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CENA LUSÓFONA

Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral

Resumo das actividades desenvolvidas 1995 - 2012

Coimbra, Fevereiro de 2013

Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral

Associação sem fins lucrativos constituída por escritura pública de 18 de Julho de 1996. Publicação em Diário de República de 21 de Setembro de 1996. Registo como Organização Não Governamental de Cooperação para o Desenvolvimento (ONGD) desde 1999.

Rua António José de Almeida, n.º 2 3000 - 040 Coimbra Telefone: + 351 239 836 679 E-mail: cenalusofona@gmail.com Web: www.cenalusofona.pt

Sumário

Apresentação

Actividades realizadas Criação artística (co-produções) Formação teatral Estações Edições Centro de Documentação e Informação (CDI) Espaços cénicos Circuito teatral lusófono Forum

Apresentação

Cena Lusófona - 1995-2012

Embora só funcione enquanto estrutura organizada e com autonomia desde 1996, a Cena Lusófona iniciou as suas actividades em 1995. Cerca de quatro dezenas de pessoas – encenadores, actores, cenógrafos, técnicos, antropólogos e arquitectos de cena – criaram e têm desenvolvido uma organização devotada exclusivamente ao intercâmbio teatral na comunidade lusófona. A sua sede é na cidade portuguesa de Coimbra.

O programa Cena Lusófona articula-se num conjunto diversificado de projectos: formação, co- produções, circulação de espectáculos, infra-estruturas teatrais, investigação, dramaturgias,

debates e conferências, exposições, edições, programas inter-disciplinares, programas institucionais

e de cooperação.

Entre as iniciativas realizadas destacam-se as co-produções de espectáculos em que se envolveram entidades de dois ou mais países; a realização de um festival de teatro, denominado Estação, rotativo nos países de língua portuguesa, que já teve lugar em Moçambique (Maputo, 1995), Brasil (Rio de Janeiro, Recife e São Paulo, 1996), Cabo Verde (Mindelo, 1997), Portugal (Coimbra, Braga e Évora, 1999), São Tomé e Príncipe (2002) e Portugal (Coimbra, 2003); a inventariação dos espaços cénicos, nos países africanos, com o objectivo de criar uma rede para a circulação de espectáculos, desenvolvendo, ao mesmo tempo, contactos com vista à sua recuperação; o fomento de experiências de intercâmbio, nomeadamente de carácter formativo, rompendo o isolamento e proporcionando àqueles que dedicam a sua vida ao teatro o contacto com outros grupos, formadores e escolas qualificadas (de que são exemplo os três estágios internacionais com actores de todos os países da Comunidade); a constituição de um Centro de Documentação e Informação, em actividade em Coimbra, que reúne e divulga informação sobre o teatro nos países lusófonos.

A sua actividade editorial é igualmente vasta e diversificada, contemplando a publicação de uma

revista especializada, setepalcos, que tem sido até aqui uma montra do que se faz na cooperação teatral entre todos os países da CPLP; a colecção Cena Lusófona, uma colecção de dramaturgia de língua portuguesa que conta já com oito volumes dos autores José Mena Abrantes (Angola), Leite de Vasconcelos (Moçambique), Mia Couto e Natália Luiza (Moçambique e Portugal), Fernando Macedo (S.Tomé e Príncipe), António Aurélio Gonçalves (Cabo Verde), Abel Neves (Portugal) e Naum Alves de Souza (Brasil). No capítulo editorial há a registar ainda o lançamento, em finais de 2001, do álbum monográfico “Floripes Negra”, de Augusto Baptista, dedicado a uma das mais extraordinárias

manifestações teatrais de rua africanas, o Auto de Floripes, que anualmente se realiza na Ilha do Príncipe. Ainda neste âmbito, a Cena Lusófona lançou em 2002 o cenaberta, um jornal com duas versões, em papel e em formato digital, que pretende ser um espaço noticioso dedicado às iniciativas da associação e, em geral, às actividades culturais e teatrais da comunidade de língua portuguesa.

Em todas as iniciativas da Cena Lusófona aparece, até 2005, a fórmula “com o alto patrocínio do

Ministério da Cultura e da Câmara Municipal de Coimbra”. A partir dessa altura, a associação deixou

de contar com qualquer apoio do Ministério da Cultura Português, o que condicionou gravemente a

sua capacidade de trabalho. Os anos de 2007 e 2008 ficaram marcados pela luta pela sobrevivência e pela procura de fontes de financiamento que permitissem não desperdiçar o investimento que havia sido feito nos anos anteriores.

A partir de 2009, a Cena Lusófona recuperou alguns dos seus projectos mais marcantes,

nomeadamente ao nível do Centro de Documentação e da Edição (incluindo a base de dados de espaços cénicos), ao nível da investigação sobre as artes performativas tradicionais (com destaque para o ciclo “Narradores Orais”) e ao nível do “Forum” (com a organização dos Encontros Internacionais sobre Políticas de Intercâmbio e o regresso das sessões de “A Cena no Café”).

Também em 2009, a Câmara Municipal de Coimbra viu aprovado o financiamento para a recuperação

da

Ala Central do Colégio das Artes, no Pátio da Inquisição, em Coimbra. Aqui funcionarão, a partir

de

2013, as novas instalações da Cena Lusófona, que incluirão um espaço nobre e funcional para

alojar o Centro de Documentação, permitindo optimizar as condições de utilização por parte do público.

Entre 2012 e 2014, as actividades centram-se no projecto P-STAGE: IV Estágio Internacional de Actores Lusófonos, financiado pela União Europeia e pelo Secretariado dos Países ACP no âmbito do programa ACPCultures. É desenvolvido em parceria com o Elinga Teatro (Angola) e a AD – Acção para o Desenvolvimento (Guiné-Bissau) e tem como associados o Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé e Príncipe, o Teatro Vila Velha (Salvador, Brasil) e o Centro Dramático Galego (Espanha). Inclui acções de formação em três países africanos de língua portuguesa (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe) e uma co-produção internacional, com actores destes países e ainda actores profissionais portugueses e brasileiros.

Coimbra, Fevereiro de 2013.

Actividades realizadas

Criação artística (co-produções)

No total são vinte e três criações originais produzidas, num período de dez anos (1995-2004), no âmbito do projecto Cena Lusófona.

A característica principal que resulta deste conjunto é a de que todas estas criações foram

realizadas através de processos de co-produção.

Um pouco mais de metade destas (12) foram produzidas e estreadas fora de Portugal, nos diferentes países de língua portuguesa: Brasil (1), Angola (2), Moçambique (3), Cabo Verde (1), S. Tomé e Príncipe (3) e Guiné-Bissau (2).

O ciclo de co-produções deste conjunto (as realizadas entre 1995 e 1997) é uma das “marcas”

históricas do projecto Cena Lusófona: nunca antes se tinham reunido artistas de teatro portugueses com outros artistas de teatro de cada um dos países africanos de língua portuguesa com o objectivo

de construírem em conjunto um espectáculo teatral.

Em muitos destes processos registou-se ainda uma significativa diversidade de entidades associadas – das companhias e agentes teatrais aos vários departamentos e ministérios da cultura de cada país, aos escritores, pintores, músicos, às instituições culturais, sociais e educativas, como Universidades, Escolas de Teatro e de Artes, autarquias, etc.

No caso dos espectáculos que resultaram dos Estágios Internacionais de Actores (de que falaremos adiante) – como “A Fronteira”, “Beijo no Asfalto”, “Quem Come Quem” ou “Horácio” - acrescentou-

se uma nova complexidade a estes processos, através da presença simultânea de actores ou criativos

de todos os países. A relação até ali bilateral passava a multilateral, com todas as implicações artísticas e logísticas inerentes. Estas co-produções multilaterais foram um dos resultados, o resultado público, digamos assim, das três edições dos EIA. Experiências riquíssimas, do ponto de vista teatral e humano, participadas por mais de cinco dezenas de criadores de todos os países da CPLP.

Quase todas estas co-produções, as que foram produzidas e estreadas nos outros países, foram posteriormente apresentadas em Portugal, onde realizaram digressões num circuito teatral autárquico que se foi estruturando e se mostrou aberto a estas experiências.

Entre os agentes teatrais portugueses envolvidos destaca-se a presença do Teatro Meridional e de “O Bando” em mais do que uma criação. Sinal das necessárias escolhas que o projecto foi fazendo, reflecte também uma especial apetência por este específico intercâmbio por parte dos dois grupos.

No caso de “O Bando”, foi estabelecido um projecto a três anos com S. Tomé e Príncipe, com realizações nos dois países. Entre outras iniciativas, produziu três espectáculos: “A Nau de Quixibá” (com a participação da Fundação Calouste Gulbenkian), “Cloçon Son” e “Capitango” (espectáculo que representou S. Tomé na Expo'98).

1995

De volta da guerra Casa Velha e Produções Olá (Moçambique) / Teatro da Rainha (Portugal)

 

Texto: Angelo Beolco “O Ruzante” Adaptação e Encenação: Fernando Mora Ramos

 

A

birra do morto

Mutumbela Gogo (Moçambique) / A Escola da Noite (Portugal)

 

Texto: Vicente Sanches Encenação: António Augusto Barros

1996

As virgens loucas Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo (Cabo Verde)

 

Texto: António Aurélio Gonçalves Encenação e Dramaturgia: Cândido Ferreira

 

A

nau de Quixibá

Teatro “O Bando” (Portugal) e artistas são-tomenses (S. Tomé e Príncipe)

 

Texto: Alexandre Pinheiro Torres Encenador: Raúl Atalaia

1997

O

mulato dos prodígios

Elinga Teatro (Angola)

Texto: José Mena Abrantes Encenação: Rogério de Carvalho

estreia em Maputo

Abrantes Encenação: Rogério de Carvalho estreia em Maputo estreia em Maputo estreia em S. Vicente estreia

estreia em Maputo

Rogério de Carvalho estreia em Maputo estreia em Maputo estreia em S. Vicente estreia em Lisboa

estreia em S. Vicente

Rogério de Carvalho estreia em Maputo estreia em Maputo estreia em S. Vicente estreia em Lisboa

estreia em Lisboa

Rogério de Carvalho estreia em Maputo estreia em Maputo estreia em S. Vicente estreia em Lisboa

estreia em Luanda

Rogério de Carvalho estreia em Maputo estreia em Maputo estreia em S. Vicente estreia em Lisboa

Cloçon son Teatro “O Bando” (Portugal) e artistas são-tomenses (S. Tomé e Príncipe)

Texto: Fernando Macedo Encenação: Horácio Manuel

Fronteira

Actores de todos os países da CPLP

Texto: Colectivo Estágio Internacional de Actores Direcção: Rogério de Carvalho

1998

Capitango

(S. Tomé e Príncipe)

 

Concepção geral do espectáculo: João Carlos Silva / Fernando Macedo Encenação: Ayres Veríssimo Major / Antónia Terrinha

 

O

beijo no asfalto

Actores de todos os países da CPLP

 

Texto: Nelson Rodrigues Adaptação: Colectivo Estágio Internacional de Actores Lusófonos Encenação: José Caldas

1999

O

pranto de Maria Parda

Centro Dramático de Évora (Portugal)

Texto: Gil Vicente Encenação: Rosário Gonzaga

A sapateira prodigiosa

(Moçambique)

Texto: Federico García Lorca Tradução e Encenação: José Mora Ramos

estreia em S. Tomé

e Encenação: José Mora Ramos estreia em S. Tomé estreia em Lisboa estreia em S. Tomé

estreia em Lisboa

José Mora Ramos estreia em S. Tomé estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em

estreia em S. Tomé

Ramos estreia em S. Tomé estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Coimbra estreia

estreia em Coimbra

Ramos estreia em S. Tomé estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Coimbra estreia

estreia em Évora

Ramos estreia em S. Tomé estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Coimbra estreia

estreia em Maputo

Ramos estreia em S. Tomé estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Coimbra estreia

2000 Quem come quem Actores de vários países da CPLP

Direcção artística, cenografia, adereços e desenho de luz:

Stephan Stroux Dramaturgia: Sebastião Milaré

Supernova Teatro Nacional S.João / DRAMAT, Centro Dramático de Évora (Portugal) e Teatro Vila Velha / Companhia de Teatro dos Novos (Brasil)

Texto: Abel Neves

Encenação: Fernando Mora Ramos

Salvesave Centro Cultural de Belém / Karnart (Portugal)

Direcção artística: Luís Castro Dramaturgia: Luís Castro

2001 Quem me dera ser onda Elinga Teatro (Angola)

Texto: Manuel Rui Adaptação e Encenação: Cândido Ferreira

Mar me quer Teatro Meridional (Portugal)

Texto: Mia Couto Adaptação teatral: Mia Couto e Natália Luiza Encenação: Miguel Seabra

2002 O lutador Os Fidalgos (Guiné-Bissau)

Coordenação artística: Andrzej Kowalski

estreia em Coimbra

artística: Andrzej Kowalski estreia em Coimbra estreia em Salvador da Bahia estreia em Lisboa estreia em

estreia em Salvador da

Bahia

Kowalski estreia em Coimbra estreia em Salvador da Bahia estreia em Lisboa estreia em Luanda estreia

estreia em Lisboa

estreia em Coimbra estreia em Salvador da Bahia estreia em Lisboa estreia em Luanda estreia em

estreia em Luanda

estreia em Coimbra estreia em Salvador da Bahia estreia em Lisboa estreia em Luanda estreia em

estreia em Lisboa

estreia em Coimbra estreia em Salvador da Bahia estreia em Lisboa estreia em Luanda estreia em

estreia em Bissau

estreia em Coimbra estreia em Salvador da Bahia estreia em Lisboa estreia em Luanda estreia em

Vim-te buscar Bica Teatro (Portugal)

Texto: Luís Carlos Patraquim Encenação: João Mota

2003 Pedro Andrade, a tartaruga e o gigante Cena Só (S. Tomé e Príncipe)

Texto: José Mena Abrantes Encenação: Rogério de Carvalho e Ayres António Major

Makbunhe Os Fidalgos (Guiné-Bissau)

Texto: adaptação de “Macbeth”, de W. Shakespeare Coordenação artística: Andrzej Kowalski

Niketche Hala ni Hala (Moçambique) e Centro Dramático de Évora (Portugal)

Texto: Paulina Chiziane Encenação e dramaturgia: José Pinto de Sá

O Horácio A Escola da Noite (Portugal) e actores de vários países da CPLP

Texto: Heiner Müller

Encenação: Pierre Voltz

2004 Geração w Teatro Meridional (Portugal)

Texto : José Eduardo Agualusa Concepção e encenação : Natália Luiza

estreia em Lisboa

Concepção e encenação : Natália Luiza estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Bissau

estreia em S. Tomé

: Natália Luiza estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Bissau estreia em Coimbra

estreia em Bissau

Luiza estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Bissau estreia em Coimbra estreia em

estreia em Coimbra

Luiza estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Bissau estreia em Coimbra estreia em

estreia em Coimbra

Luiza estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Bissau estreia em Coimbra estreia em

estreia em Lisboa

Luiza estreia em Lisboa estreia em S. Tomé estreia em Bissau estreia em Coimbra estreia em

Formação teatral

A formação teatral constituiu sempre uma das principais apostas do programa Cena Lusófona que

começou por realizar oficinas para jovens actores em cinco países da CPLP: São Tomé, Guiné, Cabo Verde, Angola e Moçambique. Estas primeiras acções tiveram perfis e objectivos diferenciados

consoante o país de destino e a sua conjuntura teatral. No entanto, comum a todos os projectos foi

a procura de um contacto frutuoso entre criadores portugueses e africanos, todos portadores de

diferenciados potenciais artísticos e criativos e oriundos de diferentes culturas e meios sociais.

Cientes das dificuldades e riscos que um projecto desta dimensão poderia acarretar, os criadores de teatro portugueses dispuseram-se ao ofício de humildade artística de procurar um (re)encontro com outra cultura, sem paternalismos, mas também sem a consciência pesada dos fantasmas do passado colonialista.

No horizonte destas primeiras oficinas estava já a ideia de que elas fossem o ponto de partida para a realização de co-produções, objectivo que, no ano a seguir, seria atingido em Cabo Verde, Angola, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

Ao longo dos anos a Cena Lusófona tem vindo a multiplicar as acções neste sector, através de várias experiências e formatos, procurando sempre estabelecer ligação com a produção artística. Entre as dezenas de acções realizadas destacam-se os Estágios Internacionais de Actores, com três edições (1998, 1999/2000 e 2003) que reuniram actores dos vários países da CPLP durante períodos de tempo variáveis (de onze meses, a primeira; três meses, a segunda e quatro meses, a terceira) tendo produzido vários espectáculos (“A Fronteira”, “O Beijo no Asfalto”, “Quem Come Quem” e "O Horácio) que reflectiram o diálogo cultural no interior desta comunidade.

Para além das oficinas de actor, a actividade de formação da Cena Lusófona alargou-se a outras áreas, através de oficinas de iluminação cénica, oficinas de escrita, oficinas de biblioteca e documentação, construção e manipulação de bonecos, produção, entre outras. Os Estágios Internacionais de Actores (EIA) assumem, dentro deste capítulo, um estatuto próprio, pela sua dimensão e pela profundidade da abordagem que potenciam.

dimensão e pela profundidade da abordagem que potenciam. Oficina de Filipe Crawford em São Tomé e

Oficina de Filipe Crawford em São Tomé e Príncipe, 2004

Oficinas de actor

Angola

Rogério de Carvalho (1995) Stephan Stroux (1999) Cândido Ferreira (2001) Carlos Paulo / Miguel Sermão (2003) António Augusto Barros (2008) Rui Madeira (no âmbito do projecto P-STAGE, 2012)

Brasil

Stephan Stroux (Bahia, 1998) Stephan Stroux (S. Paulo, 1999) Filipe Crawford (Londrina e Rio de Janeiro (2005) Rui Madeira (Bahia e S. Paulo, 2008)

Cabo Verde

Cândido Ferreira (1995) Nelson Xavier / Via Negromonte (1997) Christine Villepoix (1998) Miguel Seabra (1999) Stephan Stroux (1999)

Guiné-Bissau

Filipe Crawford (1995) Andrzej Kowalski (2001) Andrzej Kowalski (2003) Filipe Crawford (2005)

Moçambique

Fernando Mora Ramos (1995) Teatro “O Bando” (1995) Filipe Crawford (1995) Stephan Stroux (1999)

S. T. e Príncipe

Portugal

João Brites / Antónia Terrinha (1995) Horácio Manuel (1997) Rogério de Carvalho (2002) Rogério de Carvalho (2003) Filipe Crawford (2004)

Luís de Lima (1998) Stephan Stroux (1998) Stephan Stroux (1999)

Oficinas de iluminação

Moçambique

S. Tomé e Príncipe

João Carlos Marques (1995) Orlando Worm (1997)

Orlando Worm (2002) Orlando Worm (2006)

Guiné-Bissau

Elias Macovela (2003) José Manuel Marques (2005)

Angola

Abílio Apolinário (2003)

Oficinas de escrita / dramaturgia

Portugal

Joaquim Paulo Nogueira, Miguel Clara Vasconcelos, João Reinaldo Siqueira, Dolores Cortes

(1997)

Moçambique

Jean Pierre Sarrazac / Fernando Mora Ramos (1998)

Portugal / Brasil

Alcione Araújo (1998) Silvana Garcia (2000) Naum Alves de Souza (2005)

Outras oficinas

Moçambique

Bonecos de Santo Aleixo (1995), com todos os bonecreiros

Brasil (Olinda)

Teatro de Marionetas do Porto / Bonecos de Santo Aleixo / Mamulengo Só Riso (1996)

Brasil (São Paulo)

António Nóbrega – o actor brincante: aula prática (1996)

Cabo Verde

Oficina de produção artística (1999), direcção de Mónica Almeida

Angola

Linguagem vídeo no teatro (2001), direcção de Ivo Ferreira

Guiné-Bissau

Biblioteca e Documentação (2003 e 2005), direcção de Jorge Pais de Sousa

S. T. e Príncipe

Biblioteca e Documentação (2003 e 2005), direcção de Jorge Pais de Sousa

Estágios individuais

Angola

Pulquéria Bastos (1996 – Teatro Nacional D. Maria II, Portugal) Avelino Dikota (1998 – A Escola da Noite, Portugal) Raul do Rosário (1998 – A Escola da Noite, Portugal) Dionísio Simão Caminha António (2011 – Theatro Circo / A Escola da Noite, Portugal)

S. T. e Príncipe

Ayres António Major, Ana Azul, João Carlos Silva e Manuel da Apresentação (1996 – Teatro “O Bando”, Portugal)

Cabo Verde

Pedro Maurício (1996 – ACERT, Portugal) José Évora (2002/2005 – Cena Lusófona, Portugal)

Moçambique

Elias Macovela (1996 – Centro Dramático de Évora, Portugal) Jossefina Massango (1997/98 – Centro Dramático de Évora, Portugal) Mateus Tembe (2000 – Karnart, Portugal) Ana Magaia (2002 – Bica Teatro)

Portugal

Sara Machado da Graça (1998 – Casa Velha, Moçambique)

Brasil

Gil Vicente Tavares (2000 – A Escola da Noite, Portugal)

Guiné-Bissau

João Carlos Vieira (2000 – CDI da Cena Lusófona, Portugal) Jorge Quintino Biague (2009/2010 - Cena Lusófona / A Escola da Noite, Portugal)

Estágios Internacionais de Actores (EIA)

Os Estágios Internacionais de Actores Lusófonos não têm uma regularidade precisa, dependem de um conjunto de circunstâncias e oportunidades para se realizarem: circunstâncias artísticas, com projectos interessantes e formadores disponíveis, e oportunidades de parceria com outras instituições, dado que a logística destes Estágios, com a deslocação de actores dos vários países, é bastante pesada.

Por tudo isto, não têm também um formato tipo quanto à duração ou quanto ao número de participantes.

Os EIA são:

- pretexto para aprofundar a formação de jovens actores da CPLP em áreas específicas;

- momento de confronto de conhecimentos e experiências;

- encontro único entre pessoas de diferentes latitudes que podem, a partir deles multiplicar as suas ligações no futuro;

- projectos de construção conjunta que implicam um sempre renovado teste à

possibilidade de entendimento artístico e humano entre pessoas tão diferentes que, no entanto, possuem dois pontos de partida comuns: a possibilidade de comunicar numa língua comum, o amor ao teatro e a decisão de se expressarem através dessa forma artística.

I Estágio Internacional de Actores (1997-1998)

Participantes: 15 actores representando todos os países da CPLP (incluindo Timor) Duração: 11 meses Local: Lisboa e Coimbra Formadores: Rogério de Carvalho, Joaquim Paulo Nogueira, Joana Providência, Madalena Vitorino, Cândido Ferreira, Filipe Crawford, José Caldas, Tilike Coelho Organização: Cena Lusófona, Inatel e Expo’98

Filipe Crawford, José Caldas, Tilike Coelho Organização: Cena Lusófona, Inatel e Expo’98 A Fronteira Olharapos 14

A Fronteira

Filipe Crawford, José Caldas, Tilike Coelho Organização: Cena Lusófona, Inatel e Expo’98 A Fronteira Olharapos 14

Olharapos

O primeiro Estágio traduziu-se, no concreto, na possibilidade do encontro de quinze jovens actores (dois do Brasil, um de São Tomé, dois de Cabo Verde, dois de Moçambique, dois de Angola, dois da Guiné-Bissau, dois de Timor e dois de Portugal) em onze meses de trabalho comum.

Numa primeira fase, em Lisboa, foi montado com a direcção de Rogério de Carvalho o exercício- espectáculo “A Fronteira”, do qual resultou uma digressão por Lisboa, Évora, Braga, Montemor-o- Novo e Coimbra. Na segunda fase do estágio, em Coimbra, levou-se a cabo a construção de um outro exercício-espectáculo, “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, encenado por José Caldas e estreado no dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, no Teatro Académico de Gil Vicente.

A terceira fase constou da participação dos actores no projecto “Olharapos”, inserido no quadro de animação permanente da Expo’98.

II Estágio Internacional de Actores (1998-2000)

Participantes: 14 actores representando Brasil (Bahia e S. Paulo), S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Portugal 6 oficinas de actor preparatórias no Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde e Portugal Estágio final: 2 meses Local: Coimbra Formadores: Stephan Stroux e Sebastião Milaré

Coimbra Formadores: Stephan Stroux e Sebastião Milaré Oficina em Salvador da Bahia, 1998 Oficina em Maputo,

Oficina em Salvador da Bahia, 1998

e Sebastião Milaré Oficina em Salvador da Bahia, 1998 Oficina em Maputo, Moçambique, 1999 Oficina em

Oficina em Maputo, Moçambique, 1999

Salvador da Bahia, 1998 Oficina em Maputo, Moçambique, 1999 Oficina em Luanda, Angola, 1999 Fez parte

Oficina em Luanda, Angola, 1999

Fez parte fundamental deste projecto a realização de seis oficinas de formação que mobilizaram cerca de 120 jovens actores. Esta formação e selecção de actores realizou-se entre 1998 e 1999 em cada um dos países de origem dos participantes no estágio (Salvador da Bahia-Brasil; Maputo- Moçambique; Luanda-Angola; Mindelo-Cabo-Verde; São Paulo Brasil; Braga-Portugal).

No apuramento final desta mobilização foi seleccionada uma equipa internacional constituída por 14 actores (4 do Brasil, 1 de S. Tomé, 1 de Cabo Verde, 1 de Moçambique, 2 de Angola, 1 da Guiné- Bissau e 4 de Portugal) que se reuniram durante dois meses em Portugal e deram corpo ao espectáculo “Quem Come Quem”, dirigido por Stephan Stroux, que estreou em Julho de 2000, nas cidades de Coimbra e Braga.

Oficina no Mindelo, Cabo-Verde, 1999 Oficina em São Paulo, Brasil, 1999 Oficina em Braga, Portugal,

Oficina no Mindelo, Cabo-Verde, 1999

Oficina no Mindelo, Cabo-Verde, 1999 Oficina em São Paulo, Brasil, 1999 Oficina em Braga, Portugal, 1999

Oficina em São Paulo, Brasil, 1999

Cabo-Verde, 1999 Oficina em São Paulo, Brasil, 1999 Oficina em Braga, Portugal, 1999 III Estágio Internacional

Oficina em Braga, Portugal, 1999

III Estágio Internacional de Actores (2003)

Participantes: 13 actores representando Brasil (Bahia, Rio Grande do Sul e S. Paulo), S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e Portugal Estágio final: 3 meses Local: Coimbra Formadores: Antônio Mercado, Sílvia Brito, António Jorge Dias, João Brites, Teresa Lima, Luca Aprea, António Amorim, Frank Manzoni e Pierre Voltz

Luca Aprea, António Amorim, Frank Manzoni e Pierre Voltz O terceiro Estágio Internacional de Actores estruturou-se

O terceiro Estágio Internacional de Actores estruturou-se em torno de um plano de formação assente na inclusão dos estagiários na actividade quotidiana de uma companhia de teatro profissional – A Escola da Noite, em Coimbra. Para além da integração plena dos actores estagiários nas actividades de formação correntes da companhia (Tai Chi Chuan, leituras, trabalho de corpo e voz) dinamizaram-se várias actividades específicas das quais se destacaram os ateliers temáticos (ateliers de actuação sobre textos de Gil Vicente e de Abel Neves e também ateliers de produção e organização teatral), o estágio de três dias realizado no Grupo de Teatro “O Bando” e ainda o exercício dirigido por Antônio Mercado (a partir de textos de José Mena Abrantes e Craveirinha), objecto de uma apresentação pública no âmbito do Congresso Internacional de Literaturas Africanas “Cinco Povos, Cinco Nações” (Universidade de Coimbra, 8 a 11 de Outubro).

A face mais visível do Estágio Internacional de Actores foi, sem dúvida, o espectáculo “ O Horácio”, de Heiner Müller, construído durante a segunda metade dos trabalhos e que juntou no seu elenco os sete estagiários com os seis actores do elenco d’A Escola da Noite. O espectáculo foi dirigido pelo encenador e pedagogo francês Pierre Voltz, assistido por Frank Manzoni.

Estações da Cena Lusófona

A Cena Lusófona organiza, desde 1995, encontros teatrais nos vários países lusófonos. As Estações da Cena Lusófona, nome dos encontros mais representativos, realizaram-se já em Moçambique (Maputo, 1995), Brasil (Rio de Janeiro, Recife e São Paulo, 1996), Cabo Verde (Mindelo, 1997), Portugal (Braga, Coimbra e Évora em 1999 e Coimbra, em 2003) e em São Tomé e Príncipe (2002).

Ao longo das seis Estações traçou-se um perfil para estes encontros. O objectivo não seria uma montra massificada de espectáculos e grupos, mas um momento para apresentar resultados das acções que se vão desenvolvendo ao longo do ano, aprofundar experiências, debater metodologias e encontrar novos caminhos.

Para estas Estações são convidados ainda alguns espectáculos representativos desse contexto lusófono que constituem outros pretextos acrescentados para o debate e para a avaliação pública sobre as potencialidades culturais e sociais do intercâmbio teatral na CPLP.

O Teatro é o prato forte das Estações mas as programações têm incluído diversificados projectos nas áreas musical, da dança e do audiovisual, para além de debates, oficinas, encontros temáticos e exposições.

1995 I ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA

Moçambique (Maputo) 15 de Novembro a 10 de Dezembro

Moçambique (Maputo) 15 de Novembro a 10 de Dezembro ESPECTÁCULOS : Elinga Teatro (Angola); Companhia Nacional

ESPECTÁCULOS: Elinga Teatro (Angola); Companhia Nacional de Canto e Dança, Gungu, Gungulinho, M'Beu e Mutumbela Gogo (Moçambique); O Bando, A Barraca, Cândido Ferreira, Centro Dramático de Évora, A Escola da Noite, Filipe Crawford e Trigo Limpo-Teatro ACERT (Portugal); Os Parodiantes da Ilha (São Tomé e Príncipe) CO-PRODUÇÕES: A Birra do Morto (Cena Lusófona / A Escola da Noite / Mutumbela Gogo); De volta da guerra (Cena Lusófona / Casa Velha / Produções Olá / Teatro da Rainha) OFICINAS: Bonecos de Santo Aleixo (CENDREV); Técnica da Máscara (Filipe Crawford); Encontro com “O Bando”

de fotografia de Augusto Baptista, Amanda Protidou, José Cabral e Giorgios

EXPOSIÇÃO:

Theodossiadis I FORUM DA CENA LUSÓFONA: "Existe um futuro para a Cena Lusófona?"— com a participação de representantes institucionais e teatrais de todos os países da CPLP. Painéis: Formação e co-produções; Investigação, programa editorial, dramaturgia; Circulação teatral e rede de infra-estruturas; a continuidade da Cena Lusófona em Moçambique; o futuro da Cena Lusófona: institucionalização internacional / os próximos eventos.

Exposição

1996 II ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA

Brasil (Rio de Janeiro, Olinda, Recife, São Paulo) 3 a 15 de Dezembro

de Janeiro, Olinda, Recife, São Paulo) 3 a 15 de Dezembro ESPECTÁCULOS : Centro Dramático de

ESPECTÁCULOS: Centro Dramático de Évora, Teatro de Marionetas do Porto, Ballet Teatro (Portugal), António Nóbrega (Brasil) POESIA: Recital com Luís de Lima e Nathália Timberg (Brasil) OFICINAS: Teatro de Bonecos (Fernando Augusto Gonçalves, Teatro Só Riso, Brasil) II FORUM DA CENA LUSÓFONA – Painéis: Uma proposta de intercâmbio; Teatro em Angola e Brasil; Teatro em Moçambique e Portugal; Teatro na Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe; Teatro em Língua Portuguesa.

1997 III ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA

Cabo Verde (Mindelo) 4 a 14 de Setembro

DA CENA LUSÓFONA Cabo Verde (Mindelo) 4 a 14 de Setembro ESPECTÁCULOS : Nelson Xavier e

ESPECTÁCULOS: Nelson Xavier e Via Negromonte (Brasil); Juventude em Marcha, Ramonda, Teatro Experimental “Frank Cavaquim” (Cabo-Verde); Companhia Teatral do Chiado (Portugal). CO-PRODUÇÕES: Sequeira, Luís Lopes ou o Mulato dos prodígios (Elinga Teatro-Angola / Cena Lusófona); As Virgens Loucas (Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - Cabo-Verde / Cena Lusófona) OFICINAS: Musicalidade e movimento – voz e corpo em cena (Via Negromonte); O actor no teatro, no cinema e na televisão (Nelson Xavier) III FORUM DA CENA LUSÓFONA. Painéis: As co-produções teatrais no espaço lusófono; A utilização de espaços alternativos para o espectáculo de teatro.

1999 IV ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA

Portugal (Braga, Évora, Coimbra) 10 a 30 de Novembro

o espectáculo de teatro. 1999 IV ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA Portugal (Braga, Évora, Coimbra) 10 a

TEATRO: António Nóbrega, Pia Fraus Teatro (Brasil); Colectivo de Actores (Moçambique); O Teatrão, Teatro da Garagem (Portugal); Elinga Teatro (Angola). CO-PRODUÇÕES: O Pranto de Maria Parda (CENDREV-Portugal / Cena Lusófona; Clown Creolus Dei (Teatro Meridional / Grupo de Teatro do Mindelo - Portugal/Espanha/Itália e Cabo-Verde) DANÇA: Danças de Câncer (co-produção Danças na Cidade’99, Lisboa – Portugal; Balleteatro Auditório, Porto - Portugal / Mindelact, Mindelo-Cabo Verde) MÚSICA: Sons da Lusofonia (Portugal) POESIA: As palavras que nos ficam da usura dos dias (leitura de poemas de autores lusófonos) FORUM DA CENA LUSÓFONA: "Intercâmbio e Novas Perspectivas" – Painéis: Binómio Criação/Formação; Circulação Teatral; Dramaturgia de Língua Portuguesa; A informação teatral.

2002 V ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA / FESTIVAL GRAVANA 2002 São Tomé e Santo António do Príncipe 3 a 18 de Agosto

São Tomé e Santo António do Príncipe 3 a 18 de Agosto TEATRO : O Bando

TEATRO: O Bando (Portugal); Os Parodiantes da Ilha (São Tomé); Os Fidalgos (Guiné-Bissau); Elinga Teatro (Angola); Candido Pazó (Galiza, Espanha) DOCUMENTÁRIO: Ante-estreia do documentário “Narradores Orais na Ilha do Príncipe”, de Ivo Ferreira; Ante- estreia do documentário sobre o “Carnaval de Bissau 2002”, de Andrzej Kowalski; “Quem me dera ser onda”, de Ivo Ferreira; “O Beijo no asfalto”, “A Fronteira” e “Quem come quem”, de Acácio Carreira; “Chegança de mouros”, de TV Educativa (Salvador, Bahia/Brasil) ARTES PERFORMATIVAS SÃO-TOMENSES: Fundão, Auto de Floripes, Danço Congo, Kiná, Tchiloli, Puitá, Bonecos de Ototo, Socopé Herança Nova, Bulawê Zekentxe, Socopé Linda Estrela FORMAÇÃO: Projectos formativos – Estágio Internacional de Actores, Quem Come Quem, A Fronteira, Beijo no Asfalto; Espaço de encontro com “O Bando”; Espaço de encontro com o grupo “Os Fidalgos”; Espaço de encontro com actores são-tomenses; Tchiloli – sessão dedicada a Paulo Valverde

2003 VI ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA Portugal (Coimbra) 5 a 15 de Dezembro

– sessão dedicada a Paulo Valverde 2003 VI ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA Portugal (Coimbra) 5 a

TEATRO: Face & Carretos, Mais! Produções Artísticas, Bando de Teatro Olodum (Brasil); Companhia de Teatro de Braga, Quinta Parede (Portugal); Os Fidalgos (Guiné-Bissau); Elinga Teatro (Angola); Sarabela Teatro (Galiza, Espanha); Burbur (Cabo-Verde); CENDREV e Hala Ni Hala (Portugal / Moçambique); Cena Só (São Tomé e Príncipe) CO-PRODUÇÕES: O Horácio (A Escola da Noite / Cena Lusófona) MÚSICA: António Nóbrega, Cida Moreira, Virgínia Rodrigues, Ná Ozzetti / Dante Ozzetti / Luiz Tatit / Zé Miguel Wisnik (Brasil); Mário Lúcio (Cabo-Verde) ESPAÇO BRINCANTE: António Nóbrega, Bando de Teatro Olodum, Lena Wild (Brasil); Quico Cadaval e Cândido Pazó (Galiza-Espanha); O Teatrão (Portugal) TERTÚLIA DOS DRAMATURGOS: Naum Alves de Souza, Aimar Labaki e Cleise Mendes (Brasil); Abel Neves (Portugal); José Mena Abrantes (Angola); Cunha de Leiradella (Portugal) CICLO DE CINEMA DE FLORA GOMES: Mortu Nega, Olhos azul di Yonta, Po di sangue, Nha Fala e o documentário Identificação de um país; colóquio com a presença do realizador.

Edições

Setepalcos (sete edições)

Edições Setepalcos (sete edições) N.º 0 (Novembro 1995) Aborda o projecto da Cena Lusófona e a
Edições Setepalcos (sete edições) N.º 0 (Novembro 1995) Aborda o projecto da Cena Lusófona e a
Edições Setepalcos (sete edições) N.º 0 (Novembro 1995) Aborda o projecto da Cena Lusófona e a
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Edições Setepalcos (sete edições) N.º 0 (Novembro 1995) Aborda o projecto da Cena Lusófona e a

N.º 0 (Novembro 1995)

Aborda o projecto da Cena Lusófona e a sua concretização. Inclui artigos sobre o panorama teatral em Angola e em Moçambique e sobre o Tchiloli de São Tomé, entre outros.

N.º 1 (Dezembro 1996)

Inclui um extenso dossier sobre a I Estação em Maputo e outros aspectos do teatro moçambicano. No corpo da revista regista-se, toda a experiência do programa Cena Lusófona em 1996.

N.º 2 (Março 1998)

Regista as principais experiências de 1997 e o I Estágio Internacional de Actores Lusófonos.

N.º 3 (Setembro 1998)

Número dedicado ao Teatro Brasileiro. Dos temas em análise destacam-se as referências históricas no Teatro Brasileiro ao longo da última metade do século XX, as novas tendências do teatro neste final de século, a cenografia nas artes cénicas brasileiras, o ensino e a formação teatral, os meios e sistemas de produção teatral.

N.º 4 (Maio 2003)

Dá a conhecer não só a história do teatro na Galiza, como também alguns dos seus protagonistas, instituições e tendências, antevendo um pouco qual será o futuro da arte dramática falada e escrita em galego.

N.º 5 (Julho 2006)

Especial Ruy Duarte de Carvalho Antropólogo, escritor, cineasta, investigador, fotógrafo, pintor, Ruy Duarte de Carvalho foi a figura central da programação da VII Semana Cultural da Universidade Coimbra de 2005. A Cena Lusófona associou-se a essa iniciativa com a edição deste número especial da Setepalcos, que reflecte sobre a obra de Ruy Duarte e sobre o conteúdo das várias actividades desenvolvidas a seu pretexto.

N.º 6 (Dezembro 2009)

Número dedicado ao Teatro em Cabo Verde. Inclui entrevistas com João Branco (Mindelact e Grupo de Teatro do Centro Cultural Português) e Jorge Martins (Grupo Juventude em Marcha), os resultados do inventário de espaços cénicos em Cabo Verde e um inventário dos grupos de teatro activos no país.

Colecção Cena Lusófona (dramaturgias de língua portuguesa)

Teatro I e Teatro II

Teatro I e Teatro II
Teatro I e Teatro II
Teatro I e Teatro II

(José Mena Abrantes, Angola)

Teatro do Imaginário Angolar

(Fernando de Macedo, S. Tomé e Príncipe)

As Mortes de Lucas Mateus

(Leite de Vasconcelos, Moçambique)

Supernova

(Abel Neves, Portugal)

As Virgens Loucas

(António Aurélio Gonçalves, Cabo Verde)

Mar Me Quer

(Mia Couto / Natália Luiza, Moçambique / Portugal)

Teatro

(Naum Alves de Souza, Brasil)

As orações de Mansata

(Abdulai Sila, Guiné-Bissau)

Moçambique / Portugal) Teatro (Naum Alves de Souza, Brasil) As orações de Mansata (Abdulai Sila, Guiné-Bissau)
Moçambique / Portugal) Teatro (Naum Alves de Souza, Brasil) As orações de Mansata (Abdulai Sila, Guiné-Bissau)

Floripes negra

Floripes negra Álbum monográfico sobre o Auto da Floripes em Santo António do Príncipe (S. Tomé

Álbum monográfico sobre o Auto da Floripes em Santo António do Príncipe (S. Tomé e Príncipe). Autoria: Augusto Baptista (texto e imagens).

cenaberta (doze edições)

Nº 0 (Junho 2002)

Floripes Negra de Augusto Baptista; Carnaval na Guiné; Os Fidalgos; Quem me dera ser onda; Bica Teatro; Cenas

Nº 1 (Abril 2004)

Coimbra: 6ª Estação da Cena Lusófona; Centros de Intercâmbio Teatral (Guiné-Bissau / São Tomé e Príncipe); Brasil: um novo impulso na CPLP?

Nº 2 (Julho 2004)

CPLP: uma comunidade de culturas; Encontro de Salvador; Naum Alves de Souza – dramaturgia reunida; Contadores de Histórias em DVD; Meridional encena Geração W

Nº 3 (Dezembro 2004)

cenaberta com um cordel baiano; Ofício de contar: Cândido Pazó; Ângelo Torres; António Vieira;

VII

Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais; Festival Gravana

Nº 4 (Abril 2005)

Editar é preciso; Dossier: Editoras de Teatro; Jornais e Revistas de Teatro

Nº 5 (Dezembro 2005)

Angola: A dança contemporânea – entrevista com Ana Clara Guerra Marques; Festivais em alta –

teatro no mundo lusófono; À conversa com Naum – a propósito da edição da dramaturgia completa

de

Naum Alves de Souza

Nº 6 (Outubro 2006)

Aprender Ensinar Teatro em Português; Escolas de Teatro Portugal e Brasil; Festival SET – Semana das Escolas de Teatro

Nº 7 (Setembro 2009)

Nova vida e nova casa para a Cena Lusófona; A Cena no Café: Newton Moreno em Coimbra; à conversa com Rui Madeira; Um encontro n'As Bacantes; Rostos da Cena: Jorge Biague.

Nº 8 (Dezembro 2009)

Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio; A Cena no Café; Mindelact 2009; à conversa com Walter Cristóvão (Miragens Teatro, Angola); Rostos da Cena: Rogerio Boane.

Nº 9 (Março 2010)

Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio – conclusões e intervenções; setepalcos – Teatro em Cabo Verde; à conversa com Francisco Pellé; Rostos da Cena: Odete Môsso.

conversa com Francisco Pellé; Rostos da Cena: Odete Môsso. Nº 10 (Junho 2010) Festivais de teatro
conversa com Francisco Pellé; Rostos da Cena: Odete Môsso. Nº 10 (Junho 2010) Festivais de teatro
conversa com Francisco Pellé; Rostos da Cena: Odete Môsso. Nº 10 (Junho 2010) Festivais de teatro
conversa com Francisco Pellé; Rostos da Cena: Odete Môsso. Nº 10 (Junho 2010) Festivais de teatro

Nº 10 (Junho 2010)

Festivais de teatro na lusofonia; setepalcos – lançamento em Lisboa, Coimbra e Porto; à conversa com Creusa Borges; Rostos da Cena: José Amaral.

Nº 11 (Setembro 2010)

 

Circuito de Teatro Português de São Paulo; FESTLIP (Rio de Janeiro); Ruy Duarte de Carvalho; Orlando Worm; entrevistas com Miguel Seabra e Natália Luiza (Teatro Meridional) e Ivo M. Ferreira.

Nº 12 (Dezembro 2010)

 

FESTLUSO e II Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio; 2012 ano Portugal-Brasil ano Brasil-Portugal; entrevista: Márcio Meirelles; Rostos da Cena: Elias Macovela.

cenaberta online

Jornal digital (www.cenalusofona.pt/cenaberta). Um espaço noticioso dedicado às iniciativas da associação e às actividades culturais e teatrais da comunidade de língua portuguesa.

Edição vídeo

“Carnaval de Bissau”

Realização Andrzej Kowalski Guião Luis Mourão, Andrzej Kowalski Imagem Luis Margalhau, Andrzej

Kowalski Assistentes de câmara Bakar Mané, Braima Cassamá Montagem Luis Margalhau, Andrzej

Kowalski Edição off line Luis Margalhau Locução Victor Filipe Pós-produção 100 imagens produções

audiovisuais Produção Cena Lusófona / 2002

“Soia di Príncipe”

Realização Ivo M. Ferreira Câmara Ivo M. Ferreira Som Sabina Viel, Acácio Carreira Montagem Rita Figueiredo Produção Cena Lusófona/2002

“À procura de Sabino – Soia di São Tomé”

Realização e Imagem Ivo M. Ferreira Som Sabine Durand-Viel Montagem Edgar Feldman, Vanessa Pimentel e Ivo M. Ferreira Produção Cena Lusófona / 2002

Som Sabine Durand-Viel Montagem Edgar Feldman, Vanessa Pimentel e Ivo M. Ferreira Produção Cena Lusófona /

Centro de Documentação e Informação

O Centro de Documentação e Informação da Cena Lusófona, cuja actividade teve início em Setembro de 1997, com a coordenação científica e técnica de Jorge Pais de Sousa, é hoje um centro de recursos especializado na aquisição, processamento, gestão e difusão da documentação e informação, no âmbito do teatro e das artes cénicas, relativas ao espaço cultural ocupado pelos países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este centro de recursos pretende apoiar as actividades que se relacionam com a promoção do intercâmbio teatral, a realização de co-produções, o apoio à investigação e à edição, o ensino e a formação, de forma a auxiliar todos aqueles que recorrem aos seus serviços no processo de transformação da informação em conhecimento.

Possui actualmente um acervo documental considerável, organizado em livre acesso, e constituído por diferentes tipos de suportes (impresso, videográfico, fotográfico, sonoro, iconografia em cartaz, etc.) na área do teatro e das artes cénicas. O catálogo está acessível on-line, em www.cenalusofona.pt.

Paralelamente, o CDI mantém actualizada uma base de dados sobre o teatro da lusofonia, prevendo- se para breve a sua disponibilização através da Internet.

Em 2011, foi desenvolvido o projecto "Reforço do fundo bibliográfico e promoção da leitura", com o apoio da Fundação Calouste Gulnbenkian, que envolveu mais de 100 alunos da Escola Secundária Dom Dinis, de Coimbra

Acervo constituído por:

- 12.000 fotografias

- 3.500 monografias

- 100 publicações periódicas especializadas

- 160 cassetes de vídeo, DVD e CD-ROM

- materiais gráficos (cartazes, programas, etc.)

Base de dados sobre o teatro da lusofonia com informações sobre:

- espaços cénicos

- actores

- encenadores

- dramaturgos

- cenógrafos

- companhias de teatro

- edições

- escolas de teatro

- festivais

Circuito Teatral Lusófono

Para além dos momentos especiais de encontro que constituem as Estações, a Cena Lusófona organizou ou apoiou a digressão pelos países lusófonos de diversos espectáculos e companhias dos países de língua portuguesa.

O seguinte quadro-resumo dá conta da intensidade deste circuito teatral.

Ano

País

Companhia / artista

Espectáculo

País e local de apresentação

1996

Portugal

Cendrev

Bonecos de Santo

Brasil

Teatro Glauce Rocha,

 

Aleixo

Rio de Janeiro e Teatro Só Riso, Olinda

 

Portugal

Teatro de Marionetas do Porto

Miséria – Teatro Dom Roberto

Brasil

Teatro Glauce Rocha, Rio de Janeiro e Teatro Só Riso, Olinda

Portugal

Teatro de Marionetas do Porto e Ballet Teatro Companhia

Terceira Estação

Brasil

Teatro Glauce Rocha, Rio de Janeiro

Brasil

António Nóbrega

Aula Espectáculo

Brasil

Centro Universitário Maria Antónia, São Paulo

1997

Brasil

Pedro Paulo Rangel / Kelzy

“Sermão de

Portugal

Lisboa, Évora e Coimbra

 

Ecard

quarta-feira de

 
 

cinza”

 

S. Tomé e Príncipe

Teatro de Marionetas de Ototo Bonecos de Ototo

Portugal

Évora

Brasil

Mamulengo Só Riso

Portugal

Évora e Coimbra

Moçambique /

De volta da guerra

Portugal

Montemor-o-Novo,

Portugal

Casa Velha e Produções Olá / Teatro da Rainha

Évora, Vila Real de Santo António, Fundão, Coimbra, Marinha Grande

Cabo Verde

Grupo de Teatro do Centro Cultural Português

As virgens loucas

Cabo Verde Mindelo

Vários países da CPLP

Colectivo I Estágio Internacional de Actores

A

Fronteira

Portugal

Braga, Montemor-o- Novo, Évora, Coimbra

Portugal

Companhia Teatral do Chiado

As obras

Cabo Verde Mindelo

 

completas de

William

Shakespeare

1998

Brasil

Luís de Lima

Recital

Portugal

Coimbra

Vários países da CPLP

Colectivo I Estágio Internacional de Actores

A

Fronteira

Portugal

Braga, Montemor-o- Novo, Évora, Coimbra

Angola

Elinga Teatro

O mulato dos

Portugal

Évora, Almada,

 

prodígios

Coimbra, Porto, Braga

 

Brasil

Paula Passos

A orfã do Rei

Portugal

Coimbra

Portugal

Teatro da Garagem

Escrita da água – no rasto de Medeia

Brasil

São Paulo

Portugal

Teatro da Garagem

Peregrinação – o fio de Ariadne

Brasil

São Paulo

Ano

País

Companhia / artista

Espectáculo País e local de apresentação

Portugal

Teatro da Garagem

A menina que foi avó

Brasil

São Paulo

Portugal

Teatro Meridional

Ñaque ou sobre piolhos e actores

Brasil

São Paulo

Portugal

Teatro da Serra de Montemuro Lobo/Wolf

Brasil

São Paulo

Portugal

A Escola da Noite

A serpente

Brasil

São Paulo

Portugal

A Escola da Noite

Uma visitação a Gil Vicente

Brasil

São Paulo

Portugal

A Escola da Noite

Beckett – primeira jornada

Brasil

São Paulo

Portugal

ACTO – Instituto de Arte Dramática

Nocturno Cabo-Verde Mindelo

1999

Cabo Verde / Angola

Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo / Elinga Teatro

Os velhos não devem namorar

Portugal

Estarreja, Coimbra

Brasil

Agitada Gang

Como nasce um cabra da peste

Portugal

Estarreja, Coimbra, Viseu, Braga, Estremoz, Beja, Vendas Novas, Mora, Évora, Marinha Grande, Fundão, Almada, Vila Real de Santo António, Montemor-o-Novo

Moçambique

Colectivo de actores

A sapateira

Portugal

Évora, Braga, Coimbra

 

independentes

prodigiosa

 

Cabo Verde / Portugal

Grupo de teatro do Centro Cultural Português do Mindelo / Teatro Meridional

Cloun Creolus Dei

Portugal

Évora, Braga, Coimbra, Porto

Portugal

Teatro Meridional

Calisto, História

Cabo Verde Mindelo

 

de uma

personagem

 

Portugal

Teatro Meridional

Romeo, versão

Cabo Verde Mindelo

 

montesca da

tragédia de

Verona

2000

Portugal

Cendrev

O Pranto de Maria Parda

Portugal

Évora, Borba, Vendas Novas, Estremoz, Mora, Amareleja, Moura, Arraiolos, Montemor-o- Novo, Alhandra, Alandroal, Vila Real de Santo António, Fundão, Marinha Grande, Valença, Barcelos, Vouzela, Oliveira de Frades, Penalva, Sátão, Celorico da Beira

Vários países da CPLP

Colectivo do II Estágio Internacional de Actores

Quem come quem

Portugal

Coimbra, Braga, Porto

Portugal /

Teatro Nacional de São João,

Supernova

Brasil

Bahia

Brasil

Cendrev / Teatro Vila Velha

Portugal

Porto, Évora, Viseu

Portugal

Karnart / CCB

Salvesave

Portugal

Lisboa, Coimbra

 

Holanda

Den Haag

Ano

País

Companhia / artista

Espectáculo

País e local de apresentação

Brasil

Grupo Tapa

Navalha na Carne

Portugal

Coimbra, Braga

Brasil

Grupo Tapa

A serpente

Portugal

Coimbra, Braga

Brasil

Grupo Tapa

Corpo a corpo

Portugal

Coimbra, Braga

2001

Brasil

O Galpão

Romeu e Julieta

Portugal

Porto, Braga, Coimbra

2002

Portugal /

Teatro da Trindrade /

O que fazem as

Angola

Luanda

Angola

Caixindré produções

mulheres

Portugal

Teatro Meridional

Mar me quer

Portugal

Coimbra

 

Timor

Díli

 

Guiné-Bissau

Os Fidalgos

O Lutador

São Tomé e Príncipe

São Tomé, Príncipe

 

Portugal

Braga

 

Angola

Elinga Teatro

Quem me dera ser onda

S. Tomé e Príncipe

S. Tomé

Portugal

Andante

À volta da língua

Portugal

Coimbra

Portugal

Arte Pública

Xtórias

Portugal

Coimbra

Portugal

Bica Teatro

Karingana

Portugal

Coimbra

2003

Portugal

A Comuna

Bão Preto

Angola

Luanda

Portugal

A Comuna

Do desassossego

Angola

Luanda

Brasil

Marcos Fayad

Voar

Portugal

Coimbra

Vários países da CPLP

Colectivo do III Estágio Internacional de Actores

Horácio

Portugal

Aveiro

2004

Portugal

Filipe Crawford

A história do tigre

São Tomé e Príncipe

São Tomé

Portugal

Teatro Meridional

Geração W

Portugal

Lisboa

São Tomé e Príncipe

Cena Só

Pedro Andrade, a tartaruga e o gigante

São Tomé e Príncipe

Neves, São João dos Angolares

2005

Portugal

Filipe Crawford

A história do tigre

Guiné-

Bissau e S. Domingos

 

Bissau

Brasil

Londrina

2009

Galiza-Espanha

Sarabela Teatro

A Esmorga

Portugal

Coimbra

 

Cándido Pazó

O espectáculo da palavra

Portugal

Coimbra

2010

Brasil

Dragão7

Inês de Castro, até ao fim do mundo

Portugal

Coimbra

2012

Brasil

enc. Eduardo Tolentino

12 homens e uma sentença

Portugal

Coimbra, Braga e Évora

 

Grupo TAPA

Retratos falantes

Portugal

Coimbra, Braga e Évora

Espaços Cénicos

Um dos objectivos centrais do Programa da Cena Lusófona é o de contribuir para que no espaço lusófono se criem e reforcem redes de circulação do espectáculo teatral, com condições de recepção, difusão e produção, com suporte em infra-estruturas – edifícios teatrais ou centros culturais polivalentes – devidamente equipados e com uma gestão adequada à prática teatral. Iniciou-se em 1995 um conjunto de acções de inventário e diagnóstico de salas de teatro, projectando propostas de recuperação e funcionamento, para apresentar aos respectivos governos.

No âmbito deste projecto, foram realizadas 14 missões de reconhecimento por equipas especializadas e multidisciplinares que integram arquitectos e cenógrafos (João Mendes Ribeiro, José António Bandeirinha, Flávio Tirone e José Carlos Faria), técnicos de palco (Orlando Worm, João Carlos Marques e Elias Macovela) e um fotógrafo (Augusto Baptista). Foram visitados com este propósito todos os países africanos de língua portuguesa: Guiné-Bissau (1995, 1997, 2002 e 2003), Moçambique (1995 e 1997), Cabo Verde (1996, 1997, 2005 e 2009), Angola (1997) e São Tomé e Príncipe (1997, 2001 e 2002).

Na revista Setepalcos n.º 6 foi publicado o inventário de Cabo Verde, o primeiro país africano a ver este inventário completo. As respectivas fichas, que incluem fotografias, plantas e informações técnicas sobre todos os espaços inventariados, estão já disponíveis on-line, em http://sirius.bookmarc.pt/cenalusofona/ec/index.asp.

em http://sirius.bookmarc.pt/cenalusofona/ec/index.asp. Anfiteatro Municipal José Cabral Évora - Ilha do Sal, Cabo

Anfiteatro Municipal José Cabral Évora - Ilha do Sal, Cabo Verde

Forum

No âmbito da rede que foi constituindo ao longo do seu percurso, a Cena Lusófona participa e colabora em várias iniciativas de encontro, discussão, investigação e divulgação sobre o intercâmbio cultural no espaço da CPLP. Destacam-se as seguintes:

1996

 

-

Encontro de investigadores e agentes teatrais sobre Tchiloli (Escola Nacional de Belas Artes, São Tomé

e

Príncipe)

-

Lusoculturofonias (Associação Académica de Coimbra, Portugal)

1997

 

-

Projecto de investigação antropológica da cultura Chocwe (Museu do Dundo, Angola)

-

Documentação fotográfica sobre o Tchiloli e Auto de Floripes (São Tomé e Príncipe)

-

Exposição de fotografia “As Cores do Teatro” (Augusto Baptista; exposição produzida pela Cena

Lusófona, exibida no Rio de Janeiro, Coimbra, Oliveira de Azeméis, Sintra, São Tomé e Príncipe, Beja, Braga, Luanda e Bissau)

1998

 

- Colóquio sobre as experiências do projecto (Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra)

- Encontro Internacional de Dramaturgos (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, Rio de Janeiro e

Ceará, Brasil)

Encontro de escolas de teatro – Portugal, Brasil e Moçambique (Escola Superior de Teatro e Cinema, Amadora, Portugal)

-

Exposição de fotografias sobre o percurso da Cena Lusófona (Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, Portugal)

-

1999

 

Ciclo de Leituras de textos dramáticos lusófonos (Sociedade Lítero-Dramática Gastão Tojeiro, São Paulo, Brasil)

-

-

Exposição Angola a Preto e Branco (Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, Portugal)

2000

 

Exposição de fotografias “Artes performativas de S. Tomé e Príncipe: Tchiloli e Auto de Floripes (Galeria-Bar Santa Clara, Coimbra, Portugal)

-

Seminário de Dramaturgia José Vicente (DRAMAT – Centro de Dramaturgias Contemporâneas, Porto, Portugal)

-

- Encontro Porto Alegre em Cena (Porto Alegre, Brasil)

- Colóquio Novas Dramaturgias (Teatro Vila Velha, Salvador da Bahia, Brasil)

2002

 

- Práticas cénicas interculturais – ciclo de espectáculos sobre a miscigenação cultural no espaço lusófono:

Andante, Arte Pública, Bica Teatro e Teatro Meridional (Coimbra, Portugal)

2003

- Participação do documentário “Narradores Orais da Ilha do Príncipe” nas Jornadas da Lusofonia (Faro, Portugal) e no DocLisboa (Lisboa, Portugal)

- Encontro sobre Narração Oral (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal)

- Jornadas Culturais Samora Machel (Comissão de Estudantes Moçambicanos em Coimbra, Portugal)

- “Vozes amanhecidas – ciclo de divulgação literária” - leitura de poemas de Ana Paula Tavares (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal)

2004

 

Exibição do documentário “O arquitecto e a cidade velha”, de Catarina Alves Costa (Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, Portugal)

-

Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais – dinamização de um grupo de discussão sobre o intercâmbio cultural (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal)

-

2005

 

Acompanhamento e documentação da iniciativa “Abraço Lusófono”, dedicada ao escritor e antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho (Universidade de Coimbra, Portugal)

-

2006

 

Participação do documentário “Narradores Orais da Ilha do Príncipe” no VIII “Palavras Andarilhas” - Encontro de Aprendizes de Contar (Beja, Portugal)

-

Apresentação do projecto Inventário de Espaços Cénicos, em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no “Seminário Internacional de Reabilitação Urbana do Mindelo” (Cabo Verde)

-

2008

 

Participação no I Encontro Ibérico de Revistas de Teatro, integrado na XXV Mostra Internacional de Teatro Cómico e Festivo de Cangas (Cangas de Morrazo – Pontevedra, Galiza, Espanha)

-

2009

 

- Encontro Internacional sobre políticas de intercâmbio (Coimbra, 3 a 6 de Dezembro), com a presença de mais de trinta estruturas de criação e programação e instituições oficiais dos vários países de língua portuguesa.

2010

 

-

Participação no II Encontro Ibérico de Revistas de Teatro, integrado na XXVII Mostra Internacional de

Teatro Cómico e Festivo de Cangas (Cangas de Morrazo – Pontevedra, Galiza, Espanha)

-

Participação no Circuito de Teatro Português de São Paulo.

Participação no II Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio (Piauí, Teresina, Brasil, 15 a 17 de Novembro), organizado pelo Grupo Harém de Teatro em parceria com a Cena Lusófona, integrando a programação do FESTLUSO - Festival de Teatro Lusófono.

-

2011

 

Co-organização, com a Revista Galega de Teatro, do III Encontro Ibérico de Revistas de Teatro, integrado na FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Porto, Portugal)

-

2012

- Co-organização, com a Consellería de Cultura da Xunta de Galicia, do III Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio (Santiago de Compostela, 30 de Novembro a 2 de Dezembro)

A Cena no Café

Em 2003 inaugurou-se um espaço de programação multidisciplinar, que se traduziu na realização de pequenos eventos para o espaço do Café Santa Cruz, em Coimbra, e a que se deu o título genérico de “A Cena no Café”. Este espaço tem como objectivos:

a) proporcionar um ponto de contacto directo entre o público e as mais diversas manifestações

artísticas do universo lusófono e os seus criadores;

b) criar um espaço informal de divulgação das culturas, multidisciplinar, aberto também a

propostas externas, com projecção de filmes/documentário, contadores de histórias, apresentação de livros, revistas e/ou outras publicações, música e a criação de espaços de reflexão;

c) promover a aproximação entre as comunidades de residentes lusófonos em Portugal.

Interrompida em 2005, esta iniciativa regressou em 2009, num formato ligeiramente diferente, que

já não passa exclusivamente pelo Café Santa Cruz, nem pela cidade de Coimbra. Pretende-se alargar

a outros locais e a outros públicos, embora mantendo este conjunto de princípios e objectivos

essenciais.

Entre 2002 e 2011 foram realizadas cerca de 30 sessões, entre as quais:

13 de Janeiro de 2003

Mopiopio

Exibição do filme do realizador angolano Zézé Gamboa, com a presença do próprio.

27 de Janeiro de 2003

Céu aberto

Exibição do documentário de Graça Castanheira (Moçambique).

10 de Fevereiro de 2003

Insularidades

Exibição do documentário de Carlos Brandão Lucas sobre Cabo Verde, com a presença do realizador.

10 de Março de 2003

O espelho de África

Exibição do documentário de Miguel Vale de Almeida sobre a herança africana em Salvador da Bahia, seguida de debate com o próprio realizador.

24 de Março de 2003

Outros bairros

Exibição do documentário de Vasco Pimentel e Inês Gonçalves sobre os cabo-verdianos de segunda geração na periferia de Lisboa, seguida de debate com os realizadores.

11 de Abril de 2003

“Crónicas da Maianga” e “Como se o mundo não tivesse leste”

Apresentação de dois livros do antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho, com a presença do próprio e realizada por Oswaldo Manuel Silvestre.

14 de Abril de 2003

“Ilhas de Fogo” e “Atlântico – romance fotográfico”

Apresentação de dois livros de Pedro Rosa Mendes, com a presença do próprio.

26

de Maio de 2003

Histórias e canções de Cabo Verde

Concerto de Celina Pereira.

9 de Junho de 2003

Setepalcos – número especial dedicado ao teatro galego

Apresentação do número 4 da revista Setepalcos, com o Presidente do IGAEM – Instituto Galego das Artes Escénicas e Musicais, D. Amado Ricón Virulegio e a intervenção do contador de histórias galego Candido Pazó.

16 de Junho de 2003

A cena de Dario Fo

Apresentação do livro de Neyde Veneziano (Brasil), com a presença da própria.

7 de Julho de 2003

Brincar Tabanca

Exibição do documentário de Carlos Brandão Lucas sobre o ritual cabo-verdiano.

21 de Julho de 2003

Kuxa Kanema

Exbição do documentário de Margarida Cardoso (Moçambique) sobre o cinema moçambicano no período pós-independência, com a presença da própria.

20 de Setembro de 2004

António Vieira

Conversa com o cordelista e contador de histórias brasileiro António Vieira. Esta sessão teve uma extensão a Braga, no dia 24 de Setembro, no espaço alternativo PT.

25 de Maio de 2005

A dança contemporânea em Angola e “A magia das palavras”

Apresentação do documentário de Jorge António “Outras frases”, sobre a coreógrafa Ana Clara Guerra Marques (com a presença da própria e do realizador) e do livro “A magia das palavras”, do escritor angolano Carlos Ferreira (Cassé), igualmente presente na sessão.

3 de Julho de 2009

Coimbra, bar do Teatro da Cerca de São Bernardo

Newton Moreno

Conversa com o dramaturgo, actor e encenador brasileiro Newton Moreno, que apresentou e comentou alguns excertos dos seus espectáculos, apresentados em vídeo.

16 de Novembro de 2009

Coimbra, café-teatro do Teatro Académico de Gil Vicente

Intersecções – antropologia e arquitectura em debate

Com os arquitectos José António Bandeirinha e Paulo Providência e os antropólogos Luís Quintais, Nuno Porto e Sandra Xavier.

José António Bandeirinha e Paulo Providência e os antropólogos Luís Quintais, Nuno Porto e Sandra Xavier.

4 de Dezembro de 2009 Coimbra, bar do Teatro da Cerca de São Bernardo

“Fazê di Conta” + “O espectáculo da palavra”

Documentário de Patrícia Poção apresentado por Miguel Seabra (Teatro Meridional) e espectáculo de Cándido Pazó, no âmbito do Encontro Internacional sobre políticas de intercâmbio (Coimbra (3 a 6 de Dezembro de 2009).

31 de Março de 2010

Lisboa, Casa da Morna

setepalcos , 6 – Teatro em Cabo Verde: lançamento em Lisboa

Com Arnaldo Andrade, Embaixador de Cabo Verde em Portugal; Augusto Baptista, coordenador editorial da revista setepalcos; Odete Môsso, actriz e investigadora.

da revista setepalcos; Odete Môsso, actriz e investigadora. 28 de Abril de 2010 Porto, foyer do

28 de Abril de 2010

Porto, foyer do Cinema Nun'Álvares

setepalcos , 6 – Teatro em Cabo Verde: lançamento no Porto

Com Carlos Machado, Cônsul Honorário de Cabo Verde no Porto; Augusto Baptista, coordenador editorial da revista setepalcos; José António Bandeirinha, arquitecto e coordenador do Inventário de Espaços Cénicos dos Países Africanos de Língua Portuguesa; Flávio Hamilton, actor e membro fundador da Burbur; João Branco, Director do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo e responsável pelo Mindelact.

29 de Março de 2011

Coimbra, bar do Teatro da Cerca de S. Bernardo Apresentação do N.º 65 da Revista Galega de Teatro (RGT), com leitura de excertos da peça “Nunca estive em Badgad”, de Abel Neves, por actores d'A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra Com Anton Lamapereira e Vanesa Sotelo (RGT), Abel Neves e António Augusto Barros.

e Vanesa Sotelo (RGT), Abel Neves e António Augusto Barros. 11 de Abril de 2011 Braga,

11 de Abril de 2011

Braga, salão nobre do Theatro Circo Apresentação do N.º 65 da Revista Galega de Teatro (RGT) Com Anton Lamapereira e Vanesa Sotelo (RGT), Pedro Rodrigues e Rui Madeira.