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A nt i gona de Sófocles:

onflicr o , visión y simplificación

Sin haber incurrido en culpa a lguna, Agame n ón y Et e ocl es se ven abocados - a situaciones en que la repulsión, e l remordimiento y e l recuerdo doloroso parecen , no

ya reacciones inevitabl es, sino tambié n l as Erqe . i as de cu a lquier pe r sona de bue n a

c ondición. No o b stante , cabría admitir este punto y s egu i r a f i rm a ndo que , en parte,

l a prudencia c onsiste justamente en evitar en lo posible tales situaciones en la plani-

. ficació n de l a vi d a. E l trance en que se e n c u en t ra Agamenón se nos presen t a como u" n a c a t l s rrofe impredecib l e. Silos s eres humanos no están en cond i ciones de prote-

gerse eficazmente contra esta rara ma l a f o rtu n a, a l menos p u eden organizar sus exis-

tencias y comprom i sos ~a:a im pe di r l a a p aric i ón de co n flictos graves en e l transc u r - so de la vida cotidiana . l un modo posib l e sería simplificar la e structura de los pro - pios c ompromisos valorativos , desv in culándose d e a q uellos que g e neren gormal- mente (e inc l uso de los q u e pue d an ocas i onar alguna vez) exigencias enco n tradas ] Con harta frecuenc ia se ha s eñ a lado que la evi t ación d e ! co nflicto pr á ctico es un cri - terio de raciona l idad aplica b le a l as pe r so n as ( e n l a m i sma línea, una de las condi- ciones de racion a lidad de los s i s temas po l íticos radic a ría en s u capacidad para orga- nizar la realidad de manera que los e sfuerzos s inceros de los i ndividuos s e vean coro- nados generalmente por e ! éxito) . Ta l co n c e pción era ya co n ocida e n l a Ate n as d e l

s ig l o V i ; de hecho, con s titu y e uno de l os temas pred i lectos de la tragedia, por cuan-

to experiencias t a n doloro s as c omo las e x aminadas e n e ! cap í t u lo anterior s uscitan nat u ralme n te ciertos int erroganres so b re l a posibilida d de s u e li mina ci ó n . E s t a pers- pectiva s e halla firmemente asentada en e ! pensamiento moderno y ha s ido defendi-

d a in c lu so por una parte d e l os autores favorab l e s a la « concepción t rágic a» de los

, H~ dec i dido

e x aminar e l na c imien t o

d e es t a co n ce p ció n

que a tribu y o

S in

aqu í a C r e onte v i nc u l a n a es te per s on a je c on

es tudia n d o

e n de talle un ejemplo .

e mbargo , s e s uele admitir q ue las es tr a teg i as

determ in ado s aspectos del raciona l i s m o s ofí s tico (v é a se n. 10 infra). E n «Consequences», p ágs. 25-53,

c

o nsidero

una

te s i s may r e lac i on a da

c on és ta; s obre l as c on ex i o ne s e ntre l a A nt í g o na y l a c orriente s ofl s-

r

ica, vé anse P. Rose «S ophocles , Philoctetes a nd m e r e achin gs o f che Sophisrs», HSCP 80 (1976), p á gs .

49-105. V é a nse tambié n M. O'Brien , The Socratic Paradoxes and th. Gruk

Mind ( C h apd

Hil ! , 1%7) Y

a l g un o s as pe c to s r e l acio nado s c on

est a s c u estiones, que s ir v en p ar a ex pl ica r la c onc ep c i ó n p lat ó ni ca de tecbne, y s e of r e c e a bund a nte bíblio- graR a .

C udme, History 1Il. En e l c apítulo 4 s e c on s ideran ex hau s t i var nente

,

.

.

~

89

c a s os co n cr e tos d e co n fl i cto prácti c o' . Hay q u e seña l a r, p or últ im o, q u e s u i n f luen- cia ha s id o de c i siva en l a c rít ica m o derna d e la t r a gedia clásica'. D e a cue r do c o n s u s

de fe n so re s , \ la r e l acio n de l s e r hu ma no con e l v a lo r e n el mundo n o e s, o no de ber ía

s er, pr ofundamen t e tr ágica 1 es posi b le, o a l m en os d eb e r ía s e rio , s up r i m ir l a a m e n a -

za del s uc es o trág i co tí pi co si n d e sat en ció n cu lp a bl e ni grave pérdida . Si endo e st o así, l a tragedia re pr ese ntar ía u n e s ta dio primitivo de la v i d a y e l pe n samien t o é t i cos . Para a n aliza r e l m o d o e n qu e s e en fo c a es ta co n ce pc ió n e n l a tr a ge di a es preci -

s

o interp re tar un a o br a t r á gi ca e n s u in te gr i dad, e xa min a ndo la mane r a e n q u e trata

u

na « bio g r afí a » 4 y u n a hist oria va lo ra t iva completas . La Antígona d e S óf o c le s parece

u

n a elecció n ade c u a d a para un proye cto de s eme jantes caracte r íst i cas. E n e fecto, en

[ el la s e c on s i deran d o s inte n tos d i s t i nt o s d e el imin ar l a eve n t u a l ida d d e l confl i ct o y la ten si ó n simp li ficand o l a estruc t u r a d e lo s c omp r om is o s y a peg os afect i vos. } \ este

r e sp e cto , p l a nt ea n d e t er min ado s int erroga ntes en torno a los mo t i v os qu e ~ ub ya-

cen e n dich os int e nt o s ; surge ta mb ié n la c u estió n d e ad ó nd e co nduc e n ta l es i n ici a-

tivas c u an d o se desencade n a la cr i s i s rrágica; por últ im o, se a b o r da e ! pr ob l ema de

e n es t e ti p o de estrategias o bien debe

s i l ~práctigl , se e n c uentra d e hecho

bus carse e n u n e n f o q u e ra d ica lm en t e d isti nt o .

[Antigona5 v ers a so b re l a , ~l ' !ác tic a

lo

. y l a m a nera e n

orga ni za ] A di f er en c i a de l a ma y oría de las o b ras de s u

que ésta ve e l m un d o y tipo, s e h a l l a r e p l eta de

l Naturalmen te ,

los pensado r es que ado p tan l a conce p ció n

« an t i - t r á gi ca »

d e l ca s o co nc reto

( cf r . ca p.

2) pr opugnan u n a interpreta c ió n

ge n e r al en c onso n a n c i a .

S i n embargo ,

a l g un os defensor e s

de l a con-

cep c i ó n t r á g ica de lo s casos c o n c r e r os s u scr i be n

s

co n s i s t e n cy»,

A

L

ta m b i é n la e li m i n ació n

de l c o n f l icto

c o m o fin . e i n cl u -

a n d

o co m o c rit er io , de l a rac i o n a li d ad

u nq u e

a co n cepció n

JP 77 ( 1 9 80) .

pr á ct i ca . Véa n se, por e j e mpl o .

R. B. Mar c u s • • Mora l d il e m mas

??A 6 {l977 ) .

p ágs. 193 - 2 25 .

m a l s e p u ede a firm a r q u e es t os e nf oq u es s e de b an a Hege l , s i n duda s o n h eg e l i a n o s e n espí r i t u .

p ágs. 1 2 1 -3 5

y M . G ib s on •• Rari o nal i r y »

op u esta t i e n e a dos de s u s más a rd i e nt es

def e nsor e s e n S i r I saiah Ber l in {v é a s e Concepts

and Cattgorin ( N u eva Yo r k, 19 7 8) passim, y Ber n ard Wi ll iar n s ( véase la bib l iog r a Ra c i t ada e n e l ca p í r u-

l

o

2) . , So br e s u reper c u s i ó n

e n l a c r í tic a d e E s q ui l o . vé a s e ca p . 2; s obr e s u i n f luen c ia

e n el estudio de la

Antigona. véase n . 7 y 8 infra.

.

 

• Co mpár ese

l o d i c b o co n la a f i rm ació n

de A ri s t ó te l e s de q u e la t r agedia prese nt a

u n blos. una tra -

yeero ri a c o mpl eta de vida y e l ec c i o ne s (vé a s e e l i nte r ludio

II par a un tr a r a mient o

m ás ex h aust ivo y r ef e-

renc i as bi blio g r á f icas) . , La bi bli ogr a fia s ob r e la Antigona es muy

exten s a; no p r etendo a quí of r e c er un a e n u merac i ó n

 

p

l

et a. P a r a e s t e c a p ítu l o

l as p r i n cipales

o br as q u e h e co n su lt ado

c o m - of

s o n: S . Benar dete • • A rea din g

S

opho c les ' Antigone, lnttrprerarion 4 (1975) , p ágs . 148-96 , 5 (1975 ). pág s . 1 - 55.148-84;

R. F . G o b ee n ,

Tbe lmagery ofSophocles' Antigona ( Princ e ran,

1 95 1 ); R . Bul rr n a nn ,

« P o li s un d H a d es i n der An t ig on e

de s S op h okle s » , e n H . D il l e r, c o mp . Sophoklts ( Dam s radt , 1% 7), p á g s. 3 1 1 -24; R . C . j e bb , Sophocla:

Sophocles' Anrigont ( L ei d e n , 1945); B a rn a rd Kn o x ,

tbe Anrigone ( Ca mbr i dge , 19 00 ) ; J. C . K a rnerb e ek,

T be Heroic T emper: S t ud i e : in Sophoclean Tragtdy ( Berk e l ey .

1964

) ; 1 . M. Li n for th ,

« A nr igo n e a nd

C r eon -, Universiry ofCalifornia Publicarions in Clasical ?hilology 1 5 ( 1%1 ). págs. 183- 2 60; Lloyd- [o n e s ,

JZ; G . M ü l l er, Sophokles. Antigon« ( H e id el b e r g , 196 7 ); G. Perrota, Sofocle ( Messin a-Flo r e n c i a.

1 935) ; G .

Ro nn e r, Sophock: poete tragique ( P a rí s, 196 9 ) ; M. Sa nr i r occo, [us ti ce i n S o ph ode s'

( 1 98 0) , p ágs . 1 8 0 -98; W. S c bm i d,

p ágs . 1 -34; C . Sega I. «$ op h o c l es'

46

N

(

Amigone. Phil Lit 4

« Pro bl e r n e a u s d e r s op h o kl eis c h e n

A n t igo n e » Pbilologus 62 (1 90 3J .

of Sophocles

et

p r aise o f ma n a n d m e co n fl i c r s o f r h e Antigone», A r i o n 3 (1 9 6 4). pág s.

co mp . , Sopbocles: A Collection of Critical Essays ( E n g le woo d Clif fs .

- 66.

re impr eso e n T. Woo d ar d .

u eva Je r sey, 1966 ) . p ágs . 62 - 85; C . S ega l , Tragedy and Civilizaion: an lnterpretation

Ca mbr idg e , Ma s sa c bu se t ts .

1 981 ); J-P . V e rn a nr ,

« L e m omenr his r o r ique de l a t r agé d ie ••• Tens i ons

a

m b i g u i r é s da n s la t ra gédie g r ecq ue ", e n Ver n a n t y Vi d a l -Naq u e r ,

MT. pá g s . 1 -1 7,2 1 - 4 0 ;

J. P. V e rn a n t,

«

Greek tragedy : pro bl erns a nd i nr er p r e ta ti o n

• • e n E. Do n ato

y R. Mack s ey, co m ps .

The Languages

of .

Criricism and the Sciences of Man (Ba lr i m o r e, 197 0 ), págs. 273-89; e Wh it ma n, Sophocks: a Study

of

90

; ,

\ '·1.

\

e ~p ~e s i one s refer id , as a l a. d e li l > . ~c i ón, a l -. - : . a :~~~i e ~ t o , · a l c ono c irruenro L~ la

I S~ ~ _ ~ A e _ ~ ~ ~ o ~ as . Comle . n .za c on l a pregunta « ¿saoes! » ( 2), r elativa a Una cr i si s pract i ca , y c on ~a afirmac i ón a c e rca d e l mo d o correct o de i nterpretar s us ex igen-

er as , p a ra . co . n c lwr con la de c l ara c i ó~ de que l a prude n cia (tº-J2h.rJ).!14in)ese l e l e - . ~: nto : n ~ 1r :: l?omlllte d e ! buen vl . y¡r h um a no (e udaimon ia ) , (1 3 4 8 - 4 9 ). La ob ra

tr at~ asimismo s obr e l a e nse ~~~ _ L - ª --- a l ? E ~ n ~ za j e , sanee e ! c amb i o d e l a prop i a

V ISIO~d e l m und o, l Jo br e ' típér d ¡d a

h e n s i ón ~e u . n s a b e r m ás es qui vo.D e s d e una ma n i festación s obre lo q u e se s abe e n

un c a : '0 ~ I fí c ll . e l desa rrol l ? ~ramát ico no s l l e v a a un « no s é adónde mirar, h aci a qu é

l a d

m e nos a rrogante (13 5 3). An tfg~~a y Cr :ont ~, los d os p ~ota g o ni s tas , t ienen u na c oncepc i ón d e l mund o

i n c lin a rrne » , y, por ú l t imo , a la af irmaci ó n d e que s e ha a prendido un s ab e r

de lo q u e p a recía una v erdad s egura y la a pr e-

:

~ e a. elección q ue ¡~ p¡de qu e s u r ¡ a n co n f lictos práct i cos graves; p o seen u n c rit e-

no S imp l e y u na s e r re d e preo c upacione s d i sp u estas ordenadam e nte en función de a qu é l . A s í pu e s, e nf oca n l os pr o blem as de la e l ección con una c o n fianza y un a

es

t a bil i dad po co c omunes , y p a r e c e n e n c on t r a r s e a s al v o de l as a men azas de la

fo

r t un a en u na m e d i d a mu y . po co corrie nt i ) No o b stan t e, e s t o s pe rsonaj es no s

so

n pr es ent a do~ c o~o f altos d e a lgo en s u s i n terp r e t aci one s. Hay c o sa s que no

r

econocen , obligacion es q u e niegan , s i t u a ci o n es pa r a l as q u e utiliz a n nombr es

~

u e no son l os má~ p e rt inentes ni l os m á s v erdad er os ~ tígon a

adopta un a d e ci - '

sión cu y o c onte n ido

~reonte ado l .e cen de una significati v a estrechez de perspect i vas 7 ] Con v i e ne

(1 n r e t e atr ib uto com ú n a l os do s per son ajes y la m a nera en que es cen s u r ad o

es con mucho

el m á s aceptable; pero tanto e l l a c omo

i n ves-

11 1.1 br.

11, 'f \l I l1t n rn S P r l as a m bi ciones y lo s defec to s de l o s protagonistas no e s s u f i -

I I 11\ 1 , llIll1U

d b

r nu e st . r a pr i mera tarea . E n efect o , s~~ l1, . la farn _ osai nterp r e- .

1. 1 I Ó I ~ d ll cgc l , . b , . o b ra t r a s c iende s u s propias d e fic i e nci as a l s ugerir la base de una

I no o n f li c riva de los v alores opu e s~ o s q ue c on ~ iene. L a s tensiones se s olu-

sínc

1""--

Heroic H~manism ( C arnbridge ,

Interpretation ( Cambr i dge ,

Massa ~~ e ~ ,

1 9 80). S a lv o indic ació n

Textde A . C . P e ar so n ( O x ford ,

1924).

1 9 5 1 ) ;

R . P. Winni ngr o n - In gra m ,

Sophocles: a n

e n c o ntr a r i o,

ur ili z o l a ve r s i ón d e l Oxford Classica/

• H ay o nc e ré rmi n o s r e l ac i o n a do s

o b r as de Sófo cle s; 5 0 d e esas ap ari c ion es

co n l a re fl ex i ó n p r á ctica q u e a p a r ece n 18 0 veces e n tota l e n l a s s i ete

s e pr od u ce n

e n l a Antlgona. ( E s os térm i n os so n : bouli, boúku-

ma, boúkyo. éuboulos, eubolla; dysboulia, phránema; phronlin. pbren, dyrphrón. dysnoús; m i rec u e nto s e

ba s a e n e l L~con

ce e n l a Anttgona ( sei s v e ces) ; dusboulia y euboulia se e n c u e n tra n dos v e ces c a d a una e n es ta o br a; Só fo des

no ~ e 1 ve a uu lt ~ l as;

Sopbocleum de E llendr y no i n c lu y e los fragme nt os . )

1 7 d e las 5 8 a p a ri c i o ne s

de phren c orr es p o n d e n

La p a l a br a phrónema s ó l o a p a r e-

a l a Antigona.

. D e be m os c u idamos d e s d e e l p n n C L p L Od e c on fu ndir

l a va l or a c i ó n d e u n a de c i s i ó n c o n l a de l as ref l e-

pos ible que u n a pe r so n a h aya t om a d o l a decis i ó n m ás a d e-

c: ", da a t r avés d e un proces o ref l exivo q u e no t e n ga e n cue n ta c ier tas o bl ig a ciones vá l i d a s ; en t a l caso l a d e c i-

s i ó n s e r í a a decuada , pe r o n~ p o r las razo n es c o r recta s; en o t ras pa l a br as . ca br ea afi rm ar q ue s e h a l l eg ado a

e lla , por a s í d e cir l o, po r accidente. L a co n cepció n

en l a o pini ó n d e div e r s o s a ut o r es d e qu e s i la decisión de A nó go n a es m e j o r , es te p e r so n a j e no pu e de s er c ri-

uc a d o p o r d eso í r l as o b l ig a cio n es co n t r ar i as de l a c iud a d : to do lo que d e b e m os p r eg unt a r e s qu i é n se h a l l a

e n l o .co rr ect o

D e fiend e ~ est e e nf o qu e, e nt re o tro s , [ e bb, Bu l tma nn, y P e r re r a; es te ú ltimo a fi rm a e n Sofocle

x i o ne s que c o nd uc en a és t a . Es p e rf e c tam e nte

d e l co n f l icto q u e c r iticamos e n el c a p í r u lo 2 h a in fl u id o

qu e S I la d eaSLó ~ d e A nugona es l a c o rr ec t a, l a rec r i m i n a ció n

z a » ( 85 ) . Otros i n vestiga d o r es

Knox , Heroic Temper ( p á g s. 114 - ~ 6); S egal, Tragedy ( l 7 0); Bemardete , « A rea d ing - (passim; es p ecia lme n -

t

( pags. 191 . 257-8); Sa ntir occo, « [ u s d ce » (passim); Winingr o n -Ing r am,

de l co ro res u l t a « se n za l o gica e se nz a coe r e n -

han ca p tad o b i e n la distin ció n a que n os r e fe rimo s. E nt re e llos c i t are mo s a

« Te n s lO " : ' e t a mb ig u er é s-

(v éase n. 8 . infra); Lin fo r t h , «i \nógo n a

Sophocles ( 1 28) .

a nd Cre a n »

e., t . i . 2 . 4. 4. 1 ) ; Ver n a nt ,

9 1

cionan

pues, debemos valorar también las afirmaciones

totalidad y, en particular, de su lírica coral. Esta labor nos exige preguntamos

tratamiento

y el ser hecho, de la ordenación

compleja narración

mundo. Existe una palabra griega,~1!. que nos ofrece algunas pistas sobre este tipo

Deinán se dice casi siern-

pre de algo que inspira asombro

se también a la

sidad de un mal o al terrible poder del destino. Por ~~Parte,

modo extraño, está «fuera de lugar». Esta característica

espanto se hallan estrechamente vinculadas. ( Dein á n se relaciona etimológicamente

con déos, «temor»; tal vez el adjetivo «formidable»

humano, a la monstruo- io deinán es d=- algún

o pavor. Pero en ~lgunos contextos puede ª,~Hcar-

de aventuras. No existe una traducción

de modo erróneo,

pero se muestra cómo resolverlas correctamente'.

Así

de Hegel a .la luz de la obra en su

por el

que da Sófocles a las cuestiones

de la actividad y la pasividad, del ~acer

debemos dc;sc~bnr su

y la reacción; en resumen,

acerca de las extrañas aventuras que corre la razón practlca en el

única del término.

brillantez deslumbrante del entendimiento

y la capacidad

de inspirar

adecuada en

sea una traducción

muchos casosfCon

frecuencia, dein á n connota fal~~~~.Il2.?~ía:

se atribuye a una

realidad discordante

con lo que la rodea, con lo que se espera

o se desea. Lo deinón

resulta sorpresivo, ya sea para bien o para magPor

otra parte,

dada l~ amplia varié-

-'

dad de sus connotaciones,

mente una cosa, y, al mismo tiempo, el espectador

tar dicho empleo como una revelación irónica de algo horrible

n~~existen;

dedica el coro al ser hwnano es una alabanza profundarnente

mos más adelante. Sin embargo, también es ambigua la conclusión de que «la fuer-

ambigua, como vere-

de la oda que

un personaje puede ernplearlo para elogiar ostensible-

queda en libertad para interpre-

más que el ser humano».

«~h::s_cosas_~e!-

Este comienzo

pero ninguna

• Esta idea es sostenida por algunos autores que entienden que las obligaciones conflictivas son válidas y no se pueden eliminar en el marco de la obra; por ejemplo, Linforth, en Antigona and Crean,

pág. 257, señala: "Para todos los arenienses, la ob,:, constituía una ~~venenCla:las leyes promul,gadasen

la ciudad no debían oponerse a

194. Las conclusiones de Segal revelan una postura similar: «Mediante su canto coral. la p6lzs alcanza ~na

conciencia de las tensiones entre las que existe. Introduciendo dichas tensiones en un marco artístico, puede afrontarlas y esforzarseen su mediación. aun cuando esta última posibilidad no les es p e r m iti da a los héroes trágicos del espectáuclo. En sus COntextossociales y rituales. la obra brinda a la Ciudad lo q~e niega a los actores de la ficción. Su contexto afirma lo que su contenido Olega ••.(Trag.dy. pág. 205). S10 embargo, no veo con claridad en qué medida SegaIy yo discrep~os realmente aquí: esto dependería de

lo que se entienda por «mediación»y cómo el concepto se relaciona con la descripción de la

que abordaré más adelante. La posrura de Vernant es. una vez más .(cfr. n. 3.y 4, cap 2) . b~tante compleja. Aunque o~receuna caracterizaciónmuy vívida de la naturaleza irreconciliablede la tensron presentada en la obra tragl~ (cfr. especialmente.• Tensions er ambiguirés-, págs. 3 0 -1 . 35 ) . afirma tres cosas que no parecen segwrse de

aquélla: en primer lugar, que la concepci~n trágica de la justicia es ambigua; en segun~o lugar. que la justicia cambia continuamente, transformandose en su contrano (cfr.• Le moment h i s t or i qu e ••• pág. 1 5). por último. que estos conflicros desaparecerían con el desarrollo de una concepción clara de la voluntad

y de la distinción entre actos voluntarios e 1Ovoluntar,os)(<<Gr~etrkagedy»,pág. 288). Las afiJmaClO~? primera y segunda las suscribida sin duda Plató~ como críticas de la vtSIÓ~trágica; ~~ embargo~s irnporranre que nosotros no interpretemos el conflicto contingente de das exigenciasválidas como u a confusión o ambigüedad en la co~epción de la justicia o como un problema que se resolverá con una clarificaciónintelectual (cfr. cap. 2)) En cuanto a la tercera proposición (en la que la postura de Vernant

se aproxima sorprendente mente a la de Lesky (cfr. cap.

presenran rodos íos días, y que el concepto de voluntad -a ~enos que lo combinemos con determinadas ideas bastante controvertidas sobre la coherencia- no contribuye a hacerlas desaparecer.

las.leyes de los dioses. » Cfr. cambien Sanrirocco, .Justlce~. ·pags. 182-

prudencia,

2, n. 5) sólo cabe señalar que estas suuaciones se

92

za de! acaecer es deiná m (9 5 2). El ser humano,

larse también como un monstruo,

mundo(La contingencia, objeto de terror y aborrecimiento,

mismo tiempo como maravillosa

humana]Así

que parece maravilloso, puede reve-

a simplificar y dominar

e!

puede manifestarse al

por su .aspiración

y constitutiva

de la belleza y la pasión de la vida " > -

pues, d ein á n es una palabra

que puede considerarse acertadamente

núcleo

temático de una obra que pretende

indagar en la_~e~~ión entre la belleza y

J:-falta

de ar~onía,

el valor y

la exposición

a lo que

acontece, la excelenciay la sor-

presa. La Antlgona de Sófocles puede ser interpretada como una investigación sobre

el ignifi ad

de deinán en todas sus facetas esquivas.

sobre la de!i-

beración que se examinan en la Antlgona, empezaremos con un personaje ql}_~~rlj-

bera~iño ~ªP q~uéhacer,

una renuencia y confusión blante:

Este personaje aparece en escena arrastrando los pies, con

Puesto que nos disponemos a preguntamos

por las concepciones

evidentes en sus gestos y en la simplicidad.de

su sem-

Se ñ or , no vaya decir que he llegado sin aliento por la rapidez de la marcha. Muchas veces mis pensamientos me han hecho detenerme y volverrne por donde venía. Mi ánimo no paraba de decirme: «Loco, por qué vas adonde serás castigado? Infortunado, ¿te detienes de nuevo? Y si Creonte se entera por algún otro, ¿cómo

caparás al castigo? Dando vuelcas a todo esto en mi ánimo llegué hasta aquí, des-

paci Y resistiéndorne. y de esta

Me aferro a una

Pillulm lile. in embargo, prevaleció la idea de venir junto a ti

manera un recorrido corto se hizo largo.

'pCt.1I17_1q.ue nada me ha de suceder que no sea mi suene ( 233 - 6) .

' 6 O le

a. te tipo

muestra vívidarnente en esta escena un proceso de deliberación prácti-

de proceso era fácilmente

reconocible por e! auditorio como una expe-

riencia de la vida cotidiana.lEste

decisión

direcciones y no puede ignorarlos~ Tal situación de su pensamiento se corresponde

con sus vacilaciones corporales y, así, observamos

su camino. No cuenta con una teoría de la decisión ni puede explicar con claridad

los procesos que le llevan a optar por una línea de conducta.

qu.:, finalmente, «prevaleció» uno de los cursos de acción posibles-Sumido

hombre encuentra

dificultades

para tomar

una

entre dos opciones "penosas,

Su ánimo le brinda argumentos

en ambas

que, ora avanza, ora retrocede en

Todo lo que sabe es

en una

persistente turbación, no le queda '

lo que le tenga que sucederle.

Otro consuelo que la idea de que sólo le ocurrirá

En muchos sentidos, este hombre no es presentado

como un ser humano repre-

sentativo. Es desprecíablernenre

nado con detalles tan familiares, nos devuelve a las realidades físicas de la existencia

cotidiana -el calor, el polvo, los olores desagradables-

sonajes heroicos guardan silencio. De forrria siinilar, su confusión,

cobarde, crudarnenre egoísta. Pero su relato, ador-

respecto de las cuales los per-

su sentir los dos

lados de la alternativa ( ju n t o con su creencia en la importancia del acaecer incon-

trolable) nos devuelven a la incomodidad, agudamente sentida, de la deliberación

en el universo de la cotidianeidad.

palabras de Antígona y Creonre, el espectador

Al oír a este personaje

después de escuchar las

griego se apercibía de que tales corn-

93

p

ver ano y el hedo r de l a c o. rrup ci ón , e st~ b: rn au s ent es de la s r~f l ex l O n ~s l lena s ? e . e l° 9

c uencia de lo s p r o t agonist as .

c

g uard i án . A sí , c abría pr e gunt a r s e, «¿c ómo han log ra do a mbo s pr o ta go~jSta s d is tan - ciars e del u n iverso de lo o r dinar io hasta e l pu n to d e que las p r eoc upaci o nes hu ma - na s c omun es p a r ece n c orr es p on der a un a fig ur a baja y có m ica, a un cam p e s i n o e n

y as «v erdades » les permiten re hu ir la s dolorosa s va c i l acione s que expenme? ta e l

-

o nentes propio s d e l pen ~ ~ i ento

u

práct i co co tidi a no , lo mism o que e ! p o l v o d e l

E s tos ú l ti mo s recur r e n a l co noc i mte n to ?rac t l c o ,

vez de a un rey?».

Il

as pr i me ra s p al a br as de Cre on te a nun c i a n la s a l v aci ón d e l a c iud a d y la segu-

ri dad a lcanzadas t ras los grav e s p e ligro s pa sado s ; va n d i r i gid as al cor o ( 1 66), como

r

intereses d ur ante a ñ os «co n l e ales y c uerdo s pen s ami e n tos» ( 1 69)10. A l igua l q u e e l

c oro ( 1 347 - 4 8) Y e l a div i no T Ir es i as ,t : r eonte cre e y a firma qu e el mo t ivo más . i u s -

ec o n o cimiento a la f id e lidad que es t o s hombres han g uard a do a l régimen y a s u s

L

cificado de org u llo p a r a un hombre es la prudencia o sabidurí a pr á ctic a, es decir, l a

. ex c e len c i a de la deliberaci ó ~ ( lOSO-1) ; por el contr . ar:io , l o m á s d.añino es la fa lta d e

es a pruden c ia ( 10S1) . Que el e logio d e . la lealtad ~I v il de los an ~

t

sa na es a qu e l l~g r a c f ~

t a que de A ntíg o na a lo s va lo re s c ivile s es i nt e rpret a d o. c om o sIgno d e ~ ~ '!: E~E~a d mental ( 73 2); L a c ompren s ión de Ismene pone de m a ni f i es t o una «insensarez> s irm -

rar' (49 2 , S 61 - 2; c f r. 2 81 ). T a mbi é n se in s t a a H e m ó n a n o « p er d er la raz ón » (64. 8 - 9) adoptando l as o pinion e s « e n fe rmas » d e la pr o t a goni s t a. (E n un m o m ~ n to cr u c i a l de la trama , Tir e sias v o l verá e ! le n g u aje de la s alud mental c ontra e ! propio C r eonr e .

a

é rminos d e s alud mental no es una circunstancia casual: para ~ reonte, la mente

por e ntero a la s egurid a d y e ! bi e nes ~ ar de l a . c i udad ' 3 El

!anosse e xprese e n

Refir i éndose a s u f a lta d e p r uden s~ a . '

e~r mec; i a d » [ lOS iy c tr ~- l Ó r s n Por otra parte, si examinamos las ocas i one~ e~ q u e

# ~ r I1 1 ~á :« P~~Qc ú . r! lÍ §, t n o estás llJ;no d ~ _ es a

C

reonte afirma saber algo sobre el mundo parece q u e no exi s te otr~ conocimient o

o

s aber pr á ct i co para é l fuera del sabe r simple de l a me n te s a n a re la t ivo a la pre e mI -

n

e ncia d e ! bien de l a ciudad " .

A s u propio entender, Creonte es un hombre lleno de c ordura . Ha h e r e d a do y

util i z a una serie d e térm i nos va l orativos : « ~ n o» Y « ! ! 1 ~0», « h ~ . ?~< l:?le » y «v ergon- zoso », «j u s to » e « inju s to » , «a migo » y « enemigo » , « p i a d oso » e « i m pío ». Es tas s o n a lgu -

, Co n r e la c ión a C r e onr e ,

10 P a ra un e st u dio ge n e r a l so br e es te di ~ cu r s o , s u t rasfo nd o

véa se n. 1 2 infta. R esp ecto de A n tígona,

v é a n se e n l~ o bra 2, 1 8 , 44 ~ .

c u l t ural y s u s re l aCI?ne s co n e l ~cl O na-

s m o s o f í s ti c o , vé an s e es pe c i a lment e Sc hrnid , « Prob l eme »: K n ox, Heroic Temper, p ago 84 ; W inntn g t o n -

li

Ingr a m , Sophocús. pá g s . 1 2 3, y G oh ee n ,

[magay. p á g. 152 Y n . 28 .

11 P ar a un e xc e l e nt e es rudi o s obre l a s i m á g e ne s de la s a l ud y la e nf e rm e dad

e n la obr a , vé a se Go heen ,

o

p. c it. , pág s . 4 1- 4 . I I En 1 76 - 7. C r eo nre di ce : . E s i mp os ib l e

.

a D ~ r ú n ic a m e nt e

fac ilid ad c on q ue p u e d e so m e t erse

co n un a muj er p ara la qu e l o más i mport a nte

t al de l a c iud a d e n la c on s er vac ión

.

.

1

~: l _ ~ ma ~

1

~~ . ! ' . c ~~a < :'E. ' ~~~c :~ ~ le to

o~ tinado

a ra zó n ~ e

e n _ e l . gobie r n . o . o [as . f e y es. » -P.E acue !( !o _ < : o n

juicio de un hombr e ha s ta qu e . se . m ~ e srt e ae e~ : . ~ tado

e llo ¿ l " a firm a cono ter a los der r i á s s6 fo e n s u re l ac i é ri c on l a s egundadd< :} a _ c l u ? a d

s

t res ve rdade s g ' é nera l es. ' t od a S ' e s tr e cl 1 ' ¡i neñte

(cf r . 293 - 4) . Dec l ar a

vinculad as a l a prima c ía del bien C i v i l : l a

q u e r esu l ta V I V I . ~

a un o p o n e nt e

(47~ - 8), l o d esa g r a d a bl e

e n l a V Ida no es l a C IUdad (64 9- 51)

Y e l pap e l f undamen-

de las v id a s y bien es de lo s s er es hum a nos

( 1 8 8 y ss. ).

94

--

--

- : -- . -

--

= nas de l as ex pres i ones m á s comunes que e mpl e aría un a teniense de l si glo v par ; d es -

l i~d:u- ~l terr e no de la práctica ) ~a:a

distintos y acotados de! mundo enco [ A menudo, una misma acción realizada por

una persona po s ee, a l mismo tiempo , v arios de di chos a tributo s, dado que, c o n fre -

c uenc i a, aparecen jun t os d e f orm a a rmónica: ) Sin embargo , t amb i én p u eden e ncon-

trar s e s ep a rados un os d e otros ; en to d o ca so , in c luso allí do n de se presentan unido s

c o nservan sus d i ferencias , tanto en s u natu ral eza co mo en l a s r espue s tas que ' exi gen .

Muchos a migo s e r á n p er sona s ju s tas y piadosas,

p ero s er a m i go no e s lo m is mo que

el e spectador de la época , denotaban a t r ibuto s

r ju e o se r pi a doso. Por tan t o, cabe espe r a r que , en determinadas

ci r cu n stan -

c i as. l o va l o r e s designa d os d ema n dará n cosas o puestas [ La am i s t a d o e l amor pue -

d en i g ir qu e s e c ometa un a i n j u s t i cia; la a cc ión j usta puede conducir a la i m pi e - dad; l a d e f e nsa del h o nor p ue de r equerir una a cción contraria a l a am i srad. ]

s i q ui e r a puede da rse po r sentado que un v alo r tomado a i s l a d a me n te perman ez c a

l

coro, a l a j usticia del mundo de abajo ; y l a piedad hacia un dio s puede acarrear que

s e i nflija una ofensa a otro. En gener a l , p u es , para ver c l a r amente la natur a leza d e

ca da uno d e e st o s a tr i butos s e p rec i s a c omp ren d e r s us difere ncias c on l o s dem ás, s u s posibil i dades de combinación y op osic i ó n c on otros, a s í co mo l o s c on f lict os q u e pueden s u r g i r en su i nterio r . Para el e spectador que partic i pa s e en ma y or o menor g rado de e st a pe rs pecti v a, la si tua c ión de Creonre dentro la obra plantear í a un difíc i l con f lict o entre v al o res cruc ial e s " , Por una parte" Polinices e r a un parie nt e cercano . Creonre ti e ne, por '

ta nto, la más g ra ve ob l ig~lón

i br e de to do con f licto : la j usticia de l a ci udad p u ede oponerse , como a dm i t irá e l

r e l igiosa de ente r rar

su cadáver . Sin e mbargo ,

Polinices fue tam b ién enem i g o d e l a c iudad, peor aún , un traidor, Los cuerpo s de

l os "11 ' mi g s podían s er dev u e lt os a s u s a l l ega do s para que reci b ieran una sep ul tura

honorabl , p e r o los traido r es no goza b a n de t a nt a c o nsid e ración. Si b ien, a l pare c e r , 1. ley n i mp e d ía a los parie n tes dis p o ner e l s epelio d e l traidor f uera de l Árica, ello

t , ba e stri c tame nt e ve d a d o dentro d e l te r ritorio r egido por la ci u dad; l os respon-

,

--j - . • ••

s a b l es de est a úl t im a s e limitaba n a deposi t ar e l c a dáver insepulto fuera de los lí mi-

t es de s u j urisdicción . Presumiblemente , hac er m á s s upondría s ub ve rtir l o s valores

cív icos honrando la traición. As í pues, e n s u c alidad d e rep r esenta n te de la c i udad ,

[ Creonte debía cu i darse de no ho n rar e l c ad á ver de Pol i nice s (a u nque tampoco se

e

c

traba e~ la o b ligació? i~ e l ud~ble de f ~ci l itar o di s p o ner la s honras f ú n e b res 14

As I pues, e l a ud i tor i o g ne g o d e bl a de esperar que s e s u s c i ta s e e n Cr eonte una do l orosa te nsión ent r e s u s do s pap e les y l as o blig a cione s d e ri va d as de ca da uno . S in

speraba de él que llegase a l ex tremo de pr o hi b ir o impedir su inhumación a s ufi-

ie n te distancia) . Simult á neamente , como miembro de la mi s ma f a milia , s e g I con-

.J _

"

Cf r . Linforrh ,

« A n tigona a nd C r eo n » , p ág . 1 9 1 .

P e rr era , Sofocl« págs. 60 - 1. y

Linfo r th

Sophocles, pág . 120 Y Sega l , Tragedy. n. Los d a t os so bre l a a n tig ü edad l os r e cog e D . A H es ter •

• S ophodes rhe . unph i l o s ophi c a l :

Y A péndice C ). Todos lo s inté rpr e tes r eco n oce n l a e n o rm e import a n cia

g u ¡ ¡ a l e nterra m iento ; v éa se t ambi é n H . B olk est ein,

q u e. s egú n se

69-7 1 ; e st e autor r econ s t r uye

decía . ha bía s ido e ntr e gad a por e l f und ad or

L a l i s t a i nc l u y e « N o p e rm i tas q u e un cadáve r permanezca i n se pul to » , átaphon s á m a me penarán. E n

.

" Es t as

c u c:s tiones las ex ami n a n de man era e x h a u st i va y e s c l a r ece d o ra

« A n r igona a nd C reen »,

p ágs.

1 91 y s s . • 255 y s s . ; vé a ns e tambié n

Winning to n-Ingr a m .

a s rud y i n me A ntigone »,

Mnemosyne, 4." s e ri e . 2 4 ( 1 97 1 ) . pá gs . 54 - 5

que se co n c ed ía e n l a G r ec ia a nti-

Wohltdtigkrit und Armmpf/ege (U t re c hr , 19 39). p á gi n a s

l os árai boúzygioi. la fa mosa lis t a d e lo s deber es tradicion a l es

d e l a civi l izac i ó n. e l pri m er . hombre e n u nc ir e l bu ey a l a r a do .

~

95

------------~~~~-----------------------------

-

embargo, lo que aparecía ante sus asombrados ojos era la ausencia de cualquier ten-

sión o c~nflicto\ garantizada por un «cuerdo.» replanteamiento

protagonista~ En efect{si consideramos la utilización que hace C~~onte

cipales términos éticos, descubrimos

ordinarioy aplicándolos a personas y cosas en virtud de su relación con ~bient estar

de la ciudad, e(cual él mismo ha establecido

pero no a la manera de la

tradición.]. Dicho vocabulari~

potencialmente opuestas al bien general de la c iud a d a pu e s el nuevo gobernante ~o reconoce la existencia de tales bienes. Mediante su estrategia agresivamente rev i s t o-

y la ausencia de tensiones.

n ista , asegura la simplicidad

lla-

y

utiliza la &ª!?a completa del vocabulario

evaluador a cargo del

de los pnn-

ale!andolos d,: su uso

que los ha ~ransformado,

ético tradicional,

como único bien i ntr í n s e c o ] C reonre

del mundo distintas

no designa ya c~ract~\ísticas

Actúa como si pudiera

mar a las cosas por los nombres que se ajustan a sus propias opciones, como S I sólo

viera los atributos requeridos por De este modo, lo bueno y lo

Creo nt e (quien se distancia así de lo tradicional,

min~ con la excelencia personal) con lo bueno y lo malo para el bienestar de la CIU- dad.l El «peor» (kdkistos) hombre es aquel qu~ re!í.úsa poner su capacidad al servicio

de la' ciudad por motivos egoístas. (181): «Los_malvado~» (hoi kakói) ~e contraponen a «cualquiera bien dispuesto ha c i a la clUdad»j como SI ambos térmmo~ fueran los

polos de una oposición

civil. Incluso entre los

muertos los hay buenos y malos (cfr. 209-10): los «mejores» son quienes recibirán

al hombre «que hizo lo m 7 jor en todos los sentidos co.n su la~za>~, o sea,

su «étbos simple». malo, tW':!!!6n y kaJ6n, se identifican

a los ojos de

dado el fuerte ví~culo de estos té r-

(108-9; cfr. 212, 284,288).

Su eJemp.lo. de mUjer malvada.

(kdke) lo constituye Antígona, cuya

alegremente

maldad es de naturaleza

Ereocles, rey y campeón

de la ciudad. 'Enrerrar al enemigo de la Ciudad slgntficarí~,

afirma

Creo n te, dar idéntico

trato a lOS buenos (cbrestái) y a los ~alvados

(kakói) \

(520).

Los dioses,

insiste en otro lugar, seguramente

no honrarían

al malvado).

(kakoús, 288), es decir, al enemigo d e la ci ud ad " .

Esquines (J . 1 4) (cfr. Bernadere, « A reading». 4. 3 , n . 11 ) está claro .que incluso un hijo que fuese ven-

dido para la prostitución por su padre segúirfa

cuerpo.

Por otra parre, es importante comprender la medida en que un traidor co n s tituí . a . una excepclO~a esra regla general. Los críticos de Cr e o n re aluden ~on fre.cue~C1aa las consnu:nbres sobre.Ia devolución del cuerpo de un mmtigo, sin reconocer la gran diferencia existente ~ntre el SImpleene~lgo y el traidor ~n el marco de la ley ateniense (por ejemplo, Ye bb , págs. xx y ss.). Wlllnmgton-Ingram, CItandoa 0 : T a pl in

vinculado por la obligación moral y lega! de enterrar su

.'

(CR 2 6 [ 1 97 6]) , pág. 1 1 9 Y a W. R. Connor, The New politicians o[ Fifth-Cmrury Athen: (Princeton,

197 1 ) , pág. 51 , afirma que la acción de C~eonte habría sido perfectamente aceptable de no ser pat. el

hecho de que Polinices era pariente suyo. ~inforth, en .Antlg?~a y Crean. y Perrotta, en Sofoc~ dis~n- guen cuidadosamente entre enemigo y traidor, CItandoa.Tucldides ( 1 . 138) , que narra cómo se impidió

el entierro de Ternísrocles en el Ática,je n ofo n te , L as he/inlcas, 1 . 7.22 . y Eur, La s f m icias . \ 6 29. P e rr e ra

señala que, si bien en el rerri t o ri o del Áricaestaba prohibido enterrar a los traidores ~renienses:los fami- liares solían dar sepultura al cadáver en Megara. Incluso el trato más duro de que se tienen noncias, arro- jar el cadáver a un pozo o bárathron, impedía que el cuerpo fuese devorado por lo~ Así pues, podemos concluir que Creonce se sitúa dentro de la costumbre y está Justlficado,<5no1 .cene- mos en cuenta su vínculo familiar con el muerto) cuando se nIega a respetar el cadáver y p r ohibe s u Inhu-

mación dentro o en las inmediaciones de

ea impedir toda iniciativa de enterrar el cadáver (aunque ambos aspecws no aparecen aquí claramente delimitados, pues C r eon te no permite que se entierre el cuerpo de Polinices cerca de I~ CIudad, lo que era ilegal según la legislaciónarenie n se ) . También se separa de la costumbre cuando remega de sus debe-

res familiares. •, Cfr. r:u'nbién299 , 313, 7 31 .

la ciudad; sin' embargo, se aparta de la costumbre cuando inte n -

eAsí pues, el honor y el respeto corresponden

sólo a los benefactores

de la ciu-

dad, mientras que la vergüenza recae exclusivamente

responsabilidadespúblicasJA

ración explícita de la política que seguirá en los asuntos de honra:

sobre

quienes abandonan sus

los elogios que Creonre dirige al coro sigue una decla-

Este es mi pensamiento, y nunca los malvados (kakói) obtendrán más honra

(timé) que los justos (éndikon); pero todo benefactor de esta ciudad recibirá de mí.

honores [timésetai) tanto en la vida como

en la muerte (2 0 7 -10) .

.

El cuidado que pone C reo nr e en la declaración de sus intenciones

políticas reve-

la qu' e consciente n fa ilidadrMás

piensa que también debe honrarse

se hizo buscando otro fin honorabl~(730-3).

de estar diciendo

algo nuevo que no todo el mundo

aceptará

adelante nos enteramos

de que la mayoría de los ciudadanos

a la ciudad, si esto último que el respeto que mues-

a quienes deshonran

Consideran

tra Creon t e por el bien público

y sus instrumentos

colisiona con otros

deberes.

«¿Yerro cuando hago respetar mi autori d a d o

pregunta

Cre o n t e a su hijo

(744), y

«Sí, porque no la haces respetar (ou sébeis) cuando desprecias la honra

sin embargo, critica esta postura genera-

dora de conflictos: «¿Acaso puede ser mi función respetar (sébein) a los sedi c iososo

no es respe-

éste responde:

(timas) que se debe-a los dioses.» Creonte,

(730). E insiste en otros lugares en que la desobediencia

tuosa ni digna de respeto, sino «vergonzosa» (510) y «un favor impío» (51 4 ) .

de Antígona

Por tanto, no deberá s orprendernos descubrir

que la idea de justicia de C re onr e

está limitada de una forma similar't.lNinguna

meno que reponda

obligación

se considera

de justicia a

al bien de la ciudad , y ningún agente es llamado justo excepto

uand

se ha puesto a su servicio~ En su discurso

sobre el respeto, los términos

Cuando

. j u I » (¿ndikos) y «benefactor de esta ciudad» se utilizan indistintamente.

1 adivin

Tiresias advierte de los-pcligros

para la ciud;'d deri v ado s de la actitud de

e ncc, eS acusado de injusticia;

por otra parte, la acusación de injusticia que lanza

Hcmón c ontra su padre es rechazada por éste invocando

al gobernante y a su autoridad

el valor del respeto debido

(744)17. De hecho, Creo n r e dice a su hijo que el hom-

bre justo es el que se preocupa

por el bienestar

de la totalidad y comprende

cómo

se

debe gobernar y ser gobernado

(662-9). Este discurso de autojustificación

con-

cluye con una afirmación reveladora:

Yo tendría confianza en que este hombre [el hombre justo] gobernaría recta- mente y sería un buen súbdito, permaneciendo firme en su puesto en el fragor de la batalla, un benefactor justo y bueno (díkaion kagathón parastáten; 671).

r «Justo» y «bueno»

no son aquí atributos

del hombre

en cuanto

tal, sino del

Su

hombre en cuanto benefactor

función es elogiar de alguna forma vaga la dedicación

como hemos visto, esta es la manera

de la ciudad) No poseen estatuto independiente.

del hombre a su ciudad. Pero

en que Creo nt e los entiende siempre: «bueno»

" Sobre la concepción de la justicia de C reo nt e, véanse Sega!, Tragedy, págs 1 6 9- 7 0 ; Sanrirocco, «[ustice» , págs. \ 85 - 6 , Bultmann, « P o lis», pág. 312 .

" En un llamativo pasaje, se utiliza «justamente. o «con justicia. incluso para calificar la obediencia

sumisa de los ciudadanos al poder civil: «No mantenían la cerviz bajo el yugo ni obedecían con justicia

mi autoridad. ( 2 91 -8) .

97

e

s « bue n o e n b ene fi cio d e l a c i ud a d > • • « j u s t o » , ha c er j u s ti cia a l a s « p r op i as o b lig a -

i o nes c i vil es », P or t a nt o , no s orp r ende q ue l as d i st in ci on e s ordi n a r ias e nt re la s v ir - tudes de s a pare z c a n de s u di scurs o ( e n e l q u e kakós s e opo n e a éndikos e n luga r de a agathós, y éndikos e s s us t i t u i d o, a s u vez, p or « b e n efacto r d e esta ci udad > . ).~ ól o ha y

c

u

n t i po de e x c e l enc i a hu mana d ign a d e e logio: l a p ro du c t i vi da d r e laci o na da c o n e l

b

iene s tar públi có :\ L a fun c ió n de t odos l os té r mi n os - v ir tu d e s i ndic ar s u pr es e n c i a .

(

La d o ct ri n a d e l Protágoras s ob r e l a , . ~ lll d ~~t < i ~ _ J9 9 ; ¡ . s

1<l§~ t . r . ~ u ~~ s~ e s e l re s ulta d o ,

como v e r e m os e n s u mo m e nto , de un pl a n similar.) Sin e mb a r go, e ! a s pecto m á s a u da z d e la r ev i s i ó n c r eo n r in a d e l mun do pr á ct i c o n o

es ta nt o s u r ed e f i n i c ión de l o ju st o y lo b u eno, a tri b u t o s que , e n de f in i t i va , po s een

y

a pro f un dos v í nc u los con l os v al o re s c iv il es, cu a nto s u v i ole nt a a lt e r a ció n de los

v

a lo res e n to r n o a l os c u a l es g ir a rá

la o pos i c i ó n a s u polí t i ca : el a m o r " y l a pie dad .

C

r eon r e e s m ie mbr o d e una fa m i lia. E n s u condició n de t a l , l e at a n obl iga ci o n es

a cia d i v er s o s 'p!!!!!:i*. Uno d e és t o s es u n h ijo a qu i en ca b r í a es p e r a r q u e a m a se . P o r otr a parte, Cr eon t e s e da c uenta d e qu e A n r íg o na i n cu mp le un e d i c t o de l a ci u da d

h

e

n bien d e un h e rma no q u erido . A é l mi s mo l e o bli g a n d e ber e s re li g i o s os fa mili a res

h acia el c u e rp o ins e pu l t o . Si n e m b argo , e stá res u e l t o a o c ul ta r de l a vis i ón d e lib e r a:

t i v a pr á c t i ca l a s ex i g e n ci as d e sus v ín c ulo s f amil i a re s y a fec ti vos , a l menos e n l a med i da e n q u e c h oquen co n e l i n terés civi l . E n un obra q u e v ersa s obre h e rm a no s,

s obr e l a o b li g aci o n p a ra c on un hermano y s ob r e el c onfl i cto entre he r manos , e l h e r - ma n o de Yoc as r a , c uñ a d o de s u propio s o brin o , uti liza por pr i mera v ez e s te con-

c ept o f a miliar d e una forma harto c u rios a , para s ignif i car la es tr ech a re l ac ión exi s -

t e n te e nt re u n e dic t o y ot ro : « y a hor a p roc l a m a r é a l go qu e s e h e rm a n a c on l o a nt e -

rior » ( 19 2 ) . A l i g u a l q u e E t e e c l e s - p e r o d e man e ra

r C reonre int e n t a s u st i tuir l o s l a zo s de la s angr e p or l os v ín c u l o s de la a m i s t a d c i v il ]

: .~N o p o dr á n s ur g i r co nfli c to s e . f 1 t r ef ami l i a y c iud a d s i l a c iud a d es l a f a mili a, s i nu es -

- tra ú n ica fami li a es la c i udad . ! (Plarón no f u e e l p ri m ero

mucho má s per s u a s i v a y s ut il-

e n a pe rci bir s e d e l a impo r-

a nc ia d e es t a i de a par a una t ~ o r í a po l ít i ca.) Desde d i c ha perspectiva , Polin i c es pie r- de t o d a r e l a ci ó n c on l a fa m i l ia de Creo nte , s al v o l a de e n e m is t a d . Y « u n enem%o (ecbtbrás) no es nu n ca a lgu i en ama d o (pbilos), ni si quiera c u a ndo muere » ( 522 ) - L Y a

t

s

e b a s en nu es tr os ví nc ul o s pe r son a le s en l a sangr e , e n el s ent i mient o o e n am b os ,

s

ó l o deberán a dm i t i r s e e n l a deliberación prác t ica s i co nrr ib u y en d e a l gún modo a l

b

ie n s up re m o , qu e e s de natu r ale za c iv i l : \ « N u nc al ! . ~ª~(a m . ? : < ! ~I Ek ~ ~ n ) a un e n e -

mig o d e e sta t ie rr a

import a nt e q u < : su p a tria, a fi r moqu~ ñ O : e s d j g n o denada ( 1 87 , 182) . P a r a C r e ont e ,

l o s philoi s e h a c e r i ' (jJOiiJinetha, 1 90) e n e l s er v icio de l a c iudad . No r e con oce , e n con -

s ec u e n c ia , v í n cu lo a l gu n o q u e é l mi s m o n o ha y a e l egido " .

Y d e ro do a qu e l é ju ~ ~~ n s L d ~~ e

q l !eCl. :l~~c;Lphílo~ es I l) . fs

. • • P o r « a m o r » e n tie n do t a nt o e l éroso pa s i ón ( p r i m a ri a m e nt e s e xu a l ) c o m o l a philla; qu e in c l u y e los

• S o b re philosy philia, c f r . c ap . \ \ , p ág. 32 8. Y c ap . \ 2 , pág s. 3 54 y ss .

l azo s f i un j J i a r e s(co n o si n s e n t imi e nt os d e af e c to ) y e l a m or a lo s a mig o s ( c f r . ca p . 12 ) . H ay q u e s e ñ a l a r

q u e de n t ro de la o b r a ( así c om o e n s u c o nr ex r o h i s t ó ri c o) l a philia i mpon e o b l ig a cio n es vá lida s in c l u s o

s i no e xis t e a f ec t o . " S o b r e l o i n só l ito de l a c o n ce p c ió n de l a philia d e C r eo n c e , vé a n se S c h m i d, « Pro b l e m e - : K nox , Heroic Temper, p á g s . 8 0 , 87 ; Seg a l , Tragedy, pág . 188 ; W i n r untg on - In gr . u n , Sopbocies, págs. 1 23 , 129 , 98 y s s . ; B e rn a rd e te , , < A .rea ding » 12 . 6. L a " h e rm a nd a d . e ntr e l os d e creto s e s s ub r a ya d a po r S e gal (Trag<dy, pá g . \ 8 8 ) Y K nox ( He r o i c T e m per , p á g . 8 7 ) ; que los philo~ se h a c en e n e l se M C J Ode la C i udad

l o se ñ a l an Wi nni n gr o n - I ng r a m, o p . c u . , pá g . 1 2 3 ; K no x , o p . C I L , pa g o 87, y Be rn a r de r e , o p. c ir . , 1 2 . 6 .

98

E s t os r echaz o s h a n t ro que l a do ha s ta t a l p u n t o l a i m ag in ac i ó n , mor a l de C r e oñ re

qu e llegan inc l uso a con f i g ur a r s u i d, e a d e la a tr a c ció n sexual] C uand o aco n s ej a a

H e món que S u- p a s l ó ñ - p o ~~ g Or i a fló T e - er i g á ñe a r ra s rr á ndo l e a unir s e a una mu j er

~ ada », no e s tá dicie n do que s e deba r es i stir a l placer e n a r as d e l bien públ i co . Lo

q u e a firm a e s q u e , en e l h o mb re s en s ato , i n c lu s o el pla ce r s e x u a l s e e n c u e ntr a s ó lo e n

a s o c iac i ó n c on e l b ien de l a c iud a d ) l ho mb r e que

s atez " o bt e nd rá d e u n a e sp os a a ntip a tri ó t ica s olamente « un f r í o ab r a zo en e l l ec ho » (65 0 - 1 ). No hay razó n para s up o ner q ue C reonte encontrara po co eró t i c a a Antí gon a Má s bi e n pie n sa q u e el hombr e q u e c on t em p la el m und o desde la p e rsp ect iv a c o rre c - ta n percibirá ta l atract i v o sex u a l . [ U n a persona s a na de m e n t e no s e deja a rreb a tar

n o h ay a « apar ta do de s í t o da s en-

p o r nr d a, ni s iq u ie r a p o r una rea cci ón s e x u a l , que pueda c o n vertirse en f ue n te d e c on-

fli ct o s c on s u de ber civ i I :j E s t a aprec i a c i ó n fo rm a par t e del f onoc i mient o p r ~

(6 4 9). E l homb r e sab io es aqu e l q ue r ehú s a adm it ir co sa s que , s i n e mb a r go , hombre s más d é bi l e s p erc i ben fá cilment e y c on c lar i dad , o . l ! - n un p a saje a nterio r de la o bra,

Cr eonre ha s ugerid o d e m o d o i mpl í ci t o q u e e l b u e n c i udad ano v e e n la es p osa una fért i l p r o d uctora de nuevos miembro s d e l a c o r nunidad . j si Hem ó n no p u e d e de s po-

sa r a A ntígon a, « e x isten otros s u rco s p a r a s u a r a do » (5691. S i n d u d a, e l auditorio grie-

go re c o noc er í a en e st a im a g en e l l enguaje d e l c o n tra to m a t r i m onia l areniense: « Te

e

ntr eg o a mi h ij a par a la s iembra de h ij o s legírimos.» L a p osr u ra de Cr e o nt e s e bas a

e

n a lgunas ob l iga c io n es fami li ares y hace c aso o mis o d e o t r as . Por últ i mo, tal c omo c abía esper ar , l a im a ginac i ón d e Cre o me se v u e lv e h a c i a

la

s dei d a d e s y l as reconstru y e a imagen de s u s pr o p i a s e xig en cias o rden a d oras . L g s

dioses ti e n e n, sin duda, la misma cordura que los go b ernante s r es pon s abl es:

[>" D ices a l g o in s opor ta b l e c u a n do man i f ie s tas que los dio s es s e preo c up a n por es t e

de s e a r c ub ri r l o d e ho n o r es como s i h u bie se he c ho a lgo

b u e n o, a un hom b re c o m o é l , que v ino p a r a ince n diar s us te m plos y sus o f r end a s,

a niqui l ar s u m i s m a t ie r r a y espar c ir s us le y es a l o s v i entos? ¿O q u i z á v e s que los d i o- se s ho n re n a los ma l vado s ? N o e s po s ible ( 28 0- 9) .

c u e rp o . ¿Acas o p o dr ía n

En opinió n de Creon r e , la po s i bi l id a d d e qu e l a s deid a de s hayan h onrado a Po li n i ce s debe rech az ar se , no s ó l o po r fa l s a, s i n o porque no s e puede s o po r t ar. El

p e s o que tal po s ibilid a d

do gr a nde . \ L a e x i genci a m e nt a l de un a v id a o rd e n a da y a rm ó n ic a dic ta a l a r e l igi ó n

l o que é sta pu e d e y n o pu e d e s e r , lo c u a l o bli g a a re ch az ar e l c l a ro re lato d e ! g u a r -

d i á n 21 - :\ Z e u s es i n vo c a d o m u y pr o ntO e n u n jur amen t o r e lacion a do c on la a p re h e n -

ha rí a g r av itar s obre l a r aci on a lidad de l ibe ra ti v a es d e masia-

J

,

l O So b re l a n e ga c i ó n d e l éros p o r pa r t e de Creonre, vé an se S c h m id , «Probleme-, p ág s . \0 y ss; Ve rn a nr ,

_ T e n s i on s» , p á g s . 34 - 5 ; Se g a l , Trag.dy, p á g s . 166 - 98; Wi n ningto n - I ngram, Sophocles, págs. 9 7 Y ss.

21 C o mp á r ese co n e l Eutifrón ( v é a s e c ap. 2, p á g s. 53 -54 , 6 0 - 6 1 ) . S o bre la c o nc e p c i ó n re lig i o s a d e

C re ont e, véa n s e Sc m i d , o p. c i t . , p á g s . 7 y ss., S eg a l , o p. c it. , p á g s . 1 7 4-5, 1 64 ; Li nf onh , Heroic Temper,

p á g . 2 \ 6 ; K nox , « Anr igo n e a nd C r e e n », pág s . 8 0 , 101 ; Be rn a rd e r e , . A read i ng - , 1 9 . 3 , y e s p eci al ment e

V e r n a n r , «Tensions», p á g . 34 : « D es deux a rr it ude s religie u se s q u e l'Antigont r n e t e n c o n f l i r , a u c un e ne

s a ur ait e n e lle - m é m e é t re l a bon ne sa n s fa i re a l 'a ur r e s a place, s a n s re c o nn a i t r e ce l a r n é rn e qui l a b o rne e t la co nt es t e » .

H a y q u e s e ñal a r (c f r . c a p . 2 , p á g . 67 Y n . 29 ) q ue n a da d e es to e xig e q u e o l v id e m o s la import a n ci a

de l a m aldici ó n c al d a sob r e la fa mil i a , des t aca d a p o r L l o y d - j o n es (JZ), P e r r e ra (Sofock) y t a mb i é n po r Se ga l (Trag.dy, pá g . 1 9 0 ). E n ef e cto, c o m o a f i r ma co rr e cta m e nt e U oy d - J o n es e n « G u il o (c fr . c ap . 2,

n . 29), l a maldi c ión a ctú a a t r av és d e ac c i o n es v a l o rab l e s hum a n am ente . P o r s u p a rte , Se g a l hac e l a in t e - res a nr e o b s er v ac i ó n ( p ág . 1 66 ) d e que un o de l os de f e e ro s d e C r e o nt e es n o te n er e n c u e n ta e l pa sa do .

99

s i on d e l culpable "' t)04 y ss.). La i n hui n ación es u n « fa v or i mp í o » ( 51 4 ) .

Sospechamos q u e la am b i c i~sa r a c io n a l idad de Creor :r e ll e va cami n o de d i vin i za r s e a sI misma.

rCreo n t e se ha c read o un mu n do de lib e r a ti v o d on d e l a t rag ed ia no pu e d e pe n e -

r r a r ] N o s e pl a n tean co n f lic tos in s olub les , da do qu e só lo e xiste un bie n s U p ' r emo Y

t o d os l os dem á s valores e s t án e n f u n ció n de a q uél . Si a lg u ie n dijera a Creonte: « Aqu í hay un c onf li cto: por un lado está n las obligac i one s de la pie d ad y e l amor, por otro , las e xig e ncias de la ju s ticia civi l » , él replicarí a que s emejante d e s cripción e s in- correcta. La mirada v e r d adera d e l a lma c u erda no ve al e nemi go de l a ciudad como a u n ser a mad o, ni s u ca d áver ex pue st o co m o un a i mpie da d - L a a p are n te prese n cia

con ting e nt e i n d ic a q ue n o nos h e m os esforza do l o bas t a nt e pa ra

de u n conflict o

a l canza r un a v i s i ó n de l as c o sas' ) Dos d e l as p a labr as pre f erid as p o r Cr eo nc e par a

descri b ir e ! mu n d o que p erc i be s o n o.~thós, « r e cto » y ortbáo, « en de r eza r » (163, 1 67 ,

190, 4 03, 494; cfr. también 636, 685 :7 06, 994). Le g Us t a que las cosas pare z can rectas y no (como l as verá fi n a lm e nt e) torcidas y m u dab l es ( 11 1 1-1345 ); f ijas y no flui d as (169); simples y no mul tifor m es ( cfr. 7 05); m edibles y no i nco n mensurables (387)2 3. Esta b leciendo u n a moneda c om ú n a la q u e reduci r to d os los va l o r es ( e l re y

u t iliza a veces l a s imáge n e s de l a mon e da y e l be n eficio par a tra t a r de a s unto s é ti- cos ) , a l canza l a si mplicid a d , la r ectitud y una a p arente ~ stabil ida~ . ¿Q u é p ue d e h a ber en e l mundo , en e ! uni ve rso no re construido , que i mpul s e a

C r eo n te ha c ia este p r o y ect o e x traño y pa v oroso ? El a rgumen t o q ue a duce e n defen-

sa de s u pos tur a s e b asa e n e l con o c im i ent o p ráctico:

-:-r

N un ca

ha r ía de un ene m igo hostil a e ste país m i a migo, s abiendo (gignóskon)

q ue e s es t a t i e rr a l a que nos protege y s alva y q u e na ve ga n do s obre ell a e s co m o

h acem os l os a mi gos. Co n est os

ci ud a d (1 88 - 9 1) .

uso s p re t endo yo a c r ecentar l a p r os p er id a d

d e la

Creo n te a lud e a una me táf o ra ya es tabl e cida por aqu e l e n t o nce s e n l a r e tóric a po lí tica, q u e pr o nt O se conver t i da e n un l ugar c omún del d i s c urs o p a t rió t ico ate-

i e n se v . Í l , a c i uda d es un b arco; si n ell a, l o s ciud adan o s n a d a pu e d e n hace r . Debe encont rarse en bu en es t a d o p a r a q u e pr ospere l a amis tad 2 6 J T o do es to e s ir r ep r ocha-

n

.

'\

b l e; d e h e ch o, e l pasa j e de Sófoc le s fue ci tado c on aprobac i ón por D er n ó s r e n es

c om o e j e mpl o d e l o qu e Es quin e s ( q ui e n a l parece r hab í a r epre s entado e n a l g un a

2 1 Sobre l ~s o j os y la vis i ón, c fr. e s t e c ap í t ul o, p á gs, 115 -1 1 7 , 122 -1 23 , 1 24 - 125; c f r . t a mb i én

c a p s . 7 y 1 3 .

" Cfr. Sega l , Tragdy, pá g . 1 7 9 Y n . 85 de l a p á g . 447 .

" Cf r . S e gal, Tragedy, págs . 1 4 5 , 1 4 6 ; G o h ee n , [magery, págs. 1 4 - 19. S obre e l u s o q u e hac e C reonte

10 4 5 -7 , 1 05 5 ,

de las i m ágenes monetarias, véanse 1 7 5-7,220-2 , 295-303 , 310-12,322, 3 25 - 6,1033-9 ,

1 06 1 , 1 0 63. C fL Gohee n, op. c ir . , págs. 1 4-19 .

" Para u sos de e s ta imag en an t erio r es a la Antfgona (44 1 a. d e C ) , v é an se A l ceo 6; T e og ni s 67 0- 85;

1 y s s . , 62, 10 9, 1 92 , 78 0 , 1 0 6 8 ; Euménides, 1 6 . Pa r a a p a r ici o n es p oste -

r i o r e s. wéan se , por e j e m p l o , A ri stóf a n es. La paz, 699; P l a r ó n , República, 389 d , 4 88a ; Eatidono, 2 9 1 d ;

Es q u ilo, Los Si", contra Tebas,

Polltico, 3 02 a y SS . , 299 b ; Leyes, 64 l a , 758a - b, 831d, 9450 . Ha y mu c h as o t ras. Véa n se]e b b y Karn e rbee k

a d loc ., Go h ee n ( op, cit . , p á gs . 4 4 - 51 ) , P. S h o r ey ( < < No teo n Pl a t o Repub l i c 488d . , CR20 ( 1906 ) , págs .

contra Tebas. E l c omen t ador de Las

24 7 -8 Y e l c omenta r io de T u cke r s o br e la o br a de E s q u i l o Los Si",

Avispas de Ari s tóf a n e s ( 29 ) s eñala q u e l a imagen es un l u gar co mú n poé t ico.

- ;

" Sobre la argumenta ció n gene r al , c ompá r ense T uc í d i des 1l .6 0 ( c fr . orthoúmenon) y Dern ó c riro, f r . 252.

100

~

d c as i ón e l p a pe l de Creó nt e) debería haberse dicho a sí mismo , tambié n fue r a del

es

Sin e mbarg o, l a a c e pt a c ió n de es t a m e t á f ora d e l a ci u da d no j u s ti fi c a l as ra d ica; les i nno vac ion es ét i cas p r o p ues t as po r Creon t e . En efec t o , u n barco n o d eja de s e r

un i n s trum e nt o . L Es ne c es a r i o pa ra obte ~er c i er to s b ie n es : s u «s alu~ >: es impr esci ~-

d ib le para l a v id a y e l b i e ne s tar de s u s tr i p u la nt es.

c e n a r io, p a ra se r u n b uen ciudadano " .

Pero és tos n o V i a j a n e n e ! n a v i o

s

ólo para mant e n e rlo e n e l rumbo de b i d o . i 'Tam b ién se g uí a n p o r o t ro s f in es, para

c

u ya c o n sec u c ió n e l b a r c o proporciona un escenar i o y u n med io de tra n s p orte . N o

e

p r a m q u e d i c h os o bjetivos s ean definibles e x clusivame n te en té r minos de la

,

,~.l ud •• de l a e mb a r c a ci ó n. [ Teognis, uno de los pri meros g r i egos e n uti li za r la irn a -

g

n e l 1 bar c o , hab l a d e l a t e n sión qu e se s u sci t a e n ~ r e l as meta s par ticul a re s de lo s

m

i e mbr os de l a t r i p ula ció n y e ! fin g ene r a l d e ! naví < 2 ](67 0 - 85). Por s u pa r t e, A lc e o

re

l a c i ona la ut ilid ad de l a ciudad-barco con la n ec es id ad d e hon rar a los p arie nt es

m

u e rtos (6 . 13 -1 4), fi n e st e ú l t i mo d istingui bl e

d e la « sa lu d» d e ! b arco y e n tensión

potencial con ell a 28 fA m e did a q u e se desarrolla h is t óricame nt e e l sími l d e l a e mb ar -

cación, los tri p u l antes aparece n como un caso paradigmát i co de a l go separa b le de

aqué ll a, cuy o s f in es y ac ti vi d ad5s se d i ferencian de l os de su medio de tra n s p orte,

po r ú til y n ece s ar io que é s t e sea ~ . En consec u encia, e ! uso

la m e t á fo ra d e ! ba rco co mo a rgu !pe n to e n favor de un a co n c e pción re duc c ion i sta

de l va l o r re s ulta b a s t ante insólit o[c on e l mismo r azo n a mi e nt o p odr í a deci mos que

e ! hec h o d e que e l ind iv iduo no pueda vi v i r s i n co razón

a mi gos habrá n de se r es pecial i st as cardíacos consa g rado s ente ra mente a la s al u d d e

d i h o r ga n ~ C u a ndo Creonte asegura que la c i ud a d es un a co nd i ci ó n p ara c u a-

I \ ¡lI i r a rr b ú qu e d as y e mpr es as , no a duce ninguna razó n que r ef ute l a afir m a -

por pa rt e de Creon t e de

demu estra q ue s u s ú n i c os

1 u

11 ti

( IU

l o n o c ivi l ( e i n c lu s o l o a nti ci v i l ) e s un bien i nt r ínse c o . Co n la ima gen

d

I b.1I u p o Id a

int e n t a r ju s rifi ca r tanto e ! c a s t i go q u e reca e s ob re A ntígon a co mo

1I 1'1 lpia

11 ra tiv a e n te rrar e ! c u erpo de Po l i n ice s, qu e se juzg ar ían c orno ac c ion e s

i m pf ns inju s t as, a unque necesarias para l a cons er v ac ión de l a vid a, e l bien e s ta r y l a

virt u d d e l c onjunto de l os ci u da d a n o s ; pe ro n o p o d ría f undam e nt ar s u n e gaci ó n de

c u a l es qui e ra p i edad o virt ud s itua d as a l m argen de l as obliga ci ones d e la es fe ra civi l .

E s te s or p ren den te err or argumenra t ivo de b e imp u lsarnos a buscar una m otivació n

más prof u nda d e l as re d ef i ni c i o n es é ticas d e l pro t agonista . De hec h o, la mis m a i r n a -

ge t de l b a rco no s p e r m i t e v i s lum brar dicha m oti vac i ó n . La met á fora nos e n se ñ a q u e ; a l ig u a l qU t l e l b a r co, l a c iud a d es un in s tr u m e nt o

reado por e ! hombr e p a r a e l so m e timient o d e l ~ar

y e l domini o d e l a na t ur a l eza )

E n e sta tra d i ción r neta f ó ri ca, l a ci udad - b a r c o es un ref u g i o estanco co ntr a e l m a r,

un a b a rrera i nterpu est a co nt ra l os pe li gros exte r ior e s . j l . as o l as azo t an s us cos t ados y

l 7 De Falsa Legatione 2 4 6 - 5 0 . C o nviene señala r q ue , a l par e cer , E s quines e r a e l tritagonistls, e s t o

i mplica q u e la co n s i dera c i ó n de Creont e c omo e l " h é roe . no s e s e c o rre s p o n de c o n p r á ct i ca re pr ese nt a - tiv a antig u a. l a P or e j empl o, e n Tucí di de s 11 . 6 0se c o mpa ra n i m pl íc it a m e nt e l os fines de l a « ci ud ad c o m o un to d o» (pólin xympasan) c on l os o b je ti vos i nd i v i d u a l es de l os c iudad a n os pr iva d os (kath' htkastón to~ po luon) .

E ! mo do e n q ue D e m ó s r e n es e x pl i c a c ómo E s qui nes opon í a to kath' heautón a l b i e n de l a tot a l id ad pon e

d

e m a nifie s to las p osi b i lid a d e s d e c onf li cto late n te s en e l s ímil .

"

C f L D e anima 41 3 a9 , do n de preg u nta r s i e l a l ma e s la a ctu a l idad d e l c u e rpo e s , a p are n teme nte,

p

l a ntea r la c ue s tión de la p o sibilidad de s ep a ración d e a mbos. Compárese también 4 06 a 6, d ond ~ e l ma r i -

ne ro e n e l barco se propone c omo ej emplo de a l go transp ortado.

g ••.

1 01

l a s corr i e nte s s e desli z an b a j o s u ca s c o; es o b vi o qu e s u s in te l i gent e s co n s tr uc to r es no d e ben dej a r ni n g una f is u r a por la q u e p ue d a pene t ra r l a f u r ia d ese n c a denad a d e

l a naru r a le za'T ' De s de es ta p er s p e cti v a r e s ulta fá ci l co n cl uir q u e , c o m o i n s t rum e nto

pr o t e c tor de l a v ida , l a f unció n de la c i ud a d co n s i s t e e n dest erra r e l az a r i n co n t r o -

y l a s c i u d a d es a p a re c e n j un t o s de nue vo e n

l

la o d a sobre e l s e r h umano c o m o do \ i n ve nci o n es de e s t e ser deinén; « gr a n i nv e ~ -

t o n > , que s o m ete e l mun d o a s us f in e s. \ Tanto C re ont e como e ! c o r o, e n s u o pnrru s -

mo inici a l, pi e n s an qu e e l i n g e n io tecñológico

d e l a mu e r t e . [ § in e mb ar go, l a s up re sión d e l a c on t in ge nc ia n o só l o

ci a , a ex cepc ió n

ado d e l a ex is t e n c ia hu ma n ~s

barc os

p odr á s u pe rar c u a lquie r c o n t i n ge n -

r

e quie r e u n a te c nolo g ía m a t e r i a l: b a rco s , a r a dos , b r i das y t rampa s . Preci s a, a d e m ás ,

una te cn o l og í a d e l a r azó n p r ~ ctici l M u cho

ti emp o h a c e q ue la co nr i n g en c i a c au sa

d

a ño y t e r r o r e n la v ida huma n a , e n es p e cia l c u a ndo pro v o ca q u e u n p lan bi e n e l a -

b

o r a do g e nere c onf l ic t o s. C re o nre e stá per s u a d i d o de q ue e ! s er hu mano n o pu e de

to l e r ar e ste e st a do de cosa s . Su e lecc i ó n d e l a i m a ge n d e l b a r co reve l a la gra v ed a d

q u e atri bu y e a l proble m a. ~ or f o r tuna , no s e tr a ta d e una di f icultad i n so l uble . Lo s

e le m e nt o s re s i ste n t es d e l mu nd o p u ed e n s er s om e t ido s m edian r e la raci o nalidad

é t i ca p r áct i ca, m e di a n te u na reorgani z aci ón c o n s t r u c t i va d e l o s a p egos p r á c t i c os y

d e ! l e n g u aje mor a l . C r eonr e l l eva a c a b o efi ca z me nte es t a tare a , h a c i e nd o d e l a c iu -

dad e l cr it er i o d e ! bi e n ] . ¿Q u é s e p r e c is a p ara deb e se r ú nic o o s i mpl éJ

cas o c ontr ari o , es d ec ir, s i ex i s ti era n c o n f li c t os e ntre e xige n c i as e n c ontrad as e n e l

c o nc e b i d o, la estrategi a de

m arc o d e ! b iene s t ar

C r e o nt e no h a br í a res u e l to nada . \ } : n seg u n d o l u gar , e l fi n d e b e o fr e c e r un a « mone -

d a» a la que p u edan co n v er t irse to dos los i n t e r e ses y va l ores d e ! a g e nt e . To d o lo q u e

és t e vea o a me de be rá co n s i der a rse e n f un c i ó n de es e p a t r ó n o bi e n f i n a l , r e l a c i o-

ná ndo se c o n é l ( p or util izar l a i m a g en

e co n ó m ica d e C r e o nr e) c omo c o n un va l or

de c a mb io u ni ve r sa l ]~l f i n h a d e s e r lo b a st a nte pr o t e ico com o para a do p t a r la s fo r-

d e

v a l o r .\ S i n e mb a rg o , ha de permanecer s iempre idéntico a sí mismo, c on o b jeto de

e vit a r' c ualqu i er conf li ct o int er n o. ( E l Sócrates de ! Protdgoras indicará qu e l as p a r -

mas cam bi a nt es de r o d a lo v alio s o y pode r s er a sí co n si d er a do la única fue n te

' " q ue f uncione e st e pl a n { En p nm er t é rmino, e l b i en fin a l n o d e b e a l berga r e n s u s eno co n f l ictos ni opo s icion e s . En

d e la c i u d ad a dec u a d a m e nt e

t es de l a v irt u d s o n c omo l a s pa rtes d e ! oro : cualitat i vam ent e homogéneas, una so l a moned a . )

L a t r ag e d ia q ue v enim os e s tudi a ndo n a rr a e l [ f r acaso de Cr e ont ~ Al fin a l , e l r e y

a

b a nd o n a s u e s t rat e gia y r e cono ce un mundo d e l i berat iv o m á s co mplejo . E l co r o

c

o mp a r a a Creo nr e ( c u y a o b se s ió n lin g ü ís tica g i ra ba en torno a lo s si gn ifi c a d os de

dom a r , ro mp er, c a st i ga r , [ 473 y ss.; cfr . 3 4 8 - 52 ] ) c on u n a ni m a l a r r o g a n t e c a s t i ga-

d o a palo s ( 135 0- 2 ) . E l pl a n d e l pro t a go ni s ta se q uie b ra e n l o s do s á mbit os d e s u

r e a liz a ci ó n: e l f in s up r em o , a dec u a dament e c on ce bi d o, r ~~~~ s

que E ~ _ I ! s ª b a Cre onte : e n seg undo lug a r , t ~ P Q C ; 9 re s pond e

p _ ~ é ~ c ~ aciC! . nes. C omo e s p e ct a dor es , nos habíamos percatado de e s to s p r ob l emas

desde l a de c lar a ción in i ci a l que hace Creo nt e de su po s tu r a . Cu a n d o Cr eo nte a p a rec e p o r primera v ez s obre e l escenario, c omienza re f iriendo

a lgun o s asunto s de la c iud a d ; a conti n uación , s e dirige a lo s i n t egra n te s de l coro . L as

s! ll1 pl e d e lo

.

.f i l} a l! p _ ~ . r1 ~~a ~_o A a ss u s

JO L a i d e a de s á zei n, s a l var l a v ida , y l a d e ma nt e n er

fu e ra l os p e lig r o s ex t erio r es s e h a ll a n p r ese n t es e n

d e J e b b ad loco y e l pasaje ci t ado e n la n . 2 5 .

l a me t á f o r a d es de 's u o r i g e n . Véa n s e e l ex c el en t e c o m e n t a r i o

do s pa r tes d e s u a l oc u c i ó n s e con ec t an c o n las pa r t í c u l as men y de; e st a e s tructura

i ndi c a la p re s en cia d e u na o p os ic i ón o, po r l o menos, res a lt a l a d i s t in c i ón e n t re la

c i ud a d y s us c i ud a d a n os :' Así pu e s, ya de s d e u n pri n ci p i o se nos i nduc e a pregun-

ta rn os s i el b ie n d e l a c i u da d , c u a n do és ta s e co n ci b e c orrecta men te, e s e n v er dad

t an s i mpl e c o mo p ar ece supon er C reonte , En u n momento pos te rior , Hem ó n nos

i n fo rm a de q u e l a ci ud a d , e nt end id a

A míg o n a (a unque es te hecho no t ien e po r q u é c ontrad e cir la opini ó n de C r e o nr e

de que l a s a c c i one s de A m í gon a pon e n e n peligro l a s eg u rid a d pública) ( Un a c iudad

c o m o pueblo (hom6ptolis leás, 733) a po y a a

e

s un t odo co mp l ejo formado por indi v iduo s y familia s , con s us dif e r e nt es in t erese s

y

p re o cup a cion e s , con f u sos y a v ec e s c o ntr a p u e st o s , e ntr e lo s que s e i nclu y en l as

pr

ác t i cas r e l i gi ~sas y las a ctitude s , r es p e c to . a l a inhum a c i ó n d e los parientes J U n pl~

que e leve a la CI U dad a l a ca t ego r ia d e l bi e n s up re m o no puede neg a r c on t a nra faci- . lidad e l va lor i n t r í n s e c o d e l o s b ienes r e ! igiosos q ue a pr ec i a n lo s c i ud ada n os . Sól o

m e ngua d a d e l a c iu dad p u ede of r ecer e l g r a do de s i mpli c i da d e x i-

g ido por C r eo n re . Idén t i co fen ómeno s e ev iden c i a e n e ! t er ren o d e l a m o r y l a am i s t a d ; una vez

m ás, l a c oncep c i ó n re ducc i oni s ta de C reo nte no h ac e j u s t i c i a a l a co mpl e j i dadd e l a s pre o cupaciones e i nt e reses de l os c iud a d a n os. E n l a v id a d e Cre o n re , t o d a r e l a c ió n es ci v il ; las persona s s on v alorada s e n fu n ció n de s u p roduc t iv i d a d p ara e l b i en

c

c

e

z

v ida ivi l . cgún C r e ont e, « e x is t en otros s urcos para s u arado », pero I s me ne re pl i c a:

-1111 un . irn r c omo e l q u e h ada r e i nar la ar mo n í a e nt r e

o n u n bru sc o « a b orrezco a las m u j ere s ma l as p a r a mi s hij os » . El

/. 1 r\ 1 . 1\ p;llabra!

lU l O, s in c mb a r g , no c om p a r te s u acti tud, y d edi ca s u si gu i ente oda a l pode r d e l

1m .

a d e l os l az os d e s ang r e c omo la pasión amorosa s on hechos fundame n tale s de l a

ste n o es e l modo en q u e se e n tienden dichas r e l acion e s e n l a c iu dad . Tanto l a fuer -

iu d ad a nos . y l a r e lación pa t e rn o-filia l s e interpret a c o m o a mi s tad civil . Ahora bien ,

omunita r io. Así, e l vínc ul o e ntre e sp os os es s ó l o u n m e di o para p ro du c ir nu e vo s

una conc e pc ió n

e llos » ( 5 7 0) . Creont e rec ha-

Por Otra pa rt e ,[ C r e o nt e s e mue s tra i ncapaz de v er en cu a lq u iera que s e o ponga

,

l a c iud a d ot r a c osa que un obstáculo que hay que s upe r ar S us co n cepciones de la

e

s p osa c o mo s urco y de la masc uli nidad civil como e j e rcicio de po d er s o b re una

m

ate ri a s u m i sa ( cfr . 484-5) 3 1 t i en d en a des hu m a n iz ar a l a otra parte d e la r e l a ci ó n

o n y u g al . El l o se hace a ún m ás man i fi es to cuand o s urge u na conduct a o posi t ora. E l pla n de Creonte le impide respetar a l o pon e nte hum a n o p or r azón d e s u human i -

c

da d. ~ I i ndi v iduo t iene un s olo va lo r : l a pr od ucti vi d a d

c i u da d ; s i ca rece d e é l , « no es di g n o d e na da 0 Mez c l a nd o d e m a n era b as t a nt e s i n-

!'ular u n as r e lac ione s q u e no r mal m e nt e s e d i s t i n g u en e n tre s í, Creo n re e x pon e s u

p o cura a A nt í go n a :

re l ac ionad a c on e l bien de la

) Sá b e t e que la razó n d e m as i ado ríg ida e s l a p rim e ra e n c a e r . E l hi er r o m ás f uer -

t e , te mplado a l fuego , e s e l que m á s v e c e s p o d r á s ve r romper se y h a cer s e a ñi c o s . Sé

q ue l os c aballo s ind ó mit o s pued e n d isci plina rse c on un peq u eño fr e n o; p u e s n o es

pos ibl e te n er pen s amiento s o r g u l l os os c u a nd o se es esc l a vo d e l v ecino (473-9).

L a forja d e l metal , la d o m a d e l ca b a llo , la p ro pi e d a d

de es c l av o s : todas es t as

n So b r e e l no m b r e

y la m u jer e n l a obra . véas e es pe c ial mente

Sega l, Tragdy X .

10 3

c o sas s e asemej a n mucho en o pinión de Cr e onte , y t oda s s on i m ág en es f i e l es de

la r e lación que se e n tab l a entre el v aró n do m inan ce y la ra,zón de l oponente ob s -

t inado . ¿Es posible q ue C r e onr e u t ilic e co n plena con ci en c ia tale s i m ág ene s? Desp u és de to d o, es t á h ablando c on A n tí go n a y, por tant o, le e s i mp r es ci n d i - b l e la capac i dad de s u inte r l o curora para c ompr e nder el lenguaje que e mpl e a e

i nt e rpretar s us met á f o r as.

llo a gudi za e l re c h a zo de s u car á cter es p ecia l por pa r t e de C r eo nte. E l s er huma-

no es un o bstáculo

con un pequeño fr e no . Creonte nece s i ta borrar esta di fic ult ad es pec i a l y la nie g a

pa r a dom a r l a res i st e nci a d e l ser humano, al ig u al q ue és te ha v encido o t ro s o b s -

t

obj et o s ú ti les, no per s onas dispuest a s a dar l e ré plica ( c f r. 7 5 7)3 3 . P e ro es t o no es

una c iud a d , En un p as aje a nterior, Hemón señalaba acerta d ament e : " Gob e rn a- rí a s bi e n e n s oledad , s obre u n luga r de si erto » ( 7 39 ) .

Pe r o e s t a dife re n c i a i mpl íc ita e ntr e A nc í gon a y e l c a b a-

más difíc i l de vencer q ue e ! c aballo, a l q u e s e p ued e dominar

En l a v ida a la que aspira só l o e x is t irá n

á culo s y domesticado ot r o s an i males ",

D e nu e vo c ompro b a mos

q u e la conc e pci ó n

un i l a t e ra l d e C r eonte le im pi de

c o ncebi r a de c uadamente

p a r e ce t e ner . un bien único ) . Pero ni s iqu i er a Creonte mi s mo logr a m a n t en e r es t a

persp e cti v a s imple , que no hace

todo, s ub s isten en él . Al fin a l de la o br a s e ve inc a p az de s ometer s u prop i a

h uman i d a d r ecalcit r ante . El co r o compara s u educación con una domestic a ción; como e n e ! e j emp l o q u e prop u s i era e l p ro p io Cr e o nt e, el o r g u l l o d e l esp í rit u deb e s omet er se a " golpes ». Sin embargo , a dif er en c ia de lo que o cur r e con l a doma ecuest r e, e l térmi no d e ! p r o c eso no e s la obe di encia m ud a, s ino e l c onoci-

mi e nto (135 3 ). En part ic u l ar,

hijo y a perci bir e l va l or indepe ndi e nt e

Cr e onte s e v e f or z ado a r e c o noc e r s u a m o r a s u

qu e , a p es ar de

la ciudad ( la cu a l , e n l a to t al id a d de s u s r el a ci o ne s, no

justic i a a la s preocu p acion e s

de

e se afect o . Las p ri mera s palabra s c on

que Hem ó n s e d i rige a é l s on, " P a dre , s o y tu yo . ( 6 3 4 ); por o tra par te, e l nom -

bre de f lemó n

s e r efier e s u m uerte, 11 7 5) 3'. P e ro el padre , cu y o nomb r e si g . l:lifica " gobe r nante »,

só l o empieza a s e n tir l a fuerza del ví n c ul o p a t e rn o-fi li al m ás t a rd e, - c u a n óo ' é f ad i -

v ino Tiresia s l e ad v ierte á - Ent é rare bien d e qu e no se co m pletar á n muchas rau-

das c arreras del so l antes d e que tú m is m o

e n compen s aci 6 n por l os m u ert o s ) ~ ( 1 064 - 5) . En este m ome n to , [ Creonte ,

bido a n teriorme n te

ve ía a s í mi s mo como

s ituaci ó n , se da cuenta

e

p e r c i-

s ig n if i ca " sangre» ( co m o s e resa lt a e n e l j u ego de p a l abras c o n q u e

haya s ofr e ci d o a un o d e tu s en t raña s

co m o de i n á n, terrible e n s u p od e r (243 , 408 , 6 9 0 ), y q u e s e

un s er c on numerosos

recu rs o s para do m in a r cu a lq u ier

de q u e s e enfrenta c on a l go q ue es c a p a a s u c ontrol y le

span ~

,

J2 P rob a blement e , C reonte c ompar a a Po l i nic e s c o n u n anim a l e n 2 0 1 - 2 ; e n 7 7 5- 6 h a b l a d e deja rle forra}t a Andgo n a . S o b re s u a simi l ac i ó n de l o h u ma n o a l o a ni m a l , v é a n se Se g a l, Tragtdy 1 1y Go h een, Imagny. pág s . 26 y s s . G oh ee n s e ñ a l a qu e Cr eonre es p r á ct i c am e nte e l ú nico pe r so n aje de la obr a q u e

u tiliza im áge n es de a nima l es para r e f e rir se a l os a s u n t o s h um anos.

" V é a se t amb i én la manera e n q u e C reo n te c ompara i mpl í ciram e n re a H e m 6 n c on u n a n i m a l d o m és- tico: Paidór me sáinei phthóggor •• L a v o z d e mi hijo m er eci b e co me u n ladrido a d u l a do r » ( 12 1 4 ) . Los

c om e nta ri os d e Goheen s o n d e un a g r an pe r sp ic a c ia ( págs. 34 - 5) . (O b s é r v e s e q u e es ta fras e , a u nqu e s e

c ic a e n u n momento ta r d í o d e la o b r a. fo rma part e de un r e lato s obre he c ho s a contecid os a nt e s de l o s cam bio s q u e t i e nen lu ga r e n e l á ni m o d e C reo n t e , d e los que no s ocupa r e mo s po s rer i o r m e n r e.)

" En 11 75 ; e l Men s ajero dic e: « H e rn é r r ha mue r to ; s u prop i a mano lo ha e n sa n g r e n t ado ( b ai m á s s e- tai)«. Cf r . ta mbi é n 7 94 y K no x, Heroic Temper, p ág . 8 8 Y n. 54; Sa ntir o co • • [u s t ice • • p á g . 1 84.

1 04

.::J

Yo mis mo s é (égnofáj e s to t a mbi é n, y e sto y t urb a d o e n mi ra zó n (ph r enás)» ,

C ed e r es t er r i b le (deinán). Pero ta mbién lo es o p o nerme. hiriendo m i a l ma c o n u na

de s g ra cia ( 1 9 05- 7) . '

"

A Creo n te le importa q u e Hemón sea s uyo, un hijo de s u s e n trañas . A la r é pl i -

c a d e l coro e n e l s en t ido de que nec e si t a reflexionar (eJfboLía) adec u adamen t e , r e s-

ponde a su vez , no con u n a r eafirrnaci ó n a:é " l ~ teoría masculina de l a cord u ra, s ino con una p regu n ta : « ¿Qué debo hac er e nronces o (1099) . Empie z a a a dmitir que l as

l ey es de la pie d ad fam i liar qu e había menoscabado pu e d en conser v ar su fuer z a:

" T e mo que lo me j o r s ea cum pl i r los u s os ( n á mou s) establecidos mient r as dure la

v ida » (1 1 3-4) . Cuando C r e onre descubr e qu e e s t e c ambio no p u ede ya im p edi r la muerte d e .

s u h ij o, e n m e dio d e s u a flic c ión s e retr a cta má s r a di c alm e nt e de sus a n ter i ores c on- cepcione s s obre la raz6 n p r á cti ca :

Ay . ye rros de l o s ex tr aví os de mi ra zó n ( phr ená n dysphrónon ha m a r té m a t a) porfiado s y mortíf e ros.

A y. v osorros , q u e v eis matar y morir a g entes de l m i s mo l i n a j e .

Ay, malhadada s (ánolba) fueron mi s d e l i bera c ione s.

Ay:hTj o, joven. muerto en la juventud . Ay , ha s muer t o, t e has dis u elto por mi demencia, no p o r la tuya ( 1 261-9) .

r E l a m o r d e C r e onte a su hijo d if un t o, un a m or qu e n o puede s er ya negado ni

de n tro de l mar co de la t e oría d e l b i e n civi l , l e f u erza a re ch a z ar e s t a últi-

e d iri ge dir e ct a mente c ontra s us ref l exiones, en e s p e cia l

. I ( o r n dad

111.1 \ 1 1 11 1 - rnordirni c n t

111111,1

11

c. u c n in y l a es tr ec h ez d e s u s mir as l Ha y _ cosas gen u i n amen t e valiosas

1 11 0

1'1

011

onv cr r i b l e a s u moneda, l a c u a l , - f i n a lmente, ha resultado se r in s u fi -

1 co m o c rit ·rio. Ahora C r eo nt e re cono ce s u e r ror . E l s uicidio "de s u e sposa

1 1' 1\1

1 ~ lId c l i e

n irrn a e i n te n s i fica s u a m a rgo a prendi z aje. j d íst a culpa e n ningún mor-

u d p u e d e r eca er s i no e n mí . Y o so l o, desdichado , y o te he mata d o, es c i e rt o lo que digo» (13 1 7 -2 0) . En s u an t er i or represen t ación d e l conocimiento p r á ctic o , nada de

e st o t e n ía c a bida; @ é nfa s i s con que a h o ra man i fiesta e s tar dicien d o l a verda d nos mu es t r a q u e s u lamento no s e debe tan s ólo a un f raca s o , sino que l leva c o n sigo u na

re orientaci6n más f und a mental ,

~ unque t a {de 3 ( 12 7 0 ). Lo que ve Creonte , p re cis a mente, es e l mod o en q u e « todo

s e ha t o rci d o e n mi s mano s» (1 344 -5), en l as mano s de l timon e l q u e una v ez (o así pensa ba é l ) mantu v o " r e cto e l rumbo » d e l b a r c o d e la ci ud a d ".

El co r o s eñal a : " P a rece que h a s v i s t o l a ju s t icia ,

III

Ha s ta a ho ra h e mos h a blado s 6 1 0 d e Cr e o n te. Cas i to dos l o s in t é rpret es coinc i -

den e n afirmar q u e s e trata d e un per s o n aje mora l me nt e

ce n su r able , si bi en no

" E n S6 f odes, Phrenés s e re l ac i o n a f und a m e nt a l m e nt e co n e l ju i c i o y la r az ó n p r áct ic a; vé a s e E ll end,

Lexicon Sopbodeum, s.v. Pa r a a l g un os eje mpl os , p u e d e n cons ult a r s e , Ayax. 4 45. Filoctetes, 111 3 . 12 8 1 . Edipo Rty. 528; e n esta o br a. 298. 4 9 2. 6 0 3.7 9 2. y es p ec i a lm e nt e 1015. 36 S obr e la i n ve r s i 6 n d e l a im age n d e l a d o m es t i c ac i6 n d e a nim a l es e n e s t e pas aj e. véans e G o h e e n , Imagery, págs. 3 1 -2; Seg al , Tragdy. p ág . 159 .

105

s i e ~pr . e h a n e st:do de acuerdo e n la natur alez a ~ onc r e t a d e su fal ta . El p e rs on ~ e de

A nr í g o na es mas c ontrove r tldo . [ Heg e l c omp a ro su defecto c on e l de Creo n te J sin

emba r go , a l g u n os es tud i osos co n t empo rá neos la de fi e n den acr í r i ca m enre co mo a u na he ro ína i noc e nte de rod a c u lp a . S in en t ra r e n u n e studio ex h a u stiv o d e s u pa pel e n

la obra, d i r é ( apoy á ndome e l} un número crec i ente d e . e rudit os modern os)" qu e ex is - te al men os c i er ta j u s t ifica ci ó n p ara . l a in te rpre ta c ió n ~ege!ia n a, s i bie n e s p rec i ~ o a c la - rar y co nc retar l o s b rev e s cor n e n ta n os que He g el d ed ic ó a la o bra d e Só fo c l es - l En mi opin i ón, Antí go na , igual que Cre onte , lleva a c abo u n a s implif i cac ió n imp la cable d el mund o de lo s v alore s, e l i mi nando c on no table efi cac ia l a po s ib il i dad de ap ar i c ión de

o bliga c ion e s e ncont rada s . Í Co m o a C reonte , s e pued e ac us ar a A n tíg ona de n eg ar se a

ve r a lguno s a spect Os d e ! n\ undo. No obstant e, e x ist e n t a mbién import a ntes di fe ren -

c i as e ntr e l os pr oy e c ro s d e a mb o s per s onaje s. Co n s ider a n d o esas dif erenc i as, se co m-

p r e nde que la crí ti ca al person a je d e Anr í gona no obste para que lo ju z guemos s up e- rior a C r eo nr e de s d e e l punto de vista moral.

Oh I s m e n e, mi propi a herm a n a, d e mi mis ma sa n gre , ¿sa be sq ue Ze u s no d eja - rá de c ump l ir e n no s otras ningun o de los males q u e nos v ien e n de E dip o mi e n t r as

v

i va mo s ?

¿ H as o ído tú a l go? ¿ Sab es a l g o? ¿ O no t e h as e nt e r a d o de qu é desgracias

p

ropi as d e e nemigos s e c iernen s obre nu e stro s s er es quer i do s> (1-3 , 9 -10 ).

Algu i en s e dirige a o tra persona con una perí f ra s i s que e s al mismo riemp o í nti - ma e imperson a l. Con e l mayor é nfasis, s ubraya la co nd i ción de p a r i ente próx i m a

d e su interlocutora . Sin e mbargo, s u a ctitud p a rece s orprendentemente

A n t í g ona p erci be e n I s m e ne s i mplemente la f o r m a de un a es t rec h a r e l ac i ó n fa m i -

l i ar" , De es e modo , int e nta, c o n un a c e nto c arg a do de a n s i e dad, i mbuir e n e l l a e l

r emota .

pi e he c h o d e qu e n o se t r a t e a Po l inic e s c o mo a un a m i go es, s i n má s , un a injus -

ticia.

( T < Ami ? c0(»pbilos) y «e nemigo » es tán , pue s, e n f un ció n úni ca me n te ' de l a re l ac i ó n

fa mi l i ~ L C uando A nt íg on a m anif i e st a, « mi n aturaleza me di cta u nir me e n e ! a m o r

(sympbléin), y no e n e ! od i o » , no es tá ex presan do adhesi ó n gener a l al a mor , s ino

de voción a la philía fa mi lia r l L os ví nculos d e la philía plan t ean ex ig e ncia s q ue af e c- f -- -

t an a l c scom p ro rn j s os y a cc io n es d e ! ageme ' c O iCin depe lf d e nci aae s u s - c r e s eo s . L $o l );;;

;

los s entim ie nt os de a gr a do o simp atía po r la o tra persona . \y tili z ando

g ía ka ntiana , podr í am o s d e c ir q u e, c ua n do hab l a de a mo r , A ntígon a no s e r ef ier e al

a mor « patol ó gi c o » ( que tendr ía s u s fu entes e n e l a grado o la inclinación) s ino a l am or «prácrico-t « Es m i p ropi o h er m a no », dic e a I s men e para expl i car s u de s a fí o al .

e

(45-6).[ L a rel a ción e s e n s í mi s ma f u e nte d e obligación , a l marg e n de los s en t i -

m i entos q ue pued a n a c o rnp a fi a rl al C uando A nr í gon a habla de Pol i nices co mo « m i

herm a no más querido (philtatoi) ( 80-1 ), e i n c lu s o c u a ndo de c lara «y acer é junto a é l

c omo una amada con s u a mad o (pbile

rec u e rdo pe r sonal; ninguna part i c ula ridad a nima s u s p a lab r a s" . A Ism en e , l a p e r s o- . na re specto de l a cua l hi s tóricamente deber í a s entir se pr óx im a , l a t r a ta c on dist a nt e fria ld a d ; l a tild a in c luso de enemiga (93) cuando adopta la po s tur a err ó n e a ante la

d i cto de la ciudad , « y e l tu y o ta mb ié n , a unque no quier as . N unca le t rai c ion a ré »

s r e ~or

no se d ~ id ff~ '

r ~ iac í~~ ; - q - ;¡ee i l r ia ña pu e den tener ' po c o ' que" ve r c on

la termin o lo-

p b il ou me t á }» (73), no e xi s t e ce r c an ía ni

 

b

l igaci ó n p i a do s a . [?s Ismene a quien v emos derramar « amorosa s l ágr i mas de her-

m

a na », l a q u e ac tú a m o vida po r e l a mo i . J«¿ Qué vida merece la pena pr i vada de ti?»

(

R), pr g unta c on una int e n si d a d em oc i onal que en ningún momento s e obser va

(' 11 1" pi · t I . ld d e u h e rmana. Po r l o qu e r e s pecta a ( Hemón , el hom b re que l ~ ama y

c

onoc i m ie nro re lacionado c on l o f a mi l iar: l o s « s e res q uerido s» (Phíloi) e st á n s i e ndo

l

. , t l r . :1, And on a n

l e d i r i ge u n a s o l a p a l a b r a e n e l tran s curso de la ob r~

E s a

c

a s t i g a d os co mo s i fu e r a n e nemigos (echthrái). L os p ar i e nt es a m a do s deben « ve r » l a

l

l c m 11 , no J A nd g on a , a q u ien e l coro ve i n s pi ra do p o r e ! éros ( 7 81 Y ss.). A ntígona

v

erg ü e nza

y e l deshonor de « t u s ma l e s y los

m íos» (5-6).

.

. Ha habido una guerra. A un lado e s ta b a e l ejér c iro conducido po r Eteocle s,

 

h

e rmano de A nt í gona . e I s mc : ne . Enfrente , una

ex ped i ción i nv as or a, f o ~ n

 

•• V é a nse l a, 1 1 ,7 3,84 7 , 8 8 2 , 893 ,

8 9 8 - 9. Cf e . B er nardet e,

o p . cit. , 8.6 , 9.5; Seg al, Trag,dy, p ági-

parte por extran jeros, pero coman d a d a

por o t ro hermano

rebano, Po li ni c e s .

n a 189; W innington - Ing r am,

Sophocles. p á gs. 129 y s s.: K n o x , Heroic Temper, p á g s . 79,8 0.

 

[ T a nro C . r e ont e como A n tí gona nieg a n esta heterogeneidad , aunque de m a n era

difer e nte } Cr e ?nte traza

defienden la C IUdad . De u n l ado de esa línea e stá e l enem i go, malvado e inju s ro;

q uien s e s itú a e n e l o t r o pa s a a s er, si n más re qui s iros, a migo o se r q uer i do .

n ieg a tod a pertinencia a tal d is tinción. En s u imag i nación h a dibuj a d o

(A nt i gon a

una líne a divi s or i a entre las fuerzas

inv a so ras y l as qu e

un pequeño c írc ul o e n to r no a los m i em b ro s de su fami l ia ; lo q ue ha y e n s u in-

t e rior (con a l g una re s tri cc ión qu e c om e ntaremo s de s pué s) e s la fa mi l i a; po r

tanto , amigo s y seres queridos . Lo qu e queda fuer a e s no- f am i li a, y e n con s e -

c uencia, enemigos en c ua l qu i er posi b l e confl i cto con la famil i ~ Si e s cu c h ás emo s

un co n f l i c t o b é lico, ni siquie -

ra que a l go llamado « ciud a d » ha e s tado a mena za do ". P ar a e s te pe r sonaje, e l s im -

só lo a A n tí gon a no sa bríamos qu e s e ha produc i do

3 1 Cf r . n . 7 supra.

I I Cf r . B e rn a rd e r e ,

( ~ r ea d i n g »

1.1 , K no x , Heroic T emp", p ág . 79 . La p a l a br a e n fá ti ca autátúlphon.

"

propiO h e rman o» e s uti l i z a d a do s v ec e s m ás e n l a o bra , a mba s p a ra referir se a P o l ini ces.

Un a d e e l l a s es

e

m plea d a po r A n dg on a " Cf r . Berna r dere,

( 50 2 - 4) y la- o r r a po r He m ó n , < A readi n g» 2 . 4 .

c u an d o re pr od u ce e l a r g um e nt o

de é s t a ( 694 - 9).

106

,

• • A l g un os autores af irma n que An d gona

e st á mov i da p o r u n pr of undo

a mor per s on a l a Po l inic es ;

por eje mpl o, Sant iro c co, « [u s tice » , pág . 1 8 8 ; Kno x, Heroic Temper, págs. 107 Y ss.; Winningto n - In g r a m,

o p . c it. , pág . 130 . Comp á r e n s e

Uo y d·Jo n es, ; Z ,

q u e A ntígona a m a a Po l inic es n o en cuanto P o lini ces s in o e n c u a nto o bjet ó d e un d e b e r fa mil i a r . La úni ca

pasió n que l a an i ma la co n stitu yen

Sofocle, p á g s. 1 1 2 - 4 ;

los p o d e r os o s a rgumen to s

«A nr i g o ne and C r ee n » ,

e 9 c ontra d e P e rr era,

pág . 1 1 6; L i n f orth,

p á g . 25 0 . P e r ca ta o b s er va ac ert a d amente

los de b e r es de la re l i g ió n familiar , p ue s no m ues tr a ternur a a l g un a

po r l o s i ndi vi d u o s:

S

« Qu es r r e rribil e e roina n o n e l a donn a d 'a rnore c h e m o l ri hanno vo l uta v e d e r e i n l e i » ,

ex pre s ión qu e d a a s u d olor c on l a agó ni ca af lic-

e p u e d e n c ontras t a r ,

p o r e j e mplo ,

l a f rí a y a b s tr ac ta

c

i ó n de Hécub a ( E ur í pi des,

Mujeres Troyanas, cf ca p . 1 0 , p ágs . 3 9 7 y s s.) s o br e e l ca d á v e r de s u ni e t o ,

e

n l a q ue ca d a parr e d e l c uerp o a m a do s u s cita un nue vo r ec u e rdo de a fec to c omp a rtido .

Ex i s t e n muchos

OCIOS casos similares.

" Cfr .

Pe r re ra, o p . c i t . , pág. 112. H ay que a tribu i r a I s m e n e la frase

«Oh, quer i d ís irn o Hem ó n , c ómo

te d e s h o nr a

ést a di ga al go a fe ct u oso d e H e m ó n.

de una rel a ció n fam i lia r es tre c h a , y r es ulta p erfe ctame n te

ni s i qui era desig na un afecto í n tim o.

ca nt i n e l a de s u int er l ocu ror a s o br e e l m a tr i m o nio

es q ui e n ha e s t a d o in s i s tiendo

l a c ó ler a qu e s i e nt e h ac i a A n tlgo n a .

a d loc.

t u p a dr e », Pe ar so n y ot r os e dito res la p o n e n e n labi os de A n dgo n a,

deb i d o a s u d ese o d e qu e

P e r o phlltas«, « qu e rid ís imo » no es de m as iado fu er t e e n e l CO n textO

a de c u a do

par a l a a fe ctuosa I s men e ; de h e cho ,

La ré plic a d e C r eo nc e e n e l se n t i do de q u e l e « irrita . la c ontinu a

c u a dr a c on s u r elac i ó n c on I s men e ( que , e n todo cas o,

p e r o r es ulta d e m as i a d o

s u a v e pa r a e x p resar e l o dio y op . c ir. , pá g . 2 09 , B e rna r dert e

e

n e l matrimo ni o) ,

Véa n se los a r g umen tos de Lin fo r t h ,

10

7

se mant i e n e ta n d i sta n te de l éros como e l propio Creonre " . Para e ll a, los muertos

s on «a qu é l los a qu i en e s e s m á s impo r tan t e co mpl a c er» ( 89), «Tienes u n ardie n te coraz ó n para f r íos as unt os» " (88), o bs erva su hermana, s i n com pr end e r esta pasió n im p erson a l y obses i v a .

debere s pa r a c on los famil i ares muer t os consti tu y en la ley suprema y la

máxima p as ión. Antígona organi z a s u v i da entera y s u conc e p c ión del mundo e n

f u nción de e s te 'sis t ema deóntico simple y autosuficienre. Por otra p a rte , s i al guna

vez b r otara el co n flic t o en e l s eno de s u sistema, ella d i spone

ridades q u e le dictaría co n c laridad e l cami n o q u e habría de s eguir. E l e xtr a ño dis-

c u rso (891 y ss.) en qu {Anrígo n a jerarqui z a los deberes con r e s pecto a los disti n tos

fam ili a r es fal l ecidos , ante p oniendo l as o bli gacio n es para con e l hermano a las que se de b en al espo s o y l os h ijo q resulta ( d e ser autént i co) mu y re v elador : nos hace sos-

pechar que la p r o t agon i sra és c a p az de co n s u mar una ex t raña e im p l acable simplifi - cació n de debe r es que , bas t a nt e a l ejada de to d a ley r e l igio s a co n o c id a, corr e sponde- ría má s bie n a las e x i ge n cia s de su pr op ia imaginació n p ráct ic a". OtrOS v al ores o bj eto de l a a dh esió n de Anrígo n a confirma n e s ta m i sma s os p e- cha.La ide nt if i cac i ón d e l per sona j e co n los deberes p ara co n l os difu n tos (y só l o con

Los

de un o r de n de p r io-

a

l g un o s de éstos) or igi na u n a s i n gul a r reco m posi ci ó n t a n to d e l a p i eda d como d e l

h

o n or y de l a ju s tici a, An ríg ona es en ver d a d,

s egún s u s p r opi as pal a br as, lz.1.úa.

pq.nourg~asa, a lg':li ~fl . ! 1 ! l . ~hará . to do !9 q ~~ ~ ~a . : _ ~c . ~s? - : I:ioP QL.

9

t : . J~ R i a . c i _ os 0 4 1 ;

p e r o s u pi e d a d co in cide só l o e n p a rte co n l a re li gió n c onvencional ". Habla d e s u

f id e lid ad a Zeus (95 0 ), p e r o se n i ega a reco n ocer l a fu n ción d e l di os co m o g u a rd ián

de l a ci ud a d y va l edo r d e E t eocles . La ex pr esión m i s m a d e s u d evo ci ón re s ult a s o s-

p á g s. 34 - 5;

B e rnar d ere , « A read i ng », 8 . 6; c omp á re s e c o n S ega l , Tragtdy V I I I . Ve rnanr señ a l a a c e rt a dament e : «Mais

e S o b re

e l r ec ha z o

d e l éros por p a ne

d e A mf go n a,

vé an se Ve r n a m ,

- T e n s i o n s-,

l

es d e ux d i v in i r é s [ E r os y Dioniso s ]

s e r e tourn e nt

a u ss i ce ntr e An t i g o ne ,

e nf e r r n ée dan s s a phi/ia fam i -

l

ia l e , voué vo lonr air emen t

a Hade s, ca r ju s qu e d a ns leur li e n a ve c l a rn or t , D io n y sos

e~ Eras e x prirn en r

l

es pui ss an ces de v i e e r de r eno uv e au, A n rig o ne

n'a pas s u en t en d re

I' a pp e l a se de ra c her d es "sie n s" e t de '

l

a philia fu mili a l e p o ur s 'ou v rir a l 'a utr e , accu eillir E r as, e t d a n s l'uni o n av e c un ér ranger , tra n s rn e t re

a

s

on t our la vi o .

• • E s t e pas aje ha s i do o b j e to d e e n ce ndida s c ontro ve r s i as . S in duda habrí a s ido c on s id e rado apócr i fo

A risr ó rel es e n la Rtfórica; por tan t o , es t a n an c i gu o q u e , de re s u l-

ta r ap óc rifo , s ó l o po d r ía s er l a i nterpol a ci ó n de u n a c tor . S i n e mbargo, c u esra im a gin a r qu e un act o r

int r oduje se un di s cur s o ta n ex t ra ñ a m e nte

dad e n la acción dr a m á ti c a .

de n o h a berlo cit a d o c o mo a uténti c o

le ga l i s t a y fa lt o d e e moció n en

( p ese a lo s des e o s de

un mome n to

d e g ran in te n s i -

As í, h a br á q u e a dmiti r

C oethe ) qu e e l p asa j e e s, c asi

c

o n toda seg ur i d a d , a ut é nt ico;

por ot r a pane, resu lta muy d ifl c i l e xplic a rlo como una ex p l osi ó n

co nf u sa

e

i ncoh e rent e

de p a s i ó n a moro s a

(s i bien va rio s autor es lo han i nt e n t ado;

p. ej. , Wi n nin g ro n - I n g r a m ,

Sopbocles, p á g s. 1 4 5 y ss .; K n ox , Heroic Temper. p á g s . 1 44 y ss . ) . La mejor ex p l i c a c i ó n

q u izaci ó n de valores es q u e A nr lgon a

ti

porta m i e n to

de est a f r í a jerar-

n o es t á movida e n a b s o lu to p o r e l amor per s o n a l , s in o por u n a o b s -

q u e l e d i cte s u c om -

n ada dete r mi n ació n

de conta r c o n u n c o nj u n to

f ijo y ordenado de obl i ga ci o n es

s in p rovoca r co n f li cros;

s u rec h azo d e l o e r ó ti co (cfr. n . 43 fupra) basta p ar a e nr en d e r

s u

pr

s

págs. 103-6; W in n in g r o n - In g r am,

e f e r en c ia por e l h e r ma n o. u r e l a c i ó n c on Herodoto

in Gruk Tragdy (O x f ord ,

Pa r a un a revi s i ón de la c ont r overs ia s obr e la aut e n t i c i dad

1I I. 119 , v é a s e He s ter, Sophokles, Antigone 198

1 934) .

d e l pa s a j e y s obre

y s s., 106 y ss.; K nox. o p. cit. ,

op. cit., págs. 145 y ss . Véa s e ta mbi én D. Page, Actor.!' Interpolations .

V é ase B e r n a r dete,

"

'"

«A reading » , 9 . 3 .

V é a n s e K n ox, Heroic Temper, pág s. 94 y s s . ; S eg a l , Tragedy VI I I . W i nn in gron - In gram

na a l mo d o e n q u e Anrí g o n a

r

p ág. 1 32).

n i e ga e l od i o mu tu o

d e lo s he rm a n os

de s p u é s d e l a mu e r t e

i e da d he r oi ca», « un e s f uer z o s u p re m o

po r i mpon e r lo h e r o i co s o br e u n m un do re ca l c it r a nt e»

de n o m i- una «a rbitra- ,

(Sophocles,

1 0 8

pechosa : « Zeus no promulgó esto, por lo que a m í co n cie r ne » (ou g ú tí moi Zéus

450 ) . An t í zo n a se erige e n juez de lo q u e Zeus p u ede y no p u ede dec r e t a r , co m . o

Creonte es ta b leci ó de q u ién pod í an o no cu i dar los dioses : ni n gún otro ' perso n aje

compa r te la id ea de Anrígona d e que Z e us apo y a unil.ater a l me n te l~s . de r echos ~e

los m u e r t os . La protag o ni s ta invoca tambié n . a Dike, diosa de la just l c : a: per~ Dike

a parec e e n s u d i sc u r s o s implemente c o mo « la Justic i a que v i ve .c on . l :s d~ldades

i

a Ant í gona : « Ll ev ast e a l c olm o t u os ad ía y f uiste a choc : u : c o . ntra e l e levado al , tar de

Dike, oh h i ja » ( 852-5 ). La Justicia no sólo s e e n cuentra bajo t i erra S 100 que esta ta m -

bién a quí, e n la c iudad. El a s u nto di s ta de s er tan simple como 10 p r ese nt ~A n t í gona .

Por tanto, e l c oro no l a juzga pe r sona piado s a en e l sentido c o n vencional,

co m o ' a alguien q ue ha empobrec i do su piedad , tomando sus p r opi a s decisio n es

s obre qué cosas h o nrar . Es un a « hacedora de sus propias le y es » (autonámos, 821); s u

desafío es « un imp ul s o f rag u ado por ti misma >. (autágnotos orgd, 9 7 5) . Por último,

e l cor o c al ifi c a si n ambage s de incompleto s u respe t o p i adoso ~ ; ( [E s tal acció n res p e - tuosa (sébein) es una pa r te de la piedad (eusébeia tis)» (8 7 2). \ La r ígida ad h es i ón de

.

A n tí go n a a u n red u cido número de debe r es la h a ind u c i do a ma l interpretar la na tu-

a l eza de l a p i edad , vi r t ud e n cuyo seno ~ na v i sió n ' más a mp l ia habría contemp l ado

,

nfe r nale s» ( 45 7). E l co r o r econoc e a otra Dike"

y , e n c on s ecuencia, dir á mas tarde

S 1 00

r

la ?l ? s ibilid a d de apa ri ci ó n d e l c o nf l icro J

"

L E l p l a n s im p lificador d e <: =r eo nt e l e c ~ n duj o a c~ n :i d erar a l ~s demá s u n ma t e -

ria l p a r a s u ex pl o t ac i ó n a gr e si v a , L a obedient e s urm s i o n de A nt í go na ~ l ~ s d e b e r es

p a r a c o n lo s muerto s provoca t a mb i é n un ef ecto in só li to , aunque de d i st int a í nd o - \. (y, a n dudarlo, m e nos r e pulsivo) ] Su re laci ón c o n l os de m ás e n e l m un d o de

111i b , 1 se cara le r iza p o r un a

ex tr a ña frial d a d . « Tú es t ? -s viV :! 1 »di' ce a s u h er m a n a,

"

1 1 1 ' 11 ) IlIi vida (psyché) ha e t i e mp o qu e murió por prestar a~ d~ a l~: ~ ue rt os> ~ , La

v

lill hlllll . l llJ

b x li e nt e a l de b er e x i ge,

o es , s u propia auro a niq u i l ac i ó r i r . La ac titu d

ti

, 1 ' 1 ) II r' nte l o s demás se ase meja a la necrofi l ia:

asp i ra . a poseer l ~i n e r te y s in

I

i r n i a J L a s ub ord in a ción

d e Anrígo n a al de b er es, s in em b arg o , la aspira c i ón a

e

n ve rtir s e e n nekrás, un cad á ver amado por otros cad á v e res . i ( La a p a rent e s imilitud

e

ntr e A nt í gon a y los márt i res de la tradición cristiana,

qué es per a n ~na v i d a pl e -

n a me nt e act iv a despu é s de la muerte, no deb e ocult a m o s lo i ns ó lit o de s erne -

j a n~ e m e ta. ) En e l mundo de a bajo no e x iste rie sg o d e f r a ca s ar ni de comet e r malas

a

cc ione s.

I

[ Ni C r eon t e ni An t ígona .s o~ seres. amor os o s o apa s ionado s e n e l se nt i do ~s u a l

d e a mbos términos . N ad i e , ru dio s es m h o mbres , es c a pa a l poder del éros, man i f i e s -

ta e l c oro ( 78 7 -90); pero e stos dos s e r e s ex t rañamente i n h umanos parec e n ha b er l o

1

0 g rad ; ; Cr e onr e contemp l a a las personas que r idas e n fun c ión d e l b i e n c iv i l, co m o

p

r o d u ctor e s s u s t i t u i bl es d e nuevos ci ud a d anos . [ fara A n tígona, l a s p~rso n as a m a d as

s

on los d i f unt os o b i e n OtrOSs ervi d o r es d e l os muer t os c omo e ll a misma; e l resto es

o

b jeto de com~ l e t a i n d i ferenc i a ] l i ingún s erv , i v i e n te e s amado po r s U L c _ ua li-

da d es p er so n ales, q u e r i d o c on e se amo r q u e ex p eri m e nt a Her n ó n y a l a b aIs m e n e. ;

.

nd Vmu a ndm (Leipzig, 1 90 7), p ág s. 1 4 7 y s s.; vé a se t ambi é n Sa ntir occo ,

p. c i r

" So br e

la c onc e pc i ón

p

ág . 1 7 0 .

d e l a dikt de An c í go n a y la n o v e d ad q u e s u po n e , vé a s e R. H ir ze l , Themis, Dike

«[usrice», pág . 186, Y S egaJ,

u

o

"

.

• • Se gal , o p . c i t ., re a l i z a u n e x ce l e nt e es tud i o de e s r a . f a c e ra d e A nr í g o na e n v ano s luga r es (es p.

pagI-

na s 15 6 y s s . , V III , I V, pá g . 196).

.

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-. ~

!

I

:

~

~ I

l.

1 09

LMo ~ cando s us opiniones ' s obre la naturale z a y e l " v alor d e la s per s ona s, t ant o A nngona c~mo Creonce parece? ha?er ~terado l a s . pasiones human as j Esta e s la manera en , que l ogran la a rmorua en l a . v ida, pero han de p a ga r u n C OSte eEl c or o habla del eras como de una fuer za tan impor t ant e y oblig at oria c omo las a ntigu a s

t!?E o leyes del derecho, una fuer z a f ontra la que reb e larse resu l ta, al parecer, no

mói

s

ólo insensato, s ino también censurab le \ 781-80 1) .

. Como Creome, Antígona aprende C u ando s e v e forzada a a dmitir un problema

que l at í a e n e l cen tro de s u preocup ac ión e xclu ye nte. Cr eonre c onside r aba a l a ciu-

d ad misma piadosa y a m a n t e , y pensaba que é l pod r í a e ri g ir s e e n s u ca mpeón s in

v alorar lo que a quélla v aloraba en toda s u complej i dad. (! \ . s u ve z, Antí g on a s e da cuenta f i.nalme . nt~ de q~e. e ! servici~ a lo~ difuntos necesita de la ciudad, y de que sus propIOS objetivos religiosos son irrealizables s in e ! concurso de las institucione s

.pro p ia l e!, no só l o hizo caso omiso de una parte de l a

ci

. piedad, s ino que también puso en pel i gro e l cumplimiento de los debere s pi a doso s

a . los que s e s encía tan v inculada. Apartada de s us amigos, impos i bilitada s u r nar e r - nidad , no puede tampoco s alvar l a v ida para s eguir s ir v iendo a l o s mu e rto s; ni

. vile~Si.en ~~_ ~ ll ~ ~~_ ~ ~

r

c

s us valores q u e - C r e onte

u a ndo a f i r ma q u { l a o b l ig ació n d e e ncerrar a los mu ertos e s u n a ley n o es c r i ta que

r a u na ( c ompren sión más profun da d e la co mun i d a ~ y

n o p ueden bor r ar í os decret os d ~ un g ob er n a nte ] L a cre e ncia de q u e no t odos l o s -

a lores se r e la c i ona n c on la u t ilidad , l a id e a de qu e e xi s ten o bl ig aci o nes cu ya des a -

v

te nción es profundamente de s tructi va par a l a armonía comunitaria y e ! c a rácter

i ndi v idu a l , co nst i tu ye n un a spec t o d e l a p o stura d e A nt í gona que s e sa l v a de l a c rí -

tica i mpl í c i ta que en la o br a s e hac e d e! ca r á cte r ex c lu y ence de s u s pre o c up a ci one s .

p a r t e de A nt í g o n a l a co n cie rne só l o

a e ll a . Se tr a ta d e un c o mport a m ie n co pa rt i c ul ar qu e n o a ca rrea perjuic i o a ot r a per-

o n á ] A ntí gona ll eva a c abo s u s acci on e s piadosas e n s oledad y de s d e un c omp r o-

mi s o i ndi vi dual. P u ed e hallar se i n u s itad a m e n te a lej a da d e ! mundo , pero no e jerc e

vi ole ncia s obre é l .

Antígona está di s puest a a a r ri e s -

ga rse y s acr i ficar e l cumplimi e nt o d e s u s fi n es d e un mo do que resu lta i mp os ible p a r a

de! valo r . L a v irtud de A ntíg o n a pose e

C r eon t e, dada la simpl i cidad d e s u c on c ep c i ó n

[ Por o t ra pa rte, la bús q ue d a de la virt ud p or

P o r último , y es to t a l v e z sea l o m á s import a nte,

s

,iq~iera .es tá el) si.tuación de a segurar e l . trato piadoso de s u propio . ca d áv er. [ En s us

la

f

ex

c

r

a

un g r a do de comp le jidad que pe rm i t e u n sac ri f icio a ut é n t i co dentro d e lo s l ímit e s de

últimas mrervenciones s e lamenca r e pe t idas v ec es, no tanto d e la inmin e n c ia de s u

de fen sa. de la piedad . A nt í gon a muere s i n r e t ractar se , pero . de s g a rr a d a por un con -

muerte c uan~o de s u sepa r ac i ón de la continuidad de s u linaj e, de s us a mig o s y de

l icto int e rno . A s í , s u v irtud admit e un c onflicto contin g ent e, a l meno s en e l cas o

los que habn a n de llorar por ella J Nunca se casará ni tendrá hijos. Aq u eronce s erá

tre m o e n que e l recto ejprcicio de dicha virtud ex ige l a s up resió n de s u s p r opias

su e sposo y la tumba su . cámara nupcial", A menos que cuence con l a ayuda de los

o

ndi c ion es de po s ibi l idad .l fsesde su devo c ión reduccionista a los muertos , Ant í gona

CIUdadanos, c uyas necesid a des en cuanto tales s e ha negado a tener en c uenca, mori-

ec o n oce e l p o d e r de tales circunstancias contingentes y cede a e lla s ] « ompar á ndose

rá si~ que nadie haga du e lo por ella'? ni l a s ustitu ya c omo guardiana de s u re ligión

(mi m a c o n Nío b e , c o n s umida por las lluvias y las nieves de la naturale z a (823

a miliar . En c ons e cuencia, e n s u e scena final se dirige c ada ve z má s direc t ament e a

f

y

. ) n. ( n a nt er ioridad , s e había c om p ara do a la hembra del pájaro que ll o r a s obr e

los dio s e s de la ciudad ( 839 , 9 4 3 y ss.), h as t a qu e s u s ú ltim as

palab r as recuerdan una inter v ención a nterior de C reonte (199 y ss.) y s u s pr e ocu - . paciones comienzan a mezclarse con las de é ste:

los c iudadanos ya

Oh, ciudad de mis padres de e sta tierra de T e bas. Oh, dioses, progeniror e s de ' nuesta raza . Soy arrast r ada, ya no hay demora . Mirad. prínc i pes de Teb as, a la últi -

m a de v u es tro linaje r ea l . Mirad lo qu e s u f r o y a manos de quiénes , po r g u a rdar la rever e ncia d e bida a l a piedad (937-43).

[ Nos e nconcramos , pues , a nte do s mundos prácticos estrechos , ante do s plane s

s i~p l ificadores y de evitación d e l con~icto ~ En uno de el l os, y en e ! plan c orr es pon-

di e nte, un solo ;alor humano se convl~rte en el fin ú l timo; en e ! otro, y en e l se gun-

do plan, un conjunto de deberes ha e c lipsado todo s los restantes. Sin e mb a rgo, pode - mos : llora . recono c er nuestra a.dmir a ción por Antígona, una a dmiración que no

hemos s entido por Creonre . Es Import a nte

, En primer lu~r, dencro d e l universo de la obra parece c l a ro que l a opción de

A nngona :s prefen?le a I.ade Creonr e, L a descon s ideración de los v alore s c i v iles que

a carrea la inhumaci ó n piadosa del c uerpo de un e nemigo e s mucho menos radical

que l a transgresión re ligiosa que e ntraña la acción de Creonr e" . A ntígona dernues-

determ i nar l as ba s e s de esta difer e ncia.

•• V é an se es pe c i a lment e 8 10-1 6.867, 8 76 - 8 0 .8 91 , 916-1 8 . so C fr . , 84 2- 9 . 876 - 7 . 8 81- 2. " Cfr. ropra p á g s. 94 - 9 6 y n , 1 4.

110

~

i , no e así e n s u acc ió n h e r o ic a co n la v ulne r abi l idad femen i na .) ( IU 'r . r f r ece r l e un br e v e c o n s u e lo, s ugiriendo que, a la v ista de s u

1;1 1)111 p . I I ·

1111111.1 f.1I1l,l, · u m a l a fo r t u n a c a r ec e e n rea lid a d de importanc i a, aunque e lla int e r-

m un a bur l a . E s t a v uln e r a bi l idad e n la v irtud. Íe sta c a pac i dad de reco-

I" r l . ' '~ t o

11tJ r 1 m und o de l a n a tur a l e z a llo r ando las restricciones q u e i mpone a la excelen-

1 Il Id o

v t (o ,

d

a

. e s l o que s eg u ra menre conrribu y e a hacer de Antígona la má s humanam e nte

r

a

c ion a l y m á s ric a de los dos per s onajes ~ otag o ni s t as : a la v ez a cti va y recepti v a, no

s

ó

l o e xpl o ta dor a ni s i mplem e nte v íctim a J

N

La s perspecti v a s s obr e e l va lor de C r e onte y A nt í gona s on e stre c ha s y reduccio-

ni s t as. Las pr e ocupaci o ne s d e ca d a uno reve lan v alore s imp o rtante s qu e e l otro rehú-

s a tomar e n c on s id e raci ó n. A e s t e r especto , l a cé leb re i nterpr e ta ci ó n de Heg e l debe

con s id e r a rse correcta, a unqu e h a s i do o bj e to de b a s t a nt es ab uso s. Es posible que Hegel c ometiera un e rror a l no re parar e n que, e n e ! univer s o de la o bra, la e lección de Anrígona es c l a ram e nte s up e rior a la de Creonte: s in e mb a rgo , s u crítica general

a l a de s atención de la e sfera civi l por parte de Andgona no de ja de s er válida por esa

circun sr a ñ¿ i a; C o m oy : a hé ~ o ; · co mprob a do l3: Ahora bien, par a Hege l , la falta que

" La imp orta n c ia de es ta a lu s i ó n a l mun do na tur a l e s obs erv a d a po r S e g a I . e n Tragtdy, p ágs . 1 54 y s s .

" Cfr . A . C . B r a d l e y , « H ege l ' s Th e ory o f T r a ged y » , Oxford Lectura on Poetry ( Lond re s . 195 0 ) , p á gi - nas 69- 9 5. r e i r npr e s o e n A . y H. P a olucc i , Hegel on Tragedy ( N u e va Yo r k. 19 75). págs . 367 y s s.) .

111

l c a be r e proch a r a los pr o tag o n i st a s r adic a r ía só lo e n la e st re che z y un i late ra l i dad de

s u s v i s i on e s , n o e n s u s objetiv os de ev itaci ó n de con f licto s. La e liminac ió n de l os

c o nflictos e s , se g ú n es te au tor , una me ta a cept a ble y digna de e log i o e n la é t i ca

h umana j ~ n l a tr<ll ?edi aap r en dem os a n o . per s eguir la eq ui v oc a d a men te, es to es, con

l

mo s , p ~ r i mpl i c ació n , e l proc e d im ien to correct o : u na sí nte s i s q u e haga j u s t ic i a a l as

o b ligacio n es co nt ra pue s tas. He g e l c on c lu y e dic ie nd o qu e , « e n res um i d a s c u e nta s, es

~ ad ll _ esI On c :

xd t¡S lvaun_ a. Y alo!". ~ . !}de trImento _ d e o t r os . Pero asimi s mo d es cubr i -

\ )a a rmon ía en t re est a s esfe r a s [ l a f am i li a y la ci ud a d ] y l a acció n c oncor d a nt e de nt r o de los ~ í mi tes d ~ s u c onteni d o reali zado , lo qu e c on s t i tu ye l a rea li dad p erfe c cio nad a . d.e ,la v ida mo r ~r~ l ,: , erdader o c urso de ! d e sarrollo d ram ático c on s i s t e e n la a nul a -

c ion d e l as c o n t / J¡ zc ct on es en cuanto t al es, e n la re co n ci liaci ó n d e l a s f uer z as de la

acci ó n hum a n a q ue

m uruo j ~ . A l g u n~s a ~tores ~ o dernos s e han h e cho eco de e ste e n fo qu e , se ñal an do

q u ~ " p~a un a uditor~o at e r uens e, la o br a esce n i ficar í a e l r eto de O o g ra r un a a rrn o ni - zac io n l i br e de c o n f licto s e ntr e c ompromi s os c ontrapue s tos , s in de jar de l a do nin-

a lt e rnat ivam ent e intentan n e gar s e en tre s í e n s u c on f licto

g

un o de e llos 55] « :

H

a s ta c ierto punto , la c rítica hege!iana par ec e prometedora . C i e rtam e nt e, uno

d

e los principales moti v os de org u llo de lo s a t e nien s e s , hijos e spir i ru a l es d e P e ri c le s ,

fue h a b e r d e sarrollado un orden civil que incorpor a ba las ex ig e n c i a s d e l a s « l ey e s no

es crit a s » de l a o bli ~~iQ n . r ~ 1iKio ~~ . J : J~ . resEetaba (cfr . Tucídides I1 . 37 ) , P e r o ' li - ; - ;a

c . os ié s afii I D - : arq u e el estado respetará d.ic~as o bUgaciones en genera l y otra mu y di s -

t i nta pr e deClC, c omo hace Heg e l , la e l iminaci ó n de toda posibilidad de tensión y

conflicto. L a cancelación de dicha posibilidad requiere, o as í no s lo parece , un a refor~ ~ . m~cho ~ás r:~ic a l. A dem ás , disponemo s ya d e ra z one s par a con s id e r ar la ~n a irucianv a peligros í sima , pu e s c on e ll a c o r r e mo s e ! rie s go de ne g ar p a rt e de la Clqu ~za d e ! mundo d e l o s. va lor es y ol v id a r e l ca r á cter pr o pio d e s u s d i s t inta s ex i -

g

e nc ias . D ~ nu . e s .tr o e studio s obre los prot a g o n i s tas de l a Antigona c a b e in fe rir q u e ,

p

ara ha cer JuStl~la a la . natur a l ~ y l a idenrid.ad de ~o s va l o re s di s tint os, es o bli ga-

do re sp e tar s u d i f e r e n c i a, y qu e ¡ r esp e t a r esa dif e r e nci a - en s u s as pe c t os t a nt o cual i-

t

~t i vo co m o de d is. tinci ó n ~um é r i c a - : ex ig e re c o nocer que ex i st en , a l men o s p o t e n -

c

ialr n e nr e , de terminad as c ircun s t a ncias e n la s q ue s e produci rá una co l isi ón e n tre

e

ll os 5~ La d i s tinci ó n re quier e una delimitaci ó n fr e nt e a ot ra c os a, l o c ua l , a s u vez,

s

up o n e l a pos ib i l i d a d d e un a o po s ici ó n y -p a r a e l agente c o mprom et id o co n l os

v

al o r es- de un co nflicto . Sin em b a rgo , t odo l o dicho hasta a hor a no es s in o u n co n-

j

unt o de su p osic i o n es . P ar a a n a li za rlo m á s porrnenor iza d a m e nre , a bo r d a r e m os e n

p

rim er l u ga r l os pe n s a m i ent os y r e a cc i o n es d e ! c or o y , a continu a ci ó n , l o s d e o tro s

d

o s p erso n a j es : Ti r esias y Hem ó n .

 
 

La lí r ic a c or a l de l a An t íg on a

es de un a den s id a d poco c orrient e " . C ad a cant o

p

o s ee u na es tr u ctur a i nterna y un c onjunto d e r e s onancias propi o; es una re fl ex i ó n

s obr e l a acción . y s obre otro s c anto s a nt e rior es. En con s e c uencia, p a ra int e rpr e tar

e n roda la pl e n it ud d e s u s fa c e t as c u a lquier imagen o f ra s e ha y qu e tra z ar una c orn-

G .

Art ( L o nd r es ,

"

W . F . H ege l, Esuiica, págs. 6 8, 7 1 d e la t r ad. ingle sa d e P. B. Os rn astont

1 92 0) , v o l . IV , re impr eso

e n Hegel on Tragedy (n, 53 supra).

Th~Phiwsophy ofFim

" C fr . n . 8 supra.

56 Para un d esa rr o ll o de e sta mi s m a id e a, v é a se N u ss b a um ,

" . L o qu e d ir é so br e l . líri ~ co ral s e r e l ac i o na c on las o b serva c i o ne s d e G o h ee n , Linforrh y S ega l , O tr o

« C r ys tal s» ,

es tudio q u e me h a S ido muy úti! e s e l de A . L e b eck, The Üresteia ( Ca m b ri dge,

M

a ssac hu s err s ,

1 9 7 1 ).

112

plej a re d d e c one x iones , y a q ue . ca d a e l eme nt o m o di fic a y es m o d i f ic a do po r l a s

i

m ág enes y l os di á lo gos qu e l o a n re c e d e n l Si n e mb argo, n o basta s eñala r que l o s

s

uc esiv o s elemenros de lo s ca nto s co r ales ~ o dific an a l os ante ri o re s o pr of u nd i z a n

en e ll os ; l a r e d de co n e xio nes q u e es preciso d i b ujar resu l ta m u c h o m ás co m pleja,

ya q u e l a s reso nanc i a s de los e leme n tos l ír ic os s on pros p e c r i vas a dem á s de re t r o s - pectiva s f Una i m agen conte nid a en u n ca n to d ebe s er i n terpret a da , no s ó lo e n e ! co n text o de los diá l ogos y c anto s preced e n te s, s i n o t am b i én a la lu z d e la s i n ter-

v

enciones c o rales y los a conteci m ientos futuro ~ U n a de c larac i ón i n t r í nse c ame nt e

o

pti m is t a ( m ás b ien ha br ía q u e decir, una de c la raci ón q u e, i n te r preta d a de for m a

a

i s lad a , pare c e r í a o ptim is ta , pues no a dm i t i mos q u e e s ta s refe r e nc i as s ean m er a -

me n t e e x t rí n secas) p u e de verse c i rc u nscrita e i n clu s o tr u n c ad a p o r u l t e r ior e s a pa-

ri cione s de las mis m as i m áge n e s o p a l ab ras; as imi s m o, un a imagen a p a r e nte m e n t e ~

d

es ola d or a p u ede mos tr a r e n u n momento poste r io r s u l ado es p era n za dor . Po r ot r a

p

a rte, la com pr e ns ió n pl ena de u na o d a r e qu iere un a i nt er pr e t ac ión m á s exha u sti-

va y pr o funda d e lo qu e pue den ind ic ar la s in t e n c i o n es a p are nr es d e los a nc ia n os

de l c oro

los s ueñ o s de

c ant i da d de a lusiones c ondensadas y s util e s, a l u s ion es t a l v e z mu c ho más num e r o -

sa s de l o que e l propio s oñador pu s o delib e radam e nt e

que p o dr ía de s cifrar con faci l idad ", De esta man e ra, una i nt e rpr e ta c ión c ompleta

d e l a lírica c ora l e x i ge prestar gran atención a l as con e xione s de s us co mponent es

exter n os , pue s c ada i ma g en y c ada canto acr e c i entan s u propia d ensidad m e diant e

en e l momento de s u r e c itaci ó n . A s í , c abrí a p e n sa r qu e l as o d as s on c om o

los miembros d e l cor o y qu e, a l i gual qu e l os s ueñ os , c onti e nen gra n

e n s u s e nsoñ a cion es o de l o

l i S r sn n n n i as n cro s pa s ajes y , p