IFBA: INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA DISCIPLINA: ELETRÔNICA I PROFESSOR: LUCIANO TEIXEIRA DOS SANTOS
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DATA DE ENTREGA: 26/02/2013
Trabalho 1
Instruções:
1) Leia o trabalho com calma e atenção. Todas as informações necessárias estão contidas nele e a interpretação faz parte da
avaliação. Portanto, não consulte o professor;
2) Seja organizado na resolução das questões e evite rasurar a sua avaliação;
3) O trabalho deverá ser respondido de caneta de tinta azul ou preta; Questões respondidas a lápis serão aceitas, no entanto o aluno não terá direito a contestação e nem revisão da referida questão.
TIPOS DE DIODOS
DIODO RETIFICADOR
Na família dos componentes eletrônicos o diodo retificador certamente é um dos mais simples e não
é difícil entender seu funcionamento. Apesar da simplicidade, ele está presente em praticamente todos os
circuitos eletrônicos, incluindo circuitos que operam com correntes elevadas. A função básica do diodo retificador é deixar a corrente passar em um sentido e bloquear a corrente no sentido contrário, como se fosse uma rua de mão única. Por isso ele é muito utilizado em fontes de alimentação, transformando corrente alternada (AC) em corrente contínua (DC).
Os diodos possuem dois terminais chamados de catodo e anodo. O catodo, nos diodos mais comuns,
é marcado com um anel pintado (diodos retificadores comuns). Nos diodos de alta potência o catodo é o terminal com rosca, que deve ser aparafusado.
DIODO ZENER
Existem vários tipos de diodos com as mais diversas aplicações. O mais comum deles é o diodo retificador, que permite a passagem de corrente em apenas um sentido. Inicialmente os diodos zeners também operam desta forma, mas eles têm características singulares, que os tornam adequados para manter uma determinada tensão fixa em um circuito. Sabemos que a tensão encontrada nas tomadas domésticas costuma apresentar variações. Por um outro lado os aparelhos eletrônicos precisam de tensões constantes para trabalharem adequadamente. Para manter a tensão constante nos circuitos eletrônicos existem alguns dispositivos, sendo o mais comum o diodo zener. Em conjunto com outros componentes eles podem receber tensões que variam e "transformá-las" em tensões constantes.
Quando polarizado diretamente, um diodo zener conduz como um diodo retificador, ou seja, a partir de aproximadamente 0,6 V de tensão entre os seus terminais começa a haver a circulação de uma corrente. Nesta situação a tensão se estabiliza em aproximadamente 0,7 V. A grande diferença entre os diodos retificadores e os diodos zeners está na região de polarização reversa. Os diodos convencionais suportam a tensão reversa até um determinado limite. Vale lembrar que, quando polarizado inversamente, um diodo não conduz. No entanto, quando chega ao limite de tensão reversa que o diodo suporta, o mesmo conduz de forma muito intensa e acaba logo se queimando quando chega na região de avalanche. O diodo zener, quando submetido à polarização reversa, apresenta funcionamento semelhante, exceto pelo fato de não se queimar. Quando conduzem reversamente eles ainda estão distante da tensão de ruptura. Outra característica importante é que a tensão de condução reversa (tensão zener) pode ser escolhida pelo fabricante, dependendo da dopagem aplicada.
Normalmente os diodos zeners são utilizados como referência de tensão em fontes de alimentação. Logo
a seguir é representada a estrutura física de um diodo zener.
DIODO VARICAP
O nome Varicap é derivado das palavras em inglês: “Voltage Variable Capacitance”, isto é, diodo com capacitância variável por tensão. Apesar de ser pouco conhecido pela maioria dos técnicos de eletrônica, ele aparece em muitos equipamentos eletrônicos, sempre no estágio de RF, tanto na transmissão como na recepção. Está presente principalmente na sintonia dos receptores de última geração, com frequência sintetizada, sintonizados por controle remoto, assim como nos receptores de AM, FM e aparelhos de TV. Também é muito usado nos moduladores lineares de uma maneira geral, nos equipamentos profissionais, como por exemplo nos transmissores de FM e som de TV. Além dessas aplicações, ele aparece em uma infinidade de outras, entre as quais:
• Amplificadores paramétricos
• Osciladores controlados por tensão (VCO)
• Geradores de sinais com frequência sintetizada
• Filtros passa faixa, com largura de banda ajustável
• Geradores de frequências harmônicas.
Para que os técnicos possam consertar os equipamentos citados acima, precisam primeiro conhecer o seu funcionamento e suas principais características, que serão vistos na sequência. Quando reversamente polarizados os diodos apresentam em sua junção uma capacitância que é devida à presença de portadores de carga separados por uma camada isolante (formada pela recombinação dos portadores) ao submetermos este diodo a uma determinada tensão variamos a separação destes portares que funcionam assim como um capacitor de placas variáveis. Os varicaps são construídos de forma a se utilizar desse efeito para conseguir uma capacitância controlada assim tendo uma capacitância controlada pela tensão. Aparelhos de televisão possuem um seletor de canais automático que contém "diodos varicap's" com
a função de sintonizar as frequências dos canais recebidos em consequência da variação de tensão em seus catodos (polarização reversa), acarretando mudança de capacitância internamente nestes diodos.
Portanto, um diodo varicap ou varactor é uma junção PN que funciona com polarização reversa, cuja principal característica é permitir que a capacitância associada à região de carga espacial seja alterada de acordo com a tensão reversa aplicada. A capacitância associada à região de carga espacial é inversamente proporcional a raiz quadrada da tensão aplicada. Esse tipo de diodo e usado em circuitos de sintonizadores de radio, TVs, osciladores controlados por tensão (VCO), sintetizadores de frequência e qualquer aparelho em que for necessário obter uma capacitância variável controlada por meio eletrônico. Logo a seguir é mostrada a estrutura física de um diodo varicap.
DIODO TÚNEL
São diodos de junção PN com elevadas concentrações de impurezas (dopagem) em ambas as camadas. Nesta situação, a região de depleção é muito estreita, na faixa de "algumas dezenas de átomos" de espessura. A proximidade das partes ativas das camadas permite o efeito túnel. O resultado é o comportamento de resistência negativa, isto é, a corrente diminui com o aumento da tensão, em uma parte da curva de polarização direta. A característica de resistência negativa permite a construção de osciladores simples como o circuito da figura.
A elevada dopagem faz com que a maior parte dos portadores sejam buracos e elétrons, que têm
ação bastante rápida. Assim, pode operar em frequências elevadas. Ele funciona somente na área de resistência negativa, ou seja diminui a tensão aumenta a corrente, somente quando tem-se uma tensão
muito próxima de zero (chamada de avalanche, do diodo zener), ou seja, ele só funciona como diodo túnel quando polarizado diretamente e sob tensões bem baixas, para tensões fora dessa região ele funciona como um diodo comum.
Resumidamente, o diodo túnel só atua com propriedades especificas em baixas tensões. Os diodos túnel são pouco usados atualmente. As principais desvantagens são a baixa potência e o custo, fatores com vantagem em outras tecnologias. Logo a seguir é mostrada a estrutura física do diodo túnel,
DIODO SCHOTTKY
O diodo Schottky ou de barreira e usado para comutar em alta frequência, pois nele não ocorre
recombinação (lacuna encontrando elétron livre). Esse fenômeno não é observado porque o dispositivo e feito de um material N e um metal. A junção resultante se comporta como um diodo, em que o anodo e o
metal e o catodo o semicondutor, permitindo que o dispositivo seja comutado de cortado para em condução e vice-versa muito mais rápido que um diodo comum. Outra característica do diodo de barreira esta relacionada a queda de tensão. Nesse modelo, o valor e da ordem de 0,3 V, menor que em diodos tradicionais. O diodo Schottky e utilizado em fontes chaveadas que operam em dezenas de quilo hertz e na proteção contra transientes de tensão elevados. Nos díodos schottky utiliza-se em vez de material semicondutor tipo P um metal, não haverá lacunas que possam armadilha elétrons vindos dos outros materiais durante a corrente direta. Diodos de junção metálica e semicondutor não são recentes. Os primitivos rádios de galena, do início do século XX, usavam um fio metálico e um cristal de galena (sulfeto de chumbo) para formar um diodo detector de radiofrequência. Diodos de metal/semicondutor (diodos schottky), são obtidos pela deposição, por evaporação ou por meios químicos, de uma camada metálica sobre a superfície de um semicondutor. Normalmente há uma camada de óxido na borda para evitar efeitos indesejáveis do campo elétrico mais intenso nessa zona.
O principal destaque do diodo schottky é o menor tempo de recuperação, pois não há recombinação de cargas do diodo de junção. Outra vantagem é a maior densidade de corrente, o que significa uma queda de tensão direta menor que a do diodo comum de junção. A contrapartida é uma corrente inversa maior, o que pode impedir o uso em alguns circuitos. São usados principalmente em circuitos de alta frequência, de alta velocidade de comutação.
FOTODIODO
Uma junção PN pode emitir luz sob ação de uma corrente elétrica (díodo LED). E o processo inverso também é possível, ou seja, a luz pode gerar uma corrente elétrica em uma junção PN.
A figura mostra a secção transversal de um fotodiodo comum de silício. É basicamente um diodo de junção
com características construtivas para direcionar a incidência de luz para a camada P. Esta, por sua vez, é bastante fina e sua espessura tem relação com o comprimento de onda da luz a detectar.
Um fotodiodo pode operar no modo fotovoltaico, isto é, sem nenhuma polarização. Uma vez que a tensão gerada é muito baixa, é comum o uso de um amplificador operacional. Neste circuito, os pulsos de saída são invertidos em relação aos pulsos de luz na entrada.
No modo fotocondutor, o fotodiodo é polarizado por um potencial de uma fonte externa. Os dois circuitos (sem inversão e com inversão de pulso) mostram a utilização com amplificadores operacionais. fotodiodo deve trabalhar com polarização reversa.
DIODO EMISSOR DE LUZ (LED)
O LED é um díodo semicondutor (P-N) que quando sujeito a energia emite luz de espectro reduzido. A luz
emitida pode ser visível, ou não visível (Infravermelhos e ultravioletas). A luz é monocromática e é produzida pelas interações energéticas dos elétrons. A sua utilização era, até à bem pouco tempo, exclusiva dos indicadores de funcionamento de outros aparelhos (ligado, desligado, por exemplo), sinalizadores luminosos (relógios ou
mostradores) passou a ser usado em iluminação direta substituindo a iluminação convencional e as telas de tv e monitores à medida que a relação luminosidade/consumo vai aumentando.
O processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é chamado eletroluminescência.
Em qualquer junção P-N polarizada diretamente, dentro da estrutura, próximo à junção, ocorrem recombinações de lacunas e elétrons.
LED SMD funciona da mesma forma que um convencional a diferença é que fabricado para montagem em superfície. Especificamente, é um díodo emissor de luz que é montado e soldado sobre a placa de circuito. Uma vez que não tem ligações as suas dimensões são mais reduzidas que um LED convencional. O calor emitido pelo componente é muito reduzido tornando-os particularmente úteis em espaços de reduzida dimensão.
Um LED deve ser ligado de forma correta, o circuito de ligação deve ter o + para o ânodo e - para o cátodo. O cátodo é a ponta mais curta e deve ter um corte no lado da cápsula do LED. Se olharmos para o interior do led o anodo é o eletrodo maior (embora não seja uma forma standard de identificação pode ser utilizada). Para testar um LED nunca o ligue diretamente à fonte de alimentação, pois o LED destruir-se-á quase instantaneamente, devido a demasiada corrente que passará na sua junção.
DIODO GUNN
O diodo GUNN é usado como oscilador local cobrindo as frequências de micro-ondas de 1Ghz a mais de
100Ghz. O diodo Gunn tem uma característica bastante particular: é construído apenas com semicondutor tipo N,
ao contrário do par PN. Na realidade, é um oscilador de micro-ondas. O nome Diodo Gunn foi em homenagem a
J Gunn que, em 1963, descobriu o efeito de produção de micro-ondas por semicondutores N.
São construídos com três camadas. A camada central tem um nível de dopagem menor. O dispositivo exibe característica de resistência negativa. O material semicondutor pode ser arsenieto de gálio (GaAs) ou nitreto de gálio (GaN), este último para frequências mais elevadas. Há três regiões neste dispositivo, dois dos quais são fortemente dopado tipo-N região e uma região intermédia fina de material levemente dopado. Quando uma dada tensão é aplicada através dos seus terminais, na zona intermédia do gradiente eléctrico é mais elevado do que nas extremidades. Finalmente esta zona começa a realizar, isto significa que este díodo tem uma região de resistência negativa. A frequência de oscilação obtido deste efeito é, em parte, determinado pelas propriedades da camada ou região intermediária do diodo, mas também pode ser ajustada externamente. Os osciladores diodo Gunn são usados para construir na faixa de freqüência entre 10GHz e frequências ainda mais elevadas (até Terahertz ). Este díodo é usado em combinação com circuitos construídos de guias de onda ressonante, ylG cavidade coaxial ressonador
(ítrio cristal de granada único e ferro, ítrio Iron Garnet por sua sigla em Inglês) e o ajuste é realizado por ajuste mecânico, excepto dos ressonadores YIG em que as configurações são elétricos. Diodos Gunn normalmente são fabricados a partir de arsenieto de gálio osciladores até 200 GHz, enquanto Terahertz nitreto de gálio pode chegar
a 3.
DIODO PIN
O nome é deve-se à existência de uma camada I ("intrínseca" - silício sem dopagem)
entre as camadas P e N.
Quando diretamente polarizado, buracos e elétrons são injetados na camada intrínseca I e as cargas não se anulam de imediato, ficam ativas por um determinado período. O efeito resulta numa carga média na camada que possibilita a condução. Na polarização nula ou inversa, não há carga armazenada e o diodo comporta-se como um condensador (capacitor) em paralelo com a resistência própria do conjunto. Com tensão contínua ou de baixa frequência, o diodo PIN tem um comportamento próximo do diodo de junção PN. Em frequências mais altas, de períodos inferiores ao tempo de duração das cargas, a resistência apresenta uma variação característica com a corrente. Isso dá aos componentes aplicações variadas em altas frequências (atenuadores, filtros, limitadores).
QUESTÃO 1 (Valor 1,0 ponto)
Qual é a função principal dos diodos retificadores e onde eles são aplicados?
QUESTÃO 2 (Valor 1,0 pontos)
Como são encontrados os terminais de um diodo observando a sua estrutura física? Explique de forma detalhada.
QUESTÃO 3 (Valor 1,0 ponto)
Qual a função principal do diodo zener num circuito eletrônico?
QUESTÃO 4 (Valor 1,0 ponto)
Qual a principal diferença entre o diodo retificador e o diodo zener?
QUESTÃO 5 (Valor 2,0 pontos)
Explique de forma resumida o funcionamento do diodo varicap.
QUESTÃO 6 (Valor 1,0 ponto)
Quais são as principais desvantagens na utilização do diodo de tunel?
QUESTÃO 7 (Valor 1,0 ponto)
Explique de forma sucinta o funcionamento do diodo Schotty. Cite também suas aplicações.
QUESTÃO 7 (Valor 1,0 ponto)
Explique de forma detalhada como detectar o anodo e o cátodo de um diodo LED.
QUESTÃO 8 (Valor 1,0 ponto)
Qual a diferença que existe na estrutura interna de um diodo convencional e um diodo PIN? O que essa diferença acarreta no diodo PIN? Explique de forma detalhada.
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