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Instituto Superior de Engenharia de Coimbra Engenharia e Gestão Industrial Automação e Instrumentação Trabalho

Instituto Superior de Engenharia de Coimbra

Engenharia e Gestão Industrial

Automação e Instrumentação

Trabalho Prático Nº 2 – Erros introduzidos pelos aparelhos de medida e pelos elementos que compõem o circuito eléctrico

1. Introdução

Erro (da medida): este termo refere-se ao erro absoluto da medição, o qual é definido

como sendo a diferença algébrica entre o resultado da medição e o valor

(convencionalmente) verdadeiro da grandeza medida.

Ao quociente do erro absoluto da medição pelo valor convencionalmente verdadeiro

da grandeza medida designa-se por erro relativo.

À componente do erro de medida que varia de forma imprevisível quando se

efectuam várias medições da mesma grandeza designa-se de erro aleatório; à

componente do erro de medida que, em várias medições, se mantém constante ou varia

de forma previsível designa-se por erro sistemático.

1.1 Erros O valor convencionalmente verdadeiro, definido anteriormente, e que passaremos a

considerar ser o objectivo de uma medida, só pode ser conhecido com uma imprecisão

causada pelos diversos erros associados à medição. Existem genericamente três tipos de

erros: os grosseiros, os sistemáticos e os aleatórios.

1.1.1 Erros grosseiros

Os erros grosseiros são geralmente humanos e devidos a causas como: leitura

incorrecta das indicações dos aparelhos de medida, aplicação incorrecta dos aparelhos

de medida, erro no registo dos valores medidos, erros nos cálculos efectuados sobre os

valores experimentais. Podem, em si próprios, ser sistemáticos ou aleatórios, consoante

conduzam a resultados apresentando características comuns ou não, embora estes

últimos sejam extraordinariamente pouco frequentes. A título de exemplo. considere-se

a figura 1 em que está representado um circuito montado com a finalidade de medir o valor da resistência R, utilizando-se para o efeito um voltímetro V e um amperímetro A.

para o efeito um voltímetro V e um amperímetro A. Figura 1. Medida de uma resistência

Figura 1. Medida de uma resistência utilizando um voltímetro e um amperímetro.

Supondo que o voltímetro tem uma resistência interna, R v , e o amperímetro de , R a , ter-se-á para o valor equivalente do circuito, R eq :

R

eq

=

R

a

(

R

+

R

v

)

+

R

R

v

R

+

R

v

(1)

Dependendo do valor de R R a e R v , pode-se estar perante um erro grosseiro de medida. Os erros grosseiros podem, e devem, ser evitados tomando precauções, nomeadamente na leitura e registo dos valores medidos. É recomendável executar pelo menos três leituras diferentes, de preferência, e na medida do possível, desligando e voltando a ligar o instrumento de medida. O facto de a quase generalidade dos erros grosseiros que afectam o resultado das medições ser do tipo sistemático torna infrutífero qualquer tratamento matemático dos resultados, com vista à obtenção de valores das grandezas com menor imprecisão.

1.1.2 Erros sistemáticos

Os erros sistemáticos, que afectam uma medida realizada por um método apropriado, são geralmente divididos em duas categorias: erros instrumentais e erros ambientais. Os primeiros são devidos a limitações dos aparelhos de medida tais como: desajuste do zero da escala (erro no zero), incorrecção na graduação da escala, insuficiente largura de banda, efeito de carga sobre o objecto de medida ou inexactidão. Os vários erros variam de instrumento para instrumento. Assim, e por exemplo para uma aparelho analógico, a variação da tensão mecânica que é responsável pelo retorno da equipagem móvel ao zero ou a fricção a que são sujeitas as suas várias partes moveis constituem causas suficientes para a ocorrência de um erro sistemático que, no limite, poderá ser grosseiro. Os erros sistemáticos instrumentais podem ser evitados mediante as seguintes acções:

(1) – selecção dos instrumentos apropriados para a medição em causa; (2) – corrigindo os valores experimentais após determinação do valor do erro; (3) – procedendo regularmente à verificação da exactidão dos instrumentos e ao seu ajuste – (operação destinada a levar um instrumento de medição a um funcionamento e a uma fidelidade adequada à sua utilização).

No que respeita aos erros ambientais as causas são, como o próprio nome indica, exteriores ao sistema de medida – (conjunto completo de instrumentos de medida e outros dispositivos montados para executar uma tarefa de medida específica). De entre os principais factores influenciadores de medições são de referir a temperatura, a humidade, a pressão atmosférica e os campos magnéticos e eléctricos estranhos. Para evitar o efeito produzido pelos três primeiros sobre as medidas procura-se realizar os ensaios em ambientes condicionados, isto é, em ambientes em que os valores daquelas grandezas físicas se situam em intervalos bastante apertados. No caso de medidas de grandezas eléctricas de elevada exactidão, por exemplo, a temperatura ambiente definida internacionalmente é de 20ºC. No que respeita à influência provocada por campos, nomeadamente estáticos, sobre o sistema de medida, a sua diminuição passa pela blindagem do sistema de medida ou, pelo menos, das suas partes mais susceptíveis a este tipo de ruído. Os instrumentos de medida podem apresentar limitações que se manifestam no aparecimento de erros quando da execução de medidas estáticas (medida de uma grandeza cujo valor se pode considerar constante durante a medição) ou de medidas dinâmicas – (determinação do valor instantâneo de uma grandeza, e se for caso disso, da sua variação no tempo). Os aparelhos analógicos, porém, apresentam genericamente importantes limitações de resposta quando a grandeza a medir varia no tempo, o mesmo se não passando quando ela é constante. Diz-se por isso apresentarem erros sistemáticos dinâmicos.

1.1.3 Erros aleatórios

Os erros aleatórios são devidos a causas desconhecidas ou que, embora conhecidas, afectam a medida de uma forma não previsível. Em geral, e em condições experimentais apropriadas, os erros deste tipo são pequenos; têm, no entanto, primordial importância em medidas de elevada exactidão, uma vez que contribuem para uma menor precisão

dos resultados obtidos (maior dispersão dos valores medidos). Exemplos de possíveis

causas de erros aleatórios são abundantes: arredondamentos efectuados nas leituras das indicações dos instrumentos de medida, variações verificadas no funcionamento dos aparelhos de medida devidas a pequenas alterações ambientais ou dos componentes eléctricos ou mecânicos que o constituem. No caso de sistemas de medida em que estejam envolvidos sinais eléctricos, e devido à natureza intrínseca destes, verificar-se- ão sempre erros ocasionados por quatro tipos de ruído: o térmico, o granular, o cintilante e o crepitante.

1.2 Ajuste de valores

O ajuste de valores tem por objectivo compatibilizar resultados de acordo com

restrições que lhes estão impostas. Essa compatibilização pode geralmente ser conseguida por diferentes formas, isto é, o ajuste pode ser realizado de diferentes

maneiras. Exemplo típico de ajuste de valores é o que se executa sobre um conjunto de pares de valores de duas grandezas, x e y, dependentes linearmente uma da outra. A utilização de um método de regressão por mínimos quadráticos será, nesse caso, a forma mais usual de obter valores ajustados.

A determinação da inexactidão do valor medido de uma qualquer grandeza é, em

particular no chamado domínio das medidas de alta precisão (mais correctamente, alta exactidão), um dos problemas de mais difícil resolução, só ultrapassado, em grau de dificuldade, por esse outro que consiste na concepção de métodos, processos e instrumentos de medida que possibilitem realizar medidas cada vez mais exactas. Como se viu, para a inexactidão contribuem erros dos tipos sistemático e aleatório. De um modo geral, a dificuldade principal reside na estimação do valor dos erros do primeiro tipo, uma vez que a influência dos do segundo tipo, já de si pequenos em medidas bem concebidas e realizadas, pode ser minimizada realizando grande número de medidas e procedendo ao tratamento dos valores obtidos utilizando métodos estatísticos. A forma mais natural e normal de especificar a inexactidão de uma medida consiste na indicação do intervalo de valores, em torno do valor medido, dentro do qual deverá estar o valor convencionalmente verdadeiro da grandeza medida. A forma de obter os limites desse intervalo passa pela:

- determinação da precisão da medida. Para isso terá de ser possível obter informação quanto à dispersão dos valores obtidos ou que se obteriam realizando um elevado número de medidas da grandeza em questão;

- estimação do valor dos erros sistemáticos que afectam a medida. Nesta estimação

desempenham papel fundamental aqueles que concebem e realizam os ensaios. Tendo procurado que todas as fases que conduzem à obtenção do valor da grandeza fossem isentas de erros sistemáticos, e dispondo até de algumas técnicas que lhes permitem o despiste desse tipo de erros, compete aos experimentadores avaliarem o limite superior do erro sistemático cometido. Note-se que a estimativa, que é personalizada, não é, naturalmente, o valor certo desse erro; corresponde, apenas, à manifestação, por parte de quem a apresenta, de que não possui elementos que lhe façam supor ser superior o valor do erro sistemático cometido. Nos processos de medida usuais, os erros aleatórios seguem uma lei de distribuição do tipo normal ou de Gauss.

seguem uma lei de distribuição do tipo normal ou de Gauss. Figura 2 – Distribuição do

Figura 2 – Distribuição do tipo normal ou de Gauss

O valor médio, X , de uma população de n acontecimentos x i que verificam uma distribuição desse tipo,

1 x = n
1
x =
n

n

i

x

i = 1

(2)

x , constitui o valor mais provável dessa distribuição, o que significa, no presente contexto, que se se realizarem n medidas sobre uma mesma grandeza mantida constante,

o valor médio do conjunto de valores obtidos constitui o valor mais provável dessa

grandeza. Por outro lado, o desvio padrão, , do conjunto finito de n medidas, definido

como

σ

=

n 1 2 ( x − x ) i n − 1 i = 1
n
1
2
(
x
x
)
i
n − 1
i = 1

(3)

expressa quantitativamente a dispersão dos valores obtidos em torno do valor médio,

constituindo, assim, uma medida da precisão global do processo de medida utilizado.

Quanto maior é o valor de (maior dispersão de valores), menor é a probabilidade

do valor médio ser o valor da grandeza medida.

1.3 Algarismos significativos

A apresentação numérica do resultado de uma medição depende, para além de outros

factores, da resolução do dispositivo indicador do aparelho de medida utilizado. Assim,

é essencialmente diferente expressar-se o valor de uma grandeza como sendo 31 ou

31.00 unidades dessa grandeza; enquanto que no primeiro caso o dispositivo indicador

permite apenas afirmar que o valor medido deverá estar mais próximo de 31 do que de

30 ou de 32, no segundo a afirmação é de que esse valor estará mais perto de 31.00 do

que de 31.01 ou de 30.99. Existe, portanto, uma ligação entre o número de algarismos

significativos com que se apresenta um valor medido e a resolução do aparelho de

medida utilizado, o que torna ilícito expressar, não só esse valor como outros que dele

resultem por manipulações matemáticas, com maior número de algarismos

significativos do que os resultantes dessa resolução.

Quando o valor de uma determinada grandeza é obtido a partir de operações

matemáticas executadas sobre valores numéricos de grandezas medidas, o seu número

de algarismos significativos será, de acordo com o que fica dito, e na melhor das

hipóteses, igual ao que tiver o valor expresso com menor número de dígitos; ou inferior

em um dígito significativo.

1.4 Propagação do erro

Uma função de componentes (x, y) apresenta um erro total que se pode calcular a

partir dos erros dos componentes. Um sistema de medida constituído por uma cadeia de

componentes dados por

(4)

onde x, y são valores medidos com os erros individuais x, y, então

(5)

uma vez que pelo desenvolvimento da série de Taylor

M=f(x,y),

M = f( x± x, y± y, z± z )

f( x± x, y± y, z± z )=f(x,y,z)+

f

x

x

+

f

y

y

+

1

2

f

2!

2

x

(

x

)

2

+

2

f

y

2

(

y

)

2

+

(6)

Como x, y são pequenos e ( x) 2

ainda são mais pequenos serão, podendo ser

desprezados e teremos

± M = f( x± x, y± y, z± z )-f(x,y,z)=

f

x

x

+

f

y

y

(7)

Assim o erro absoluto limite, ou máximo, será dado por [E. O. Doebelin]:

M =

∂ f ∂ f ∆ x + ∆ y ∂ x ∂ y
∂ f
∂ f
x
+
y
x
y

(8)

Quando as incertezas nas grandezas medidas directamente são independentes e

aleatórias, podemos adequar a incerteza total à fórmula quadrática, assim o erro

absoluto limite ou máximo, usando o desvio padrão, vem dado por [B. Jones]:

M =

2 ∂ f ∂ f ∆ x + ∆ y ∂ x ∂ y
2
f
f
x
+
y
x
y

2

Exemplo: Seja M uma função dada por

M=2x+y

(9)

Em que x e y são medidos independentemente. Pretende-se calcular o valor de M e

do seu erro a partir dos erros de x e y

x=90±1

y=35±2

Calcular M?

x=1 y=2

dM/dx= 2 dM/dy=1

Então M= |2x1| + |1x2| = 4

Assim M = 215±4

No caso dos valores x e y terem sido obtidos pela média e o desvio padrão

(

2×1

)

2

(

+ 1× 2

)

2

Então M=

Assim M = 215±3

= 2.83

Para a multiplicação e para a divisão

z = x y

ou

z = x/y = x y -1

Assim considerando o erro vem associado a cada variável vem

(10)

sendo x << x e y << y, assim o ultimo termo é muito inferior aos outros termos

podendo assim ser desprezado, vindo:

z + z = (x + x)(y + y) = xy + x y + y x + x y

z = xy

z = y x + x y

A forma usualmente mais usada é apresentar o erro relativo, isto é, z/z, assim

z

z

=

x

x

+

y

y

+

(11)

Quando é usado o desvio padrão o erro relativo vem

2 2 ∆ z ∆ x ∆ y = + + z x y m
2
2
z
x
y
=
+
+
z
x
y
m
n
Para produtos de potências ( z = x y
) a propagação do erro relativo vem:
∆ z ∆ x ∆ y = m + n z x y
z
x
y
=
m +
n
z
x
y

+

(12)

(13)

Caso o erro seja dado pelo desvio padrão o erro relativo vem:

2 ∆ z m ∆ x ∆ n y = + z x y
2
z
m
x
n
y
=
+
z
x
y

2

+

(14)

Todas as restantes expressões para a propagação do erro poderão ser determinadas pelas

equações 8 e 9.

2. Descrição do trabalho

Neste trabalho vai-se analisar o erro resultante das medições com os aparelhos de

medida, bem como a propagação do erro na manipulação matemática de valores.

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Procedimento - Trabalho Prático Nº 2 – Erros introduzidos pelos aparelhos de medida e pelos elementos que compõem o circuito eléctrico

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Hora:

Deverá entregar ao professor no final da aula a folha relativa ao procedimento do trabalho.

1. Verificar e registar o valor das resistências apresentadas na tabela com o ohmímetro. As resistências deverão ser colocadas na placa branca e de seguida as pontas do ohmímetro nas extremidades da(s) resistência(s).

Resistência

Ohmímetro

Nº de dígitos significativos

1k

1M

2001k

2K

Aplique a propagação do erro e determine o erro absoluto e relativo do erro para o grupo de resistências que compõem a resistência de 2001 ke 2K. Verifique se os valores das resistências obtidos pelo ohmímetro se encontram dentro do erro determinado.

2. Monte o circuito apresentado na figura 1 e registe a tensão e corrente registadas pelo voltímetro e amperímetro, respectivamente para as resistências apresentadas na tabela que se segue. Deve colocar o amperímetro em série no ramo do circuito onde pretende medir a corrente eléctrica.

ramo do circuito onde pretende medir a corrente eléctrica. Figura 1 – Circuito da montagem Automação

Figura 1 – Circuito da montagem

Resistência

Voltímetro

Amperímetro

Resistência calculado

Ohmímetro

30

       

1k

       

1M

       

Comente o resultado obtido para as resistências aplicando a Lei de Ohm com o obtido pelo ohmímetro.