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Ana Cláudia Lopes da Silva

Porto Alegre
2008/2
O 1º Encontro de Atenção Domiciliar da Região Sul e o 2º Seminário Gaúcho de Atenção
Domiciliar trouxeram como pauta de discussões à humanização do atendimento em saúde, e a
importância de se trabalhar a interdisciplinaridade e a articulação entre vários saberes, garantindo
a integralidade no cuidado aos usuários/pacientes, sendo que, esta é uma das preocupações de
várias áreas profissionais, que ficou evidenciada no número de participantes inscritos no evento
(cerca de 700 pessoas), demonstrando a mudança de visão e a preocupação em mudar o quadro e
o conceito de saúde focado na doença que se desenvolveu no País.
Os principais pontos que nortearam as discussões foram: Repensar o sistema de saúde:
necessidades e possibilidades; Política / Internação Domiciliar Pública no Brasil: Perspectivas de
Consolidação no SUS; Formação e Práticas Cuidadoras; Avanços e Dificuldades dos Serviços
Públicos de Internação Domiciliar; Linhas de Cuidado e Integralidade da Atenção; Apresentação
da Carta da Região Sul de Atenção Domiciliar; Integrando Casa, Cultura e Cuidado; Cuidador
Parceria no cuidado e apresentação de vários grupos de visitas e como atua em suas cidades,
demonstrando assim os desafios e as possibilidades em se efetivar um atendimento de qualidade,
humano para estes usuários.
A atenção e a internação domiciliar é uma tecnologia social que está permitindo que
pacientes em fase de tratamentos paliativos recebam toda a atenção médica em casa, perto dos
entes queridos, apresenta a prática de cuidados paliativos, integral e interdisciplinar aos pacientes
através da internação domiciliar, envolvendo profissionais e estudantes de medicina,
enfermagem, Serviço Social, psicologia, nutrição e fisioterapia, envolvem também os familiares
plenamente nos cuidados (estes são treinados para serem cuidadores). É uma abordagem que
melhora a qualidade de vida de pacientes e suas famílias encarando os problemas associados com
doenças ameaçadoras da vida, através da prevenção e do alívio do sofrimento por meio de
avaliações precoces.
Observa-se que precisamos pensar seriamente nestas novas possibilidades de resistência
frente à situação preocupante de aumento de demanda que vivemos no Brasil (SUS), pois este,

Porto Alegre
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não vem conseguindo absorver mais o grande aumento de demanda de pacientes que procuram os
hospitais referenciados pelo sistema único de saúde.
No Brasil, a população vem passando por uma mudança de perfil, pois as pessoas estão
vivendo mais, as taxas de mortalidade infantil esta baixando, e a de natalidade acompanham esta
queda, sendo que, estas estão mais expostas às patologias que acometem idosos, crianças,
necessitando de cuidados paliativos em ambiente hospitalar e domiciliar, considera-se assim
necessário a otimização da utilização dos leitos hospitalares e dos recursos do SUS. Vários
estudos no mundo comprovam que os programas de atenção domiciliar reduzem custos e geram
mais satisfação aos usuários.
A portaria GM 2529/ de 19 de Outubro de 2006 predispõe sobre o aporte de recursos aos
serviços de Atenção Domiciliar, e é uma importante forma de garantir estes, por isto precisa-se
com urgência de definições relativas à Política de Atenção Domiciliar, bem como incrementos
aos municípios que já executam tais ações, e que estes sejam incluídos nos planos Federais.
Portanto, a Atenção Domiciliar vem se descortinando como uma importante alternativa a
ser analisada, pois trabalha na perspectiva de dar valor ao humano, ao detalhe, ou seja, as
diferenças do indivíduo e o seu contexto social em que está inserido, e que pode se tornar um
espaço para melhorarmos as práticas de atendimento por parte das diferentes áreas de
conhecimento, que precisam aprender a trabalhar a interdisciplinaridade, a escuta, a sensibilidade,
o cultivar dos vínculos, o acolhimento ao usuário, algo que se tornou muito difícil para algumas
profissões, e por isso notasse que os assistentes sociais precisam estar preparados para integrar
estes novos campos de trabalho e integrar os grupos de atendimentos, sendo que, neste ponto já
estamos um passo a frente, pois nossa profissão trabalha justamente em perceber o usuário como
sujeito de direitos, e este será rico para se exercitar nosso fazer profissional e contribuirmos para
o alívio de sintomas físicos, psicológicos e sociais na assistência a estas famílias.

Porto Alegre
2008/2