6 de Janeiro de 2013 Ex . Sr.

Ministro da Educação e Ciência,
mo

Assunto: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90)
Venho por este meio dirigir-me a V. Exa., como responsável no domínio da Educação em Portugal. Tal responsabilidade não se esgota na emissão de diplomas de natureza burocrática nem na gestão administrativa; a Educação é muito mais, e prende-se com muito mais, tange a cultura e a formação de cidadãos competentes, activos, livres e responsáveis. Daí que a voz de um Ministro da Educação seja essencial para a construção de uma consciência e alma nacionais. Serve esta missiva para conclamar V. Exa. a uma tomada de posição sobre uma matéria que é fulcral para a identidade portuguesa: a língua. Não se entende, nem tão pouco convém, o silêncio do Ministro da Educação; entendemos que deve este manifestar-se, no âmbito das suas competências políticas. 1. Três deputados do PSD-Açores à Assembleia da República têm desde há algum tempo endereçado sucessivamente perguntas ao Governo acerca do AO90. A última série foi dirigida a 21 de Dezembro do ano transacto: «a) Como reage o Governo à decisão do Governo de Brasília de adiar a entrada em vigor do AO? b) A persistência até aqui verificada na errada decisão do Governo anterior, não se sente desafiada pela posição oficiosa de Angola de recusar o AO por pretender respeitar a genuinidade da língua portuguesa? c) Vai o Governo accionar os mecanismos diplomáticos adequados para promover a revisão em profundidade do conteúdo do AO? d) Que participação será assegurada aos poetas, escritores e professores de língua portuguesa nas tarefas de crítica ao conteúdo do AO e preparação da revisão do mesmo? e) Vai o Governo determinar a imediata suspensão da aplicação do AO e quando?» Concretamente, a única resposta conhecida é da parte do Sr. Chefe de Gabinete do Ministro da Educação e Ciência (MEC), datada de 26 de Abril de 2012. Citamos parte dela:
“Não se identificam, além disso, dificuldades de maior no processo, nem estão apontados constrangimentos à aprendizagem da escrita da língua portuguesa por parte dos alunos, nem do seu ensino, por parte de professores. Continuam a ser feitas ações de formação, dinamizadas pelas próprias escolas ou por editoras. A avaliação dos alunos durante este período de transição, em que muitos dos manuais escolares são publicados de acordo com a nova grafia mas ainda se utilizam alguns com a ortografia anterior ao A090, é feita em consonância e coerência com os materiais e os métodos utilizados; as regras de avaliação são explicitadas e conhecidas de alunos e professores antes de cada momento de avaliação. Segundo a «Declaração Final dos Ministros da Educação da CPLP», na sua VII Reunião (de 30 de março de 2012), o Secretariado Técnico Permanente da CPLP (constituído por representantes de Portugal, de Angola e de Moçambique) trabalhará, “em conjunto e com o apoio do Conselho Científico do IILP e das instituições académicas dos Estados Membros”, no sentido de diagnosticar «constrangimentos e estrangulamentos na aplicação» do A090 e de desenvolver ações para a «apresentação de uma proposta de ajustamento» do A090.” [Por questão de respeito para com a fonte, não foi alterada a grafia utilizada nesta resposta, que pretende ser conforme ao AO90.]

2. Esta nota cita, e bem, a resolução final da cimeira de Luanda dos Ministros da Educação da CPLP, de 30 de Março de 2012, e o compromisso assumido por estes. Há, pois, uma responsabilidade que incumbe a V. Exa. de proceder ao diagnóstico referido. 2.1. Sr. Ministro, entre a declaração de Luanda e esta nota do Sr. Chefe Gabinete do MEC transcorreu MENOS DE UM MÊS. Quando virá a público o estudo feito, nesse tempo transcorrido, o qual terá permitido ao Sr. Chefe de Gabinete declarar que não existe espécie alguma de constrangimento nem de estrangulamento, que tudo segue dentro de uma putativa normalidade, clareza e tranquilidade? A existirem, seria possível torná-los público, para cabal esclarecimento? 2.2. Ou terá esta nota partido do princípio de que nada existe, o que é contraditório em relação àquilo que V. Exa. concordou haver, como signatário da declaração de Luanda? Proferir conclusões e emitir decisões comunicados

e resoluções ministeriais com base em juízos apriorísticos e sem fundamentos, quaisquer que sejam, são uma falha grave de governação. 3. Este diagnóstico está, no entanto, feito. 3.1. Pelos diversos linguistas e especialistas, que, antes da alegada vigência do AO90 emitiram pareceres em que alertaram para as consequências gravosas da mesma, e por cidadãos atentos, utentes da língua e preocupados com a qualidade dos usos da mesma (escritores, linguistas, deputados, jornalistas, autarcas, juízes, professores, em artigos de opinião, etc.). 3.2. Linguistas e especialistas estes que têm reagido e denunciado o caos ortográfico furiosamente crescente, sem o menor sinal de apaziguamento, até mesmo com alterações já patentes na pronúncia, ao contrário do que ainda dizem os defensores do AO90, segundo os quais de modo nenhum a pronúncia seria alterada. 3.3. A suposta unificação da língua é impossível, porquanto persistem diferenças inconciliáveis. 3.4. Por outro lado, há “constrangimentos e estrangulamentos” legais e constitucionais ponderandos a respeito da aplicação do AO90. 3.5. Dos primeiros, cite-se a síntese feita por António Emiliano (Professor Associado Agregado de Linguística da Universidade Nova de Lisboa), em Síntese de problemas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 — documento apresentado à Comissão de Ética, Cultura e Sociedade na Audição da Petição N. 495/X (Petição em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico), 25/9/2008:         nunca foi discutido pela comunidade científica portuguesa nem pelos sectores da sociedade portuguesa mais afectados, apresenta fundamentação deficiente e falaciosa das mudanças propostas, contém erros técnicos grosseiros e propõe soluções ortográficas estapafúrdias e injustificáveis, revela insensibilidade à preservação da estabilidade ortográfica e ao valor patrimonial da ortografia, revela incompetência na análise da estrutura, função e inscrição social de uma ortografia, destrói de facto o conceito de norma ortográfica, instaurando o caos ortográfico nas escolas e na sociedade, terá consequências educacionais, culturais, sociais e económicas nefastas, afectando negativamente profissionais portugueses de diversos sectores, afectará de forma muito negativa a normalização e estabilização da terminologia técnico-científica em Portugal e nos países que usam a ortografia euro-afro-asiático-oceânica, afectará negativamente o prestígio de Portugal: é um atentado ao desenvolvimento, à educação, ao progresso e à competitividade dos Portugueses.

Estas palavras revelaram-se premonitórias, volvidos quatro anos desde que foram escritas, e três desde a putativa vigência do AO90. 3.6. Com efeito, a aplicação do AO90 tem gerado crescente iliteracia em publicações oficiais, na imprensa e na população em geral; ao mesmo tempo que o “acordês” (não coincidente com o AO e com as prome tidas facultatividades) unifica, por exemplo, ótimo, ato, ator, direção, objeto, exato, exceção, diretiva, adotar, ato, afetivo, atividade, ator, elétrico, direção, seleção, coleção, etc. admite múltiplas grafias, as famosas facultatividades: sector / setor carácter / caráter característica / caraterística assumpção / assunção assumpcionista / assuncionista peremptório / perentório ceptro / cetro corrupto / corruto dicção / dição secção / seção etc.

em casos onde havia a mesma grafia. Citem-se por exemplo Egipto reduzido obrigatoriamente a Egito. em ridículo. em desrespeito dos hábitos locutórios dos Portugueses. Citamos de um blogger brasileiro (cf. será Egito porque 1 pt = português euro-afro-asiático-oceânico. http://blogdomaximus. o AO90 e o “acordês” potenciam a redução do Português de Portugal a um mínimo denominador comum brasileiro. que o aprenderam a pronunciar na escola. foi já informalmente testado como as lêem cidadãos brasileiros. mormente pelo facto de se tratar de um vocábulo de pertinência técnica e científica. de modo a diferenciar do vocábulo foneticamente idêntico “recessão”. domínios nos quais o rigor. e o ‘espetador’ será entendido. Nesses dois casos. Assim. ótico (relativo aos ouvidos e à audição) e ótico (relativo aos olhos http://www.» Onde está a unificação. na melhor das hipóteses. Esta homonímia. em ambos os casos. a pronúncia segue o mesmo padrão. espetador.infopedia. coloca-se Portugal a si mesmo. mas NUNCA O TOTAL EMUDECIMENTO. Note-se que. mas estulta.pt/lingua-portuguesa/ótico. com alguém que usa um espeto. Por outro lado. sendo que em Portugal a pronúncia do p existe. das primeiras: : receção pt / recepção br conceção pt / concepção br deceção pt / decepção br perceção pt / percepção br espetador pt / espectador br tática pt / táctica br perentório pt / peremptório br aspeto pt / aspecto br espetro pt / espectro br detetar pt / detectar br cato pt / cacto br perspetiva pt / perspectiva br interceção pt / intercepção br De novéis homonímias e homografias: corretor *ε+ (nome de agente derivado do verbo corrigir) e corretor [ɨ] (de bolsa). a pronúncia e grafia vigentes no Brasil. não só é equívoca e fruste. por exemplo. perceção. Os resultados são confrangedores e atestam a fragilidade e ligeireza com que as regras do AO90 (designadamente no tocante aos casos vertentes. o brasileiro pronuncia cadenciadamente recePção. Não há algo semelhante a ‘deceção’. br = português brasileiro. Há Portugueses que o pronunciam. Relativamente a casos como receção. ou a algo parecido com isso. e à visão. a pronúncia lusitana causa sérias dificuldades de entendimento para o português. a Base IV). diversamente do que o AO90 de modo dogmático pretende fazer crer. . Sr. podendo dizer-se que oscila entre a prolação e o emudecimento. a que se reconduz o vocábulo português. No caso de ‘recepção’/’receção’. Em suma. Ministro? A previsão segundo a qual a implementação do AO90 contribuiria para o desprestígio internacional de Portugal revelou-se verdadeira. a precisão e a unificação deveriam ser paradigmáticas. Com isto. O mesmo de [sic] dá com ‘concepção’/’conceção’. neste último caso. Ou então as facultatividades servem alegadamente para atender a diferentes hábitos. Ministro. foram concebidos. Este problema assume vertentes diversas: a) A imposição de uma determinada grafia. ora outras vezes cria artificial e 1 injustificadamente homonímias e homografias. na variante AO90 euro-afroasiático-oceânica. A diferença reside no facto [sic] de que. ressaltando o “p”. internacionalmente. é possível que o ouvinte brasileiro acabe por trocar o significado vernacular de uma palavra por outra. já consagrados pelo uso.com/2012/08/23/o-acordoortografico-da-lingua-portuguesa/): «No caso dos seus exemplos. para o qual o realce do ‘p’ intermediário serve para desassociá-lo do vocábulo “concessão”. a grafia admitida no Brasil é óptico. Basta verificar o facto simples de brasileiros não entenderem convenientemente algumas coisas escritas em Portugal. Sr. deceção. No caso de ‘deceção’ e ‘espetador’. cf. coação [ɐ] (acto de coar) e coação [a] (acto de coagir).E ora introduz dissensão e divergência. a pronúncia lusitana simplesmente não fará sentido para o “português brasileiro”. conceção.

Dados contextos análogos (c ou p antes de outra consoante). por exemplo. DESCONHECE-SE TAL PRONÚNCIA.no Brasil é assim.com/roquedias/docs/jrd_ao_estado_choldra/1. VOP (do Instituto de Linguística Teórica e Computacional cf. foi dado à estampa o VOALP (Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa). Caso mais evidente e chocante é cetro: em Portugal. em questões em que o AO90 era incongruente.. Ou aqui: http://www. Condição inexistente. cuja abertura foi causa da propagação de males maiores do que os já existentes na aprendizagem e competências em Língua Portuguesa. que são invenções dos antiAO90. não há pois oscilação entre prolação e emudecimento. numa edição do programa da TSF “Encontros com o Património”. até à data. De notar que fato e intato são formas do Português sul-americano. que o espírito dessas festas "permanece INTATO". para não dizer de — mais uma — redução ao mínimo denominador comum brasileiro. o VOLP (igualmente uma edição da Porto Editora. no qual um especialista nas festas açorianas do Espírito Santo declara. Ou como o azoto que faltava à inócua glicerina. Em vez disso.portaldalinguaportuguesa. Ministro. no Diário da República.tsf. Sr. Exemplos são fato. ao arrepio do próprio AO90. e ainda o dicionário do grupo LeYa. “A choldra ortográfica”. Às fracas cultura ortográfica e consciência etimológica. Veja-se.org). bem como à falta de sentido crítico sobre o uso da língua sobrepõem-se não apenas os confusos princípios do AO90 como também o vasto desconhecimento do mesmo. e como em diversos casos de mudez consonantal a regra manda eliminar a consoante. A aplicação do “acordês” funciona assim como a tampa da “caixa de Pandora”. Mas para que se não diga. contatar. não apenas da parte de utilizadores incultos. MAS APENAS ceptro. Estes vocabulários apresentam discrepâncias na grafia dos mesmos vocábulos. É de salientar em especial o seguinte: . O que coloca a alegada vigência do AO90 em estado de ilegalidade. foram produzidos vários vocabulários e dicionários: VOLP (da Academia Brasileira de Letras e coordenado por Evanildo Bechara). da Academia das Ciências de Lisboa. e aos 17’18’’. quando sozinha. b) A introdução e generalização. contribuindo o todo para suscitar fenómenos espúrios de ultracorrecção. uma vez que a Base IV é a face mais visível do AO90 (funcionando na mente de muita gente. lê-se e ouve-se. http://www. por metonímia. Ver designadamente pp. toda essa partilha. pelo que a imposição de cetro é da ordem da tirania e do dogma reducionista anticonsoantes “mudas”. 82 e sqq. mesmo quando efectivamente pronunciadas. muito elucidativo dos constrangimentos e estrangulamentos que enfrenta quem quiser escrever num Português ortograficamente estável. para exemplos colhidos do Diário da República. Exemplos dessas sandices são: pato por pacto impato por impacto reto por repto intato por intacto adeto por adepto oção por opção invita por invicta convito por convicto inteletual por intelectual compato por compacto seção por secção fição por ficção fitício por fictício Isto. Veja-se o quadro comparativo anexo. surge a dúvida. por João Roque Dias: http://issuu. por parte de jornalistas. de baixa escolaridade. etc. refira-se que estes são “constrangimentos e estrangulamentos” largamente bem documentados. de formas tipicamente brasileiras no Português de Portugal. como alguns nas redes sociais e blogs. o mesmo responsável diz que “a expressão material do Espírito Santo. contato. corruto.pt/paginainicial/AudioeVideo. entre professores universitários e outrossim responsáveis políticos. a qual. VOLP publicado pela Porto Editora e coordenado por Malaca Casteleiro. é a substância de inócuos sabonetes.aspx?content_id=2381074. como a totalidade do AO90!). Sob organização de Malaca Casteleiro. c) A isto vêm adicionar-se criativas formas que se vão escrevendo e proferindo. Tudo isto. entre outros desconchavos e sandices. Uma das condições do tratado internacional que configura o AO90 era a da elaboração de um Vocabulário Ortográfico Comum. Mais recentemente (2012). isso faz parte DE FATO de uma vivência permanente” [ênfases nossas]. aos 9'23''. o mecanismo da analogia leva à eliminação a esmo de todos os c e p. em acalorados debates acerca do tema.

º 6. 1. os instrumentos oficiais. sendo OS ÚNICOS neste caso a fazê-lo. para o qual a Base XV. um dos autores do AO90 e que se conta entre os principais apologistas do mesmo. Malaca Casteleiro. É certo que o VOLP admite dupla grafia para adopção e adoptar. ao admitirem forma dupla. não é registada pelo VOLP. por exemplo. o VOP exibe as grafias adopção e adoptar.º 17. de 25 de Janeiro de 2011. produzidos ambos pelo ILTEC.. n. não tem os lemas nas formas com p). adoptando soluções à revelia deste (cf. mas o costume no Brasil exclui o p (o Aulete online. sotavento e a eliminação liminar pelo Lince de muitas variantes em casos de dupla grafia). O VOLPM. sendo batismo a do português euro-afro-asiático-oceânico. Veja-se ainda o exemplo de manda-chuva. discordam por vezes entre si e são ambos os cientificamente menos fidedignos.g. o que é falso.º 8/2011.º série.o VOP e o Lince. e não raro violam o AO90. mas do qual o VOP e o Lince admitem variante com hífen (explicitamente o VOP. n. em notas de rodapé ad loca. organizado pelo Prof. Os instrumentos oficiais violam a regra. publicada no Diário da República. Ministro. Falso: esta variante não existe no português brasileiro. também o viola. Veja-se sotavento.º do AO90 prescreve grafia sem hífen (mandachuva). e fornecendo referências erróneas (e. Há aqui severas anomalias. pois já antes do AO90 o p não era grafado nestes lemas). Quanto à variante conspeto. Cada um destes casos vem comentado. nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n. Sr. a única registada pelo VOLP é batismo. o Lince sem corrigir). segundo este instrumento a variante costumeira no Brasil. I. ou ainda conspeto como brasileiras — confrontar com o VOLP—. . Outro exemplo flagrante do mau serviço que o VOP presta é baptismo.

abrogar e abrogação. para este lema e o verbo cognato. .º. violam a letra do mesmo. 1. b) admite. Doutorado em Literatura e Investigador do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa. Ver nota anterior. Revisão de António Fernando NabaisO AO90 Base IV. ab-rogar (não corrige) aceção adoção adocionismo adotar adotável adotivo anabatismo anabatista PE abjeção abjeto ab-rogação ab-rogar VOLP-M abjeção abjeto ab-rogação ab-rogar PRIBERAM abjeção abjeto ab-rogação ab-rogar VOLP abjecção abjeção abjecto abjeto ab-rogação ab-rogar VOALP abjeção abjeto ab-rogação ab-rogar acepção adopção adopcionismo adoptar adoptável adoptivo anabaptismo anabaptista adotar adoção — 3 — — — — — aceção pt e acepção br adoção adopção br adocionismo adopcionismo br 4 adotar adoptar br adotável pt adoptável br adotivo adoptivo br anabatismo anabaptismo br anabatista aceção adoção adocionismo adotar adotável adotivo anabatismo anabatista aceção adoção adocionismo adotar adotável adotivo anabatismo anabatista aceção pt e acepção br adoção adopcionismo adotar adotável adotivo anabatismo anabatista acepção adoção e adopção adopcionismo adocionismo adotar e adoptar adoptável adotável adoptivo adotivo anabaptismo anabatismo anabaptista aceção adoção adocionismo adotar adotável adotivo anabatismo anabatista 2 3 4 Autoria de Rui Miguel Duarte. pelo que VOP e VOLP. grafias únicas.QUADRO COMPARATIVO DE LEMAS 2 (EM VÁRIOS DICIONÁRIOS E VOCABULÁRIOS) A090 LEMA (PtE) abjecção abjecto ab-rogação ab-rogar — — — VOP abjeção abjecção br abjeto abjecto br ab-rogação ab-rogar Lince abjeção abjeto abrogação. por aceitarem formas duplas.

Na Nota Explicativa 4. 6 Falso: esta variante não existe no português brasileiro.apercepção aritmética — aritmética ou 5 arimética anabaptista br aperceção pt apercepção br aritmética e arimética aperceção aritmética aritmética (não corrige esta forma) assumptível e assuntível (não corrige) assumpcionista e assuncionista (não corrige) aspeto aperceção aritmética aperceção aritmética e arimética aperceção pt apercepção br aritmética anabatista apercepção aritmética aperceção aritmética assumptível assumptível assuntível assuncionista assumpcionista aspecto e aspeto assumptível assuntível br assuncionista assumpcionista br aspeto aspecto br batismo 6 baptismo br batista baptista br — (não consta forma de antropónimo) cato pt cacto br sing. caracteres — — — batismo batista Batista 7 batismo batista — (não consta forma de antropónimo) cato carácter. em aritmética e aritmético. carateres 5 A Base IV. quer restritamente. carateres cacto e cato caracteres e carateres (não consta forma de singular) cato caráter. caracteres e variante carateres assumptível assumptível assumptível assumptível assuntível assumpcionista assuncionista aspecto aspeto batismo batista — (não consta forma de antropónimo) cacto caráter. lê-se que esta forma. carateres e assumpcionista pt assuncionista br aspecto e aspeto pt aspecto br batismo batista — (não consta forma de antropónimo) cato pt cacto br sing. a única registada pelo VOLP é batismo. caracteres e carateres pt assuncionista aspeto batismo batista — (não consta forma de antropónimo) cato caráter. adote [sic] na assinatura do seu nome.º preceitua: “Conservam-se ou eliminam-se. caracteres caráter. do preceituado constitui uma óbvia violação desses direitos. caracteres — assumpcionista — — aspecto aspeto aspeto baptismo baptista Baptista (antropónimo) cacto carácter. quando se proferem numa pronúncia culta. por costume ou registo legal. cada qual poderá manter a escrita que. facultativamente. que preceitua que “Para ressalva de direitos. ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: *…+ o t da sequência tm. carateres batismo batista Baptista Batista cato carácter.” A alteração.” Arimética (sic) deve portanto deduzir-se da facultatividade de ler e grafar o t na sequência considerada. 2. carácter pt e variante caráter pl. caracteres caráter. 7 Esta modificação viola a Base XXI “Das assinaturas e firmas”. caráter br pl. . carácter e caráter pt. quer geral.4. ocorre sobretudo no Brasil. pelo conversor Lince. entre outras (como súdito por súbdito).

característica e caraterística característico e caraterístico. característica e caraterística característico e caraterístico. com pronúncia diversa (fechada) da vogal. característica e caraterística pt característico. Não é claro se este último se trata de um lema distinto. característica br catalecto cetro circunspeção pt circunspecção br circunspecto e circunspeto pt circunspecto br co-herdeiro pt coerdeiro br consumpção e consunção pt consumpção br conceção pt concepção br conceptual e concetual pt conceptual br conspecto contactar pt contatar br contacto pt contato br corrupção pt e br característico e caraterístico. característica e caraterística caracteres br característico e caraterístico. característica — característico e caraterístico.característico. . característica e caraterística caraterística e caraterística catalecto ceptro circunspecção circunspecto — ceptro e cetro — — cataleto catalecto br cetro circunspeção circunspecção br circunspecto e circunspeto co-herdeiro consumpção e consunção (não corrige) conceção pt concepção br concetual pt variante conceptual conspecto conspeto br contactar contatar br contacto contato br corrupção corrução br cataleto cetro circunspeção circunspecto cataleto cetro circunspeção circunspecto catalecto e 8 cataleto cetro circunspecção circunspeção circunspecto e circunspeto coerdeiro consumpção e consunção concepção conceptual catalecto cetro circunspeção circunspecto co-herdeiro consumpção co-herdeiro — co-herdeiro consumpção e consunção conceção conceptual e concetual conspecto contactar co-herdeiro consumpção e consunção conceção conceptual e concetual conspecto contactar e contatar contacto e contato corrupção co-herdeiro consumpção concepção conceptual concepção e conceção — concepção e conceção conceptual e concetual conspecto e conspeto contactar conspecto contactar — — conspecto contactar e contatar contacto e contato corrupção e corrução contacto — contacto contacto corrupção — corrupção corrupção 8 O VOLP regista catalecto e catalecto [ê]. característica e caraterística (não corrige formas em carat-) cataleto cetro circunspeção circunspecto e circunspecto (não corrige) co-herdeiro consumpção e consunção (não corrige) conceção conceptual e concetual (não corrige) conspecto contactar contatar (não corrige) contacto contato (não corrige) corrupção e corrução (não característico e caraterístico.

corrupto corrupto e corruto — dicção e dição — — — corrupto pt e corruto br deceção pt decepção br 9 dicção pt dição br eletricidade elétrico eléctrico br eletrónico pt electrônico e eletrônico br espectro e espetro espectrómetro e espetrómetro pt espectrômetro e espetrômetro br espectador e espetador fação facção br facto fato br fletir pt flectir br mandachuva 10 manda-chuva manufatura manufactura br decepção dicção electricidade eléctrico electrónico corrige) corrupto e corruto (não corrige) deceção dicção eletricidade elétrico eletrónico corrupto corrupto corrupto pt e br corrupto e corruto decepção dicção eletricidade eléctrico e elétrico electrônico e eletrônico espectro e espetro espectrômetro e espetrômetro corrupto deceção dicção eletricidade elétrico eletrónico deceção dicção eletricidade elétrico eletrónico deceção pt decepção br dicção pt e br eletricidade elétrico eletrónico pt eletrônico br espectro e espetro pt espectro br espectrómetro e espetrómetro pt espectrômetro br espectador e espetador pt espectador br fação facto pt fato br fletir pt flectir br mandachuva manufactura e manufatura pt manufatura br deceção dicção eletricidade elétrico eletrónico espectro — espectro e espetro espectrómetro e espetrómetro (não corrige) espectador e espetador fação facto fletir mandachuva manda-chuva manufatura espectro e espetro espectrómetro e espectrómetro espetro espectro e espetro espectrómetro espectrómetro — espetrómetro espectador — espectador e espetador fação facto fletir mandachuva manufatura espectador e espetador fação facto fletir mandachuva manufatura espectador e espetador facção e fação facto e fato flectir e fletir mandachuva manufactura e manufatura espetador facção facto flectir manda-chuva manufactura — facto e fato — mandachuva (Base XV. pode confundir-se com o lema homónimo dição (acepções de “domínio. violam o preceituado daquele. 1. ao admitirem ambas.º) — fação facção br facto fletir mandachuva manufatura 9 10 A variante dição. O AO90 prescreve única e explicitamente forma sem hífen. autoridade”). O VOP e o Lince. admitida no Brasil. .

1. ótica (não distingue do seguinte como lema distinto) perceção perenção ótico. variante primoinfeção. ótica manufaturar pt manufacturar br objecção objetar ótico. lê-se: “Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: *…+ objeção…”. . o texto do AO90 admite para este lema unicamente esta grafia. ótica manufaturar objeção objetar ótico. reconhece forma sem hífen) receção rececionar primo-infeção e primoinfeção (lema primoinfeção. perentório primo-infeção perentório perentório perentório primo-infecção primo-infeção recepção recepcionar recepção e receção — receção pt e receção br rececionar pt recepcionar br receção rececionar primo-infeção e primoinfeção (lema primoinfeção. ótica pt óptico. Tanto o VOP como o VOLP violam a letra do articulado. óptica br óptico. ainda que não referido no texto do AO90. a variante objecção. Por outro lado. não está registada em outros dicionários brasileiros consultados (por exemplo. b). óptica (relativo à visão) — objeção — — — manufaturar manufacturar br objeção 11 objecção br objetar pt 12 objectar br — (não distingue do seguinte como lema distinto) ótico. 12 O que se disse na nota anterior é válido igualmente para este lema.º. ótica pt óptico. sem a alternativa com c mudo. cognato de objecção. dita erroneamente como própria do Brasil pelo VOP. óptica br manufaturar objeção objetar ótico. óptica óptico. ótica ótico. reconhece forma sem hífen) receção rececionar perceção pt percepção br perempção e perenção pt perempção br peremptório e perentório pt peremptório br primo-infecção e primo-infeção pt primoinfecção e 13 primoinfeção br percepção perempção perceção perenção peremptório perentório primoinfecção — receção pt e receção br rececionar pt recepcionar br recepção recepcionar receção recepção br rececionar 11 Na Base IV.manufacturar objecção objectar ótico. óptica perceção perenção perceção perenção peremptório peremptório. ótica manufaturar objeção objetar ótico. ótica manufacturar e manufaturar objecção e objeção objectar e objetar ótico. 13 Entrada primoinfecção. ainda que registada igualmente pelo VOLP. ótica ótico. ótica manufaturar objeção objetar ótico. ótica (relativo à audição) óptico. no Aulete). ótica percepção perempção — — perceção pt percepção br perenção pt perempção br perentório pt peremptório br primo-infeção ótico. Por outras palavras.

um dos linguistas portugueses na elaboração do AO90 e um dos seus principais defensores. deve grafar-se hífen. “Nas formações com os prefixos *…+ sota-…”. Os instrumentos oficiais VOP e Lince. 1. de cuja organização é responsável Malaca Casteleiro. além do VOLP-M. professor catedrático (actualmente jubilado) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. entre outros casos. apresentam sotavento. Assim o entenderam o dicionário da Priberam e o VOLP. nos termos da sua Base XV. e).º. ser deduzida como a que deve ser adoptada. Contudo. por conseguinte. A grafia sem hífen está pois excluída.recepcionista secção seccionar — — — rececionista pt recepcionista br secção seção br seccionar secionar br sector e sector sotavento rececionista secção e seção seccionar e secionar (não corrige secionar setor sotavento e sotavento (não corrige) sumptuosidade e suntuosidade sumptuoso e suntuoso teto transato veredicto e veredito (não corrige) rececionista secção seccionar rececionista secção seccionar rececionista pt recepcionista br secção pt seção br seccionar pt secionar br sector e setor pt setor br sota-vento recepcionista secção “parcela” seção “corte” seccionar e secionar sector e setor sota-vento rececionista secção seccionar sector sotavento sector e setor sota-vento 14 setor sotavento setor sotavento sector e setor sotavento sumptuosidade sumptuosidade suntuosidade sumptuoso suntuoso — — — sumptuosidade suntuosidade br sumptuoso suntuoso br teto pt tecto br transato pt transacto br veredicto e veredito sumptuosidade sumptuosidade sumptuoso sumptuoso sumptuoso tecto transacto veredicto teto transato veredicto e veredito teto transato veredito sumptuosidade e suntuosidade pt suntuosidade br sumptuoso e suntuoso pt suntuoso br teto transacto veredicto e veredito pt veredicto br sumptuosidade e suntuosidade sumptuoso e suntuoso tecto e teto transacto e transato veredicto e veredito sumptuosidade sumptuoso teto transato veredito 14 O AO90 não exibe esta forma. A grafia sota-vento deve. . variante que constitui violação do preceituado no mesmo.

n. PRIBERAM = Disponível em http://www. o que é contrário ao alegado espírito de unificação.pt/2012/08/29/inconstitucionalidades-do-ao-e-das-resolucoes-que-o-implementam/ A Resolução da Assembleia da República n.º 2. Sr. Destacamos alguns pontos. todos estes diplomas — na nossa opinião — estão feridos de inconstitucionalidades materiais e. NE = Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Anexo II ao tratado internacional) pt br = Português euro-afro-asiático-oceânico.1. a que acresce a incomensurável e crescente babilónia.4). Mais tarde. 3. Porto Editora. Também disponível em http://www. Em primeiro lugar.academia. c): “2. de 29/7. o próprio AO90 reconhece a impossibilidade da unificação total da língua. — = omisso. 2012. superiormente decretada.SIGLAS PtE = Ortografia costumeira do português europeu e por extensão dos cinco países africanos de expressão portuguesa e de Timor-Leste.priberam.º 8/2011 mandou aplicar o AO90 à Administração Pública e aos diplomas publicados em Diário da República. AO90 = Texto do Acordo Ortográfico de 1990 VOP = Vocabulário Ortográfico do Português. também disponível em Infopédia http://www. Todavia. VOALP = Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa.º.pt/dlpo/ PE = Dicionário da Porto Editora.º 35/2008. Todavia. Com efeito.org/vop. docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa: http://www. da mesma data. produzido pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC). a violação do dever estatal de defesa do património cultural — Constituição da República Portuguesa (CRP) art. VOLPM = Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Ministro.portaldalinguaportuguesa.org. o silêncio oficial é cúmplice de um crime contra a cultura e a educação. de evidentes inconstitucionalidades orgânica e formal. fundada em critérios extralinguísticos. Incumbe ao Estado.7.exe/sys/start. 2009. que tem de findar o mais rapidamente possível. no caso da Resolução do Conselho de Ministros n. tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum. vincularam o Estado Português ao tratado solene que é o AO90. havendo estudos e pareceres de juristas. do AO90.pt. o Decreto do Presidente da República 52/2008. = Português brasileiro. 5. E duas únicas posições são admissíveis: a desobediência civil ou a sensata e imediata suspensão.º 8/2011. Perante todas as inconsistências do AO90. puramente políticos e económicos . organizado por Malaca Casteleiro. que qualquer tribunal ou jurista poderá verificar.htm. Examinem-se agora os problemas legais e de constitucionalidade que o AO90 coloca. Como se pode. cito o vasto estudo de Ivo Miguel Barroso. 2009. Esta é uma estranha justificação.infopedia.2. disponível para descarga livre em http://www. Academia das Ciências de Lisboa. disponível para descarga livre em http://www. o grande número de incongruidades entre instrumentos concebidos supostamente segundos os preceitos daquele. 3. acrescenta que se optou pela "solução menos onerosa para a unificação ortográfica língua portuguesa" ("Nota Explicativa" 5.asjp.portaldalinguaportuguesa. em colaboração com todos os agentes culturais: *…+
 c) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural.ª edição.htm?sid=23. 78. São Paulo. Lince = Conversor ortográfico produzido pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC).br/abl/cgi/cgilua. a Resolução do Conselho de Ministros n. Dentre eles.org/lince. Global Editora. impor a todo um país um sistema de escrita que oficial e superiormente é violado? Tal é um comportamento imoral e ilegal. Academia Brasileira de Letras.7. VOLP = Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa .” Em conclusão.php. ao abrigo do AO90 permitem-se múltiplas e discricionárias “facultatividades” por parte de academias e editoras.

. sob epígrafe “Das assinaturas e firmas”. enferma de inconstitucionalidade orgânica. al. a título formal. 3. pelo conversor Lince.2. Não menos séria é a conversão. porquanto opera uma intervenção restritiva do direito ao nome.4. O AO e o “acordês” (a forma como o AO está a ser aplicado nem sempre coincide com o tratado solene do AO) devem.º. artigo 2. na nossa opinião. 1. políticas. da CRP). e direito de personalidade. em nosso ver. que preceitua. uma violação da Base XXI.”. que teve lugar a 13 de Maio de 2009. orientações. com carência da forma de decreto regulamentar exigida para os regulamentos independentes (como é o caso da Resolução do Conselho de Ministros n. É voz corrente que o prazo terminará em 2015. que preceitua: “6. idem. Com efeito. por costume ou registo legal. crítica de A. que mandou aplicar o AO90 a “todos os serviços. QUATRO meses e QUATRO dias depois. pp. prende-se. liberdade e garantia implícito na CRP. O Estado não pode programar a educação e a cultura seg undo quaisquer directrizes filosóficas. que preceitua que “Para ressalva de direitos. ao permitirem livre curso à instabilidade e aos disparates ortográficos. Se dúvidas houvesse. UM ano. n.7. desde logo. ser imediatamente retirados de utilização. a proibição de dirigismo político estatal na cultura e na educação: “2. artigo 119. e não na ciência nem na 15 razoabilidade (v. uma vez que não há estudos que o comprovem).º 8/2011). a própria Resolução da Assembleia da República n. o prazo de transição terminará somente em 17 de Setembro de 2016. A alteração.º. ao antecipar o final do prazo de transição em 4 anos e 9 meses). pois.” 3. número 1. A Resolução n.(concedendo que assim seja.º 2. de 2004.º 2.º.º da CRP. atentos os factos aludidos. documentos provenientes de entidades públicas. estéticas.º.º 8/2011 (que é um regulamento independente – basta atentar que não executa nenhuma lei e que é inovador. matérias que são da alçada da Assembleia da República: “É da exclusiva competência da Assembleia da República legislar sobre as seguintes matérias. organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção. o 2PM era juridicamente ineficaz (cf. esse prazo deve ser contado a partir da data de publicação desta ratificação por parte de Portugal (através do Aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros n. salvo autorização ao Governo: *…+ b) Direitos. de ilegalidade sui generis). Outra inconstitucionalidade. foros de inconstitucionalidade.º. número 1.º 1). da CRP). 15 Vd. sob pena de dano grave à variante do português europeu e à própria língua portuguesa no seu todo (uma vez que as “facultatividades” atentam contra o “conceito normativo de ortografia”). violação do artigo 43. de que qualquer pessoa singular ou qualquer pessoa colectiva são titulares.7. constituindo uma violação da lei parlamentar. adote (sic) na assinatura do seu nome.º 35/2008 ressalva a ortografia de actos anteriores (cfr. 165. normas. mas também uma violação do direito fundamental ao nome. no n. direito. ou seja.º 35/2008 aprovou o Segundo Protocolo Modificativo ao AO90 (2PM). Apologia do Desacordo Ortográfico. O artigo 2.º. ao regulamentar a título principal. 6. O problema adquire. direitos. n. por via do direito à “identidade pessoal” (artigo 26. 3.” Há igualmente. n. de bens culturais (cf. de 25 de Janeiro. por isso. incluindo no sistema educativo e nos manuais escolares. garantido pelo artigo 72. O fim da ortografia. liberdades e garantias. convertem o AO90 num atentado à cultura e ao património nacionais. Emiliano a isso. cada qual poderá manter a escrita que.º 255/2010). o n. diversamente do que tem sido veiculado. Tais “facultatividades”. 45-53. da norma aludida do AO constitui não só uma óbvia e leviana violação dessa mesma norma de um tratado internacional (padecendo. b). ideológicas ou religiosas. pelo conversor Lince. Todavia. 1. citada acima). liberdades e garantias (art. por regulamentar a título principal direitos. dessa Resolução determinou um prazo de transição de seis anos para a aplicação plena do AO90 a actos.º 2. do antropónimo BaPtista em Batista ( sic).3. tal publicação foi apenas feita a 17 de Setembro de 2010. superintendência e tutela do Governo ”. desde logo.” A Resolução do Conselho de Ministros n. pp. é na nossa opinião inconstitucional.7.º. até 17 de Setembro de 2010. 59-64. liberdades e garantias. A Resolução 8/2011 do Conselho de Ministros. n.artigo 112. n. Esta conversão constitui. nos termos da CRP . crítica em António Emiliano. deste último diploma. Todavia.º 1). do AO que. do Código Civil. Ora. Os regulamentos do Governo revestem a forma de decreto regulamentar (…) no caso de regulamentos independentes.º parágrafo. assim.

abreviado). Uma aplicação apressada. Os instrumentos espúrios do Lince e do VOP são um atentado às regras costumeiras elementares de citação e de fidelidade às fontes do conhecimento.“O nome da pessoa (física ou colectiva) é. o direito de proceder judicialmente contra qualquer pessoa que. etc. as Actas de 1971 da Câmara Corporativa são convertidas para Atas. Administração indirecta: Escolas.º 1. todos os Ministros declararam: “(…) a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 no processo de ensino e aprendizagem revelou a existência de constrangimentos (…)» e decidiu proceder a i) «(…) um diagnóstico relativo aos constrangimentos e estrangulamentos na aplicação do AOLP de 1990 (…)» e ii) «(. com quem ela tem o direito de não ser confundida” (po dendo ser usado por completo ou. os próprios títulos de obras ou de artigos. forçada e pouco criteriosa do Lince não se afigura aceitável numa obra publicada.” Este país haverá calculado o custo que a substituição de manuais escolares comportaria (apenas uma das muitas despesas a . como é comum em obras científicas. de facto. portanto. Aos mesmos instrumentos se confiam ainda.ª parte. 2. Poder-se-ia alegar-se que se trata de um mero problema técnico? Ao fim e ao cabo. Por outro lado. E isto sucederá sempre que se confiar no Lince.º incisos. títulos de obras científicas – dissertações de doutoramento – também não escapam à fúria devoradora da “criatura”. Detenhamo-nos agora em questões externas ao AO90. o nome da pessoa singular goza da característica da imutabilidade: uma vez adquirido. a montante. apenas dois (Brasil e Portugal) iniciaram processos de implementação da reforma ortográfica plasmada no AO90: os restantes não parecem haver encetado qualquer esforço neste sentido. O Lince e o VOP são ferramentas prejudiciais para a língua portuguesa. ao rigor linguístico. distinguindo-a das outras pessoas. qualquer que ela seja. como a varinha mágica que resolve todos as dúvidas e dilemas que a todos aqueles que pretendam escrever “conforme ao AO90” se possam colocar. Administração autónoma: Autarquias. um título com acto é convertido em ato). 4.) acções conducentes à apresentação de uma proposta de ajustamento do AOLP de 1990.º e 2. Referimo-nos já à Declaração de Luanda. do artigo 112. sair do outro lado e como produto acabado. grafados em itálico. não é verdade? Isso é uma competência que só o utilizador e. por negligência grosseira e falta de revisão do texto. alegadamente “competente” para certificar textos . nas suas instituições e no seu documentário uma ortografia transitória. na ilusão de que basta fazer passar um documento em processador de texto pela conversão no Lince para. no âmbito do tal diagnóstico com o qual todos os Estados se comprometeram? Dos países da CPLP. nos quais os organismos pertencentes à Administração Pública (Administração directa: Ministérios. algo que identifica essa pessoa: individualiza -a. interpretação autêntica essa.) deveriam poder confiar. Esta declaração deveria haver tornado incontestável o facto de que o Estado português não poderia continuar a aplicar nas escolas. sendo mesmo que Angola e Moçambique ainda não ratificaram o 2. não enobrece nem dignifica a cultura jurídica portuguesa.º Protocolo Modificativo. A este propósito. 3. Direcções-Gerais. n. articulistas e editoras. Moçambique afirma que “não vai aceitar pressões no que diz respeito a prazos. se o entenderem. que repugna ao senso comum. Secretarias de Estado. a fortiori — proibição de interpretação autêntica por parte de fontes de hierarquia inferior. Por via desse conversor Lince. Deve pois insistir-se na pergunta: existem estudos efectuados em Portugal. emanada da VII reunião de Ministros da Educação da CPLP. são deturpados (por exemplo.º. somente nos casos e mediante os processos legalmente estabelecidos. um novo documento. um programa informático não distingue um nome próprio de um comum. o nome da pessoa sofre uma transmutação absurda. em notas de rodapé de livros “acordizados”. pois.como o Instituto do Vinho do Porto para certificar e garantir vinhos. obras científicas ou técnicas. carente de ajustamentos e correcções diversas não discriminadas e sem prazo definido de revisão. Nesta.º inciso). Os cidadãos cujo nome seja visado terão. como um regulamento administrativo subordinado). n. O exposto configura uma violação de regras costumeiras elementares de citação e de fidelidade às fontes do conhecimento. o programador humano possuem.º 5.. A agravante é que o “Lince” e o VOP foram erigidos a instrumentos oficiais. poderá ser alterado. Ora. em língua portuguesa. (…)”. deturpadoras da expressão escrita. também. que se rebela contra o próprio AO (por exemplo. É verdade. com a aposição do selo de garantia “Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico — convertido pelo Lince”. da CRP) e também as entidades privadas (norma citada. órgãos da comunicação social. O direito ao nome vincula as entidades públicas (artigo 18.º. em poucos segundos. permita que o Lince seja aplicado. 1. na sequência da apresentação do referido diagnóstico. que é manifestamente inconstitucional (por violação.

g.br/educacao/governo-adia-obrigatoriedade-dasnovas-regras-ortograficas-para-2016.pt/inicio/Sociedade/Interior. Citamos: «O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige. nesta matéria.sapo. alinhar com Portugal a entrada definitiva em vigor do acordo ortográfico (cf. Jerónimo Justino. tomou oficialmente a decisão de adiar a obrigatoriedade da aplicação do AO90 para 1 de Janeiro de 2016. por mais respeitáveis que sejam. o ministro da Educação de Angola.com/educacao/acordo-ortograficoso-entrara-em-vigor-em-2016-7150751).br/visualiza/index.ebc.ao/20/0/aplicacao_do_acordo_ortografico_carece_de_correcoes_ao_documento). em Lisboa. e que só passasse a valer a partir de 2018”. Os inspiradores desse adiamento aventam o prolongamento da fase transicional entre ortografias (cf. cegamente e a priori. Ora. defende.. *…+. idealizado pelo professor Ernani Pimentel.jsp?jornal=1&pagina=9&data=28%2F12%2F2012). estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula.html).sapo.ac5e9b27-6fd0-4575-a999-8bb801d583ac. ou cerca de 74 milhões de euros (cf. o Decreto n. declarou pretender adiar a adopção do AO90 “porque pretende estudar e avaliar uma série de aspectos de conteúdo.com.gov. Este adiamento dever-se-á a pressões da sociedade civil e foi apoiado sem reservas por membros do governo e outros partidos da oposição. imediatamente antes da já mencionada VII reunião dos ministros da Educação da CPLP. porta-voz de encontro de peritos preparatório da referida reunião. Em 28 de Março de 2012.) Importa. http://oglobo.que a adopção do dito AO90 obrigaria).co. http://www. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios. sendo que qualquer uma dessas situações é perfeitamente inadmissível. ou às leis do mercado. http://jornaldeangola.8dd78cebbfdcb310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD. O objectivo deste adiamento não parece ser. quando o Brasil.br/noticia/brasil/senado-quer-fazer-quiproquo-com-o-acordo-ortografico). mormente quando o nosso país vive uma crise económica profundíssima. como propõe o senador Cyro Miranda (cf.» O jornal angolano revela. http://agenciabrasil. ou bem não foi publicado. Mas não apenas isto. afirmou publicamente que a ratificação do AO90 por parte do seu país depende de correcções a serem feitas a vinte (!) das vinte e uma bases da referida reforma ortográfica. secundado pelo Ministério da Educação (cf. com a realidade a ultrapassar a inércia dos responsáveis políticos portugueses. a este respeito saliente-se que tal custo ou bem não foi calculado em Portugal.html.ao/20/0/angola_protela_adopcao_do_acordo_ortografico). de 27 de Dezembro de 2012. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado.html. A posição angolana é até bem mais contundente e assertiva. em 8 de Fevereiro de 2012 um demolidor editorial intitulado “Património em risco” (cf. com maior participação da sociedade. http://sol. em http://www. em contraste gritante com o do Ministério da Educação de Portugal. pela mão da Sr.º 7875.ao/19/42/patrimonio_em_risco). a recomendação final veio do Ministério de Relações Exteriores. Assinalam-se e elogiam-se as atitudes destes dois Estados. que tudo está bem! A questão agravou-se.. movimento que reuniu mais de vinte mil assinaturas de apoio à sua causa (cf. no sentido de acautelar as implicações no sistema educativo nacional. o Jornal de Angola (órgão oficioso do governo angolano). ao cabo de processos de discussão graças à iniciativa dos senadores Cyro Miranda e Ana Amélia.co. Em 4 de Maio de 2012. devem ser respeitadas. e.b536f570-fd43-4756-bff3-f92006fab2dc. defendem também a revisão do texto do tratado de acordo ortográfico (cf. Mas se alguma vez isso acontecer. publicou. http://noticias.abril. M'Pinda Simão.” (cf.ao/motix/pt_pt/noticias/educacao/2012/4/18/Ministro-abordaacordo-ortografico-com-deputados. que declarou.portalangop. ou até mesmo a elaboração de “um outro acordo. Presidente Dilma Rousseff no ocaso de 2012 (cf. Este professor intentou uma acção .g.sapo. http://www.com..in.br/noticia/2012-12-21/governo-de-mocambique-diz-que-naoaceitara-pressao-sobre-prazo-para-adotar-acordo).portalangop. O jornal angolano não poupou críticas ao novo acordo. ao contrário do que se possa pensar. havendo chegado a um valor de 200 milhões de reais brasileiros. realçar o peso do Movimento “Acordar Melhor”. que.com. fazendo uma apologia das diferenças linguísticas e gráficas entre os países.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2012/11/52/Linguista-brasileiro-defende-simplificacaonovo-Acordo-Ortografico.globo.br/2012/08/cyro-afirma-que-prazo-para-implantacao-do-novo-acordo-ortograficoprecisa-ser-estendido/).com. http://veja.. correcções essas cujo teor não é do conhecimento público: (http://jornaldeangola.terra. aliás. Após a reunião do Conselho de Ministros da CPLP.sapo. e. um respeito pela Língua Portuguesa e um empenho na sua defesa e ilustração que deveria ser motivo de vergonha para os nossos representantes políticos.aspx?content_id=65273). http://jornaldeangola.lidpsdbsenado. Veja-se ainda http://www.

Quando assim não for.P. evidentemente.P. Uma das características mais positivas de qualquer língua internacional é o facto de palavras. Refere também a Resolução aprovada pelo PEN Internacional que «os tradutores que. Que seja exemplo. passando a executar um programa diferente do proposto anteriormente. vide resolução E. de seguida. o papel do Acordo Ortográfico. na literatura. os cidadãos não . trechos da resolução em questão que são de enorme pertinência e que contrariam os principais argumentos usados para justificar a imposição do AO90: “Deve ser dito que muitos outros escritores. gramática.br/novo/ e http://blogue. traduzida para português pelo PEN Club português e publicada em http://proximidade. Clube Português. segundo o P. Os 87 centros presentes. como missão. “Na apresentação do tema. Exa. sob o lema «Simplificar a ortografia é promover a inclusão social».priberam.br/novo/). promova sinergias e as una. http://www. de facto. nomeadamente pelo facto de muitos não se identificarem com o AO90. Se. Um líder tem visão. a necessidade de se discutir e analisar de forma mais séria e urgente esta questão.com. que se rege por princípios assentes no primado dos direitos humanos e é uma organização institucionalizada em redor de uma forte componente cultural. independente e divergente das regiões inglesas que se tornou na marca distintiva da sua força – a sua criatividade quer na ciência. este movimento defende uma radical simplificação ortográfica.org/2012/09/peninternacional-condena-por. evidente preocupação pela ameaça que o mesmo constitui para a própria Língua Portuguesa e expressaram a sua “incredulidade” ao interrogarem-se “como se teria chegado a tal situação». pautando-as por valores. uma Resolução do Comité de Tradução e Direitos Linguísticos. em especial. na realidade. por via de ilegalidades na execução do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa …” (cf.L. Concluamos. Independentemente de estes serem na totalidade partilhados ou não pelos seus concidadãos. não pretendam seguir o Acordo Ortográfico de 1990. Teresa Salema. nas ideias.N. significados. a dita acção popular foi intentada “ em razão de dano expressivo ao patrimônio cultural brasileiro. mas o de uma qualquer entidade exterior ou do próprio partido (e isto por medo ou pusilanimidade moral).serbesti. alvos claros e princípios. http://www. Extravasemos agora o âmbito da C. Como referido na petição inicial. ortografias. por um lado. no negócio ou.º congresso anual. ortografias. em princípio.E. considerando que as regras ortográficas ainda são muito complicadas e obrigam à memorização.net/?id=1806. que não mude fácil e rapidamente de parecer quando. frases e sotaques assumirem significados assaz diferentes como resultado de experiências locais ou regionais.acordarmelhor.penclubeportugues. Em vez da fuga para a frente. bem como a vida. de um total de 144 em mais de 100 países. na Coreia do Sul. «de deixarem que os seus textos sejam convertidos para uma ortografia que lhes é alheia ou de não verem as suas obras publicadas».E. por certo não o seu.com. Clube Português. a presidente do P. realizado este ano em Gyeongju.html). aprovada por unanimidade. há. um idioma comum a oito países situados em diferentes comunidades regionais.judicial (“acção popular”) contra a Academia Brasileira de Letras (ABL). Reproduzem-se. nem comunitariamente. manifestou «preocupação pela situação com que um número crescente de escritores e tradutores se vê confrontado». quanto à promoção e difusão internacional do próprio idioma. É a natureza competitiva.N. tornando-se factor de exclusão social. no seu 78. Que catalise vontades. não deixa de ser preocupante para a CPLP. citado acima (cf. da oposição. que este estado de coisas não ajuda a promover.” Esta Resolução. Estas diferenças fazem frequentemente o seu caminho para além das fronteiras e são absorvidas por outras regiões anglófonas.acordarmelhor. e tem a sua agenda e actividade. coerente e virtuoso para os demais cidadãos. Coreia do Sul. figuras públicas e linguistas questionam igualmente se as tentativas de aproximação de um Português estandardizado e universal serão uma boa ideia. em que o mesmo expressa preocupações quanto ao AO90 (disponibilizado na versão original inglesa em http://www. consideraram o AOP90 “um problema complexo”. Ora. alvos e princípios. no que respeita à unificação gráfica (de todo impossível) já estava posto em causa. manifestaram. transita por via de eleições para o exercício do poder. ou de todo o detentor de um cargo político. por violação ostensiva de multíplices normas do AO90 na confecção do seu VOLP — Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa . se vêem submetidos às imposiçõ es administrativas e comerciais”. que a todos os falantes e escritores da Língua Portuguesa diz respeito. o carácter do líder merecerá a contínua admiração daqueles. Pretende-se de um líder e de qualquer governante que aponte alvos e rasgue caminhos. nem fora da CPLP. agora acaba por se desmistificar também o papel político e cultural do Acordo. enquanto permanecer fiel a tais valores. palavras e. que é a própria Língua Portuguesa. Em 15 de Setembro de 2012. *…+ A força do Inglês actual é amplamente atribuída à sua abertura face às diferenças – a diferentes gramáticas. O mesmo se deve dizer de um Deputado.” Concordará V.pt/2009/09/do-acordo-ortografico-e-daacademia. o PEN Club Internacional aprovou.html).

º 35/2008. São estas as únicas formas possíveis para deter as nefastas consequências para a literacia de todas as gerações de Portugueses que a aplicação deste desconchavado e pessimamente fundado e inútil AO90 está a causar. a imediata revogação da Resolução do Conselho de Ministros n. um alegado aprofundamento das mudanças ortográficas). Face a tudo isto. Ministro. no âmbito do actual Governo. designadamente perante a decisão brasileira (e aos motivos da mesma. um funcionário administrativo subalterno que execute e faça executar as políticas definidas de cima. Em primeiro lugar. Sr.precisam de um líder. Trata-se de reparar um erro colossal. a oportunidade para fazer História apresentase diante de si. bem como a revogação da Resolução da Assembleia da República n. mas de um mero amanuense. é única solução honrosa e condigna para os interesses de Portugal. Em segundo lugar.º 8/2011. o mais celeremente possível. cometido apressadamente. quando é que vem a público o diagnóstico previsto na Declaração de Luanda? Eis aqui um modesto contributo para esse diagnóstico. face a tudo quanto foi exposto e porque não parece. em nosso entender. requeremos a tomada de iniciativas e influência no sentido de suscitar. graças a estas resoluções. Com os melhores cumprimentos (segue lista de signatários) . Revogar o AO90 e o espúrio “acordês” dos seus instrumentos de aplicação quanto antes. haver espaço para agir de outro modo.

NOME Abel José de Paiva Figueiredo Varandas Antonio Jesus Abílio Herculano Araújo Tomé Ramallho Alberto Enrique Gonzlez Santos Alberto Vaz Cardoso Álvaro Eduardo Elbling de Campos Costa Ana Catarina Brandão Ana Gisela Guedes Nunes da Cunha Ana Isabel da Silva Garcia Ferreira Marques Ana Maria Valente Alves de Lima de Oliveira Ana Paula da Conceição Barros Ana Roque Arcangelo Anabela Barros Correia André Feliciano Quintas da Silva Coelho António Augusto Florido António Baptista Lopes António da Silva Flórido António Fernando Amaral Penas Nabais dos Santos António Joaquim Filipe Santos de Matos António Jorge Alves Marques António José de Andrade Muñoz Cardoso António Luís Ernesto de Macedo António Manuel Melo de Carvalho Dutra de Lacerda António Mário da Silva Marcos Florido António Viana Paredes Beatriz Maria Vaz do Nascimento Bruno Horta Bruno João Andrade Bruno Maurício Mendes da Rocha Bruno Noiret Silveira da Cunha Carla Maria Sequeira Ferreira Carlos José Neto Coelho Carlos José Oliveira Santos Fonseca Carlos Manuel Oliveira Gonçalves Carmen Filomena de Arriaga Martin Conde Catarina Alexandra Guerreiro Lisboa Cecília Odete Enes Morais Claudia Regina Franco de Miranda Rocha Cristina de Matos Ventura Duarte Daniel Morgado Lourenço David Jorge Gomes Domingues da Silva David José de Caldas Baptista da Silva Demecília Maria da Silva Guerreiro Diana Paula das Neves Pinto Antunes Eduardo Anjos Ferreira Lemos Elisabete Maria Lourenço Henriques Elisabete Rodrigues Andrade Elisângela Mº Jardim de Sousa Elizabeth Pereira Gabas Elsa Sofia Belchior Maurício Childs .

Emília Conceição Patrício Calixto Emilia Paula Peixoto Amaral Cardoso Feliciiano Veiga Coelho Fernando Alberto Rosa Serrão Ferreira Fernando António Pereira Figueiredo Fernando Conceição Oliveira Fernando Emanuel de Lemos Pinto Coelho Fernando Miguel Figueiredo do Couto Fernando Nunes Miguel Andrade Fernando Paulo do Carmo Baptista Fernando Rufino Leitão Neto Fernando Santos Filipe Jorge de Mendonça Santos de Andrade Ramos Francisco de Assis Garrido Belard da Fonseca Francisco José da Silva Ferreira Marinho Francisco Polvora Helder Augusto Páscoa Magueta Helena Isabel Castanheira Diniz Ferrão Inês Macedo de Oliveira Silva Isabel Maria Carrilho Ribeiro Isabel Maria do Carmo de Almeida Rodrigues Isolino Tomaz Ivana Andreia de Sousa Santos Ivo Miguel Barroso Pêgo Joana Borges Lencart e Silva Joana Margarida Boaventura Martins João António Miranda dos Santos João José Mendes Quitério dos Santos João Manuel Roque Dias João Miguel da Silva Oliveira Bastos João Paulo Conceição Silva Jorge João Pedro Anjos Pereira João Pedro Basto Forjaz Secca João Tomaz Parreira Joaquim Jorge Carvalho de Oliveira Jorge Augusto Fernandes Noronha de Oliveira Jorge Nuno Lopes da Silva Pinheiro José Alcino Lopes Casanova José Carlos Jacinto José Gamboa Chaves da Fonseca Ferrão José João Ferreira Ricardo José Manuel Andrade de Matos Jose Manuel Sabido José Miguel De Brito Oliveira Bragança José Tomaz Pereira de Mello Breyner Liliana Cristina Marques Ferreira Lopo Maria de Vasconcelos Albuquerque Ferreira Luis Canau Luis Filipe Barreiros Luís Manuel Sampaio da Silva Saraiva de Menezes Luís Miguel Antunes Barata Luísa Maria Caixeiro Remechido .

Madalena Filipa Cerqueira Afonso Homem Cardoso Manuel de Fontes Fonseca Pessôa-Lopes Manuel Pedro Ferreira Lisboa Santos Manuel Silvestre da Mota Araújo Maria Alexandra Palma Nobre Maria Alice Gomes da Costa Maria Beatriz Rodrigues da Silva Florido Maria da Glória de Loureiro Saraiva Maria da Graça Nogueira Arantes Dias Barbosa Maria de Lurdes da Silva Pinto Gama Cardoso Maria de Lurdes Gonçalves Pereira Maria Delfina de Morais Viana Falcão de Vasconcelos Maria do Carmo Guerreiro Vieira Sousa Miranda Raposo Maria do Sameiro Pereira Reis Barroso Maria Dulce Ventura Presilha Silva Maria Eduarda Matos Ribeiro de Abreu Guedes Gomes Maria Emília da Silva Cerqueira Afonso Homem Cardoso Maria Filipa de Melo Gonçalves Lobato Maria Filomena Ruivo Ferreira Santos Maria Guilhermina Guimarães Maria Helena Roberto Cardoso Maria Isabel da Cãmara Chaves Maria Isabel Gomes de Sousa Lobo Maria Isabel Martins Castanheira Diniz Ferrão Maria João Andrade Saraiva de Menezes Maria João Calixto Machado de Sousa da Rocha Afonso Maria José Quintas da Silva Coelho Maria Leonor Raposo Rivera Martins de Carvalho Maria Luísa Alves Lopes Maria Madalena Rodrigues Ribeiro Maria Manuela Lopes Félix Costa Maria Margarida Neto de Macedo Maria Olinda de Oliveira Rafael Maria Paula da Siva Pereira Rodrigues Maria Raquel Couto Sa Lemos Guedes Maria Renata Dinis de Araújo Avelino Maria Teresa Bizarro de Almeida Maria Teresa Bonacho dos Anjos Tiago Maria Teresa da Encarnação Rosendo Maria Teresa Nascimento da Costa Ferreira Ramalho Mariana Cardoso Baptista Mariana Teresa Clériguinho Inverno Bishop Marina da Costa Cabral Parain Mário Jorge Ribeiro de Jesus Miguel de Campos Courinha Vassalo Miguel Gentil Dias da Costa Guedes Gomes Natércia da Conceição Guerra Morgado Lourenço Nicolau Costa Barros Pinto Coelho Normando Pereira Fontoura Nuno Alexandre Cerqueira Afonso Homem Cardoso Nuno Filipe Silva Barroso Nuno Miguel Gonçalves Teixeira .

Nuno Miguel Morgado da Silva Gaspar Nuno Miguel Silva Soares Nuno Miguel Vieira Pereira de Melo Ferreira Ondina Maria Sancadas de Sousa Osvaldo Filipe Figueira Carretas Patrícia Carla Henriques de Sousa Lourenço Paula Alexandra Castro Nascimento Paulo Jorge Pereira da Silva Paulo José Gama Cardoso Pedro José Nunes Pedro Manuel Botelho Pinto Pedro Manuel Sousa Lopes Pedro Miguel Henriques Marques Pedro Miguel Iria da Silva Pedro Miguel Quintas da Silva Coelho Ricardo Martinho Gaspar Ricardo Miguel Filipe Mósca Bonito Horta Ricardo Pacheco Rogério Maciel Rogério Paulo Pereira Rosa Maria Ferreira de Oliveira Rui Miguel de Oliveira Ventura Duarte Samuel de Paiva Pires Sandra Luísa Oliveira da Silva Sara Zeferina Pinto Moreno Rosa de Jesus Martins Sebastião de Lancastre de Castro e Lemos Sílvia Ana Gaspar Brochado Soares Correia Silvia Maria Brito Gomes Leite Sónia Maria Soares Duarte dos Santos Sónia Sousa da Costa Susana Godinho de Faria Maltez Susana Margarida Fiteiro Gonçalves Teresa Maria Loureiro Rodrigues Cadete Teresa Maria Silva Graça Páscoa Teresa Paula Soares de Araújo Venâncio José Pereira Mendes Rosa Vitor Manuel do Carmo Baptista .

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