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S o n h o s em B V A

Rio Branco – Acre


2007
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

Copyrigth © 2007 - @ BONIFÁCIO, Maria Iracilda G. C. (Org.)

Editoração Eletrônica/Capa – LIMA, Reginâmio B.

Imagens para a Capa – Gabriel Henrique, Allys Beatriz, Emanuele, Ester, Paulo

Kelven, Stive Keiton, Caroline, João Marcos, Taylinne,

Irenilsa, Janaina.

Idéia Original/Produção/Execução – BONIFÁCIO, Maria Iracilda G. C.

Pareceristas e Revisoras: Paula Regina Moura Leão da Silva

Claudenice Nunes dos Santos

Coord. da Escola Berta Vieira de Andrade – Maria de Nazaré Arruda

Mary Anny Namen de Souza

Nágila Cristina A. Silva

Direção da Escola Berta Vieira de Andrade – Francisco Roberto Simão de Oliveira

Textos dos Alunos das 6ª séries – 2007.

É permitida a reprodução total ou parcial desta obra,


desde que citada a fonte.
S o n h o s em B V A

Apresentação

A escola cumpre papel fundamental na transformação da sociedade. No


entanto, para que isso ocorra efetivamente, é preciso que haja uma aprendizagem
vivenciada a cada momento, não apenas no contexto das atividades escolares, mas
também no contínuo convívio com os membros da sociedade. A escola não pode
desempenhar com sucesso sua missão de educar na/para a cidadania, em um
compromisso de responsabilidade mútua na formação das crianças e dos jovens, se
estiver apartada da comunidade e da realidade em que vivem os alunos. Ela precisa
do apoio e colaboração das pessoas que estão a sua volta para poder proporcionar
formação de qualidade a seus alunos.

Pensando nisso, desenvolvemos o Projeto de Leitura Sonhos em B.V.A.,


tendo como foco a concretização de um importante objetivo educativo da escola:
formar cidadãos competentes e habilitados para manifestar suas concepções através
da cultura escrita. Buscamos, incentivar os alunos a serem verdadeiros usuários da
leitura, capazes de se beneficiar do acesso a qualquer tipo de texto e de expressar-se
por escrito.

O Projeto de Leitura e Produção Textual foi desenvolvido durante o


primeiro semestre de 2007, como parte das atividades pedagógicas relacionadas à
disciplina Língua Portuguesa. O produto final deste Projeto foi o livro Sonhos em
BVA, que traz uma coletânea dos textos produzidos pelos alunos das Quintas e
Sextas séries do Ensino Fundamental.

Colocar disponível para professores e alunos o material produzido pelos


próprios educandos é uma oportunidade ímpar, pois com isso, não apenas estaremos
incentivando a produção textual de autores da terra, mas dando um passo
importantíssimo no âmbito educacional em nosso Estado. Poder ter à disposição um
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

material didático que fale das esperanças de nossas crianças, jovens e adolescentes,
de fatos típicos da realidade local sempre foi uma preocupação do corpo docente
estadual. Pretendemos dar este passo inicial em busca de um diálogo mais estreito
com as coisas de nossa terra.

Com a oportunidade que nos cai à mão, de levar à comunidade escolar


acreana uma coletânea de textos nos quais podemos identificar não apenas cenários,
linguagens e personagens, mas também sonhos e esperanças comuns, buscamos
contribuir com a educação em nosso Estado e com a formação consciente de nossos
alunos diante da vida social contemporânea.

Poder participar dessas práticas de leitura do mundo a partir da ponte


oralidade-escrita é um importante fator de inclusão social.

Procuramos desenvolver nos alunos o interesse em ler e ouvir histórias,


manifestando sentimentos, experiências, idéias e opiniões em situações de leitura
compartilhada e/ou recorrendo à biblioteca da classe, da escola ou do bairro.

O resultado não poderia ser outro: textos fantásticos que trazem um pouco da
contribuição de “nossos novos autores” para a sociedade acreana. Eles não são
apenas meninos e meninas “brincando de escrever”, são pessoas que realmente tem
algo a oferecer, suas histórias trazem a marca do sonho e da esperança de um
mundo melhor. Por isso, vale a pena investir nestes novos talentos, acreditar que
mais que a produção de um livro, eles nos trazem uma lição de vida.

Sonhos em B.V.A., diante da carência de produção escrita que aborde a


realidade local, traz vivências e sonhos com os quais os alunos e professores de
nossa rede de ensino, pública ou particular, podem se identificar e se inspirar para
novas produções.

MsC. Maria Iracilda G. C. Bonifácio - Professora


S o n h o s em B V A

As amigas
Era uma vez uma menina que se chamava Yara. Ela não
tinha amigas e se sentia muito sozinha.
Yara havia sido transferida para um novo colégio que se
chama Berta Vieira de Andrade. Ela estuda na quinta série e
encontrou muitas amigas: Dimily, Ana, Eline, Andreyna, Kelly
e Sabrina.
Agora ele é feliz porque encontrou várias amigas legais e
todos os dias elas se encontram para brincar.

Yara

O carro
Era uma vez um super-carro. Ele era de várias cores:
preto, vermelho, azul e branco.
Um dia, certa família resolveu passear e alugou esse
carro. Mas, o carro não era bobo e falou:
__ Ah! Eles não perdem por esperar!
Então, eles foram viajar com esse carro. No meio da
viagem o carro furou o pneu da frente. Como o ar vazou todo,
eles pensaram em desistir da viagem.
Mas, eles não desistiram. Colocaram um pneu novo e
seguiram rumo à Bolívia. E viveram felizes para sempre.

José Cristiano
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

A Belinda
Belinda é uma cachorrinha engraçada. Ela tem dois anos,
gosta de passear e sua comida preferida é lagosta. Além disso,
é peluda e gosta de brincar muito.
Belinda é divertida! O nome de sua dona é Andreyna. A
cadelinha gosta muito do cachorrinho Abelardo. Os dois
sempre vão juntos ao “Pet Shop”.
Os dois cãezinhos gostam de ir ao cinema e assistir ao
filme Romeu e Julieta.
Quando eles voltam para casa, vêm cantando a música:
“Choc, choc, Choc...”
Os dois são brincalhões e se amam muito.

Andreyna

Minha história
De manhã joguei bola com meus amigos...
Agora leio uma história interessante na aula de História.
Agora estou em casa.
À tarde, levei meus amigos para conhecer a natureza no
Parque Chico Mendes. Lá conhecemos muitos animais, cobras,
jacarés, pássaros, árvores.
Mas, de repente, começou a chuva! Tivemos que esperar
passar para voltarmos para casa.
Daqui a algumas horas, voltarei para a escola.

Edirlan
S o n h o s em B V A

Nossa cidade
Nossa cidade não é perfeita, mas é um lugar bom para se
viver.
Muitas coisas acontecem que trazem problemas ao nosso
meio ambiente: o esgoto dos bairros cai dentro do Rio Acre.
Como não tem tratamento, acaba causando contaminação e
doenças.
As pessoas também estão destruindo a cidade. O homem
está fazendo queimadas, destruindo a natureza. Não percebem
que fazendo isso, estão destruindo a si mesmo. Eles jogam
todo o lixo nos igarapés, rios, lagoas, etc.
Isso tudo causa enchentes, que destroem casas, trazem
doenças, animais como cobras e ratos para dentro de casa.
Para evitar todo esse prejuízo, deveríamos deixar de
jogar lixo nas ruas, não destruir a natureza evitar queimadas...
Assim, nossa cidade pode se tornar mais bonita e um lugar
melhor para se viver.

Arlindo
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

A Gatinha Marie
A gatinha Marie, como é vaidosa e bem cuidada! Estava
almoçando na área da casa de sua dona quando de repente
apareceu Minie, a gatinha da vizinha.
A gatinha Minie, como é malvada, roubou o almoço de
Marie. Subiu em uma árvore e disse:
__ Rá, rá, rá! Você nunca vai me pegar!
__ Vamos ver! Quem ri por último ri melhor! – disse a
gatinha Marie.
Naquele instante, a Minie caiu da árvore. Ficou assustada
e foi para casa. Nunca mais a gatinha malvada voltou a
perturbar Marie.
Daí, Marie pegou seu almoço de volta e ficou muito,
muito feliz!
Suena
A flor e o cravo
Era uma manhã de sol... Estava dentro de um saquinho e
galhinho bem seco. Dentro dele não tinham nem um pingo de
água.
Já no outro dia, estava lá naquele mesmo lugar do jardim
uma linda flor vermelha. Os donos do jardim ficaram muito
felizes pela chegada daquela florzinha.
Todos os dias ela era aguada pelos seus donos. Todas as
manhãs, a florzinha ficava mais feliz ainda, porque era regada
por seus donos.
Na casa ao lado, havia nascido um lindo cravo. Todos
ficaram felizes com a chegada da primavera e com o colorido
das plantas que desabrocham lindas flores.

Nayara
S o n h o s em B V A

Os construtores da Natureza
A aranha Argiope Argentada, muito comum nos jardins,
escolhe com cuidado os galhos na árvore, nu,a rocha ou
parede. Depois, com um técnico trabalhar, ela segue um
projeto bem determinado.
Primeiro estende um fio, depois forma um quadrado com
outros fios. Depois, fabrica muitos raios, constrói um espiral
no final. Se põe junto á teia e dá o aviso de que o almoço está
servido.
Emillayne

O sonho do leão
Certo dia o leão estava dormindo. Ele estava sonhando
que era um passarinho e que seu pai ia embora. O passarinho –
quer dizer, o leão, não sabia voar e estava prestes a cair da
árvore.
Então, o leão se acordou e pensou que era aquele
passarinho.
No outro dia, de madrugada, viu seu pai fugindo. Ele não
sabia o que seu pai estava fazendo. Mas sabia que seu pai
estava fugindo, sim.
Então, ele desesperadamente correu atrás de seu pai.
Correu tanto que cansou... E quando pensava que ia
encontrar, seu pai não estava fugindo, ele is apenas comprar o
café da manhã.
Renoá Gabriel
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

Miguel e seu amigo João


Era uma vez, muito longe daqui, lá no Pólo Sul, dois
amigos esquimós. Um era mais sério, chamava-se Miguel, o
outro era mais falante e gostava de contar piadas, seu nome era
João. Os dois amigos moravam em dois iglus que ficavam bem
próximos. Os iglus são casas construídas de gelo em que os
esquimós vivem.
Um certo dia, João, o amigo mais alegre, quis ir pescar.
Só que havia um problema: Miguel não quis ir pescar com ele,
e disse:
__ João, eu nunca pesquei. Nem quando era pequeno.
Mas eu vou assim mesmo.
Então, no dia seguinte, pegaram as varas de pescar e
foram para um lago.
Ao chegarem lá, começaram a pescar. Estavam com
muita sorte, pois pescaram muitos peixes.
João e Miguel já estavam arrumando suas coisas para
voltarem para seu iglu, quando de repente, ouviram um
barulho estranho...
Eles começaram a correr para um iglu abandonado para
poderem se abrigar e descobrir o que era aquele ruído tão
estranho. O barulho estava chegando cada vez mais perto, até
que chegaram no iglu. De lá, observaram que em longe havia
um homem caminhando na neve.
Esperaram um pouco, o barulho parou. Resolveram
correr até o carro deles, que estava estacionado ali próximo.
Ligaram o carro, mas, não funcionou.

Aricles
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Mustafa, o Gato Ingrato


Dizem que há muito tempo, em uma terra muito distante,
existiu um gato muito bonito e diferente dos outros gatos. Seu
nome era o Rei Mustafa.
Ele reinava sobre todos os gatos. Mustafá era muito
ingrato. Não dava alimento para os outros gatos. E olha que ele
era cheio de coisas deliciosas!
Ele era muito mal humorado e ranzinza.
Em seu castelo havia todos os tipos de alimentos
deliciosos.
Certo dia, essa história mudou. Mustafá encontrou uma
ela gatinha chamada Madalena. Eles se casaram e com algum
tempo, tiveram um lindo gatinho.
Mustafá se arrependeu de tudo o que tinha feito e passou
a ser gentil com os outros gatos. Ele dividia todas as coisas
gostosas de seu castelo com os gatinhos pobres.
Realmente, com sua nova família ele mudou para melhor.
E seu nome mudou de Mustafá, o Gato Ingrato, para Mustafá,
o Rei dos Gatos, muito engraçado e animado. E assim viveram
felizes por muitos e muitos tempos.

Keslle
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

A galinha falante
Era vez uma galinha muito falante chamada Francisca.
Ele se intrometia na vida de todos. Gostava de colocar espiões
para vigiar tudo o que acontecia no galinheiro para depois falar
para as outras galinhas. Até que um dia, resolveu se meter de
cara com uma cobra, chamada Romaria.
Romaria não gostava dos galos, só das galinhas. Miria, a
amiga de Francisca bem que avisou, mas ele não quis saber.
Romaria sempre trazia novidades fresquinhas do galinheiro
para a galinha fofoqueira.
E Francisca, por não saber com quem estava se metendo,
acabou brigando com Romaria. Alguém contou uma fofoca
para a cobra, dizendo que Francisca estava falando mal dela
para todo mundo no galinheiro.
A briga foi muito fia. Francisca ficou muito machucada.
Miria chorou muito por causa de Francisca. E deu muitos
conselhos para sua amiga.
Francisca, então, aprendeu a lição e nunca mais se meteu
na vida dos outros.
Miria disse a ela:
__ Francisca, você aprendeu a lição? Nunca mais se meta
na vida dos outros.
__ Sim, Miria.
E as duas ficaram lá pelo galinheiro. Em vez de fazer
fofocas, Francisca resolver ajudar a quem precisava.
Moral da História: Cuide de seu galinheiro!

Claudiomar e Mateus Ferrara


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As amigas Sandy e Miria


Sandy e Miria eram duas amigas muito unidas. Elas
nunca brigavam. Mas, certo dia, porém, discutiram sem motivo
e passaram muitos dias brigadas.
Sandy ficou com Ana e Rute e Miria ficou com Romário.
As outras amigas das duas não agüentavam mais ver aquilo e
tiveram uma idéia genial...
Resolveram fazer uma festa a fantasia. Mandaram o
convite só para Sandy e Miria. As duas se fantasiaram e foram
para a festa. Chegando lá, estava tudo escuro. Acenderam a
luz...
Miria disse: __ Cadê todo mundo?
Sandy respondeu: __ Eu é que pergunto.
As duas tinham ficado trancadas. Os amigos das duas
tinham tramado tudo com Romário. Ele tinha emprestado a
casa para realizar a festa. Mas, que nada. Não tinha festa
nenhuma, eles queriam mesmo é unir as duas amigas
novamente.
Romário, vendo o desespero das duas para saírem da
casa, disse: __ Vocês só sairão se fizeram as pazes.
Sandy respondeu: __ Imagina... Eu?
Então, continuaram trancadas por um bom tempo.
Ao verem que não iriam sair, se juntaram e conseguiram
pular pela janela. Quando chegaram do lado de fora da casa,
Sandy confessou: __ Miria, para falar a verdade, eu já estava
sentindo a sua falta... __ Eu também, Sandy. Vamos voltar a
ser amigas? __ Sim, vamos!
Todos gritaram de emoção. As duas amigas estavam
unidas de novo e voltaram a ser as melhores amigas mesmo.

Francisca
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

A fuga
Era uma vez, um lindo dia para se brincar. A dona
Abelhinha tinha quatro filhos, três meninos e uma menina.
Eles se chamavam João, Dedé, Caio e Rosa. Dona Baratinha
disse a seus filhos, que como o dia estava lindo, ia fazer umas
compras. Disse que ia voltar logo e que eles não deveriam sair
de lá.
Lá perto da casa da Dona Abelhinha havia uma
montanha bem alta e perigosa. Um dos meninos falou assim:
Vamos brincar de escalar montanhas? E o outro respondeu:
Vamos... Mas... a mãe disse que não era para sairmos de casa!
Mas, não vai acontecer nada! E quando a mãe chegar, a
gente já vai estar aqui!
Então eles foram brincar na montanha. Passou bastante
tempo e eles ainda não tinham chegado...
A Dona Abelhinha chegou e não viu ninguém. Então, ela
resolveu ir atrás de seus filhos.
Ela procurou... procurou... procurou... Já estava
anoitecendo e ela pensou que estava acontecendo alguma coisa
com eles. Passou-se mais algum tempo e eles finalmente
chegaram em casa.
A Dona Abelhinha brigou com eles, pois poderia
acontecer alguma coisa ruim lá na montanha. E ela queria o
bem de seus filhotes...
Eles ficaram de castigo, para pensar um pouco no que
tinham feito e, depois, pediram desculpas a sua mãe.
Então, os filhos de dona Abelhinha entenderam que sua
mãe os amava tinha ficado muito preocupada com eles.
Depois, ficou tudo bem e viveram felizes para sempre...

Hamaiana
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O pirata do dedo mindinho


Era uma vez um pirata, tão pequeno que sua altura era do
tamanho de um dedo mindinho. Certo dia, ele entrou num
castelo mal assombrado. Quando ele percebeu, dentro do
castelo havia um navio. Mas, aquela embarcação lhe parecia
meio familiar, ele jurava que aquele era seu navio, do tamanho
de uma mão.
Ele subiu no navio e falou:
__ A bordo, marujo! – mas, não tinha ninguém.
Ele procurou dentro do navio, mas, não achou ninguém.
Não tinha marujo nenhum, mas, ele achou um baú de tesouro.
O pirata, feliz da vida, exclamou:
__ Estou rico! Estou rico!
Railson

A joaninha e a flor
Era uma vez uma joaninha que não tinha amigos. Sem
querer, ela esbarrou na flor. De repente, uma voz disse:
__ Ai! Isso doeu, Joaninha!
A joaninha, percebendo que era a flor, disse:
__ Desculpa, flor! É que eu estou triste. Eu não tenho
amigos para brincar...
A flor, então, lhe falou:
__ Eu posso ser sua amiga, para sempre!
__ Sério? – perguntou a joaninha.
__ Claro! Amigas para sempre – disse a flor.
A joaninha falou:
__ É! Que legal! Vou ser sua amiga para sempre!
Obrigada pelo convite, amiga!
Tatiane
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

O coração
Oi! Meu nome é Natanael, um coração solitário.
Queria alguém para amar... Estou tão solitário... que não
percebo as horas passar... Queria encontrar alguém pronto para
me amar.
Andando pelas ruas têm tantos casais de namorados.
Espero chegar a minha vez...
Andando pelas ruas, Natanael viu, certa vez, uma garota
linda que se chamava Natali. Ao passar por ele, Natali também
achou-o muito interessante:
__ Como você se chama? Está tudo bem?- disse
Natanael.
__ Tudo bem. Meu nome é Natali.
__ Que coincidência, nossos nomes são parecidos,
começam com a mesma letra. Eu me chamo Natanael.
Os dois passaram a se encontrar todos os dias para
conversar, tomar sorvete, ir ao cinema, passear no parque...
Enfim, aquele coração solitário já não parecia mais tão
sozinho...
Certo dia, Natanael tomou uma decisão e disse:
__ Natali, quer namorar comigo?
__Claro que sim!
E a partir daquele dia, Natanael nunca mais ficou
solitário.

Nauany
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Dois macacos e um leão


Era uma vez dois macacos que se chamavam Mico e
Jubá. Mico era um macaco muito alegre e feliz, mas, Jubá era
muito mal humorado. Na mesma floresta que moravam os dois
macacos, morava também o leão Ares.
Jubá era um macaco carnívoro. Ele sempre pegava as
caças do leão. Até que um dia, o leão caçou uma presa grande
e deixou em seu território, que era perto da árvore em que os
macacos moravam. O leão, em um terrível desleixo, deixou a
caça perto da árvore e foi tomar água no rio.
O Jubá já estava de olho na comida do leão. Quando o
Mico viu que seu amigo pretendia roubar a caça do leão, disse:
__ Jubá, não faça isso, porque o leão pode lhe pegar.
Nesse instante, o leão já estava voltando para pegar sua
comida... Viu o Jubá indo pegar seu alimento e correu... pulou
em cima do macaco.
Jubá gritou: __ Ááááá´!
Seu amigo mico ouviu e foi ajudá-lo: __ Leão, solte o
Jubá!
O leão soltou-o e falou: __ Mas, mande ele não voltar a
pegar meu alimento.
Mico respondeu: __ Está bem, mas como nós moramos
muito perto um do outro, podemos ser amigos.
O Leão respondeu: __ Sim.
E a partir daquele dia, Ares, que era o Leão, passou a
dividir o seu alimento com os macacos. E assim, viveram
felizes para sempre.

Gabriel, César, Vítor, Wilkey


Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

O Grilinho e o Sapo

Era uma vez um grilo, um sujeito muito esperto. E tinha


também um sapo, o coitado não era lá muito esperto.
Um dia eles foram caçar e mataram seis caças. Foram,
então dividir.
O grilo, como era muito esperto, disse:
__ Como fui eu quem lhe chamei, eu fico com quatro e
você com dois.
E o sapo pensou, pensou e pensou... e disse:
__ Olha, seu grilo espertinho, seis dividido para dois é
três. E você ficou com quatro e eu com apenas dois. Você está
querendo ser muito esperto, heim! Mas, com sua esperteza não
me engana, está ouvindo?
O grilo ficou calado e disse:
__ Está bom. Fique com três e eu com três.
Então, eles fizeram outras divisões e ficou tudo certo,
pois o grilo havia aprendido a diferença entre a esperteza e a
desonestidade.
Ediclei
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A borboleta do jardim
Certo dia, Júlia acordou e viu uma borboleta em seu
jardim. Júlia achou a borboleta muito linda, pousada sobre sua
rosa.
Júlia a observou, observou e viu que a cor dela era preta
e amarela. A menina viu que a borboleta era diferente, pois sua
cor era muito rara.
A borboleta chorava e chorava, pois estava muito triste.
Júlia lhe disse:
__ Por que choras?
A borboleta respondeu:
__ Porque as outras ficam zombando de mim.
__Borboleta, não importa a sua cor, Deus criou você
dessa cor porque ele quis essa cor. Você tem uma beleza rara.
Não deixe as outras zombarem de você. Não chore, vá brincar.
E a borboleta pensou bem e viu que ser diferente não era
um problema. E voou e foi chamar outras borboletas para
brincar.

Letícia
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

Perdidos na Floresta
Um grupo de jovens viajava de carro pela estrada: Peter,
Roberto, Vanessa e Vanda. Estava tudo tranqüilo, quando de
repente, chegaram em um trecho da estrada que estava
bloqueado. Peter, que dirigia o carro, resolver ir por um
atalho...
Mas, ele não viu a Placa em que estava escrito: “Perigo.
Não ultrapasse”. E continuaram.
Então, prosseguiram viajando. Tudo estava calmo na
estrada. Quando, de repente, o pneu furou. Eles foram
obrigados a descer do carro e encarar a mata em busca de
algum morador do local que pudesse ajudá-los.
Após andarem alguns metros mata adentro, encontraram
uma casa, mas, não sabiam o que esperava por eles.
Peter foi o primeiro a entrar, e os outros em seguida.
Naquele instante, surgiu um barulho de um carro. Para
improvisar, se esconderam. O barulho estava chegando cada
vez mais perto, mais perto e mais perto...
A porta se abriu e então os jovens viram algo
extraordinário: dois monstros incríveis.
Os jovens, desesperados, fugiram pela mata e os
monstros foram pela estrada, pois achavam que eles iam
procurar voltar pelo lugar de onde tinham vindo.
Enquanto corriam, Roberto caiu e se machucou. Dentro
da mata, então, eles acharam uma torre de comendo, subiram
até lá e descobriram que o velho rádio ainda estava
funcionando.
Fizeram contato com a Polícia e pediram ajuda. Os
policiais foram socorrê-los depressa. Mas, não sabiam a
localização exata de onde estavam.
S o n h o s em B V A

Enquanto isso, na floresta, os quatro amigos começaram


a ouvir passos na escada da torre de comando. Alguém se
aproximava...
De repente alguém abre a porta da sala do rádio:
__ Surpresa!
Os outros dois amigos da turma que tinham vindo antes
pela estrada para pregar uma peça em Peter, Roberto, Vanessa
e Vanda.
Aliviados, os quatro amigos viram que não tinha monstro
nenhum, era apenas uma fantasia que os garotos estavam
vestindo...
__ Isso não vai ficar assim... – disse Vanessa.
__ É, vocês quase nos matam, do coração! – completou
Vanda.
Justo neste momento a Polícia chega e vê que tudo não
passava de uma brincadeira de amigos. Cuidaram dos
ferimentos de Roberto e ainda conseguiram carona com os
policiais para irem até a cidade mais próxima consertar o carro.

Mateus
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

Os dois ursos e o papagaio


Era uma vez dois ursos que andavam por aí.
Quando eles estavam andando por um caminho
encontraram uma casa para morar.
Nessa árvore, havia uma linda casa para se abrigarem e
comida para eles comerem. Havia também um papagaio
morando naquela árvore, mas os ursos não sabiam que ele
morava lá.
Quando o papagaio estava voltando para casa viu os dois
ursos. O papagaio ficou muito assustado, pois nunca havia
visto outro animal em sua árvore. E ainda mais comendo suas
frutas.
Ao perceberam que alguém vinha vindo, os ursos se
esconderam. Quando o papagaio chegou até a casa, os dois
ursos correram e o papagaio não conseguiu pega-los.
Então, em um belo dia, eles se encontraram em um
passeio e resolveram ficar amigos e unidos para sempre, em
sua árvore.

José Sávio
S o n h o s em B V A

O fazendeiro perdido
Era uma vez um fazendeiro que morava muito distante.
Um dia, ele saiu para caçar, quando caiu em uma armadilha.
Ele pensou que havia outros caçadores na floresta.
Passou dia e noite e nada de alguém chegar para salva-lo.
Na casa do fazendeiro havia uns cachorros, seus nomes
eram Duque, Laion, Espaique. O fazendeiro não tinha dado
comida para eles antes de sair. Os cachorros, com muita fome,
foram atrás de comida pela floresta e escutaram o gemido de
seu dono.
Como os cães começaram a latir muito, o fazendeiro,
ouvindo, começou a gritar
__ Aqui! Aqui! Socorro!
Os cães eram treinados e um deles ficou onde estava o
fazendeiro e os outros foram até a cidade atrás de um policial.
Passado algum tempo, chegaram os dois cães e o policial.
Ele desarmou a armadilha e soltou o fazendeiro, que voltou
para casa.
Os cachorros ganharam um novo trabalho, foram ajudar
os policiais em suas investigações.

Wellington
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

O Raiozinho de Sol
Era uma vez um Raiozinho de Sol...
Ele era muito curioso, queria conhecer as flores... E, para
isso, resolveu desgrudar de seu pai, o Sol.
Raiozinho de Sol foi para a floresta... Passou o dia inteiro
brincando com as flores, cuidando das plantas para que elas
crescessem mais e ficassem bem bonitas. Mas a tarde foi
chegando, era hora de seu pai Sol se despedir para que a Lua
trouxesse o descanso para os homens e os animais que viviam
na floresta.
Quando ia anoitecendo, porém, Raiozinho de Sol
resolveu ficar um pouco mais na floresta. E, então, estava
formada a confusão... Em vez de todos descansarem, a lua não
chegou, pois nosso amiguinho não quis se retirar com seu pai.
O senhor Sol ficou muito preocupado, procurando Raiozinho
por todos os lugares.
Como a noite ficou iluminada com o Senhor Sol e com o
Raiozinho que brincava na floresta as pessoas e os animais
continuaram trabalhando, pensando que ainda era dia.
A noite ensolarada passou e de manhã, tanto o Sol quanto
o Raiozinho, as pessoas e os animais estavam muito cansados.
Foi um dia sem fim... Nenhum bichinho conseguiu
dormir...
Muito cansado, Raiozinho conseguiu encontrar
novamente seu pai, que lhe deu uma bronca por ter sumido por
tanto tempo. Disse o Senhor Sol:
__ Raiozinho, onde você esteve todo esse tempo? Agora
estão todos cansados... Para se desculpar com todos, peça
desculpas pelos problemas que causou e chame a senhora Lua
para trazer o descanso que todos merecem.
S o n h o s em B V A

A senhora Lua chegou e finalmente, depois daquele dia


quase interminável, todos puderam descansar. Inclusive
Raiozinho e seu pai.
Raiozinho pediu desculpas a todos e disse que não ia
mais passear sem a permissão de seu pai e também pensaria
em tudo o que fizesse para não atrapalhar a vida das pessoas e
dos bichos.

Inês

Todos assustados com a pantera


Todos na floresta tinham medo de se comunicar com a
pantera. Ela comia todos os que via na selva. Os animais
tinham medo dela. Quando sabiam que ela estava se
aproximando, ficavam bem escondidos em suas tocas.
Mas, tinha um rato muito corajoso que não tinha medo da
pantera. Ele, apesar de ser bem pequeno, resolveu enfrentar a
fera. Quando a pantera o viu o pequeno animal correu para
pegá-lo.
Por sorte, ia passando um viajante armado por lá. E,
então, foi a pantera que ficou com medo e resolveu não mais
ameaçar os animais da floresta.
Depois que os outros animais ficaram sabendo, saíram de
suas tocas e ficaram muito felizes. Agradeceram ao viajante
por ter mostrado à pantera que até os animais mais ferozes
podem sentir medo também um dia.

Luan Vieira
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

O resgate do grilo
Era uma vez um grilo muito feliz, que na semana dos
namorados ia se casar. Seu nome era Gringo. Ele precisava ir
até a casa de sua noiva e tinha que atravessar um bosque muito
perigoso.
Para chegar até lá, tinha que passar por gaviões, lagartos,
cobras, camaleões, sapos, armadilhas de caçadores, muitas
cachoeiras. Era realmente muito perigoso...
Sua mãe, a senhora Grilauda, preparou-lhe um lanche
para comer no caminho. Ele colocou a mochila nas costas, o
chapéu na cabeça e partiu.
Quando estava no meio da viagem, Gringo encontrou a
cachoeira. Resolveu pegar um galho para ajudá-lo a atravessar.
Quando já ia chegando do outro lado, o galho quebrou e ele
ficou preso em uma pedra, no meio do rio.
O grilo passou um bom tempo lá, até que os parentes da
noiva viram que estava demorando disseram:
__ Vamos procurar o noivo!
Então, chegaram à cachoeira e viram o grilo sobre a
pedra. Jogaram um galho e ele segurou firme. O puxaram para
cima e o colocaram em uma carruagem.
O casal de grilinhos resolver realizar o casamento logo,
pois o susto havia sido grande.
A festa foi muito bonita. Eles se casaram e viveram
felizes para sempre.

Ian Mateus
S o n h o s em B V A

O coelhinho infeliz
Era uma vez um Coelhinho muito infeliz que se chamava
Rui. A razão de tamanha infelicidade era porque ele era muito
atrapalhado.
Um dia, o Coelhinho resolver ir ao mercado com seus
irmãos. O dono do mercado era o senhor Esquilo.
__ Oi, senhor Esquilo – disse o Coelhinho ao chegar ao
mercado.
__ Olá, Coelhinho!
__ Nossa mãe mandou-nos vir comprar comida.
Estava tudo indo bem, mas, foi só entrar no mercado que
o Coelhinho já foi tropeçando e derrubando tudo.
Os irmãos dele ficaram rindo e, muito triste, resolveu ir
embora.
O Coelhinho, já muito longe de casa, começou a achar
aquela parte da floresta muito estranha. Ele acabou se
perdendo.
Andou, andou... Até que encontrou uma casa muito
velha. Nela morava um casal de gatos.
Coelhinho resolveu entrar...
__ Oi! Como é seu nome, Coelhinho?
__ O meu nome é Rui.
__ Você pode ficar na nossa casa.
Pensando finalmente ter encontrado alguém que o
compreenderia, Rui resolver ficar. Mas, a verdadeira intenção
do casal de gatos era engordar o coelho Rui para depois comê-
lo.
Os dias foram passando e Rui foi ficando mais confiante,
já não derrubava mais as coisas. Parecia ter encontrado
verdadeiros amigos.
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

Mas, certo dia, o Coelhinho encontrou um pequeno


amigo rato que lhe disse:
__ Não fique aqui! Os gatos querem lhe comer!
O Coelhinho, muito assustado, saiu na floresta
desesperado. Os gatos, ao perceberem que sua “comida” estava
fugindo começaram a correr atrás de Rui.
Mas, o coelhinho foi mais esperto, conseguiu fugir dos
gatos.
O amigo Rato disse que sabia onde Rui morava e o levou
para a casa da Dona Coelha.
Quando chegou lá, Dona Coelha ficou muito feliz, por ter
reencontrado seu filho. Abraçou Rui e disse que o amava do
jeito que ele era. Não importava se às vezes ele tropeçava nas
coisas. Seus irmãos lhe pediram desculpas e prometeram que
não iam mais rir dele.
A família, então, ficou mais unida e viveram felizes.

Alércio
S o n h o s em B V A

Amor de mãe
__ Olá, mamãe! – diz Mickael colocando a mochila sobre
a mesa. Sua mãe pensa que ele está chegando da escola. __ Olá
meu filho! Como foi na escola? __ Ótimo! Tirei um 10
maravilhoso! __ Que legal! Continue assim!
A mãe de Mickael não sabe que ele foi reprovado com
1,5 em Artes e nem imagina que o Policial da Família está a
caminho de sua casa.
__ Toc, toc... __ O quê? Posso lhe oferecer alguma
informação, senhor Policial?! – exclama alegre a senhora
Mirlane, mãe de Mickael.
__ Senhora, estou aqui para conversar com a senhora
sobre o seu filho. Os pais são parceiros da escola e o Mickael
tem realmente nos preocupado...
__ Mas, então, me diga o que está acontecendo... Ele
acabou de me dizer que estava tudo bem na escola...
__ Mas, infelizmente, não está... A senhora pode, por
favor, chamar o Mickael para conversarmos os três juntos?
Quando o menino, envergonhado, chega na sala, o policial
continua: __ Dona Mirliane, seu filho tentou pular o muro da
escola e agrediu a Coordenadora Pedagógica que tentava
aconselha-lo. Além disso, tem tido dificuldades em Artes, ele
tirou 1,5 na prova. Já tentamos várias vezes conversar a
respeito.
A mãe desmaia antes de o Policial terminar... Mickael,
desesperado, corre para socorre-la, pensando que sua mãe
estava morrendo. Chorando faz-lhe um juramento: __ Amada
mãe, não morra, por favor! Eu te amo! Prometo que não vou
mais mentir. Acorde! Buááá´! Buááá´!
O policial, imediatamente, chama a ambulância...
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

Depois de nove horas, a mãe acorda: __ Meu filho, eu


pensava que você era o melhor filho do mundo... __ Mamãe,
desculpe-me! Eu sé queria ser notado! E também que as
pessoas me respeitassem!
O Policial diz: __ Mas, como? Para você ser respeitado
Mickael, você deve também respeitar os outros. Temos que
respeitar para sermos respeitados!
O filho, chorando, arrependido, pede perdão ao Policial
pelas vezes que havia agido mal com ele.
O policial diz: __ Claro que eu lhe perdôo Mickael! Mas
daqui para frente, procure ser um vom aluno e um bom filho!
__ Mas, como vou desfazer tudo isso?
__Ora, é só você voltar à escola, procure pedir desculpas
a quem você ofendeu e agir respeitando as pessoas. Eu sou um
policial, mas já passei por isso... Um dia já tive a sua idade...
No outro dia, Mickael, a mãe e o amigo Policial vão à
escola: __ Bom dia, colegas! Eu sou o Mickael. Eu briguei
ontem, mas quero pedir desculpas ao Pablo e à Joquebede.
Também peço que o Mário me desculpe por ter ofendido e
brigado com ele. Por favor, Professor, eu quero fazer trabalhos,
alguma coisa para recuperar o tempo perdido e melhorar a
minha nota. E você, Coordenadora, desculpe-me pelo trabalho
que lhe dei.
Todos aceitaram e ficaram muito felizes porque Mickael
finalmente estava entendendo o valor de respeitar o próximo.
__ Mãe, eu prometo que vou mudar. Eu te amo! Muito
obrigada Policial! – diz Mickael.
Desde então, Mickael virou um aluno nota 10 de
verdade. Passou a fazer parte da fanfarra da escola e sempre
fazia apresentações com seus amigos.

Jockebede
S o n h o s em B V A

A borboleta Azul
Era uma vez uma lagarta de idade bem avançada. Estava
chegando a hora de se transformar em uma linda borboleta.
Depois de passar algum tempo em seu casulo, finalmente
chegava o dia de ela bater asas e voar.
Ao sair do casulo, começou a voar e a observar as coisas
belas da natureza. Porém, algumas borboletas começaram a
julgá-la por causa de sua cor, que era azul.
Ela ficou muito triste, pois era seu primeiro vôo e as
outras borboletas disseram que sua cor era muito feia.
Mas, certo dia, apareceu um grilo muito esperto no
jardim. O grilo, vendo sua tristeza, disse:
__ Por que você está tão triste?
__ Porque zombam de mim, por causa da minha cor, azul
– respondeu a borboleta.
__ Acho que elas têm inveja de você! Porque o azul das
suas asas é muito bonito e elas são de outras cores – explicou o
grilo.
__ Será, grilo? Em todo caso, acho melhor não ligar para
o que elas dizem. Sou diferente, mas isso não é motivo para eu
ficar triste assim. Obrigada, grilo, você realmente é um grande
amigo.
E assim, a Borboleta Azul compreendeu que ser diferente
não é razão para ficar triste, mas sim para alegrar ainda mais a
vida dos outros, com sua bela cor.

Miller
Maria Iracilda G. C. Bonifácio – Profª. de Português

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