

D2 D1 C
D2
D1
C

O arco de contato α pode ser calculado por:

 

180

0

60.(D

2

D )

1